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Turismo

Serviços relacionados com turismo foram os que menos receitas obtiveram durante a pandemia, diz Eurostat

Os serviços prestados pelo setor do turismo foram os que maior quebra registaram nas receitas quando comparados os quartos trimestres de 2019 e 2021.

Victor Jorge
Turismo

Serviços relacionados com turismo foram os que menos receitas obtiveram durante a pandemia, diz Eurostat

Os serviços prestados pelo setor do turismo foram os que maior quebra registaram nas receitas quando comparados os quartos trimestres de 2019 e 2021.

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As receitas nos serviços na União Europeia (UE) caíram 27% durante o período de nove meses de 2019 e 202, indicam os dados mais recentes divulgados pelo Eurostat, mais concretamente durante os últimos três meses do ano (quarto trimestre de 2019) e no início do verão de 2020, que indica o segundo trimestre de 2020, incluindo meses como abril, maio e junho.

O volume de negócios, que determina a rapidez com que uma empresa conduz suas operações ou com que vende o seu “inventário”, foi 7% maior no último trimestre de 2021 em comparação com os últimos meses de 2019, informa a entidade estatística europeia.

No que diz respeito ao turismo, a globalidade do setor ficou-se pelos 72,7 pontos, o que significa 27 pontos abaixo dos níveis do quarto trimestre de 2019. Em contraste, outros serviços, como informação e comunicação, bem como transporte e armazenamento, tiveram uma recuperação particularmente forte, aumentando quase 14% em comparação com os níveis pré-pandemia, respetivamente.

Mais especificamente, no último trimestre de 2021, o transporte aéreo, alojamento, agências de viagens, operadores turísticos e outros serviços de reservas e atividades conexas tiveram um volume de negócios de 79 pontos, 131% superior ao mesmo período de 2020, quando as restrições impostas devido à COVID-19 eram bastante rigorosas. Além disso, as receitas dos serviços no turismo foi a que mais se aproximou dos níveis pré-pandemia durante o terceiro trimestre de 2021, resultando da temporada de verão.

Ainda assim, o volume de negócios nos serviços turísticos situou-se em 105,4 pontos nos meses de verão, atingindo 66% dos níveis pré-pandémicos quando as os números atingiram os 157,9 pontos. Em comparação com 2020, os valores indicados pelo Eurostat estão muito aquém, já que as receitas obtidas pelos serviços no turismo foram de apenas 32,4% das alcançadas em 2021, correspondendo a apenas 34,2 pontos.

As receitas do transporte aéreo também foram afetadas pelo surgimento da pandemia, pois os dados mostram que atingiu uma média de 82,1 pontos durante os nove meses entre 2019 e 2020. As receitas médias atingiram, em 2020, 53,8 pontos, correspondo ao valor mais baixo nos primeiros meses do ano (84,2), caindo para os resultados mais negativos no trimestre seguinte (32,4) – incluindo meses como abril, maio e junho, que correspondem ao momento em que o mundo fechou as fronteiras devido à pandemia de COVID-19 (março de 2020).

Adicionalmente, o volume de negócios no transporte aéreo atingiu o pico durante o quarto trimestre de 2021, o que pode estar relacionado com a época de final de ano e regras de viagem facilitadas – atingindo 92,1 pontos, o que representa 82% de período correspondente em 2019 (112,2 pontos) – altura em que os Estados-Membros não tinham imposto quaisquer restrições relacionadas com a COVID-19.

Também as agências de viagens e operadores turísticos registaram as melhores receitas na temporada de verão de 2021 – 84,1 pontos, enquanto a mais baixa foi registada no primeiro trimestre do ano 2021 (16,6).

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Meeting Forums do Publituris contam já com 22 ’buyers’ internacionais

A 7.ª edição dos Meeting Forums do jornal Publituris, que decorre de 21 a 23 de junho, no Vila Galé Sintra Resort Hotel Conference & Spa, em Sintra, conta já com a confirmação de 22 ‘buyers’ internacionais e 18 ‘suppliers’ nacionais.

O jornal Publituris vai realizar a 7.ª edição dos Meeting Forums, de 21 a 23 de junho de 2022, em Sintra, no Vila Galé Sintra Resort Hotel Conference & Spa, contando já com a confirmação de 22 buyers internacionais e 18 suppliers nacionais.

Esta edição dos Meeting Forums, em co-organização com o Turismo de Portugal, conta com a TAP como companhia aérea oficial, e a PHC Hotels, YVU Produções, Tivoli Oriente, Associação Turismo de Sintra e Hotéis Vila Galé como parceiros.

No evento marcarão presença buyers dos mercados identificados como estrategicamente importantes para o mercado português.

Os buyers internacionais confirmados até agora são:

  • CCMG – Congress Consulting Management Group – Dinamarca
  • HBC Luxury Mice – Frankfurt (Alemanha)
  • Immens-Events – Munique (Alemanha)
  • Komp-Idee Marketing & Event – Estugarda (Alemanha)
  • Corporate Travel Agency s.r.o. – Praga (Rep. Checa)
  • Nyhavn Erhverv (Groups, Events & Incentives) – Dinamarca
  • Vice-versa – Dinamarca
  • Dan Tours – Ontario (Canadá)
  • Voyages Vision Travel – Virtuoso Member – Montreal (Canadá)
  • Goway Travel – Toronto (Canadá)
  • New Wave Travel – Toronto (Canadá)
  • The Travel Agent Next Door – Toronto (Canadá)
  • Exotik Journeys Travelbrands – Montreal (Canadá)
  • Windrose – Berlim (Alemanha)
  • Zitango Travel – Miami (EUA)
  • CVC Viagens – Brasil
  • Oner Travel – Brasil
  • Crescent Associates – Reino Unido
  • Davington Events – Reino Unido
  • Mapa Mundo – Espanha
  • Special Tours (Grupo Avoris) – Espanha
  • Grupo CDV – Espanha

Os suppliers nacionais confirmados até esta data são:

  • Hotel Cascais Miragem
  • Hotel Palácio Estoril
  • Grupo Nau
  • Hotéis Olissippo
  • Pestana Hotels & Resorts
  • Go Health Portugal
  • EcorkHotel Évora
  • The Editory Hotels
  • PHC Hotels
  • Domitur DMC
  • Bensaude Hotels Collection
  • Around Portugal DMC
  • Azoris Hotels & Leisure
  • Vila Galé Hotéis
  • Liberty International DMC
  • Voqin
  • Picos de Aventura
  • Minor Hotels

Para além do programa de reuniões, haverá também um programa social que inclui cocktail, almoços, jantares exclusivos, animação e um programa de atividades que promovem o networking entre os diversos participantes.

Para mais informações contactar Lídia Luís: [email protected] / Telm.: +351 913 256 261

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Japão reabre fronteiras a turismo de grupo a 10 de junho

Serão 98 os países que, a partir de 10 de junho, poderão entrar com grupos de turistas no Japão. Além disso, passarão a ser sete os aeroportos que aceitarão voos internacionais.

O Japão vai permitir a entrada de grupos de turistas de 98 países a partir de 10 de junho, pondo fim a mais de dois anos de fronteiras fechadas a visitantes devido à pandemia da COVID-19.

A lista de 98 países e regiões, onde a situação da COVID-19 é considerada como relativamente estável, inclui os Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, Austrália, Rússia e as vizinhas China, Taiwan e Coreia do Sul, assim como Brasil, Moçambique e Timor-Leste, de acordo com o anúncio feito na quinta-feira pelo primeiro-ministro japonês, Fumio Kishida.

O Japão vai também aumentar o número de aeroportos que aceitam voos internacionais para sete, adicionando Naha em Okinawa, no Sul, e Shin-Chitose em Hokkaido, no Norte.

Todos os turistas devem apresentar um teste com resultado negativo à COVID-19 antes de viajar para o Japão e alguns serão ainda testados novamente à chegada.

Pessoas já vacinadas com a dose de reforço poderão evitar o teste adicional, bem como uma quarentena de três dias.

Os turistas serão acompanhados e terão de respeitar o uso de máscara e outras medidas impostas para controlar a pandemia no Japão.

O anúncio acontece depois do Governo ter anunciado na semana passada que iria testar este mês pacotes turísticos para pequenos grupos vindos dos Estados Unidos, Austrália, Tailândia e Singapura.

O teste-piloto, que envolve apenas 50 pessoas que receberam vistos especiais, em vez de vistos de turista, deve terminar na terça-feira.

Durante a maior parte da pandemia, o Japão impediu a entrada de turistas e permitiu apenas o regresso de cidadãos japoneses e residentes estrangeiros, embora com algumas restrições.

“O intercâmbio livre e ativo de pessoas é a base da economia e da sociedade, bem como do desenvolvimento da Ásia”, disse Kishida.

O primeiro-ministro japonês disse que o objetivo é facilitar as medidas de controlo de fronteira, mas de forma gradual, pois a população apoia as restrições atuais.

O limite diário de entrada do Japão de passageiros em voos internacionais vai duplicar a partir de quarta-feira, para 20 mil pessoas, disse o responsável pelo gabinete encarregado das medidas de controlo da pandemia, Makoto Shimoaraiso.

Antes da pandemia, a economia japonesa dependia cada vez mais do turismo, tendo o país atingido um novo recorde, em 2019, ao receber 31,9 milhões de visitantes estrangeiros.

O Japão tinha estabelecido como objetivo 40 milhões de turistas em 2020, ano em que originalmente seriam realizados os Jogos Olímpicos de Tóquio. A pandemia arruinou esse objetivo e os Jogos foram adiados para 2021, tendo decorrido com muitas limitações.

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Nova edição: Sustentabilidade, Go4Travel, Visit Valencia e SAP Concur

A nova edição do Publituris faz capa com um tema que não é novidade: sustentabilidade. Além das novidades das várias áreas do setor do turismo, trazemos, também, uma entrevista a Naut Kusters, diretor da ECEAT, e Pedro Costa Ferreira, presidente da APAVT, sobre o mesmo tema. Além disso, a estratégia da Go4Travel conhecida no “Summit4Travel”, Visit Valencia e a nova solução SAP Concur para o segmento das viagens.

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A nova edição do Publituris faz capa com um tema que não é propriamente novidade, mas que, com a pandemia da COVID-19 e as novas tendências passou a ouvir falar-se cada vez mais de sustentabilidade no setor do turismo.

Além de ficar a saber o que várias áreas do setor estão a fazer para se tornarem mais sustentáveis, o Publituris entrevistou Naut Kusters, diretor da ECEAT, a propósito do projeto SUSTOUR, que admitiu que “a tendência é muito clara no sentido da sustentabilidade.

Também Pedro Costa Ferreira, presidente da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT), salienta que “as agências e os operadores turísticos têm um papel preponderante na promoção da sustentabilidade no setor do turismo”.

O Publituris viajou até à Madeira para marcar presença na Convenção da Go4Travel. Na sessão de abertura da “Summit4Travel 2022”, João Matias, presidente do Conselho de Administração da Go4Travel, apontou que o agrupamento de agências de viagens está com uma agenda “bem carregada”.

Capital Mundial do Design e Capital Europeia do Turismo Inteligente, em 2022, Valência acredita no potencial do mercado português, motivos pela qual o Visit Valência tem prevista uma série de atividades de promoção em Portugal.

Admitindo que o mercado português “não é muito relevante”, Ángel Pérez, Brand & Markets Director do Visit Valencia, disse ao Publituris “acreditar que existe um grande potencial com a excelente conectividade aérea que existe no momento”.

Na “Tecnologia”, João Carvalho dá a conhecer as mais-valias da nova solução SAP Concur. O responsável revela que “as empresas estão cada vez mais interessadas em soluções que ajudem os gestores de viagens e os responsáveis de recursos humanos a avaliar e gerir o risco das viagens”, sendo essencial “desburocratizar cada vez mais os processos empresariais, tendo em conta o impacto ambiental das deslocações”.

Além do “Check-in”, as opiniões são de Carlos Torres (ESHTE), Sílvia Dias (Savoy Signature), Pedro Castro (SkyExpert), António Abrantes (ISCE) e Amaro Correia (Atlântico Business School).

Boas leituras”!

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Turismo

Portugal Ventures anuncia novo investimento até 1 milhão de euros para projetos no turismo

A 5.ª edição do “Call Turismo” disponibiliza entre 200 mil e 1 milhão de euros em projetos que contribuam para a inovação, sustentabilidade e eficiência deste setor.

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A Portugal Ventures, sob alçada do Banco de Fomento (Bdf), lançou esta segunda-feira, 23 de maio, a 5.ª edição da “Call Turismo”, em parceria com o Turismo de Portugal e o Nest – Centro de Inovação para o Turismo, para investir entre 200 mil e 1 milhão de euros em projetos que contribuam para a inovação, sustentabilidade e eficiência do setor do turismo.

Elegíveis para esta edição da Portugal Ventures são empresas constituídas ou a constituir com projetos não tecnológicos, que apresentem conceitos diferenciadores para a oferta turística do país, que contribuam para o enriquecimento da experiência do turista e o reforço da competitividade de Portugal como destino turístico. Também os projetos tecnológicos, que apresentem soluções que permitam melhorar a eficiência das empresas do setor do turismo e da sua oferta de produtos e serviços são elegíveis.

À semelhança da edição anterior, serão privilegiados os projetos que contribuam para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), apresentando soluções que promovam a desmaterialização de processos e serviços, reciclagem, reutilização e redução de resíduos, integração de energias limpas, eficiência energética, eficiência hídrica e mobilidade inteligente.

Neste sentido, a Portugal Ventures anuncia um investimento na MTI – Managing the Intelligence, empresa tecnológica cuja solução é direcionada para as unidades de alojamento turístico, e que tem como missão apoiar as empresas deste setor a implementar as boas práticas de sustentabilidade e eficiência energética.

A equipa composta por Miguel Silva e Sofia Romão, criou uma solução tecnológica de eficiência energética – a MTI Smart Room, que funciona com qualquer sistema e marca de ar condicionado, para aumentar o conforto térmico dos hóspedes e reduzir o custo com a fatura da eletricidade, tornando as unidades de alojamento turísticas mais sustentáveis e cumpridoras dos critérios de ESG (Environmental, social and corporate governance).

A MTI Smart Room, composta por hardware e software, é fácil de instalar, não obriga a obras adicionais, nem ao encerramento das unidades hoteleiras. Integra com os sistemas dos hotéis, permitindo, por exemplo, o controle de equipamentos de acordo com o check-in e check-out dos hóspedes, evitando, assim, desperdícios de energia.

Sedeada em Faro, a MTI – Managing the Intelligence, conta já com a sua solução instalada em mais de 400 quartos em Portugal, perspetivando, para o final de 2022, preparar o seu processo de internacionalização para a Europa.

Para Pedro de Mello Breyner, Vogal Executivo do Conselho de Administração da Portugal Ventures, responsável pela Unidade de Negócio de Turismo, “este investimento tem como objetivo apoiar o crescimento da oferta de produtos e serviços que transformem o setor turístico num setor cada vez mais responsável em termos de sustentabilidade, eficiência energética e pegada ecológica. Acreditamos que ao investir neste tipo de soluções tecnológicas, estaremos a trabalhar para tornar Portugal num destino cada vez mais sustentável e alinhado com a Estratégia do Turismo 2027”.

Já Sofia Romão, CFO da MTI, refere que “a ronda de investimento fechada com a Portugal Ventures é o reconhecimento do esforço e da paixão de toda a equipa e do potencial inovador e disruptivo da solução MTI Smart Room”.

A responsável salienta ainda que “a parceria com a Portugal Ventures irá proporcionar à MTI aceder às melhores práticas corporativas, a uma rede e comunidade de empreendedorismo e inovação de excelência, fazendo com que o caminho para o sucesso seja mais rápido e com maior impacto.”

Este investimento resulta da 4.ª edição da Call Turismo, lançada no final de 2021, com o objetivo de reativar e incentivar a recuperação do setor. Desde a 1.ª edição da Call Turismo, a Portugal Ventures já recebeu mais de 240 candidaturas, com um montante total solicitado para investimento de 150 milhões de euros.

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Grupo Pestana regressa aos lucros com 23 milhões de euros

Depois de um ano de 2020 negativo, o Pestana Hotel Group (PHG) regressou aos lucros, obtendo um resultado líquido de 23 milhões de euros. Já as receitas passaram para 295 milhões, enquanto o EBITDA ultrapassou os 96 milhões. O mês de abril de 2022 já foi melhor que 2019.

Victor Jorge

Os resultados líquidos referentes ao exercício de 2021 do Pestana Hotel Group (PHG), apresentados esta quarta-feira, dia 18 de maio, voltaram a números positivos, registando lucros de 22,9 milhões de euros, contra os 32,2 milhões de euros negativos alcançados em 2020, mas ainda longe dos 79,4 milhões obtidos no melhor ano de sempre do maior grupo hoteleiro português, em 2019.

No que diz respeito ao volume de vendas, o crescimento foi de 113,7 milhões de euros, passando de 181,7 milhões, em 2020, para 295,4 milhões de euros, em 2021, mas, também aqui, ainda aquém dos 418,8 milhões de euros alcançados no último ano pré-pandémico.

Já no EBITDA, o grupo apresentou, para o exercício de 2021, 22,9 milhões de euros face aos 33,7 milhões de 2020, triplicando, assim, este valor. No exercício de 2019, o EBITDA obtido pelo grupo foi de 161,8 milhões de euros.

Na conferência de imprensa que marcou a apresentação de resultados do grupo Pestana, José Teotónio, CEO do PHG, admitiu que “cada ano de pandemia parecia um século”, fazendo referência ao desempenho variável do exercício. “O ano de 2021, em termos turísticos começou, basicamente, em maio”, admitiu José Teotónio, revelando que “se até maio tivemos muito pouca atividade, tivemos uma abertura no quinto mês do ano, mas que depois voltou a cair, com a situação dos britânicos, para voltar a crescer nos meses de verão. Depois veio a variante Ómicron e, em novembro, tudo voltou tudo a fechar”, salientou o responsável do grupo.

“Comparado com 2020, sem dúvida que 2021 foi melhor, mas ficámos, naturalmente, longe de 2019”, destacando José Teotónio que “2021 ficámos a 45 a 50% de 2019”.

Considerando que os números de 2021 “não são um grande resultado, mas, dadas as circunstâncias, termos regressado aos resultados positivos já é muito bom”, confidenciou José Teotónio.

Destacando que, em fevereiro de 2020 o grupo abriu o 100.º hotel para “fechá-lo 39 dias depois” [unidade de Nova Iorque], José Teotónio revelou que o grupo já tem, atualmente, todas as unidades (re)abertas).

Regressando, no entanto, a 2021, e com o mercado nacional a dar “um forte contributo em termos de reservas”, o grupo teve nos destinos de resort, com destaque para o Porto Santo e o Algarve, os pontas de lança na recuperação, contrapondo o desempenho dos destinos citadinos que “levaram e deverão levar mais tempo a recuperar”, segundo o CEO do grupo.

De resto, o PHG manteve as aberturas previstas para 2021 e 2022, com as nove unidades que estavam em pipeline, admitindo José Teotónio que, “com a pandemia, não tínhamos muito interesse em acelerar estes processos”. Assim, ao longo destes dois anos, foram acrescentados cerca de 1.000 quartos à oferta existente: Pousada de Vila Real de Santo António (Algarve), Pestana Vintage (Lisboa), Pousada do Porto-Flores (Porto), Pestana Fisherman (Maderia), Pestana CR7 Gran Vía (Madrid, Espanha), Pestana CR7 Times Square (Nova Iorque, EUA), Pestana Tânger (Marrocos), todos em 2021, continuando as aberturas em 2022 com o Pestana CR7 Marrakech (Marrocos) e Pestana Douro Riverside (Porto).

“Temos todos os hotéis abertos, o que é um contentamento, mas também um desafio. Agora é colocá-los no mapa”, antevendo com “boas perspetivas” o verão que está a chegar, mas sinalizando a guerra que se está a desenrolar a Leste “e ainda a COVID que parece que acabou, mas ainda aí está”.

Para 2022, José Teotónio acredita que, numa perspetiva Like-for-Like (LfL), ou seja, contabilizando a mesma operação que existia em 2019, “deveremos ficar a 85 a 90%, mas no total, estimamos um 2022 semelhante ou mesmo superior a 2019, o melhor ano de sempre do grupo”.

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Negócios no setor global do turismo caem 28% em abril de 2022, aponta GlobalData

Apesar da retoma apontada pela consultora, os negócios globais no setor do turismo e viagem caíram em abril face ao mês anterior de março.

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Um total de 64 negócios (incluindo fusões e aquisições, private equity e financiamento de risco) foram anunciados no setor global do turismo e viagens (T&T) em abril, o que representa um declínio de 28,1% em relação aos 89 negócios anunciados em março de 2022, segundo aponta a GlobalData.

Aurojyoti Bose, analista da GlobalData, salienta que “todas as regiões testemunharam quedas na atividade de negócios do setor de turismo e viagens com diminuição no volume de negócios em muitos dos principais mercados globais”, considerando ainda que “o aumento dos custos de combustível e o susto da nova variante da COVID-19 estão entre as principais razões para este decréscimo”.

Os anúncios de fusões e aquisições e negócios de private equity diminuíram 42,6% e 9,1%, respetivamente, enquanto o número de negócios de financiamento de risco aumentou 11,8% em abril em relação ao mês anterior.

Muitos dos principais mercados globais testemunharam uma desaceleração nas atividades de negócios no setor do turismo e viagens em abril de 2022. Mercados como EUA, Reino Unido, Índia e Alemanha testemunharam reduções, em volume, de 29%, 12,5%, 33,3% e 75%, em abril em relação ao mês anterior. No entanto, mercados como Japão, Espanha, França e Suécia registaram uma melhora na atividade de negócios.

 

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Turismo Basco mostra-se no Porto

Portugal foi o quinto mercado no ranking dos mercados internacionais para o País Basco, indicando a Turespaña que tem havido um crescimento “de mais de 100% tanto nas chegadas como nas dormidas”.

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O diretor da Agência Basca de Turismo, Daniel Solana, apresenta esta terça-feira (17 de maio) no Porto, a oferta turística do País Basco destinada ao mercado português, contando o evento com a presença de Yolanda Martínez, conselheira de turismo na Embaixada de Espanha e diretora da Delegação Oficial Espanhol em Portugal.

A apresentação, dirigida exclusivamente a convidados do sector turístico, servirá para ilustrar o poder da gastronomia basca, uma das marcas do destino Euskadi e a principal motivação dos viajantes na sua visita ao País Basco.

De referir que, em 2021, Portugal foi o quinto mercado no ranking dos mercados internacionais para o País Basco. Os dados acumulados para o ano 2022, de janeiro a março, mostram, de resto, um aumento significativo do mercado português no País Basco em comparação com o mesmo período de 2021.

“Tem havido um crescimento de mais de 100% tanto nas chegadas como nas dormidas”, refere a Turespaña, considerando que “Portugal é um dos principais mercados para a promoção do turismo basco”, tendo, inclusivamente, realizado uma campanha designada como “Bizit Euskadi” destinada especificamente a este mercado.

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Turismo externo contribui para Portugal ter a maior projeção de crescimento na UE em 2022, diz comissário europeu

Na habitual divulgação das previsões económicas da Primavera, o comissário europeu da Economia, Paolo Gentiloni, considerou que “a reabertura do turismo externo teve um papel importante”.

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O comissário europeu da Economia, Paolo Gentiloni, considerou que a reabertura do turismo externo contribui para a projeção de um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de Portugal este ano de 5,8%, o mais alto da União Europeia.

Na conferência de imprensa de apresentação das previsões económicas da primavera da Comissão Europeia, em Bruxelas, Gentiloni comentou que as projeções para Portugal são “realmente boas, tanto para o crescimento, como em relação ao rácio da dívida face ao PIB, que em 2023 deverá atingir 115%, o que fica abaixo do nível pré-pandemia”.

Admitindo que a previsão de forte crescimento da economia portuguesa para este ano, a mais elevada entre os 27 Estados-membros da União, se deve também ao facto de Portugal não ter crescido “de forma tão forte em 2021 em comparação com outros países” – o PIB português cresceu 4,9% no ano passado, abaixo da média europeia de 5,4% -, o comissário europeu destacou então igualmente o papel do regresso em força dos turistas estrangeiros, depois de dois anos de pandemia da covid-19.

“Penso que a reabertura do turismo para um país maioritariamente baseado em turismo externo do que interno também teve um papel importante”, afirmou Gentiloni.

A Comissão Europeia reviu em alta de 0,3 pontos percentuais (p.p.) o crescimento económico esperado para Portugal este ano, para 5,8%, apesar dos desafios externos, segundo as previsões macroeconómicas de primavera divulgadas.

Este é o valor mais elevado entre os 27 Estados-membros da UE, seguido da Irlanda (5,4%), e muito acima da média do bloco europeu e da zona euro, ambos com projeções de crescimento de apenas 2,7% este ano.

Bruxelas prevê que o PIB de Portugal cresça 5,8% em 2022, quando em fevereiro esperava uma expansão de 5,5%, com o setor dos serviços, particularmente o turismo estrangeiro, a recuperar fortemente face a uma base baixa.

O relatório da Comissão Europeia assinala que “as perspetivas de crescimento permanecem favoráveis, apesar dos desafios relacionados com os preços das ‘commodities’, das cadeias de abastecimento globais e maior incerteza na procura externa”.

Refletindo a melhoria das condições económicas, o executivo comunitário vê o rácio da dívida pública face ao PIB a cair de 127,4% em 2021 para 119,9% do PIB em 2022, e para 115,3% em 2023, ano em que se fixaria abaixo do nível pré-pandemia.

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Comissão Europeia reconhece mais três certificados digitais extra-comunitários

Com este reconhecimento, sobe para 67 os países com certificados COVID ligados ao sistema da UE.

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A Comissão Europeia (CE) acaba de reconhecer os Certificados Digitais COVID-19 de mais três países: Indonésia, Seychelles e Vietname, considerando-os equivalentes aos documentos emitidos pelas autoridades dos diversos países da União Europeia.

Esta decisão foi confirmada através de uma declaração publicada pela Comissão Europeia e entra em vigor com o objetivo de facilitar os processos relacionados com as viagens.

Esta alteração permitirá aos turistas provenientes destes três países entrar na União Europeia com as mesmas regras dos detentores dos Certificados Digitais COVID-19 da UE.

“Com a adesão da Indonésia, Seychelles e Vietname, o número de países e territórios ligados ao sistema da UE aumentou para 67. Além disso, tendo em conta o verão, o certificado da UE facilitará a circulação de europeus dentro e fora da UE. Portanto, embora estejamos felizes em ver que a situação está melhorando, o certificado continua sendo uma ferramenta útil para muitos destinos, por exemplo, no caso de requisitos de teste”, destacou o Comissário Europeu para a Justiça, Didier Reynders, a esse respeito.

Já no mês passado, a Comissão da União Europeia anunciou que decidiu aceitar os certificados COVID-19 emitidos pelas autoridades na Colômbia e na Malásia como equivalentes ao Certificado Digital COVID da UE.

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Turismo na Europa criará mais oito milhões de empregos na próxima década

O setor do turismo e viagens deverá, segundo o WTTC liderar o crescimento económico na Europa. Para tal, em muito contribuirá a criação de perto de oito milhões de novos empregos na próxima década.

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De acordo com os dados avançados pelo World Travel & Tourism Council (WTTC) no seu mais recente Economic Impact Report (EIR), o setor das viagens e turismo europeu deverá criar perto de oito milhões de empregos na próxima década, indicando, igualmente, que o setor será uma força motriz na recuperação económica da Europa, após mais de dois anos de dificuldades.

As contas indicam que nos próximos 10 anos e com uma taxa média de crescimento anual de 3,3%, o setor do turismo e viagens deverá crescer duas vezes relativamente à taxa da economia geral, que evoluir apenas 1,5% ao ano, com o EIR a mostrar que o PIB da Europa de referente ao turismo e viagens deverá crescer 31,4%, para 1,73 biliões de euros.

Julia Simpson, presidente e CEO do WTTC, admite que o setor do turismo e viagens está “em forte recuperação”, salientando que, em termos de contribuição para a economia e empregabilidade na Europa, “ficará perto dos níveis pré-pandémicos até ao final do próximo ano à medida que a globalidade do setor recupera”.

Os dados do EIR do WTTC para 2021 mostram que, em toda a Europa, houve um aumento de 4,7% no número de empregos no setor do turismo e viagens, representando pouco mais de 9% de todos os empregos, um contraste marcante com a queda de 12,5% no ano anterior.

A região de crescimento mais rápido no ano passado, também viu o setor recuperar a sua contribuição para o PIB com um aumento de 28%, representando 6,2% da economia da Europa, correspondendo a 1,3 biliões de euros, acima da contribuição de 5,2% (pouco mais de um bilião de euros, em 2020).

O WTTC também elogia a Comissão da UE, que desempenhou um papel importante na recuperação do setor com o lançamento do Certificado Digital COVID, em 2021.

De acordo com os dados mais recentes, mais de 1,7 mil milhões de certificados foram emitidos pelos Estados-Membros, proporcionando “um impulso muito necessário às economias, tendo salvo milhões de empregos”.

No entanto, o WTTC salienta que, em vários países europeus, “houve uma recuperação muito mais lenta do que o esperado devido a inúmeras tentativas fracassadas dos governos de reprimir a transmissão da variante Ómicron, fazendo com que a recuperação económica regional vacilasse”.

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