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CEPT debate estratégia para promoção turística externa em 2022

A estratégia e os objetivos de promoção turística externa do destino Portugal para 2022 foram traçados na reunião do CEPT. Os destaques vão para uma aposta no crescimento em valor, na digitalização e na sustentabilidade como fatores primordiais para promover a competitividade do setor.

Carolina Morgado
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CEPT debate estratégia para promoção turística externa em 2022

A estratégia e os objetivos de promoção turística externa do destino Portugal para 2022 foram traçados na reunião do CEPT. Os destaques vão para uma aposta no crescimento em valor, na digitalização e na sustentabilidade como fatores primordiais para promover a competitividade do setor.

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O Conselho Estratégico para a Promoção Turística Externa (CEPT), reunido esta semana, sob presidência do ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, decidiu que para 2022, o país deve apostar no crescimento em valor, na digitalização e na sustentabilidade como fatores primordiais para promover a competitividade do setor.

Refere nota do Ministério da Economia que, em termos operacionais, o esforço promocional de 2022 passa pelo regresso de iniciativas presenciais de impacto junto do consumidor em alguns dos mercados emissores mais significativos como o Reino Unido, França e Brasil, mantendo-se igualmente uma forte aposta no mercado norte-americano.

O CEPT apontou ainda para as parcerias intra e inter-regiões, e entre os parceiros públicos e privados, “como a forma mais profícua para levar aqueles objetivos estratégicos a bom porto”.

A estrutura consultiva do Governo em matéria de promoção turística externa e de concertação estratégica, constituída por representantes do Turismo de Portugal, dos Governos Regionais da Madeira e dos Açores, do setor privado, através da Confederação do Turismo de Portugal (CTP), das ARPT’s e das Entidades Regionais de Turismo, realça que os segmentos turísticos que vão corporizar esta estratégia são os de maior valor acrescentado, nomeadamente o Enoturismo, a Gastronomia, a Arte, a Arquitetura e o Turismo Literário. Neste último caso, destaque para o facto de Portugal ser este ano o país convidado da Bienal do Livro de São Paulo.

“Todos estes segmentos turísticos, para além dos consolidados na estratégia promocional do país, têm já planos de ação estabelecidos e têm vindo a ser desenvolvidos para que se assumam como motores de desenvolvimento da atividade turística nacional, em todo o território, durante todo o ano, fazendo com que o turismo possa estender os seus benefícios a outros setores da economia e da sociedade portuguesa”, indica ainda o comunicado, que salienta que a promoção de cada um destes segmentos “está a reforçar a aposta no digital, com a presença contínua nas redes sociais, plataforma cada vez mais importante para atrair e captar a atenção para Portugal, enquanto destino turístico.

Na ocasião, Siza Vieira considerou que, ao longo dos últimos anos o turismo conquistou um lugar de extrema importância no contexto da economia portuguesa, quer no que diz respeito às exportações como também ao emprego. A pandemia veio interromper um ciclo muito virtuoso de crescimento do setor, mas “com o apoio do Estado e a resiliência das empresas e dos empresários, o setor tem condições para recuperar e voltar gradualmente ao ritmo do crescimento que queremos seja mais sustentável e gerador de riqueza para Portugal, contribuindo para o desenvolvimento de toda a nossa sociedade e para a preservação do nosso património ambiental e cultural”.

Por sua vez, a secretária de Estado do Turismo, Rita Marques, lembrou que “o turismo está perante o grande desafio de se saber reinventar, incorporando no seu modelo de desenvolvimento futuro a dupla transformação verde e digital.

Por isso, a governante está confiante de que o setor em Portugal sairá seguramente mais competitivo desse processo, “para o qual considero importante o facto de termos consolidada uma estratégia muito consensual e de longo prazo, complementada pelo Plano Reativar o Turismo | Construir o Futuro, assim como um modelo de governação com provas dadas que abrange todos os stakeholders do setor, desde os institucionais a nível regional e a nível nacional, a todo o setor privado, que considero crítico para o sucesso alcançado pelo turismo em Portugal”.

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Moedas preocupado com “efeito devastador” que filas no aeroporto de Lisboa podem ter no turismo

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa considera que as longas filas no aeroporto de Lisboa dão uma “má impressão” aos turistas que visitam a capital, o que pode ter “um efeito devastador” no turismo em Lisboa.

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, alertou esta quinta-feira, 23 de junho, para o “efeito devastador” que as filas no aeroporto de Lisboa podem vir a ter no turismo e instou o governo a resolver “de uma vez por todas” a situação que se vive na infraestrutura.

“Se não resolvermos esta situação, todas estas apresentações, toda a promoção e conteúdos, quando as pessoas têm uma má impressão, isso tem um efeito devastador”, afirmou o autarca, durante a apresentação dos programas de promoção do Turismo de Lisboa para 2022.

De acordo com Carlos Moedas, “Lisboa está cada vez mais na moda”, como provam os recentes rakings que têm vindo a apontar a capital portuguesa como um dos melhores destinos para visitar, mas tudo pode ir por água abaixo devido à “má imagem” com que os passageiros ficam quando têm de esperar horas para sair do aeroporto.

“Temos aqui uma oportunidade única nos próximos tempos, Lisboa está cada vez mais na moda, vemos isso pelos ranking internacionais e agora não podemos desalavancar e, por isso, não podemos, de uma vez por todas, dar esta má imagem que está a acontecer no aeroporto de Lisboa, em que aqueles que chegam de fora da Europa ficam à espera durante horas”, acrescentou.

Carlos Moedas diz, contudo, saber que o Governo está a “trabalhar para resolver a situação”, mas pede rapidez, sob pena da situação no aeroporto se tornar comprometedora do trabalho que a autarquia, Turismo de Lisboa e empresas associadas têm vindo a fazer.

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa não quis, no entanto, comentar as palavras do ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, que recentemente reconheceu que o aeroporto de Lisboa poderá vir a ter de recusar voos já no próximo ano, e passou a palavra a José Luís Arnaut, presidente-adjunto da Associação de Turismo de Lisboa, que apesar de reconhecer as limitações do aeroporto, defendeu que a infraestrutura ainda tem capacidade de crescimento, mesmo com as perturbações que têm existido.

“Acreditamos que Lisboa teria capacidade de crescer dentro das limitações objetivas que o aeroporto Humberto Delgado tem. Vamos ver como é que as coisas vão funcionar, o governo tem as suas ideias”, afirmou, considerando que, por enquanto, “é extemporâneo” tecer outras considerações sobre os problemas a que o aeroporto de Lisboa tem assistido.

José Luís Arnaut lembrou, contudo, que os problemas aeroportuários não são exclusivos de Portugal e que também grandes aeroportos na Europa, como o “de Amesterdão, Gatwick, Bruxelas e outros franceses”, têm vindo a sentir perturbações, em virtude dos “condicionamentos que resultam de toda a gestão do espaço aéreo europeu”.

“Os números do turismo são, de mês a mês, bastante positivos, vamos ver como vai continuar porque há contingências internacionais também, há um conjunto de limitações que podemos sofrer”, afirmou ainda o presidente-adjunto da ATL.

 

 

 

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Nova Edição: Turismo de Compras, Vê Portugal e Costa Cruzeiros

A nova edição do Publituris, a última dos mês de junho, faz capa com um dossier sobre Turismo de Compras, um tipo de turismo que, apesar dos poucos dados disponíveis, tem despertado o interesse das entidades que tutelam o turismo em Portugal.

A nova edição do Publituris, a última dos mês de junho, faz capa com um dossier sobre Turismo de Compras, um tipo de turismo que, apesar dos poucos dados disponíveis, tem despertado o interesse das entidades que tutelam o turismo em Portugal.

Identificado pela Organização Mundial do Turismo (OMT) como um segmento estratégico e com forte potencial de crescimento nos próximos anos, o Turismo de Compras tem vindo a crescer, ainda que seja necessário posicionar o país neste segmento e promover o destino junto do público que procura este tipo de turismo.

Nesta edição, publicamos também a reportagem do Vê Portugal: Fórum de Turismo Interno, que voltou a ser promovido pela Turismo Centro de Portugal, entre 6 e 9 de junho. Tomar foi a cidade que recebeu o evento, onde se debateu o futuro do turismo, com foco no futuro, na inovação e digitalização, mas sem esquecer as pessoas.

Depois da 8.ª edição do Vê Portugal, a Turismo Centro de Portugal admite que, devido ao sucesso da iniciativa, este debate pode vir a extravasar as fronteiras da região e tornar-se um evento de âmbito nacional.

Conheça também como está o orçamento dos portugueses para as férias de verão. O mais recente Barómetro Anual de Férias de verão da Europ Assistance apurou que os portugueses estão entre os turistas que mais pretendem aumentar o orçamento para as férias deste verão e que, apesar do país se manter como o destino preferido dos turistas nacionais, há cada vez mais procura por férias no estrangeiro.

Na secção ‘Transportes’, saiba como está a TAAG – Linhas Aéreas de Angola a preparar a privatização parcial, que deverá acontecer nos próximos anos. Depois da COVID-19, que afetou profundamente a companhia aérea de bandeira angolana, a TAAG já retomou a sua operação para vários destinos e está agora focada na reestruturação da empresa, com vista à sua privatização parcial.

Nos ‘Transportes’ o destaque vai, no entanto, para a reportagem sobre o cruzeiro da Costa que o Publituris foi fazer entre 29 de maio e 5 de junho, num dos dois itinerários que a companhia de cruzeiros disponibiliza entre a ‘Turquia e Grécia’.

Além de oferecerem praia e cultura, estes novos itinerários da Costa Cruzeiros contam com a vantagem de permitirem voo direto até Istambul, porto de partida do Costa Venezia – navio que realiza os itinerários -, graças às ligações diárias e diretas da Turkish Airlines, desde Lisboa e Porto. A facilidade dos voos tem atraído muitos cruzeiristas lusos, até porque, a bordo, já tudo voltou praticamente ao normal, depois da COVID-19.

Nesta edição, as opiniões são de Francisco Jaime Quesado (Economista e gestor) e Edgar Bernardo (professor adjunto e especialista em sociologia e turismo do ISCE).

Boas leituras!

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Edição Digital: Turismo de Compras, Vê Portugal e Costa Cruzeiros

A nova edição do Publituris, a última dos mês de junho, faz capa com um dossier sobre Turismo de Compras, um tipo de turismo que, apesar dos poucos dados disponíveis, tem despertado o interesse das entidades que tutelam o turismo em Portugal.

A nova edição do Publituris, a última dos mês de junho, faz capa com um dossier sobre Turismo de Compras, um tipo de turismo que, apesar dos poucos dados disponíveis, tem despertado o interesse das entidades que tutelam o turismo em Portugal.

Identificado pela Organização Mundial do Turismo (OMT) como um segmento estratégico e com forte potencial de crescimento nos próximos anos, o Turismo de Compras tem vindo a crescer, ainda que seja necessário posicionar o país neste segmento e promover o destino junto do público que procura este tipo de turismo.

Nesta edição, publicamos também a reportagem do Vê Portugal: Fórum de Turismo Interno, que voltou a ser promovido pela Turismo Centro de Portugal, entre 6 e 9 de junho. Tomar foi a cidade que recebeu o evento, onde se debateu o futuro do turismo, com foco no futuro, na inovação e digitalização, mas sem esquecer as pessoas.

Depois da 8.ª edição do Vê Portugal, a Turismo Centro de Portugal admite que, devido ao sucesso da iniciativa, este debate pode vir a extravasar as fronteiras da região e tornar-se um evento de âmbito nacional.

Conheça também como está o orçamento dos portugueses para as férias de verão. O mais recente Barómetro Anual de Férias de verão da Europ Assistance apurou que os portugueses estão entre os turistas que mais pretendem aumentar o orçamento para as férias deste verão e que, apesar do país se manter como o destino preferido dos turistas nacionais, há cada vez mais procura por férias no estrangeiro.

Na secção ‘Transportes’, saiba como está a TAAG – Linhas Aéreas de Angola a preparar a privatização parcial, que deverá acontecer nos próximos anos. Depois da COVID-19, que afetou profundamente a companhia aérea de bandeira angolana, a TAAG já retomou a sua operação para vários destinos e está agora focada na reestruturação da empresa, com vista à sua privatização parcial.

Nos ‘Transportes’ o destaque vai, no entanto, para a reportagem sobre o cruzeiro da Costa que o Publituris foi fazer entre 29 de maio e 5 de junho, num dos dois itinerários que a companhia de cruzeiros disponibiliza entre a ‘Turquia e Grécia’.

Além de oferecerem praia e cultura, estes novos itinerários da Costa Cruzeiros contam com a vantagem de permitirem voo direto até Istambul, porto de partida do Costa Venezia – navio que realiza os itinerários -, graças às ligações diárias e diretas da Turkish Airlines, desde Lisboa e Porto. A facilidade dos voos tem atraído muitos cruzeiristas lusos, até porque, a bordo, já tudo voltou praticamente ao normal, depois da COVID-19.

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Governo destaca potencial do Turismo Inclusivo que “pode trazer muito retorno e crescimento económico ao país”.

Para a secretária de Estado da Inclusão das Pessoas com Deficiência, Ana Sofia Antunes, Portugal está a desperdiçar um mercado com grande potencial, até porque, na Europa, há 127 milhões de pessoas com incapacidades mas que viajam anualmente. 

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A secretária de Estado da Inclusão das Pessoas com Deficiência, Ana Sofia Antunes, considerou esta quinta-feira, 23 de junho, que o turismo inclusivo “pode trazer muito retorno e crescimento económico ao país”, pelo que o grande desafio está em fazer com que os empresários percebam o potencial deste segmento.

De acordo com a Lusa, que cita as palavras da governante no encerramento da conferência “Região de Coimbra: Destino Acessível”, na Lousã, Ana Sofia Antunes salientou que Portugal não pode “desperdiçar” este mercado.

“Estas pessoas não viajam sozinhas, só para se ter ideia do mercado que estamos a desperdiçar”, disse Ana Sofia Antunes, realçando que este segmento é aquele “que viaja mais, por mais tempo, tem mais condições económicas para gastar dinheiro e que volta e é mais fiel quando é bem tratado”.

A secretária de Estado da Inclusão das Pessoas com Deficiência lembrou ainda vários estudos que mostram que, na Europa, existem 127 milhões de pessoas com deficiências e incapacidades mas que anualmente viajam.

Ana Sofia Antunes lembrou também que o turismo inclusivo não se destina apenas a “pessoas em cadeira de rodas”, uma vez que este é um mercado que não se limita apenas às pessoas com deficiência, mas também aos que têm “incapacidades resultantes da idade, que vão querer viver mais com qualidade de vida”.

“O turismo é um setor que gera receitas e precisa de perceber que parte desse resultado deve ser investido na criação de condições de inclusão, porque isso é valor e vai trazer um retorno muito maior”, acrescentou a governante, lamentando, no entanto, que as acessibilidades físicas sejam “as mais difíceis de ver plenamente cumpridas e implementadas, porque são as mais caras”, ainda que já tenha sido possível “mobilizar muito dinheiro para isto”.

Ana Sofia Antunes recordou que o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) mobilizou para cessibilidades físicas 50 milhões de euros e anunciou que estão abertas candidaturas para intervenções em habitações de pessoas com deficiência, sejam casa própria ou arrendadas, que permitam eliminar barreiras e permitam criar condições de fruição.

Na conferência que contou com a presença da governante, foram dados a conhecer os investimentos já realizados na região de Coimbra com vista à melhoria das acessibilidade e a tornar o destino mais inclusivo, com destaque para as ações do AccessTUR – Centro de Portugal, um projeto de promoção do turismo acessível e inclusão social, promovido pela Accessible Portugal, com o apoio da Turismo do Centro e das sete comunidades intermunicipais da região Centro.

A Lusa lembra, contudo, que, na área da CIM Região de Coimbra e a nível nacional, o município da Lousã é dos mais avançados no turismo acessível, com um caminho nesta área percorrido desde 2011, ao longo do qual foi criada uma provedoria municipal para as pessoas com incapacidade, um selo de turismo acessível e apostado em projetos turísticos acessíveis.

 

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Beja reafirma que aeroporto é “uma excelente e útil alternativa” a Lisboa e Faro

Assembleia Municipal de Beja aprovou terça-feira, 21 de junho, uma moção em que defende que o aeroporto da cidade pode e deve ser utilizado, “em caso de necessidade e de sobrelotação” dos aeroportos de Lisboa e Faro.

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A Assembleia Municipal de Beja aprovou terça-feira, 21 de junho, uma moção em que defende que o aeroporto da cidade é “uma excelente e útil alternativa” aos aeroportos de Lisboa e Faro, “em caso de necessidade e de sobrelotação”, avança a Lusa.

De acordo com uma nota enviada à Lusa, a moção, que foi aprovada por unanimidade pelos eleitos das várias forças políticas, na mais recente reunião da Assembleia Municipal (AM) de Beja, lembra que “o Aeroporto de Beja encontra-se certificado pelo Instituto Nacional de Aviação Civil e é um dos quatro aeroportos portugueses que podem receber voos internacionais”, tanto de passageiros como de carga.

Por isso, defende a AM de Beja, “é urgente” rentabilizar esta infraestrutura aeroportuária, através do empreendimento do Alqueva, do Porto de Sines, do turismo, das fábricas de componentes aeronáuticos que a Embraer possuía em Évora e que, agora, são da espanhola Aernnova.

“Com vontade política de aposta nesta infraestrutura aeroportuária, seria até possível criar aqui uma Zona Franca com características fiscais especiais, onde se praticassem taxas alfandegárias reduzidas”, lê-se na nota enviada à Lusa.

Apesar de admitir que o aeroporto de Beja “dificilmente conseguirá ser um aeroporto complementar ao de Lisboa”, a AM de Beja considera que esta infraestrutura “pode ser, em caso de necessidade e de sobrelotação dos aeroportos de Lisboa e de Faro, uma excelente e útil alternativa”.

“A ação política local, nomeadamente através da Câmara Municipal de Beja, deve lutar e contribuir para a utilização regular do aeroporto”, sustenta a moção, onde se considera ainda que, devido ao potencial económico, o Alentejo “precisa do aeroporto como polo de desenvolvimento e valorização da região, pois, este possui espaço suficiente para uma plataforma logística de carga aérea, tendo um elevado potencial como zona industrial”.

A AM de Beja reclama também um maior investimento público, de forma a melhorar as acessibilidades, modernizar a ferrovia e a rodovia, assim como outros equipamentos e infraestruturas, de forma a fixar população e combater o isolamento.

“É importante que se aproveitem, desde já, os fundos estruturais estratégicos que Portugal vai receber”, acrescenta a nota da AM de Beja.

O documento vai agora ser enviado ao Presidente da República, ao primeiro-ministro e ao ministro do Planeamento e das Infraestruturas.

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Descidas de alemães e britânicos atrasam recuperação da hotelaria algarvia em maio

Segundo a AHETA, em maio, a hotelaria do Algarve registou uma taxa de ocupação de 64,8%, 7,4% abaixo do registado em igual mês de 2019, muito por culpa dos mercados alemão e britânico, que apresentaram descidas de 41,3% e 8,1%, respetivamente.

Inês de Matos

Em maio, as unidades de hotelaria do Algarve registaram uma taxa de ocupação de 64,8%, valor que fica 7,4% abaixo do registado em igual mês de 2019, antes da chegada da pandemia, avança a AHETA – Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve, que identifica também uma descida do número de hóspedes dos mercados alemão e britânico, dois dos principais mercados emissores para a região.

De acordo com a AHETA, em maio, a taxa de ocupação até “superou o valor médio para este mês” e traduz uma subida de 275% relativamente a maio de 2021, ainda que face a 2019, que tinha sido o melhor ano turístico de sempre em Portugal, se continue a encontrar “uma descida de -7,4%, relativamente ao mesmo mês de 2019”.

Já a taxa de ocupação cama foi de 52,5%, o que indica uma descida de 10,2% face a maior de 2019, com a AHETA a adiantar que também no acumulado do ano se regista um decréscimo de 10,5% na taxa de ocupação face a maio de 2019.

“A variação homóloga verificada é justificada pela pandemia provocada pelo vírus COVID-19, cujo impacto na hotelaria começou a sentir-se no início do mês de maio de 2020. A taxa de ocupação média nos últimos doze meses quedou-se nos 45,7%”, acrescenta a associação, que divulgou esta terça-feira, 21 de junho, os dados relativos a maio.

Por zonas do Algarve, as maiores subidas face a mês homólogo de 2019 foram registadas nas zonas de Portimão/Praia da Rocha (+2,7pp, +3,7%) e Lagos/Sagres (+1,7pp, +2,6%), enquanto as principais quebras ocorreram em Tavira e (-17,9pp, -26,9%) e Albufeira (-12,9pp, -16,2%).

Já as zonas de Faro/Olhão, com 78,0%, e Portimão/Praia da Rocha, 75,5%, foram, segundo a AHETA, “as que registaram as taxas de ocupação mais elevadas enquanto a mais baixa ocorreu na zona de Monte Gordo/VRSA, com 40,7%”.

Por categorias, a principal descida relativamente a 2019 verificou-se nos hotéis e aparthotéis de quatro estrelas (-15,4pp, -19,6%), enquanto os hotéis e aparthotéis de três e duas estrelas  registaram a maior subida (+7,3pp, +14,2%) seguidos dos de cinco estrelas (+2,1pp, +3,1%).

Já os hotéis e aparthotéis de três e duas estrelas foram os que registaram a taxa de ocupação mais baixa (59,1%), tendo a ocupação mais alta sido registada nos aldeamentos e apartamentos turísticos de cinco e quatro estrelas (71,9%).

Por mercados, a AHETA revela que “alguns mercados registaram subidas”, a exemplo do irlandês, que subiu 17,8%; e do holandês, que apresentou um aumento de 10,9%; ainda que a maior subida tenha pertencido ao mercado belga, com um acréscimo de 24,2%.

Em sentido contrário estiveram alguns dos principais mercados internacionais emissores de turistas para o Algarve, a exemplo do alemão e do britânico, que apresentaram, em maio, decréscimos de 41,3% e 8,1%, respetivamente, numa tendência que se reflete também no acumulado dos cinco primeiros meses de 2022.

“De janeiro a maio, a Alemanha é o mercado com a maior descida acumulada face a 2019 (-1,9pp, -38,2%) seguido pelo Reino Unido (-1,7pp, -12,3%) e Holanda (-0,4pp, -9,8%)”, indica a AHETA.

Ainda assim, em maio, a maior fatia das dormidas na hotelaria algarvia coube aos turistas britânicos com 39,8%, seguidos pelos portugueses (13,1%), irlandeses (10,9%) e holandeses (7,0%), sendo que os britânicos lideraram também em número de hóspedes, com 32,0%, seguidos pelos portugueses (20,6%), irlandeses (8,6%) e franceses (6,6%).

Em maio, a estada média na hotelaria algarvia foi de 4,2 noites, menos 0,1 que no período homólogo de 2019, com destaque para os holandeses que, com 5,5 noites, registaram as estadias mais prolongadas, seguidos dos irlandeses (5,4), britânicos (5,3) e be3lgas, com 5,0 noites. Já a estadia média dos turistas portugueses foi de 2,7 noites, ligeiramente abaixo do verificado em 2019.

A AHETA diz ainda que os britânicos representaram o maior número de dormidas em quase todas as categorias, com exceção dos aldeamentos e apartamentos de três estrelas, onde os portugueses foram o principal mercado, tendo também representado o maior número de hóspedes nos hotéis e aparthotéis de cinco estrelas e nos de quatro estrelas, assim como nos aldeamentos e apartamentos turísticos de cinco e quatro estrelas. Nas restantes categorias, o maior número de hóspedes coube aos portugueses.

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Receitas turísticas de abril crescem e já ultrapassam em 13% o período pré-pandemia

Dados divulgados esta terça-feira, 21 de junho, pelo Banco de Portugal (BdP), mostram que, em abril, as receitas provenientes da atividade turística somaram 1.560,48 milhões de euros, numa subida de 13% face a mês homólogo de 2019.

Inês de Matos

Em abril, as receitas provenientes da atividade turística somaram 1.560,48 milhões de euros, valor que traduz uma subida de 13% face a mês homólogo de 2019, ainda antes da chegada da pandemia da COVID-19, de acordo com os dados revelados esta terça-feira, 21 de junho, pelo Banco de Portugal (BdP).

Os dados divulgados mostram que, face a abril do ano passado, a subida é ainda mais expressiva e chega aos 382%, talvez por causa da Páscoa, que se assinalou a 17 de abril, uma vez que no mesmo mês de 2021 o valor das receitas turísticas, que se encontra pelos gastos dos turistas estrangeiros em Portugal, se ficava pelos 323,71 milhões de euros, até porque, na altura, o país estava ainda a sair do segundo confinamento.

Em comparação com abril de 2020, ano em que começou a pandemia da COVID-19, a subida das receitas provenientes da atividade turística é de 768%, já que, em abril de 2020, este indicador não foi além dos 179,73 milhões de euros.

Tal como as receitas, também as importações do turismo, que correspondem aos gastos dos turistas portugueses no estrangeiro, estão em tendência ascendente e, em abril, somaram 504,99 milhões de euros, valor que fica 6,6% acima do contabilizado no mês homólogo de 2019.

Face a abril do ano passado, o crescimento chega aos 139,6%, uma vez que, em abril de 2021, as importações turísticas somavam 210,76 milhões de euros, enquanto em abril de 2020 tinham atingido os 106,39 milhões de euros, o que traduz um aumento de 374,7%.

À semelhança das receitas e das importações, também o saldo da rúbrica ‘Viagens e Turismo’ está em tendência de crescimento e, em abril, chegou aos 1.055,49 milhões de euros, valor que traduz uma subida de 16,3% face a abril de 2019.

Em comparação com abril de 2021, a subida do saldo desta rúbrica chegou aos 834%, uma vez que em igual mês do ano passado o montante do saldo era de apenas 112,96 milhões de euros, enquanto em abril de 2020 somava 73,33 milhões de euros, o que traduz um aumento de 1.339%.

“As exportações e as importações de viagens e turismo cresceram, em termos homólogos, respetivamente, 382,1% e 139,6%, permitindo que o excedente desta rubrica aumentasse 943 milhões de euros. As exportações e as importações superaram os valores de abril de 2019, respetivamente, em 13% e 7%”, destaca o BdP, no comunicado divulgado esta terça-feira.

Crescimento também no acumulado

No acumulado até abril, a tendência também é positiva e, no caso das receitas turísticas, que somam 4.286,36 milhões de euros, há uma melhoria face ao acumulado dos quatro primeiros meses de 2019, quando as receitas da atividade turística chegavam aos 4.257,86 milhões de euros, o que traduz um aumento de 0,7%.

Já no que diz respeito às importações a situação é ligeiramente diferente, uma vez que, no acumulado até abril, o montante apurado chega aos 1.201,77 milhões de euros, quando em igual período de 2019 estava nos 1326,51, o que indica uma descida de 9,4%.

No saldo, o valor acumulado até abril é já de 3.084,59 milhões de euros, montante que fica 5,2% acima do apurado em igual período de 2019, quando o valor acumulado do saldo da rúbrica ‘Viagens e Turismo’ era de 2.932 milhões de euros.

 

 

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Perfis mais procurados no Turismo são chefes de cozinha, de receção e de sala

São os chefes de cozinha, de receção e de sala os perfis mais procurados no setor do Turismo, que se vê a braços com a falta de profissionais, revela o “Guia Laboral do Mercado Laboral 2022”, elaborado pela Hays Portugal, e que apresenta as tendências de emprego e salários, numa perspetiva de compreender o mercado de trabalho no nosso país.

Publituris

Os dados e opiniões aqui apresentados neste guia baseiam-se nos resultados dos inquéritos realizados e nos conhecimentos de mercado dos consultores da Hays, realizados de outubro de 2021.

O setor do Turismo e Lazer foi um dos mais afetados pela pandemia, com os últimos dois anos marcados pela forte instabilidade, levando a que muitos profissionais tivessem que abandonar o setor e hoje, muitos mostram-se receosos em regressar a este mercado.

Este cenário, segundo Benedita Lencastre, Consultant na Hays Portugal, “levou à grande dificuldade em recrutar perfis de operação, tendo em conta que grande parte destes profissionais mudaram de área ou abandonaram o setor”, obrigando as empresas a “se adaptar e recrutar perfis de outros setores”.

Como principal tendência do setor verifica-se uma movimentação de perfis de chefes de cozinha, chefe de receção e chefe de sala. A especialista, citada em nota de imprensa, explica ainda que, na zona de Lisboa, a abertura de novas unidades hoteleiras levou à continua aposta no investimento em perfis de marketing digital, com foco em CRM, “numa ótica de fidelizar e atrair novos clientes”, enquanto na zona do Grande Porto, a tendência é para uma movimentação de perfis seniores de F&B e comerciais “consequência também da abertura de vários hotéis na região”, acrescenta.

Seguindo a tendência de anos anteriores, o perfil de cozinheiro foi um dos mais solicitados, embora nem sempre fácil de encontrar, tendo em conta as caraterísticas que os recrutadores procuram – perfil especializado com capacidades de trabalho em equipa e gestão de stress, revela a responsável, para destacar que o mesmo se verifica com o perfil de responsável de restaurante, onde “a incerteza do mercado, levou estes profissionais a mudar de setor durante a pandemia”.

Por outro lado, a redefinição e diminuição de equipas nas estruturas destes grupos levaram a que a posição de chefe de receção fosse umas das mais afetadas, “fazendo com que este profissionais passassem a acumular novas funções”. No entanto, com a perspetiva de aumento do volume de negócios, “tem sido necessário reestabelecer esta posição” realçou.

Para este ano, e com a chegada do verão, a análise perspetiva um grande movimento em várias posições operacionais, ao mesmo tempo que a retoma do turismo em massa irá requerer que as empresas aumentem as equipas. “O foco no Marketing Digital, numa ótica de retenção e atração de clientes, será também uma tendência”, revela Benedita Lencastre.

“Em termos de oferta salarial e benefícios, a incerteza de mercado e escassez de profissionais com experiência consolidada poderá levar a uma adaptação por parte das empresas, obrigando a um aumento salarial e melhoria dos benefícios do trabalhador. A retoma das unidades hoteleiras, que estão gradualmente a crescer e a reforçar as equipas, poderá levar a uma maior atração por parte dos candidatos”, conclui.

A primeira parte desta edição conta com uma análise das motivações de profissionais e empresas através de um inquérito anónimo com base nas respostas de 2.864 profissionais qualificados e 901 empregadores, que incidiu sobre as regiões do Norte, Centro e Sul de Portugal. A segunda parte conta com uma análise das dinâmicas de recrutamento em áreas e setores de mercado específicos.

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IATA estima regresso à rentabilidade das companhias aéreas em 2023

A IATA estima que a indústria da aviação possa regressar à rentabilidade em 2023. Contudo, se as receitas aumentam, também os custos registam uma curva ascendente. Assim, as receitas da indústria deverão atingir 782 mil milhões de dólares (cerca de 745 mil milhões de euros), em 2022, representando um crescimento de 54,5% face a 2021, mas ficando a 93,3% dos níveis de 2019.

Victor Jorge

A International Air Transport Association (IATA) procedeu a uma revisão das previsões para a indústria da aviação, estimando, agora, perdas na ordem dos 9,7 mil milhões de dólares (cerca de 9,2 mil milhões de euros), representando uma melhoria face aos 11,6 mil milhões de dólares avançados em outubro de 2021, correspondendo uma margem nas perdas líquidas de 1,2%.

Estes números representam, no entanto, uma melhoria assinalável às perdas de 137,7 mil milhões de dólares (-36% na margem líquida) de 2022, e de 42,1 mil milhões (-8,3% margem líquida) de 2021.

Desta forma, a IATA avança com a previsão de que a “rentabilidade global da indústria parece ser uma realidade em 2023”, esperando que a América do Norte possa “atingir lucros de 8,8 mil milhões de dólares” já em 2022.

“Os ganhos de eficiência e melhoria nos rendimentos estão a ajudar a reduzir as perdas, mesmo com um aumento dos custos relacionados com os colaboradores e combustível”, refere a IATA, em comunicado no final da assembleia geral anual realizada em Doha.

A entidade reconhece que “a forte procura reprimida, o levantamento das restrições de viagens na maioria dos mercados, o baixo desemprego na maioria dos países e o aumento das economias pessoais estão a alimentar um ressurgimento da procura”, avançando a IATA que” o número de passageiros atinja 83% dos níveis pré-pandemia em 2022”.

“As companhias aéreas são resilientes. As pessoas estão a voar em números cada vez maiores e os lucros estão no horizonte para 2023”, admite Willie Walsh, diretor-geral da IATA, salientando que este “é um momento de otimismo, mesmo que ainda existam desafios relacionados com custos, principalmente combustível, e algumas restrições persistentes em alguns mercados-chave”.

De acordo com as estimativas da IATA, as receitas da indústria deverão atingir 782 mil milhões de dólares (cerca de 745 mil milhões de euros), em 2022, representando um crescimento de 54,5% face a 2021, ficando a 93,3% dos níveis de 2019.

Já no que diz respeito aos voos a operar ao longo deste ano, as expectativas é de que cheguem aos 33,8 milhões, correspondendo a 86,9% dos níveis de 2019 quando se realizaram 38,9 milhões de voos.

No que toca às receitas provenientes dos passageiros, estas devem ser responsáveis por 498 mil milhões de dólares (cerca de 475 mil milhões de euros) das receitas globais da indústria, o que significa mais do dobro dos 239 mil milhões de dólares gerados em 2021.

A análise prevê ainda que o número de reservas de passageiros deve alcançar a 3,8 mil milhões, com a receita de passageiro por quilómetros (RPK) a crescer 97,6% em relação a 2021, atingindo 82,4% do tráfego de 2019. À medida que a procura aumenta com a flexibilização das restrições de viagens, a IATA espera que as receitas aumentem 5,6%.

Receitas aumentam, mas os custos também
Mas se as receitas aumentam, também os custos irão registar uma curva ascendente, estimando a IATA que possam atingir os 796 mil milhões de dólares (cerca de 758 mil milhões de euros), representando um aumento de 44% face a 2021.

Para tal, é imputado aos combustíveis um valor na ordem dos 192 mil milhões de dólares (cerca de 183 mil milhões de euros), em 2022, correspondendo a 24% dos custos totais (+19% face a 2021). Estas contas têm por base um preço médio do barril de Brent de 101 dólares (cerca de 97 euros) e de 125 dólares (cerca de 120 euros) para o jet fuel.

Globalmente, a IATA prevê que as companhias aéreas consumam 321 mil milhões de litros de combustível, em 2022, o que compara com os 359 mil milhões de litros de 2019.

De acordo com a IATA, “a guerra na Ucrânia mantém os preços do Brent em alta”, com o combustível a representar cerca de um quarto dos custos em 2022. “Uma característica particular do mercado de combustíveis deste ano é o alto spread entre os preços do petróleo bruto e do combustível de aviação”, destaca a IATA, salientando que esta diferença permanece “bem acima das normas históricas, principalmente devido a restrições de capacidade nas refinarias”.

Já quanto aos custos com pessoal, aparecendo em segundo lugar nos custos operacionais, o emprego direto deverá atingir os 2,7 milhões, correspondendo a uma subida de 4,3% face a 2021, “à medida que a indústria recupera do declínio significativo de 2022”.

A IATA considera que o tempo para recrutar, formar, proceder às verificações completas de segurança e realizar os processos necessários antes que o pessoal se encontre em condições de exercer quaisquer funções “representa um desafio para a indústria em 2022”, antevendo que, nalguns casos, ”estes atrasos no recrutamento poderão atuar como uma restrição à capacidade de uma companhia aérea atender às exigências e necessidades dos passageiros”.

Américas lideram recuperação
A IATA espera que a América do Norte continue a ser a região com “melhor desempenho” e a “única região a regressar aos resultados positivos em 2022”. Apoiado pelo grande mercado doméstico dos EUA e pela reabertura de mercados internacionais, incluindo o Atlântico Norte, o lucro líquido deverá atingir os 8,8 mil milhões de dólares, em 2022, estiando que a procura atinja 95% dos níveis pré-crise (2019) e a capacidade 99,5%.

Na Europa, a guerra na Ucrânia continuará a perturbar os padrões de viagens no continente e entre a Europa e a Ásia-Pacífico. No entanto, não se espera que a guerra faça descarrilar a recuperação das viagens, com a região a aproximar-se dos lucros em 2022, com uma perda líquida prevista de 3,9 mil milhões de dólares. Já quando à procura, as previsões apontam para que atinja 82,7% dos níveis pré-crise (2019) e a capacidade 90%.

Para as companhias aéreas da região Ásia-Pacífico, as restrições de viagem duradouras (principalmente na China), juntamente com uma distribuição desigual de vacinas, viram a região atrasar-se na recuperação. À medida que as restrições diminuem, espera-se que a procura por viagens “aumente rapidamente”. Prevê-se que as perdas líquidas, em 2022, caiam para os 8,9 mil milhões de dólares, enquanto a procura atinja 73,7% dos níveis pré-crise (2019) e a capacidade 81,5%.

Os volumes de tráfego na América Latina registaram uma recuperação robusta em 2021, apoiados pelos mercados domésticos e relativamente menos restrições de viagem em muitos países. As perspectivas financeiras para algumas companhias aéreas, no entanto, permanecem frágeis e a região deve registar um prejuízo líquido de 3,2 mil milhões de dólares este ano. Espera-se que a procura atinja 94,2% dos níveis pré-crise (2019) e a capacidade 93,2%.

No Oriente Médio, a reabertura deste ano a rotas internacionais e voos de longa distância em particular será um impulso bem-vindo para muitos. Em toda a região, as perdas líquidas devem diminuir para 1,9 mil milhões de dólares em 2022, contra uma perda de 4,7 mil milhões no ano passado. Quanto à procura, espera-se que atinja 79,1% dos níveis pré-crise (2019) e a capacidade 80,5%.

Finalmente, no continente africano, as taxas de vacinação mais baixas prejudicaram a recuperação das viagens aéreas da região até o momento. No entanto, é provável que alguma recuperação ocorra este ano, o que contribuirá para um melhor desempenho financeiro. Prevê-se que as perdas líquidas sejam de 700 milhões de dólares, em 2022, e que a procura atinja 72% dos níveis pré-crise (2019) e a capacidade 75,2%.

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Portugueses gastarão mais nas férias de verão com procura por destinos para fora de Portugal a crescer

Ao que tudo indica, os portugueses irão gastar mais nas férias deste verão. Embora a maioria continue a preferir o “vá para fora cá dentro”, também aumenta o interesse em viajar para fora de Portugal. Os portugueses estão, também, entre os mais otimistas quanto a um regresso à normalidade.

Victor Jorge

Os portugueses irão gastar mais 15% nas férias deste ano, quando comparado a 2021, ascendendo o valor a 1.543 euros, revelam os dados do 21.º Barómetro Anual de Férias de Verão da Europ Assistance, realizado em parceria com a IPSOS.

Portugal é, aliás, um dos países onde se verifica uma maior evolução na intenção de gastos para as próximas férias, embora, em valor, não se coloque no topo do ranking. Só mesmo Espanha (+20% para 1.503 euros) e Reino Unido (19% para 2.165 euros) suplantam o crescimento registado pelos portugueses, enquanto Bélgica e Alemanha acompanham a subida de 15% de Portugal, embora com valores finais distintos e mais elevados: 2.289 euros e 2.128 euros, respetivamente.

O barómetro revela que o orçamento médio europeu para estas férias de 2022 ronda os 1.805 euros (+14% face a 2021), ficando Suíça, Bélgica, Áustria, França, Alemanha e Reino Unido acima desse valor.

Já fora da Europa, destaque para a subida do orçamento para viagens, neste verão, dos norte-americanos (+19%) para 2.620 euros, embora o orçamento mais alta venha da Austrália com 2.808 euros.

A análise revela, também, que 79% dos portugueses têm planos para viajar durante os meses de verão, correspondendo a uma subida de 17 pontos percentuais (p.p.) face ao ano anterior.

Seguindo uma tendência registada ao longo destes dois anos de pandemia, os destinos nacionais continuam a ser os preferidos dos portugueses, com um de 8 p.p. para os 54% face a 2021, mas os dados indicam, igualmente, uma crescente procura por destinos fora do país.

“O estrangeiro é agora a preferência de 52% dos portugueses, uma subida de 13 p.p., com Espanha (24%), França (13%) e Itália (9%) a serem os destinos preferidos”, revela o 21.º Barómetro Anual de Férias de Verão da Europ Assistance. Já Portugal é o destino de preferência dos espanhóis e dos franceses.

De carro e para hotel
O hotel (41%) ou uma casa para arrendar (30%) continua a ser os tipos de acomodação mais procurados pelos portugueses para este verão de 2022. Já o carro (51%) permanece como meio de transporte de eleição para viajar, embora a opção pelo avião (41%) como meio de transporte registe um aumento de 7 p.p. em relação a 2021. Outra tendência que se mantém bastante positiva este ano é a preferência por locais perto do mar, sendo estes os preferidos de 58% dos portugueses inquiridos.

Segundo o Barómetro, apenas 34% dos portugueses já reservou as suas férias ou parte delas, destacando-se ainda como dos mais exigentes em relação às condições de segurança necessárias para viajar este verão. A higienização dos meios de transporte (45%) e o acesso a informação detalhada sobre a situação epidemiológica e as medidas de saúde pública aplicadas no destino de férias escolhido (33%) são algumas das condições mais valorizadas pelos portugueses para decidirem o local de férias deste verão.

Os cidadãos europeus (54%) continuam a manifestar preocupação em relação à saúde dos seus familiares e amigos no momento de viajar, destacando-se os viajantes espanhóis (75%) e portugueses (73%). Além disso, o barómetro mostra também que os portugueses (71%) são dos mais preocupados com a situação económica.

Os impactos da guerra e preços
O Barómetro revela que, em termos globais, as pessoas estão “entusiasmadas” pela possibilidade de voltarem a viajar, apesar da inflação e da guerra na Ucrânia, com a primeira a ser destacada pelos inquiridos como a questão que tem “mais impacto naquele entusiasmo”.

Por outro lado, se o nível global de preocupação com temas relacionados com a COVID-19 diminuiu em relação a 2021, a preocupação com a situação económica permanece quase inalterada, destacando-se as restrições orçamentais como uma das principais razões para os cidadãos não viajarem em 2022. “Na Europa, por exemplo, 41% dos inquiridos apontam essa causa para não viajarem (um aumento de 14 p.p.), indica o barómetro.

Na Europa, o impacto da inflação e o aumento generalizado dos preços destacam-se como o principal motivo para os cidadãos se sentirem “mais retraídos” quando pensam em viajar, principalmente os que habitam em Portugal (85%), na Polónia (79%), em Espanha (77%) e na Itália (74%).

Relativamente á possibilidade de optarem por um seguro de viagem, cerca de 43% dos portugueses afirma analisar, em primeiro lugar, “o preço dos seguros de viagem quando pondera contratar um serviço deste âmbito, sendo o indicador com mais peso na tomada de decisão”.

Viagens seguras
Entre os europeus, os britânicos, os espanhóis e os portugueses são os mais dispostos a pagar por novos benefícios de assistência no seguro de viagem, nomeadamente: alertas de segurança em tempo real (69%), coberturas para riscos relacionados com a COVID-19 (65%), acesso a informação sobre possíveis atrasos nos voos (64%), aplicação móvel que disponibilize informação sobre as políticas do seguro (59%) e serviços de telemedicina (58%).

A par dos checos e dos espanhóis, os portugueses são também dos cidadãos europeus que mais estão dispostos a pagar por novos benefícios de assistência automóvel: assistência em viagem com cobertura no estrangeiro (66%), proteção de pneus (53%) e acesso a um serviço de check-up antes da viagem (49%), foram os principais benefícios assinalados no estudo.

Os viajantes europeus, a par dos tailandeses, são dos “mais empenhados” em continuar a contribuir para a diminuição dos impactos ambientais, económicos e sociais das suas viagens. “Algumas destas ações já fazem parte dos hábitos de viagem dos cidadãos”, revela o barómetro, indicando como exemplos, “a adoção de comportamentos sustentáveis, não desperdiçando recursos locais (87%); utilização de uma garrafa de água reutilizável (86%); apoio à economia local ao fazer refeições e comprar produtos em estabelecimentos regionais (86%); evitar participar em atividades que não são socialmente responsáveis ou que não respeitam o meio ambiente (81%)”.

A concluir, o 21.º Barómetro Anual de Férias de Verão da EuropAssistance prevê ainda “um retorno à normalidade”, onde as máscaras e os testes não serão mais necessários, entre este e o próximo ano. “Os cidadãos acreditam também que a COVID-19 terá impacto nos hábitos de viagem, nomeadamente na contratação de seguros de viagem”, afirmando que “mesmo quando a pandemia terminar vão continuar a utilizar estes serviços”.

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