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Ómicron travou recuperação do transporte aéreo em janeiro, diz IATA

Apesar da Ómicron, em janeiro, todas as regiões do mundo assistiram a um aumento do tráfego aéreo mas a IATA alerta que, nos próximos meses, também o impacto da guerra na Ucrânia se deve fazer sentir.

Inês de Matos
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Ómicron travou recuperação do transporte aéreo em janeiro, diz IATA

Apesar da Ómicron, em janeiro, todas as regiões do mundo assistiram a um aumento do tráfego aéreo mas a IATA alerta que, nos próximos meses, também o impacto da guerra na Ucrânia se deve fazer sentir.

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A recuperação do transporte aéreo em janeiro foi penalizada pela Ómicron e pelas medidas restritivas adotadas por vários países para conter a nova variante, o que acabou por travar a recuperação das viagens domésticas e internacionais, aponta a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA).

De acordo com os dados mais recentes da associação, divulgados esta quinta-feira, 10 de março, apesar do impacto da Ómicron, a procura por viagens aéreas internacionais ficou, no primeiro mês do ano, 82.3% acima do que tinha sido registado em mês homólogo do ano passado, ainda que, em comparação com dezembro de 2021 se tenha registado uma descida de 4,9%.

Já a procura por viagens domésticas cresceu 41,5% acima de janeiro de 2021, mas desceu 7,2% face ao último mês de 2021, enquanto a procura internacional aumentou 165.6% em relação a janeiro do ano passado, tendo, contudo, descido 2,2% numa comparação mensal com dezembro de 2021.

“A recuperação das viagens aéreas continuou em janeiro, apesar de ter sido atingida por uma bomba chamada Ómicron”, destaca Willie Walsh, diretor-geral da IATA num comunicado enviado à imprensa, onde explica que as medidas restritivas nas fronteiras “não impediram a disseminação da variante”.

De acordo com o responsável, foi a vacinação que fez a diferença e impediu que os sistemas de saúde ficassem sobrecarregados, pelo que muitos governos estão agora a ajustar as políticas da COVID-19″, adaptando-as a uma endemia, o que passa pelo “levantamento das restrições de viagem que tiveram um impacto devastador na vida, economia e liberdade de viajar”.

Os dados da IATA indicam que o crescimento registado em janeiro no tráfego aéreo internacional foi comum a todas as regiões do mundo, com destaque para a Europa, onde o tráfego aéreo internacional cresceu 225,1% em janeiro, valor que até traduz um aumento numa comparação com dezembro, quando este indicador tinha subido 223,3% face a igual mês do ano anterior. Em janeiro, as companhias aéreas europeias aumentaram ainda a capacidade em 129,9%, enquanto o load facto subiu 19,4 pontos percentuais, para 66,4%.

Na América Latina, a recuperação do tráfego em janeiro também foi forte e chegou aos 157,0%, num crescimento que também superou o que tinha sido registado em dezembro e que traduzia um aumento de 150,8% face a dezembro de 2020. Em janeiro, a capacidade subiu 91,2%, enquanto o load factor registou o mesmo crescimento apurado na Europa, aumentando 19,4 pontos percentuais, para 75,7%, o mais alto entre todas as regiões pelo 16.º mês consecutivo.

Na América do Norte, o tráfego aéreo subiu 148,8% face a janeiro de 2021, o que, sublinha a IATA, traduz uma “descida significativa” face ao aumento de 185,4% registado em dezembro, o que se pode explicar com o surgimento da Ómicron. Já a capacidade aumentou 78,0% e o load factor subiu 17 pontos percentuais, fixando-se nos 59,9%.

No Médio Oriente, o tráfego aéreo apresentou uma subida de 145,0%, com a IATA a destacar que este valor “fica bem abaixo” do aumento de 178,2% que tinha sido registado em dezembro. Já a capacidade cresceu 71,7% em janeiro e o load factor aumentou 17,5 pontos percentuais, para 58,6%.

Já as companhias aéreas da Ásia-Pacífico registaram um aumento de tráfego internacional de 124,4% em janeiro, também “significativamente abaixo” do crescimento de 138,5% que tinha sido apurado em dezembro de 2021, enquanto a capacidade aumentou 54,4% e o load factor cresceu 14,7 pontos percentuais, para 47,0%, mantendo-se como o mais baixo entre todas as regiões.

Ainda assim, foi em África que o tráfego aéreo internacional menos cresceu em janeiro, subindo apenas 17,9% face a janeiro de 2021, o que também corresponde a uma desaceleração face ao crescimento de 26,3% que tinha sido registado em dezembro de 2021. Já a capacidade em África aumentou 6,3% em janeiro e o load factor subiu 6,0 pontos percentuais, para 60,5%.

A IATA sublinha, no entanto, que em comparação com 2019, a procura por viagens aéreas ficou, em janeiro, “bastante abaixo” do níveis pré-pandemia e apresentou uma descida de 49.6% face a mês homólogo de 2019. Já o tráfego internacional de passageiros desceu 62.4% e o doméstico caiu 26.5%.

Impacto da guerra na Ucrânia

A associação também alerta para o impacto da guerra na Ucrânia no transporte aéreo e, apesar de referir que os números de janeiro ainda não mostram qualquer interferência, já  que o conflito militar apenas começou em fevereiro, o certo é que se espera que as sanções impostas à Rússia e o encerramento do espaço aérea a aviões russos tenham “um impacto negativo nas viagens, especialmente nos países vizinhos”.

A IATA revela que o mercado ucraniano representou, em 2021, 3,3% do tráfego aéreo na Europa e 0,8% do tráfego aéreo global, enquanto o peso do tráfego aéreo russo chegou aos 5,7% a nível europeu (excluindo o mercado doméstico russo) e aos 1,3% do tráfego global.

Segundo a IATA, o encerramento do espaço aéreo devido ao conflito militar na Ucrânia levou ao cancelamento de algumas rotas, nomeadamente entre a Europa e a Ásia, mas também entre a Ásia e a América do Norte, ainda que o impacto tenha sido mais reduzido do que seria expectável, uma vez que muitos países asiáticos ainda permanecem de fronteiras encerradas devido à COVID-19.

Em consequência da guerra na Ucrânia, a IATA está também preocupada com o “aumento repentino nos preços dos combustíveis”, que está a pressionar os custos das companhias aéreas, uma vez que, em poucos meses, o preço do combustível para a aviação quase duplicou, passando de 78 dólares por barril, para 140 dólares.

“Absorver um impacto tão grande nos custos, num momento em que o setor está a lutar para reduzir as perdas ao sair da crise de dois anos da COVID-19, é um grande desafio. Se o preço do combustível da aviação permanecer tão alto, com o tempo, é razoável esperar que isso se reflita nos rendimentos das companhias aéreas”, alerta Willie Walsh.

O diretor-geral da IATA considera ainda que a abolição da obrigatoriedade de uso de mascara facial a bordo poderá dar um novo impulso ao transporte aéreo, pois representa mais um passo em relação à normalidade.

“Não faz sentido continuar a exigir máscaras nos aviões quando elas não são mais necessárias em centros comerciais, teatros ou escritórios. Os aviões estão equipados com sistemas de filtragem de qualidade hospitalar altamente sofisticados e têm um fluxo e taxas de troca de ar muito maiores do que a maioria dos outros ambientes internos onde a obrigatoriedade de máscara já foi removida”, considera ainda Willie Walsh.

 

 

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Ryanair diz que greve afetou menos de 2% dos voos e não teve impacto em Portugal

Companhia aérea diz que “não houve interrupções de voo em Itália, Espanha, Portugal, Reino Unido, França ou Irlanda”, uma vez que a greve dos tripulantes de cabine da Ryanair é “muito pequena e regista pouca adesão”.

A Ryanair diz que menos de 2% dos 3.000 voos realizados esta sexta-feira, 24 de junho, foram afetados pela greve dos tripulantes de cabine da companhia aérea e garante que, no caso de Portugal, não houve sequer perturbações a registar, de acordo com um comunicado da companhia aérea.

“Não houve interrupções de voo em Itália, Espanha, Portugal, Reino Unido, França ou Irlanda, pois a grande maioria das tripulações da Ryanair está a trabalhar normalmente”, indica a transportadora, revelando que a maior parte das perturbações aconteceu na Bélgica, apesar de também neste país “mais de 60% dos voos regulares da Ryanair de/para Charleroi e Zaventem” terem operado esta sexta-feira.

A Ryanair diz esperar “interrupções mínimas (se houver)”  durante o fim-de-semana, uma vez que a greve é “muito pequena e regista pouca adesão”, ainda que admita algumas perturbações em França, Itália e Espanha, mas devido a uma “greve de dois dias” dos controladores de tráfego aéreo em Marselha, que deverá atrasar os voos que passam pelo espaço aéreo francês.

“A Ryanair espera que mais de 98% de seus 3.000 voos diários operem normalmente no sábado e domingo, neste fim de semana”, acrescenta a companhia aérea, que diz que vai informar, por e-mail ou SMS, os passageiros afetados por estas paralisações.

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Aeroporto do Porto é o melhor da Europa para o ACI Europe

Distinção foi entregue na categoria 10-25 milhões de passageiros, pela recuperação da atividade após crise pandémica, qualidade de serviço e pelas ações implementadas no âmbito da sustentabilidade, segundo a ANA – Aeroportos de Portugal.

O ACI Europe distinguiu, pela primeira vez, o Aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto, com o prémio Best European Airport 2022, na categoria 10-25 milhões de passageiros, destacando a “recuperação da atividade após crise pandémica, a qualidade de serviço e as ações implementadas no âmbito da sustentabilidade”, informou a ANA – Aeroportos de Portugal, em comunicado.

“Os critérios de avaliação para os prémios desde ano estiveram sobretudo relacionados com a qualidade de serviço e a implementação de medidas durante a crise pandémica nas áreas operacionais, saúde e segurança, gestão comercial, no contexto da estratégia de sustentabilidade do aeroporto e da sua recuperação financeira. E foi com evidências fortes da concretização destas medidas e da sua qualidade, que o Aeroporto Francisco Sá Carneiro vê agora atribuído o prémio de melhor Aeroporto Europeu nos aeroportos entre 10-25 milhões de passageiros”, indica a empresa gestora dos aeroportos nacionais.

Na informação divulgada, a ANA – Aeroportos de Portugal destaca as ações de sustentabilidade desenvolvidas e que passam pela “criação do Fórum dos Stakeholders para a Gestão Global de Carbono, os projetos de reutilização da água (dos veículos dos socorros e das garrafas dos passageiros, para rega e lavagens nos aeroportos), a redução da pegada hídrica e o sistema inovador de triagem de resíduos com uma central dedicada no Aeroporto”.

De destacar é também a recuperação da infraestrutura, com a ANA – Aeroportos de Portugal a indicar que o Aeroporto do Porto tem vindo a obter “resultados muito positivos de recuperação de tráfego e de conectividade”, tendo já sido superado “o nível de conetividade verificado no verão de 2019, sendo agora disponibilizadas 100 rotas regulares (em 2019, eram 99)”.

Ao nível do serviço, a empresa que gere os aeroportos nacionais lembra que mesmo durante a pandemia, “um período tão desafiante para todo o setor da aviação, a infraestrutura foi melhorada com a ampliação do taxiway, foram desenvolvidas e implementadas novas soluções inovadoras”, ao mesmo tempo que foram “reforçados compromissos no âmbito da sustentabilidade”.

“É com muita satisfação que recebemos tão elevada distinção por parte do ACI-Europe, a mais respeitada e reconhecida avaliação no setor, que resulta do empenho e profissionalismo das equipas da ANA|VINCI Airports na gestão da operação qualidade de serviço e retoma de atividade”, considera Thierry Ligonnière, CEO da ANA Aeroportos de Portugal, garantindo que a empresa vai continuar comprometida “com o desenvolvimento da conetividade da região Norte, promovendo o Aeroporto do Porto como uma porta de entrada eficiente, sustentável e inovadora, que irá contribuir para a recuperação económica e do setor do turismo em Portugal”.

“Este é o reconhecimento do trabalho diário realizado pelas equipas do Aeroporto do Porto, e de toda a comunidade aeroportuária a quem dirijo o nosso agradecimento”, acrescenta.

Na informação divulgada, a ANA – Aeroportos de Portugal lembra ainda que esta não é a primeira vez que o Aeroporto do Porto é reconhecido pelo ACI Europe, uma vez que, ainda no ano passado e no mesmo fórum, a infraestrutura recebeu a menção Highly Commended, a par com o Aeroporto de Lisboa, vindo também a ser recorrentemente premiado pela ASQ ACI (Airport Service Quality), recebendo diferentes distinções em posições cimeiras nos últimos 15 anos.

 

 

 

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PLAY comemora 1.º aniversário com 320 mil passageiros transportados

No espaço de um ano e em plena pandemia, a PLAY já transportou cerca de 320 mil passageiros e já voa para 26 destinos, incluindo a rota Lisboa-Reiquejavique.

A companhia aéreas islandesa PLAY está esta sexta-feira, 24 de junho, a comemorar o primeiro aniversário e congratula-se por, no espaço de um ano e em plena pandemia, ter já transportados cerca de 320 mil passageiros.

“A partir de hoje, 24 de junho, cerca de 320 000 pessoas terão voado com a PLAY, quase igual ao número de pessoas que vivem na Islândia. Estamos muito gratos pela grande resposta ao lançamento da PLAY nos diferentes mercados”, refere a companhia aérea, num comunicado enviado à imprensa.

De acordo com a PLAY, apesar de desafiante, este primeiro ano ficou também marcado por vários sucesso desta companhia aérea que nasceu para “satisfazer a procura de viagens a preços acessíveis para a terra do fogo e do gelo, bem como de trazer mais opções de destinos de sol e praia e de férias na cidade aos islandeses”.

“Apenas dois meses após o lançamento, a PLAY solicitou uma licença de voo dos EUA. Os sonhos transatlânticos foram realizados em menos de um ano com a inauguração de serviços para Boston, Baltimore/Washington e Nova Iorque a partir do Reino Unido via Islândia”, destaca a transportadora.

Seis meses após o início das operações globais, a PLAY tinha já transportado cerca de 100 mil passageiros e aberto 21 rotas, num sucesso que se manteve nos meses seguintes e que, segundo a companhia aérea, se deverá manter também este verão.

“Agora, entramos na estação do Verão com um sólido fluxo de reservas e estamos ansiosos por reforçar ainda mais a nossa crescente rede de rotas e fator de ocupação”, afirma Birgir Jónsson, CEO da PLAY.

Atualmente, a PLAY voa para 26 destinos, e, entre maio e junho, abriu 12 novas rotas, incluindo Lisboa-Reiquejavique, e duplicou o número de empregados, que era de 150 há seis meses, para 300 este verão.

No acumulado de 2022, até maio, a PLAY transportou 148 882 passageiros, dos quais 56 601 apenas no mês de maio, o que, segundo a companhia aérea, representa “um aumento de 54% em relação a abril, como também se aproxima do número total de passageiros transportados no primeiro trimestre de 2022”.

 

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LATAM passa a abrir balcões de check-in 4 horas antes do voo

A LATAM Airlines informou que os balcões de check-in para os seus voos passaram a abrir quatro horas antes da partida, num procedimento que se vai manter durante toda a temporada de verão.

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De forma a garantir a melhor experiência possível de viagem, a LATAM Airlines veio esta quinta-feira, 23 de junho, informar que os balcões de check-in para os seus voos passaram a abrir quatro horas antes da partida, num procedimento que se vai manter durante toda a temporada de verão.

“Os passageiros estão a voltar devagar, mas com certeza, e esperamos para altos níveis de ocupação nos próximos meses, então, para garantir a melhor experiência de viagem possível aos nossos clientes durante o período de verão, gostaríamos de lembrar que os nossos balcões de check-in no aeroporto  estarão abertos quatro horas antes da hora de partida dos nossos voos”, refere a companhia, numa nota informativa enviada à imprensa e ao trade.

A LATAM pede aos agentes de viagens que informem os seus clientes, de forma a que eles cheguem ao aeroporto com tempo suficiente, o que é essencial para que os passageiros tenham uma melhor experiência de viagem.

A LATAM diz ainda que está a tentar evitar perturbações, motivo pelo qual pede a ajuda dos agentes de viagens para garantir que os passageiros recebem toda a informação necessária e têm a melhor experiência de viagem possível.

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Carnival vai operar dois navios da Costa nos EUA sob o novo conceito “Costa by Carnival”

A partir da primavera de 2023, o Costa Venezia e o Costa Firenze vão ser operados pela Carnival nos EUA, sob o novo conceito “Costa by Carnival”, que combina o estilo italiano da Costa Cruzeiros com o serviço de bordo e entretenimento da Carnival.

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A Costa Cruzeiros anunciou que os seus navios Costa Venezia e Costa Firenze vão ser operados, a partir da primavera de 2023, pela Carnival nos EUA, sob o novo conceito “Costa by Carnival”, que “combina o estilo italiano da Costa Cruzeiros com o excelente serviço de bordo e entretenimento que os passageiros da Carnival usufruem”.

De acordo com um comunicado da companhia de cruzeiros, este novo conceito dedicado aos cruzeiristas norte-americanos vai chegar primeiro ao Costa Venezia, enquanto o Costa Firenze passa a ser operado pela Carnival na primavera de 2024, sendo que, até lá, ambos os navios vão “continuar a operar os seus itinerários regulares com a Costa Cruzeiros”.

“Estamos entusiasmados por ver estes navios icónicos da Costa Cruzeiros estrearem nos Estados Unidos sob a liderança e operação da nossa marca irmã. A Costa oferece os seus navios reconhecidos pelo design, e a Carnival proporciona a sua tradicional animação, agora num estilo italiano”, disse Mario Zanetti, presidente da Costa Cruzeiros.

Segundo o responsável, a decisão de colocar o Costa Venezia e o Costa Firenze a operar sob o novo conceito para o mercado norte-americano deve-se ao facto do mercado de cruzeiros estar ainda a assistir a um “lento reinício” na Ásia, enquanto nos EUA há já um “forte reinício dos cruzeiros”.

“Decidimos aproveitar esta oportunidade para que os muitos passageiros norte-americanos possam apreciar as características únicas dos nossos navios, criando sinergias neste importante mercado”, acrescenta Mario Zanetti.

A Costa Cruzeiros diz que já está a informar os seus parceiros comerciais e passageiros sobre estas alterações e garante que, em breve, vai anunciar quais os navios que vão substituir o Costa Venezia e o Costa Firenze nos seus itinerários, “cuja continuidade está confirmada”.

 

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Procura em crescimento leva MSC Cruzeiros a colocar mais um navio no Mediterrâneo

A partir de 9 de julho, a MSC Cruzeiros vai disponibilizar 16 cruzeiros de sete noites no MSC Bellissima, com partidas de Valência e Barcelona, assim como dos portos italianos de Génova, Livorno e Nápoles.

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A MSC Cruzeiros vai colocar mais um navio em operação no Mediterrâneo este verão e, a partir de 9 de julho, vai disponibilizar 16 cruzeiros de sete noites no MSC Bellissima, com partidas de Valência e Barcelona, assim como dos portos italianos de Génova, Livorno e Nápoles.

De acordo com a companhia de cruzeiros, a colocação do MSC Bellissima no Mediterrâneo visa dar resposta à “grande procura dos consumidores pelas férias de cruzeiro”, não só por parte de cruzeiristas habituais como por parte de novos clientes.

“Como os turistas estão agora a planear as suas férias de verão, estamos extremamente satisfeitos ao ver que os nossos investimentos contínuos e atuais na experiência a bordo – incluindo refeições melhoradas, opções adicionais de entretenimento, bem como mais colaboradores para cuidar de todas as necessidades dos nossos passageiros, mesmo durante a movimentada temporada de verão – está a valer a pena com altas classificações por parte de passageiros que navegam recorrentemente connosco, mas também dos novos o que levou a que colocássemos um navio adicional no Mediterrâneo”, explica Gianni Onorato, CEO da MSC Cruzeiros.

O itinerário que o MSC Bellissima vai realizar a partir de 9 de julho conta com escalas Portofino, Florença, Nápoles, Capri, Barcelona, Tarragona, Valência e Madrid, com a companhia a disponibilizar pacotes que incluem voos + transfer + cruzeiro + bebidas, à partida de Valência, a partir de 849€ por pessoa.

No total, a MSC Cruzeiros vai disponibilizar, este verão, mais de 500 partidas nos 19 navios que compõem a frota da companhia de cruzeiros e que vão estar todos em operação ao longo da temporada, 15 dos quais no Mediterrâneo, o que será “o maior número de navios que a companhia já teve na região”.

As vendas para o MSC Bellissima já se encontram a decorrer.

Recorde-se que o MSC Bellissima é um navio da classe Meraviglia, que foi inaugurado em 2019 e conta com 12 restaurantes e mais de 20 bares, MSC Yacht Club, clubes de crianças em parceria com o LEGO Group e Chicco, Carousel Lounge com espetáculos de acrobacias, LED Sky Screen no mar com 80 metros de comprimento e 10 tipos diferentes de camarotes à escolha.

 

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easyJet torna-se parceira do programa Iris para reduzir emissões de carbono na aviação

A easyJet tornou-se na primeira companhia aérea parceira do Iris, um programa de gestão de tráfego aéreo que vai impulsionar os sistemas para minimizar atrasos nos voos, poupar combustível e reduzir o impacto ambiental das viagens.

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A easyJet tornou-se na primeira companhia aérea parceira do Iris, um programa de gestão de tráfego aéreo inovador que vai funcionar como impulsionador de sistemas para minimizar atrasos nos voos, poupar combustível e reduzir o impacto ambiental das viagens.

Num comunicado enviado à imprensa, a companhia aérea explica que este programa é liderado pela Inmarsat, líder mundial em comunicações móveis por satélite globais, em colaboração com a Agência Espacial Europeia (ESA) e a Airbus, afirmando-se como uma componente-chave para a “modernização e digitalização da indústria aeronáutica”.

“Até que as tecnologias de emissão de carbono zero estejam disponíveis, a companhia aérea permanece absolutamente concentrada na redução das suas atuais emissões de carbono na medida do possível, e programas como o Iris desempenham um papel importante neste sentido”, afirma a easyJet, que lembra o seu compromisso para a redução das emissões de carbono na aviação e o objetivo de chegar a zero emissões até 2050.

De acordo com a transportadora, este programa não só vai ajudar a easyJet “a continuar a operar as suas aeronaves da forma mais eficiente, alcançando mais melhorias de eficiência, como complementa assim também as iniciativas existentes, como o ajuste de táxis monomotores à chegada e à partida ou a utilização de informação meteorológica avançada e parcerias de eficiência de voo com as principais partes interessadas, como é o caso da Airbus, Collins Aerospace, NATS e Eurocontrol”.

Este programa também apoia a modernização do espaço aéreo, o que, segundo a easyJet, “é crucial para toda a indústria, uma vez que é a fonte mais atingível de reduções de carbono neste momento, tendo em conta que rotas de voo mais diretas conduzem a tempos de voo mais curtos”, até porque o Single European Sky declarou a ambição de conseguir uma poupança de 10% nas emissões de carbono da aviação europeia.

“O programa Iris está a preparar o caminho para uma gestão mais eficiente do tráfego aéreo, o que constitui um passo crucial para a indústria da aviação. Este traz múltiplos benefícios, desde ajudar-nos a alcançar os nossos objetivos ambientais através de uma maior redução das nossas emissões de carbono provenientes do voo, até proporcionar uma melhor experiência aos nossos passageiros. Estamos entusiasmados por sermos líderes neste espaço, estabelecendo o padrão para a indústria da aviação e esperamos ver mais companhias aéreas a seguirem o exemplo”, considera Hugh McConnellogue, Director of Airport Operations & Navigation da easyJet.

 

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IATA estima regresso à rentabilidade das companhias aéreas em 2023

A IATA estima que a indústria da aviação possa regressar à rentabilidade em 2023. Contudo, se as receitas aumentam, também os custos registam uma curva ascendente. Assim, as receitas da indústria deverão atingir 782 mil milhões de dólares (cerca de 745 mil milhões de euros), em 2022, representando um crescimento de 54,5% face a 2021, mas ficando a 93,3% dos níveis de 2019.

Victor Jorge

A International Air Transport Association (IATA) procedeu a uma revisão das previsões para a indústria da aviação, estimando, agora, perdas na ordem dos 9,7 mil milhões de dólares (cerca de 9,2 mil milhões de euros), representando uma melhoria face aos 11,6 mil milhões de dólares avançados em outubro de 2021, correspondendo uma margem nas perdas líquidas de 1,2%.

Estes números representam, no entanto, uma melhoria assinalável às perdas de 137,7 mil milhões de dólares (-36% na margem líquida) de 2022, e de 42,1 mil milhões (-8,3% margem líquida) de 2021.

Desta forma, a IATA avança com a previsão de que a “rentabilidade global da indústria parece ser uma realidade em 2023”, esperando que a América do Norte possa “atingir lucros de 8,8 mil milhões de dólares” já em 2022.

“Os ganhos de eficiência e melhoria nos rendimentos estão a ajudar a reduzir as perdas, mesmo com um aumento dos custos relacionados com os colaboradores e combustível”, refere a IATA, em comunicado no final da assembleia geral anual realizada em Doha.

A entidade reconhece que “a forte procura reprimida, o levantamento das restrições de viagens na maioria dos mercados, o baixo desemprego na maioria dos países e o aumento das economias pessoais estão a alimentar um ressurgimento da procura”, avançando a IATA que” o número de passageiros atinja 83% dos níveis pré-pandemia em 2022”.

“As companhias aéreas são resilientes. As pessoas estão a voar em números cada vez maiores e os lucros estão no horizonte para 2023”, admite Willie Walsh, diretor-geral da IATA, salientando que este “é um momento de otimismo, mesmo que ainda existam desafios relacionados com custos, principalmente combustível, e algumas restrições persistentes em alguns mercados-chave”.

De acordo com as estimativas da IATA, as receitas da indústria deverão atingir 782 mil milhões de dólares (cerca de 745 mil milhões de euros), em 2022, representando um crescimento de 54,5% face a 2021, ficando a 93,3% dos níveis de 2019.

Já no que diz respeito aos voos a operar ao longo deste ano, as expectativas é de que cheguem aos 33,8 milhões, correspondendo a 86,9% dos níveis de 2019 quando se realizaram 38,9 milhões de voos.

No que toca às receitas provenientes dos passageiros, estas devem ser responsáveis por 498 mil milhões de dólares (cerca de 475 mil milhões de euros) das receitas globais da indústria, o que significa mais do dobro dos 239 mil milhões de dólares gerados em 2021.

A análise prevê ainda que o número de reservas de passageiros deve alcançar a 3,8 mil milhões, com a receita de passageiro por quilómetros (RPK) a crescer 97,6% em relação a 2021, atingindo 82,4% do tráfego de 2019. À medida que a procura aumenta com a flexibilização das restrições de viagens, a IATA espera que as receitas aumentem 5,6%.

Receitas aumentam, mas os custos também
Mas se as receitas aumentam, também os custos irão registar uma curva ascendente, estimando a IATA que possam atingir os 796 mil milhões de dólares (cerca de 758 mil milhões de euros), representando um aumento de 44% face a 2021.

Para tal, é imputado aos combustíveis um valor na ordem dos 192 mil milhões de dólares (cerca de 183 mil milhões de euros), em 2022, correspondendo a 24% dos custos totais (+19% face a 2021). Estas contas têm por base um preço médio do barril de Brent de 101 dólares (cerca de 97 euros) e de 125 dólares (cerca de 120 euros) para o jet fuel.

Globalmente, a IATA prevê que as companhias aéreas consumam 321 mil milhões de litros de combustível, em 2022, o que compara com os 359 mil milhões de litros de 2019.

De acordo com a IATA, “a guerra na Ucrânia mantém os preços do Brent em alta”, com o combustível a representar cerca de um quarto dos custos em 2022. “Uma característica particular do mercado de combustíveis deste ano é o alto spread entre os preços do petróleo bruto e do combustível de aviação”, destaca a IATA, salientando que esta diferença permanece “bem acima das normas históricas, principalmente devido a restrições de capacidade nas refinarias”.

Já quanto aos custos com pessoal, aparecendo em segundo lugar nos custos operacionais, o emprego direto deverá atingir os 2,7 milhões, correspondendo a uma subida de 4,3% face a 2021, “à medida que a indústria recupera do declínio significativo de 2022”.

A IATA considera que o tempo para recrutar, formar, proceder às verificações completas de segurança e realizar os processos necessários antes que o pessoal se encontre em condições de exercer quaisquer funções “representa um desafio para a indústria em 2022”, antevendo que, nalguns casos, ”estes atrasos no recrutamento poderão atuar como uma restrição à capacidade de uma companhia aérea atender às exigências e necessidades dos passageiros”.

Américas lideram recuperação
A IATA espera que a América do Norte continue a ser a região com “melhor desempenho” e a “única região a regressar aos resultados positivos em 2022”. Apoiado pelo grande mercado doméstico dos EUA e pela reabertura de mercados internacionais, incluindo o Atlântico Norte, o lucro líquido deverá atingir os 8,8 mil milhões de dólares, em 2022, estiando que a procura atinja 95% dos níveis pré-crise (2019) e a capacidade 99,5%.

Na Europa, a guerra na Ucrânia continuará a perturbar os padrões de viagens no continente e entre a Europa e a Ásia-Pacífico. No entanto, não se espera que a guerra faça descarrilar a recuperação das viagens, com a região a aproximar-se dos lucros em 2022, com uma perda líquida prevista de 3,9 mil milhões de dólares. Já quando à procura, as previsões apontam para que atinja 82,7% dos níveis pré-crise (2019) e a capacidade 90%.

Para as companhias aéreas da região Ásia-Pacífico, as restrições de viagem duradouras (principalmente na China), juntamente com uma distribuição desigual de vacinas, viram a região atrasar-se na recuperação. À medida que as restrições diminuem, espera-se que a procura por viagens “aumente rapidamente”. Prevê-se que as perdas líquidas, em 2022, caiam para os 8,9 mil milhões de dólares, enquanto a procura atinja 73,7% dos níveis pré-crise (2019) e a capacidade 81,5%.

Os volumes de tráfego na América Latina registaram uma recuperação robusta em 2021, apoiados pelos mercados domésticos e relativamente menos restrições de viagem em muitos países. As perspectivas financeiras para algumas companhias aéreas, no entanto, permanecem frágeis e a região deve registar um prejuízo líquido de 3,2 mil milhões de dólares este ano. Espera-se que a procura atinja 94,2% dos níveis pré-crise (2019) e a capacidade 93,2%.

No Oriente Médio, a reabertura deste ano a rotas internacionais e voos de longa distância em particular será um impulso bem-vindo para muitos. Em toda a região, as perdas líquidas devem diminuir para 1,9 mil milhões de dólares em 2022, contra uma perda de 4,7 mil milhões no ano passado. Quanto à procura, espera-se que atinja 79,1% dos níveis pré-crise (2019) e a capacidade 80,5%.

Finalmente, no continente africano, as taxas de vacinação mais baixas prejudicaram a recuperação das viagens aéreas da região até o momento. No entanto, é provável que alguma recuperação ocorra este ano, o que contribuirá para um melhor desempenho financeiro. Prevê-se que as perdas líquidas sejam de 700 milhões de dólares, em 2022, e que a procura atinja 72% dos níveis pré-crise (2019) e a capacidade 75,2%.

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Grupo Costa Cruzeiros com olhos na descarbonização

O grupo de empresas que constituem a Costa Cruzeiros acaba de criar um departamento dedicado à descarbonização dentro da sua unidade. Promete atingir estes objetivos até 2050.

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O novo departamento reúne as competências científicas e técnicas do grupo, e será responsável por desenvolver e implementar a estratégia para atingir os objetivos de descarbonização das frotas Costa e AIDA até 2050. O esforço será focado em pesquisa e desenvolvimento, gestão de energia e análise de dados para desenvolver a rota que levará às operações de navios de cruzeiros de emissão zero.

como prioridade, o departamento recém-criado trabalhará para melhorar ainda mais o desempenho ambiental da frota existente, trabalhando em sinergia com os departamentos de sustentabilidade das marcas Costa e AIDA.

Especificamente, a unidade vai estudar e testar novas tecnologias, como baterias, células a combustível, energia solar e eólica, para acelerar a sua disponibilidade.

O grupo indica ainda que, em conjunto com outros parceiros, estão a ser desenvolvidos sistemas de limpeza de gases de escape ainda mais avançados para reduzir mais os níveis de emissão. Com o tempo, os avanços na aplicação de combustíveis alternativos em larga escala, incluindo biocombustíveis (biogás liquefeito e biodiesel), metanol, amónia e hidrogénio, vão permitir que os navios sejam flexíveis na utilização de baixa energia com emissão de carbono.

Refere ainda o grupo de cruzeiros, que “as soluções estão a ser desenhadas para corresponder aos requisitos dos navios recém-construídos, bem como da atual frota, no que diz respeito à capacidade de armazenar e utilizar combustíveis de nova geração”.

 

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“Next Chapter” da Iberia traça regresso à rentabilidade já em 2022

Apresentando em plena pandemia (2021), o “Next Chapter” da Iberia traça um plano para a recuperação da companhia espanhola já para este ano de 2022. Para tal, a ofensiva norte-americana parece ser essencial.

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Com um peso de 9,3 mil milhões de euros no Produto Interno Bruto espanhol (cerca de 0,6% do total), transportando mais de sete milhões de turistas anualmente para Espanha, além de gerar mais de 160 mil postos de trabalho direta ou indiretamente, a Iberia traçou, em 2021, a o seu plano “Next Chapter” com horizonte a 2024 que agora pretende reforçar já para 2022.

A estratégia da companhia aérea visa, fundamentalmente, posicionar-se como a opção preferencial para voar de/para Espanha, posicionar o seu negócio de manutenção como um centro de referência na Europa e obter o maior número possível de licenças nos próximos concursos de handling.

Para alicerçar esta estratégia, a Iberia traça cinco verticais: companhia aérea de confiança, solidez financeira, reforço do hub, foco nas pessoas e sustentabilidade como elemento transversal em tudo o que plano de transformação.

Depois de no final de fevereiro de 2022 ter concluído o “Expediente de Regulación Temporal de Empleo” (ERTE), a Iberia já realizou 800 transformações de contratos em aeroportos e contratou 1.700 pessoas para a campanha de verão, dos quais 1.200 são reingressos e outros 500 novas contratações.

No que diz respeito a tripulantes de cabine, a companhia informa que incorporou 340 profissionais no decorrer do mês de junho, estando planeado mais 400 novos profissionais antes de 15 de julho.

Previsto está, também, que no último trimestre do ano sejam incorporados os primeiros pilotos do programa “Iberia Cadet”, pouco mais de 40, que cobrirão tanto as passagens à reforma que ocorreram como o aumento de capacidade que a empresa planeia para 2023.

Na vertical das pessoas, destaca-se ainda um ambicioso plano de formação que sob o nome “Tudo começa comigo”, a empresa já disponibilizou a mais de 4.000 colaboradores, tripulantes, agentes aeroportuários e de “call center”, todos eles em contato direto com o cliente.

Ofensiva americana
Em termos operacionais, outra vertical do plano “Next Chapter” incide sobre o fortalecimento do hub da Iberia no aeroporto de Madrid, com o objetivo de posicionar-se como companhia aérea de confiança e também como melhor opção para voar de e para Espanha.

Nesse sentido, o grupo Iberia já recuperou todos os seus destinos na Europa, aumentou a sua capacidade face a 2019 em alguns mercados em Espanha, como as Ilhas Baleares e Canárias, continuando a apostar fortemente na América Latina com voos diários duplos para as principais capitais como como Bogotá, Buenos Aires ou México.

Além disso, lançou neste verão uma forte ofensiva nos Estados Unidos da América, com nove destinos (Nova Iorque, Miami, Boston, Los Angeles e Chicago, além de São Francisco, Dallas e Washington) com 120 voos semanais entre Espanha e os EUA.

Este reforço de capacidade permitirá, segundo a Iberia, “atingir valores de capacidade muito semelhantes aos de 2019”, referindo até um crescimento de 4% em termos de partidas.

Isso coloca a Iberia em destaque como companhia aérea com voos entre Espanha e Estados Unidos, com mais 6 pontos percentuais (p.p.) de quota de mercado (em termos de capacidade) do que em 2019, salientando ainda que, nestes dois anos de pandemia, “ganhou quota de mercado por passageiro, especificamente, 8 p.p. face a 2019”.

Durante a temporada de verão, a Iberia oferecerá dois voos diários para Nova Iorque e Miami, um voo diário para Chicago e Boston, cinco frequências semanais com Los Angeles e outras cinco com San Juan de Puerto Rico, três voos semanais para São Francisco e quatro por semana para Dallas e Washington. No total, a compannhia informa que “ultrapassará 1,5 milhões de lugares entre Espanha e Estados Unidos.

Todo este reforço de capacidade com os Estados Unidos é complementado pelo acordo comercial conjunto para a operação das rotas entre a Europa e o Atlântico Norte que começou em 2010 e permite oferecer aos clientes uma oferta de voos mais competitiva.

Experiências a bordo melhoradas
Para se posicionar como uma companhia aérea de confiança para os atuais e futuros clientes, a Iberia está a renovar completamente a experiência de viagem, assumindo que “cada cliente é diferente e cada viagem é única”.

“A Iberia está a trabalhar para oferecer um serviço mais personalizado, apoiado na digitalização de processos, com uma aposta firme na sustentabilidade e com destaque para o seu serviço gastronómico, totalmente renovado com base em matérias-primas de alta qualidade, produtos locais sazonais e riqueza da gastronomia espanhola”, frisa a companhia em comunicado.

Além disso, introduziu um novo serviço de “concierge digital” através de iberia.com com informação sobre os menus que serão oferecidos em cada voo e que, numa fase futura, o cliente poderá selecionar antes de voar.

O sistema de entretenimento a bordo também foi enriquecido com mais de 160 filmes, outras 480 séries, documentários e master classes e mais de 230 opções de música. E introduziu um serviço de mensagens gratuito durante todo o voo para clientes Iberia Plus e Business, que permite compartilhar mensagens através do WhatsApp, Telegram, Messenger ou Facebook Messenger.

Solidez financeira e futuro sustentável
O “No Next Chapter” estabelece ainda objetivos exigentes para devolver a Iberia à solidez financeira, fazer face à dívida adquirida durante a pandemia e reforçar a situação de caixa.

Medidas relacionadas, sobretudo, com o controlo de custos, renegociação de contratos com fornecedores e otimização dos investimentos estão entre as linhas condutoras.

A sustentabilidade é também um elemento transversal no plano de transformação da Ibéria, que está a ser implementado em quatro linhas de trabalho: a transição ecológica do setor aéreo, que inclui todas as iniciativas de renovação da frota, operações mais eficientes e a utilização de combustíveis sustentáveis da aviação, entre outras iniciativas; uma experiência de viagem mais sustentável para os seus clientes, através da digitalização dos serviços, da eliminação progressiva de plásticos a bordo, do desenvolvimento do seu sistema de gestão de resíduos e da compensação da pegada de carbono; apoio à Investigação+Desenvolvimento+Inovação; e a formação e sensibilização dos seus colaboradores.

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