Assine já
Destinos

“Portugal sabe perfeitamente o que tem para oferecer. E é bom, muito bom”

Depois de mais de ano e meio de pandemia, Portugal está pronto para receber. E tal como afirma Luís Araújo, presidente do Turismo de Portugal, “receber bem”. Porque afinal, “a expetativa de quem visita Portugal é largamente ultrapassada”. A presença no WTM é para provar isso mesmo.

Victor Jorge
Destinos

“Portugal sabe perfeitamente o que tem para oferecer. E é bom, muito bom”

Depois de mais de ano e meio de pandemia, Portugal está pronto para receber. E tal como afirma Luís Araújo, presidente do Turismo de Portugal, “receber bem”. Porque afinal, “a expetativa de quem visita Portugal é largamente ultrapassada”. A presença no WTM é para provar isso mesmo.

Victor Jorge
Sobre o autor
Victor Jorge
Artigos relacionados
OE2019: Regiões de Turismo mantêm verba de 16,4 M€
Homepage
Turismo de Portugal lança campanha ‘Brelcome’ para contrariar efeitos do Brexit
Homepage
Turismo de Portugal lança nova campanha para promover país nos mercados de proximidade
Homepage
Uma aposta literária do Turismo de Portugal
Destinos

Os motoes sempre estiveram ligados para que, quando a retoma se desse, Portugal estivesse na linha da frente. Esta foi sempre uma das afirmações do presidente do Turismo de Portugal, Luís Araújo. Uma coisa parece certa: Portugal está mais do que preparado para voltar a receber, até porque sabe perfeitamente o que tem para oferecer. E o que tem para oferecer, é bom, muito bom! Sempre com as pessoas no centro.

Depois de 19 meses de pandemia, o que Portugal tem para apresentar ao mercado externo é muito diferente daquilo que Portugal tinha em 2019 e perspetivava ter em 2020?
É diferente e é diferente em várias áreas. É diferente numa ótica de relação com os stakeholders, é diferente na relação com o cliente e na atenção às necessidades do cliente. É diferente porque a oferta adaptou-se e preparou-se para captar públicos diferentes.

Indo um pouco mais ao detalhe, é diferente, porque a relação com os stakeholders é muito mais próxima, já que, o que fizemos ao longo destes 19 meses foi, uma vez que não podia haver uma relação pessoal, ter uma relação virtual, mas que fosse ainda mais estreita. Daí o termos apostado nos webinars com a participação de mais de 500.000 pessoas em todo o mundo, daí as delegações terem tido um papel junto das companhias aéreas, operadores, associações, fundamental, passando uma mensagem do que estava a acontecer e como estava a acontecer, de como nos estávamos a preparar.

Ou seja, apesar do distanciamento, manter uma proximidade?
Exato, manter uma proximidade com os stakeholders. Em relação às necessidades do consumidor, sabemos que existe uma preocupação maior com a comunicação, com a transparência da comunicação, com as regras do que pode ou não fazer, além de haver uma preocupação com a descoberta da oferta nacional para segmentos diferentes, para mercados diferentes, bem como produtos diferentes como o turismo literário, militar, industrial que foi muito trabalhado ao longo deste ano e meio.

Conseguimos, finalmente, implementar algo que sempre dissemos era essencial: as redes colaborativas.

E isto não está só a ser descoberto pelo turista nacional como, também, pelo turista internacional.

Sem pandemia tudo isso seria feito? Ou era feito, mas demorava mais tempo?
Acho que demorava mais tempo. A pandemia permitiu-nos, apesar do trabalho que foi gerir a comunicação e a ligação com o cliente e os stakeholders, focar e estabilizar alguns planos para alguns produtos novos e para uma nova oferta e isso foi muito positivo e vai permitir colher muitos frutos no futuro.

De certa forma foi um acelerador?
Não diria acelerador, antes um catalisador.

Ir ao WTM para agradecer
Que Portugal é apresentado no World Travel Market 2021?
Vamos ter um Portugal que mantém o seu propósito e os seus valores, que passa por receber bem e respeitar as diferenças. Isso continua a ser a nossa máxima e essência. Vamos ter um Portugal que manteve a sua estratégia, desenhada em 2017, para continuar a crescer, mas crescer em todo o território, ao longo de todo o ano, diversificando mercados e segmentos. E vamos ter um Portugal que reforçou o seu compromisso com a sustentabilidade.

Tínhamos a sustentabilidade no plano de 2017, agora reforçamos em 2020 com o plano 2020-2023 e com um compromisso ainda maior de acelerarmos todas estas componentes.

Uma presença no WTM não tem como objetivo somente o mercado britânico?
Não, o WTM é, de certa maneira, o encontrar de muitos parceiros e amigos. Também é isso que queremos levar ao WTM, juntamente com as mais de 60 empresas que nos acompanham, com um novo stand e uma presença, igualmente no WTM virtual.

Há um conjunto de eventos paralelos importantes em que vamos participar, mas é uma importante plataforma para networking, ligação e reforçar parcerias, algumas novas criadas ao longo da pandemia.

É um reforço ou um início?
Diria que é mais um reforço, porque já iniciamos. É um marcar presença e uma forma de agradecer. Nós sofremos, mas os nossos parceiros no Reino Unido também sofreram ou porque não podiam vender, ou porque não podiam deslocar-se. E, por isso, esta também é a altura de agradecer a solidariedade do mercado do Reino Unido, dos operadores, das associações, foram incansáveis, tal como a nossa delegação no país.

E, eventualmente, essa será uma das palavras ou conceitos a retirar desta pandemia: proximidade, interajuda.

Preparar o pós-pandemia
Sustentabilidade, digitalização e inclusão foram outras que ouvi ao longo dos últimos tempos. São essas as palavras ou conceitos-chave que também diferenciam Portugal?
Acho que a palavra-chave é “pessoas”. Nós sempre dissemos que trabalhávamos para três tipos de pessoas: turistas, queremos que tenham a melhor experiência; colaboradores, queremos que vejam esta carreira como de futuro; e residentes, que percebam o valor do turismo a nível nacional e que o turismo seja uma fonte de bem-estar e de progresso também para elas.

Dito isto e colocando as pessoas no centro, como sempre fizemos, a sustentabilidade, o digital e a formação são três áreas que para nós são essenciais. Isto não só para o Turismo de Portugal, mas também para Portugal enquanto destino turístico.

Naturalmente, que o Turismo de Portugal nunca parou a sua atividade. Mas que trabalho foi, efetivamente, realizado na preparação da promoção e divulgação do turismo não de, mas em Portugal.
Efetivamente, nunca parámos. Obviamente, tivemos de mudar a comunicação durante a pandemia, já que não valia a pena estar a estimular pessoas para vir a Portugal, sem existirem as condições para tal. A nossa preocupação básica passou por manter Portugal no ‘top of mind’, partindo de um pressuposto que tínhamos que era, a “Marca Portugal”. E isso é importante afirmar: a “Marca Portugal” está e continua muito forte.

O estudo que temos de 2019 sobre a “Marca Portugal”, não enquanto destino turístico, mas marca Portugal/País, é impressionante. (O Turismo de Portugal realiza um estudo todos os cinco anos (BrandAsset Valuator – BAV), feito pela Young & Rubicam, MIT e Universidade de Dortmund, tendo em conta os nove mercados para onde o país exporta mais e relativamente à perceção do consumidor final face ao país)

Mas um estudo de 2019, feito pré-pandemia, ainda se mantém atual?
Sim. O ponto de partida era como estávamos. A “Marca Portugal” era vista como charmosa, única, autêntica, simpática. O que é que os resultados do estudo nos mostram? Que o valor que a marca possui hoje é maior e o peso que o turismo tem nessa avaliação que é feita de Portugal é superior. É tudo muito relacionado com a componente soft skills.

Aquilo que tentámos fazer ao longo deste ano e meio, foi preservar estas caraterísticas, com base naquilo que foi a atuação de Portugal. A autenticidade, a transparência, nós nunca escondemos nenhum número, sempre transmitimos exatamente como as coisas estavam. A componente do “Clean&Safe”, a formação que demos a mais de 160.000 pessoas em 15 meses, sempre com uma tónica no digital e na sustentabilidade. E foi impressionante ver como estas duas componentes tiveram tanta procura.

Ou seja, houve uma preocupação de nos prepararmos, mas também de transmitir que a altura não era de visitar, mas de preparar o futuro.

Mas no que toca a esta “Marca Portugal”, o que também houve foi uma redistribuição ou reformulação dos mercados-alvo e uma hierarquização diferente? Esta reformulação teve em conta os próximos tempos, com as viagens de longo curso a sofrerem um abrandamento e uma maior aposta na proximidade?
Também, mas não só. Mas, fundamentalmente, com a incerteza que existe na evolução de cada um desses países, com as regras que são colocados às entradas de cada um desses países e com a confiança que cada um desses países tem ou não em viajar.

Aquilo que fizemos foi redistribuir em mercados de proximidade, potencial de crescimento, dependente de capacidade aérea e atuação seletiva.

Na proximidade incluímos o mercado interno e Espanha, proximidade geográfica e de (re)conhecimento estão incluídos Reino Unido, Alemanha e França. Ou seja, são mercados que nos conhecem, que sabem que é seguro vir a Portugal, que acompanharam muito o que foi feito ao nível da proteção das pessoas.

Os mercados dependentes da conetividade são mercados essencialmente europeus, mas que dependem desta retoma da conetividade aérea, e onde, de resto, estamos bem.

Mas o que destacamos é, de facto, a flexibilidade na aposta ou captação nestes próximos meses. De destinar campanhas, de reforçar a conetividade, de parcerias, há muito ainda a fazer.

Mas sempre o ouvi dizer que, quando as viagens retomassem, Portugal teria de estar na linha da frente. Mas na linha da frente querem estar todos, principalmente, os nossos concorrentes mais diretos. O que faz o Turismo de Portugal estar tão otimista relativamente à posição no bloco de partida, porque todos se prepararam para esta “corrida”.
Sempre afirmámos que era importante estar “com os motores ligados” na linha de partida. E tivemos uma situação difícil: é que o tiro de partida saiu mais cedo para uns do que para outros. Houve regras limitativas que não nos permitiram arrancar ao mesmo tempo que outros. O tempo dirá se as restrições que foram implementadas tiveram efeito na propagação da pandemia ou não.

O que para nós era importante era manter esta proximidade que conseguimos e tentarmos captar o máximo de oportunidades que nos permitissem reforçar e repor a conetividade o mais depressa possível, além de captar a atenção dos nossos consumidores.

E conseguiram?
Acho que conseguimos. Os números que temos, revelam-nos que em agosto restaurámos 60% da capacidade aérea de 2019, temos ótimas perspetivas para o inverno, mas sempre na perspetiva de não serem colocadas barreiras nesta corrida de 100 metros.

A questão da mobilidade é muito importante, já que jogámos em vários tabuleiros: repor a capacidade que existia em 2019, procurar novas oportunidades dentro dessa mesma capacidade, com rotas aéreas diferentes com as mesmas companhias aéreas, contribuir para o load factor dessas companhias e, finalmente, procurar outras oportunidades que antes nem sequer olhavam para Portugal.

Aí temos vários exemplos como, por exemplo, a Ibéria ter os cinco aeroportos nacionais cobertos, tendo, inclusivamente, englobado Portugal no programa de stop-over Iberia, dando-nos possibilidade do mercado da América do Sul através do hub de Madrid para Lisboa e Porto. Além disso, o facto da Lufthansa e British Airways terem passado a olhar para os Açores, a Ryanir ter colocado mais ligações, a easyJet ter reforçado a base aérea de Faro. Ou seja, estas foram as iniciativas que fomos acumulando e construindo ao longo deste ano e meio e acreditamos que outras existem que estão a caminho.

Houve um reajustamento, mas continuamos a ver muito interesse. Num país que depende 70% do turismo internacional, apesar de haver uma oportunidade por parte do nacional, sabemos que não é suficiente, apesar de muito importante.

Mas teme que à medida que Portugal recupera a capacidade internacional que os stakeholders voltem a menosprezar o mercado nacional?
Espero bem que não. É uma preocupação para todos, mas, acho, que todos percebemos que esse não é o caminho. E até numa ótica de sustentabilidade, é importante este equilíbrio. Obviamente que queremos continuar a crescer numa ótica internacional, mas o crescimento do turismo nacional é importantíssimo.

A concorrência, por norma, faz-se pelo volume e pelo valor. Teme que esta retoma ou corrida, que muitos apelidam de desenfreada, pelo turista internacional, possa vir a acontecer pelo fator valor. Ou seja, pela diminuição desmesurada dos preços?
Não, não acredito. Pode haver alguns reajustes, mas colocando-me na ótica do consumidor, há uma exigência maior.

Mas se outros enveredarem por esse caminho, não teme que Portugal possa perder turistas que vão atrás do preço?
Acho que já existe uma perceção de valor que Portugal acrescenta que tem vindo a ser construída, tendo saído reforçada neste último ano e meio.

Acreditamos que esta ótica de crescimento, mais em valor do que em número de turistas, ou melhor, de dormidas, é algo para manter. Prova disso, é quando comparamos os números de 2020 relativamente à regressão ao passado. Regredimos 26 anos em termos de dormidas e 10 anos ao nível de receitas. Significa que estávamos a fazer muito mais com menos.

Esta tendência é para manter e reforçar. Quando falamos de 27 mil milhões de euros de receitas em 2027, obviamente, contamos com isto. Esse é que é o cálculo essencial.

Um Portugal, várias experiências
A comunicação relativamente a estas temáticas novas como a sustentabilidade e/ou a digitalização também terá de ser efetuada com uma preocupação geracional. Ou seja, comunica-se para as gerações mais novas?

Não, tem de ser feita para todos. E aliás é feita para todos. Claro que sabemos que as gerações mais novas são mais ativistas relativamente a certas questões.

Este ano e meio permitiu-nos chamar à atenção para um Portugal também diferente, que aposta na cultura contemporânea, na arquitetura contemporânea, no design, na moda.

Quer dizer que Portugal não pode ser só história?
Nunca. A melhor coisa que podemos ter é projetar a nossa história para o futuro. Isso vai-nos permitir abranger todo o público.

Falamos muito de quem oferece, mas também há que olhar para quem procura. Que novas exigências e necessidades surgiram ou estão agora sob o olhar do setor do turismo e a que têm de ser dadas respostas?
Apesar de já existirem, acho que aceleraram as questões relativamente à segurança sanitária que veio para ficar, obviamente com algumas matizes.

A experiência fluída, pagamentos facilitados, mobilidade facilitada, entradas facilitadas, celeridades nas respostas, comunicação, informação, é tudo isto veio para ficar.

Mas ainda veio outra coisa e que aí somos exímios: receber bem. Acho que as pessoas se aperceberam que não viajam somente para lugares só para ver A, B ou C ou para aproveitar o sol e a praia, mas passam a ir a locais onde sabem que serão bem recebidos, onde não vão fazer julgamentos sobre eles, que vão ter a melhor experiência possível.

Há tempos ouviu-o também dizer que “precisamos de ser um país só” e que este “é o momento para não falharmos”. Onde é que Portugal não pode, efetivamente, falhar quando falamos de promoção externa?
Não podemos vender algo que não conseguimos entregar. Mas acho que não corremos esse risco.

Portugal sabe o que tem para oferecer?
Portugal sabe perfeitamente o que tem para oferecer. E é muito bom! Nós sabemos quais os nossos pontos forte e frascos, sabemos o que os outros esperam de nós e, mais uma vez, estamos bem posicionados e muito fortes.

Mas isso é de cá para fora. De fora existe, de facto, a perceção de que quando Portugal diz que tem, efetivamente, tem?
Tem e até acho mais, acho que a expetativa de quem visita Portugal é largamente ultrapassada.

Quem nos visita pela primeira vez, sai agradavelmente surpreendido. Quem nos revisita e vai a outros locais, repete a experiência. Isto é positivo.

Porque o que estava está cá?
Está cá e está melhor. E nós sabemos disso. Agora é, de facto, mostrar o que estava cá, continua cá, mas melhor e com a mesma experiência de sempre.

Portugal conectado
Em maio de 2020, quando foi apresentado o plano para o turismo em Portugal houve uma ideia que foi muito focada e apontada como fator a alterar: a sazonalidade. Deixar de depender tanto do verão e estender essa sazonalidade ao longo do resto do ano.

A componente da sazonalidade toca todas as regiões de Portugal, seja por uma sazonalidade por falta de ocupação, seja por uma sazonalidade por tarifa.

A diversificação de produtos é essencial, o facto de mostrarmos e apostarmos em produtos que têm 365 dias ou que se focam nas épocas mais baixas, é essencial. A questão do enoturismo, o turismo literário, o cycling & walking, que o nosso clima permite ao longo de todo o ano, o golfe, o MICE, entre outros.

Mas atenção, estes produtos só por si não vingam. É preciso haver interesse da oferta em adotar esses produtos, não só promovê-los, como integrá-los na sua programação e business plan. Não aparecerem como algo isolado.

No enoturismo, por exemplo, existe uma correlação entre as exportações de vinhos e o número de turista que Portugal recebe desses mesmos mercados. Se virmos EUA e Brasil, a evolução do número de turistas que visitam Portugal anualmente, é igual ao volume de exportações de vinhos para esses mercados.

Portanto, a área de produto é importante, tal como a dos eventos. A captação de eventos para as épocas mais baixas, é essencial.

O fator digital e os eventos híbridos também vieram alterar um pouco o que era habitual?
Por isso é que temos de ter uma capacidade de criar eventos que sejam disruptivos e originais. Eventos que atraiam pessoas, mas que promovam este novo posicionamento de Portugal como destino sustentável.

O MICE não terá de ser forçosamente encarado de forma diferente por causa da componente digital?
Sim, acho que não vamos perder essa componente do digital, mas acho que o presencial vai ser ainda mais exclusiva e essa exclusividade tem e vai ter um preço.

A confiança vai crescer, vai haver uma componente de experiências muito maior e que passava muito pela reunião e ponto. Acho que as pessoas vão, a partir de agora, exigir mais.

Vão ser experiências com mais valor acrescentado e com mais oportunidades para as nossas empresas portuguesas. Cabe-nos a nós criar esses pacotes. É a mesma coisa com o produto. Não é só dizer que o evento é virtual e presencial e que o presencial é exatamente igual ao anterior. Tem de acrescentar valor e temos de ser nós a dá-lo. Mas quando digo valor acrescentado, não digo que seja mais custo para nós e mais valor para quem recebe.

Já falou em conetividade. Ainda recentemente foi publicado um estudo que dava conta no adiamento da retoma das viagens de longo curso. Por isso, essa conetividade vai passar, em primeira instância, por mercados emissores mais próximos? Em que ponto está Portugal neste fator essencial da conetividade?
Em termos de competitividade estamos bem posicionados e as companhias aéreas olham para nós como um atrativo e não nos podemos esquecer que as companhias aéreas voam se houve procura. E as companhias aéreas sentem que há procura pelo destino Portugal. E nós também sentimos isso em termos de procura, pesquisas, reação quando há abertura fronteiras e novas rotas, o que é muito positivo.

Agora não vou esconder que estaríamos muito melhor se tivéssemos outros tipos de conetividade.

Como por exemplo?
Como por exemplo, a ferrovia. É uma aposta que acredito que se vai fazer e que nos vai trazer muitos dividendos, mas é a médio/longo prazo, mas que tem de ser feita.

Estamos bem posicionados, mas tudo depende de como é que o consumidor final se vai mobilizar com as questões da sustentabilidade ou de optar por meios de transporte mais sustentáveis. Ainda assim, o que dizemos é que, é possível viajar e fazer viagens sustentáveis.

Mas isso já sai um pouco do vosso campo de atuação?
Também depende de nós e da oferta que damos, de captar pessoas para ficar mais tempo, de conseguirmos ter uma atividade a nível nacional que demonstre que é mais sustentável.

É importante este compromisso de modernização da oferta, que seja mais sustentável do ponto de vista ambiental e social, porque isso também poderá compensar, numa medida mínima, e poderá sensibilizar e balancear a sustentabilidade de uma deslocação.

Mas ao abordarmos o tema da conetividade e tendo por base o objetivo de chegar a 2027 com 27 mil milhões de euros de receitas e 80 milhões de dormidas, para lá chegar as diversas infraestruturas são essenciais. Que importância têm e terão temas como o novo aeroporto e a TAP para esse tabuleiro que se quer construir para o futuro do turismo em Portugal?
Olho exatamente como refere. Um conjunto de peças que fazem parte de um tabuleiro ou puzzle e que sem uma das peças, será difícil completarmos o todo.

O puzzle eventualmente tem é de ser construído com diferentes variáveis, com planos A e B em cada uma das opções, com avanços e recuos numas e noutras, mas é por isso que jogamos em vários tabuleiros.

Mas totalmente de acordo com se diz que são necessárias novas infraestruturas. São precisos novos meios de conetividade, sim, são. Mas também há trabalho para fazer naquilo que existe e temos aeroportos com capacidade de crescimento. O próprio aeroporto de Lisboa tem capacidade de crescimento em épocas baixas, temos capacidade de crescer em diária média, em receitas provenientes de outras atividades, segmentos e outros mercados.

Concluindo, é jogar em várias frentes e apostar em todas as peças, sem nunca esquecermos os objetivos: 27 mil milhões de euros em receitas e 80 milhões de dormidas.

O que é mais importante: 27 mil milhões de receitas ou 80 milhões de dormidas?
Os 27 mil milhões, claramente.

Como é que se planeia algo a partir de agora. Deixou de existir longo prazo? Ou o longo prazo passou a médio?
Isso era algo que adoraria dizer. Mas não deixou de haver longo prazo. As nossas metas são para 2027.

Mas essas foram traçadas em 2017. Por isso, há 10 anos. É esse o longo prazo?
Mais do que pensar, apesar de ter metas a longo prazo, é caminhar. Ou seja, o caminho faz-se caminhando e a curto prazo. Além disso, faz-se com a necessidade de flexibilidade e adaptabilidade.

O que aprendeu com esta pandemia e que ensinamentos retira dela, até este momento?
Em primeiro lugar, acho que ainda vamos retirar muitos ensinamentos. Mas há uns que já são claros. Primeiro, a importância do turismo não é só do país A, B ou C, mas sim de todo o mundo. Todo o mundo sofreu, porque este foi o setor mais impactado e claríssimo. Em segundo lugar, o efeito de arrasto que o turismo tem nas outras atividades económicas. Quando se fala em aposta noutros setores, é preciso não esquecer que este arrasta muitos atrás. E isto não é só para Portugal.

Depois, algo que é essencial que é o voltar à base e de precisar tanto uns dos outros.

De pessoas, para pessoas, com pessoas?
De regiões, para regiões, com regiões. De países, para países, com países. A cooperação está mais do que nunca na ordem do dia. E sempre com as pessoas no centro, claro. P

Sobre o autorVictor Jorge

Victor Jorge

Mais artigos
Artigos relacionados
Destinos

Turismo de Portugal diz desenvolver trabalho no sentido de “reforçar as ligações das companhias aéreas para todos os aeroportos nacionais”

Depois das notícias que vieram a público, o Turismo de Portugal diz, em comunicado, que é “indiscutível que a TAP desempenha um papel crucial na conectividade e acessibilidade ao Destino Portugal”.

Victor Jorge

O Turismo de Portugal (TdP) salientou esta quinta-feira, em comunicado, “tem desenvolvido um importante trabalho em estreita colaboração com todos os players do setor, desde cada uma das Associações e Entidades Regionais de Promoção Turística até aos inúmeros empresários e diversas associações que representam o turismo nacional”.

“O Turismo de Portugal tem como missão promover Portugal como destino turístico, apoiar o desenvolvimento das infraestruturas turísticas e o investimento no setor”, lê-se no comunicado emitido após o Jornal de Notícia ter noticiado que o presidente do Turismo de Portugal tinha “incentivado agentes da região Norte a apostar na Ibéria como parceiro estratégico e em Madrid enquanto aeroporto de ligação internacional, em vez de esperarem pela TAP”.

“Sendo a conectividade aérea uma importante parte desta equação, tem sido desenvolvido um trabalho, sobretudo no pós-pandemia, no sentido de reforçar as ligações das companhias aéreas para todos os aeroportos nacionais, atrair novas companhias áreas – uma vez que asseguram as ligações de novos mercados ou mercados já existentes aos aeroportos nacionais– e colaborar nos programas de venda e distribuição das companhias nesses mesmos mercados (como os programas STOPOVER)”, refere-se no comunicado.

A entidade tutelada pelo Ministério da Economia e do Mar, sublinha ainda que “a TAP, enquanto companhia aérea nacional, é não só essencial para o setor em todo o território nacional como um parceiro estratégico do Turismo de Portugal, implementando parcerias e iniciativas conjuntas sempre que tal se afigurou necessário e pertinente para dinamizar o turismo nacional”.

O TdP reconhece ainda que “há ainda muito trabalho a fazer no longo caminho que percorremos juntos, sendo indiscutível que a TAP desempenha um papel crucial na conectividade e acessibilidade ao Destino Portugal”.

Depois da Iberia ter incluído, recentemente, os destinos de Porto e Lisboa no seu programa, o TdP salienta que “tem sido desenvolvido um trabalho no sentido de tornar ainda mais atrativos estes destinos para os passageiros que fazem ligação em Espanha”, destacando, ainda que “o mesmo se passa com o programa STOPOVER da TAP com quem o Turismo de Portugal tem trabalhado no sentido de aumentar a sua atratividade e impacte para todos os aeroportos nacionais”, conclui o comunicado.

Sobre o autorVictor Jorge

Victor Jorge

Mais artigos
Destinos

Ceará mostra-se em Portugal até 02 de junho

O estado brasileiro do Ceará está a mostrar o potencial do seu turismo em Portugal até ao próximo dia 02 de junho, num roadshow que percorre várias cidades.

O governo do Ceará, através da Secretaria de Turismo do Estado, reúne os principais operadores e agentes de viagens de Portugal através de um roadshow intitulado “Descubra Ceará” , que percorre as cidades de Lisboa, Setúbal, Santarém, Cascais, Porto, Coimbra, Braga e Avieiro..

Com o intuito de reapresentar o Ceará como destino turístico, a SETUR está a divulgar as principais novidades dentro dos eixos de infraestrutura turística da capital e cidades do interior, rotas aéreas nacionais e internacionais, hotelaria, gastronomia, cultura e eventos, destacando as qualidades do estado nordestino.

De entre as novidades apresentadas, destacam-se a infraestrutura da rede hoteleira, com a chegada de resorts de renome internacional, a oportunidade de experimentar a culinária local, além de se poder desfrutar de um litoral de quase 600km de extensão. O estado mostra ainda o grande crescimento ao nível da prática de desportos náuticos, como o kitesurf.

Sobre o autorCarolina Morgado

Carolina Morgado

Mais artigos
IATA
Destinos

Interesse por viagens longo curso melhora, mas lentamente, revela barómetro da ETC

O mais recente barómetro da European Travel Commission revela que o interesse pelas viagens de longo curso melhorou na globalidade, mas mantém-se ainda abaixo dos níveis pré-pandémicos. Dos mercados inquiridos, só o Brasil mostra crescimentos de assinalar.

Publituris

De acordo com o barómetro de viagens longo curso (Long-Haul Travel Barometer 2/2022) da European Travel Commission (ETC), o interesse por viagens para a Europa provenientes de vários mercados de origem permanece abaixo dos níveis pré-pandemia, embora reconheça que “melhorou um pouco em comparação com um ano atrás”.

No documento, que analisa o sentimento dos viajantes para o verão de 2022 (maio-agosto), e que observou as intenções e viagem de seis mercados emissores – Brasil, Canadá, China, Japão, Rússia e EUA -, embora o conflito na Ucrânia tenha criado novos desafios para o setor das viagens europeu, o barómetro da ETC indica que o conflito “parece ter tido um impacto limitado no sentimento na maioria dos mercados de origem de longa distância”, exceto na China e na Rússia, com a maioria dos entrevistados (76%) afirmando que o conflito não afetou sua intenção de viagem.

Os resultados mostram que as preocupações com a COVID-19, os custos relacionados a viagens e a falta de conexões de viagem convenientes são os principais impedimentos para viagens de longa distância neste verão.

Luís Araújo, presidente da ETC, refere que, “o sentimento de viagens longo curso está a melhorar gradualmente, à medida que o mundo continua a recuperar da pandemia”, reconhecendo, contudo, “a um ritmo lento”.

“É animador que o conflito em curso na Ucrânia não se tenha tornado outro impedimento para viagens internacionais para a Europa”, refere Luís Araújo no comunicado da ETC. O presidente da entidade europeia salienta ainda que “a Europa continua a ser um destino de viagem seguro e atraente. No entanto, as consequências do conflito, como o aumento do custo de vida e os custos relacionados com as viagens, estão a dificultar a recuperação do setor”. Por isso reconhecer que, “promover a Europa nos mercados externos e restaurar a mobilidade internacional será crucial para a recuperação do setor em 2022”.

Os mais impactados
Devido ao conflito na Ucrânia e consequentes sanções aplicadas à Rússia, o número de turistas russos com interesse em visitar a Europa atingiu o valor mais baixo (78 pontos), correspondendo a um valor significativamente menor do que o sentimento expresso durante a primeira vaga da COVID-19 (87 pontos em maio-agosto de 2020), quando a maioria dos países europeus se encontrava em bloqueios rigorosos.

No curto prazo, refere o relatório da ETC, “mais da metade dos russos inquiridos (60%) não planeia viajar para fora da Comunidade de Estados Independentes (CEI)”. Entre os poucos russos (20%) que têm planos para viajar, mas não para a Europa, 9% afirmaram que a situação atual impactou negativamente o interesse em visitar a Europa nos próximos meses, enquanto 7% ainda consideram a região um destino atraente e adoraria visitá-lo no futuro.

O conflito em curso na Ucrânia também dissuadiu os chineses (19%) de visitar a Europa. No entanto, a guerra não é a principal preocupação dos viajantes chineses avessos ao risco. Surtos recentes da Ómicron e a abordagem estrita de COVID-zero estão a dificultar as viagens outbound (30%). Ainda assim, o sentimento para visitar a Europa aumentou ligeiramente (+6 pontos) em comparação com o verão passado. Esse número deve melhorar ainda mais no final do ano, quando se espera que a China remova as restrições às viagens internacionais. “O apelo das cidades europeias fortaleceu-se entre os residentes chineses em comparação com os números de 2021, com um aumento notável no interesse para explorar vários tipos de destinos europeus (por exemplo, costeiros, metropolitanos, rurais, etc.)”, refere o barómetro da ETC.

Turistas americanos mantêm interessa, mas …
Já do outro lado do Atlântico, o sentimento para viajar nos EUA manteve-se estável no verão passado (109 pontos), embora o interesse por visitar a Europa tenha registado um ligeiro recuo (93 pontos). De acordo com os resultados da análise, esta tendência prende-se, sobretudo, “com a preocupação com o impacto da inflação nas finanças pessoais e com o aumento das despesas de deslocação”.

Junho e agosto serão, provavelmente, “os meses mais populares para os americanos que planeiam férias na Europa”, reconhece a ETC. No entanto, mais de metade dos americanos que declararam a intenção de viajar para a Europa durante a temporada de verão ainda não reservaram as suas passagens aéreas, sugerindo que “as reservas de última hora serão um fator de destaque nesse mercado devido à incerteza económica e geopolítica”.

Os canadianos mostram uma hesitação semelhante relativamente à época para viajar para a Europa, verificando-se que somente 30% reservam bilhetes para o verão de 2022.

O interesse por parte dos inquiridos no Canadá aponta para destinos costeiros e metropolitanos com França, Itália e Reino Unido como os países mais populares para visitar.

Brasil mais otimista
No Brasil parece existir uma atitude “mais otimista em relação a viagens de longa distância para a Europa (101 pontos)”. A retoma dos voos para destinos europeus populares influenciou positivamente o sentimento de viagem, com 1 em cada 2 brasileiros a preparar-se para visitar a Europa nos próximos quatro meses.

45% já reservaram os seus bilhetes de avião, sendo julho e agosto os meses de férias mais populares. Os brasileiros preferem destinos localizados no litoral, assim como viagens para as montanhas, com o comboio a constituir o serviço de transporte preferido para passear pelo continente.

Japão continua em baixa
Apesar de um aumento marginal, o entusiasmo japonês por viagens de longa distância permanece baixo (79 pontos), apesar do interesse por visitar a Europa ser um pouco maior (93), mas apenas 14% dos inquiridos planeiam fazer uma viagem à região no verão de 2022.

41% dos japoneses inquiridos salientaram as más conexões entre a Europa e o Japão como o principal motivo para não visitar o continente, realidade esperada após o cancelamento recente de muitos voos entre os dois destinos devido a preocupações sobre o uso do espaço aéreo russo com a guerra na Ucrânia.

O barómetro da ETC destaca, contudo, que, para aqueles que desejam fazer viagens mais longas para chegar à Europa, Itália, França, Alemanha e Reino Unido continuam a ser os destinos mais atraentes.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Destinos

Próxima edição da FITUR decorre entre 18 e 22 de janeiro de 2023

A 43.ª edição da feira internacional de turismo de Madrid tem o objetivo de ser “uma das maiores edições” de sempre e vai focar-se na reativação do mercado turístico.

Publituris

A próxima edição da FITUR, a feira internacional de turismo de Madrid, Espanha, vai decorrer entre 18 e 22 de janeiro, com o objetivo de ser “uma das maiores edições” do certame, avança o jornal espanhol Hoteltur.

De acordo com a informação divulgada pelo Hosteltur, que cita a Ifema Madrid, entidade responsável pela organização da feira, a 43.ª edição da FITUR vai focar-se na reativação do turismo, que começa agora a recuperar, depois de dois anos de pandemia.

Nesta edição, a feira vai decorrer em formato híbrido, já que, além do certame presencial, vai também estar disponível a plataforma digital Fitur LiveConnect, disponível para participantes profissionais e através da qual é possível aumentar o networking.

Além do foco na reativação do mercado turístico, a próxima edição da FITUR vai também focar-se na geração de negócio e nas oportunidades, assim como na sustentabilidade e inovação tecnológica.

Tal como nas edições anteriores, a feira vai ainda voltar a contar com áreas temáticas, como a Fitur Know How & Export, Fiturtechy, Fitur Talent e Fitur Screen, que visam explorar as novas oportunidades trazidas pela digitalização e pelos novos nichos de mercado.

A 43.ª FITUR vai também inclui o programa Fitur Vip Buyers, que vai promover encontros de negócios entre os profissionais presentes no certame.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Destinos

Algarve cria passe turístico de transporte

Viajar dentro do Algarve agora é mais fácil com o passe turístico de transporte, que permite aceder a todas as linhas de autocarros “Vamus Algarve”

Publituris

O novo passe turístico, para conhecer todo destino, sem limites, já está à venda nos 20 postos de turismo da Região de Turismo do Algarve (RTA).

Sem um número limite de viagens, o documento é válido por um período de três dias ou sete dias a partir da primeira validação nas linhas regulares “Vamus Algarve”, incluindo o serviço Aerobus, que liga o aeroporto de Faro ao centro da cidade e a Albufeira, Lagoa, Portimão e Lagos, e a nova linha EVA Cliffs Line, que transporta o viajante por alguns dos principais pontos turísticos do destino em modo hop on hop off.

O passe turístico de três dia tem um custo de 35 euros e o de sete dias pode ser adquirido por 45 euros.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Destinos

Revive Natureza abre mais 10 concursos para concessionar 12 estações ferroviárias

As candidaturas à concessão destas antigas estações ferroviárias, que vão ser alvo de requalificação com vista à sua utilização para fins turísticos, devem ser apresentadas até 21 de setembro de 2022.

Publituris

O Fundo Revive Natureza, através TF Turismo Fundos – SGOIC, SA, lançou esta terça-feira, 24 de maio, 10 novos concursos para atribuição dos direitos de exploração, sobre imóveis do Domínio Público Ferroviário, que contemplam 12 antigas estações ferroviárias.

De acordo com o comunicado enviado à imprensa pelo Ministério da Economia e Mar, as candidaturas à concessão destas antigas estações ferroviárias, que vão ser alvo de requalificação com vista à sua utilização para fins turísticos, devem ser apresentadas até 21 de setembro de 2022.

“Estas 12 antigas estações ferroviárias serão objeto de requalificação e valorização, promovendo o desenvolvimento regional e local, através de novas utilizações para fins turísticos, ficando sujeitas a várias regras de utilização e de gestão em rede, como o uso da marca Revive Natureza, o consumo de produtos locais, a sustentabilidade ambiental e a valorização do território”, lê-se na informação divulgada.

Os 10 novos concurso abrangem as antigas estações ferroviárias de Freixo de Espada à Cinta, Bruçó, Vilar do Rei, Mogadouro, Variz, Urrós, Moncorvo, Carvalhal, Felgar e Fonte do Prado, todas no distrito de Bragança, assim como a estação de Ganfei e de Senhora da Cabeça, no distrito de Viana do Castelo.

“Com estes 10 novos concursos, hoje apresentados em Valença, a Turismo Fundos já lançou, no âmbito do Fundo Revive Natureza, um total de 55 concursos, dos quais 39 respeitantes, essencialmente, a antigos postos fiscais e casas de guardas-florestais e 16 relativos a estações de caminho de ferro desativadas, revelando, assim, que este Fundo tem promovido a sua atividade de forma consistente, em resultado do interesse manifestado pelos privados”, refere Rita Marques, secretária de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, citada no comunicado.

De acordo com a governante, através do Revive Natureza, será possível recuperar “estas estações, que se encontram devolutas e inativas há décadas” e que vão, posteriormente, ser “promovidas de forma integrada na rede Revive Natureza para serviços de alojamento, restauração, equipamentos e atividades de animação e lazer, com características inovadoras e sustentáveis”.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Destinos

Casos práticos de sustentabilidade no Algarve em discussão

A Universidade do Algarve e a associação Make it Better promovem um seminário sobre “Turismo Sustentável em Portugal: Casos práticos das políticas à ação”, que terá lugar no próximo dia 01 de junho, com início às 9h30, no Hotel Vila Galé Ópera, em Lisboa.

Publituris

O evento tem como objetivo apresentar e debater os resultados dos projetos desenvolvidos nos casos piloto de Cuba, Culatra e Lagos.

De forma a contribuir para um turismo sustentável e inclusivo nos locais que integram o projeto, este seminário pretende explorar novas estratégias para um marketing verde, promoção de novos produtos turísticos sustentáveis, e envolvimento dos principais stakeholders nacionais e regionais. De seguida, será promovida uma discussão sobre o tema numa mesa-redonda com instituições regionais e nacionais.

 

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Destinos

Candidaturas abertas para os Hospitality Education Awards 2022

As candidaturas para os Hospitality Education Awards (HEA) 2022, os Prémios da Formação Turística. estão abertas até 30 junho.

Publituris

Os HEA pretendem reconhecer os melhores na educação e formação na área de “Hospitality” e têm como objetivo contribuir para a dignificação dos profissionais e respetivas profissões e, também, estimular a qualidade formativa dando resposta às necessidades de mercado, revela o site oficial do Turismo de Portugal.

Trata-se de uma iniciativa da Associação Fórum Turismo que, juntamente com o Turismo de Portugal, a Associação Nacional de Escolas Profissionais (ANESPO), o Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) e a Rede de Instituições Públicas do Ensino Superior com cursos na área do Turismo (RIPTUR) e em colaboração com a Organização Mundial de Turismo (OMT), distingue anualmente estes profissionais.

Estão a concurso para estes prémios, oito categorias: Melhor Projeto Educacional; Melhor Projeto de Inovação; Melhor Carreira de Docente no Ensino Superior; Melhor Carreira de Docente no Ensino Profissional; Melhor Stakeholder; Melhor Carreira Jovem; e Melhor Professor/Formador no Digital.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Destinos

“Derecho del Turismo em las Américas” lançado no Uruguai

Trata-se uma publicação da Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril (ESHTE) lançada presencialmente em Punta del Este, Uruguai, no I Congresso Internacional de Turismo realizado no âmbito da 67ª Reunião da Comissão Regional OMT

Publituris

O livro “Derecho del Turismo en las Américas” conta com a colaboração da Fundação INATEL, a Universidade de Salamanca e outras do continente americano como a de Buenos Aires (UBA), Autónoma do México (UNAM), Magallanes, Uruguai e Rio Negro.

Integra-se na comemoração dos 500 anos da viagem de circum-navegação realizada pelo navegador português Fernão de Magalhães, demonstrando que a terra não era plana ao contrário do que estão se considerava.

Por essa razão os textos iniciais, para além de presidentes e reitores das várias universidades, incorporam os presidentes da comissão portuguesa e espanhola e ainda James Garvin, cientista-chefe da NASA que aponta o papel central de Magalhães na descoberta científica.

É uma obra em formato atualizável em papel, atualmente com 1442 páginas, em dois volumes e também disponível online em https://publications.eshte.pt/dir/dta/.

A publicação aborda a organização institucional do turismo, a disciplina jurídica do alojamento, a distribuição (agências de viagens, operadores em linha) a gastronomia, o transporte turístico, o turismo alternativo ou outras formas de turismo em países como Argentina, Aruba, Bahamas, Barbados, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Equador, El Salvador, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana, Trindade e Tobago, Uruguai e Venezuela.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Destinos

Portugal é o 9.º destino mais procurado na Europa, diz estudo da Mastercard

Portugal é o 9.º destino mais procurado da Europa, num ranking liderado pelo Reino Unido e Espanha, segundo o estudo do Mastercard Economics Institute.

Victor Jorge

As reservas de voos de lazer e negócios já ultrapassam os níveis pré-pandemia, de acordo com um novo estudo do Mastercard Economics Institute. As compras de viagens em cruzeiros, de transportes expresso de passageiros e de bilhetes de comboios também apresentaram uma procura acentuada este ano.

O estudo Travel 2022: Trends and Transitions oferece uma visão global do estado atual das viagens em 37 mercados com base numa análise exaustiva de dados públicos e dos dados anonimizados das vendas agregadas registadas na rede Mastercard.

De acordo com o estudo, até ao final de abril, as reservas de voos de lazer superaram os níveis de 2019 em 25%, com as reservas de voos de lazer de curta e média distância a crescerem 25% e 27%, respetivamente. As reservas de voos de negócios também ultrapassaram, pela primeira vez em março, os níveis pré-pandemia apresentando uma trajetória de crescimento na ordem dos dois dígitos durante o mês em abril. O regresso ao trabalho foi um dos fatores que contribuiu para este crescimento.

O estudo indica, também, que os níveis recentes de despesas apontam para o crescimento das viagens em grupo. As despesas com cruzeiros aumentaram 62 pontos percentuais desde janeiro ao final de abril, embora permaneçam abaixo dos níveis de 2019. Já as despesas com transportes expresso de passageiros regressaram aos níveis pré-pandemia, embora as despesas com viagens de comboio permaneçam ainda 7% abaixo comparativamente com esse período. Também as despesas com portagens e aluguer de carros continuaram a crescer, quase 19% e 12%, respetivamente, demonstrando que as viagens de carro continuam a ser uma opção preferida por muitos.

Já os viajantes preferem gastar mais em experiências do que em compras, concluindo-se que os turistas internacionais têm vindo a gastar mais em experiências do que em compras no destino. As despesas com experiências cresceram 34% face a 2019 e as áreas com maiores aumentos foram os bares e as discotecas (72%), os parques de diversões, os museus, concertos e outras atividades recreativas (35%). Este tipo de despesas cresceu 60% em Singapura e cerca de 23% nos EUA.

Certo é que o levantamento de restrições reequilibra o mapa do turismo para 2022. A oferta e a conveniência das viagens têm sido fatores determinante na escolha dos destinos de viagem, embora o levantamento de restrições este ano em muitos destinos tenha conduzido a um regresso ao ponto de partida em grande parte do mundo, à exceção de algumas partes da Ásia- Pacífico. O resultado é que os Estados Unidos, Reino Unido, Suíça, Espanha e Holanda são agora os principais destinos para turistas em todo o mundo.

“Como acontece em qualquer voo, o regresso às viagens enfrentou ventos contrários e a favor. Neste ‘Grande Reequilíbrio’ que está a acontecer em todo o mundo, este tipo de movimentações é fundamental para o regresso à vida pré-pandemia”, afirma Bricklin Dwyer, economista-chefe da Mastercard e chefe do Mastercard Economics Institute. “A resiliência que os consumidores têm tido para voltarem ao ‘normal’ e para recuperarem do tempo perdido deixa-nos otimistas de que a recuperação continuará a sua trajetória, mesmo que existam solavancos ao longo do caminho.”

Sobre o autorVictor Jorge

Victor Jorge

Mais artigos

Navegue

Sobre nós

Grupo Workmedia

Mantenha-se conectado

©2021 PUBLITURIS. Todos os direitos reservados.