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Análise

Turismo europeu mostra sinais de recuperação no verão 2021

Os sinais dados pelo turismo na União Europeia, no verão deste ano, parecem ser animadores. Falta saber se conseguem manter-se em crescendo com os últimos crescimentos de casos na Europa.

Victor Jorge
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Os sinais dados pelo turismo na União Europeia, no verão deste ano, parecem ser animadores. Falta saber se conseguem manter-se em crescendo com os últimos crescimentos de casos na Europa.

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No verão de 2021, o turismo europeu mostrou sinais de recuperação após a atual pandemia da COVID-19, revela o Eurostat.

O mês de agosto de 2021 apresentou os sinais de recuperação mais promissores para os valores pré-COVID em termos do número dormidas em estabelecimentos de alojamento turístico na UE (hotéis, alojamentos de férias e outros alojamentos de curta duração e parques de campismo).

Portugal aparece, em agosto de 2020, como nono país com uma maior subida no número de dormidas em estabelecimentos de alojamento turístico face ao ano anterior.

Contudo, o mês de agosto de 2021 mostra uma queda de 20% em comparação com agosto de 2019, enquanto a quebra verificada em agosto de 2020 face ao mesmo mês de 2019 foi de 30%. Esses sinais de recuperação também foram observados em julho (-29% em 2021; -40% em 2020) e em junho (-51%; -70%).

No outro extremo da escala, ao longo de 2021, abril registou a maior queda no número de dormidas em alojamentos turísticos (-81% face a abril de 2019). No entanto, abril de 2020 teve um declínio de 95% em comparação com abril de 2019.

Durante os três meses de verão, de junho a agosto de 2021, 856 milhões de noites foram passadas em alojamentos turísticos da UE, uma queda de 31% em comparação com o verão cobiçado de 2019. O número de dormidas em estabelecimentos de alojamento turístico diminuiu em todos os Estados-membros em julho-agosto de 2021 em comparação com 2019, variando de -48% na Grécia a -5% na Holanda. O declínio foi de mais de 25% em 10 dos 24 Estados-Membros com dados disponíveis. Portugal ocupa o quinto lugar nos países com quedas mais acentuadas.

Em comparação com 2020, porém, o número de pernoitas em estabelecimentos de alojamento turístico em junho-agosto de 2021 aumentou em quase todos os Estados-Membros com dados disponíveis. Apenas a Leónia apresentou queda (-16%).

Em junho-agosto de 2021, a diminuição do número de dormidas em alojamento turístico foi mais forte nos hóspedes internacionais (-54% face a igual período de 2019) do que nos domésticos (-10%).

 

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Perfis mais procurados no Turismo são chefes de cozinha, de receção e de sala

São os chefes de cozinha, de receção e de sala os perfis mais procurados no setor do Turismo, que se vê a braços com a falta de profissionais, revela o “Guia Laboral do Mercado Laboral 2022”, elaborado pela Hays Portugal, e que apresenta as tendências de emprego e salários, numa perspetiva de compreender o mercado de trabalho no nosso país.

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Os dados e opiniões aqui apresentados neste guia baseiam-se nos resultados dos inquéritos realizados e nos conhecimentos de mercado dos consultores da Hays, realizados de outubro de 2021.

O setor do Turismo e Lazer foi um dos mais afetados pela pandemia, com os últimos dois anos marcados pela forte instabilidade, levando a que muitos profissionais tivessem que abandonar o setor e hoje, muitos mostram-se receosos em regressar a este mercado.

Este cenário, segundo Benedita Lencastre, Consultant na Hays Portugal, “levou à grande dificuldade em recrutar perfis de operação, tendo em conta que grande parte destes profissionais mudaram de área ou abandonaram o setor”, obrigando as empresas a “se adaptar e recrutar perfis de outros setores”.

Como principal tendência do setor verifica-se uma movimentação de perfis de chefes de cozinha, chefe de receção e chefe de sala. A especialista, citada em nota de imprensa, explica ainda que, na zona de Lisboa, a abertura de novas unidades hoteleiras levou à continua aposta no investimento em perfis de marketing digital, com foco em CRM, “numa ótica de fidelizar e atrair novos clientes”, enquanto na zona do Grande Porto, a tendência é para uma movimentação de perfis seniores de F&B e comerciais “consequência também da abertura de vários hotéis na região”, acrescenta.

Seguindo a tendência de anos anteriores, o perfil de cozinheiro foi um dos mais solicitados, embora nem sempre fácil de encontrar, tendo em conta as caraterísticas que os recrutadores procuram – perfil especializado com capacidades de trabalho em equipa e gestão de stress, revela a responsável, para destacar que o mesmo se verifica com o perfil de responsável de restaurante, onde “a incerteza do mercado, levou estes profissionais a mudar de setor durante a pandemia”.

Por outro lado, a redefinição e diminuição de equipas nas estruturas destes grupos levaram a que a posição de chefe de receção fosse umas das mais afetadas, “fazendo com que este profissionais passassem a acumular novas funções”. No entanto, com a perspetiva de aumento do volume de negócios, “tem sido necessário reestabelecer esta posição” realçou.

Para este ano, e com a chegada do verão, a análise perspetiva um grande movimento em várias posições operacionais, ao mesmo tempo que a retoma do turismo em massa irá requerer que as empresas aumentem as equipas. “O foco no Marketing Digital, numa ótica de retenção e atração de clientes, será também uma tendência”, revela Benedita Lencastre.

“Em termos de oferta salarial e benefícios, a incerteza de mercado e escassez de profissionais com experiência consolidada poderá levar a uma adaptação por parte das empresas, obrigando a um aumento salarial e melhoria dos benefícios do trabalhador. A retoma das unidades hoteleiras, que estão gradualmente a crescer e a reforçar as equipas, poderá levar a uma maior atração por parte dos candidatos”, conclui.

A primeira parte desta edição conta com uma análise das motivações de profissionais e empresas através de um inquérito anónimo com base nas respostas de 2.864 profissionais qualificados e 901 empregadores, que incidiu sobre as regiões do Norte, Centro e Sul de Portugal. A segunda parte conta com uma análise das dinâmicas de recrutamento em áreas e setores de mercado específicos.

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Confederação do Turismo rejeita Agenda para o Trabalho Digno

A Confederação do Turismo de Portugal (CTP) reiterou a não validação do documento na globalidade, afirmando tratar-se de “um conjunto de alterações retrógradas e pouco equilibradas à legislação laboral decorrentes de um processo ideológico discutido no âmbito de acordos políticos fora do espectro do diálogo social”.

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A Confederação do Turismo de Portugal (CTP) participou na reunião de concertação social sobre a Agenda para o Trabalho Digno, depois de ter comunicado ao Governo que rejeita o documento na globalidade, por não resultar do diálogo social.

“A CTP rejeita no seu todo a Agenda para o Trabalho Digno”, afirmou a confederação num documento que enviou ao Governo nos últimos dias, em resposta ao repto lançado aos parceiros sociais na reunião da Comissão Permanente de Concertação Social (CPCS) do passado dia 11.

A CTP reiterou que “não pode validar um conjunto de alterações retrógradas e pouco equilibradas à legislação laboral decorrentes de um processo ideológico discutido no âmbito de acordos políticos fora do espectro do diálogo social”.

Segundo a confederação patronal, a Agenda do Trabalho Digno é um documento do Governo acordado com os anteriores parceiros de coligação política, PCP e BE, que foi discutido fora do espaço da Concertação Social, o que lamentou.

A CTP “regista a pouca disponibilidade do Governo para voltar a colocar este processo na CPCS” e considerou que “este processo não permite, sequer, a apresentação e discussão de novos temas a poderem ser considerados em termos de alterações justificadas à legislação laboral”.

A confederação lembrou no documento que o Governo avançou em outubro com a Proposta de lei que procede à alteração da legislação laboral no âmbito da agenda do trabalho digno, que consta da Separata BTE, n.º 33, 29/10/2021.

A proposta de lei procede à alteração da legislação laboral em dez áreas, nomeadamente a do trabalho temporário, do combate ao falso trabalho independente e recurso injustificado a trabalho não permanente, plataformas digitais e algoritmos, contratação coletiva e conciliação entre trabalho, vida pessoal e familiar.

O combate ao trabalho não declarado, a proteção dos jovens trabalhadores-estudantes e estagiários, o reforço da Autoridade para as Condições do Trabalho, a contratação pública e apoios públicos e os cuidadores informais, são outras das matérias abrangidas.

A CTP lembrou ainda que a proposta de lei contempla ainda novas medidas não comunicadas pelo Governo aos parceiros sociais em sede de CPCS, como o alargamento da compensação para 24 dias por ano em cessação de contrato a termo ou termo incerto e a reposição dos valores de pagamento de horas extraordinárias em vigor até 2012 a partir das 120 horas anuais.

As outras medidas determinam que “nos contratos públicos superiores a 12 meses, os contratos de trabalho devem ser permanentes e em contratos com menos de 12 meses, os contratos de trabalho devem ter pelo menos a duração do contrato” e o alargamento do princípio do tratamento mais favorável às situações de teletrabalho e trabalho através de plataformas.

Segundo a CTP, a Agenda para o Trabalho Digno não vai ter alterações de substância e “o documento apresentado na CPCS do passado dia 11 de maio nada a altera”.

“O documento apresentado mais não é do que um mero formalismo para trazer ao conhecimento dos parceiros sociais as três medidas que na altura o Governo entendeu acrescentar à Agenda para o Trabalho Digno […]: aumento das compensações em caso de cessação de contrato a termo (certo e incerto); aumento do valor do pagamento do trabalho suplementar a partir das 120 horas anuais; reforço da arbitragem necessária nos processos de negociação coletiva”, afirmou no documento.

Para a confederação patronal o documento do Governo “não pretende encetar nenhum processo negocial sobre as três medidas em apreço, mas tão somente criar a ilusão de uma negociação em espírito de diálogo social”.

“A CTP não concorda nem com o processo nem com a substância da Agenda para o Trabalho Digno, porque não foi chamada a participar na elaboração e densificação da mesma. Num país que depende muito do turismo e que o projetará para novos níveis de crescimento […], o Governo vem limitar a eficiência laboral no turismo”, disse.

A CTP defendeu no seu documento que, “a bem do mercado de trabalho e da competitividade do mesmo”, nesta altura é possível “uma reforma legislativa moderada, ao estilo, por exemplo, das de 2003 e 2009”.

Segundo o Ministério do Trabalho, a Agenda para o Trabalho Digno voltou à Concertação Social para discussão de “matérias que não foram discutidas anteriormente” com os parceiros sociais.

O pacote de medidas aprovado em Conselho de Ministros, em 21 de outubro de 2021, na anterior legislatura, incluía a reposição do valor das horas extraordinárias e das indemnizações por despedimento, o que levou a protestos das confederações patronais e à suspensão da sua participação nas reuniões da Concertação Social.

Na altura, as quatro confederações patronais com assento na CPCS afirmaram que as medidas não tinham sido discutidas com os parceiros sociais e acusaram o Governo de associar a discussão da Agenda do Trabalho Digno à negociação política do Orçamento do Estado para 2022, que decorria com os partidos à esquerda do PS.

No dia seguinte, o primeiro-ministro, António Costa, afirmou que tinha apresentado um pedido de “desculpas” às confederações patronais, pelo facto de o Governo ter aprovado duas medidas na área do trabalho sem as ter apresentado em Concertação Social.

Em causa estava o alargamento da compensação para 24 dias por ano em cessação de contrato a termo ou termo incerto e a reposição parcial dos valores de pagamento de horas extraordinárias em vigor até 2012 a partir das 120 horas anuais, sendo a primeira hora extra em dias úteis paga com acréscimo de 50%, a segunda hora com 75% e em dias de descanso e feriados 100%.

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GuestCentric identifica tendências para hotéis em Portugal no verão de 2022

Existem sinais de uma procura exponencial pelos hotéis portugueses, com níveis de crescimento que ultrapassam os números pré-pandemia, mas também o surgimento de clientes mais exigentes, dispostos a pagar mais, desde que em troca de experiências realmente diferenciadoras.

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Estas são algumas das tendências identificadas pela GuestCentric, empresa de tecnologia de reservas hoteleiras, para os hotéis em Portugal no verão de 2022, após ter analisado centenas de unidades.

De acordo com a pesquisa da Guestcentric, os hóspedes portugueses representam a maioria dos clientes que reservam diretamente os hotéis do país, seguidos dos EUA e do Reino Unido. Embora os Online Travel Agents (OTA) tenham intensificado os seus esforços de marketing, prevendo-se uma agressividade comercial maior no verão 2022, ainda há muito potencial de crescimento das reservas diretas e, portanto, de maior rentabilidade.

O preço médio diário (Average Daily Rate – ADR) está a atingir em 2022 níveis recorde, especialmente na Europa. A GuestCentric revela que os preços dos hotéis na Europa estão atualmente 31% acima de 2019, enquanto os preços dos das unidades dos EUA estão 13% acima de 2019.

As reservas de última hora continuam a ser a norma, e os dados da GuestCentric mostram que entre 40% a 50% das reservas ainda são feitas para o mesmo mês. Embora seja incerto se esta tendência se manterá durante o verão, a capacidade de gerir rapidamente a procura é nova para muitos hotéis, pelo que é importante que estes continuem a ser suficientemente ágeis para responder em conformidade.

A empresa sublinha, por ouro lado que as reservas, para estadas em hotéis para a segunda metade de 2022 estão atualmente 20% acima dos níveis de 2019.

Ao nível das viagens domésticas a expectativa é que se mantenham estáveis, atingindo os níveis de 2021 ou excedendo-os até ao segundo semestre deste ano; tendendo as internacionais a ultrapassar significativamente os níveis de 2019.

Os consultores de viagens (outrora agentes de viagens) estão a regressar, devido à complexidade das viagens, às constantes mudanças nas rotas aéreas e nos voos, e também à incerteza do mundo pós-pandemia. Diz a GuestCentric que, para o verão de 2022, a procura por pacotes mais simples e para destinos mais próximos pode ultrapassar largamente a de viagens exóticas de longo curso, especialmente no caso das famílias.

Outra das conclusões da análise é que a viagem responsável continua importante. Os hóspedes estão particularmente sensíveis às iniciativas sustentáveis que envolvem a comunidade local do hotel, especialmente no que se refere à utilização de fornecedores de comidas e bebidas locais.

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Destinos

Viagens internacionais: recuperação total esperada em 2025, observa a GlobalData

Uma análise da GlobalData revela que as viagens internacionais atingirão, este ano, 68% dos níveis pré pandemia, devendo melhorar para 82% em 2023 e 97% em 2024, antes de uma recuperação total até 2025 em 101% dos dados de 2019, com um 1,5 mil milhões de chegadas.

A empresa de dados e análise considera, no entanto, que a trajetória para a recuperação nas viagens internacionais não é linear entre regiões ou países.

Hannah Free, analista de viagens e turismo da GlobalData, comenta que “as viagens internacionais da América do Norte mostraram melhorias em 2021, com partidas internacionais a crescerem 15% ano a ano. Os EUA cresceram para se tornar o maior mercado de viagens de saída do mundo em 2021. Em 2022, as saídas da América do Norte devem atingir 69% dos níveis de 2019, antes de uma recuperação total até 2024, em 102% dos níveis de 2019, à frente de outras regiões.

A mesma percentagem deverá acontecer com as saídas internacionais de países europeus, ou seja, deverão atingir este ano 69% dos números de 2019, observa o analista, para acrescentar que “À medida que a confiança nas viagens se recupera, espera-se que o mercado intra-europeu se beneficie, impulsionado pelas preferências por viagens de curta distância”.

No entanto, “a recuperação das viagens deve enfrentar a inflação, o aumento do custo de vida e a guerra na Ucrânia”, considerou, para lembrar que “a Rússia foi o quinto maior mercado de viagens de saída do mundo em 2019, enquanto a Ucrânia foi o décimo segundo. No futuro, as viagens limitadas de saída desses países prejudicarão a recuperação geral do turismo na Europa”.

Espera-se que, segundo o estudo da GlobalData, a Ásia-Pacífico fique para trás em termos de recuperação. As saídas da região atingirão apenas 67% dos níveis de 2019 em 2022, devido ao levantamento relativamente mais lento das restrições de viagem e à propensão a novas restrições domésticas durante os surtos de Covid-19. Outrora o maior mercado de viagens de saída da região e do mundo, a China não está a mostrar nenhum sinal de relaxar as suas rígidas medidas de fronteira no curto prazo. Em 2021, as saídas internacionais da China atingiram apenas 2% dos níveis de 2019.

 

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Turismo

Linha de Apoio ao turismo de 170 milhões permite manter mais de 41 mil postos de trabalho

Os números avançados pelo Ministério da Economia e do Mar indicam que, dos 170 milhões de euros em apoios, 60% foi concedido a empresas de restauração, 23% a empresas de alojamento turístico, 10% a agências de viagens e 6% a atividades de animação turística e organização de eventos.

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A Linha de Apoio à Tesouraria para Micro e Pequenas Empresas do Turismo, uma das medidas implementadas em março de 2020 pelo Governo para mitigar os efeitos decorrentes da pandemia de COVID-19, permitiu manter 41.325 postos de trabalho no setor nos últimos dois anos.

De acordo com o comunicado emitido pelo Ministério da Economia e do Mar (MEM), “numa altura em que os resultados turísticos mostram sinais da recuperação efetiva do setor, esta Linha, que atinge agora o limite do seu orçamento e que, por isso, foi encerrada esta sexta-feira (29 de abril), concedeu apoios à tesouraria a 8.896 micro e pequenas empresas do setor do turismo, num total de 170 milhões de euros, correspondentes a mais de 17.000 candidaturas aprovadas”.

Ao nível da repartição do financiamento pelas diversas atividades turísticas abrangidas, os números indicam que 60% do financiamento foi concedido a empresas de restauração, 23% a empresas de alojamento turístico, 10% a agências de viagens e 6% a atividades de animação turística e organização de eventos.

Adicionalmente, e atento o atual contexto, o Governo aprovou o alargamento do prazo de reembolso desta linha de crédito, de dois para quatro anos, reduzindo assim para metade as exigências de reembolso por parte das empresas sobretudo nos anos de 2022 e 2023. “Com essa medida, as empresas veem, assim, ser diferida para os anos de 2024, 2025 e 2026, sem quaisquer penalizações, a exigência de reembolso de cerca de 85 milhões de euros”, afirma o gabinete do ministro António Costa e Silva.

De resto, o MEM admite que “o impacto económico do da COVID-19 no setor do turismo, e a imprevisibilidade da sua duração, justificaram a criação desta linha de financiamento, que atuou em complementaridade com outras medidas de apoio às empresas aprovadas pelo Governo, com o intuito de responder às necessidades temporárias de fundo de maneio das micro e pequenas empresas, salvaguardando a sua atividade plena e o seu capital humano”.

Já para a secretária de Estado do Turismo, Comércio e Serviços (SETCS), Rita Marques, “esta linha, que foi criada logo no início da pandemia COVID-19 pelo Turismo de Portugal, e que foi sucessivamente reforçada, revelou-se como um dos principais instrumentos de apoio à tesouraria das nossas empresas, tendo sido entendido como oportuno reduzir agora para metade as exigências de reembolso, numa altura em que o setor precisa de responder com qualidade à crescente procura turística que, felizmente, surge em Portugal”.

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Subida de preços: o novo obstáculo que ameaça o turismo

O recente aumento de preços, muito por culpa da subida da inflação e do aumento dos custos da energia, está a deixar o setor do turismo apreensivo face a um novo obstáculo que pode a atrapalhar a recuperação já em curso na atividade turística.

Inês de Matos

De há um meses para cá, as notícias sobre o aumento dos preços tornaram-se constantes. A saída da pandemia levou ao aumento da procura e provocou uma subida da inflação, que se caracteriza pelo crescimento generalizado dos preços na economia. A esse aumento, é preciso juntar a subida dos custos da energia, combustível e matérias-primas, o que veio dar mais gás à inflação que, em Portugal, chegou aos 3,3% em janeiro, a mais elevada desde fevereiro de 2012, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE).

Lá fora, a situação não é mais animadora. Em dezembro, os países da OCDE – Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico viram a inflação subir para 6,6%, o valor mais elevado dos últimos 30 anos, enquanto nos EUA chegou aos 7%, o que se explica, em grande parte, pela subida de 25,6% nos preços da energia registada nesse mês.

A subida de preços está a afetar todos os setores da economia e o turismo não é exceção. Já em outubro, Scott Kirby, CEO da United Airlines, alertava que “os preços mais altos do combustível da aviação levam a preços mais altos nos bilhetes” e, mais recentemente, foi a vez da hotelaria espanhola se queixar do custo da energia, com a Associação dos Hotéis de Castela e Leão a dar o exemplo do AC Hotel by Marriott Palacio de Santa Ana, em Valladolid, onde a conta da luz passou de oito mil euros antes da pandemia para 24 mil euros no último mês. E, já em janeiro de 2022, foi a vez da TUI revelar, aquando da apresentação da programação para o verão, que as viagens organizadas já subiram cerca de um quinto face ao período pré-pandemia.

Claro que o crescimento da procura induz, obviamente, quando há escassez, o crescimento do preço, mas aqui o fenómeno é muito mais profundo e preocupante”, Cristina Siza Vieira, presidente executiva AHP

É caso para dizer que, numa altura em que as expetativas apontavam para a recuperação já este ano, o setor do turismo tem um novo obstáculo para contornar, que pode atrasar o desejado regresso à normalidade.

De quem é a culpa?
Apesar dos vários fatores que contribuem para o aumento de preços, Pedro Brinca, economista e professor da NOVA SBE, diz ao Publituris que este aumento de preços não é uma surpresa, até porque, nos EUA, cedo se começou a discutir o impacto que teriam os estímulos económicos adotados para fazer face à pandemia. “Vários foram os analistas e académicos (como Olivier Blanchard e Larry Summers) que alertaram para os perigos de um surto de inflação”, indica, explicando que “o hiato do produto estimado nos EUA em abril de 2021 era de cerca de um terço do pacote total de ajudas que foram implementadas”.

Na Europa, acrescenta Pedro Brinca, “os estímulos não foram tão acentuados”, o que explica que as expectativas de inflação venham a ser “mais moderadas”. “Mas ainda assim a inflação na zona euro está próxima dos 5%, bem acima do objetivo de 2%”, alerta, realçando que, apesar de se esperar que este surto seja temporário, o certo é que ele não mostra sinais de abrandamento e já dura há 10 meses.

Além da inflação, também a energia tem culpas na situação. Pedro Brinca aponta, desde logo, “o fim progressivo em alguns países da produção de eletricidade com carvão e energia nuclear”, como um dos motivos que levaram a “um aumento da dependência das energias renováveis e do gás natural”, cujo consumo tem subido, com reflexos também no custo. A agravar o problema, está ainda a postura da Rússia, que não acompanhou a subida do consumo com um aumento do fornecimento à Europa, o que voltou a agravar o preço da energia.

Tal como Pedro Brinca, também o setor do turismo atribui a subida dos preços à inflação, principalmente motivada pelo aumento dos custos da energia e combustível, mas também de produção. Como resume Cristina Siza Vieira, presidente executiva da AHP – Associação da Hotelaria de Portugal, “está tudo a subir, desde os combustíveis, aos custos da distribuição, da construção, aos salários e também aos salários da hotelaria”. Na opinião da responsável, apesar da saída da pandemia também ter provocado um aumento da procura, não é esse tipo de inflação que explica a escalada a que se tem assistido e que, na hotelaria, é comum a todas as categorias de unidades. “Claro que o crescimento da procura induz, obviamente, quando há escassez, o crescimento do preço, mas aqui o fenómeno é muito mais profundo e preocupante. Pode induzir alguma coisa, alguns países sinalizam essa dinâmica como podendo ter aqui algum efeito adicional, mas não é o efeito principal”, explica.

A estes motivos, aponta ainda Francisco Calheiros, presidente da CTP – Confederação do Turismo de Portugal, é preciso juntar também o “aumento dos preços nos serviços associados à atividade turística, nomeadamente serviços de marketing, serviços bancários, financeiros e seguros”, assim como o efeito da “reorganização das cadeias logísticas de abastecimento de bens e serviços”, que também tem contribuído para o aumento de preço no setor do turismo.

Mais difícil é estimar quando é que esta crise dos preços termina, com Pedro Brinca a mostrar-se convicto que “esta dinâmica se irá manter pelo menos até ao próximo inverno”. “É de esperar que as disrupções das cadeias de abastecimento sejam progressivamente ultrapassadas e também que o retorno de uma maior disciplina orçamental possam ser fatores que contribuam para a estabilização da inflação”, indica.

Impacto no turismo
O efeito da inflação no turismo está espelhado nos mais recentes dados do INE, que indicam que, em janeiro, os preços da hotelaria e alojamento subiram 6.79%, nos serviços de refeições houve um aumento de 3.85%, nos restaurantes e hotéis a subida foi de 3.57% e nos restaurantes, cafés e estabelecimentos similares o aumento de preços chegou aos 4,11%.

Os dados económicos ajudam a perceber a escalada de um problema que é confirmado pelo setor, com o presidente da CTP a indicar que os aumentos se sentem em “praticamente todas as áreas, desde a aviação até à restauração, passando pelo alojamento e animação, não obstante os esforços das empresas em mitigar o impacto dos aumentos”.

Opinião idêntica manifesta Joaquim Robalo de Almeida, secretário-geral da ARAC – Associação dos Industriais de Aluguer de Automóveis sem Condutor, que representa grande parte das empresas de rent-a-car que operam em Portugal, que refere que “o aumento generalizado de preços está a acontecer em todo o mundo” e estima que, devido à inflação, “se assistirá a um aumento de preços generalizado nos vários produtos e serviços que compõem este importante motor da economia nacional”.

O aumento do preço da hotelaria nunca é uma oportunidade para a aviação”, Paulo Geisler, presidente da RENA

No rent-a-car, além da inflação e do combustível, há também a crise dos semicondutores, que está a provocar a escassez de veículos automóveis e a aumentar o seu custo, contribuindo para que os preços dos alugueres subam. “Face ao aumento dos vários custos de exploração por parte das empresas de rent-a-car e tendo em atenção a inflação que atinge toda a economia, caso não se verifique uma inversão da tendência inflacionista, é seguro que o preço dos serviços de aluguer de veículos sem condutor irá aumentar”, defende o responsável da ARAC.

Paulo Geisler, presidente da RENA – Associação das Companhias Aéreas em Portugal, também confirma a subida de preços na aviação, devido à inflação. Para o responsável, os preços vão continuar a subir, entre 3% a 4%, ainda que o combustível possa “alterar esta previsão”.

No alojamento turístico, cujo preço subiu cerca de 6,8% em janeiro, Cristina Siza Vieira mostra-se essencialmente preocupada com o “aumento de custos da energia que é, a par dos salários, um dos maiores custos da hotelaria” e diz que a hotelaria vai ter de “acompanhar o resto da inflação”. “Não vejo como é que poderia não ser assim se temos de absorver os custos de produção”, lamenta.

Este aumento de preços, também “acontece nas atividades da restauração, similares e do alojamento turístico, como acontece em todas as outras atividades económicas”, acrescenta Ana Jacinto, secretária-geral da AHRESP – Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal, que diz, no entanto, esperar que o aumento de preços seja, este ano, compensado por uma “maior procura, nomeadamente de turistas internacionais, devido ao fim das restrições. “Todos desejamos que o mercado responda positivamente, e que seja possível compensar este aumento de custos e de produção, que tendencialmente poderá levar a um aumento de preços”, acrescenta.

O Publituris tentou ainda contactar a APAVT – Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo, mas, até ao fecho desta edição, a associação não esteve disponível para responder às questões colocadas.

Efeito na procura
A subida dos preços é um novo obstáculo que o turismo precisa ultrapassar, principalmente porque, como diz Pedro Brinca, “é normal que os aumentos de preços levem a uma diminuição da procura”. “Parte destes aumentos de preços podem refletir uma necessidade de tesouraria das empresas que sacrificam margem no longo prazo por uma maior receita no curto prazo. Nesta dimensão, é de esperar que a procura diminua”, considera, lembrando, no entanto, que a nível internacional também “existe um efeito de preços relativos”, pelo que é “preciso comparar com outros destinos e respetivas taxas de inflação” a situação de Portugal, que tem registado uma das inflações mais baixas da Europa.

Apesar de admitir que a procura pode diminuir devido ao aumento de preços, pois as empresas têm de refletir esses aumentos no valor cobrado aos clientes, sob “pena de entrarem em perda”, Cristina Siza Vieira mostra-se confiante de que não vai faltar procura, já que as previsões apontam para o crescimento da economia, o que, a juntar à vontade de viajar, depois de dois anos de pandemia, promete animar a hotelaria. “Também há boas notícias e quais são? É que também o crescimento da economia aconteça. Ou seja, que também haja um aumento do poder de compra dos consumidores de serviços de turismo, através do aumento dos salários, e que seja capaz de absorver esta subida de preços. Esta é a parte em que estamos todos um pouco mais otimistas”, aponta, realçando ainda o crescimento da poupança na pandemia como uma vantagem.

Já para a AHRESP, a expectativa é que as “empresas de restauração e do alojamento turístico vão tentar amortecer este efeito com ganhos de produtividade ou outras medidas procurando preservar os clientes deste impacto e para manter competitividade face à própria concorrência”. Ana Jacinto reconhece, contudo, que há limites e que, se a subida continuar, haverá “um momento que terão que inflacionar também os preços”.

Confiante está ainda a aviação, o único subsetor do turismo a apresentar uma evolução negativa da inflação em janeiro (-1,73%), com Paulo Geisler a explicar que, neste caso, a subida dos preços tem acontecido mais para “recuperar das reduções de preços realizadas nos últimos dois anos”.

Na aviação, a subida do preço é mais visível no transporte de carga, que beneficiou “das dificuldades de transporte rodoviário e marítimo”, enquanto no transporte de passageiros tudo vai depender “da capacidade dos operadores em trazer de volta a capacidade que tiveram de retirar do mercado durante os últimos dois anos para responder ao aumento de procura”. E, tal como a hotelaria, também a aviação espera uma recuperação, pois continua ainda aquém dos valores de 2019 e é provável que “muitas pessoas que optaram por fazer turismo doméstico nos últimos dois anos vão voltar a viajar internacionalmente”, defende.

Já no rent-a-car, que espera que o aumento de preços se verifique em todo o tipo de alugueres, mas principalmente nos contratos de curta duração, que têm mais custos, o aumento dos preços também deverá levar a “uma subida de preços no consumidor, como aliás é natural em qualquer economia de mercado”, admite Joaquim Robalo de Almeida.

Ameaça ou oportunidade?
Apesar da incerteza, a subida dos preços pode ser uma ameaça ou uma oportunidade para o turismo. Pedro Brinca explica que se “não for acompanhada por uma diminuição da procura, ou seja, se houver inflação generalizada inclusive nos salários da população mantendo o poder de compra e não houver mudanças significativas nos preços relativos, a inflação pode ser uma maneira de aliviar os encargos do stock de dívida”. E lembra que o turismo, “por via da sua estrutura de custos muito assente em investimentos à cabeça em equipamentos e infraestruturas, é dos setores mais alavancados da economia”.

As empresas de restauração e do alojamento turístico vão tentar amortecer este efeito com ganhos de produtividade ou outras medidas procurando preservar os clientes deste impacto e para manter competitividade face à própria concorrência”, Ana Jacinto, secretária-geral da AHRESP

O professor da NOVA SBE nota ainda que, face a outros países, em Portugal as “ajudas diretas foram relativamente mais reduzidas e muito mais assentes em moratórias creditícias e fiscais”, o que ajuda a resolver “o problema da liquidez, mas não da solvabilidade”, pelo que o fim das moratórias, em dezembro de 2021, “poderá trazer problemas complicados de tesouraria associados à necessidade de reembolso de juros e capital, agora maiores devido aos prejuízos acumulados”. “Mas como a dívida está determinada em termos nominais, a inflação generalizada pode, como descrevi acima, dar um ajuda importante a diminuir os custos reais de capital”, acrescenta, lembrando que, a variação de Portugal face aos seus competidores, será um aspeto “determinante” para a competitividade internacional do país. “É provável que até tenhamos ganho competitividade relativa uma vez que a inflação em Portugal tem sido muito mais contida do que na generalidade dos outros países europeus”, explica, alertando, no entanto, que “a subida generalizada dos preços da energia, inclusive até em resultado da tensão na Ucrânia, é seguramente uma ameaça devido à pressão que fará nos preços das viagens”.

Por parte do setor, também há opiniões distintas, ainda que a incerteza deixe reticente parte dos intervenientes, num sentimento que é traduzido pela CTP, cujo presidente diz não ter dúvidas de que a escalada dos preços representa uma ameaça, pois resulta da “incorporação alheia e externa de custos”, com consequências negativas para as empresas, que se deparam “com a debilitação das suas já enfraquecidas contas de exploração e menores margens de comercialização”, enquanto os consumidores vão assistir à repercussão “de parte dos custos das empresas”.

Reticente está ainda Paulo Geisler, que está preocupado com o impacto na aviação da subida de outros preços do setor. “O aumento do preço da hotelaria nunca é uma oportunidade para a aviação”, diz, defendendo que os operadores que “controlam toda a estrutura de distribuição” conseguem “gerir melhor a distribuição do aumento de preços”.

Já para o rent-a-car, o aumento dos preços não deve ser visto como oportunidade ou ameaça, sendo antes “uma resposta inevitável à crescente subida dos custos suportados pelas empresas”. Por isso, a ARAC pede a descida do IUC e do ISV, bem como a aplicação ao rent-a-car da taxa intermédia de IVA (13%), “à semelhança do que se passa com a maioria dos demais serviços turísticos”, como medidas de “vital importância” para manter a competitividade do setor.

Na AHRESP, Ana Jacinto também diz que o aumento de preços não é oportunidade nem ameaça, sendo antes “um desafio”, até porque Portugal vive o mesmo cenário que os destinos concorrentes, “onde a mesma escalada de preços acontece” e até para valores mais elevados.

A associação antevê, no entanto, uma descida da procura doméstica e aumento da externa, com Ana Jacinto a referir que, a confirmar-se, esta realidade é uma “ameaça” para as empresas, que vão necessitar de trabalhar mais para a converter numa “oportunidade”.

Opinião idêntica manifesta Cristina Siza Vieira, que apesar de considerar que o aumento de preços é um “problema”, diz que não é uma ameaça, uma vez que “a hotelaria se tem vindo a preparar para mais este obstáculo”. “Já se modificaram as formas de prestar serviço, ganhou-se alguma eficiência, reduziram-se custos e alguns hotéis estão a fazê-lo ainda mais no housekeeping, para que os custos operacionais baixem. E o próprio consumidor está preparado para determinadas alterações e percebe que as coisas não podiam ser mantidas como estavam”, explica.

Apesar de estar preparada, a AHP considera que a hotelaria também devia ser alvo de alterações fiscais para ajudar as empresas a lidar com o aumento dos custos, a exemplo da redução da TSU, que pode ter um efeito “positivo quando os custos com os salários estão a subir”.

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Nova Edição: Como atender hóspedes com deficiência pela voz dos próprios

As acessibilidades para pessoas com deficiência na hotelaria em Portugal, Food & Beverage, Alambique de Ouro, W Algarve, o novo CEO da Les Roches, o próximo congresso da AHP, Upfield Professional, Análise CLEVER, palavra de chef e muitas opiniões.

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As acessibilidades, falta delas ou problemática de colocá-las corretamente ao serviço de que precisa delas faz capa da revista Publituris Hotelaria de abril.

Nem todas as unidades de alojamento proporcionam acessos suficientes adaptados às suas deficiências, sejam elas motoras, auditivas, visuais ou intelectuais.

Certo é que estes hóspedes pernoitam mais noites, geralmente em época baixa, e acompanhados por amigos e familiares: assim se descrevem as tendências de viagem das pessoas com deficiência.

Além das “Figuras” e do “Radar”, a edição do quarto mês de 2022 da Publituris Hotelaria traz a “Análise CLEVER” que o início do conflito armado na Ucrânia trouxe, novamente, incerteza para o setor do turismo e viagens. Embora os números mostrem que estamos ainda distantes dos valores de 2019, não deixa de ser relevante a boa prestação das reservas no alojamento e voos no primeiro trimestre de 2022 e as boas perspetivas para o mês de abril.

No “Fala-se”, damos conta do investimento efetuado pelo Alambique de Ouro. O projeto, orçado em nove milhões de euros, inclui um novo conceito de spa e uma nova ala com 42 suítes premium.

Em Lisboa, depois de ter resistido ao terramoto de 1755, o Palácio Ludovice Wine Experience Hotel, localizado no edifício do antigo Solar do Vinho do Porto, dá agora lugar a uma unidade que oferece 61 quartos em sete tipologias: Cozy Room; Classic Room; Superior Room; Deluxe Room e Junior Suite; Suite e Ludovice Prestige. O preço dos quartos começa nos 220 euros e o das suítes nos 450 euros. O investimento foi de 26 milhões de euros.

Também em Lisboa, no lugar onde se encontrava o Hotel Embaixador nasce agora o ibis Styles Lisboa Centro Liberdade, alvo de uma remodelação de cerca de seis milhões de euros. O convite é o de embarcar em novas aventuras, num espaço que celebra o mar, o rio e as navegações.

Viajando para Sul, o “W Algarve”, parte do grupo Marriott International, tem abertura marcada para dia 2 de maio. A Publituris Hotelaria esteve à conversa com Jeremie Lannoy, Marketing & Communication Director do W Algarve Hotel & Residences, que admitiu que existe, definitivamente, espaço para “projetos novos e inovadores na região”, salientando que “Portugal é um dos melhores destinos de verão da Europa”, vendo no nosso país “um potencial de crescimento enorme”.

Destaque, também, para a entrega dos “Portugal Trade Awards by Publituris @aBTL 2022” que, entre outros, distingui cinco unidades hoteleiras nacionais.

Durante a BTL 2022, a Associação da Hotelaria de Portugal (AHP) anunciou o local do seu próximo congresso. Assim, a 33.ª edição do Congresso da Hotelaria viaja até ao Centro do país, mais concretamente, até ao Centro Pastoral Paulo VI, em Fátima, nos dias 16 a 18 de novembro.

Entrevistado para o “Management” foi, também, o novo CEO da Les Roches. Com o problema dos recursos humanos vincado pela pandemia, Carlos Díez de la Lastra, deixa a pergunta: “Que trabalho [é que os diretores] estão a fazer para tornar a hotelaria atrativa?”.

O “Dossier” desta edição dedica-se ao Food & Beverage (F&B). Numa altura de retoma do setor hoteleiro, com a reabertura de vários hotéis, os fornecedores mostram-se confiantes com a perspetiva de crescimento.

Certo é que, os produtos mais saudáveis e sustentáveis marcam a procura dos clientes em período de retoma.

Com este tema do F&B em mente, que falámos com Dálio Calado, diretor de F&B do Grupo UIP – Pine Cliffs/Hyatt depois durante o 18.º Congresso Nacional da Associação dos Diretores de Hotéis de Portugal (ADHP).

Na opinião do diretor de F&B, a restauração na hotelaria tem de ser tratada “como um accent, e não como uma amenitie”. Defende que é necessário dar uma “identidade aos restaurantes”, apostando “na diversidade de conceitos dentro de um só espaço” – desta forma, “os clientes sentem a necessidade de experimentar cada sítio”.

Nos “Fornecedores” e com a procura por uma oferta vegetariana e vegana, com ingredientes de alta qualidade a aumentar, o responsável ibérico da Upfield Professional revela-nos que a empresa tem “uma enorme preocupação com a qualidade e diversidade destas opções”.

Por falar em gastronomia, na nova rubrica da Publituris Hotelaria – “Palavra de Chef” – apresentamos alguns dos chefs que têm dado cartas na restauração. O destaque desta edição vai para o chef Fábio Alves que lidera a cozinha do restaurante SUBA há três anos.

As “Escolhas” desta edição são de André Villa de Brito Sommelier, guia e consultor de enoturismo, enquanto as “Opiniões” pertencem a Sérgio Guerreiro (Westmont Institute of Tourism & Hospitality, Nova SBE); Kevin Hemsworth (ISAG – European Business School); Karina Simões (JLL); Liliana Conde (consultora) e Marta Sotto-Mayor (formadora & consultora).

*Para ler a versão completa desta edição da Hotelaria – em papel ou digital – subscreva ou encomende aqui.

Contacto: Carmo David | [email protected] | 215 825 430 **

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Nova edição: Dois anos de pandemia, os vencedores dos Portugal Trade Awards do Publituris, as propostas dos operadores e dossier seguros

Os vencedores dos “Portugal Trade Awards by Publituris @BTL 2022”, o balanço de dois anos de pandemia, entrevista BTL, operadores e propostas para o verão, FINE, El Al, Tunísia, Airbus A380, Lei 33, seguros são os temas em destaque nesta edição do Publituris.

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A edição de 18 de março de 2022 é uma edição especial. Não só porque se trata da edição em que o Publituris divulga os vencedores dos “Portugal Trade Awards by Publituris @BTL 2022”, conhecidos numa cerimónia realizada na BTL no passado dia 16 de março, como é a edição que faz o balanço dos dois anos da pandemia.

Como se isto não bastasse, é, também, a edição que marca o regresso da BTL, após dois anos sem o maior evento do setor do turismo.

Os vencedores
Mas vamos por partes. Nos “Portugal Trade Awards by Publituris @BTL 2022”, os vencedores foram os seguintes: a começar pela “Personalidade do Ano”, a redação do Publituris atribuiu, diretamente e por unanimidade, o prémio à secretária de Estado do Turismo, Rita Marques. Nas restantes 13 categorias, os vencedores foram: Melhor Companhia de Cruzeiros – MSC Cruzeiros; Melhor GSA Aviação – APG Portugal; Melhor Agência Corporate – Travelstore; Melhor Venue para Eventos e Congressos – Altice Arena; Melhor Parque Temático – Oceanário; Melhor Animação Turística; Picos de Aventura; Melhor Eco Resort – Areias do Seixo; Melhor Wine Hotel – The Yeatman; Melhor Exclusive Hotel – Six Senses Douro Valley; Melhor Luxury Hotel – Vila Vita Parc Resort & SPA; Melhor Alojamento Rural – Herdade da Malhadinha Nova; Melhor Startup – Hijiffy; Melhor Marina – Marina de Vilamoura.

A cerimónia da entrega dos prémios destacou-se pela presença de mais de 200 convidados, contando com a presença da secretária de Estado do Turismo, Rita Marques, presidente do Turismo de Portugal, Luís Araújo; presidente da CTP, Francisco Calheiros; presidente da APAVT, Pedro Costa Ferreira; presidente da APECATE, António Marques Vidal; secretária-geral da AHRES, Ana Jacinto, entre outros.

Os temas
Mas nesta edição, fazemos, igualmente, um balanço destes dois anos de pandemia. Resiliência é, sem dúvida, a palavra mais ouvida pelo Publituris. E se há dois anos a “million dolar question” era tentar saber quando aconteceria a retoma, atualmente, uma guerra na Europa veio reforçar as incertezas.

Nesse âmbito, também o presidente do Turismo de Portugal, Luís Araújo, faz a análise destes dois anos, admitindo, ou melhor, destacando, que aquilo que diferencia o nosso destino, permanece “exatamente na mesma” (senão melhor).

A Lybra Tech fez uma análise sobre o impacto da guerra na Ucrânia e revela que a escalada da crise russo-ucraniana perturbou o equilíbrio do mundo e trouxe consigo um novo clima de tensão e insegurança.

A lei que veio estabelecer as Entidades Regionais de Turismo (ERT) há muito que se tornou motivo de discórdia. Entre queixas e atropelos à lei, que retiraram autonomia e competências a estas entidades, o turismo regional pede mudanças e mostra-se ainda preocupado com o lugar que lhe está reservado no processo de regionalização.

Com a Páscoa praticamente vendida, os operadores turísticos em Portugal já têm os olhos postos no verão. A programação, que envolve principalmente a operação charter, foi colocada no mercado a tempo e horas, permitindo que os portugueses pudessem fazer a escolha do destino que mais lhes agrada.

A entrevista desta edição foi feita a Pedro Braga, diretor-geral Adjunto da FCE – Feiras, Congressos e Eventos – que levantou um pouco, não da edição da BTL de 2022, mas do que será um pouco da BTL no futuro. Certo é que o objetivo é “atrair mais destinos internacionais”.

Uma viagem a Espanha, mais concretamente a Valladolid, deu para conhecer a FINE – Feira Internacional do Enoturismo. Portugal não só marcou a sua presença, promovendo os recursos patrimoniais e naturais através da cultura do vinho, como confirmou o seu potencial no enoturismo.

Nos destinos, a Tunísia, depois de levantar praticamente todas as restrições adotadas na sequência da COVID-19, pretende voltar a atrair os turistas portugueses, mercado que, em 2021, cresceu 46%.

O “Dossier” desta edição é dedicado aos seguros. Numa altura em que as viagens estão pouco a pouco a retomar, e com a generalidade dos destinos turísticos a levantar a maior parte das restrições, os seguros de viagem assumiram um papel fundamental.

A sustentabilidade veio com o compromisso não só do presente, mas, essencialmente, da vontade de encarar esta questão para um futuro não muito longínquo e ficcional.

Nos “Transportes”, e depois de ter retomado os voos entre a capital portuguesa e Telavive, em Israel, caos se justifique, a companhia admite aumentar ainda mais a operação.

Para concluir, Pedro Castro, fundador e diretor da SkyExpert Consulting, conta-nos um pouco da história de um dos gigantes dos céus: o Airbus A380.

As opiniões desta edição pertencem a Francisco Calheiros (CTP), Francisco Jaime Quesado (economista e gestor), Sílvia Dias (Savoy Signature), Duarte Leal da Costa (Ervideira), Ana Jacinto (AHRESP) Susana Mesquita (ISAG), Nuno Abranja (ISCE), Fernando J. Santos (GlobalSea & ShoreShore), António Paquete (economista), e Cristóvão Monteiro (CEIT).

Boas leituras!

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Edição digital: 2 anos de pandemia, os vencedores dos Portugal Trade Awards do Publituris, as propostas dos operadores e dossier seguros

Os vencedores dos “Portugal Trade Awards by Publituris @BTL 2022”, o balanço de dois anos de pandemia, entrevista BTL, operadores e propostas para o verão, FINE, El Al, Tunísia, Airbus A380, Lei 33, seguros são os temas em destaque nesta edição do Publituris.

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A edição de 18 de março de 2022 é uma edição especial. Não só porque se trata da edição em que o Publituris divulga os vencedores dos “Portugal Trade Awards by Publituris @BTL 2022”, conhecidos numa cerimónia realizada na BTL no passado dia 16 de março, como é a edição que faz o balanço dos dois anos da pandemia.

Como se isto não bastasse, é, também, a edição que marca o regresso da BTL, após dois anos sem o maior evento do setor do turismo.

Os vencedores
Mas vamos por partes. Nos “Portugal Trade Awards by Publituris @BTL 2022”, os vencedores foram os seguintes: a começar pela “Personalidade do Ano”, a redação do Publituris atribuiu, diretamente e por unanimidade, o prémio à secretária de Estado do Turismo, Rita Marques. Nas restantes 13 categorias, os vencedores foram: Melhor Companhia de Cruzeiros – MSC Cruzeiros; Melhor GSA Aviação – APG Portugal; Melhor Agência Corporate – Travelstore; Melhor Venue para Eventos e Congressos – Altice Arena; Melhor Parque Temático – Oceanário; Melhor Animação Turística; Picos de Aventura; Melhor Eco Resort – Areias do Seixo; Melhor Wine Hotel – The Yeatman; Melhor Exclusive Hotel – Six Senses Douro Valley; Melhor Luxury Hotel – Vila Vita Parc Resort & SPA; Melhor Alojamento Rural – Herdade da Malhadinha Nova; Melhor Startup – Hijiffy; Melhor Marina – Marina de Vilamoura.

A cerimónia da entrega dos prémios destacou-se pela presença de mais de 200 convidados, contando com a presença da secretária de Estado do Turismo, Rita Marques, presidente do Turismo de Portugal, Luís Araújo; presidente da CTP, Francisco Calheiros; presidente da APAVT, Pedro Costa Ferreira; presidente da APECATE, António Marques Vidal; secretária-geral da AHRES, Ana Jacinto, entre outros.

Os temas
Mas nesta edição, fazemos, igualmente, um balanço destes dois anos de pandemia. Resiliência é, sem dúvida, a palavra mais ouvida pelo Publituris. E se há dois anos a “million dolar question” era tentar saber quando aconteceria a retoma, atualmente, uma guerra na Europa veio reforçar as incertezas.

Nesse âmbito, também o presidente do Turismo de Portugal, Luís Araújo, faz a análise destes dois anos, admitindo, ou melhor, destacando, que aquilo que diferencia o nosso destino, permanece “exatamente na mesma” (senão melhor).

A Lybra Tech fez uma análise sobre o impacto da guerra na Ucrânia e revela que a escalada da crise russo-ucraniana perturbou o equilíbrio do mundo e trouxe consigo um novo clima de tensão e insegurança.

A lei que veio estabelecer as Entidades Regionais de Turismo (ERT) há muito que se tornou motivo de discórdia. Entre queixas e atropelos à lei, que retiraram autonomia e competências a estas entidades, o turismo regional pede mudanças e mostra-se ainda preocupado com o lugar que lhe está reservado no processo de regionalização.

Com a Páscoa praticamente vendida, os operadores turísticos em Portugal já têm os olhos postos no verão. A programação, que envolve principalmente a operação charter, foi colocada no mercado a tempo e horas, permitindo que os portugueses pudessem fazer a escolha do destino que mais lhes agrada.

A entrevista desta edição foi feita a Pedro Braga, diretor-geral Adjunto da FCE – Feiras, Congressos e Eventos – que levantou um pouco, não da edição da BTL de 2022, mas do que será um pouco da BTL no futuro. Certo é que o objetivo é “atrair mais destinos internacionais”.

Uma viagem a Espanha, mais concretamente a Valladolid, deu para conhecer a FINE – Feira Internacional do Enoturismo. Portugal não só marcou a sua presença, promovendo os recursos patrimoniais e naturais através da cultura do vinho, como confirmou o seu potencial no enoturismo.

Nos destinos, a Tunísia, depois de levantar praticamente todas as restrições adotadas na sequência da COVID-19, pretende voltar a atrair os turistas portugueses, mercado que, em 2021, cresceu 46%.

O “Dossier” desta edição é dedicado aos seguros. Numa altura em que as viagens estão pouco a pouco a retomar, e com a generalidade dos destinos turísticos a levantar a maior parte das restrições, os seguros de viagem assumiram um papel fundamental.

A sustentabilidade veio com o compromisso não só do presente, mas, essencialmente, da vontade de encarar esta questão para um futuro não muito longínquo e ficcional.

Nos “Transportes”, e depois de ter retomado os voos entre a capital portuguesa e Telavive, em Israel, caos se justifique, a companhia admite aumentar ainda mais a operação.

Para concluir, Pedro Castro, fundador e diretor da SkyExpert Consulting, conta-nos um pouco da história de um dos gigantes dos céus: o Airbus A380.

Além disso, ainda há “Check-in” e as opiniões desta edição pertencem a Francisco Calheiros (CTP), Francisco Jaime Quesado (economista e gestor), Sílvia Dias (Savoy Signature), Duarte Leal da Costa (Ervideira), Ana Jacinto (AHRESP) Susana Mesquita (ISAG), Nuno Abranja (ISCE), Fernando J. Santos (GlobalSea & ShoreShore), António Paquete (economista), e Cristóvão Monteiro (CEIT).

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Turismo de Portugal recorda ao setor os vários instrumentos de apoio disponíveis

O Turismo de Portugal, em informação publicada no seu site oficial, recorda ao setor os vários instrumentos de apoio que estão ainda disponíveis.

O Turismo de Portugal acaba de publicar no seu site oficial uma informação detalhada sobre os vários instrumentos de financiamento que apoiam o turismo disponibilizados pelo Banco Português de Fomento (BPF).

A informação recorda ao setor as dotações financeiras de cada um dos instrumentos de apoio, bem como a sua data de vigência.

​O Banco Português de Fomento (BPF) lançou já em 2022 dois instrumentos de capital no âmbito do Fundo de Capitalização e Resiliência (FdCR), no seu conjunto com uma dotação de 650 milhões de euros, “com o objetivo de aumentar a resiliência financeira das empresas nacionais, cujo problema de subcapitalização estrutural foi ampliado pela pandemia”.

Disponível está também o Programa Consolidar que, com uma dotação de 250 milhões de euros destina-se a apoiar a subscrição de fundos de capital de risco para investimento em PME e Mid Caps afetadas pela pandemia de Covid-19, mas economicamente viáveis e com potencial de recuperação, “de modo a promover o crescimento, expansão e consolidação de projetos empresariais, bem como o desenvolvimento de novas áreas de negócio e novos produtos”, destaca o Turismo de Portugal.

Por sua vez, o Programa de Recapitalização Estratégica tem uma dotação de 400 milhões de euros para estimular o crescimento sustentável de longo prazo da economia e reduzir o défice estrutural de capitalização de empresas nacionais estratégicas viáveis que tenham sido afetadas pela pandemia de Covid-19, colmatando a delapidação de capitais próprios e acelerando a dupla transição ecológica e digital.

Para além destes, destaca-se, ainda, um conjunto de instrumentos de garantia, lançados durante os anos de 2020 e 2021 e que se encontram em vigor em 2022, com diversos limites de prazo.

A Linha de Apoio ao Turismo 2021, a decorrer até dezembro de 2022, “é um instrumento de garantia dedicado ao setor que pretende alargar o leque de soluções atualmente oferecidas para apoiar a retoma sustentável do Turismo. Com uma dotação global de 150 milhões de euros, dispõe de três linhas específicas: Fundo Maneio, Investimento e Garantias Bancárias.

O turismo pode contar ainda com a RETOMAR – Linha de Apoio à Recuperação Económica, instrumento de garantia pública que pretende apoiar a reestruturação de empresas com créditos em moratória. Dirigida a empresas dos setores mais afetados pela pandemia de Covid-19, tem uma dotação de mil milhões de euros. O prazo para a contratação das operações junto das instituições bancárias está fixado em 30 de junho de 2022.

Adicionalmente, segundo a nota do Turismo de Portugal, foram prorrogados os prazos de vigência e contratação de operações no âmbito de diversas Linhas de Apoio à Economia Covid-19, que se traduzem em empréstimos bancários exclusivamente para o financiamento das necessidades de tesouraria.

De entre esses programas contam-se apoios às Agências de Viagens e Operadores Turísticos, até 31 de março de 2022. Com uma dotação de 100 milhões de euros, destina-se ao reembolso dos valores recebidos para viagens organizadas que não foram efetuadas ou foram canceladas por facto imputável à pandemia da Covid-19; e às Médias Empresas, Small Mid Caps e Mid Caps, até 30 de junho de 2022. Com uma dotação de 400 milhões de euros, destina-se a apoiar a recuperação das empresas mais afetadas pelos efeitos da pandemia do novo coronavírus.

Com uma dotação de mil milhões de euros e destinando-se a apoiar a recuperação das empresas mais afetadas pelos efeitos da pandemia do novo coronavírus, a linha destinada às Micro e Pequenas Empresas, terá duração até 30 de junho deste ano, enquanto para as Médias e Grandes Empresas do Turismo, há uma dotação de 300 milhões de euros para apoiar o emprego e a manutenção dos postos de trabalho no setor do turismo, com vigência até 30 de junho de 2022.

 

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