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“À data de hoje, ultrapassámos claramente aquilo que eram as expectativas quando anunciámos BTL”

A 145 dias do início da BTL, na apresentação do evento, não se sabia bem o que esperar. Entretanto, veio a Ómicron e uma inesperada guerra na Europa. Para a Fundação AIP e diretor-geral Adjunto da FCE – Feiras, Congresso e Eventos, Pedro Braga, o evento de 2022 será, “provavelmente a melhor edição de sempre da BTL”. Certo está o acompanhamento das tendências do turismo e uma adaptação às novas dinâmicas exigidas por um setor que viveu – e vive – dois anos de (muita) dificuldade.

Victor Jorge
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“À data de hoje, ultrapassámos claramente aquilo que eram as expectativas quando anunciámos BTL”

A 145 dias do início da BTL, na apresentação do evento, não se sabia bem o que esperar. Entretanto, veio a Ómicron e uma inesperada guerra na Europa. Para a Fundação AIP e diretor-geral Adjunto da FCE – Feiras, Congresso e Eventos, Pedro Braga, o evento de 2022 será, “provavelmente a melhor edição de sempre da BTL”. Certo está o acompanhamento das tendências do turismo e uma adaptação às novas dinâmicas exigidas por um setor que viveu – e vive – dois anos de (muita) dificuldade.

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Quando as portas se fecharam a 17 de março de 2019, as expectativas eram de começar a trabalhar na edição de 2020. E começou-se. Contudo, apareceu uma pandemia e o maior evento do setor do turismo, em Portugal, teve de ser cancelado por duas vezes.

Por isso, as expectativas para a BTL de 2022 são, naturalmente, altas com um setor do turismo ávido pelo reencontro.

Para Pedro Braga, diretor-geral Adjunto da FCE – Feiras, Congressos e Eventos, teremos uma BTL que “corresponderá em toda a sua plenitude àquilo que os agentes esperam ser um evento com uma dimensão igual ou, arriscar-me-ia dizer, até superior àquilo que foi a edição de 2019”. As portas abrem às 10h00 do dia 16 de março.

Dois anos sem BTL. Que BTL teremos em 2022?
Vamos ter um evento que irá seguramente corresponder ao anseio e vontade de todos os players do setor do turismo que, pelas razões de todos conhecidas, estiveram impossibilitados de participar na BTL nos dois anos anteriores. Vai ser uma BTL que, julgo, corresponderá em toda a sua plenitude àquilo que os agentes esperam ser um evento com uma dimensão igual ou, arriscar-me-ia dizer, até superior àquilo que foi a edição de 2019.

Pretende-se que seja um evento cada vez mais focado na dinâmica e na concretização de negócios e identificação de oportunidades de negócios e, portanto, estamos com uma expectativa muito positiva relativamente ao que vai ser a BTL 2022.

Ter dois anos, 2020 e 2021, sem BTL, apesar de no ano passado ter existido a Bolsa de Viagens, também cria alguma expectativa tanto na organização como quem vem à BTL, tanto expor como visitar?
Com certeza. Mas deixe me só precisar que não se podem confundir dois conceitos e é importante sublinhar isto. A Bolsa de Viagens foi um evento que surgiu num tempo e circunstância específicas para dar resposta a uma necessidade que alguns players do mercado identificaram.

Na realidade, em 2021, não houve BTL. A última BTL realizou-se em 2019 e vai realizar-se agora em 2022. A Bolsa de Viagens foi um evento de venda direta B2C, porque alguns players do mercado sentiam essa necessidade e nos permitiram, e faz parte do escopo da missão da Fundação AIP, apoiar a economia e as empresas e, portanto, ainda que não fosse um projeto com a dimensão e com a realidade económica que está presente aos projetos que organizamos, entendemos que devíamos realizar aquele evento em 2021. Até por uma questão de responsabilidade social.

Voltemos, então, à BTL e àquilo que tradicionalmente a BTL representa. A BTL 2022 tem reunidos todos os ingredientes para ser, de facto, um sucesso. Mas se me permite e com toda a transparência, acho que isto foi uma conjugação de esforços fundamental entre aquilo que é a equipa e aquilo que está por trás da Fundação AIP em termos dos seus recursos humanos para porem novamente de pé este projeto, mas, sobretudo, numa conjugação de esforço muito grande com o setor e com os diferentes players que demonstraram uma resiliência notável depois de dois anos em que tiveram os seus negócios seriamente condicionados.

Esses players tiveram uma capacidade notável para perceber que ou são eles ou somos todos na cadeia de valor do turismo a ter a noção clara de que ou tentamos rapidamente criar mecanismos que acelerem a recuperação do setor ou, se ficarmos à espera, como em muitas circunstâncias acontece que se reúnam as melhores condições para se poder retomar o caminho que antes estávamos a traçar, em 2019, vamos ter sérias dificuldades.

Portanto, para mim a maior mensagem que podemos retirar dos indicadores que temos hoje da BTL, é que o setor do turismo, de facto, dará uma resposta massiva muito importante para aquilo que hoje estou em condições de dizer que será provavelmente a melhor edição de sempre da BTL.

 

A BTL 2022 tem reunidos todos os ingredientes para ser, de facto, um sucesso

 

Vamos agora riscar a pandemia e agora esta última condicionante que é a guerra na Ucrânia. Pergunto-lhe o seguinte: em 2019 houve BTL. Esta BTL de 2022 seria a BTL que se realizaria em 2020?
Ela nunca seria igual, porque o mercado tem sempre novas dinâmicas. Vamos admitir que não havia pandemia. Em dois anos há sempre alteração de circunstâncias de mercado, há novos produtos que são desenvolvidos, há novas tendências que vão chegando e, portanto, a BTL tem que ser o reflexo de todas essas novas tendências e de todas essas alterações.

Hoje estou convencido, tanto quanto é possível fazer previsões nestas coisas, que se não tivesse havido pandemia, a BTL seria uma evolução da BTL de 2019, acompanhando as novas tendências de mercado e tudo aquilo que o mercado viesse, de alguma forma, a identificar como áreas de valor e de potencial crescimento que faria sentido ter representadas na BTL.

Diria que a BTL de 2022 vai necessariamente ser uma BTL também diferente, porque as próprias circunstâncias da pandemia transformaram muito o negócio do setor do turismo e fizeram, nalguns sentidos, até acelerar muito algumas dinâmicas, nomeadamente, na área do digital. É isso que estou a considerar que, provavelmente, não teria acelerado tanto se não tivesse surgido a pandemia.

O digital passou a ser um fator no universo das feiras. A BTL 2022 vai ter essa componente digital?
A janela de oportunidade que o digital potencialmente nos podia trazer, foi uma janela que foi explorada. Em primeira instância, dentro daquilo que são as participações que temos a nível internacional. Partilhamos um conjunto de experiências com os nossos parceiros internacionais para tentar perceber como é que, de facto, o digital podia constituir uma oportunidade para minimizar os impactos que estávamos a atravessar e na altura, em bom rigor, as convicções que existiam não eram exatamente as convicções que existem hoje.

A verdade é que, dois anos volvidos, trata-se de um processo de aprendizagem que se foi fazendo e que permitiu perceber que o digital tem coisas que são importantes, que vieram para ficar, mas que são complementares e não serão nunca substitutos daquilo que são os eventos físicos.

Há uma coisa que continua a ser fundamental e que resulta de muitos indicadores que temos a nível internacional, mais numas geografias do que noutras, mas temos que tratar desta onde estamos, que é aqui na Europa e no nosso país, em particular, somos muito carentes, necessitados do contacto face-to-face, do relacionamento pessoal, presencial.

Agora o digital trouxe coisas que são muito importantes e que vão ficar e nenhum de nós desconhece que o digital nos permite hoje conferir uma muito maior notoriedade àquilo que são os eventos que organizamos, neste caso, na Fundação AIP, e que, nesse aspeto, são ferramentas absolutamente indispensáveis para o futuro.

 

Ao nível dos expositores diretos e indiretos, vamos ter um número igual ou ligeiramente acima do que tivemos em 2009 e que superou os 1.400

 

Lembro-me que na apresentação da BTL, a 145 dias do início, o presidente da Fundação AIP dizer que a BTL 2022 teria que ser, forçosamente, diferente. Que diferença será essa?
Não querendo falar pelo presidente Rocha de Matos, basicamente o que ele queria afirmar é um bocadinho aquilo que acho já anteriormente sabia que o mercado mudou, o setor do turismo teve de mudar e teve de se adaptar. E a feira tem de ser também o reflexo dessas adaptações e dessas novas dinâmicas que foram introduzidas. Portanto, quando anunciámos a BTL ainda estávamos num clima de incerteza sobre se, por exemplo, o fluxo de visitantes, de participantes na feira poderia ser minimamente comparável com aquele que tínhamos tido em 2019.

Isto significaria que teríamos todos de nos adaptar e preparar para enfrentar quer pela positiva, porque tem que ver com a transformação do negócio que ocorreu face à pandemia, quer pela negativa que tinha a ver com a imposição de um conjunto de restrições que poderiam ainda estar vigentes.

Especificamente à edição de 2022, quantos países vão estar presentes, quantos expositores vão participar na BTL 2022?
Destinos internacionais temos cerca de 60. Temos países que estão pela primeira vez. Mas destaco a aposta de vários destinos da vizinha Espanha que perceberam a importância do mercado português e que marcam a sua presença.

Ao nível dos expositores diretos e indiretos, vamos ter um número igual ou ligeiramente acima do que tivemos em 2009 e que superou os 1.400.

Sabendo das condicionantes que vivemos hoje, este era um número expectável de ser atingido ou fica aquém?
Uma coisa é ser otimista e ser positivo. Outra coisa é ser realista e com toda a transparência devo dizer que ultrapassámos, claramente, aquilo que eram as expectativas. Se me perguntasse há um mês, não só pelas restrições que pendiam em Portugal, mas pelas limitações que havia a nível de mobilidade internacional, não avançava com este número.

À data de hoje, digo-lhe que ultrapassámos claramente aquilo que eram as expectativas que tínhamos há um mês ou até quando anunciámos, há 145 dias, a BTL.

Os eventos paralelos têm, também e cada vez mais, uma importância maior porque dão corpo ao evento. Têm uma aposta no enoturismo, no turismo de natureza, BTL Cultural em parceria com a Fundação Calouste Gulbenkian, BTL Lab tem várias conferências, etc.. Tudo isto dá uma maior relevância à BTL?
Dá, a BTL e os outros projetos têm de tentar ser cada vez mais agregadores. Não pode ser só um espaço de exposição, mas esse é o grande desafio e não estou a fazer nenhuma crítica implícita àquilo que fizemos antes. O que fizemos antes foi aquilo que o mercado precisava e que demandava durante muito tempo. Hoje, em dia, o mercado espera coisas diferentes e temos de ter a capacidade de entregar ao mercado coisas diferentes. As feiras têm de ser eventos com diferentes dinâmicas, têm de ser eventos em que constantemente estejam a acontecer coisas, com uma diversidade de oferta muito grande em que as pessoas possam, em função dos seus interesses específicos, ter uma abrangência muito grande e perceber que há sempre algum conteúdo na feira que tem um match muito direto com aquilo que pretendem ver.

Para isso é importante fazer investimentos e estamos a fazer investimentos na zona do enoturismo, na zona da BTL Cultural, no BTL Lab, que são áreas, e quando digo investimentos, são mesmo investimentos, porque do ponto de vista daquilo que é o custo subjacente a ter estas áreas, elas não são, nesta fase, áreas rentáveis. Mas são investimentos de conteúdos que entendemos que no overall daquilo que é a oferta que estamos a colocar à disposição dos participantes que qualificam o evento e que permitem ao evento ter, em termos de oferta, uma diversidade e uma qualidade em linha com aquilo que entendemos que é importante.

Estas iniciativas são pensadas quando? Têm de ser preparadas com tempo. Já estão, por exemplo, a pensar na BTL 2023?
Já estamos a pensar na BTL de 2023. Mas para pensarmos na BTL de 2023, primeiro temos de realizar a BTL 2022 em linha com os objetivos qualitativos e financeiros traçados. Em 2022, vamos ter, por incrível que pareça, uma feira que, provavelmente, será a maior BTL de sempre, mas em termos financeiros não vai ser, porque tivemos de assumir um compromisso com um conjunto de parceiros, clientes e players que foram extremamente solidários connosco num momento muito complicado quando tivemos de adiar as edições da BTL de 2020 e 2021, que deixaram os seus recursos financeiros à espera que houvesse oportunidade de realizar a BTL.

No caso desses clientes, assumimos o compromisso de que, havendo alteração do contexto de custos, protegeríamos o preço da sua participação. Nunca imaginamos que o contexto de custos que gravita à volta de tudo o que tem que ver com a logística, com tudo o que está subjacente à organização de um evento destes, tivesse um aumento do contexto de custos tão significativo como aquele que está a acontecer.

 

Ao longo deste percurso de quase dois anos tivemos de mergulhar no desconhecido e aprender o mais rapidamente possível como é que podíamos minimizar os impactos que a pandemia nos estava a trazer

 

Na tal apresentação, 145 antes do arranque da BTL, foi referido que o objetivo principal é, no prazo de 10 anos, que a BTL seja considerada como, não uma das maiores, mas uma das melhores feiras internacionais do turismo.
A ambição que temos é, de facto, ser uma das melhores feiras internacionais do turismo e uma das melhores tem a ver com a experienciação, com o marketplace e a qualidade desse marketplace, com os resultados gerados, com a qualidade do produto e a sua diversidade, bem como a forma como se dá visibilidade.

Uma das coisas que caracteriza muitas vezes o mercado português em diferentes setores, pela negativa, infelizmente, não é a qualidade dos nossos produtos, que existe e com abundância. É antes a forma como somos capazes de os comunicar e colocar no mercado. Este é um problema transversal a muitos setores. Este é um dos desideratos que está subjacente a este princípio de notoriedade e de colocar, da forma correta, no momento certo, em termos internacionais, uma mensagem que permita alavancar a BTL, neste caso, como um evento em que os players internacionais querem estar, querem vir, talvez não pelo volume de negócios que vão realizar, mas vão encontrar aqui uma oferta diversificada, um ambiente de negócios interessante, uma experiência de participação.

Esta edição da BTL vai ter, novamente, o programa de “Hosted Buyers”. O que é que os players podem esperar desse programa?
Não, este ano temos “Hosted Buyers” e “Buyers”. Definimos um número que oscila entre os 100 e 115 “Hosted Buyers” e dissemos que queremos ser mais restitos e tentar identificar o melhor que houver em cada um dos mercados dentro de algumas limitações que ainda existem de mobilidade internacional, mas identificar o melhor que existe em cada um destes mercados.

Do lado da organização da BTL fizemos mesmo um esforço de contratar um consultor internacional que nos está a ajudar, para além daquilo que são os inputs do Turismo de Portugal e da TAP, de outros mercados onde o Turismo de Portugal e a TAP não estão tão focados e identificar players internacionais que são importantes e que possam ter valor acrescentado noutras geografias para estar presentes na feira. Este é um primeiro um sinal e um primeiro investimento que a BTL está a fazer e que, de facto, no programa “Buyers” quer ter uma palavra muito importante a dizer juntamente com os seus parceiros Turismo de Portugal e TAP.

Isto vai fazer com que possamos, de alguma forma, ter uma comparação entre aquilo que é a qualidade dos diferentes participantes no programa de “Hosted Buyers”. Confiando plenamente naquilo que é o trabalho desenvolvido pelo Turismo de Portugal e pela TAP, também queremos perceber se a visão de um outro player de fora desta equação, que nos vai trazer outro tipo de players, se em termos qualitativos estão alinhados com aquilo que são os outros “Buyers” que tradicionalmente temos através desta participação da TAP e do TdP, e se são complementares, se têm mais ou menos qualidade. Há uma coisa que temos percebido nestas conversas com a empresa consultora, é que é fundamental fazer um shift e focar prima facie naquilo que é a procura. Se tivermos bem identificada a procura temos um caminho muito mais facilitado.

Num modelo de negócios de feiras e eventos, acho que temos de fazer um shift e focar-nos mais em identificar, claramente, qual é a procura, porque depois é muito mais fácil fazermos um match com oferta. É preciso fazer um trabalho ao longo do ano, ir falando com o mercado e com os players, falar com a procura para perceber exatamente quais sáo as necessidasdes e exigências e tentar ser o mais assertivos e tentar fazer depois este match com a oferta.

Vivemos num mundo concorrencial. Neste caso no programa, atraímos “Hosted Buyers” que vêm a Portugal com um interesse de, obviamente, concretizarem negócios, mas vivemos num mundo concorrencial onde existem muitas outras ofertas para ir a outros mercados e trabalhar outros mercados. A nossa obrigação passa por identificar o melhor possível, com a maior antecedência, tudo aquilo que são as necessidades, de modo a preparar com tempo e com qualidade, a oferta que vai ser disponibilizada para que, em termos efetivos, termos instrumentos para medi. A nossa ambição é, de facto, que quer do lado dos “Buyers”, quer do lado dos expositores, comece a haver uma perceção, uma evidência de qualidade global do programa. Se, de facto, se trata de um programa qualificado, que produz resultados, essa é uma missão que tem de começar já e tem de ser trabalhada para o futuro de uma forma cada vez mais assertiva.

Mas falou entre 100 e 115 “Hosted Buyers”. E “Buyers”, já há?
Sim, entre os 100 e 115 “Hosted Buyers”. Posso dizer-lhe que, em 2019, tivemos na BTL cerca de 2.000 “Buyers” que vieram por modo próprio visitar a BTL para identificar oportunidades de negócio.

No fundo, esses “Buyers” já têm, à partida, no seu mindset o sentimento de que Portugal é um mercado de oportunidades e querem estar presentes. Sendo que também temos algumas surpresas, porque temos players internacionais que preferem vir no programa de “Buyers“ em vez do de “Hosted Buyers” porque vêm incógnitos, anónimos e, portanto, não têm de expor-se.

O programa de “Hosted Buyers” obriga os participantes a determinados compromissos, situação que não acontece com os “Buyers” que vão para onde querem, quando querem e falam com quem querem. Mas temos de dar, cada vez mais, melhores condições para poderem ser efetivos no seu trabalho.

Em termos de segurança, e isso muitas vezes é importante para quem vem, o que é que a organização da BTL pode garantir?
A BTL e a Fundação AIP podem garantir tudo aquilo que vem garantindo até agora. Felizmente vivemos um quadro muito menos restritivo. Tudo aquilo que será fundamental assegurar na BTL é aquilo que está prescrito pelas autoridades de saúde e que se circunscreve, felizmente, à utilização da máscara em espaço interior. Já não existem limitações ao número de visitantes que a BTL pode ter, já não existem todas as condicionantes que existiram no passado e que tinham a ver com certificados, com testes, etc..

No final do dia 20 de março de 2022 o que seria para a organização uma BTL de sucesso?
Uma BTL de sucesso no dia 20 de março de 2022 tem muito a ver com a perceção que quer os expositores, quer os visitantes, tiverem daquilo que, em conjunto, nós e os players do setor, fomos capazes de criar e de entregar.

As métricas são muito importantes e, sinceramente, não estou preocupado só pela medição do número de visitantes.

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Conheça os nomeados dos “Portugal Trade Awards by Publituris @BTL 2023”

Os “Portugal Trade Awards by Publituris @BTL” têm na sua edição de 2023, uma centena de nomeados. As votações terminam a 17 de fevereiro de 2023.

Publituris

Estão lançados os “Portugal Trade Awards by Publituris @BTL 2023”. Para a edição deste ano, existem 100 nomeados em 16 categorias, havendo ainda lugar ao prémio de “Personalidade do Ano”, atribuído diretamente pela redação do jornal Publituris.

Tal como na edição de 2022, os vencedores serão encontrados através de uma média ponderada entre os votos do Júri (45%), dos assinantes do jornal do Publituris (45%) e subscritores da newsletter diária do www.publituris.pt (10%).

Face às edições anteriores dos “Publituris Portugal Trade Awards” existem categorias que transitam para os “Publituris Travel Awards” que se realizarão no final do mês de junho de 2023. As categorias que transitaram para os “Publituris Portugal Travel Awards” foram todas as categorias relacionadas com a hotelaria, rent-a-car, cruzeiros, parques temáticos, animação turística e marinas.

A entrega dos “Portugal Trade Awards by Publituris @BTL 2023” realizar-se-á no dia 1 de março de 2023, a partir das 17h00, na Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL) 2023.

A votação online decorre no site dos prémios – https://premios.publituris.pt/ – entre os dias 23 de janeiro de 2023 e 17 de fevereiro de 2023.

Para validar o voto é exigida a introdução do e-mail, que terá de ser idêntico ao de registo na newsletter do Publituris.pt.

Os nomeados dos “Portugal Trade Awards by Publituris @BTL 2023” são:

Melhor Operador Turístico
Icárion
Lusanova
Nortravel
Quadrante
Solférias
Soltour
Soltrópico
Sonhando
Viajar Tours

Melhor Agência Corporativa
Carlson Wagonlit Travel (CWT)
Cosmos
Globalis
Osiris
TQ Travel Quality
Travelstore American Express GBT
Wide Travel

Melhor Consolidador
Consolidador.com
Magnet
TUI Air Cruiser

Melhor DMC
Abreu Events
Buzz Travel
CITUR
DTravel
EC Travel
In Tours
Inside Tours
PT DMC by Em Viagem

Melhor Distribuidor B2B
Bedsonline
Tour10
Turitravel
Veturis
W2M

Melhor GSA Aviação
APG
ATR
Select Aviation
Silon Aviacion
Summerwind

Melhor Sistema Global de Distribuição
Amadeus
Destinux
Travelport

Melhor Empresa de Transfers
CM Private Luxury Tours
DP Tours Plus
Specialimo
Timeless
VIP Limousines
Yellowfish

Melhor Empresa Gestão Hoteleira
AHM
Amazing Evolution
Blueshift
DHM
Unlock Boutique Hotels

Melhor Empresa Software Gestão Hoteleira (PMS)
CLEVER
GuestCentric
HiJiffy
HOST
Newhotel
Paratytech
RoomRaccoon
XLR8RMS

Melhor Startup
Handyhostel
LUGGit
Merytu
Pleez
Sciven
YooniK

Melhor Consultoria e Assessoria Turismo
ABC Hospitality
IPDT
Neoturis
Pendular
PHC
Viability

Melhor Formação Turismo
Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril
Escolas de Turismo de Portugal
ISAG
ISCE
NOVA SBE Westmont Institute of Tourism & Hospitality
Universidade de Évora
Universidade Europeia

Melhor Seguradora de Viagens
Allianz
Europe Assistance
IATI Seguros
In Sure Brokers
Liberty
MAPFRE
MDS
SGS

Melhor Empresa Organização de Eventos
29 Graus
Desafio Global
GR8
H2N
NIU – Brand Activation
Voqin´

Melhor Venue para Eventos e Congressos
Alfândega do Porto
Altice Arena
Altice Forum Braga
CCB
Centro de Congressos do Estoril
Convento de São Francisco
Convento do Beato
WOW Porto

Personalidade do Ano 2022
Prémio atribuído diretamente pela redação do jornal Publituris.

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“A BTL é um acelerador e impulsionador de negócios”

Evento obrigatório no panorama do turismo, a Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL) tem datas marcadas de 1 a 5 de março de 2023. A pouco mais de dois meses do início do evento, Dália Palma, gestora da feira BTL, admite que “o turismo está a regressar aos níveis de 2019 e essa dinâmica do setor está a refletir-se na BTL 2023”.

Victor Jorge

Para começar, “o nosso ponto de partida, a BTL 2022, é fantástico”. Quem o diz é Dália Palma, gestora da feira, que antecipa que a BTL é “o marketplace do setor do turismo, o ponto de encontro entre a oferta e a procura”. O acompanhamento das tendências do mercado em matéria de inovação, trará, além de produtos turísticos como o enoturismo, cultura, festivais e natureza, um reforço da representatividade dos diferentes setores da oferta nacional como será a aposta na oferta turística LGBTI+, “um segmento cuja procura é cada vez maior em Portugal”, reconhece Dália Palma.

A menos de três meses do arranque da BTL 2023, o que poderemos esperar do evento?
O nosso ponto de partida, a BTL 2022, é fantástico. Recordo que a última edição da BTL foi uma das melhores de sempre, considerando os dois anos de paralisação da atividade turística. O turismo está a regressar aos níveis de 2019 e essa dinâmica do setor está a refletir-se na BTL 2023.

Podemos esperar um evento com grande representatividade do destino Portugal e uma área internacional cada vez mais alargada com propostas de novos destinos.

O foco está também no negócio, B2B e B2C, no network e nas experiências.

Na apresentação da BTL 2023, em julho deste ano, Pedro Braga, diretor-geral Adjunto da Lisboa FCE, entidade organizadora da BTL, referia que o evento terá “um foco grande na componente da internacionalização”. O que está a ser feito nessa componente?
A internacionalização da BTL é resultado de uma estratégia que tem por base uma pluralidade de ações, nomeadamente, do reforço da visibilidade da BTL no calendário internacional das feiras de turismo, através do reconhecimento do mercado, suppliers e buyers. Para isso, temos vindo a desenvolver várias ações, entre as quais, promover a internacionalização da BTL noutros mercados, através de parcerias, enquanto maior montra de turismo nacional; participar em feiras internacionais e em reuniões com suppliers internacionais, nomeadamente, destinos, DMC’s e tour operadores; reforçar o programa de buyers qualificado e segmentado à oferta; e atrair cada vez mais destinos internacionais.

 

Podemos esperar um evento com grande representatividade do destino Portugal e uma área internacional cada vez mais alargada com propostas de novos destinos

 

A promoção da BTL
Marcaram presença no WTM London 2022. A vossa presença em Londres serviu, precisamente, para compor essa maior componente internacional?
A presença da equipa BTL na WTM faz parte da estratégia da internacionalização do evento que nos permite incrementar a visibilidade da BTL em termos internacionais.

A BTL tem vindo a reforçar a componente internacional, habitualmente com a área de exposição no pavilhão 4, que conta com a apresentação de novos destinos através de representações institucionais e/ou de agentes que vendem o destino na componente B2B e B2C.

Também irão à FITUR (Madrid, Espanha) promover a BTL?
Espanha é um mercado de proximidade estratégico, de onde recebemos um fluxo anual de turistas de extrema importância. Iremos ter, para além reuniões com os destinos e marcas internacionais, uma presença física com o objectivo de potenciar esse contacto com destinos internacionais.

A BTL 2023 coloca-se entre a FITUR (Madrid, Espanha) e a ITB (Berlim, Alemanha). Como é que uma BTL se posiciona neste calendário?
O destino Portugal é cada vez mais reconhecido no panorama do Turismo Mundial. Veja-se as várias distinções recebidas há pouco tempo nos ‘World Travel Awards’. Na área do Meeting Industry, Portugal ocupa a 6.ª posição no ranking europeu dos países que mais recebe e organiza congressos e convenções e Lisboa é, presentemente, a 2.ª cidade mais procurada do mundo para congressos internacionais, segundo o ranking ICCA.

A realização da BTL após a FITUR e antes da ITB permite-nos beneficiar do facto dos buyers, sobretudo oriundos de mercados da América do Sul e Ásia, estarem na Europa o que reforça o seu potencial de participarem na BTL. Este posicionamento, faz parte da estratégia de internacionalização, nomeadamente no engagement com os buyers e destinos.

 

A BTL tem a ambição de reforçar permanentemente a qualidade dos ‘Hosted Buyers’ presentes no seu programa, pelo que o nível de exigência para a qualificação dos mesmos é cada vez maior

 

A relevância do buyers
Uma maior internacionalização da BTL passa por ter mais ‘buyers’ internacionais presentes na feira?
O programa de buyers, que conta com a TAP e o Turismo de Portugal, enquanto parceiros estratégicos, é uma parte muito importante da equação de internacionalização da BTL que tem conhecido uma evolução, procurando reforçar a qualidade dos buyers presentes em detrimento da quantidade, com o objetivo de entregar o maior retorno possível para as empresas que participam no Programa de ‘Hosted Buyers’ e para o destino Portugal.

Na última edição, alterámos o modelo de reuniões e podemos dizer que foi um sucesso. Incrementámos o retorno das reuniões realizadas e potenciámos um maior volume de negócios para os nossos expositores. É essa a afirmação da BTL, o marketplace para o setor do turismo.

De acordo com o inquérito realizado junto dos expositores e buyers presentes na última edição, 94,9% dos expositores consideram que a BTL é o evento mais importante do setor realizado em Portugal e 63% dos buyers colocou o programa de ‘Hosted Buyers’ no top dos melhores em que participaram a nível internacional.

Desafiados a classificar a qualidade das reuniões realizadas, os ‘Hosted Buyers’ atribuíram 4,67 pontos (em 5 possíveis). Os expositores classificaram as reuniões com 4,29 (em 5 possíveis).

Será este ano que, tal como Pedro Braga referia, iremos ter uma maior diferenciação entre os “hosted buyers” e os “buyers”?
A BTL tem a ambição de reforçar permanentemente a qualidade dos ‘Hosted Buyers’ presentes no seu programa, pelo que o nível de exigência para a qualificação dos mesmos é cada vez maior. O que resulta na necessidade de criar alternativas para aqueles buyers que, não preenchendo todos os requisitos necessários para fazerem parte do Programa ‘Hosted Buyers’, não deixam de ser igualmente compradores ativos do destino Portugal. Criamos as condições necessárias para que possam aceder à oferta turística disponível na BTL e assim identificarem oportunidades de negócio.

Inovar na oferta
De que forma é que uma feira como a BTL pode inovar, de forma a ir ao encontro das exigências de quem expõe e visita a feira?
A organização da BTL tem uma grande responsabilidade. Inovar e entregar valor a quem expõe e a quem nos visita é cada vez mais desafiante, mas essa, é a nossa responsabilidade enquanto marketplace.

O setor do turismo, é bastante inovador e exigente, um fator que tem sido decisivo no crescimento e no peso que ocupa atualmente na economia nacional e que mais contribui para o PIB e para as exportações de serviços.

A BTL acompanha as tendências do mercado em matéria de inovação, não só ao nível da oferta e da procura do produto turístico, nomeadamente do enoturismo, da cultura, dos festivais e da natureza, mas também no que diz respeito à oferta de serviços que impulsionam a inovação do setor, como é o caso da área das tecnologias e do digital.

Reforçar a representatividade dos diferentes setores da oferta nacional é também um dos objetivos da BTL que este ano aposta na oferta turística LGBTI+, um segmento cuja procura é cada vez maior em Portugal.

 

A realização da BTL após a FITUR e antes da ITB permite-nos beneficiar do facto dos buyers, sobretudo oriundos de mercados da América do Sul e Ásia, estarem na Europa o que reforça o seu potencial de participarem na BTL

 

A BTL 2023 tem no Centro o destino nacional convidado, e em Aveiro o município convidado. Qual a razão para esta escolha?
Em todas as edições existe uma rotatividade entre as regiões. Para a BTL 2023, a chancela foi atribuída ao Centro de Portugal, que seguramente vai trazer toda a diversidade e qualidade da oferta turística desta região.

Já a escolha do município convidado, está associada a um conjunto desafios lançados pela organização da BTL e que Aveiro não só aceitou, como superou. Aveiro manifestou a sua intenção em ser Município Convidado da BTL 2023 ainda antes do fecho da edição 2022.

Estamos certos de que estas duas apostas representarão um forte contributo para o sucesso da próxima BTL.

Do lado profissional, o que é que uma BTL poderá trazer ao negócio. Ou seja, porque é que um profissional deve marcar presença numa BTL?
A BTL é o marketplace do setor do turismo, o ponto de encontro entre a oferta e a procura. Para quem desenvolve o seu negócio no setor do turismo, de forma direta ou indireta, visitar a BTL é incontornável como forma de encontrar a inspiração necessária e muitas vezes a rede de parcerias mais adequada.

A BTL é um acelerador e impulsionador de negócios, onde durante cinco dias de evento junta a oferta turística nacional e internacional, e a procura na vertente do B2B e B2C.

A BTL é o único evento com a maior oferta turística do destino Portugal e este é um fator diferenciador para os buyers que querem iniciar a contratação e/ou a diversificar a sua oferta em portfólio.

Além desta vertente, e ainda no B2B, o negócio não se esgota na oferta turística, a BTL tem uma forte componente de exposição na área dos equipamentos e serviços, nomeadamente tecnologias e digital. Na vertente B2C, a BTL é a plataforma para a reserva de férias dos portugueses

A BTL manterá a duração feira de cinco dias, divididos em três para profissionais e dois para o público geral? Esta componente do público continua a ter relevância?
A BTL já faz parte do mindset dos portugueses quando decidem conhecer e experienciar a oferta do destino nacional e dos mais de 60 destinos internacionais habitualmente presentes. A venda directa é um dos vetores estratégicos definidos e que pretendemos alargar a outras áreas de exposição, destino nacional, para além da consolidada área Internacional.

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BTL apresenta estratégia para edição de 2023

A BTL – Bolsa de Turismo de Lisboa vai dar a conhecer as novidades da edição de 2023, no próximo dia 14 de julho, quarta-feira, na FIL, numa sessão que contará com a presença da secretária de Estado do Turismo, Rita Marques.

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Na mesma sessão serão igualmente conhecidos os vencedores dos prémios BTL 2022.

O evento terá início às 17h30 e decorrerá na FIL – Parque das Nações. As boas-vindas aos convidados serão dadas pelo presidente da Fundação AIP (entidade organizadora da BTL), o Comendador Jorge Rocha de Matos, seguindo-se a apresentação dos vetores estratégicos da BTL 2023, e serão ainda anunciados o Município Convidado e o Destino Nacional Convidado BTL 2023, pelos respetivos presidente da autarquia e presidente da Entidade Regional. A secretária de Estado do Turismo encerrará a cerimónia.

Refira-se que a 33ª edição da BTL– Bolsa de Turismo de Lisboa irá decorrer de 01 a 05 de março de 2023, na FIL – Parque das Nações.

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BTL 2022 recebeu mais de 45 mil visitantes

Um dos objetivos estratégicos da BTL para os próximos anos é de se afirmar como o grande marketplace do setor do turismo e reforçar a qualidade e a representatividade dos diferentes segmentos do Programa de Buyers.

Victor Jorge
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A Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL), que decorreu entre 16 e 20 de março na FIL, recebeu, entre profissionais e público geral, 45.569 visitantes, salientando a organização do evento que “esta foi uma das edições onde foram concretizados mais negócios, segundo os vários indicadores preliminares”.

De resto, a equipa da BTL considera que “esta foi a melhor resposta que o setor do turismo podia ter dado após dois anos de interregno da BTL, e foi demostrativa da resiliência e da enorme capacidade deste que é um dos mais importantes sectores da economia nacional”.

A feira contou com a participação de 1.407 expositores (diretos e indiretos), um número superior ao da última edição, em 2019, numa área de exposição de 45.000m2 dividida por quatro pavilhões, tendo estado presentes 60 destinos internacionais.

Um dos objetivos estratégicos da BTL para os próximos anos é de se afirmar como o grande marketplace do setor do turismo, pelo que Dália Palma, gestora de Feira, destaca que “a sensação do dever cumprido” está “intimamente ligada ao elevado nível da satisfação dos expositores nas duas dinâmicas de negócio, B2B e B2C”, bem como “à opinião do público que visitou a BTL, e que cada vez mais se desloca com o intuito de comprar as suas férias”.

Outro dos objetivos da BTL e dos seus parceiros, Turismo de Portugal e TAP, para os próximos anos, é reforçar a qualidade e a representatividade dos diferentes segmentos do Programa de Buyers.

Nesta edição a BTL contou com a presença de 94 buyers provenientes de 18 mercados: Alemanha, Bélgica, Brasil, Canadá, Chéquia, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos, França, Países Baixos, Hungria, Índia, Israel, México, Noruega, Polónia, Reino Unido e Suécia.

Com 256 expositores a marcarem presença neste programa, a organização da BTL refere que foram agendadas um número recorde de 1.404 reuniões.

Sobre estes números, Dália Palma explica que “este ano a organização implementou uma ferramenta que possibilitou a avaliação do resultado de cada umas das reuniões, o que vai permitir medir o sucesso desta iniciativa, bem como perceber o potencial de negócio que vai gerar”. “Ainda estamos em fase de análise desta informação, mas os primeiros indicadores permitem-nos desde já afirmar que este programa está ao nível do que melhor se faz a nível internacional.

Quanto a números a organização da BTL revela que, relativamente ao público profissional, 98,3% recomendaria a visita à BTL a outros profissionais do Turismo, enquanto 95,4 % tenciona repetir a visita na próxima edição.

Os dados indicam, igualmente, que 61,8 % dos visitantes profissionais deslocou-se à BTL com intenção de realizar negócios para 83,2% considerar a BTL como o evento mais importante no setor do turismo em Portugal.

Finalmente, 83,8% considera que a BTL contribui para a projeção do turismo a nível internacional e 87,9% refere que a BTL vai permitir acelerar a recuperação económica do setor.

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Viseu Dão Lafões oferece 1.600 kms para turismo de desporto e natureza

Numa estratégia de Walking & Cycling da região de Viseu Dão Lafões, são agora possíveis 1.600Kms que o território tem para oferecer aos amantes do Desporto e Natureza. A apresentação deste projeto decorreu na BTL.

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O passo significativo para a conclusão desta estratégia será dado ainda em 2022, com a abertura da Ecopista do Vouga, a acontecer entre setembro e outubro, anunciou Nuno Martinho, secretário executivo da CIM Viseu Dão Lafões.

Entre percursos pedestres (400 Kms sinalizados), centros de BTT (mais 831 Kms homologados), percursos de Trail (100 Kms), quatro novas Subidas Épicas de estrada (S. Pedro do Sul; Castro Daire; e Vouzela) e a ligação da pioneira Ecopista do Dão à nova Ecopista do Vouga, a região de Viseu Dão Lafões apresenta uma rede sinalizada, certifica e homologada, com os diversos parceiros, incluindo a Federação Portuguesa de Ciclismo, representada na cerimónia pelo respetivo presidente, Delmino Pereira.

A região viajou até à capital para dar a conhecer os grandes atributos da região de Viseu, naquela que é a primeira presença integrada dos seus 14 municípios na BTL, através de um stand próprio e todo um programa de atividades associado.

Esta participação contemplou o “best of” de atributos da região de Viseu Dão Lafões: “um destino com propostas à medida dos amantes do universo mais zen mas também dos amantes da adrenalina e aventura. Viseu Dão Lafões irá apresentar-se como a região do país onde, sem a confusão das grandes cidades, é possível viajar em busca da adrenalina e agitação, mas também encontrar o lugar perfeito para um retiro”, refere comunicado da entidade.

Turismo de natureza; gastronomia e vinhos; cultura e património e saúde e bem-estar serão os eixos de ativação e comunicação desta região ao longo do ano.

 

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BTL 2022: Turismo de Portugal apostou na segmentação da oferta e inovação do setor

O Turismo de Portugal, mais uma vez, teve uma atividade dinâmica na Bolsa de Turismo de Lisboa, apostando na segmentação da oferta e inovação do setor.

Depois de dois anos de ausência, devido ao forte impacto da pandemia no setor, o Turismo de Portugal aplaudiu o regresso da Bolsa de Turismo de Lisboa que sinaliza e confirma a retoma da atividade turística nacional. Durante cinco dias, foram várias as ações organizadas em torno de temáticas particularmente relevantes, como a importância da segmentação da oferta e a inovação no turismo.

“Economia da Experiência: Turismo Literário e como crescer em valor no Reino Unido” foi a conferência que reuniu profissionais do turismo e da cultura para abordar este segmento inovador e com grande potencial. O evento contou com a participação de Paul Charles, um dos principais especialistas do setor das viagens e turismo que se tem pronunciado sobre a recuperação face ao quadro pandémico e que abordará as novas oportunidades para Portugal no mercado britânico.

O Enoturismo foi também alvo de abordagem por parte do Turismo de Portugal. No dia 17, organizou um conjunto de talks que, contando com a participação de diversos especialistas e empresários do setor, tiveram como foco e abordagem as perspetivas de internacionalização do enoturismo nacional.

Em colaboração com a Rede Portuguesa de Turismo Industrial, o Turismo de Portugal organizou, no dia 18 de março, o workshop “À descoberta do Turismo Industrial” que deu a conhecer a oferta deste segmento, partilhar experiências e know-how nacionais que confirmem a pertinência e procura deste produto, assim como estimular o desenvolvimento de programas turísticos passíveis de promoção e venda junto de turistas nacionais e internacionais.

O presidente do Turismo de Portugal, Luís Araújo, na qualidade de presidente da Direção do NEST – Centro de Inovação do Turismo, foi um dos anfitriões do evento “What’s Next – Innovating Tourism” que debateu o futuro do turismo e partilhou as melhores ideias e práticas, apresentando as soluções inovadoras de mais de 60 startups levando ao palco da FIL, de 16 a 20 de março, os principais líderes do setor. A iniciativa contou com a participação de especialistas de diferentes áreas, como Juliet Kinsman (Editora de Sustentabilidade Condé Nast) e Joana Vasconcelos, Maria de Belém Roseira e Germano de Sousa.

O Turismo de Portugal voltou também a apoiar a realização do Programa de Hosted Buyers, no âmbito da BTL, para promover o contacto entre 93 operadores turísticos, oriundos de 21 mercados emissores, e as empresas portuguesas que estiveram presentes na Feira, com o objetivo de incrementar a visibilidade do destino e potenciar os negócios destas empresas turísticas.

Segundo a entidade, este programa “afirma-se, uma vez mais, como uma ação promocional de interesse estratégico para a promoção externa de Portugal, enquadrada no âmbito de atuação do Turismo de Portugal, cujas Equipas de Turismo nos mercados fazem a seleção dos operadores turísticos internacionais considerados estratégicos para a oferta/distribuição do Destino Portugal junto da procura externa”.

Refira-se que este programa conta, igualmente, com o apoio das sete Agências Regionais de Promoção Turística que proporcionaram a estes operadores convidados, a realização de pós tours com vista a destacar as diversidades e as novidades da oferta turística de cada região.

Dada a relevância da capacitação e qualificação das profissões turísticas, as Escolas do Turismo de Portugal também marcaram presença nesta edição da BTL. De 16 a 20 de março, entre outras iniciativas, estiveram a dinamizar o stand da RIPTUR e a participar na Feira da Empregabilidade, numa parceria com a Fórum Turismo, com as Escolas de Lisboa, Porto, Algarve e Oeste, e um total de 172 alunos e 18 professores.

Ainda no âmbito da formação, foi assinado, no dia 17 de março, o Plano de Ação para a Cooperação no domínio da Formação Turística entre o Turismo de Portugal e o Estado do Ceará (Brasil). Este Plano contempla três eixos fundamentais na área da formação profissional – Formação de Formadores, intercâmbio de alunos e partilha de conhecimentos – para acrescentar valor às duas entidades e reforçar a promoção dos fluxos turísticos, da formação e qualificação dos profissionais do setor e da cooperação institucional.

“O regresso da BTL em 2022 é um espelho da resiliência e da capacidade de adaptação do nosso setor. Durante estes dias fomos capazes de mostrar aquilo que Portugal tem de melhor: as incomparáveis qualidades de bem receber todos, uma oferta diferenciadora e a capacidade de proporcionar experiências inesquecíveis”, afirmou o presidente do Turismo de Portugal, Luís Araújo.

 

 

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O novo viajante “quer verdade e responsabilidade”, concluíram os oradores da conferência do Publituris na BTL

Com a pandemia, os novos viajantes tornaram-se mais exigentes, mas acima de tudo querem a verdade do produto que compram em toda a cadeia de valor do turismo, e responsabilidade de quem os acolhe, para além de se preocuparem com as questões da segurança sanitária.

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Esta opinião foi unânime entre os convidados da conferência promovida pelo Publituris, no âmbito da BTL: Luís Araújo, presidente do Turismo de Portugal, Margarida Almeida, CEO da Amazing Evolution, Sílvia Dias, diretora de Marketing da Savoy Signature, e José Lopes, diretor-geral da easyJet para Portugal.

Se no início da pandemia o desafio foi “assustador para todo o setor”, o turismo aproveitou para “aprender” e passou a comunicar com o cliente de forma clara, como disse o presidente do Turismo de Portugal.

Já Margarida Almeida apontou que “a autenticidade do produto” passou a ser mais valorizado, num cliente que hoje é muito mais exigente e que vem “à procura de sair mais rico do que entrou num hotel, e levar na mala a paixão dessa estadia”.

A CEO da Amazing Evolution acrescentou que “a conexão com a natureza passou a ser mais real e mais verdadeira”.

Já Sílvia Dias referiu que “o que prometemos tem que ser concretizado se queremos fidelizar esse cliente”. Por isso, a cadeia hoteleira, durante a pandemia, apostou na formação do seu staff porque o novo cliente “mais do que a eficiência, passou a valorizar a empatia”.

Por sua vez, José Lopes destacou que a comunicação “tem sido o fator facilitador para chegar aos passageiros e restituir a confiança que estava abalada. Já tínhamos um avanço nesse aspeto, mas tivemos que investir mais nessa área, e hoje, numa informação baseada na ciência”.

Luís Araújo realçou que se antigamente conquistar o cliente era pelo dinheiro que gastava numa boa cama ou na remodelação de um hotel “hoje só não chega”, para indicar que “mais do que exigência da sustentabilidade ambiental, económica e social, a responsabilidade é a palavra-chave”, o cliente não vai querer pagar mais por “quem toma conta dele”.

Todos os intervenientes na conferência do Publituris apontaram que a mobilidade mais simples e mais verde vai ser o futuro, bem como a evolução do processo de digitalização num setor que, nunca vai deixar de ser um negócio de pessoas para pessoas.

Tudo o que foi dito nesta conferência poderá ser lido em pormenor na próxima edição do Publituris.

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Turismo ativo: Madeira Ocean Trails passa a apostar em atividades náuticas

A Madeira Ocean Trails (MOT) anunciou na BTL que vai passar a integrar também desportos e atividades náuticas, uma das grandes valências do destino. Assim, passa a apresentar-se com duas submarcas – MOT Trails e MOT Ocean.

A Madeira Ocean Trails (MOT), até agora associada aos trilhos e atividades de montanha na região, passa agora a apostar nas principais experiências náuticas que o destino oferece.

O lançamento do rebranding da marca MOT aconteceu sexta-feira no stand da Madeira, na Bolsa de Turismo de Lisboa.

Segundo o secretário Regional de Turismo e Cultura, e presidente da Associação de Promoção da Madeira, Eduardo Jesus, o clima subtropical da região permite a prática de uma grande variedade de atividades de montanha e mar, ao longo de todo o ano, para realçar que “essa é sem dúvida uma vantagem competitiva da Madeira que deve ser explorada ao máximo, por forma a potenciar cada vez mais fluxos de visitantes, em especial os que procuram este tipo de produtos”.

Eduardo Jesus referiu ainda que este conceito MOT, sai mais fortalecido com esta nova ligação, “passando a ser uma marca completa de turismo ativo e a posicionar a Madeira como um destino de natureza e aventura com muitas premissas.”

Este conceito foi lançado em 2017 com o objetivo de promover as principais atividades de montanha, sempre enquadradas com paisagens arrebatadoras sobre o mar e a natureza envolvente. Nos anos subsequentes, o crescimento da procura por atividades náuticas e a necessidade de posicionar a Madeira e o Porto Santo como destinos de forte ligação ao mar, tornou clara a importância de um rebranding que integrasse este recurso natural nesta marca de turismo ativo.

Assim, em 2022, a marca passa a designar-se Madeira Ocean & Trails, apresentando duas submarcas – MOT Trails e MOT Ocean que farão a promoção das principais atividades e eventos que acontecem ao longo do ano.

O MOT Trails integra as atividades de montanha com maior notoriedade e procura por parte dos visitantes, nomeadamente o trail running, os passeios a pé, o btt e o canyoning, enquanto o MOT Ocean irá comunicar as atividades náuticas e os seus principais spots, com destaques para o surf, o mergulho, a observação de cetáceos, a natação em águas abertas, entre outras.

Outra novidade que surge com este rebranding é a inclusão de uma nova assinatura de marca – “Way too Beautiful”, que pretende fazer a ligação entre o mar e a montanha.

Além da nova identidade visual da marca, o site foi também completamente restruturado, de modo a integrar as atividades e eventos náuticos.

Associado a este lançamento, foi também apresentado o projeto “Madeira Outdoor Stories” realizado em parceria com o conhecido kitesurfista Francisco Lufinha.

 

 

 

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Vítor Neto é presidente honorário da BTL

A Fundação AIP distinguiu Vítor Neto como presidente honorário da Bolsa de Turismo de Lisboa. O empresário foi, nos últimos anos, presidente do Conselho Estratégico deste evento.

O empresário Vítor Neto acaba de ser distinguido, pela Fundação AIP, como presidente honorário da BTL -Bolsa de Turismo de Lisboa, “pelo seu contributo ao longo dos últimos anos” como presidente do Conselho Estratégico deste evento.

Á cerimónia, que decorreu durante a 33ª edição da Feira, contou com a presença de vários empresários do setor turístico.

Em comunicado de imprensa, a entidade organizadora da BTL destaca que irá continuar “a contar com o reconhecido conhecimento” de Vitor Neto sobre o sector do Turismo, “da sua capacidade de analisar problemas e também de apresentar soluções, bem como do seu contributo para a criação de uma visão de futuro para o setor do turismo nacional”.

A Fundação AIP realça ainda a vasta experiência que Vitor Neto acumulou como empresário e gestor, como líder associativo (presidente do NERA ‐ Associação Empresarial do Algarve, vice‐presidente da AIP‐CCI e membro da Direção da CIP‐CEP), enquanto secretario de Estado do Turismo (1997 e 2002) e sobretudo como autor de estudos e publicações sobre o tema do turismo, “o que lhe confere um lugar entre os maiores especialistas portugueses sobre este tema”.

 

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TAP anuncia plano para a época alta do verão: 12 mil voos semanais

A TAP vai ter no pico do próximo verão mais de 12 mil voos semanais e retomar praticamente 100% dos destinos que operava antes da pandemia: 10 na América do Norte, 12 no Centro e Sul da América, 20 em África e 44 na Europa.

A TAP prevê operar durante a época alta do verão mais de 12 mil voos semanais, anunciou na BTL a presidente executiva da companhia aérea, Christine Ourmières-Widener.

O momento, que serviu para assinalar, com o trade turístico, os 77 anos da TAP, e que contou também com a presença do ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, a executiva referiu que a transportadora aérea portuguesa está a restabelecer a sua ligação ao mundo, com 10 destinos na América do Norte, 12 no Centro e Sul da América, 20 em África e 44 na Europa. Um dos exemplos é o regresso da rota para Porto Alegre (no Brasil), a partir de Lisboa, ou seja, vai repor, a partir do verão IATA, que se inicia no final de março, todas as rotas que operava antes da pandemia.

No mesmo dia, conforme comunicado, a TAP anunciava ao mercado que vai aumentar a sobretaxa de combustível devido à subida do preço do petróleo, indicando que “a curto prazo, é inevitável que os preços das viagens” subam.

“Em consonância com outras grandes companhias aéreas, a TAP vai aumentar a taxa YQ (conhecida como taxa de combustível) devido ao aumento do preço do ‘jetfuel’ [combustível para aviação], um dos principais fatores de custo na aviação”, destacava o comunicado.

Por sua vez, Pedro Siza Vieira desejou que estes sejam “tempos de esperança, construção de futuro” e também o início de um novo “ciclo virtuoso” para a TAP.

Realçou que “grande parte do que liga Portugal a outros continentes é oferecida pela TAP”, para considerar que a transportadora aérea “puxa pela economia nacional e pelas outras empresas”.

O ministro da Economia disse ainda, que apesar da guerra na Ucrânia e do aumento dos combustíveis, há condições para uma subida da procura pelo transporte aéreo.

“É verdade que novas atribulações se apresentam no horizonte com a situação de guerra na Europa, que terá consequências ao nível do preço dos combustíveis e da procura, mas estamos convencidos que apesar dessa instabilidade, há condições para assistirmos ao próprio crescimento pela procura do transporte aéreo e estamos convencidos de que a TAP continuará a ser protagonista disso, devolvendo ao país o investimento significativo que nela fizemos”, afirmou o governante.

Siza Vieira lembrou a longa história da TAP, realçando que, ao longo de 77 anos, a TAP passou “por uma evolução muito grande”, constituindo-se como uma companhia que assegura uma “parte substancial” do transporte aéreo no mercado do atlântico. “Se muitas companhias aéreas voam para o nosso país, grande parte do que liga Portugal a outros continentes é oferecida pela TAP, que se constitui como uma grande empresa, que puxa pela economia nacional e pelas outras empresas, que são suas fornecedoras”, acrescentou.

E justificou o “grande investimento” que o país fez na TAP, à semelhança do que muitos Estados tiveram que fazer para apoiar o setor aéreo “em momentos difíceis”.

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