Assine já
Destinos

“A sustentabilidade era, até aqui, mais uma intenção do que uma ação”

Nas palavras da diretora da Organização Mundial do Turismo (OMT) para a Europa, “a região é e será sempre um exemplo”. Embora existam aspetos a melhorar, um é inquestionável: “além de colaboração tem de haver coordenação”. E no capítulo da sustentabilidade, “ou fazemos as coisas juntos ou não funcionará”.

Victor Jorge
Destinos

“A sustentabilidade era, até aqui, mais uma intenção do que uma ação”

Nas palavras da diretora da Organização Mundial do Turismo (OMT) para a Europa, “a região é e será sempre um exemplo”. Embora existam aspetos a melhorar, um é inquestionável: “além de colaboração tem de haver coordenação”. E no capítulo da sustentabilidade, “ou fazemos as coisas juntos ou não funcionará”.

Victor Jorge
Sobre o autor
Victor Jorge
Artigos relacionados
Impacto da COVID-19 no turismo pode custar 4 biliões de dólares à economia mundial
Sem categoria
Fotos de banco de imagens por Vecteezy
Parlamento Europeu defende critérios comuns para viagens seguras e limpas
Análise
40% dos britânicos adultos não viajarão até estarem vacinados contra a COVID-19
Destinos
UE gera mais de 590 milhões de certificados digitais e admite juntar mais 28 países aos atuais 43
Destinos

Admitindo que “a pandemia foi e é uma lição com a qual precisamos aprender”, Alessandra Priante, responsável da OMT na Europa, recorre ao secretário-geral da organização, Zurab Pololikashvili, para salientar o que, a partir de agora, é fundamental ganhar: “confiança”. No aspeto da sustentabilidade, Portugal é apontado como um exemplo que “cria a tal vantagem competitiva para o futuro”.

Como é que vê a Europa no tema da sustentabilidade no turismo e viagens? Está na liderança ou corre atrás de outras regiões?
A região da Europa da OMT não se limita ao que se poderá pensar como Europa. Abrange toda a Euroásia, Rússia, Turquia, Israel, etc.. É muito mais do que os países da União Europeia. Aliás, os Estados-Membros da UE representam somente 10% dos nossos membros a nível global.

O facto é que falamos da maior região turística do mundo quando se fala na Europa. Portanto, quando se fala em ou de turismo, fala-se, obrigatoriamente, da Europa.

De acordo com os nossos dados e tendo por base o final do ano 2019, a Europa representava cerca de 51% do mercado total. Contudo, com a pandemia, a Europa perdeu mais de mil milhões de turistas internacionais, correspondendo a uma quebra de 86%.

Também não nos podemos esquecer que na Europa viaja-se para e dentro da Europa, tendência que foi reforçada por causa da COVID-19.

Portanto, voltando à sua questão, não se trata tanto de fazer uma comparação com outras regiões, mas antes ver que ações que foram realizadas.

A Europa é e será sempre um exemplo. Veja o que aconteceu com o certificado digital. Todo o mundo estava a olhar para a Europa, onde existe um modelo de coordenação que deverá servir de exemplo para as restantes regiões.

Mas funcionou?
Essa é a questão principal que deve ser respondida. No momento que foi lançado [o certificado digital] um dos pontos de maior interesse foi possibilitar e facilitar as viagens. Faz o teste, está vacinado, tudo está numa app, faz um scan na app e pode viajar à vontade.

O que, infelizmente, aconteceu, foi ter-se tornado num problema nacional, dos diversos Estados-Membros. Ou seja, dentro de cada país o certificado digital tornou-se uma espécie de ferramenta de diferenciação. Está vacinado ou não, qual a vacina com que foi inoculado, etc.. Portanto, as pessoas estavam a ser confrontadas com dificuldades dentro dos próprios países.

Então não funcionou?
Funcionou, mas quando se passou para a esfera de cada Estado-Membro, deixou de funcionar como estava pensado. Como resultado as viagens não aumentaram tanto como o esperado, porque as pessoas não se sentiam tão seguras em apanhar um voo. Preferiram, por exemplo, viajar mais de carro e não estar sujeitas a cancelamentos ou restrições de “última hora”.

O secretário-geral da OMT, Zurab Pololikashvili, afirma sempre que o que perdemos ao longo desta pandemia não foram só empregos, percentagens de PIB, dinheiro, liberdade. O fundamental que perdemos foi a “confiança”. E essa é importante voltar a ganhar-se.

A pandemia fez emergir todos os elementos emocionais que, por norma, são o oposto do turismo. Ou seja, deixou de ser possível estarmos juntos, conhecer novas pessoas e locais. A pandemia trouxe um elemento de dúvida, de escolha, de restrições, de preocupação.

Um turismo com novos KPI
Falou em “escolha”. Há escolhas a fazer além daquelas que estão a ser elencadas como, por exemplo, a sustentabilidade?
Nós temos advogado a sustentabilidade e temo-nos batido pela sustentabilidade no turismo há já muito tempo. É possível verificar que a sustentabilidade tornou-se numa palavra ou definição interessante ou bonita a colocar num qualquer plano para captar turistas. A sustentabilidade era, até aqui, mais uma intenção do que uma ação. Era “sexy”. Mas agora acabaram-se as desculpas. A pandemia foi e é uma lição com a qual precisamos aprender.

A OMT lançou um relatório, um dos muitos que lançou ao longo da pandemia, através do qual identifica uma correlação matemática que indica que os destinos que eram realmente sustentáveis, nas componentes sociais, ambientais e económicas, foram os que, no momento de abertura das fronteiras, mais facilmente se abriram de forma segura à receção de turistas. E Portugal foi um desses exemplos, foi ou é um dos destinos que está pronto. A sustentabilidade é real para vocês e isso vê-se em todo o lado. Isto cria a tal vantagem competitiva para o futuro.

Entrámos na fase em que os novos KPI na indústria do turismo já não deve identificar um país pelo número de visitantes por noite, mas sim pelos visitantes/turistas que voltaram. Quantos visitantes ou turistas avaliaram-vos bem que os fez regressar? Isso é que é importante, porque com os que regressam, vêm outros. Acredite que a palavra vai passar. Os que regressarão, posicionarão não só uma região, mas o país, um destino, Portugal, como um destino verdadeiramente alternativo.

Hoje, o turista está disponível para pagar mais 10 ou 20 euros se souber que o destino demonstra preocupação pelo futuro do planeta, do ambiente e da sustentabilidade social.

Este aspeto da sustentabilidade social é muito importante até para a própria comunidade. Há que perguntar se se está a empregar pessoas da própria comunidade, se está a integrar migrantes que chegaram e que estão envolvidos na realidade local.

Já não se coloca então a questão do “porquê”, mas sim do “quando” e “como”?
Absolutamente. Para nós, este tema já não é tema. A Europa tem o potencial, o poder, a intenção para melhorar o planeta.

Temos a obrigação, nós Europa, de liderar este processo da sustentabilidade e mostrar que não só isto é possível como é obrigatório. Se alargarmos a nossa visão, dentro de três a cinco anos, teremos muito mais benefícios comparado com outros destinos, já que a nossa velocidade é muito maior que a dos outros.

 

A pandemia fez emergir todos os elementos emocionais que, por norma, são o oposto do turismo. Ou seja, deixou de ser possível estarmos juntos, conhecer novas pessoas e locais. A pandemia trouxe um elemento de dúvida, de escolha, de restrições, de preocupação.

 

Mas dentro da indústria do turismo e viagens haverá setores que terão de acelerar, andar mais depressa que outros?
Bem, não diria mais depressa. Diria antes juntos. Ou caminhos juntos ou nunca teremos os resultados que pretendemos e ambicionamos. Na sustentabilidade, ou fazemos as coisas juntos ou não funcionará.

É essa a principal mensagem: colaboração?
Sem dúvida. Privados e público terão de trabalhar  em conjunto. Se não o fizerem, não vale a pena estar com grandes debates, com conferências, com estudos muito vastos. Não valerá a pena.

E, tal como destaca o meu secretário-geral, além de colaboração tem de haver coordenação.

Recordo que lançámos um “Comité Mundial de Crise para o Turismo” no momento que ficámos a saber que estávamos a viver uma pandemia e uma das coisas que rapidamente concluímos foi que, até juntarmos as pessoas, governos, empresas, ONG, e muitas outras entidades, colocar a Europa a falar com África, a Europa a falar com a Ásia, com a América, não teríamos sucesso.

A Comissão Europeia ouviu-nos e foi possível registar que o turismo estava no topo das agendas, que estavam perante uma das maiores cadeias de valor que impacta mais de 11% do PIB global. Foi e é importante perceber que não estamos a falar somente de três meses de verão.

Quando é que este tema da sustentabilidade já não será tema?
Isso não consigo dizer-lhe, nem prever. O que posso fazer é desejar. Fizemos análises e previsões com os players mais importantes do setor sobre quando poderíamos voltar ao “normal”, ou seja, aos números de 2019 e a conclusão foi que antes de 2024 isso não será possível na Europa.

Mas a minha pergunta era sobre a sustentabilidade?
Sim e a minha resposta é, se até 2024 não tivermos todos os destinos a implementar políticas de sustentabilidade reais e verdadeiras, estamos em sérias dificuldades.

Como referi anteriormente, já não se trata de ser “sexy”, tem de ser real e verdadeiro. Mas acredite, tudo começa em nós. Somos nós que fazemos a mudança, não podemos estar à espera que façam a mudança por nós.

E no turismo é igual: o setor não pode ficar à espera que outros façam esta mudança.

 

Sobre o autorVictor Jorge

Victor Jorge

Mais artigos
Artigos relacionados
Destinos

“O Peru pode ser um complemento ao turismo no Brasil”

À margem da “Travel Talk” que decorreu quinta-feira, 29 de setembro, na B the Travel Xperience, em Lisboa, o embaixador do Peru explicou porque é que o país é um bom complemento ao Brasil para o mercado português.

Inês de Matos

O embaixador do Peru em Portugal, Carlos Gil de Montes, considera que o “Peru pode ser um complemento ao turismo no Brasil” para o mercado português, uma vez que existem boas ligações aéreas entre os dois país e o Peru é um país que oferece “uma grande diversidade” e que conta com um povo “afetuoso e hospitaleiro”.

“Queremos poder oferecer mais Peru aos portugueses, dando-lhes um país que oferece alternativas. Os portugueses conhecem a América do Sul através do Brasil e acredito que o Peru pode ser um complemento ao turismo no Brasil. E creio que o complemento que podemos oferecer é a cultura e diversidade”, disse o embaixador aos jornalistas, à margem da Travel Talk dedicada ao Peru, esta quinta-feira, 29 de setembro, na B the Travel Xperience, em Lisboa.

Além da diversidade geográfica e cultural únicas de um país com 1,250 milhões de quilómetros quadrados, equivalente a Portugal, Espanha e França juntos, Carlos Gil de Montes explicou que também a gastronomia é hoje um dos argumentos do país a nível turístico.

“Quando falamos de cultura, falamos também de gastronomia e é um elemento importante que o Peru tem para difundir a sua cultura”, considerou, adiantando que, atualmente, o Peru tem também alguns dos “melhores restaurantes do mundo, são três entre os 50 melhores, um dos quais em segundo lugar”.

A proliferação de restaurantes de alto nível tornou mesmo a cidade de Lima, capital do país, num destino turístico, com o responsável a explicar que, atualmente, Lima “atrai muitos turistas que querem ficar na cidade para conhecer e experimentar os vários restaurantes da cidade”.

O embaixador do Peru em Portugal lamenta, no entanto, que não existam voos diretos entre os dois país, pelo que as melhores opções para os portugueses chegarem ao Peru é através de Madrid, Paris ou Amesterdão.

“Lamentavelmente, não temos voos diretos, seria o ideal, oferecia um plus ao turismo português que procura a América do Sul”, afirmou, considerando, no entanto, que, além dos voos através das capitais europeias, “se algum turista que for ao Brasil, quiser passar alguns dias no Peru, também existem opções”.

Apesar das dificuldades de voos, em 2019, o Peru tinha recebido cerca de 10 mil turistas portugueses, que procuraram essencialmente a zona de Cuzco devido aos vestígios arqueológicos e a Machu Picchu, número que foi, contudo, fortemente afetado devido à pandemia.

“Devido à pandemia esse número decresceu, mas esperamos que rapidamente possa normalizar. Acreditamos que vai ser um processo gradual”, explicou Carlos Gil de Montes, revelando que, até julho deste ano, o Peru tinha recebido cerca de mil turistas lusos.

Por isso, o embaixador do Peru em Portugal diz que vai continuar a promover o país em território nacional e conta voltar a participar na BTL, a principal feira do turismo português, já no próximo ano.

“Vamos promover o Peru permanentemente”, garantiu.

 

Sobre o autorInês de Matos

Inês de Matos

Mais artigos
Destinos

José Manuel Bolieiro defende para o destino Açores sustentabilidade e genuinidade

O presidente do Governo Regional dos Açores, José Manuel Bolieiro, defendeu que a região deve continuar a posicionar-se como destino de “desenvolvimento sustentável”, assegurando “genuinidade e manutenção do património” como marcas distintivas.

Publituris

“Temos um compromisso convicto com a nossa história, a nossa identidade e aqueles que são os objetivos de desenvolvimento sustentável das Nações Unidas”, declarou o líder açoriano, citado na página oficial do Governo Regional.

José Manuel Bolieiro, que falava aos jornalistas, em Ponta Delgada, lembrou que há que “saber cativar” profissionais para o setor, com “melhores remunerações” e “formação contínua”, acrescentando que “quando nos queixamos da falta de mão-de-obra, temos de considerar que há necessidade de qualificação de recursos humanos, mas também há uma responsabilidade de saber cativar”.

Para cativar trabalhadores, acrescentou ainda, que é preciso garantir aos futuros e aos atuais, “para que não desistem da sua intervenção, motivação e realização pessoal e profissional na sua carreira com melhores remunerações, com qualificação e formação contínua e com obviamente tempo de lazer”.

José Manuel Bolieiro destacou ainda a necessidade, no campo do turismo, de não ser “adulterada a identidade e a natureza” dos Açores, havendo “total comprometimento com a preservação e valorização” da “natureza, identidade e história”.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Destinos

Best Wine Selection valoriza vinhos do Dão

O programa “Best Wine Selection”, iniciativa que acaba de ser oficialmente apresentado no Solar do Vinho do Dão (Viseu), é um programa-piloto que visa a valorização do projeto “Enoturismo na Região Demarcada dos Vinhos do Dão”.

Publituris

A apresentação do programa foi presidida pela secretária de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Rita Marques, que destacou a resiliência do setor da restauração e deu os parabéns pelos projetos apresentados. “Quero deixar uma palavra de alento para os empresários da restauração, que têm sido um pilar da recuperação operada, dinamizando toda a atividade económica. A oportunidade destes programas é mais uma boa desculpa para continuar a fazer bem feito. O que queremos é o melhor e para isso para temos que continuar a servir bem”, afirmou.

O programa Best Wine Selection tem como objetivo principal dignificar e promover os vinhos portugueses, neste caso os vinhos do Dão, gerando uma rede de restaurantes que garanta a satisfação dos seus clientes, através da oferta de vinhos de qualidade e da prestação de um serviço irrepreensível. Ao mesmo tempo, este programa é mais uma iniciativa-chave que vem valorizar o projeto “Enoturismo na Região Demarcada dos Vinhos do Dão”, lançado pela CIM Viseu Dão Lafões e integrando sinergias entre a AHRESP, o Turismo Centro de Portugal, a Viseu Marca e a CVR do Dão.

Fruto desta iniciativa os restaurantes da região Viseu Dão Lafões vão poder exibir um novo selo de qualidade, o “Best Wine Selection”, que atesta a excelência do serviço prestado no domínio dos vinhos do Dão.

Promover a oferta vitivinícola da região, incentivar o consumo de produtos regionais e qualificados, impulsionar as empresas de restauração e alojamento que integrem o programa e atrair turistas, consumidores e visitantes são objetivos complementares.

Para poderem ser candidatos ao programa “Best Wine Selection”, os restaurantes têm de ser previamente aderentes ao programa “Seleção Gastronomia e Vinhos”, também da AHRESP. Depois, devem manifestar o interesse na candidatura através do preenchimento de um boletim de inscrição, disponível no site da AHRESP.

Os restaurantes que integrem esta Rede passam a usufruir de várias vantagens, como o direito de exibirem uma placa e um diploma “Best Wine Selection”, respetivamente no exterior e no interior do estabelecimento. Também podem utilizar a marca “Best Wine Selection” para promoverem e divulgarem iniciativas próprias, aceder a canais de promoção inerentes ao próprio programa e serem incorporados no site das entidades parceiras, com ligação a outros sites de interesse turístico. Além disso, ficam abrangidos por estímulos a processos de modernização e de implementação de boas práticas.

O programa “Best Wine Selection” surge em linha com a proposta de ativação da Rota do Vinho do Dão, com iniciativas de qualidade e diferenciadoras, tirando partido de outras atividades com potencial turístico já em curso no território, nomeadamente ao nível da gastronomia, da valorização do património histórico, das tradições culturais e da vertente natureza, com particular incidência no inegável valor histórico e patrimonial vitivinícola existente na região do Dão.

 

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Alojamento

Nova edição: merytu, sustentabilidade, Quadrante e Animação Turística

A nova edição do Publituris, a última do mês de setembro, faz capa com a nova plataforma merytu, que pretende dar resposta a uma problemática do setor do turismo: os Recursos Humanos.

Publituris

A nova edição do Publituris, a última do mês de setembro, faz capa com a nova plataforma merytu, que pretende dar resposta a uma problemática do setor do turismo: os Recursos Humanos.

Pensada em 2020 e lançada no ano passado, esta plataforma pretende facilitar o contacto entre quem emprega e quem procura emprego liberal e flexível. Apesar de ter uma especial incidência na hospitalidade, a merytu pretende abranger todo o turismo a nível nacional, entre outros setores de atividade já em vista.

Nesta edição, saiba também o que está a fazer o operador turístico Quadrante, que decidiu mudar alguns paradigmas para estar mais próximo dos agentes de viagens, e conheça as conclusões a que chegou Cláudia Seabra, investigadora da Universidade de Coimbra, que foi estudar o impacto da COVID-19 na sustentabilidade no turismo.

Os Publituris Portugal Travel Awards 2022 estão a chegar e, por isso, os nomeados voltam a integrar esta edição, até porque a votação para eleger os vencedores termina já a 7 de outubro.

Até lá, ainda é possível votar nos 104 nomeados em 15 categorias que concorrem na edição deste ano e que serão conhecidos no dia 18 de outubro, a partir das 19h00, na Quinta da Pimenteira, em Lisboa. A votação está disponível aqui.

Nesta edição, publicamos ainda um dossier sobre animação turística, segmento que continua a encontrar vários constrangimentos e cuja recuperação ainda é tímida. Integrada neste trabalho, está também uma entrevista ao presidente da APECATE, associação que representa a animação turística, congressos e eventos, que se queixa dos parcos apoios destinados a este setor.

Além do Check-in, as opiniões desta edição são de Francisco Jaime Quesado (economista), Mafalda Almeida (professora do ISCE), António Paquete (economista) e Luiz S. Marques (investigador).

Boas leituras!

A versão completa desta edição é exclusiva para subscritores do Publituris. Pode comprar apenas esta edição ou efetuar uma assinatura do Publituris aqui obtendo o acesso imediato.

Para mais informações contacte: Carmo David | [email protected] | 215 825 43

Nota: Se já é subscritor do Publituris entre no site com o seu Login de assinante, dirija-se à secção Premium – Edição Digital e escolha a edição que deseja ler, abra o epaper com os dados de acesso indicados no final do resumo de cada edição.

 

 

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Destinos

Edição Digital: merytu, sustentabilidade, Quadrante e Animação Turística

A nova edição do Publituris, a última do mês de setembro, faz capa com a nova plataforma merytu, que pretende dar resposta a uma problemática do setor do turismo: os Recursos Humanos.

Publituris

A nova edição do Publituris, a última do mês de setembro, faz capa com a nova plataforma merytu, que pretende dar resposta a uma problemática do setor do turismo: os Recursos Humanos.

Pensada em 2020 e lançada no ano passado, esta plataforma pretende facilitar o contacto entre quem emprega e quem procura emprego liberal e flexível. Apesar de ter uma especial incidência na hospitalidade, a merytu pretende abranger todo o turismo a nível nacional, entre outros setores de atividade em vista.

Nesta edição, saiba também o que está a fazer o operador turístico Quadrante, que decidiu mudar alguns paradigmas para estar mais próximo dos agentes de viagens, e conheça as conclusões a que chegou Cláudia Seabra, investigadora da Universidade de Coimbra, que foi estudar o impacto da COVID-19 na sustentabilidade no turismo.

Os Publituris Portugal Travel Awards estão a chegar e, por isso, os nomeados voltam a integrar esta edição, até porque a votação para eleger os vencedores termina já a 7 de outubro.

Até lá, ainda é possível votar nos 104 nomeados em 15 categorias que concorrem na edição deste ano e que serão conhecidos no dia 18 de outubro, a partir das 19h00, na Quinta da Pimenteira, em Lisboa. A votação está disponível aqui.

Nesta edição, publicamos ainda um dossier sobre animação turística, segmento que continua a encontrar vários constrangimentos e cuja recuperação continua a ser tímida. Integrada neste trabalho, está também uma entrevista ao presidente da APECATE, associação que representa o setor da animação turística, congressos e eventos, que se queixa dos parcos apoios destinados ao setor.

Além do Check-in, as opiniões desta edição são de Francisco Jaime Quesado (economista), Mafalda Almeida (professora do ISCE), António Paquete (economista) e Luiz S. Marques (investigador).

Leia a edição aqui.

 

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Destinos

Já são conhecidos os melhores museus e atrações de Portugal

A Tiqets acaba de anunciar os vencedores nacionais dos Remarkable Venue Awards, prémios que reconhecem os melhores museus e atrações de nove países. Cinco categorias foram decididas pelos clientes da Tiqets e duas por um júri de especialistas em turismo.

Publituris

Os museus e atrações nacionais concorreram em sete categorias. Cinco dessas categorias foram decididas com base em mais de um milhão de avaliações que os clientes da Tiqets atribuíram às atrações que visitaram. Ao todo, em 2022 a competição contou com nove países, incluindo Portugal. Os prémios mundiais serão anunciados a 2 de novembro.

“Os vencedores portugueses dos Remarkable Venue Awards oferecem experiências de referência que estão a definir padrões e tendências para o futuro do turismo. Temos muito orgulho em poder contar com Portugal pela primeira vez e, especialmente, com um conjunto de vencedores regionais que asseguraram uma estreia em grande para o mercado nacional”, refere Jaume Vidal, diretor regional da Tiqets para Espanha e Portugal.

Os vencedores portugueses de cada categoria são:

Local Mais Notável: Oceanário de Lisboa

Melhor Museu: Immersivus Gallery Porto

Melhor Atração: Museu do FC Porto – Estádio do Dragão

Melhor Marco Histórico: Castelo dos Mouros

Melhor Experiência no Local: Ideal Clube de Fado

Local Mais Inovador: Livraria Lello

Melhor Joia Escondida: 516 Arouca – Ponte Suspensa

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos

Dino Parque, Lourinhã

Destinos

Dino Parque celebra 1 milhão de visitantes com Golden Ticket

A chegada à marca de um milhão de visitantes vai ser assinalada com a oferta de um Golden Ticket, com um desconto de 50% numa próxima visita ao parque, válido até janeiro 2023.

Publituris

O Dino Parque, o parque temático da Lourinhã dedicado aos dinossauros, vai chegar, este fim-de-semana, à marca de um milhão de visitantes desde a abertura ao público, em 2018, momento que vai ser assinalado com a oferta a todos os visitantes de um Golden Ticket, com um desconto de 50% numa próxima visita ao parque, válido até janeiro 2023.

“É com orgulho que atingimos a marca de um milhão de visitantes desde a nossa abertura. Conseguimos fazer do Dino Parque um local que reúne famílias, que alia diversão ao conhecimento, com o privilégio de estarmos no meio da natureza a homenagear uma história de milhões de anos”, afirma Luís Rocha, diretor-geral do Dino Parque Lourinhã.

O Dino Parque detalha que, do milhão de visitantes já registados, cerca de 150 mil visitaram o parque em contexto escolar, o que, acrescenta o parque, “atesta novamente o valor pedagógico e educativo do Dino Parque Lourinhã”.

Por isso, o Dino Parque preparou também algumas surpresas para as crianças durante o próximo fim-de-semana, prometendo “um conjunto de iniciativas para surpreender os mais pequenos e para tornar o dia deles ainda mais feliz”.

Luís Rocha destaca que a chegada ao Dino Parque à marca de um milhão de visitantes é ainda mais significativa porque, no últimos dois anos, o país esteve confinado, o que obrigou ao encerramento do parque durante vários meses.

“Este número de visitantes superou as nossas melhores expectativas, principalmente quando pensamos nos enormes desafios que se apresentaram com dois anos de pandemia, que obrigaram o Dino Parque a encerrar durante quase cinco meses”, considera o diretor-geral do Dino Parque.

Mesmo durante o período da pandemia, o Dino Parque continuou a investir em novidades e projetos de investigação cientifica, que permitiram até descobrir espécies únicas de dinossauros, como o caso do Plesiopharus moelensis, no ano passado.

O Dino Parque Lourinhã é composto por cinco diferentes percursos que permitem aos visitantes observar mais de 180 modelos de espécies de dinossauros à escala real, bem como animais que habitam o planeta terra desde há 450 milhões de anos.

O parque é composto por 10 hectares e, além dos percursos exteriores, é também possível visitar, no edifício central do Dino Parque, o live lab e o espaço museológico com a exposição paleontológica “Dinossauros da Lourinhã”, onde encontram fósseis verdadeiros e réplicas, sendo o mais emblemático o ninho de ovos de dinossauros com cerca de 150 milhões de anos.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Destinos

Bolsa de Empregabilidade chega ao Algarve e anuncia novidade para o turismo e hospitalidade

Além da realização da feira de emprego no Algarve, a Bolsa de Empregabilidade lançou também uma nova plataforma online de recrutamento e vai promover eventos de networking matinal, os Breakfast & Business.

Publituris

A Bolsa de Empregabilidade anunciou que, em 2023, vai realizar, pela primeira vez, uma feira de emprego no Algarve, iniciativa que chega ao sul do país depois de seis anos de realização em Lisboa e de, no ano passado, ter passado também a decorrer no Porto.

“A Bolsa de Empregabilidade regressa em 2023 e traz novas ofertas para as empresas. Estão previstas três localizações para as feiras de emprego, que se realizam há seis anos em Lisboa e estrearam-se no Porto no ano passado. As empresas do setor do turismo e da hospitalidade vão poder viajar com a Bolsa para o Algarve e aumentar o seu contacto junto dos futuros profissionais também no sul do país”, indica a Bolsa de Empregabilidade, em comunicado.

No próximo ano, as feiras físicas vão também contar com um espaço dedicado às escolas do setor, onde os estabelecimentos de ensino ligados ao turismo e hospitalidade vão poder divulgar os seus cursos.

Mas a Bolsa de Empregabilidade conta com mais novidades e lançou também uma nova plataforma online de recrutamento, com 365 dias de acesso, colocação de vagas ilimitadas e várias outras funcionalidades que possibilitam uma contratação mais rápida e eficaz.

“Aliar o recrutamento direto, através de contratações chave na mão em feiras físicas, ao recrutamento online, surge do feedback recebido pelas empresas. O intuito deste projeto, organizado pelo Fórum Turismo, é responder à necessidade individual de cada empresa, que tanto pode passar pelo recrutamento personalizado, como por uma necessidade urgente de contratação, e até pela promoção e comunicação da marca”, explica a Bolsa de Empregabilidade.

Paralelamente, a Bolsa de Empregabilidade vai ainda promover eventos de networking matinal, os Breakfast & Business, que começam ao pequeno-almoço, às 9h30, e “reúnem profissionais do turismo para debaterem os temas atuais do setor, manterem-se a par das novidades e alargarem as redes de contactos”.

Todas as atividades, incluindo eventos de networking e ações de formação, estão disponíveis às empresas com a compra dos pacotes da Bolsa de Empregabilidade, cujos preços começam nos 150€, condições de early bird que terminam a 15 de outubro.

Este projeto é organizado pela Associação Fórum Turismo e dirige-se a todas as empresas do setor do turismo, viagens, hotelaria e restauração. Mais informações aqui.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Destinos

Canadá levanta todas as restrições relacionadas com a COVID-19 a 1 de outubro

O levantamento de restrições foi já aplaudido pela Air Canada, que espera que a decisão ajude à recuperação do transporte aéreo para níveis pré-pandemia.

Publituris

O governo do Canadá aprovou o levantamento de todas as restrições relacionadas com a COVID-19 a partir de 1 de outubro, incluindo o uso de máscara facial nos aviões e comboios, testes, quarentena e registo no portal ArriveCan.

“O governo do Canadá anunciou a remoção de todas as restrições de entrada da COVID-19, bem como os requisitos de teste, quarentena e isolamento para qualquer pessoa que entre no Canadá, a partir de 1 de outubro de 2022”, anunciou o governo canadiano no seu website oficial.

O executivo invoca a melhoria da situação epidemiológica e a alta taxa de vacinação no país para o levantamento total das restrições, ainda que continue a recomendar “fortemente”  o uso de máscara facial em viagens.

Quem já veio aplaudir o levantamento das restrições foi a Air Canada, que considera que viajar sem máscara é seguro e invoca as evidências cientificas que apontam nesse sentido, falando ainda nos benefícios da decisão para a economia e turismo no Canadá.

“Acreditamos que esta decisão facilitará muito as viagens, ajudará a estabilizar o setor do transporte aéreo do país e apoiará a economia do Canadá”, afirma Craig Landry, Executive Vice-President e Chief Operating Officer da Air Canada.

A Air Canada espera que o levantamento das restrições permita a recuperação do transporte aéreo no país, que foi fortemente afetado pelas medidas adotadas na sequência da COVID-19 e, num comunicado enviado à imprensa, diz estar a trabalhar com todos os parceiros do setor para repor os níveis de serviço pré-pandemia.

 

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos

Avião Fotos de banco de imagens por Vecteezy

Destinos

Turismo alvo de 4.000 queixas desde o início do ano

Segundo o Portal da Queixa, “o número de reclamações dirigidas ao setor do Turismo está a aumentar” e, desde o início do ano, as queixas aumentaram 12% face a igual período de 2021 e 56% em comparação com 2019.

Publituris

O setor do Turismo foi alvo de 4000 reclamações desde o início do ano, que abrangem principalmente as companhias aéreas e os sites de reserva de viagens, avança o Portal da Queixa, que realizou uma análise às reclamações relacionadas com o setor por ocasião do Dia Mundial do Turismo.

Segundo o Portal da Queixa, “o número de reclamações dirigidas ao setor do Turismo está a aumentar”, uma vez que, até 26 de setembro, foram registadas 3882 reclamações relacionadas com este setor, o que representa um crescimento de 12% em relação ao período homólogo de 2021, quando foram registadas 3475 queixas.

“Comparativamente com 2019, o aumento é ainda mais expressivo, verificando-se uma subida de 56%. Em ano de pré-pandemia, foram registadas apenas 2495 reclamações durante o mesmo período”, acrescenta o Portal da Queixa.

O maior número de reclamações diz respeito à categoria “Hotéis, Viagens e Turismo”, principalmente nas subcategorias: Companhias Aéreas (1415) e Sites de Reserva de Viagens (1338), seguindo-se os Sites de Reserva de Viagens (348) e os Sites de Reserva de Alojamento, com 343 queixas.

No que diz respeito às companhias aéreas, a TAP é a mais visada, com 605 queixas recebidas desde o início do ano, seguindo-se a Ryanair, que acolheu 257 reclamações, a easyjet (143), a Vueling (69) e a Iberia (50).

“Os principais motivos de reclamação contra as Companhias Aéreas estão relacionados com o cancelamento e reembolso de voos, a gerar 43% das queixas; dificuldades no atendimento ao cliente (27%); perda ou problemas com bagagem (27%) e outros (3%)”, especifica o Portal da Queixa.

Relativamente às companhias aéreas, o Portal da Queixa acrescenta que, na análise aos indicadores de performance sobre a capacidade de resposta aos consumidores, “as cinco companhias aéreas têm níveis muito baixos no que se refere à taxa de resposta e à taxa de solução, o que na avaliação feita pelos consumidores, resulta em Índices de Satisfação muito fracos, todas as operadoras com pontuações abaixo dos 18 pontos (em 100)”.

Já no que respeita aos Sites Reserva de Viagens, a maioria das queixas diz respeito à eDreams, com 847 reclamações, e à Rumbo, que somou 136 queixas, sendo que, nesta subcategoria, foram os problemas com as reservas (43%), problemas com o reembolso (29%), dificuldades no apoio ao cliente (13%), esquemas de burla/fraude (8%) e outros motivos (7%) que motivaram a maior parte das reclamações.

“Destaca-se que, ambas as marcas registam um Índice de Satisfação inferior a 10 pontos (em 100)”, indica ainda o Portal da Queixa.

Nas Agências de Viagens, o principal motivo de reclamação foram os problemas com os reembolsos, que foram responsáveis por 70% das queixas, existindo ainda 17% de queixas por alegada burla e 13% por outros motivos.

“No topo das entidades com maior número de reclamações está a CidadeTur (54) – agência do Porto que recentemente foi alvo de acusações por alegada burla com inúmeros consumidores a partilharem os casos no Portal da Queixa -, seguem-se depois a Travelgenio (45) e a Xtravel (38). A Viagens Abreu acolhe 37 reclamações”, refere o Portal da Queixa, indicando que a Travelgenio foi a empresa com o Índice de Satisfação com a pontuação mais alta, de 40.2 (em 100), registando ainda uma taxa de solução de 22.4% e uma taxa de reposta de 100%.

Já nos Sites de Reserva de Alojamento, que foi uma “das subcategorias do setor do Turismo com menos queixas registadas desde o início do ano”, os principais motivos de reclamação referem-se a problemas com pagamentos/reembolsos (55%) e problemas com as reservas/alojamento (43%).

“A recolher uma grande fatia das reclamações está o Booking (185), seguido da Air bnb (49), empresa que, por seu turno, em relação ao Booking, regista uma melhor performance na capacidade de reposta ao consumidor, com 98.5% de taxa de resposta, 32.3% de taxa de solução e um Índice de Satisfação pontuado em 47.2 (em 100)”, especifica o Portal da Queixa.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos

Navegue

Sobre nós

Grupo Workmedia

Mantenha-se conectado

©2021 PUBLITURIS. Todos os direitos reservados.