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Turismo

Serviços relacionados com turismo foram os que menos receitas obtiveram durante a pandemia, diz Eurostat

Os serviços prestados pelo setor do turismo foram os que maior quebra registaram nas receitas quando comparados os quartos trimestres de 2019 e 2021.

Victor Jorge
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Serviços relacionados com turismo foram os que menos receitas obtiveram durante a pandemia, diz Eurostat

Os serviços prestados pelo setor do turismo foram os que maior quebra registaram nas receitas quando comparados os quartos trimestres de 2019 e 2021.

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As receitas nos serviços na União Europeia (UE) caíram 27% durante o período de nove meses de 2019 e 202, indicam os dados mais recentes divulgados pelo Eurostat, mais concretamente durante os últimos três meses do ano (quarto trimestre de 2019) e no início do verão de 2020, que indica o segundo trimestre de 2020, incluindo meses como abril, maio e junho.

O volume de negócios, que determina a rapidez com que uma empresa conduz suas operações ou com que vende o seu “inventário”, foi 7% maior no último trimestre de 2021 em comparação com os últimos meses de 2019, informa a entidade estatística europeia.

No que diz respeito ao turismo, a globalidade do setor ficou-se pelos 72,7 pontos, o que significa 27 pontos abaixo dos níveis do quarto trimestre de 2019. Em contraste, outros serviços, como informação e comunicação, bem como transporte e armazenamento, tiveram uma recuperação particularmente forte, aumentando quase 14% em comparação com os níveis pré-pandemia, respetivamente.

Mais especificamente, no último trimestre de 2021, o transporte aéreo, alojamento, agências de viagens, operadores turísticos e outros serviços de reservas e atividades conexas tiveram um volume de negócios de 79 pontos, 131% superior ao mesmo período de 2020, quando as restrições impostas devido à COVID-19 eram bastante rigorosas. Além disso, as receitas dos serviços no turismo foi a que mais se aproximou dos níveis pré-pandemia durante o terceiro trimestre de 2021, resultando da temporada de verão.

Ainda assim, o volume de negócios nos serviços turísticos situou-se em 105,4 pontos nos meses de verão, atingindo 66% dos níveis pré-pandémicos quando as os números atingiram os 157,9 pontos. Em comparação com 2020, os valores indicados pelo Eurostat estão muito aquém, já que as receitas obtidas pelos serviços no turismo foram de apenas 32,4% das alcançadas em 2021, correspondendo a apenas 34,2 pontos.

As receitas do transporte aéreo também foram afetadas pelo surgimento da pandemia, pois os dados mostram que atingiu uma média de 82,1 pontos durante os nove meses entre 2019 e 2020. As receitas médias atingiram, em 2020, 53,8 pontos, correspondo ao valor mais baixo nos primeiros meses do ano (84,2), caindo para os resultados mais negativos no trimestre seguinte (32,4) – incluindo meses como abril, maio e junho, que correspondem ao momento em que o mundo fechou as fronteiras devido à pandemia de COVID-19 (março de 2020).

Adicionalmente, o volume de negócios no transporte aéreo atingiu o pico durante o quarto trimestre de 2021, o que pode estar relacionado com a época de final de ano e regras de viagem facilitadas – atingindo 92,1 pontos, o que representa 82% de período correspondente em 2019 (112,2 pontos) – altura em que os Estados-Membros não tinham imposto quaisquer restrições relacionadas com a COVID-19.

Também as agências de viagens e operadores turísticos registaram as melhores receitas na temporada de verão de 2021 – 84,1 pontos, enquanto a mais baixa foi registada no primeiro trimestre do ano 2021 (16,6).

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Moneris lança Anuário do Turismo 2022 no dia mundial do setor

A publicação tem a chancela do Centro de Competências em Turismo da Moneris, que elabora o documento desde 2017, e conta com a participação da Secretária de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Rita Marques.

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A Moneris aproveita o Dia Mundial do Turismo, a 27 de setembro, para lançar a sua edição do Anuário do Turismo 2022. A publicação tem a chancela do Centro de Competências em Turismo da Moneris, que elabora o documento desde 2017.

Em comunicado, a Moneris explica que no anuário “são discutidas as múltiplas realidades do setor, o seu contributo e relevância para a economia das regiões, para o desenvolvimento do território e para a emergência de atividades económicas essenciais à competitividade das nossas terras”.

A edição deste ano conta com a participação da Secretária de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Rita Marques; dos presidentes das Regiões de Turismo de Portugal; do CFO do Grupo Pestana, Pedro Fino; do presidente da Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve, Hélder Martins, entre outros.

No Anuário do Turismo da Moneris é possível encontrar a análise dos principais indicadores do setor que, de acordo com esta entidade, “traduzem uma recuperação inegável em 2021”, com o crescimento do número de hóspedes, do número de dormidas, do RevPar, e do Total de Proveitos, em todas as regiões, “de forma muito significativa”.

Nas palavras da Secretária de Estado, Rita Marques, “as receitas do turismo continuam a crescer de forma expressiva, acima de 2019”, salientando ainda que as previsões apontam para valores superiores a 2019, já em 2022. Segundo a responsável política, “isto representa uma aceleração significativa das receitas do turismo, que deverão atingir, já em 2022, um valor próximo do que se previa para 2024 (+6,1%)”.

Apesar das perspetivas positivas, Carlos Rosa, partner e coordenador do Centro de Competências em Turismo da Moneris, refere que “a aprendizagem dos últimos dois anos tornou-nos conscientes de que existem variáveis exógenas que poderão, a qualquer momento, distorcer as previsões e obrigar a novas adaptações, como já aconteceu no passado”.

O anuário, de caráter público, já esta disponível e pode ser consultado no website da Moneris.

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Nova Edição: O verão no Algarve, Minas Gerais, ProColombia, OMT e Surf

A segunda edição do mês de setembro do Publituris faz capa com o verão no Algarve. Além disso, pode contar, igualmente, com uma entrevista ao secretário de Estado da Cultura e Turismo de Minas Gerais. Leônidas Oliveira, a estratégia da ProColombia, os desafios da OMT e um especial dedicado ao surf.

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A segunda edição do mês de setembro do Publituris faz capa com o Algarve. Com o verão a fechar portas, o Publituris foi perceber como correu este período tão importante para o turismo em Portugal e, especialmente, para a região do Algarve. As expectativas eram altas e ao que nos confirmaram pode mesmo falar-se de um “regresso ao passado”.

Além de ouvir os agentes do setor da hotelaria no Algarve, entrevistámos, igualmente, João Fernandes, presidente da Região de Turismo do Algarve, e Helder Martins, presidente da Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA).

Nesta edição trazemos, igualmente, uma entrevista ao secretário de Estado da Cultura e Turismo de Minas Gerais. Leônidas Oliveira faz uma radiografia dos atrativos culturais e patrimoniais que ligam Portugal ao Estado brasileiro, salientando que “Minas Gerais não é só um destino para visitar, como também é um destino seguro para o investimento estrangeiro”.

Para ultrapassar os efeitos da pandemia, a Colômbia desenhou um plano de recuperação, que passa por liderar a reabertura da conetividade; promover o destino numa perspetiva de regiões turísticas; consolidar a sua posição como um centro internacional para eventos; posicionar o país como destino número um em termos de sustentabilidade; continuar com a transição do sistema de comercialização B2C; e apoiar a promoção de projetos de infraestruturas turísticas.

Inovação, educação, investimento e sustentabilidade são os grandes desafios da Organização Mundial do Turismo (OMT) para o futuro. Natalia Bayona, diretora de Inovação da OMT, destaca o papel das soluções digitais, referindo que a realidade aumentada ou a realidade virtual devem ser colocadas ao serviço do turismo.

Recordamos, igualmente, os nomeados para os Publituris Portugal Travel Awards 2022. São 104 nomeados em 15 categorias que serão conhecidos no dia 18 de outubro, a partir das 19h00, na Quinta da Pimenteira, em Lisboa. A votação está decorre até dia 7 de outubro.

No “Especial” apanhámos a onda do surf. Uma década depois do mundo ter descoberto as ondas grandes da Nazaré, o surf tornou-se num importante produto turístico que veio tornar mais ‘cool’ a imagem turística de Portugal e contribuir para diminuir a sazonalidade. Tal como no futebol há um antes e depois de Cristiano Ronaldo, também no turismo muita coisa mudou com o surf, que se tornou num verdadeiro ponta-de-lança capaz de promover o destino como nenhum outro além-fronteiras.

Além do Pulse Report do mês de agosto, numa parceria com a GuestCentric, as opiniões pertencem a Ana Jacinto, secretária-geral da AHRESP; Pablo Rueda, Sales & Partnerships Director da Selligent Iberia; Manuel Carvalho e Sousa, docente do ISAG; António Paquete, economista e consultor de empresas; e Eunice Duarte, professora no ISG.

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Edição Digital: O verão no Algarve, Minas Gerais, ProColombia, OMT e Surf

O verão no Algarve, entrevista ao secretário de Estado da Cultura e Turismo de Minas Gerais. Leônidas Oliveira, ProColombia, OMT e o surf são os temas desta segunda edição de setembro do Publituris.

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A segunda edição do mês de setembro do Publituris faz capa com o Algarve. Com o verão a fechar portas, o Publituris foi perceber como correu este período tão importante para o turismo em Portugal e, especialmente, para a região do Algarve. As expectativas eram altas e ao que nos confirmaram pode mesmo falar-se de um “regresso ao passado”.

Além de ouvir os agentes do setor da hotelaria no Algarve, entrevistámos, igualmente, João Fernandes, presidente da Região de Turismo do Algarve, e Helder Martins, presidente da Associação dos Hotéis e Emprendimentos Turísticos do Algarve (AHETA).

Nesta edição trazemos, igualmente, uma entrevista ao secretário de Estado da Cultura e Turismo de Minas Gerais. Leônidas Oliveira faz uma radiografia dos atrativos culturais e patrimoniais que ligam Portugal ao Estado brasileiro, salientando que “Minas Gerais não é só um destino para visitar, como também é um destino seguro para o investimento estrangeiro”.

Para ultrapassar os efeitos da pandemia, a Colômbia desenhou um plano de recuperação, que passa por liderar a reabertura da conetividade; promover o destino numa perspetiva de regiões turísticas; consolidar a sua posição como um centro internacional para eventos; posicionar o país como destino número um em termos de sustentabilidade; continuar com a transição do sistema de comercialização B2C; e apoiar a promoção de projetos de infraestruturas turísticas.

Inovação, educação, investimento e sustentabilidade são os grandes desafios da Organização Mundial do Turismo (OMT) para o futuro. Natalia Bayona, diretora de Inovação da OMT, destaca o papel das soluções digitais, referindo que a realidade aumentada ou a realidade virtual devem ser colocadas ao serviço do turismo.

Recordamos, igualmente, os nomeados para os Publituris Portugal Travel Awards 2022. São 104 nomeados em 15 categorias que serão conhecidos no dia 18 de outubro, a partir das 19h00, na Quinta da Pimenteira, em Lisboa. A votação está decorre até dia 7 de outubro.

No “Especial” apanhámos a onda do surf. Uma década depois do mundo ter descoberto as ondas grandes da Nazaré, o surf tornou-se num importante produto turístico que veio tornar mais ‘cool’ a imagem turística de Portugal e contribuir para diminuir a sazonalidade. Tal como no futebol há um antes e depois de Cristiano Ronaldo, também no turismo muita coisa mudou com o surf, que se tornou num verdadeiro ponta-de-lança capaz de promover o destino como nenhum outro além-fronteiras.

Além do Pulse Report do mês de agosto, numa parceria com a GuestCentric, as opiniões pertencem a Ana Jacinto, secretária-geral da AHRESP; Pablo Rueda, Sales & Partnerships Director da Selligent Iberia; Manuel Carvalho e Sousa, docente do ISAG; António Paquete, economista e consultor de empresas; e Eunice Duarte, professora no ISG.

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Negócios globais no turismo caem 32% em agosto face a mês anterior

Pelo segundo mês consecutivo, a GlobalData indica quebras na atividade de negócios no setor do turismo em viagens.

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A atividade de negócios globais no setor do turismo registou uma quebra de 31,6% no mês de agosto de 2022, face ao mês anterior de julho, revela a GlobalData.

De acordo com a consultora, no oitavo mês de 2022 realizaram-se 54 negócios quando em julho deste ano esse número ascendeu a 79, verificando-se que este é o segundo mês consecutivo que a atividade negocial no setor do turismo e viagens a nível global regista uma quebra.

Aurojyoti Bose, Lead Analyst na GlobalData, refere, em nota de imprensa, que “as depressões económicas registadas em diversas partes do mundo parecem estar a afetar o interesse em realizar negócios no setor do turismo e viagens com a maioria dos mercados a assinalarem uma desaceleração”.

São vários os mercados que registaram esta quebra, destacando a GlobalData o Reino Unido, Japão, Índica, Espanha, Austrália e Alemanha no campo negativo no mês de agosto de 2022, enquanto EUA e China são as exceções a esta realidade.

De resto, a consultora avança que o volume de negócios manteve-se estável nos EUA, enquanto na China se registou um ligeiro aumento.

Em agosto de 2022, o anúncio de fusões e aquisições (Mergers and Acquisitions – M&A, em inglês) caiu 28%, indicando a GlobalData para o financiamento de risco e negócios de private equity quebras de 23,5% e 58,3%, respetivamente, face ao mês anterior de julho.

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VI Cimeira do Dia Mundial do Turismo da CTP tem como tema “O Turismo e o Novo Mundo”

“O Turismo e o Novo Mundo” é o tema da VI Cimeira do Turismo Português, organizada pela Confederação do Turismo de Portugal (CTP), no dia 27 de setembro, a realizar na Fundação Champalimaud, em Lisboa.

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“O Turismo e o Novo Mundo” é o tema da VI Cimeira do Turismo Português, organizada pela Confederação do Turismo de Portugal (CTP), que se realiza dia 27 de setembro (Dia Mundial do Turismo), na Fundação Champalimaud, em Lisboa.

No site do evento pode ler-se que a Cimeira pretende apelar à “reflexão e ao debate construtivo sobre a atividade que mais contribui para o crescimento da economia em Portugal e para a recuperação económica do país nos últimos anos”.

De resto, o evento realiza-se num momento em que o turismo se debate com “enormes desafios, numa conjuntura pós pandemia e numa geoestratégia mundial marcada pela guerra na Ucrânia”.

A VI Cimeira do Turismo Português será aberta pelo Presidente da República, Marcelo de Rebelo de Sousa, a quem se junta o primeiro-ministro, António Costa, Carlos Moedas, presidente da Câmara Municipal de Lisboa, para além do presidente da CTP, Francisco Calheiros.

Nos diversos debates já programados, os temas são: “O Turismo na atual geoestratégia mundial”, “Os novos desafios da promoção turística”, “Como atrair profissionais para o Turismo”, “O novo paradigma da mobilidade”, “Financiamento do Turismo e gestão dos custos de contexto”.

Entre os oradores nos vários debates e keynote speakers contam-se Fernando Medina, ministro das Finanças; Luís Amado, ministro dos Negócios Estrangeiros do XVII Governo e ministro da Defesa Nacional do XVIII Governo; Paulo Portas, vice-primeiro ministro e ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros dos XV e XVI Governos; Cristina Ramos-Fernandez, Chief Operating Officer AccorHotels; Rita Marques, secretária de Estado do Turismo, Comércio e Serviços; Petra Hedorfer, CEO do German National Tourism; Miguel Sanz, CEO do Tour España; Caroline Leboucher, Diretora Geral da Atout France; Frederico Costa, Head of Travel, Google Portugal; Luís Araújo, Presidente do Turismo de Portugal; Ana Mendes Godinho, ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social; Margarida Almeida, CEO da Amazing Evolution Asset Management; Maria Kol, HR Country Lead da Cisco Portugal; António Pinto de Sousa, presidente do Conselho de Administração da Ibersol; Christine Ourmières-Widener, CEO da TAP; José Luís Arnaut, presidente do Conselho de Administração da ANA; Carlos Nogueira, consultor e ex-presidente do Conselho de Administração da CP; António Pires de Lima, presidente da Direção do BCSD e CEO da Brisa; Miguel Maya, CEO do Millennium bcp; Augusto Mateus, presidente da Augusto Mateus & Associados; Jorge Rebelo de Almeida, presidente do Conselho de Administração da Vila Galé.

Antes da sessão de encerramento, que contará com a presença do ministro da Economia e do Mar, serão entregues as “Medalhas de Mérito Turístico”.

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Turismo cresce mais de um bilião de dólares em 2021, mas WTTC estima recuperação só em 2024

Com um crescimento superior a 21% face a 2020, o setor do turismo mundial atingiu receitas de 5,812 biliões de dólares, em 2021. Com os EUA a liderar o ranking das receitas, a recuperação global está estimada para 2024.

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Depois de o PIB referente ao setor do turismo e viagens ter caído mais de 50%, em 2020, face a 2019, o World Travel & Tourism Council (WTTC), num relatório realizado em conjunto com o Oxford Economics, revela que a mesma contribuição do PIB do setor para a economia mundial evoluiu em mais de um bilião de dólares, em 2021.

Estas contas apresentadas agora pelo WTTC mostram que, depois do turismo ter uma representação de 10,3% na economia mundial, com um valor de 9,630 biliões de dólares, em 2019, e ter caído para 5,3%, com um valor de 4,775 biliões de dólares, em 2020, o setor recuperou em 2021.

No ano passado, o WTTC indica que o setor do turismo e viagens cresceu 21,7% face ao ano anterior de 2020, quando a economia global registou um crescimento de 5,8%, atingindo os 5,812 biliões de dólares, correspondendo a 6,1% do PIB mundial.

De acordo com os dados, a recuperação global do setor do turismo foi sustentada mais pelo aumento dos gastos dos visitantes domésticos do que as receitas provenientes de visitantes internacionais. Numa comparação entre gastos domésticos e visitantes internacionais verifica-se que no primeiro caso o crescimento global foi de 31,4%, enquanto no segundo a recuperação foi de apenas 3,8%, indicando o WTTC as restrições de viagem para visitantes estrangeiros em vigor em muitos países” como uma das causas. Como resultado, a participação dos gastos domésticos no total de gastos com viagens e turismo aumentou de 72% em 2019 para 85% em 2021. Já os gastos com viagens e turismo e os gastos com lazer cresceram 30,9% e 25,1%, respetivamente.

EUA lideram
A liderar o ranking dos maiores países no universo do turismo e viagens, em 2021, aparecem os EUA, com uma contribuição de quase 1,3 biliões de dólares para o PIB do país, com um crescimento de 22% face ao ano anterior de 2020 e representando 5,5% da riqueza total criada no país. Este número representa, contudo, uma quebra de mais de 700 mil milhões de dólares face ao alcançado em 2019.

Em segundo lugar aparece a China, com um crescimento de 16,9% face ao ano anterior, fazendo com que o valor total atribuído ao turismo suba para 814 mil milhões de dólares e um peso de 4,6% na economia chines. A quebra das receitas do setor do turismo chinês foi a mais alta, já que os 814 mil milhões de dólares de 2021 representam mais de um bilião de dólares a menos que em 2019.

A Alemanha ocupa o terceiro lugar neste ranking, com um dos crescimentos mais baixos dos países do G20 (+5%), fazendo com que o valor global do setor crescesse para 251 mil milhões de dólares, mas com uma representatividade no PIB global do país mais alto (6,4%).

Na análise divulgada pelo WTTC, a maior subida, face a 2020, pertence à Turquia (+60,6%), enquanto do lado oposto, foi a Indonésia que maior decréscimo registou em 2021 (-10,3%).

Já a maior contribuição para o PIB do respetivo país, destaque para o México, onde o setor do turismo representa 13,1% da riqueza do país.

Por regiões, as Américas passaram a liderar as receitas provenientes do setor do turismo (liderança já alcançada em 2020). Enquanto em 2019, era a Ásia-Pacífico que liderava com perto de 3,3 biliões de dólares, enquanto a Américas e Europa alcançavam 2,654 e 2,141 biliões de dólares, respetivamente, em 2021, a região das Américas obtiveram 1,781 biliões de dólares, enquanto a Ásia-Pacífico não foi além dos 1,576 biliões e a Europa dos 1,450 biliões.

A região da Ásia-Pacífico lidera, no entanto, na criação de emprego, com mais de 159,2 milhões de empregos no setor do turismo e viagens, em 2021. Segundo os dados do WTTC, as Américas perderam o segundo lugar para a Europa. Se em 2019, as América tinham 45,3 milhões de empregos no turismo e a Europa somente 37,8 milhões, em 2021, os números mostram que as Américas possuem 34,6 milhões de empregos, enquanto a Europa detém 34,7 milhões.

Recuperação total em 2024
Quanto ao futuro, Julia Simpson, presidente e CEO do WTTC, admite que “as perspectivas são positivas”, salientando que o setor “mostra mais uma vez a sua resiliência e capacidade de recuperação”.

Assim, e apesar das dificuldades que o setor enfrenta vem enfrentando, as projeções do WTTC apontam para uma “forte década de crescimento”, estimando que o PIB do setor do turismo e viagens cresça a uma média anual de 5,8% entre 2022 e 2032, superando o crescimento da economia (2,7% ao ano).

Já quanto ao emprego, os números já avançados anteriormente indicam cerca de 126 milhões de novos empregos na próxima década.

Por regiões, a Ásia-Pacífico deverá ser a primeira região a recuperar, prevendo-se que “reverta para o cenário de 2019 já em 2023.

O WTTC estima que o desempenho do setor na Europa possa superar o nível de 2019 em 2024 quando a contribuição do setor das viagens e turismo para o PIB da região pode chegar a 4,1% acima do valor pré-pandemia, enquanto todas as outras regiões devem recuperar completamente em 2024.

Em 2022, à medida que a confiança dos viajantes melhora, estima-se que o setor global de viagens e turismo acelere seu ritmo de recuperação para 43,7% em relação a 2021 e adicionar mais 10 milhões de empregos, frisando o WTTC “ser provável que o setor retorne aos níveis pré-pandemia por volta do final de 2023 e os dados preliminares do primeiro semestre de 2022 corroboram essa previsão”.

No que diz respeito à criação de emprego global, ”muitos desses novos empregos estarão concentrados na região da Ásia-Pacífico (64,8%) em geral, e na China (25,5%) e na Índia (20,4%) em particular”, refere o WTTC.

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EHTP e Porto Business School lançam “Open Executive Programme” em Sustentabilidade no Turismo

O “Open Executive Programme” em Sustentabilidade no Turismo visa capacitar as empresas e os profissionais deste setor nas mais modernas práticas de gestão sustentável.

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Perante a vital importância que a sustentabilidade assume a nível global, a Escola de Hotelaria Turismo do Porto (EHTP), em parceria com a Porto Business School (PBS), conceberam o “Open Executive Programme” em Sustentabilidade no Turismo, que começa no próximo mês de outubro e que visa capacitar as empresas e os profissionais deste setor nas mais modernas práticas de gestão sustentável.

Enquanto agentes de mudança, ambas as instituições assumiram a missão de conceber um programa de formação executiva, que possibilitasse a aceleração da incorporação por parte das organizações, especificamente do setor do turismo, da aceitação da sustentabilidade enquanto opção estratégica fundamental, bem como das mais recentes boas práticas empresariais.

Para tal, o programa pretende dotar os participantes com conhecimento sobre os mais inovadores e recentes casos de sucesso do setor e promover a partilha de experiências e visões de forma a criar condições para um continuado processo de mentalização para uma inovação assente na sustentabilidade, que deverá resultar no desenho de soluções a aplicar às realidades específicas.

Através da capacitação dos participantes neste “Open Executive Programme”, a Escola de Hotelaria Turismo do Porto e a Porto Business School “esperam contribuir de forma efetiva para a melhoria da qualidade dos resultados obtidos pelas organizações, nomeadamente através da revisão ou da atualização dos diferentes modelos de negócio e da otimização dos processos de gestão de forma transversal a cada organização, as quais só serão possíveis graças à implementação do conceito ESG [Environmental (Ambiente), Social (Social) e Governance (Governança Corporativa)] nos respetivos modus operandi”, refere o comunicado que anuncia esta iniciativa.

De acordo com Paulo Morais Vaz, diretor da Escola de Hotelaria e Turismo do Porto, diretor do programa e docente da Porto Business School, o programa “foi pensado para capacitar os empresários e os gestores para a gestão do século XXI, que passa inevitavelmente pelo alinhamento com os mais exigentes referenciais internacionais”.

A importância do programa Sustentabilidade em Turismo é consolidada através da equipa de docentes composta por profissionais com créditos firmados no setor, entre os quais, Francisco Moser (Head of Hospitality na Norfin), Jorge Costa (presidente IPDT), Leonor Picão (Direção de Valorização da Oferta do Turismo de Portugal, IP) e Manuel Duarte (administrador de Operações da Hoti Hoteis).

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Vitrine do “Lisboa Pessoa Hotel”. Créditos: Fernando Bagnola.

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Instituto Politécnico do Porto cria pós-graduação em Turismo Literário

A pós-graduação da Escola Superior de Hotelaria e Turismo começa a 17 de outubro.

Carla_Nunes

A Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Instituto Politécnico do Porto (ESHT – P.Porto) abre as portas ao ano letivo 2022/2023 com uma nova pós-graduação em Turismo Literário.

O objetivo passa por “desenvolver competências na área do Turismo Literário, privilegiando uma perspetiva ao nível do desenvolvimento e implementação de roteiros literários como produto de dinamização dos destinos turísticos”, como se pode ler na brochura deste novo curso.

Dirigida a quem já exerce a atividade profissional em Turismo Literário, mas também a quem pretende iniciar o percurso nesta área, a pós-graduação começa a 17 de outubro de 2022, em regime pós-laboral e formato B-learning.

A segunda fase de inscrições para as 25 vagas disponíveis decorre de 16 de agosto a 2 de setembro, existindo ainda a possibilidade de uma terceira fase de inscrições, de 28 de setembro a 9 de outubro.

Algumas das unidades curriculares desta pós-graduação incluem temáticas como a “Conceção de Eventos Literários”, “Implementação de Produtos Turísticos em Turismo Literário” e “Desenho de Roteiros Literários”. O plano de estudos contempla dois semestres e 60 ECTS, num conjunto de dez disciplinas.

A professora-adjunta convidada da ESHT Ana Ferreira assume a coordenação da nova pós-graduação. Doutorada em Turismo pela Universidade de Vigo, a profissional tem desenvolvido trabalho de investigação focado na área de turismo literário e de eventos, elaborando roteiros com base na vida e obra de Camilo Castelo Branco, adaptados à cidade do Porto.

Em entrevista à Publituris Hotelaria em maio deste ano, Ana Ferreira ressalvou como o turismo literário “pode combater de forma determinante a sazonalidade associada a outros tipos de turismo”, já que este turista “não se desloca apenas numa época do ano”.

A pós-graduação em Turismo Literário tem um valor de 1.750 euros, sendo que o pagamento pode ser realizado numa única prestação, no ato da matrícula, ou em dez vezes.

Os interessados devem candidatar-se através do link de acesso e ingresso do IPP, sendo condição necessária de acesso uma das seguintes valências: título do grau de licenciatura ou equivalente legal; título de um grau superior estrangeiro, conferido na sequência de um 1.º ciclo de estudos organizado de acordo com os princípios do processo de Bolonha por um Estado aderente a esse processo; título de um grau académico superior estrangeiro que seja reconhecido como satisfazendo os objetivos do grau de licenciado pelo Conselho Técnico-Científico da ESHT ou a detenção de um currículo académico, científico e/ou profissional que seja reconhecido pelo Conselho Técnico-Científico da ESHT, como atestando capacidade para a realização com êxito deste curso.

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WTTC diz que faltam preencher perto de 50.000 empregos no setor do turismo em Portugal

Entre os países agora analisados, Portugal nem é dos que regista pior cenário. França (70 mil), Reino Unido (130 mil), Itália (250 mil) e EUA (mais 412 mil) mostram números mais elevados.

Victor Jorge

De acordo com as contas do World Travel & Tourism Council (WTTC), divulgado esta terça-feira, 2 de agosto, Portugal regista uma escassez de mão-de-obra, estimando a entidade internacional que faltam preencher cerca de 50.000 empregos no setor do turismo.

O estudo feito pelo WTTC, que analisou a escassez de mão-de-obra em Portugal, e outros destinos turísticos como França, Espanha, Reino Unido, Itália e EUA, revela que, no terceiro trimestre de 2022, o nosso país deverá precisar de 49.000 trabalhares para o setor do turismo, frisando que uma em cada 10 vagas deverão ficar por preencher este ano. No entanto, os números do WTTC salientam que Portugal deverá ser o país menos afetado com este problema entre os países analisados, já que em França faltam 70 mil trabalhadores, no Reino Unido 130 mil, em Itália 250 mil e nos Estados Unidos mais 412 mil.

Antes da pandemia (2019), indica o WTTC, Portugal empregava mais de 485.000 pessoas no setor do turismo, para, em 2020, perder mais de 80.000 empregos.

A entidade internacional do turismo refere que, no início de 2021, o nosso país registou uma recuperação, com os 32,6% de crescimento do setor a contribuir para a economia nacional. Contudo, aponta que a falta de pessoal prevalece, com milhares de vagas por preencher, “colocando pressão no sector”.

Segundo o WTTC, a indústria hoteleira é a mais afetada, com 13% das vagas (uma em oito) por preencher, enquanto o segmento de Food&Beverage terá 12% de pessoal a menos (também um em oito).

Para Julia Simpson, president e CEO do WTTC President & CEO, “o Governo português colocou sempre o setor do turismo na vanguarda da sua agenda”, salientando mesmo que “já está a “abordar esta questão com medidas estratégicas”, frisando que o Ministério responsável pelo turismo “é muito proativo e introduziu uma política flexível para atrair talento”.

“O futuro do turismo em Portugal parece brilhante e, para garantir uma recuperação total da economia e do setor, é preciso preencher essas vagas para garantir que Portugal possa responder à procura dos viajantes há muito esperada”, diz Julia Simpson.

De referir que, recentemente, o mesmo WTTC revelou que, em toda a União Europeia, existiam 1,2 milhões de empregos por preencher no setor do turismo, aviação, hotelaria, com as agências de viagens a serem as mais impactadas.

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Nova edição: A (in)decisão do aeroporto, Cabo Verde, DP Tours Plus e BTL 2023

A indefinição quanto ao novo aeroporto de Lisboa e as perdas daí resultantes, dossier Cabo Verde, os planos da DP Tours Plus, lançamento da BTL 2023, Check-in e opiniões compõem a última edição do Publituris para o mês de julho.

Publituris

A última edição do mês de julho do Publituris, faz capa com a “velha” questão da localização do aeroporto para a região de Lisboa. A Confederação do Turismo de Portugal (CTP) apresentou, recentemente, um estudo realizado pela EY, que aponta não para a escolha de uma das localizações estudadas (e já lá vão 17), mas para as perdas que o setor do turismo e economia portuguesa sofrerão.

O cenário mais pessimista aponta para uma perda de receitas superior a 21 mil milhões de euros. Daí pedir-se urgência numa decisão.

Além disso, trazemos um dossier especial dedicado a Cabo Verde que, mais do que um destino, é o destino de férias dos portugueses. Sónia Regateiro, COO da Solférias fez uma viagem virtual por um destino onde existe uma oferta que vai para além do sol e praia.

Em entrevista, Jorge Spencer Lima, presidente da Câmara do Turismo de cabo Verde (CTCV), passa em revista os grandes desafios que se colocam aos empresários do país, admitindo que “a promoção no mercado português passa por uma maior agressividade e presença nos media como forma de se transmitir uma mensagem de um destino seguro e amigo do turista português”.

Marcos Rodrigues, presidente da Câmara do Comércio do Sotavento (CCS), por sua vez, admite-se “convicto” que Cabo Verde tem ainda um grande potencial por descobrir e que “é importante e há que fazer mais para atrair muitos mais portugueses na área do investimento”.

Para além dos produtos sol e mar, já sobejamente conhecidos em Cabo Verde, surge a necessidade de se divulgar outros locais com características que se enquadram nas novas tendências da procura turística. Neste contexto, Santo Antão tem forte potencial por causa das suas características singulares e tem dados passos com vista a tornar-se num grande destino de turismo de natureza e ambiental.

Finalmente, Carlos Salgueiral, administrador-delegado da Cabo Verde Airlines, admite que a companhia quer voltar a ser parceiro da operação turística em Portugal.

Nos “Transportes”, fomos conhecer a nova oferta da DP Tours Plus. Diamantino Pereira, fundador e diretor-geral da empresa, faz um balanço positivo do arranque e revelou alguns planos para o futuro que, apesar dos desafios, passam pelo crescimento.

No “Meeting Industry”, e após um regresso em 2022, a BTL do próximo ano pretende reforçar a aposta na internacionalização e deu a conhecer os melhores stands da última edição.

Além do “Check-in”, as opiniões pertencem a Carlos Torres (jurista e professor da ESHTE), Jaime Quesado (economista e gestor) e António Paquete (economista).

Boas leituras!

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