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Bruxelas quer reforçar coordenação para viagens na UE

Com grandes discrepâncias nas taxas de vacinação (24,7% na Bulgária e 81,5% em Portugal), a Comissão Europeia quer vacinados sem restrições e não vacinados testados em viagens na UE.

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Bruxelas quer reforçar coordenação para viagens na UE

Com grandes discrepâncias nas taxas de vacinação (24,7% na Bulgária e 81,5% em Portugal), a Comissão Europeia quer vacinados sem restrições e não vacinados testados em viagens na UE.

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A Comissão Europeia propôs esta quinta-feira, 25 de novembro, um reforço da coordenação sobre viagens na União Europeia (UE) devido ao aumento de casos do coronavírus, sugerindo que vacinados não sejam submetidos a restrições adicionais e que não vacinados sejam mais testados.

Em causa está uma recomendação para uma maior “coordenação para facilitar a livre circulação segura durante a pandemia”, sugerindo o executivo comunitário ao Conselho uma “abordagem baseada na pessoa”, para que quem tenha “um Certificado Covid-19 Digital da UE válido não seja, por princípio, sujeito a restrições adicionais, tais como testes ou quarentena, independentemente do seu local de partida” na União.

Por outro lado, “as pessoas sem um Certificado Covid-19 Digital da UE podem ser obrigadas a submeter-se a um teste realizado antes ou depois da chegada”, propõe a instituição aos Estados-membros, aos quais cabe a decisão final sobre viagens.

Esta abordagem é baseada no certificado digital da UE, comprovativo da testagem (negativa), vacinação ou recuperação do vírus SARS-CoV-2, que entrou em vigor na União no início de julho. Até agora, foram emitidos mais de 650 milhões de certificados que são reconhecidos em 41 países, segundo dados de Bruxelas.

Numa altura em que a situação epidemiológica da COVID-19 na UE é considerada pelos especialistas como de risco muito elevado devido à baixa taxa geral de vacinação e à rápida propagação da variante Delta do SARS-CoV-2, Bruxelas propõe também um período padrão de aceitação dos certificados de vacinação de nove meses desde a série de vacinação primária.

“O período de nove meses tem em conta as orientações do Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças [ECDC] sobre a administração de doses de reforço a partir dos seis meses e prevê um período adicional de três meses para assegurar que as campanhas nacionais de vacinação possam ser ajustadas e que os cidadãos possam ter acesso às doses de reforço”, justifica a Comissão Europeia.

No âmbito destas orientações, que Bruxelas quer ver em vigor a 10 de janeiro de 2022, a instituição propõe ainda que as isenções de quarentena apenas sejam aplicadas a crianças menores de 12 anos e a viajantes essenciais (como trabalhadores).

Além disso, o executivo comunitário pretende introduzir alterações nos mapas que servem de apoio às decisões nacionais sobre viagens na UE, que são atualizados semanalmente pelo ECDC, às quintas-feiras, com um sistema de semáforos (variando entre o verde e o vermelho-escuro).

Estes mapas incluem as taxas de notificação de casos de COVID-19 nos últimos 14 dias, o número de testes realizados e o total de positivos, mas Bruxelas quer aqui incluir as taxas de vacinação.

Dados do ECDC revelam que, até ao momento, 65,8% da população da UE está totalmente vacinada, enquanto 70,1% tomou apenas a primeira dose.

Por países, existem grandes discrepâncias nas taxas, entre os 24,7% de vacinação total na Bulgária e 81,5% em Portugal.

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Pandemia atrasa mas não altera rumo de Portugal no turismo médico

A alta taxa de vacinação e a resposta positiva do Serviço Nacional de Saúde (SNS) à pandemia ajudaram a projetar uma imagem positiva do país além-fronteiras e que pode contribuir para afirmar Portugal enquanto destino de excelência no turismo médico. Agora, é necessário retomar a promoção, até porque, apesar de não ter alterado a estratégia, a pandemia veio atrasar o trabalho que estava em curso.

Inês de Matos

A alta taxa de vacinação e a resposta positiva do Serviço Nacional de Saúde (SNS) à pandemia ajudaram a projetar uma imagem positiva do país além-fronteiras e que pode contribuir para afirmar Portugal enquanto destino de excelência no turismo médico. Agora, é necessário retomar a promoção, até porque, apesar de não ter alterado a estratégia, a pandemia veio atrasar o trabalho que estava em curso.

Conhecido pelos elevados gastos que motiva e receitas generosas que gera, o turismo médico tornou-se, a partir de 2017, numa aposta efetiva de Portugal. Este produto turístico, que segundo um estudo do mesmo ano do Conselho Mundial das Viagens e Turismo (WTTC, sigla em inglês) cresceu 358%, entre 2000 e 2017, passando a valer qualquer coisa como 11 mil milhões de dólares e a representar 1,2% dos gastos globais relacionados com o turismo a nível internacional, entrou oficialmente no radar nacional com a Estratégia Turismo 2027, quando “o Turismo de Saúde e Bem Estar, e o Turismo Médico em particular, foram identificados como ativos emergentes face ao seu reconhecimento internacional, potencial de crescimento e valor acrescentado”, lembra o Turismo de Portugal, em resposta ao Publituris.

A partir daí, foram surgindo várias iniciativas que visavam promover Portugal como um destino de referência para este tipo de turismo, que junta procedimentos e tratamentos médicos à típica oferta de lazer. O objetivo passava por aliar o melhor desta oferta de lazer, e pela qual o país já é reconhecido além-fronteiras – basta lembrar os inúmeros prémios recebidos – a um moderno conjunto de infraestruturas hospitalares privadas que o país também disponibiliza para mostrar que Portugal também pode ser uma opção neste produto.

Tudo parecia correr de feição e, apesar de se admitir que era preciso trabalho para dar visibilidade à oferta nacional e competir com países que há muito se afirmam neste tipo de turismo, projetos não faltavam. 2019 parecia mesmo ser o ano do tiro de partida para uma promoção mais constante. Em agosto desse ano, o Turismo de Portugal e o Health Cluster Portugal (HCP) lançavam o Portugal Health Passport, uma plataforma com toda a oferta de serviços médicos privados disponibilizados no país e que surgiu no âmbito da campanha Brelcome, destinada ao mercado britânico. Mais tarde, em dezembro, era a vez de ser assinado um protocolo de cooperação para a promoção internacional da oferta nacional neste segmento, cujo potencial volume de negócios, estimava o Turismo de Portugal, rondava os 100 milhões de euros por ano. Além de pretender impulsionar o reconhecimento e a notoriedade internacional do país enquanto destino de turismo médico, este protocolo visava também a gestão de sinergias entre o Turismo de Portugal, o HCP, a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) e a Associação Portuguesa de Hospitalização Privada (APHP), as quatro entidades que assinaram o documento.

Até que chegou a pandemia e tudo ficou em suspenso. “A pandemia teve impactos nunca até então vistos, designadamente no que diz respeito à mobilidade das pessoas o que, além de retirar as condições mínimas de estabilidade, fez cair o assunto para os níveis mais baixos de prioridade”, admite Joaquim Cunha, diretor executivo do HCP, em resposta ao Publituris.

Potencial

O impacto da pandemia nos planos traçados para o turismo médico foi, como diz Joaquim Cunha, “sobretudo o de suspender toda a atividade e dinâmica em curso”. O diretor executivo do HCP dá como exemplo a plataforma Portugal Health Passport que, neste período, foi “orientada para agilizar o processo de realização de testes” dos turistas que continuaram a visitar Portugal.

No entanto, apesar das muitas mudanças a que a COVID-19 obrigou, nem todas foram negativas, até porque, como acrescenta Nazir Sacoor, CEO da Longevity, que aposta no turismo médico, assim como no segmento de saúde e bem-estar no Longevity Health & Wellness Hotel, no Algarve, “a COVID-19 veio alertar todos que a saúde é o bem mais precioso”. “As pessoas estão mais atentas aos sinais que o corpo lhes dá e à importância que o sistema imunitário tem na defesa contra vírus”, considera, numa ideia que é também defendida por Joaquim Cunha, para quem a “pandemia tornou ainda mais clara a visão global da saúde, o que, conjugado com manifestos ganhos em termos da sua centralidade na vivência coletiva, alarga o quadro de oportunidades para o turismo médico”.

Certo é que, como considera Óscar Gaspar, presidente da Associação Portuguesa de Hospitalização Privada (APHP), Portugal conta com uma boa oferta neste segmento e tem “excelentes condições para se posicionar como um player relevante neste setor”.

Foi por isso que, explica o responsável, APHP entrou no protocolo de cooperação para promover a oferta nacional de turismo médico, cujos parceiros, defende Óscar Gaspar, têm condições de “provar que o turismo médico não é apenas uma ideia com potencial, mas tem mesmo condições de realizar esse potencial”.

Na opinião do responsável, “os hospitais privados em Portugal têm uma oferta diferenciada e de excelência comprovada”, que já vai sendo reconhecida em algumas áreas. “Há vários hospitais com acreditação internacional e já hoje há diversos casos em que o nosso país é o destino preferido para áreas como a avaliação e a traumatologia desportiva, por exemplo”, indica. Para Óscar Gaspar, “Portugal é um país que recebe bem, seguro, que respeita as pessoas e as suas culturas e é também um país muito desenvolvido na área das ciências da vida, pelo que esta aliança é claramente ganhadora e tem uma proposta de valor muito importante para quem nos quiser visitar (também) para tratar dos seus problemas de saúde”.

Além das condições hospitalares, Portugal conta ainda com oferta no âmbito da saúde e bem-estar, um mercado que, não estando diretamente ligado ao turismo médico (que pressupõe hospitalização), pode ser complementar, nomeadamente ao nível da recuperação ou de tratamentos terapêuticos não cirúrgicos, para os quais as termas, por exemplo, são há muito recomendadas. João Pinto Barbosa, diretor geral da Associação Termas de Portugal (ATP), concorda que o país tem potencial neste mercado e lembra que, apesar do mau momento que as estâncias nacionais viveram, com o encerramento por decreto durante 193 dias devido à pandemia, vários estudos internacionais têm demonstrado que “o termalismo desempenha um papel fundamental na redução de risco de doenças crónicas que têm maior correlação com os casos mais severos da doença COVID-19”, motivo pelo qual se mostra convicto que os próximos tempos vão trazer “oportunidades únicas para as Termas poderem afirmar o seu papel de protagonismo na melhoria da qualidade de vida”.

Imagem

Ao potencial que o país já tinha neste segmento e ao facto da saúde estar atualmente no centro das atenções, Portugal junta agora, e em resultado da pandemia, outra vantagem: a boa imagem com que saiu desta crise, fruto da resposta positiva à pandemia e da alta taxa de vacinação, que coloca o país na liderança mundial. Ao Publituris, o Turismo de Portugal diz não ter dúvidas de que, devido a essa resposta positiva, Portugal é, hoje, “percecionado internacionalmente como um bom exemplo em termos de organização e capacidade de resposta do SNS às situações decorrentes da crise pandémica, mas também no que toca à vacinação da população portuguesa, tendo atingido uma taxa de vacinação completa de 85% da população numa fração de meses”.

E também Joaquim Cunha considera que o país, ainda que “com alguns altos e baixos, sai desta crise associado a um desempenho dentro da média do que se observou na Europa e com um registo marcadamente positivo no que diz respeito ao processo de vacinação”, motivo pelo qual defende que, se a pandemia veio mudar alguma coisa na imagem de Portugal enquanto destino de turismo médico, essas foram até mudanças “de sentido positivo”, numa opinião que é partilhada pelos restantes players do setor ouvidos pelo Publituris.

Já Óscar Gaspar destaca essencialmente a alta taxa de vacinação que o país foi capaz de alcançar como uma prova da “capacidade de organização” portuguesa e sublinha que “as instituições de saúde e os seus profissionais, seja do SNS, seja de hospitais privados, têm excelentes condições, formação e empenhamento para responder às eventualidades que se colocam”.

Como diz o diretor executivo do HCP, “na Saúde, em regra, desafios e oportunidades andam muito juntos”. Por isso, associadas ao maior desafio que a saúde já trouxe ao país, começam agora a vislumbrar-se algumas vantagens. “Portugal geriu o processo de vacinação à escala nacional e a consequente redução de impacto negativo em infeções, hospitalizações e mortes relacionadas com a COVID-19 projetaram uma imagem positiva em termos de saúde pública e que ajuda sempre na afirmação da imagem no turismo de saúde e bem-estar e também no turismo médico”, concorda Nazir Sacoor, defendendo que, agora, “há que alavancar essa reputação e dar saltos qualitativos na afirmação de Portugal como destino de referência nesses dois mercados”.

Na ATP, a expetativa é igualmente positiva, com João Pinto Barbosa a lembrar que também “a conjuntura internacional pós-COVID-19 é favorável ao crescimento dos produtos de turismo de saúde e bem-estar, com a valorização crescente do equilíbrio do corpo em harmonia com a natureza, como forma de promoção da saúde e de combate à doença”.

Mais dúvidas parece ter Luís Veiga, administrador executivo do grupo Natura IMB Hotels, que há muito vem a apostar no turismo médico, assim como de saúde e bem-estar em todas as unidades do grupo, mas especialmente no H2otel, onde existem ofertas específicas de Medical Spa, e que considera que a pandemia “não afetou nem deixou de afetar” a imagem do país, uma vez que “Portugal nunca se posicionou estrategicamente nesse produto”.

Apesar de se mostrar critico face à estratégia, Luís Veiga considera que a capacidade do país se manter competitivo será o maior desafio da pandemia, até porque “a oportunidade será impactante se os investimentos forem direcionados para segmentos de valor acrescentado”.

Estratégia e promoção

Apesar da pandemia ter atrasado a promoção, não mudou a estratégia nem os objetivos. Como refere Óscar Gaspar “a estratégia não mudou necessariamente, esteve suspensa pela pandemia, e há que voltar ao propósito de promover Portugal como um destino de turismo médico”. “Os anos de 2020 e 2021 nem sequer justificavam esforço de promoção para um mercado que estava compulsivamente fechado. Este é o tempo de retomar as atividades”, considera.

Joaquim Cunha também concorda e revela que, mesmo durante a pandemia, o HCP não parou de promover Portugal enquanto “destino amigo da Saúde em todas as suas dimensões: ciência, inovação e indústria, e prestação de cuidados”, tendo mesmo lançado, em novembro de 2020, “a marca umbrella “Health Portugal” onde se pretende abrigar desde a biotecnologia e farma, até à exportação de I&D, passando pela smart health, pelos ensaios clínicos, ou pelo turismo médico”. O diretor executivo do HCP entende que os desafios neste segmento “estão, como estavam, essencialmente do lado reputacional”, o que passa por “afirmar e promover a qualidade” da oferta nacional nos mercados e geografias selecionadas como alvo, “suportada em produtos ajustados à procura”. E, neste ponto, acrescenta Joaquim Cunha, são esperadas novidades em breve. “Aproveitámos este tempo de defeso para, em conjunto com atores e entidades relevantes na área, trabalharmos o tema da promoção com resultados que estaremos em condições de colocar no terreno nos finais do corrente ano”, revela.

Tal com o HCP, também o Turismo de Portugal se manteve ativo e lembra o trabalho desenvolvido, “sobretudo ao nível da resposta à relevância acrescida que as temáticas da saúde têm na confiança e segurança dos consumidores”. Foi por isso que, explica o organismo, se associou, em julho de 2020, ao HCP para alargar os serviços da plataforma Health Passport a “todos os residentes estrangeiros que visitam Portugal”. “Desde o lançamento desta iniciativa, foram subscritos cerca de 4.500 Portugal Health Passports e recebidos mais de 10.000 pedidos para a realização de testes à COVID-19, sendo notória a correlação existente entre a agilização das viagens transfronteiriças e a procura do produto”, diz o Turismo de Portugal, que faz também um balanço positivo das restantes iniciativas lançadas em cenário COVID-19, a exemplo dos “seguros de viagem adaptados à nova realidade pandémica”, disponíveis desde agosto de 2020, ou do selo Clean&Safe, lançado em abril de 2020, com o objetivo de “reforçar a confiança em Portugal enquanto destino turístico”. “Paralelamente à estratégia de Saúde Pública seguida pelo país, que fez com que Portugal fosse apontado como modelo de sucesso, também a estratégia seguida no setor tem sido apontada como referência”, acrescenta o instituto, que considera que os “desafios impostos constituem uma oportunidade para a recuperação com um foco primordial na retoma da atividade de uma forma ainda mais forte e sustentável”.

Os desafios e oportunidades trazidos pela pandemia são inegáveis e, por isso, os players do setor são unanimes no pedido de mais promoção, até porque, refere o CEO da Longevity, Portugal continua a ser um destino desconhecido neste mercado. “O turismo de saúde cresceu significativamente e como tal, Portugal tem-se posicionado de maneira estruturada e sistematizada neste mercado, mas existe ainda um longo caminho a percorrer para que seja reconhecido internacionalmente”, refere, considerando que, também no turismo médico, que “exige outros fatores de competitividade e atratividade”, o país tem ainda “um longo caminho a percorrer”.

Nazir Saccor concorda que a COVID-19 “trouxe mais oportunidades” e diz que, nesta fase, o principal “desafio é saber agarrar essas oportunidades”, daí a importância da promoção para afirmar o país, uma vez que “a pandemia poderá ter despoletado o interesse por umas férias mais saudáveis”.

Tal como a Longevity, também as Termas de Portugal acreditam nas oportunidades que a pandemia trouxe, com João Pinto Barbosa a indicar que, neste momento, “a prioridade está na recuperação do mercado nacional”, ainda que também o mercado internacional não seja descurado. “A médio prazo equacionamos implementar um ambicioso plano de ações de promoção”, acrescenta.

Avaliação mais negativa volta a ter Luís Veiga, que considera que, no turismo médico, “é praticamente impossível competir a nível global com países cuja notoriedade é reconhecida atualmente como a Turquia ou a Índia”, ainda que admita que, na saúde e bem-estar, Portugal possa “assumir vantagens competitivas potencialmente interessantes desde que as propostas sejam claramente diferenciadoras”. O administrador do Grupo Natura IMB Hotels defende ainda que a pandemia poderia ter um impacto positivo na estratégia para o turismo médico se “houvesse uma estratégia ou um plano com ações e comunicação claras para chegar aos públicos-alvo”.

Futuro

Apesar de maiores ou menores dúvidas, o certo é que os players ouvidos pelo Publituris parecem estar confiantes quanto ao futuro do turismo médico em Portugal e, como diz mesmo o Turismo de Portugal, parece não haver “razão para que não sejam ambicionadas as metas traçadas no Protocolo do Turismo Médico em Portugal, ou seja, fomentar o Turismo Médico para conseguir chegar a um volume de negócios anual superior a 100 milhões de euros, no horizonte de 2025”.

Por parte do HCP, a expetativa também se mantém em alta, ainda que Joaquim Cunha continue a admitir que é preciso trabalhar para alcançar os objetivos traçados. “A expectativa mantém-se globalmente a mesma: elevado potencial, que necessita ser muito trabalhado e de ver reunidas algumas condições críticas de sucesso, umas de contexto e outras de robustecimento da oferta. As primeiras têm manifesta supremacia sobre as segundas e estão fora do nosso controlo. Nas segundas, com o envolvimento ativo dos seus principais atores, continuamos a trabalhar”, explica.

Já Óscar Gaspar acrescenta que Portugal tem uma “oferta de excelência e mobilizada para o efeito”, assim como “enquadramento institucional e vontade de prosseguir o trabalho necessário de articulação, auscultação dos mercados emissores, investimento e promoção”, motivo pelo qual considera que, em 2022 e 2023, a promoção deste produto deverá voltar em força. “Acreditamos que as especialidades selecionadas (Oftalmologia; Cirurgia plástica; Ortopedia; Check-ups; Oncologia; Procriação Medicamente assistida; Ginecologia e Obstetrícia; Cardiologia & Cirurgia cardíaca; Obesidade e Reabilitação) vão ao encontro das necessidades e que em 2022 e 2023 possamos voltar a ter a nossa estratégia no terreno”, refere.

Nas Termas de Portugal, o feedback também não se altera e João Pinto Barbosa frisa que “todas as tendências internacionais apontam para um futuro promissor para as Termas”. “A pandemia trouxe a alteração de comportamentos e profundas alterações nas motivações de procura de bens e serviços turísticos e de saúde. É seguro afirmar-se que o interesse por serviços de saúde para prevenção de doença, reforço de imunidade e promoção de comportamentos e estilos de vida saudável, continuará a ter um crescimento exponencial nos próximos anos”, defende.

Na Longevity, Nazir Sacoor também está confiante e diz que tanto o turismo médico como o de saúde e bem- -estar “revelam forte crescimento internacional”. “Com uma separação em termos de definição e promoção internacional para o turismo de saúde e bem-estar e o turismo médico, Portugal pode aumentar a sua reputação em ambas as áreas”, acrescenta.

Já Luís Veiga mostra-se dividido, uma vez que diz ter uma expetativa “muito apreciável no que respeita à procura sustentada de oferta de propostas de saúde e bem-estar”. Já em relação ao turismo médico, o administrador do Grupo Natura IMB Hotels aponta “expectativas reduzidas” e diz que, em ambos os mercados, “o maior desafio” do país será ter capacidade para se manter competitivo no futuro.

 

 

 

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Transportes, alojamento e restauração mantêm-se entre os setores que menos criam novas empresas

Até 30 de novembro, nasceram em Portugal 38 211 novas empresas, valor que, segundo a consultora Informa D&B, revela “ainda alguma fragilidade, sobretudo nos setores mais afetados pela pandemia”.

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Os transportes, o alojamento e a restauração mantiveram-se, até final de novembro, entre os setor que menos novas empresas criaram, avança o Barómetro Informa D&B, que alerta que alguns “setores que sofreram maiores impactos da pandemia e das medidas restritivas decretadas para a combater mostram ainda uma maior distância face aos valores de 2019”.

No caso dos transportes, a quebra na criação de novas empresas chega aos 56% face a igual período de 2019, enquanto no alojamento e restauração há ainda uma descida de 28% face ao acumulado até novembro de 2019.

De acordo com o Barómetro Informa D&B, até 30 de novembro, nasceram em Portugal 38 211 novas empresas, valor que, segundo a consultora, revela “ainda alguma fragilidade, sobretudo nos setores mais afetados pela pandemia”, uma vez que, apesar de representarem um crescimento de 9,4% em relação ao mesmo período de 2020, estão ainda 16,7% atrás de 2019, o último ano antes da pandemia”.

O Barómetro Informa D&B prevê ainda que “2021 deverá terminar com a criação de novas empresas ao nível de 2017, que foi cerca de 38 mil”, uma vez que os “meses de outubro e novembro de 2021 voltaram a superar os meses homólogos, após uma quebra em agosto e setembro”.

Por setores, o destaque vai para as atividades imobiliárias, que registou um “grande crescimento na criação de novas empresas, à semelhança do que aconteceu antes da pandemia”, uma vez que “nasceram neste setor 4 588 novas empresas, o que representa um crescimento de 6,1% face a 2019 e de 33% quando comparado com 2020”, sendo já o terceiro setor com mais nascimentos de novas empresas, num crescimento que é comum a todo o país, com “exceção dos grandes centros urbanos como Lisboa, Porto e Coimbra”.

Além das atividades imobiliárias, também o setor das Tecnologias da informação e Comunicação, assim como da Agricultura e outros recursos naturais registam crescimento em relação a 2019, com subidas de 6,1% e 0,4% na criação de novas empresas, respetivamente.

Já os encerramentos e insolvências continuam a registar valores inferiores a 2019, com a Informa D&B a realçar que “muito provavelmente” isso se deve “às medidas de apoio que o Estado português colocou à disposição das empresas”.

No total, encerraram este ano 11 091 empresas, menos 6,4% que no período homólogo e menos 21,4% do que em 2019, com a descida do número de encerramentos a ser comum a todos os setores de atividade, com exceção do alojamento e restauração, bem como dos serviços gerais.

“Até 30 de novembro, 1 820 empresas iniciaram um processo de insolvência, valor que representa uma descida de 14,8% face a 2020 (menos 315 novos processos) e de 10,1% face a 2019 (menos 204 novos processos). A esmagadora maioria dos setores de atividade encontra-se em níveis inferiores a 2019, com a exceção do Alojamento e Restauração (+86 novos processos) e dos Serviços Gerais (+36 novos processos)”, indica a consultora.

 

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OMT contra restrições gerais às viagens

Com o avanço da nova variante da COVID-19 – Ómicron – a Organização Mundial do Turismo mostra-se preocupada com as restrições gerais, principalmente, aos países da África Austral e apela à coordenação e não à discriminação.

Victor Jorge

A Organização Mundial do Turismo (OMT) mostrou-se, recentemente, contra as restrições gerais que vêm sendo impostas sobre as viagens, tendo chamado à atenção para este facto na 24.ª Assembleia-geral da entidade das Nações Unidas.

No evento que se realizou na capital espanhola, de 30 de novembro a 3 de dezembro, países de todo o mundo expressaram a sua solidariedade para com as nações da África Austral, pedindo o levantamento imediato das proibições de viagens impostas a países específicos e para que a liberdade de viagens internacionais seja reposta.

A OMT destaca, de resto, as declarações do secretário-geral das Nações Unidas e o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS) em relação à injustiça e ineficácia das restrições gerais das relativamente aos países do sul de África.

Restrições ineficazes e discriminatórias
À luz dos desenvolvimentos recentes, a OMT lembra, mais uma vez, que aos países que a imposição de restrições gerais às viagens é “discriminatória, ineficaz e contrária às recomendações da OMS”.

Além disso, em nota de imprensa, a OMT refere que “as restrições gerais também podem estigmatizar países ou regiões”.

Durante a assembleia geral da OMT, diversos Estados Membros e parceiros, incluindo vozes de organizações internacionais e do setor privado, fizeram ecoar o conselho da OMS ao apontar que “as restrições de viagens só devem ser impostas como último recurso em resposta a mudanças de circunstâncias”. Além disso, foi enfatizado que, se forem introduzidas restrições, estas devem ser “proporcionais, transparentes e cientificamente fundamentadas”.

Estas restrições deverão ter, igualmente, em conta uma “apreciação completa” do que significaria interromper as viagens internacionais para os mais vulneráveis, incluindo os países em desenvolvimento e “indivíduos que dependem do turismo para a sua sobrevivência”.

Coordenação e não discriminação
Desde o início da pandemia da COVID-19, a OMT tem apelado para ações coordenadas e com base em evidências para equilibrar as preocupações de saúde pública, de modo a manter a atividade do turismo “intacta”.

Nos últimos meses, segundo avança a OMT, “essa abordagem tem-se mostrado a mais eficaz”, com a organização a fazer notar que “os níveis de viagens e vacinação estão intimamente ligados”, demonstrando-se que “o surgimento de novas variantes é facilitado por baixos níveis de vacinação”.

Como tal, a OMT apela a todos os países para agirem em “solidariedade” para garantir o “acesso equitativo” às vacinas, para o reconhecimento de todas as vacinas aprovadas pela OMS para viagens internacionais, e para se facilitar o acesso a patentes para a produção local de vacinas.

 

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Cabo Verde ganha 1º campo de golfe relvado

A ilha do Sal, em Cabo Verde, acaba de ganhar o primeiro campo de golfe relvado do país, o primeiro de três fases de um projeto , que na sua conclusão final, contará com três percursos e um total de 27 buracos.

Na ilha do Sal, mais propriamente em Santa Maria, acaba de ser inaugurado o primeiro campo de golfe relvado do país, o Viveiro Golfe Resort, investimento que visa ajudar na diversificação da oferta turística em Cabo Verde.

O campo de golfe é o primeiro de três fases deste projeto que na sua conclusão final, contará com três percursos e um total de 27 buracos.

Nesta primeira fase, o projeto conta com um campo de golfe de nove buracos, um clube com espaço de restauração e toda a infraestruturação para o resort que terá, na sua fase final, uma zona hoteleira e residencial, espaços comerciais, de serviços e de lazer, circundado por mais de três mil palmeiras.

Além da sua vocação ambiental, o Viveiro Golfe Resort, que aposta nas energias renováveis, no verde e na sustentabilidade. abre as portas do país para um nicho de turismo ainda por explorar, com turistas de “alto padrão, amantes desta modalidade desportiva, com a vantagem de poderem praticar a modalidade em um clima ameno durante todo o ano”, segundo o promotor do projeto, Yanine Mariano.

O empresário, citado pela imprensa cabo-verdiana, referiu que “este foi o meu sonho desde que cheguei a esta linda ilha, torná-la um pouco mais verde. Foi um grande desafio, mas hoje estou muito orgulhoso de ver o meu sonho realizado, um bem comum”, manifestou, prognosticando que este investimento irá inserir a ilha do Sal no circuito internacional do turismo de golfe.

Acentuou que muitos turistas, mais de cinco milhões de europeus que viajam, escolhem os destinos turísticos com base na presença do campo de golfe. E isso, nos posicionará como novo destino popular”.

Na ocasião, o vice-primeiro ministro de Cabo Verde, Olavo Correia, anunciou que o governo tem um “projeto forte” para a ilha do Sal, chamado plano operacional do turismo, que engloba investimento no Pontão de Santa Maria, nas acessibilidades, criação de condições a nível de ofertas com mais qualidade, para que o turismo, conforme disse, possa avançar.

 

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AHRESP quer medidas que compensem “redução prevista de faturação” com suspensão das festas de Ano Novo

A AHRESP defende que a suspensão das festividades de Ano Novo, decidida por várias autarquias do país, vem “abalar a confiança, quer das empresas quer dos consumidores”.

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A suspensão das festas de Ano Novo um pouco por todo o país, devido ao aumento de casos de COVID-19, vai ter impacto na confiança e deverá provocar uma redução de faturação para as empresas da restauração e alojamento turístico, motivo pelo qual  devem ser adotadas medidas compensatórias, defende a Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP).

“Perante o impacto que estas decisões têm na confiança de todos, a AHRESP apela para que haja, urgentemente, soluções que compensem a redução prevista de faturação das empresas que dependem, de forma direta e indireta, de ações de promoção turística de promoção do país e do território”, lê-se no comunicado divulgado esta terça-feira, 7 de dezembro, pela associação.

A AHRESP defende que a suspensão das festividades de Ano Novo, que foi decidida por várias autarquias do país, vem “abalar a confiança, quer das empresas quer dos consumidores” e, apesar de não por em causa os motivos que levaram aos cancelamentos,  reforça que estas celebrações têm “um papel muito importante para o Turismo, em particular para a dinamização das atividades da restauração, similares e do alojamento turístico”.

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Parlamento Europeu aprova 10M€ para PME do turismo

As pequenas e média empresas europeias do setor do turismo vão beneficiar de um apoio de 10 milhões de euros, dotação ainda aquém do exigido pela eurodeputada portuguesa, Cláudia Monteiro de Aguiar.

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O Parlamento Europeu (PE) aprovou, na última sessão plenária do orçamento da União Europeia 2022, uma linha de apoio específica para as pequenas e médias empresas (PME) do turismo no valor de 10 milhões de euros.

Esta dotação orçamental, inserida no programa “Single Market” (programa a favor do mercado único), está ainda longe do valor apresentado pelo Parlamento Europeu e exigido pela eurodeputada portuguesa Cláudia Monteiro de Aguiar.

A presidente pelo Grupo do PPE da Task Force do Turismo do Parlamento Europeu, na Comissão dos Transportes e Turismo, organizou um debate intitulado “Financiamento disponível para o turismo no presente quadro Financeiro Plurianual 2021-2027 e no Next Generation UE”, durante o qual questionou a Comissão sobre a prioridade que irá dar para gerir este montante de 10 milhões e se vão abrir alguma “call” para 2022 para que as pequenas e médias empresas possam apresentar as suas candidaturas.

A eurodeputada reiterou a necessidade de criar um programa específico e uma política comum da União e, por isso, o Parlamento Europeu e a Task Force “irão continuar a pedir mais apoios”, para realçar que “o sector precisa efetivamente de um fundo próprio para fazer face aos desafios futuros da digitalização e da transição energética e ambiental”.

Refira-se que, desde 2015, a eurodeputada do PSD tem defendido a criação de uma linha de apoio direto ao sector do turismo, que o Parlamento Europeu aprovou, no valor de 350 milhões de euros, mas que tem encontrado resistência no Conselho Europeu e na própria Comissão Europeia. Devido ao surto pandémico, Bruxelas concordou uma dotação de 10 milhões de euros, só para 2022, alocados ao turismo, valor esse inserido no programa a favor do mercado único, que, por sua vez, totaliza 613,5 milhões de euros.

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Portugal volta a ser considerado de “risco máximo” pelos EUA

Com os dias festivos a aproximarem-se, os EUA sobem Portugal no ranking de perigosidade, desaconselhando as viagens ao nosso país. Voltamos a constar dos destinos de “risco máximo”.

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O Centro de Prevenção e Controlo de Doenças (Centers for Diseases and Control Prevention – CDC, em inglês), voltou a colocar Portugal na “lista vermelha” no que diz respeito às viagens.

“Evite viajar para Portugal”, pode ler-se no site do CDC, no qual é possível ver que Portugal passou, novamente, a ser considerado como de “risco máximo”, passando, assim, do nível 3 para o nível 4.

“Se tiver de viajar para Portugal, certifique-se que está totalmente vacinado antes de realizar a viagem”, alerta o CDC, salientando ainda que, “devido à corrente situação em Portugal, mesmo pessoas totalmente vacinadas podem correr riscos de contrair e contagiar outras pessoas com outras variantes de COVID-19”.

Mas não foi somente Portugal que passou a figurar classificação mais alta da agência governamental norte-americana, que tem mais de 80 destinos na lista, incluindo países como França, Chipre, Liechtenstein, Tanzânia e Jordânia.

Além de todas as advertências, o CDC destaca, igualmente, a necessidade de seguir as recomendações ou requisitos exigidos pelo país, incluindo o uso de máscara e a manutenção de distância de segurança.

 

 

 

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EUA encurtam prazo de validade dos testes

O facto de os EUA encurtarem o prazo de validade do teste COVID (para 24 horas), faz com que seja importante alertar para as consequências desta medida, desde os voos diretos, aos atrasos até aos fornecedores dos testes e os próprios aeroportos.

Victor Jorge

Pouco mais de um mês depois de passarem a permitir a entrada de cidadãos de praticamente todos os países europeus no seu território para viagens não essenciais, seguindo um protocolo de entrada rígido, os EUA passarão a encurtar o prazo de validade do teste COVID (com resultado obrigatoriamente negativo para seguir viagem) de forma que cidadãos – americanos ou não – possam entrar no seu território. Assim, em vez das 72 horas, os testes só serão aceites se tiverem sido realizados 24 horas antes do voo.

A SkyExpert, consultora especializada em transporte aéreo e aeroportos, alerta para as consequências desta medida, indicando que “(i) os fornecedores de testes terão de estar preparados para passar os certificados num espaço mais curto de tempo, sem margem para erros informáticos, atrasos de envio e outras vicissitudes, sob pena de tais atrasos impedirem os passageiros de embarcar; (ii) a chegada do inverno na Europa significa a multiplicação dos episódios de neve e de voos cancelados ou atrasados por razões climatéricas, com a consequente perda de ligação dos voos seguintes no aeroporto intermédio (‘hub’) – o que pode significar que os passageiros apenas possam embarcar no voo do dia seguinte para o qual necessitarão novo teste; (iii) os aeroportos deverão estar preparados para lidar com passageiros sem testes ou cujos testes perderam a validade consequência da perda da ligação aérea”.

Para Pedro Castro, fundador da SkyExpert, isto significa que os passageiros passarão a “preferir voos diretos e sem escala” para as suas viagens entre a Europa e os EUA, admite que “as incertezas relacionadas com o tratamento de passageiros em trânsito que, por perda de ligação, possam ter de desembarcar e a nova exigência de validade de 24 horas do teste Covid sugere prudência na marcação deste tipo de deslocações”.

“Para as companhias aéreas, cujo modelo de negócio está altamente dependente do tráfego de ligação ou de programas ‘stopover’, esta medida é altamente contraproducente e irá seguramente complicar as operações e as previsões de negócio durante a difícil estação baixa”, adianta ainda.

Em conclusão, o executivo da SkyExpert termina a referir que, “a prolongarem-se no tempo, estas simples medidas poderão significar um recuo importante no número de rotas, frequências e na capacidade dessas companhias de ‘hub’”.

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Reino Unido regressa às restrições e volta a exigir teste negativo à chegada

Apresentação de teste negativo à chegada ao Reino Unido volta a ser obrigatória a partir desta terça-feira, 7 de dezembro, devido ao aumento do número de casos no país com a nova variante Ómicron.

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A partir desta terça-feira, 7 de dezembro, todos os viajantes que cheguem ao Reino Unido passam a ter de voltar a apresentar um teste negativo para a COVID-19 realizado até 48 horas antes da partida, numa exigência que se aplica a todos os maiores de 12 anos de idade, informou o ministério da Saúde britânico.

De acordo com a imprensa britânica, a medida, que já tinha estado em vigor e que foi abandonada quando os viajantes passaram a ter realizar um teste de PCR no prazo de dois dias após a chegada a território britânico, está a revoltar o setor turístico do Reino Unido, que considera que a exigência de testes antes da partida é “um golpe devastador” para as viagens e turismo.

As autoridades britânicas consideram, no entanto, que a subida do número de casos de COVID-19 no país e o surgimento da nova variante Ómicron são preocupantes e que o país precisa de tomar medidas para evitar uma situação ainda mais dramática.

“Precisamos tomar medidas para impedir a propagação da nova variante neste país e evitar um problema maior”, explicou  Dominic Raab, secretário de Justiça britânico.

Além do regresso dos testes antes da partida, as autoridades britânicas avisam também que podem ser adotadas “outras medidas decisivas, se necessário, para conter o vírus e a nova variante”.

Recorde-se que, devido à variante Ómicron, o Reino Unido já tinha proibidos os voos da África do Sul e colocou 10 países africanos na lista vermelha, o que significa que apenas cidadãos do Reino Unido e irlandeses ou residentes no Reino Unido podem viajar desses países para o Reino Unido. Na lista vermelha passa também a estar, a partir desta segunda-feira, 6 de dezembro, a Nigéria.

Além do regresso dos testes antes da partida, o Reino Unido voltou também a decretar a obrigatoriedade do uso de máscara facial nas lojas e transportes públicos, uma vez que o número de contágios com a nova variante Ómicron está a subir e soma já 160 casos confirmados.

 

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Arábia Saudita quer plano para “fortalecer” Organização Mundial do Turismo

Ahmed Al Khateeb, ministro saudita do Turismo, considera que é necessário trabalhar num plano para fortalecer a OMT e que permita que a organização lidere a recuperação do setor.

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A Arábia Saudita considera que a Organização Mundial do Turismo (OMT) é “fraca” e precisa de um plano para ser mais forte, resiliente e sustentável, de forma a permitir que a organização lidere o processo de recuperação do setor, que foi um dos mais afetados pela pandemia da COVID-19.

Em declarações à agência de notícias espanhola Efe e reproduzidas pela Lusa, Ahmed Al Khateeb, ministro saudita do Turismo, defendeu que a OMT “não é forte, não é como a Unesco”, outra das agências especializadas das Nações Unidas, considerando que sem um “plano claro” esse objetivo não será atingido.

“Se quisermos que o seja, sem um plano claro, não vamos conseguir”, defendeu, lembrando que o transporte aéreo e a hotelaria, em concreto, foram em todo o mundo os setores mais afetados pela pandemia da COVID-19, motivo pelo qual diz ser necessário tornar a OMT numa organização forte para liderar a recuperação do setor.

Segundo o governante saudita, o fortalecimento da organização deverá exigir uma grande coordenação e cooperação internacional que “esteve ausente durante grande parte dos últimos dois anos”, ao mesmo tempo que é necessário tornar mais eficientes e transparentes os métodos de trabalho para garantir benefícios reais e mensuráveis ​aos Estados membros.

Ahmed Al Khateeb disse que foi a iniciativa saudita de traçar um plano de fortalecimento da organização que levou Estados membros a solicitar a transferência da sede da OMT de Madrid para Riad, capital da Arábia Saudita, e que se se reuniu nos últimos oito meses com os homólogos de mais de 100 países.

Mas a ideia da mudança da sede não partiu do governo saudita, garantiu, mas dos países que entenderam que tê-la em Riad facilitaria a supervisão do desenvolvimento do plano em causa.

Quando o governo espanhol rejeitou a proposta de transferência da sede, os dois países concordaram em trabalhar juntos na proposta saudita, para apresentá-la à assembleia geral, que acaba de aprová-la.

O grupo, no qual todas as regiões estarão representadas, desenvolverá a estratégia da OMT para os próximos quatro anos, que apresentará ao seu conselho executivo dentro de três meses após o início dos trabalhos.

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