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Bordéus e Valência são as “Capitais Europeias do Turismo Inteligente” 2022

De um total de 30 inscrições de 16 países, foram sete as cidades finalistas do concurso Capital Europeia do Turismo Inteligente 2022. Duas ganharam: Bordéus e Valência.

Victor Jorge
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Bordéus e Valência são as “Capitais Europeias do Turismo Inteligente” 2022

De um total de 30 inscrições de 16 países, foram sete as cidades finalistas do concurso Capital Europeia do Turismo Inteligente 2022. Duas ganharam: Bordéus e Valência.

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Bordéus (França) e Valência (Espanha) foram premiadas como as “Capitais Europeias do Turismo Inteligente” 2022, distinção que reconhece realizações notáveis no planeamento de turismo inteligente: acessibilidade, sustentabilidade, digitalização, bem como património cultural e criatividade.

Esta iniciativa promovida pela União Europeia (UE) e financiada pelo Programa COSME, tem como objetivo promover o turismo inteligente no espaço da UE, fomentar o desenvolvimento do turismo inovador, sustentável e inclusivo, bem como divulgar e facilitar o intercâmbio das melhores práticas.

As sete cidades finalistas do concurso Capital Europeia do Turismo Inteligente 2022 foram: Bordéus (França), Copenhaga (Dinamarca), Dublin (Irlanda), Florença (Itália), Ljubljana (Eslovénia), Palma (Espanha), Valência (Espanha).

As cidades finalistas foram selecionadas de um total de 30 inscrições de 16 países.

Bordéus
Cidade cosmopolita com mais de 257.000 habitantes, é um local de criatividade e uma porta de entrada para o sudoeste da França. Aqui, onde se entrelaçam vários ambientes, encontra-se o rio que atravessa os maiores vinhedos do mundo até ao estuário do Gironde – junto ao Oceano Atlântico e à Baía de Arcachon.

Bordéus é o lar da maior região vitivinícola do mundo, com 7.000 castelos e está na vanguarda da criação do conceito de “turismo do vinho”: cerca de dois milhões de “turistas do vinho” visitam os vinhedos de Bordéus anualmente.

Os destaques incluem La Cité du Vin e o Festival do Vinho de Bordéus – agora exportado para Bruxelas e Hong Kong. Mais de 65% da área de superfície dos vinhedos de Bordeaux recebeu certificação pelos seus esforços ambientais e mais de 1,2 milhões de euros foram investidos em pesquisa, mais concretamente, na redução do uso de pesticidas.

Desde 2003, a cidade estabeleceu trilhos para quatro linhas de metro diferentes, originando uma rede metropolitana que se estende por 66 km. Os metros são 100% acessíveis graças às grandes portas de correr e ao acesso sem degraus.

O ‘shuttle’ fluviais e os autocarros também são totalmente acessíveis e cada um tem lugares reservados para cadeiras de rodas.

Um guia especial foi elaborado pelo Turismo de Bordéus para pessoas com deficiência, contendo uma lista de todos os serviços e atividades disponíveis para pessoas com mobilidade reduzida.

Bordeaux está a fazer uso dos recursos existentes e redirecionando-os para impulsionar ao máximo práticas de turismo inteligente. Outro exemplo disso é o “Ecossistema Darwin”, um coletivo voltado para uma economia verde – agora um dos locais mais visitados em Bordeaux. Este antigo quartel militar abriga uma fazenda urbana e o maior restaurante orgânico de França, mostrando uma forma de “consumir diferente”. É um lugar de diversidade e inovação onde é possível encontrar ‘skateparks’, uma galeria ao ar livre para grafitis, bem como espaços de co-working e empreendedores que trabalham na economia verde. O guia é atualizado regularmente de acordo com o feedback dos visitantes com deficiência.

O Turismo de Bordéus deu, também, ênfase às plataformas eletrónicas para promover os conteúdos. A criação do “CityPass”, em 2014, dá aos visitantes acesso gratuito a mais de trinta estabelecimentos voltados para cultura e lazer, incluindo um passeio pela cidade, bem como o uso ilimitado de transportes públicos.

O porto de Bordéus comprometeu-se a fretar um navio de cruzeiro ambiental em 2019, comprometendo-se a reduzir as emissões, eliminar o desperdício e limitar a poluição sonora. Além disso, as quatro plataformas de desembarque dos cruzeiros estão a ser eletrificados, além da implementação de um sistema de coleta de resíduos e esgotos dos navios.

Valência
Uma das maiores cidades da Espanha e uma das mais animadas, Valência está localizada no mar Mediterrâneo, com um enorme número de praias na redondeza.

Valência fica na costa sudeste de Espanha e é a terceira maior cidade do país, com mais de 791.000 habitantes. A pitoresca cidade recebe 2,2 milhões de visitantes todos os anos e é o lar de três Declarações de Patrimônio Mundial da UNESCO. A cidade possui arquitetura de vanguarda, uma futurística Cidade das Artes e Ciências e muitos eventos criativos, como os prémios de cinema Goya ou a gala Michelin.

O setor de turismo emprega mais de 30.000 profissionais e tem vindo a desenvolver práticas inovadoras, tendo-se tornando uma forte candidata a Capital Europeia do Turismo Inteligente.

Valência está a trabalhar para medir e certificar a pegada de carbono da sua atividade turística, constituindo-se, igualmente, a primeira cidade europeia a receber uma dupla certificação ITU (ONU) e ISO para o Desenvolvimento Sustentável das Cidades.

Valência trabalha, também, em estreita colaboração com a PREDIF (Plataforma Representativa do Estado para Pessoas com Deficiência Física) e 52 entidades e empresas turísticas da cidade atendem os requisitos do programa de turismo inclusivo do PREDIF. São disponibilizados diversos passeios para pessoas com mobilidade reduzida, bem como em vários idiomas. Os gabinetes de informação oferecem traduções e pictogramas em braille, bem como a plataforma “InfoTourist” interativa 24 horas por dia, 7 dias por semana e o sistema “Visualfy”, um sistema de IA que envia notificações visuais aos dispositivos dos usuários.

A cidade é bem conectada por mais de 164 km de ciclovias, comboios de alta velocidade, rodovias e porto, todos com recursos para passageiros que precisam de assistência adicional.

Valência pretende tornar-se neutra em carbono até 2030 e atualmente tem vários “Planos de Ação Sustentáveis” em vigor, que incluem medidas para reduzir as emissões de CO2, incentivar o uso de veículos elétricos, melhorar a eficiência energética, promover opções alimentares sustentáveis e observar os impactos no patrimônio cultural.

A Câmara Municipal de Valência monitoriza, ativamente, a sustentabilidade social da atividade turística com controlo de alojamentos irregulares, instalação de sensores nas zonas de lazer para regular o ruído, inquéritos regulares ao público e muito mais. Além de antecipar e reduzir o impacto social do turismo, a Câmara Municipal procura o envolvimento dos residentes e demais agentes na gestão do turismo, razão pela qual promoveu um órgão representativo, o Conselho Municipal de Turismo, com 60 representantes do ecossistema turístico, cidadãos e instituições.

Valência está a integrar várias práticas inteligentes e a recolher informações para desenvolver e aprimorar a experiência turística da cidade. Assim, implementou recursos digitais de forma integrada para ampliar a exploração da sua história e tradições e continua a empenhar-se na sustentabilidade e proteção do seu ambiente natural.

A economia de Valência beneficia de cerca de 3.600 milhões de euros provenientes da indústria do turismo e as novas estratégias, estima-se, irão aumentar este valor. O apoio à digitalização de Pequenas e Médias Empresas turísticas, também, revelou-se frutífero: em 2019, a loja online do Turismo de Valência faturou 4,5 milhões de euros.

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Residentes realizaram no verão maior número de viagens desde o início da pandemia

Segundo o INE, tanto nas viagens ao estrangeiro como em território nacional, “os valores registados no terceiro trimestre de 2021 corresponderam aos mais elevados desde o início da pandemia”.

Inês de Matos

Os residentes em Portugal realizaram, no terceiro trimestre de 2021, o maior número de viagens desde o início da pandemia, num total de 7,7 milhões de deslocação, o que corresponde a um aumento de 21,3% face a igual período de 2020, mas a uma quebra de 11,1% face ao terceiro trimestre de 2019, avança o Instituto Nacional de Estatística (INE).

De acordo com os dados divulgados pelo INE esta quinta-feira, 27 de janeiro, e que são relativos ao terceiro trimestre de 2021, nesse período, os residentes em Portugal realizaram 454,8 mil viagens com destino ao estrangeiro e 7,3 milhões de deslocações em território nacional, valores que traduzem, no entanto, tendências diferentes.

No caso das viagens ao estrangeiro, que representaram 5,9% do total, houve um aumento de 180,9% face a igual período de 2020, ainda que, numa comparação com o terceiro trimestre de 2019, continue a existir uma quebra de 57,2%.

Já as deslocações em território nacional, que corresponderam a 94,1% do total, traduzem um aumento de 17,1% face ao terceiro trimestre de 2020, ainda que, face ao mesmo período de 2019, se registe uma descida de 4,6%.

“Em ambos os casos, os valores registados no 3ºT 2021 corresponderam aos mais elevados desde o início da pandemia”, indica o INE, revelando que o “lazer, recreio ou férias” se manteve como a principal motivação de viagem, representando 5,4 milhões de deslocações, o que indica uma subida de 20,9% face ao mesmo período de 2020, mas uma descida de 6,2% quando comparada com igual trimestre de 2019.

Já a “visita a familiares ou amigos” foi a segunda motivação de viagem e representou 1,9 milhões de deslocações, o que traduz um aumento de 24,4% face a igual período de 2020, mas uma descida de 16,2% quando comparado com o mesmo trimestre de 2019.

Os “hotéis e similares” concentraram 29,3% das dormidas resultantes das viagens turísticas no terceiro trimestre de 2021, reforçando o seu peso no total, que subiu 4,3 pontos percentuais, enquanto o “alojamento particular gratuito” se manteve como a principal opção e representou 56,6% das dormidas, numa descida de 4,4 pontos percentuais.

Já a marcação das viagens foi realizada, essencialmente, através da internet, que foi o método escolhido em 25,3% dos casos, o que traduz um aumento de 0,6 pontos percentuais, com destaque nas viagens para o estrangeiro, onde este meio foi utilizado em 65,4% das deslocações, num aumento de 4,8 pontos percentuais, enquanto nas viagens em território nacional representou 22,8% das deslocações, o que traduz uma descida de 1,0 pontos.

Apesar do crescimento no número de deslocações, cada turista residente dormiu, em média, 8,24 noites nas viagens turísticas realizadas no terceiro trimestre de 2021, o que indica uma descida de 1,9% face a igual trimestre de 2021, quando o número médio de noites foi de 8,41. Ainda assim, face ao mesmo período de 2019, houve uma subida, já que no terceiro trimestre de 2019 este indicador estava nas 7,80 noites.

“A duração média mais elevada foi observada nas viagens realizadas em agosto (9,26 noites)”, acrescenta ainda o INE.

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Candidaturas ao programa Green Key abertas até segunda-feira

Termina já na segunda-feira, dia 31, o prazo de candidaturas para o programa Green Key 2022, galardão que visa a promoção do turismo sustentável.

Os empreendimentos turísticos, alojamento local, parques de campismo, restaurantes e centros de conferência, que implementam boas práticas ambientais e sociais, podem ainda candidatar-se ao programa Green Key até à próxima segunda-feira, dia 31.

Desenvolvido pela Foundation for Environmental Education (FEE), e coordenada em Portugal pela Associação Bandeira Azul da Europa (ABAE), o programa Green Key ​​está presente em 65 países e conta com uma rede de cerca de 3200 estabelecimentos.​ O galardão visa a promoção do turismo sustentável.

Para ser galardoado com este símbolo internacional, os estabelecimentos devem cumprir uma série de critérios que trabalham diferentes áreas e preencher o formulário de candidatura na Plataforma Green Key​.​​

Sobre o autorCarolina Morgado

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Valência revalida título de cidade mais sustentável do mundo

Estudo da consultora consultora de produtos financeiros Money.co.uk elege, pelo segundo ano consecutivo, Valência como a cidade que “melhor cuida da saúde dos seus residentes e visitantes”.

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A cidade de Valência, em Espanha, voltou a ser considerada como a cidade mais saudável do mundo pela consultora de produtos financeiros Money.co.uk, que voltou a eleger a cidade, pelo segundo ano consecutivo, como a que “melhor cuida da saúde dos seus residentes e visitantes”.

Num comunicado enviado à imprensa, a VisitValência explica que o estudo teve em conta vários fatores para eleger a cidade mais sustentável do mundo, como os “níveis de obesidade, esperança de vida, níveis de poluição, cuidados de saúde, segurança, taxas de criminalidade e horas de luz solar”.

Este ano, o estudo da consultora incluiu também características como o número de casas de banho por 100.000 habitantes, despesas de saúde, percentagem da população com acesso a apoio de saúde e prevalência de perturbações mentais e do uso de substâncias.

A luz de Valência foi, segundo a entidade de promoção turística, um dos aspetos mais valorizados pelo estudo, uma vez que o facto da cidade contar com 2,696 horas de luz solar por ano e uma temperatura média de 19 graus Celsius leva a que Valência seja considerada “um destino intemporal a desfrutar em qualquer estação do ano”, onde os parques, as praias, bem como os terraços contribuem para uma maior qualidade de vida.

A gastronomia sustentável e baseada em produtos da época foi outro dos fatores destacados, uma vez que “poucas cidades no mundo têm zonas naturais a partir das quais os cidadãos, mercados e restaurantes são abastecidos”, seja ao nível da agricultura ou da pesca, sendo também de lembrar que Valência acolheu o Guia Michelin Espanha & Portugal 2022.

Os baixos índices de contaminação e poluição também foram tidos em conta, pois Valência “mantem os níveis de poluição muito abaixo de outras capitais” e conta ainda com mais de cinco milhões de metros quadrados de zonas verdes, o que contribui para um “turismo mais sustentável e saudável”.

Os cuidados sanitários, pois a cidade concentra “um grande número de especialistas de topo que trabalham em centros equipados com instrumentos e tecnologia mais avançados do sector”, foi outra das características valorizadas, uma vez que Valência cidade é “lar de importantes hospitais como o IVO, nomeado durante dois anos como um dos 50 melhores centros oncológicos do mundo”.

Além de todos estes fatores, também a longa esperança de vida, que chega aos 83,5 anos, se destaca em Valência, uma vez que o “estilo de vida pacífico, acompanhado por uma dieta mediterrânica e baixos níveis de poluição, tornam a qualidade de vida ideal para manter uma boa saúde”.

“Este estudo inclui também outros fatores importantes que fazem da cidade, mais uma vez, a cidade mais saudável do mundo. É considerada uma das cidades mais seguras do mundo e tem uma baixa taxa de criminalidade”, acrescenta a VisitValência.

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Noruega abre fronteiras

O turismo da Noruega vê esta medida como “animadora” e espera que possa vir a ter consequências positivas para todo o setor.

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A Noruega abriu todas as fronteiras aos viajantes, independentemente do local de origem. Desde o início de 2020, o país mantinha restrições de viagem, especialmente rígidas para quem chegasse sem o Certificado COVID emitido pela União Europeia. Mas a partir desta quarta-feira, 26 de janeiro, qualquer viajante pode entrar no país sem precisar ficar dez dias em quarentena.

Esta é uma ótima notícia para o turismo norueguês que espera que esta última mudança de diretrizes tenha consequências positivas para todo o setor.

O diretor interino do Visit Norway, Audun Pettersen, diz-se “animado” com a reabertura da fronteira. “Esperamos tanto por este dia e sentimos muita falta dos visitantes de todo o mundo”. O responsável pela entidade norueguesa afirma ainda, em comunicado, que “as pessoas podem finalmente começar a planear as suas férias e viajar novamente para a Noruega”, concluindo que “isso significa muito para nós e para todo o setor”.

Os viajantes que chegam à Noruega terão, contudo, de preencher um formulário online e serão obrigados a fazer um teste à chegada ao país. Além disso, os visitantes que chegarem sem certificado COVID ou sem ter tido a doença, devem fazer um teste 24 horas antes de chegar ao país nórdico.

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Turismo de luxo com recuperação rápida nos EUA

O aumento do rendimento líquido dos norte-americanos terá reflexos nas escolhas dos turistas. Mais rendimento significa um “upgrade” para opções mais luxuosas. Segundo a GlobalData, um terço dos norte-americanos afirmam ter mais rendimento disponível.

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A recuperação do turismo de luxo nos Estados Unidos da América (EUA) deverá acontecer mais rapidamente do que esperado, avançam os dados da GlobalData. Segundo a consultora, a pandemia fez com que o número de turistas viajantes com rendimentos mais altos aumentasse, tornando os super-ricos ainda mais ricos, com um terço dos inquiridos a afirmar que os seus orçamentos são “muito” ou “ligeiramente” maiores do que antes da pandemia. O mercado de lazer de luxo registou uma forte recuperação à medida que consumidores ricos, agora com níveis mais altos de rendimento disponível, começaram a viajar novamente em 2021.

Ao analisar especificamente os EUA, a GlobalData verificou que a receita total de hotéis de viajantes de lazer para hotéis de luxo registou uma evolução de 147%, comparando 2021 com 2020.

Ralph Hollister, analista de viagens e turismo da GlobalData, considera este um aumento percentual “significativamente maior em comparação com o subsetor de hotéis económicos dos EUA, segmento que registou um aumento de receita anual de 42%” face ao ano anterior de 2020.

Ao olhar para o futuro, o analista da GlobalData estima que receita total de viajantes de lazer para hotéis de luxo nos EUA “cresça a uma robusta taxa de crescimento anual composta (CAGR) de 25,2% entre 2021 e 2024”, devido ao “forte aumento do número de indivíduos com rendimento líquido mais elevado em países desenvolvidos, como os EUA”.

As contas da GlobalData mostram que 2% dos cidadãos dos EUA detinham um património líquido superior a um milhão de dólares (cerca de 850 mil euros) em 2021, referindo que “a pandemia foi ‘benéfica’ para um segmento significativo de viajantes globais”.

Hollister refere ainda que a recuperação contínua do turismo de luxo “parece estar em boa posição, pois o número de indivíduos com alto rendimento líquido continua a crescer em todo o mundo, e especialmente em importantes mercados de origem, como os EUA”.

Isto faz, segundo a consultora, com que “quantidades crescentes de rendimento disponível tenham um impacto favorável na procura por produtos e serviços premium”, concluindo Hollister que “os destinos e empresas que podem oferecer as experiências mais únicas e autênticas poderão aumentar a sua participação neste mercado lucrativo”.

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Mealhada também cancela festejos de Carnaval

Organização justifica a decisão pelo facto de “não estarem reunidas as condições necessárias” para a realização dos festejos de Carnaval, mas admite que ainda está a pensar numa forma de assinalar o dia de Carnaval.

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Depois de também Sines ter anunciado o cancelamento dos desfiles de Carnaval já esta semana, foi agora a vez da Mealhada seguir o mesmo caminho e anunciar que, este ano, os festejos do Entrudo também ficam suspensos, num cancelamento que é justificado com o aumento de casos de COVID-19.

A decisão de cancelar os festejos, anunciada pela Associação de Carnaval da Bairrada e pela Câmara Municipal da Mealhada, é justificada pelo facto de “não estarem reunidas as condições necessárias para a sua realização”, devido à COVID-19.

“Sabíamos que era difícil levar a cabo algumas festividades carnavalescas, mas tentámos esticar ao máximo para ver se a situação epidemiológica mudava. Todos os eventos que estavam a ser programados foram cancelados”, revelou o presidente da Associação de Carnaval da Bairrada, Alexandre Oliveira, citado pela Lusa.

De acordo com o responsável, a organização do Carnaval da Mealhada tinha decidido promover, este ano, iniciativas “algo diferentes”, sem os dois habituais desfiles, uma vez que as escolas de samba do concelho não estavam preparadas.

“As nossas escolas de samba não estavam preparadas e o nosso Carnaval depende bastante das nossas quatro escolas de samba. Não havendo forma de fazer os desfiles habituais, faríamos algo um bocadinho diferente, em que teríamos tenda, desfile trapalhão e mais algumas coisas, mas nem isso será possível”, lamentou o responsável.

“O único caminho possível era cancelar”, acrescentou Alexandre Oliveira, explicando que a decisão foi tomada em conjunto com a autarquia da Mealhada, que também concordou que não era possível “pedir às pessoas que corressem esse risco”.

Este é o segundo ano que a Mealhada fica sem Desfile de Carnaval, “o maior evento anual do concelho”, que todos os anos envolve “centenas de pessoas”, ainda que Alexandre Oliveira admita que a organização ainda esteja a pensar numa forma de, pelo menos, assinalar o dia de Carnaval.

“Este ano contávamos reinventar a perspetiva de Carnaval, mas nem isso é possível. Ainda iremos pensar em alguma forma de assinalar, pelo menos, o Dia de Carnaval”, disse, descartando, no entanto, qualquer evento digital, uma vez que “as pessoas já não estão fechadas em casa, como no início da pandemia”.

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AHP quer que Portugal levante as restrições a partir de 1 de fevereiro

No âmbito da decisão do Conselho Europeu de recomendar a livre circulação para cidadãos com o certificado digital Covid da UE, a AHP apela a que as restrições em Portugal sejam levantadas a partir de 01 de fevereiro.

“Este é um passo importantíssimo para a retoma das viagens internacionais”, afirma Raul Martins, presidente da AHP, ao comentar a decisão do Conselho da Europa de recomendar a livre circulação para cidadãos com o certificado digital Covid da UE, independentemente da situação do seu país de origem, mas apenas da pessoa.

Assim, a Associação da Hotelaria de Portugal apela a que as restrições no nosso país sejam levantadas a partir de 01 de fevereiro. Segundo o presidente da AHP, “espera-se que Portugal levante rapidamente quaisquer restrições e adote quanto antes esta recomendação. Não cremos que seja necessário esperar pelo dia 09 de fevereiro”.

Isto porque, lembra Raul Martins “cerca de 90% dos turistas que chegam a Portugal vêm por via aérea e as restrições ainda existentes dificultam a vinda de estrangeiros, além de terem forte impacto na operação e logística nos aeroportos e nos hotéis”

Em comunicado de imprensa, a Associação recorda ainda que, desde há muito que defende que o certificado digital Covid da UE deve ser um título válido de circulação, só por si, por questões de simplificação das viagens, uniformização de critérios e valorização da situação de vacinação na Europa, esperando que esta recomendação seja seguida rapidamente por todos os países da UE, dispensando-se assim os testes e quarentenas.

Atualmente vários países da Europa, como Espanha, França, Itália, Países Baixos, bem como o Reino Unido, já adotaram igual procedimento.

Por outro lado, a AHP reforça a necessidade de Portugal aceitar certificados de cidadãos de países extra UE, como os dos EUA, Canadá ou Brasil, isto porque as vacinas aí ministradas são reconhecidas pela Agência Europeia do Medicamento.

 

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Autarquia de Amares vai abrir concurso para concessão das Termas de Caldelas

Concessão do Complexo Termal de Caldelas, que foi adquirido pela autarquia em 2021, vai ter a duração de 30 anos, renovável por mais 20, e deverá motivar um investimento privado superior a quatro milhões de euros.

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A Câmara Municipal de Amares aprovou por unanimidade a abertura de um concurso público para a concessão do Complexo Termal de Caldelas, com vista à “prestação de serviços médicos e terapêuticos associados às propriedades mineromedicinais das suas águas”, avança a Lusa, que cita um comunicado do município de Amares.

“O contrato a celebrar, na sequência do procedimento de concurso público, tem por objeto a concessão da exploração do Complexo Termal de Caldelas, que integra como objetivo primordial a prestação de serviços médicos e terapêuticos associados às propriedades mineromedicinais das suas águas”, lê-se na nota informativa divulgada pela autarquia, onde se explica que a concessão vai ter a duração de 30 anos, renovável por mais 20.

De acordo com a Câmara Municipal de Amares, a concessão do complexo termal deverá motivar um investimento privado “que pode ultrapassar os quatro milhões de euros”, num projeto que a autarquia espera que traga “um novo fôlego para a vila termal, inovação para o termalismo e impacto na dinâmica social e económica do concelho de Amares”.

As águas de Caldelas são um património do país e de Amares de uma enorme riqueza. Não tenho dúvidas [de] que, depois de intervencionado, o complexo termal trará atratividade turística, criação de postos de trabalho e dinamização do tecido empresarial local”, salienta o presidente do município, Manuel Moreira, citado no comunicado.

O autarca de Amares diz ainda esperar que os “concorrentes tragam ideias inovadoras para o termalismo e planos de investimento com impacto na dinâmica social e económica do concelho”.

Durante a próxima Assembleia Municipal, indica ainda a autarquia, “será analisada a autorização para a câmara municipal celebrar o respetivo contrato de concessão, de acordo com as condições gerais fixadas no caderno de encargos”.

A Lusa recorda que Câmara de Amares adquiriu o Complexo Termal de Caldelas em outubro de 2021, por 1,1 milhões de euros, tornando-se  proprietária da infraestrutura e “concessionária da exploração daquelas águas termais”, depois de ter assinado a escritura de compra e venda com a Empresa das Águas Mineromedicinais de Caldelas S.A.

 

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Reunião anual do WTTC já tem data

Depois de adiada, a reunião global do WTTC já tem data e realizar-se-á de 20 a 22 de abril em Manila, Filipinas. Para o final do ano está prevista uma nova reunião, a 22.ª, desta feita na Arábia Saudita.

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O World Travel & Tourism Council (WTTC) marcou a reunião anual e global para os dias 20 a 22 de abril, na cidade de Manila (Filipinas), revelando que a 21.ª edição se realizará de forma presencial e simultaneamente transmitida virtualmente.

“À medida que os países ao redor do mundo começam a reabrir as suas fronteiras, tomamos a decisão de reagendar nossa reunião global, permitindo que mais participantes internacionais se reúnam em Manila”, afirmou Julia Simpson, presidente e CEO do WTTC.

“A nossa reunião é o evento de viagens e turismo mais influente no setor de turismo global e estamos ansiosos para ver os líderes do setor privado e representantes de governos unirem-se para continuar os esforços para restaurar com segurança as viagens internacionais e a recuperação económica”, acrescentou Simpson.

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Vilnius dá pontapé de saída nas comemorações do 700.º aniversário

Comemorações para o 700.º aniversário de Vilnius arrancaram esta terça-feira, 25 de janeiro, e vão decorrer ao longo de 2022 e 2023, incluindo vários eventos culturais e artísticos.

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A cidade de Vilnius iniciou esta terça-feira, 25 de janeiro, a contagem decrescente para o 700.º aniversário da capital da Lituânia, que vai ser comemorado em 2023, mas cujas celebrações vão decorrer já ao longo deste ano.

De acordo com informação enviada à imprensa pela Go Vilnius, agência de desenvolvimento turístico e empresarial da cidade, o 700.º aniversário da cidade de Vilnius vai ser comemorado ao longo de todo o ano de 2022 e 2023, incluindo diversos eventos de cariz cultural, pedagógico e artístico.

O pontapé de saída para as comemorações do aniversário da cidade, que está incluído na lista dos aniversários mais notáveis de 2022 e 2023 da UNESCO, aconteceu esta terça-feira, 25 de janeiro, com a inauguração de um relógio alusivo ao nascimento da cidade, que se encontra colocado no centro da capital lituana.

Segundo a Go Vilnius, esta relógio vai lembrar “aos convidados e aos moradores da cidade quantos dias faltam para o grande aniversário e para os muitos eventos relacionados com o aniversário em 2023”.

“2023 será um ano especial para Vilnius, por isso, convidamos todo o mundo a vir à nossa cidade, a juntar-se a nós nas celebrações e a experimentar a magia por si mesmos”, afirmou Remigijus Šimašius, autarca de Vilnius, durante a inauguração do relógio alusivo ao aniversário.

Entre as iniciativas previstas para comemorar o aniversário da cidade encontram-se o lançamento de um filme sobre Vilnius, um festival de performances artísticas e a recriação da primeira ópera que decorreu na cidade, no século XVII, além de vários outros eventos organizados por museus e outras entidades.

“O 700º aniversário, em 2023, é uma oportunidade para destacar a história colorida de Vilnius, fortalecer os laços com os moradores e convidados da cidade e aumentar o reconhecimento global da capital”, sublinha a Go Vilnius, indicando os dias 25 de janeiro e 25 de julho como aqueles que vão concentrar o maior número de iniciativas.

Apesar do aniversário da cidade só se comemorar em 2023, os eventos que assinalam a efeméride já arrancaram e, até 29 de janeiro, decorre o Festival das Luzes, iniciativa que foi organizada pela primeira vez para assinalar o aniversário da cidade em 2019 mas que se tornou numa atração turística, que atrai anualmente cerca de 200 mil turistas à capital lituana.

Além deste festival, que conta com 22 instalações artísticas de vários países, a capital lituana  foi também palco de um espetáculo composto por balões de ar quente, música e luzes, em que os balões contavam a história da cidade.

No comunicado enviado à imprensa, a Go Vilnius recorda que a capital da Lituânia nasceu em 1323, quando Gediminas, o Grão-Duque da Lituânia, mencionou a cidade pela primeira vez numa carta datada de 25 de janeiro, sendo este o dia em que passou a ser comemorado o aniversário da capital lituana.

Apesar do vasto programa de eventos que compõe as comemorações do 700.º aniversário de Vilnius, as autoridades da cidade garantem que todos os eventos vão decorrer em segurança, tendo em conta a pandemia da COVID-19, sendo, desde já, aconselhado que turistas e moradores procurem manter o distanciamento físico e cumprir as regras sanitárias.

 

 

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