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“Acreditamos que, para Portugal, este poderá ser o evento da retoma”

Com um portefólio de mais de 20 unidades, há dois anos que a Amazing Evolution gere com “expectativa a realização da BTL”. Num ano em que os sinais apontam para uma significativa recuperação do mercado, Rita Pereira, SVP Strategy & Business Development da Amazing Evolution, destaca ao Publituris algumas novidades para 2022.

Victor Jorge
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“Acreditamos que, para Portugal, este poderá ser o evento da retoma”

Com um portefólio de mais de 20 unidades, há dois anos que a Amazing Evolution gere com “expectativa a realização da BTL”. Num ano em que os sinais apontam para uma significativa recuperação do mercado, Rita Pereira, SVP Strategy & Business Development da Amazing Evolution, destaca ao Publituris algumas novidades para 2022.

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Com um calendário de ações comerciais “sempre muito completo”, a Amazing Evolution salienta, pela voz de Rita Pereira, SVP Strategy & Business Development da Amazing Evolution, que “seria importante assumirmos a edição de 2022 da BTL como um regresso ao formato habitual”.

Que expectativas possui relativamente à BTL 2022 a menos duas semanas do início do evento e depois da não realização em 2020 e 2021?
É verdade que as expetativas para a BTL deste ano são elevadas. Aliás, para vários aspetos do nosso setor este ano as expectativas estão bastante elevadas. Esta edição da BTL, e a altura em que se realiza, acaba por marcar, definitivamente, o início do regresso à normalidade. Especialmente numa altura em que o turismo tem mostrado sinais consistentes de recuperação.

O que poderemos esperar da participação da Amazing Evolution nesta BTL 2022?
Gostamos sempre de surpreender com a nossa presença em cada edição da BTL. Mas, essencialmente, queremos mesmo transmitir que, quando se trabalha com resiliência e, especialmente, com paixão, se conseguem atingir resultados e criar valor. É isso que queremos continuar a mostrar e a transmitir ao mercado e, especialmente, a todos os clientes e parceiros que trabalham connosco.

A estratégia da Amazing Evolution terá como alvo o mercado interno ou externo? Que importância possui, neste aspeto, o programa dos “Hosted Buyers”?
Com um portefólio de mais de 20 unidades, em segmentos de mercado bastante distintos, o nosso foco é sempre adaptado de acordo com as características próprias de cada projeto. Desde há vários anos que temos feito uma grande aposta no mercado interno, o que acabou por trazer resultados mais sustentados neste contexto de pandemia. No entanto, o mercado externo é crucial para diversas localizações e épocas do ano e, por isso, a Amazing tem feito um grande investimento em ações dirigidas aos mercados emissores chave. O programa de “hosted buyers” tem um grande potencial e achamos que poderá ser cada vez mais uma aposta da BTL, sempre num formato one-to-one previamente agendado, mais personalizado e criterioso.

Que oferta diferenciadora tem a Amazing Evolution para oferecer ao mercado e que irá ser foco na BTL 2022?
Com uma grande diversidade de produtos no nosso portefólio, na Amazing temos sempre ofertas diferenciadoras para apresentar em cada uma das unidades. Adicionalmente, e em termos de portefólio, temos algumas novidades para 2022, nomeadamente, a expansão da área de negócio do concierge residencial, que se traduz na disponibilização de serviços de hotelaria em condomínios residenciais, bem como novas unidades como o Estoril Vintage ou o Sleep & Nature que irão abrir já no primeiro semestre de 2022.

A sazonalidade continua a ser um dos grandes desafios a ultrapassar pelos hotéis em Portugal?
A sazonalidade continua e existir em algumas localizações, no entanto, na Amazing procuramos sempre encará-la como uma oportunidade de crescimento. Quer seja na estratégia de desenvolvimento dos produtos, procurando dotá-los de infra-estruturas, facilities e serviços, quer seja na estratégia comercial e de marketing através da aposta em mercados e canais diversificados.

Para além disso, a própria pandemia e as alterações de alguns hábitos e comportamentos, que acabaram por resultar em alguns padrões de sazonalidade distintos em 2020 e 2021, poderá trazer algumas alterações mais estruturais com potencial de criar oportunidades para os hotéis fora das épocas de procura mais habituais.

Entretanto, a ITB já cancelou o evento presencial, que se deveria realizar uma semana antes da BTL, a FITUR teve uma edição que superou, segundo os presentes, as expectativas, a BIT de Milão também foi adiada. Como se gere esta expectativa e dúvida relativamente a medidas e restrições que poderão ser colocadas a qualquer hora e dificultar ou até impossibilitar a participação?
Há dois anos que gerimos esta expectativa de realização da BTL. E tem sido quase sempre mesmo até à última hora. Acreditamos que este ano não haverá decisão de última hora em contrário, e que a edição deste ano se vai mesmo realizar.

 

A sazonalidade continua e existir em algumas localizações, no entanto, na Amazing procuramos sempre encará-la como uma oportunidade de crescimento

 

Este poderá ser o evento da retoma para o setor do turismo ou ainda existem demasiadas dúvidas e incertezas?
Acreditamos que, para Portugal, este poderá ser o evento da retoma sim. A Amazing tem vindo a estar presente em diversos eventos internacionais nos últimos meses, e o sentido de confiança tem sido crescente. É claro que ainda subsistem algumas dúvidas e incertezas sobre a evolução da pandemia e se se poderá verificar algum retrocesso face aos progressos que fomos fazendo, mas a própria dinâmica do mercado, e o crescimento da procura que se tem vindo a verificar nas últimas semanas são um bom indicador.

Falando agora especificamente da Amazing Evolution, como correu o ano de 2021 e que expectativas possuem, aos dias de hoje, relativamente a 2022?
Todos sabemos como foi o ano de 2021, com vários períodos de altos e baixos relativamente à evolução da pandemia e das medidas e restrições adotadas e isso, claro, teve um grande impacto na performance do ano. Em algumas localizações, como Lisboa cidade, e em alguns produtos, onde o segmento MICE tem muita importância, por exemplo, a performance de 2021 foi muito mais afetada, não permitindo ainda uma recuperação para níveis mais próximos de 2019. No entanto, para outros produtos, em que as famílias e o lazer são essenciais, os resultados foram francamente positivos, ultrapassando inclusive o volume de procura e receita de 2019.

Além da BTL 2022, que outras ações irão desenvolver para este ano de 2022 e que mercados terão como alvo?
Dada a dimensão e diversidade do nosso portefólio, o nosso calendário de ações comerciais é sempre muito completo. E especialmente este ano em que já regressámos à realização presencial de vários eventos, feiras e workshops.

Para além dos eventos mais comuns nos mercados europeus, vamos também participar, por exemplo, em várias edições da ILTM, para o segmento luxury e lifestyle, e na IMTM, em Israel, por ser um mercado emissor emergente com grande potencial.

Se tivesse de fazer um pedido à organização da BTL 2022, qual seria?
Num ano em que os sinais apontam para uma significativa recuperação do mercado, seria importante assumirmos a edição de 2022 da BTL como um regresso ao formato habitual, mantendo sempre que possível o espírito de cooperação e divulgação que tem estado presente na organização do evento, nomeadamente mantendo as agendas de eventos paralelos e atividades de divulgação.

No final do evento, que balanço gostaria de conseguir fazer?
Desde 2020 que a Amazing tinha preparado uma presença institucional muito inovadora para a BTL. Agora, passados dois anos, fomos reforçando a mensagem a transmitir e, no final do evento, gostaríamos que, para além do portefólio de hotéis que gerimos e que todos os anos são parte da nossa participação, todos os que nos visitem se identifiquem com os nossos valores, sobretudo com a paixão de fazer cada vez mais, melhor e diferente.

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FITUR 2023 aposta no desporto

A próxima FITUR, a realizar de 18 a 22 de janeiro de 2023, terá no desporto uma nova área, reconhecendo a organização da feira tratar-se de “um dos produtos turísticos de maior crescimento global”.

Victor Jorge

A FITUR 2023, organizada pela IFEMA Madrid, a realizar de 18 a 22 de janeiro de 2023, terá no desporto uma das grandes apostas, com o lançamento da nova área FITUR Sports, reconhecendo a organização tratar-se de “um dos produtos turísticos de maior crescimento global”.

O novo espaço, organizado em colaboração com a associação desportiva espanhola AFYDAD, responde à preocupação permanente da FITUR em dotar-se de novas ferramentas e plataformas que contribuam para potenciar ainda mais o relançamento de uma indústria do turismo cujo desenvolvimento e expansão assenta fundamentalmente na crescente especialização e segmentação da oferta.

A FITUR Sports, que vai mostrar como o turismo desportivo é um motor de crescimento sustentável para a indústria do turismo, será o ponto de encontro de ambos para destacar “o potencial desta alavanca de desenvolvimento socioeconómico, analisar os seus desafios, partilhar conhecimento e gerar oportunidades de negócio”, refere a organização do evento. Tudo isto enquadra-se no objetivo da FITUR de “continuar a aprofundar o seu papel de referência e dinamizadora da indústria do turismo, aprofundando o seu conhecimento e divulgação dos principais nichos de mercado e segmentos de negócio com maior futuro na indústria do turismo global”.

De referir que a FITUR Sports vai complementar as outras nove áreas monográficas já presentes na FITUR, ligadas às tipologias de turismo, segmentos de mercado e divulgação do conhecimento (MICE, Know-how&Export, TechY, Talent, LGBT+, Lingua, Screen, Woman e Cruises), “tornando possível que todo o ecossistema da indústria do turismo se reúna na feira”.

Turismo desportivo em todas as facetas
A FITUR Sports, que realizará o 1.º FITUR Sports Tourism Summit, a 19 de janeiro de 2023, abordará o turismo desportivo em todas as suas vertentes: eventos desportivos, estágios, férias desportivas, entre outras. A nova área, que incluirá um dia de conhecimento e um espaço de networking, analisará nesta primeira edição eventos de alta participação (maratonas, corridas de trilho, triatlos, marchas ciclísticas, torneios amadores) e eventos nacionais e locais. Irá também centrar-se em campos de treino (centros de treino para equipas profissionais e amadoras) e férias desportivas (viagens desportivas sem ambições competitivas relacionadas com o golfe, esqui, cicloturismo, ténis, turismo ativo).

A organização revela, desde já, que os eventos desportivos internacionais de grande audiência (Formula 1, Liga dos Campeões, LaLiga, Ténis, Basquetebol) serão o foco da segunda edição.

Esta primeira edição tem como foco o turismo desportivo ativo. Entre os conteúdos a serem discutidos na FITUR Sports estarão o turismo desportivo como motor do desenvolvimento territorial, económico e social; turismo desportivo e sustentabilidade; turismo desportivo, inovação, tecnologia; marketing e comercialização do turismo desportivo; e sinergias e oportunidades entre as indústrias do turismo e desporto. Além disso, a nova área da FITUR mostrará como os eventos desportivos e o turismo desportivo e de atividade física podem responder aos desafios globais dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

Nos últimos anos, o turismo desportivo tem aumentado notavelmente em importância tanto para os destinos como para as empresas, pelo facto de contribuir para a combater a sazonalidade da época; dinamizar o desenvolvimento territorial em ambientes não turísticos e não urbanos; criar imagem e marca e posicionar destinos internacionalmente; e possuir, igualmente, um perfil de visitante com nível de gastos acima da média.

Os números mais recentes relativamente ao turismo desportivo em Espanha dizem que este segmento gerou uma receita de 2.416 milhões de euros, em 2021, mais 36,8% que no ano anterior, embora o valor tenha atingido os 7.151 milhões de euros antes da pandemia, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) espanhol, concluindo a organização da FITUR “o seu potencial de dinamização e relançamento continua muito importante”.

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Foto: José C. Castillo

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Turismo de Portugal ganha prémio na InTur pelo compromisso com o turismo interior

Na 25.ª edição da InTur, Feira Internacional de Turismo Interior, o Turismo de Portugal ganhou um prémio pelo “firme compromisso com o turismo interior em todas as suas facetas”.

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O Turismo de Portugal foi um dos vencedores dos prémios da InTur, por ocasião da celebração do 25º aniversário do evento, revelando a organização do prémio se deveu ao “firme compromisso com o turismo interior em todas as suas facetas” pela entidade liderada por Luís Araújo.

A InTur voltou a ser uma plataforma de negócios para profissionais e um instrumento de divulgação para destinos, empresas e grupos que participaram no evento, estando representados na “Intur Viajeros” mais de 1.200 destinos.

A oferta de exposição da InTur cresceu 26% em relação à edição anterior, e uma parte significativa deste aumento correspondeu, segundo a organização, a Portugal, com a incorporação de novos expositores que “vieram à feira pela primeira vez – regiões, municípios e empresas privadas – que se juntaram aos destinos habituais durante anos”, explica Alberto Alonso, diretor-geral de Feria de Valladolid, em comunicado.

Porto e Norte, região Centro, Lisboa, Oeste, Guarda, Tras-os-Montes, comunidade do Alto Tâmega, Loulé, Barcelos, comunidade do Douro, Sabrosa, Maia, Gondomar, Rota da Bairrada, Inature, Alto Alentejo, Vila de Rei, Museu Téxteis, Resente, São Brás de Alportel, Felgueiras, Portogalegre, a marca de garantia Amêndoa coberta de Moncorvo, a empresa de sinalização turística Floema e Bezerreira com Vida foram os participantes portugueses na 25.ª edição da InTur, Feira Internacional de Turismo Interior, que se realizou de 17 a 20 de novembro, em Valladolid, Espanha.

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Alentejo e Porto e Norte promovem-se no Brasil

O roadshow tem como palco as duas maiores cidades do Brasil – São Paulo e Rio de Janeiro – e tem como objetivo apresentar a oferta turística das regiões e promover a captação de investimento.

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As Agências de Promoção do Alentejo e do Porto e Norte de Portugal promovem um roadshow pelas duas maiores cidades do Brasil, São Paulo e Rio de Janeiro, para apresentar a oferta turística das regiões e promover a captação de investimento.

Esta missão decorre até 25 de novembro e conta com a presença de representantes do setor, 14 empresas e sete elementos institucionais e insere-se na iniciativa Invest in Alentejo, da ADRAL – Agência de Desenvolvimento Regional do Alentejo.

A realização deste roadshow pretende recuperar o posicionamento da região do Alentejo no mercado brasileiro, através da apresentação da renovada oferta turística do Alentejo, cimentada na exclusividade e sustentabilidade, junto dos novos operadores e agentes.

Para além dos eventos, a agenda do roadshow é composta por diversas reuniões e ações de formação com as agências de viagens fortemente enraizadas no mercado brasileiro, como a Abreu, Teresa Perez, TGK Travel e Agaxtur. Estes momentos centram-se no reforço das relações existentes e no diversificar da oferta de programas turísticos dedicados ao Alentejo neste mercado.

“É importante, senão mesmo vital, investir para recuperar um mercado que tem uma tripla importância para o destino Alentejo. Importante pelo volume que já representou e pode voltar a representar para a região, pelo facto de nos visitar em contraciclo, contribuindo para a atenuação da sazonalidade, e importante pelo gasto médio diário efetuado por turista, que ronda o dobro do valor despendido por um turista europeu,” considera Vitor Silva, presidente da Turismo do Alentejo-ERT e da Direção da ARPTA.

“O turismo é um eixo de elevada importância para o Alentejo e um dos principais setores exportadores da Região, tendo registado, nos últimos anos, um crescimento notável nas várias componentes de oferta. No entanto, ainda persistem alguns problemas relacionados com a situação de quebra de alguns mercados em virtude da pandemia. Entendemos que a estratégia de promoção externa da ADRAL para a região, através da iniciativa Invest in Alentejo, representa um grande contributo para a vitalidade e crescimento do setor turístico, tal como tem sido para outros setores estratégicos do Alentejo,” reforça João Maria Grilo, Presidente da ADRAL – Agência de Desenvolvimento Regional do Alentejo.

De referir que, em 2019, o Brasil era o segundo mercado externo mais relevante em termos de investimento, mas perdeu essa força devido à pandemia e à crise económica que tem abalado o Brasil.

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Há um novo espaço para eventos especiais no centro de Lisboa

Composta por duas salas, cada uma com capacidade máxima para 20 pessoas, podendo ser transformadas num anfiteatro para 60 pessoas sentadas, a CAVE é o novo espaço para acolher uma multiplicidade de eventos especiais de pequena dimensão do universo Delta.

Victor Jorge

O grupo Delta inaugurou esta quinta-feira, 17 de novembro, um novo espaço para eventos especiais no centro de Lisboa: a CAVE. Localizado na Avenida da Liberdade, na Delta The Coffee House Experience há uma passagem secreta para um espaço que prima pela versatilidade e capacidade de adaptação a diferentes eventos.

A CAVE é composta por duas salas, cada uma com capacidade máxima para 20 pessoas, podendo ser transformadas num anfiteatro para 60 pessoas sentadas. As salas estão equipadas com soluções de audiovisuais e de multimedia e o acompanhamento é feito por uma equipa de profissionais que privilegia um serviço de qualidade ímpar.

Contando com uma localização privilegiada, a CAVE é um espaço totalmente preparado para acolher uma multiplicidade de eventos especiais de pequena dimensão, desde reuniões, workshops, eventos corporativos, apresentações, teambuildings, exposições, lançamentos, entre outros.

Para Clara Melícias, diretora de Lojas Delta The Coffee House Experience, a CAVE prima pela “simplicidade de um espaço em que tudo foi pensado ao pormenor e pretende surpreender todos aqueles que querem fazer a diferença na hora de reunir, inspirando e despertando para momentos inesquecíveis”.

A CAVE é ainda complementada para Delta The Coffee House Experience, localizada no piso superior, que oferece um serviço especializado de cafetaria, para coffee breaks e almoços.

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1.º Roadshow do Enoturismo Atlântico Bairrada Lisboa com 20 expositores e 250 agentes

Dirigido a agentes de viagens, o 1.º Roadshow do Enoturismo Atlântico Bairrada Lisboa é organizado pelo jornal Publituris, em parceria com as Comissões Vitivinícolas da Bairrada e de Lisboa, e vai decorrer em Lisboa e no Porto, a 23 e 24 de novembro, respetivamente.

Publituris

O 1.º Roadshow do Enoturismo Atlântico Bairrada Lisboa, que vai decorrer em Lisboa e no Porto, a 23 e 24 de novembro, respetivamente, conta já com a confirmação de cerca de duas dezenas de produtores, em representação das regiões de Lisboa e da Bairrada, e 250 agentes de viagem.

Organizado pelo jornal Publituris, o evento é criado e promovido pelas Comissões Vitivinícolas da Bairrada e de Lisboa, sendo 1.º Roadshow do Enoturismo Atlântico Bairrada Lisboa dirigido a agentes de viagens e contará com a presença de produtores com a Adega Cooperativa da Lourinhã, Adega Mãe, Manzwine, Quinta do Gradil, Quinta do Sanguinhal, Quinta das Carrafouchas, Quinta de Almiara, Quinta da Boa Esperança, Quinta dos Capuchos, Quinta do Monte d’Oiro, Caves Velhas, Caves São João, Caves Do Solar de São Domingos, Luís Pato, Quinta das Bageiras, Prior Lucas, Caves Messias, Regateiro e António Marinha.

Presentes no evento estarão Turismo de Portugal, Turismo do Centro de Portugal, CCDR Centro, Comissões Vitivinícolas da Bairrada e Lisboa, Rota da Bairrada, Comunidade Intermunicipal do Oeste, Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra, Comunidade Intermunicipal de Aveiro, Escolas de Hotelaria e Turismo de Coimbra e do Oeste, IPL-ESTM, Entidade Regional do Turismo de Lisboa, entre outras.

O 1.º Roadshow do Enoturismo Atlântico Bairrada Lisboa decorre no dia 23 de novembro no Altis Grand Hotel, a partir das 18h00, enquanto no Porto tem lugar, no dia 24 de novembro, no Hotel HF Ipanema Park, também com início pelas 18h00. Nas duas iniciativas, está ainda incluído o jantar.

Ao longo do evento os agentes de viagens vão ter a oportunidade de conhecer novos projetos de enoturismo, seja para momentos em família, casais, grupos em ‘stopover’ ou para eventos corporate, nos quais a cultura vinhateira se assume como uma mais‐valia na diferenciação da oferta turística comercializada.

As inscrições para o 1.º Roadshow do Enoturismo Atlântico Bairrada Lisboa podem ser realizadas aqui.

Mais informações pelo e-mail [email protected] ou pelo número de telefone +351 913256261.

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Festuris dá pontapé de saída para edição de 2023

Sob o mote que evidencia as pessoas com o slogan “O centro do turismo é você”, a organização da Festuris lançou as datas para o evento de 2023.

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A organização do Festuris – Feira Internacional de Turismo de Gramado, já começou a trabalhar na edição dos 35 anos do evento. O 34.º Festuris, realizado de 3 a 6 de novembro, foi considerado o maior e melhor de todas as edições, segundo a organização, tendo registado um crescimento de 120% em relação a 2021, 16% comparado com 2019, mais de 2.700 marcas em exposição, 12.500 inscritos e mais de 40 destinos internacionais.

Quanto à edição do próximo ano, com datas entre 9 e 12 de novembro, foi lançado o primeiro vídeo da campanha “Festuris na Minha vida” sob o mote que evidencia as pessoas com o slogan “O centro do turismo é você”. O objetivo do projeto é destacar histórias de pessoas que têm envolvimento com a feira de negócios turísticos do Brasil.

“Não existe turismo sem pessoas, ele é movimento o tempo todo. Nosso intuito é valorizar ainda mais cada indivíduo que desenvolve um turismo mais consciente e com muitas inovações”, frisa Marta Rossi, fundadora e CEO do Festuris.

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Portugal aumenta participação na Intur

A participação portuguesa é considerada “importante”, contando com mais de duas dezenas de entidades e empresas em Valladolid.

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Porto e Norte, região Centro, Lisboa, Oeste, Guarda, Tras-os-Montes, comunidade do Alto Tâmega, Loulé, Barcelos, comunidade do Douro, Sabrosa, Maia, Gondomar, Rota da Bairrada, Inature, Alto Alentejo, Vila de Rei, Museu Téxteis, Resente, São Brás de Alportel, Felgueiras, Portogalegre, a marca de garantia Amêndoa coberta de Moncorvo, a empresa de sinalização turística Floema e Bezerreira com Vida serão os participantes portugueses na 25.ª edição da Intur, Feira Internacional de Turismo Interior, que se realiza de 17 a 20 de novembro, em Valladolid, Espanha.

A Intur pretende estabelecer-se como uma referência para um setor em que a cultura, a natureza e a gastronomia e o vinho são as pedras angulares da sua atividade, mantendo o seu duplo estatuto de evento para profissionais e viajantes, duas propostas distintas que terão lugar na quinta-feira 17, com a Intur Business, e de 18 a 20 (de sexta-feira a domingo), com a Intur Travellers.

Registando um crescimento de 26%, em comparação com a edição anterior, realizada em 2021, a Intur deste ano terá 126 stands, apresentando mais de 1.200 destinos, empresas e grupos profissionais. Para Alberto Alonso, diretor-geral da Feria de Valladolid, “Portugal desempenha um papel importante neste crescimento, à medida que novos expositores se vão juntando à feira pela primeira vez, com regiões, municípios e empresas privadas a serem destinos regulares durante anos”.

No dia da abertura, 17 de novembro, terá lugar a Intur Negocios, uma conferência dirigida exclusivamente a profissionais, patrocinada pelo Departamento de Cultura e Turismo do Governo Regional de Castilla y León. Os conteúdos estão estruturados em torno de três áreas: um mercado de contratação, uma área de exposição e um fórum de análise.

O mercado de contratos será frequentado por 70 operadores turísticos, dos quais 51 são nacionais e os restantes 19 vêm de Portugal, França, Itália, Irlanda, Austrália, Bélgica, Canadá, Coreia, Finlândia, Holanda, Estados Unidos e Polónia.

Os interesses destes compradores vão desde viagens feitas à medida e familiares a itinerários culturais, o Caminho de Santiago, astro-turismo, experiências na natureza, enoturismo, plataformas de reservas, agências online, turismo acessível, entre outros.

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Lisboa recebe 34.ª Conferência de Mulheres na Aviação

Iniciativa da Associação Internacional de Mulheres na Aviação (IAWA) decorre até sexta-feira, 11 de novembro, e vai ser dedicada ao tema “Um Caminho a Seguir – A Aviação através de uma Lente de Sustentabilidade”.

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A cidade de Lisboa é palco, a partir desta quarta-feira, 9 de novembro, da 34.ª Conferência da Associação Internacional de Mulheres na Aviação (IAWA), iniciativa que decorre sob o tema “Um Caminho a Seguir – A Aviação através de uma Lente de Sustentabilidade” e que tem lugar até sexta-feira, 11 de novembro, no Epic Sana Lisboa.

“O objetivo é explorar o que está por vir no mundo da aviação e sustentabilidade, e como os membros da IAWA podem ajudar a defender o caminho a seguir”, indica a organização do evento, em comunicado.

Esta conferência, promovida pela associação que reúne mulheres que ocupam cargos de liderança na indústria da aviação & aeroespacial, conta com painéis com os principais especialistas do sector.

Entre os temas em debate encontra-se o Crescimento Sustentável Aeroespacial, os Impactos Geopolíticos e de Políticas Governamentais na Aviação ou a Nova Fronteira Aeronáutica da Mobilidade Aérea Urbana e o Estado da Indústria, estando ainda previstos workshops especiais sobre Orientação de Carreira – De Protegé a Mentor, Desequilíbrio de Talentos: A Urgência da Aviação para Alcançar a Paridade de Gênero Pós-COVID e uma Mesa Redonda de Advogados sobre conexões e a plataforma da IAWA.

Além das sessões incluídas na conferência, os participantes vão também poder participar em reuniões com o Conselho da IAWA, apresentações de bolsas de estudo e educação do setor através de uma viagem local à OGMA, uma empresa aeroespacial focada em manutenção de aeronaves e fabricação.

Já a Gala desta conferência, assim como o jantar, vão decorrer no Museu Nacional dos Coches, em Lisboa.

Recorde-se que a IAWA é uma associação sem fins lucrativos que fornece uma rede mundial dedicada a promover o avanço das mulheres nas indústrias de aviação e aeroespacial em todos os níveis em todo o mundo.

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Repensar o turismo é investir em pessoas

A reunião dos ministros do turismo, durante o World Travel Market London 2022, foi marcada pelo otimismo. Contudo, houve palavras que ficaram marcadas para se ter sucesso no futuro: pessoas, educação, ambiente, sustentabilidade, parcerias, intraligação entre governos, foram algumas.

Victor Jorge

Na 16.ª sessão da Conferência dos Ministros do Turismo, realizada no decorrer do segundo dia do World Travel Market (WTM) London 2022, em que participou a secretária de Estado do Turismo, Comércio e Serviços (SETCS), Rita Marques, ficou claro que o turismo está de volta, mas, como alertou o secretário-geral da Organização Mundial do Turismo, Zurab Pololikashvili, “o setor terá de adaptar-se a uma nova realidade”.
O responsável pelo organismo que tutela o turismo nas Nações Unidas, adiantou que “estamos perante uma janela de oportunidade, mas que não é permanente” e que há muito trabalho por fazer e que a lista de afazeres e, de facto, muito grande”.
Com uma forte componente do seu discurso focado no emprego e na educação, Pololikashvili começou por referir no seu discurso de abertura que “mais de 50% dos jovens querem ser empreendedores no turismo” e que, por isso, “há que tornar o setor novamente atrativo e captar essa ‘nova gente’”.
Para o secretário-geral da OMT, o cerne do desenvolvimento do turismo está mesmo em “repensar o turismo, investindo em pessoas”, considerando ainda que o negócio tem de ser mais “arrojado”.
Frisando que os benefícios do investimento no turismo não se aplicam somente ao setor, com muitos e outros setores de atividade a aproveitá-los, Pololikashvili afirmou que os ministros do Turismo têm, agora, “um trabalho muito importante a realizar com os restantes ministérios dos respetivos países” e sugerindo aos responsáveis pelas pastas do turismo que “deixem um legado”.
“É preciso ação e não só palavras”, disse, deixando a pergunta se será legítimo e correto “esperarmos voltar aos números pré-pandémicos” e que “impacto terá no nosso ambiente”, numa altura em que se realiza a COP27 no Egito.
Já Julia Simpson, presidente e CEO do World Travel and Tourism Council (WTTC) começou por afirmar que, “o que o turismo mais precisa agora é de liderança”, afirmando que “as parcerias público-privadas (PPP) serão fundamentais para o sucesso que o turismo a nível global possa vir a ter”.
“Estamos num estado empreendedor e isso só será conseguido e possível com estas parcerias”, reforçou, apelando ainda a “decisões racionais”.
Recordando que o setor mundial do turismo perdeu cerca de 62 milhões de empregos e mais de 5 biliões de dólares com a pandemia, lembrou, igualmente, a importância do turismo para a economia global: “1 em cada 10 empregos está no turismo e um em cada 10 dólares do PIB provém do turismo”.
Por isso, admitiu que “temos a obrigação de mostrar o nosso valor e a contribuição que temos na economia de forma global”. Para tal, destacou a importância de dar oportunidades às pessoas que queiram entrar no turismo através de empregos dignos.
Por fim, salientou a importância de melhorar a literacia digital no setor do mundo, já que, “não nos podemos esquecer que o mundo mudou e o turismo e turistas e viajantes mudaram”.

Função social do turismo
Na sua intervenção, Rita Marques destacou a importância da questão social do turismo e no desenvolvimento do setor, bem como a inclusão, considerando-a “fundamental para o sucesso de qualquer estratégia. Temos de ser mais verdes, mais sustentáveis, mas temos de ser, também, mais sociais”, referiu a SETCS.
O aspeto social, naturalmente, não se consegue sem pessoas, recordando Rita Marques que “a Europa está a ficar velha e Portugal está a ficar mais velho”, fazendo referência à necessidade de ir buscar pessoas a outras geografias para colmatar as faltas que existem no país. Aí, Rita Marques salientou as oportunidades que Portugal está a desenvolver com os países lusófonos, destacando as mais de 250 milhões de pessoas no mundo que falam a língua portuguesa.
Destacado pela SETCS foi, também, a nova política de vistos, frisando a “necessidade de formação para que essas pessoas se sintam inclusas”, destacando no final os novos vistos para nómadas digitais lançados recentemente em Portugal.
Na ronda final de um minuto dado a cada responsável do turismo, Rita Marques destacou que, é preciso “valorizar as pessoas, além de formar e pagar mais e melhor, bem como equilibrar a vida profissional com a pessoal”.

Rapidez e educação para “novos tempos”
Nas restantes intervenções, houve tempo para conhecer o número que a Arábia Saudita irá investir no turismo nos próximos 10 anos: 800 mil milhões de dólares. Planeado está um novo aeroporto em Riade para capacidade para 180 milhões de passageiros, referindo o ministro do Turismo da Arábia Saudita, Ahmed Al Khateeb, que todo este investimento tem o ambiente no topo da agenda.
Do lado egípcio, Ahmed Issa, focou a necessidade do turismo ter “raízes”, admitindo que questão “não está na procura”. Num país que precisa de 350 mil quartos, o ministro do turismo do Egito salientou que “o foco está em experienciar o país, mas todo o país e não só os grandes locais”.
Do Barain, a mensagem deixada foi de “unificação dos governos” para melhor repensar o turismo, enquanto o ministro do turismo das Maurícias frisou que “estamos a esquecer-nos muito rapidamente dos impactos da COVID, já que a pandemia foi global e agora estamos a pensar demasiado no local”. Repensar o turismo para Louis Steven Obeegaddo passa por “interligar o Governo. Não faz sentido repensar o turismo sem finanças, sem infra-estruturas, sem transportes, sem saúde, sem economia e sem ambiente”, recorrendo, novamente, à necessidade das PPP para esta estratégia.
O mesmo frisou ainda que, “o turismo foi visto muitas vezes como concorrência entre os destinos. O que a pandemia nos veio ensinar é que temos de trabalhar em conjunto”.
Miguel Torruco, secretário de Estado do Turismo do México, veio recordar a importância do turismo doméstico. “Já nos esquecemos que, quando precisamos de apoio, de ajuda e de turistas, foi do turismo doméstico que veio essa ajuda e apoio. Agora, que os números estão, novamente, em alta, estamos a esquecer-nos dele e apostar as fichar nos mercados internacionais”. Para o responsável mexicano, a palavra-chave para o futuro é “rapidez. Quem não conseguir atuar com rapidez, adaptar as suas políticas e estratégias à constante mudança, terá dificuldades em ter sucesso e acompanhar o ‘novo’ perfil do turista”.
No final, o secretário-geral da Organização Mundial do Turismo, Zurab Pololikashvili, concluiu que, “estamos com dificuldade em repensar o turismo porque este mudou muito rapidamente e não conseguimos acompanhar essa rapidez”.
Para enfrentar esta realidade, Zurab Pololikashvili salientou que “a educação é o mais importante”, deixando a seguinte mensagem: “o turismo é, atualmente, o melhor investimento que existe”.

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Turismo em 2030: Experiências, personalização, metaverso e biodiversidade

O objetivo era olhar para o que o setor das viagens e turismo será em 2030. As diferenças são assinaláveis e passam muito pelas experiências, mas também e, fundamentalmente, pelo digital e a exploração do metaverso. No fundo, quem não for digital e não proporcionar soluções neste campo, não existe.

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Poderiam ser mais uns aspetos a ter em conta para o futuro do turismo. Do painel que fez uma antevisão de como será o turismo em 2030 – “The Landscape of Travel in 2030 and Beyond” – e onde participaram Julia Simpson, presidente e CEO do World Traval and Tourim Council (WTTC), Simon Calder, jornalista de turismo, Fahd Hamidaddin, CEO do Turismo da Arábia Saudita, e Peter Krüger, membro do Conselho de Administração e Chief Strategy Officer da TUI, houve uma certeza final: “a estratégia terá de ter sempre em mente a visão do cliente. E esse está em contante mudança”.

Cliente controlador
Mas comecemos pelo início. Para o responsável do Turismo da Arábia Saudita, “é preciso dar confiança e poder ao cliente e ir ao encontro do que ele/ela querem controlar”. Além disso, frisou, é a “facilidade, não complicar”. E deu um exemplo simples: “se nos conseguimos unir para salvar vidas e combater a COVID, há que manter essa união para responder às novas tendências no mundo das viagens e turismo”, destacando que, atualmente, “todo o viajante que sentir-se confortável e especial”.

Já Peter Krüger salientou a ligação entre “distribuição entre produto. As pessoas já não querem ir para um lugar 10 ou 15 dias e simplesmente ficar estendidos na praia. Querem mais. Querem o contacto com o local” e aí o executivo da TUI fez especial referência à “personalização” para a qual a “tecnologia é fulcral”. Certo é que para Krüger, a “massificação faz parte do passado, enquanto a preocupação com o local e com a sustentabilidade, nas suas várias formas, fazem parte do futuro”.

Julia Simpson, por sua vez, fez referência ao crescimento que o setor do turismo registou nos nove anos da COVID-19, destacando que “é essencial olhar para o que a geração que hoje tem 12 ou 15 anos querem e esperam. Esses são os turistas e viajantes do futuro e teremos de perceber como estamos a encarar as suas exigências, preocupações e necessidades”, admitindo que, “se não o fizermos, poderemos estar aqui para o ano a colocar esta questão, tal como o faremos nos anos posteriores”.

Sustentabilidade positiva
Na questão da sustentabilidade, a presidente e CEO do WTTC frisou que, atualmente, já não faz sentido falarmos de NET ZERO, já que “essa é uma realidade”, mas para o “NET POSITIVE”, ou seja, para o que “a descarbonização poderá e terá de trazer de positivo para o negócio, cliente e destino”.

Certo é que para a responsável do WTTC, “a procura já ultrapassou a oferta e isso é um problema”.

Mas se a questão da sustentabilidade foi aclarada por Julia Simpson através da positividade que terá de trazer ao setor, Hamidaddin também admitiu que “há muita gente a falar de sustentabilidade, mas pouca gente a atuar de forma positiva”, salientando que sustentabilidade também é “preservação”, salientando que, em breve, haverá testes a essas políticas e estratégias de sustentabilidade que, supostamente, estão a ser praticadas”.

Krüger, por sua vez, foi ao encontro do responsável do Turismo da Arábia Saudita, referindo que no dia em que a sustentabilidade “não é vista como um custo, mas como um investimento, aí teremos sucesso”.

SAF é a resposta imediata e duradoura
No que diz respeito ao negócio e o futuro do mesmo, o executivo da TUI recuperou o que Rohit Talwar referiu no início do WTM e deu um exemplo de uma unidade em Madrid. “Porque não podemos vender o mesmo quarto de hotel duas vezes: uma no físico e outra no virtual?”, esclarecendo que “para muitas pessoas, esta é será uma oferta que vai ao encontro das necessidades e expectativas, já que, eventualmente, não terão dinheiro para ir fisicamente a Madrid, mas nós fornecemos essa possibilidade. Isto é importante para o cliente”.

No que diz respeito às viagens Simon Calder admitiu que, nos próximos dois ou três anos, “não deveremos ver muitas alterações na forma como as pessoas viajam”, explicando que será natural ver uma eficiência cada vez maior nas aeronaves”. O jornalista, contudo, admitiu que, em 2030, teremos “aviões elétricos ou mesmo híbridos”, constatação que Julia Simpson contrariou, já que o hidrogénio ocupa quatro vezes mais espaço que o SAF (Sustainable Aviation Fuel).

Simpson sugeriu ainda que “tem de haver uma narrativa conjunta em todo o setor das viagens e turismo e não termos os hoteleiros a colocar as culpas das emissões na aviação”.

Quanto a novas formas de viajar e de turismo, Simon Calder esclareceu que os projetos de “supercomboios” como o “hyperloop” de Elon Musk ou de Richard Branson estão a registar um desinvestimento, embora reconheça que, no futuro, “mais pessoas viajarão de comboio na Europa”. Contudo, também salienta que, as exigências do futuro, ou seja, em 2030, irão trazer transportes “mais verdes e mais confortáveis”, mas que a urgência das pessoas em chegar ao destino poderão colocar esses aspetos em segundo plano.

No entanto, tudo se resume, novamente, à tecnologia e aí Peter Krüger salienta que essa tecnologia irá dar “mais poder ao cliente ao mesmo tempo que lhe dá acesso a mais informação”. E quem não a disponibilizar “não existe”, diz.

E Fahd Hamidaddin, CEO do Turismo da Arábia Saudita, terminou com uma simples constatação: “Os Jogos Olímpicos de Inverno de 2029 vão acontecer na Arábia Saudita. Onde? Num local que ainda não existe, porque ainda está em construção e que só será possível graças à tecnologia, ao pensamento disruptivo e por acreditarmos que é possível”.

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