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AHP quer solução “urgente” para o aeroporto e diz que polémica recente “é muito má para o país”

O presidente da AHP, Bernardo Trindade, considera que “a situação recentemente criada é muito má para o país”, pois arrasta a questão do aeroporto, que tem levado à “perda de oportunidades devido à incapacidade de resposta”, com consequências negativas para o turismo e economia.

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AHP quer solução “urgente” para o aeroporto e diz que polémica recente “é muito má para o país”

O presidente da AHP, Bernardo Trindade, considera que “a situação recentemente criada é muito má para o país”, pois arrasta a questão do aeroporto, que tem levado à “perda de oportunidades devido à incapacidade de resposta”, com consequências negativas para o turismo e economia.

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O presidente da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP), Bernardo Trindade, veio esta segunda-feira, 4 de julho, lamentar a polémica em torno do aeroporto de Lisboa, considerando que “a situação recentemente criada é muito má para o país”, já que arrasta a questão do aeroporto, cujo esgotamento tem levado à “perda de oportunidades devido à incapacidade de resposta”, com consequências negativas para o turismo e para a economia.

“A solução para o Aeroporto de Lisboa é, há muito, urgente, urgentíssima no curto prazo”, começa por considerar o presidente da AHP, que lamenta as oportunidades perdidas e o seu consequente efeito “prejudicial para o setor do Turismo, mas também para a economia do país”.

Bernardo Trindade considera que “Portugal não se pode dar ao luxo de rejeitar clientes por falta de soluções de mobilidade”, pelo que, defende o responsável, “uma decisão imediata, seja ela qual for, é estrutural”, principalmente numa altura em que o país ainda está a recuperar da pandemia e se vivem momento de instabilidade geopolítica.

“Esta indefinição traz, para já, problemas no imediato, mas também a médio e longo prazo que têm de ser resolvidos. Todas as soluções agora encontradas só trarão benefícios para Portugal daqui a uns anos”, considera o presidente da AHP, que defende também a necessidade de realização de “obras no Aeroporto Humberto Delgado que permitam aumentar o número de lugares de estacionamento, melhorar a circulação em terra com aumento do número de movimentos, tudo articulado com uma mais eficaz monitorização do espaço aéreo”.

Apesar do ruído político, Bernardo Trindade considera que as declarações dos responsáveis políticos mostram que “há vontade em definitivamente tomar decisões”, até porque o recém-eleito líder do maior partido da oposição, o Partido Social-Democrata (PSD), reconheceu que “o país e Lisboa precisam de reforçar a capacidade aeroportuária e suprir insuficiências que existem e prejudicam o interesse nacional”.

“Espero que assim seja e, sobretudo, que, além de tomadas, as mesmas sejam rapidamente executadas”, acrescenta o presidente da AHP, que apela ainda ao Governo e aos demais intervenientes para que, “apesar deste retrocesso, não se perca o foco e se trabalhe de forma célere para encontrar uma solução aeroportuária definitiva”.

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Dormidas reservadas através de plataformas online já ultrapassam níveis pré-pandemia

De acordo com o Eurostat, no primeiro semestre, “o turismo através destas plataformas superou os níveis registados no primeiro semestre de 2019, ano anterior à pandemia da Covid-19”.

Inês de Matos

No primeiro semestre do ano, as dormidas de curta duração na União Europeia reservadas através de plataformas online de alojamento somaram 199 milhões, valor que representa uma subida de 138% face a igual período do ano passado e que ultrapassa mesmo os 193 milhões de dormidas reservadas através destas plataformas nos primeiros seis meses de 2019.

“Com este valor, o turismo através destas plataformas superou os níveis registados no primeiro semestre de 2019, ano anterior à pandemia da Covid-19, quando as plataformas registaram cerca de 193 milhões de noites de hóspedes”, lê-se na informação divulgada esta terça-feira, 4 de outubro, pelo Eurostat.

O gabinete de estatística da União Europeia, que pela primeira vez divulgou dados mensais relativos ao alojamento turístico de curta duração, graça a um acordo entre a Comissão Europeia e as plataformas Airbnb, Booking.com, Expedia e Tripadvisor, indica que “após uma recuperação gradual do número de reservas durante o segundo semestre de 2021, no primeiro semestre de 2022 as reservas atingiram e ultrapassaram pela primeira vez os níveis pré-pandemia”.

Por trimestre, entre janeiro e março, foram reservadas nestas plataformas 67,4 milhões de noites, o que indica um aumento de 148,8% face às 27,1 milhões de noites reservadas no mesmo período de 2021 e de 4,5% em comparação com as 64,5 milhões de noites de 2019.

Já no segundo trimestre, foram reservadas 132,0 milhões de noites, num crescimento de 132,9% face aos três primeiros meses do ano passado, quando se tinha contabilizado a reserva de 56,7 milhões de noites, enquanto na comparação com período homólogo de 2019 houve uma subida de 2,5%, já que tinham sido reservadas 128,8 milhões de noites.

O Eurostat refere que, na comparação com o ano passado, houve uma “recuperação robusta” em todos os 31 países do bloco europeu contabilizados, ainda que, face ao período pré-pandemia, as evoluções tenham “variado” consoante os países.

Entre os países com melhor desempenho nas reservas de curta duração através de plataformas online, o Eurostat destaca a França e Espanha, ambas com cinco regiões entre as 15 europeias que chegaram a um milhão de noites reservadas no primeiro trimestre.

Já a Itália contabilizou duas regiões entre as 15 da Europa que alcançaram um milhão de noites reservadas através destas plataformas, seguindo-se a Áustria, a Polónia e Portugal, todos com uma região, que no caso português foi Lisboa e Vale do Tejo.

Em Portugal, o gabinete de estatística da União Europeia diz que foram registadas mais de três milhões de dormidas de curta duração entre janeiro e março, o que corresponde a um aumento de 348,3% face a igual período de de 2021 e de 1,4% na comparação com o mesmo período de 2019.

No segundo trimestre, as dormidas registadas através destas plataformas online em Portugal ultrapassaram os oito milhões, o que traduz um aumento de 204,9% na comparação com o mesmo período de 2020, mas um recuo de 1,6% face ao segundo trimestre de 2019.

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Transportes

Ryanair triplica passageiros transportados no acumulado até setembro

Até setembro, a Ryanair transportou 153 milhões de passageiros, num aumento de 209% face aos 49,5 milhões de passageiros que tinham sido transportados pela companhia aérea de baixo custo em igual período de 2022.

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A Ryanair transportou 15,9 milhões de passageiros no passado mês de setembro, número que fica 49% acima do total de passageiros contabilizados em igual mês de 2021 e que, no acumulado até setembro, chega já aos 153 milhões de passageiros, mais de três vezes acima do resultado de igual período do ano passado.

Numa nota enviada à imprensa esta terça-feira, 4 de outubro, a Ryanair revela que, no nono mês do ano, transportou 15,9 milhões de passageiros, quando em setembro do ano passado este número não ultrapassava os 10,6 milhões, o que traduz um aumento de 49,%.

Em setembro, também a ocupação dos voos da transportadora aérea low cost aumentou 13%, passando de um load factor de 83% em setembro de 2021 para 94% nos 88,850 voos realizados pela Ryanair.

No entanto, é no acumulado do ano que se verifica a maior subida no total de passageiros transportados pela Ryanair, uma vez que a companhia aérea contabilizou já 153 milhões de passageiros, quando até setembro do ano passado tinham sido transportados 49,5 milhões, o que traduz um aumento de 209%.

A ocupação dos voos também tem vindo a subir ao longo do ano e, em setembro, chegou aos 90%, 13% acima do registado em igual período de 2021, quando o load factor acumulado dos voos da Ryanair se ficava pelos 77%.

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Prémios

Votação para os Publituris “Portugal Travel Awards” 2022 encerra sexta-feira

Os Publituris “Portugal Travel Awards” 2022 vão ser entregues a 18 de outubro, numa cerimónia a decorrer na Quinta da Pimenteira, em Lisboa.

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A votação para escolher os vencedores dos Publituris “Portugal Travel Awards” 2022 termina na próxima sexta-feira, 7 de outubro, e até lá ainda é possível votar nos 104 os nomeados, divididos por 15 categorias, que concorrem nesta edição.

A votação está disponível aqui e, para validar o voto, é exigida a introdução do e-mail que terá de ser idêntico ao de registo na newsletter diário do publituris.pt.

Além dos 104 os nomeados, divididos por 15 categorias, que concorrem nesta edição, os Publituris “Portugal Travel Awards” 2022 vão também voltar a atribuir o Prémio Carreira Belmiro Santos, que será entregue diretamente pela redação do Publituris.

Os vencedores resultam de uma média ponderada entre os votos do júri (45%), assinantes do jornal Publituris (45%) e subscritores da newsletter diária (10%).

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Distribuição

Presidente da APAVT admite um 2023 “menos robusto” no outgoing e em algum incoming europeu

“Prevemos um 2023, ao nível do mercado português, e de outros mercados emissores europeus, menos robusto que em 2022. Diria que a nossa operação de verão em 2023 é bem espectável que seja menos robusta”, alertou o presidente da APAVT.

Num encontro com jornalistas, sexta-feira em Lisboa, e respondendo a uma questão colocada pelo Publituris, Pedro Costa Ferreira apontou que, no verão do próximo ano “teremos, por um lado, a poupança forçada já gasta, e por outro lado, menor rendimento disponível decorrente da inflação e, sobretudo, do peso que tem as prestações para habitação própria da classe média portuguesa”.

Assim, o dirigente admite que os destinos de proximidade tenhas oportunidades nesta conjuntura. Neste caso apontou a Madeira e os Açores “podem ter uma oportunidade acrescida, pois como se sabe, durante a pandemia também a tiveram. Isto também pode voltar a incluir destinos do continente”.

Preocupado está também com os principais mercados emissores europeus para Portugal. “Já há notícias muito desagradáveis do Reino Unido no que diz respeito à desvalorização da libra, que é uma da espécie de inflação ainda maior. E temos do ponto de vista do mercado alemão um histórico, é que, assim que há uma perspetiva de menor rendimento disponível, há menor consumo. Aliás, a Alemanha já está a entrar em recessão. Estou a falar de dois mercados fortíssimos para Portugal, mas teremos que olhar também para outros mercados europeus”.

Por outro lado, acrescentou, “se olharmos para o olharmos para o mercado norte-americano e para a valorização do dólar, teremos uma oportunidade espetacular, e sabendo que este mercado, e todos os mercados de longo curso são estratégicos do ponto de vista do turismo português, quem sabe. não teremos aqui, nas dificuldades. Uma oportunidade para acelerarmos alguns aspetos”.

Costa Ferreira sublinha, no entanto, que a “incerteza é total”, referindo que estamos a dar respostas como o mundo é atualmente “com a inflação, com a guerra como está, mas nada está garantido. A incerteza é total”.

Em relação a este ano, o presidente da APAVT sublinha que “já está tudo praticamente gasto. Foi um dos componentes da expressão inflacionária em que vivemos e não nos apanhou de surpresa.

Indica que, em 2020 “dizíamos que ia haver uma poupança forçada e que o retorno ia ser off/on e foi, e dissemo-lo, contra a maioria de estudos de consultores e outros analistas que indicavam regressos mais atenuados no tempo. Nós sempre dissemos que se houvesse condições do ponto de vista pandémico que a procura voltaria num dia, e voltaria mais forte do que nunca, e foi oque aconteceu” salientou Pedro Costa Ferreira no encontro com jornalistas.

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Meeting Industry

“Fazer!” é tema do 47º Congresso da APAVT em Ponta Delgada

“Fazer!”, numa perspetiva de “decisão, realização e construção”, é o tema do 47º Congresso da APAVT, revelou aos jornalistas, sexta-feira, em Lisboa, o presidente da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo, Pedro Costa Ferreira. Como já havia sido anunciado, este congresso terá lugar de 8 a 11 de dezembro, em Ponta Delgada (Ilha de São Miguel – Açores).

“Estamos muito felizes e dispostos a fazer do tema a nossa prática de intervenção nos próximos anos: construir, construir, construir. Decidir e realizar. Um sangue que é muito nosso”, disse o presidente da APAVT, para realçar que estamos a edificar para as agências de viagens nossas associadas um quadro diferenciador”.

Pedro Costa Ferreira esclareceu que “uma vez mais é um congresso do turismo organizado por agentes de viagens. Do ponto de vista das suas temáticas e da adesão dos congressistas, não está apenas em redor dos agentes de viagens”, assim  “vamos outra vez fazer um ponto de situação do turismo como um todo, e uma tentativa de olhar para o futuro do setor”.

No entanto, conforme disse, “começa a ser como uma espécie de sala ao lado, um minicongresso dentro do congresso, que responde a uma cada vez maior participação dos agentes de viagens no congresso”. Trata-se de uma sessão exclusiva para agentes de viagens e “este ano vamos alargá-la no tempo e no espaço de intervenção. O congresso encerra dia 10 à hora de almoço e prosseguiremos durante todo o dia só com os agentes de viagens”, explicou.

Neste que é o terceiro Congresso da APAVT realizado na Região Autónoma dos Açores, sob a presidência de Pedro Costa Ferreira, “um enorme destino, mas com desafios que devem ser encarados, e teremos um painel dedicado à análise destas questões, assim como teremos um momento depois de conhecimento e vivência do destino turístico em si, que acontecerá da parte da tarde do segundo dia”, apontou.

No que diz respeito propriamente aos painéis, o dirigente sublinhou que “vamos desafiar muito os congressistas a falar menos do que te corrido pior, apenas o necessário, para expressarem sobre o que temos que fazer melhor e esperamos com isso contribuir para uma política mais próxima da realização e com menos momentos de anúncio”.

Assim, a questão do crescimento do país vai estar na sessão de abertura, numa tradição que “é muito nossa, que é dotar os congressistas de um pensamento mais global, mais geral, menos focado no próprio setor”.

Os grandes desafios do modo geral do turismo português estarão em painel  próprio, a necessidade de diversificação do produto, de novos mercados e de mais território vão ter também painel próprio, bem como os caminhos para os Açores, para além de uma sessão exclusiva para agentes de viagens.

Do ponto de vista de alguns oradores e intervenientes já confirmados, o congresso contará, no painel de crescimento com presença do deputado da Iniciativa Liberal, Carlos Guimarães Pinto, Pedro Siza Vieira e Nadim Habib, da Nova SBE. A APAVT diz que não dispensa o presidente da SATA, Luís Rodrigues, Álvaro Covões no painel da diversificação de produto, novos mercados e mais território, bem como o presidente da Câmara de Aveiro, Ribau Esteves.

Catarina Valência, especialista em património cultural, fará, igualmente, uma intervenção na tentativa de colocar este património cultural nas práticas turísticas. A presença, pelo Turismo de Portugal, num dos painéis, participará o vogal Filipe Silva, enquanto Margarida Almeida, CEO da Amazing Evolution, desenvolverá alguns aspetos relacionados, entre outros, “com a tendência preocupante do aumento do preço associada a quebra de serviço”, avançou Pedro Costa Ferreira. A nível internacional, para já está confirmada a presença do presidente da ECTAA, na sessão de encerramento.

Finalmente, “é também nossa tradição o espírito de network e de fortalecimento de relações entre as pessoas”. Neste âmbito, numa das noites do congresso, está programado um espetáculo com uma dimensão bastante grande, do mágico Luís de Matos.

O presidente da APAVT destacou que “o Congresso tem uma dimensão entre 600 e 700 pessoas, uma dimensão perfeitamente razoável e indicada para os objetivos do congresso. Não buscamos um crescimento contínuo e sem sentido”, adiantando que “as inscrições já começaram e estão a decorrer em muito bom número. Diria que em melhor ritmo do que o ano passado”.

 

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Nova edição: merytu, sustentabilidade, Quadrante e Animação Turística

A nova edição do Publituris, a última do mês de setembro, faz capa com a nova plataforma merytu, que pretende dar resposta a uma problemática do setor do turismo: os Recursos Humanos.

Publituris

A nova edição do Publituris, a última do mês de setembro, faz capa com a nova plataforma merytu, que pretende dar resposta a uma problemática do setor do turismo: os Recursos Humanos.

Pensada em 2020 e lançada no ano passado, esta plataforma pretende facilitar o contacto entre quem emprega e quem procura emprego liberal e flexível. Apesar de ter uma especial incidência na hospitalidade, a merytu pretende abranger todo o turismo a nível nacional, entre outros setores de atividade já em vista.

Nesta edição, saiba também o que está a fazer o operador turístico Quadrante, que decidiu mudar alguns paradigmas para estar mais próximo dos agentes de viagens, e conheça as conclusões a que chegou Cláudia Seabra, investigadora da Universidade de Coimbra, que foi estudar o impacto da COVID-19 na sustentabilidade no turismo.

Os Publituris Portugal Travel Awards 2022 estão a chegar e, por isso, os nomeados voltam a integrar esta edição, até porque a votação para eleger os vencedores termina já a 7 de outubro.

Até lá, ainda é possível votar nos 104 nomeados em 15 categorias que concorrem na edição deste ano e que serão conhecidos no dia 18 de outubro, a partir das 19h00, na Quinta da Pimenteira, em Lisboa. A votação está disponível aqui.

Nesta edição, publicamos ainda um dossier sobre animação turística, segmento que continua a encontrar vários constrangimentos e cuja recuperação ainda é tímida. Integrada neste trabalho, está também uma entrevista ao presidente da APECATE, associação que representa a animação turística, congressos e eventos, que se queixa dos parcos apoios destinados a este setor.

Além do Check-in, as opiniões desta edição são de Francisco Jaime Quesado (economista), Mafalda Almeida (professora do ISCE), António Paquete (economista) e Luiz S. Marques (investigador).

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Edição Digital: merytu, sustentabilidade, Quadrante e Animação Turística

A nova edição do Publituris, a última do mês de setembro, faz capa com a nova plataforma merytu, que pretende dar resposta a uma problemática do setor do turismo: os Recursos Humanos.

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A nova edição do Publituris, a última do mês de setembro, faz capa com a nova plataforma merytu, que pretende dar resposta a uma problemática do setor do turismo: os Recursos Humanos.

Pensada em 2020 e lançada no ano passado, esta plataforma pretende facilitar o contacto entre quem emprega e quem procura emprego liberal e flexível. Apesar de ter uma especial incidência na hospitalidade, a merytu pretende abranger todo o turismo a nível nacional, entre outros setores de atividade em vista.

Nesta edição, saiba também o que está a fazer o operador turístico Quadrante, que decidiu mudar alguns paradigmas para estar mais próximo dos agentes de viagens, e conheça as conclusões a que chegou Cláudia Seabra, investigadora da Universidade de Coimbra, que foi estudar o impacto da COVID-19 na sustentabilidade no turismo.

Os Publituris Portugal Travel Awards estão a chegar e, por isso, os nomeados voltam a integrar esta edição, até porque a votação para eleger os vencedores termina já a 7 de outubro.

Até lá, ainda é possível votar nos 104 nomeados em 15 categorias que concorrem na edição deste ano e que serão conhecidos no dia 18 de outubro, a partir das 19h00, na Quinta da Pimenteira, em Lisboa. A votação está disponível aqui.

Nesta edição, publicamos ainda um dossier sobre animação turística, segmento que continua a encontrar vários constrangimentos e cuja recuperação continua a ser tímida. Integrada neste trabalho, está também uma entrevista ao presidente da APECATE, associação que representa o setor da animação turística, congressos e eventos, que se queixa dos parcos apoios destinados ao setor.

Além do Check-in, as opiniões desta edição são de Francisco Jaime Quesado (economista), Mafalda Almeida (professora do ISCE), António Paquete (economista) e Luiz S. Marques (investigador).

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Novo aeroporto de Lisboa: Comissão técnica vai estudar cinco soluções

A comissão técnica que vai fazer a avaliação ambiental estratégica para o novo aeroporto de Lisboa terá em mãos cinco soluções, mas podem ainda propor mais caso entenda, revelou aos jornalistas o ministro das Infraestruturas e Habitação, Pedro Nuno Santos no final do Conselho de Ministros desta quinta-feira.

Em causa, segundo o governante citado pela Lusa, está a solução em que o aeroporto Humberto Delgado fica como aeroporto principal e Montijo como complementar, uma segunda em que o Montijo adquire progressivamente o estatuto de principal e Humberto Delgado de complementar, uma terceira em que Alcochete substitui integralmente o aeroporto Humberto Delgado, uma quarta em que será este aeroporto o principal e Santarém o complementar e uma quinta em que Santarém substitui integralmente a Portela.

Já na quarta-feira à noite, em entrevista à RTP3, Pedro Nuno Santos, havia avançado que a comissão técnica do novo aeroporto de Lisboa, com responsabilidade de apresentar um estudo de avaliação ambiental estratégica com conclusões até final de 2023, vai poder estudar mais localizações, além de Montijo, Alcochete e Santarém, lembrando que em 50 anos já foram analisados 17 locais.

A comissão técnica vai poder “incluir, se o entender, outras localizações na avaliação ambiental estratégica”, além das “que se conhecem”, disse, lembrando que “todo o trabalho que foi feito antes ao longo dos últimos anos será também utilizado”, estimando-se terem sido gastos cerca de 70 milhões de euros em estudos para a localização do novo aeroporto.

Ainda segundo o ministro, a comissão técnica vai ser liderada por um coordenador geral escolhido pelo primeiro-ministro, António Costa, mas sob a indicação do presidente do Conselho Superior de Obras Públicas, do presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas e do presidente do Conselho Nacional do Ambiente e do Desenvolvimento sustentável. “Estas três personalidades vão sugerir um coordenador geral que depois vai constituir seis equipas que vão trabalhar em seis dossiers diferentes”, acrescentou.

Refira-se que o Governo aprovou esta quinta-feira, em Conselho de Ministros, uma resolução que determina a avaliação ambiental estratégica para escolher a localização do novo aeroporto de Lisboa, através de uma comissão técnica independente que terá um coordenador geral, sob proposta de três personalidades.

Além disso, foi aprovada uma proposta de lei que clarifica a intervenção dos municípios nos “procedimentos de construção, ampliação ou modificação de um aeródromo, de forma a clarificar que no procedimento de apreciação prévia de viabilidade relativa à construção de aeroportos os pareceres das câmaras municipais não são vinculativos”, adiantou André Moz Caldas, secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros, também citado pela Lusa.

Portela precisa de obras “já” diz Nuno Pedro Santos

O ministro das Infraestruturas e Habitação, declarou também aos jornalistas, no final do Conselho de Ministros desta quinta-feira, que o aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, precisa de obras “já”, não permitindo aumentar a sua capacidade, mas pelo menos a sua fluidez operacional e conforto do passageiro, tendo em conta que o novo aeroporto “vai demorar”.

Como esta iniciativa implica investimento alteração das bases da concessão com a ANA – Aeroportos de Portugal, detida pelo grupo Vinci, Pedro Nuno Santos indicou que é nesse quadro que é possível “chegar a um valor” para este investimento, chegando a um “entendimento” com a concessionária.

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Projeto turístico de rendimento “Conceição 123” marca estreia da Maya Capital em Lisboa

A JLL acompanha o Maya Capital, um fundo de investimento imobiliário, na comercialização, em regime de exclusividade, do seu primeiro projeto imobiliário em Lisboa, o Conceição 123. O projeto foi alvo de um investimento de 65 milhões em ativos residenciais.

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Através do departamento “Residencial”, a JLL acompanha o Maya Capital, um fundo de investimento imobiliário, na comercialização, em regime de exclusividade, do seu primeiro projeto imobiliário em Lisboa, o Conceição 123. O projeto foi alvo de um investimento de 65 milhões em ativos residenciais.

Vocacionado para investidores que procuram novas oportunidades de rendimento, este projeto do Maya Capital é elegível para Golden Visa e localiza-se na Baixa, acrescentando ao mercado 13 novas frações de uso turístico.

Situado no número 123 da rua da Conceição, “este é um empreendimento de uso turístico pensado de raiz como um produto de investimento numa ótica de rendimento, garantindo aos compradores um rendimento fixo anual por um período de cinco anos”, como a JLL explica em comunicado. Os 13 apartamentos estão disponíveis nas tipologias T0 a T2 e serão entregues para exploração turística, com gestão a cargo da Lisbon Serviced Apartments.

Em nota de imprensa é ainda referido que todas as unidades deste projeto do Maya Capital serão equipadas com mobília, sendo que algumas incluem varanda. Os apartamentos têm áreas entre os 30 e os 104 metros quadrados e distribuem-se por cinco pisos.

Maya Capital

“O Conceição 123 será um sucesso em termos de ocupação turística e, por essa razão, irá captar a atenção de muitos investidores, nacionais e internacionais. Além de ser um produto que garante um retorno sólido, é também elegível para a atribuição de Golden Visa, sendo por isso especialmente atrativo para investidores oriundos do exterior da União Europeia”, assegura Patrícia Barão, Head of Residential da JLL Portugal.

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Ana Mendes Godinho quer posicionar Portugal como país para viver e trabalhar

A ministra do Trabalho e da Solidariedade Social, Ana Mendes Godinho afirmou que “quer posicionar Portugal como país para trabalhar” e o turismo é um dos setores em que o Governo pretende aliciar trabalhadores vindos de fora porque “com as pessoas que temos em Portugal não chega”.

A governante, que falava no painel “Como atrair profissionais para o Turismo”, durante a VI Cimeira do Turismo Português, promovida em Lisboa, no âmbito do Dia Mundial do Turismo, destacou que este “foi o setor que mais postos de trabalho perdeu durante a pandemia”100 mil trabalhadores, tendo já recuperado cerca de 40 mil, mas ainda faltam 60 mil,, ”um problema que urge resolver até porque o turismo vive de pessoas”, frisou.

Ana Mendes Godinho, que conhece bem este setor, realçou que “o turismo precisa de pessoas, cada vez mais o mundo do trabalho é aberto na Europa, e a pandemia também abalou todos de forma sísmica até do ponto de vista de motivações dos trabalhadores, que são hoje diferentes”, e lembrou que “o turismo compete não só com outras atividades, como com empregos noutros países”.

Assim, a ministra do Trabalho e Solidariedade Social sublinha que o “grande desafio é atrair os nossos jovens a trabalharem no turismo, mas também abrir o mercado de trabalho aos que vêm de fora”.

É neste âmbito que se insere o acordo de mobilidade nos países da CPLP, e a simplificação na obtenção de vistos a cidadãos desses países que queiram vir trabalhar para Portugal.

É também neste quadro que o Governo vai promover, de 20 a 22 de outubro, uma Feira de Empregabilidade em Cabo Verde, que Ana Mendes Godinho espera que os empresários do turismo se juntem a esta iniciativa, que pretende “mostrar quais são as ofertas de emprego no nosso país, e as condições”, disse.

“As condições são atrativas e temos o quadro para que isso aconteça, assumindo que temos que dar um valor diferente ao trabalho. É peça chave do nosso futuro coletivo”, apontou a ministra, que destacou ainda o sucesso do visto criado este mês para nómadas digitais e trabalhadores remotos em Portugal. “Estamos a ter imensos pedidos, de pessoas que querem saber se conseguem por esta via ficar com número da Segurança Social”.

A ministra do Trabalho também explicou o objetivo de atrair em Portugal mais jovens e trabalhadores para o turismo, entre outros sectores, através do acordo de rendimento e competitividade que está à mesa das negociações em sede de Concertação Social.

Referindo a atual taxa de desemprego “historicamente baixa” de 5,9%, neste caso um “problema bom”, a ministra lembrou que o desafio perante a falta de mão de obra é fixar as pessoas em Portugal, fazer com que se sintam valorizadas, melhorar os contratos, sendo “evidente” que isso significa melhorias nos salários, implica também uma série de outras condições.

“Tenho a certeza que as empresas são as principais interessadas” em criar condições atrativas e dar um “valor diferente ao trabalho”, frisou ainda ministra adiantando que, também com Marrocos, o Governo assinou esta semana um acordo de mobilidade, e para que a formação seja em intercâmbio com empresas portuguesas.

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