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Turismo

Turismo criará 126 milhões novos empregos na próxima década

Com o final das restrições às viagens e o retomar da “normalidade”, o WTTC antevê que um em cada três novos empregos criados no mundo serão no universo do turismo e viagens. Também o PIB afeto ao setor crescerá mais do que o PIB da economia global.

Victor Jorge
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Turismo criará 126 milhões novos empregos na próxima década

Com o final das restrições às viagens e o retomar da “normalidade”, o WTTC antevê que um em cada três novos empregos criados no mundo serão no universo do turismo e viagens. Também o PIB afeto ao setor crescerá mais do que o PIB da economia global.

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Segundo as contas feitas pela World Travel & Tourism Council (WTTC) no último “Economic Impact Report” (EIR), o setor do turismo e viagens a nível global deverá criar perto de 126 milhões novos empregos nos próximos 10 anos, salientando que um em cada três novos empregos criados será no universo do turismo e viagens contribuindo, assim, para a recuperação económica a nível mundial.

Estes números foram avançados pela presidente e CEO do WTTC, Julia Simpson, durante o “Global Summit” que decorre nas Filipinas e que conta com mais de 1.000 delegados de todo o setor do turismo e viagens.

O relatório avança ainda que o PIB do setor do turismo e viagens deverá crescer a uma taxa média anual de 5,8% entre 2022 e 2032, superando, desta forma, a taxa de crescimento esperada para a globalidade da economia mundial, que deverá evoluir a um ritmo de 2,7% ao ano.

Isto faz com que o PIB agregado ao universo do turismo e viagens deverá atingir os 14,6 biliões de dólares (cerca de 13,5 biliões de euros), correspondendo a 11,3% do total da economia global.

A análise efetuada pelo WTTC é, também, otimista no que diz respeito à meta do PIB do setor do turismo e viagens já para 2023, admitindo que este possa ficar somente 0,1% abaixo do valor pré-pandémico de 2019.

Assim, a contribuição do setor para o PIB deverá evoluir 43,7% para quase 8,4 biliões de dólares (cerca de 7,8 biliões de euros) até ao final de 2022, correspondendo a cerca de 8,5% do PIB total da economia mundial, ficando a 13,3% do valor de 2019.

Esta evolução económica será acompanhada por um aumento no emprego no setor do turismo e viagens, devendo aproximar-se dos níveis pré-pandémico já em 2023, apenas 2,7% abaixo.

Julia Simpson, salientou que “olhando para este ano e o próximo, o WTTC prevê um futuro melhor, com o PIB e o emprego definidos para atingir os níveis pré-pandemia no próximo ano”.

Ómicron travou crescimento mais rápido
A presidente e CEO do WTTC admite que a recuperação, em 2021, foi “mais lenta do que o esperado devido, em parte, ao impacto da variante Ómicron, mas principalmente devido a uma abordagem descoordenada dos governos que rejeitaram o conselho da Organização Mundial da Saúde (OMS), que sustentava que o encerramento das fronteiras não impediria a propagação do vírus, mas serviria apenas para prejudicar economias e fontes de rendimento”.

Recorde-se que no EIR de 2021 do WTTC, o relatório já assinalava o início da recuperação do setor global do turismo e viagens.

Antes da pandemia, a contribuição do setor do turismo e viagens para o PIB era de 10,3% (9,6 biliões, perto de 9 biliões de euros), em 2019, caindo para 5,3% (quase 4,8 biliões de dólares, cerca de 4,4 biliões de euros), em 2020, quando a pandemia estava no auge, o que representou uma perda de 50%.

Em 2021, o setor registou uma recuperação de mais de 18 milhões de empregos globais no setor do turismo e viagens, representando um aumento positivo de 6,7%.

O WTTC admite que a contribuição do setor para a economia global e o emprego teria sido “maior” se não fosse o impacto da variante Ómicron, que levou à recuperação vacilante em todo o mundo, com muitos países a restabelecer severas restrições às viagens.

Espera-se que o emprego global no setor do turismo e viagens cresça, em 2022, perto de 3,5%, representando 9,1% do mercado de trabalho global, ficando atrás dos níveis de 2019 em 10%.

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Portugueses gastam mais 60% em viagens de curta distância face a período pré-pandemia, revela estudo da Mastercard

A diferença entre os gastos efetuados com viagens de curta e longa distância é assinalável, com o estudo da Mastercard a destacar o teletrabalho, a mudança para o digital e a pressão de preços como principais fatores de impacto.

Os gastos dos portugueses com viagens de curta distância registaram um aumento de 60% em agosto, comparativamente com o mesmo mês de 2019, aponta um estudo realizado pelo Mastercard Economics Institute, indicando ainda que este valor está “substancialmente acima” do aumento dos gastos com viagens de longo curso (16%).

O “Shifting Wallets” revela que os hábitos dos consumidores estão a “alterar-se e que as tendências de teletrabalho estão a influenciar a forma como vivemos e quando gastamos”, salientando que o “fim de semana” começa agora mais cedo.

As reservas de voos registadas a nível global neste verão (maio-agosto) ficaram 15% acima dos níveis de 2019, apesar dos desafios logísticos e das pressões de preços existentes, com os voos de curta distância a impulsionar a maior parte deste crescimento global de gastos com viagens (representando +20% face aos de longo curso).

O estudo “Shifting Wallets” recorreu a uma análise exaustiva de dados económicos públicos e anonimizados com o objetivo de oferecer uma visão global sobre a forma como as recentes alterações económicas estão a impactar as escolhas que os consumidores estão a fazer relativamente ao que gastam, onde e quando.

Segundo o estudo da Mastercard, os preços mais altos estão a pressionar os consumidores a nivelarem os seus gastos diários e com bens essenciais, apesar dos gastos com refeições fora de casa manterem-se como prioridades.

O teletrabalho e a mudança para o digital implicaram alterações ao nível dos dias em que são feitos os gastos, com impactos significativos na cadeia de abastecimento para retalhistas, restaurantes e outras empresas e na composição de equipas de trabalho.

Bricklin Dwyer, economista-chefe da Mastercard e chefe do Mastercard Economics Institute, sublinha que “as mudanças nas preferências de gastos ocorrem à medida que os consumidores se adaptam a um novo ritmo”. E conclui que, “apesar do aumento dos preços, das taxas de juros e da crescente incerteza económica, os consumidores continuam a avaliar os seus hábitos de consumo de acordo com o que faz sentido para as suas vidas”.

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Moneris lança Anuário do Turismo 2022 no dia mundial do setor

A publicação tem a chancela do Centro de Competências em Turismo da Moneris, que elabora o documento desde 2017, e conta com a participação da Secretária de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Rita Marques.

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A Moneris aproveita o Dia Mundial do Turismo, a 27 de setembro, para lançar a sua edição do Anuário do Turismo 2022. A publicação tem a chancela do Centro de Competências em Turismo da Moneris, que elabora o documento desde 2017.

Em comunicado, a Moneris explica que no anuário “são discutidas as múltiplas realidades do setor, o seu contributo e relevância para a economia das regiões, para o desenvolvimento do território e para a emergência de atividades económicas essenciais à competitividade das nossas terras”.

A edição deste ano conta com a participação da Secretária de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Rita Marques; dos presidentes das Regiões de Turismo de Portugal; do CFO do Grupo Pestana, Pedro Fino; do presidente da Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve, Hélder Martins, entre outros.

No Anuário do Turismo da Moneris é possível encontrar a análise dos principais indicadores do setor que, de acordo com esta entidade, “traduzem uma recuperação inegável em 2021”, com o crescimento do número de hóspedes, do número de dormidas, do RevPar, e do Total de Proveitos, em todas as regiões, “de forma muito significativa”.

Nas palavras da Secretária de Estado, Rita Marques, “as receitas do turismo continuam a crescer de forma expressiva, acima de 2019”, salientando ainda que as previsões apontam para valores superiores a 2019, já em 2022. Segundo a responsável política, “isto representa uma aceleração significativa das receitas do turismo, que deverão atingir, já em 2022, um valor próximo do que se previa para 2024 (+6,1%)”.

Apesar das perspetivas positivas, Carlos Rosa, partner e coordenador do Centro de Competências em Turismo da Moneris, refere que “a aprendizagem dos últimos dois anos tornou-nos conscientes de que existem variáveis exógenas que poderão, a qualquer momento, distorcer as previsões e obrigar a novas adaptações, como já aconteceu no passado”.

O anuário, de caráter público, já esta disponível e pode ser consultado no website da Moneris.

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Nova Edição: O verão no Algarve, Minas Gerais, ProColombia, OMT e Surf

A segunda edição do mês de setembro do Publituris faz capa com o verão no Algarve. Além disso, pode contar, igualmente, com uma entrevista ao secretário de Estado da Cultura e Turismo de Minas Gerais. Leônidas Oliveira, a estratégia da ProColombia, os desafios da OMT e um especial dedicado ao surf.

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A segunda edição do mês de setembro do Publituris faz capa com o Algarve. Com o verão a fechar portas, o Publituris foi perceber como correu este período tão importante para o turismo em Portugal e, especialmente, para a região do Algarve. As expectativas eram altas e ao que nos confirmaram pode mesmo falar-se de um “regresso ao passado”.

Além de ouvir os agentes do setor da hotelaria no Algarve, entrevistámos, igualmente, João Fernandes, presidente da Região de Turismo do Algarve, e Helder Martins, presidente da Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA).

Nesta edição trazemos, igualmente, uma entrevista ao secretário de Estado da Cultura e Turismo de Minas Gerais. Leônidas Oliveira faz uma radiografia dos atrativos culturais e patrimoniais que ligam Portugal ao Estado brasileiro, salientando que “Minas Gerais não é só um destino para visitar, como também é um destino seguro para o investimento estrangeiro”.

Para ultrapassar os efeitos da pandemia, a Colômbia desenhou um plano de recuperação, que passa por liderar a reabertura da conetividade; promover o destino numa perspetiva de regiões turísticas; consolidar a sua posição como um centro internacional para eventos; posicionar o país como destino número um em termos de sustentabilidade; continuar com a transição do sistema de comercialização B2C; e apoiar a promoção de projetos de infraestruturas turísticas.

Inovação, educação, investimento e sustentabilidade são os grandes desafios da Organização Mundial do Turismo (OMT) para o futuro. Natalia Bayona, diretora de Inovação da OMT, destaca o papel das soluções digitais, referindo que a realidade aumentada ou a realidade virtual devem ser colocadas ao serviço do turismo.

Recordamos, igualmente, os nomeados para os Publituris Portugal Travel Awards 2022. São 104 nomeados em 15 categorias que serão conhecidos no dia 18 de outubro, a partir das 19h00, na Quinta da Pimenteira, em Lisboa. A votação está decorre até dia 7 de outubro.

No “Especial” apanhámos a onda do surf. Uma década depois do mundo ter descoberto as ondas grandes da Nazaré, o surf tornou-se num importante produto turístico que veio tornar mais ‘cool’ a imagem turística de Portugal e contribuir para diminuir a sazonalidade. Tal como no futebol há um antes e depois de Cristiano Ronaldo, também no turismo muita coisa mudou com o surf, que se tornou num verdadeiro ponta-de-lança capaz de promover o destino como nenhum outro além-fronteiras.

Além do Pulse Report do mês de agosto, numa parceria com a GuestCentric, as opiniões pertencem a Ana Jacinto, secretária-geral da AHRESP; Pablo Rueda, Sales & Partnerships Director da Selligent Iberia; Manuel Carvalho e Sousa, docente do ISAG; António Paquete, economista e consultor de empresas; e Eunice Duarte, professora no ISG.

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Edição Digital: O verão no Algarve, Minas Gerais, ProColombia, OMT e Surf

O verão no Algarve, entrevista ao secretário de Estado da Cultura e Turismo de Minas Gerais. Leônidas Oliveira, ProColombia, OMT e o surf são os temas desta segunda edição de setembro do Publituris.

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A segunda edição do mês de setembro do Publituris faz capa com o Algarve. Com o verão a fechar portas, o Publituris foi perceber como correu este período tão importante para o turismo em Portugal e, especialmente, para a região do Algarve. As expectativas eram altas e ao que nos confirmaram pode mesmo falar-se de um “regresso ao passado”.

Além de ouvir os agentes do setor da hotelaria no Algarve, entrevistámos, igualmente, João Fernandes, presidente da Região de Turismo do Algarve, e Helder Martins, presidente da Associação dos Hotéis e Emprendimentos Turísticos do Algarve (AHETA).

Nesta edição trazemos, igualmente, uma entrevista ao secretário de Estado da Cultura e Turismo de Minas Gerais. Leônidas Oliveira faz uma radiografia dos atrativos culturais e patrimoniais que ligam Portugal ao Estado brasileiro, salientando que “Minas Gerais não é só um destino para visitar, como também é um destino seguro para o investimento estrangeiro”.

Para ultrapassar os efeitos da pandemia, a Colômbia desenhou um plano de recuperação, que passa por liderar a reabertura da conetividade; promover o destino numa perspetiva de regiões turísticas; consolidar a sua posição como um centro internacional para eventos; posicionar o país como destino número um em termos de sustentabilidade; continuar com a transição do sistema de comercialização B2C; e apoiar a promoção de projetos de infraestruturas turísticas.

Inovação, educação, investimento e sustentabilidade são os grandes desafios da Organização Mundial do Turismo (OMT) para o futuro. Natalia Bayona, diretora de Inovação da OMT, destaca o papel das soluções digitais, referindo que a realidade aumentada ou a realidade virtual devem ser colocadas ao serviço do turismo.

Recordamos, igualmente, os nomeados para os Publituris Portugal Travel Awards 2022. São 104 nomeados em 15 categorias que serão conhecidos no dia 18 de outubro, a partir das 19h00, na Quinta da Pimenteira, em Lisboa. A votação está decorre até dia 7 de outubro.

No “Especial” apanhámos a onda do surf. Uma década depois do mundo ter descoberto as ondas grandes da Nazaré, o surf tornou-se num importante produto turístico que veio tornar mais ‘cool’ a imagem turística de Portugal e contribuir para diminuir a sazonalidade. Tal como no futebol há um antes e depois de Cristiano Ronaldo, também no turismo muita coisa mudou com o surf, que se tornou num verdadeiro ponta-de-lança capaz de promover o destino como nenhum outro além-fronteiras.

Além do Pulse Report do mês de agosto, numa parceria com a GuestCentric, as opiniões pertencem a Ana Jacinto, secretária-geral da AHRESP; Pablo Rueda, Sales & Partnerships Director da Selligent Iberia; Manuel Carvalho e Sousa, docente do ISAG; António Paquete, economista e consultor de empresas; e Eunice Duarte, professora no ISG.

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Negócios globais no turismo caem 32% em agosto face a mês anterior

Pelo segundo mês consecutivo, a GlobalData indica quebras na atividade de negócios no setor do turismo em viagens.

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A atividade de negócios globais no setor do turismo registou uma quebra de 31,6% no mês de agosto de 2022, face ao mês anterior de julho, revela a GlobalData.

De acordo com a consultora, no oitavo mês de 2022 realizaram-se 54 negócios quando em julho deste ano esse número ascendeu a 79, verificando-se que este é o segundo mês consecutivo que a atividade negocial no setor do turismo e viagens a nível global regista uma quebra.

Aurojyoti Bose, Lead Analyst na GlobalData, refere, em nota de imprensa, que “as depressões económicas registadas em diversas partes do mundo parecem estar a afetar o interesse em realizar negócios no setor do turismo e viagens com a maioria dos mercados a assinalarem uma desaceleração”.

São vários os mercados que registaram esta quebra, destacando a GlobalData o Reino Unido, Japão, Índica, Espanha, Austrália e Alemanha no campo negativo no mês de agosto de 2022, enquanto EUA e China são as exceções a esta realidade.

De resto, a consultora avança que o volume de negócios manteve-se estável nos EUA, enquanto na China se registou um ligeiro aumento.

Em agosto de 2022, o anúncio de fusões e aquisições (Mergers and Acquisitions – M&A, em inglês) caiu 28%, indicando a GlobalData para o financiamento de risco e negócios de private equity quebras de 23,5% e 58,3%, respetivamente, face ao mês anterior de julho.

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VI Cimeira do Dia Mundial do Turismo da CTP tem como tema “O Turismo e o Novo Mundo”

“O Turismo e o Novo Mundo” é o tema da VI Cimeira do Turismo Português, organizada pela Confederação do Turismo de Portugal (CTP), no dia 27 de setembro, a realizar na Fundação Champalimaud, em Lisboa.

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“O Turismo e o Novo Mundo” é o tema da VI Cimeira do Turismo Português, organizada pela Confederação do Turismo de Portugal (CTP), que se realiza dia 27 de setembro (Dia Mundial do Turismo), na Fundação Champalimaud, em Lisboa.

No site do evento pode ler-se que a Cimeira pretende apelar à “reflexão e ao debate construtivo sobre a atividade que mais contribui para o crescimento da economia em Portugal e para a recuperação económica do país nos últimos anos”.

De resto, o evento realiza-se num momento em que o turismo se debate com “enormes desafios, numa conjuntura pós pandemia e numa geoestratégia mundial marcada pela guerra na Ucrânia”.

A VI Cimeira do Turismo Português será aberta pelo Presidente da República, Marcelo de Rebelo de Sousa, a quem se junta o primeiro-ministro, António Costa, Carlos Moedas, presidente da Câmara Municipal de Lisboa, para além do presidente da CTP, Francisco Calheiros.

Nos diversos debates já programados, os temas são: “O Turismo na atual geoestratégia mundial”, “Os novos desafios da promoção turística”, “Como atrair profissionais para o Turismo”, “O novo paradigma da mobilidade”, “Financiamento do Turismo e gestão dos custos de contexto”.

Entre os oradores nos vários debates e keynote speakers contam-se Fernando Medina, ministro das Finanças; Luís Amado, ministro dos Negócios Estrangeiros do XVII Governo e ministro da Defesa Nacional do XVIII Governo; Paulo Portas, vice-primeiro ministro e ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros dos XV e XVI Governos; Cristina Ramos-Fernandez, Chief Operating Officer AccorHotels; Rita Marques, secretária de Estado do Turismo, Comércio e Serviços; Petra Hedorfer, CEO do German National Tourism; Miguel Sanz, CEO do Tour España; Caroline Leboucher, Diretora Geral da Atout France; Frederico Costa, Head of Travel, Google Portugal; Luís Araújo, Presidente do Turismo de Portugal; Ana Mendes Godinho, ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social; Margarida Almeida, CEO da Amazing Evolution Asset Management; Maria Kol, HR Country Lead da Cisco Portugal; António Pinto de Sousa, presidente do Conselho de Administração da Ibersol; Christine Ourmières-Widener, CEO da TAP; José Luís Arnaut, presidente do Conselho de Administração da ANA; Carlos Nogueira, consultor e ex-presidente do Conselho de Administração da CP; António Pires de Lima, presidente da Direção do BCSD e CEO da Brisa; Miguel Maya, CEO do Millennium bcp; Augusto Mateus, presidente da Augusto Mateus & Associados; Jorge Rebelo de Almeida, presidente do Conselho de Administração da Vila Galé.

Antes da sessão de encerramento, que contará com a presença do ministro da Economia e do Mar, serão entregues as “Medalhas de Mérito Turístico”.

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Turismo cresce mais de um bilião de dólares em 2021, mas WTTC estima recuperação só em 2024

Com um crescimento superior a 21% face a 2020, o setor do turismo mundial atingiu receitas de 5,812 biliões de dólares, em 2021. Com os EUA a liderar o ranking das receitas, a recuperação global está estimada para 2024.

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Depois de o PIB referente ao setor do turismo e viagens ter caído mais de 50%, em 2020, face a 2019, o World Travel & Tourism Council (WTTC), num relatório realizado em conjunto com o Oxford Economics, revela que a mesma contribuição do PIB do setor para a economia mundial evoluiu em mais de um bilião de dólares, em 2021.

Estas contas apresentadas agora pelo WTTC mostram que, depois do turismo ter uma representação de 10,3% na economia mundial, com um valor de 9,630 biliões de dólares, em 2019, e ter caído para 5,3%, com um valor de 4,775 biliões de dólares, em 2020, o setor recuperou em 2021.

No ano passado, o WTTC indica que o setor do turismo e viagens cresceu 21,7% face ao ano anterior de 2020, quando a economia global registou um crescimento de 5,8%, atingindo os 5,812 biliões de dólares, correspondendo a 6,1% do PIB mundial.

De acordo com os dados, a recuperação global do setor do turismo foi sustentada mais pelo aumento dos gastos dos visitantes domésticos do que as receitas provenientes de visitantes internacionais. Numa comparação entre gastos domésticos e visitantes internacionais verifica-se que no primeiro caso o crescimento global foi de 31,4%, enquanto no segundo a recuperação foi de apenas 3,8%, indicando o WTTC as restrições de viagem para visitantes estrangeiros em vigor em muitos países” como uma das causas. Como resultado, a participação dos gastos domésticos no total de gastos com viagens e turismo aumentou de 72% em 2019 para 85% em 2021. Já os gastos com viagens e turismo e os gastos com lazer cresceram 30,9% e 25,1%, respetivamente.

EUA lideram
A liderar o ranking dos maiores países no universo do turismo e viagens, em 2021, aparecem os EUA, com uma contribuição de quase 1,3 biliões de dólares para o PIB do país, com um crescimento de 22% face ao ano anterior de 2020 e representando 5,5% da riqueza total criada no país. Este número representa, contudo, uma quebra de mais de 700 mil milhões de dólares face ao alcançado em 2019.

Em segundo lugar aparece a China, com um crescimento de 16,9% face ao ano anterior, fazendo com que o valor total atribuído ao turismo suba para 814 mil milhões de dólares e um peso de 4,6% na economia chines. A quebra das receitas do setor do turismo chinês foi a mais alta, já que os 814 mil milhões de dólares de 2021 representam mais de um bilião de dólares a menos que em 2019.

A Alemanha ocupa o terceiro lugar neste ranking, com um dos crescimentos mais baixos dos países do G20 (+5%), fazendo com que o valor global do setor crescesse para 251 mil milhões de dólares, mas com uma representatividade no PIB global do país mais alto (6,4%).

Na análise divulgada pelo WTTC, a maior subida, face a 2020, pertence à Turquia (+60,6%), enquanto do lado oposto, foi a Indonésia que maior decréscimo registou em 2021 (-10,3%).

Já a maior contribuição para o PIB do respetivo país, destaque para o México, onde o setor do turismo representa 13,1% da riqueza do país.

Por regiões, as Américas passaram a liderar as receitas provenientes do setor do turismo (liderança já alcançada em 2020). Enquanto em 2019, era a Ásia-Pacífico que liderava com perto de 3,3 biliões de dólares, enquanto a Américas e Europa alcançavam 2,654 e 2,141 biliões de dólares, respetivamente, em 2021, a região das Américas obtiveram 1,781 biliões de dólares, enquanto a Ásia-Pacífico não foi além dos 1,576 biliões e a Europa dos 1,450 biliões.

A região da Ásia-Pacífico lidera, no entanto, na criação de emprego, com mais de 159,2 milhões de empregos no setor do turismo e viagens, em 2021. Segundo os dados do WTTC, as Américas perderam o segundo lugar para a Europa. Se em 2019, as América tinham 45,3 milhões de empregos no turismo e a Europa somente 37,8 milhões, em 2021, os números mostram que as Américas possuem 34,6 milhões de empregos, enquanto a Europa detém 34,7 milhões.

Recuperação total em 2024
Quanto ao futuro, Julia Simpson, presidente e CEO do WTTC, admite que “as perspectivas são positivas”, salientando que o setor “mostra mais uma vez a sua resiliência e capacidade de recuperação”.

Assim, e apesar das dificuldades que o setor enfrenta vem enfrentando, as projeções do WTTC apontam para uma “forte década de crescimento”, estimando que o PIB do setor do turismo e viagens cresça a uma média anual de 5,8% entre 2022 e 2032, superando o crescimento da economia (2,7% ao ano).

Já quanto ao emprego, os números já avançados anteriormente indicam cerca de 126 milhões de novos empregos na próxima década.

Por regiões, a Ásia-Pacífico deverá ser a primeira região a recuperar, prevendo-se que “reverta para o cenário de 2019 já em 2023.

O WTTC estima que o desempenho do setor na Europa possa superar o nível de 2019 em 2024 quando a contribuição do setor das viagens e turismo para o PIB da região pode chegar a 4,1% acima do valor pré-pandemia, enquanto todas as outras regiões devem recuperar completamente em 2024.

Em 2022, à medida que a confiança dos viajantes melhora, estima-se que o setor global de viagens e turismo acelere seu ritmo de recuperação para 43,7% em relação a 2021 e adicionar mais 10 milhões de empregos, frisando o WTTC “ser provável que o setor retorne aos níveis pré-pandemia por volta do final de 2023 e os dados preliminares do primeiro semestre de 2022 corroboram essa previsão”.

No que diz respeito à criação de emprego global, ”muitos desses novos empregos estarão concentrados na região da Ásia-Pacífico (64,8%) em geral, e na China (25,5%) e na Índia (20,4%) em particular”, refere o WTTC.

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EHTP e Porto Business School lançam “Open Executive Programme” em Sustentabilidade no Turismo

O “Open Executive Programme” em Sustentabilidade no Turismo visa capacitar as empresas e os profissionais deste setor nas mais modernas práticas de gestão sustentável.

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Perante a vital importância que a sustentabilidade assume a nível global, a Escola de Hotelaria Turismo do Porto (EHTP), em parceria com a Porto Business School (PBS), conceberam o “Open Executive Programme” em Sustentabilidade no Turismo, que começa no próximo mês de outubro e que visa capacitar as empresas e os profissionais deste setor nas mais modernas práticas de gestão sustentável.

Enquanto agentes de mudança, ambas as instituições assumiram a missão de conceber um programa de formação executiva, que possibilitasse a aceleração da incorporação por parte das organizações, especificamente do setor do turismo, da aceitação da sustentabilidade enquanto opção estratégica fundamental, bem como das mais recentes boas práticas empresariais.

Para tal, o programa pretende dotar os participantes com conhecimento sobre os mais inovadores e recentes casos de sucesso do setor e promover a partilha de experiências e visões de forma a criar condições para um continuado processo de mentalização para uma inovação assente na sustentabilidade, que deverá resultar no desenho de soluções a aplicar às realidades específicas.

Através da capacitação dos participantes neste “Open Executive Programme”, a Escola de Hotelaria Turismo do Porto e a Porto Business School “esperam contribuir de forma efetiva para a melhoria da qualidade dos resultados obtidos pelas organizações, nomeadamente através da revisão ou da atualização dos diferentes modelos de negócio e da otimização dos processos de gestão de forma transversal a cada organização, as quais só serão possíveis graças à implementação do conceito ESG [Environmental (Ambiente), Social (Social) e Governance (Governança Corporativa)] nos respetivos modus operandi”, refere o comunicado que anuncia esta iniciativa.

De acordo com Paulo Morais Vaz, diretor da Escola de Hotelaria e Turismo do Porto, diretor do programa e docente da Porto Business School, o programa “foi pensado para capacitar os empresários e os gestores para a gestão do século XXI, que passa inevitavelmente pelo alinhamento com os mais exigentes referenciais internacionais”.

A importância do programa Sustentabilidade em Turismo é consolidada através da equipa de docentes composta por profissionais com créditos firmados no setor, entre os quais, Francisco Moser (Head of Hospitality na Norfin), Jorge Costa (presidente IPDT), Leonor Picão (Direção de Valorização da Oferta do Turismo de Portugal, IP) e Manuel Duarte (administrador de Operações da Hoti Hoteis).

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Vitrine do “Lisboa Pessoa Hotel”. Créditos: Fernando Bagnola.

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Instituto Politécnico do Porto cria pós-graduação em Turismo Literário

A pós-graduação da Escola Superior de Hotelaria e Turismo começa a 17 de outubro.

Carla_Nunes

A Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Instituto Politécnico do Porto (ESHT – P.Porto) abre as portas ao ano letivo 2022/2023 com uma nova pós-graduação em Turismo Literário.

O objetivo passa por “desenvolver competências na área do Turismo Literário, privilegiando uma perspetiva ao nível do desenvolvimento e implementação de roteiros literários como produto de dinamização dos destinos turísticos”, como se pode ler na brochura deste novo curso.

Dirigida a quem já exerce a atividade profissional em Turismo Literário, mas também a quem pretende iniciar o percurso nesta área, a pós-graduação começa a 17 de outubro de 2022, em regime pós-laboral e formato B-learning.

A segunda fase de inscrições para as 25 vagas disponíveis decorre de 16 de agosto a 2 de setembro, existindo ainda a possibilidade de uma terceira fase de inscrições, de 28 de setembro a 9 de outubro.

Algumas das unidades curriculares desta pós-graduação incluem temáticas como a “Conceção de Eventos Literários”, “Implementação de Produtos Turísticos em Turismo Literário” e “Desenho de Roteiros Literários”. O plano de estudos contempla dois semestres e 60 ECTS, num conjunto de dez disciplinas.

A professora-adjunta convidada da ESHT Ana Ferreira assume a coordenação da nova pós-graduação. Doutorada em Turismo pela Universidade de Vigo, a profissional tem desenvolvido trabalho de investigação focado na área de turismo literário e de eventos, elaborando roteiros com base na vida e obra de Camilo Castelo Branco, adaptados à cidade do Porto.

Em entrevista à Publituris Hotelaria em maio deste ano, Ana Ferreira ressalvou como o turismo literário “pode combater de forma determinante a sazonalidade associada a outros tipos de turismo”, já que este turista “não se desloca apenas numa época do ano”.

A pós-graduação em Turismo Literário tem um valor de 1.750 euros, sendo que o pagamento pode ser realizado numa única prestação, no ato da matrícula, ou em dez vezes.

Os interessados devem candidatar-se através do link de acesso e ingresso do IPP, sendo condição necessária de acesso uma das seguintes valências: título do grau de licenciatura ou equivalente legal; título de um grau superior estrangeiro, conferido na sequência de um 1.º ciclo de estudos organizado de acordo com os princípios do processo de Bolonha por um Estado aderente a esse processo; título de um grau académico superior estrangeiro que seja reconhecido como satisfazendo os objetivos do grau de licenciado pelo Conselho Técnico-Científico da ESHT ou a detenção de um currículo académico, científico e/ou profissional que seja reconhecido pelo Conselho Técnico-Científico da ESHT, como atestando capacidade para a realização com êxito deste curso.

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WTTC diz que faltam preencher perto de 50.000 empregos no setor do turismo em Portugal

Entre os países agora analisados, Portugal nem é dos que regista pior cenário. França (70 mil), Reino Unido (130 mil), Itália (250 mil) e EUA (mais 412 mil) mostram números mais elevados.

Victor Jorge

De acordo com as contas do World Travel & Tourism Council (WTTC), divulgado esta terça-feira, 2 de agosto, Portugal regista uma escassez de mão-de-obra, estimando a entidade internacional que faltam preencher cerca de 50.000 empregos no setor do turismo.

O estudo feito pelo WTTC, que analisou a escassez de mão-de-obra em Portugal, e outros destinos turísticos como França, Espanha, Reino Unido, Itália e EUA, revela que, no terceiro trimestre de 2022, o nosso país deverá precisar de 49.000 trabalhares para o setor do turismo, frisando que uma em cada 10 vagas deverão ficar por preencher este ano. No entanto, os números do WTTC salientam que Portugal deverá ser o país menos afetado com este problema entre os países analisados, já que em França faltam 70 mil trabalhadores, no Reino Unido 130 mil, em Itália 250 mil e nos Estados Unidos mais 412 mil.

Antes da pandemia (2019), indica o WTTC, Portugal empregava mais de 485.000 pessoas no setor do turismo, para, em 2020, perder mais de 80.000 empregos.

A entidade internacional do turismo refere que, no início de 2021, o nosso país registou uma recuperação, com os 32,6% de crescimento do setor a contribuir para a economia nacional. Contudo, aponta que a falta de pessoal prevalece, com milhares de vagas por preencher, “colocando pressão no sector”.

Segundo o WTTC, a indústria hoteleira é a mais afetada, com 13% das vagas (uma em oito) por preencher, enquanto o segmento de Food&Beverage terá 12% de pessoal a menos (também um em oito).

Para Julia Simpson, president e CEO do WTTC President & CEO, “o Governo português colocou sempre o setor do turismo na vanguarda da sua agenda”, salientando mesmo que “já está a “abordar esta questão com medidas estratégicas”, frisando que o Ministério responsável pelo turismo “é muito proativo e introduziu uma política flexível para atrair talento”.

“O futuro do turismo em Portugal parece brilhante e, para garantir uma recuperação total da economia e do setor, é preciso preencher essas vagas para garantir que Portugal possa responder à procura dos viajantes há muito esperada”, diz Julia Simpson.

De referir que, recentemente, o mesmo WTTC revelou que, em toda a União Europeia, existiam 1,2 milhões de empregos por preencher no setor do turismo, aviação, hotelaria, com as agências de viagens a serem as mais impactadas.

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