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“A sustentabilidade era, até aqui, mais uma intenção do que uma ação”

Nas palavras da diretora da Organização Mundial do Turismo (OMT) para a Europa, “a região é e será sempre um exemplo”. Embora existam aspetos a melhorar, um é inquestionável: “além de colaboração tem de haver coordenação”. E no capítulo da sustentabilidade, “ou fazemos as coisas juntos ou não funcionará”.

Victor Jorge
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“A sustentabilidade era, até aqui, mais uma intenção do que uma ação”

Nas palavras da diretora da Organização Mundial do Turismo (OMT) para a Europa, “a região é e será sempre um exemplo”. Embora existam aspetos a melhorar, um é inquestionável: “além de colaboração tem de haver coordenação”. E no capítulo da sustentabilidade, “ou fazemos as coisas juntos ou não funcionará”.

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Admitindo que “a pandemia foi e é uma lição com a qual precisamos aprender”, Alessandra Priante, responsável da OMT na Europa, recorre ao secretário-geral da organização, Zurab Pololikashvili, para salientar o que, a partir de agora, é fundamental ganhar: “confiança”. No aspeto da sustentabilidade, Portugal é apontado como um exemplo que “cria a tal vantagem competitiva para o futuro”.

Como é que vê a Europa no tema da sustentabilidade no turismo e viagens? Está na liderança ou corre atrás de outras regiões?
A região da Europa da OMT não se limita ao que se poderá pensar como Europa. Abrange toda a Euroásia, Rússia, Turquia, Israel, etc.. É muito mais do que os países da União Europeia. Aliás, os Estados-Membros da UE representam somente 10% dos nossos membros a nível global.

O facto é que falamos da maior região turística do mundo quando se fala na Europa. Portanto, quando se fala em ou de turismo, fala-se, obrigatoriamente, da Europa.

De acordo com os nossos dados e tendo por base o final do ano 2019, a Europa representava cerca de 51% do mercado total. Contudo, com a pandemia, a Europa perdeu mais de mil milhões de turistas internacionais, correspondendo a uma quebra de 86%.

Também não nos podemos esquecer que na Europa viaja-se para e dentro da Europa, tendência que foi reforçada por causa da COVID-19.

Portanto, voltando à sua questão, não se trata tanto de fazer uma comparação com outras regiões, mas antes ver que ações que foram realizadas.

A Europa é e será sempre um exemplo. Veja o que aconteceu com o certificado digital. Todo o mundo estava a olhar para a Europa, onde existe um modelo de coordenação que deverá servir de exemplo para as restantes regiões.

Mas funcionou?
Essa é a questão principal que deve ser respondida. No momento que foi lançado [o certificado digital] um dos pontos de maior interesse foi possibilitar e facilitar as viagens. Faz o teste, está vacinado, tudo está numa app, faz um scan na app e pode viajar à vontade.

O que, infelizmente, aconteceu, foi ter-se tornado num problema nacional, dos diversos Estados-Membros. Ou seja, dentro de cada país o certificado digital tornou-se uma espécie de ferramenta de diferenciação. Está vacinado ou não, qual a vacina com que foi inoculado, etc.. Portanto, as pessoas estavam a ser confrontadas com dificuldades dentro dos próprios países.

Então não funcionou?
Funcionou, mas quando se passou para a esfera de cada Estado-Membro, deixou de funcionar como estava pensado. Como resultado as viagens não aumentaram tanto como o esperado, porque as pessoas não se sentiam tão seguras em apanhar um voo. Preferiram, por exemplo, viajar mais de carro e não estar sujeitas a cancelamentos ou restrições de “última hora”.

O secretário-geral da OMT, Zurab Pololikashvili, afirma sempre que o que perdemos ao longo desta pandemia não foram só empregos, percentagens de PIB, dinheiro, liberdade. O fundamental que perdemos foi a “confiança”. E essa é importante voltar a ganhar-se.

A pandemia fez emergir todos os elementos emocionais que, por norma, são o oposto do turismo. Ou seja, deixou de ser possível estarmos juntos, conhecer novas pessoas e locais. A pandemia trouxe um elemento de dúvida, de escolha, de restrições, de preocupação.

Um turismo com novos KPI
Falou em “escolha”. Há escolhas a fazer além daquelas que estão a ser elencadas como, por exemplo, a sustentabilidade?
Nós temos advogado a sustentabilidade e temo-nos batido pela sustentabilidade no turismo há já muito tempo. É possível verificar que a sustentabilidade tornou-se numa palavra ou definição interessante ou bonita a colocar num qualquer plano para captar turistas. A sustentabilidade era, até aqui, mais uma intenção do que uma ação. Era “sexy”. Mas agora acabaram-se as desculpas. A pandemia foi e é uma lição com a qual precisamos aprender.

A OMT lançou um relatório, um dos muitos que lançou ao longo da pandemia, através do qual identifica uma correlação matemática que indica que os destinos que eram realmente sustentáveis, nas componentes sociais, ambientais e económicas, foram os que, no momento de abertura das fronteiras, mais facilmente se abriram de forma segura à receção de turistas. E Portugal foi um desses exemplos, foi ou é um dos destinos que está pronto. A sustentabilidade é real para vocês e isso vê-se em todo o lado. Isto cria a tal vantagem competitiva para o futuro.

Entrámos na fase em que os novos KPI na indústria do turismo já não deve identificar um país pelo número de visitantes por noite, mas sim pelos visitantes/turistas que voltaram. Quantos visitantes ou turistas avaliaram-vos bem que os fez regressar? Isso é que é importante, porque com os que regressam, vêm outros. Acredite que a palavra vai passar. Os que regressarão, posicionarão não só uma região, mas o país, um destino, Portugal, como um destino verdadeiramente alternativo.

Hoje, o turista está disponível para pagar mais 10 ou 20 euros se souber que o destino demonstra preocupação pelo futuro do planeta, do ambiente e da sustentabilidade social.

Este aspeto da sustentabilidade social é muito importante até para a própria comunidade. Há que perguntar se se está a empregar pessoas da própria comunidade, se está a integrar migrantes que chegaram e que estão envolvidos na realidade local.

Já não se coloca então a questão do “porquê”, mas sim do “quando” e “como”?
Absolutamente. Para nós, este tema já não é tema. A Europa tem o potencial, o poder, a intenção para melhorar o planeta.

Temos a obrigação, nós Europa, de liderar este processo da sustentabilidade e mostrar que não só isto é possível como é obrigatório. Se alargarmos a nossa visão, dentro de três a cinco anos, teremos muito mais benefícios comparado com outros destinos, já que a nossa velocidade é muito maior que a dos outros.

 

A pandemia fez emergir todos os elementos emocionais que, por norma, são o oposto do turismo. Ou seja, deixou de ser possível estarmos juntos, conhecer novas pessoas e locais. A pandemia trouxe um elemento de dúvida, de escolha, de restrições, de preocupação.

 

Mas dentro da indústria do turismo e viagens haverá setores que terão de acelerar, andar mais depressa que outros?
Bem, não diria mais depressa. Diria antes juntos. Ou caminhos juntos ou nunca teremos os resultados que pretendemos e ambicionamos. Na sustentabilidade, ou fazemos as coisas juntos ou não funcionará.

É essa a principal mensagem: colaboração?
Sem dúvida. Privados e público terão de trabalhar  em conjunto. Se não o fizerem, não vale a pena estar com grandes debates, com conferências, com estudos muito vastos. Não valerá a pena.

E, tal como destaca o meu secretário-geral, além de colaboração tem de haver coordenação.

Recordo que lançámos um “Comité Mundial de Crise para o Turismo” no momento que ficámos a saber que estávamos a viver uma pandemia e uma das coisas que rapidamente concluímos foi que, até juntarmos as pessoas, governos, empresas, ONG, e muitas outras entidades, colocar a Europa a falar com África, a Europa a falar com a Ásia, com a América, não teríamos sucesso.

A Comissão Europeia ouviu-nos e foi possível registar que o turismo estava no topo das agendas, que estavam perante uma das maiores cadeias de valor que impacta mais de 11% do PIB global. Foi e é importante perceber que não estamos a falar somente de três meses de verão.

Quando é que este tema da sustentabilidade já não será tema?
Isso não consigo dizer-lhe, nem prever. O que posso fazer é desejar. Fizemos análises e previsões com os players mais importantes do setor sobre quando poderíamos voltar ao “normal”, ou seja, aos números de 2019 e a conclusão foi que antes de 2024 isso não será possível na Europa.

Mas a minha pergunta era sobre a sustentabilidade?
Sim e a minha resposta é, se até 2024 não tivermos todos os destinos a implementar políticas de sustentabilidade reais e verdadeiras, estamos em sérias dificuldades.

Como referi anteriormente, já não se trata de ser “sexy”, tem de ser real e verdadeiro. Mas acredite, tudo começa em nós. Somos nós que fazemos a mudança, não podemos estar à espera que façam a mudança por nós.

E no turismo é igual: o setor não pode ficar à espera que outros façam esta mudança.

 

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Japão reabre fronteiras a turismo de grupo a 10 de junho

Serão 98 os países que, a partir de 10 de junho, poderão entrar com grupos de turistas no Japão. Além disso, passarão a ser sete os aeroportos que aceitarão voos internacionais.

O Japão vai permitir a entrada de grupos de turistas de 98 países a partir de 10 de junho, pondo fim a mais de dois anos de fronteiras fechadas a visitantes devido à pandemia da COVID-19.

A lista de 98 países e regiões, onde a situação da COVID-19 é considerada como relativamente estável, inclui os Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, Austrália, Rússia e as vizinhas China, Taiwan e Coreia do Sul, assim como Brasil, Moçambique e Timor-Leste, de acordo com o anúncio feito na quinta-feira pelo primeiro-ministro japonês, Fumio Kishida.

O Japão vai também aumentar o número de aeroportos que aceitam voos internacionais para sete, adicionando Naha em Okinawa, no Sul, e Shin-Chitose em Hokkaido, no Norte.

Todos os turistas devem apresentar um teste com resultado negativo à COVID-19 antes de viajar para o Japão e alguns serão ainda testados novamente à chegada.

Pessoas já vacinadas com a dose de reforço poderão evitar o teste adicional, bem como uma quarentena de três dias.

Os turistas serão acompanhados e terão de respeitar o uso de máscara e outras medidas impostas para controlar a pandemia no Japão.

O anúncio acontece depois do Governo ter anunciado na semana passada que iria testar este mês pacotes turísticos para pequenos grupos vindos dos Estados Unidos, Austrália, Tailândia e Singapura.

O teste-piloto, que envolve apenas 50 pessoas que receberam vistos especiais, em vez de vistos de turista, deve terminar na terça-feira.

Durante a maior parte da pandemia, o Japão impediu a entrada de turistas e permitiu apenas o regresso de cidadãos japoneses e residentes estrangeiros, embora com algumas restrições.

“O intercâmbio livre e ativo de pessoas é a base da economia e da sociedade, bem como do desenvolvimento da Ásia”, disse Kishida.

O primeiro-ministro japonês disse que o objetivo é facilitar as medidas de controlo de fronteira, mas de forma gradual, pois a população apoia as restrições atuais.

O limite diário de entrada do Japão de passageiros em voos internacionais vai duplicar a partir de quarta-feira, para 20 mil pessoas, disse o responsável pelo gabinete encarregado das medidas de controlo da pandemia, Makoto Shimoaraiso.

Antes da pandemia, a economia japonesa dependia cada vez mais do turismo, tendo o país atingido um novo recorde, em 2019, ao receber 31,9 milhões de visitantes estrangeiros.

O Japão tinha estabelecido como objetivo 40 milhões de turistas em 2020, ano em que originalmente seriam realizados os Jogos Olímpicos de Tóquio. A pandemia arruinou esse objetivo e os Jogos foram adiados para 2021, tendo decorrido com muitas limitações.

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Países Bálticos e Nórdicos mostram oferta em Lisboa para impulsionar mercado português

O Workshop dos Países Bálticos e Nórdicos contou com a participação de seis empresas de serviços turísticos destes países, recebeu cerca de 20 representantes de agências de viagens e operadores turísticos nacionais, e mereceu balanço positivo.

Os países Bálticos e Nórdicos promoveram esta quinta-feira, 26 de maio, um workshop na capital portuguesa para dar a conhecer a oferta turística que disponibilizam, com o objetivo de estimular o contacto e negócios com o trade turístico nacional e, com isso, aumentar o número de turistas portugueses que visitam o destino.

A iniciativa, que contou com a participação de seis empresas que fornecem serviços turísticos nestes países, entre hotelaria, regiões de turismo, transportes marítimos, museus e atividades de animação turística, e recebeu cerca de 20 representantes de agências de viagens e operadores turísticos nacionais, mereceu um balanço positivo.

“Tentámos trazer aqui um pouco da oferta turística dos Países Nórdicos e Bálticos, porque queremos que as agências de viagens portuguesas, operadores turísticos e de incentivos conheçam aquilo que estes países têm para oferecer e possam iniciar conversações e uma cooperação enquanto distribuidores do produto”, explicou Sami Auvinen, CEO da Inseltrade, uma consultora que promove oportunidades de negócio em Portugal e Espanha junto das empresas destes países e que organizou a iniciativa com a APG Portugal.

De acordo com o responsável, são ainda poucos os portugueses que visitam os países Bálticos e Nórdicos, pelo que esse foi também um dos objetivos deste workshop, que decorreu no Neya Lisboa Hotel.

“Claro que esperamos que, com esta ação, mais portugueses possam visitar estes países, tanto no verão como no inverno. Sabemos que o inverno é mais famoso por causa do Natal, do Pai Natal na Lapónia e dos Mercados de Natal, mas penso que estes são também destinos perfeitos para o verão”, acrescentou o CEO da Inseltrade.

Com um verão mais ameno, os países Bálticos e Nórdicos oferece, segundo o responsável, “locais muito agradáveis para visitar nesta altura, como lagos, alojamento de verão e atividades muito variadas”, grande parte delas na natureza.

Sami Auvinen mostra-se por isso confiante que o workshop “vai cumprir o seu objetivo”, ainda que admita que este países venham a sofrer algum impacto no turismo devido à guerra na Ucrânia, até pelo receio devido à proximidade ao conflito militar, apesar de não acreditar que a guerra se possa alargar a algum dos países Bálticos ou Nórdicos.

“A guerra vai afetar o turismo, não temos dúvidas. A guerra está a decorrer na Ucrânia e não acredito, sinceramente, que se vá alargar aos países Bálticos ou Nórdicos. Esse é um longo debate, não vejo que isso possa acontecer, mas é perfeitamente natural que as pessoas tenham medo de viajar para esses países”, admitiu, garantindo, no entanto, que estes são “países pacíficos e seguros”.

Eckerö Line Ab Oy, Finnlines Oyj, Hotel Kalevala/Arctic Lakeland, Paljakka Finland / Arctic Lakeland, Vasa Museum e Vuokatti Finland foram as empresas dos Países Bálticos e Nórdicos que marcaram presença neste workshop que, além de Lisboa, passou também por Barcelona e Madrid, em Espanha.

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Centro e Porto e Norte de Portugal juntam-se aos Observatórios Regionais de Turismo Sustentável

O Observatório para o Turismo Sustentável do Centro de Portugal e o Observatório para o Turismo Sustentável do Porto e Norte juntam-se ao Observatório do Turismo Sustentável do Alentejo (ASTO), dos Açores e o Observatório Regional para o Turismo Sustentável do Algarve (AlgSTO).

O Observatório para o Turismo Sustentável do Centro de Portugal e o Observatório para o Turismo Sustentável do Porto e Norte foram recentemente lançados através da formalização dos respetivos protocolos entre as entidades envolvidas.

Ambos os observatórios pretendem ser reconhecidos pela Organização Mundial do Turismo (OMT) enquanto membros da sua Rede Internacional de Observatórios de Turismo Sustentável (INSTO), consolidando assim a posição de Portugal como líder da monitorização da sustentabilidade dos destinos. Atualmente Portugal tem três observatórios a funcionar na rede nacional: o Observatório do Turismo Sustentável do Alentejo (ASTO), o Observatório de Turismo dos Açores e o Observatório Regional para o Turismo Sustentável do Algarve (AlgSTO), todos pertencentes à rede internacional da OMT (INSTO).

De referir que o Turismo de Portugal tem vindo a trabalhar com as entidades regionais para a criação de observatórios de sustentabilidade nas diversas regiões, dando prossecução aos objetivos definidos na Estratégia Turismo 2027 que preconiza que o destino Portugal se deve posicionar como um dos mais competitivos e sustentáveis do Mundo. O objetivo, segundo a entidade, é “obter um conhecimento aprofundado dos impactes da atividade no território e uma maior eficiência no planeamento e gestão dos destinos”.

Enquanto autoridade turística nacional e responsável pela implementação do Plano “Reativar o Turismo |Construir o Futuro”, o Turismo de Portugal tem vindo a desenvolver uma série de iniciativas para afirmar o turismo como hub para o desenvolvimento de todo o território, desencadeando ações e iniciativas várias, e estabelecendo metas específicas de sustentabilidade, nomeadamente através do recentemente lançado Plano Turismo +Sustentável 20-23.

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Turismo de Portugal diz desenvolver trabalho no sentido de “reforçar as ligações das companhias aéreas para todos os aeroportos nacionais”

Depois das notícias que vieram a público, o Turismo de Portugal diz, em comunicado, que é “indiscutível que a TAP desempenha um papel crucial na conectividade e acessibilidade ao Destino Portugal”.

Victor Jorge

O Turismo de Portugal (TdP) salientou esta quinta-feira, em comunicado, “tem desenvolvido um importante trabalho em estreita colaboração com todos os players do setor, desde cada uma das Associações e Entidades Regionais de Promoção Turística até aos inúmeros empresários e diversas associações que representam o turismo nacional”.

“O Turismo de Portugal tem como missão promover Portugal como destino turístico, apoiar o desenvolvimento das infraestruturas turísticas e o investimento no setor”, lê-se no comunicado emitido após o Jornal de Notícia ter noticiado que o presidente do Turismo de Portugal tinha “incentivado agentes da região Norte a apostar na Ibéria como parceiro estratégico e em Madrid enquanto aeroporto de ligação internacional, em vez de esperarem pela TAP”.

“Sendo a conectividade aérea uma importante parte desta equação, tem sido desenvolvido um trabalho, sobretudo no pós-pandemia, no sentido de reforçar as ligações das companhias aéreas para todos os aeroportos nacionais, atrair novas companhias áreas – uma vez que asseguram as ligações de novos mercados ou mercados já existentes aos aeroportos nacionais– e colaborar nos programas de venda e distribuição das companhias nesses mesmos mercados (como os programas STOPOVER)”, refere-se no comunicado.

A entidade tutelada pelo Ministério da Economia e do Mar, sublinha ainda que “a TAP, enquanto companhia aérea nacional, é não só essencial para o setor em todo o território nacional como um parceiro estratégico do Turismo de Portugal, implementando parcerias e iniciativas conjuntas sempre que tal se afigurou necessário e pertinente para dinamizar o turismo nacional”.

O TdP reconhece ainda que “há ainda muito trabalho a fazer no longo caminho que percorremos juntos, sendo indiscutível que a TAP desempenha um papel crucial na conectividade e acessibilidade ao Destino Portugal”.

Depois da Iberia ter incluído, recentemente, os destinos de Porto e Lisboa no seu programa, o TdP salienta que “tem sido desenvolvido um trabalho no sentido de tornar ainda mais atrativos estes destinos para os passageiros que fazem ligação em Espanha”, destacando, ainda que “o mesmo se passa com o programa STOPOVER da TAP com quem o Turismo de Portugal tem trabalhado no sentido de aumentar a sua atratividade e impacte para todos os aeroportos nacionais”, conclui o comunicado.

Sobre o autorVictor Jorge

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Ceará mostra-se em Portugal até 02 de junho

O estado brasileiro do Ceará está a mostrar o potencial do seu turismo em Portugal até ao próximo dia 02 de junho, num roadshow que percorre várias cidades.

O governo do Ceará, através da Secretaria de Turismo do Estado, reúne os principais operadores e agentes de viagens de Portugal através de um roadshow intitulado “Descubra Ceará” , que percorre as cidades de Lisboa, Setúbal, Santarém, Cascais, Porto, Coimbra, Braga e Avieiro..

Com o intuito de reapresentar o Ceará como destino turístico, a SETUR está a divulgar as principais novidades dentro dos eixos de infraestrutura turística da capital e cidades do interior, rotas aéreas nacionais e internacionais, hotelaria, gastronomia, cultura e eventos, destacando as qualidades do estado nordestino.

De entre as novidades apresentadas, destacam-se a infraestrutura da rede hoteleira, com a chegada de resorts de renome internacional, a oportunidade de experimentar a culinária local, além de se poder desfrutar de um litoral de quase 600km de extensão. O estado mostra ainda o grande crescimento ao nível da prática de desportos náuticos, como o kitesurf.

Sobre o autorCarolina Morgado

Carolina Morgado

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Interesse por viagens longo curso melhora, mas lentamente, revela barómetro da ETC

O mais recente barómetro da European Travel Commission revela que o interesse pelas viagens de longo curso melhorou na globalidade, mas mantém-se ainda abaixo dos níveis pré-pandémicos. Dos mercados inquiridos, só o Brasil mostra crescimentos de assinalar.

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De acordo com o barómetro de viagens longo curso (Long-Haul Travel Barometer 2/2022) da European Travel Commission (ETC), o interesse por viagens para a Europa provenientes de vários mercados de origem permanece abaixo dos níveis pré-pandemia, embora reconheça que “melhorou um pouco em comparação com um ano atrás”.

No documento, que analisa o sentimento dos viajantes para o verão de 2022 (maio-agosto), e que observou as intenções e viagem de seis mercados emissores – Brasil, Canadá, China, Japão, Rússia e EUA -, embora o conflito na Ucrânia tenha criado novos desafios para o setor das viagens europeu, o barómetro da ETC indica que o conflito “parece ter tido um impacto limitado no sentimento na maioria dos mercados de origem de longa distância”, exceto na China e na Rússia, com a maioria dos entrevistados (76%) afirmando que o conflito não afetou sua intenção de viagem.

Os resultados mostram que as preocupações com a COVID-19, os custos relacionados a viagens e a falta de conexões de viagem convenientes são os principais impedimentos para viagens de longa distância neste verão.

Luís Araújo, presidente da ETC, refere que, “o sentimento de viagens longo curso está a melhorar gradualmente, à medida que o mundo continua a recuperar da pandemia”, reconhecendo, contudo, “a um ritmo lento”.

“É animador que o conflito em curso na Ucrânia não se tenha tornado outro impedimento para viagens internacionais para a Europa”, refere Luís Araújo no comunicado da ETC. O presidente da entidade europeia salienta ainda que “a Europa continua a ser um destino de viagem seguro e atraente. No entanto, as consequências do conflito, como o aumento do custo de vida e os custos relacionados com as viagens, estão a dificultar a recuperação do setor”. Por isso reconhecer que, “promover a Europa nos mercados externos e restaurar a mobilidade internacional será crucial para a recuperação do setor em 2022”.

Os mais impactados
Devido ao conflito na Ucrânia e consequentes sanções aplicadas à Rússia, o número de turistas russos com interesse em visitar a Europa atingiu o valor mais baixo (78 pontos), correspondendo a um valor significativamente menor do que o sentimento expresso durante a primeira vaga da COVID-19 (87 pontos em maio-agosto de 2020), quando a maioria dos países europeus se encontrava em bloqueios rigorosos.

No curto prazo, refere o relatório da ETC, “mais da metade dos russos inquiridos (60%) não planeia viajar para fora da Comunidade de Estados Independentes (CEI)”. Entre os poucos russos (20%) que têm planos para viajar, mas não para a Europa, 9% afirmaram que a situação atual impactou negativamente o interesse em visitar a Europa nos próximos meses, enquanto 7% ainda consideram a região um destino atraente e adoraria visitá-lo no futuro.

O conflito em curso na Ucrânia também dissuadiu os chineses (19%) de visitar a Europa. No entanto, a guerra não é a principal preocupação dos viajantes chineses avessos ao risco. Surtos recentes da Ómicron e a abordagem estrita de COVID-zero estão a dificultar as viagens outbound (30%). Ainda assim, o sentimento para visitar a Europa aumentou ligeiramente (+6 pontos) em comparação com o verão passado. Esse número deve melhorar ainda mais no final do ano, quando se espera que a China remova as restrições às viagens internacionais. “O apelo das cidades europeias fortaleceu-se entre os residentes chineses em comparação com os números de 2021, com um aumento notável no interesse para explorar vários tipos de destinos europeus (por exemplo, costeiros, metropolitanos, rurais, etc.)”, refere o barómetro da ETC.

Turistas americanos mantêm interessa, mas …
Já do outro lado do Atlântico, o sentimento para viajar nos EUA manteve-se estável no verão passado (109 pontos), embora o interesse por visitar a Europa tenha registado um ligeiro recuo (93 pontos). De acordo com os resultados da análise, esta tendência prende-se, sobretudo, “com a preocupação com o impacto da inflação nas finanças pessoais e com o aumento das despesas de deslocação”.

Junho e agosto serão, provavelmente, “os meses mais populares para os americanos que planeiam férias na Europa”, reconhece a ETC. No entanto, mais de metade dos americanos que declararam a intenção de viajar para a Europa durante a temporada de verão ainda não reservaram as suas passagens aéreas, sugerindo que “as reservas de última hora serão um fator de destaque nesse mercado devido à incerteza económica e geopolítica”.

Os canadianos mostram uma hesitação semelhante relativamente à época para viajar para a Europa, verificando-se que somente 30% reservam bilhetes para o verão de 2022.

O interesse por parte dos inquiridos no Canadá aponta para destinos costeiros e metropolitanos com França, Itália e Reino Unido como os países mais populares para visitar.

Brasil mais otimista
No Brasil parece existir uma atitude “mais otimista em relação a viagens de longa distância para a Europa (101 pontos)”. A retoma dos voos para destinos europeus populares influenciou positivamente o sentimento de viagem, com 1 em cada 2 brasileiros a preparar-se para visitar a Europa nos próximos quatro meses.

45% já reservaram os seus bilhetes de avião, sendo julho e agosto os meses de férias mais populares. Os brasileiros preferem destinos localizados no litoral, assim como viagens para as montanhas, com o comboio a constituir o serviço de transporte preferido para passear pelo continente.

Japão continua em baixa
Apesar de um aumento marginal, o entusiasmo japonês por viagens de longa distância permanece baixo (79 pontos), apesar do interesse por visitar a Europa ser um pouco maior (93), mas apenas 14% dos inquiridos planeiam fazer uma viagem à região no verão de 2022.

41% dos japoneses inquiridos salientaram as más conexões entre a Europa e o Japão como o principal motivo para não visitar o continente, realidade esperada após o cancelamento recente de muitos voos entre os dois destinos devido a preocupações sobre o uso do espaço aéreo russo com a guerra na Ucrânia.

O barómetro da ETC destaca, contudo, que, para aqueles que desejam fazer viagens mais longas para chegar à Europa, Itália, França, Alemanha e Reino Unido continuam a ser os destinos mais atraentes.

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Próxima edição da FITUR decorre entre 18 e 22 de janeiro de 2023

A 43.ª edição da feira internacional de turismo de Madrid tem o objetivo de ser “uma das maiores edições” de sempre e vai focar-se na reativação do mercado turístico.

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A próxima edição da FITUR, a feira internacional de turismo de Madrid, Espanha, vai decorrer entre 18 e 22 de janeiro, com o objetivo de ser “uma das maiores edições” do certame, avança o jornal espanhol Hoteltur.

De acordo com a informação divulgada pelo Hosteltur, que cita a Ifema Madrid, entidade responsável pela organização da feira, a 43.ª edição da FITUR vai focar-se na reativação do turismo, que começa agora a recuperar, depois de dois anos de pandemia.

Nesta edição, a feira vai decorrer em formato híbrido, já que, além do certame presencial, vai também estar disponível a plataforma digital Fitur LiveConnect, disponível para participantes profissionais e através da qual é possível aumentar o networking.

Além do foco na reativação do mercado turístico, a próxima edição da FITUR vai também focar-se na geração de negócio e nas oportunidades, assim como na sustentabilidade e inovação tecnológica.

Tal como nas edições anteriores, a feira vai ainda voltar a contar com áreas temáticas, como a Fitur Know How & Export, Fiturtechy, Fitur Talent e Fitur Screen, que visam explorar as novas oportunidades trazidas pela digitalização e pelos novos nichos de mercado.

A 43.ª FITUR vai também inclui o programa Fitur Vip Buyers, que vai promover encontros de negócios entre os profissionais presentes no certame.

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Algarve cria passe turístico de transporte

Viajar dentro do Algarve agora é mais fácil com o passe turístico de transporte, que permite aceder a todas as linhas de autocarros “Vamus Algarve”

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O novo passe turístico, para conhecer todo destino, sem limites, já está à venda nos 20 postos de turismo da Região de Turismo do Algarve (RTA).

Sem um número limite de viagens, o documento é válido por um período de três dias ou sete dias a partir da primeira validação nas linhas regulares “Vamus Algarve”, incluindo o serviço Aerobus, que liga o aeroporto de Faro ao centro da cidade e a Albufeira, Lagoa, Portimão e Lagos, e a nova linha EVA Cliffs Line, que transporta o viajante por alguns dos principais pontos turísticos do destino em modo hop on hop off.

O passe turístico de três dia tem um custo de 35 euros e o de sete dias pode ser adquirido por 45 euros.

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Revive Natureza abre mais 10 concursos para concessionar 12 estações ferroviárias

As candidaturas à concessão destas antigas estações ferroviárias, que vão ser alvo de requalificação com vista à sua utilização para fins turísticos, devem ser apresentadas até 21 de setembro de 2022.

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O Fundo Revive Natureza, através TF Turismo Fundos – SGOIC, SA, lançou esta terça-feira, 24 de maio, 10 novos concursos para atribuição dos direitos de exploração, sobre imóveis do Domínio Público Ferroviário, que contemplam 12 antigas estações ferroviárias.

De acordo com o comunicado enviado à imprensa pelo Ministério da Economia e Mar, as candidaturas à concessão destas antigas estações ferroviárias, que vão ser alvo de requalificação com vista à sua utilização para fins turísticos, devem ser apresentadas até 21 de setembro de 2022.

“Estas 12 antigas estações ferroviárias serão objeto de requalificação e valorização, promovendo o desenvolvimento regional e local, através de novas utilizações para fins turísticos, ficando sujeitas a várias regras de utilização e de gestão em rede, como o uso da marca Revive Natureza, o consumo de produtos locais, a sustentabilidade ambiental e a valorização do território”, lê-se na informação divulgada.

Os 10 novos concurso abrangem as antigas estações ferroviárias de Freixo de Espada à Cinta, Bruçó, Vilar do Rei, Mogadouro, Variz, Urrós, Moncorvo, Carvalhal, Felgar e Fonte do Prado, todas no distrito de Bragança, assim como a estação de Ganfei e de Senhora da Cabeça, no distrito de Viana do Castelo.

“Com estes 10 novos concursos, hoje apresentados em Valença, a Turismo Fundos já lançou, no âmbito do Fundo Revive Natureza, um total de 55 concursos, dos quais 39 respeitantes, essencialmente, a antigos postos fiscais e casas de guardas-florestais e 16 relativos a estações de caminho de ferro desativadas, revelando, assim, que este Fundo tem promovido a sua atividade de forma consistente, em resultado do interesse manifestado pelos privados”, refere Rita Marques, secretária de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, citada no comunicado.

De acordo com a governante, através do Revive Natureza, será possível recuperar “estas estações, que se encontram devolutas e inativas há décadas” e que vão, posteriormente, ser “promovidas de forma integrada na rede Revive Natureza para serviços de alojamento, restauração, equipamentos e atividades de animação e lazer, com características inovadoras e sustentáveis”.

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Casos práticos de sustentabilidade no Algarve em discussão

A Universidade do Algarve e a associação Make it Better promovem um seminário sobre “Turismo Sustentável em Portugal: Casos práticos das políticas à ação”, que terá lugar no próximo dia 01 de junho, com início às 9h30, no Hotel Vila Galé Ópera, em Lisboa.

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O evento tem como objetivo apresentar e debater os resultados dos projetos desenvolvidos nos casos piloto de Cuba, Culatra e Lagos.

De forma a contribuir para um turismo sustentável e inclusivo nos locais que integram o projeto, este seminário pretende explorar novas estratégias para um marketing verde, promoção de novos produtos turísticos sustentáveis, e envolvimento dos principais stakeholders nacionais e regionais. De seguida, será promovida uma discussão sobre o tema numa mesa-redonda com instituições regionais e nacionais.

 

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