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Turismo

Turismo de Portugal associa-se à proteção do Oceano através do surf

Através destas ações, o Turismo de Portugal pretende abordar a “óbvia necessidade de inovação das indústrias ligadas ao mar, incluindo o turismo”.

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Através destas ações, o Turismo de Portugal pretende abordar a “óbvia necessidade de inovação das indústrias ligadas ao mar, incluindo o turismo”.

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O Turismo de Portugal associou-se à Conferência dos Oceanos das Nações Unidas, que decorre em Lisboa entre 27 de junho e 1 de julho, através da organização de dois eventos paralelos que pretendem mostrar ao mundo a estreita relação de Portugal com o mar, elemento central na nossa história e na nossa cultura e, simultaneamente, perspetivar o futuro centrado no Oceano.

Organizada com o apoio dos governos de Portugal e do Quénia e sob o mote “Save Our Ocean, Protect Our Future”, a Conferência pretende ser uma chamada à ação pelos oceanos, um apelo aos líderes de todo o mundo e a todos os setores de relevo a agirem para reverter o declínio da saúde dos oceanos.

O Turismo de Portugal juntou-se a esta iniciativa evidenciando a importância da preservação do Oceano como propósito-base para a construção do turismo do futuro, através da organização de dois eventos, que contam com a presença da Secretária de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Rita Marques.

Nesta sessão “Let’s Sea – The Waves for the future”, o Turismo de Portugal, a World Surf League (WSL), o MEO e a EDP juntaram-se para destacarem o papel do surf na proteção dos oceanos e relembrar como todo o ecossistema que envolve empresas, atletas e instituições se deve mobilizar em torno deste desígnio.

Um contributo para a discussão sobre a necessidade de inovação e tecnologia com o objetivo de impulsionar as indústrias para a transição sustentável (económica, ambiental e social).

O surf, desporto ligado ao Oceano, deve liderar a sua proteção, estabelecendo objetivos e criando âncoras de comunicação que permitam mobilizar comunidades e parceiros, contribuindo assim ativamente para as metas 14 e 17 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU.

Foram apresentados os projetos “Unwanted Shapes – Zero Impact, Full Performance”, uma iniciativa promovida pelo MEO, Turismo de Portugal e World Surf League que ambiciona que, até aos Jogos Olímpicos de 2028, toda a indústria do Surf esteja a utilizar pranchas feitas de material sem impacte ambiental. Neste evento foi ainda dado a conhecer o projeto “EDP Surf For Tomorrow”, que tem como objetivo investir na formação da nova geração de surfistas ibéricos e desenvolver o seu talento com um compromisso reforçado com a proteção dos Oceanos, criando uma geração de surfistas mais responsáveis e conscientes da necessidade de implementar uma abordagem regenerativa no ecossistema marinho.

Outra das iniciativas levadas a cabo pelo Turismo de Portugal, a EDP, o MEO e a WSL é o “Let’s Sea – Riding Portuguese Waves”, na Costa da Caparica, evento que proporciona às comitivas internacionais presentes na Conferência uma experiência única no mar português. Para além de uma aula de surf, está prevista a divulgação de informação especifica sobre a proteção das linhas de costa e dos oceanos, apelando ao envolvimento de todos os responsáveis neste propósito maior.

Através destas ações, o Turismo de Portugal pretende abordar a “óbvia necessidade de inovação das indústrias ligadas ao mar, incluindo o turismo”. De resto, a entidade presidida por Luís Araújo refere que “a sustentabilidade é um dos pilares do turismo do futuro, um propósito incontornável para a atividade turística a nível mundial. Criando um turismo mais sustentável, mais responsável e mais consciente, cria-se um melhor amanhã”.

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Nova edição: Os vencedores dos Publituris Portugal Travel Awards 2022

A nova edição do Publituris destaca os Portugal Travel Awards, entregues no dia 18 de outubro, na Quinta da Pimenteira. Mas há mais: as principais conclusões da VI Cimeira da CTP, “Euvoo”, a última edição da SUTUS, entrevista WTM London e um dossier sobre os cruzeiros.

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A próxima edição do Publituris tem como destaque os vencedores dos Portugal Travel Awards 2022. Três anos após a última edição, os prémios levaram a eleição 104 nomeados em 15 categorias, havendo ainda lugar para a atribuição do Prémio “Belmiro Santos”.

Eis a lista dos vencedores:

Melhor Companhia de Aviação – Emirates
Melhor Rent-a-Car – Europcar
Melhor Operador Turístico – Solférias
Melhor Rede de Agências de Viagens – Viagens Abreu
Melhor Cadeia Hoteleira – Pestana Hotel Group
Melhor Hotel 5* – Six Senses Douro Valley
Melhor Hotel 4* – Hotel Vila Galé Collection Alter Real
Melhor Hotel 3* – Rio do Prado
Melhor Hotel Resort – Pine Cliffs Hotel, The Luxury Collection Algarve
Melhor Boutique Hotel – Valverde Hotel
Melhor Hotel de Cidade – M’AR de AR Muralhas
Melhor Hotel MICE – NAU Salgados Palace
Melhor Hotel de Praia – Sublime Comporta
Melhor Campo de Golfe – Dom Pedro Victoria Golf Course
Melhor Região de Turismo Nacional – Centro
Prémio Belmiro Santos – José Theotónio

Além deste destaque, esta edição faz ainda um balanço do que foi a VI Cimeira do Turismo, organizada pela Confederação do Turismo de Portugal (CTP). Políticos, dirigentes e empresários passaram pelo palco do evento para abordar o “Turismo e o Novo Mundo”. Foram unânimes de que o que aí vem não é bom sinal para a economia, e, consequentemente, para uma atividade tão importante como o Turismo.E como é uma incógnita, não há receitas prescritas.

Durante a cimeira houve, também, destaque para a história de 50 anos do grupo hoteleiro criado por Dionísio Pestana. Meio século depois da fundação, o grupo espera fechar este ano com 107 hotéis, mais de seis mil trabalhadores e com receitas recorde de 500 milhões de euros.

Na distribuição, fomos conhecer a proposta da “Euvoo”. Nascida em 2017, esta agência de vinagens, com sede em Coimbra, assegura que toda a gente pode viajar, em Portugal e pelo mundo, e vivenciar as experiências na sua plenitude, sem exceção, no âmbito de um turismo inclusivo.

A mais recente edição da SUTUS – Space & Underwater Tourism Universal Summit, que decorreu de 28 a 30 de setembro, voltou a abordar as novidades do turismo espacial e subaquático. Este ano, além da criação da agência espacial espanhola, falou-se de turismo lunar, hotéis espaciais e dos passeios subaquáticos que já se podem realizar nas Canárias e que, em breve, devem chegar a outras localizações em Espanha.

O “dossier” desta edição leva-nos ao universo dos cruzeiros que, após dois anos de pandemia, mostram-se otimistas em relação a 2023. Com a reabertura de grande parte dos destinos do mundo e o fim da maioria das restrições relacionadas com a pandemia, as expectativas estão em alta, assim como as reservas.

A menos de um mês do arranque do World Travel Market London 2022, tivemos à conversa com a nova diretora de uma das maiores feiras do mundo do turismo, Juliette Losardo, que admite que “as novas gerações escolhem as viagens de lazer com base na experiência e não simplesmente pelo destino”.

Além do Pulse Report, uma parceria entre o Publituris e a GuestCentric, as opiniões pertencem a Carlos Torres (jurista e professor da ESHTE), Jaime Quesado (economista e gestor), Ana Jacinto (AHRESP), João Neto Azevedo (mestre em Turismo) e Jorge Mangorrinha (pós-doutorado em Turismo), António Paquete (economista) e Gonçalo de Salis Amaral (Neves de Almeida).

Boas leituras!

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Mensagem do Presidente da República nos Publituris Portugal Travel Awards 2022 (vídeo)

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, deixou uma mensagem a todos os convidados dos Publituris Portugal Travel Awards 2022.

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E os vencedores dos Publituris Portugal Travel Awards 2022 são …

Os Publituris Portugal Travel Awards 2022 estão entregues. 15 vencedores, mais o Prémio Belmiro Santos, num evento que contou com mais de 370 pessoas.

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Foram entregues os Publituris Portugal Travel Awards 2022, numa cerimónia que decorreu esta terça-feira, dia 18 de outubro, na Quinta da Pimenteira, em Lisboa, e que contou com a presença de mais de 370 pessoas.

Presentes nos Publituris Portugal Travel Awards 2022 estiveram a Secretária de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Rita Marques; presidente do Turismo de Portugal, Luís Araújo; presidente da CTP, Francisco Calheiros; presidente da APAVT, Pedro Costa Ferreira; presidentes do Turismo do Centro e Alentejo, Pedro Machado e Vítor Silva, respetivamente; presidente da ERT de Lisboa, Vítor Costa; secretária-geral da AHRESP, Ana Jacinto, vice-presidente da AHP, Cristina Siza Vieira; presidente da APECATE, António Marques Vidal; presidente da ADHP, Fernando Garrido, entre outras personalidades ligadas ao setor do Turismo nacional.

Os vencedores foram:

COMPANHIA DE AVIAÇÃO – EMIRATES
RENT-A-CAR – EUROPCAR
OPERADOR TURÍSTICO – SOLFÉRIAS
REDE AGÊNCIAS DE VIAGENS – VIAGENS ABREU
CADEIA HOTELEIRA – PESTANA HOTEL GROUP
HOTEL 5* – SIX SENSES DOURO VALLEY
HOTEL 4* – HOTEL VILA GALÉ COLLECTION ALTER REAL
HOTEL 3* – RIO DO PRADO
HOTEL RESORT – PINE CLIFFS HOTEL, THE LUXURY COLLECTION ALGARVE
BOUTIQUE HOTEL – VALVERDE HOTEL
HOTEL DE CIDADE – M’AR DE AR MURALHAS
HOTEL MICE – NAU SALGADOS PALACE
HOTEL DE PRAIA – SUBLIME COMPORTA
CAMPO DE GOLFE – DOM PEDRO VICTORIA GOLF COURSE
REGIÃO DE TURISMO NACIONAL – CENTRO
PRÉMIO BELMIRO SANTOS – JOSÉ THEOTÓNIO, CEO do Pestana Hotel Group

De referir que na edição de 2022 dos Publituris Portugal Travel Awards estiveram 104 nomeados a concurso em 15 categorias. Os nomeados foram escolhidos pela equipa do Publituris e os vencedores eleitos por uma média ponderada entre os votos do júri (45%), dos assinantes do Publituris (45%) e subscritores da newsletter diária (10%).

Parabéns aos vencedores!

Os Publituris Portugal Travel Awards contaram com o apoio do Turismo de Lisboa, patrocínio do Novo Banco, Mapfre Assistência, Nescafé, Amadeus e Imppacto e como parceiros a GR8 Events, Movielight, Multislide, Providers e HCollective.

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António Costa e Silva: “Precisamos de usar o exemplo do turismo para desenvolver outros setores da economia”

A afirmação foi feita esta sexta-feira, 14 de outubro, pelo ministro da Economia e do Mar, António Costa e Silva, que demonstrou o seu apoio a este setor na sessão de abertura do Congresso da AHRESP – Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal.

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Esta sexta-feira, 14 de outubro, arrancou o Congresso da AHRESP – Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal no Convento de São Francisco, em Coimbra, sob o tema “Sustentabilidade: Utopia ou Sobrevivência”.

A sessão de abertura contou com a presença de Carlos Moura, presidente da direção da AHRESP, Pedro Machado, presidente do Turismo do Centro de Portugal (TCP), Francisco Veiga, vice-presidente da Câmara Municipal de Coimbra e António Costa e Silva, ministro da Economia e do Mar. O presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, marcou presença através de um vídeo, onde deixou um agradecimento à AHRESP pelo seu trabalho “em tempos tão difíceis”

Nesta primeira sessão, António Costa e Silva demonstrou o seu apoio ao setor, defendendo que, ao invés de criticar o turismo, é necessário “usar o [seu] exemplo para fomentar e desenvolver todos os outros setores da economia”.

A afirmação foi feita depois do ministro enumerar que este setor “cresceu cerca de 60% em quatro anos, até 2019”, ano em que registou “27 milhões de visitas de hóspedes, com receitas de 18.4 mil milhões de euros”.

Apesar de em 2020 e 2021 o setor turístico ter sido “profundamente afetado pela pandemia”, tendo recuado “em dois anos 24 anos ao nível das dormidas, e 11 anos ao nível das receitas”, o ministro acredita que os valores acima descritos são “a demonstração clara de que conseguimos fazer as coisas”, além do setor ter dado “uma resposta extremamente positiva” em 2022 – lembrando que este ano está esperado que a economia portuguesa cresça “cerca de 6,5%”.

Na sua intervenção, o ministro referiu ainda “um desafio gritante” do futuro, o dos recursos humanos, defendendo que “sem reforçarmos a nossa força produtiva, o país não vai ser capaz de crescer de forma consistente”.

Garantir a sustentabilidade ambiental e dos negócios

Sobre o tema do congresso, Pedro Machado referiu nesta sessão de abertura que espera que o congresso possa esclarecer vários pontos, nomeadamente como é que o setor pode contribuir para a “mitigação das alterações climáticas sem travar o crescimento”.

“A questão central e estratégica deste congresso, do meu ponto de vista, é como a sustentabilidade vai mudar o mundo e como é vai impactar os negócios”, afirmou o presidente do TCP.

Um dos outros pontos referidos nesta sessão de abertura esteve relacionado com a aplicação de taxas turísticas nalguns municípios, com Pedro Machado a referir a presença da AHRESP junto do Turismo Centro nesta discussão: “a preocupação foi sempre perceber se o Estado suporta, comporta o impacto que uma implementação de uma taxa, se é ou não compaginada com aquilo que é a sua atratividade”, referiu.

Sobre este ponto, o vice-presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Francisco Veiga, em representação do autarca da cidade, aproveitou a sua intervenção para referir que relativamente à implementação da taxa turística a partir de janeiro de 2023 “não há nenhuma intenção deliberada de prejudicar o sector, muito pelo contrário”.

“Toda a receita gerada pela aplicação da taxa turística no setor de hotelaria e alojamento local será integralmente aplicada para promover o desenvolvimento da atividade económica e turística numa vertente social e sustentável, criando mais e melhores condições. Será cobrada sobre as dormidas remuneradas até um máximo de três noites por pessoas e por estadia, estando, no entanto, previstas várias situações de exceção, isenção”, assegurou.

O congresso da AHRESP, que reúne mais de 60 oradores em duas sessões plenárias e 12 sessões paralelas, decorre até este sábado, 15 de outubro.

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Universidade Europeia debate os desafios e oportunidades do setor do Turismo

“New Tourism – Challenges and Opportunities” é o título da conferência promovida pela Universidade Europeia para debater os assuntos mais relevantes na atualidade da agenda do setor do turismo.

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A Universidade Europeia promove a conferência “New Tourism – Challenges and Opportunities”, nos dias 17 e 18 de outubro, no Campus da Quinta do Bom Nome em Carnide, numa iniciativa da Área de Turismo & Hospitalidade da Faculdade de Ciências Sociais e Tecnologia (FCST).

O 1.º dia da Conferência arranca com a Mesa-Redonda ‘As tendências do turismo e o papel dos novos Intervenientes do setor’, moderada pelo professor Paulo Marques. Presentes estarão Elmar Derkitsch, do Lisbon Marriot Hotel, que falará do ‘Hotel do Futuro – Inovação & Tendências na hotelaria’, Gonçalo Castel-Branco, do Presidential, que falará de ‘Comboios de ontem, projeto de Amanhã’, e Francisco Moser, da Norfin, que abordará ‘Que futuro para o Retail e operação turística?’

Durante a tarde, Luís Araújo, do Turismo de Portugal, falará de “Redes Colaborativas”, seguindo-se uma Mesa-redonda sobre “A importância das redes para a criação de relações entre a academia e o mercado”, moderada pela professora Sofia Almeida. Esta mesa-redonda vai contar com a presença de Sara Sardinha, que fará uma apresentação da ToursForYou (Operador Turístico de segmento de Luxo) especialistas em desenhar experiências à medida, Ana Jacinto, da AHRESP, que apresentará o Projeto Taste Portugal (Rede internacional de restaurantes portugueses no mundo), e Rita Machado, VP Sales Manager, que falará da Rede Great Hotels of the World: The Bleisure Experience.

A professora Anabela Monteiro fará a abertura da sessão, no dia 18 de outubro, e Greg Richards (Tilburg University) apresenta a palestra “Tourism development trajectories: From service industry to travel curation”. Segue-se a mesa-redonda dedicada ao tema ‘Investigação no novo Turismo – principais drivers’, que terá como oradores Cláudia Seabra (CEGOT, Faculdade de Letras, Dep.Geografia e Turismo, Universidade de Coimbra), Ana Cláudia Campos (CinTurs, Research Centre for Tourism, Sustainability and Well-being da Universidade do Algarve), Ana Gonçalves (Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril; CEG-IGOT, Universidade de Lisboa; CiTUR – Centro de Investigação, Desenvolvimento e Inovação em Turismo). A moderação estará a cargo da professora Sofia Lopes.

Durante a tarde, o Presidente da Região de Turismo do Centro, Pedro Machado, fará a apresentação do tema ‘A recuperação do destino Serra da Estrela – desafios da liderança’. Segue-se a mesa-redonda dedicada ao tema ‘Desafios da Liderança e Gestão de Crise’, que terá como oradores Cristina Siza-Vieira (Associação de Hotéis de Portugal), Ricardo Bramão (Associação Portuguesa dos Festivais de Música), António Marques Vidal (Associação portuguesa de Empresas, de Congressos, Animação Turística e Eventos de Portugal), sendo moderada pela Professora Gabriela Silva Marques. A professora Ana Passos, Vice-reitora da Universidade Europeia fará o encerramento dos trabalhos.

“Por sermos uma universidade de referência na área do turismo e gestão hoteleira queremos escutar os profissionais e os investigadores para debater os assuntos mais relevantes na atualidade da agenda do setor, adaptando as principais conclusões do evento às boas práticas de ensino, investigação e transferência de conhecimento para o mercado”, afirma a reitora da Universidade Europeia, Hélia Gonçalves Pereira.

O evento é gratuito e aberto à comunidade académica, sujeito a inscrição.

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A crise do custo de vida está a mudar a maneira como passamos as férias?

De 7 a 9 de novembro, Londres recebe o World Travel Market. Uma recente pesquisa da WTM mostra que 64% das pessoas já reservaram ou planearam férias para 2023 e apenas 16% das pessoas inquiridas abandonaram completamente os seus planos para viajar para o exterior.

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Após anos de restrições, as pessoas querem compensar o tempo perdido e reagendar viagens que talvez tenham cancelado. De acordo com dados de pesquisa do Google, o número de pessoas que procuram “férias baratas” on-line disparou, especialmente entre aqueles que planeiam viajar em 2023.

Uma nova pesquisa do World Travel Market London (WTM) mostra que 64% das pessoas já reservaram ou planearam férias para 2023 e apenas 16% das pessoas inquiridas abandonaram completamente os seus planos para viajar para o exterior.

Embora as pessoas ainda optem por ir de férias, o tipo de férias que reservam mudou. Agora, trata-se de encontrar o melhor negócio e reduzir os luxos.

A pesquisa recente da WTM mostrou que um em cada cinco inquiridos decidiu “negociar”, optando por ficar em hotéis mais baratos e voar em companhias aéreas de baixo custo. Com as despesas mais altas do que nunca e uma recessão iminente, não surpreende que as pessoas procurem rentabilizar ao máximo o seu dinheiro aquando da reserva de umas férias.

E quais são os luxos que os turistas estão mais dispostos a abrir mão para reduzir custos? Quase 40% das pessoas sacrificariam hotéis 5*, 33% abririam mão de mais espaço para as pernas nos voos e 32% livrar-se-iam da franquia extra de bagagem, de acordo com dados da WTM.

No entanto, há algumas coisas que estamos mais relutantes em sacrificar. Garantia de bom tempo e localização próxima dos principais locais ainda são aspetos que as pessoas desejam manter como parte das suas férias anuais.

Face a um custo de vida cada vez mais alto, parece incomum que as pessoas ainda estejam a dar prioridade às férias, então qual é o ímpeto da procura?

De acordo com a Euronews, a Associação dos Agentes de Viagem Britânica referiu: “Ao longo dos anos, os clientes disseram-nos repetidamente que as férias são uma das últimas coisas que cortariam quando procuram aliviar pressões financeiras em orçamentos já de si esmagados”.

A pesquisa do World Travel Market parece apoiar esta constatação, já que aqueles que já estão a planear umas férias, a maioria referiu que esperava viajar duas vezes em 2023. Os dois principais tipos de viagem indicados foram as férias clássicas na praia e viagens em família.

Por fim, os dados do World Travel Market também mostram que quase metade das pessoas que reservaram um lugar ao sol, fizeram-no porque querem ter algo pelo que esperar.

Descubra mais tendências no World Travel Market London, de 7 a 9 de novembro de 2022

Aceda aqui à biblioteca de imagens WTM

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“Este é um segmento [enoturismo] altamente estratégico para Portugal”

Quem o afirma é Frederico Falcão, presidente da ViniPortugal, entidade que “pretende ser um parceiro na capacitação, qualificação e formação do enoturismo no país” e, sobretudo, “unir o setor nesta matéria”.

Em entrevista ao Publituris, o presidente da ViniPortugal, Frederico Falcão, faz uma resenha do setor do enoturismo no nosso país, do seu crescimento, das suas mais valias nas diversas regiões do país, e do que está a ser feito ao nível da sua promoção, através da marca Wines of Portugal.

Como é que a ViniPortugal através da marca Wines of Portugal encara o segmento do enoturismo?
A Wines of Portugal leva Portugal a mais de 20 mercados em todo o mundo, destacando o nosso país como um produtor de referência, mas também para o posicionar enquanto um destino de referência mundial no enoturismo. Este é um segmento altamente estratégico para Portugal, especialmente por estar em crescimento ano após ano e por se tratarem de turistas com um elevado poder de compra.

Atualmente o nosso país é conhecido no mundo por produzir vinho de excelência, por isso, quando é o momento de escolher um destino turístico, no caso de Portugal, os vinhos e a gastronomia são determinantes na escolha. A somar a estes fatores está a curiosidade dos turistas pelas quintas dos produtores nacionais que os conduzem a visitas e ao enoturismo. São estes alguns dos argumentos que apresentamos além-fronteiras e que nos fazem crer, com certezas, que somos também um país de enoturismo de excelência.

A crescente importância deste segmento reflete-se também nos resultados das exportações dos vinhos nacionais, uma vez que os enoturistas, depois das experiências memoráveis nas quintas, adegas e caves do nosso país tencionam ter os vinhos de Portugal à sua mesa para degustar e reviver.

Promover para reforçar posição do país
O que está feito em termos de promoção deste segmento contemplado no vosso plano de marketing?
O plano de promoção da ViniPortugal inclui uma estratégia de comunicação no âmbito do enoturismo, onde temos o intuito de reforçar a posição do nosso país neste segmento. Neste sentido, marcamos presença assídua nos principais eventos internacionais do setor, iniciativas onde participam especialistas desta área e onde divulgamos o que de melhor se faz em Portugal, também neste segmento. Comunicamos vinhos sim, mas é através deles que apresentamos também o vasto património vitivinícola das diversas regiões do nosso país, os produtores nacionais, as suas adegas e convidamos a viver experiências turísticas memoráveis, como é o caso da participação nas vindimas onde é possível, por exemplo, vivenciar o pisar das uvas.

É um tipo de turismo que pode ajudar a combater a sazonalidade?
Sim, sem dúvida. Nos dias de hoje, os consumidores de vinho de todo o mundo querem saber mais sobre o processo de transformação da uva até à garrafa. Este tipo de consumidor quer envolver-se e participar numa próxima vindima, transformando um simples processo de compra e venda numa verdadeira experiência de enoturismo. Um cliente de vinho passa assim a ser um turista, porque tem interesse em conhecer o local da vinha, quer apreciar a cultura local e saber mais sobre a história daquele produto em particular. Este é um interesse que surge na maioria das vezes na época das vindimas, mas que se prolonga ao longo de meses e pode impulsionar o enoturismo, seja em turismo rural ou urbano, em qualquer altura do ano.

Qual tem sido o papel das entidades do turismo, designadamente do Turismo de Portugal, com vista ao desenvolvimento do enoturismo? A que patamar se pretende chegar?
A ViniPortugal faz parte do Conselho Estratégico Nacional do Enoturismo para delinear, com o Turismo e demais entidades relevantes, estratégias a assumir para o futuro do enoturismo. Este conselho foi também criado para reforçar a captação de eventos internacionais ligados ao enoturismo, onde a ViniPortugal, através da Wines of Portugal, marca presença.

O desenvolvimento da oferta de enoturismo em todo o território está a ser trabalhado por produtores, distribuidores, enólogos, operadores turísticos e negócios locais, em comunicações regulares junto dos consumidores. O Turismo de Portugal tem um papel relevante, mas não é o único neste âmbito. Também as Comissões Vitivinícolas Regionais são importantes neste segmento e têm vindo a dinamizar, com frequência, programas com diversas iniciativas ao longo de todo o ano.

A ViniPortugal pretende ser um parceiro na capacitação, qualificação e formação do enoturismo no país e queremos, sobretudo, unir o setor nesta matéria.

O que é que este segmento já representa ao nível dos produtores em Portugal?
É com satisfação que vemos os produtores nacionais a conseguirem alargar as suas vendas à esfera do enoturismo e a tirar partido das particularidades das suas quintas e adegas para proporcionar novas experiências para os apreciadores deste tipo de turismo. De momento não temos dados suficiente neste segmento, mas faz parte da estratégia fazer um estudo aprofundado sobre o enoturismo em Portugal.

Um cliente de vinho passa assim a ser um turista, porque tem interesse em conhecer o local da vinha, quer apreciar a cultura local e saber mais sobre a história daquele produto em particular”

Produtores são verdadeiros guias turísticos
O que é que as adegas têm de fazer, em termos de investimentos, para tornar este produto mais apelativo? Deviam criar também alojamento turístico?
O mercado mundial de vinhos e o segmento do enoturismo encontram-se em constante crescimento, pelo que a diferenciação é um fator muito relevante para captar a atenção do consumidor. Os produtores nacionais estão já um passo à frente, com a inovação dos seus vinhos, onde recuperam castas antigas e as utilizam enquanto ingredientes ‘secretos’ para os diferenciar dos demais. Este foi um primeiro passo em que atraíram novos consumidores e consolidaram os atuais clientes.

Este segmento pressupõe, acima de qualquer outro fator, a qualidade do vinho, pois, é o produto que vai levar este tipo de turistas à região e promover o destino.

Atualmente estamos perante uma exigência cada vez maior, seja porque o consumidor está mais atento à origem do produto, porque está preocupado com as questões ambientais ou mais predisposto à digitalização. Os produtores de vinho estão a adaptar-se às tendências de consumo, a adotar estratégias de transformação digital nas suas empresas e a implementar práticas mais sustentáveis nas suas adegas, desde a produção até aos processos de distribuição.

Desde cedo, destacam nos seus produtos a origem, onde mostram o percurso da garrafa entre a vindima e a mesa do consumidor e esta mudança fez com que o consumidor quisesse saber mais e transformasse a venda num interesse pelo enoturismo.

Foi assim que os produtores demonstraram que sabem contar a sua história. Comunicam-na de forma eficiente e proporcionam aos turistas experiências e atividades como visitas guiadas, apanha da uva, workshops e provas comentadas nas caves, lagares ou adegas, almoços e jantares enogastronómicos, circuitos aos processos de produção e/ou visita a pontos de interesse nas suas propriedades. Com autenticidade, confiança e singularidade partilham o local da vinha e todos os detalhes dos seus produtos, promovendo a região vitivinícola que representam e, também, Portugal.

Temos produtores que convidam os turistas para os seus alojamentos turísticos, outros que sugerem estabelecimentos de referência da região, todos eles impulsionam o turismo da sua zona, levando os turistas às principais atrações locais, e sugerindo restaurantes regionais para provarem a harmonização dos seus vinhos. Os produtores nacionais são verdadeiros guias turísticos.

Mas a inovação tem de ser constante, por parte do produtor, para que consiga acompanhar o consumidor que está em igual transformação. Nesta matéria pressupõe também a digitalização e a automação nos seus processos, realidades que chegaram com a evolução tecnológica e que vieram para ficar.

Nos dias de hoje, o enoturismo já vai muito além das atividades que os produtores disponibilizam. Os turistas querem vivenciar a cultura e a tradição de cada região, as novas experiências passam pela criação do seu próprio vinho, recriando os processos tradicionais da vindima aliado à inovação, querem conhecer o modo de vida dos habitantes locais e visitar lugares fora do comum. Os produtores têm de criar uma oferta que responda à necessidade que existe.

Sobre o autorCarolina Morgado

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Portugal tem lugar no pódio no enoturismo

A qualidade do enoturismo coloca Portugal no pódio das regiões vinícolas mais famosas em todo o mundo, quer pela produção de vinhos, da cultura da vinha e das experiências relacionadas com estes setores. O enoturismo está a crescer a olhos vistos no nosso país e o seu desenvolvimento, em praticamente todas as regiões, permite criar um turismo diferenciador e possível de ser usufruído durante todo o ano.

Portugal é o segundo melhor país para os amantes de vinho visitarem nas férias, posição que ocupa pelo segundo ano consecutivo, destronado apenas pela Itália. Um recente estudo da Bounce destaca ainda países como Espanha, França, Nova Zelândia, Grécia, Chile, Argentina, Austrália e a Hungria no ranking dos 10 melhores.

O trabalho, que analisa fatores como o consumo e produção de vinho, a área dos vinhedos face à dimensão do país, as visitas de enoturismo e o custo médio da garrafa de vinho, visa dar a conhecer as melhores localizações para quem gosta de vinho visitar nas suas férias.

A Itália ocupa o primeiro lugar, sendo o maior produtor com 82 milhões de hectolitros por 100.000 pessoas e com cerca de 400 variedades de vinhas nativas no país, seguindo-se Portugal com o maior número de visitas de enoturismo.

Muitas pessoas adoram a experiência de experimentar coisas novas, o que é especialmente verdade com o vinho. De passeios em vinhedos e degustações de vinhos a novas misturas criadas por enólogos inovadores, o mundo do vinho oferece infinitas possibilidades para explorar. Os amantes do vinho levam isso ainda mais longe, viajando pelo mundo para vivenciar novas experiências.

Segundo a análise, Portugal tem duas regiões produtoras de vinho designadas como património mundial da UNESCO, uma das quais produz o vinho mais reconhecido de Portugal, o Porto, em homenagem à cidade do Porto. Esta reputação internacional de produzir vinhos únicos pode ser a razão pela qual este país também tem o maior número de tours de vinho. Esta designação da UNESCO tornou locais como o vale do Douro, berço do Porto, em atrações turísticas populares para os amantes do vinho, levando a um elevado número de passeios e provas de vinho.

O enoturismo representa um excelente veículo para quem quiser descobrir uma região através do vinho e conhecer todos os seus aspetos culturais e turísticos, e neste caso, as rotas do vinho desempenham um papel importante de organização e divulgação deste segmento.

Ao descobrir-se o vinho no seu meio natural, compreende-se que este não é uma bebida qualquer, mas sim um produto tradicional, cheio de história. Portugal é, todo ele, uma mancha vitícola pelo que o enoturismo representa um veículo para que as pessoas que visitam uma região possam descobrir, através do vinho, todos os aspetos culturais da mesma, do artesanato ao património paisagístico, arquitetónico e museológico, passando pela gastronomia.

Vinho é sinónimo de alegria, de amizade, de celebração. Nos últimos tempos, tem sido também sinónimo de crescimento no turismo, sobretudo com o setor a recuperar de um dos piores momentos de sempre, e com as pessoas a procurar cada vez mais destinos rurais.

Produto estruturante
Portugal, mais propriamente o Alentejo (Reguengos de Monsaraz), foi palco, o ano passado, da Conferência Mundial de Enoturismo, sob a égide da OMT – Organização Mundial do Turismo, com o mote “Enoturismo – um motor do desenvolvimento rural”, onde foi destacado o contributo deste segmento para o desenvolvimento regional e o seu potencial para gerar inovação e negócio para os territórios e para as empresas.

A Conferência incluiu apresentações e debates sobre as diversas dimensões do enoturismo, nos quais se incluem os temas relacionados com a inovação, a sustentabilidade, a gestão de destinos turísticos, bem como o cruzamento com a gastronomia e o reforço do conhecimento da procura e das tendências do consumidor.

É nesta perspetiva que a OMT olha para este segmento, como motor do crescimento das economias locais e de mudança social: “Este é um setor que pode liderar uma mudança positiva, especialmente em muitas comunidades rurais, criando empregos e oportunidades nas áreas mais despovoadas, impulsionando o crescimento económico e preservando o ambiente natural e cultural”, conforme testemunhou, no Alentejo, o seu secretário-geral, Zurab Pololikashvili.

Identificado na Estratégia Turismo 2027 (ET27) como um dos ativos qualificadores do destino, o enoturismo, pelas suas caraterísticas e valências, possui uma capacidade de atração e retenção de um público altamente qualificado e com elevado poder de compra, permitindo múltiplas âncoras de atração em todo o território e durante todo o ano, contribuindo assim para a coesão territorial da atividade turística e para a redução da sazonalidade, indica o Turismo de Portugal, que empenhado em manter o destino no topo das preferências dos turistas, lançou um programa de ação para o enoturismo.

Este programa implementa-se na prática através de ações de promoção e formação com o objetivo de potenciar o cross-selling entre ‘vinho’ e ‘turismo’, induzir boas práticas nos agentes do setor, contribuir para a estruturação e valorização de destinos e rotas de enoturismo e valorizar os territórios vinhateiros.

No que se refere à projeção internacional do enoturismo, sob a marca “PortugueseWineTourism”, têm sido desenvolvidas várias ações de promoção de Portugal enquanto destino de enoturismo nos mercados externos.

Este segmento assume centralidade nas iniciativas junto do trade internacional, bem como na captação de eventos internacionais, como foi o caso desta Conferência Mundial de Enoturismo da OMT.

Igualmente, a plataforma digital www.portuguesewinetourism.com que agrega a oferta de enoturismo nacional, conferindo-lhe maior escala e notoriedade nos mercados interno e externo e funcionado também como âncora na vertente de promoção internacional, tem tido um papel importante.

Foi também a Conferência de Reguengos de Monsaraz que deu o pontapé de saída para a criação do Conselho Estratégico Nacional do Enoturismo, com vista a alargar o compromisso deste segmento a outras entidades, públicas e privadas, em todo o território nacional.

O Conselho Estratégico Nacional do Enoturismo, coordenado pelo Turismo de Portugal, assume-se como um grupo de reflexão, debate e concertação sobre o enoturismo nacional, competindo-lhe também a formulação de recomendações com base nas prioridades estratégicas definidas.

Refira-se que 10% daqueles que nos visitaram em 2019, num universo global de 27 milhões de turistas, vieram pelo enoturismo e pelo vinho, mas o Governo acredita que “conseguimos mais”.

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Governo reforça fiscalização da ASAE no turismo

O turismo, além do comércio e serviços, é um dos setores que será abrangido pelo aumento das ações de fiscalização da ASAE, em 2023.

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O Governo vai reforçar em 2023 a fiscalização dos setores do turismo, comércio e serviços, prevendo inspecionar 4.800 operadores de alojamento e aumentar em 5% as ações no comércio e serviços e em 2% na economia do mar.

“Em 2023 prevê-se um reforço do número de ações de fiscalização dos setores do turismo, comércio e serviços, de modo a promover uma abrangência territorial, temporal e uma dimensão da amostra fiscalizada consentânea com os resultados a atingir”, lê-se na proposta de lei do Orçamento do Estado para 2023 (OE2023) entregue esta segunda-feira, 10 de outubro, no parlamento.

Segundo avança, “do ponto de vista do setor do alojamento perspetiva-se uma meta de 4.800 operadores económicos fiscalizados com vista a abarcar as diferentes realidades em presença, a saber os empreendimentos turísticos e os estabelecimentos de alojamento local”.

“Cumulativamente, serão executadas inspeções em duas vertentes, desde logo ‘in situ’ e, igualmente, no domínio do ‘e-commerce’ através de fiscalizações ‘on-line’, tendo em conta a dinâmica e o crescimento deste canal de vendas no setor turístico”, detalha.

De acordo com o executivo, “a meta preconizada está alinhada com o universo dos operadores económicos em presença, com o histórico da taxa de incumprimento detetada, com o nível de risco e com a estimativa relativa a eventuais operadores não registados, designadamente de alojamento local, combatendo-se neste caso a ‘economia paralela’”.

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Análise

Portugueses gastam mais 60% em viagens de curta distância face a período pré-pandemia, revela estudo da Mastercard

A diferença entre os gastos efetuados com viagens de curta e longa distância é assinalável, com o estudo da Mastercard a destacar o teletrabalho, a mudança para o digital e a pressão de preços como principais fatores de impacto.

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Os gastos dos portugueses com viagens de curta distância registaram um aumento de 60% em agosto, comparativamente com o mesmo mês de 2019, aponta um estudo realizado pelo Mastercard Economics Institute, indicando ainda que este valor está “substancialmente acima” do aumento dos gastos com viagens de longo curso (16%).

O “Shifting Wallets” revela que os hábitos dos consumidores estão a “alterar-se e que as tendências de teletrabalho estão a influenciar a forma como vivemos e quando gastamos”, salientando que o “fim de semana” começa agora mais cedo.

As reservas de voos registadas a nível global neste verão (maio-agosto) ficaram 15% acima dos níveis de 2019, apesar dos desafios logísticos e das pressões de preços existentes, com os voos de curta distância a impulsionar a maior parte deste crescimento global de gastos com viagens (representando +20% face aos de longo curso).

O estudo “Shifting Wallets” recorreu a uma análise exaustiva de dados económicos públicos e anonimizados com o objetivo de oferecer uma visão global sobre a forma como as recentes alterações económicas estão a impactar as escolhas que os consumidores estão a fazer relativamente ao que gastam, onde e quando.

Segundo o estudo da Mastercard, os preços mais altos estão a pressionar os consumidores a nivelarem os seus gastos diários e com bens essenciais, apesar dos gastos com refeições fora de casa manterem-se como prioridades.

O teletrabalho e a mudança para o digital implicaram alterações ao nível dos dias em que são feitos os gastos, com impactos significativos na cadeia de abastecimento para retalhistas, restaurantes e outras empresas e na composição de equipas de trabalho.

Bricklin Dwyer, economista-chefe da Mastercard e chefe do Mastercard Economics Institute, sublinha que “as mudanças nas preferências de gastos ocorrem à medida que os consumidores se adaptam a um novo ritmo”. E conclui que, “apesar do aumento dos preços, das taxas de juros e da crescente incerteza económica, os consumidores continuam a avaliar os seus hábitos de consumo de acordo com o que faz sentido para as suas vidas”.

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