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Nova Edição: Turismo de Compras, Vê Portugal e Costa Cruzeiros

A nova edição do Publituris, a última dos mês de junho, faz capa com um dossier sobre Turismo de Compras, um tipo de turismo que, apesar dos poucos dados disponíveis, tem despertado o interesse das entidades que tutelam o turismo em Portugal.

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Nova Edição: Turismo de Compras, Vê Portugal e Costa Cruzeiros

A nova edição do Publituris, a última dos mês de junho, faz capa com um dossier sobre Turismo de Compras, um tipo de turismo que, apesar dos poucos dados disponíveis, tem despertado o interesse das entidades que tutelam o turismo em Portugal.

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A nova edição do Publituris, a última dos mês de junho, faz capa com um dossier sobre Turismo de Compras, um tipo de turismo que, apesar dos poucos dados disponíveis, tem despertado o interesse das entidades que tutelam o turismo em Portugal.

Identificado pela Organização Mundial do Turismo (OMT) como um segmento estratégico e com forte potencial de crescimento nos próximos anos, o Turismo de Compras tem vindo a crescer, ainda que seja necessário posicionar o país neste segmento e promover o destino junto do público que procura este tipo de turismo.

Nesta edição, publicamos também a reportagem do Vê Portugal: Fórum de Turismo Interno, que voltou a ser promovido pela Turismo Centro de Portugal, entre 6 e 9 de junho. Tomar foi a cidade que recebeu o evento, onde se debateu o futuro do turismo, com foco no futuro, na inovação e digitalização, mas sem esquecer as pessoas.

Depois da 8.ª edição do Vê Portugal, a Turismo Centro de Portugal admite que, devido ao sucesso da iniciativa, este debate pode vir a extravasar as fronteiras da região e tornar-se um evento de âmbito nacional.

Conheça também como está o orçamento dos portugueses para as férias de verão. O mais recente Barómetro Anual de Férias de verão da Europ Assistance apurou que os portugueses estão entre os turistas que mais pretendem aumentar o orçamento para as férias deste verão e que, apesar do país se manter como o destino preferido dos turistas nacionais, há cada vez mais procura por férias no estrangeiro.

Na secção ‘Transportes’, saiba como está a TAAG – Linhas Aéreas de Angola a preparar a privatização parcial, que deverá acontecer nos próximos anos. Depois da COVID-19, que afetou profundamente a companhia aérea de bandeira angolana, a TAAG já retomou a sua operação para vários destinos e está agora focada na reestruturação da empresa, com vista à sua privatização parcial.

Nos ‘Transportes’ o destaque vai, no entanto, para a reportagem sobre o cruzeiro da Costa que o Publituris foi fazer entre 29 de maio e 5 de junho, num dos dois itinerários que a companhia de cruzeiros disponibiliza entre a ‘Turquia e Grécia’.

Além de oferecerem praia e cultura, estes novos itinerários da Costa Cruzeiros contam com a vantagem de permitirem voo direto até Istambul, porto de partida do Costa Venezia – navio que realiza os itinerários -, graças às ligações diárias e diretas da Turkish Airlines, desde Lisboa e Porto. A facilidade dos voos tem atraído muitos cruzeiristas lusos, até porque, a bordo, já tudo voltou praticamente ao normal, depois da COVID-19.

Nesta edição, as opiniões são de Francisco Jaime Quesado (Economista e gestor) e Edgar Bernardo (professor adjunto e especialista em sociologia e turismo do ISCE).

Boas leituras!

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Transportes

Governo italiano e Lufthansa iniciam negociações exclusivas relativamente à ITA Airways

Governo italiano e o Grupo Lufthansa entraram em negociações exclusivas para a venda/compra da ITA Airways. O negócio deverá estar finalizado até abril.

A Lufthansa e o Ministério das Finanças italiano assinaram uma declaração de intenções sobre a entrada do grupo alemão na ITA Airways, avança o site alemão airliners.de, iniciando, assim, negociações exclusivas entre o Governo italiano e o Grupo Lufthansa, relata o ministério.

O Tesouro assinou uma carta de intenções com a Lufthansa para vender uma participação minoritária, indicando a Lufthansa que “as partes iniciarão agora negociações sobre o desenho de uma possível participação”, tendo sido acordada a confidencialidade sobre os detalhes do conteúdo.

Segundo informações da Agência de Notícias Alemã, ainda não há valores específicos de compra no memorando de entendimento assinado pela Lufthansa, ministério e representantes da ITA, avançando que o negócio deve dar-se “por meio de um aumento de capital”.

A Lufthansa visava inicialmente uma participação minoritária, mas quer garantir opções para a aquisição das ações remanescentes ao entrar na empresa, tendo sido dados 60 dias úteis para as negociações exclusivas, para que um acordo final pudesse ser alcançado em abril, seguindo-se a revisão da Lei de Concorrência pela Comissão Europeia.

“As negociações podem estar concluídas até à Páscoa”, referiu fonte familiarizada com o processo à agência de notícias Reuters. De acordo com um decreto do Governo italiano, aprovado em dezembro, a Lufthansa deve concordar em fortalecer o hub Roma-Fiumicino e expandir os negócios de longo curso da ITA.

A Lufthansa anunciou na semana passada que inicialmente queria comprar uma participação minoritária na ITA com a opção de assumir a companhia aérea inteiramente sob certas condições. Segundo informações privilegiadas, trata-se de uma participação de cerca de 40%, pela qual a Lufthansa quer pagar 200 a 300 milhões de euros.

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Victor Jorge

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Residentes em Portugal viajaram mais no 3.º trimestre de 2022, mas números ainda estão aquém de 2019

Os residentes em Portugal realizaram 8,2 milhões de viagens ao longo do 3.º trimestre de 2022 (+5,8% comparado com o mesmo período de 2021). Se em território nacional se registou uma quebra (-0,6% face a período homólogo de 2021), as viagens ao estrangeiro cresceram 109%. Comparado com 2019, as viagens não recuperaram.

Victor Jorge

No 3.º trimestre de 2022, os residentes em Portugal realizaram 8,2 milhões de viagens, o que correspondeu a um acréscimo de 5,9% face ao mesmo período de 2021, mas ficou ainda a 5,8% face ao trimestre homólogo de 2019, indicam os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

As viagens em território nacional corresponderam a 88,4% das deslocações (7,2 milhões), diminuindo 0,6% face ao 3.º trimestre de 2021, quebra menor que a registada face ao mesmo período de 2019, em que caíram 5,2%. Já as viagens ao estrangeiro, segundo avança o INE, cresceram 109%, encontrando-se ainda 10,6% abaixo dos níveis de 2019, totalizando 950,6 mil viagens.

Lazer domina viagens
O “lazer, recreio ou férias” foi a principal motivação para viajar no 3.º trimestre de 2022, contabilizando 5,5 milhões de viagens, +1,5% face ao 3.º trimestre de 2021, mas inferior em 4,9% face ao mesmo período de 2019, apesar da redução de representatividade (66,9% do total, -2,9 p.p.2 face ao 3.º trimestre 2021).

As deslocações nacionais referentes a esta motivação totalizaram 4,7 milhões de viagens (65,5%; -5 p.p.), enquanto as deslocações ao estrangeiro contabilizaram 737,7 mil viagens (77,6%; +18,8 p.p.).

Seguiu-se o motivo “visita a familiares ou amigos”, que cresceu 11,7% (-6,4% em relação ao 3.º trimestre de 2019), tendo atingido 2,2 milhões de viagens (26,4% do total, +1,4 p.p.). Neste capítulo foram realizadas internamente dois milhões de viagens correspondendo a 28,1%, +3,1 p.p.) enquanto ao estrangeiro realizaram mais de 129 mil viagens (13,6%, -12,4 p.p.).

Os “hotéis e similares” concentraram 31% das dormidas resultantes das viagens turísticas dos residentes no 3.º trimestre de 2022, reforçando a sua representatividade (+1,7 p.p.) e superando os níveis pré-pandemia (+3,7 p.p. face ao 3.º trimestre de 2019). O “alojamento particular gratuito” manteve-se como a principal opção de alojamento (54,5% das dormidas, -2,2 p.p.).

Preferência vai para julho
Analisando os três meses que compõem o trimestre, o INE refere que o número de viagens aumentou em todos: +10,6% em julho, +4,7% em agosto e +1,9% em setembro. Face aos mesmos meses de 2019, apenas em julho se registou um ligeiro acréscimo (+0,7%), dado que em agosto e setembro se observaram reduções de 9,2% e 7,4%, respetivamente.

No 3.º trimestre de 2022, 45,2% das viagens foram efetuadas recorrendo à marcação prévia de serviços (+3,3 p.p.), proporção que atingiu 94% (+10,8 p.p.) no caso de deslocações ao estrangeiro e 38,8% nas viagens em território nacional (-0,5 p.p.).

A internet foi utilizada na organização de 29,9% das deslocações (+4,6 p.p.), tendo este meio sido opção em 66% (+0,7 p.p.) das viagens ao estrangeiro e em 25,1% (+2,3 p.p.) das viagens em território nacional.

Os dados do INE mostram ainda que no 3.º trimestre de 2022, cada viagem teve uma duração média de 6,05 noites (6,17 no 3.º trimestre de 2021; 5,76 no 3.º trimestre de 2019). A duração média mais baixa foi registada no mês de setembro (4,04 noites), enquanto a mais elevada ocorreu em agosto (6,68 noites).

No 3.º trimestre de 2022, 40% dos residentes realizaram pelo menos uma deslocação turística, +0,7 p.p. face ao 3.º trimestre de 2021 (-2,3 p.p. comparando com o 3.º trimestre de2019). Numa análise mensal, registaram-se aumentos na proporção de residentes que viajaram em julho e agosto (+2,2 p.p. e +0,7 p.p., respetivamente, face aos mesmos meses de 2021), tendo diminuído ligeiramente em setembro (-0,1 p.p.). Em comparação com os mesmos meses de 2019, as variações observadas foram de -0,6 p.p., -1,6 p.p. e -1,3 p.p., respetivamente.

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Banco de Espanha refere expectativas “um tanto cautelosas” para o turismo espanhol para os próximos meses

O Banco de Espanha refere no seu primeiro relatório que o turismo em no país consolidou a recuperação, mas que ainda estão distante dos números de 2019. Para o futuro, o agravamento das perspectivas económicas globais condicionam a performance do setor, salientando a entidade que são necessários “investimentos para reformar e melhorar áreas turísticas, particularmente os pontos mais saturados e maduros”.

Victor Jorge

Depois de publicado o primeiro boletim económico referente ao setor do turismo, o Banco de Espanha (BdE) salienta a “consolidação da recuperação para níveis pré-pandemia, após a eliminação de, praticamente, todas as restrições à mobilidade internacional”, revelando, no entanto, que “os níveis de afluência de turistas ainda não recuperou na totalidade face a 2019, devido à debilidade registada no turismo de longo curso, em particular na Ásia”.

Não obstante, as receitas turísticas alcançaram já níveis pré-pandemia, impulsionados, em parte, por uma maior atração de turismo com maior capacidade de compra, refletindo “o aumento do peso relativo do alojamento hoteleiro de maior qualidade”.

As perspetivas de curto prazo “são positivas”, avança o BdE, em linha com a evolução dos indicadores de tráfego aéreo, embora o balanço de riscos apresente indicadores de uma baixa, devido à “deterioração das perspetivas económicas nos principais mercados emissores de turistas e a alta dos preços, que reduz a capacidade de gasto das famílias”, frisa o BdE.

A longo prazo, a evolução do turismo internacional está “condicionada pela possibilidade do setor continuar a melhorar a sua capacidade de atração de turistas com maior perfil de gasto, o que requer a consolidação de ganhos de qualidade e aprofundar a diversificação da oferta turística”, diz o BdE.

Globalmente, o Banco de Espanha refere que as expectativas para os próximos meses são “um tanto cautelosas, dada a incerteza relativamente ao agravamento das perspectivas económicas e aumento da inflação”.

Segundo a entidade bancária, a eliminação das restrições à mobilidade internacional entre os principais mercados de origem dos turistas para a Espanha ao longo de 2022 consolidou uma notável reativação dos fluxos turísticos. Assim, as chegadas de turistas não residentes a Espanha no verão, como um todo, ficaram 10,8% abaixo dos valores do mesmo período de 2019, ano em que foram atingidos máximos históricos, face a uma diferença de 50,4% na temporada de verão de 2021. No entanto, durante todo o verão, registou-se uma moderação da tónica de reativação da afluência de turistas internacionais, pelo que em setembro foi 11,6% inferior ao alcançado em 2019.

Poder de compra como “fator condicionante”
As perspetivas estão envoltas numa “grande incerteza”, diz o BdE. Por um lado, os fatores de suporte para a procura de viagens internacionais, como a procura estagnada e o rendimento acumulado durante a pandemia, previsivelmente “perderão força nos próximos meses”. Por outro lado, tenderão a exercer mais influência os fatores mais desfavoráveis que caracterizam a situação atual, entre os quais o destaque vai para a “evolução e repercussões da guerra na Ucrânia, a deterioração das perspectivas económicas dos principais mercados emissores de turistas e a erosão da capacidade do poder de compra das famílias causada pelo aumento da inflação”, salienta o relatório.

Na verdade, o BdE admite que “esses fatores negativos poderão estar a começar a concretizar-se na evolução mais desfavorável em outubro das pernoites em hotéis de britânicos e, principalmente, de alemães”.

Além disso, refere que “a perda do poder de compra pode levar a uma perda de atratividade em comparação com destinos alternativos do Mediterrâneo com níveis de preços mais baixos”. A esses fatores, o relatório acrescenta “a vulnerabilidade do setor turístico espanhol a episódios de fraqueza da libra esterlina”, dado que o Reino Unido constitui o primeiro mercado de origem de turistas do país.

Num horizonte de médio prazo, o turismo internacional em Espanha está fortemente dependente do transporte aéreo, cujo custo pode “encarecer no contexto da transição verde em que a UE está imersa, o que pode levar a um aumento dos custos dos voos devido às emissões geradas por este meio de transporte com tecnologia atual”, salienta o BdE. Esses possíveis efeitos poderiam afetar “mais intensamente o turismo de longa distância, no qual o peso das despesas com o transporte aéreo é elevado e, em certos segmentos das viagens de negócios, já que as empresas poderiam reduzir esse tipo de viagem para diminuir a pegada de carbono dos seus colaboradores”.

Adicionalmente, o BdE refere no relatório que “persistem dúvidas sobre o nível de equilíbrio do turismo de negócios, apesar do seu comportamento positivo ao longo de 2022, face aos progressos registados devido à digitalização da atividade empresarial, e o turismo asiático, que ainda permanece muito distante dos níveis pré-pandêmicos”.

Apesar destas fontes de incerteza, o relatório do Banco de Espanha destaca que Espanha é um destino turístico “atraente, pela sua perceção de destino seguro e pela qualidade das suas infraestruturas”.

Para manter essa atratividade, diz o BdE, “são necessários investimentos para reformar e melhorar áreas turísticas, particularmente os pontos mais saturados e maduros”. O Banco de Espanha salienta ainda que “o crescimento da receita do turismo poderia ser fortalecido com uma maior atração de um turismo com maior gasto médio”. Este objetivo exige, segundo o BdE, “preservar a melhoria da qualidade percebida dos serviços, reforçar a atratividade de Espanha como destino de negócios, urbano e cultural e adaptar-se a uma procura cada vez mais canalizada pelos meios digitais e vocacionado para um turismo mais personalizado, experiencial e com maior compromisso com sustentabilidade ambiental”.

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Gastos com cartões estrangeiros em Portugal aumentam 69% face a 2019. No alojamento crescem 30%

Os números avançados pela SIBS relativamente aos gastos com cartões de pagamento estrangeiros em Portugal, em 2022, indicam uma clara subida em valor e volume. A subida no alojamento foi superior a 30% e na restauração de 74%.

Victor Jorge

De acordo com a SIBS, o número de transações anuais com cartões estrangeiros em Portugal mais do que duplicou, em 2022, em comparação com 2021, totalizando quase 126 milhões de transações, correspondendo a +106,5% face a 2021 e mais 68,9% em comparação com 2019.

Já quanto ao volume total de compras que se cifrou nos 5.598 milhões de euros, a SIBS indica que ficou 92,9% acima do registado em 2021 e mais 36,1% face ao ano de 2019.

Contudo, valor médio de transação baixou relativamente aos outros dois anos em análise, com a comparação com 2021 a indicar uma quebra de 6,6%, enquanto face a 2019 essa descida foi de 8,8%.

As transações em compras com cartões bancários estrangeiros, em 2022, ficaram marcadas por dois aspetos, já que, com exceção de janeiro, em todos os outros meses foram registados máximos absolutos. Em comparação com os meses homólogos de 2019, janeiro foi o que registou menores ganhos. Um segundo aspeto apontado pela SIBS refere que, a partir do 2.º trimestre a utilização de cartões bancários para compras aumentou mais de 70% relativamente ao meses homólogos de 2019.

No global, a distribuição regional das transações não foi equitativa, indicando a SIBS que a Área Metropolitana de Lisboa concentrou mais de 40% do total de transações; o Algarve e a Região Norte ficaram numa posição intermédia, cada uma com cerca de 20% do valor total; e os Açores e o Alentejo foram as regiões com menor número de transações, ambas abaixo dos 3%.

Globalmente, a distribuição das transações por mercado de origem assume uma evidente hierarquização, com a liderança a ser partilhada pelo Reino Unido e pela França com quotas próximas dos 15%. Espanha ocupa a posição seguinte, com uma quota de 11%; os EUA ultrapassaram, ainda que muito ligeiramente, a Alemanha, ocupando respetivamente o 4.º e 5.º lugares entre os principais mercados emissores.

Tal como nas transações, a distribuição regional dos consumos não foi equitativa, tendo a Área Metropolitana de Lisboa concentrado perto de 40% dos gastos totais; o Algarve, com 24%, e a Região Norte, com 19%, ficaram em posições intermédias. Já os Açores e o Alentejo foram as regiões com menores valores gastos, ficando ambas as regiões entre os 2,5% e os 3,5%.

A distribuição dos consumos, por mercado de origem, também evidencia uma clara hierarquização com o Reino Unido e a França ocupam as posições cimeiras, com quotas a rondar os 15%; os EUA posicionaram-se em 3.º lugar, como líderes destacados entre os mercados intercontinentais, com 11%. Alemanha e Espanha, apesar de aumentarem as suas quotas face a anos anteriores, são ultrapassadas pelos EUA.

O gasto médio em compras com cartões bancários estrangeiros em 2022 reforçou a tendência de “diminuição já verificada em anos anteriores”, sendo o valor mais reduzido desde 2019. “Na origem desta tendência e do crescimento significativo do número de operações está a generalização do uso do cartão bancário como meio de pagamento mais utilizado, mesmo para despesas mais correntes e de baixo valor”, refere a SIBS.

A distribuição regional dos gastos médios, tal como os outros indicadores, também mostrou diferenças. Os Açores e o Algarve apresentam o valor médio por compra mais elevado, superior a 50€; o Alentejo, a Região Centro e a Madeira ficaram em posições intermédias, com montantes entre 45 e 50€; a Área Metropolitana de Lisboa registou o valor médio por compra mais baixo, pouco acima dos 40€.

A distribuição dos gastos médios, por mercado de origem, ao contrário dos outros indicadores, mostra um relativo equilíbrio, com os EUA a posicionaram-se como líderes absolutos, com um gasto médio próximo dos 60€; seguem-se França, Reino Unido e Alemanha, com valores pouco acima de 40€.

Gastos em alojamento a crescer a partir do 2.º trimestre
Em 2022, os gastos em compras com cartões bancários estrangeiros no alojamento foram sempre crescentes até agosto, mês em que foi atingido o valor máximo.

Os dados da SIBS mostram um valor acumulado, em 2022, de 1,526 milhões de euros, comparando com os 1.166 milhões de 2019, representando, assim, uma evolução de mais de 30%, enquanto com o ano de 2022 (580 milhões de euros), esse crescimento cifra-se acima dos 160%.

Comparando com os meses homólogos de 2019, registaram-se ganhos relativos a partir do início do 2.º trimestre. Os meses de julho e agosto apresentaram ganhos relativos quase 50% superiores face aos meses homólogos de 2019.

A distribuição relativa dos gastos em alojamento, por região, evidencia, mais uma vez, uma marcada hierarquia entre regiões, com a Área Metropolitana de Lisboa a representar quase 40% dos gastos; o Algarve conquistou a 2.ª posição, com uma quota de 27%; os Açores (4%) e o Alentejo (2%) foram as regiões com menores gastos relativos em serviços de alojamento.

A distribuição dos consumos em alojamento, por mercado emissor, evidencia uma liderança partilhada pelos EUA e Reino Unido que superam claramente os maiores mercados europeus.

Neste ponto, tal como na globalidade da análise da SIBS, o valor médio gasto desce face a 2019, passando de 172,8 euros para 153,6 euros.

Já na restauração, os gastos em compras com cartões bancários estrangeiros foram, em 2022, sempre crescentes até ao mês de agosto, altura em que foi atingido o valor máximo.

No acumulado do ano 2022, a SIBS indica um valor de 1.685 milhões de euros, o que compara com os 688,5 milhões de 2021 e com os 965,5 milhões de 2019.

Comparando com os meses homólogos de 2019, registaram-se ganhos relativos logo desde o início do ano. Em todos os meses do 2.º semestre, os ganhos relativos tiveram aumentos pelo menos 75% superiores face aos meses homólogos de 2019.

Quanto ao valor médio por compra, esta cifrou-se nos 30,3 euros, enquanto em 2021 estava nos 32,3 euros e, em 2019, nos 36,6 euros.

A distribuição relativa dos gastos em restauração, por região, evidencia uma forte hierarquia entre regiões, com a Área Metropolitana de Lisboa representou cerca de 44% dos gastos; o Algarve ocupou a 2.ª posição, com 26%; os Açores (2,5%) e o Alentejo (2%) foram as regiões com menores gastos relativos em serviços de restauração.

Quanto à distribuição dos consumos por mercado emissor evidencia uma liderança destacada do Reino Unido, secundado pela França e pelos Estados Unidos da América que superam Espanha e Alemanha.

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Sustentabilidade como elemento-chave na agenda de viagens dos turistas

Um recente relatório do WTTC, em conjunto com o Grupo Trip.com e Deloitte, revela que 69% dos viajantes procuram ativamente opções de viagens sustentáveis. Além disso, três quartos dos viajantes de luxo estão dispostos a pagar mais para tornar as suas viagens mais sustentáveis.

Victor Jorge

Um novo e importante relatório do World Travel & Tourism Council (WTTC) e do Grupo Trip.com, juntamente com a Deloitte, revela um interesse elevado por turismo sustentável entre os consumidores, com 69% dos viajantes a procurarem ativamente opções de viagens sustentáveis.

O relatório “A world in motion: shifting consumer travel trends in 2022 and beyond”, mostra que a sustentabilidade é um elemento-chave da agenda de viagens, com viajantes interessados em reduzir a sua pegada de carbono e apoiar o turismo sustentável.

De acordo com uma pesquisa incluída no relatório, três quartos dos viajantes estão a considerar viajar de forma mais sustentável no futuro e quase 60% escolheram opções de viagem mais sustentáveis nos últimos dois anos. Outra pesquisa também descobriu que cerca de três quartos dos viajantes de luxo estão dispostos a pagar mais para tornar as suas viagens mais sustentáveis.

No ano passado, após mais de dois anos de interrupções nas viagens, os viajantes deixaram claro que o seu desejo de viajar está muito vivo, com um aumento de 109% nas chegadas internacionais durante a noite, em relação a 2021.

De acordo com o relatório, no ano passado, os consumidores estavam dispostos a esticar o seu orçamento para os planos de férias, com 86% dos viajantes a planear gastar a mesma quantia ou mais em viagens internacionais do que em 2019, com os turistas dos EUA a liderarem a lista como grandes gastadores.

Mas 2023 parece ainda melhor em termos de gastos dos viajantes. Apesar das preocupações com a inflação e a crise do custo de vida em todo o mundo, o relatório do WTTC revela que “quase um terço (31%) dos viajantes pretende gastar mais em viagens internacionais este ano do que em 2022”.

Além disso, de acordo com o ‘Global State of the Consumer Tracker’ da Deloitte, no ano passado, mais da metade (53%) dos consumidores globais entrevistados durante o verão afirmaram que planeiam ficar num hotel nos três meses seguintes.

Julia Simpson, presidente e CEO do WTTC, frisa que a “procura por viagens está mais forte do que nunca e este relatório mostra que este ano veremos uma recuperação significativa. 2023 está definido para ser um ano muito forte para as viagens e turismo”.

A responsável pelo WTTC destaca ainda que “a sustentabilidade está no topo da agenda dos viajantes, e os consumidores destacam o valor que atribuem à proteção da natureza e ao viajar com responsabilidade.”

Jane Sun, CEO do Trip.com Group, refere, por sua vez, que “as viagens e turismo são uma força poderosa para impulsionar a economia global, criar empregos, estimular o crescimento económico e tirar as comunidades da pobreza”.

Além disso, salienta que “a região da Ásia-Pacífico, com suas economias dinâmicas e de classe média em rápido crescimento, está bem posicionada para capitalizar o crescimento da indústria e ocupar o seu lugar como líder na economia global do turismo”, admitindo-se “otimista com o momento positivo para a retomada global e o crescimento das viagens em 2023, impulsionado principalmente pelos consumidores da China continental, o que ajudará a acelerar a recuperação e o desenvolvimento mundial”.

Já Scott Rosenberger, líder do setor de transporte global, hospitalidade e serviços da frisa que “as viagens estão a recuperar da pandemia, inovando e atendendo às procuras de tipos de viagens alternativas mais modernas, viagens sustentáveis, viagens de luxo e muito mais”.

Mesmo o aumento das preocupações financeiras causadas pela inflação “não está a diminuir o ritmo”, salientando o responsável da Deloitte que “incrivelmente, as viagens estão no topo das prioridades e os acordos de trabalho remoto/flexível estão a criar novas oportunidades”.

Outras descobertas reveladas no relatório revelam que as vendas de pacotes de férias de sol e mar para 2022 aumentem 75% em comparação com o ano anterior; que no ano passado, durante o verão, as chegadas internacionais a destinos europeus de sol e praia ficaram apenas 15% abaixo dos níveis de 2019; que, em 2022, se espera que as visitas às principais cidades tenham um aumento de 58% em relação ao ano anterior, menos de 14% abaixo dos níveis de 2019; que as férias de luxo serão particularmente populares, com vendas de hotéis de luxo estimadas em 92 mil milhões de dólares (cerca de 85 mil milhões de euros) até 2025, em comparação com 76 mil milhões de dólares (cerca de 70 mil milhões de euros) em 2019); e que quase 60% dos viajantes admitiram já estarem a pagar para compensar as suas emissões de carbono ou a considerar esse aspeto se o preço for justo.

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“As formas de consumo de serviços estão cada vez mais centradas na experiência”

Presente no mercado desde 2007, a HCollective oferece uma panóplia de serviços, desde eventos físicos a digitais, ‘experience boxes’, ‘booking’ de talentos a ‘storytelling’ digital. Com o ano de 2022 a revelar uma “avalanche” de eventos, André Henriques, ‘partner’ e CEO da HCollective, admite um regresso aos eventos físicos, embora saliente que se “sente uma vontade de tornar os eventos menos opulentos e dispendiosos”.

Victor Jorge

Fundada bem antes da pandemia, mais concretamente, em 2007, a HCollective posicionou-se no mercado com o objetivo de entregar algo diferenciador no mundo do entretenimento. Com a pandemia, o desafio passou “essencialmente por conseguir reajustar as nossas valências às novas necessidades”, refere André Henriques, partner e CEO da HCollective, salientando que o processo passou por “transpor o entretimento normalmente a entregar em palco para conteúdos digitais. Foram realmente anos de ajuste do que fazíamos e do que desde então passámos a fazer”, reconhece.

“Os eventos físicos foram os mais afetados e no fundo tudo o que deles dependia da produção aos artistas”, com a necessidade destes “reajustarem a forma de atuar”, dando o partner e CEO da HCollective o exemplo dos pedidos para DJ Sets e bandas que “pararam por completo”, havendo a necessidade de “começar o trabalho de adaptar novamente a oferta às necessidades”. Já os artistas digitais, como os “Insónias em Carvão”, tiveram um pico de atividade durante a pandemia que, salienta André Henriques, “se estendeu até aos dias de hoje”.

Depois de no início do ano as portas da COVID terem sido abertas, “a avalanche começou”, afirma André Henriques, reconhecendo que 2022 foi um ano “atípico, com muitos eventos, mas com um planeamento muito em cima das datas”. O que, por norma, eram pedidos com “antecedência e alguma ponderação”, em 2022 isso “logicamente não aconteceu”.

Por outro lado, os eventos digitais que ainda eram “embrionários” na estrutura da HCollective, passaram a estar na “pole position do que apresentávamos aos nossos clientes e com ótimos resultados”, dando como exemplo o prémio obtido pelo Observatório da Comunicação por um evento interno de Natal da Leroy Merlin.

Não há eventos iguais
Assim, ao longo do tempo pandémico houve uma “especialização em contar estórias, sejam elas em palco ou fora dele”, apontando André Henriques como maiores desafios os eventos e experiências ‘Taylor Made’, “feitas à medida de cada cliente”. Nesse aspeto, o responsável da empresa destaca o ‘Millennium Crush’ que “começou a ganhar tração no mercado corporativo” e o ‘I Love Baile Funk’ que “voltou a conquistar o país depois dos anos de pandemia, com um total de 42 atuações, 54 emissões de rádio e duas músicas lançadas”.

Quanto à forma de trabalhar, “todos colaboram olham para os projetos como únicos”, salientando André Henriques que “não há duas conversas iguais, não há duas pessoas iguais e como tal, não há dois eventos iguais”. Por isso, a experiência das pessoas que envolvem a HCollective permite “pensar em comunicação adaptada a entretenimento. As histórias que contamos e as que nos pedem para contar são pensadas ao detalhe”, o que faz com que “os briefings mais maçadores e pesados se transformem em conteúdo que gera aceitação, cria memórias e essencialmente surpreende”.

André Henriques, partner e CEO da HCollective

A realidade de hoje também é diferente e André Henriques reconhece que “longe vão os anos em que os clientes não tinham um grande conhecimento do trabalho de uma agência”, admitindo que hoje o mercado é “muito mais informado e à distância de um click pode refutar uma séria de variáveis envolvidas no negócio”. Assim, o partner e CEO da HCollective refere que “os clientes procuram agências em quem possam confiar na exata medida do preço/qualidade” e que “necessitam de sentir que estamos com eles a longo prazo e de braço dado”. No fundo, “sentir cada desafio como nosso e antecipar o que o futuro reserva”.

Por outro lado, as preocupações ambientais também passaram a ser parte integrante de cada briefing. “A sustentabilidade é agora uma palavra comum nos pedidos que temos e devemos atender”, incluindo André Henriques a sustentabilidade como “nova tendência” na esperança que “rapidamente passe a hábito permanente”.

Regresso ao passado
Com a pandemia a desvanecer, os pedidos para eventos digitais são hoje “escassos” e a grande maioria das empresas voltou a juntar fisicamente os colaboradores para celebrações, reuniões e outros eventos. Isso faz com que os eventos híbridos sejam em maior número que em período de pré-pandemia, embora o responsável da HCollective afirme que “não sejam uma tendência com grande impacto”.

Quanto ao futuro, André Henriques destaca que “as formas de consumo de serviços estão cada vez mais centradas na experiência”, embora saliente que, por vezes, “esquecemo-nos que ela [experiência] já existe e que muitas vezes não é boa”. Por isso, tratar dos essenciais de um evento “eleva a experiência a outro nível”, dando como exemplo, os “acessos, bares, casas de banho e sistema de som, se bem trabalhados, já transformam a normal experiência em algo positivo”. Depois, “existem os complementares que abordam de forma diferente o que todos tomamos como normal e então elevamos a tal normal experiência a algo memorável”, afirma André Henriques.

Já no que diz respeito aos tempos incertos que se avizinham, André Henriques admite que tem sido um “processo de escolhas”. No fundo, tempos difíceis trazem “melhor perceção de consumo com opções mais conscientes”, reconhecendo que, “muitas vezes a aposta na desconstrução do evento clássico acaba por conseguir o efeito pretendido com menos custos”.

Assim, neste Natal o partner e CEO da HCollective refere que se “sente uma vontade de tornar os eventos menos opulentos e dispendiosos, não só pelos custos associados como também por uma responsabilização interna de cada empresa pelos mesmos”.

“As matérias-primas estão mais caras, a mão de obra também e o fantasma real da crise tem travado alguns investimentos mais dispendiosos, mas isto não significa que os eventos tenham parado, pelo contrário, estão é mais ajustados”, diz André Henriques.

Com uma subida do número de colaboradores em 50%, no último ano, o responsável da HCollective refere que “a maioria deles já eram pessoas que tínhamos referenciados”, avançando que “temos aberto vagas regularmente através das nossas redes sociais e a participação tem sido excelente”.

Já quanto ao negócio, André Henriques admite que “vai ser um ano de reajustes. Os ecos dizem que não será financeiramente um ano fácil, mas a forma como a pandemia nos moldou já traz uma experiência redobrada para os desafios que estão para vir”.

Por isso, a HCollective tem um plano “ousado e com vontade de dar ainda mais passos na consolidação dos eventos de média e grande dimensão”. E 2023 começa em grande pelo Coliseu, concluindo André Henriques que, em breve, “começamos a revelar os passos que vamos dar. Cautelosos, mas cheios de ambição”.

 

2022 foi de lançamento de novos produtos e também de consolidação de outros na HCollective

Em fevereiro a empresa começou, em Lisboa, com a aventura ‘Millennium Crush’, “uma experiência revivalista dos anos 2000, cheia de convidados, surpresas em palco e muitas outras fora de palco”.
Daí para o Algarve no Verão para o ‘Lick’, já com convidados internacionais como Kevin Little e Luciana Abreu que “acertou em cheio no coração de todos os ‘Millennials’”. Foi também durante o Verão que a HCollective organizou com o ‘Millennium Crush’ a abertura da Supertaça para a FPF no jogo Porto-Tondela com 40 mil pessoas a assistirem ao espetáculo.
Já para o fim do ano, a HCollective irá celebrar os 10 anos do ‘I Love Baile Funk’, “líder incontestado do segmento funk em Portugal e com uma trajetória que começa na altura em que era apenas um nicho de mercado até aos dias de hoje em que o género musical ganhou um peso e preponderância a nível mundial”, diz André Henriques.
Para o final de 2022, a HCollective está a organizar a Passagem de Ano no Coliseu com o ‘I Love Baile Funk’ em todas as suas vertentes, seja o show de palco, seja o Baile na Cidade pela Cidade FM ou até mesmo as edições musicais enquanto ILBF.
No fundo, a primeira data de uma Tour de 10 anos que começa no palco do Coliseu no dia 1 de janeiro de 2023.

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Ministro da Economia antecipa receitas de 22 MM€ no turismo em 2022

O ministro da Economia, António Costa Silva, revelou que as receitas do turismo atingiram os 22 mil milhões de euros em 2022, superando em 20% o valor registado em 2019, naquele que foi considerado o melhor ano turístico.

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“Portugal terminou o ano de 2022 com 22.000 milhões de euros, o que é absolutamente extraordinário porque, num ano, não só recuperámos aquilo que fizemos em 2019, como superámos os resultados em mais 20%”, disse o ministro da Economia e do Mar, António Costa e Silva.

Ao intervir na sessão de encerramento da inauguração da nova Escola de Hotelaria e Turismo de Portimão (EHTP), o governante lembrou que o turismo, “um dos motores do desenvolvimento da economia do país, foi altamente flagelado pela pandemia, quase paralisado durante dois anos, conduzindo a uma grande desmotivação” dos agentes económicos.

“Havia muita gente que dizia que para recuperarmos os números de 2019 iríamos demorar três, quatro ou cinco anos, mas conseguimos recuperar durante o ano passado”, sublinhou.

António Costa Silva afirmou que para Portugal “atingir um dos objetivos de ser o destino mais sustentável do mundo, um dos de maior qualidade, “é necessário trabalhar em conjunto, desenvolvendo redes colaborativas”.

“Se construirmos estas plataformas, se tivermos desígnios claros, nós podemos transformar a vida das nossas comunidades, criar riqueza e alinhar o país, sintonizar o país com o futuro”, apontou.

Na opinião do titular da pasta da Economia, “ainda existe preconceito no país em relação ao turismo”, um setor que, lembrou, “é sem dúvida um dos pilares fundamentais do nosso desenvolvimento económico”.

“Nós, no Ministério da Economia, temos uma visão muito clara sobre o turismo: o turismo é uma ferramenta para desenvolver o país do norte ao sul, incluindo as regiões autónomas [da Madeira e dos Açores], porque ele é capilar”, notou.

No mesmo sentido, acrescentou, que o turismo “está nesta altura em todo o espaço nacional e ele é transversal, mobiliza múltiplos setores da economia, desde a construção aos transportes, a todo um conjunto de indústrias”.

“Se nós usarmos esta ferramenta [turismo] no sentido próprio, ela é absolutamente transformadora”, reforçou.

António Costa Silva apontou também a qualidade das novas instalações da EHTP como um “investimento para treinar e formar pessoas, dado que o investimento na educação é o mais produtivo que o país pode ter”.

“A educação […] muda as pessoas e são as pessoas que transformam o mundo. Nós queremos ser o destino mais sustentável do mundo e isso não se faz sem escolas de qualidade”, disse.

O novo edifício da Escola de Hotelaria e Turismo de Portimão representa um investimento de 2,3 milhões de euros do Turismo de Portugal que permitirá reforçar a oferta formativa na região.

As novas instalações resultam da requalificação do antigo estabelecimento prisional de Portimão, dispondo o edifício de oito salas de aula equipadas com a mais recente tecnologia, duas cozinhas individuais, um auditório com capacidade para 140 pessoas, um bar e um restaurante ‘de aplicação’, que estarão abertos ao público.

Segundo o Turismo de Portugal, os equipamentos digitais vão facilitar “um ensino híbrido que conjugue formação presencial e à distância”.

A Escola de Hotelaria e Turismo de Portimão é o terceiro estabelecimento de formação na área existente no Algarve, a par de Faro e de Vila Real de Santo António.

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Recuperação dos aeroportos mais rápida na América do Norte. Europa com ventos desfavoráveis por causa do Reino Unido, prevê DBRS

A recuperação dos aeroportos mundiais não se encaminha para um trajeto linear. Enquanto a situação na América do Norte parece voltar a uma “maior normalidade” em 2023, a Europa sofrerá os impactos de uma conjuntura económica instável no Reino Unido.

Victor Jorge

À medida que as restrições relativamente às viagens diminuíram em 2022, o volume de passageiros aumentou consideravelmente em comparação com 2021. A agência de notação DBRS Morningstar publicou uma análise em que prevê que a “recuperação do volume de passageiros continue em 2023”. No entanto, refere que “a trajetória de crescimento pode variar entre as regiões, dependendo das perspectivas económicas de cada região” e de outros fatores.

A pressão inflacionária na Europa e no Reino Unido é “especialmente assustadora”, admite a DBRS Morningstar, referindo que “já está a causar interrupções nos setores da educação, transporte e armazenamento”, frisando que, “se as interrupções persistirem e aumentarem de frequência em 2023, poderão afetar negativamente as operações do aeroporto”.

Com o cenário macroeconómico na América do Norte a ser um pouco mais positivo em 2023, a DBRS Morningstar acredita que a procura por viagens aéreas deve “permanecer relativamente resiliente em 2023” e o tráfego de passageiros deve continuar no caminho da “recuperação total”.

Em geral, a agência de notação financeira refere que o grande segmento do mercado doméstico nos EUA proporcionará “mais estabilidade” e “mitigará” quaisquer fatores globais que possam afetar negativamente o tráfego de passageiros em 2023. Além disso, os aeroportos dos EUA tiveram maior apoio financeiro do governo federal, o que ajudou a manter suas finanças capacidade, resiliência e competitividade.

Já relativamente à Europa, a DBRS Morningstar afirma que “existem fatores regionais mais desafiadores” que podem prejudicar as perspectivas dos aeroportos europeus. Dada a recuperação desigual em toda a região, alguns aeroportos podem enfrentar “mais pressão financeira” do que outros, devido a certos fatores regionais em andamento que provavelmente não diminuirão materialmente em 2023.

Cenário norte-americano
Os aeroportos canadianos registaram uma forte recuperação no volume total de tráfego de passageiros em 2022 com o levantamento de restrições de viagem na maioria das regiões, admitindo a DBRS Morningstar que, em caso de recessão, a duração e a magnitude será “curta e ligeira”, seguida de crescimento moderado, regressando no final de 2023 e em 2024. Assim, é esperado que o atual cenário macroeconómico de linha de base no Canadá tenha um “impacto material” no desempenho financeiro dos aeroportos canadianos e que o volume de passageiros deve “continuar o caminho para a recuperação total”.

Já nos EUA, o volume total de passageiros nos aeroportos também aumentou significativamente em 2022, atingindo 88% do nível de 2019 (nos primeiros 10 meses de 2022), de acordo com o Bureau of Transportation Statistics.

O cenário macroeconómico básico para os EUA da agência de notação é semelhante ao do Canadá. No entanto, ao contrário dos aeroportos canadianos, os aeroportos dos EUA receberam ajuda económica significativa durante a pandemia do governo federal. A Lei CARES, firmada a 27 de março de 2020, deu 10 mil milhões de dólares em fundos para apoiar os aeroportos elegíveis nos EUA. A Lei CARES também aumentou a contribuição federal para 100% para o Programa de Melhorias Aeroportuárias, o que permitiu que projetos críticos de segurança e capacidade continuassem conforme planeado, independentemente das condições financeiras dos aeroportos.

A DBRS Morningstar crê, assim que “os significativos esforços de alívio económico colocaram os aeroportos dos EUA numa vantagem financeira maior do que os aeroportos canadianos, enquanto continuam a melhorar a sua infraestrutura para manter e/ou aumentar a competitividade nos últimos dois anos”.

Além disso, os aeroportos dos EUA devem permanecer relativamente resilientes por causa de um grande segmento de mercado doméstico (representou mais de 75% do volume total de passageiros nos EUA em 2019), o que mitiga o risco de quaisquer mudanças futuras nas restrições de viagens internacionais e reduz a exposição a fatores económicos globais.

Reino Unido estagnado
Passando para a Europa, os aeroportos do Reino Unido também exibiram uma forte recuperação no volume de passageiros em 2022. Nos primeiros 11 meses de 2022, o volume total de passageiros foi de 74% dos níveis de 2019. O crescimento do volume de passageiros mês a mês (variação percentual em relação ao mesmo mês em 2019) continuou a apresentar uma tendência positiva e, no final de outubro de 2022, estava em 85% dos níveis de 2019 antes de cair para 83% dos níveis de 2019 em novembro de 2022.

“É improvável vermos a mesma magnitude de crescimento do volume de passageiros em 2023”, frisa a agência de notação na análise publicada. Contudo, a procura reprimida (que levou a um aumento acentuado no volume de passageiros no início de 2022) parece ter diminuído no final do ano. Além disso, a trajetória de crescimento em 2023 também pode ser afetada por diversos fatores em andamento.

Primeiro, o cenário de linha de base projeta que a economia do Reino Unido encolherá em 2023 com um crescimento do PIB de -1%. A taxa de desemprego também deve aumentar para 4,5% em 2023, de 3,8% em 2022. Além disso, de acordo com o Office for National Statistics, a inflação do Reino Unido permanece elevada em 10,5% em dezembro de 2022 (ligeiramente abaixo de 10,7% em novembro de 2022). Portanto, a atual condição macroeconómica pode afetar “negativamente” a procura por viagens aéreas.

Em segundo lugar, uma “disputa prolongada sobre o pagamento do setor público” (como resultado da crise do custo de vida) pode causar graves interrupções nas operações do aeroporto que podem diminuir a procura por viagens aéreas durante os períodos de pico, pois os passageiros podem adiar as suas viagens ou procurar transporte alternativo que não é afetado pela ação de protesto.

Além disso, as atuais perspectivas macroeconómicas noutras partes da Europa podem reduzir a procura por viagens no segmento de mercado da UE, que historicamente contribui significativamente para o volume total de passageiros nos aeroportos do Reino Unido.

Por fim, o impacto total do “Brexit” no tráfego de passageiros no segmento de mercado da UE permanece “incerto”, uma vez que o volume de passageiros permaneceu gravemente reduzido durante 2020–21 devido à pandemia. No entanto, “foi relatado que a saída do Reino Unido da UE causou desafios laborais que afetaram muitas indústrias, incluindo o setor aeroportuário”, frisa a DBRS Morningstar, admitindo que, tal situação, “pode ter contribuído para a escassez de pessoal nos aeroportos do Reino Unido durante o verão de 2022, o que resultou na limitação do número de voos diários para aliviar o congestionamento e os atrasos”.

E a restante Europa?
De acordo com o EUROCONTROL, a Airports Council International (ACI) Europe estima em dois mil milhões os passageiros em 2022, 425 milhões a menos do que em 2019. O EURCONTROL observa que a “recuperação continua desigual em toda a Europa”, conforme indicado pelo número médio de voos diários. Além disso, observa que o mercado alemão foi um dos mais lentos a recuperar em 2022. A média de voos diários dos aeroportos de Frankfurt e Munique foi de 74% e 68% dos níveis de 2019, respetivamente. Em contraste, a média de voos diários dos aeroportos de Amsterdão, Paris Charles de Gaulle e Adolfo Suárez Madrid-Barajas foi superior a 80% do nível de 2019.

A recuperação desigual também pode ser observada em termos de volume de passageiros. Os dados do volume de passageiros sugerem que a recuperação em França e em Espanha (ambos em mais de 80% dos níveis de passageiros de 2019 no final de setembro de 2022) estão à frente da Alemanha (cerca de 73% do nível de 2019 no final de setembro de 2022). “Apesar da recuperação da região em 2022, há uma série de desafios pela frente”, destaca a DRBR Morningstar.

A ACI Europe reviu, recentemente, a sua previsão e agora projeta que a recuperação total do volume de passageiros não será alcançada até 2025 (revista a partir de 2024), projetando uma trajetória de crescimento mais lenta durante o horizonte de previsão (2023–27) do que o esperado anteriormente, como resultado “do risco geopolítico em curso, deterioração das perspectivas macroeconómicas, tarifas aéreas mais altas, capacidade restrita e custos regulatórios mais altos”. A ACI Europe projeta, também, que o volume de passageiros em 2023 será de 91% dos níveis de 2019.

Por isso, a DBRS Morningstar prevê “mais mudanças nas políticas de transporte em relação à transição para emissões líquidas zero até 2050”, referindo que “mudanças políticas como o Fit for 55 da UE – pacote de propostas para tornar o clima, energia, uso da terra, transporte e tributação da UE para políticas adequadas para reduzir as emissões líquidas de gases de efeito estufa em pelo menos 55% até 2030 – provavelmente apresentarão desafios adicionais para o setor de aviação que podem aumentar o custo das viagens aéreas no futuro”.

Recorde-se que, como parte do Fit for 55, o regulador da UE exige que todos os voos (sejam aeronaves da UE ou não), partindo de aeroportos europeus, usem combustível de aviação sustentável (SAF) começando com uma meta de 2% (percentagem de SAF em todos os voos) em 2025 e aumentar gradualmente para níveis mais elevados nas próximas décadas.

Assim, a DBRS Morningstar conclui que a recuperação das viagens aéreas continue nos aeroportos canadianos. No entanto, o limitado apoio financeiro do governo federal nos últimos dois anos “reduzirá a capacidade financeira dos aeroportos canadianos de assumir quaisquer programas significativos de capital financiados por dívida”.

Já nos EUA, os aeroportos devem permanecer “relativamente resilientes”, apesar do menor crescimento económico projetado em 2023. “Fatores regionais desafiadores na Europa, no entanto, podem afetar negativamente os aeroportos, alguns mais do que outros, em 2023”, termina a análise da DBRS Morningstar.

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SNPVAC aprova proposta apresentada pela TAP e desconvoca greve

A dois dias da greve, o Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC) aprovou a proposta apresentada pela TAP e desconvoca a paralisação marcada para os dias 25 a 31 de janeiro.

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O Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC) aprovou esta segunda-feira, 23 de janeiro, a proposta melhorada apresentada pela TAP, desconvocando, assim a greve de sete dias prevista para os dias 25 a 31 de janeiro de 2023.

O SNPVAC reuniu-se em assembleia geral na Ordem dos Contabilistas Certificados, em Lisboa, para debater e votar a última versão da proposta laboral da TAP, com melhorias face ao que fora chumbado na semana passada.

Segundo a agência Lusa, a proposta apresentada pela TAP foi aprovada com 654 votos a favor, 301 votos contra e 20 abstenções.

No passado dia 19 de janeiro, a TAP referia, em comunicado, que a greve teria um custo total direto estimado de “48 milhões de euros (29,3 milhões em receitas perdidas e 18,7 milhões em indemnizações aos passageiros)” Além disso, a equipa executiva da companhia aérea nacional previa também “perdas de 20 milhões adicionais devido ao impacto potencial nas vendas para outros dias e à sub-otimização de outros voos, com passageiros reacomodados”.

A greve teria, também, um impacto ao nível do cancelamento de voos, estimando-se que não se realizariam 1.316 voos e 156 mil passageiros seriam afetados.

Em relação à sessão da passada quinta-feira, destaque para a cedência da TAP quanto à anulação do corte de 25% em ajudas de custo complementares.

A TAP, depois de conhecida a decisão do SNPVAC veio, em comunicado, “congratular-se” com o cancelamento da greve, salientando que esta “vai permitir que a companhia cumpra todas as expectativas criadas aos passageiros que confiaram na TAP para realizar as suas viagens”.

No mesmo comunicado ainda é referido que esta decisão “conduz a uma nova etapa na vida da TAP, reabrindo a negociação do novo Acordo de Empresa, juntando agora todos os sindicatos representativos dos trabalhadores da TAP, na busca de um equilíbrio que permita cumprir os termos do Plano de Restruturação. Assegurados ficam também os interesses de todos os envolvidos, na prossecução do caminho que nos conduzirá à necessária estabilidade, sustentabilidade e crescimento da empresa”.

A Comissão Executiva da TAP salienta, igualmente, o “empenho total” nas negociações com o SNPVAC, de forma que este desfecho fosse possível, frisando que “vai manter esta abertura e diálogo com todas as estruturas representantes dos trabalhadores”.

No final, a companhia afirmar que “a operação da TAP mantém-se sem qualquer alteração e todos os compromissos assumidos com os nossos clientes serão respeitados, numa demonstração inequívoca de que todos os seus profissionais estão fortemente empenhados na defesa e desenvolvimento da TAP”.

 

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Porto de Lisboa ultrapassa a centena de escalas em ‘turnaround’

O Porto de Lisboa ultrapassou, pela primeira vez, a centena de cruzeiros no segmento ‘turnaround’. O ano ficou ainda marcado por novos navios a realizarem escala e novos operadores a iniciarem atividade no porto da capital portuguesa.

Victor Jorge

O Porto de Lisboa bateu o recorde de escalas e passageiros de cruzeiro no segmento turnaround, ou seja, nos cruzeiros que têm embarque e/ou desembarque no terminal de cruzeiros da capital portuguesa.

Segundo os números avançados pelo Porto de Lisboa, em 2022, foi ultrapassada, pela primeira vez, a centena de escalas em turnaround (103) e registaram-se 88.292 mil passageiros neste segmento.

Face a 2019, estes números representam um crescimento de 43% nas escalas e 21% no número de passageiros.

Em comunicado, o presidente da Administração do Porto de Lisboa (APL), Carlos Correia, “congratula-se com os resultados alcançados, que revelam uma demonstração efetiva de que o Porto de Lisboa continua a merecer a melhor atenção e o interesse por parte dos operadores de cruzeiro para embarque e desembarque dos seus navios”.

Neste contexto, refere que o Terminal de Cruzeiros de Lisboa tem sido preponderante e recorda a sua distinção como o melhor da Europa, atribuída pelo World Cruise Awards, em 2022.

Carlos Correia acrescenta ainda que “os excelentes resultados quantitativos alcançados traduzem o desenvolvimento e a valorização sustentada deste segmento de negócio no Porto de Lisboa, fruto da resiliência à adversidade, da capacidade, e do esforço coletivo de inúmeros players que, diariamente, persistem em torno do objetivo comum de potenciar o porto e a cidade de Lisboa como um destino sustentável de cruzeiros de excelência”.

Em termos económicos, é de realçar a importância do segmento de turnaround, pois é aquele que traz mais riqueza aos destinos. De acordo com o Estudo de Impacto Económico da Atividade de Cruzeiros em Lisboa, promovido pela APL em parceria com a “Lisbon Cruise Port”, e realizado pela Netsonda e a Nova SBE, um passageiro embarcado gasta em média 367 euros, em Lisboa.

“Considerando que, em 2022, embarcaram no Porto de Lisboa 45.276 passageiros, estamos a falar de cerca de 17 milhões de impacto económico direto gerado apenas pelas pessoas que iniciaram a sua viagem na capital portuguesa”, salienta o presidente da APL.

Novos navios e operadores
O ano de 2022 ficou marcado pelos 22 navios de cruzeiro que escalaram pela primeira vez o Porto de Lisboa, com destaque para o Silver Dawn e o Evrima, navios batizados no porto da capital portuguesa. O Valiant Lady, AIDAcosma, Celebrity Beyond e o World Traveller destacaram-se por incluírem Lisboa na sua viagem inaugural.

A este propósito, Carlos Correia considera que “deve ser visto com apreço o interesse conquistado por Lisboa na eleição das companhias de cruzeiro para a realização de um momento tão importante como o batismo de um navio”.

Em termos de inovação e sustentabilidade, a maioria destes navios merece especial importância, porque dispõem de novas tecnologias ambientais que contribuem para a descarbonização do transporte marítimo.

Além dos navios, houve três operadores que também se estrearam no Porto de Lisboa, a Virgin Voyages, a Scenic Luxury Cruises & Tours e a Ritz Carlton Yatch Collection, sendo estas duas últimas destinadas a um nicho de mercado de elevados recursos económicos.

Mais escalas que não significam mais passageiros
No global, o Porto de Lisboa registou 327 escalas de navios de cruzeiro, o que representa uma subida de 5,5%, face às 310 contabilizadas em 2019.

O crescimento de escalas não se traduziu, no entanto, num aumento de passageiros – 492.438 passageiros – a exemplo do que se passou na generalidade do setor, em grande medida justificado pelos registos alcançados no 1.º semestre, período em que ainda vigoravam os protocolos sanitários a bordo por parte das companhias.

De referir ainda que, num ano de grande importância no relançamento e reconfiguração do mercado global de cruzeiros, a APL deu “continuidade a umas ações e iniciou outras, no âmbito da estratégia de valorização e qualificação da indústria de cruzeiros na cidade de Lisboa em termos económicos, sociais e ambientais”.

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