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“Não queremos ser como outros destinos. Somos Yucatan”

A poucos dias do início da maior feira turística da América Latina, o Publituris falou com, Michelle Fridman, ministra do Turismo de Yucatan, Estado mexicano conhecido pelas praias do Golfo do México e ruínas Maias. Apelidando Yucatan de “clássico renovado”, além da cultura, tradição e história, a sustentabilidade é o eixo central desta “nova opção turística”.

Victor Jorge
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“Não queremos ser como outros destinos. Somos Yucatan”

A poucos dias do início da maior feira turística da América Latina, o Publituris falou com, Michelle Fridman, ministra do Turismo de Yucatan, Estado mexicano conhecido pelas praias do Golfo do México e ruínas Maias. Apelidando Yucatan de “clássico renovado”, além da cultura, tradição e história, a sustentabilidade é o eixo central desta “nova opção turística”.

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Foi a primeira vez que Yucatan recebeu a mais importante feira do turismo da América Latina. A realização do Tianguis Turístico estava marcada para 2020, mas como em tantos outros eventos, a pandemia fez o favor de adiá-lo. Mas Yucatan tem muito mais para oferecer. Desde logo, foi aqui que caiu o “pedragulho” que dizimou a era dos dinossauros, que nasceu a cultura Maia e onde não falta cultura, tradições e história. Os investidores são bem-vindos a Yucatan, desde que o respeito pela sustentabilidade – em toda a ordem – esteja garantida.

O que é que Yucatan tem para oferecer de novo ou renovado agora que caminhamos para uma retoma gradual?
Yucatan é a fronteira entre o Golfo do México e as Caraíbas e é, precisamente, isso que torna este Estado tão único. Estamos no coração da Península de Yucatan e isso, por vezes, pode ser confuso para os que julgam que Yucatan é Cancún. Mas não é.

Yucatan está virada para Norte e é, precisamente, aí que as águas das Caraíbas se misturam com as águas do Golfo do México.

Começo por uma aula de história e de geografia. Há 66 milhões de anos quando a “grande rocha” caiu na Terra e extinguiu os dinossauros, isso aconteceu em Yucatan. Por isso, imagine a história que não passou por este local.

A cultura Maia, uma cultura viva que está entre os residentes e população de Yucatan, está cá há milhares de anos.

Fruto desta longa história, temos recebido muitas outras culturas, europeias, inclusive, já que durante muitos anos Yucatan esteve mais ligado à Europa do que ao resto do México.

E perguntar-me-á porquê? Pois temos um porto, que é o porto de Sisal que dá o nome ao sisal com o qual fabricamos cordas, tapetes e outros materiais que levaram, durante muitos anos, os navios a atracarem em Yucatan para levarem o sisal para a Europa.

Quando vinham para cá, esses navios traziam muita da cultura europeia e daí dizer que, durante muito tempo, a influência europeia foi maior e mais sentida do que a mexicana. Além disso, temos imensas influências europeias na nossa arquitetura, gastronomia, o que me leva a dizer que Yucatan é uma mistura, um blend de diversas culturas e de muitas histórias.

O que têm, então, para oferecer é essa história?
Sim, mas não só. Temos uma natureza ímpar e temos tido muito cuidado em preservá-la e desenvolver um destino sustentável, agora que essa preocupação está muito na moda, mas que aqui tem sido uma prática já com muitos e muitos anos.

Este é um local onde é possível encontrar milhares, senão milhões de flamingos nas nossas praias, existe, devido ao impacto do meteorito há milhões de anos, um sistema de cavernas – “Cenotas” – que fazem as maravilhas de quem pretende descobrir coisas novas e ter experiências únicas. E em Yucatan temos cerca de 3.600 destas “Cenotas” que são piscinas subterrâneas. É uma das maravilhas que pode ser explorada para nadar, mergulhar ou simplesmente contemplar.

E aqui é possível, também, encontrar vestígios dos Maias e tudo o que liga a essa cultura.

Esses são os locais preferidos entre os europeus, já que é conhecido o gosto e interesse dos europeus por história. Além disso, uma das novas maravilhas do mundo – Chichén Itzá -está em Yucatan. Mas além de Chichén Itzá, que o local mais conhecido, temos mais 18 locais como este que são tão ou mais fabulosos que esta maravilha do mundo.

Mas existem milhares de outros locais arqueológicos abertos ao público que faz de Yucatan um destino único a conhecer e a descobrir. Por isso, imagine a história que existe para descobrir em Yucanta.

Novas experiências para um destino com história
Yucatan não é, então, um novo destino para o mundo. Existem novas experiências e segredos para serem descobertos e explorados?
Não sendo um destino novo, é um destino surpreendente e que poucos conhecem. Yucatan é um clássico renovado.

Yucatan, tal como muitos destinos europeus está muito ligado às tradições, à cultura, passado, história. Por isso, quem nos visita, encontrará essa história, cultura e tradições.

Ao mesmo tempo, podemos afirmar que se trata de um novo destino, porque não existe muita gente a conhecer Yucatan. Muitos turistas ficam confusos ou confundem Yucatan e Cancún. Além disso, temos desenvolvido novos produtos e ofertas turísticas.

Quais?
Experiências que existem há vários anos, mas que não eram exploradas e divulgadas. Tivemos que renová-las e criámos novos produtos e ofertas em torno dessas histórias e tradições. Em 2019, o Ministério do Turismo de Yucatan desenvolvemos mais de uma centena de novas experiências. Isso permitiu-nos criar uma campanha que designámos de “365 dias em Yucatan”. Com essa campanha, lançámos todos os dias uma nova experiência. Isso mostra que poderá viver um ano inteiro em Yucatan e ser surpreendido todos os dias com uma nova experiência.

Essa campanha foi lançada em 2019. No início de 2020, fomos confrontados com um vírus que levou o mundo a fechar. Como é que a pandemia impactou a região de Yucatan e todas essas novas experiências?
Bem, a pandemia impactou todos os destinos do mundo. Mas deixe-me contar-lhe algo de bom em toda essa história: Yucatan foi “Covid-friendly” mesmo antes da COVID aparecer.

Yucatan não é um destino de turismo massivo. Não irá encontrar locais com grandes resorts, com milhares de turistas. Yucatan é um destino com áreas e espaços abertos, um destino muito individual, com uma grande preocupação no que toca à sustentabilidade.

Por isso, encontrará muitos locais onde poderá usufruir verdadeiramente do turismo e não ser “invadido” por turistas e sentir-se inseguro.

Mas reconhece que o México não tem fama de ser o destino mais seguro do mundo?
Mas posso dizer-lhe que Yucatan é um dos destinos mais seguros não só do México, mas do mundo. Os nossos níveis de segurança são comparáveis aos da Suécia. E não somos nós que o dizemos, mas entidades internacionais.

Além dessa segurança, somos, igualmente, conhecidos pelo nosso nível de bio-segurança, já que implementamos, assim que a pandemia foi conhecida, um programa de certificação com standards internacionais e implementamo-lo em toda a cadeia de fornecimento.

Isso quando?
Em maio de 2020. Esses protocolos foram implementados no nosso aeroporto, serviços de transporte, hotéis, restaurantes, museus, locais arqueológicos, comunidades.

E como é que isso foi visto do lado do turista?
Muito bem. Fomos reconhecidos por muitas instituições, entidades, cruzeiros, como um destino muito seguro. Como exemplo, Yucatan foi dos primeiros destinos para o qual os cruzeiros planearam as suas rotas.

E qual foi a quebra registada no turismo em Yucatan?
A quebra registada foi 50 a 55%. Yucatan foi dos locais onde o Governo implementou regras sanitárias mais restritas. Durante quatro meses, todos os hotéis, restaurantes, todo o universo ligado ao turismo fechou. A taxa de ocupação dos nossos hotéis foi de zero e foi impossível competir com qualquer outro destino no mundo.

Por isso, tivemos de reconstruir praticamente do nada, estamos crescer. Naturalmente ainda não estamos ao nível de 2019, já que foi um ano recorde para Yucatan, mas estamos a recuperar.

Ligação ao resto do mundo
Mas o que estão a fazer e que planos estão previstos para atingir esses níveis de 2019 o mais rapidamente possível?
Assim que a pandemia nos atingiu, desenvolvemos um plano de recuperação com quatro fases. A primeira cuidar da saúde; a segunda, dar as ferramentas à indústria do turismo para que pudesse sobreviver estes tempos difíceis, com diversos programas de apoios e incentivos; em terceiro lugar, a retoma do turismo enquanto a COVID-19 ainda permanece entre nós, ou seja, conseguir reabrir algumas atividades, sem colocar em risco a saúde dos locais e dos turistas. Finalmente e em quarto lugar, a recuperação do mercado. Neste último ponto, temos estado a trabalhar em grande colaboração com as companhias aéreas para recuperar a nossa conetividade, sabendo que o nosso budget não é o mesmo dos grandes destinos turísticos.

Chichén Itzá é uma das grandes atrações de Yucatan, mas não a única

Por isso, tivemos de otimizar esse orçamento, de modo a atingir os mercados principais e de maior importância para nós.

Começamos em setembro e 2020 com o turismo local, o chamado “staycation” e foi aí que surgiu a tal campanha das 365 experiências em Yucatan. Quisemos dizer, também, aos locais que não era preciso viajar para longe para ter e viver experiências únicas e diferentes.

Mas como destino internacional, Yucatan não sobrevive somente do turismo local. Por isso, quais as companhias aéreas que têm a voar para Yucatan?
Naturalmente que os mercados internacionais são importantíssimos para nós. O nosso aeroporto principal, localizado na nossa capital, Mérida, é uma unidade muito bem conectada a nível nacional e internacional com a América do Norte. Temos voos com Miami, Houston, Dallas, Toronto, San Diego e Oakland.

Claro que não somos Cancún onde está localizado o aeroporto com melhores ligações no México. Mas está localizado somente a 30 minutos da nossa fronteira [estadual].

Portanto, temos imensos turistas que voam até Cancún e que depois vêm visitar-nos.

Mas sentem que existem os turistas que visitam Cancún com o propósito de sol e mar e outros que voam até Cancún para depois apanhar outro voo ou ir de carro para visitar Yucatan e fazer outro tipo de turismo?
Sim claramente. São mercados completamente distintos. Não temos muito interesse naquele tipo de turistas norte-americano que só nos visitam nas épocas de férias da Páscoa ou outros feriados e que vão para Cancún para as festas na praia.

Não é esse o tipo turista que queremos captar e também não temos muito para oferecer a esse tipo de turista. Não somos um destino do “tudo incluído”, somos o oposto. O turista que nos interessa é aquele que tem interesse na história, cultura, tradições, experiências e gastronomia.

Isso não quer dizer que o turista que visita Cancún não nos interessa, mas terá de vir com outro espírito para Yucatan, já que a nossa oferta é completamente diferente.

O nosso objetivo é mostrar aos mercados emissores que somos uma nova opção.

Mas qual a origem de quem vos visita e como caracterizaria esse turista?
O nosso mercado principal são os EUA e depois Canadá. Da Europa, os principais mercados emissores são Espanha, Alemanha, Itália, UK e França.

E Portugal, tem números?
Não é um número representativo, ainda, mas esperamos inverter esta situação.

E qual é a vossa estratégia para o mercado português?
Temos uma estratégia de promoção que está assente em quatro eixos: o primeiro, B2B, o trade marketing e daí estarmos presente em diversas feiras. A par disso, fomos anfitriões da 45.ª edição da Tianguis Turístico 2021, a principal feira de turismo do México e, provavelmente, na América Latina. Esse evento – realizado de 16 a 19 de novembro – terá um impacto fortíssimo na nossa estratégia.

O Tianguis Turístico 2021 marcará a retoma do turismo no México.

Voltando aos quatro eixos, em segundo lugar temos as campanhas B2C, muito importantes, mas cujo investimento foi reduzido, já que o Governo Federal decidiu cortar o orçamento de promoção para o turismo. Por isso, com o orçamento reduzido, a nossa estratégia tem passado por apostar em campanhas digitais, em mercados que estão a encher aviões que voam para Yucatan.

Neste momento, como disse, o nosso foco está em aumentar a nossa conectividade, porque sem ela, não temos meios para recuperar. Depois temos as relações públicas, através dos nossos conteúdos.

Sem sustentabilidade não há Yucatan
Focou diversas vezes a importância da história, cultura, tradição, gastronomia, conectividade, mas por várias vezes apontou a sustentabilidade como eixo fundamental. Que estratégia possui Yucatan neste capítulo?
De todos esses termos que apontei, o mais importante é sustentabilidade. Sem ela, não teremos todas as outras. Desde o início desta administração que temos vindo a trabalhar no desenvolvimento de um destino sustentável.

Mas chamo a atenção para o facto de, quando falamos em sustentabilidade, não quer dizer que falemos somente do ambiente. Sustentabilidade vai muito além do ambiente. Temos estado a trabalhar numa sustentabilidade inclusiva, descentralizando os nossos produtos, oferta, investimentos, infraestruturas e conectividade.

Não se trata somente de levar turistas para os locais mais conhecidos como Chichén Itzá, mas levar turistas a todos os pontos do nosso Estado. A sustentabilidade aplica-se a tudo.

Existem milhares de “Cenotes” em Yucatan, com águas cristalinas

E como é que inclui em toda essa estratégia e políticas de sustentabilidade a comunidade local?
Isso é um dos pontos essenciais em qualquer política de sustentabilidade. Não ligar a comunidade local a essa estratégia não é mais viável.

Compreendemos que a nossa riqueza está na nossa história, tradições, cultura, e isso só é possível com proximidade e ligação com a comunidade local.

Por isso, quando recebo grandes investidores que querem construir um grande resort para 1.000 ou 1.200 pessoas, a resposta que dou é que o investimento é bem-vindo a Yucatan, mas esse investimento não e para um destino como Yucatan.

Queremos pequenos hotéis boutique ou resorts, que cuidem do nosso ambiente, das nossas pessoas, que sejam construídos com materiais locais e não com produtos exclusivamente importados, que empregue locais, onde a gastronomia que é servida seja produzida com ingredientes locais.

Isso é algo que encontra em Yucatan e que não prescindimos. É esse o tipo de turismo que queremos continuar a ter, acrescentando valor, mas sem perder a nossa autenticidade.

Já trabalhei em diversos locais e destinos turísticos e posso garantir-lhe que não há nenhum destino no continente que mostre mais orgulho relativamente à herança como Yucatan.

Mas focou investimentos. Para Yucatan ser um destino sustentável, não só ambiental, mas financeira e economicamente, precisa desse investimento. Como atrai esse investimento, colocando-lhe, desde logo, essas barreiras?
Não são barreiras. São eixos básicos para que não se desvirtue o que é Yucatan. Nós temos a nossa história, cultura, tradição, arqueologia, gastronomia, as nossas gentes e com que tudo isto que queremos ser um destino turístico. Não queremos ser um destino turístico que ofereça o mesmo que tantos outros oferecem. Temos de nos diferenciar. E não é por ter resorts com 1.000 ou 1.200 quartos que o iremos fazer. Por outras palavras, nós sabemos que tipo de investimento queremos para Yucatan.

Posso dizer-lhe que de 2019 até hoje recebemos perto de mil milhões de dólares de investimento para o turismo em Yucatan e há grandes grupos hoteleiros a chegar e a construir em Yucatan. Nós temos os Hilton, os Intercontinental e os Marriott. A questão é que esses grupos compreendem que não devem construir e fazer o que fazem noutros destinos.

Por isso, estão a construir de acordo com o que está estabelecido para Yucatan, conservando o ambiente, os locais – pessoas e produtos – e manter o investimento sustentável.

Não vale a pena conseguir investimentos ou investidores que não promovam o emprego junto da população de Yucatan ou que não incentive o consumo e produção de produtos locais.

Esse não é o novo turismo. Esse turismo de massas, sem respeito pelo ambiente, pessoas e produtos locais, sem qualquer preocupação com o ambiente, esse turismo já não existe, ou melhor, existe, mas pertence ao passado. Ninguém quer fazer turismo, viajar para esses locais.

Como como definiria esse “novo turismo” ou “novo turista”?
Yucatan é para o novo turista. Esse novo turista procura novas e experiências autênticas, experiências individualizadas e distintas, preocupa-se em fazer tudo isto de forma sustentável.

E Yucatan oferece tudo isso. Não consigo, sinceramente, encontrar um destino mais autêntico, mais distintivo e diferenciado que Yucatan. Não queremos ser como outros destinos. Somos Yucatan.

E conseguiremos ter turistas, conseguiremos ter mais turistas, conseguiremos captar mais investimento e investidores, tal como o fizemos em 2019, sem prescindir de ser autênticos e preservar as nossas tradições e os nossos recursos culturais, ambientes e pessoas.

Mas quando fala em história, cultura, tradição, olhamos para o passado. Olhando para o futuro, o que é que Yucatan tem para oferecer de novo?
Eu gosto de ver ou chamar Yucatan como um “clássico contemporâneo”. Isso é algo que é possível ver na Europa. A Europa é história, cultura, tem milhares de anos. Isso não quer dizer que não é nova, que não tem nada de novo para oferecer. Pode ir a Roma, Paris e encontrará centenas, senão milhares de anos de história. Mas também encontrará novos restaurantes, novos hotéis, novas experiências, novos museus, novos teatros. Isso aconteceu em Yucatan. Temos a história, mas, por exemplo, o programa das aldeias Maias é completamente novo.

O programa não acontece em locais novos, uma vez que as aldeias Maias estão lá há milhares de anos, mas o programa, as experiências que proporcionamos são novas.

Por isso, sim, mantemos a nossa tradição, história, cultura, mas conseguimos renová-la e apresentar novas experiências.

Realiza-se agora o Tianguis Turístico 2021. Que importância tem este evento para Yucatan enquanto destino turístico?
É muito importante. É a primeiro vez que este evento é organizado em Yucatan. O evento foi-nos atribuído em 2019 para ser realizado em 2020 e esforçamo-nos tanto para ter o melhor evento possível no ano passado e só 10 dias antes da inauguração, com os dados a mostrarem que iríamos quebrar todos os recordes, o evento foi cancelado e adiado por causa da pandemia.

Precisámos de reinventar o Tianguis depois da COVID-19. Não poderíamos realizar um evento como se fazia numa realidade pré-COVID. O mundo mudou e o evento terá de acompanhar essa mudança.

Este será o primeiro Tianguis depois da COVID e encaramos o evento como o “renascer do turismo” no México, como oportunidade para reiniciar a indústria do turismo no país.

Trata-se de uma reconstrução ou transformação do turismo?
Penso que seja ambas. Acho que o termo correto até será “renascimento”, porque é, efetivamente, disso que se trata. Não quer dizer que se olhe para certas coisas do passado e não se transponham para o futuro, mas penso que o turismo, como um todo, renascerá para melhor.

2019 foi o melhor ano para Yucatan. Quantos turistas receberam?
3,2 milhões de turistas.

Quando espera voltar a esses números?
Estamos a trabalhar para atingi-los no final de 2022 ou início de 2023.

E o que é que aprendeu desta pandemia?
Penso que durante esta pandemia se aprendeu muito. Fundamentalmente, dar o valor correto ao setor do turismo, até porque a maioria das pessoas de fora deste setor não compreende quão importante é o turismo.

Depois, compreendemos, finalmente, a importância de sermos sustentáveis e tomámos consciência da urgência em renovar constantemente a nossa indústria, o turismo.

A era digital, por exemplo, não nos atingiu por causa da pandemia, já nos persegue há anos, mas não olhávamos para ela como algo que tinha de ser feito, aproveitado, utilizado e explorado.

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Receitas de enoturismo da Sogevinus sobem 20% face a 2019

A Sogevinus vai continuar a apostar neste segmento turístico, tendo já sido anunciado que a Quinta de S. Luiz vai passar a estar aberta ao público durante todo o ano.

As receitas provenientes do enoturismo da Sogevinus estão a disparar e, este ano, já aumentaram 20% em relação a 2019, o último ano antes da pandemia, resultado que deixa o grupo animado e disponível para continuar a apostar neste segmento turístico, tendo já sido anunciado que a Quinta de S. Luiz vai passar a estar aberta ao público durante todo o ano.

“Estes resultados vêm demonstrar e reforçar a nossa apetência para proporcionar experiências de enoturismo de valor, através da história inigualável das nossas marcas e espaços, da qualidade dos nossos vinhos e de momentos únicos associados a um serviço de excelência”, afirma Pedro Braga, o novo CEO do grupo Sogevinus.

De acordo com o responsável, o objetivo da Sogevinus passa por dar seguimento “a esta estratégia de crescimento, continuando a agregar valor” à sua oferta de enoturismo.

Além do aumento do volume de negócios associado às caves da Cálem e da Burmester (que estão entre as mais visitadas de Vila Nova de Gaia) e à casa Kopke, a Sogevinus diz que o crescimento “é também suportado pelas novas experiências e espaços que têm vindo a ser criados”, motivo pelo qual a Quinta de S. Luiz, no vale do Douro, vai passar a estar aberta ao público ao longo de todo o ano.

A Sogevinus tem vindo também a abrir lojas, a exemplo da Sogevinus Wine Shop Flores (a primeira loja do grupo na cidade do Porto) e da Sogevinus Wine Shop Santa Marinha, em Gaia, e recentemente inaugurou ainda a The Vine House, a primeira unidade de alojamento da Sogevinus na região do Douro, a funcionar desde agosto deste ano.

“Os diversos espaços de enoturismo do grupo Sogevinus e as experiências diferenciadoras que cada um deles proporciona em torno da descoberta do universo único dos vinhos do Porto e do Douro têm vindo a ser reconhecidos de forma crescente e a conquistar uma pluralidade de mercados”, acrescenta a Sogevinus, indicando que, além dos portugueses, também os turistas europeus de Espanha, França, Itália e Alemanha, assim como dos EUA e Canadá, estão entre os principais visitantes do enoturismo da Sogevinus.

A aposta da Sogevinus no enoturismo tem já garantida a sua continuidade, uma vez que, muito em breve, será apresentada uma nova oferta turística associada à histórica Quinta da Boavista, no Douro, que o grupo adquiriu em 2020, estando ainda prevista a abertura, em 2024, de um hotel vínico de luxo, em Vila Nova de Gaia, com 150 quartos, que irá nascer sob a marca Kopke, a mais antiga Casa de vinho do Porto, fundada em 1638.

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Palácio Nacional da Ajuda regressa ao horário pré-pandemia em janeiro

A partir de 2 de janeiro de 2023, o Palácio Nacional da Ajuda volta a abrir ao público às quintas-feiras, encerrando às quartas-feiras, tal como acontecia antes da pandemia da COVID-19.

A partir de 2 de janeiro, o Palácio Nacional da Ajuda regressa ao horário pré-pandemia e volta a abrir ao público às quintas-feiras, informou a Direção-Geral do Património Cultural (DGPC).

“Assim, a partir de janeiro de 2023 encontrar-se-á aberto todos os dias da semana das 10h00 às 18h00 (última entrada 17h30), com encerramento às quartas-feiras”, indica a DGPC.

Até janeiro, o Palácio Nacional da Ajuda conta com uma programação especial dedicada à época natalícia, na qual se inclui um mercado de Natal, a decorrer a 17 de dezembro; uma visita-teatro às vivências do Natal no Palácio da Ajuda, a 17 e 18 de dezembro; atividades para crianças entre os 6 e os 12 anos de idade, que têm lugar entre 19 e 23 de dezembro; bem com o Royal Christmas Camp, entre 26 e 30 de dezembro.

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Parque temático do Real Madrid abre no Dubai no último trimestre de 2023

O primeiro parque temático do Real Madrid vai abrir no Dubai no último trimestre de 2023, ao abrigo de uma parceria entre o Dubai Parks e Resorts e o Real Madrid C. F.

O primeiro parque temático do Real Madrid vai abrir no Dubai no último trimestre de 2023, ao abrigo de uma parceria entre o Dubai Parks e Resorts e o Real Madrid C. F., anunciou o Turismo do Dubai, em comunicado.

O novo parque temático vai contar com “exibições audiovisuais, experiências interativas e atrações únicas inspiradas pelo espírito, paixão e sucesso do Real Madrid”, além de um museu, passeios, jogos para testar as habilidades futebolísticas, diversões mecânicas, restaurantes e bares, e lojas com recordações de toda a história do Real Madrid.

“O futuro parque no Dubai pretende envolver os fãs de futebol e desporto, famílias e crianças de todas as idades, permitindo aos convidados mergulharem na cultura da maior equipa de futebol do mundo”, lê-se no comunicado divulgado.

O projeto de design do parque está ainda a ser finalizado, pelo que se esperam mais detalhes sobre esta atração nos próximos meses, incluindo mais informações sobre as montanhas russas temáticas, eventos únicos e mais experiências desportivas interativas que vão complementar o novo destino no Dubai.

“Estamos entusiasmados por acrescentar este ambicioso projeto à próspera oferta de entretenimento e lazer do Dubai. Estamos encantados por o Real Madrid ter escolhido o Dubai Park e Resorts como seu parceiro, uma vez que continuamos a trazer as melhores marcas internacionais de entretenimento para a região”, afirma Fernando Eiroa, diretor executivo da Dubai Holding Entertainment, detentora do Dubai Parks e Resorts.

Segundo o responsável, “o Real Madrid é uma megaestrela global do futebol, com um histórico de sucesso incomparável e milhões de adeptos apaixonados em todos os cantos do globo”, acrescentando que este projeto insere-se na visão de “contribuir ainda mais para tornar o Dubai num destino turístico líder a nível mundial”.

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Rio de Janeiro relança plataforma Visit.Rio

O Visit.Rio reúne dados sobre hotéis, bares e restaurantes, disponibiliza informação sobre as atrações turísticas e passeios na cidade, assim como sobre transportes e ainda a agenda cultural atualizada do Rio de Janeiro.

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A cidade do Rio de Janeiro, no Brasil, voltou a contar com a plataforma Visit.Rio, portal que foi relançado para divulgar as atrações turísticas da cidade e que “reúne todas as informações fundamentais para quem quer visitar a cidade”.

Segundo um comunicado do Rio Convention & Visitors Bureau (Rio CVB), o relançamento da plataforma motivou já um acordo de cooperação técnica entre o Riotur e o Rio CVB, com vista ao planeamento, desenvolvimento e implementação do portal e redes sociais.

“A ideia é que o portal se torne uma referência para turistas e cariocas sobre a cidade”, indica o Rio CVB, num comunicado divulgado esta quarta-feira, 23 de novembro.

Visit.Rio reúne dados sobre hotéis, bares e restaurantes do Rio de Janeiro, disponibilizando ainda informação sobre as atrações turísticas e passeios na cidade, assim como a agenda cultural atualizada do Rio de Janeiro, além de detalhes sobre compra de bilhetes e transportes.

“Acreditamos no potencial e no valor que a marca Visit pode agregar a uma cidade turística como o Rio de Janeiro. Estar no ambiente digital hoje é fundamental para diversos setores e com o turismo não é diferente. Não podemos mais pensar de forma tradicional, é preciso inovar, facilitar o acesso à informação, agregar experiências ao viajante e modernizar a indústria como um todo”, considera o presidente-executivo do Rio CVB, Carlos Werneck.

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Turismo internacional recupera e deve atingir 65% dos níveis pré-pandemia, prevê OMT

Até setembro, as chegadas internacionais alcançaram 63% dos níveis pré-pandemia, enquanto os gastos turísticos ultrapassaram 2019 em vários países, incluindo Portugal. No entanto, o ambiente económico continua a ser “desafiante”, o que leva a OMT a mostrar-se “cautelosamente otimista” para os últimos meses do ano.

Inês de Matos

Até setembro, cerca de 700 milhões de turistas realizaram viagens internacionais, mais do dobro (+133%) do registado em igual período do ano passado, o que permitiu uma recuperação para 63% dos níveis pré-pandemia, indica a Organização Mundial do Turismo (OMT), que prevê, no entanto, que até final do ano seja possível chegar a 65% dos níveis de 2019.

De acordo com a OMT, a recuperação registada até setembro foi impulsionada “pela forte procura reprimida, pela melhoria dos níveis de confiança e pelo levantamento de restrições num número crescente de destinos”.

Os resultados, que constam do mais recente Barómetro Mundial do Turismo da OMT, indicam que as chegadas mensais ficaram 64% abaixo dos níveis de 2019 em janeiro de 2022 e atingiram -27% em setembro, com a OMT a estimar ainda que cerca de 340 milhões de chegadas internacionais tenham sido registradas apenas no terceiro trimestre de 2022, o que corresponde a quase 50% do total dos nove meses.

Por regiões, a Europa continua a liderar a recuperação no que diz respeito ao internacional e, até setembro, contabilizou 477 milhões de chegadas internacionais, o que corresponde a 68% do total mundial e permitiu atingir 81% dos níveis pré-pandémicos.

Segundo a OMT, os resultados alcançados na Europa representaram mais do dobro de 2021 (+126%) e foram impulsionados pela “forte procura intrarregional e viagens dos Estados Unidos”, que ditaram um desempenho “particularmente robusto” da Europa no terceiro trimestre de 2022, “quando as chegadas atingiram quase 90% dos níveis de 2019”.

No mesmo período, também o Médio Oriente se destacou, já que as chegadas internacionais mais do que triplicaram e cresceram 225%, subindo para 77% dos níveis pré-pandémicos.

Em África, houve ainda um crescimento de 166% nas chegadas internacionais e nas Américas a subida foi de 106%, atingindo 63% e 66% dos níveis de 2019, respetivamente.

Já nas região Ásia-Pacífico, as chegadas internacionais aumentaram 230%, o que corresponde a mais do triplo do mesmo período do ano passado, o que, segundo a OMT, reflete a “abertura de muitos destinos, incluindo o Japão no final de setembro”.

Contudo, acrescenta a OMT, as chegadas internacionais na Ásia-Pacífico permaneceram 83% abaixo dos níveis de 2019, uma vez que a China, que é “um importante mercado de origem para a região, permanece fechada”.

Por sub-regiões, a OMT acrescenta ainda que várias “atingiram 80% a 90% das chegadas pré-pandémicas em janeiro-setembro de 2022”, a exemplo da Europa Ocidental (88%) e do sul da Europa mediterrânea (86%) que, segundo a OMT, registaram a “recuperação mais rápida em relação aos níveis de 2019”.

Já as Caraíbas, a América Central (ambas com 82%) e o norte da Europa (81%) “também registraram bons resultados”, com a OMT a destacar ainda países como Albânia, Etiópia, Honduras, Andorra, Porto Rico, República Dominicana, Colômbia, El Salvador e Islândia onde as chegadas ficaram acima dos níveis pré-pandémicos.

Apenas em setembro, as chegadas superaram os níveis pré-pandémicos no Oriente Médio (+3% em relação a 2019) e nas Caraíbas (+1%), enquanto na América Central registaram uma aproximação ao resultado de mês homólogo de 2019, ficando apenas -7% abaixo. Já a Europa do Norte houve uma descida de 9% e na Europa Meridional e Mediterrânica as descidas foram de 10% .

Portugal entre os destinos com maior aumento nas receitas turísticas

Apesar da recuperação ainda estar em curso, a OMT destaca que vários países já “conseguiram aumentos notáveis ​​nas receitas do turismo internacional nos primeiros sete a nove meses de 2022”, a exemplo de Portugal.

Além de Portugal, as receitas turísticas aumentaram também na Sérvia, Roménia, Turquia, Letónia, Paquistão, México, Marrocos e França.

Além das receitas, a OMT invoca também a recuperação dos gastos com turismo emissor dos principais mercados de origem e dá como exemplo a França, onde os gastos atingiram -8% até setembro, em comparação com 2019.

Tal como a França, também a Alemanha, Bélgica, Itália, Estados Unidos, Catar, Índia e Arábia Saudita registaram “fortes gastos nos primeiros seis a nove meses de 2022”, indica a OMT.

Os resultados dos primeiros nove meses de 2022 levam a OMT a mostrar-se otimista face aos próximos meses, ainda que a organização sublinhe que este otimismo é cauteloso, uma vez que o ambiente económico continua a ser “desafiante” e a inflação continua “persistentemente alta”, o que se junta ao aumento dos preços da energia, que foi “agravado pela ofensiva russa na Ucrânia”.

Todos estes fatores, defende a OMT, podem “pesar no ritmo de recuperação” no quarto trimestre e em 2023, até porque os últimos resultados do inquérito ao Painel de Especialistas em Turismo da OMT indicam uma descida da confiança face aos últimos quatro meses do ano, o que reflete um “otimismo mais cauteloso”.

Ainda assim, a OMT estima que as receitas provenientes da atividade turística se situem entre os 1,2 a 1,3 biliões de dólares em 2022, o que corresponde a um aumento de 60% a 70% face a 2021 e a 70% a 80% 1,8 biliões de dólares contabilizados em 2019.

 

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Discover Qatar abre 15 quiosques para ajudar adeptos do futebol a marcar excursões e transferes durante o Mundial

Através destes quiosques, localizados em vários pontos turísticos e hotéis de Doha, os adeptos do futebol podem marcar excursões para conhecer o Qatar e transferes para os 64 jogos do Mundial de Futebol de 2022.

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A Discover Qatar, empresa de gestão de destinos da Qatar Airways, inaugurou 15 quiosques de venda temporária, que vão estar disponíveis ao longo do Mundial de Futebol de 2022 e através dos quais os adeptos do futebol podem marcar excursões ou transferes.

Localizados em Souq Waqif e Katara Village, bem como no Barwa Madinatna e em
12 hotéis em Doha, estes quiosques vão “operar ao longo de todo o campeonato”, disponibilizando excursões a vários pontos de interesse turístico do Qatar, assim como transferes para os 64 jogos do campeonato do mundo.

“O Qatar é um país com uma cultura e uma história ricas. Convido os que vêm para o Campeonato do Mundo FIFA Qatar 2022TM a utilizarem estes serviços em seu benefício e descobrir a beleza que o Qatar tem para oferecer. Quer os adeptos estejam aqui para se ligarem aos diversos ecossistemas do Qatar, quer estejam para aprender sobre a nossa orgulhosa história, garanto que partirão com uma melhor noção de quem somos e daquilo que o nosso país oferece”, afirma Akbar Al Baker, CEO do Grupo Qatar Airways.

Discover the Dunes and Inland sea, Discover Souq Waqif, Discover Katara Village, Discover Quest Theme Park, Discover Desert Falls Water & Adventure Park, Discover the Mangroves of Qatar ou Discover Doha são algumas das excursões disponíveis.

Além das excursões, os adeptos do futebol podem também reservar transferes para os jogos da competição, oferecendo ao público do mundial “uma forma cómoda e direta de chegar e sair dos estádios”.

Os transferes para os jogos são realizados a partir de dois pontos de recolha designados, concretamente o Porto de Doha e o Souq Waqif, apresentando preços desde 49 euros por regresso, ainda que também estejam disponíveis transferes em veículo privado com motorista durante 10 horas.

Recorde-se que o Qatar é palco do Mundial de Futebol de 2022, que arrancou no passado domingo, 20 de novembro, e vai decorrer até 18 de dezembro.

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Crédito: Cacio Murilo – MTur

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Embratur destaca locais para nómadas digitais

Com os nómadas digitais a constituírem uma das mais recentes tendências atuais do “novo” turista, a Embratur dá a conhecer alguns dos locais mais procurados no Brasil.

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Com os nómadas digitais a constituírem uma das mais recentes tendências atuais em vários países, a Embratur – Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo – divulga os locais mais procurados por este “novo” tipo de turista no Brasil.

No Brasil, estabeleceram-se regras para a concessão de visto e autorização de residência temporária para imigrantes sem relação de trabalho estabelecida no Brasil e cuja atividade profissional possa ser desenvolvida de forma remota pelo prazo de até um ano, prorrogável por igual período.

Entre os destinos mais procurados pelos nómadas digitais no Brasil estão João Pessoa, cidade portuária e capital do estado de Paraíba.

Localizada no ponto mais oriental do Brasil, João Pessoa está no topo da lista das cidades mais bem preparadas do Brasil para receber os nómadas digitais, dada o custo de vida, as atrações que oferece e a velocidade de conexão com a internet. Considerada um destino turístico tranquilo, a cidade possui condições geográficas privilegiadas dada a sua proximidade a Natal, Recife e Campina Grande.

Destaque, também, para São Paulo, uma das maiores potências em história, economia, cultura e turismo, classificada como a cidade mais cosmopolita do Brasil, seguida de Florianópolis, capital do Estado de Santa Catarina, conhecida como Ilha da Magia. Florianópolis divide-se em duas partes: uma ilha costeira e a pequena península continental que formam a cidade. Com cerca de 100 praias, a região é perfeita para quem gosta de desportos aquáticos, com a forte influência dos colonizadores portugueses a ser identificável na arquitetura, culinária e nas manifestações culturais e religiosas.

De referir que o registo, com a emissão de Carteira de Registro Nacional Migratório (CRNM), é obrigatório para o imigrante portador de visto temporário ou titular de autorização de residência temporária. O imigrante que ingressar no Brasil, portador de visto temporário, deverá solicitar o registo em qualquer unidade da Polícia Federal no prazo de 90 dias após a chegada no país.

O imigrante que obtiver a autorização de residência temporária no Brasil terá o prazo de 30 dias, após a publicação do deferimento, para solicitar o registo na unidade da Polícia Federal de seu domicílio.

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Madeira estreia-se nos World Cruise Awards e é o melhor destino de cruzeiros da Europa

A Madeira foi considerada o melhor destino de cruzeiros da Europa nos World Cruise Awards, prémio que foi atribuído à região portuguesa na primeira vez em que a Madeira foi nomeada para estes galardões.

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A Madeira foi considerada o melhor destino de cruzeiros da Europa nos World Cruise Awards, prémio que foi atribuído à região portuguesa na primeira vez em que a Madeira foi nomeada para estes galardões.

“A Madeira é a grande vencedora dos prémios ‘World Cruise Awards’ na categoria de Melhor Destino Europeu de Cruzeiros. Na primeira vez em que foi nomeada, de forma espontânea pela organização do concurso, a Região Autónoma ganhou esta categoria”, indica a APRAM – Administração dos Portos da Região Autónoma da Madeira, em comunicado.

Segundo a APRAM, este prémio foi atribuído à Madeira pelo “trabalho contínuo desenvolvido ao longo dos últimos anos”, nomeadamente durante a pandemia, que obrigou “a uma constante reinvenção e adaptação para responder às novas exigências do mercado”.

As normas de segurança e comodidade que foram criadas para que a Madeira pudesse continuar a atrair as companhias de cruzeiros durante a pandemia, assim como  a nova assinatura ´Your Safe Port’, adotada em 2021, ou as várias campanhas de marketing digital pesaram na atribuição deste prémio.

A APRAM diz que estas medidas permitiram reforçar a “relação de proximidade com as várias companhias marítimas e parceiros do setor”, o que ditou os bons resultados que a Madeira tem alcançado e que são demonstrados “pelas escalas conseguidas este ano, que demonstram que a Madeira é um destino consolidado e reconhecido”.

“Recorde-se que entre janeiro e outubro de 2022 os Portos da Madeira receberam 227 escalas e mais de 250 mil passageiros. Em 2021, e no total ano, foram registadas 125 escalas e um movimento de 117 289 passageiros”, acrescenta a APRAM.

Além das medidas adotadas, a APRAM procedeu também a um “forte investimento efetuado no Porto do Funchal”, que superou os seis milhões de euros e permitiu “a construção do novo terminal no cais 6, a substituição dos cabeços de amarração do cais sul, a par do reforço do manto de proteção do Porto do Funchal”.

Para Rui Barreto, secretário Regional da Economia da Madeira, esta distinção vem “reconhecer, premiar e celebrar a excelência no setor global de cruzeiros. É, por isso, o reconhecimento do trabalho realizado na Região nos últimos anos em prol do turismo de cruzeiros, que tem permitido à Madeira ocupar um lugar de destaque a nível nacional no que se refere ao número de escalas, assim como de passageiros”.

Rui Barreto relembra que “o porto do Funchal foi o primeiro porto a nível nacional a abrir após a COVID, para receber navios de cruzeiro, depois de estarem reunidas todas as condições em termos de equipamento e infraestruturas, de forma a garantir que era uma porta de entrada segura”.

Já Paula Cabaço, presidente do Conselho de Administração da APRAM, afirma que o prémio é “um grande orgulho” para toda a região e reflete “o sucesso da nova estratégia levada a cabo pelos Portos da Madeira na sequência da COVID, reconstruindo a confiança dos turistas de cruzeiros, estimulando a procura e mantendo a Região no topo das preferências do turismo de cruzeiro europeu”.

“O nosso destino tem-se afirmado pela sua unicidade, pela sua qualidade e pela sua capacidade de renovação, num mercado que é, como sabemos, altamente exigente e competitivo”, acrescenta Paula Cabaço, considerando que a distinção como melhor destino de cruzeiros da Europa vai “trazer frutos bastante positivos para o futuro que se avizinha”.

Recorde-se que os ‘World Cruise Awards’ foram atribuídos, pela primeira vez, no ano passado, num evento que é considerado “irmão” dos ‘World Travel Awards’, que são considerados os “óscares do turismo” e onde a Madeira já conquistou por oito vezes o galardão de “Melhor Destino Insular da Europa” e, por sete vezes, o de “Melhor Destino Insular do Mundo”.

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2.º Webinar Portuguese Trails: desenvolvimento e comunicação de uma oferta turística sustentável

A iniciativa tem como objetivo estimular, desenvolver e promover os seus programas de acordo com critérios de sustentabilidade económica, ambiental e social, respondendo assim a uma procura crescente dos mercados internacionais.

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O Turismo de Portugal organiza, esta quarta-feira, 23 de novembro, a partir das 10h00, o 2.º Webinar Portuguese Trails – desenvolvimento e comunicação de uma oferta turística sustentável que conta com a presença de vários oradores e que visa a partilha de informação e boas práticas no âmbito da sustentabilidade.

Este evento surge na sequência das ações desenvolvidas no âmbito dos Programas 100% Responsible, iniciativa dirigida às empresas parceiras do projeto Portuguese Trails e que tem como objetivo estimular, desenvolver e promover os seus programas de acordo com critérios de sustentabilidade económica, ambiental e social, respondendo assim a uma procura crescente dos mercados internacionais.

Do programa fazem parte várias intervenções como, Programas Portuguese Trails 100% Responsible: Estado da Arte, por João Portugal, Turismo de Portugal; Programa Empresas Turismo 360º: para uma jornada de sustentabilidade, por Gisela Borges, Turismo de Portugal; _ Comunicar Portugal como destino turístico sustentável, por Filipa Cardoso, Turismo de Portugal; Mercados nórdicos: a valorização de uma oferta turística sustentável, por Stig Kaspersen, Turismo de Portugal; A importância da sustentabilidade na animação turística: a visão da ATTA, por Carlos Picanço, Embaixador da Adventure Travel Association (ATTA).

A sessão online decorre em Plataforma TEAMS.

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Britânicos mantêm planos de viagem em 2023 e contam gastar mais que outros europeus

O novo estudo da MMGY Travel Intelligence, que entrevistou mais de quatro mil viajantes europeus, apurou que os britânicos são os europeus que contam realizar um maior número de viagens e com gastos mais elevados em 2023.

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O aumento do custo de vida não parece estar a desmotivar os turistas britânicos, que mantêm os seus planos de viagem para 2023 e contam mesmo gastar mais do que os turistas de outros países europeus, de acordo com o mais recente estudo da empresa de análise de dados MMGY Travel Intelligence.

Segundo os resultados deste estudo, os turistas britânicos contam realizar, no próximo ano, cerca de 2,5 viagens internacionais e gastar perto de 4.600 euros no total das férias ao longo dos próximos 12 meses.

O resultado, segundo o estudo da MMGY Travel Intelligence, que contou com mais de quatro mil entrevistados, mostra que os britânicos são os turistas europeus que maior número de viagens contam realizar no próximo ano, sendo também aqueles que esperam realizar os gastos mais elevados.

Ao contrário dos britânicos, a generalidade dos turistas europeus deverá ficar-se por 2,3 viagens internacionais no próximo ano, não contando gastar mais de 3.870 euros no total das férias, num valor que, ainda assim, subiu 1% face ao último estudo.

Os resultados mostram, por isso, que as viagens parecem ser “o último item que as pessoas dispensam”, com os britânicos a mostrarem-se mesmo “determinados a continuar viajando” no próximo ano.

Por destinos, a preferência vai para os países europeus, seguindo-se os EUA, Caraíbas e Canadá.

“Na sequência da pandemia da Covid-19, o nosso estudo demonstra que há claramente um forte apetite para sair e ver o mundo, e as pessoas estão com fome de gastar o seu dinheiro neste simples prazer e não estão dispostas a prescindir dele”, afirma Cees Bosselaar, diretor administrativo da MMGY Travel Intelligence Europe.

De acordo com o responsável, esta intenção de viajar não quer, contudo, dizer que os turistas não se preocupam com os custos, uma vez que o orçamento continua a ser um dos principais fatores de decisão em relação às férias.

O que parece já não ter grande influência na escolha dos europeus é a COVID-19, uma vez que, de acordo com este estudo, este passou a ser o último motivo de decisão, enquanto os custos, a existência de voos e de alojamento, assim como a segurança pessoal, estão no topo das prioridades.

O estudo procurou ainda saber qual o sentimento dos turistas europeus em relação à sustentabilidade, apurando que cerca de 30% dos viajantes europeus evitariam um destino ou opção de férias cujas práticas não sejam sustentáveis.

Além de turistas britânicos, este estudo abrangeu também turistas provenientes de França, Alemanha, Itália e Espanha, que manifestaram ter intenção de viajar no próximo ano.

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