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Turismo de Portugal lança plataforma para facilitar investimento estrangeiro

Nova plataforma visa afirmar Portugal “como destino de investimento” no turismo, assim como “maximizar contactos com potenciais investidores”.

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Nova plataforma visa afirmar Portugal “como destino de investimento” no turismo, assim como “maximizar contactos com potenciais investidores”.

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“Existem propostas ambiciosas para fazer crescer o turismo na Guiné-Bissau”
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O Turismo de Portugal lançou a plataforma Invest In Tourism com o objetivo de “reforçar a competitividade internacional de um setor estruturante para a economia nacional, através da afirmação do país como destino de investimento”.

De acordo com um comunicado enviado à imprensa, a nova plataforma pretende “acrescentar valor a um conjunto de atividades económicas ligadas ao turismo, reforçar a notoriedade internacional de produtos e serviços nacionais e a perceção de qualidade da Marca Portugal”, assim como “maximizar contactos com potenciais investidores, dinamizar processos de recrutamento de talento, divulgar oportunidades de negócio no turismo e criar ambientes favoráveis ao nascimento de novos negócios turísticos”.

Disponível em português e em inglês, a nova plataforma está dividida em quatro áreas, concretamente ‘Portugal de relance’; ‘Começar um negócio’; ‘Procurar uma oportunidade’ e ‘Opções de financiamento’, onde é fornecida “toda a informação sobre o país, caracterização do setor e como começar um negócio em Portugal, sendo ainda apresentados casos de sucesso”.

“São também disponibilizadas análises sobre talento, empreendedorismo e inovação, sustentabilidade, macroeconomia, estratégia, IDE, desempenho turístico, investimento e financiamento, benefícios fiscais, turismo residencial e tendências, bem como, informação sobre negócios recentes, principais transações e aberturas e número de projetos em pipeline”, acrescenta o Turismo de Portugal.

Para apoiar o processo de investimento, o Turismo de Portugal disponibiliza ainda uma equipa dedicada a esta área e que vai atuar nos “domínios das oportunidades de investimento, financiamento, licenciamento, recursos humanos, empreendedorismo, estatísticas e parcerias, contando também com o contributo das equipas do Turismo de Portugal que atuam no estrangeiro”.

“Portugal já é um dos destinos europeus mais atrativos para o investimento estrangeiro”, considera Rita Marques, secretária de Estado do Turismo, defendendo, no entanto, que é necessário “continuar a trabalhar para se promover o investimento e financiamento para a sustentabilidade do turismo, desenvolvendo competências e melhorando a coordenação de ações nas diferentes áreas de política, incluindo o empreendedorismo ou a inovação”.

Para a governante, a nova plataforma “Invest in Tourism passará a ser a montra das oportunidades de investimento no turismo em Portugal”.

Além do Turismo de Portugal, o Invest in Tourism conta com uma rede alargada de parceiros, onde se inclui a Abanca, Bankinter, BPI, Banco Português de Gestão, Banco Montepio, Crédito Agrícola, Caixa Geral de Depósitos, Eurobic, GoParity, Novo Banco, Novo Banco dos Açores, Millennium BCP, Santander, Capital Partners, Quadrantis, Portugal Ventures e Turismo Fundos, estes dois últimos do Grupo Banco Português de Fomento.

A nova plataforma foi lançada durante o Resort & Residential Hospitality Forum, o maior encontro internacional de investidores, decisores e operadores líderes no segmento Resort e Residencial, que se encontra a decorrer em Vilamoura, Algarve, terminando esta quarta-feira, 27 de outubro.

Na informação divulgada, o Turismo de Portugal lembra que Portugal está no Top10 dos destinos europeus mais atrativos para o investimento estrangeiro, de acordo com o estudo “Attractiveness Survey 2021” (EY), que detalha que 70% dos investidores são europeus e 30% originários de outros países, com destaque para os EUA, Espanha, França, Alemanha, Reino Unido e Bélgica.

O país é também o 12.º destino turístico mais competitivo do mundo, segundo o Fórum Económico Mundial, e pretende posicionar-se como “destino de investimento e polo de referência internacional na inovação, no empreendedorismo e na produção de bens e serviços para o turismo, conforme designado na Estratégia Turismo 2027”.

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Receitas turísticas voltam a subir e tornam agosto no melhor mês de sempre em Portugal

Dados do Banco de Portugal (BdP) mostram que, em agosto, as receitas turísticas somaram 3.538,10 milhões de euros, 70,9% e 18,6% acima de igual mês de 2021 e 2019, respetivamente, tornando agosto de 2022 no melhor mês de sempre em receitas turísticas.

Em agosto, as receitas provenientes da atividade turística somaram 3.538,10 milhões de euros, valor que traduz um crescimento de 70,9% face a igual mês de 2021 e de 18,6% em comparação com agosto de 2019, antes da chegada da pandemia, de acordo com os dados revelados esta quinta-feira, 20 de outubro, pelo Banco de Portugal (BdP).

Os dados do BdP mostram que as receitas turísticas atingiram, em agosto, “os valores mensais mais elevados de toda a série”, uma vez que esta foi a primeira vez que o valor dos gastos dos turistas estrangeiros em Portugal ultrapassou os 3,5 mil milhões de euros num único mês. Até aqui, o melhor mês de sempre no que diz respeito às receitas turísticas tinha sido agosto de 2019, quando este valor somava 2.982,98 milhões de euros.

As notícias positivas foram também comuns às exportações do turismo, que correspondem aos gastos dos turistas portugueses no estrangeiro, que somaram 728,03 milhões de euros em agosto, o que indica um aumento de 46,6% face a agosto de 2021 e uma subida de 21,1% em comparação com agosto de 2019.

No que diz respeito ao saldo da rubrica Viagens e Turismo, agosto também trouxe resultados positivos, uma vez que este indicador somou 2.810,07 milhões de euros, o que corresponde a aumentos de 78,6% face a agosto de 2021 e de 18,0% face a mês homólogo de 2019.

Acumulado até agosto também bate recordes

Tal como o mês de agosto, também as receitas turísticas acumuladas desde janeiro apresentam um forte crescimento e somam já 14.219,1 milhões de euros, quando em igual período de 2019 este valor era de 12.662,77 milhões de euros, o que traduz um aumento de 12,3%, tornando este no maior acumulado de sempre no que diz respeito às receitas turísticas até agosto.

No  que diz respeito às importações do turismo, também houve uma subida até agosto face a igual período de 2019, uma vez que este valor chegou aos 3.675,37 milhões de euros, ultrapassando em 5,7% o valor de 3.475,9 milhões de euros que tinha sido apurado até agosto de 2019.

No saldo, as notícias são igualmente positivas, uma vez que este indicador somou 10.543,74 milhões de euros, o que traduz um acréscimo de 14,8% face aos 9.187,52 milhões de euros apurados entre janeiro e agosto de 2019.

 

Sobre o autorInês de Matos

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“Viseu Dão Lafões Pé ante Pé” deu a conhecer os melhores trilhos da região

A campanha, inserida na estratégia de Walking & Cycling para promoção e valorização do território, iniciada em finais de maio e terminou este mês, foi composta por 14 caminhadas, em todos os municípios de Viseu Dão Lafões.

Mais de 1500 participantes tiveram a oportunidade de descobrir os percursos pedestres da região Viseu Dão Lafões, transformando a primeira edição da iniciativa “Viseu Dão Lafões Pé ante Pé” num sucesso que superou as melhores expetativas, segundo a organização.

Desenvolvida em estreita colaboração com os municípios, a “Viseu Dão Lafões Pé ante Pé” nasceu com o objetivo de ativar a Rede de Percursos Pedestres de Viseu Dão Lafões. As 14 caminhadas apresentaram níveis de dificuldade fácil e médio, com um enquadramento cénico que presenteou os participantes com os melhores argumentos naturais da região.

Durante os pouco mais de quatro meses que durou a primeira edição da iniciativa, os amantes do turismo de natureza tiveram a oportunidade de descobrir as grandes mais-valias de Viseu Dão Lafões, ficando a conhecer alguns dos melhores percursos e locais de interesse, não apenas na área do turismo ativo, como também no património natural, cultural e histórico, sem esquecer o enoturismo, a gastronomia e o bem-estar.

A iniciativa “Viseu Dão Lafões Pé ante Pé” é um dos elementos de um projeto mais vasto, que visa a implementação de percursos pedestres, centros BTT e centro de trail em toda a região, num investimento superior a 500 mil euros. Com este investimento, a CIM promoveu intervenções de qualificação e sinalização de um vasto conjunto de percursos pedestres e cicláveis por todo o território, contribuindo para a sua valorização, ao melhorar as suas condições de acesso e utilização.

Sobre o autorCarolina Morgado

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Herdade da Rocha integra portefólio do Grupo Terras & Terroir

O Grupo Terras & Terroir – Paixão pelas nossas raízes acaba de alargar a sua influência ao Alentejo com a entrada da Herdade da Rocha, propriedade com cerca de 60 hectares, que para além da vinha, possui uma unidade de enoturismo, de que fazem também parte uma tapada cinegética e um campo para treinar golfe.

O Grupo Terras & Terroir – Paixão pelas nossas raízes avança com o processo de expansão com a entrada da Herdade da Rocha, propriedade localizada no concelho alentejano do Crato.

O grupo, fundado em 2020, integra já a Quinta da Pacheca e a Quinta do Barrilário, no Douro; a Caminhos Cruzados, no Dão; e a Quinta do Ortigão, na Bairrada; e estende agora a sua influência à Região Demarcada do Alentejo, com a Herdade da Rocha, empresa conhecida pela mineralidade e frescura dos seus vinhos e por uma oferta de enoturismo de categoria superior, que a breve trecho conhecerá algumas melhorias.

Esta operação insere-se na política estabelecida pelo grupo, detido pelos empresários Maria do Céu Gonçalves, Álvaro Lopes e Paulo Pereira, de valorizar o potencial de todas as regiões portuguesas que se dedicam à produção de vinho, com respeito pelo terroir e pelo caráter identitário de cada região.

Com cerca de 60 hectares, junto à serra de S. Mamede, a Herdade da Rocha dedica nove hectares de vinha para produção própria e que colocou no mercado, no ano transato, cerca de 75 mil garrafas de vinho.

 

Em 2014, foi construída uma adega de dois mil metros quadrados, onde podemos encontrar três lagares graníticos na zona de vinificação, que é decorada com grafites pelo artista Fábio Carneiro. A sala das barricas está revestida com ripas de madeira e as portas de madeira maciça, esculpidas pelo artista Paulo Neves, contruídas a partir da árvore Cryptomeria. Também ao longo do espaço podem admirar-se várias obras de arte.

Mas, nem só de vinho vive a Herdade da Rocha, também possui uma unidade de enoturismo, cuja decoração é marcada, em cada recanto, pela presença de elementos naturais.

São oito as unidades de alojamento, divididas entre o edifício principal e suites externas individuais, piscina, estacionamento privativo e terraço comum.

A gastronomia regional alentejana, com uma interpretação mais cosmopolita, também está disponível no restaurante do empreendimento. Da oferta da Herdade da Rocha consta, ainda, a possibilidade de fazer piqueniques, calcorrear os seus passadiços, treinar golfe ou visitar a tapada cinegética.

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Campanha do Turismo de Cascais premiada em Cannes

O vídeo “It Works for you”, dedicado aos nómadas digitais, foi premiado nos Cannes Corporate Media & TV Awards com um Golfinho de Ouro, na categoria Vídeos Promocionais de Turismo: Destinos – Cidades.

O vídeo da campanha do Turismo de Cascais “It Works for you”, dedicado aos nómadas digitais, foi premiado nos Cannes Corporate Media & TV Awards com um Troféu Golfinho de Ouro, na categoria Vídeos Promocionais de Turismo: Destinos – Cidades.

De acordo com o Turismo de Cascais, esta distinção “vem reforçar não só a oferta turística da região como também a estratégia de promoção da vila”, num reconhecimento pelo trabalho desenvolvido.

“Cascais é, por si só, uma inesquecível sinopse para qualquer filme, mas ter o reconhecimento internacional da comunicação do nosso destino é um indicador fundamental do sucesso da nossa estratégia de comunicação. Com o filme e a campanha “It works for you” reunimos os nossos dois protagonistas num mesmo guião: um destino premiado e uma comunicação corporativa reconhecida mundialmente”, considera Bernardo Corrêa de Barros, presidente do Turismo de Cascais.

Desenvolvido em parceria com o Ecossistema empreendedor DNA Cascais, o vídeo convida “todos os nómadas digitais a experimentarem um destino na Costa Atlântica com 30 km de costa e mais de 300 dias de sol por ano”, numa “verdadeira experiência de workation (work + vacation)”.

O vídeo da campanha “It Works for you” está disponível aqui.

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Governo moçambicano multiplica esforços para estimular turismo

O governo moçambicano vai continuar a estimular o sector do turismo e a atrair turistas para o país, foi o compromisso assumido pelo primeiro-ministro, Adriano Maleane no encerramento da 8ª edição da Feira de Turismo denominada FIKANI que decorreu em Maputo sob o lema “Turismo como Fator de Revitalização Económica”.

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Moçambique tem um enorme potencial turístico e o governo, diz o primeiro-ministro, Adriano Maleane, citado pela rádio RFI, vai adotar medidas para atrair mais investidores nacionais e estrangeiros, assim como visitantes.

“Muito recentemente o Governo decidiu de facto simplificar o visto de turismo e de negócios para ser mais fácil visitar o nosso país porque nós não podemos estar numa situação em que damos o sinal de que é bom para visitar, mas quando alguém quer vir visitar, complicamos”, disse o líder do Governo.

Adriano Maleane chamou a atenção para a necessidade do envolvimento de todos para a edificação de uma indústria capaz de criar mais postos de trabalho e gerar lucros para as empresas e fundos para o Estado.

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Silvio Nascimento é o novo presidente da Embratur

Silvio Nascimento é o novo presidente da Embratur – Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo, sucedendo no cargo a Carlos Brito, que assumiu funções como ministro do Turismo do Brasil.

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Silvio Nascimento é o novo presidente da Embratur – Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo, sucedendo no cargo a Carlos Brito, que assumiu funções como ministro do Turismo do Brasil.

Num comunicado enviado à imprensa esta terça-feira, 18 de outubro, a Embratur indica que Silvio Nascimento é licenciado em Direito pela ASCES – Centro Universitário Tabosa de Almeida, conta com experiência em Gestão Empresarial, assim como nas áreas administrativa, financeira, comercial e de produção.

O novo presidente da Embratur tem também experiência na coordenação de planos corporativos, análise estratégica e na definição de posicionamento de mercado.

Silvio Nascimento já desempenhava funções na Embratur desde 2019, quando assumiu o cargo de coordenador Geral de Publicidade e Propaganda. Em 2020, passou a gerente de Publicidade, Publicidade e Marketing Digital e, mais tarde, tornou-se ainda diretor de Marketing, Inteligência e Comunicação.

“Levamos o nome do Brasil, as belezas do nosso país, as qualidades únicas do nosso povo e da nossa cultura, ao conhecimento de um grande número de estrangeiros. Continuaremos o caminho que temos seguido até agora”, garantiu já Silvio Nascimento, que é natural de Recife – Pernambuco.

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Cuba ultrapassa a marca do milhão de turistas internacionais até agosto

Cuba ultrapassou, até agosto, a marca de um milhão de turistas internacionais, quando em todo o ano de 2021, a ilha acolheu um pouco mais de 500 mil visitantes estrangeiros.

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O Canadá manteve-se, até agosto último, o primeiro mercado emissor para Cuba, que juntamente com os Estados Unidos e Espanha representaram 43% dos visitantes internacionais.

Face aos resultados de janeiro a agosto, a ilha das Caraíbas mantém a meta para este 2022 de atingir 2,5 milhões de turistas estrangeiros e receita de 1.012 milhões de euros.

As chegadas internacionais aumentaram 593,3% nos primeiros oito meses de 2022 e agosto foi o segundo mês mais movimentado (136.565 visitantes), atrás de julho (152.480). O mês de agosto destronou abril, que havia alcançado números excecionais após a eliminação de PCRs e certificados COVID.

Recorde-se que antes da pandemia, em 2018 e 2019, a ilha recebia entre quatro e cinco milhões de viajantes internacionais por ano. O turismo é o segundo maior produto interno bruto (PIB) e a segunda maior fonte de divisas, atrás apenas da exportação de serviços profissionais, principalmente no setor da saúde.

 

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Votações para os WTA 2022 até quinta-feira

Ainda se pode votar, mas só até esta quinta-feira, para os World Travel Awards (WTA) 2022, considerados os “Óscares do Turismo”, que já vão na sua 29ª edição. Os vencedores serão conhecidos no próximo dia 11 de novembro, em cerimónia que terá lugar em Oman.

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Para este prémio internacional, Portugal está nomeado nas categorias “World’s Leading Destination 2022”, “World’s Leading Family Destination 2022” e “World’s Leading Nature Destination 2022”. O Turismo de Portugal está também nomeado na categoria “World’s Leading Tourist Board 2022”.

Refira-se que a votação é realizada pelo público em geral e por mais de 200 mil profissionais de agências de viagens e turismo provenientes de 160 países.

Para votar nos WTA de 2022 é necessário estar registado e confirmar o e-mail para que o voto seja contabilizado.

Os WTA pretendem reconhecer o trabalho desenvolvido na área da indústria turística a nível global, de modo a estimular a competitividade e a qualidade do Turismo.

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Surf é o Cristiano Ronaldo do turismo português e continua a somar golos

Uma década depois do mundo ter descoberto as ondas grandes da Nazaré, o surf tornou-se num importante produto turístico que veio tornar mais ‘cool’ a imagem turística de Portugal e contribuir para diminuir a sazonalidade.

Inês de Matos

Em novembro de 2011, o norte-americano Garrett McNamara surfou a maior onda de que havia registo até à data e colocou definitivamente Portugal e a Nazaré no mapa do surf mundial. Por esta altura, Portugal já recebia uma etapa da World Surf League, que se realiza todos os anos em Peniche, e já contava com um surfista entre a elite mundial, uma vez que Tiago Pires – mais conhecido por Saca – já disputava o World Championship Tour (WCT).

Mas tudo mudou com a chegada do norte-americano à Nazaré, com a onda de mais de 20 metros que McNamara surfou na Praia do Norte e que deu a conhecer ao mundo o Canhão da Nazaré. Daí até à campanha que o Turismo de Portugal lançou e que mostrou em Times Square o real tamanho das ondas da Nazaré, foi um instante.

Desde então, o surf e as atividades ligadas ao surf não mais pararam de crescer e, hoje, este é um produto turístico que representa mais de 400 milhões de euros, atrai turistas estrangeiros das mais diversas nacionalidades e que levou a uma mudança na imagem turística do país.

“Costumo dizer que o surf é o Cristiano Ronaldo do turismo português”, diz ao Publituris Rodrigo Machaz, diretor-geral dos Memmo Hotels, que há 15 anos abriu o Memmo Baleeira Hotel, em Sagres, numa altura em que os hotéis ligados ao surf eram ainda uma miragem.

Apesar de admitir que nunca quis fazer um hotel para surfistas, Rodrigo Machaz não tem dúvidas que, “se não houvesse ondas em Sagres, o hotel valia menos de metade”. É que grande parte dos clientes desta unidade hoteleira de quatro estrelas procura o Memmo Baleeira Hotel justamente pelos desportos de ondas, com o surf à cabeça.

É por isso que o hotel disponibiliza um ‘surf centre’, tendo sido mesmo o primeiro a nível nacional a dispor desta facilidade, bem como cacifos e uma área especifica onde os praticantes da modalidade podem guardar e lavar os seus equipamentos.

Quando faço esta comparação com o Cristiano Ronaldo é porque houve uma quebra geracional. O futebol era uma coisa antes do Cristiano e, depois, apareceu um grande jogador que mudou tudo. Com o surf aconteceu o mesmo”, Rodrigo Machaz, diretor-geral Memmo Hotels

De acordo com o responsável, “o surf foi muito importante não apenas para o hotel mas para a região” de Sagres, uma vez atraiu novos públicos e contribuiu para mudar a dinâmica turística desta vila algarvia, numa realidade que se tem vindo a alargar a cada vez mais destinos nacionais, validando a comparação de Rodrigo Machaz com o futebol. “Quando faço esta comparação com o Cristiano Ronaldo é porque houve uma quebra geracional. O futebol era uma coisa antes do Cristiano e, depois, apareceu um grande jogador que mudou tudo. Com o surf aconteceu o mesmo”, defende o responsável, que considera mesmo que, pela procura que lhe está associada, “o surf é o nosso melhor ponta-de-lança”.

Melhor destino do mundo
Além da Nazaré e de Sagres, destinos que contam com condições únicas para a prática do surf, Portugal dispõe de vários outros ‘spots’ de surf, que têm afirmado o país neste segmento.

Ao Publituris, Francisco Rodrigues, presidente da Associação Nacional de Surfistas, que organiza provas e competições a nível nacional, explica que o país oferece uma “larga panóplia de tipos de ondas” e outras características que levam a que Portugal seja já visto como “um dos principais destinos de surf no mundo”.

“Enquanto destino de Surf, Portugal é completo e muito equilibrado”, diz o presidente da Associação Nacional de Sufistas, apontando, além da diversidade de ondas, fatores como a centralidade geográfica, segurança, clima e hospitalidade dos portugueses.

De acordo com o responsável, por todo o país é possível encontrar diferentes spots de surf para todos os tipos de surfistas. Atualmente, os destinos de surf nacionais mais visitados são a Ericeira e Peniche, que têm ondas de classe mundial, ainda que também a costa da Figueira da Foz até Aveiro ofereça ondas de grande qualidade, assim como “mais alguns segredos e aventura”. Já no Porto e em Matosinhos há procura por um tipo de surf “mais urbano”, enquanto o Algarve e as ilhas, nomeadamente os Açores – onde São Miguel “tem desempenhado um papel liderante” -, têm ainda “muito por descobrir”.

A opinião de Francisco Rodrigues é partilhada pelos outros responsáveis ouvidos pelo Publituris, já que também Walter Chicharro, presidente da Câmara Municipal da Nazaré, defende que Portugal já é um dos melhores destinos de surf do mundo, que dispõe de diversos “surf spots de grande qualidade e variedade em 300 kms de costa de fácil acesso e de grande versatilidade”, algo que, sublinha, “não se encontra em mais nenhum país do mundo”.

Enquanto destino de Surf, Portugal é completo e muito equilibrado”, Francisco Rodrigues, presidente da Associação Nacional de Surfistas

E também Vitor Costa, presidente da Entidade Regional de Turismo da Região de Lisboa (ERT-RL) partilha da opinião de que a posição de Portugal no surf já é de liderança, uma vez que o país “tem uma oferta muito diversificada na área do surf e cada vez mais infraestruturas e serviços que permitem tornar o destino como uma das primeiras escolhas dos amantes e praticantes de surf, bem como dos amigos e familiares que por norma os acompanham”.

Vitor Costa dá o exemplo da região de Lisboa, que é “muito rica em condições para a prática do surf, quer a um nível exigente e profissional – na costa a norte de Sintra e Ericeira (Reserva Mundial de Surf, a primeira e única reserva de surf na Europa), quer ao nível do ensino/aprendizagem – na Costa do Estoril e nas praias da Costa de Caparica”.

O responsável considera que “esta é uma oferta muito diversificada e relevante, pois a procura não se faz apenas de pessoas já com muita experiência na modalidade, mas também por aqueles que se encontram a aprender a praticar o surf”.

A ERT-RL tem vindo, aliás, a promover o desenvolvimento de um polo de surf sustentável na Ericeira, uma vez que o Plano Estratégico para o Turismo da Região de Lisboa 2020/2024, “contempla o surf como um produto complementar da região”. Ao abrigo deste plano, a entidade regional tem vindo a promover o “desenvolvimento de várias infraestruturas de apoio e atividades” ligadas ao surf e, atualmente, adianta Vitor Costa, é necessário “dinamizar ainda mais o alojamento de referência com destaque para modelo de surfcamps – oferta integrada de alojamento, escola de surf e atividades em parceria com operadores turísticos”.

O polo de surf da Ericeira tem vindo a ser promovido pela entidade regional a nível internacional através de uma parceria com agências de comunicação de Espanha, França, Itália, Reino Unido, Alemanha e EUA, assim como através de “um trabalho muito próximo com os operadores turísticos e investidores”, com o responsável a explica que a expetativa é que a Ericeira “continue a ter um forte contributo para a diferenciação e desenvolvimento da região, especialmente dos polos onde tem mais incidência”.

O balanço desta aposta é, no entanto, positivo, com Vitor Costa a explicar que, apesar de não existirem dados concretos sobre o impacto económico do surf, “é inegável o efeito positivo que este produto teve no desenvolvimento recente da oferta de alojamento de Mafra”, que passou de 800 para 2.300 camas em apenas cinco anos, assim como no aumento do “número de atividades a si ligadas”, como passeios, outros desportos aquáticos, escolas e divertimento, o que trouxe “consequências positivas, quer ao nível da receita, quer do emprego”.

Imagem e Sazonalidade
Os efeitos positivos do surf são inegáveis e vão muito além do impacto direto na economia, já que este produto turístico permite também atrair novos públicos, reduzir a sazonalidade e tornar mais atrativa a imagem do país enquanto destino turístico.

“Portugal e o Algarve estavam muito conectados com um turismo tradicional, mais sénior, muito ligado ao mercado britânico e mais pesado. Era um turismo pouco cool. Penso que o surf foi uma lufada de ar fresco, trouxe gente bonita a Sagres, pessoas mais jovens e isso tornou o nosso turismo muito mais sexy”, considera Rodrigo Machaz.

Com refere Rodrigo Machaz, o surf trouxe a Portugal um tipo de turismo mais jovem e dinâmico, cosmopolita, que em grande parte é proveniente do Norte da Europa, mas também do Brasil ou EUA, e que vê o surf como “um estilo de vida”, o que contribuiu para mudar a realidade do turismo que Sagres passou a oferecer. “Com a vinda para Sagres destas pessoas, a vila mudou e tem hoje um cenário muito diferente e isso tem levado também muitos estrangeiros a quererem ir viver para lá”, acrescenta o diretor-geral dos Memmo Hotels.

Vitor Costa é da mesma opinião e considera mesmo que “o surf tem contribuído para uma imagem mais forte de Lisboa como destino “cool” – jovem, dinâmico e culturalmente atual”.

E também na região de Lisboa o surf tem levado a “um crescimento de visitantes estrangeiros com esta motivação”, o que traz vantagem ainda ao nível da sazonalidade dos destinos. “O surf é também relevante porque se pratica também – e, sobretudo – em época baixa”, acrescenta Vitor Costa, indicando que, na região de Lisboa, este produto tem atraído ainda “muitos residentes temporários – sejam eles estudantes ou digital nomads – e isso é importante para fazer desenvolver as economias locais ao nível do alojamento, restauração, ofertas de lazer, entre outras. Essa fixação de “novos residentes” também fomenta as visitas a familiares e amigos, com impacte positivo na economia turística”, defende.

Tal como em Lisboa, também na Nazaré o surf tem levado a uma redução da sazonalidade, com Walter Chicharro a explica que, apesar da Nazaré ser “um importante ponto turístico há mais de um século”, tinha um tipo de turismo que “estava circunscrito ao verão e a outros momentos pontuais”, algo que o surf veio mudar. “A época de ondas gigantes, que se estende entre outubro e março, acaba por trazer um turismo que não existia, o que contribui significativamente para reduzir a sazonalidade, própria das zonas balneares”, defende o autarca, indicando que também neste destino há “vários negócios a abrir portas todos os anos” devido ao surf, motivando igualmente “cada vez mais portugueses e estrangeiros a comprar casa na Nazaré”, o que acaba por “dinamizar a economia” da região.

A aposta neste segmento foi, por isso, natural para o executivo municipal que tomou posse em 2013 e que, segundo Walter Chicharro, optou pela “abertura da Praia do Norte a mais surfistas” e apostou “numa comunicação muito forte para a Nazaré”. E os resultados estão à vista: o Forte de S. Miguel Arcanjo, que em 2014 recebia apenas 40 mil visitas, passou a integrar um museu dedicado ao surf e a estar aberto ao público ao longo de todo o ano, o que ditou um exponencial aumento de visitantes, de tal forma que o espaço deverá chegar, ainda este ano, à marca dos dois milhões de visitantes.

O surf tem contribuído para uma imagem mais forte de Lisboa como destino “cool” – jovem, dinâmico e culturalmente atual”, Vitor Costa, presidente da ERT-RL

Ou seja, como afirma o presidente da Associação Nacional de Surfistas, “a importância do surf para Portugal é muito significativa não só pelas cadeias de valor endémicas criadas mas também pelo que estas geram nas outras indústrias conexas”.

Preservar é fundamental
Não existem dúvidas de que o surf é um segmento fundamental para o turismo português e, por isso, para o presidente da Câmara Municipal da Nazaré, é necessário manter “o investimento feito e a promoção inteligente e global”, a exemplo da ação levada a cabo pelo Turismo de Portugal que mostrou o real tamanho das ondas da Nazaré em Times Square.

A promoção é fundamental, concorda Rodrigo Machaz, que considera, no entanto, que, nesta fase, a prioridade deve passar muito mais pela preservação e por garantir a sustentabilidade dos destinos. “O maior receio que tenho é que se destrua Sagres. O turismo não pode crescer infinitamente, isso é muito desafiante e o surf está muito ligado à natureza, por isso, acho que o maior desafio que temos enquanto destino turístico é muito mais a requalificação e preservação do que a construção”, considera o responsável, defendendo que Portugal tem feito uma promoção eficiente no que ao surf diz respeito e que, por isso, “em vez de fazer mais, Portugal está agora na fase e que pode fazer melhor”.

Francisco Rodrigues partilha a opinião do diretor-geral dos Memmo Hotels e também considera que, “de agora em diante, é preciso saber gerir”. “Não só de crescimento se trata. É importante ter uma visão cuidada do processo para que as características naturais que nos trouxeram até aos dias de hoje permaneçam intactas”, alerta o presidente da Associação Nacional de Surfistas, que pede que a opinião dos praticantes desta modalidade seja tida em conta, uma vez que a experiência dos agentes ligados ao surf “deve ser relevada no processo sustentável que é muito importante ter em conta”.

Foi, aliás, com essa preocupação que o Turismo de Portugal se associou à Conferência dos Oceanos das Nações Unidas, que decorreu em Lisboa, este verão, e promoveu a ação “Let’s Sea – The Waves for the future”, com o objetivo de destacar o papel do surf na proteção dos oceanos e relembrar como todo o ecossistema que envolve empresas, atletas e instituições se deve mobilizar em torno deste desígnio. Pois como lembrou Luís Araújo, presidente do Turismo de Portugal, “a sustentabilidade é um dos pilares do turismo do futuro, um propósito incontornável para a atividade turística a nível mundial. Criando um turismo mais sustentável, mais responsável e mais consciente, cria-se um melhor amanhã”.

 

NÚMEROS

400M€
Apesar de ser um valor que já estará desatualizado, calcula-se que o surf e as atividades ligadas a esta modalidade tenham um impacto económico em Portugal acima dos 400 milhões de euros por ano.

15
Há 15 anos, os Memmo Hotels abriram o Memmo Baleeira Hotel, uma unidade de quatro estrelas em Sagres, que foi pioneira por apostar no surf e disponibilizar várias valências para os seus praticantes, como Surf Center, cacifos e áreas para lavar os equipamentos.

2.300
Em cinco anos, o município de Mafra passou de 800 para 2.300 camas de alojamento turístico, num crescimento que está relacionado com a aposta no surf e com a criação de um polo turístico de surf sustentável na Ericeira.

Sobre o autorInês de Matos

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TP apoia o projeto “Portugal Manual – Curated Cultural Experiences”

O Turismo de Portugal (TP) apoia o turismo responsável e sustentável e o trabalho de artesãos de todo o país através do projeto “Portugal Manual – Curated Cultural Experiences”.

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Esta plataforma digital, agora disponibilizada, apresenta artesãos e artistas que através dos seus projetos e vivências oferecem lugares de encontro, partilha e aprendizagem.

Este instrumento, segundo informação disponibilizada na página oficial do Turismo de Portugal, dá assim a conhecer quem redesenha a novidade na tradição portuguesa, através de roteiros baseados no mapeamento do território nacional, da catalogação por região, matéria-prima e técnica.

A mesma fonte adianta que, de norte a sul do país, bem como nas ilhas da Madeira e dos Açores, há novos artesãos que recuperam ofícios tradicionais e matérias-primas locais. Criam peças contemporâneas, personalizadas e únicas, desenvolvendo produção em pequena escala mas com recurso a tecnologias modernas, numa perspetiva empreendedora que promove uma economia sustentável.

A plataforma, em português e inglês, está disponível em www.curatedexperiencesportugal.com, em suporte multimédia, para desktop e mobile.

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