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Turkish Airlines prevê chegar aos 10 voos semanais no Porto no verão

Depois da paragem dos voos para o Porto motivada pela pandemia, a companhia aérea turca já está em franca recuperação e conta voltar a aumentar o número de ligações aéreas na Invicta já no próximo verão, que devem chegar aos 10 voos por semana.

Inês de Matos
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Turkish Airlines prevê chegar aos 10 voos semanais no Porto no verão

Depois da paragem dos voos para o Porto motivada pela pandemia, a companhia aérea turca já está em franca recuperação e conta voltar a aumentar o número de ligações aéreas na Invicta já no próximo verão, que devem chegar aos 10 voos por semana.

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Depois da paragem dos voos para o Porto motivada pela pandemia, a companhia aérea turca já está em franca recuperação e conta voltar a aumentar o número de ligações aéreas na Invicta já no próximo verão, que devem chegar aos 10 voos por semana.

Com a COVID-19, os voos da Turkish Airlines entre o Porto e Istambul estiveram suspensos cerca de um ano e só foram retomados a 29 de março de 2021. Numa fase inicial, a operação regressou com quatro voos por semana e com uma procura mais fraca, pois os passageiros estavam “ainda reticentes em viajar”, diz ao Publituris Nuno Sousa Figueiredo, Regional Marketing Representative da Turkish Airlines, à margem de uma viagem de familiarização a Istambul, promovida em parceria com o operador turístico Viagens Tempo, explicando que, além da COVID-19, notava-se também preocupação porque ainda “havia muitos países com fronteiras encerradas e porque existiam também muitos procedimentos novos”.
Mas, aos poucos, a confiança regressou, muito por culpa da vacinação, que permitiu um maior sentimento de segurança e veio simplificar os procedimentos de viagem. “A vacinação foi, sem dúvida, um fator que contribuiu para o aumento da confiança dos passageiros”, garante Nuno Sousa Figueiredo, considerando que, em Portugal, “o sucesso da vacinação fez diferença e isso fez com que as pessoas sentissem uma certa segurança para viajar”. “O facto, também, de terem a vacinação completa fez com que fosse mais fácil viajar porque a maior parte dos países aceitam as nossas vacinas”, acrescenta.
No entanto, não era apenas a situação em Portugal que preocupava os passageiros da Turkish Airline, já que, admite o responsável, também “existia preocupação e receio por parte dos portugueses em relação à Turquia”. Contudo, Nuno Sousa Figueiredo diz que “a Turquia também lidou muito bem com a situação” e adotou de imediato várias medidas para conter a transmissão do vírus, incluindo no aeroporto de Istambul e a bordo dos voos da Turkish Airlines.
E foi também para mostrar a segurança do destino que a Turkish Airlines se associou às Viagens Tempo para levar um grupo de sete agentes de viagens a Istambul, numa viagem de familiarização que, além de dar conhecer o destino, pretendeu também mostrar a situação epidemiológica na Turquia, assim como todas as regras que os passageiros da Turkish Airlines e turistas têm de cumprir na chegada ao destino.
Certo é que as regras adotadas também na Turquia acabaram por tranquilizar os passageiros, não sendo, por isso, de estranhar que a procura pelos voos da companhia aérea turca tenha voltado a disparar à beira do verão. “Começou a haver mais confiança dos passageiros e do mercado e, a partir de junho, começámos a ver a nossa taxa de ocupação a aumentar e aumentámos a nossas frequências para cinco”, explica o responsável da Turkish Airlines para a região Norte, que faz um balanço positivo do período estival. “Tivemos cinco voos por semana durante o verão para Istambul e os meses de julho e agosto foram, na verdade, muito bons”, indica.
A elevada procura levou a Turkish Airlines a alterar também os planos para este inverno, uma vez que, ao contrário do que estava inicialmente previsto, a companhia aérea está a realizar cinco ligações por semana entre o Porto e Istambul, mais uma do que tinha inicialmente preparado, uma vez que a taxa de ocupação dos voos para este inverno chegava aos 85%. “Inicialmente tínhamos planeado fazer quatro voos por semana, mas as reservas começaram a subir e começámos a ver que, mesmo para o inverno, a taxa de ocupação da rota do Porto estava muito elevada e, por isso, decidimos colocar mais um voo no inverno”, explica Nuno Sousa Figueiredo, revelando que a operação da Turkish Airlines no Porto vai contar com cinco voos por semana até 26 de março de 2022, com voos às segundas, terças, quintas, sextas e sábados.

2022
Para a Turkish Airlines, 2022 será um ano de recuperação e 2023 deverá já ser o ano que marca o retorno da companhia aérea aos números pré-pandemia. Nuno Sousa Figueiredo mostra-se confiante quanto ao futuro e diz que, a manter-se o ritmo de reservas, a Turkish Airlines já se deverá, no próximo ano, “aproximar dos números de 2019”. “Se o crescimento ao nível de reservas continuar à velocidade que temos neste momento, rapidamente vamos chegar aos números de 2019”, admite, referindo que a única dúvida é, por enquanto, o número de voos que a Turkish Airlines vai disponibilizar no próximo verão. Nuno Sousa Figueiredo diz que, por enquanto, ainda não sabe o número de voos para o verão de 2022, nomeadamente a partir de abril, mas adianta que a operação será “com certeza diária”, ainda que admita que, se a taxa de reservas continuar a subir, seja possível chegar aos 10 voos por semana. “Estou bastante otimista para 2022 e para o futuro”, acrescenta.
Apesar do otimismo, o responsável da Turkish Airlines no Norte do país admite que, em consequência da pandemia, se tornou cada vez mais difícil prever as taxas de ocupação dos voos, uma vez que as reservas passaram a ser “feitas com uma ou duas semanas de antecedência”. “Antigamente conseguíamos prever a taxa de ocupação com quatro ou cinco meses de antecedência, mas durante a pandemia passou a ser muito difícil conseguirmos fazê-lo. Não é que as reservas sejam last minute, mas são feitas com uma ou duas semanas de antecedência”, lamenta.
Consequência da pandemia foi também a redução do tráfego corporate que, apesar de já estar a recuperar, continua ainda muito abaixo do que seria normal. “O mercado corporate começa a mexer, mas só começámos a ver alguma evolução a partir de outubro. Mesmo assim, ainda está muito em baixo”, confessa, revelando que, no caso da Turkish Airlines, isso também se deve ao facto de muitos países asiáticos continuarem a manter as fronteiras encerradas para estrangeiros e a adotarem procedimentos restritos de viagem, já que muitos dos passageiros corporate da companhia aérea turca “viajavam muito para essa área geográfica, via Istambul”. “Portanto, existe corporate, mas o lazer é o tipo de passageiro que nós mais temos”, acrescenta.

Aeroporto de Istambul
A viagem de familiarização a Istambul incluiu também uma visita ao novo aeroporto de Istambul Arnavutköy, que foi inaugurado em outubro de 2018, tornando-se num dos maiores do mundo. Para a Turkish Airlines, que se mudou para o novo aeroporto em abril de 2019, a nova infraestrutura aeroportuária veio trazer uma “lufada de ar fresco”, como diz Nuno Sousa Figueiredo, uma vez que o Aeroporto de Atatürk, que funcionou até à abertura da nova infraestrutura, “estava ultrapassado, esgotado, estava a arrebentar pelas costuras”. “Era um aeroporto desatualizado e que não tinha mais por onde crescer. Por isso, foi tomada a decisão de construir este novo aeroporto, que é muito moderno e que está ainda na primeira fase”, explicou o responsável, revelando que atualmente o aeroporto de Istambul tem três pistas em funcionamento, mas que, quando entrar na terceira e última fase, o que deverá acontecer em 2030, vai passar a contar com um total de nove pistas.
Além das vantagens em termos operacionais, o novo aeroporto permite também oferecer um “maior conforto” aos passageiros, uma vez que, destaca Nuno Susa Figueiredo, “em todo o aeroporto há diversas áreas para descansar e para relaxar”, a exemplo do lounge Miles&Smiles da Turkish Airlines, que o Publituris visitou. O lounge executivo está, por enquanto, encerrado devido às limitações introduzidas por causa da COVID-19.
Para a companhia, que tem o seu hub em Istambul, o aeroporto de Istambul Arnavutköy tem ainda a vantagem de permitir serviços que a Turkish Airlines não conseguia disponibilizar no anterior aeroporto por falta de espaço, a exemplo dos balcões de check-in dedicados a pessoas com mobilidade reduzida, a passageiros que viajam com animais de companhia ou para quem tem viagens com destino aos EUA ou Canadá. “Este aeroporto também nos permitiu ter outro tipo de atendimento e ter balcões de check-in e atendimento dedicados, que não tínhamos no antigo porque não havia espaço. Houve o cuidado de criar vários espaços dedicados ao destino final, a passageiros com necessidades especiais e espaços pet-friendly para quem viaja com companheiros de quatro patas”, sublinha, considerando que, apesar do “grande investimento que representou para a Turquia”, este era um aeroporto necessário.
O aeroporto de Istambul Arnavutköy motivou um investimento de mais de 12 mil milhões de dólares, ocupa uma área total de oito mil hectares e tem capacidade para receber 90 milhões de passageiros. No futuro, quando estiver na terceira e última fase, deverá receber 200 milhões de passageiros por ano.
Para viajar para a Turquia, é necessário certificado de vacinação ou teste negativo e preencher um formulário online, disponível em https://register.health.gov.tr.

*A jornalista viajou a convite da Turkish Airlines e das Viagens Tempo.

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UE anuncia que já podem voltar os voos para a África Austral

As ligações entre a União Europeia e os sete países da África Austral, suspensas desde novembro devido ao aparecimento da variante Ómicron da África do Sul, já podem ser retomadas.

Os Estados-membros da União Europeia (UE) decidiram, esta segunda-feira, levantar a suspensão dos voos para a África Austral de forma a permitir a retoma das ligações aéreas, que tinham sido interrompidas devido à variante Ómicron.

“Os viajantes desta área continuarão, contudo, sujeitos às medidas sanitárias aplicáveis aos viajantes de países terceiros”, adianta a presidência francesa do Conselho Europeu.

Os países que compõem esta região incluem Angola e Moçambique, bem como a África do Sul, Botswana, Lesoto, Malawi, Namíbia, Suazilândia, Zâmbia e Zimbabwe.

Numa publicação feita na rede social Twitter, a presidência francesa do Conselho da UE dá conta de um “acordo entre os Estados-membros no grupo de resposta do Conselho à situações de crise (IPCR) para retirar o travão de emergência em vigor de forma a permitir a retoma do tráfego aéreo com os países da África Austral”.

A medida acordada surge depois de, no final de novembro passado, os Estados-membros da UE terem decidido suspender temporariamente voos de sete países da África Austral, devido à identificação de uma variante do coronavírus na África do Sul altamente mutante, a Ómicron, variante agora dominante em praticamente todos os países da UE, o que já não fazia sentido manter a decisão tomada na altura.

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“A manter-se esta trajetória, diria que estamos numa grande recuperação”

Depois do pior ano de sempre em 2020, o rent-a-car já conseguiu “respirar” este verão e espera que, em 2022, a trajetória de crescimento se mantenha, até porque, devido à escassez de automóveis, os preços estão a subir e assim devem continuar no próximo ano, segundo a ARAC – Associação dos Industriais de Aluguer de Automóveis sem Condutor.

Inês de Matos

Depois do pior ano de sempre em 2020, o rent-a-car já conseguiu “respirar” este verão e espera que, em 2022, a trajetória de crescimento se mantenha, até porque, devido à escassez de automóveis, os preços estão a subir e assim devem continuar no próximo ano, segundo a ARAC – Associação dos Industriais de Aluguer de Automóveis sem Condutor.

Para o rent-a-car, o verão começou tarde, por meados de junho, mas trouxe notícias positivas. Em declarações ao Publituris, Joaquim Robalo de Almeida, secretário-geral da ARAC – Associação dos Industriais de Aluguer de Automóveis sem Condutor, explica que, depois do pior ano de sempre que o rent-a-car viveu em 2020, em que, devido ao impacto da pandemia, os “alugueres caíram a pique porque não havia turismo”, o setor iniciou a recuperação “a partir de junho, quando a situação começou a melhorar com a abertura dos vários países e os voos também começaram a melhorar”.
Os turistas europeus, sobretudo provenientes do Reino Unido, que segundo o responsável continua a ser “um mercado muito fiel a Portugal”, mas também da França e Alemanha – neste caso em muito “menor quantidade” que noutros anos, devido às restrições que também a Alemanha adotou -, assim como dos países nórdicos, irlandeses, espanhóis e italianos, foram os que mais animaram o rent-a-car nacional neste verão.
Joaquim Robalo de Almeida não tem dúvidas que a tendência de crescimento que se iniciou no verão vai fazer toda a diferença quando nas contas do final do ano, uma vez que, segundo as previsões da associação, o setor do rent-a-car deverá ter encerrado 2021 com uma faturação na casa dos 529 milhões de euros, o que traduz uma descida de 22% face a 2019, mas que poderia ser muito superior se o verão não tivesse decorrido de forma positiva. “Nos primeiros seis meses deste ano, temos uma quebra de 60% face a 2019, ou seja, o verão é que veio ajudar. Se se mantivesse esta trajetória, chegaríamos ao fim do ano com uma quebra de 60% ou mais, como aconteceu em 2020”, explica o responsável, revelando que, no ano passado, o setor apresentou uma quebra de 56% na faturação, que só não foi maior porque “janeiro e fevereiro tinham sido os melhores de sempre” para o rent-a-car nacional.

Aumento de preços

O secretário-geral da ARAC está, portanto, confiante quanto aos resultados de 2021, ainda que aos números do verão falte ainda juntar os dos fim-do-ano, época festiva que, por norma, também costuma agitar o rent-a-car e que não deverá ter sido muito diferente este ano. “De acordo com as projeções que temos, a procura é bastante razoável, até acima dos 80%. A manter-se esta trajetória, diria que estamos numa grande recuperação”, revela Joaquim Robalo de Almeida, que se mostra confiante na concretização das projeções da associação, até porque a crise dos semicondutores levou a uma escassez de automóveis no mercado que se refletiu num aumento de preços no rent-a-car. “Apesar de tudo, este problema também nos trouxe alguma vantagem porque os preços subiram e as empresas tiveram uma rentabilidade melhor, mesmo com menos carros”, indica, explicando que, em 2019, a frota média do rent-a-car rondava as 88 mil viaturas, enquanto em 2021 o número de veículos não foi além dos 50 mil. “Já a frota de pico, em 2019, foi de 115 mil carros e, em 2021, foi de 63 e pouco, sensivelmente metade”, acrescenta, explicando que, “como a procura ficou muito ajustada ou foi até superior à oferta, obviamente houve uma subida de preços, o que foi benéfico para as empresas conseguirem respirar com as faturações que tiveram, depois de meses e meses de faturações mínimas”.
O secretário-geral da ARAC revela que, devido a esta crise dos semicondutores, que são integrados na construção dos automóveis, as empresas de rent-a-car têm atualmente “uma frota bastante reduzida”, já que, “neste momento, não há viaturas para comprar devido à falta dos semicondutores”. “Temos comprado tudo o que existe, mas mesmo assim não chega”, lamenta Joaquim Robalo de Almeida.
E este é, segundo o secretário-geral da ARAC, “um grande desafio” que se vai manter também em 2022 e que, mais uma vez, deverá resultar num aumento de preços também no próximo ano. “Também esperamos um aumento de preços”, perspetiva o responsável, revelando que, este ano, já houve “uma boa subida”, que contribuiu para animar o rent-a-car. “Em março, o preço médio por dia de uma viatura estava nos 18 euros e, em agosto, estava nos 39 euros. Houve uma boa subida, é isso que nos anima”, indica, revelando que “o preço médio subiu em todas as categorias de carros”, até porque, comparativamente a outras áreas, o rent-a-car mantinha preços que estavam desajustados. “Se compararmos com outros produtos turísticos, todos eles subiram o preço, a hotelaria subiu, a aviação também e é preciso lembrar que o rent-a-car, por vezes, tinha preços demasiado baixos. Teve que ajustar o preço, é a lei da oferta e da procura e, visto que houve um aumento da procura, o preço teve de subir”, resume Joaquim Robalo de Almeida.
Questionado sobre quanto podem os preços do rent-a-car subir no próximo ano, o secretário-geral da ARAC prefere não avançar números concretos, até porque “é difícil adiantar valores sem saber se vai haver carros”, mas lembra os aumentos estimados pela Europcar, cujo diretor geral em Portugal, Paulo Moura, que é também o presidente da ARAC, aponta subidas que podem chegar aos dois dígitos. “Há empresas que estimam 8% ou 10%, mas não sei, até poderá ser mais nos meses de pico”, considera o responsável, realçando, no entanto, que a questão do preço “não é elástica”, ou seja, existe uma margem até à qual o cliente está disposto a pagar, ainda que considere que, no caso do rent-a-car, esse limite está ainda “longe” de ser atingido. “Pelo que vejo, estamos longe desses valores, até comparando com outros países europeus, os nossos preços continuam baixos”, defende.

2022

A crise dos semicondutores e a escassez de veículos que ela provocou é, na opinião de Joaquim Robalo de Almeida, o principal desafio que se deverá colocar ao rent-a-car neste novo ano, até porque o responsável se mostra confiante de que o aumento da procura veio para ficar e que “as pessoas vão ser autorizadas a viajar mais”, apesar das novas variantes da COVID-19. “Mas esta crise dos semicondutores pode ser um grande problema porque, se não tivermos carros, vamos ter uma procura muito intensa com uma oferta reduzida”, considera, acrescentando que, “face aos indicadores que existem atualmente, 2022 e ainda alguns meses de 2023, vão ser muitos difíceis em termos de aquisição de automóveis”. “Vai ser uma situação muito complexa, porque não podemos ter os veículos em frota demasiado tempo, aliás este é um setor em que está regulamentada a idade dos veículos e, por isso, antevemos um ano um bocadinho complicado em termos de oferta”, teme Joaquim Robalo de Almeida.
Mas 2022 não deverá trazer apenas desafios ao rent-a-car, uma vez que, como refere o responsável, as empresas do setor têm vindo a aderir aos veículos elétricos e, este ano, já disponibilizaram 700 destas viaturas para aluguer. E a tendência deverá ser de crescimento, com o secretário-geral da ARAC a prever mesmo que o “rent-a-car vai ser novamente o porta-estandarte da modernização do parque automóvel”, como já foi no século passado, uma vez que o rent-a-car representa 28% ou 29% do total de carros vendidos no país e, se juntarmos a isto o renting, que “representa mais 23% ou 24%”, percebe-se que as formas de locação absorvem cerca de 53% das vendas de automóveis no país. “Mais uma vez, será este setor, como no princípio do século XX e nos anos 90, o responsável pela modernização do parque automóvel, o que não deixa de ser gratificante”, congratula-se o responsável.
Os veículos elétricos que, segundo Joaquim Robalo de Almeida, são o futuro, também têm, no entanto, alguns problemas, desde logo o da escassez de postos de carregamento (ver caixa), o que torna “difícil alugar estes carros se os turistas souberem que, por exemplo, de Faro a Lisboa, torna-se complicado fazer a viagem num elétrico”, mas também o do preço dos próprios carregamentos, que começaram por ser gratuitos, mas têm vindo a subir, de tal forma que atualmente chegam a ser “superiores aos de um carro a combustão, quer a diesel quer a gasolina”. “Os valores são, de facto, surpreendentes”, lamenta o responsável.
Nos planos do rent-a-car, está ainda o aumento dos veículos híbridos disponibilizados para aluguer, uma vez que estes automóveis oferecem o melhor de dois mundos, a versão elétrica que é “ideal para a cidade” e a versão a combustão, aconselhada para viagens maiores e sempre que os postos de carregamento escassearem. “Pensamos que, em 2022, vamos ter mais carros híbridos e muitos mais elétricos. Todas as energias limpas são bem-vindas”, conclui o secretário-geral da ARAC

Setor pede “apoios da bazuca” para a descarbonização
Na opinião de Joaquim Robalo de Almeida, o setor do rent-a-car não pode ser esquecido na hora de distribuir os apoios da ‘bazuca europeia’, até porque está à beira da transição, com a crescente incorporação de veículos elétricos, e precisa de apoios para dar o passo seguinte e apostar na descarbonização. “Este setor deve ter apoios da bazuca e que cheguem depressa, porque a carbonização continua”, alerta Joaquim Robalo de Almeida, revelando que, além de vantagens na aquisição destes veículos, o rent-a-car quer também ser apoiado na criação de postos de carregamento. “No âmbito do plano ‘Reativar o Turismo, Construir o Futuro’, já pedimos às nossas autoridades apoios para a instalação de postos de carregamento, quer nas estações das empresas, unidades turísticas ou até para a construção de hubs com vários postos de carregamento porque, efetivamente, quando entregamos um carro, temos de o entregar carregado”, explica.
Além da questão dos postos de carregamento, a ARAC quer também que os fundos europeus sejam usados em prol da descarbonização da frota e da digitalização do setor, de forma a que seja possível desenvolver “o contactless e o paperless. “Acreditamos que todas as grandes empresas vão implementar sistemas contactless”, indica o secretário-geral da ARAC, revelando que muitas estão já a trabalhar para lançar sistemas semelhantes ao carsharing também no rent-a-car, sem qualquer contacto humano na hora de levantar os veículos.

Convenção da ARAC ainda sem data
Mais indefinida parece estar, por enquanto, a data da IV Convenção Nacional da ARAC, que devia ter decorrido em 2020 mas que foi adiada devido à pandemia da COVID-19, continuando ainda sem data definida. Ao Publituris, Joaquim Robalo de Almeida adianta apenas que a convenção vai decorrer “ao longo de 2022” e terá lugar “assim que existam condições epidemiológicas” que permitam a sua realização.
Apesar da data ainda não estar definida, já existem temas alinhavados, com o responsável a revelar que o evento vai voltar a contar com cinco painéis e a abordar a questão do low cost no rent-a-car, com o objetivo de apurar se “o low cost ainda faz sentido”, estando também previstos debates em torno do papel do rent-a-car no ecossistema da mobilidade e dos novos meios de mobilidade urbana; do turismo de que Portugal precisa; assim como do digital e do futuro.
Já o tema da IV Convenção Nacional da ARAC mantém-se e vai abordar os “Desafios da nova mobilidade”, assim como o local, com a Culturgest, em Lisboa, a acolher novamente a iniciativa.
Apesar da convenção ainda não ter data, a ARAC avança ao Publituris que vai, no entanto, realizar “vários eventos técnicos ao longo do próximo ano”, com o objetivo de dar resposta às dúvidas e necessidades dos seus associados

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SATA com recorde de passageiros transportados em dezembro

Dezembro de 2021 acabou por ser o melhor de sempre para as companhias aéreas do Grupo SATA, com 97 mil passageiros transportados.

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As companhias aéreas do Grupo SATA transportaram, em dezembro, um total de 97 mil passageiros, número que representa um recorde e que torna o último mês de 2021 no melhor dezembro de sempre para o grupo de aviação açoriano, segundo comunicado divulgado esta quinta-feira, 6 de janeiro.

De acordo com a informação divulgada, o total de 97 mil passageiros representa “um
acréscimo de 3471 passageiros, quando comparado com 2007, ano em que o mês de dezembro foi destacado como tendo sido, até à data, o melhor de sempre na história do grupo SATA, no que respeita ao número de passageiros transportados”.

“Já em outubro de 2021, as companhias aéreas do grupo SATA – SATA Air Açores e Azores Airlines – haviam alcançado um recorde histórico no número de passageiros transportados. Mas o feito voltou a registar-se em dezembro 2021, visto que as companhias aéreas chegaram ao final do mês com mais de 97 mil passageiros transportados”, acrescenta o grupo de aviação açoriano.

O resultado de dezembro de 2021 fica 92,4% acima de igual mês de 2020, num crescimento que, indica a SATA, “só não foi mais expressivo, uma vez que o final de ano acabou por ser afetado por algumas desistências e pedidos de alteração nas reservas de passageiros, confrontados com o comportamento da pandemia”.

A SATA sublinha ainda que o crescimento já se vinha a verificar desde julho de 2021, o que permitiu “que a retoma total da atividade viesse a ser uma realidade para ambas as companhias aéreas do grupo SATA, o que representou uma exceção a nível global, tendo em conta que as perspetivas para o ano de 2021”, que “não indicavam que viesse a ser possível, já em 2021, igualar aos níveis de procura pré-pandémicos e, menos ainda, ultrapassar a procura de 2019”.

“O resultado alcançado é claramente um motivo de satisfação no grupo SATA, tanto mais que as companhias aéreas mantiveram uma taxa regular de pontualidade, na ordem dos 90%, ao longo dos meses e em dezembro também, apenas pontualmente comprometida pelas condicionantes atmosféricas adversas sentidas nas últimas semanas deste ano, que obrigaram ao cancelamento ou atraso de algumas ligações, em particular, no Arquipélago dos Açores”, congratula-se o grupo de aviação açoriano.

 

 

 

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Emirates faz balanço positivo de 2021 e entra em 2022 com “otimismo”

Companhia aérea do Dubai destaca a recuperação de ligações, lançamento de uma nova rota, utilização de aviões e reabertura de lounges como sinais positivos de 2021.

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A Emirates faz um balanço positivo do ano de 2021, no qual conseguiu “recuperar a sua rede de ligações para 128 cidades” e iniciar uma nova rota para Miami, nos EUA, em julho, e mostra-se confiante para este ano, afirmando que, apesar da Ómicron, entra em 2022 com “otimismo”.

“Apesar do recente aumento de casos da variante Ómicron e da ligeira desaceleração que trouxe para a nossa indústria, entramos em 2022 com otimismo. Criámos uma grande dinâmica em 2021 e esperamos que o crescimento económico acelere neste novo ano. A aviação sempre foi resiliente, e continuaremos a trabalhar com os nossos parceiros no sentido de reconstruir uma indústria melhor”, afirma o sheikh Ahmed bin Saeed Al Maktoum, presidente e Chefe Executivo da Emirates.

Além da recuperação de ligações e da abertura da nova rota, a companhia aérea destaca também que, no final de 2021, “todos os 133 aviões Boeing 777 da Emirates e cerca de 60 aviões da frota de A380 estavam a operar”, enquanto mais de 120 lounges tinham reaberto.

A companhia aérea aponta ainda sete acontecimentos que, resultantes da sua atividade em 2021, “contribuíram para a recuperação da indústria, apoio a comunidades, e ainda para a melhoria das condições de viagem dos passageiros”.

A “facilidade e confiança nas viagens”, através do alargamento das apólices de reserva, do prazo das Milhas de passageiro frequente e do respetivo tier status, bem como do acesso a cobertura médica para a COVID-19 de forma gratuita a todos os passageiros; o “investimento e inovação”; as “parcerias”, como os acordos de codeshare com companhias aéreas de todo o mundo; ou o “apoio às comunidades globais”, através da disponibilização de vacinas contra a COVID-19 e outros materiais médicos, são alguns dos acontecimentos destacados.

Além disso, também a “sustentabilidade”; o investimento no “futuro da aviação”; e a realização da Expo Dubai 2020, que já recebeu oito milhões de visitas, são acontecimentos de 2021 que, segundo a Emirates, contribuíram para a recuperação e melhoria da indústria.

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Sindicato alerta para “saída massiva de pilotos” se a TAP não rever termos do acordo de emergência

Sindicato que representa os pilotos da companhia aérea de bandeira nacional teme que as “melhores condições laborais oferecidas por outras companhias” levem os pilotos a abandonar a TAP.

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A TAP pode vir a enfrentar uma “saída massiva de pilotos” se os termos do acordo de emergência não forem revistos, com o SPAC – Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil a alertar para as “melhores condições laborais oferecidas por outras companhias”, que podem levar os pilotos a abandonar a companhia aérea nacional.

“A principal preocupação do SPAC, no atual cenário de recuperação do mercado, é a potencial falta de pilotos para assegurar a operação do dia-a-dia no futuro próximo da TAP. Além dos despedimentos e saídas voluntárias, torna-se imperativo rever os termos do acordo de emergência que permitiu encarar o pior período da história recente da Aviação Comercial, mas que também tornou a TAP pouco atrativa face ao panorama internacional. Este cenário pode levar à saída massiva de pilotos, motivada pelas melhores condições laborais oferecidas por outras companhias”, indica o sindicato, em comunicado.

No comunicado divulgado, o SPAC, que esta quarta-feira, 5 de janeiro, participou numa reunião, promovida pelo ministro das Infraestruturas e Habitação, Pedro Nuno Santos, com representantes dos sindicatos do universo TAP e na qual esteve também presente Christine Ourmières-Widener, CEO da TAP, no âmbito da recente aprovação do plano de reestruturação da TAP em Bruxelas, destaca a atitude dos pilotos no processo de recuperação da companhia, que diz o sindicato, “se pautou e sempre se irá pautar como uma parte da solução para a viabilização da transportadora aérea nacional”.

O SPAC mostra-se também preocupado com o “cancelamento de inúmeros voos da TAP nas últimas semanas, com graves prejuízos para a empresa, para os seus clientes e para a economia e imagem do país”, uma vez que “estes cancelamentos refletem o desajuste do quadro de tripulantes de cabine face à necessidade operacional”.

“Teme o SPAC, a breve trecho, a transposição dessa realidade para o quadro de pilotos pela tendência de retoma verificada no mercado”, refere ainda o sindicato que, além dos pilotos da TAP, representa também pilotos de todas as companhias aéreas com base em Portugal, bem como associados noutros mercados internacionais.

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Grupo Royal Caribbean apresenta números que confirmam maior transmissibilidade da Ómicron mas sem sintomas graves

O grupo confirma que, com a variante Ómicron, o número de casos positivos nos testes antes do embarque para os cruzeiros aumentou, mas sem “aumento correspondente de pessoas que adoecem”.

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Desde que retomou a operação nos EUA, em junho de 2021, o Grupo Royal Caribbean já transportou 1,1 milhões de passageiros e detetou 1,745 casos positivos nos testes que os passageiros realizam antes do embarque, mas realça que, desses, apenas 41 pessoas necessitaram de hospitalização e nenhum dos casos identificados com a variante Ómicron desenvolveu doença “grave ou precisou de assistência hospitalar”, o que confirma que, apesar de mais infeciosa, a nova variante “parece causar sintomas significativamente menos graves do que as restantes”.

“Os números indicam um aumento de pessoas com teste positivo sem um aumento correspondente de pessoas que adoecem”, indica o Grupo Royal Caribbean, que em Portugal é representado pela Melair Cruzeiros.

As companhias do grupo registam, por enquanto, uma taxa de testes positivos de apenas 0,2%, sendo que, entre os passageiros que testaram positivo, apenas 41 pessoas “necessitaram de hospitalização” e “nenhum dos casos de Ómicron foi grave ou precisou de assistência hospitalar”, o que, segundo o grupo de companhias de cruzeiros, se deve também ao facto de “quase todos a bordo estarem vacinados (exigida a vacinação completa acima dos 12 anos) e apresentarem um teste negativo antes do embarque”.

“A Ómicron está a ter um grande impacto de curto prazo em todos, mas muitos observadores veem isso como um grande passo para que o COVID-19 passe de uma situação pandémica para endémica “, refere Richard Fain, presidente e CEO do Grupo Royal Caribbean.

Já Calvin Johnson, diretor médico do Grupo Royal Caribbean, garante que a “empresa está atenta às informações em constante evolução sobre a variante Ómicron” e, apesar de confirmar que a “contagem de casos disparou”, realça que o seu “nível de gravidade é significativamente mais reduzido”.

“Vamos permanecer ágeis e em constante contacto com as autoridades de saúde. Por exemplo, mesmo antes da Ómicron, demos a todos os nossos tripulantes injeções de reforço à medida que se tornavam elegíveis”, acrescenta o responsável de saúde.

Na informação divulgada, o Grupo Royal Caribbean diz ainda que conta com “um nível de reservas global mais animador para o verão 2022” e garante que vai continuar a estimular o mercado “com preços mais atrativos e as suas campanhas mensais”, a exemplo da oferta de 30% de desconto em todos os passageiros e Descontos Flash até 550 euros por camarote, que é válida em períodos específicos até ao final do mês (de 5 a 9, 12 a 17, 20 a 24 e 27 a 31 de Janeiro).

“Paralelamente à oferta mensal, a companhia mantém em vigor o programa Cruzeiro com Confiança que abrange todas as reservas até 31 Janeiro 2022, em partidas até 31 Maio 2022, com o Cancelamento 48h antes da data de partida e a garantia do Melhor Preço Garantido também até 48h antes da partida. Ou seja, um cliente que reserve agora, beneficiará de uma baixa de preço na partida que reservou ou poderá cancelar mais à frente sem qualquer custo”, acrescenta a informação divulgada.

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TAP é a companhia aérea mais segura da Europa e a 5.ª no mundo

O site AirlineRatings avaliou o histórico de mais de 400 companhias aéreas em todo o mundo em matéria de segurança e colocou a TAP no Top10 mundial.

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A TAP foi eleita a companhia aérea mais segura da Europa e a 5.ª em todo o mundo pelo AirlineRatings, que avaliou o histórico de mais de 400 companhias aéreas em todo o mundo e colocou a TAP no Top10 mundial, avança a transportadora aérea nacional em comunicado.

“Esta distinção honra-nos muito. Continuaremos a posicionar implacavelmente a segurança como prioridade máxima”, afirma a CEO da TAP, Christine Ourmières-Widener.

Para esta classificação de janeiro de 2022, o site AirlineRatings teve em consideração o histórico das companhias aéreas em matéria de segurança, nomeadamente os acidentes nos últimos cinco anos; registo de incidente sério ao longo de dois anos; auditorias de órgãos governamentais e da indústria da aviação; auditorias governamentais; iniciativas de segurança líderes da indústria; idade da frota, e Protocolos de segurança COVID-19.

“A TAP Air Portugal tem um excelente histórico de segurança e isso não é surpreendente, pois manteve a sua frota jovem e sempre procurou as melhores aeronaves e foi uma das primeiras a adotar grandes avanços em segurança. O seu registo de incidentes nos últimos dois anos tem sido um dos melhores e a companhia aérea não sofreu uma fatalidade na era moderna”, refere Geoffrey Thomas, Editor-Chefe da AirlineRatings.com.

Para o responsável do site da aviação, a TAP tornou-se numa “referência em segurança aérea”, primando também pelos protocolos adotados na sequência da pandemia da COVID-19, que segundo o responsável da AirlineRatings, “são líderes da indústria”.

Lançado em 2013, o AirlineRatings avalia os padrões de segurança e de produto de mais de 400 companhias aéreas, usando um sistema de estrelas, que atribui de acordo com a idade da frota, o histórico de acidentes e com parâmetros de segurança definidos pela International Air Transport Association (IATA) – no que diz respeito à certificação IOSA –, pela International Civil Aviation Organization (ICAO) e pela norte-americana Federal Aviation Authority.

 

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Ryanair transporta 9,5 milhões de passageiros em dezembro

Em dezembro, a Ryanair realizou mais de 62.200 voos e alcançou um load factor de 81%, números que indicam uma forte recuperação face a mês homólogo de 2020.

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A Ryanair divulgou esta quarta-feira, 5 de janeiro, os dados de tráfego relativos ao mês de dezembro, no qual a companhia aérea low cost transportou 9,5 milhões de passageiros, o que indica um aumento de 7,6 milhões de passageiros face a igual mês de 2020, apesar do impacto da nova variante Ómicron.

De acordo com um comunicado da companhia, em dezembro, a Ryanair realizou mais de 62.200 voos e alcançou um load factor de 81%, números que indicam uma forte recuperação face aos 1,9 milhões de passageiros que tinham sido transportados em dezembro de 2020, quando o load factor se ficava pelos 73%.

Além da comparação homóloga, os dados divulgados pela Ryanair permitem também uma comparação mensal e mostram que, de novembro para dezembro, a companhia aérea transportou menos 700 mil passageiros, o que poderá estar relacionado com a nova variante Ómicron, já que no penúltimo mês do ano passado, tinham sido transportados 10,2 milhões de passageiros, com um load factor de 86%, o mais elevado do segundo semestre.

Nos meses de verão, a Ryanair transportou, em julho, 9,3 milhões de passageiros com um load factor de 80%, valores que subiram em agosto para 11,1 milhões de passageiros e 82% de load factor, mas que voltaram a descer ligeiramente em setembro, para 10,6 milhões de passageiros e 81% de load factor.

Em outubro, no entanto, o tráfego da Ryanair voltou a aumentar para 11,3 milhões de passageiros, com o load factor a subir também para os 84%, o segundo valor mais elevado do segundo semestre para a companhia aérea.

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Operadoras adiam implementação de 5G devido a preocupações com aviação

A implementação do 5G encontra-se a ser feita em força em vários países, mas as operadoras norte-americanas AT&T e Verizon confirmaram que vão adiar a disponibilização desta tecnologia, devido a preocupações com a aviação.

Várias operadoras do 5G nos Estados Unidos da América cederam à pressão da aviação e adiaram a expansão desta tecnologia, de forma voluntária.

A implementação do 5G encontra-se a ser feita em força em vários países, mas a AT&T e a Verizon confirmaram no início desta semana que vão adiar a disponibilização desta tecnologia, devido a preocupações com a aviação. Em causa encontra-se a possível interferência do sinal do 5G com as comunicações de rádio feitas a partir dos aviões.

A FAA publicou recentemente uma nota de alerta para o fato de as redes 5G, sem qualquer género de proteção, poderem ter impacto sobre as comunicações das aeronaves, levando a cancelamentos ou desvios.

Inicialmente, as operadoras rejeitaram a ideia de que as redes poderiam ter impacto nestas comunicações, apresentando falhas no relatório da FAA. No entanto, agora pelo menos duas das maiores operadoras nos EUA revelaram que vão adiar os planos de integração do 5G em várias zonas devido a essas preocupações.

Também, há duas semanas as empresas Boeing e Airbus vieram alertar as autoridades norte-americanas para o impacto nefasto que as ligações 5G e a sua expansão, poderiam ter na indústria da aviação.

As operadoras apontam ainda que, pelo período de seis meses, não vão implementar postos de 5G próximos de pistas de aterragem, enquanto o estudo se encontra a ser feito sobre o impacto nos sinais de rádio.

No entanto, vários especialistas indicam que as redes 5G não possuem impacto sobre as comunicações de rádio feitas a partir de aviões, mas ainda assim, as operadoras decidiram adiar a implementação até serem feitos mais estudos.

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Groundforce Portugal renova certificação do Sistema de Gestão

Certificado ISO 9001:2015 garante que a operação da empresa de serviços de assistência em terra ao transporte aéreo se pauta “pelos mais elevados padrões de qualidade e segurança”.

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O Sistema de Gestão da Groundforce Portugal foi novamente reconhecido pela APCER com o referencial normativo ISO 9001:2015, que regula as melhores práticas do mercado na Gestão da Qualidade de serviço e que garante que a operação da empresa de serviços de assistência em terra ao transporte aéreo se pauta “pelos mais elevados padrões de qualidade e segurança”.

“A renovação da certificação, passados quase dois anos do início de uma pandemia que atingiu de forma desproporcionada o sector da aviação, é um motivo de imenso orgulho e a demonstração que, apesar das tantas incertezas que nos rodeiam, todos na Groundforce Portugal colocam sempre acima de tudo o mais importante: prestar um serviço de qualidade e em total segurança aos seus clientes”, refere a Groundforce Portugal.

De acordo com a empresa, a resiliência da equipa auditada face a uma situação altamente adversa criada pela pandemia COVID-19; a procura de alternativas de negócio, mantendo a qualidade do serviço prestado ao cliente; a experiência da equipa técnica; o detalhe da auditoria interna; a implementação de medidas de biossegurança para prevenir a propagação de COVID-19 e a avaliação da satisfação de clientes, com valores de 88%, foram alguns dos pontos fortes tidos em conta na renovação da certificação.

“Pese embora as circunstâncias atípicas vividas e as profundas alterações que a empresa e o setor atravessam, a organização mantém em funcionamento e com eficácia o seu Sistema de Gestão Integrado”, acrescenta a APCER, responsável pelo processo de certificação.

A Groundforce Portugal lembra que enquanto prestador de serviços de assistência em terra ao transporte aéreo conta, desde 1997, com o certificado ISO 9001 – Gestão da Qualidade em todas as escalas onde opera.

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