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Impacto de Cristiano Ronaldo no turismo da Madeira é positivo e agora há um estudo que o prova

Estudo mostra que o futebolista tem um impacto positivo no turismo da Madeira e que existe uma relação entre as suas publicações nas redes sociais e os prémios conquistados pelo destino.

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A notoriedade de Cristiano Ronaldo tem um impacto positivo no turismo da Madeira e existe uma relação entre as publicações do futebolista nas redes sociais e os prémios internacionais conquistados pelo arquipélago, apurou um estudo do Centro de Estudos de Geografia e Ordenamento do Território da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (FLUC).

Divulgado esta terça-feira, 2 de novembro, pela Lusa, o estudo, da autoria dos investigadores Cláudia Seabra e Pedro Vaz Serra, diz que a “notoriedade de Cristiano Ronaldo influencia toda uma cadeia de atitudes, reações e comportamentos pessoais e sociais com impacto positivo no turismo da Madeira” e lembra os prémios de “Melhor destino Insular da Europa”  e “Melhor Destino Insular do Mundo” que a Madeira conquistou nos últimos anos.

O estudo conclui também que existe “uma relação entre as publicações do jogador nas suas redes sociais e os prémios internacionais conquistados pela ilha atlântica no âmbito dos World Travel Awards (WTA)”, o que levou os investigadores a analisar, numa primeira fase, as publicações do internacional português no Instagram, Facebook, Twitter e Google, entre 2013 e 2019.

“Apurou-se que o período de tempo em que os prémios foram atribuídos ao destino Madeira coincide com um aumento significativo do número de seguidores do CR7 – 114 milhões em 2013 para 401 milhões em 2019”, refere a investigação.

Já numa segunda fase, o estudo “pretendeu avaliar as imagens cognitiva, afetiva e espontânea da Ilha da Madeira” com base num inquérito a quase 500 pessoas, no qual se questionou como é que Cristiano Ronaldo “influenciava a imagem da sua ilha de origem e porquê”.

Segundo as conclusões, a maioria dos inquiridos considerou que Ronaldo “influencia positivamente a imagem da Madeira, pela sua elevada notoriedade mundial, capacidade de influência e também pelo facto de ter nascido na ilha”.

“Por outro lado, os resultados indicam que os atributos naturais da Ilha da Madeira prevalecem sobre quaisquer outros, constituindo fatores de diferenciação positivos”, acrescenta a pesquisa.

Desta forma, o estudo considera que o estatuto de Cristiano Ronaldo “como influenciador digital é unânime” e que os chamados ‘Óscares do Turismo’ que a Madeira tem vindo a obter consecutivamente “vão muito para além” daquilo que a ilha atlântica “representa em termos de destino turístico”.

“Por isso, será legítimo questionar se existe um fator externo que influencia a imagem da ilha e induz a votação expressiva para aqueles prémios. Os dados empíricos e a análise comparativa realizada suportam a associação de fenómenos entre Cristiano Ronaldo e a cronologia temporal dos prémios da Madeira”, esclarecem os investigadores.

A “relevância das redes sociais como veículos de apoio a campanhas e ações de marketing multiescala e o potencial da relação entre influenciadores digitais e a promoção de destinos turísticos” são também fatores apontados e que ajudam a concluir que as “figuras mediáticas portuguesas devem ser ‘aliciadas’ e motivadas pelas autoridades portuguesas para promoverem internacionalmente” Portugal como destino turístico.

Por outro lado, os autores concluem que “a imagem cognitiva e afetiva da Madeira sugere a necessidade de trabalhar alguns aspetos, como a atratividade dos espaços de entretenimento e melhor promoção dos monumentos”.

“A Ilha é percebida como um destino menos vibrante, indicando que há um caminho a percorrer, nomeadamente na captação de segmentos jovens, que se identificam mais com eventos e atividades de lazer”, adiantam.

O estudo de Cláudia Seabra e Pedro Vaz Serra foi agora publicado no livro “Advanced Research in Technologies, Information, Innovation and Sustainability”, da editora Springer, com o título, “Digital Influencers and Tourist Destinations: Cristiano Ronaldo and Madeira Island, from Promotion to Impact”.

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Alemanha passa a ter “coordenadoras” para as pastas do Turismo e Aeroespacial

O novo Governo alemão, liderado por Olaf Scholz, já nomeou as “coordenadoras” das pastas do turismo e setor aeroespacial.

O novo ministro da Economia da Alemanha, Robert Habeck, nomeou Claudia Müller, dos Verdes, para “coordenadora” da Economia Marítima e Turismo, enquanto Anna Christmann (também dos Verdes) assume a coordenação Aerospacial.

O novo Governo alemão, liderado por Olaf Scholz, saído das eleições de 26 de setembro do ano passado e que ditou o fim de 16 anos de liderança de Angela Merkel, deixa de ter, assim, um delegado responsável pela pasta do turismo, o equivalente a secretário de Estado, cargo exercido até agora por Thomas Bareiß, e que estava sob a alçada do Ministério da Economia e Energia.

Claudia Müller estudou administração de empresas e, segundo o seu currículo, trabalhou como freelancer no setor do turismo até 2011. Como coordenadora do Turismo do Governo Federal, Müller vai trabalhar, segundo nota do Ministério da Economia, “para um desenvolvimento positivo e sustentável do turismo na Alemanha e do turismo estrangeiro”.

Müller será “o ponto de contacto dos interesses da indústria do turismo e atuará como uma ligação entre negócios, política e sociedade”, diz mensagem do Ministério Federal da Economia.

Já Anna Christmann assume a o cargo de coordenadora do Governo Federal para a indústria aeroespacial alemã e irá acompanhar “ativamente a futura transformação da aviação rumo à neutralidade climática a nível nacional, europeu e internacional”, não tendo tido contacto, até agora com o setor da aviação.

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OMT pede que se repense “totalmente” o turismo

A OMT apela à necessidade de se repensar totalmente o setor do turismo porque representa uma oportunidade, tendo em conta as perdas dos últimos dois anos, e sinaliza uma possível recuperação do turismo em 2022, mas a retoma retoma de chegadas internacionais a níveis de 2019 deverá ocorrer apenas em 2024 ou ainda mais tarde.

“Repensar totalmente o setor pode representar uma oportunidade” apela a Organização Mundial do Turismo (OMT), que destaca as dificuldades que o turismo tem vivido nos dois últimos anos.

Uma análise feita por um painel de peritos da OMT sinaliza uma possível recuperação do turismo em 2022, e que a situação seria impulsionada pela procura, principalmente durante o segundo e terceiro trimestres do ano, para estimar que, para 2023, a recuperação deverá continuar, mas uma retoma de chegadas a níveis de 2019 deverá ocorrer em 2024 ou ainda mais tarde.

O OMT estima que, nos primeiros sete meses do ano passado, o turismo internacional tenha caído 80% em relação aos níveis anteriores à pandemia, realçando que, apesar da melhora relativa no período em relação a 2020, o desempenho esteve bem abaixo de 2019.

A diretora executiva da Organização, Zoritsa Urosevic, declarou, no entanto, que a retoma da indústria turística global precisa de cooperação internacional e novas ideias, lembrando que antes da paralisação pela crise houve 1,5 mil milhões de chegadas internacionais, contribuindo o turismo com 7% ao Produto Interno Bruto (PIB) global.

A OMT sublinha ainda que as pessoas e comunidades dependentes do setor turístico devem potenciar a formação. Outra oportunidade “muito importante para o futuro e para a recuperação” é aproveitar os fluxos financeiros disponíveis ou investir cada vez mais no ecoturismo. A representante da OMT disse que a agência está recetiva a inovações e tem melhorado a conexão com parceiros.

 

Sobre o autorCarolina Morgado

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Portugal mantém 6.ª posição como destino mais popular entre os turistas britânicos

Portugal ocupa a 6.ª posição num Top liderado pela Espanha, EUA e França.

Portugal manteve intacta a 6.ª posição do Top 10 dos destinos mais populares entre os turistas britânicos para o ano de 2022, mostra uma recente inquirição da Associação Britânica de Agências de Viagens (ABTA).

Segundo a associação, Portugal foi indicado por 8,7% dos inquiridos, longe dos 29,3% de Espanha que lidera este ranking, destino que recebe, habitualmente, 18 milhões de turistas britânicos pro ano.

Curiosa a troca no Top 3 entre EUA e França, com terras de “Uncle Sam” a passar de 3.º para 2.º (18,1%) e França (17,8%) a fazer o caminho inverso, sendo que 1 em cada 5 britânicos a apontar Nova Iorque e a Flórida como um dos possíveis destinos para 2022.

Entre os destinos transatlânticos aparecem, também, Austrália (5,1%) e Canadá (4,5%), embora em posições mais “modestas”, 8.º e 9.º lugares, respetivamente.

Entre os clássicos destinos europeus, além de Espanha, França e, claro, Portugal, aparece Itália, na 4.ª posição, com a indicação de 16,4% dos britânicos, bem como Grécia, na 5.ª posição, com 10,1% de “rating”.

Atrás de Portugal, além de Austrália e Canadá, aparecem Alemanha (8,2%) e Turquia (4%), sendo que Canadá e Turquia subiram, respetivamente duas posições o que lhes possibilitou entrarem neste Top 10.

De acordo com a ABTA, “o relaxamento dos requisitos de teste do Reino Unido tornará a viagem mais acessível”, uma vez que os viajantes totalmente vacinados não precisarão de realizar teste antes da partida ao regressar ao Reino Unido, com o teste do segundo dia a mudar de PCR para antigénio, a partir de 9 de janeiro.

Com dados a mostrarem que existe mais 30% de probabilidade de as pessoas utilizarem um profissional de viagens face à realidade pré-pandémica, principalmente para orientação sobre os requisitos de viagem referente ao Coronavirus (47%), segurança relativamente ao pacote de férias (46%), a ABTA espera ver mais clientes a recorrer a profissionais de viagens para reservar as tão esperadas viagens para este ano.

Graeme Buck, diretor de Comunicação da ABTA, refere, em comunicado que “janeiro é, tipicamente, quando as pessoas começam a planear as suas férias para o ano que se inicia”, destacando que “encoraja qualquer um que esteja pensando em reservar as férias para falar com um membro da ABTA”.

Principais destinos para os turistas britânicos em 2022:

  • Espanha (29.3%) =
  • Estados Unidos da América (18.1%) +1
  • França (17.8%) -1
  • Itália (16.4%) =
  • Grécia (10.1%) =
  • Portugal (8.7%) =
  • Alemanha (8.2%) =
  • Austrália (5.1%) +2
  • Canadá (4.5%) +2
  • Turquia (4.0%) +2
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    Africa Land quer investir 2 milhões de euros no “Africa Safari Park” em Almodôvar

    Em quase 142 hectares em pleno Alentejo interior, a Africa Land – Turismo e Natureza, Lda. que criar um parque zoológico e uma unidade hoteleira de cinco estrelas.

    A empresa Africa Land – Turismo e Natureza, Lda. pretende investir cerca de dois milhões de euros na criação de um parque zoológico e de uma unidade hoteleira de cinco estrelas no concelho de Almodôvar (distrito de Beja).

    O Africa Safari Park, previsto para a Herdade da Camacha, a cerca de sete quilómetros da vila alentejana de Almodôvar, inclui, segundo o Estudo de Impacte Ambiental (EIA), em consulta pública até 2 de fevereiro, um parque zoológico, a instalar numa área de 141,9 hectares, e que contará com “um conjunto de animais típicos da savana africana”.

    Entre estes, os promotores esperam ter leões, tigres, linces-ibéricos, girafas, impalas, chitas, zebras e palancas, num total de 86 animais, “21 exemplares de carnívoros e 65 exemplares de herbívoros”.

    “Como estes animais serão adquiridos de zoológicos certificados da Comunidade Europeia, não necessitarão de licenças de autorização”, revela a empresa.

    No EIA, a empresa promotora explica que as visitas ao parque zoológico irão realizar-se “em veículos todo-o-terreno”, estimando-se “uma carga máxima de 200 visitantes por dia”.

    O outro projeto previsto para a Herdade da Camacha é o Africa Safari Lodge, unidade hoteleira de cinco estrelas e cuja construção já arrancou.

    A unidade será composta inicialmente por ‘bungalows’ e terá capacidade para 72 camas, contando ainda com restaurante, bar, piscina, spa, e sala para eventos e conferências.

    O espaço vai ter “decoração e ambiente africano, de forma a poder ser “o prolongamento” da “experiência” do safari, “acrescentando valor e proximidade pelo conforto, pela gastronomia, pela saúde e bem-estar”, afirmam os promotores.

    O EIA do Africa Safari Park prevê ainda a construção de um centro interpretativo, através da recuperação de uma habitação existente na propriedade e que servirá “como local de informação aos visitantes”.

    Será igualmente criada uma clínica veterinária, para tratamento dos animais e para “atividades científicas e de investigação”, um armazém para alimentos e rações e um edifício de quarentena para animais, “de modo a evitar a propagação de doenças”.

    O projeto inclui também uma charca e três furos para abastecimento de água, assim como a construção de duas estações de tratamento de águas residuais, reservatórios de água para consumo humano, rega e incêndio e arranjos paisagísticos dos espaços exteriores.

    Com este projeto, a empresa promotora diz estimar a criação de cerca “de 60 novos postos de trabalho”, o que terá “reflexos positivos” na economia do concelho alentejano.

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    Bordéus e Valência são as “Capitais Europeias do Turismo Inteligente” 2022

    De um total de 30 inscrições de 16 países, foram sete as cidades finalistas do concurso Capital Europeia do Turismo Inteligente 2022. Duas ganharam: Bordéus e Valência.

    Bordéus (França) e Valência (Espanha) foram premiadas como as “Capitais Europeias do Turismo Inteligente” 2022, distinção que reconhece realizações notáveis no planeamento de turismo inteligente: acessibilidade, sustentabilidade, digitalização, bem como património cultural e criatividade.

    Esta iniciativa promovida pela União Europeia (UE) e financiada pelo Programa COSME, tem como objetivo promover o turismo inteligente no espaço da UE, fomentar o desenvolvimento do turismo inovador, sustentável e inclusivo, bem como divulgar e facilitar o intercâmbio das melhores práticas.

    As sete cidades finalistas do concurso Capital Europeia do Turismo Inteligente 2022 foram: Bordéus (França), Copenhaga (Dinamarca), Dublin (Irlanda), Florença (Itália), Ljubljana (Eslovénia), Palma (Espanha), Valência (Espanha).

    As cidades finalistas foram selecionadas de um total de 30 inscrições de 16 países.

    Bordéus
    Cidade cosmopolita com mais de 257.000 habitantes, é um local de criatividade e uma porta de entrada para o sudoeste da França. Aqui, onde se entrelaçam vários ambientes, encontra-se o rio que atravessa os maiores vinhedos do mundo até ao estuário do Gironde – junto ao Oceano Atlântico e à Baía de Arcachon.

    Bordéus é o lar da maior região vitivinícola do mundo, com 7.000 castelos e está na vanguarda da criação do conceito de “turismo do vinho”: cerca de dois milhões de “turistas do vinho” visitam os vinhedos de Bordéus anualmente.

    Os destaques incluem La Cité du Vin e o Festival do Vinho de Bordéus – agora exportado para Bruxelas e Hong Kong. Mais de 65% da área de superfície dos vinhedos de Bordeaux recebeu certificação pelos seus esforços ambientais e mais de 1,2 milhões de euros foram investidos em pesquisa, mais concretamente, na redução do uso de pesticidas.

    Desde 2003, a cidade estabeleceu trilhos para quatro linhas de metro diferentes, originando uma rede metropolitana que se estende por 66 km. Os metros são 100% acessíveis graças às grandes portas de correr e ao acesso sem degraus.

    O ‘shuttle’ fluviais e os autocarros também são totalmente acessíveis e cada um tem lugares reservados para cadeiras de rodas.

    Um guia especial foi elaborado pelo Turismo de Bordéus para pessoas com deficiência, contendo uma lista de todos os serviços e atividades disponíveis para pessoas com mobilidade reduzida.

    Bordeaux está a fazer uso dos recursos existentes e redirecionando-os para impulsionar ao máximo práticas de turismo inteligente. Outro exemplo disso é o “Ecossistema Darwin”, um coletivo voltado para uma economia verde – agora um dos locais mais visitados em Bordeaux. Este antigo quartel militar abriga uma fazenda urbana e o maior restaurante orgânico de França, mostrando uma forma de “consumir diferente”. É um lugar de diversidade e inovação onde é possível encontrar ‘skateparks’, uma galeria ao ar livre para grafitis, bem como espaços de co-working e empreendedores que trabalham na economia verde. O guia é atualizado regularmente de acordo com o feedback dos visitantes com deficiência.

    O Turismo de Bordéus deu, também, ênfase às plataformas eletrónicas para promover os conteúdos. A criação do “CityPass”, em 2014, dá aos visitantes acesso gratuito a mais de trinta estabelecimentos voltados para cultura e lazer, incluindo um passeio pela cidade, bem como o uso ilimitado de transportes públicos.

    O porto de Bordéus comprometeu-se a fretar um navio de cruzeiro ambiental em 2019, comprometendo-se a reduzir as emissões, eliminar o desperdício e limitar a poluição sonora. Além disso, as quatro plataformas de desembarque dos cruzeiros estão a ser eletrificados, além da implementação de um sistema de coleta de resíduos e esgotos dos navios.

    Valência
    Uma das maiores cidades da Espanha e uma das mais animadas, Valência está localizada no mar Mediterrâneo, com um enorme número de praias na redondeza.

    Valência fica na costa sudeste de Espanha e é a terceira maior cidade do país, com mais de 791.000 habitantes. A pitoresca cidade recebe 2,2 milhões de visitantes todos os anos e é o lar de três Declarações de Patrimônio Mundial da UNESCO. A cidade possui arquitetura de vanguarda, uma futurística Cidade das Artes e Ciências e muitos eventos criativos, como os prémios de cinema Goya ou a gala Michelin.

    O setor de turismo emprega mais de 30.000 profissionais e tem vindo a desenvolver práticas inovadoras, tendo-se tornando uma forte candidata a Capital Europeia do Turismo Inteligente.

    Valência está a trabalhar para medir e certificar a pegada de carbono da sua atividade turística, constituindo-se, igualmente, a primeira cidade europeia a receber uma dupla certificação ITU (ONU) e ISO para o Desenvolvimento Sustentável das Cidades.

    Valência trabalha, também, em estreita colaboração com a PREDIF (Plataforma Representativa do Estado para Pessoas com Deficiência Física) e 52 entidades e empresas turísticas da cidade atendem os requisitos do programa de turismo inclusivo do PREDIF. São disponibilizados diversos passeios para pessoas com mobilidade reduzida, bem como em vários idiomas. Os gabinetes de informação oferecem traduções e pictogramas em braille, bem como a plataforma “InfoTourist” interativa 24 horas por dia, 7 dias por semana e o sistema “Visualfy”, um sistema de IA que envia notificações visuais aos dispositivos dos usuários.

    A cidade é bem conectada por mais de 164 km de ciclovias, comboios de alta velocidade, rodovias e porto, todos com recursos para passageiros que precisam de assistência adicional.

    Valência pretende tornar-se neutra em carbono até 2030 e atualmente tem vários “Planos de Ação Sustentáveis” em vigor, que incluem medidas para reduzir as emissões de CO2, incentivar o uso de veículos elétricos, melhorar a eficiência energética, promover opções alimentares sustentáveis e observar os impactos no patrimônio cultural.

    A Câmara Municipal de Valência monitoriza, ativamente, a sustentabilidade social da atividade turística com controlo de alojamentos irregulares, instalação de sensores nas zonas de lazer para regular o ruído, inquéritos regulares ao público e muito mais. Além de antecipar e reduzir o impacto social do turismo, a Câmara Municipal procura o envolvimento dos residentes e demais agentes na gestão do turismo, razão pela qual promoveu um órgão representativo, o Conselho Municipal de Turismo, com 60 representantes do ecossistema turístico, cidadãos e instituições.

    Valência está a integrar várias práticas inteligentes e a recolher informações para desenvolver e aprimorar a experiência turística da cidade. Assim, implementou recursos digitais de forma integrada para ampliar a exploração da sua história e tradições e continua a empenhar-se na sustentabilidade e proteção do seu ambiente natural.

    A economia de Valência beneficia de cerca de 3.600 milhões de euros provenientes da indústria do turismo e as novas estratégias, estima-se, irão aumentar este valor. O apoio à digitalização de Pequenas e Médias Empresas turísticas, também, revelou-se frutífero: em 2019, a loja online do Turismo de Valência faturou 4,5 milhões de euros.

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    Mainova lança experiências de enoturismo no Alentejo

    A herdade da Fonte Santa, no Alentejo, abre agora as portas do projeto Wine Art Gallery Mainova, espaço dedicado a experiências de enoturismo com visitas à adega, às vinhas e olival, além de provas e eventos tailor-made.

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    Depois de mais de um ano a ganhar terreno, a herdade da Fonte Santa, no Alentejo, abre agora as portas do projeto Wine Art Gallery, espaço dedicado a experiências de enoturismo com visitas à adega, às vinhas e olival, além de provas e eventos tailor-made.

    Foi pelas mãos de Bárbara Monteiro, a filha mais nova de três irmãs, que nasceu a Mainova, após uma década de trabalho nas plantações de olival (90 hectares) e vinha (20 hectares) da herdade, adquirida pela família ainda em 2010.

    A adega divide-se em dois pisos – o inferior tem uma sala de estágio que guarda as barricas de madeira – e é ocupada pela maquinaria especializada e as grandes cubas metálicas, de onde saem as várias referências vínicas com as assinaturas Mainova, Moinante e Milmat. Tal como os azeites – Clássico e Early Harvest—, também os vinhos são produzidos através de um regime de produção integrada e biológica, resultando em vinhos com pouca intervenção, baixos sulfurosos e com certificação vegan, pela mão dos enólogos António Maçanita e Sandra Sarria.

    O novo espaço conta ainda com uma pequena cozinha de apoio para os eventos personalizados e uma sala de provas preparada para receber grupos onde estão expostas todas as referências Mainova, também disponíveis para venda direta ao público.

    Os novos programas de enoturismo foram pensados para todo o tipo de entusiastas de vinhos, mas sem nunca esquecer o outro lado da Herdade — o dos azeites. As experiências arrancam com o Mainova Iniciante, que inclui uma visita pela adega, uma prova de três vinhos e uma tábua de queijos e enchidos regionais (20€ por pessoa em 30 a 45 minutos). O programa Mainova Intermédio contempla o mesmo que o anterior, mas em vez de três a prova é feita com cinco vinhos distintos da marca, por 40€ por pessoa, numa visita de 60 a 90 minutos.

    Nesta nova fase, a Mainova oferece também experiência tailor-made para quem deseja ter um momento personalizado. É possível organizar eventos privados – de aniversários a team buildings -, participar num programa de vindima, assistir a um showcooking, organizar uma refeição com foodpairing ou fazer um piquenique à sombra de uma oliveira milenar. Os preços destas experiências por medida dependem do tipo de evento e do número de pessoas que nele participam.

     

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    Candidaturas ao programa ‘Transformar o Turismo’ arrancam segunda-feira

    Programa prevê o desenvolvimento de produtos, serviços e negócios inovadores com benefícios sociais tangíveis e impacto positivo no meio ambiente.

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    As candidaturas ao programa ‘Transformar o Turismo’, anunciado em finais do ano passado, com uma dotação de 20 milhões de euros para ajudar o setor a tornar-se mais sustentável, arrancam esta segunda-feira, 10 de janeiro, prevê o despacho da secretária de Estado do Turismo, Rita Marques, que foi esta sexta-feira, dia 7, publicado em Diário da República.

    De acordo com a Lusa, o despacho que aprova o programa ‘Transformar o Turismo’, cuja publicação foi acompanhada pelos que aprovam também as linhas de apoio Territórios Inteligentes, com quatro milhões de euros, e Regenerar Territórios, com 16 milhões de euros, prevê o desenvolvimento de produtos, serviços e negócios inovadores com benefícios sociais tangíveis e impacto positivo no meio ambiente.

    O programa Transformar Turismo, que sucede ao Programa Valorizar criado em 2016, destina-se a entidades públicas e privadas do setor, consistindo, numa primeira fase, em linhas específicas de financiamento destinadas à valorização turística dos territórios através de projetos que transformem o turismo dando resposta às novas necessidades e interesses do consumidor e cumprindo metas de sustentabilidade económica, ambiental e social definidas na Estratégia Turismo 2027.

    Já a Linha Territórios Inteligentes conta com uma dotação para financiamento de projetos de quatro milhões de euros, repartidos pelo ano de 2022, em fases trimestrais de candidaturas, que terminam em março, junho, setembro e dezembro, com uma dotação por fase de um milhão de euros.

    A Linha Regenerar Territórios tem uma dotação de 16 milhões de euros, repartidos por 2022 e 2023, em fases trimestrais de candidaturas, que terminam em março, junho, setembro e dezembro de cada ano, com uma dotação por fase de dois milhões de euros.

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    Publicada portaria que define procedimentos em casos de covid-19 em voos e cruzeiros

    Portaria define “os procedimentos a adotar pelos diferentes intervenientes para efeitos de colaboração com as autoridades de saúde”, em caso de confirmação de casos de COVID-19 em voos e navios de cruzeiro,

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    A portaria que define os procedimentos a adotar quando são detetados casos de covid-19 em viagens por via área e marítima, como navio de cruzeiros, foi esta sexta-feira, 7 de janeiro, publicada em Diário da República, entrando em vigor no sábado, 8 de janeiro.

    De acordo com a Lusa, a portaria estabelece “os procedimentos a adotar pelos diferentes intervenientes para efeitos de colaboração com as autoridades de saúde aquando da realização da investigação epidemiológica de casos confirmados de covid-19 e rastreio de contactos com história de viagem por via aérea ou marítima durante o período de infecciosidade”.

    O documento prevê que a autoridade de saúde que verifique a existência de infeções deve contactar a autoridade de saúde local do aeródromo ou do porto onde o passageiro infetado com o vírus SARS-CoV-2 desembarcou, dando conhecimento à autoridade de saúde regional, para efeitos de aplicação dos procedimentos necessários à identificação dos contactos do caso de covid-19 que viajaram no mesmo voo ou navio de cruzeiro.

    “Se o aeródromo ou o porto pertencer a uma região de saúde diferente, a autoridade de saúde local responsável pela investigação epidemiológica deve comunicar à autoridade de saúde regional a necessidade de articulação com a autoridade de saúde da região de saúde do aeródromo ou do porto em causa”, refere.

    A portaria refere também que a autoridade de saúde do local onde se situa o aeródromo ou o porto deve aceder à base de dados do formulário de localização de passageiros, através da plataforma criada e suportada para o efeito pelos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde, e selecionar a informação a exportar relativa aos contactos do caso de COVID-19.

    Previsto está ainda que, caso o destino do passageiro identificado como contacto de caso de COVID-19 estiver numa região de saúde diferente do local de chegada, ou se o passageiro estiver em trânsito ou transferência, a autoridade de saúde regional se deve articular com a autoridade de saúde regional do destino, para que esta dê cumprimento ao disposto no número anterior.

    “A informação relativa aos passageiros que já não se encontrem em território nacional é enviada pela autoridade de saúde regional ao centro de emergências em saúde pública da Direção-Geral da Saúde, para que seja efetuada, pelo ponto focal nacional da Sanidade Internacional, a comunicação com as autoridades de saúde dos outros países”, refere ainda a portaria.

    O documento, assinado pelos secretários de Estado adjuntos e da Administração Interna, da Saúde e das Comunicações, refere ainda que as entidades responsáveis pela gestão das infraestruturas aeroportuárias ou portuárias e as companhias aéreas ou os armadores de navios de cruzeiro ou respetivos representantes legais devem prestar toda a colaboração solicitada pelas autoridades de saúde no âmbito da investigação epidemiológica de casos de COVID-19.

     

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    Lisboa recebe 57M€ do PRR para requalificar 15 museus e monumentos

    Protocolo entre a Câmara Municipal de Lisboa (CML), Associação Turismo de Lisboa (ATL) e Direção Geral do Património Cultural (DGPC) prevê que o investimento na requalificação de museus e monumentos decorra até final de 2025.

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    Quinze museus e monumentos da cidade de Lisboa vão ser requalificados e valorizados ao abrigo de um protocolo de cooperação, financiado pelo PRR – Plano de Recuperação e Resiliência, que prevê o investimento de 56.879.350,00 euros, até final de 2025.

    De acordo com um comunicado enviado à imprensa, este protocolo, que junta a Câmara Municipal de Lisboa (CML), a Associação Turismo de Lisboa (ATL) e a Direção Geral do Património Cultural (DGPC), prevê intervenções na Casa Museu Anastácio Gonçalves, Mosteiro dos Jerónimos, Museu de Arte Popular, Museus Nacionais de Arqueologia, Arte Antiga, Arte Contemporânea do Chiado, Etnologia, Azulejo, Teatro e Dança, Traje, Coches (Picadeiro Real e Novo), Palácio Nacional da Ajuda, Panteão Nacional e Torre de Belém.

    “As ações foram definidas pela DGPC em articulação com os diretores destes equipamentos culturais e incluem intervenções de recuperação e reabilitação do edificado a melhoria dos conteúdos expositivos, sinalética e outras ações de valorização, bem como ações que contribuam para a sustentabilidade ambiental”, explica o comunicado divulgado esta sexta-feira, 7 de janeiro, pelo Turismo de Lisboa.

    Entre os projetos previstos, encontra-se a “remodelação profunda” do Museu Nacional de Arqueologia, a “valorização” do núcleo composto pelo Museu Nacional do Teatro e Dança, pelo Museu Nacional do Traje e pelo Parque do Monteiro Mor, a “requalificação” do Museu Nacional do Azulejo, a “remodelação do núcleo de ourivesaria e das reservas” do Museu Nacional de Arte Antiga, a “criação de estruturas de apoio ao visitante, bilheteiras e lojas” na Torre de Belém e no Panteão Nacional, assim como “ações de conservação e restauro” no Mosteiro dos Jerónimos e no Palácio da Ajuda e zona envolvente.

    “O desenvolvimento deste ambicioso projeto de valorização da oferta cultural de Lisboa e de melhoria da experiência do visitante será acompanhado por um plano de comunicação interna e externa, visando a captação de novos públicos para os equipamentos culturais de Lisboa, contribuindo para a sua sustentabilidade futura e para o reforço da atratividade turística”, acrescenta o Turismo de Lisboa.

    O protocolo foi assinado pelo diretor geral da DGPC, João Carlos dos Santos; pelo vice-presidente da CML, Filipe Anacoreta Correia; e pelos presidente adjunto e diretor geral da ATL, José Luís Arnaut e Vítor Costa, prevendo ainda a criação de uma comissão de acompanhamento, composta por um representante de cada entidade, cabendo à DGPC e à CML a aprovação dos projetos e o acompanhamento técnico e à ATL a sua execução e a promoção interna e externa.

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    Ómicron ameaça Carnaval no Brasil e cancela festejos de rua

    Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador ou Olinda são algumas das cidades brasileiras que cancelaram os festejos de Carnaval de rua, apesar de manterem os desfiles no sambódromo e outros eventos.

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    Ainda não será em 2022 que os festejos de Carnaval no Brasil voltam aos moldes tradicionais, uma vez que a variante Ómicron, mais contagiosa que as anteriores, já levou ao cancelamento dos festejos de rua no Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador ou Olinda, sendo que apenas os desfiles no sambódromo e algumas festas e bailes vão decorrer e com controlo.

    “O Carnaval de rua, nos moldes até 2020, que já não havia acontecido em 2021, não poderá acontecer este ano. Tendo em vista os dados epidemiológicos que temos e que poderemos ter, vimos que seria muito difícil fazer o Carnaval de rua”, anunciou Eduardo Paes, prefeito do Rio de Janeiro, citado pela imprensa brasileira.

    Explicando que é “praticamente inviável” que se consiga “estabelecer um controlo” nos chamados blocos de rua, Eduardo Paes garantiu, no entanto, que o Carnaval no Rio de Janeiro vai contar com desfile no sambódromo, assim como com bailes, onde seja possível realizar algum controlo à COVID-19.

    Apesar de ser a cidade com os festejos mais conhecidos, o Rio de Janeiro não é, no entanto, caso único, uma vez que também a cidade de Olinda, no nordeste brasileiro, cancelou na passada quarta-feira, 5 de janeiro, o Carnaval de rua, com as autoridades locais a explicarem que a sua prioridade é “a saúde da população por conta do atual período pandémico da COVID-19 e aumento do número de casos de influenza [gripe]”.

    Caminho idêntico seguiu ainda Salvador da Bahia, capital do estado homónimo, que já tinha confirmado que não realizaria festejos de Carnaval, nem de qualquer outra ordem, a exemplo da Lavagem do Bonfim, que deveria ter lugar este mês.

    Esta quinta-feira, 6 de janeiro, foi ainda a vez de São Paulo, a maior cidade do Brasil, cancelar o Carnaval de rua, com Ricardo Nunes, prefeito da cidade, a revelar que as autoridades vão agora preparar um “protocolo”, que permita a “realização de desfiles no sambódromo”.

    De acordo com a imprensa brasileira, apesar dos cancelamentos já conhecidos, muitos outros se podem vir a suceder, uma vez que também cidades como Recife, Maceió, Manaus, João Pessoa, Porto Alegre ou Natal não decidiram ainda se mantém ou cancelam as celebrações.

     

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