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Turismo

Turismo “diluído” em nova Secretaria de Estado na orgânica do Governo desagrada à CTP

“Sonhado” que era um possível Ministério do Turismo, afinal a Secretaria de Estado deixou de ser exclusivamente do Turismo e passa a ser partilhada com o Comércio e os Serviços. Quem terá mais força na nova SETCS?

Victor Jorge
Turismo

Turismo “diluído” em nova Secretaria de Estado na orgânica do Governo desagrada à CTP

“Sonhado” que era um possível Ministério do Turismo, afinal a Secretaria de Estado deixou de ser exclusivamente do Turismo e passa a ser partilhada com o Comércio e os Serviços. Quem terá mais força na nova SETCS?

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Conhecida que foi a nova orgânica do XXIII Governo de Portugal pela comunicação social, a Confederação do Turismo de Portugal (CTP) veio demonstrar a “profunda surpresa e deceção” pela constituição da mesma.

Em comunicado, a CTP, liderada por Francisco Calheiros, vem recordar que, “dada a importância estratégica do turismo para a economia do país, sempre defendeu a existência de um Ministério do Turismo (que acumulasse com as infraestruturas aeroportuárias/aviação comercial)”.

Relembrando que nas duas últimas legislaturas o turismo “mereceu” uma secretaria de Estado específica na orgânica do Governo, ca CTP considera que tal estrutura revelou-se “importante para o desenvolvimento do turismo como motor económico.

“É por isso com desagrado que a CTP se depara agora com uma legislatura em que o turismo diminui a sua importância na orgânica do Governo, já que perde exclusividade em termos de secretaria de Estado”.

Pela informação que, entretanto, foi veiculada e confirmada pela página oficial da Presidência da República, a Secretaria de Estado do Turismo continuará a estar sob a alçada do Ministério da Economia (agora, sem Transição Digital e sem a importância de ser considerado de Estado, mas ganha o Mar), passando a partilhar a pasta com o Comércio e os Serviços, passando a designar-se Secretaria de Estado do Turismo, Comércio e Serviços (SETCS).

Independentemente de conhecer oficialmente o nome do (a) responsável pela tutela do turismo, a CTP afirma que “continuará a defender o reforço do reconhecimento do turismo na esfera do Estado, uma vez que é uma das atividades mais dinâmicas e competitivas da nossa economia, com potencial para ajudar ao crescimento da economia de que o país se encontra carenciado”.

Recorde-se que a CTP não foi a única organização, entidade e/ou nome a sugerir a criação de um Ministério do Turismo, ouvindo-se, inclusivamente e por várias vezes, o pedido expresso para a continuidade da, agora cessante, secretária de Estado do Turismo, Rita Marques que, no discurso de agradecimento pelo prémio de “Personalidade do Ano”, entregue durante os “Portugal Trade Awards” do Publituris, frisou que “tinha sido uma honra servir o setor do turismo em Portugal”.

Refira-se que a Economia merece uma secretaria de Estado, tal como o Mar, partilhando o Turismo, como já referido, a pasta com o Comércio e os Serviços.

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Turismo

Turismo de Portugal, CMVM e IAPMEI assinam protocolo de colaboração

O Turismo de Portugal, a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), o IAPMEI – Agência para a Competitividade e Inovação, I.P., assinaram um protocolo de colaboração com vista a alcançar objetivos comuns respeitantes ao desenvolvimento empresarial.

Publituris

A assinatura deste protocolo representa um marco significativo para o reforço da cooperação entre instituições com contacto relevante junto das empresas, contribuindo para um empreendedorismo ativo e conhecedor das oportunidades e desafios, promovendo o crescimento sustentável da economia portuguesa.

Neste âmbito, a CMVM, o IAPMEI e o Turismo de Portugal comprometem-se a desenvolver iniciativas conjuntas, nomeadamente para a promoção do recurso a opções alternativas de financiamento, incluindo o mercado de capitais, e para incentivar a adoção pelas empresas de boas práticas ambientais, sociais e de governance.

O conjunto de iniciativas planeadas incluem a realização de encontros com empresas para partilhar informação sobre o financiamento através do mercado de capitais, nomeadamente através da organização de encontros no âmbito do “Roteiro de Financiamento em Mercado” e da colaboração da CMVM em iniciativas e eventos do IAPMEI e do Turismo de Portugal nos quais a sua participação se justifique.

O protocolo prevê ainda o desenvolvimento de projetos de apoio às empresas que visam a respetiva capacitação e o reforço da governance bem como a divulgação de iniciativas relevantes conjuntas ou de cada uma das instituições, através dos seus canais de comunicação.

De forma a estimular a partilha de conhecimentos entre as três instituições, serão promovidas ações de capacitação, entre as quais sessões dedicadas ao processo de entrada e as vantagens do mercado de capitais para as empresas portuguesas.

Esta parceria vem na sequência do trabalho já desenvolvido nesta matéria e reflete o compromisso e a dedicação das instituições em identificar oportunidades para desenvolver mais ações de cooperação para o desenvolvimento empresarial.

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Transportes

Teresa Gonçalves demite-se da presidência da SATA

A presidente da companhia aérea açoriana SATA, Teresa Gonçalves, demitiu-se do cargo por “motivos pessoais”, anunciou o Governo Regional.

Publituris

No cargo desde abril de 2023, após a saída de Luís Rodrigues para a liderança da TAP,  Teresa Gonçalves apresentou a demissão, indicando o Governo Regional dos Açores que a presidente da SATA (grupo que inclui a SATA Air Açores e a Azores Airlines) alegou “motivos pessoas”.

Em entrevista ao jornal Publituris, publicada na edição de 29 de março, Teresa Gonçalves fazia um balanço “muito positivo”, referindo que “conseguimos implementar coisas muito giras e trabalhar internamente com os nossos trabalhadores, dando-lhes formação e criando condições para eles se sentirem bem no trabalho e dar a conhecer a SATA, ou seja, pôr a SATA no mundo”.

Na altura, a ainda CEO da SATA salientava que havia muito trabalho para “dinamizar e dar a conhecer a SATA na América do Norte, nomeadamente em Boston e em Nova Iorque, mas também em Toronto, no Canadá. Portanto, fizemos um trabalho muito forte para dinamizar este mercado, que é muito importante para a SATA porque tem um peso muito relevante nas rotas que operamos – atualmente, representa 23% das nossas rotas e teve um crescimento de 54% face ao ano anterior”.

Leia a última entrevista dada pela CEO do grupo SATA, Teresa Gonçalves, ao Publituris.

 

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Transportes

“Temos trabalhado muito para dinamizar e dar a conhecer a SATA na América do Norte”

Há um ano à frente da SATA, Teresa Gonçalves, presidente do grupo de aviação açoriano, falou com o Publituris sobre a mudança de estratégia, que já está a permitir resultados históricos, nomeadamente nos mercados da América do Norte. As novas rotas e os processos de reestruturação e privatização também foram temas nesta conversa.

Inês de Matos

Em 2023, as duas companhias aéreas do Grupo SATA – Azores Airlines e SATA Air Açores – transportaram 2,4 milhões de passageiros, número histórico que, segundo Teresa Gonçalves, presidente do grupo de aviação açoriano, se deve ao crescimento do turismo nos Açores, mas principalmente a uma mudança de estratégia que tem permitido “pôr a SATA no mundo”, principalmente em mercados como o da América do Norte, onde a Azores Airlines, a companhia aérea que realiza os voos para fora dos Açores, tem vindo a reforçar a capacidade e a atrair passageiros.

Apesar desta entrevista ter sido realizada nos primeiros dias de março, quando os resultados financeiros do grupo de aviação ainda não tinham sido publicados, Teresa Gonçalves mostra-se otimista e esperava que eles evidenciassem “uma tendência muito positiva”.

Tudo isto leva Teresa Gonçalves a fazer um balanço positivo do seu primeiro ano à frente da SATA, cujo processo de privatização continua parado e sem perspetivas de retoma.

É CEO da SATA há cerca de um ano. Qual é o balanço que faz destes primeiros meses à frente deste grupo de aviação açoriano?
O balanço é muito positivo, costumo dizer que já estava na SATA antes, era administradora com o pelouro financeiro, tinha a meu cargo dossiers muito importantes, como o da reestruturação e submissão do plano à Comissão Europeia.  Portanto, na verdade sempre estive muito envolvida e já tinha um papel muito importante em termos dos grandes dossiers.

Faço um balanço muito positivo porque conseguimos implementar coisas muito giras e trabalhar internamente com os nossos trabalhadores, dando-lhes formação e criando condições para eles se sentirem bem no trabalho e dar a conhecer a SATA, ou seja, pôr a SATA no mundo.

Portanto, o balanço deste primeiro ano é muito positivo.

Fizemos um trabalho muito forte para dinamizar este mercado [América do Norte], que é muito importante para a SATA porque tem um peso muito relevante nas rotas que operamos – atualmente, representa 23% das nossas rotas e teve um crescimento de 54% face ao ano anterior

Ao longo destes meses, quais foram os momentos mais desafiantes que identifica e porquê?
Os desafios passam sempre pela relação com as pessoas, todas as questões relacionadas com pessoas são sempre um grande desafio e as negociações com sindicatos são muito desafiantes, mas foi também um grande desafio ir para outras geografias, como a América do Norte, e mostrar que existimos, dar-nos a conhecer e falar com os destinos, com os turismos, com os governos e com as autoridades locais para eles saberem que a SATA existe. Isso também foi um grande desafio.

Resultados 2023
Em 2023, as companhias aéreas do Grupo SATA tiveram resultados operacionais positivos, com 2,4 milhões de passageiros transportados, de tal forma que 2023 se tornou no melhor ano de sempre para o grupo. Já se sente responsável por estes resultados?

Claro, claro que sinto, sem dúvida. Este é o resultado de tudo o que temos feito e é o resultado de termos agarrado a oportunidade e termos ido à América do Norte dar a conhecer a SATA. Temos trabalhado muito para dinamizar e dar a conhecer a SATA na América do Norte, nomeadamente em Boston e em Nova Iorque, mas também em Toronto, no Canadá. Portanto, fizemos um trabalho muito forte para dinamizar este mercado, que é muito importante para a SATA porque tem um peso muito relevante nas rotas que operamos – atualmente, representa 23% das nossas rotas e teve um crescimento de 54% face ao ano anterior.

Este é o resultado disso, é o resultado de termos estado mais ativos no mercado, de termos mostrado que existimos e termos uma série de iniciativas com várias entidades.

No Porto, também aconteceu isso, começámos a dinamizar mais ações com as autoridades locais, com um papel mais interventivo e que permitiu criar novas rotas.

Por isso, sim, sem dúvida que já me sinto responsável por estes resultados.

Quais foram as rotas da Azores Airlines ou da SATA Air Açores que, no ano passado, apresentaram resultados mais positivos?
As rotas da América do Norte têm um papel muito expressivo e são rotas muito importantes. Vemos que a SATA estava muito vocacionada para servir a diáspora e uma das coisas de que nos podemos congratular é que, hoje, efetivamente, servimos a diáspora mas servimos também o mercado turístico e esse está a crescer muito. As pessoas já sabem que podem vir, via Açores, para se ligarem ao mundo, seja à Europa ou a África, através de Cabo Verde.

A rota de Cabo Verde também é muito importante e expressiva no nosso mercado de rotas, é importante porque temos esta ligação da América do Norte a Cabo Verde que está sempre muito concorrida e, portanto, claramente estas são as rotas mais importantes.

O turismo nos Açores tem vindo a crescer e a atingir bons resultados. Esse aumento da procura turística pelos Açores também ajuda a explicar os bons resultados da SATA?
Sem dúvida, os Açores são um destino muito importante e que está a ganhar uma preponderância muito especial e isso já tinha acontecido na pandemia, quando os Açores começaram a ser um destino de fuga para quem queria sair, ter paz e ar livre, sem preocupações.

Os Açores são um destino sustentável, que tem ganho constantemente prémios de destino sustentável, de melhor destino aventura ou melhor destino de outra coisa qualquer.

Portanto, tem havido essa aposta e nós temos a sorte de estarmos nos Açores e de conseguirmos conciliar, não só o destino sustentável, mas por outro lado toda a Europa. Podemos levar as pessoas, através da Europa, para todo o mundo. Quase que permite visitar um destino maravilha como os Açores e depois seguir para qualquer parte do mundo.

Hoje, efetivamente, servimos a diáspora mas servimos também o mercado turístico e esse está a crescer muito

Além dos resultados operacionais, também os financeiros têm vindo a melhorar. Qual é a sua expetativa em relação aos resultados de 2023?
Tenho uma ideia muito clara, mas ainda não posso falar sobre os resultados, mas claramente temos uma tendência muito positiva, o que é muito bom. [Esta entrevista foi realizada poucos dias antes dos resultados financeiros do Grupo SATA serem conhecidos e que vieram mostrar que, apesar de uma melhoria de 8,1 milhões de euros face ao resultado negativo de 32,4 milhões de euros do ano anterior, a Azores Airlines ainda apresentou, no ano passado, um prejuízo de 24,3 milhões de euros].

Reestruturação e privatização
A SATA está, atualmente, em processo de reestruturação ditado pela Comissão Europeia. Qual foi o impacto desta reestruturação no regresso da SATA aos bons resultados?
Sem dúvida que a reestruturação foi positiva. Quando cheguei à SATA, a SATA estava muito debilitada em termos operacionais e financeiros, por isso é que recorremos a um processo de auxílio de Estado junto da Comissão Europeia e foi também por isso que apresentámos um plano de reestruturação para reestruturar o grupo como um todo.

Obviamente que houve aqui um trabalho muito grande e, hoje, podemos dizer que temos uma operação consistente e que temos um produto que é bom para o passageiros, que tem qualidade e o plano de reestruturação permitiu-nos olhar para os mercados onde estávamos e consolidar a nossa presença nesses mercados e, depois, financeiramente também permitiu começar a ter um rumo e a caminhar para o ‘verde’ para podermos ter capacidade de crescer e de avançar para outras rotas e rotas novas, como lançámos agora recentemente.

Foi essa mudança de estratégia, de tentar atrair também os turistas desses mercados, que ditou este caminho de sucesso em que a SATA se encontra?
Foi fundamental porque continuamos a servir a nossa comunidade, e temos isso na nossa missão e nos nossos valores – trazer os açorianos para casa e levar os açorianos para o mundo – mas claramente que era também importante ir buscar todo o outro mercado, que tem um potencial enorme. O mercado norte-americano tem um potencial fora de série, ainda agora estivemos na Califórnia e vimos a dimensão daquele mercado que não acaba, que tem tanto potencial e muito poder de compra.

Portanto, quando fizemos esta viragem e começámos a focar-nos em divulgar a SATA enquanto companhia aérea que leva os turistas para um destino muito bom, sustentável e que até lhes dá a possibilidade de irem para qualquer parte do mundo, na Europa, América ou África, claramente que se abriu um leque de oportunidades que não estavam devidamente exploradas.

A Azores Airlines também está em processo de privatização, que foi parado devido à instabilidade política regional. Já há alguma previsão de quando poderá o processo ser retomado?
Não, a única coisa que sabemos é que o Governo vai assumir funções na próxima semana [4 de março] mas não sabemos mais nada sobre a privatização.

O júri do concurso para a privatização da companhia aérea tinha, no entanto, escolhido a proposta do consórcio Newtour/MS Aviation. O que pensa a administração da SATA da proposta deste consórcio, que conta com a participação de um grande grupo de turismo dos Açores?
Não faço a mínima ideia, temos um processo muito bem montado, com um júri que esteve a analisar todas as propostas, esteve a ver todo o processo e as propostas que foram apresentadas e a SATA, neste momento, está num caminho paralelo. Agora, que o processo foi suspenso, ainda não tivemos acesso ao relatório final, nem outras conclusões e, portanto, neste momento, não me consigo pronunciar.

Sem dúvida que a reestruturação foi positiva. Quando cheguei à SATA, a SATA estava muito debilitada em termos operacionais e financeiros

Vai continuar a liderar a SATA depois da privatização?
Costumo dizer que vou fazendo as coisas no momento em que estou e, neste momento, estou focada em continuar e consolidar a estratégia da SATA e em levar a SATA a todo o mundo, para dar a conhecer a companhia aérea e os Açores. Portanto, é algo em que não penso, que não me preocupa neste momento.

2024
Para o verão de 2024, a SATA conta com várias novidades ao nível de novas rotas. Qual é a expectativa, nomeadamente, para as novas rotas de Londres e Milão, mas também para a rota de Montreal, que até vai começar mais cedo do que estava previsto?
Vamos ter uma série de novidades. Temos Milão, Londres e Faro desde Ponta Delgada, e a expetativa é a melhor.

No caso de Faro, por exemplo, começámos com duas frequências e aumentámos para a terceira ao final de três semana. Portanto, Faro está a correr muito bem.

Milão é uma rota muito apetecível e que tem muita ligação com a América do Norte. Analisámos o potencial destas rotas, até mesmo com o tráfego de ligação e são rotas que, pelo que estamos a ver, estão a correr muito bem.

Montreal é uma rota que já tínhamos, este ano, o que acontece é que vamos iniciá-la dois meses antes. Vamos ter uma frequência de abril a final de maio e, depois, a partir de junho temos quatro frequências, ou seja, uma frequência a mais do que no ano passado e com a vantagem de que vamos fazer a rota à noite e, portanto, quando as pessoas chegam já têm ligação para a Europa e para todas as ilhas dos Açores.

Por outro lado, vamos ter também o Porto com ligação direta à América do Norte, o que é uma novidade porque a rota era sempre via Ponta Delgada e, agora, vai haver uma ligação direta, o que é bastante bom para os passageiros do Porto.

Falou sobre Faro mas queria saber porque decidiu a SATA apostar em Faro, foi com o objetivo de proporcionar um destino de lazer aos açorianos?
É um misto. A SATA em tempos já tinha voado para Faro, antes de eu chegar à companhia aérea, mas depois a rota foi descontinuada. O que acontece é que os açorianos têm uma grande apetência por Faro mas os norte-americanos também e, portanto, vemos isto sempre pelo lado de como conseguimos conjugar os destinos para onde voamos com os destinos que queremos ligar.

Claro que também vamos ter pessoas do Algarve a viajar para os Açores porque se torna mais fácil chegar aos Açores.

O plano de reestruturação permitiu-nos olhar para os mercados onde estávamos e consolidar a nossa presença

Também a operação intra-regional entre a Madeira e os Açores tem vindo a ser reforçada, assim como as ligações desde a Madeira à América do Norte. Qual é o balanço que a SATA faz desta operação na Madeira e qual é a possibilidade de ela vir a aumentar ainda mais no futuro?
Fazemos um balanço bastante positivo, temos trabalhado em conjunto com o Turismo da Madeira para promover e dinamizar estas rotas e o objetivo é continuarmos a trabalhar com eles para vermos ângulos que possamos explorar para dinamizar estas rotas.

Desafios para 2024
Apesar da aviação, de uma forma global, estar a registar resultados positivos, há no mundo vários desafios que podem impactar negativamente o transporte aéreo. Qual é a opinião da SATA sobre as perspetivas mundiais, será possível continuar a crescer apesar de tantos desafios?
Desde a COVID-19 que nunca mais nada foi igual. Isto é um facto e, por outro lado, temo-nos deparado muito com questões muito ligadas com a falta de capacidade de recursos humanos em geral. É um problema geral que afeta também muito o mundo da aviação e todas as entidades que trabalham na nossa cadeia de valor e isso vê-se quando os aviões começam a atrasar porque vão para manutenção mas não há capacidade de resposta e atrasam meses. Isto tem impacto na operação e temos de alugar aviões para garantir a qualidade do serviço e para garantir que os passageiros ficam com o serviço assegurado. Portanto, isto tem impacto.

Depois, tivemos, em fevereiro de 2022, a guerra da Ucrânia que, parecendo que não, fez os combustíveis disparar e, apesar de, em 2023, termos reparado que houve aqui um decréscimo no preço e de ser expectável que este decréscimo se mantenha em 2024, apesar de não ser muito significativo, o facto é que estamos em níveis onde nunca tínhamos estado.

Portanto, houve aqui, claramente, um salto muito grande e não sei se, algum dia, vamos voltar aos níveis anteriores.

Isto, claramente, tem um custo muito grande que não podemos passar completamente para o passageiro ou seria insustentável.

Mas há mais desafios. Tivemos, por exemplo, uma subida de taxas de juro muito elevada para compensar a taxa de inflação e tudo isto impacta a SATA e os nossos fornecedores. Estamos no fim da cadeia de valor e todos os nossos fornecedores vão tentando incorporar nos seus preços e contratos estes impactos, que eles próprios também sofrem, mas nós, enquanto companhia de aviação e que está no final da cadeia, também não podemos dizer que vamos refletir tudo no preço do bilhete do passageiros ou então qualquer dia deparamo-nos com a situação de que só viajam os ricos. Seria voltar outra vez a uma época em que a aviação era um produto de luxo.

Depois, também acho que temos grandes desafios ao nível da sustentabilidade e isso é pouco falado mas, efetivamente, as companhias de aviação – porque não é só a SATA, são todas – vão ter grandes desafios, nomeadamente na adoção dos combustíveis sustentáveis. A partir de 2025, está imposta pela Comissão Europeia a adoção mínima de 2% e, ao longo dos anos, será aumentada a percentagem de SAF – Combustíveis Sustentáveis para a Aviação que os aviões têm de usar mas o problema é que não há SAF disponível e o que existe é muito caro. Portanto, se não houver aqui um trabalho muito bem feito, com os governos e outras entidades para assegurar que o SAF vai estar disponível e é viável, vemos isto como uma preocupação para a aviação.

[O aeroporto de Lisboa] é algo que esperamos que esteja resolvido em breve, mas não opinamos relativamente ao local, apenas queremos é que seja resolvido, da forma que for melhor para todos mas, acima de tudo, para garantir níveis de pontualidade

A sustentabilidade é, realmente, um desafio para a aviação, atualmente. O que é que a SATA tem vindo a fazer neste âmbito, já há, por exemplo, uma política de sustentabilidade definida?
Em termos de sustentabilidade, a SATA tem feito um trabalho muito grande. Temos três pilares de sustentabilidade e é preciso não esquecer que, quando falamos em sustentabilidade, ela envolve três áreas: a sustentabilidade ambiental, social e a governança.

A SATA tem trabalhado muito e temos uma política de sustentabilidade e, em termos ambientais, temos feito muito trabalho com a IATA e aderido a uma série de iniciativas e certificações para garantir que estamos de acordo com tudo aquilo que é definido pela indústria e melhores práticas, e fizemos a renovação da frota para aviões que poupam combustível. Os nossos aviões, hoje em dia, poupam cerca de 20% do combustível face aos que tínhamos, emitem menos ruído em termos de motores e, portanto, são também melhores para as comunidades locais, e temos ainda apostado em veículos elétricos no aeroporto, bem como em práticas sustentáveis nos nossos escritórios.

Na parte da governança, que para nós é o pilar de tudo, fizemos questão de criar uma área só focada nesta temática porque é daqui que vão sair todas as políticas, regulamentos e todas as formas de trabalhar.

Temos de ter os nossos alicerces bem construídos para podermos trabalhar e acho que fizemos isto da melhor maneira e conseguimos ter, hoje, uma empresa muito bem estruturada e organizada, com tudo muito bem definido.

Depois, temos ainda a parte social, porque olhamos não só para dentro, ou seja, para os nossos trabalhadores, como para a nossa comunidade. E temos feito muita coisa porque a nossa preocupação são as pessoas e achamos que devemos investir em formação e sugeri que se montasse um programa de formação, denominado “12 meses, 12 formações”, mas acabou por ser “12 meses, 15 formações”. Estamos a dar formação em várias áreas, muitas vezes até em áreas da vida comum, explicando o que é, por exemplo, uma taxa de inflação, que impacto tem nas taxas de juro. O objetivo é dar às pessoas formação básica e, por isso, montámos este programa, que tem tido adesão.

E montámos também um programa de saúde mental, que também tem tido muita adesão. No início, achámos que poderia haver alguma relutância das pessoas, mas tem tido muita adesão e, por isso, vamos continuar este programa.

Temos, de facto, uma série de iniciativas e temos uma muito gira e que impacta a comunidade onde vivemos, que é um programa que inclui uma aplicação que calcula os nosso passos diários, que são depois convertidos em milhas, que são doadas a instituições nos Açores, que podem assim voar ou proporcionar experiências.

Portanto, temos tentado desenvolver uma série de iniciativas e, acima de tudo, promover um equilíbrio muito grande entre o trabalho e a vida pessoal, para que as pessoas se sintam bem a trabalhar. E acho que estamos no bom caminho em termos de sustentabilidade.

Desafio vai continuar também a ser o aeroporto de Lisboa, uma vez que continuam a existir muitas dúvidas sobre a escolha da nova infraestrutura. No caso da SATA, há alguma preferência sobre a localização ou sobre o tipo de infraestrutura?
O aeroporto de Lisboa, efetivamente, tem alguns constrangimentos, temos trabalhado muito com a ANA – Aeroportos de Portugal porque operamos em Lisboa com constrangimentos mas em Ponta Delgada também temos bastantes desafios e a ANA tem sido um parceiro da SATA na tentativa de encontrar soluções, uma vez que nas ilhas ainda é mais complicado lidar com os problemas aeroportuários.

Efetivamente, o aeroporto de Lisboa tem estas condicionantes todas, que todas as companhias aéreas estão a sofrer e que impactam os nossos voos, porque há atrasos que, depois, se refletem nos restantes voos. Mas temos conseguido minimizar o atraso que esteve na origem.

É algo que esperamos que esteja resolvido em breve, mas não opinamos relativamente ao local, apenas queremos é que seja resolvido, da forma que for melhor para todos mas, acima de tudo, para garantir níveis de pontualidade porque os passageiros esperam isso quando começam as suas viagens.

Se tivesse que formular um desejo para o que falta do seu mandato na SATA, o que é que desejaria?
Era que continuássemos no bom trabalho que temos feito, continuarmos a pôr a SATA no mundo porque a SATA é muito pequenina, estava ali no meio do Atlântico e era desconhecida mas, a pouco e pouco, temos conseguido inverter isso. Portanto, o que desejo é que continuemos a fazer o trabalho que temos feito, que penso que é um excelente trabalho.

 

Sobre o autorInês de Matos

Inês de Matos

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Aviação

Sindicato pede que seja travada “imediatamente” privatização da Azores Airlines

O Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos (Sitava) pediu ao Governo Regional dos Açores para que “pare imediatamente” a privatização da Azores Airlines, depois de o júri do concurso ter manifestado reservas sobre o único concorrente.

Publituris

Num comunicado, a estrutura sindical lembrou que “o júri constituído para avaliar o processo de privatização da Azores Airlines entregou, na passada sexta-feira (5 de abril), o relatório final sobre o processo”, tendo mantido “a sua posição já expressa no relatório preliminar”.

Ou seja, destacou, “manteve apenas um dos consórcios que concorreram” e mesmo esse “não apresenta as mínimas condições para garantir a continuidade da operação da companhia”.

O Sitava recordou também que “o presidente do júri foi ainda mais longe”, admitindo “reservas quanto à capacidade financeira do consórcio para garantir a viabilidade futura da companhia”.

O sindicato considera, assim, que “entregar a companhia a esta entidade seria um verdadeiro desastre”.

“Parece-nos, pois, óbvio que com a entrega deste relatório e principalmente com o seu resultado, este processo terá que parar imediatamente”, destacou, indicando: “a traumática experiência por que passámos deve servir de exemplo para não voltar a repetir”.

“Ao Governo Regional voltamos agora a apelar para que pare imediatamente o processo”, salientou o sindicato, defendendo que “reconhecer um erro e inverter a trajetória não fragiliza o Governo”.

O júri do concurso público da privatização da Azores Airlines manteve a decisão de aceitar apenas um concorrente no relatório final, mas admitiu reservas quanto à capacidade do consórcio Newtour/MS Aviation em assegurar a viabilidade da companhia.

“Entregámos o relatório final. Esse relatório final, no essencial, mantém o que já estava no relatório preliminar”, declarou o presidente do júri, Augusto Mateus, numa conferência de imprensa no Teatro Micaelense, em Ponta Delgada, na semana passada.

O júri manteve a nota que tinha sido atribuída à Newtour/MS Aviation (46,69), único concorrente admitido, e que foi contestada pelo consórcio aquando da apresentação do relatório intercalar, em outubro de 2023.

“No caderno de encargos, a positiva começa com nota de 25 e nota máxima é 100. A nota que atribuímos à proposta é 46,69. Percebe-se que 46,69 está mais próximo de 25 do que de 100. Não é uma nota muito expressiva. Chamamos à atenção para isso”, afirmou.

O caderno de encargos da privatização da Azores Airlines prevê uma alienação no “mínimo” de 51% e no “máximo” de 85% do capital social da companhia.

Sobre o autorPublituris

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Desbloquear Potencial de Revenue: Sinergia da Integração do Price Seeker e XLR8 RMS na Otimização de Receita Hoteleira

A integração exemplar do Price Seeker e da XLR8 destaca-se pela sua inovação

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A Paraty Tech, prestadora de referência de soluções inovadoras para revenue management no setor hoteleiro, tem o prazer de anunciar a integração do seu Rate Shopper, Price Seeker, com o RMS da XLR8, um poderoso Revenue Management System (RMS) desenvolvido para se tornar num Assistente Estratégico Hoteleiro, fornecendo uma solução verdadeiramente interativa para alcançar ótimos resultados de revenue. Esta colaboração estratégica marca um avanço significativo na otimização de receitas, oferecendo aos hotéis um controlo incomparável dos seus canais de distribuição e uma análise criteriosa da sua concorrência.

O Price Seeker, conhecido pela sua tecnologia avançada e perspicaz, que permite monitorizar e analisar em tempo real os preços dos concorrentes em todos os canais de distribuição, integra-se agora de forma exímia ao XLR8 RMS. Esta integração permite que os hotéis ajustem dinamicamente as estratégias de preços, capitalizem as oportunidades de revenue e mantenham uma vantagem competitiva no dinâmico mercado hoteleiro dos dias de hoje.

“Estamos muito entusiasmados por revelar a integração entre o Price Seeker e a XLR8, duas soluções que nasceram de necessidades internas, e agora permitem aos hotéis ter uma solução abrangente para melhorar as suas capacidades de revenue management, ao mesmo tempo que tornam a vida dos hoteleiros mais fácil e impulsionam os resultados”, disse Sara Evans, Growth & Partnerships Manager na XLR8.

De acordo com Cindy Johansson, Project & Sales Manager do Price Seeker, “esta integração permite que os hotéis otimizem a distribuição aumentando a automação e concentrando esforços nos canais certos, ao mesmo tempo em que obtêm informações importantes sobre as estratégias de preços dos concorrentes, gerando, ao final do dia, maior receita e lucro”.

Os principais recursos e benefícios da integração entre o Price Seeker e o XLR8 RMS incluem:

  • Canais de distribuição selecionados pelo utilizador: a nossa plataforma oferece aos utilizadores a flexibilidade de escolher canais de distribuição que se alinhem com as suas preferências e objetivos.
  • Identificar outras estratégias, como programas de fidelização ou disponibilidade do último quarto.
  • Configuração personalizada para ocupações variadas: Os clientes podem adaptar suas configurações de acordo com diversos requisitos de ocupação, garantindo uma experiência personalizada que responda a necessidades específicas.
  • Abordagens estratégicas de mercado: Os utilizadores têm a opção de selecionar e monitorar domínios específicos, permitindo-lhes controlar as estratégias de preços e otimizar o seu posicionamento no mercado.
  • Análise comparativa de paridade de tarifas, com ênfase nas OTAs: Realizamos comparações minuciosas de paridade de tarifas, focando particularmente nas agências de viagens online (OTAs), para garantir a competitividade e aumentar a presença no mercado.

A integração exemplar do Price Seeker e da XLR8 destaca-se pela sua inovação, conferindo-lhe propósito e significado, e reforçando o compromisso de ambas as empresas em fornecer soluções inovadoras aos hotéis para lidar com as complexidades do revenue management na indústria hoteleira.

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Transportes

United cancela Faro

Depois de em outubro de 2023 ter anunciado vir a ser a única companhia aérea americana a voar diretamente para Faro, a partir de Nova Iorque/Newark, a United Airlines cancelou esta rota.

Victor Jorge

A United Airlines cancelou a operação que iria iniciar a 24 de maio de 2024 ate 23 de setembro de 2024, e que ligaria Faro diretamente a Nova Iorque/Newark, com quatro voos semanais realizados com recurso a um Boeing 757-200.

De acordo com a United, estas alterações resultam do facto de a Federal Aviation Administration (FAA, Administração Federal da Aviação) ter interrompido “algumas atividades de certificação”.

Esta operação faria com que a United se tornasse na única companhia aérea americana a voar diretamente para Faro, a partir de Nova Iorque/Newark.

Segundo informações que correm na imprensa norte-americana, a United não eliminou totalmente a rota, confirmando que está a “adiar a operação para o próximo verão”.

“No total, esta operação iria representar cerca de 25 mil lugares ida e volta distribuídos por 130 voos”, refere Pedro Castro, diretor da SkyExpert, empresa de consultoria em aviação, aeroportos e turismo, considerando que ”isto é uma gota no oceano de voos e de lugares à partida de Faro,  mas é uma gota cujo cancelamento representa um enorme balde de água fria por tudo aquilo que esta rota e esta companhia traziam para a região”.

“Se havia necessidade de cortar algum voo operado pelos Boeing 757 devido à crise com os 737 MAX e com as entregas destes aparelhos que já afetou a Ryanair, a United poderia, por exemplo, ter optado por cancelar o segundo voo diário entre Nova Iorque e o Porto. No entanto, preferiu cancelar este novo destino. Isto corresponde ao comportamento típico das companhias: em caso de dúvida, preferem consolidar o que já existe do que abrir novos destinos que requerem uma duplicação dos recursos e investimento”, salienta Pedro Castro.

“Os turistas americanos têm tido um desenvolvimento notável no Algarve, mas sem um acesso aéreo direto e sem escalas, o seu crescimento torna-se mais difícil. Ter uma companhia americana a voar seria ainda melhor pelo domínio que têm do mercado e das vendas nos Estados Unidos”, frisa o diretor da SkyExpert.

E Pedro Castro termina: “se eu fosse o diretor do Turismo do Algarve, tentaria aliciar a Azores Airlines a aumentar, prolongar e/ou acertar os horários dos novos voos Faro-Ponta Delgada para ligarem com os voos de Ponta Delgada para o aeroporto de JFK; em segundo lugar, no próximo Inverno, a United vai lançar o seu voo Nova Iorque-Marraquexe com o Boeing 767 e apenas três vezes por semana. Tradicionalmente, os voos Toronto-Faro da Air Transat já existem há anos e começaram por transportar seniores e golfistas à procura de temperaturas amenas para passar o Inverno. Esta poderia ser uma oportunidade que poderia dar bem mais jeito ao Turismo do Algarve para combater a sua sazonalidade”.

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Turismo

Novo SET: “Uma ótima escolha”, diz a CTP

Numa pequena nota de imprensa, a Confederação do Turismo de Portugal congratula-se com a nomeação de Pedro Machado para a Secretaria de Estado do Turismo.

Publituris

De acordo com Francisco Calheiro, presidente da Confederação do Turismo de Portugal (CTP), a nomeação de Pedro Machado “é uma ótima escolha para secretário de Estado do Turismo”.

Numa breve nota de imprensa, a CTP congratula-se com o facto de o turismo voltar a ter uma Secretaria de Estado exclusiva no âmbito da orgânica do XXIV Governo, algo que tinha deixado de existir no anterior Executivo.

Para o presidente da CTP, Pedro Machado “é uma ótima escolha do primeiro-ministro e do ministro da Economia para secretário de Estado do Turismo. Pedro Machado irá seguramente exercer bem as suas funções, já que conhece em profundidade a atividade turística, os seus problemas e desafios, graças aos cargos que exerceu no setor, pelo que irá com certeza dar a máxima atenção ao turismo e aos vários temas estratégicos que lhe estão subjacentes”, conclui Francisco Calheiros.

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Destinos

Turismo representará 11,4% da economia global em 2034

De acordo com as contas feitas pelo WTTC, o impacto do turismo no PIB global deverá ultrapassar os 10 biliões de euros em 2024. Dentro de 10 anos o peso deverá aumentar para 15 biliões de euros.

Victor Jorge

O World Travel & Tourism Council (WTTC) prevê um ano recorde para o turismo em 2024, com a contribuição económica global do setor a atingir um máximo histórico de 11,1 triliões de dólares (cerca de 10,2 biliões de euros), avança o Economic Impact Research (EIR) do organismo, indicando ainda que que as viagens e turismo contribuirão com mais 770 mil milhões de dólares (perto de 710 mil milhões de euros) em relação ao seu recorde anterior, reforçando a sua autoridade como uma potência económica global, gerando um em cada 10 dólares em todo o mundo.

À medida que o setor global ultrapassa a sua prosperidade pré-pandémica, o WTTC espera que 142 dos 185 países analisados ultrapassem os anteriores recordes nacionais.

Em parceria com a Oxford Economic, o mais recente EIR do WTTC mostra um setor repleto de oportunidades, que sustenta quase 348 milhões de empregos a nível mundial, representando um aumento de mais de 13,6 milhões de empregos em comparação com seu ponto mais alto em 2019.

Segundo a análise, os gastos dos visitantes internacionais aproximam-se do pico de 2019, atingindo 1,89 triliões de dólares (cerca de 1,7 biliões de euros), enquanto os turistas domésticos devem gastar mais do que em qualquer ano já registado, atingindo 5,4 triliões de dólares, ou seja, quase 5 biliões de euros.

Uma recuperação (in)esperada e rápida
“Apesar das incertezas económicas e dos abalos geopolíticos, o setor do turismo está a prosperar, tendo sido injetados quase 10 triliões de dólares (mais de 9,2 biliões de euros), igualando o máximo pré-pandémico, mostrando a sua resiliência e provando o seu papel fundamental na economia global”, refere o WTTC.

Representando 9,1% do PIB global, o equivalente a pouco mais de 9,9 triliões de dólares (cerca de 9,1 biliões de euros), em 2023, o peso do turismo foi o maior desde 2019, ficando apenas 4% atrás do registo desse ano.

O setor também reforçou a sua força de trabalho em mais 27,4 milhões de pessoas, elevando o total para quase 330 milhões de empregos em todo o mundo.

As despesas internacionais aumentaram 33,1%, atingindo 1,63 triliões de dólares (cerca de 1,5 biliões de euros), acentuando a recuperação para muitos países em todo o mundo, com as despesas domésticas a aumentarem mais de 18%, atingindo quase 5 triliões de dólares (mais de 4,6 biliões de euros).

E se 2023 foi um ano de transição, 2024 parece vir a ser um ano de confirmação, indicando o WTTC que este crescimento ocorre apesar de dois dos maiores mercados de turismo do mundo estarem a ficar para trás em termos de gastos de visitantes internacionais, com os EUA e a China a registarem um retorno muito mais lento dos gastos de turistas internacionais.

No ano passado, nos EUA, os gastos dos visitantes internacionais permaneceram mais de um quarto abaixo do pico de 2019, enquanto os gastos dos visitantes da China permaneceram quase 60% abaixo.

Julia Simpson, presidente e CEO do WTTC, salienta que, “embora exista o pano de fundo da incerteza, o setor das viagens e turismo continua a ser uma potência económica global”.

“Não se trata apenas de bater recordes, já não estamos a falar de uma recuperação – esta é uma história em que o setor está de volta ao seu melhor após alguns anos difíceis, proporcionando um impulso económico significativo a países de todo o mundo e apoiando milhões de empregos”, refere ainda Julia Simpson.

Contudo, a responsável máximo pelo WTTC admite que “há um risco: precisamos que os governos dos EUA e da China apoiem os seus setores nacionais das viagens e turismo. Os EUA e a China continuarão a sofrer, enquanto outros países estão a assistir a um regresso muito mais rápido dos visitantes internacionais”, termina.

Uma década de crescimento
Olhando para a frente, o WTTC prevê um futuro promissor para a próxima década, caracterizado por um crescimento robusto e oportunidades de carreira sem paralelo.

Até 2034, o setor irá impulsionar a economia global com uns impressionantes 16 triliões de dólares (perto de 15 biliões de euros), representando 11,4% de todo o panorama económico mundial.

Além do impulso económico, a indústria das viagens e turismo está também destinada a contribuir fortemente para a criação de emprego, dando emprego a 449 milhões de pessoas em todo o mundo. Cerca de 12,2% da força de trabalho estará ao serviço deste setor.

As contas do Economic Impact Research (EIR) do WTTC revelam ainda que mais de três quartos dos países analisados deverão ultrapassar o ponto alto de 2019, em termos de contribuição para o PIB.

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Turismo

Pedro Machado é o novo secretário de Estado do Turismo

Após 10 anos à frente dos destinos da Turismo do Centro, Pedro Machado é o novo secretário de Estado do Turismo do XXIV Governo de Portugal.

Victor Jorge

Após algumas horas de espera, foi publicada a lista dos secretários de Estado que compõem o XXIV Governo, com Pedro Machado, ex-presidente da Região de Turismo do Centro de Portugal, a ser nomeado secretário de Estado do Turismo.

Licenciado em Filosofia, Mestre em Ciências de Educação, na Área de Especialização – Psicologia Educacional, Doutorando em Património Alimentar: Culturas e Identidades, bem como em Turismo, Pedro Machado foi presidente da Entidade Regional do Turismo do Centro de Portugal entre 2013 e 2023.

Desde do término das funções como presidente da Turismo do Centro, Pedro Machado manteve-se à frente da Agência Regional de Promoção Turística Centro de Portugal, cargo que acumulava desde 2007 com a presidência da ERT.

Nascido a 27 de novembro de 1966, do curriculum de Pedro Machado fazem ainda parte passagens pelo Conselho Geral do Instituto Politécnico de Coimbra (desde 2021); Membro Cooptado da Escola Superior de Turismo e Hotelaria, Guarda Politécnica (desde 2018); Personalidade Convidada do Conselho Consultivo do Instituto Superior de Ciências Empresariais e Turismo (desde 2018); Membro do Conselho Geral do Instituto Politécnico de Viseu (desde 2017); Membro Cooptado do Departamento de Gestão, Economia e Turismo da Universidade de Aveiro (desde 2017); Presidente da Assembleia Geral da Centro de Portugal Film Commission e Presidente da Assembleia Geral da iNature.

Na última entevista que deu ao jornal Publituris, Pedro Machado destacava o legado deixado ao longo destes últimos anos: “A marca Centro de Portugal”.

Leia a última entrevista concedida por Pedro Machado ao jornal Publituris por altura da FITUR 2023.

A tomada de posse dos 41 secretários de Estado do XXIV Governo de Portugal está marcada para 5 de abril, a partir das 18h00, no Palácio da Ajuda.

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Alojamento

Portugal acompanha crescimento das reservas feitas nas plataformas online de alojamento e é 5.º em 2023

De acordo com os dados mais recentes divulgados pelo Eurostat, as plataformas online de reservas de alojamento foram responsáveis por mais de 678 milhões de noites, em 2023. Portugal aparece em 5.º lugar, com mais de 37,5 milhões de reservas.

Victor Jorge

Das 678,6 milhões de noites reservadas em plataformas online de alojamento como, por exemplo, a Airbnb, Booking, Expedia ou TripAdvisor, Portugal apresenta 37,5 milhões de reservas, no ano 2023, segundo os números apresentados pelo Eurostat, o que significa mais cerca de 4,3 milhões face às 33,2 milhões de noites de 2022.

Com os dados referentes ao quarto trimestre de 2023 (outubro, novembro e dezembro) ainda não disponibilizados pelo Eurostat, nos primeiros nove meses de 2023 Portugal surge com 30,5 milhões de noites reservadas, com 27,2 milhões no continente, pouco mais de 1,1 milhão nos Açores e 2,2 milhões na Madeira.

No continente, e no acumulado dos primeiros nove meses de 2023, a Área Metropolitana de Lisboa (AML) aparece em primeiro lugar, com perto de 9 milhões de noites reservadas em alojamento realizadas em plataformas online, seguindo-se o Algarve com 8,6 milhões, o Norte com 6,5 milhões, o Centro com 2,3 milhões, finalmente, o Alentejo com pouco mais de 744 mil.

Recorde-se que, em 2022, Portugal registou 33,2 milhões de noites reservadas nestas plataformas, sendo que em Portugal Continental se registaram 29,8 milhões de reservas, na Madeira 2,3 milhões e nos Açores quase 1,1 milhões.

Por regiões, em 2002, Lisboa surgia na liderança com 10,1 milhões, seguindo-se o Algarve com 9,1 milhões, o Norte com 7,2 milhões, o Centro com 2,6 milhões, e o Alentejo com pouco mais de 811 mil.

Contas feitas às reservas efetuadas por residente e não residentes, a balança cai, claramente, para os não residentes que realizaram perto de 33 milhões de reservas, em 2023, com os residentes a ficar com a menor fatia, pouco mais de 4,9 milhões.

O mês mais forte para estas reservas em Portugal é agosto, mês em que, em 2023, se registaram mais de 6,4 milhões de reservas, seguindo-se o mês de julho com 5,7 milhões, setembro com 4,1 milhões, junho com 3,5 milhões. O mês mais fraco aparenta ser janeiro com pouco mais de 1,3 milhões de reservas.

Portugal acompanha crescimento
Como já referido, na Europa as reservas efetuadas em plataformas online de alojamento somaram 678,6 milhões de noites, representando um aumento de 13,8% face às 596,5 milhões de 2022.

Os valores mensais das estadias reservadas através destas plataformas excederam o ano anterior em 11 dos 12 meses, com o último trimestre de 2023 a registar aumentos superiores a 20%. Concretamente, em outubro, registaram-se 55,3 milhões de dormidas em alojamentos reservados através de plataformas online, mais 21,9% do que em outubro de 2022. Em novembro, registaram-se 31,8 milhões de dormidas (+20,0% em relação a novembro de 2022), e em dezembro 45,3 milhões (+25,8% em relação a dezembro de 2022).

Entre os países com mais reservas neste tipo de plataformas, em 2023, a liderança pertence à França com mais de 152 milhões de reservas, seguindo-se a Espanha com 132 milhões, Itália com pouco mais de 100 milhões, Alemanha com 46 milhões, aparecendo Portugal em 5.º lugar.

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Sobre o autorVictor Jorge

Victor Jorge

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