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“Portugal sabe perfeitamente o que tem para oferecer. E é bom, muito bom”

Depois de mais de ano e meio de pandemia, Portugal está pronto para receber. E tal como afirma Luís Araújo, presidente do Turismo de Portugal, “receber bem”. Porque afinal, “a expetativa de quem visita Portugal é largamente ultrapassada”. A presença no WTM é para provar isso mesmo.

Victor Jorge
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“Portugal sabe perfeitamente o que tem para oferecer. E é bom, muito bom”

Depois de mais de ano e meio de pandemia, Portugal está pronto para receber. E tal como afirma Luís Araújo, presidente do Turismo de Portugal, “receber bem”. Porque afinal, “a expetativa de quem visita Portugal é largamente ultrapassada”. A presença no WTM é para provar isso mesmo.

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Os motoes sempre estiveram ligados para que, quando a retoma se desse, Portugal estivesse na linha da frente. Esta foi sempre uma das afirmações do presidente do Turismo de Portugal, Luís Araújo. Uma coisa parece certa: Portugal está mais do que preparado para voltar a receber, até porque sabe perfeitamente o que tem para oferecer. E o que tem para oferecer, é bom, muito bom! Sempre com as pessoas no centro.

Depois de 19 meses de pandemia, o que Portugal tem para apresentar ao mercado externo é muito diferente daquilo que Portugal tinha em 2019 e perspetivava ter em 2020?
É diferente e é diferente em várias áreas. É diferente numa ótica de relação com os stakeholders, é diferente na relação com o cliente e na atenção às necessidades do cliente. É diferente porque a oferta adaptou-se e preparou-se para captar públicos diferentes.

Indo um pouco mais ao detalhe, é diferente, porque a relação com os stakeholders é muito mais próxima, já que, o que fizemos ao longo destes 19 meses foi, uma vez que não podia haver uma relação pessoal, ter uma relação virtual, mas que fosse ainda mais estreita. Daí o termos apostado nos webinars com a participação de mais de 500.000 pessoas em todo o mundo, daí as delegações terem tido um papel junto das companhias aéreas, operadores, associações, fundamental, passando uma mensagem do que estava a acontecer e como estava a acontecer, de como nos estávamos a preparar.

Ou seja, apesar do distanciamento, manter uma proximidade?
Exato, manter uma proximidade com os stakeholders. Em relação às necessidades do consumidor, sabemos que existe uma preocupação maior com a comunicação, com a transparência da comunicação, com as regras do que pode ou não fazer, além de haver uma preocupação com a descoberta da oferta nacional para segmentos diferentes, para mercados diferentes, bem como produtos diferentes como o turismo literário, militar, industrial que foi muito trabalhado ao longo deste ano e meio.

Conseguimos, finalmente, implementar algo que sempre dissemos era essencial: as redes colaborativas.

E isto não está só a ser descoberto pelo turista nacional como, também, pelo turista internacional.

Sem pandemia tudo isso seria feito? Ou era feito, mas demorava mais tempo?
Acho que demorava mais tempo. A pandemia permitiu-nos, apesar do trabalho que foi gerir a comunicação e a ligação com o cliente e os stakeholders, focar e estabilizar alguns planos para alguns produtos novos e para uma nova oferta e isso foi muito positivo e vai permitir colher muitos frutos no futuro.

De certa forma foi um acelerador?
Não diria acelerador, antes um catalisador.

Ir ao WTM para agradecer
Que Portugal é apresentado no World Travel Market 2021?
Vamos ter um Portugal que mantém o seu propósito e os seus valores, que passa por receber bem e respeitar as diferenças. Isso continua a ser a nossa máxima e essência. Vamos ter um Portugal que manteve a sua estratégia, desenhada em 2017, para continuar a crescer, mas crescer em todo o território, ao longo de todo o ano, diversificando mercados e segmentos. E vamos ter um Portugal que reforçou o seu compromisso com a sustentabilidade.

Tínhamos a sustentabilidade no plano de 2017, agora reforçamos em 2020 com o plano 2020-2023 e com um compromisso ainda maior de acelerarmos todas estas componentes.

Uma presença no WTM não tem como objetivo somente o mercado britânico?
Não, o WTM é, de certa maneira, o encontrar de muitos parceiros e amigos. Também é isso que queremos levar ao WTM, juntamente com as mais de 60 empresas que nos acompanham, com um novo stand e uma presença, igualmente no WTM virtual.

Há um conjunto de eventos paralelos importantes em que vamos participar, mas é uma importante plataforma para networking, ligação e reforçar parcerias, algumas novas criadas ao longo da pandemia.

É um reforço ou um início?
Diria que é mais um reforço, porque já iniciamos. É um marcar presença e uma forma de agradecer. Nós sofremos, mas os nossos parceiros no Reino Unido também sofreram ou porque não podiam vender, ou porque não podiam deslocar-se. E, por isso, esta também é a altura de agradecer a solidariedade do mercado do Reino Unido, dos operadores, das associações, foram incansáveis, tal como a nossa delegação no país.

E, eventualmente, essa será uma das palavras ou conceitos a retirar desta pandemia: proximidade, interajuda.

Preparar o pós-pandemia
Sustentabilidade, digitalização e inclusão foram outras que ouvi ao longo dos últimos tempos. São essas as palavras ou conceitos-chave que também diferenciam Portugal?
Acho que a palavra-chave é “pessoas”. Nós sempre dissemos que trabalhávamos para três tipos de pessoas: turistas, queremos que tenham a melhor experiência; colaboradores, queremos que vejam esta carreira como de futuro; e residentes, que percebam o valor do turismo a nível nacional e que o turismo seja uma fonte de bem-estar e de progresso também para elas.

Dito isto e colocando as pessoas no centro, como sempre fizemos, a sustentabilidade, o digital e a formação são três áreas que para nós são essenciais. Isto não só para o Turismo de Portugal, mas também para Portugal enquanto destino turístico.

Naturalmente, que o Turismo de Portugal nunca parou a sua atividade. Mas que trabalho foi, efetivamente, realizado na preparação da promoção e divulgação do turismo não de, mas em Portugal.
Efetivamente, nunca parámos. Obviamente, tivemos de mudar a comunicação durante a pandemia, já que não valia a pena estar a estimular pessoas para vir a Portugal, sem existirem as condições para tal. A nossa preocupação básica passou por manter Portugal no ‘top of mind’, partindo de um pressuposto que tínhamos que era, a “Marca Portugal”. E isso é importante afirmar: a “Marca Portugal” está e continua muito forte.

O estudo que temos de 2019 sobre a “Marca Portugal”, não enquanto destino turístico, mas marca Portugal/País, é impressionante. (O Turismo de Portugal realiza um estudo todos os cinco anos (BrandAsset Valuator – BAV), feito pela Young & Rubicam, MIT e Universidade de Dortmund, tendo em conta os nove mercados para onde o país exporta mais e relativamente à perceção do consumidor final face ao país)

Mas um estudo de 2019, feito pré-pandemia, ainda se mantém atual?
Sim. O ponto de partida era como estávamos. A “Marca Portugal” era vista como charmosa, única, autêntica, simpática. O que é que os resultados do estudo nos mostram? Que o valor que a marca possui hoje é maior e o peso que o turismo tem nessa avaliação que é feita de Portugal é superior. É tudo muito relacionado com a componente soft skills.

Aquilo que tentámos fazer ao longo deste ano e meio, foi preservar estas caraterísticas, com base naquilo que foi a atuação de Portugal. A autenticidade, a transparência, nós nunca escondemos nenhum número, sempre transmitimos exatamente como as coisas estavam. A componente do “Clean&Safe”, a formação que demos a mais de 160.000 pessoas em 15 meses, sempre com uma tónica no digital e na sustentabilidade. E foi impressionante ver como estas duas componentes tiveram tanta procura.

Ou seja, houve uma preocupação de nos prepararmos, mas também de transmitir que a altura não era de visitar, mas de preparar o futuro.

Mas no que toca a esta “Marca Portugal”, o que também houve foi uma redistribuição ou reformulação dos mercados-alvo e uma hierarquização diferente? Esta reformulação teve em conta os próximos tempos, com as viagens de longo curso a sofrerem um abrandamento e uma maior aposta na proximidade?
Também, mas não só. Mas, fundamentalmente, com a incerteza que existe na evolução de cada um desses países, com as regras que são colocados às entradas de cada um desses países e com a confiança que cada um desses países tem ou não em viajar.

Aquilo que fizemos foi redistribuir em mercados de proximidade, potencial de crescimento, dependente de capacidade aérea e atuação seletiva.

Na proximidade incluímos o mercado interno e Espanha, proximidade geográfica e de (re)conhecimento estão incluídos Reino Unido, Alemanha e França. Ou seja, são mercados que nos conhecem, que sabem que é seguro vir a Portugal, que acompanharam muito o que foi feito ao nível da proteção das pessoas.

Os mercados dependentes da conetividade são mercados essencialmente europeus, mas que dependem desta retoma da conetividade aérea, e onde, de resto, estamos bem.

Mas o que destacamos é, de facto, a flexibilidade na aposta ou captação nestes próximos meses. De destinar campanhas, de reforçar a conetividade, de parcerias, há muito ainda a fazer.

Mas sempre o ouvi dizer que, quando as viagens retomassem, Portugal teria de estar na linha da frente. Mas na linha da frente querem estar todos, principalmente, os nossos concorrentes mais diretos. O que faz o Turismo de Portugal estar tão otimista relativamente à posição no bloco de partida, porque todos se prepararam para esta “corrida”.
Sempre afirmámos que era importante estar “com os motores ligados” na linha de partida. E tivemos uma situação difícil: é que o tiro de partida saiu mais cedo para uns do que para outros. Houve regras limitativas que não nos permitiram arrancar ao mesmo tempo que outros. O tempo dirá se as restrições que foram implementadas tiveram efeito na propagação da pandemia ou não.

O que para nós era importante era manter esta proximidade que conseguimos e tentarmos captar o máximo de oportunidades que nos permitissem reforçar e repor a conetividade o mais depressa possível, além de captar a atenção dos nossos consumidores.

E conseguiram?
Acho que conseguimos. Os números que temos, revelam-nos que em agosto restaurámos 60% da capacidade aérea de 2019, temos ótimas perspetivas para o inverno, mas sempre na perspetiva de não serem colocadas barreiras nesta corrida de 100 metros.

A questão da mobilidade é muito importante, já que jogámos em vários tabuleiros: repor a capacidade que existia em 2019, procurar novas oportunidades dentro dessa mesma capacidade, com rotas aéreas diferentes com as mesmas companhias aéreas, contribuir para o load factor dessas companhias e, finalmente, procurar outras oportunidades que antes nem sequer olhavam para Portugal.

Aí temos vários exemplos como, por exemplo, a Ibéria ter os cinco aeroportos nacionais cobertos, tendo, inclusivamente, englobado Portugal no programa de stop-over Iberia, dando-nos possibilidade do mercado da América do Sul através do hub de Madrid para Lisboa e Porto. Além disso, o facto da Lufthansa e British Airways terem passado a olhar para os Açores, a Ryanir ter colocado mais ligações, a easyJet ter reforçado a base aérea de Faro. Ou seja, estas foram as iniciativas que fomos acumulando e construindo ao longo deste ano e meio e acreditamos que outras existem que estão a caminho.

Houve um reajustamento, mas continuamos a ver muito interesse. Num país que depende 70% do turismo internacional, apesar de haver uma oportunidade por parte do nacional, sabemos que não é suficiente, apesar de muito importante.

Mas teme que à medida que Portugal recupera a capacidade internacional que os stakeholders voltem a menosprezar o mercado nacional?
Espero bem que não. É uma preocupação para todos, mas, acho, que todos percebemos que esse não é o caminho. E até numa ótica de sustentabilidade, é importante este equilíbrio. Obviamente que queremos continuar a crescer numa ótica internacional, mas o crescimento do turismo nacional é importantíssimo.

A concorrência, por norma, faz-se pelo volume e pelo valor. Teme que esta retoma ou corrida, que muitos apelidam de desenfreada, pelo turista internacional, possa vir a acontecer pelo fator valor. Ou seja, pela diminuição desmesurada dos preços?
Não, não acredito. Pode haver alguns reajustes, mas colocando-me na ótica do consumidor, há uma exigência maior.

Mas se outros enveredarem por esse caminho, não teme que Portugal possa perder turistas que vão atrás do preço?
Acho que já existe uma perceção de valor que Portugal acrescenta que tem vindo a ser construída, tendo saído reforçada neste último ano e meio.

Acreditamos que esta ótica de crescimento, mais em valor do que em número de turistas, ou melhor, de dormidas, é algo para manter. Prova disso, é quando comparamos os números de 2020 relativamente à regressão ao passado. Regredimos 26 anos em termos de dormidas e 10 anos ao nível de receitas. Significa que estávamos a fazer muito mais com menos.

Esta tendência é para manter e reforçar. Quando falamos de 27 mil milhões de euros de receitas em 2027, obviamente, contamos com isto. Esse é que é o cálculo essencial.

Um Portugal, várias experiências
A comunicação relativamente a estas temáticas novas como a sustentabilidade e/ou a digitalização também terá de ser efetuada com uma preocupação geracional. Ou seja, comunica-se para as gerações mais novas?

Não, tem de ser feita para todos. E aliás é feita para todos. Claro que sabemos que as gerações mais novas são mais ativistas relativamente a certas questões.

Este ano e meio permitiu-nos chamar à atenção para um Portugal também diferente, que aposta na cultura contemporânea, na arquitetura contemporânea, no design, na moda.

Quer dizer que Portugal não pode ser só história?
Nunca. A melhor coisa que podemos ter é projetar a nossa história para o futuro. Isso vai-nos permitir abranger todo o público.

Falamos muito de quem oferece, mas também há que olhar para quem procura. Que novas exigências e necessidades surgiram ou estão agora sob o olhar do setor do turismo e a que têm de ser dadas respostas?
Apesar de já existirem, acho que aceleraram as questões relativamente à segurança sanitária que veio para ficar, obviamente com algumas matizes.

A experiência fluída, pagamentos facilitados, mobilidade facilitada, entradas facilitadas, celeridades nas respostas, comunicação, informação, é tudo isto veio para ficar.

Mas ainda veio outra coisa e que aí somos exímios: receber bem. Acho que as pessoas se aperceberam que não viajam somente para lugares só para ver A, B ou C ou para aproveitar o sol e a praia, mas passam a ir a locais onde sabem que serão bem recebidos, onde não vão fazer julgamentos sobre eles, que vão ter a melhor experiência possível.

Há tempos ouviu-o também dizer que “precisamos de ser um país só” e que este “é o momento para não falharmos”. Onde é que Portugal não pode, efetivamente, falhar quando falamos de promoção externa?
Não podemos vender algo que não conseguimos entregar. Mas acho que não corremos esse risco.

Portugal sabe o que tem para oferecer?
Portugal sabe perfeitamente o que tem para oferecer. E é muito bom! Nós sabemos quais os nossos pontos forte e frascos, sabemos o que os outros esperam de nós e, mais uma vez, estamos bem posicionados e muito fortes.

Mas isso é de cá para fora. De fora existe, de facto, a perceção de que quando Portugal diz que tem, efetivamente, tem?
Tem e até acho mais, acho que a expetativa de quem visita Portugal é largamente ultrapassada.

Quem nos visita pela primeira vez, sai agradavelmente surpreendido. Quem nos revisita e vai a outros locais, repete a experiência. Isto é positivo.

Porque o que estava está cá?
Está cá e está melhor. E nós sabemos disso. Agora é, de facto, mostrar o que estava cá, continua cá, mas melhor e com a mesma experiência de sempre.

Portugal conectado
Em maio de 2020, quando foi apresentado o plano para o turismo em Portugal houve uma ideia que foi muito focada e apontada como fator a alterar: a sazonalidade. Deixar de depender tanto do verão e estender essa sazonalidade ao longo do resto do ano.

A componente da sazonalidade toca todas as regiões de Portugal, seja por uma sazonalidade por falta de ocupação, seja por uma sazonalidade por tarifa.

A diversificação de produtos é essencial, o facto de mostrarmos e apostarmos em produtos que têm 365 dias ou que se focam nas épocas mais baixas, é essencial. A questão do enoturismo, o turismo literário, o cycling & walking, que o nosso clima permite ao longo de todo o ano, o golfe, o MICE, entre outros.

Mas atenção, estes produtos só por si não vingam. É preciso haver interesse da oferta em adotar esses produtos, não só promovê-los, como integrá-los na sua programação e business plan. Não aparecerem como algo isolado.

No enoturismo, por exemplo, existe uma correlação entre as exportações de vinhos e o número de turista que Portugal recebe desses mesmos mercados. Se virmos EUA e Brasil, a evolução do número de turistas que visitam Portugal anualmente, é igual ao volume de exportações de vinhos para esses mercados.

Portanto, a área de produto é importante, tal como a dos eventos. A captação de eventos para as épocas mais baixas, é essencial.

O fator digital e os eventos híbridos também vieram alterar um pouco o que era habitual?
Por isso é que temos de ter uma capacidade de criar eventos que sejam disruptivos e originais. Eventos que atraiam pessoas, mas que promovam este novo posicionamento de Portugal como destino sustentável.

O MICE não terá de ser forçosamente encarado de forma diferente por causa da componente digital?
Sim, acho que não vamos perder essa componente do digital, mas acho que o presencial vai ser ainda mais exclusiva e essa exclusividade tem e vai ter um preço.

A confiança vai crescer, vai haver uma componente de experiências muito maior e que passava muito pela reunião e ponto. Acho que as pessoas vão, a partir de agora, exigir mais.

Vão ser experiências com mais valor acrescentado e com mais oportunidades para as nossas empresas portuguesas. Cabe-nos a nós criar esses pacotes. É a mesma coisa com o produto. Não é só dizer que o evento é virtual e presencial e que o presencial é exatamente igual ao anterior. Tem de acrescentar valor e temos de ser nós a dá-lo. Mas quando digo valor acrescentado, não digo que seja mais custo para nós e mais valor para quem recebe.

Já falou em conetividade. Ainda recentemente foi publicado um estudo que dava conta no adiamento da retoma das viagens de longo curso. Por isso, essa conetividade vai passar, em primeira instância, por mercados emissores mais próximos? Em que ponto está Portugal neste fator essencial da conetividade?
Em termos de competitividade estamos bem posicionados e as companhias aéreas olham para nós como um atrativo e não nos podemos esquecer que as companhias aéreas voam se houve procura. E as companhias aéreas sentem que há procura pelo destino Portugal. E nós também sentimos isso em termos de procura, pesquisas, reação quando há abertura fronteiras e novas rotas, o que é muito positivo.

Agora não vou esconder que estaríamos muito melhor se tivéssemos outros tipos de conetividade.

Como por exemplo?
Como por exemplo, a ferrovia. É uma aposta que acredito que se vai fazer e que nos vai trazer muitos dividendos, mas é a médio/longo prazo, mas que tem de ser feita.

Estamos bem posicionados, mas tudo depende de como é que o consumidor final se vai mobilizar com as questões da sustentabilidade ou de optar por meios de transporte mais sustentáveis. Ainda assim, o que dizemos é que, é possível viajar e fazer viagens sustentáveis.

Mas isso já sai um pouco do vosso campo de atuação?
Também depende de nós e da oferta que damos, de captar pessoas para ficar mais tempo, de conseguirmos ter uma atividade a nível nacional que demonstre que é mais sustentável.

É importante este compromisso de modernização da oferta, que seja mais sustentável do ponto de vista ambiental e social, porque isso também poderá compensar, numa medida mínima, e poderá sensibilizar e balancear a sustentabilidade de uma deslocação.

Mas ao abordarmos o tema da conetividade e tendo por base o objetivo de chegar a 2027 com 27 mil milhões de euros de receitas e 80 milhões de dormidas, para lá chegar as diversas infraestruturas são essenciais. Que importância têm e terão temas como o novo aeroporto e a TAP para esse tabuleiro que se quer construir para o futuro do turismo em Portugal?
Olho exatamente como refere. Um conjunto de peças que fazem parte de um tabuleiro ou puzzle e que sem uma das peças, será difícil completarmos o todo.

O puzzle eventualmente tem é de ser construído com diferentes variáveis, com planos A e B em cada uma das opções, com avanços e recuos numas e noutras, mas é por isso que jogamos em vários tabuleiros.

Mas totalmente de acordo com se diz que são necessárias novas infraestruturas. São precisos novos meios de conetividade, sim, são. Mas também há trabalho para fazer naquilo que existe e temos aeroportos com capacidade de crescimento. O próprio aeroporto de Lisboa tem capacidade de crescimento em épocas baixas, temos capacidade de crescer em diária média, em receitas provenientes de outras atividades, segmentos e outros mercados.

Concluindo, é jogar em várias frentes e apostar em todas as peças, sem nunca esquecermos os objetivos: 27 mil milhões de euros em receitas e 80 milhões de dormidas.

O que é mais importante: 27 mil milhões de receitas ou 80 milhões de dormidas?
Os 27 mil milhões, claramente.

Como é que se planeia algo a partir de agora. Deixou de existir longo prazo? Ou o longo prazo passou a médio?
Isso era algo que adoraria dizer. Mas não deixou de haver longo prazo. As nossas metas são para 2027.

Mas essas foram traçadas em 2017. Por isso, há 10 anos. É esse o longo prazo?
Mais do que pensar, apesar de ter metas a longo prazo, é caminhar. Ou seja, o caminho faz-se caminhando e a curto prazo. Além disso, faz-se com a necessidade de flexibilidade e adaptabilidade.

O que aprendeu com esta pandemia e que ensinamentos retira dela, até este momento?
Em primeiro lugar, acho que ainda vamos retirar muitos ensinamentos. Mas há uns que já são claros. Primeiro, a importância do turismo não é só do país A, B ou C, mas sim de todo o mundo. Todo o mundo sofreu, porque este foi o setor mais impactado e claríssimo. Em segundo lugar, o efeito de arrasto que o turismo tem nas outras atividades económicas. Quando se fala em aposta noutros setores, é preciso não esquecer que este arrasta muitos atrás. E isto não é só para Portugal.

Depois, algo que é essencial que é o voltar à base e de precisar tanto uns dos outros.

De pessoas, para pessoas, com pessoas?
De regiões, para regiões, com regiões. De países, para países, com países. A cooperação está mais do que nunca na ordem do dia. E sempre com as pessoas no centro, claro. P

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Turismo do Porto e Norte de Portugal defende que “Turismo merece ter um ministério”

Luís Pedro Martins tomou esta segunda-feira, 26 de fevereiro, posse como presidente do Turismo do Porto e Norte de Portugal para mais um mandato de cinco anos.

O presidente do Turismo do Porto e Norte de Portugal, Luís Pedro Martins, reclamou esta segunda-feira, 26 de fevereiro, a criação de um Ministério do Turismo, reivindicação que marcou a tomada de posse do responsável para um novo mandato de cinco anos à frente da Entidade Regional de Turismo.

“O Turismo merece ter um ministério e não uma simples Secretaria de Estado a funcionar em partilha com outros setores”, defendeu Luís Pedro Martins, durante a cerimónia de tomada de posse, que decorreu no Castelo de Santiago da Barra, em Viana do Castelo.

Durante a sua intervenção, o presidente do Turismo do Porto e Norte de Portugal lembrou a importância económica do setor, que no ano passado foi responsável por 25 mil milhões de euros de receitas, montante que torna este setor numa “verdadeira alavanca económica do país”.

Mas a intervenção de Luís Pedro Martins ficou ainda marcada pelo tema do orçamento das entidades regionais de turismo e das cativações a que são sujeitos, com o responsável a denunciar que, no caso do Turismo do Porto e Norte de Portugal, as cativações representam cerca de “90 por cento do orçamento”.

“É um grande constrangimento com que se debatem as entidades regionais do turismo, à semelhança do que acontece com a necessidade de autorização prévia para contratar serviços especializados, o que torna a gestão burocrática, penosa e morosa”, sustentou Luís Pedro Martins.

Por isso, o presidente do Turismo do Porto e Norte de Portugal considerou que o financiamento das entidades regionais de turismo representa outro desafio, uma vez que os destinos concorrentes de Portugal têm orçamentos reforçados, enquanto estas entidades “trabalham com os mesmos orçamentos há demasiados anos, só que, entretanto, o mundo mudou”.

O presidente do Turismo do Porto e Norte de Portugal pediu ainda maior equidade entre regiões, nomeadamente no que diz respeito ao apoio dado aos eventos, quer sejam de dimensão internacional, nacional ou regional.

“Não podemos usar as mesmas métricas entre territórios distintos e onde o acesso, por exemplo, a patrocinadores é desigual”, defendeu, pedindo ao próximo Governo que torne realidade “projetos estruturantes, como a Linha do Douro”.

Luís Pedro Martins lembrou ainda o bom desempenho turístico do Porto e Norte de Portugal no ano passado, que permitiu alcançar 13 milhões e 300 mil dormidas, naquele que foi o maior crescimento nacional, enquanto os proveitos da hotelaria tiveram uma subida de 48 por cento, fixando-se num valor a rondar os 950 milhões de euros.

“Conseguimos ter mais turismo, mas também melhor turismo e não tenham dúvidas que este é o setor que alavanca o País, que cria riqueza para os territórios”, congratulou-se Luís Pedro Martins.

O discurso de tomada de posse de Luís Pedro Martins abordou ainda a temática da sustentabilidade, com o responsável a lembrar que a certificação do destino está no horizonte do Turismo do Porto e Norte de Portugal e que está também em marcha um “programa para incentivar práticas de sustentabilidade nas empresas do setor, com vista à sua certificação e, num segundo momento, certificar a própria região, em parceria com a Global Sustainable Tourism Council, a entidade mundial que atribui certificados de sustentabilidade no setor”.

Recorde-se que Luís Pedro Martins foi reeleito presidente do Turismo do Porto e Norte de Portugal a 2 de fevereiro, num ato eleitoral que apenas contou com a lista encabeçada pelo responsável e que obteve 54 votos a favor, não tendo havido votos brancos ou nulos.

Além de Luís Pedro Martins, a Comissão Executiva do Turismo do Porto e Norte de Portugal é ainda composta por Cancela Moura (vice-presidente), Vítor Paulo Pereira, Manuel Tibo e Pedro Mesquita Sousa.

Já a Mesa da Assembleia Geral é presidida por João Manuel Esteves e o novo Conselho de Marketing é encabeçado pela Associação de Turismo do Porto, fazendo também parte do órgão a Associação Portuguesa de Empresas de Congressos, Animação Turística e Eventos, a Associação Portuguesa de Agências de Viagens e Turismo, a Porto Business School, a Alfândega do Porto e as câmaras municipais de Macedo de Cavaleiros e do Peso da Régua.

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A partir de 1 de janeiro de 2025, a Noruega vai limitar o acesso de turistas, incluindo de cruzeiros, a Svalbard para proteger a vida selvagem.

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A Noruega vai passar a restringir, a partir de 1 de janeiro de 2025, os navios de cruzeiros em Svalbard para proteger a vida selvagem, avança a imprensa internacional.

De acordo com o website de turismo Breaking Travel News, espera-se que Svalbard venha a assistir a profundas mudanças no que diz respeito ao turismo, uma vez que este arquipélago norueguês situado acima do Círculo Polar Ártico vai passar a ter limites diários de turistas, ainda que o novo regulamento esteja pendente de aprovação parlamentar.

No caso dos cruzeiros, o que está previsto é que passe a existir uma limitação do número de passageiros permitidos em áreas protegidas, que deverá rondar um máximo de 200 passageiros, bem como a restrição de desembarques em terra em 43 locais específicos em todo o arquipélago.

O uso de drones em áreas protegidas, assim como de motos de neve e outros veículos em alguns fiordes também passam a estar limitados, sendo que, a nível marítimo, está ainda previsto que os navios passam a ser obrigados a manter uma velocidade abaixo de cinco nós num raio de 500 metros em torno dos penhascos de nidificação de várias espécies de pássaros durante a época de reprodução, devendo ainda aderir às diretrizes de distância quando estiverem perto de locais de transporte de morsas ou de habitats de ursos polares.

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Ourém está a ultimar o seu Plano Estratégico de Turismo, anunciou o presidente da autarquia

Luís Miguel Albuquerque, presidente da Câmara Municipal de Ourém, anunciou que o município está a auscultar e a produzir um Plano Estratégico de Turismo, que será apresentado nos próximos dias. O autarca usava da palavra na sessão de abertura dos XI Workshops Internacional do Turismo Religioso, que decorreu em Fátima.

Nos últimos anos, segundo o autarca, “dinamizámos a rede internacional da Associação Internacional Shrines Of Europe, sob a presidência do município de Ourém, concretizámos a requalificação do Teatro Municipal de Ourém, do Castelo e do Paço dos Condes na Vila Medieval, ampliámos e melhorámos as condições na Praia Fluvial do Agroal, requalificámos a Aldeia de Aljustrel e reforçámos a nossa participação na Associação que gere o Monumento Natural das Pegadas dos Dinossáurios, visando a fruição e qualificação dos nossos recursos turísticos”, para acrescentar que, todas estas ações “têm já resultados muito interessantes, com a visita de milhares de pessoas ao Castelo de Ourém, com o Teatro Municipal de Ourém a disponibilizar um Programa Cultural de excelência, granjeando reconhecimento e público à escala local, regional e nacional”.

Ao mesmo tempo que Ourém obtém estes resultados e face à atratividade de Fátima nos domínios espirituais, culturais e humanos, “estamos convictos da importância de um conjunto de outros recursos diferenciadores que existem no concelho de Ourém” apontou ainda o presidente da Câmara Municipal.

Sublinhou, por outro lado, que “a congregação do turismo religioso, com o turismo cultural, patrimonial, natural, gastronómico, desportivo e de negócios, exige o desenvolvimento de um planeamento estratégico concertado, que propicie experiências turísticas ímpares, visando, simultaneamente, o aumento da procura, um crescimento mais acelerado e o prolongamento da atividade para todos os meses do ano”.

É nesse sentido que Luís Miguel Albuquerque anunciou que Ourém está a auscultar e a produzir um Plano Estratégico de Turismo para o concelho, que será apresentado nos próximos dias.

Este plano estará orientado em torno de três eixos estratégicos com as respetivas ações de atuação: Valorização do património histórico-cultural e do património natural, através de uma oferta turística estruturada e sustentável, que responda e amplie a procura; Qualificação da oferta turística através da economia, numa rede de conectividades entre os diversos agentes locais que fomente o empreendedorismo e a inovação; Promoção da notoriedade do concelho de Ourém nos mercados internacionais enquanto destino para visitar, investir e viver, e no mercado interno, enquanto território composto por oferta turística rica e variada.

Entretanto, visando a qualificação e a diversificação da oferta turística, o presidente da autarquia disse que “iremos implementar um conjunto de políticas concertadas, que identifiquem as dificuldades e as potencialidades, que elenquem as oportunidades, os recursos, os parceiros e que definam as metodologias para a sua concretização.

Porém, advertiu: “Não serão somente os planos, que permitirão implementar com sucesso este desafio turístico, económico e social para o concelho e para a região”. O reconhecimento do valor do turismo no concelho e na região “exigem, da parte do governo, investimentos e construção de infraestruturas estruturais”.

Neste caso, a eventual construção do futuro aeroporto em Santarém, assume-se, segundo Luís Miguel Albuquerque “como uma oportunidade de dinamização da atividade económica, social e turística para Fátima e para o Centro do país. Desejamos que os decisores políticos governativos olhem para o país, como um todo, complementar, capaz de gerar novas centralidades, criação de emprego e valorização dos ativos estratégicos”.

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Câmara Municipal do Porto estuda aumento da taxa turística

Depois de um estudo encomendado pela autarquia ter recomendado o aumento da taxa turística, a Câmara Municipal do Porto deverá agora decidir se sobe o valor cobrado aos turistas por cada noite passada na cidade.

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A taxa turística cobrada aos turistas que pernoitam no Porto deve vir a ser aumentada, avança o Porto Canal, que diz que a conclusão parte de um estudo encomendado pela autarquia que aponta para uma subida para três euros por noite em estabelecimentos do Centro Histórico da cidade e para 2,5 euros nas restantes freguesias portuenses.

O estudo, que foi dirigido por José Alberto Rio Fernandes, professor da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, apurou que, no Porto, por cada um portuense há, atualmente, nove turistas, num rácio que posiciona a Invicta entre as cidades europeias que apresentam um valor mais elevado, mas onde a taxa turística fica entre as mais baixas comparativamente a cidades como Dubrovnik, Veneza, Bruges ou Florença, onde esse rácio é igualmente elevado.

Desta forma, a equipa que procedeu à realização do estudo sugere um aumento da taxa turística, a fixar nos três euros por noite para alojamentos da União de Freguesias de Cedofeita, Santo Ildefonso, Miragaia, Sé, São Nicolau e Vitória e nos 2,5 euros por noite nas demais freguesias.

“Como parte das recomendações internacionais e da alteração das Grandes Opções do Plano, a proposta sugere manter o modelo de cálculo, adaptando-o às novas orientações, resultando numa taxa de 2,81 euros para 2023”, pode ler-se no documento apresentado esta segunda-feira por Rio Fernandes.

O eventual aumento da taxa turística será, no entanto, da responsabilidade da Câmara Municipal do Porto, esperando-se que o tema venha a merecer apreciação na reunião do executivo desta segunda-feira, onde José Alberto Rio Fernandes também deverá marcar presença.

Recorde-se que o valor da taxa atual foi fixado em 2016 e é calculado em função das despesas municipais com serviços utilizados pelos turistas, como transportes e limpeza urbana, tendo a cobrança deste imposto representado, na primeira metade de 2023, mais de sete milhões de euros.

 

 

 

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Zoomarine abre portas a 7 de março com novidades

O Zoomarine reabre as portas a 7 março com novidades e surpresas para toda a família. O parque estará aberto até novembro e conta com descontos até 20% nas entradas adquiridas, até 6 de março, no seu site oficial.

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O parque temático, localizado no Algarve, preparou um conjunto de diversões e animações que prometem oferecer uma temporada memorável aos seus visitantes. De entre as novidades, o Zoomarine passa a contar, a partir de 21 de março, com um espetáculo de música, cor e luz – o “UPBEAT”.

Na temporada estival, o Zoomarine lançará ainda o “IGUAÇU”: uma nova atração que trará uma experiência inspirada nas Cataratas do Iguaçu, com descidas que culminam com a simulação das cataratas.

Nesta temporada, os visitantes do Zoomarine irão contar ainda com diversas apresentações zoológicas, tendo em conta as inúmeras parcerias científicas locais, nacionais e internacionais, o trabalho do Porto d’Abrigo do Zoomarine no salvamento, reabilitação e devolução ao meio selvagem de várias espécies aquáticas e marinhas. A componente de promoção da educação ambiental, mantem-se indissociável da missão do parque, e como tal, fará parte da oferta disponibilizada.

Reconhecido pela sua dedicação à importante missão de educação ambiental, conservação e preservação dos oceanos e da vida selvagem, o Zoomarine mantém também a sua preocupação com a sustentabilidade da região do Algarve e de todos os que lá vivem ou visitam.

Os bilhetes para qualquer data da temporada 2024 podem ser comprados até ao dia 6 de março, durante a campanha de compra antecipada, com 20% de desconto.

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Ilhéu das Rolas, São Tomé e Príncipe

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São Tomé e Príncipe com recorde de visitantes em 2023 e portugueses na liderança

Em 2023, São Tomé e Príncipe recebeu 35.817 turistas internacionais, ranking que foi liderado por Portugal, que contabilizou 16.469 turistas, o que representou 46% do total.

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No ano passado, São Tomé e Príncipe recebeu um total de 35.817 visitantes internacionais, número que representa um novo recorde no país e que mostra que Portugal continua a ser o principal mercado emissor de turistas, representando cerca de 50% do total de turistas internacionais.

De acordo com a Lusa, que cita a Direção do Turismo e Hotelaria de São Tomé e Príncipe, este foi o número mais elevado de turistas que o país insular recebeu na história, cujo anterior recorde datava de 2019.

“Para nós, o ano 2023 é o nosso topo, é o ano que nós conseguimos atingir concretamente 35.817 turistas, número que nós nunca atingimos na história do Turismo em São Tomé e Príncipe”, disse à Lusa a diretora do Desenvolvimento Turístico de São Tomé e Príncipe, Magda Lopes.

A responsável indicou ainda que, no ano passado, Portugal se posicionou como o principal país emissor de turistas para São Tomé, contabilizando 16.469 turistas, o que representa 46% do total de turistas internacionais recebidos no destino.

Já a Alemanha, com 2.408 turistas, representou 7% dos turistas recebidos por São Tomé e Príncipe, seguindo-se os Estados Unidos da América com 2.328 turistas e uma representação também de 7%, bem como a França com 1.896 turistas e que representou 5% do total, e ainda Angola, com 1.298 turistas, representando 4% dos turistas que São Tomé e Príncipe recebeu no ano passado.

Magda Lopes revelou ainda que a maioria dos visitantes  deslocou-se ao arquipélago por motivos de serviço, férias ou turismo, sendo que 32.694 pessoas entraram pela via aérea, enquanto 2.123 pela via marítima, sobretudo em três navios de cruzeiro que passaram pelo arquipélago.

“Nós podemos notar que há um determinado momento, um dia ou dois, em que há um fluxo grande de turistas circulando na nossa capital”, congratulou-se ainda Madga Lopes.

 

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Portugal entre os destinos com melhor performance em 2023, dizem dados da UN Tourism

O Barómetro Mundial do Turismo das Nações Unidas monitoriza regularmente as tendências do turismo a curto prazo para fornecer às partes interessadas do turismo mundial uma análise atualizada do turismo internacional. Neste barómetro que analisa as melhores performances dos destinos, Portugal aparece em destaque.

Victor Jorge

Publicado quatro vezes por ano, incluindo uma análise dos dados mais recentes sobre destinos turísticos (inbound) e mercados de origem (outbound), Barómetro Mundial do Turismo das Nações Unidas (UN Tourism) coloca as Ilhas Turcas e Caicos com a melhor performance no ano 2023 face a 2019, com um crescimento de 127%.

Neste barómetro, Portugal aparece destacado com um crescimento de 11%, sendo que na região da Europa, somente Albânia (+53%), Andorra (+31%), Lichtenstein (+16%) e Sérvia (+15%) aparecem à frente de Portugal.

O barómetro estima que 1286 milhões de turistas internacionais (dormidas) foram registados em todo o mundo em 2023, um aumento de 34% em relação a 2022, correspondendo a mais 325 milhões.

Segundo as contas, o turismo internacional recuperou 88% dos níveis pré-pandémicos em 2023, apoiado por uma forte procura reprimida.

O Médio Oriente liderou a recuperação por regiões em termos relativos, sendo a única região a superar os níveis pré-pandémicos com chegadas 22% acima de 2019.

A Europa atingiu 94% dos níveis pré-pandémicos em 2023, enquanto a África recuperou 96% e as Américas 90%.

A Ásia e o Pacífico atingiram 65% dos níveis pré-pandémicos, com uma recuperação gradual desde o início de 2023.

Quatro sub-regiões: Norte de África, América Central (ambas +5%), Europa do Sul Mediterrânica e Caraíbas (ambas +1%) excederam os níveis pré-pandémicos em 2023.

Já as receitas totais das exportações do turismo (incluindo o transporte de passageiros) estão estimadas em 1,6 biliões de dólares em 2023 (cerca de 1,48 biliões de euros), quase 95% dos 1,7 biliões de dólares (1,57 biliões de euros) registados em 2019.

As estimativas preliminares do Produto Interno Bruto Direto do Turismo (PIBDT) apontam para 3,3 biliões de USD em 2023 (pouco mais de 3 biliões de euros), ou seja, 3% do PIB mundial, o mesmo nível de 2019, impulsionado pelas viagens nacionais e internacionais.

“Após uma forte recuperação em 2023, espera-se que o turismo internacional recupere totalmente os níveis pré-pandémicos em 2024, com estimativas iniciais que apontam para um crescimento de 2 % acima dos níveis de 2019 nas chegadas de turistas internacionais”, refere a UN Tourism.

As perspetivas positivas para o setor estão refletidas no último inquérito do Índice de Confiança do Turismo da ONU, com 67 % dos profissionais do turismo a indicarem perspetivas melhores ou muito melhores para 2024 em comparação com 2023.

“Espera-se que o desencadeamento da restante procura reprimida, o aumento da conectividade aérea e uma recuperação mais forte dos mercados e destinos asiáticos sustentem uma recuperação total até ao final de 2024”, admite o relatório da UN Tourism.

Os desafios económicos e geopolíticos continuam a representar desafios significativos para a recuperação sustentada do turismo internacional e dos níveis de confiança.

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Porto e Norte de Portugal vai ter maior participação de sempre na BTL

O stand do TPNP vai contar com uma área total de 1296 m2 e, além de acolher mais de 600 ações, entre apresentações de projetos, degustações, showcookings, workshops e momentos de animação, vai ter também em destaque o tema da sustentabilidade.

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O Turismo do Porto e Norte de Portugal (TPNP) vai contar, este ano, com a maior participação de sempre na BTL – Bolsa de Turismo de Lisboa, que decorre entre 28 de fevereiro e 3 de março, onde a entidade regional de turismo vai promover mais de 600 ações.

O stand do TPNP vai contar com uma área total de 1296 m2 e, além de acolher mais de 600 ações, entre apresentações de projetos, degustações, showcookings, workshops e momentos de animação, vai ter também em destaque o tema da sustentabilidade.

Segundo Luís Pedro Martins, presidente do TPNP, esta participação pretende “afirmar o Porto e Norte de Portugal como um destino de elevado prestígio junto dos diferentes segmentos da procura turística, colocando um especial destaque na sustentabilidade, que é uma tendência central do desenvolvimento do turismo, da atividade dos seus operadores e da gestão das suas ofertas e territórios”.

O TPNP recorda que tem em marcha um programa para incentivar práticas de sustentabilidade nas empresas do setor, com vista à sua certificação e num segundo momento certificar a própria região, em parceria com a Global Sustainable Tourism Councial, a entidade mundial que atribui certificados de sustentabilidade no setor.

“A Sustentabilidade surge como princípio orientador de todo o modelo de participação e execução do stand de 1296 m2, privilegiando materiais reutilizáveis e processos eficientes, numa ótica de otimização de recursos. No stand estará disponível um espaço dedicado à gastronomia e vinhos, um produto estratégico do destino, onde decorrerão showcookings dinamizados por alguns dos mais renomados chefs da região”, acrescenta a entidade regional de turismo.

Em destaque vai estar ainda a nova marca do destino, que foi recentemente apresentada e que, segundo o TPNP, “remete para a origem e o original da região, para a fundação da nação e para todo o património único, material e imaterial, transversal aos quatro subdestinos que, distinguindo-se pelas suas especificidades, formam um todo indivisível”.

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Algarve leva experiência imersiva pela região à BTL

O Turismo do Algarve vai levar um novo stand de 700 m2 à BTL, no qual vai dar a conhecer a experiência imersiva que a região proporciona e que vai ainda contar com a presença dos 16 municípios algarvios e de 18 empresas regionais.

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O Turismo do Algarve vai voltar a participar na BTL – Bolsa de Turismo de Lisboa, que decorre na FIL, Parque das Nações, em Lisboa, entre 28 de fevereiro e 3 de março, contando com um novo stand de 700 m2, onde vai ser dada a conhecer a “experiência imersiva” que a região proporciona, com destaque para a gastronomia, cultura e experiências que o destino oferece.

Num comunicado enviado à imprensa, o Turismo do Algarve indica que o stand de 700 m2 vai contar com a presença dos 16 municípios da região, bem como de 18 empresas algarvias, sendo o “palco privilegiado” para a apresentação das principais atrações e novidades da região.

“Para o Algarve, a BTL é uma montra estratégica para a promoção da região como destino turístico de excelência. A região estará representada por um stand de grande dimensão, com uma área total de 700 m2, que reúne ainda os 16 municípios e 18 empresas do setor”, destaca André Gomes, presidente do Turismo do Algarve, citado no comunicado divulgado.

O stand do Turismo do Algarve vai receber apresentações de projetos e produtos turísticos, eventos-âncora dos municípios, demonstrações gastronómicas, provas de vinhos e produtos regionais, assim como diversas atividades promovidas pelos parceiros da região, funcionando como “um ponto de encontro para profissionais do turismo e público em geral”.

“É também este o palco privilegiado da apresentação, pelo presidente do Turismo do Algarve, das novidades e apostas do destino turístico para 2024, a ter lugar no dia 29 de fevereiro, a partir das 14h30”, indica ainda o comunicado do Turismo do Algarve.

Nesta edição da BTL, o Turismo do Algarve vai estrear um novo stand que, segundo a entidade regional de turismo, “foi concebido para proporcionar uma experiência imersiva aos visitantes”.

“Através de uma decoração moderna e convidativa, inspirada na natureza e na cultura da região, os visitantes sentirão a energia vibrante do Algarve e a promessa de férias inesquecíveis no destino”, explica o Turismo do Algarve, revelando que o conceito do stand baseia-se no posicionamento do Algarve como “O segredo mais famoso da Europa”.

Segundo o Turismo do Algarve, o objetivo é “divulgar e promover não só as praias e as paisagens, mas também o segredo cultural da região: o artesanato local”, pelo que o stand irá apresentar “cestos suspensos, representando este valioso património histórico e cultural do Algarve, a cestaria e a empreita de palma”.

Na zona da restauração da BTL, o Algarve está ainda representado pelo restaurante “O Algarvio”, que convida a uma viagem pelos sabores mais autênticos da região, com destaque para os petiscos, carnes, peixes e mariscos, sem esquecer as sobremesas à base de amêndoa, figo, fios de ovos e laranja do Algarve.

 

 

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Praia da Falésia ganha prémio “Travellers’ Choice” do Tripadvisor como “Melhor praia do Mundo”

Areias douradas, costas irregulares, águas azuis cristalinas – as praias vencedoras deste ano do“Travellers’ Choice” do Tripadvisor são as favoritas dos viajantes. E a Praia da Falésia está em primeiro lugar.

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O título “O melhor dos melhores dos Prémios Travellers’ Choice” celebra o mais elevado nível de excelência nas viagens. É atribuído àqueles que recebem um elevado volume de avaliações e opiniões que excedem as expetativas da Comunidade do Tripadvisor ao longo de um período de 12 meses.

Na edição de 2024, o título de “Melhor Praia” fica no Algarve: a Praia da Falésia.

“Conhecida pelas suas falésias impressionantes, areias douradas e águas azuis cintilantes”, a Praia da Falésia ficou à frente de outras, tais como Isola dei Conigli (Lampedusa, Donostia, Itália), La Concha Beach (Donostia, Espanha), Ka’anapali (Maui, Havai), Grace Beach (Ilhas Turcas e Caicos), Anse Lazio (Seicheles), Manly Beach (Sydney, Austrália), Eagle Beach (Aruba), Siesta Beach (Flórida, EUA) ou Varadero (Cuba).

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