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Nova Edição: Turismo da Suíça, Centenário do Turismo e dossier de Turismo Religioso

A nova edição do Publituris, a última do mês de abril, faz capa com uma entrevista a Martin Nydegger, CEO do Switzerland Tourism, que destaca os diversos argumentos do destino que se quer “livrar” da sazonalidade do inverno.

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A nova edição do Publituris, a última do mês de abril, faz capa com uma entrevista a Martin Nydegger, CEO do Switzerland Tourism, que destaca os diversos argumentos do destino que se quer “livrar” da sazonalidade do inverno.

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A nova edição do Publituris, a última do mês de abril, faz capa com uma entrevista a Martin Nydegger, CEO do Switzerland Tourism, que destaca os diversos argumentos do destino que se quer “livrar” da sazonalidade do inverno.

“Para a Suíça, é essencial que exista uma mistura equilibrada de visitantes”, diz o responsável, que veio a Portugal para estabelecer uma parceria com o Turismo de Portugal e mostrar que o país não é “apenas” neve.

Nesta edição, destacamos ainda o Centenário do Turismo em Portugal quando passa uma década das comemorações, que aconteceram em 2011 e 2012. Em entrevista, Jorge Mangorrinha, que foi o presidente da Comissão Nacional do Centenário do Turismo em Portugal, fala sobre o estado atual do setor e sobre a evolução que conheceu nos últimos anos.

O Turismo da Jamaica, que nomeou Nuno Costa para representante em Portugal, é outro dos destaques. Com o fim dos charters para esta ilha das Caraíbas, Nuno Costa explica que a sua principal missão é voltar a atrair os portugueses e colocar de novo a Jamaica no imaginário dos turistas lusos.

Já o dossier desta edição é dedicado ao Turismo Religioso, um segmento que é uma das apostas do Turismo de Portugal e cuja oferta a nível nacional inclui diversas temáticas, desde o Culto Mariano (Caminhos de Fátima Altares Marianos), Caminhos de Santiago, Herança Judaica e Legado Islâmico.

Além das novidades e do atual estado da procura por programas de Turismo Religioso, este dossier inclui também uma entrevista a Luís Miguel Albuquerque, presidente do Município de Ourém, onde se localiza o Santuário de Fátima.

Nos ‘Transportes’, temos ainda um artigo sobre a Veltagus, uma das mais antigas empresas de animação marítimo-turística de Lisboa e que está já em plena recuperação, depois do impacto da pandemia. A procura voltou em força, principalmente pelos cruzeiros no Tejo, de tal forma que a empresa está já a pensar no aumento da sua frota.

Na secção da ‘Distribuição’, há ainda uma entrevista a Miguel Jesus, diretor-geral da Image Tours, operador turístico que garante que, apesar do efeito da pandemia, não vai mudar o seu posicionamento no mercado português, com programação para destinos do Médio Oriente e asiáticos.

Nesta edição, as opiniões são assinadas por Francisco Jaime Quesado (Economista, gestor  e especialista em Inovação e Competitividade), Susana Mesquita (docente do ISAG – European Business School) e Edgar Bernardo (professor Adjunto do ISCE).

Boas leituras!

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Para mais informações contacte: Carmo David | [email protected] | 215 825 43

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Surf é o Cristiano Ronaldo do turismo português e continua a somar golos

Uma década depois do mundo ter descoberto as ondas grandes da Nazaré, o surf tornou-se num importante produto turístico que veio tornar mais ‘cool’ a imagem turística de Portugal e contribuir para diminuir a sazonalidade.

Em novembro de 2011, o norte-americano Garrett McNamara surfou a maior onda de que havia registo até à data e colocou definitivamente Portugal e a Nazaré no mapa do surf mundial. Por esta altura, Portugal já recebia uma etapa da World Surf League, que se realiza todos os anos em Peniche, e já contava com um surfista entre a elite mundial, uma vez que Tiago Pires – mais conhecido por Saca – já disputava o World Championship Tour (WCT).

Mas tudo mudou com a chegada do norte-americano à Nazaré, com a onda de mais de 20 metros que McNamara surfou na Praia do Norte e que deu a conhecer ao mundo o Canhão da Nazaré. Daí até à campanha que o Turismo de Portugal lançou e que mostrou em Times Square o real tamanho das ondas da Nazaré, foi um instante.

Desde então, o surf e as atividades ligadas ao surf não mais pararam de crescer e, hoje, este é um produto turístico que representa mais de 400 milhões de euros, atrai turistas estrangeiros das mais diversas nacionalidades e que levou a uma mudança na imagem turística do país.

“Costumo dizer que o surf é o Cristiano Ronaldo do turismo português”, diz ao Publituris Rodrigo Machaz, diretor-geral dos Memmo Hotels, que há 15 anos abriu o Memmo Baleeira Hotel, em Sagres, numa altura em que os hotéis ligados ao surf eram ainda uma miragem.

Apesar de admitir que nunca quis fazer um hotel para surfistas, Rodrigo Machaz não tem dúvidas que, “se não houvesse ondas em Sagres, o hotel valia menos de metade”. É que grande parte dos clientes desta unidade hoteleira de quatro estrelas procura o Memmo Baleeira Hotel justamente pelos desportos de ondas, com o surf à cabeça.

É por isso que o hotel disponibiliza um ‘surf centre’, tendo sido mesmo o primeiro a nível nacional a dispor desta facilidade, bem como cacifos e uma área especifica onde os praticantes da modalidade podem guardar e lavar os seus equipamentos.

Quando faço esta comparação com o Cristiano Ronaldo é porque houve uma quebra geracional. O futebol era uma coisa antes do Cristiano e, depois, apareceu um grande jogador que mudou tudo. Com o surf aconteceu o mesmo”, Rodrigo Machaz, diretor-geral Memmo Hotels

De acordo com o responsável, “o surf foi muito importante não apenas para o hotel mas para a região” de Sagres, uma vez atraiu novos públicos e contribuiu para mudar a dinâmica turística desta vila algarvia, numa realidade que se tem vindo a alargar a cada vez mais destinos nacionais, validando a comparação de Rodrigo Machaz com o futebol. “Quando faço esta comparação com o Cristiano Ronaldo é porque houve uma quebra geracional. O futebol era uma coisa antes do Cristiano e, depois, apareceu um grande jogador que mudou tudo. Com o surf aconteceu o mesmo”, defende o responsável, que considera mesmo que, pela procura que lhe está associada, “o surf é o nosso melhor ponta-de-lança”.

Melhor destino do mundo
Além da Nazaré e de Sagres, destinos que contam com condições únicas para a prática do surf, Portugal dispõe de vários outros ‘spots’ de surf, que têm afirmado o país neste segmento.

Ao Publituris, Francisco Rodrigues, presidente da Associação Nacional de Surfistas, que organiza provas e competições a nível nacional, explica que o país oferece uma “larga panóplia de tipos de ondas” e outras características que levam a que Portugal seja já visto como “um dos principais destinos de surf no mundo”.

“Enquanto destino de Surf, Portugal é completo e muito equilibrado”, diz o presidente da Associação Nacional de Sufistas, apontando, além da diversidade de ondas, fatores como a centralidade geográfica, segurança, clima e hospitalidade dos portugueses.

De acordo com o responsável, por todo o país é possível encontrar diferentes spots de surf para todos os tipos de surfistas. Atualmente, os destinos de surf nacionais mais visitados são a Ericeira e Peniche, que têm ondas de classe mundial, ainda que também a costa da Figueira da Foz até Aveiro ofereça ondas de grande qualidade, assim como “mais alguns segredos e aventura”. Já no Porto e em Matosinhos há procura por um tipo de surf “mais urbano”, enquanto o Algarve e as ilhas, nomeadamente os Açores – onde São Miguel “tem desempenhado um papel liderante” -, têm ainda “muito por descobrir”.

A opinião de Francisco Rodrigues é partilhada pelos outros responsáveis ouvidos pelo Publituris, já que também Walter Chicharro, presidente da Câmara Municipal da Nazaré, defende que Portugal já é um dos melhores destinos de surf do mundo, que dispõe de diversos “surf spots de grande qualidade e variedade em 300 kms de costa de fácil acesso e de grande versatilidade”, algo que, sublinha, “não se encontra em mais nenhum país do mundo”.

Enquanto destino de Surf, Portugal é completo e muito equilibrado”, Francisco Rodrigues, presidente da Associação Nacional de Surfistas

E também Vitor Costa, presidente da Entidade Regional de Turismo da Região de Lisboa (ERT-RL) partilha da opinião de que a posição de Portugal no surf já é de liderança, uma vez que o país “tem uma oferta muito diversificada na área do surf e cada vez mais infraestruturas e serviços que permitem tornar o destino como uma das primeiras escolhas dos amantes e praticantes de surf, bem como dos amigos e familiares que por norma os acompanham”.

Vitor Costa dá o exemplo da região de Lisboa, que é “muito rica em condições para a prática do surf, quer a um nível exigente e profissional – na costa a norte de Sintra e Ericeira (Reserva Mundial de Surf, a primeira e única reserva de surf na Europa), quer ao nível do ensino/aprendizagem – na Costa do Estoril e nas praias da Costa de Caparica”.

O responsável considera que “esta é uma oferta muito diversificada e relevante, pois a procura não se faz apenas de pessoas já com muita experiência na modalidade, mas também por aqueles que se encontram a aprender a praticar o surf”.

A ERT-RL tem vindo, aliás, a promover o desenvolvimento de um polo de surf sustentável na Ericeira, uma vez que o Plano Estratégico para o Turismo da Região de Lisboa 2020/2024, “contempla o surf como um produto complementar da região”. Ao abrigo deste plano, a entidade regional tem vindo a promover o “desenvolvimento de várias infraestruturas de apoio e atividades” ligadas ao surf e, atualmente, adianta Vitor Costa, é necessário “dinamizar ainda mais o alojamento de referência com destaque para modelo de surfcamps – oferta integrada de alojamento, escola de surf e atividades em parceria com operadores turísticos”.

O polo de surf da Ericeira tem vindo a ser promovido pela entidade regional a nível internacional através de uma parceria com agências de comunicação de Espanha, França, Itália, Reino Unido, Alemanha e EUA, assim como através de “um trabalho muito próximo com os operadores turísticos e investidores”, com o responsável a explica que a expetativa é que a Ericeira “continue a ter um forte contributo para a diferenciação e desenvolvimento da região, especialmente dos polos onde tem mais incidência”.

O balanço desta aposta é, no entanto, positivo, com Vitor Costa a explicar que, apesar de não existirem dados concretos sobre o impacto económico do surf, “é inegável o efeito positivo que este produto teve no desenvolvimento recente da oferta de alojamento de Mafra”, que passou de 800 para 2.300 camas em apenas cinco anos, assim como no aumento do “número de atividades a si ligadas”, como passeios, outros desportos aquáticos, escolas e divertimento, o que trouxe “consequências positivas, quer ao nível da receita, quer do emprego”.

Imagem e Sazonalidade
Os efeitos positivos do surf são inegáveis e vão muito além do impacto direto na economia, já que este produto turístico permite também atrair novos públicos, reduzir a sazonalidade e tornar mais atrativa a imagem do país enquanto destino turístico.

“Portugal e o Algarve estavam muito conectados com um turismo tradicional, mais sénior, muito ligado ao mercado britânico e mais pesado. Era um turismo pouco cool. Penso que o surf foi uma lufada de ar fresco, trouxe gente bonita a Sagres, pessoas mais jovens e isso tornou o nosso turismo muito mais sexy”, considera Rodrigo Machaz.

Com refere Rodrigo Machaz, o surf trouxe a Portugal um tipo de turismo mais jovem e dinâmico, cosmopolita, que em grande parte é proveniente do Norte da Europa, mas também do Brasil ou EUA, e que vê o surf como “um estilo de vida”, o que contribuiu para mudar a realidade do turismo que Sagres passou a oferecer. “Com a vinda para Sagres destas pessoas, a vila mudou e tem hoje um cenário muito diferente e isso tem levado também muitos estrangeiros a quererem ir viver para lá”, acrescenta o diretor-geral dos Memmo Hotels.

Vitor Costa é da mesma opinião e considera mesmo que “o surf tem contribuído para uma imagem mais forte de Lisboa como destino “cool” – jovem, dinâmico e culturalmente atual”.

E também na região de Lisboa o surf tem levado a “um crescimento de visitantes estrangeiros com esta motivação”, o que traz vantagem ainda ao nível da sazonalidade dos destinos. “O surf é também relevante porque se pratica também – e, sobretudo – em época baixa”, acrescenta Vitor Costa, indicando que, na região de Lisboa, este produto tem atraído ainda “muitos residentes temporários – sejam eles estudantes ou digital nomads – e isso é importante para fazer desenvolver as economias locais ao nível do alojamento, restauração, ofertas de lazer, entre outras. Essa fixação de “novos residentes” também fomenta as visitas a familiares e amigos, com impacte positivo na economia turística”, defende.

Tal como em Lisboa, também na Nazaré o surf tem levado a uma redução da sazonalidade, com Walter Chicharro a explica que, apesar da Nazaré ser “um importante ponto turístico há mais de um século”, tinha um tipo de turismo que “estava circunscrito ao verão e a outros momentos pontuais”, algo que o surf veio mudar. “A época de ondas gigantes, que se estende entre outubro e março, acaba por trazer um turismo que não existia, o que contribui significativamente para reduzir a sazonalidade, própria das zonas balneares”, defende o autarca, indicando que também neste destino há “vários negócios a abrir portas todos os anos” devido ao surf, motivando igualmente “cada vez mais portugueses e estrangeiros a comprar casa na Nazaré”, o que acaba por “dinamizar a economia” da região.

A aposta neste segmento foi, por isso, natural para o executivo municipal que tomou posse em 2013 e que, segundo Walter Chicharro, optou pela “abertura da Praia do Norte a mais surfistas” e apostou “numa comunicação muito forte para a Nazaré”. E os resultados estão à vista: o Forte de S. Miguel Arcanjo, que em 2014 recebia apenas 40 mil visitas, passou a integrar um museu dedicado ao surf e a estar aberto ao público ao longo de todo o ano, o que ditou um exponencial aumento de visitantes, de tal forma que o espaço deverá chegar, ainda este ano, à marca dos dois milhões de visitantes.

O surf tem contribuído para uma imagem mais forte de Lisboa como destino “cool” – jovem, dinâmico e culturalmente atual”, Vitor Costa, presidente da ERT-RL

Ou seja, como afirma o presidente da Associação Nacional de Surfistas, “a importância do surf para Portugal é muito significativa não só pelas cadeias de valor endémicas criadas mas também pelo que estas geram nas outras indústrias conexas”.

Preservar é fundamental
Não existem dúvidas de que o surf é um segmento fundamental para o turismo português e, por isso, para o presidente da Câmara Municipal da Nazaré, é necessário manter “o investimento feito e a promoção inteligente e global”, a exemplo da ação levada a cabo pelo Turismo de Portugal que mostrou o real tamanho das ondas da Nazaré em Times Square.

A promoção é fundamental, concorda Rodrigo Machaz, que considera, no entanto, que, nesta fase, a prioridade deve passar muito mais pela preservação e por garantir a sustentabilidade dos destinos. “O maior receio que tenho é que se destrua Sagres. O turismo não pode crescer infinitamente, isso é muito desafiante e o surf está muito ligado à natureza, por isso, acho que o maior desafio que temos enquanto destino turístico é muito mais a requalificação e preservação do que a construção”, considera o responsável, defendendo que Portugal tem feito uma promoção eficiente no que ao surf diz respeito e que, por isso, “em vez de fazer mais, Portugal está agora na fase e que pode fazer melhor”.

Francisco Rodrigues partilha a opinião do diretor-geral dos Memmo Hotels e também considera que, “de agora em diante, é preciso saber gerir”. “Não só de crescimento se trata. É importante ter uma visão cuidada do processo para que as características naturais que nos trouxeram até aos dias de hoje permaneçam intactas”, alerta o presidente da Associação Nacional de Surfistas, que pede que a opinião dos praticantes desta modalidade seja tida em conta, uma vez que a experiência dos agentes ligados ao surf “deve ser relevada no processo sustentável que é muito importante ter em conta”.

Foi, aliás, com essa preocupação que o Turismo de Portugal se associou à Conferência dos Oceanos das Nações Unidas, que decorreu em Lisboa, este verão, e promoveu a ação “Let’s Sea – The Waves for the future”, com o objetivo de destacar o papel do surf na proteção dos oceanos e relembrar como todo o ecossistema que envolve empresas, atletas e instituições se deve mobilizar em torno deste desígnio. Pois como lembrou Luís Araújo, presidente do Turismo de Portugal, “a sustentabilidade é um dos pilares do turismo do futuro, um propósito incontornável para a atividade turística a nível mundial. Criando um turismo mais sustentável, mais responsável e mais consciente, cria-se um melhor amanhã”.

 

NÚMEROS

400M€
Apesar de ser um valor que já estará desatualizado, calcula-se que o surf e as atividades ligadas a esta modalidade tenham um impacto económico em Portugal acima dos 400 milhões de euros por ano.

15
Há 15 anos, os Memmo Hotels abriram o Memmo Baleeira Hotel, uma unidade de quatro estrelas em Sagres, que foi pioneira por apostar no surf e disponibilizar várias valências para os seus praticantes, como Surf Center, cacifos e áreas para lavar os equipamentos.

2.300
Em cinco anos, o município de Mafra passou de 800 para 2.300 camas de alojamento turístico, num crescimento que está relacionado com a aposta no surf e com a criação de um polo turístico de surf sustentável na Ericeira.

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TP apoia o projeto “Portugal Manual – Curated Cultural Experiences”

O Turismo de Portugal (TP) apoia o turismo responsável e sustentável e o trabalho de artesãos de todo o país através do projeto “Portugal Manual – Curated Cultural Experiences”.

Esta plataforma digital, agora disponibilizada, apresenta artesãos e artistas que através dos seus projetos e vivências oferecem lugares de encontro, partilha e aprendizagem.

Este instrumento, segundo informação disponibilizada na página oficial do Turismo de Portugal, dá assim a conhecer quem redesenha a novidade na tradição portuguesa, através de roteiros baseados no mapeamento do território nacional, da catalogação por região, matéria-prima e técnica.

A mesma fonte adianta que, de norte a sul do país, bem como nas ilhas da Madeira e dos Açores, há novos artesãos que recuperam ofícios tradicionais e matérias-primas locais. Criam peças contemporâneas, personalizadas e únicas, desenvolvendo produção em pequena escala mas com recurso a tecnologias modernas, numa perspetiva empreendedora que promove uma economia sustentável.

A plataforma, em português e inglês, está disponível em www.curatedexperiencesportugal.com, em suporte multimédia, para desktop e mobile.

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68% dos espanhóis admitem manter ou aumentar gastos com viagens em 2023

Mais de dois terços dos espanhóis admite gastar o mesmo ou mesmo mais nas viagens em 2023. Contudo, mais de 80% diz procurar descontos e reservar viagens que possam ser canceladas ou alteradas sem custos.

De acordo com uma análise da Travelzoo, 68% dos espanhóis prevê manter ou aumentar os gastos com viagens para 2023, enquanto 30% admite que a crise económica e a inflação esperada para o próximo ano levarão a uma redução do dinheiro afeto às viagens.

Os dados da Travelzoo revelam ainda que somente 10% dos inquiridos gastaram menos nas viagens de 2022 quando comparado com 2021, enquanto 28% admitiram terem gastos o mesmo valor em ambos os anos, enquanto quase metade assinalou ter gasto mais ou mesmo muito mais que no verão de 2022.

A sensibilidade ao preço parece estar em crescendo junto dos turistas espanhóis, já que, cada vez mais, reservando antecipadamente, viajando fora de temporada e recorrendo a plataformas especialistas que oferecem grandes descontos.

Neste caso particular, 43% dos inquiridos admite procurar e reservar mais viagens com descontos do que fez em 2022, enquanto 41% só reservará viagens que poderão ser canceladas ou alteradas sem custos.

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Business man holding airliner aircraft plane on world globe background / worldwide travel concept

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Custo de vida como principal barreira para viagens de longo-curso

O interesse pelas viagens de longo-curso registou uma melhoria global para o último trimestre de 2022. Contudo, as incertezas de cariz financeira aparecem como principal entrave. Portugal aparece destacado nas escolhas dos brasileiros.

Victor Jorge

Apesar do interesse pelas viagens de longo curso ter aumentado globalmente, o mais recente “Long-Haul Travel Barometer (LHTB), realizado pela European Travel Commission (ETC) e Eurail BV, que analisa o interesse pelas viagens para o período de setembro-dezembro de 2022, revela que o desejo de visitar a Europa estagnou nos mercados-chave, assinalando melhorias marginais, aparecendo as questões relacionadas com a realidade financeira e o aumento do custo de vida como principais entraves.

Os dados mostram que o interesse por viagens de longo-curso, nos últimos meses de 2022 registaram uma evolução, com o Brasil a passar de um índice de 95 pontos (janeiro-abril) para 150 pontos (setembro-dezembro), Canadá a atingir os 136 pontos (aqui numa comparação homóloga entre o último trimestre de 2021 e 2022) e os EUA a passarem de 104 para 126 pontos quando comparados os primeiros três meses de 2022 (janeiro-março) com os últimos do ano (setembro-dezembro).

Contudo, o mesmo índice mostra que o aumento no interesse global pelas viagens de longo-curso não é transferido para a Europa, sendo que no caso do Brasil, a evolução é somente de seis pontos, passando de 97 para 103 pontos, o que é manifestamente inferior ao sentimento global.

No caso dos EUA, aliás, o interesse por viajar para a Europa regista uma quebra – muito devido aos receios da guerra existente na Ucrânia e às atuais incertezas económico-financeiras que impactam as carteiras dos norte-americanos -, passando de 97 pontos, no período de setembro-dezembro de 2021, para os 94 pontos neste último trimestre de 2022.

Com a crise do custo de vida prestes a ter um impacto incapacitante nos orçamentos domésticos em todo o mundo neste inverno, as finanças pessoais tornaram-se a principal razão na decisão dos inquiridos (24%) de não fazer viagens longas. Brasileiros (55%), canadianos (31%) e americanos (30%) são os mais sensíveis a questões financeiras. Além disso, as preocupações relacionadas ao Covid-19 ainda são desanimadoras para muitos, com 19% dos entrevistados afirmando que isso é um motivo para não viajar para o exterior, principalmente os da Ásia.

Para Luís Araújo, presidente da ETC, “é positivo ver uma melhoria contínua no sentimento de viagens de longa distância”. Contudo, considera que este último Barómetro de Viagens de Longo-Curso reflete os “impactos negativos que o aumento do custo de vida está a causar na capacidade das pessoas de viajar internacionalmente”. Assim, admite que “é provável que as finanças pessoais alterem significativamente as escolhas de viagem das pessoas nos próximos meses”.

Brasileiros preferem Portugal
Entre os países analisados pelo LHTB da ETC, o Brasil é o país onde os inquiridos mais referiram Portugal como um dos destinos preferidos para uma viagem neste final de ano, aparecendo o nosso país, de resto, no topo das preferências com 41%. A análise da ETC admite até que “o interesse continue a crescer, em parte devido à melhoria da conectividade aérea entre o Brasil e as cidades europeias”.

Já no caso do Canadá e EUA, Portugal também aparece entre os destinos indicados, mas numa percentagem muito menos, 11% e 6%, respetivamente. No primeiro caso, são países como França, Itália e Reino Unido que lideram as preferências, enquanto nos EUA aos três países já mencionados pelos canadianos, se junta a Alemanha.

Apesar da estratégia de zero Covid, o sentimento de viagem dos chineses para a Europa registou uma evolução positiva, passando de 94 pontos nos primeiros três meses do ano para 103 pontos para os últimos três meses de 2022, com 64% dos inquiridos a esperar visitar um destino europeu nos próximos meses. No entanto, as preocupações com a COVID-19 continuam a ser a principal barreira, com 39% dos chineses a declarar este aspeto como um motivo para não viajar em setembro-dezembro de 2022. Mais de um quarto dos entrevistados chineses (29%) acha que ainda é “muito complicado viajar” para o exterior devido à COVID-19.

Já o Japão é um mercado “mais avesso ao risco”, pois o nível de sentimento para viagens ao exterior permaneceu negativo desde o início da pandemia. De todos os japoneses pesquisados, apenas 22% consideram fazer uma viagem de longa distância nos próximos meses, dos quais 13% têm a Europa em mente.

A Austrália, por sua vez, mostra que quase 60% dos australianos planeiam uma viagem de longo-curso no final de 2022, com 38% dos inquiridos a apontarem a Europa como destino provável. Independentemente da idade, aqueles que desejam visitar a Europa querem descobrir “locais e monumentos históricos, passear pelas cidades europeias, desfrutar do design urbano e da vida noturna e participar em experiências culinárias”, refere a ETC.

Da Rússia, o sentimento de viagem melhora para destinos de longa distância (136p) e europeus (87p) quando comparado com o último verão. No entanto, o sentimento permanece abaixo dos níveis registados no outono nos últimos anos, refletindo a situação geopolítica e os atuais obstáculos para os russos viajarem para fora do país. Entre os inquiridos, menos de um quarto (24%) planeia viajar para a Europa em setembro-dezembro de 2022 (contra 36% em 2021). A Turquia, que manteve a conectividade aérea e suas fronteiras abertas aos cidadãos russos, é o destino mais popular entre os potenciais viajantes neste mercado (22%).

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Niterói: Obras em Portugal Pequeno vão estimular o turismo

As obras do cais do Portugal Pequeno, um dos recantos mais charmosos e bucólicos de Niterói (Estado do Rio de Janeiro – Brasil) vai permitir desenvolver um espaço com atrações turísticas, nomeadamente um polo gastronómico, recreação, lazer e cultura.

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Na Ponta D’Areia, as obras deste espaço, que foram visitadas pelo autarca de Niterói, Axel Grael, devem estar concluídas já no primeiro trimestre de 2023.

A região é conhecida por ter recebido inúmeras famílias portuguesas no passado e ainda hoje mantém a tradição de estabelecimentos que oferecem a culinária de Portugal, incluindo iguarias como bacalhau ou o polvo à vinagrete.

“O Portugal Pequeno é um dos recantos mais históricos da cidade. Essas obras fazem parte de um pacote de investimentos dentro do Plano Niterói 450 anos e farão a economia girar. A revitalização deste local tão tradicional vai estimular a formação de um polo gastronómico para impulsionar o turismo. A região possui várias famílias portuguesas que se estabeleceram aqui no passado. Vamos desenvolver mais um espaço com atrações turísticas, recreação, geração de emprego, lazer e cultura”, disse o autarca

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“Este é um segmento [enoturismo] altamente estratégico para Portugal”

Quem o afirma é Frederico Falcão, presidente da ViniPortugal, entidade que “pretende ser um parceiro na capacitação, qualificação e formação do enoturismo no país” e, sobretudo, “unir o setor nesta matéria”.

Em entrevista ao Publituris, o presidente da ViniPortugal, Frederico Falcão, faz uma resenha do setor do enoturismo no nosso país, do seu crescimento, das suas mais valias nas diversas regiões do país, e do que está a ser feito ao nível da sua promoção, através da marca Wines of Portugal.

Como é que a ViniPortugal através da marca Wines of Portugal encara o segmento do enoturismo?
A Wines of Portugal leva Portugal a mais de 20 mercados em todo o mundo, destacando o nosso país como um produtor de referência, mas também para o posicionar enquanto um destino de referência mundial no enoturismo. Este é um segmento altamente estratégico para Portugal, especialmente por estar em crescimento ano após ano e por se tratarem de turistas com um elevado poder de compra.

Atualmente o nosso país é conhecido no mundo por produzir vinho de excelência, por isso, quando é o momento de escolher um destino turístico, no caso de Portugal, os vinhos e a gastronomia são determinantes na escolha. A somar a estes fatores está a curiosidade dos turistas pelas quintas dos produtores nacionais que os conduzem a visitas e ao enoturismo. São estes alguns dos argumentos que apresentamos além-fronteiras e que nos fazem crer, com certezas, que somos também um país de enoturismo de excelência.

A crescente importância deste segmento reflete-se também nos resultados das exportações dos vinhos nacionais, uma vez que os enoturistas, depois das experiências memoráveis nas quintas, adegas e caves do nosso país tencionam ter os vinhos de Portugal à sua mesa para degustar e reviver.

Promover para reforçar posição do país
O que está feito em termos de promoção deste segmento contemplado no vosso plano de marketing?
O plano de promoção da ViniPortugal inclui uma estratégia de comunicação no âmbito do enoturismo, onde temos o intuito de reforçar a posição do nosso país neste segmento. Neste sentido, marcamos presença assídua nos principais eventos internacionais do setor, iniciativas onde participam especialistas desta área e onde divulgamos o que de melhor se faz em Portugal, também neste segmento. Comunicamos vinhos sim, mas é através deles que apresentamos também o vasto património vitivinícola das diversas regiões do nosso país, os produtores nacionais, as suas adegas e convidamos a viver experiências turísticas memoráveis, como é o caso da participação nas vindimas onde é possível, por exemplo, vivenciar o pisar das uvas.

É um tipo de turismo que pode ajudar a combater a sazonalidade?
Sim, sem dúvida. Nos dias de hoje, os consumidores de vinho de todo o mundo querem saber mais sobre o processo de transformação da uva até à garrafa. Este tipo de consumidor quer envolver-se e participar numa próxima vindima, transformando um simples processo de compra e venda numa verdadeira experiência de enoturismo. Um cliente de vinho passa assim a ser um turista, porque tem interesse em conhecer o local da vinha, quer apreciar a cultura local e saber mais sobre a história daquele produto em particular. Este é um interesse que surge na maioria das vezes na época das vindimas, mas que se prolonga ao longo de meses e pode impulsionar o enoturismo, seja em turismo rural ou urbano, em qualquer altura do ano.

Qual tem sido o papel das entidades do turismo, designadamente do Turismo de Portugal, com vista ao desenvolvimento do enoturismo? A que patamar se pretende chegar?
A ViniPortugal faz parte do Conselho Estratégico Nacional do Enoturismo para delinear, com o Turismo e demais entidades relevantes, estratégias a assumir para o futuro do enoturismo. Este conselho foi também criado para reforçar a captação de eventos internacionais ligados ao enoturismo, onde a ViniPortugal, através da Wines of Portugal, marca presença.

O desenvolvimento da oferta de enoturismo em todo o território está a ser trabalhado por produtores, distribuidores, enólogos, operadores turísticos e negócios locais, em comunicações regulares junto dos consumidores. O Turismo de Portugal tem um papel relevante, mas não é o único neste âmbito. Também as Comissões Vitivinícolas Regionais são importantes neste segmento e têm vindo a dinamizar, com frequência, programas com diversas iniciativas ao longo de todo o ano.

A ViniPortugal pretende ser um parceiro na capacitação, qualificação e formação do enoturismo no país e queremos, sobretudo, unir o setor nesta matéria.

O que é que este segmento já representa ao nível dos produtores em Portugal?
É com satisfação que vemos os produtores nacionais a conseguirem alargar as suas vendas à esfera do enoturismo e a tirar partido das particularidades das suas quintas e adegas para proporcionar novas experiências para os apreciadores deste tipo de turismo. De momento não temos dados suficiente neste segmento, mas faz parte da estratégia fazer um estudo aprofundado sobre o enoturismo em Portugal.

Um cliente de vinho passa assim a ser um turista, porque tem interesse em conhecer o local da vinha, quer apreciar a cultura local e saber mais sobre a história daquele produto em particular”

Produtores são verdadeiros guias turísticos
O que é que as adegas têm de fazer, em termos de investimentos, para tornar este produto mais apelativo? Deviam criar também alojamento turístico?
O mercado mundial de vinhos e o segmento do enoturismo encontram-se em constante crescimento, pelo que a diferenciação é um fator muito relevante para captar a atenção do consumidor. Os produtores nacionais estão já um passo à frente, com a inovação dos seus vinhos, onde recuperam castas antigas e as utilizam enquanto ingredientes ‘secretos’ para os diferenciar dos demais. Este foi um primeiro passo em que atraíram novos consumidores e consolidaram os atuais clientes.

Este segmento pressupõe, acima de qualquer outro fator, a qualidade do vinho, pois, é o produto que vai levar este tipo de turistas à região e promover o destino.

Atualmente estamos perante uma exigência cada vez maior, seja porque o consumidor está mais atento à origem do produto, porque está preocupado com as questões ambientais ou mais predisposto à digitalização. Os produtores de vinho estão a adaptar-se às tendências de consumo, a adotar estratégias de transformação digital nas suas empresas e a implementar práticas mais sustentáveis nas suas adegas, desde a produção até aos processos de distribuição.

Desde cedo, destacam nos seus produtos a origem, onde mostram o percurso da garrafa entre a vindima e a mesa do consumidor e esta mudança fez com que o consumidor quisesse saber mais e transformasse a venda num interesse pelo enoturismo.

Foi assim que os produtores demonstraram que sabem contar a sua história. Comunicam-na de forma eficiente e proporcionam aos turistas experiências e atividades como visitas guiadas, apanha da uva, workshops e provas comentadas nas caves, lagares ou adegas, almoços e jantares enogastronómicos, circuitos aos processos de produção e/ou visita a pontos de interesse nas suas propriedades. Com autenticidade, confiança e singularidade partilham o local da vinha e todos os detalhes dos seus produtos, promovendo a região vitivinícola que representam e, também, Portugal.

Temos produtores que convidam os turistas para os seus alojamentos turísticos, outros que sugerem estabelecimentos de referência da região, todos eles impulsionam o turismo da sua zona, levando os turistas às principais atrações locais, e sugerindo restaurantes regionais para provarem a harmonização dos seus vinhos. Os produtores nacionais são verdadeiros guias turísticos.

Mas a inovação tem de ser constante, por parte do produtor, para que consiga acompanhar o consumidor que está em igual transformação. Nesta matéria pressupõe também a digitalização e a automação nos seus processos, realidades que chegaram com a evolução tecnológica e que vieram para ficar.

Nos dias de hoje, o enoturismo já vai muito além das atividades que os produtores disponibilizam. Os turistas querem vivenciar a cultura e a tradição de cada região, as novas experiências passam pela criação do seu próprio vinho, recriando os processos tradicionais da vindima aliado à inovação, querem conhecer o modo de vida dos habitantes locais e visitar lugares fora do comum. Os produtores têm de criar uma oferta que responda à necessidade que existe.

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Portugal tem lugar no pódio no enoturismo

A qualidade do enoturismo coloca Portugal no pódio das regiões vinícolas mais famosas em todo o mundo, quer pela produção de vinhos, da cultura da vinha e das experiências relacionadas com estes setores. O enoturismo está a crescer a olhos vistos no nosso país e o seu desenvolvimento, em praticamente todas as regiões, permite criar um turismo diferenciador e possível de ser usufruído durante todo o ano.

Portugal é o segundo melhor país para os amantes de vinho visitarem nas férias, posição que ocupa pelo segundo ano consecutivo, destronado apenas pela Itália. Um recente estudo da Bounce destaca ainda países como Espanha, França, Nova Zelândia, Grécia, Chile, Argentina, Austrália e a Hungria no ranking dos 10 melhores.

O trabalho, que analisa fatores como o consumo e produção de vinho, a área dos vinhedos face à dimensão do país, as visitas de enoturismo e o custo médio da garrafa de vinho, visa dar a conhecer as melhores localizações para quem gosta de vinho visitar nas suas férias.

A Itália ocupa o primeiro lugar, sendo o maior produtor com 82 milhões de hectolitros por 100.000 pessoas e com cerca de 400 variedades de vinhas nativas no país, seguindo-se Portugal com o maior número de visitas de enoturismo.

Muitas pessoas adoram a experiência de experimentar coisas novas, o que é especialmente verdade com o vinho. De passeios em vinhedos e degustações de vinhos a novas misturas criadas por enólogos inovadores, o mundo do vinho oferece infinitas possibilidades para explorar. Os amantes do vinho levam isso ainda mais longe, viajando pelo mundo para vivenciar novas experiências.

Segundo a análise, Portugal tem duas regiões produtoras de vinho designadas como património mundial da UNESCO, uma das quais produz o vinho mais reconhecido de Portugal, o Porto, em homenagem à cidade do Porto. Esta reputação internacional de produzir vinhos únicos pode ser a razão pela qual este país também tem o maior número de tours de vinho. Esta designação da UNESCO tornou locais como o vale do Douro, berço do Porto, em atrações turísticas populares para os amantes do vinho, levando a um elevado número de passeios e provas de vinho.

O enoturismo representa um excelente veículo para quem quiser descobrir uma região através do vinho e conhecer todos os seus aspetos culturais e turísticos, e neste caso, as rotas do vinho desempenham um papel importante de organização e divulgação deste segmento.

Ao descobrir-se o vinho no seu meio natural, compreende-se que este não é uma bebida qualquer, mas sim um produto tradicional, cheio de história. Portugal é, todo ele, uma mancha vitícola pelo que o enoturismo representa um veículo para que as pessoas que visitam uma região possam descobrir, através do vinho, todos os aspetos culturais da mesma, do artesanato ao património paisagístico, arquitetónico e museológico, passando pela gastronomia.

Vinho é sinónimo de alegria, de amizade, de celebração. Nos últimos tempos, tem sido também sinónimo de crescimento no turismo, sobretudo com o setor a recuperar de um dos piores momentos de sempre, e com as pessoas a procurar cada vez mais destinos rurais.

Produto estruturante
Portugal, mais propriamente o Alentejo (Reguengos de Monsaraz), foi palco, o ano passado, da Conferência Mundial de Enoturismo, sob a égide da OMT – Organização Mundial do Turismo, com o mote “Enoturismo – um motor do desenvolvimento rural”, onde foi destacado o contributo deste segmento para o desenvolvimento regional e o seu potencial para gerar inovação e negócio para os territórios e para as empresas.

A Conferência incluiu apresentações e debates sobre as diversas dimensões do enoturismo, nos quais se incluem os temas relacionados com a inovação, a sustentabilidade, a gestão de destinos turísticos, bem como o cruzamento com a gastronomia e o reforço do conhecimento da procura e das tendências do consumidor.

É nesta perspetiva que a OMT olha para este segmento, como motor do crescimento das economias locais e de mudança social: “Este é um setor que pode liderar uma mudança positiva, especialmente em muitas comunidades rurais, criando empregos e oportunidades nas áreas mais despovoadas, impulsionando o crescimento económico e preservando o ambiente natural e cultural”, conforme testemunhou, no Alentejo, o seu secretário-geral, Zurab Pololikashvili.

Identificado na Estratégia Turismo 2027 (ET27) como um dos ativos qualificadores do destino, o enoturismo, pelas suas caraterísticas e valências, possui uma capacidade de atração e retenção de um público altamente qualificado e com elevado poder de compra, permitindo múltiplas âncoras de atração em todo o território e durante todo o ano, contribuindo assim para a coesão territorial da atividade turística e para a redução da sazonalidade, indica o Turismo de Portugal, que empenhado em manter o destino no topo das preferências dos turistas, lançou um programa de ação para o enoturismo.

Este programa implementa-se na prática através de ações de promoção e formação com o objetivo de potenciar o cross-selling entre ‘vinho’ e ‘turismo’, induzir boas práticas nos agentes do setor, contribuir para a estruturação e valorização de destinos e rotas de enoturismo e valorizar os territórios vinhateiros.

No que se refere à projeção internacional do enoturismo, sob a marca “PortugueseWineTourism”, têm sido desenvolvidas várias ações de promoção de Portugal enquanto destino de enoturismo nos mercados externos.

Este segmento assume centralidade nas iniciativas junto do trade internacional, bem como na captação de eventos internacionais, como foi o caso desta Conferência Mundial de Enoturismo da OMT.

Igualmente, a plataforma digital www.portuguesewinetourism.com que agrega a oferta de enoturismo nacional, conferindo-lhe maior escala e notoriedade nos mercados interno e externo e funcionado também como âncora na vertente de promoção internacional, tem tido um papel importante.

Foi também a Conferência de Reguengos de Monsaraz que deu o pontapé de saída para a criação do Conselho Estratégico Nacional do Enoturismo, com vista a alargar o compromisso deste segmento a outras entidades, públicas e privadas, em todo o território nacional.

O Conselho Estratégico Nacional do Enoturismo, coordenado pelo Turismo de Portugal, assume-se como um grupo de reflexão, debate e concertação sobre o enoturismo nacional, competindo-lhe também a formulação de recomendações com base nas prioridades estratégicas definidas.

Refira-se que 10% daqueles que nos visitaram em 2019, num universo global de 27 milhões de turistas, vieram pelo enoturismo e pelo vinho, mas o Governo acredita que “conseguimos mais”.

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Lisboa entre os destinos preferidos dos sul-americanos para o outono

Com o mercado russo e chinês em quebra, os destinos devem apontar as suas atenções para mercados como a América Latina que, segundo os especialistas da ForwardKeys, está em “ascensão”.

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De acordo com os dados recentes da ForwardKeys, Lisboa mantém-se entre os destinos preferidos para os sul-americanos. Efetivamente, a consultora revela que, para o 4.º trimestre de 2022, a Península Ibérica continua a atrair os viajantes da América Latina  com hotéis de luxo, passeios personalizados e locais de compras de topo, destacando cidades como Madrid, Barcelona e Lisboa, apresentando estes destinos crescimentos de duplo dígito para o outono e inverno de 2022.

Juan A. Gomez, Head of Market Intelligence da ForwardKeys, salienta que “face à contínua ausência do cenário global de viagens de alguns dos principais mercados de origem, como China e Rússia, os destinos devem visar públicos alternativos para cobrir as deficiências no total de chegadas de turistas”, apontando que essa “compensação” poderá vir da América Latina.

Comparando com 2019, a quota de mercado das viagens premium da América Latina para a Europa aumentou no verão de 2022, seis pontos percentuais. Assim, comparando o verão de 2022 com o período homologo de 2019, as chegadas à Europa em viagens premium da Colômbia aumentaram 57%, enquanto a Argentina registou um crescimento de 32%, seguida do México (+21%) e Brasil (+15%), concluindo a consultora que, no total, as chegadas da América Latina aumentaram 25% em relação a 2019.

Se no verão de 2022, os dados da ForwardKeys aponta um crescimento de 31% entre as chegadas de viajantes premium provenientes da América Latina, ocupando a capital portuguesa o 5.º lugar, para o outono deste ano, as previsões apontam para um aumento de 44% para Lisboa, ficando somente atrás de Madrid (+59%), e à frente de Amsterdão (+42%), paris (+34%) e Barcelona (+20%).

Em julho e agosto, por exemplo, 58% dos visitantes que viajaram da Argentina para a Europa em classe premium ficaram mais de 14 noites, representando um aumento de 16 pontos percentuais em relação a 2019.

Por isso, Juan Gomez sugere que se “aproveite as mudanças que a COVID e os eventos recentes trouxeram”, frisando que a América Latina está em “ascensão” e concluindo que se trata de um mercado “muito diferente em termos de necessidades e interesses quando comprado com o mercado chinês”.

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Dubai promove as ofertas da montanha de Hatta para turistas aventureiros

São várias as atividades que se pode realizar na montanha de Haffa, no Dubai. Escalada, trilhos, ciclismo de montanha ou zorbing são apenas algumas.

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Localizada a 130 quilómetros da cidade do Dubai, Haffa outrora conhecida pelo seu forte histórico e pelas pequenas quintas desérticas, é hoje ponto de encontro dos entusiastas de aventuras.

Para além de vários desportos de montanha, há toda uma envolvência que convida a apreciar as paisagens agrícolas, os lagos naturais ou as colinas rochosas e ainda algum oásis escondido.

Para os mais radicais, o Hatta Mountain Bike Trail Center é o ponto de partida para explorar os trilhos de ciclismo que percorrem o terreno montanhoso, disponibilizando informações úteis e até mesmo de aulas para os iniciantes.

Já o Bird EyeParachuting Club oferece a possibilidade de efetuar o salto de paraquedas, enquanto o Hatta Drop-in permite deslizamentos em água. Por sua vez, o Hatta Wadi Hub é o centro de atividades que promete surpreender com aquela que é a primeira e única pista de zorbing ao ar livre no Médio Oriente.

Além das paisagens naturais, Hatta é uma das mais antigas áreas de património preservado nos Emirados Árabes Unidos. Num passeio cénico até à cidade, pode-se apreciar o Hatta FortHotel ou a Biblioteca de Hatta e ficar a saber um pouco mais sobre a história dos emirados.

A par do Hatta Forthotel, existem outras propostas de alojamento, direcionadas àqueles que querem ficar mais próximos da natureza, como o Hatta Dome Park, os Hatta Damani Lodges ou os Sedr Trailers.

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Governo apoia empresas do setor do turismo dos territórios afetados pelos incêndios com 10 milhões de euros

Além das três linhas de apoio apresentadas pelo Governo, o Turismo de Portugal apresentou a campanha “Grandes em…” que irá incidir em meios digitais no mercado nacional e internacional.

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O Governo lançou, em Manteigas, no distrito da Guarda, três linhas de apoio no valor global de 10 milhões de euros para as empresas do setor do turismo dos territórios afetados pelos incêndios do verão.

No âmbito do plano de apoio e recuperação económica das zonas do país mais afetadas pelos incêndios, o Turismo de Portugal apresentou nesta vila do coração da serra da Estrela, numa sessão que contou com a presença da secretária de Estado do Turismo, Comércio e Serviços (SETCS), Rita Marques, as linhas de apoio às empresas e aos territórios afetados pelos incêndios e uma campanha promocional de aldeias e vilas do interior intitulada “Grandes em…”.

As três ajudas financeiras que constam da resolução aprovada pelo Conselho de Ministros, disponibilizam três milhões de euros para apoio à tesouraria das empresas, cinco milhões de euros para a qualificação da oferta e dois milhões de euros para transformar o turismo no território (para entidades públicas e também de natureza associativa).

A secretária de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Rita Marques, referiu que “a resolução do Conselho de Ministros inclui várias medidas, de várias áreas”, e, em Manteigas, foi apresentada a parte “relativa à área do Turismo, que encerrava quatro dimensões (as três linhas de apoio e a campanha promocional)”.

Segundo a SETCS, os instrumentos disponibilizados são “muito competitivos”, são “bastante interessantes” e correspondem às preocupações que os empresários demonstraram numa reunião realizada recentemente em Manteigas.

Rita Marques assumiu que tem “muitas” e “boas” expectativas em relação ao aproveitamento das verbas pelos empresários do setor do turismo.

Na mesma sessão, o Turismo de Portugal apresentou a campanha “Grandes em…”, que aposta na divulgação de aldeias e vilas do interior e mostra as especificidades dos diferentes territórios, em particular dos mais afetados pelos incêndios, nomeadamente a serra da Estrela.

A campanha vai ser feita através de meios digitais no mercado nacional e internacional, a começar por Espanha, referindo o presidente do Turismo de Portugal, Luís Araújo, que a iniciativa visa “colocar aldeias e vilas nos destinos turísticos do mundo” e que as medidas pretendem “repor a normalidade” da atividade turística nos territórios e “aumentar a sua resiliência”.

Pedro Machado, presidente da Entidade Regional de Turismo do Centro, disse na sessão que as medidas expostas são “importantes” para a região e “uma oportunidade para que o território seja mais competitivo e atrativo”.

Já o presidente da Comunidade Intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela, Luís Tadeu, anunciou que aquela entidade está a preparar um plano de promoção da região, que não se restringe apenas aos seis concelhos afetados pelos incêndios, mas a toda a sua área.

Por sua vez, o autarca de Manteigas, Flávio Massano, afirmou que a serra da Estrela é “uma das principais marcas” do país e o seu território “está vivo”.

Recorde-se que o grande incêndio na serra da Estrela deflagrou no dia 6 de agosto em Garrocho, no concelho da Covilhã (distrito de Castelo Branco) e rapidamente alastrou a outros concelhos da zona da serra da Estrela. De acordo com os dados oficiais, este fogo consumiu 28 mil hectares do Parque Natural da Serra da Estrela (PNSE), sendo que o Governo aprovou a declaração de situação de calamidade para este território, a qual vigora durante um ano.

Já no dia 15 de setembro, o Governo tinha aprovado medidas no valor de 200 milhões de euros para aplicar nos concelhos com maior área ardida este ano em Portugal. Além dos municípios da serra da Estrela (Celorico da Beira, Covilhã, Gouveia, Guarda, Manteigas e Seia), também são elegíveis para estes apoios os municípios de Carrazeda de Ansiães (Bragança), Mesão Frio (Vila Real), Murça (Vila Real), Vila Real, Albergaria-a-Velha (Aveiro), Alvaiázere (Leiria), Ansião (Leiria) e Ourém (Santarém).

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