Assine já
BTL

“À data de hoje, ultrapassámos claramente aquilo que eram as expectativas quando anunciámos BTL”

A 145 dias do início da BTL, na apresentação do evento, não se sabia bem o que esperar. Entretanto, veio a Ómicron e uma inesperada guerra na Europa. Para a Fundação AIP e diretor-geral Adjunto da FCE – Feiras, Congresso e Eventos, Pedro Braga, o evento de 2022 será, “provavelmente a melhor edição de sempre da BTL”. Certo está o acompanhamento das tendências do turismo e uma adaptação às novas dinâmicas exigidas por um setor que viveu – e vive – dois anos de (muita) dificuldade.

Victor Jorge
BTL

“À data de hoje, ultrapassámos claramente aquilo que eram as expectativas quando anunciámos BTL”

A 145 dias do início da BTL, na apresentação do evento, não se sabia bem o que esperar. Entretanto, veio a Ómicron e uma inesperada guerra na Europa. Para a Fundação AIP e diretor-geral Adjunto da FCE – Feiras, Congresso e Eventos, Pedro Braga, o evento de 2022 será, “provavelmente a melhor edição de sempre da BTL”. Certo está o acompanhamento das tendências do turismo e uma adaptação às novas dinâmicas exigidas por um setor que viveu – e vive – dois anos de (muita) dificuldade.

Victor Jorge
Sobre o autor
Victor Jorge
Dossier Relacionado
BTL
Powered by
Logo image
Nova edição: A conferência sobre o novo viajante, Portugal Trade Awards, programação W2M, retoma da promoção turística do Brasil e a aposta tailandesa em Portugal
Eventos Publituris
BTL 2022 recebeu mais de 45 mil visitantes
BTL
O novo viajante “quer verdade e responsabilidade”, concluíram os oradores da conferência do Publituris na BTL
Eventos Publituris
Nova edição: Dois anos de pandemia, os vencedores dos Portugal Trade Awards do Publituris, as propostas dos operadores e dossier seguros
Eventos Publituris
“Teremos e vamos promover a Ucrânia enquanto destino turístico”
Distribuição
Rita Marques (SET) é “Personalidade do Ano” dos “Portugal Trade Awards by Publituris @BTL 2022”
Prémios
Ministro da Economia na abertura da BTL: “Estamos a assistir a uma recuperação do turismo este ano”
BTL
Ucrânia é destino convidado no stand da APAVT/Travelport na BTL
BTL
Golegã lança nova marca turística na BTL
BTL
“Portugal está na moda, mas o estar na moda dá muito trabalho”
BTL
DossiersBTL

Quando as portas se fecharam a 17 de março de 2019, as expectativas eram de começar a trabalhar na edição de 2020. E começou-se. Contudo, apareceu uma pandemia e o maior evento do setor do turismo, em Portugal, teve de ser cancelado por duas vezes.

Por isso, as expectativas para a BTL de 2022 são, naturalmente, altas com um setor do turismo ávido pelo reencontro.

Para Pedro Braga, diretor-geral Adjunto da FCE – Feiras, Congressos e Eventos, teremos uma BTL que “corresponderá em toda a sua plenitude àquilo que os agentes esperam ser um evento com uma dimensão igual ou, arriscar-me-ia dizer, até superior àquilo que foi a edição de 2019”. As portas abrem às 10h00 do dia 16 de março.

Dois anos sem BTL. Que BTL teremos em 2022?
Vamos ter um evento que irá seguramente corresponder ao anseio e vontade de todos os players do setor do turismo que, pelas razões de todos conhecidas, estiveram impossibilitados de participar na BTL nos dois anos anteriores. Vai ser uma BTL que, julgo, corresponderá em toda a sua plenitude àquilo que os agentes esperam ser um evento com uma dimensão igual ou, arriscar-me-ia dizer, até superior àquilo que foi a edição de 2019.

Pretende-se que seja um evento cada vez mais focado na dinâmica e na concretização de negócios e identificação de oportunidades de negócios e, portanto, estamos com uma expectativa muito positiva relativamente ao que vai ser a BTL 2022.

Ter dois anos, 2020 e 2021, sem BTL, apesar de no ano passado ter existido a Bolsa de Viagens, também cria alguma expectativa tanto na organização como quem vem à BTL, tanto expor como visitar?
Com certeza. Mas deixe me só precisar que não se podem confundir dois conceitos e é importante sublinhar isto. A Bolsa de Viagens foi um evento que surgiu num tempo e circunstância específicas para dar resposta a uma necessidade que alguns players do mercado identificaram.

Na realidade, em 2021, não houve BTL. A última BTL realizou-se em 2019 e vai realizar-se agora em 2022. A Bolsa de Viagens foi um evento de venda direta B2C, porque alguns players do mercado sentiam essa necessidade e nos permitiram, e faz parte do escopo da missão da Fundação AIP, apoiar a economia e as empresas e, portanto, ainda que não fosse um projeto com a dimensão e com a realidade económica que está presente aos projetos que organizamos, entendemos que devíamos realizar aquele evento em 2021. Até por uma questão de responsabilidade social.

Voltemos, então, à BTL e àquilo que tradicionalmente a BTL representa. A BTL 2022 tem reunidos todos os ingredientes para ser, de facto, um sucesso. Mas se me permite e com toda a transparência, acho que isto foi uma conjugação de esforços fundamental entre aquilo que é a equipa e aquilo que está por trás da Fundação AIP em termos dos seus recursos humanos para porem novamente de pé este projeto, mas, sobretudo, numa conjugação de esforço muito grande com o setor e com os diferentes players que demonstraram uma resiliência notável depois de dois anos em que tiveram os seus negócios seriamente condicionados.

Esses players tiveram uma capacidade notável para perceber que ou são eles ou somos todos na cadeia de valor do turismo a ter a noção clara de que ou tentamos rapidamente criar mecanismos que acelerem a recuperação do setor ou, se ficarmos à espera, como em muitas circunstâncias acontece que se reúnam as melhores condições para se poder retomar o caminho que antes estávamos a traçar, em 2019, vamos ter sérias dificuldades.

Portanto, para mim a maior mensagem que podemos retirar dos indicadores que temos hoje da BTL, é que o setor do turismo, de facto, dará uma resposta massiva muito importante para aquilo que hoje estou em condições de dizer que será provavelmente a melhor edição de sempre da BTL.

 

A BTL 2022 tem reunidos todos os ingredientes para ser, de facto, um sucesso

 

Vamos agora riscar a pandemia e agora esta última condicionante que é a guerra na Ucrânia. Pergunto-lhe o seguinte: em 2019 houve BTL. Esta BTL de 2022 seria a BTL que se realizaria em 2020?
Ela nunca seria igual, porque o mercado tem sempre novas dinâmicas. Vamos admitir que não havia pandemia. Em dois anos há sempre alteração de circunstâncias de mercado, há novos produtos que são desenvolvidos, há novas tendências que vão chegando e, portanto, a BTL tem que ser o reflexo de todas essas novas tendências e de todas essas alterações.

Hoje estou convencido, tanto quanto é possível fazer previsões nestas coisas, que se não tivesse havido pandemia, a BTL seria uma evolução da BTL de 2019, acompanhando as novas tendências de mercado e tudo aquilo que o mercado viesse, de alguma forma, a identificar como áreas de valor e de potencial crescimento que faria sentido ter representadas na BTL.

Diria que a BTL de 2022 vai necessariamente ser uma BTL também diferente, porque as próprias circunstâncias da pandemia transformaram muito o negócio do setor do turismo e fizeram, nalguns sentidos, até acelerar muito algumas dinâmicas, nomeadamente, na área do digital. É isso que estou a considerar que, provavelmente, não teria acelerado tanto se não tivesse surgido a pandemia.

O digital passou a ser um fator no universo das feiras. A BTL 2022 vai ter essa componente digital?
A janela de oportunidade que o digital potencialmente nos podia trazer, foi uma janela que foi explorada. Em primeira instância, dentro daquilo que são as participações que temos a nível internacional. Partilhamos um conjunto de experiências com os nossos parceiros internacionais para tentar perceber como é que, de facto, o digital podia constituir uma oportunidade para minimizar os impactos que estávamos a atravessar e na altura, em bom rigor, as convicções que existiam não eram exatamente as convicções que existem hoje.

A verdade é que, dois anos volvidos, trata-se de um processo de aprendizagem que se foi fazendo e que permitiu perceber que o digital tem coisas que são importantes, que vieram para ficar, mas que são complementares e não serão nunca substitutos daquilo que são os eventos físicos.

Há uma coisa que continua a ser fundamental e que resulta de muitos indicadores que temos a nível internacional, mais numas geografias do que noutras, mas temos que tratar desta onde estamos, que é aqui na Europa e no nosso país, em particular, somos muito carentes, necessitados do contacto face-to-face, do relacionamento pessoal, presencial.

Agora o digital trouxe coisas que são muito importantes e que vão ficar e nenhum de nós desconhece que o digital nos permite hoje conferir uma muito maior notoriedade àquilo que são os eventos que organizamos, neste caso, na Fundação AIP, e que, nesse aspeto, são ferramentas absolutamente indispensáveis para o futuro.

 

Ao nível dos expositores diretos e indiretos, vamos ter um número igual ou ligeiramente acima do que tivemos em 2009 e que superou os 1.400

 

Lembro-me que na apresentação da BTL, a 145 dias do início, o presidente da Fundação AIP dizer que a BTL 2022 teria que ser, forçosamente, diferente. Que diferença será essa?
Não querendo falar pelo presidente Rocha de Matos, basicamente o que ele queria afirmar é um bocadinho aquilo que acho já anteriormente sabia que o mercado mudou, o setor do turismo teve de mudar e teve de se adaptar. E a feira tem de ser também o reflexo dessas adaptações e dessas novas dinâmicas que foram introduzidas. Portanto, quando anunciámos a BTL ainda estávamos num clima de incerteza sobre se, por exemplo, o fluxo de visitantes, de participantes na feira poderia ser minimamente comparável com aquele que tínhamos tido em 2019.

Isto significaria que teríamos todos de nos adaptar e preparar para enfrentar quer pela positiva, porque tem que ver com a transformação do negócio que ocorreu face à pandemia, quer pela negativa que tinha a ver com a imposição de um conjunto de restrições que poderiam ainda estar vigentes.

Especificamente à edição de 2022, quantos países vão estar presentes, quantos expositores vão participar na BTL 2022?
Destinos internacionais temos cerca de 60. Temos países que estão pela primeira vez. Mas destaco a aposta de vários destinos da vizinha Espanha que perceberam a importância do mercado português e que marcam a sua presença.

Ao nível dos expositores diretos e indiretos, vamos ter um número igual ou ligeiramente acima do que tivemos em 2009 e que superou os 1.400.

Sabendo das condicionantes que vivemos hoje, este era um número expectável de ser atingido ou fica aquém?
Uma coisa é ser otimista e ser positivo. Outra coisa é ser realista e com toda a transparência devo dizer que ultrapassámos, claramente, aquilo que eram as expectativas. Se me perguntasse há um mês, não só pelas restrições que pendiam em Portugal, mas pelas limitações que havia a nível de mobilidade internacional, não avançava com este número.

À data de hoje, digo-lhe que ultrapassámos claramente aquilo que eram as expectativas que tínhamos há um mês ou até quando anunciámos, há 145 dias, a BTL.

Os eventos paralelos têm, também e cada vez mais, uma importância maior porque dão corpo ao evento. Têm uma aposta no enoturismo, no turismo de natureza, BTL Cultural em parceria com a Fundação Calouste Gulbenkian, BTL Lab tem várias conferências, etc.. Tudo isto dá uma maior relevância à BTL?
Dá, a BTL e os outros projetos têm de tentar ser cada vez mais agregadores. Não pode ser só um espaço de exposição, mas esse é o grande desafio e não estou a fazer nenhuma crítica implícita àquilo que fizemos antes. O que fizemos antes foi aquilo que o mercado precisava e que demandava durante muito tempo. Hoje, em dia, o mercado espera coisas diferentes e temos de ter a capacidade de entregar ao mercado coisas diferentes. As feiras têm de ser eventos com diferentes dinâmicas, têm de ser eventos em que constantemente estejam a acontecer coisas, com uma diversidade de oferta muito grande em que as pessoas possam, em função dos seus interesses específicos, ter uma abrangência muito grande e perceber que há sempre algum conteúdo na feira que tem um match muito direto com aquilo que pretendem ver.

Para isso é importante fazer investimentos e estamos a fazer investimentos na zona do enoturismo, na zona da BTL Cultural, no BTL Lab, que são áreas, e quando digo investimentos, são mesmo investimentos, porque do ponto de vista daquilo que é o custo subjacente a ter estas áreas, elas não são, nesta fase, áreas rentáveis. Mas são investimentos de conteúdos que entendemos que no overall daquilo que é a oferta que estamos a colocar à disposição dos participantes que qualificam o evento e que permitem ao evento ter, em termos de oferta, uma diversidade e uma qualidade em linha com aquilo que entendemos que é importante.

Estas iniciativas são pensadas quando? Têm de ser preparadas com tempo. Já estão, por exemplo, a pensar na BTL 2023?
Já estamos a pensar na BTL de 2023. Mas para pensarmos na BTL de 2023, primeiro temos de realizar a BTL 2022 em linha com os objetivos qualitativos e financeiros traçados. Em 2022, vamos ter, por incrível que pareça, uma feira que, provavelmente, será a maior BTL de sempre, mas em termos financeiros não vai ser, porque tivemos de assumir um compromisso com um conjunto de parceiros, clientes e players que foram extremamente solidários connosco num momento muito complicado quando tivemos de adiar as edições da BTL de 2020 e 2021, que deixaram os seus recursos financeiros à espera que houvesse oportunidade de realizar a BTL.

No caso desses clientes, assumimos o compromisso de que, havendo alteração do contexto de custos, protegeríamos o preço da sua participação. Nunca imaginamos que o contexto de custos que gravita à volta de tudo o que tem que ver com a logística, com tudo o que está subjacente à organização de um evento destes, tivesse um aumento do contexto de custos tão significativo como aquele que está a acontecer.

 

Ao longo deste percurso de quase dois anos tivemos de mergulhar no desconhecido e aprender o mais rapidamente possível como é que podíamos minimizar os impactos que a pandemia nos estava a trazer

 

Na tal apresentação, 145 antes do arranque da BTL, foi referido que o objetivo principal é, no prazo de 10 anos, que a BTL seja considerada como, não uma das maiores, mas uma das melhores feiras internacionais do turismo.
A ambição que temos é, de facto, ser uma das melhores feiras internacionais do turismo e uma das melhores tem a ver com a experienciação, com o marketplace e a qualidade desse marketplace, com os resultados gerados, com a qualidade do produto e a sua diversidade, bem como a forma como se dá visibilidade.

Uma das coisas que caracteriza muitas vezes o mercado português em diferentes setores, pela negativa, infelizmente, não é a qualidade dos nossos produtos, que existe e com abundância. É antes a forma como somos capazes de os comunicar e colocar no mercado. Este é um problema transversal a muitos setores. Este é um dos desideratos que está subjacente a este princípio de notoriedade e de colocar, da forma correta, no momento certo, em termos internacionais, uma mensagem que permita alavancar a BTL, neste caso, como um evento em que os players internacionais querem estar, querem vir, talvez não pelo volume de negócios que vão realizar, mas vão encontrar aqui uma oferta diversificada, um ambiente de negócios interessante, uma experiência de participação.

Esta edição da BTL vai ter, novamente, o programa de “Hosted Buyers”. O que é que os players podem esperar desse programa?
Não, este ano temos “Hosted Buyers” e “Buyers”. Definimos um número que oscila entre os 100 e 115 “Hosted Buyers” e dissemos que queremos ser mais restitos e tentar identificar o melhor que houver em cada um dos mercados dentro de algumas limitações que ainda existem de mobilidade internacional, mas identificar o melhor que existe em cada um destes mercados.

Do lado da organização da BTL fizemos mesmo um esforço de contratar um consultor internacional que nos está a ajudar, para além daquilo que são os inputs do Turismo de Portugal e da TAP, de outros mercados onde o Turismo de Portugal e a TAP não estão tão focados e identificar players internacionais que são importantes e que possam ter valor acrescentado noutras geografias para estar presentes na feira. Este é um primeiro um sinal e um primeiro investimento que a BTL está a fazer e que, de facto, no programa “Buyers” quer ter uma palavra muito importante a dizer juntamente com os seus parceiros Turismo de Portugal e TAP.

Isto vai fazer com que possamos, de alguma forma, ter uma comparação entre aquilo que é a qualidade dos diferentes participantes no programa de “Hosted Buyers”. Confiando plenamente naquilo que é o trabalho desenvolvido pelo Turismo de Portugal e pela TAP, também queremos perceber se a visão de um outro player de fora desta equação, que nos vai trazer outro tipo de players, se em termos qualitativos estão alinhados com aquilo que são os outros “Buyers” que tradicionalmente temos através desta participação da TAP e do TdP, e se são complementares, se têm mais ou menos qualidade. Há uma coisa que temos percebido nestas conversas com a empresa consultora, é que é fundamental fazer um shift e focar prima facie naquilo que é a procura. Se tivermos bem identificada a procura temos um caminho muito mais facilitado.

Num modelo de negócios de feiras e eventos, acho que temos de fazer um shift e focar-nos mais em identificar, claramente, qual é a procura, porque depois é muito mais fácil fazermos um match com oferta. É preciso fazer um trabalho ao longo do ano, ir falando com o mercado e com os players, falar com a procura para perceber exatamente quais sáo as necessidasdes e exigências e tentar ser o mais assertivos e tentar fazer depois este match com a oferta.

Vivemos num mundo concorrencial. Neste caso no programa, atraímos “Hosted Buyers” que vêm a Portugal com um interesse de, obviamente, concretizarem negócios, mas vivemos num mundo concorrencial onde existem muitas outras ofertas para ir a outros mercados e trabalhar outros mercados. A nossa obrigação passa por identificar o melhor possível, com a maior antecedência, tudo aquilo que são as necessidades, de modo a preparar com tempo e com qualidade, a oferta que vai ser disponibilizada para que, em termos efetivos, termos instrumentos para medi. A nossa ambição é, de facto, que quer do lado dos “Buyers”, quer do lado dos expositores, comece a haver uma perceção, uma evidência de qualidade global do programa. Se, de facto, se trata de um programa qualificado, que produz resultados, essa é uma missão que tem de começar já e tem de ser trabalhada para o futuro de uma forma cada vez mais assertiva.

Mas falou entre 100 e 115 “Hosted Buyers”. E “Buyers”, já há?
Sim, entre os 100 e 115 “Hosted Buyers”. Posso dizer-lhe que, em 2019, tivemos na BTL cerca de 2.000 “Buyers” que vieram por modo próprio visitar a BTL para identificar oportunidades de negócio.

No fundo, esses “Buyers” já têm, à partida, no seu mindset o sentimento de que Portugal é um mercado de oportunidades e querem estar presentes. Sendo que também temos algumas surpresas, porque temos players internacionais que preferem vir no programa de “Buyers“ em vez do de “Hosted Buyers” porque vêm incógnitos, anónimos e, portanto, não têm de expor-se.

O programa de “Hosted Buyers” obriga os participantes a determinados compromissos, situação que não acontece com os “Buyers” que vão para onde querem, quando querem e falam com quem querem. Mas temos de dar, cada vez mais, melhores condições para poderem ser efetivos no seu trabalho.

Em termos de segurança, e isso muitas vezes é importante para quem vem, o que é que a organização da BTL pode garantir?
A BTL e a Fundação AIP podem garantir tudo aquilo que vem garantindo até agora. Felizmente vivemos um quadro muito menos restritivo. Tudo aquilo que será fundamental assegurar na BTL é aquilo que está prescrito pelas autoridades de saúde e que se circunscreve, felizmente, à utilização da máscara em espaço interior. Já não existem limitações ao número de visitantes que a BTL pode ter, já não existem todas as condicionantes que existiram no passado e que tinham a ver com certificados, com testes, etc..

No final do dia 20 de março de 2022 o que seria para a organização uma BTL de sucesso?
Uma BTL de sucesso no dia 20 de março de 2022 tem muito a ver com a perceção que quer os expositores, quer os visitantes, tiverem daquilo que, em conjunto, nós e os players do setor, fomos capazes de criar e de entregar.

As métricas são muito importantes e, sinceramente, não estou preocupado só pela medição do número de visitantes.

Sobre o autorVictor Jorge

Victor Jorge

Mais artigos
Dossier relacionado
Nova edição: A conferência sobre o novo viajante, Portugal Trade Awards, programação W2M, retoma da promoção turística do Brasil e a aposta tailandesa em Portugal
Eventos Publituris
BTL 2022 recebeu mais de 45 mil visitantes
BTL
O novo viajante “quer verdade e responsabilidade”, concluíram os oradores da conferência do Publituris na BTL
Eventos Publituris
Nova edição: Dois anos de pandemia, os vencedores dos Portugal Trade Awards do Publituris, as propostas dos operadores e dossier seguros
Eventos Publituris
“Teremos e vamos promover a Ucrânia enquanto destino turístico”
Distribuição
Rita Marques (SET) é “Personalidade do Ano” dos “Portugal Trade Awards by Publituris @BTL 2022”
Prémios
Ministro da Economia na abertura da BTL: “Estamos a assistir a uma recuperação do turismo este ano”
BTL
Ucrânia é destino convidado no stand da APAVT/Travelport na BTL
BTL
Golegã lança nova marca turística na BTL
BTL
“Portugal está na moda, mas o estar na moda dá muito trabalho”
BTL
BTL

BTL 2022 recebeu mais de 45 mil visitantes

Um dos objetivos estratégicos da BTL para os próximos anos é de se afirmar como o grande marketplace do setor do turismo e reforçar a qualidade e a representatividade dos diferentes segmentos do Programa de Buyers.

Victor Jorge
DossiersBTL

A Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL), que decorreu entre 16 e 20 de março na FIL, recebeu, entre profissionais e público geral, 45.569 visitantes, salientando a organização do evento que “esta foi uma das edições onde foram concretizados mais negócios, segundo os vários indicadores preliminares”.

De resto, a equipa da BTL considera que “esta foi a melhor resposta que o setor do turismo podia ter dado após dois anos de interregno da BTL, e foi demostrativa da resiliência e da enorme capacidade deste que é um dos mais importantes sectores da economia nacional”.

A feira contou com a participação de 1.407 expositores (diretos e indiretos), um número superior ao da última edição, em 2019, numa área de exposição de 45.000m2 dividida por quatro pavilhões, tendo estado presentes 60 destinos internacionais.

Um dos objetivos estratégicos da BTL para os próximos anos é de se afirmar como o grande marketplace do setor do turismo, pelo que Dália Palma, gestora de Feira, destaca que “a sensação do dever cumprido” está “intimamente ligada ao elevado nível da satisfação dos expositores nas duas dinâmicas de negócio, B2B e B2C”, bem como “à opinião do público que visitou a BTL, e que cada vez mais se desloca com o intuito de comprar as suas férias”.

Outro dos objetivos da BTL e dos seus parceiros, Turismo de Portugal e TAP, para os próximos anos, é reforçar a qualidade e a representatividade dos diferentes segmentos do Programa de Buyers.

Nesta edição a BTL contou com a presença de 94 buyers provenientes de 18 mercados: Alemanha, Bélgica, Brasil, Canadá, Chéquia, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos, França, Países Baixos, Hungria, Índia, Israel, México, Noruega, Polónia, Reino Unido e Suécia.

Com 256 expositores a marcarem presença neste programa, a organização da BTL refere que foram agendadas um número recorde de 1.404 reuniões.

Sobre estes números, Dália Palma explica que “este ano a organização implementou uma ferramenta que possibilitou a avaliação do resultado de cada umas das reuniões, o que vai permitir medir o sucesso desta iniciativa, bem como perceber o potencial de negócio que vai gerar”. “Ainda estamos em fase de análise desta informação, mas os primeiros indicadores permitem-nos desde já afirmar que este programa está ao nível do que melhor se faz a nível internacional.

Quanto a números a organização da BTL revela que, relativamente ao público profissional, 98,3% recomendaria a visita à BTL a outros profissionais do Turismo, enquanto 95,4 % tenciona repetir a visita na próxima edição.

Os dados indicam, igualmente, que 61,8 % dos visitantes profissionais deslocou-se à BTL com intenção de realizar negócios para 83,2% considerar a BTL como o evento mais importante no setor do turismo em Portugal.

Finalmente, 83,8% considera que a BTL contribui para a projeção do turismo a nível internacional e 87,9% refere que a BTL vai permitir acelerar a recuperação económica do setor.

Sobre o autorVictor Jorge

Victor Jorge

Mais artigos
BTL

Viseu Dão Lafões oferece 1.600 kms para turismo de desporto e natureza

Numa estratégia de Walking & Cycling da região de Viseu Dão Lafões, são agora possíveis 1.600Kms que o território tem para oferecer aos amantes do Desporto e Natureza. A apresentação deste projeto decorreu na BTL.

Publituris

O passo significativo para a conclusão desta estratégia será dado ainda em 2022, com a abertura da Ecopista do Vouga, a acontecer entre setembro e outubro, anunciou Nuno Martinho, secretário executivo da CIM Viseu Dão Lafões.

Entre percursos pedestres (400 Kms sinalizados), centros de BTT (mais 831 Kms homologados), percursos de Trail (100 Kms), quatro novas Subidas Épicas de estrada (S. Pedro do Sul; Castro Daire; e Vouzela) e a ligação da pioneira Ecopista do Dão à nova Ecopista do Vouga, a região de Viseu Dão Lafões apresenta uma rede sinalizada, certifica e homologada, com os diversos parceiros, incluindo a Federação Portuguesa de Ciclismo, representada na cerimónia pelo respetivo presidente, Delmino Pereira.

A região viajou até à capital para dar a conhecer os grandes atributos da região de Viseu, naquela que é a primeira presença integrada dos seus 14 municípios na BTL, através de um stand próprio e todo um programa de atividades associado.

Esta participação contemplou o “best of” de atributos da região de Viseu Dão Lafões: “um destino com propostas à medida dos amantes do universo mais zen mas também dos amantes da adrenalina e aventura. Viseu Dão Lafões irá apresentar-se como a região do país onde, sem a confusão das grandes cidades, é possível viajar em busca da adrenalina e agitação, mas também encontrar o lugar perfeito para um retiro”, refere comunicado da entidade.

Turismo de natureza; gastronomia e vinhos; cultura e património e saúde e bem-estar serão os eixos de ativação e comunicação desta região ao longo do ano.

 

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Artigos relacionados
BTL

BTL 2022: Turismo de Portugal apostou na segmentação da oferta e inovação do setor

O Turismo de Portugal, mais uma vez, teve uma atividade dinâmica na Bolsa de Turismo de Lisboa, apostando na segmentação da oferta e inovação do setor.

Depois de dois anos de ausência, devido ao forte impacto da pandemia no setor, o Turismo de Portugal aplaudiu o regresso da Bolsa de Turismo de Lisboa que sinaliza e confirma a retoma da atividade turística nacional. Durante cinco dias, foram várias as ações organizadas em torno de temáticas particularmente relevantes, como a importância da segmentação da oferta e a inovação no turismo.

“Economia da Experiência: Turismo Literário e como crescer em valor no Reino Unido” foi a conferência que reuniu profissionais do turismo e da cultura para abordar este segmento inovador e com grande potencial. O evento contou com a participação de Paul Charles, um dos principais especialistas do setor das viagens e turismo que se tem pronunciado sobre a recuperação face ao quadro pandémico e que abordará as novas oportunidades para Portugal no mercado britânico.

O Enoturismo foi também alvo de abordagem por parte do Turismo de Portugal. No dia 17, organizou um conjunto de talks que, contando com a participação de diversos especialistas e empresários do setor, tiveram como foco e abordagem as perspetivas de internacionalização do enoturismo nacional.

Em colaboração com a Rede Portuguesa de Turismo Industrial, o Turismo de Portugal organizou, no dia 18 de março, o workshop “À descoberta do Turismo Industrial” que deu a conhecer a oferta deste segmento, partilhar experiências e know-how nacionais que confirmem a pertinência e procura deste produto, assim como estimular o desenvolvimento de programas turísticos passíveis de promoção e venda junto de turistas nacionais e internacionais.

O presidente do Turismo de Portugal, Luís Araújo, na qualidade de presidente da Direção do NEST – Centro de Inovação do Turismo, foi um dos anfitriões do evento “What’s Next – Innovating Tourism” que debateu o futuro do turismo e partilhou as melhores ideias e práticas, apresentando as soluções inovadoras de mais de 60 startups levando ao palco da FIL, de 16 a 20 de março, os principais líderes do setor. A iniciativa contou com a participação de especialistas de diferentes áreas, como Juliet Kinsman (Editora de Sustentabilidade Condé Nast) e Joana Vasconcelos, Maria de Belém Roseira e Germano de Sousa.

O Turismo de Portugal voltou também a apoiar a realização do Programa de Hosted Buyers, no âmbito da BTL, para promover o contacto entre 93 operadores turísticos, oriundos de 21 mercados emissores, e as empresas portuguesas que estiveram presentes na Feira, com o objetivo de incrementar a visibilidade do destino e potenciar os negócios destas empresas turísticas.

Segundo a entidade, este programa “afirma-se, uma vez mais, como uma ação promocional de interesse estratégico para a promoção externa de Portugal, enquadrada no âmbito de atuação do Turismo de Portugal, cujas Equipas de Turismo nos mercados fazem a seleção dos operadores turísticos internacionais considerados estratégicos para a oferta/distribuição do Destino Portugal junto da procura externa”.

Refira-se que este programa conta, igualmente, com o apoio das sete Agências Regionais de Promoção Turística que proporcionaram a estes operadores convidados, a realização de pós tours com vista a destacar as diversidades e as novidades da oferta turística de cada região.

Dada a relevância da capacitação e qualificação das profissões turísticas, as Escolas do Turismo de Portugal também marcaram presença nesta edição da BTL. De 16 a 20 de março, entre outras iniciativas, estiveram a dinamizar o stand da RIPTUR e a participar na Feira da Empregabilidade, numa parceria com a Fórum Turismo, com as Escolas de Lisboa, Porto, Algarve e Oeste, e um total de 172 alunos e 18 professores.

Ainda no âmbito da formação, foi assinado, no dia 17 de março, o Plano de Ação para a Cooperação no domínio da Formação Turística entre o Turismo de Portugal e o Estado do Ceará (Brasil). Este Plano contempla três eixos fundamentais na área da formação profissional – Formação de Formadores, intercâmbio de alunos e partilha de conhecimentos – para acrescentar valor às duas entidades e reforçar a promoção dos fluxos turísticos, da formação e qualificação dos profissionais do setor e da cooperação institucional.

“O regresso da BTL em 2022 é um espelho da resiliência e da capacidade de adaptação do nosso setor. Durante estes dias fomos capazes de mostrar aquilo que Portugal tem de melhor: as incomparáveis qualidades de bem receber todos, uma oferta diferenciadora e a capacidade de proporcionar experiências inesquecíveis”, afirmou o presidente do Turismo de Portugal, Luís Araújo.

 

 

Sobre o autorCarolina Morgado

Carolina Morgado

Mais artigos
Eventos Publituris

O novo viajante “quer verdade e responsabilidade”, concluíram os oradores da conferência do Publituris na BTL

Com a pandemia, os novos viajantes tornaram-se mais exigentes, mas acima de tudo querem a verdade do produto que compram em toda a cadeia de valor do turismo, e responsabilidade de quem os acolhe, para além de se preocuparem com as questões da segurança sanitária.

DossiersBTL

Esta opinião foi unânime entre os convidados da conferência promovida pelo Publituris, no âmbito da BTL: Luís Araújo, presidente do Turismo de Portugal, Margarida Almeida, CEO da Amazing Evolution, Sílvia Dias, diretora de Marketing da Savoy Signature, e José Lopes, diretor-geral da easyJet para Portugal.

Se no início da pandemia o desafio foi “assustador para todo o setor”, o turismo aproveitou para “aprender” e passou a comunicar com o cliente de forma clara, como disse o presidente do Turismo de Portugal.

Já Margarida Almeida apontou que “a autenticidade do produto” passou a ser mais valorizado, num cliente que hoje é muito mais exigente e que vem “à procura de sair mais rico do que entrou num hotel, e levar na mala a paixão dessa estadia”.

A CEO da Amazing Evolution acrescentou que “a conexão com a natureza passou a ser mais real e mais verdadeira”.

Já Sílvia Dias referiu que “o que prometemos tem que ser concretizado se queremos fidelizar esse cliente”. Por isso, a cadeia hoteleira, durante a pandemia, apostou na formação do seu staff porque o novo cliente “mais do que a eficiência, passou a valorizar a empatia”.

Por sua vez, José Lopes destacou que a comunicação “tem sido o fator facilitador para chegar aos passageiros e restituir a confiança que estava abalada. Já tínhamos um avanço nesse aspeto, mas tivemos que investir mais nessa área, e hoje, numa informação baseada na ciência”.

Luís Araújo realçou que se antigamente conquistar o cliente era pelo dinheiro que gastava numa boa cama ou na remodelação de um hotel “hoje só não chega”, para indicar que “mais do que exigência da sustentabilidade ambiental, económica e social, a responsabilidade é a palavra-chave”, o cliente não vai querer pagar mais por “quem toma conta dele”.

Todos os intervenientes na conferência do Publituris apontaram que a mobilidade mais simples e mais verde vai ser o futuro, bem como a evolução do processo de digitalização num setor que, nunca vai deixar de ser um negócio de pessoas para pessoas.

Tudo o que foi dito nesta conferência poderá ser lido em pormenor na próxima edição do Publituris.

Sobre o autorCarolina Morgado

Carolina Morgado

Mais artigos
BTL

Turismo ativo: Madeira Ocean Trails passa a apostar em atividades náuticas

A Madeira Ocean Trails (MOT) anunciou na BTL que vai passar a integrar também desportos e atividades náuticas, uma das grandes valências do destino. Assim, passa a apresentar-se com duas submarcas – MOT Trails e MOT Ocean.

A Madeira Ocean Trails (MOT), até agora associada aos trilhos e atividades de montanha na região, passa agora a apostar nas principais experiências náuticas que o destino oferece.

O lançamento do rebranding da marca MOT aconteceu sexta-feira no stand da Madeira, na Bolsa de Turismo de Lisboa.

Segundo o secretário Regional de Turismo e Cultura, e presidente da Associação de Promoção da Madeira, Eduardo Jesus, o clima subtropical da região permite a prática de uma grande variedade de atividades de montanha e mar, ao longo de todo o ano, para realçar que “essa é sem dúvida uma vantagem competitiva da Madeira que deve ser explorada ao máximo, por forma a potenciar cada vez mais fluxos de visitantes, em especial os que procuram este tipo de produtos”.

Eduardo Jesus referiu ainda que este conceito MOT, sai mais fortalecido com esta nova ligação, “passando a ser uma marca completa de turismo ativo e a posicionar a Madeira como um destino de natureza e aventura com muitas premissas.”

Este conceito foi lançado em 2017 com o objetivo de promover as principais atividades de montanha, sempre enquadradas com paisagens arrebatadoras sobre o mar e a natureza envolvente. Nos anos subsequentes, o crescimento da procura por atividades náuticas e a necessidade de posicionar a Madeira e o Porto Santo como destinos de forte ligação ao mar, tornou clara a importância de um rebranding que integrasse este recurso natural nesta marca de turismo ativo.

Assim, em 2022, a marca passa a designar-se Madeira Ocean & Trails, apresentando duas submarcas – MOT Trails e MOT Ocean que farão a promoção das principais atividades e eventos que acontecem ao longo do ano.

O MOT Trails integra as atividades de montanha com maior notoriedade e procura por parte dos visitantes, nomeadamente o trail running, os passeios a pé, o btt e o canyoning, enquanto o MOT Ocean irá comunicar as atividades náuticas e os seus principais spots, com destaques para o surf, o mergulho, a observação de cetáceos, a natação em águas abertas, entre outras.

Outra novidade que surge com este rebranding é a inclusão de uma nova assinatura de marca – “Way too Beautiful”, que pretende fazer a ligação entre o mar e a montanha.

Além da nova identidade visual da marca, o site foi também completamente restruturado, de modo a integrar as atividades e eventos náuticos.

Associado a este lançamento, foi também apresentado o projeto “Madeira Outdoor Stories” realizado em parceria com o conhecido kitesurfista Francisco Lufinha.

 

 

 

Sobre o autorCarolina Morgado

Carolina Morgado

Mais artigos
BTL

Vítor Neto é presidente honorário da BTL

A Fundação AIP distinguiu Vítor Neto como presidente honorário da Bolsa de Turismo de Lisboa. O empresário foi, nos últimos anos, presidente do Conselho Estratégico deste evento.

O empresário Vítor Neto acaba de ser distinguido, pela Fundação AIP, como presidente honorário da BTL -Bolsa de Turismo de Lisboa, “pelo seu contributo ao longo dos últimos anos” como presidente do Conselho Estratégico deste evento.

Á cerimónia, que decorreu durante a 33ª edição da Feira, contou com a presença de vários empresários do setor turístico.

Em comunicado de imprensa, a entidade organizadora da BTL destaca que irá continuar “a contar com o reconhecido conhecimento” de Vitor Neto sobre o sector do Turismo, “da sua capacidade de analisar problemas e também de apresentar soluções, bem como do seu contributo para a criação de uma visão de futuro para o setor do turismo nacional”.

A Fundação AIP realça ainda a vasta experiência que Vitor Neto acumulou como empresário e gestor, como líder associativo (presidente do NERA ‐ Associação Empresarial do Algarve, vice‐presidente da AIP‐CCI e membro da Direção da CIP‐CEP), enquanto secretario de Estado do Turismo (1997 e 2002) e sobretudo como autor de estudos e publicações sobre o tema do turismo, “o que lhe confere um lugar entre os maiores especialistas portugueses sobre este tema”.

 

Sobre o autorCarolina Morgado

Carolina Morgado

Mais artigos
BTL

TAP anuncia plano para a época alta do verão: 12 mil voos semanais

A TAP vai ter no pico do próximo verão mais de 12 mil voos semanais e retomar praticamente 100% dos destinos que operava antes da pandemia: 10 na América do Norte, 12 no Centro e Sul da América, 20 em África e 44 na Europa.

A TAP prevê operar durante a época alta do verão mais de 12 mil voos semanais, anunciou na BTL a presidente executiva da companhia aérea, Christine Ourmières-Widener.

O momento, que serviu para assinalar, com o trade turístico, os 77 anos da TAP, e que contou também com a presença do ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, a executiva referiu que a transportadora aérea portuguesa está a restabelecer a sua ligação ao mundo, com 10 destinos na América do Norte, 12 no Centro e Sul da América, 20 em África e 44 na Europa. Um dos exemplos é o regresso da rota para Porto Alegre (no Brasil), a partir de Lisboa, ou seja, vai repor, a partir do verão IATA, que se inicia no final de março, todas as rotas que operava antes da pandemia.

No mesmo dia, conforme comunicado, a TAP anunciava ao mercado que vai aumentar a sobretaxa de combustível devido à subida do preço do petróleo, indicando que “a curto prazo, é inevitável que os preços das viagens” subam.

“Em consonância com outras grandes companhias aéreas, a TAP vai aumentar a taxa YQ (conhecida como taxa de combustível) devido ao aumento do preço do ‘jetfuel’ [combustível para aviação], um dos principais fatores de custo na aviação”, destacava o comunicado.

Por sua vez, Pedro Siza Vieira desejou que estes sejam “tempos de esperança, construção de futuro” e também o início de um novo “ciclo virtuoso” para a TAP.

Realçou que “grande parte do que liga Portugal a outros continentes é oferecida pela TAP”, para considerar que a transportadora aérea “puxa pela economia nacional e pelas outras empresas”.

O ministro da Economia disse ainda, que apesar da guerra na Ucrânia e do aumento dos combustíveis, há condições para uma subida da procura pelo transporte aéreo.

“É verdade que novas atribulações se apresentam no horizonte com a situação de guerra na Europa, que terá consequências ao nível do preço dos combustíveis e da procura, mas estamos convencidos que apesar dessa instabilidade, há condições para assistirmos ao próprio crescimento pela procura do transporte aéreo e estamos convencidos de que a TAP continuará a ser protagonista disso, devolvendo ao país o investimento significativo que nela fizemos”, afirmou o governante.

Siza Vieira lembrou a longa história da TAP, realçando que, ao longo de 77 anos, a TAP passou “por uma evolução muito grande”, constituindo-se como uma companhia que assegura uma “parte substancial” do transporte aéreo no mercado do atlântico. “Se muitas companhias aéreas voam para o nosso país, grande parte do que liga Portugal a outros continentes é oferecida pela TAP, que se constitui como uma grande empresa, que puxa pela economia nacional e pelas outras empresas, que são suas fornecedoras”, acrescentou.

E justificou o “grande investimento” que o país fez na TAP, à semelhança do que muitos Estados tiveram que fazer para apoiar o setor aéreo “em momentos difíceis”.

Sobre o autorCarolina Morgado

Carolina Morgado

Mais artigos
Eventos Publituris

Nova edição: Dois anos de pandemia, os vencedores dos Portugal Trade Awards do Publituris, as propostas dos operadores e dossier seguros

Os vencedores dos “Portugal Trade Awards by Publituris @BTL 2022”, o balanço de dois anos de pandemia, entrevista BTL, operadores e propostas para o verão, FINE, El Al, Tunísia, Airbus A380, Lei 33, seguros são os temas em destaque nesta edição do Publituris.

Publituris
DossiersBTL

A edição de 18 de março de 2022 é uma edição especial. Não só porque se trata da edição em que o Publituris divulga os vencedores dos “Portugal Trade Awards by Publituris @BTL 2022”, conhecidos numa cerimónia realizada na BTL no passado dia 16 de março, como é a edição que faz o balanço dos dois anos da pandemia.

Como se isto não bastasse, é, também, a edição que marca o regresso da BTL, após dois anos sem o maior evento do setor do turismo.

Os vencedores
Mas vamos por partes. Nos “Portugal Trade Awards by Publituris @BTL 2022”, os vencedores foram os seguintes: a começar pela “Personalidade do Ano”, a redação do Publituris atribuiu, diretamente e por unanimidade, o prémio à secretária de Estado do Turismo, Rita Marques. Nas restantes 13 categorias, os vencedores foram: Melhor Companhia de Cruzeiros – MSC Cruzeiros; Melhor GSA Aviação – APG Portugal; Melhor Agência Corporate – Travelstore; Melhor Venue para Eventos e Congressos – Altice Arena; Melhor Parque Temático – Oceanário; Melhor Animação Turística; Picos de Aventura; Melhor Eco Resort – Areias do Seixo; Melhor Wine Hotel – The Yeatman; Melhor Exclusive Hotel – Six Senses Douro Valley; Melhor Luxury Hotel – Vila Vita Parc Resort & SPA; Melhor Alojamento Rural – Herdade da Malhadinha Nova; Melhor Startup – Hijiffy; Melhor Marina – Marina de Vilamoura.

A cerimónia da entrega dos prémios destacou-se pela presença de mais de 200 convidados, contando com a presença da secretária de Estado do Turismo, Rita Marques, presidente do Turismo de Portugal, Luís Araújo; presidente da CTP, Francisco Calheiros; presidente da APAVT, Pedro Costa Ferreira; presidente da APECATE, António Marques Vidal; secretária-geral da AHRES, Ana Jacinto, entre outros.

Os temas
Mas nesta edição, fazemos, igualmente, um balanço destes dois anos de pandemia. Resiliência é, sem dúvida, a palavra mais ouvida pelo Publituris. E se há dois anos a “million dolar question” era tentar saber quando aconteceria a retoma, atualmente, uma guerra na Europa veio reforçar as incertezas.

Nesse âmbito, também o presidente do Turismo de Portugal, Luís Araújo, faz a análise destes dois anos, admitindo, ou melhor, destacando, que aquilo que diferencia o nosso destino, permanece “exatamente na mesma” (senão melhor).

A Lybra Tech fez uma análise sobre o impacto da guerra na Ucrânia e revela que a escalada da crise russo-ucraniana perturbou o equilíbrio do mundo e trouxe consigo um novo clima de tensão e insegurança.

A lei que veio estabelecer as Entidades Regionais de Turismo (ERT) há muito que se tornou motivo de discórdia. Entre queixas e atropelos à lei, que retiraram autonomia e competências a estas entidades, o turismo regional pede mudanças e mostra-se ainda preocupado com o lugar que lhe está reservado no processo de regionalização.

Com a Páscoa praticamente vendida, os operadores turísticos em Portugal já têm os olhos postos no verão. A programação, que envolve principalmente a operação charter, foi colocada no mercado a tempo e horas, permitindo que os portugueses pudessem fazer a escolha do destino que mais lhes agrada.

A entrevista desta edição foi feita a Pedro Braga, diretor-geral Adjunto da FCE – Feiras, Congressos e Eventos – que levantou um pouco, não da edição da BTL de 2022, mas do que será um pouco da BTL no futuro. Certo é que o objetivo é “atrair mais destinos internacionais”.

Uma viagem a Espanha, mais concretamente a Valladolid, deu para conhecer a FINE – Feira Internacional do Enoturismo. Portugal não só marcou a sua presença, promovendo os recursos patrimoniais e naturais através da cultura do vinho, como confirmou o seu potencial no enoturismo.

Nos destinos, a Tunísia, depois de levantar praticamente todas as restrições adotadas na sequência da COVID-19, pretende voltar a atrair os turistas portugueses, mercado que, em 2021, cresceu 46%.

O “Dossier” desta edição é dedicado aos seguros. Numa altura em que as viagens estão pouco a pouco a retomar, e com a generalidade dos destinos turísticos a levantar a maior parte das restrições, os seguros de viagem assumiram um papel fundamental.

A sustentabilidade veio com o compromisso não só do presente, mas, essencialmente, da vontade de encarar esta questão para um futuro não muito longínquo e ficcional.

Nos “Transportes”, e depois de ter retomado os voos entre a capital portuguesa e Telavive, em Israel, caos se justifique, a companhia admite aumentar ainda mais a operação.

Para concluir, Pedro Castro, fundador e diretor da SkyExpert Consulting, conta-nos um pouco da história de um dos gigantes dos céus: o Airbus A380.

As opiniões desta edição pertencem a Francisco Calheiros (CTP), Francisco Jaime Quesado (economista e gestor), Sílvia Dias (Savoy Signature), Duarte Leal da Costa (Ervideira), Ana Jacinto (AHRESP) Susana Mesquita (ISAG), Nuno Abranja (ISCE), Fernando J. Santos (GlobalSea & ShoreShore), António Paquete (economista), e Cristóvão Monteiro (CEIT).

Boas leituras!

A versão completa desta edição é exclusiva para subscritores do Publituris. Pode comprar apenas esta edição ou efetuar uma assinatura do Publituris aqui obtendo o acesso imediato.

Para mais informações contacte: Carmo David | [email protected] | 215 825 430

Nota: Se já é subscritor do Publituris entre no site com o seu Login de assinante, dirija-se à secção Premium – Edição Digital e escolha a edição que deseja ler, abra o epaper com os dados de acesso indicados no final do resumo de cada edição.

 

 

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Edição Digital

Edição digital: 2 anos de pandemia, os vencedores dos Portugal Trade Awards do Publituris, as propostas dos operadores e dossier seguros

Os vencedores dos “Portugal Trade Awards by Publituris @BTL 2022”, o balanço de dois anos de pandemia, entrevista BTL, operadores e propostas para o verão, FINE, El Al, Tunísia, Airbus A380, Lei 33, seguros são os temas em destaque nesta edição do Publituris.

Publituris

A edição de 18 de março de 2022 é uma edição especial. Não só porque se trata da edição em que o Publituris divulga os vencedores dos “Portugal Trade Awards by Publituris @BTL 2022”, conhecidos numa cerimónia realizada na BTL no passado dia 16 de março, como é a edição que faz o balanço dos dois anos da pandemia.

Como se isto não bastasse, é, também, a edição que marca o regresso da BTL, após dois anos sem o maior evento do setor do turismo.

Os vencedores
Mas vamos por partes. Nos “Portugal Trade Awards by Publituris @BTL 2022”, os vencedores foram os seguintes: a começar pela “Personalidade do Ano”, a redação do Publituris atribuiu, diretamente e por unanimidade, o prémio à secretária de Estado do Turismo, Rita Marques. Nas restantes 13 categorias, os vencedores foram: Melhor Companhia de Cruzeiros – MSC Cruzeiros; Melhor GSA Aviação – APG Portugal; Melhor Agência Corporate – Travelstore; Melhor Venue para Eventos e Congressos – Altice Arena; Melhor Parque Temático – Oceanário; Melhor Animação Turística; Picos de Aventura; Melhor Eco Resort – Areias do Seixo; Melhor Wine Hotel – The Yeatman; Melhor Exclusive Hotel – Six Senses Douro Valley; Melhor Luxury Hotel – Vila Vita Parc Resort & SPA; Melhor Alojamento Rural – Herdade da Malhadinha Nova; Melhor Startup – Hijiffy; Melhor Marina – Marina de Vilamoura.

A cerimónia da entrega dos prémios destacou-se pela presença de mais de 200 convidados, contando com a presença da secretária de Estado do Turismo, Rita Marques, presidente do Turismo de Portugal, Luís Araújo; presidente da CTP, Francisco Calheiros; presidente da APAVT, Pedro Costa Ferreira; presidente da APECATE, António Marques Vidal; secretária-geral da AHRES, Ana Jacinto, entre outros.

Os temas
Mas nesta edição, fazemos, igualmente, um balanço destes dois anos de pandemia. Resiliência é, sem dúvida, a palavra mais ouvida pelo Publituris. E se há dois anos a “million dolar question” era tentar saber quando aconteceria a retoma, atualmente, uma guerra na Europa veio reforçar as incertezas.

Nesse âmbito, também o presidente do Turismo de Portugal, Luís Araújo, faz a análise destes dois anos, admitindo, ou melhor, destacando, que aquilo que diferencia o nosso destino, permanece “exatamente na mesma” (senão melhor).

A Lybra Tech fez uma análise sobre o impacto da guerra na Ucrânia e revela que a escalada da crise russo-ucraniana perturbou o equilíbrio do mundo e trouxe consigo um novo clima de tensão e insegurança.

A lei que veio estabelecer as Entidades Regionais de Turismo (ERT) há muito que se tornou motivo de discórdia. Entre queixas e atropelos à lei, que retiraram autonomia e competências a estas entidades, o turismo regional pede mudanças e mostra-se ainda preocupado com o lugar que lhe está reservado no processo de regionalização.

Com a Páscoa praticamente vendida, os operadores turísticos em Portugal já têm os olhos postos no verão. A programação, que envolve principalmente a operação charter, foi colocada no mercado a tempo e horas, permitindo que os portugueses pudessem fazer a escolha do destino que mais lhes agrada.

A entrevista desta edição foi feita a Pedro Braga, diretor-geral Adjunto da FCE – Feiras, Congressos e Eventos – que levantou um pouco, não da edição da BTL de 2022, mas do que será um pouco da BTL no futuro. Certo é que o objetivo é “atrair mais destinos internacionais”.

Uma viagem a Espanha, mais concretamente a Valladolid, deu para conhecer a FINE – Feira Internacional do Enoturismo. Portugal não só marcou a sua presença, promovendo os recursos patrimoniais e naturais através da cultura do vinho, como confirmou o seu potencial no enoturismo.

Nos destinos, a Tunísia, depois de levantar praticamente todas as restrições adotadas na sequência da COVID-19, pretende voltar a atrair os turistas portugueses, mercado que, em 2021, cresceu 46%.

O “Dossier” desta edição é dedicado aos seguros. Numa altura em que as viagens estão pouco a pouco a retomar, e com a generalidade dos destinos turísticos a levantar a maior parte das restrições, os seguros de viagem assumiram um papel fundamental.

A sustentabilidade veio com o compromisso não só do presente, mas, essencialmente, da vontade de encarar esta questão para um futuro não muito longínquo e ficcional.

Nos “Transportes”, e depois de ter retomado os voos entre a capital portuguesa e Telavive, em Israel, caos se justifique, a companhia admite aumentar ainda mais a operação.

Para concluir, Pedro Castro, fundador e diretor da SkyExpert Consulting, conta-nos um pouco da história de um dos gigantes dos céus: o Airbus A380.

Além disso, ainda há “Check-in” e as opiniões desta edição pertencem a Francisco Calheiros (CTP), Francisco Jaime Quesado (economista e gestor), Sílvia Dias (Savoy Signature), Duarte Leal da Costa (Ervideira), Ana Jacinto (AHRESP) Susana Mesquita (ISAG), Nuno Abranja (ISCE), Fernando J. Santos (GlobalSea & ShoreShore), António Paquete (economista), e Cristóvão Monteiro (CEIT).

Boas leituras!

Leia a edição aqui.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Distribuição

“Teremos e vamos promover a Ucrânia enquanto destino turístico”

País convidado no stand da APAVT, a associação nacional deixou o compromisso de, no futuro, promover o destino Ucrânia, convidando o país para o stand da APAVT enquanto pretender.

Victor Jorge
DossiersBTL

Numa conferência de imprensa realizada esta quinta-feira, 17de março, segundo dia da BTL, Pedro Costa Ferreira, presidente da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT), deixo o compromisso de que a Ucrânia será convidada do stand da APAVT enquanto pretender.

Ao lado da Embaixadora da Ucrânia em Portugal, Inna Ohnivets, o presidente da APAVT também deixou a certeza e a promessa que a associação irá, quando o conflito atual terminar, “promover o destino turístico Ucrânia”, país que, antes da guerra, recebia cerca de 14 milhões de visitantes.

“A vida normal na Ucrânia foi interrompida por uma guerra. Existe um agressor e um agredido”, deixando claro que a APAVT manterá o apoio e a solidariedade ao país de Leste, frisando que haverá possibilidade de contratar pessoas fugidas da Ucrânia no setor do turismo.

Pedro Costa Ferreira deixou também claro que “o maior desafio não é só este que vivemos atualmente, mas quando os focos mediáticos não estiveram mais centrados na Ucrânia. A reconstrução vai ser difícil”, concluiu.

Inna Ohnivets deixou claro que a Ucrânia é um “destino histórico”, destacando o património, cultura e história do país que estão “barbaramente a ser atacados”.

Enumerando alguns monumentos classificados pela UNESCO, a embaixadora da Ucrânia em Portugal salientou que “todos os tesouros correm risco na Ucrânia”, frisando ainda que “as tradições e saberes que configuram a entidade ucraniana correm o risco de desaparecer”.

“A Ucrânia tem o direito de preservar a sua história, património e tradições e acreditamos que, num futuro próximo, depois da nossa vitória nesta guerra, iremos abrir os nossos braços hospitaleiros ao mundo”.

Inna Ohnivets salientou ainda os mais de 11.00 ucranianos que já chegaram a Portugal, agradecendo a “toda a ajuda” que o Governo do nosso país tem prestado a comunidade ucraniana fugida da guerra. “As pessoas já receberam o estatuo de proteção temporária e, por isso, já podem procurar trabalho e ser integradas no mercado de trabalho em Portugal”, concluiu a embaixadora ucraniana no nosso país.

Sobre o autorVictor Jorge

Victor Jorge

Mais artigos

Navegue

Sobre nós

Grupo Workmedia

Mantenha-se conectado

©2021 PUBLITURIS. Todos os direitos reservados.