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‘Guia Algarve’ de dezembro repleto de propostas

O ‘Guia Algarve’ de dezembro apresenta um conjunto de propostas para quem visita ou reside na região, que passa por mercados, feiras, música, exposições e muitas outras atividades.

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O ‘Guia Algarve’ de dezembro apresenta um conjunto de propostas para quem visita ou reside na região, que passa por mercados, feiras, música, exposições e muitas outras atividades, para todos os gostos e idades.

Estes e outros eventos estão reunidos no guia mensal de eventos editado pela Região de Turismo do Algarve, uma publicação bilingue (português e inglês), com uma tiragem de 35 mil exemplares e distribuição gratuita nos hotéis, agências de viagens, postos de turismo, aeroporto de Faro, rent-a-cars e campos de golfe da região.

Para quem já está à procura de presentes de Natal, pode escolher o comércio tradicional, optando pelas dezenas de feiras e mercados que vão percorrer os vários concelhos do Algarve.

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10 tendências das viagens para 2022

O IPDT – Turismo e Consultoria reuniu, para a edição 65.ª edição do Barómetro do Turismo IPDT, um conjunto de 10 tendências que vão impactar o setor das viagens em 2022.

Após um ano de 2021 onde os avanços e recuos da atividade turística foram constantes, motivados pelo surgimento de novas variantes da COVID-19, as empresas e os destinos encaram a vacinação da população mundial – dinamizada este ano – como uma importante alavanca para que o setor das viagens possa retomar a normalidade.

2022 é, pois, apontado, pela maioria dos organismos da especialidade, como o ano da retoma do turismo internacional. É expectável que os resultados de 2022 ainda não alcancem os números pré-pandemia, mas dever-se-á sentir um crescimento relevante face a 2021.

O IPDT – Turismo e Consultoria reuniu um conjunto de 10 tendências que irão impactar o setor do turismo e das viagens em 2022. Conheça-as aqui:

TENDÊNCIA 1
Testes à COVID-19 integram a check-list da viagem
Os turistas vão estar mais predispostos à realização de testes à COVID-19 para poder viajar e/ou fruir de experiências e atividades de forma mais livre e segura. Testes PCR, antigénio ou autotestes vão fazer parte da check-list do viajante, estando este mais disponível para os efetuar com frequência. Para o turista, o teste será considerado um elemento rotineiro para que possa fruir na plenitude da viagem.

Sobretudo quando o turista integra grupos com outros agregados familiares (que desconhece), a testagem no início da viagem/atividade deverá ser um requisito valorizado pelos participantes. Esta prática poderá ser ainda mais valorizada nos momentos das refeições quando, por norma, se encontram mais expostos.

TENDÊNCIA 2
Gestão da pandemia determina o destino
No primeiro trimestre 2021, o mundo viveu um dos momentos mais marcantes da sua história, com imagens de hospitais lotados com filas de ambulâncias à entrada, motivado por um elevado número de casos de COVID-19. A forma como os países souberam, ao longo destes últimos 2 anos, gerir a crise sanitária, garantindo a segurança das pessoas – residentes e visitantes, é muito decisiva para o processo de escolha do próximo destino de férias.

O sucesso do processo de vacinação em Portugal – que foi notícia em todo o mundo – é um elemento crucial para posicionar, hoje, o nosso país no top of mind dos consumidores, reconhecendo-o como um destino seguro. Num momento em que o turismo internacional retoma a sua atividade de forma gradual, mas em que as dúvidas quanto às novas variantes são muitas, a forma como o destino gere (e geriu) a pandemia é um fator chave para a decisão do turista.

TENDÊNCIA 3
Continuar à descoberta do próprio país
Esta é uma tendência que veio para ficar. Um dos pontos positivos da pandemia, que permitiu dar a conhecer aos turistas tesouros – até então – pouco explorados.

Em 2022 o número de viagens internacionais deverá aumentar, contudo os turistas vão continuar a optar por realizar mais viagens pelo país, de forma a descobri-lo, quer de carro, de mota, ou autocaravana. As escapadinhas de 2/3 dias devem ser mais frequentes ao longo do ano.

Um elemento a considerar pelas empresas do turismo são os 10 fins de semana prolongados e/ou com possibilidade de ponte que o ano de 2022 terá.

TENDÊNCIA 4
Viagens internacionais mais planeadas
Enquanto no passado muitas viagens internacionais eram marcadas de forma espontânea, por vezes aproveitando promoções last minute, em 2022 esse impulso deve ser substituído por um processo de maior planeamento da viagem, considerando outros elementos como o processo de entrada no país ou o procedimento a adotar na eventualidade de testar positivo à COVID-19 no destino. Além do tradicional roteiro de visita, o turista deve munir-se de um conjunto amplo de informação (ex: contactos das embaixadas ou hospitais), antes de marcar a viagem.

O turista deverá, contudo, manter o lead time da reserva mais próximo da data da partida, porém quando fizer a reserva já terá feito o planeamento mais detalhado da viagem.

Os seguros de viagem devem ser – cada vez mais – uma opção válida para os turistas, que encontram nesse mecanismo um fator adicional de segurança.

TENDÊNCIA 5
‘Friendscation’
Os últimos dois anos privaram-nos do contacto e dos momentos em família e com amigos. Em 2022, as viagens entre amigos ou em família deverão ser uma tendência a considerar pelos destinos e empresas turísticas. Estes momentos pretendem aproximar os laços familiares e/ou de amizade, pelo que as atividades procuradas podem assumir diferentes tipologias desde mais aventureiras na natureza, a momentos culturais, dependendo do grupo em questão.

Ainda assim, as atividades na natureza que promovam a adrenalina devem ser muito procuradas pelos turistas em 2022, nomeadamente pelos grupos de amigos.

Para muitos esta será a primeira viagem pós-pandemia, pelo que as expectativas serão elevadas: assim – sempre que possível – a personalização da experiência deverá ser considerada, de forma a elevar o grau de satisfação do grupo.

TENDÊNCIA 6
É tempo para as GOAT
Uma das tendências de 2022 deverão ser, mesmo, as GOAT – “Greatest of All Trips”.

Se por um lado, as restrições de viagens que sentimos nestes últimos 2 anos, despertaram a vontade de viajar e “concretizar sonhos”, por outro as poupanças familiares – em muitos agregados – aumentaram fruto do menor consumo, fatores que proporcionam uma maior abertura para a realização das GOAT.

Os influencers digitais têm um papel cada vez mais determinante nas viagens. São cada vez mais o número de influencers que organizam, comercializam viagens e acompanham-nas, proporcionando uma experiência de maior proximidade com os seus seguidores. Muitas dessas viagens são, efetivamente, para “destinos de sonho”. Muitas GOAT, sobretudo as realizadas pelos Millennials, devem ser realizadas com o acompanhamento de influencers.

TENDÊNCIA 7
“Beautification trips”
Viajar para realizar tratamentos de beleza especializados, é uma tendência em evolução para homens e mulheres, de todas as idades, sendo que o número de pessoas que procuram tratamentos de estética (harmonização facial e ‘beautificação’) tem crescido consideravelmente em todo o mundo.

Os turistas viajam para vários países à procura de cirurgias estéticas e tratamentos de beleza. Da rinoplastia e lipoaspiração, a Botox e preenchedores, os destinos e as empresas de saúde e beleza podem aproveitar estas tendências, oferecendo, a um mercado alargado, alternativas muito mais convenientes, seguras e eventualmente mais económicas, para procedimentos de beleza fora do seu país de residência.

Esta tendência justifica-se por várias razões – procura de melhor qualidade, tratamentos não cobertos por seguros, períodos de espera mais curtos, a atração por conhecer um lugar novo e, eventualmente preços mais baixos.

Além disto, quem não deseja voltar de férias rejuvenescido? Uma promessa e uma aposta a não descurar por parte de empresas e destinos.

TENDÊNCIA 8
Viajar com comportamento sustentável
Embora seja um tema sempre presente nos artigos de tendências de viagens, a verdade é que o turista procurará – com mais frequência – viajar de forma responsável, assegurando que a sua viagem tem um impacto ambiental reduzido, privilegiando empresas e destinos que tenham essa atitude incutida e que a demonstrem de forma transparente.

A COP26 foi um momento que impactou a sociedade a nível mundial, sobretudo pela mensagem transmitida: é o momento de implementar medidas concretas, de passar do papel à ação. Como tal, também o turista irá estar mais atento aos comportamentos das empresas e dos destinos. Não basta promover-se como “sustentável”, é crucial que as ações sejam visíveis, e o turista irá validar essa mensagem durante a sua experiência.

Outro tema em crescimento, é a compensação da pegada carbónica. Os turistas procuram optar por atividades e serviços que possibilitem diminuir o impacto da sua viagem, bem como encontrar formas que permitam compensar a sua pegada carbónica (ex: incentivo à plantação de árvores).

TENDÊNCIA 9
Mapa e Telemóvel: check! Estamos preparados para a viagem
Longe vão os tempos em que os turistas viajavam com várias malas, mapas, bilhetes, fotocopias de reservas de alojamento, máquinas fotográficas, GPS… O turista viaja mais “leve” e com menos coisas, uma vez que o seu telemóvel reúne todas as informações e as ferramentas necessárias para a viagem.

O telemóvel é, pois, a principal ferramenta da viagem do turista, que o utiliza para orientar nos destinos, captar fotografias, partilhar a sua experiência nos canais digitais, comprar bilhetes, ler ementas, traduzir informação turística, procurar sugestões de visita no destino e – naturalmente – comunicar. É a partir do telemóvel que a experiência do turista se desenvolve. Assim, é crucial que os destinos e as empresas considerem este comportamento e se adaptem a ele (ex: o turista precisa sempre de bateria, rede e internet no telemóvel).

Outro elemento a considerar é a maior procura por processos automáticos. Sobretudo nos destinos mais urbanos, o turista vai valorizar a presença destes procedimentos que permitem diminuir o tempo de espera (ex: em filas para a compra de bilhetes; ou check-in no alojamento) e lhes assegure mais tempo livre para descobrir o destino.

TENDÊNCIA 10
A afirmação das criptomoedas no turismo
As criptomoedas são solução para cada vez mais pessoas. Se em tempos a dúvida pairava quanto à sua utilização e segurança, essas preocupações parecem já dissipadas e a sociedade está mais atenta a estes movimentos. As transações e os pagamentos com moedas virtuais são mais frequentes e são já várias as empresas do setor do turismo (sobretudo alojamento) que aceitam pagamentos desta forma.

O expectável é que as transações em criptomoedas se tornem cada vez mais regulares e um meio de pagamento rotineiro nos próximos anos.

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“Todo o setor do turismo deu uma enorme lição à economia portuguesa”

Chegado o mês de dezembro, a região da Madeira entra na sua época alta, com o fim de ano a levar, normalmente, muitos viajantes à ilha. 2021 não será exceção, segundo Eduardo Jesus, secretário Regional de Turismo e Cultura da Madeira, que acredita, tal como indica a campanha mais recente, num fim de ano “À Madeirense”.

Victor Jorge

Os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE) dão conta que a Madeira apresentou, em outubro de 2021, dados equivalentes aos de 2019. O responsável pelo turismo e cultura da Região Autónoma, Eduardo Jesus, acredita que o cenário irá manter-se para o final do ano. Para 2022, admite que “não vale a pena entrar em histerismos e dramatismos” e que há que ter “muita racionalidade nas decisões”.

Que turismo teremos na Madeira neste Ano Novo?
Penso que vamos ter a continuação daquilo que tem sido o turismo durante este ano de 2021. Temos uma presença muito forte no mercado nacional, que passou a ser o mercado com maior expressão no turismo da Madeira. Temos uma operação muito forte com o Reino Unido, contávamos com uma operação igualmente forte com a Alemanha, mas percebemos rapidamente que não vai atingir os níveis que estávamos a aguardar. Depois, teremos ainda os outros mercados, muito dispersos, desde França, mercados de Leste que foram uma grande aposta e que chegaram a valer, no mês de agosto, cerca de 8% do nosso turismo, operações essas que continuaram, mas que se foram reduzindo.

No fundo, vamos ter um pouco de tudo o que temos tido até agora. Essa e a nossa expectativa.

A APM lançou também uma nova campanha promocional exclusiva para plataformas online em 17 mercados internacionais para um Natal e Fim de Ano “À Madeirense”. Que esperanças deposita nessa campanha e que números espera atingir?
Nós temos uma circunstância que mudou com esta nova realidade da pandemia. Começámos a registar as reservas muito mais em cima das viagens, o que faz com que não exista o tal planeamento tradicional de três ou seis meses. O que está a acontecer é que, no início de cada mês, temos uma expectativa do que será a ocupação durante esse mês e a verdade é que nalguns meses essa taxa cresceu mais de 50% até ao final desse mesmo mês. Isso significa que, nesta fase, é muito importante termos uma vaga de comunicação muito forte.

Sentimento de pretensa
E essa nova vaga é no digital?
Sim, tem de ser, porque é o canal que mais facilmente chega a mais pessoas e com maior cobertura, é mais impactante. Esta nova campanha “À Madeirense” sucede a uma que tivemos – “Eu sei onde” – e ainda outra que foi dirigida ao território nacional – “Portugal Tropical”. Isto são tudo momentos em que queremos relembrar e reafirmar o destino Madeira por vários atributos que estão, todos eles, em linha com as competências da nova marca que lançámos em abril.

Ou seja, apelar a uma diferenciação que o próprio destino tem, mas, ao mesmo tempo, a uma inclusão do viajante naquele espaço com um grande sentimento de pretensa.

Experiências, portanto?
Através das experiências e da experimentação, o visitante fica a fazer parte daquele território e mesmo que saia, no seu regresso, leva um pouco do território consigo. É um pouco este compromisso sentimental que andamos a comunicar e a explicar por via da experiência, da vivência no espaço.

E faz o turista regressar?
Exatamente, é a lógica da fidelização. Esse também é um dos objetivos. Esta campanha “À Madeirense” é quase o abrir da porta de cada madeirense para receber as pessoas e para que as pessoas possam se sentir como qualquer um dos locais.

No fundo, é uma campanha para tornar o visitante mais um dos nossos a viver com a mesma intensidade que vivemos este período de festa do Natal e Fim de Ano.

Esta ligação que concretizámos com os EUA virou a página das acessibilidades da Madeira e abre-nos uma possibilidade de trabalhar um mundo novo

Uma aposta nas Américas
De indiscutível importância foi terem ganho um voo direto dos EUA para o Funchal. Este é o primeiro passo para ter mais voos dos EUA para a Madeira?

Nós acreditamos que sim. Em 2020, com a aprovação do orçamento em 2019, já tínhamos alocado uma verba significativa para um mercado diversificado como os EUA e Canadá e o reforço do Brasil. Não foi possível por causa da pandemia, mas surgiu agora esta grande oportunidade.

Esta ligação que concretizámos agora, virou a página das acessibilidades da Madeira e abre-nos uma possibilidade de trabalhar um mundo novo.

Os EUA têm mais de 300 milhões de habitantes, pessoas com gostos muito variados, com apetências muito diferentes, mas onde temos alguns atributos que são bem-vindos como, por exemplo, o vinho Madeira. Só para ter uma ideia da importância desta ligação ao vinho Madeira, promovemos este voo também através dos distribuidores do vinho da Madeira nos EUA e chegámos a milhares e milhares de pessoas também por essa via, complementarmente a toda a companha que foi criada. Mas sim, acreditamos que é uma viragem.

A Madeira já teve uma operação com os EUA nos anos 1970, mas não era voo direto. A TAP tinha uma rota conhecida por “Rota Colombo” que saia dos EUA em direção a Lisboa e em Lisboa distribuía para a Madeira e para a Gran Canária.

E novos mercados emissores?
Estamos com uma aposta, assim que seja permitido na origem, muito grande no Brasil. Gostaríamos de ter uma ligação direta do Brasil, e temos, também, o mercado do Canadá.

Seria ter toda a América do Norte?
Sim, a América do Norte toda e na América do Sul, o Brasil é o que tem mais apetência. É um visitante que gosta da oferta portuguesa e da madeirense em particular. Por isso, para aquele lado do globo, estas constituem as nossas apostas.

No espaço europeu, com a operação que fechámos com a Ryanair, permite-nos acesso a países e cidades muito importantes e às quais não tínhamos ligação direta.

Ficámos muito órfãos das ligações diretas com a decisão da TAP de acabar com elas há alguns anos. Recordo, por exemplo, a ligação direta de Londres para a Madeira, desde 1975, que funcionou sem qualquer interrupção até 2015. Foram 40 anos a voar diretamente de Londres para a Madeira.

Terminar essa rota fez, naturalmente diferença. Com esta operação da Ryanair, vamos ter ligações de Marselha, Milão, Dublin, um conjunto de ligações que são reforçadamente importantes por serem diretas e ligações que ainda não são satisfeitas hoje. Ou seja, interessa-nos muito ter ligações que não canibalizem aquilo que já temos.

Michael O’Leary, CEO da Ryanair, admitiu recentemente que tinha mudado de ideias relativamente à Madeira. O que fez a Ryanair mudar de ideias quanto à Madeira?
Penso que acima de tudo foi um melhor conhecimento da Ryanair relativamente ao destino que, admito, não tenha sido o mais completo em 2016 quando se começou a falar neste processo. Depois houve uma convergência de interesses bastante grande, porque nessa altura (2016) o CEO da Ryanair alertava para as taxas aeroportuárias que se praticavam e praticam no aeroporto da Madeira.

E que continuam elevadas?
Sim, e que continuam, em nosso entender, demasiado altas e têm merecido a nossa parte uma luta sem tréguas para que sejam revistas. Aliás, todo o modelo que está subjacente à concessão dos aeroportos colocou as taxas da Madeira a convergir com as taxas de Lisboa, admitindo-se que iam descer quando o que está a acontecer é as taxas da capital estarem a subir e nós a convergir em alta em vez de convergir em baixa. Isso deita por terra todo o modelo económico da concessão no que diz respeito à Madeira.

Mas a verdade é que a conjugação de esforço, envolvendo o Turismo da Madeira, a Associação de Promoção, o Turismo de Portugal e a própria ANA, permitiu esbater esse efeito das taxas e julgo que se conseguiu um compromisso que foi ao encontro das preocupações de todos.

Há uma concorrência muito diferente, não diria desleal porque não se regem pelas mesmas leis, mas muito desigual por parte de determinados destinos que retiram fluxo turístico à Madeira e Portugal Continental

Do ar para o mar
Mas estamos a falar somente de quem chega à Madeira por via aérea. Há, contudo, um determinado número de turistas que chega por via marítima. Que importância têm os cruzeiros para a Madeira?

Sim, sem dúvida. Têm uma importância fulcral e representam cerca de 600 mil passageiros por ano para a Madeira.

Que expectativas tem relativamente a esse segmento, não só agora para o fim de ano, mas para 2022?
A Madeira tem uma posição estratégica nesta altura do ano, quase indispensável aos armadores que operam no Atlântico. Por isso, existem várias companhias a operar com modelos de exploração que envolvem triangulações com as Canárias, Açores, Norte de África ou sul da Europa. Existem uma série de combinações que permitem um conjunto diferente de operações.

O que digo é que a indústria ainda está refém da pressão pandémica. Tem-se evoluído imenso com vários esquemas de garantia de bem-estar aos passageiros, mas é uma indústria que está à procura de uma solução, embora já esteja organizada. Temos tido paquetes todos os dias na Madeira há dois meses.

E para este fim de ano?
Para este fim de ano temos já 10 paquetes confirmados. A indústria dos cruzeiros está a animar e encontrou no Funchal, por força das medidas implementadas, uma garantia de confiança para os seus passageiros e hoje todo o modelo adotado dá essa confiança. Mas diria que a solução ou as garantias estão mais na dependência da própria indústria do que do destino.

Cabeça vs coração
Teme mais medidas e restrições, que se feche mais?
Tivemos ao longo do tempo oportunidade de ouvir vários especialistas, vozes essas que devem ser amplificadas de forma significativa, porque deve ser a ciência a mandar nesta fase da pandemia e não qualquer outro tipo de decisão baseada no medo. O medo não é boa companhia.

Percebemos, claramente, que estamos a entrar numa fase muito diferente, a sair de uma pandemia para entrar numa endemia e isso significa, provavelmente, um acréscimo de infeções, porque também estamos a testar muito mais, mas que não significa necessariamente cuidados intensivos, mortes.

Este é um paradigma mental que tem de ser operado. Temos de saber viver com esta realidade que perdurará por mais alguns meses. Mas temos de olhar para tudo isto com alguma tranquilidade. Não vale a pena entrar em histerismos e dramatismos e, acima de tudo, repetir medidas de quase desespero, quando não há pressão sobre os cuidados intensivos e quando não há número de mortes que justifique essa mesma preocupação.

Diria que é preciso alguma calma e, acima de tudo, muita racionalidade nas decisões.

Regresso ao futuro
Passando do negativo para o positivo, o INE revelou que a Madeira foi uma das regiões que, em outubro, já apresentou dados equivalentes aos de 2019. Acredita na manutenção desses níveis?
Desde julho que estamos a ter uma performance muito positiva no setor turístico. É preciso não esquecer que a primeira parte do ano foi muito má. Por isso, não é o facto de estarmos bem neste momento que faz recuperar o ano.

Julho cresceu muito relativamente aos meses anteriores, mas em agosto batemos o recorde de proveitos do setor de qualquer mês de agosto da história do turismo na Madeira. Em setembro, voltámos a bater o recorde dos proveitos de alojamento de qualquer mês de setembro de que há memória na Madeira. Em outubro crescemos 5,8% face a 2019, tendo o mercado nacional crescido 78%.

Ou seja, tudo indica que esta consistência no crescimento nos dá confiança relativamente às decisões que tomámos e apostas que fizemos, à forma como estamos a comunicar e que poderá estar a fazer evoluir uma dinâmica que nos leve a acreditar que novembro e dezembro serão meses nesta linha e que vão ajudar, objetivamente, o cenário do turismo na Madeira.

A indústria dos cruzeiros está a animar e encontrou no Funchal (…) uma garantia de confiança para os seus passageiros

Isso anima-o para o próximo ano?
Sim, claramente, se bem que temos consciência que 2022, com a solução da endemia e alguma tranquilidade que daí virá, também os nossos concorrentes mais diretos acordarão. E são concorrentes com práticas que nós na União Europeia não estamos autorizados a praticar. Por isso há uma concorrência muito diferente, não diria desleal porque não se regem pelas mesmas leis, mas muito desigual por parte de determinados destinos que retiram fluxo turístico à Madeira e Portugal Continental. Praticamente pagam para ter turismo e isso vai ter consequências.

E como se combate? O que vai fazer a Madeira?
O que temos vindo fazer. Penso que o grande desafio que qualquer destino possui neste momento não é só a gestão tática que passou a ser o dia-a-dia, mas, acima de tudo, criar condições para que a dinâmica da atividade se possa projetar para a frente. E isso, no fundo, significa, boas parcerias com as acessibilidades, com as companhias, boas parcerias com os operadores que fazem a distribuição e um enorme reforço da notoriedade do destino junto daqueles que decidem individualmente.

Perante esta realidade, desafios, incertezas, uma estratégia é desenhada a quanto tempo?
Quando definimos uma estratégia temos sempre uma expectativa de cinco anos. Nessa estratégia definimos, fundamentalmente, a nossa visão estratégica e, acima de tudo, a assunção do que é o nosso posicionamento.

Devo dizer-lhe que estamos, neste momento, na discussão para 2022-2027, porque terminámos agora 2017-2021, e posso garantir-lhe que a nossa visão e o nosso posicionamento não se alteram rigorosamente nada em relação ao que pensámos anteriormente.

O fundamental é ter flexibilidade e adaptabilidade, é ter capacidade de reação ao dia. Montamos operações à semana que anteriormente demoravam seis meses a um ano, infletimos relativamente às apostas semana para semana, reforçamos orçamento rapidamente, apostamos e acreditamos em quem quer trabalhar connosco. É esta agilidade que tem de tomar conta do decisor.

Uma agilidade que não existia?
Penso que existia, estava era adormecida porque não era necessária. Todo o setor do turismo deu uma enorme lição à economia portuguesa na grande capacidade que teve de se adaptar a todos os momentos e oportunidades e agarrou-os muito bem. E foram muitos.

O setor do turismo resistiu porque acreditou sempre que essas decisões do dia-a-dia eram capazes de deixar alguma coisa. Esse natural inconformismo e essa saudável teimosia e querer vencer, foi o que mais caracterizou este setor e é determinante para os anos que aí vêm.

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Madeira coloca estratégia para o turismo 2022-2027 em consulta pública

A Estratégia para o Turismo da Madeira para 2022-2027 foi desenvolvida pelo Governo Regional (PSD/CDS-PP), em colaboração com a empresa Deloitte Business Consulting.

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A Estratégia para o Turismo da Região Autónoma da Madeira para 2022-2027 pretende afirmar o arquipélago como um “destino turístico para todo o ano”, indicou hoje o Governo Regional, referindo que o documento segue agora para consulta pública.

“Em traços largos, a estratégia para 2022-2027 tem uma visão em linha com a da anterior (2017-2021), introduzindo a fusão experiencial entre o mar, a montanha e a cultural e revelando o destino não apenas como um “must visit” europeu, mas sim, global e com uma vasta oferta de experiências diferenciadas”, refere a Secretaria Regional do Turismo e Cultura, em comunicado.

Na apresentação do documento, no Funchal, Eduardo Jesus, secretário Regional do do Turismo e Cultura da Madeira, referiu que “é muito importante que todo este envolvimento resulte na perspetiva de que há uma identificação de cada um de nós nesta estratégia; e isso é importante porque, sendo o setor a parte fulcral deste processo, interessa que as ideias estejam alinhadas”.

A Estratégia para o Turismo da Madeira para 2022-2027 foi desenvolvida pelo Governo Regional (PSD/CDS-PP), em colaboração com a empresa Deloitte Business Consulting.

“Pretende, acima de tudo, afirmar a região como um destino turístico para todo o ano, seguro, diferenciado pelo clima ameno, pelo acolhimento aos turistas e visitantes, pela autenticidade e diversidade, pela qualidade das experiências e pelo compromisso com a sustentabilidade económica social e ambiental”, sublinha a Secretaria Regional.

O documento agrega seis pilares estratégicos para o desenvolvimento turístico da região, nomeadamente natureza, turismo ativo e desportivo; mar e turismo náutico; saúde e bem-estar; património cultural; gastronomia e Vinho; estilo de vida e novas tendências; e sustentabilidade.

De acordo com a Deloitte Business Consulting, o arquipélago da Madeira apresenta oportunidades no desenvolvimento e fortalecimento do turismo em cada um dos seis pilares.

Foram também definidas seis orientações para a estratégia 2022-2027: reforçar a gestão do destino, melhorando o conhecimento e monitorizando a performance do setor; apostar na diversidade, diferenciação e estruturação da oferta turística; investir no aumento da notoriedade do destino; atrair, qualificar e valorizar os recursos humanos; fomentar o investimento e assegurar a sustentabilidade do destino em termos ambientais, económicos e sociais.

A Estratégia para o Turismo da Região Autónoma da Madeira para 2022-2027 estará disponível para consulta em breve no portal da Secretaria Regional de Turismo e Cultura.

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OMT faz balanço pouco positivo de 2021

A ameaça de milhões de empregos no setor do turismo foi a maior preocupação da OMT, que faz um balanço pouco positivo do ano de 2021. Mas acredita que nem tudo está perdido, apesar de novos desafios que se avizinham para 2022.

A Organização Mundial do Turismo (OMT) faz um balanço pouco positivo do ano que está prestes a terminar, e reafirma que a ameaça de milhões de empregos no setor, foi a mais preocupante.

A OMT afirma que 2021 foi difícil para os trabalhadores do setor ainda abalado pela pandemia. Em março de 2020, a maioria dos países fechou as fronteiras e alguns demoraram a reabrir. E até o momento, milhões de empregos continuam ameaçados.

Mas refere que, com a chegada da vacina e a promessa de mais pessoas inoculadas pelo mundo, espera-se que 2022 seja melhor. A agência aposta em inovação, ofertas de turismo mais sustentável e num recomeço com mais investimentos.

Em cooperação com a Organização Mundial da Saúde (OMS), uma das medidas, recorde-se, foram os protocolos de viagem e passaportes sanitários colocados em ação principalmente nos países do Hemisfério Norte durante o verão de julho a setembro.

No entanto, a OMT congratula-se com a resiliência e determinação em manter as medidas para proteger viajantes e turistas, demonstrada pelo países-membros da União Europeia, e acredita que a Covid-19 evidenciou a importância do turismo para as economias e a sociedade e que, por isso, o setor tornou-se parte integral de planos de recuperação nacionais e internacionais.

Ainda assim, a estratégia da agência da ONU sobre inovação inclui mais de 12 mil empresas start-ups em 150 países. Ao todo foram mobilizados 83 milhões de dólares. São atualmente 300 parceiros corporativos a atuar em novas tecnologias para o turismo.

A OMT destaca ainda que, em todo o mundo, mais de 20 mil estudantes do turismo, de mais de 100 países estão a ser apoiados por programas e formação da instituição, em colaboração com as melhores escolas, que oferecem um total de 19 cursos nas mais diversas áreas do turismo.

Mas nem tudo está perdido. A OMT afirma que o recomeço do setor de turismo pós-pandemia não pode se dar sem investimentos verdes. A agência fechou uma parceria com o Banco Mundial e o Banco Interamericano de Desenvolvimento para revitalizar a área. Até o momento, mais de 200 investidores integram a rede global de apoio a redes de hotéis em 50 países que procuram se tornar mais sustentáveis.

Desde a Conferência da ONU sobre Mudança Climática, COP26, em Glasgow, em novembro, o setor tem recebido um maior número de promessas para reduzir pela metade até 2030 as emissões de dióxido de carbono, e também atingir a rede zero, de neutralidade em carbono, até 2050.

A OMT está a apostar ainda no turismo rural. O programa melhores aldeias turísticas foi lançado em 2021, em 44 localidades de 32 países, para promover o compromisso com a Agenda 2030 de desenvolvimento sustentável.

 

Sobre o autorCarolina Morgado

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Fim de ano: turistas portugueses recebidos em ambiente de festa na Bahia

Foi em ambiente de festa que foram recebidos os quase 1.500 turistas portugueses que foram passar as festividades do fim de ano na Bahia (Nordeste do Brasil).

Os turistas portugueses que optaram por passar as festas de fim de ano no Bahia, tanto em voos charters como nos regulares, foram recebidos em ambiente de festa no aeroporto de Salvador.

Segundo a imprensa local, a chegada de voos fretados e regulares no aeroporto de Salvador, no último domingo (26), que saíram de Lisboa e Porto, em Portugal, trouxeram 1.465 passageiros. Para o desembarque no Brasil, tiveram que apresentar a vacinação completa e o teste negativo para a Covid-19, realizado em até 72 horas antes do embarque.

Os turistas portugueses foram recebidos por uma equipa da Secretaria de Turismo do Estado (Setur-BA), com as tradicionais baianas e distribuição de fitinhas do Senhor do Bonfim. Os visitantes reagiram com simpatia e entusiasmo.

De acordo com os jornais daquele Estado do Nordeste do Brasil, os portugueses estão hospedados em vários pontos do litoral baiano, a maioria nas zonas turísticas como a Baía de Todos-os-Santos e Costa dos Coqueiros.

Sobre o autorCarolina Morgado

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Turistas russos fazem escala na Hungria e Grécia para chegar a Portugal

A metasearch Aviasales e um dos maiores motores de busca de voos na Rússia, revela que as reservas da Hungria para Portugal aumentaram 800% face a 2020.

Victor Jorge

Uma análise realizada pela Aviasales revela que os turistas russos estão a utilizar a Hungria e a Grécia para realizar as suas escalas para viajar para Portugal e, assim, evitar restrições relacionadas com a vacinação.

O metasearch de viagens russo, responsável por gerar 20% das vendas de bilhetes na Rússia, refere que o turismo outbound do país de Vladimir Putin para esta época de fim de ano (de finais de dezembro a meados de janeiro) não sofreu impactos por causa da variante Ómicron.

A análise mostra que os russos têm usado a Hungria e a Grécia não só como porta de acesso a Portugal como, também, aos principais destinos mediterrânicos (Espanha, França e Itália), tudo países que não reconhecem a vacina russa Sputnik e, portanto, não permitem a grande maioria dos russos voarem diretamente para estes países.

Os dados da Aviasales mostram que as reservas da Hungria para Portugal aumentaram 800%, sendo que o crescimento para Espanha é ainda maior (1.800%), enquanto para França está nos 1.000%.

Desde que os voos da Rússia para a Grécia e Hungria abriram neste verão para russos vacinados, o número de reservas para a Hungria aumentou mais de 180% e a Grécia 65%.

O mesmo passa-se com as reservas da Grécia para Portugal, Espanha, França e Itália, que, segundo a Aviasales têm aumentado a três dígitos.

De resto, alguns fóruns online (no idioma russo) mostram como os viajantes russos estão a partilhar informações sobre como aceder a estes países mediterrânicos, utilizando para tal sites como https://forum.awd.ru/viewtopic.php?f=548&t=390685, refere a empresa russa.

Mas também a Turquia tem registado fortes aumentos nas reservas de turistas russos. Comparado com o mesmo período de 2020, as reservas da Rússia para a Turquia aumentaram 130% e, face a 2019, cresceram mesmo 78%. Já as reservas para os Emirados Árabes Unidos (EAU) subiram 270% face a 2020 e 19% relativamente a 2019.

Analisado numa base semana a semana, “as reservas aumentaram nas semanas até o Ano Novo (como normalmente acontece a cada ano) e não há nenhum sinal de aumento nos cancelamentos”, refere a Aviasales em nota de imprensa, avançando que “o único sinal de queda nas reservas e/ou cancelamentos vem, compreensivelmente, da rota Rússia-África do Sul”.

Um porta-voz da Aviasales refere que “a corrida para o período de Ano Novo – quando toda a Rússia fecha desde os últimos dias de dezembro até cerca de 10 de janeiro – tradicionalmente vê as reservas a crescerem fortemente até o último minuto: o inverno em cidades como Moscovo e São Petersburgo é muito frio e as pessoas usam essas datas para ir para destinos de sol e praia, principalmente em lugares como a Turquia e Dubai”.

Embora as vendas internacionais globais permaneçam abaixo dos níveis de 2019, o surgimento da Ómicron não parece ter impactado as reservas recentes, admite a mesma porta-voz, confirmando ainda que durante o bloqueio mais recente na Rússia (em outubro), “vimos um pico nas reservas de russos que queriam usar o bloqueio como uma chance de tirar férias em lugares como Turquia e Dubai.

A importância do turismo russo é, de resto, destacado pela Aviasales, salientando que, “ao contrário do que muitos pensam, a Rússia tem uma classe média bastante significativa com rendimento disponível e um grande desejo de viajar para o exterior”, indicando os dados da Organização Mundial do Turismo (OMT) que mostra que a Rússia é o “8º maior mercado de turismo emissor do mundo, gastando mais de 31 mi milhões de dólares (cerca de 27 mil milhões de euros) por ano”.

O porta-voz da empresa russa destaca mesmo o facto de os russos se sentirem “muito relutantes” em perder um “direito e prazer conquistados nos últimos 15 anos”, e que, “nem a COVID irá ‘atrapalhar’ essa vontade” de viajar, como mostra os dados sobre os números incrivelmente altos de escalas na Hungria e na Grécia “simplesmente para aceder a países como França, Espanha, Portugal e Itália”.

E a fonte da Aviasales deixa um “recado”: “Este deve ser um alerta para os destinos sobre o quão leais e determinados os viajantes russos são e porque os destinos deveriam criar mais produtos para o mercado russo”.

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Suécia e Dinamarca endurecem requisitos de entrada

Ambos os países deixarão de usar o certificado COVID e solicitarão testes negativos na chegada às suas fronteiras.

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As restrições devido à variante Ómicron continuam a impactar a Europa. Agora é a vez de Suécia e Dinamarca a confirmarem que, a partir desta semana, vão limitar ainda mais a entrada nos seus países de membros da União Europeia.

Da Suécia relatam que, a partir desta terça-feira, 28 de dezembro, todos os viajantes europeus com mais de 12 anos devem apresentar o teste COVID-19 negativo, realizado 24 horas antes de entrar no país, no momento da chegada. Todos os passageiros devem cumprir esta regra, independentemente de terem tido a doença ou terem sido imunizados com vacinas autorizadas por entidades de saúde.

Desta forma, o país sueco deixará de solicitar o certificado COVID, como fazia até agora, para todos os cidadãos da União Europeia. Este requisito não se aplica às pessoas que viajam diariamente entre os países da UE a trabalho ou estudos e às que fazem a travessia entre Bornholm e a Dinamarca através da Suécia, a quem apenas será exigido o certificado de vacinação.

Outro país da UE que está a ampliar as restrições de fronteira é a Dinamarca, que a partir de 27 de dezembro obriga todos os viajantes a apresentarem teste de COVID-19 negativo antes da chegada ao país. Serão aceitos tanto PCR como antígenos, realizados com 72 e 48 horas de antecedência, respetivamente.

Todos os cidadãos dos 27 que apresentam o esquema de vacinação completo estarão sujeitos a estes novos regulamentos, enquanto aqueles que já recuperaram da doença estarão isentos.

Da mesma forma, os cidadãos dinamarqueses não precisam fazer o teste no exterior, mas devem fazê-lo nas primeiras 24 horas após o regresso ao país. A medida vigorará por pelo menos três semanas.

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MAI multa quase 1.700 passageiros e 38 companhias aéreas

Nos primeiros 26 dias do mês de dezembro, PSP e o SEF fiscalizaram 924.719 passageiros e 8.358 voos nos aeroportos nacionais.

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O Ministério da Administração Interna (MAI) multou, de 1 a 26 de dezembro, quase 1.700 passageiros nos aeroportos portugueses por falta de teste negativo à COVID-19, ou certificado de recuperação.

Já o número de companhias aéreas multadas por terem transportado passageiros sem teste negativo ou certificado de recuperação mantém-se inalterado nas 38, à semelhança do balanço feito na semana passada pelo MAI.

Recorde-se que as companhias aéreas que transportem passageiros sem teste negativo incorrem numa multa entre 20.000 e 40.000 euros por passageiro e os viajantes são também alvo de uma contraordenação, entre os 300 e os 800 euros, por não apresentarem teste à chegada.

Num balanço desta medida para conter o aumento do número de casos de COVID-19, o MAI precisa que entre 1 e 26 de dezembro a PSP e o SEF fiscalizaram 924.719 passageiros e 8.358 voos, que resultaram em 1.698 contraordenações.

Dos 1.698 autos de contraordenação, 1.035 foram levantados pela PSP, que controla os passageiros provenientes de voos com origem no espaço Schengen (a área europeia de livre circulação de pessoas) e 663 pelo SEF, que fiscaliza os viajantes oriundos de países fora do espaço Schengen.

Desde 1 de dezembro que todos os passageiros que cheguem a Portugal por via área são obrigados a apresentar ao desembarcar teste negativo de infeção com o coronavírus SARS-CoV-2 ou certificado de recuperação da doença COVID-19.

Estão isentos da obrigatoriedade de testes, PCR ou rápido, os passageiros de voos domésticos, os menores de 12 anos e as tripulações.

O MAI indica também que nas 1.698 contraordenações estão incluídos oito estrangeiros a quem foi recusada a entrada no país por não terem apresentado teste no desembarque, uma vez que apenas é permitida a realização do teste no aeroporto aos cidadãos de nacionalidade portuguesa, estrangeiros com residência em Portugal e pessoal diplomático.

Os dados do MAI mostram ainda que foram realizados nos aeroportos 1.714 testes de diagnóstico a passageiros que entraram no país sem este documento.

Nas fronteiras terrestres, também desde 1 de dezembro que os cidadãos de países exteriores à União Europeia e dos países da UE considerados de risco vermelho ou vermelho-escuro precisam de teste negativo ou certificado de recuperação.

Os cidadãos oriundos dos países da UE considerados de risco baixo ou moderado devem ser portadores do certificado de vacinação, teste ou recuperação para entrarem em Portugal.

A GNR e o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras realizaram até 26 de dezembro 6.327 operações aleatórias de fiscalização nas fronteiras terrestres para garantir a realização de testes à COVID-19, segundo o MAI.

No âmbito destas operações, foram feitas 41.467 fiscalizações a viaturas ligeiras e de mercadorias, motociclos, comboios, autocarros que deram origem a 32 autos de contraordenação por falta de teste ou certificado de recuperação.

O MAI refere ainda que nas fronteiras terrestres foram realizados 399 testes de diagnóstico.

De recordar que Portugal Continental está em situação de calamidade desde 1 de dezembro devido ao aumento do número de casos e estas regras nas fronteiras estão em vigor até 9 de janeiro de 2022.

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Brasil regressa à promoção internacional para passar mensagem de “destino seguro”

Com 72% da população adulta vacinada contra a COVID-19 e as fronteiras abertas desde setembro, o Brasil já retomou a promoção turística internacional e Portugal é um dos mercados prioritários. Ao Publituris, Carlos Brito, presidente da Embratur – Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo, revela a estratégia e as expetativas do destino.

Inês de Matos

Com 72% da população adulta vacinada contra a COVID-19 e as fronteiras abertas desde setembro, o Brasil já retomou a promoção turística internacional e Portugal é um dos mercados prioritários. Ao Publituris, Carlos Brito, presidente da Embratur – Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo, revela a estratégia e as expetativas do destino.

No Brasil como em Portugal, o setor do turismo foi um dos mais afetados pela pandemia da COVID-19. De um dia para o outro, também do lado de lá do Atlântico os turistas desapareceram, os hotéis fecharam e os aviões ficaram no chão. Ao Publturis, Carlos Brito, presidente da Embratur – Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo admite que “a pandemia da COVID-19 impactou fortemente o Brasil, assim como todos os países do mundo”, o que levou a que o governo brasileiro tivesse adotado “várias medidas de proteção ao setor do turismo, um dos mais afeta dos pela crise de saúde global”.
Entre as principais medidas adotadas, Carlos Brito destaca as “medidas provisórios para manutenção dos postos de trabalho, para aumento da segurança nas relações de consumo no turismo, além de disponibilização de crédito para o setor”, que ditaram “uma recuperação importante da atividade turística do Brasil”. “Mais de um terço das operadoras de turismo alcançaram faturação próxima da média histórica, que é de 75% ou mais. E, na comparação com agosto deste ano, 80% das operadoras mantiveram faturação igual ou maior no mês de setembro, demonstrando um processo de consolidação sustentado”, revela Carlos Brito, que cita dados da Braztoa – Associação Brasileira das Operadoras de Turismo.
Com o início da recuperação, a Embratur optou, numa primeira fase, por retomar a promoção doméstica e incentivar os nacionais a retomarem as suas viagens turísticas no Brasil, até porque a maioria dos países continuava com as fronteiras encerradas. “A Embratur atuou na promoção interna dos destinos turísticos, executando campanhas publicitárias, press trips e feiras, com foco na retoma das viagens com segurança”, explica o responsável, revelando que o regresso à promoção internacional só aconteceu este verão, concretamente a partir de julho de 2021, com o objetivo de mostrar que “o Brasil está pronto para receber todos os que se queiram encantar” com a natureza, cultura e hospitalidade brasileira.
No regresso daquela que é uma das principais missões da Embratur, Portugal não poderia ficar de fora, uma vez que, como refere o responsável, “além dos portugueses estarem conectados ao Brasil por meio de laços sanguíneos”, mas também da cultura e da história, há vários outros fatores que facilitam as viagens dos portugueses ao Brasil, a exemplo do elevado número de voos entre os dois países – e Carlos Brito destaca que, só em outubro, as companhias aéreas TAP, Latam e Azul retomaram 562 voos que ligam Lisboa a várias cidades brasileiras – mas também da isenção de visto para turismo, negócios, estudantes e artistas, em deslocações inferiores a 90 dias.

Destino seguro
Com o regresso da promoção internacional, Portugal entra novamente nos planos da Embratur, que conta voltar a participar em “roadshows com o trade turístico português”, mas também lançar campanhas de Relações Públicas e promover um relacionamento mais próximo com a imprensa nacional. “Para o ano de 2022, além de manter o planeamento atual, a Embratur investirá em campanhas publicitárias e participação em feiras para reforçar que os destinos nacionais estão prontos para receber novamente os nossos irmãos portugueses”, acrescenta Carlos Brito.
Para o Brasil, Portugal continua a ser um mercado fundamental, não apenas pelos laços que os dois países partilham, mas também pela apetência que os portugueses sempre demonstraram por este destino turístico, o que ditou que, em 2019, Portugal tivesse sido o 11.º mercado internacional emissor de turistas para o Brasil, com 176.229 turistas. Carlos Brito explica que, apesar de ter existido uma diminuição do fluxo de turistas portugueses que visitaram o Brasil nos últimos cinco anos, em 2018 e 2019, os números voltaram a subir, refletindo um “aumento de 21% nesse fluxo, o que demonstra sinais de recuperação”.
Tal como nos restantes mercados internacionais, também em Portugal a Embratur pretende passar a mensagem de que o Brasil é “um destino seguro”, com Carlos Brito a defender que o Governo Federal do Brasil “não mediu esforços para a realização do necessário para proteção da população, tanto em relação à Saúde quanto à Economia” e a desvalorizar as críticas à forma como o Presidente Jair Bolsonaro conduziu a estratégia do país durante a pandemia. “A Embratur detém a missão de veicular a verdade sobre o Brasil, que é um destino seguro, com mais de 72% da população adulta vacinada, e que adotou rapidamente protocolos de prevenção para proteger a todos e criar um ambiente perfeito para receber o turista brasileiro e o estrangeiro”, remata Carlos Brito. Certo é que, desde a reabertura das fronteiras entre Portugal e o Brasil, que aconteceu no início de setembro, cerca de 60 mil turistas portugueses voltaram já a visitar o país, segundo dados da IATA – Associação Internacional de Transporte Aéreo, com o presidente da Embratur a indicar que destinos como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife e Salvador foram, desde a reabertura de fronteiras, os mais procurados pelos turistas lusos.

Recuperação em 2023
Além de Portugal, a Embratur está também a retomar a promoção em vários mercados europeus, até porque, em 2019, o último ano turístico antes da chegada da pandemia, 24% dos turistas internacionais que o Brasil recebeu eram provenientes da Europa. “Em 2019, ano anterior ao início da pandemia, o Brasil recebeu 6.353.141 turistas internacionais. Desse total, 57% foram oriundos de países da América do Sul e 24% de países da Europa.

Os 10 principais emissores foram, nesta ordem: Argentina, Estados Unidos, Paraguai, Chile, Uruguai, França, Alemanha, Itália, Portugal e Reino Unido”, revela Carlos Brito, explicando que a Argentina, pela proximidade, é de longe o principal mercado emissor de turistas para o Brasil, com mais de 1,9 milhões de turistas, seguindo-se os EUA, com 590 mil turistas.
E, tal como em Portugal, também nos restantes mercados internacionais a Embratur tem vindo a apostar em ações de “Relações Públicas com os principais veículos de comunicação dos países prioritários”, numa estratégia que passa ainda pelo lançamento de “campanhas publicitárias e de marketing digital, aliadas à participação nos mais importantes eventos e feiras de turismo do mundo”, num calendário de ações que está a ser planeado e executado “com o objetivo de impulsionar a imagem do Brasil e atrair mais visitantes internacionais”.
A expetativa da Embratur para 2022 é, no entanto, “moderada”, uma vez que, como diz o responsável, que cita dados da Organização Mundial do Turismo (OMT), “o turismo internacional teve sinais de recuperação em junho e julho de 2021, devido à implementação da vacinação global e à flexibilização de restrições de viagens”, mas ainda com resultados longe dos níveis pré-pandemia, num cenário a que também o Brasil não deverá escapar, segundo as perspetivas da própria Embratur. “Por conta do rápido avanço da vacinação, do reaquecimento do turismo doméstico, da abertura das fronteiras e da retoma gradual dos voos internacionais, estima-se que o turismo internacional comece a apresentar sinais de recuperação na próxima temporada de verão, ainda que os níveis de chegadas de estrangeiros de 2019 devam ocorrer apenas em 2023”, explica o presidente da Embratur.
Para entrar no Brasil, qualquer estrangeiro deve cumprir também alguns procedimentos concretos, de acordo com a Portaria nº 658, de 5 de outubro de 2021, nomeadamente a apresentação de um teste negativo para a COVID-19, que pode ser antígeno e realizado até 24 horas antes do embarque para o Brasil, ou PCR com 72 horas de antecedência. Além disso, é ainda necessário preencher a Declaração de Saúde do Viajante (DSV) até 24 horas antes do embarque e apresentar o seu comprovativo, seja por via impressa ou digital, à companhia aérea antes do embarque. O certificado de vacinação também passou recentemente a ser exigido.

Ligações aéreas já superam números pré-pandemia
Fundamental para levar turistas internacionais até ao Brasil é o transporte aéreo, que foi fortemente afetado durante a pandemia mas que, segundo Carlos Brito, já está a recuperar. “Em outubro deste ano, as companhias aéreas TAP, Latam e Azul retomaram 562 voos que interligaram Lisboa às cidades brasileiras de São Paulo, Campinas e Belo Horizonte, ofertando 157.210 assentos”, revela o responsável, considerando que a abundância de voos entre os dois países é um dos fatores que contribuem para o elevado número de turistas portugueses que o Brasil recebe.
De acordo com o presidente da Embratur, as ligações aéreas têm vindo a ser recuperadas, de tal forma que, em outubro, já houve “mais voos semanais entre Brasil e Portugal do que em 2019”. “Foram registados 86 voos semanais em 2019 e 127 voos em outubro de 2021, o que já demonstra uma superação referente ao início da pandemia de COVID-19”, acrescenta o responsável.

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República Checa exige terceira dose aos viajantes

A República Checa tornou-se o primeiro país na Europa a exigir aos viajantes as três doses da vacina.

Victor Jorge

A República Checa reforçou o controlo de saúde dos viajantes, com a obrigatoriedade da apresentação, a partir de segunda-feira, 27 de dezembro, do atestado da inoculação da terceira dose da vacina COVID-19, tornando-se, assim, no primeiro país europeu a fazê-lo.

Caso a terceira dose não esteja disponível – já que em alguns países está disponível apenas para determinadas faixas etárias -, além das duas doses da vacina, deve ser apresentado um teste PCR negativo. Além disso, o viajante que não tiver a 3.ª dose da vacina, deverá, também, apresentar outro PCR negativo antes de atingir o sétimo dia de permanência no país.

Pessoas residentes na República Checa ou menores de 18 anos estarão isentas desses requisitos, para os quais a apresentação das duas primeiras doses da vacina será suficiente.

Embora outros estados, como a Áustria, também tenham tomado medidas para se proteger do variante Ómicron, o país da Europa Central torna-se assim a primeira nação da Europa a requerer a dose de reforço.

Sobre o autorVictor Jorge

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