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Viagens dos residentes disparam no 2.º trimestre mas ainda ficam 35,4% abaixo de 2019

Os residentes realizaram 3,6 milhões de viagens entre abril e junho, o que representa uma subida de 83,9% mas que, face a igual período de 2019, continua a traduzir uma quebra de 35,4%, segundo o INE.

Inês de Matos
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Viagens dos residentes disparam no 2.º trimestre mas ainda ficam 35,4% abaixo de 2019

Os residentes realizaram 3,6 milhões de viagens entre abril e junho, o que representa uma subida de 83,9% mas que, face a igual período de 2019, continua a traduzir uma quebra de 35,4%, segundo o INE.

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Entre abril e junho de 2021, os residentes em território nacional realizaram 3,6 milhões de viagens, valor que representa uma subida de 83,9% face a igual período de 2020, mas que, comparativamente ao segundo trimestre de 2019, antes da pandemia, continua a traduzir uma quebra de 35,4%, avança o Instituto Nacional de Estatística (INE), que divulgou esta quarta-feira, 27 de outubro, os dados relativos à procura turística dos residentes no segundo trimestre do ano.

Segundo o INE, os dados do segundo trimestre indicam, no entanto, uma recuperação das viagens dos residentes face aos três meses anteriores, quando este indicador tinha apresentado uma descida de 57,6% face aos três primeiros meses de 2020, que tinham sido fortes, uma vez que a pandemia da COVID-19 apenas se fez sentir a partir de meados de março de 2020.

Por destinos, a esmagadora maioria optou por viajar dentro de Portugal, com o INE a indicar que 96,9% das viagens dos residentes no segundo trimestre tiveram como destino o território nacional, o que corresponde a 3,5 milhões de viagens e indica uma subida de 10 pontos percentuais face ao segundo trimestre de 2019, quando esta percentagem tinha ficado nos 85,2%.

Já as viagens com destino ao estrangeiro diminuíram, limitando-se, segundo o INE, a 111,7
mil, o que representa apenas 3,1% do total de viagens registadas, quando no segundo trimestre de 2019 representavam 14,8%.

O INE diz ainda que a principal motivação de viagem foi o “lazer, recreio ou férias”, que representou 1,7 milhões de viagens, o que traduz uma subida de 65,1% face a igual período do ano passado, uma vez que, comparativamente com o segundo trimestre de 2019, houve uma descida de 35,8%.

De acordo com o INE, as viagens com motivação de lazer viram a sua representatividade diminuir em 5,5 pontos percentuais face a igual período do ano passado e representaram 48,3% do total das viagens dos residentes, no segundo trimestre do ano.

Em sentido contrário estiveram as viagens para visitar familiares ou amigos, que reforçaram a sua representatividade e passaram a representar 40,0% do total, num aumento de 5,1 pontos percentuais, sendo este o segundo motivo para as deslocações efetuadas pelos residentes no segundo trimestre. As viagens para visitar familiares e amigos representam um total de 1,4 milhões de viagens, o que traduz um aumento de 110,8% face a igual período do ano passado e uma quebra de 31,5% em comparação com os os mesmos três meses de 2019.

Os hotéis e estabelecimentos de alojamento similares reuniram a preferência dos turistas residentes em Portugal e concentraram 16,5% das dormidas, o que veio reforçar a representatividade destes estabelecimentos em 5,7 pontos percentuais. Já o alojamento particular gratuito perdeu peso e viu a sua representatividade descer 7,4 pontos percentuais, ainda que tenha sido a opção “em mais de ¾ do total de dormidas (76,8%)”, refere o INE.

Já a internet foi a forma preferida na marcação das viagens, tendo sido esta a opção em 14,2% dos casos, o que representa um aumento de 2,3 pontos percentuais, com destaque para as viagens internacionais, onde este foi o recurso utilizado para marcar 53,5% das deslocações, o que indica uma subida de 5,4 pontos percentuais, enquanto nas viagens em território nacional apenas 12,9% foram marcadas pela internet, o que traduz um acréscimo de 1,3 pontos percentuais.

 

 

 

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Regresso dos turistas estrangeiros proporciona melhor performance dos negócios

A faturação dos negócios por cartões estrangeiros aumentou 82,5% entre 1 de julho e 15 de setembro, quando comparado com o mesmo período de 2021.

Victor Jorge

O regresso dos turistas estrangeiros a Portugal foi responsável por proporcionar uma melhor performance dos negócios portugueses, tendo a faturação dos negócios por cartões estrangeiros aumentado 82,5% no período entre 1 de julho e 15 de setembro, quando comparado com o mesmo intervalo de 2021, revelam os dados mais recentes do REDUNIQ Insights, relatório da REDUNIQ.

Segundo o relatório que analisa a evolução dos pagamentos por cartão efetuados no país, a faturação dos negócios em Portugal aumentou 32,2% este Verão face ao mesmo período do ano passado. Depois de um primeiro semestre em que o turismo impulsionou uma subida de 45% da faturação com cartões nacionais e estrangeiros, em comparação com o período homólogo, a recente época de férias mantém a mesma tendência de recuperação, com a faturação por via de cartões nacionais a aumentar 19,6%.

Franceses lideram nos gastos
De entre o grupo de estrangeiros, destaque para os franceses que, apesar de terem diminuído 7 pontos percentuais (p.p.) de peso no total da faturação estrangeira, continuam a representar a maior fatia do consumo estrangeiro em Portugal (18% do total). Atrás surgem o Reino Unido (com 14% do total da faturação estrangeira), a Irlanda (com 11%), os Estados Unidos da América (com 10%), e Espanha (com 9%).

A REDUNIQ refere que os números apresentados “acompanham as estimativas recentemente divulgadas pelo Instituto Nacional de Estatística e pelo Banco de Portugal, que revelam, só no mês de julho, um aumento de 205,2% no número de hóspedes não residentes em Portugal face ao a julho de 2021”, um cenário que contribuiu para que julho de 2022 se tornasse o melhor mês de sempre, em número de hóspedes e de dormidas em Portugal.

Já quando analisado o valor médio de compra, os dados da REDUNIQ demonstram que são os irlandeses aqueles que gastam mais nas férias em Portugal, numa média de 112€ por transação. Os Estados Unidos são o segundo país com o valor de compra médio mais elevado, cerca de 71€. Reino Unido, França e Espanha apresentam um perfil de compra semelhante nestes meses, com um valor de compra média de 48€, 46€ e 40€, respetivamente.

Hotelaria é a única no negativo
Já quando analisada a performance dos diferentes setores de atividade, e considerando a faturação total dos negócios (via cartões nacionais + internacionais), o REDUNIQ Insights demonstra um aumento generalizado da faturação nos negócios tipicamente associados ao turismo. Enquanto o rent-a-car cresceu 85% face ao período homólogo, a hotelaria e a restauração aumentaram a sua faturação em 71% e 50%, respetivamente. Tal como registado nos resultados globais dos negócios em Portugal, também o elevado aumento da faturação das atividades turísticas está associado ao regresso dos turistas estrangeiros a Portugal, tendo estes contribuído para aumentar em 117% a faturação da hotelaria, em 110% a faturação do rent-a-car, e 98% a faturação da restauração.

Em contrapartida, o consumo nacional em hotelaria registou um decréscimo de 6% face ao período homólogo, um resultado que, segundo Tiago Oom, diretor Comercial da UNICRE e porta-voz oficial do REDUNIQ Insights, “se poderá justificar com uma contenção dos gastos das famílias portuguesas face ao crescimento da inflação”.

Lisboa e Açores faturam mais
Numa análise geográfica, os distritos mais turísticos, nomeadamente Lisboa, Açores, Faro, Madeira e Porto, apresentam todos valores de faturação superiores ao mesmo período do ano passado, com crescimentos de 43%, 36%, 36%, 32% e 28%, respetivamente. Especificamente quanto ao consumo estrangeiro, o destaque vai para Lisboa e Açores, que apresentam uma variação mais significativa, registando um aumento de faturação de 125% e 103%, respetivamente.

Tiago Oom salienta que “os resultados obtidos pelos negócios durante os meses de Verão são o reflexo de um conjunto de fatores impulsionadores do aumento da faturação. Desde logo, o facto de este ter sido o primeiro Verão sem a aplicação de restrições à circulação de cidadãos entre países derivado do controlo da pandemia de Covid-19, o que originou uma maior confiança dos consumidores (nacionais e estrangeiros) a regressar aos principais pontos turísticos do país”.

De resto, o diretor Comercial da UNICRE refere que, em paralelo, Portugal “está neste momento a colher os frutos de uma forte aposta, a nível de investimento e de promoção, no turismo, sobretudo para atrair o turismo externo”.

Por fim, Tiago Oom frisa que o próprio cenário inflacionista tem “promovido o aumento generalizado de produtos e serviços ligados ao setor turístico, o que acaba por também contribuir para o crescimento da faturação destes negócios”.

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Turismo do Centro “repensa turismo” com criatividade e sustentabilidade  

Inserido nas comemorações do Dia Mundial do Turismo (27 de setembro), o Turismo do Centro vai assinalar a data durante uma semana com diversas iniciativas. Destaque para o lançamento do Guia “Cidades Criativas do Centro de Portugal”, a que se junta a co-criação do “Manifesto para o Turismo Sustentável do Centro de Portugal”.

Publituris

O Turismo Centro de Portugal (TCP) vai assinalar o Dia Mundial do Turismo, que se comemora a 27 de setembro, com uma série de iniciativas na região, focando-se na criatividade e na sustentabilidade.

Seguindo o mote da Organização Mundial do Turismo (OMT) – “Repensar o Turismo” – o TCP pretende “colocar as pessoas e o planeta em primeiro lugar e reunir todos, desde governos e empresas até comunidades locais, em torno de uma visão partilhada para um setor mais sustentável, inclusivo e resiliente”.

Para Pedro Machado, presidente do TCP, “repensar o Turismo é pôr a criatividade ao serviço das populações. É fundamental que todos os agentes da atividade turística, em conjunto, assumam que o Turismo de nada serve se não contribuir para a melhoria da qualidade de vida das populações e tornem assim esta atividade ainda mais aliciante e geradora de desenvolvimento”.

As principais iniciativas a realizar nos próximos dias têm como alvo a promoção dos cinco destinos da região Centro de Portugal que integram a “Rede das Cidades Criativas da UNESCO” – uma rede exclusiva, que distingue as melhores práticas criativas e que reconhece a importância da criatividade para tornar as nossas vidas mais completas.

As cinco cidades criativas do Centro de Portugal são Caldas da Rainha (Cidade Criativa do Artesanato e Artes Populares), Óbidos (Cidade Criativa da Literatura), Covilhã (Cidade Criativa do Design) e Idanha-a-Nova e Leiria (ambas cidades criativas da Música), dos distritos de Leiria e Castelo Branco.

Paralelamente, vai ser lançado, na semana em que se comemora o Dia Mundial do Turismo, o Guia “Cidades Criativas do Centro de Portugal”, a que se junta a co-criação do “Manifesto para o Turismo Sustentável do Centro de Portugal”. Prestes a ser apresentado, este manifesto assume-se como uma declaração formal que transmite as intenções, a visão e as ações que o TCP quer ver aplicadas no território. O manifesto resulta do Projeto do Centro Sustentável, que pretende afirmar o Centro de Portugal como um território sustentável, valorizando a sua autenticidade e a sua diversidade.

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Marina de Vilamoura eleita Melhor Marina Internacional

Esta é a sexta vez que a Marina de Vilamoura recebe o prémio atribuído pela The Yatch Harbour Association.

Publituris

A Marina de Vilamoura acaba de ser galardoada com o prémio de Melhor Marina Internacional, atribuída pela The Yatch Harbour Association, distinção que recebe pela sexta vez (2015, 2016, 2017, 2019, 2021 e 2022).

Para Isolete Correia, administradora de Vilamoura World, que recebeu o prémio durante a realização do Southampton International Boat Show 2022, “o esforço e empenho que dedicamos nas constantes melhorias das infraestruturas e serviços prestados, através da oferta de elevados padrões de qualidade, está espelhado nesta distinção que demonstra a satisfação dos nossos clientes de todo o mundo”.

A administradora da Vilamoura World considera ainda que, “podermos levar Portugal além-fronteiras e sermos distinguidos, novamente, a nível internacional é para nós um motivo de enorme orgulho e a certeza de que o caminho a seguir é este”.

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“O turismo tem dois ingredientes que são comuns à sustentabilidade: pessoas e território”

O “Planetiers World Gathering” reunirá, em outubro, ‘changemakers’, ‘stakeholders’ – privados e públicos -, que estão a impulsionar a inovação sustentável. Sérgio Ribeiro, co-fundador da iniciativa, referiu ao Publituris que para o turista atual a sustentabilidade é “chave”.

Victor Jorge

Durante a apresentação do “Planetiers World Gathering”, evento que decorrerá em Lisboa, de 24 a 26 de outubro, e que juntará changemakers, stakeholders – privados e públicos -, que estão a impulsionar a inovação sustentável, Sérgio Ribeiro, co-fundador da iniciativa, referiu ao Publituris que, atualmente, “todo o mundo ainda tem um grande percurso a percorrer no que diz respeito à sustentabilidade”.

“Hoje fundamentalmente, e no turismo também, já se fala em regeneração, já que os objetivos globais que temos de atingir estão difíceis de atingir”, admitiu Sérgio Ribeiro, salientando que a pergunta que se coloca hoje é, “como é que as atividades podem regenerar os territórios e os locais?”. A resposta que o co-fundador da iniciativa dá é simples: “o turismo tem dois ingredientes que são comuns à sustentabilidade: pessoas e território”

Assim, defende que o papel do turismo é ”fundamental não só na experiência que se dá a quem vem de fora, mas como a experiência de quem cá está pode fazer esta diferença”. Ou seja, “como cuidar do território, das florestas, dos oceanos, da natureza onde estamos a viver e que, no fundo, proporciona qualidade de vida. No fundo, a sustentabilidade é isto”, refere, adiantando ainda que é essencial “preservar a qualidade de vida nos dias de hoje, mas principalmente mantê-la para os dias futuros”.

Sérgio Ribeiro recorda, também que a sustentabilidade “não é só ambiental, mas também social, económica e financeira” e que “tudo está interligado”, admitindo que “é este equilíbrio que faz a diferença”. Por isso, e com base no modelo sueco, “não há decisão nenhuma que não tome todas estas variáveis em consideração”, frisando que mesmo a vertente económica “não pode tomar decisões sem ter em conta as vertentes sociais e ambientais”.

Relativamente às consequências da pandemia, o co-fundador da “Planetiers World Gathering” admite que veio criar “extremos”. Ou seja, tanto criou grupos de pessoas muito dedicadas a deixar um legado positivo, seja nas suas organizações seja na sua vida pessoal” como, por outro lado, diz existirem entidades que estão a “ceder muito à necessidade de acelerar e abrir a torneira económica”, o que, considera, ser “uma falsa perspetiva”.

Assim, antecipa que, “se abrirmos rapidamente a torneira económica para sistemas anteriores, vai criar problemas mais à frente muito mais difíceis de recuperar”, destacando problemas como a falta de água e as alterações climáticas e que “não são bons para nenhum setor”.

No que diz respeito ao setor do turismo, Sérgio Ribeiro salienta a liderança que “temos tido. Temos visto que a liderança no turismo em Portugal e mesmo a nível governamental tem sido muito pragmática e séria naquilo que é a estratégia de sustentabilidade e está provado no mundo inteiro que uma organização sem a liderança focada na sustentabilidade não funciona”.

 

Os turistas estão, cada vez mais, à procura de uma experiência que, acima de tudo, esteja ligada a um contacto muito mais próximo com a natureza e, consequentemente, cuide da natureza. Este sim, é um dos efeitos da pandemia”

 

Além disso, faz referência à “rapidez” com que se tem de difundir junto dos stakeholders, neste caso do turismo, o que é, na realidade, a sustentabilidade, o que é a regeneração e a forma como podem adaptar o negócio a esta nova realidade que vai continuar.

Já quanto à crise económica que se avizinha e como esta poderá influenciar ou contrariar as políticas de sustentabilidade, Sérgio Ribeiro refere que tudo depende da “capacidade de visão que a liderança das organizações públicas e privadas – governos e empresas – produzem em conjunto e perceber que têm de se ser sistémicos na ação e dos stakeholders”. Contudo, garante que vai haver um “buraco à frente” e que poderá ser “muito maior do que atualmente estamos a ver”. Por isso, diz, “é preciso que a visão lá esteja”.

Por fim, do lado do turista, Sérgio Ribeiro destaca que, cada vez mais, a sustentabilidade é “chave”. “Estatisticamente está comprovado que os turistas estão, cada vez mais, à procura de uma experiência que, acima de tudo, esteja ligada a um contacto muito mais próximo com a natureza e, consequentemente, cuide da natureza. Este sim, é um dos efeitos da pandemia.”

“As pessoas querem um local onde possuam o verde, porque já relacionam isto com a saúde e bem-estar, e depois experiências genuínas com os locais, envolvendo as pessoas, as comunidades”, frisa o co-fundador da “Planetiers World Gathering”, concluindo que “passou-se do global para o local, passou-se a dar menos importância ao comercial e mais ao autêntico. E aí, não há nada mais autêntico do que a natureza”.

Já Luís Araújo, presidente do Turismo de Portugal, salientou a estratégia que o instituto definiu em 2016 para os próximos 10 anos, admitindo que “fomos dos primeiros países a perguntar o que deveríamos ser no futuro. E a resposta foi clara: sustentáveis”.

Considerando que a aposta passa por ser “um dos destinos mais sustentáveis do mundo”, Luís Araújo frisou, no entanto, que “sustentabilidade sem pessoas não existe”.

“Queremos crescer, ter receitas, mas tudo de forma sustentável. Depois da pandemia percebemos que temos de alterar algo para ter um resultado diferente e melhor”, concluindo que “não conseguimos alcançar os nossos objetivos sem inovação”.

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Um potencial enoturístico às portas de Lisboa (c/ vídeo)

O Publituris levou 20 agentes de viagem a conhecer o vasto território enoturístico existente às portas de Lisboa. Em entrevista, o vice-presidente da Câmara Municipal de Alenquer, Rui Costa, destaca o potencial que o vinho poderá trazer para produtores, agentes do turismo e turistas.

Victor Jorge

Integrado na “Alma do Vinho”, iniciativa organizada pela Câmara Municipal de Alenquer, juntamente com a Comissão Vitivinícola da Região de Lisboa (CVR Lisboa), o Publituris levou 20 agentes de viagem a conhecer as valências do enoturismo do concelho.

A pouco mais de 50 quilómetros da capital, Rui Costa, vice-presidente da Câmara Municipal de Alenquer, destaca a importância do enoturismo para o desenvolvimento da região e o potencial que o vinho poderá trazer para produtores, agentes do turismo e turistas.

Durante um dia inteiro, os agentes de viagens convidados pelo Publiuturis tiveram a oportunidade de conhecer as ofertas de alguns dos agentes do enoturismo da região e perceber as valências disponibilizadas para turistas de todo o mundo.

De referir que o Turismo de Portugal, no âmbito da ET 2027, tem, desde 2019, em curso o programa de Ação para o Enoturismo em Portugal sob o lema “Make Portugal a Must See and Sustainable Wine Tourism Destination”. Apesar da conjuntura adversa com a pandemia em 2020 e 2021 e o conflito na Ucrânia em 2022, a execução do programa segue a bom ritmo, juntando parceiros públicos – nacionais e regionais – e privados da área dos Vinhos e do Turismo, dividindo-se em quatro grandes eixos de intervenção: Territórios, Oferta, Agentes e Promoção (Place, Product, People e Promotion).

Entre as várias ações concretizadas ou em curso do programa, e até setembro 2022, destacam-se (i) o apoio financeiro a 64 projetos responsáveis por um investimento superior a 91 milhões de euros e um incentivo de 45 milhões de euros; (ii) a 69 ações de formação envolvendo 2119 participantes; (iii) a criação da marca umbrela de promoção do país PortugueseWineTourism e ao abrigo desta a plataforma portuguesewinetourism e as campanhas de comunicação digital Wine pairs with Portugal e #Time to be/Time to Taste.

Recorde-se que esta quarta e quinta-feira, 21 e 22 de setembro, a secretária de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Rita Marques, participa, na 6.ª Conferência Global sobre Enoturismo da Organização Mundial de Turismo (OMT), cuja edição está a decorrer em Alba, Piemonte, Itália. Esta 6.ª edição da Conferência dedica-se, essencialmente, ao tema da Inovação, da Sustentabilidade e das oportunidades do digital no desenvolvimento da cadeia de valor do setor.

A propósito da sua participação na 6.ª Conferência de Enoturismo da OMT, Rita Marques afirmou “a grande importância para o Turismo em Portugal de poder participar ao mais alto nível em fóruns desta natureza, permitindo assim ao nosso país posicionar-se como líder a nível global neste importante setor de atividade económica, e nessa medida, influenciar o desenvolvimento futuro do turismo no mundo e em Portugal”.

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Portugal e Espanha unem-se para promover vinhos ibéricos

A campanha “Feel The European Quality With Wines From Spain and Portugal” foi lançada terça-feira, 20 de setembro, e é dirigida aos profissionais do vinho, líderes de opinião e turistas europeus que visitem Portugal e Espanha.

Publituris

Portugal e Espanha uniram-se para promover a tradição vinícola ibérica de forma conjunta, num programa que junta a ViniPortugal e a sua congénere espanhola OIVE, no âmbito do qual foi já lançada a campanha europeia “Feel The European Quality With Wines From Spain and Portugal” que, entre outros objetivos, pretende também estimular o turismo.

“Esta é uma das muitas ações previstas no programa conjunto das entidades, que terá a duração de três anos e que procura mostrar a qualidade e a tradição vitivinícola dos dois países”, indica a ViniPortugal em comunicado, dando conta que o evento de lançamento da nova campanha decorreu na terça-feira, 20 de setembro, e contou com a presença de Frederico Falcão, presidente da ViniPortugal, assim como da diretora-geral da OIVE, Susana García Dolla.

A decorrer em Portugal e Espanha até 2024, esta campanha representa um investimento de mais de dois milhões de euros, sendo dirigida aos profissionais do vinho (importadores e sommeliers), aos meios de comunicação, aos líderes de opinião e aos turistas europeus que visitarem qualquer um dos dois países ao longo dos três anos.

“Esta é uma campanha promocional europeia que também pretende abranger os turistas que visitam Portugal e Espanha, com o objetivo de lhes fornecer informações sobre os vinhos de qualidade disponíveis nos dois países. Por outras palavras, queremos sensibilizar os turistas internacionais sobre vinhos portugueses e espanhóis, sua história, cultura, harmonizações… e assim encorajá-los a consumir de forma responsável”.

No comunicado divulgado, a ViniPortugal explica que, mais do que a tradição vinícola, Portugal e Espanha partilham também a paixão pelo vinho, ingrediente que, segundo a campanha agora lançada, é aquele que “faz destacar os vinhos ibéricos”.

O setor vinícola ibérico desempenha ainda “um papel fundamental na sustentabilidade económica, social e ambiental de muitas aldeias em Espanha e Portugal, gerando milhares de empregos diretos e indiretos que vão muito para além das vinhas e adegas, prevenindo e combatendo o despovoamento rural”, acrescenta a ViniPortugal, defendendo que o impacto positivo deste setor “não se limita apenas aos países produtores, mas contribui também para impulsionar a economia europeia através de atividades como o transporte, logística, marketing e vendas”.

Recorde-se que Espanha é, atualmente, o primeiro país no mundo em área de vinha, que corresponde a 950 mil hectares, sendo também um dos países com a maior variedade e qualidade de vinhos do mundo, enquanto Portugal é o décimo maior produtor de vinho do mundo e o país da União Europeia com a maior diversidade de castas por quilómetro quadrado.

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Ribeira do Porto é um dos tesouros cinematográficos da Europa

A Ribeira do Porto é o único lugar português na lista divulgada pela Academia Europeia de Cinema, juntando-se a locais em França, Polónia, Espanha, Reino Unido ou Letónia.

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A Ribeira do Porto foi esta terça-feira, 20 de setembro, eleita como um dos tesouros da cultura cinematográfica europeia pela Academia Europeia de Cinema, que reconhece que esta zona histórica portuense tem um valor histórico “que deve ser mantido e protegido”, avança a Lusa, que cita a organização desta distinção.

A criação da lista de “Tesouros da Cultura Cinematográfica Europeia” é uma iniciativa da Academia Europeia de Cinema com o objetivo de elencar locais e espaços que são simbólicos para o cinema europeu, “lugares de valor histórico que devem ser mantidos e protegidos não só agora como para as gerações futuras”, lê-se na nota de imprensa.

A Ribeira do Porto é um dos 22 tesouros cinematográficos da Europa, com a Academia Europeia de Cinema a lembrar que esta zona histórica foi já cenário de três filmes do realizador português Manoel de Oliveira, concretamente “Douro, Faina Fluvial” (1931), “Aniki Bobó” (1942) e “O Porto da Minha Infância” (2001).

A Ribeira do Porto é o único lugar português na lista divulgada pela Academia Europeia de Cinema, juntando-se a locais em França, Polónia, Espanha, Reino Unido ou Letónia.

Para a academia é preciso preservar, por exemplo, o Studio Babelsberg (Alemanha), onde Fritz Lang fez “Metropolis” (1927) e Wes Anderson filmou “Grand Budapest Hotel” (2014), a Fontana di Trevi, em Roma, cenário de “A doce vida” (1961), de Federico Fellini, ou uma praia em França, onde Agnès Varda fez “As praias de Agnès” (2008).

“Em vez de nos limitarmos a organizar os prémios europeus de cinema, a Academia Europeia de Cinema vai abranger a história e as pessoas que fizeram o que é hoje o cinema europeu”, afirmou o diretor da academia, Matthijs Wouter Knol, em comunicado.

O objetivo da academia é anualmente acrescentar novos locais a esta lista de “tesouros cinematográficos” e trabalhar este património junto de novos públicos.

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Rio Convention & Visitors Bureau abre representação comercial em Portugal

O Rio Convention & Visitors Bureau (Rio CVB) acaba de abrir um escritório de representação em Portugal com vista a ampliar a sua atuação no nosso país e fomentar o turismo daquele destino brasileiro.

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A Bossa Brazil, que tem sede em Londres, é a representante oficial do Rio CVB nos mercados do Reino Unido, Portugal, Espanha, França, Itália e Alemanha.

O foco dessa colaboração é atrair tanto o turista de negócios como o de lazer, atuando na promoção da cidade, com a participação em feiras e roadshows e em atividades de relacionamento com o trade turístico e com a imprensa especializada presentes nestes mercados.

A Bossa Brazil dará apoio a quem já vende o Rio de Janeiro, e também incentivará aqueles que estão interessados em a Cidade Maravilhosa nos seus programas e pacotes.

“O mercado português tem uma grande relevância na receita turística, tanto para o Brasil quanto para o Rio de Janeiro”, afirmou a diretora-executiva do Rio CVB, Roberta Werner, para lembrar que antes da pandemia, as viagens internacionais injetaram seis mil milhões de dólares na economia brasileira.

Segundo a responsável, a retoma dos estrangeiros está a acontecer, “por isso estamos a intensificar a promoção da cidade nos países emissores”.

 

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Receitas turísticas de julho sobem 23,6% face ao período pré-pandemia

Segundo o Banco de Portugal, em julho, as receitas turísticas somaram 2.822,77 milhões de euros, 23,6% acima de igual mês de 2019, que tinha sido o melhor ano de sempre para o turismo nacional. E também há boas notícias no acumulado do ano.

Inês de Matos

Em julho, as receitas provenientes da atividade turística somaram 2.822,77 milhões de euros, valor que já ficou 23,6% acima de igual mês de 2019, o último ano antes da pandemia e que tinha sido o melhor ano turístico de sempre em Portugal, segundo dados divulgados esta terça-feira, 20 de setembro, pelo Banco de Portugal (BdP).

Os dados do BdP mostram que, face a julho de 2019, os valores das receitas da atividade turística, que se encontram pelos gastos do turistas estrangeiros em Portugal, subiram 539,21 milhões de euros face ao mesmo mês do período pré-pandemia, sendo mesmo, de acordo com o comunicado do BdP que acompanha os números, “os mais elevados num mês de julho em toda a série”.

Em comparação com o ano passado, as notícias continuam a ser positivas, uma vez que as receitas turísticas subiram 1.669,42 milhões de euros face ao montante de 1.153,35 que tinha sido apurado em julho do ano passado, o que traduz um crescimento de 144,7%.

No que diz respeito às importações do turismo, que se encontram pelos gastos dos turistas portugueses no estrangeiro, também houve um crescimento, uma vez que o montante de 700,93 milhões de euros apurados em julho deste ano ficou 57,1% acima dos 446,17 milhões de euros de igual mês de 2021 e 16,4% acima dos 602,07 milhões de euros de julho de 2019.

As boas notícias prolongam-se também ao saldo da rúbrica Viagens e Turismo, que somou 2.121,84 milhões de euros no passado mês de julho, valor que ficou 200% acima dos 707,18 milhões de euros apurados em julho de 2021. Face ao mesmo mês de 2019, quando este indicador tinha somado 1.681,49 milhões de euros, o saldo cresceu 26,1%.

Acumulado até julho também sobe

No acumulado de janeiro a julho, as receitas turísticas somam já 10.681 milhões de euros, valor que ficou 10,3% acima dos 9.679,79 milhões de euros apurados em igual período de 2019.

No que diz respeito às importações do setor do turismo, o montante já chega aos 2.947,34 milhões de euros, o que também traduz um crescimento de 2,5% face aos 2.874,92 milhões de euros do acumulado de janeiro a julho de 2019.

No saldo, voltam igualmente a existir boas notícias, uma vez que também neste indicador houve uma subida, passando de um montante de 6.805,52 milhões de euros entre janeiro e julho de 2019 para 7733,67 milhões de euros em igual período deste ano, o que traduz um aumento de 13,6%.

 

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TP visita empresas turísticas de todo o país para dinamizar projetos de investimento

Com vista a dinamizar projetos de investimento em curso apoiados no âmbito do PT 2020, assim como a esclarecer o setor acerca dos programas, iniciativas e políticas desenhadas para apoiar as empresas e as regiões, o Turismo de Portugal inicia um ciclo de visitas às empresas turísticas em todo o país.

Publituris

O Turismo de Portugal anuncia na sua página oficial que, em parceria com as Entidades Regionais de Turismo, realiza um ciclo de visitas, reuniões de trabalho e sessões de esclarecimento a todas as regiões do país.

Este ciclo, informa ainda o Turismo de Portugal, visa “promover a partilha de conhecimento e experiências positivas e sustentadas, numa fase que continua a ser muito desafiante para toda a sociedade e a economia do país”.

Neste sentido, o vogal do Conselho Diretivo, Carlos Abade, inicia este périplo com uma visita de três dias ao Porto e Norte de Portugal, entre esta terça-feira e 22 de setembro, com encontros em Ponte da Barca, e Paredes de Coura, bem como reuniões com a Direção da Turismo do Porto e Norte de Portugal, e com as CIM da região.

Nesta zona do país estão igualmente encontros com empresários de Chaves, Vila Pouca de Aguiar e Carrazeda de Ansiães, assim como reuniões com municípios de territórios afetados pelos incêndios deste ano (Vila Real, Carrazeda de Ansiães, Murça e Mesão Frio). O dia termina com uma visita ao Pocinho, em Vila Nova de Foz Côa. O último dia deste ciclo de visitas à região Norte, tem lugar em Vila do Conde, Matosinhos e Vila Nova de Gaia, a 22 de setembro.

O Turismo de Portugal lembra que o Plano “Reativar o Turismo | Construir o Futuro” (PRT) já tem um ano de implementação, “registando-se um forte crescimento económico, já em linha com o registado em 2019”. Refira.se que PRT pretende ser um guião orientador para o setor turístico, público e privado, cujas ações estão totalmente integradas com os objetivos do Plano de Recuperação e Resiliência e da Estratégia Portugal 2030, “assegurando assim uma estratégia concertada para a retoma da economia nacional”.

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