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Turismo espacial e subaquático: Da promessa à realidade em dois anos

A Les Roches Marbella voltou a ser palco, entre 22 e 24 de setembro, do debate sobre o turismo espacial e subaquático, dois produtos que passaram de promessa a realidade em apenas dois anos e que prometem revolucionar o futuro do turismo.

Inês de Matos
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Turismo espacial e subaquático: Da promessa à realidade em dois anos

A Les Roches Marbella voltou a ser palco, entre 22 e 24 de setembro, do debate sobre o turismo espacial e subaquático, dois produtos que passaram de promessa a realidade em apenas dois anos e que prometem revolucionar o futuro do turismo.

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A Les Roches Marbella voltou a ser palco, entre 22 e 24 de setembro, do debate sobre o turismo espacial e subaquático, dois produtos que passaram de promessa a realidade em apenas dois anos e que prometem revolucionar o futuro do turismo.

Há dois anos, quando a Les Roches Marbella organizou a primeira edição da SUTUS – Space & Underwater Tourism Universal Summit, a cimeira dedicada ao turismo espacial e subaquático, tanto o espaço como o fundo do mar continuavam a ser mundos inexplorados e praticamente inacessíveis. Hoje, dois anos depois e com uma pandemia pelo meio, muita coisa mudou e aquilo que era apenas uma promessa, é agora uma realidade, como foi possível comprovar na mais recente edição desta cimeira, que voltou a decorrer nas instalações da Les Roches Marbella, em Espanha, entre 22 e 24 de setembro, e que reuniu, mais uma vez, cientistas, especialistas e representantes de empresas que estão a tornar possível fazer do espaço e do fundo do mar os próximos grandes destinos turísticos.
É que, nos dois anos que mediaram a primeira e segunda edição da SUTUS, os voos espaciais com fins turísticos tornaram-se uma realidade, com o início das viagens privadas da Virgin Galactic, Blue Origin e Space X, enquanto a oferta de submarinos para passeios ao fundo do mar conheceu um crescimento sem precedentes.
Ao Publituris, Carlos Diaz de La Lastra, diretor-geral da Les Roches Marbella, explicou que, mais que os avanços dos dois últimos anos, a segunda edição da SUTUS pretendeu mostrar que, além das empresas mais mediáticas, há muito trabalho a ser feito para tornar o espaço e o fundo do mar nas novas fronteiras do turismo, como indica o tema da cimeira “Turismo além das fronteiras naturais”. “O nosso compromisso com a SUTUS era fazer o encontro mais importante de turismo espacial em Espanha. Isso não estava relacionado com o momento da indústria, mas porque queríamos debater as duas facetas do turismo que nos faltavam explorar e que tinham de fazer uma evolução”, resumiu o responsável, explicando que “as pessoas apenas conhecem esses dois ou três projetos que já são realidade – a Space X, a Blue Origin e a Virgin Galactic. Mas, a verdade é que é mais provável que tenhamos a oportunidade de ir ao espaço ou ao fundo do mar com outros projetos mais económicos “.
A segunda edição da SUTUS contou com a participação de 26 empresas e das principais agências espaciais internacionais, como a russa, a americana, a europeia, a chinesa, a indiana ou a japonesa, uma vez que, acrescentou o responsável, o objetivo era ter, nesta edição, “representado todo o leque de projetos que existem nestas áreas e mais agências espaciais”, de forma a fazer da SUTUS “a melhor montra para as empresas que também têm projetos espaciais e subaquáticos mas não são tão conhecidas”.

Muito mais que uma moda

Simon Jenner, Axiom Space

Se há dois anos o turismo espacial era apenas uma promessa, atualmente já é possível viajar até ao espaço por motivos de lazer, uma vez que, em julho, o milionário britânico que é dono da Virgin Galactic, Richard Branson, inaugurou as viagens espaciais com fins turísticos. Em poucos dias, também Jeff Bezos, da Blue Origin, viajou até à órbita da terra e, mais recentemente, foi a vez da empresa de Elon Musk, a Space X, se lançar nas viagens espaciais com astronautas privados. Estava dado o pontapé de saída na corrida a um tipo de turismo que, até há poucos meses, não passava de uma miragem, mas que tem tudo para mudar para sempre o conceito de turismo que conhecemos, até porque a oferta tem vindo a crescer e conta, hoje, com muitos outros intervenientes, alguns dos quais marcaram presença na SUTUS 2021 que, decorreu em formato híbrido, com debate presencial no primeiro dia e online a 23 e 24 de setembro.
Logo no dia inaugural, no qual o Publituris esteve presente, ficou bem patente que o turismo espacial está a crescer, assim como a procura que, segundo Simon Jenner, Spaceflight Business Development da Axiom Space – empresa que está a construir a nova Estação Espacial Internacional, que deverá estar operacional em 2028, e que se prepara para entrar também na corrida aos voos privados ao espaço, tendo já a primeira missão à atual Estação Espacial Internacional agendada para janeiro do próximo ano-, “está a aumentar e há muitas pessoas interessadas”.
Para Simon Jenner, o turismo espacial é mais do que uma moda e os últimos desenvolvimentos vieram provar que é possível tornar o espaço no próximogrande destino turístico. “O turismo espacial não é uma moda. Se é uma moda, é uma moda que está a crescer. Há muitas décadas que se está a trabalhar para tornar possíveis os voos espaciais privados e, agora, estamos a atingir um ponto de inflexão”, congratulou-se o responsável ao Publituris, mostrando-se convencido de que o turismo espacial “é algo que veio para ficar”.
Além do exemplo da Axiom Space, também Bernard Foing, diretor do projeto “Euro Moon Mars”, da Agência Espacial Europeia, marcou presença no primeiro dia da SUTUS 2021 e deu conta dos mais recentes desenvolvimentos no projeto “Moon Village”, que pretende colonizar a lua. No mesmo projeto, está envolvido também Marc Heemskerk, que apresentou os habitats lunares ‘Chill-Ice’, que estão a ser criados para tornar possível a colonização da lua e, quem sabe, também de Marte, numa experiência que será fundamental para desenvolver o conceito de turismo espacial, mas que, segundo o responsável, apresenta ainda lacunas, nomeadamente ao nível do conforto. “Se queremos fazer crescer o turismo espacial, temos de aumentar o conforto destes habitats”, afirmou, comparando os habitats atuais a laboratórios científicos.

Obstáculos ao turismo espacial

Marc Heemskerk, habitats Chill-Ice

Tal como Marc Heemskerk, também Simon Jenner concorda que o conforto é um dos obstáculos que se colocam ao turismo espacial e dá o exemplo da atual Estação Espacial Internacional, que “é perfeita enquanto laboratório, mas não é um lugar incrível para dormir”. “Estamos a construir uma estação espacial para ser confortável”, sublinhou, explicando que os módulos habitacionais da nova estação espacial foram projetados pelo designer Philippe Starck e vão oferecer todo o “conforto e luxo”, além de contarem todos com janelas com vista para a Terra, já que a imagem do planeta visto do espaço é, a par da ausência de gravidade, uma das principais atrações das viagens espaciais.
O conforto é, tal como o preço, um dos obstáculos que se colocam ao turismo espacial, mas, tal como a questão do conforto já está a ser trabalhada, também a descida do preço será uma questão de tempo, com Simon Jenner a explicar que, “como em qualquer outro produto tecnológico, como os telemóveis, por exemplo, o arranque é sempre dispendioso”, mas espera-se que o preço venha descer à medida que aumente a oferta. “Precisamos de desenvolver mais a tecnologia e precisamos de maior concorrência ao nível do lançamento dos foguetões para reduzir os custos”, indicou, defendendo, no entanto, que uma viagem espacial nunca será tão barata quanto uma viagem de avião, ainda que o preço possa descer ao ponto de atrair muito mais interessados. Em quantas décadas poderá isso acontecer? Isso é que “é mais complicado de adivinhar”, disse, sublinhando, no entanto, que será tudo uma questão de tempo e que, há 12 meses, por exemplo, ninguém esperava que, hoje, as viagens espaciais já fossem uma realidade.
No que diz respeito à Axiom Space, Simon Jenner garante que, se a procura continuar a crescer, a empresa vai aumentar o número de missões – atualmente estão previstas duas por ano a partir de 2022 – ainda que isso também esteja dependente da possibilidade de acoplar na Estação Espacial Internacional, o que está limitado com as atuais instalações, mas que deverá mudar com o lançamento da estação da Axiom Space, em 2028.

Democratizar o fundo dos oceanos

Scott Waters, Pisces VI

Se a parte da manhã do primeiro dia da SUTUS 2021 foi dedicada ao espaço, na parte da tarde mergulhámos no que de mais inovador se está a fazer para levar turistas a conhecer os cerca de 70% da Terra que ainda são desconhecidos e que ficam no fundo dos oceanos.
Scott Waters, project manager do submarino Pisces VI, que já tinha participado na primeira edição da SUTUS, em 2019, regressou a Marbella para dar conta dos novos projetos em que o submarino está envolvido. É que, a par do turismo espacial e apesar de ser menos mediático, também o turismo subaquático tem conhecido um grande desenvolvimento, com o surgimento de veículos subaquáticos com diferentes capacidades e capazes de mergulhar a cada vez maiores profundidades, como é o caso do Pisces VI, que pode descer até aos dois mil metros de profundidade e tem capacidade para quatro passageiros.
E se, há dois anos, Scott Waters dizia que a procura turística era ainda residual, uma vez que estes submarinos continuavam a ser procurados por motivos científicos, a realidade é que também nesta área a motivação turística está a aumentar, de tal forma que o próprio Scott Waters se mudou para as Canárias e está atualmente envolvido numa série de projetos que visam levar turistas a conhecer o fundo do oceano. “Estamos a trabalhar em alguns projetos interessantes nas Canárias. Espero que, no próximo ano, tenha mais novidades, mas posso dizer que vai ser possível conhecer melhor a nossa história”, adiantou o responsável, explicando que as Canárias, por ser um arquipélago de origem vulcânica, contam com atrações que fazem destas ilhas um autêntico ‘hotspot’ subaquático.
Além das Canárias, os submarinos da Pisces têm várias missões agendadas até 2023, incluindo Mar Vermelho, Peru e Antártica, com preços que variam entre os dois e os seis mil euros. “O turismo espacial e subaquático continua a ser caro”, lamentou o responsável.
Além da Pisces, várias outras empresas estão a trabalhar para levar turistas a conhecer o fundo dos oceanos, como a Triton Submarines, que conta com 23 submarinos e está a construir veículos de maiores dimensões, até 60 pessoas, que prometem democratizar as viagens subaquáticas. “Este tipo de oferta vai revolucionar o turismo e a nossa forma de nos relacionarmos com o oceano”, explicou ao Publituris Héctor Salvador, operations director da Triton Submarines e que foi um dos primeiros humanos a ir até ao fundo da fossa das Marianas, em abril. De acordo com o responsável, a oferta “está a crescer”, de tal forma que já “se começa a perceber o potencial do turismo subaquático”. “Muitos países têm um grande potencial. A história marítima de Portugal e Espanha, por exemplo, é vasta e tem navios espalhados por todo o mundo, há também recifes de coral e criaturas marinhas que as pessoas querem ver. Por enquanto, isto está a ser apenas explorado à superfície, mas, quando as pessoas mergulharem e se derem conta do que podem ver, vai haver uma maior aposta neste turismo, sobretudo nas regiões que não têm outros atrativos”, defendeu.

Potencial e vantagens do turismo subaquático

Héctor Salvador, Triton Submarines

Com o crescimento da oferta, também a procura turística tem aumentado, com Héctor Salvador a explicar que, a cada ano, “a maior percentagem vem de clientes privados, para uso privado ou charter de megayachts”, ainda que, recentemente, se tenha notado que “está a começar a existir também procura por submarinos 100% turísticos, de maiores dimensões e com mais de 20 passageiros”. Segundo o responsável, estes submarinos registam procura por parte de hotéis de luxo, que olham para estes veículos como forma de oferecer um produto diferenciado. “Penso que isto vai ser um elemento muito atrativo para os hotéis que queiram oferecer uma experiência única aos clientes, algo que mais ninguém oferece”, indicou, revelando que a Triton Submarines já entregou o primeiros destes submarinos maiores a um complexo hoteleiro no sudeste asiático, que “viu no submarino um elemento diferenciador para vencer a concorrência”, uma vez que “apenas os hóspedes desse hotel têm a oportunidade de fazer uma viagem de submarino e ter esta experiência”.
Além de única, Héctor Salvador espera que os turistas que visitam o fundo do mar tenham também uma experiência pedagógica, já que este tipo de turismo permite “educar as próximas gerações sobre a importância do oceano”. “Espero que esta seja uma experiência educativa e que as pessoas deixem de ter aquários e passem a viajar de submarino para ver a vida marinha no seu habitat e tenham consciência de todo o ecossistema. Quando mergulhamos, é espetacular ver como numa rocha vivem 20 espécies de peixes, como se relacionam e o equilíbrio que existe. Só assim percebemos o frágil que é esse equilíbrio e como o ser humano, por desconhecimento, o está a destruir”, indicou.
Outra vantagem do turismo subaquático é a geração de riqueza para as comunidades locais, algo em que este produto se diferencia do turismo espacial, uma vez que, explicou o responsável, o turismo subaquático “é capaz de gerar riqueza local para as comunidades, enquanto o turismo espacial só tem cinco pontos de lançamento em todo o mundo”.
O principal problema continua, tal como nas viagens ao espaço, a ser o preço, ainda que, também nesta área, esteja em curso uma democratização do acesso ao fundo do mar. “Tudo é uma questão de exclusividade e quanto mais oferta houver, mais acessível se vai tornar este tipo de turismo”, disse, explicando que tudo depende do tipo de mergulho, porque “baixar a pouca profundidade, num submarino de 24 ou 60 lugares, é muito acessível”, enquanto um mergulho à fossa das Marianas, a 10 mil metros de profundidade, tem preços mais elevados. “Estamos a falar de preços de 50 ou 60 euros para viagens de uma hora, o que é comparável a muitas das experiências turísticas que podemos ter atualmente”, exemplificou, considerando que “as operações costeiras, a pouca profundidade e com um grande número de passageiros, é algo que será muito acessível”.
Para convencer os mais receosos, Héctor Salvador garante que “o submarino é o meio de transporte mais seguro que existe” e realça que esta é uma “experiência que transforma qualquer pessoa”, porque ninguém resiste aos encantos que o fundo do mar esconde.

Balanço positivo deverá ditar continuidade da SUTUS
No final do primeiro dia da SUTUS 2021, Carlos Diaz de La Lastra mostrava-se satisfeito com a organização da segunda edição da cimeira dedicada ao turismo espacial e subaquático e, apesar da pandemia da COVID-19 – que levou a que esta edição estivesse em dúvida até seis meses antes da sua realização – ter reduzido a assistência presencial do evento, o balanço foi claramente positivo. “Há seis meses não sabíamos se conseguíamos fazer a SUTUS. Nessa altura, era impossível fazer esta edição, porque não poderíamos ter aqui pessoas da NASA ou de outras agências e nacionalidades, mas decidimos ser valentes e tentar. E tivemos muita sorte porque nos últimos meses a situação melhorou muito e estamos muito contentes por estamos aqui”, admitiu o responsável.
Por isso, acrescentou em declarações ao Publituris, a Les Roches Marbella está já a ponderar a realização da terceira edição. “Ainda estamos a pensar nisso, mas aquilo que queremos é ter, a cada ano, uma edição da SUTUS”, admitiu, explicando que, apesar da continuidade não estar decidida, a organização pretende apostar na “diversidade” e ter “toda a área representada” na próxima edição. “Ainda há muito por explorar e muito para mostrar sobre o que se está a fazer nestas fronteiras do turismo”, acrescentou.

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Solar do Vinho do Porto em Lisboa renovado e com nova oferta

O Solar do Vinho do Porto em Lisboa foi renovado e passou a apresentar melhores condições para acolher os visitantes, bem como novas experiências.

O espaço continua sediado no novo Palácio de Ludovice Wine Experience Hotel, unidade hoteleira de luxo, onde o vinho e todo o que o rodeia é um elemento presente em cada recanto.

O Solar do Vinho do Porto em Lisboa foi renovado com uma intervenção do arquiteto Miguel Câncio Martins, autor de projetos como o Buddha Bar, em Paris, ou o Opium, em Londes. A oferta do espaço, numa parceria com o Palácio de Ludovice Wine Experience Hotel, inclui provas comentadas e harmonizadas com as mais diferentes iguarias. Estas experiências carecem de marcação prévia.

São 150 as marcas que estão presentes no Solar do Vinho do Porto em Lisboa, mostrando toda a diversidade de produção na região e os diferentes perfis ditados pelos diferentes terroirs de cada sub-região que constitui a Região Demarcada do Douro.

Para que a experiência possa ser usufruída em toda a sua plenitude, pessoas devidamente formadas darão dicas sobre como melhor servir o vinho, seja no copo a utilizar, seja na temperatura ideal a que o vinho deve ser provado.

O Palácio de Ludovice data de 1747, ano da sua conclusão pelo arquiteto alemão João Frederico Ludwig, e alberga o Solar do Vinho do Porto em Lisboa desde 19 de fevereiro de 1946.

 

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Madeira com quatro nomeações aos WTA 2022

A região da Madeira está nomeada em quatro categorias na edição europeia deste ano dos World Travel Awards, considerados os óscares do turismo. As votações decorrem até 08 de agosto no site oficial dos WTA.

A Madeira volta a destacar-se naqueles que são os mais prestigiados e reconhecidos prémios da indústria do turismo ao receber quatro nomeações para os galardões deste ano:

A ilha do Porto Santo está nomeada na categoria Europe’s Leading Beach Destination, enquanto as nomeações nas categorias Europe’s Leading Adventure Tourism Destination, Europe’s Leading Festival & Event Destination  e Europe’s Leading Island Destination, destinam-se a toda a região.

Com o intuito de apelar ao voto, a Madeira vai lançar uma campanha em exclusivo nas redes sociais, visando os seus principais mercados emissores.

Para o secretário Regional de Turismo e Cultura e presidente da Associação de Promoção da Madeira, Eduardo Jesus, estas novas nomeações voltam a mostrar a excelência da região como um destino turístico secular, para destacar que “revela que o trabalho que tem vindo a ser desenvolvido para manter e melhorar a qualidade do destino, é reconhecido”.

Os ‘World Travel Awards’ foram criados em 1993 e são atribuídos anualmente para reconhecer, premiar e celebrar a excelência de todos os setores chave das indústrias de viagens, turismo e hospitalidade.

A região, recorde-se já venceu o prémio de “Melhor Destino Insular da Europa” por oito vezes, sendo a última o ano passado, e seis vezes o galardão de “Melhor Destino Insular do Mundo”.

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Portugal entre os destinos mais procurados para miniférias dos britânicos nas celebrações do Jubileu da rainha de Inglaterra

Portugal está entre os destinos mais procurados pelos britânicos para os dias de férias em virtude das celebrações do Jubileu do reinado da rainha Isabel II.

Com o Jubileu de Platina da rainha Isabel II, em comemoração aos 70 anos de reinado, a aproximar-se (celebrações que decorrem de 2 a 5 de junho), são muitos os britânicos que aproveitam esses dias para umas miniférias.

Portugal aparece na listagem de destinos mais pesquisados pelos britânicos na Europa, segundo indica uma análise da Mabrian que mede o impacto das viagens outbound no Reino Unido.

Segundo a consultora, a recente pesquisa por bilhetes de avião do Reino Unido para destinos como Espanha, Itália, Turquia, Grécia e Portugal, mostra um claro pico na procura no fim de semana que antecede a data das celebrações e feriados, seguido de uma queda em todos os destinos.

Na medição da procura efetuada pela Mabrian, Portugal aparece atrás da Espanha, Itália, Turquia e Grécia. Espanha é a escolha clara de destino para os britânicos que desejam viajar, com 12,09 por milhão de todas as pesquisas efetuadas, seguida de Itália com 5,37, Turquia, Grécia e Portugal com 4,44, 4,30 e 4,16 respetivamente.

Esta procura por estes destinos não está, segundo a Mabrian, estar diretamente ligada aos preços médios dos quartos, com a Itália a revelar o preço médio mais elevado com 133,84€, seguida pela Grécia com 120,65€, Espanha logo atrás com 119,28€, Portugal não muito distante com 118,23€ e Turquia significativamente mais barato com 82,45€.

Carlos Cendra, diretor de Vendas e Marketing da Mabrian, refere na análise que a consultora efetua, que, “normalmente, nesta época do ano, há um aumento constante na procura semana a semana por destinos europeus de sol e praia por parte dos britânicos à medida que as temperaturas ficam mais quentes e a temporada de verão começa adequadamente”.

Contudo, diz o responsável, “o mega feriado de fim de semana deste ano, graças às comemorações do 70.º aniversário da rainha Isabel, criou um impulso pontual na procura, com uma clara preferência dos viajantes em tirar a semana inteira de férias e beneficiar de nove dias em vez de apenas três”.

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Ministro da Economia teme que aumento de contágios possa afetar recuperação do turismo

Para o ministro da Economia, António Costa e Silva, é preciso “continuar a tomar todas as medidas e a fazer tudo para conter essa ameaça”, de modo a chegar à estimativa de receitas de “16 mil milhões de euros” que o setor do turismo e serviços poderá gerar.

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O ministro da Economia, António Costa Silva, disse temer que o aumento de contágios da COVID-19 possa afetar a recuperação do setor do turismo e serviços que tem estado a registar uma atividade “muito consolidada”.

“O vírus pode pregar-nos mais partidas, como pregou antes, e é por isso que é muito importante acentuar que o vírus não desapareceu”, disse António Costa Silva, em declarações aos jornalistas à margem do segundo encontro com empresários “A Caminho de Hannover”, que decorreu em Aveiro.

O governante defendeu que é necessário “continuar a tomar todas as medidas e a fazer tudo para conter essa ameaça”, alertando que “o pior que pode suceder é sair de uma crise e entrar noutra, ou pior que isso, uma cascata de crises que se combinam”.

Este ano, segundo António Costa Silva, o Governo estima que o setor do turismo e serviços vai gerar receitas de 16 mil milhões de euros, o que corresponde a 85% das receitas obtidas em 2019, que foi o melhor ano da história.

“Portugal nesta convulsão toda, como é um país seguro e é um país relativamente afastado da zona de confrontação geopolítica, está nesta altura relativamente ao turismo e serviços a registar uma atividade muito consolidada”, disse.

António Costa Silva manifestou-se ainda “extremamente preocupado” com o aumento da inflação em Portugal, sustentando que “o segredo repousa no equilíbrio entre a política fiscal e a política monetária”, e disse que é preciso ter cuidado com todos os passos que se vão dar.

“Nós temos as lições da história relativamente à questão da inflação e sabemos que qualquer passo em falso pode degenerar numa situação difícil de controlar e é isso que não queremos”, disse o ministro, lembrando que, no passado, houve políticas monetárias que, em vez de reduzir, “aceleraram a espiral inflacionista”.

O ministro explicou ainda que três quartos da inflação têm a ver com os custos dos bens alimentares e da energia, afirmando que a estratégia do Governo até agora é “tentar conter a evolução dos preços nestes setores e ver como é que a economia vai reagir”.

Disse ainda concordar com as declarações do governador do Banco de Portugal, que pediu mais coordenação a nível europeu nas medidas de combate à inflação.

“É preciso maior diálogo e discussão e interação com a própria política monetária. Não podemos combater a inflação sem associar os dois componentes”, concluiu.

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Vouzela e de Tondela querem apostar no turismo ferroviário

Considerando que o turismo ferroviário continua a ser uma “âncora importante de desenvolvimento para o país”, os dois municípios não querem que “se perca a identidade das antigas linhas do Vouga e do Dão”.

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Os municípios de Vouzela e de Tondela, no distrito de Viseu, vão apostar no turismo ferroviário, para que não se perca a identidade das antigas linhas do Vouga e do Dão, que deram lugar a ecopistas.

O anúncio foi feito pelo presidente da Câmara de Vouzela, Rui Ladeira, durante uma visita da secretária de Estado do Turismo, Comércio e Serviços (SETCS), Rita Marques.

Segundo Rui Ladeira, no âmbito do programa Transformar Turismo (linha Regenerar Territórios), encontra-se aberto “um aviso com a possibilidade de o turismo ferroviário ter elegibilidade”, estando os dois municípios a preparar uma candidatura que deverá ser submetida até ao verão, com o apoio do Museu Nacional Ferroviário.

“Não queremos que se perca a identidade do que foi a génese das ecopistas”, justificou o autarca, acrescentando que o objetivo é requalificar e potenciar as estações de Vouzela e de Tonda (Tondela), que estão subaproveitadas.

Rui Ladeira explicou que os dois municípios pretendem “estruturar um plano de comunicação” baseado nas memórias dos antigos ferroviários, “que estão vivos e podem contar muitas histórias”.

“Eles querem continuar a passar o seu testemunho, o seu saber”, frisou.

Como trabalhava o chefe da estação, como viviam os ferroviários, como eram as lides de operacionalização da linha e das locomotivas e quais as mercadorias que, além dos passageiros, eram transportadas, são alguns aspetos que poderiam ser dados a conhecer, quer aos turistas, quer aos residentes.

No entender de Rui Ladeira, essa identidade pode perder-se se as memórias não forem passadas a quem hoje anda pelas ecopistas.

“O turismo ferroviário continua a ser uma âncora importante de desenvolvimento para o país. É o tempo de valorizar as ecopistas e este é mais um contributo”, sublinhou.

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Portugal deve ser vendido como “o país mais sustentável do mundo”, afirma SETCS

Para Rita Marques, secretária de Estado do Turismo, Comércio e Serviços (SETCS), Portugal terá de ser “competitivo à custa da sustentabilidade”, já que é algo que “é avaliado positivamente pelo cliente”.

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A secretária de Estado do Turismo, Comércio e Serviços (SETCS), Rita Marques, defendeu que Portugal deve ser vendido como “o país mais sustentável do mundo”, de forma a tornar-se mais competitivo e aumentar a receita turística.

“É isso que queremos. Está para nós muito claro ao nível de política pública, alinhada com o Turismo de Portugal, que Portugal tem que ser o país mais sustentável do mundo. Competitivo à custa da sustentabilidade”, afirmou Rita Marques em Vouzela, onde foi conhecer o projeto de turismo sustentável em curso desde julho de 2020.

No seu entender, para que tal aconteça, devem ser “muitos a rumar” nesse sentido, com empresas de restauração, animação turística e hotelaria a trabalharem no sentido de obter a certificação da Biosphere (que certifica o turismo sustentável), como acontece em Vouzela, ou outras certificações.

“O importante é que façamos a diferença, porque, para continuarmos a crescer em valor, temos que ser muitos, não basta por decreto ou por imposição do Turismo de Portugal reclamarmos que somos o país mais sustentável do mundo. Temos de fazer um esforço conjunto”, frisou.

Segundo Patrícia Araújo, da Biosphere, na região Centro há cerca de 140 empresas (sobretudo de alojamento e animação turística) que já estão certificadas ou em processo de certificação, sendo 12 delas de Vouzela.

Rita Marques disse que “o turismo não se vende só porque Portugal tem ativos extraordinários: paisagens idílicas, um mar maravilhoso e uma gastronomia genuinamente gostosa”.

“Temos que trabalhar numa perspetiva diferente e profissionalizar este trabalho, orientando-o para as grandes tendências”, frisou, acrescentando que, “hoje em dia, a sustentabilidade é algo que é avaliado positivamente pelo cliente” e, portanto, deve ser trabalhada nas suas três dimensões, nomeadamente económica, ambiental e social.

Segundo a secretária de Estado, “Portugal já não é um destino barato há vários anos”, exemplificando que, apesar de receber “metade dos turistas que a Grécia recebe”, tem “exatamente a mesma receita turística”.

“Estamos com uma receita turística por turista muito interessante e a crescer de uma forma muito evidente. Temos uma meta muito tangível que é chegarmos a 2027 com 28 mil milhões de euros de receita turística”, acrescentou.

Na sua opinião, o concelho de Vouzela, no distrito de Viseu, tem estado a fazer “um trabalho extraordinário”, que deve ser replicado noutros municípios e noutras regiões.

“Porque lá fora a marca Vouzela será importante, mas a marca Portugal tem mais força”, justificou.

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Carlos Moedas diz que é fundamental avançar já com novo aeroporto de Lisboa

“Aeroporto já!”. Foi desta forma que Carlos Moedas, presidente da Câmara Municipal de Lisboa (CML), se referiu à urgência da nova infraestrutura aeroportuário.

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O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas (PSD), defendeu, durante um almoço promovido pela Associação de Hotelaria de Portugal (AHP), a necessidade da construção de um novo aeroporto, independentemente da localização, considerando que tal será “fundamental” para fazer face à retoma da atividade turística.

“Aeroporto já. Nós precisamos de um aeroporto. Se ele é num sítio ou noutro, isso deve ser uma decisão técnica, mas o aeroporto tem de avançar para bem de todos”, afirmou o autarca, sublinhando ainda que, “obviamente que durante muitos anos teremos ‘Portela+1’, mas para mim a posição é clara”.

As declarações do presidente da Câmara Municipal de Lisboa surgiram em resposta às preocupações levantadas pelo presidente da AHP, Bernardo Trindade, que alertou para o facto de os hotéis poderem perder clientes devido aos atrasos no processo de construção do novo aeroporto, numa altura em que foi lançado o concurso público para a realização da avaliação ambiental estratégica da futura solução aeroportuária.

O concurso público internacional para a realização da avaliação ambiental estratégica de Lisboa foi lançado pelo Governo em outubro de 2021.

Nessa altura, o então secretário de Estado Adjunto das Comunicações, Hugo Santos Mendes, adiantou que a avaliação ambiental estratégica das três hipóteses de localização do novo aeroporto de Lisboa deverá ser entregue em 2023.

Atualmente, em cima da mesa estão três hipóteses: aeroporto Humberto Delgado (principal), com o aeroporto do Montijo (complementar), aeroporto do Montijo (principal), com o aeroporto Humberto Delgado (complementar) e uma infraestrutura localizada no Campo de Tiro de Alcochete.

Outra das questões abordadas por Carlos Moedas, e que também surgiu na sequência de preocupações manifestadas pelo presidente da AHP, foi a falta de efetivos dos Serviços de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) no Aeroporto Humberto Delgado, situação que gera filas de espera de três e quatro horas para entrar em Lisboa.

“Vocês podem ter os melhores hotéis, as melhores empresas do mundo, mas se as pessoas estiverem três e quatro horas para entrar em Lisboa essas pessoas não vão voltar. É uma responsabilidade nossa de alertar o Governo e ser resolvida rapidamente. Nós não podemos ter o aeroporto nestas condições que são vergonhosas para qualquer estrangeiro que chega”, criticou.

O SEF revelou, entretanto, que está a preparar um plano para os postos de fronteiras nos aeroportos durante o período de maior fluxo de passageiros, entre julho e setembro.

Durante a sua intervenção, Carlos Moedas fez também críticas a algumas medidas aprovadas pelos partidos da oposição na Câmara de Lisboa que, no seu entendimento, prejudicam a atividade turística na capital, nomeadamente a suspensão de novos registos de alojamento local, o chumbo da proposta para a construção de um hotel no antigo convento das Mónicas e as mudanças no trânsito da cidade.

“Sou um político que vai trabalhar no sentido da estabilidade, mas não o posso fazer sozinho. Não o posso fazer quando tenho na própria Câmara Municipal vereadores que decidem proibir de um dia para o outro o alojamento local, não percebendo que o proibindo haja uma corrida às licenças de alojamento local nesse próprio dia”, observou.

Em causa está a decisão de “suspensão imediata” da autorização de novos registos de estabelecimentos de alojamento local, por um prazo de seis meses, que pode ser renovado por igual período, “até à entrada em vigor da alteração ao Regulamento Municipal do Alojamento Local”.

Apresentada pelos vereadores do PS e do Livre na Câmara de Lisboa, em novembro de 2021, a proposta foi aprovada pelo executivo camarário em 15 de dezembro, com nove votos a favor (cinco vereadores do PS, dois do PCP, um do Livre e um da vereadora independente Paula Marques, eleita pela coligação PS/Livre), a abstenção da vereadora do BE e sete votos contra dos eleitos da coligação Novos Tempos (PSD/CDS-PP/MPT/PPM/Aliança), que governa a cidade sem maioria absoluta.

Relativamente ao antigo Convento das Mónicas, a oposição camarária chumbou o projeto de arquitetura, rejeitando a mudança do uso de habitação para o uso de turismo, para instalação de um hotel.

Mais recentemente, os vereadores da oposição na Câmara de Lisboa votaram uma proposta para eliminar o trânsito automóvel na Avenida da Liberdade todos os domingos e feriados e reduzir em 10 quilómetros/hora (km/h) a velocidade máxima permitida atualmente em toda a cidade.

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Receitas turísticas de março já ultrapassaram período pré-pandemia

As receitas provenientes da atividade turística somaram 1.176,00 milhões de euros em março, valor que traduz um aumento de 5,3% face a igual mês de 2019, de acordo com os dados divulgados esta quarta-feira, 18 de maio, pelo Banco de Portugal (BdP).

Inês de Matos

As receitas provenientes da atividade turística somaram 1.176,00 milhões de euros em março, valor que traduz um aumento de 5,3% face a igual mês de 2019, o último ano antes da chegada da pandemia, quando este indicador tinha ficado nos 1.117,25 milhões de euros, de acordo com os dados revelados esta quarta-feira, 18 de maio, pelo Banco de Portugal (BdP).

Os valores divulgados pelo BdP indicam que, face a março de 2021, o crescimento das receitas turísticas, que se encontram pelos gastos dos turistas estrangeiros em Portugal, foi bem mais expressivo, uma vez que, em mês homólogo do ano passado, o país estava ainda a sair do segundo confinamento, pelo que o crescimento foi de 343,2% face aos 265,34 milhões de euros apurados em março do ano passado.

Em comparação com março de 2020, ano em que a COVID-19 chegou a Portugal e obrigou ao primeiro confinamento a partir de meados desse mês, o crescimento das receitas turísticas chega aos 93,9%, já que o montante apurado nessa altura tinha sido de 606,48 milhões de euros.

Apesar das notícias positivas nas receitas turísticas, março ainda não trouxe um crescimento das importações do turismo, que se encontram pelos gastos dos turistas portugueses no estrangeiro, uma vez que este indicador somou 264,81 milhões de euros, o que traduz uma descida de 14,8% face aos 310,86 milhões de euros apurados em março de 2019.

Apesar disso, o valor das importações do turismo ultrapassou os dois últimos anos, ficando 56,1% acima dos 169,66 milhões de euros apurados em março de 2020 e 89,3% acima dos 139,91 milhões de euros relativos a março de 2021.

Já o saldo da rubrica ‘Viagens e Turismo’ somou, em março, 911,19 milhões de euros, valor que também traduz um aumento de cerca de 13% face aos 806,39 milhões de euros apurados em igual mês do último ano antes da pandemia.

Em comparação com março de 2020 e 2021, o crescimento do saldo das ‘Viagens e Turismo’ é ainda mais expressivo, traduzindo aumentos de 108,6% face aos 436,82 milhões de euros de mês homólogo de 2020, e 626,5% na comparação com os 125,43 milhões de euros de março de 2021.

“As exportações e as importações de viagens e turismo cresceram, em termos homólogos, respetivamente, 343,2% e 89,3%, permitindo que o excedente desta rubrica aumentasse 786 milhões de euros. As exportações superaram em 5% o valor de março de 2019, enquanto as importações se situaram 15% abaixo do valor observado nesse mês”, resume o BdP, no comunicado divulgado.

No acumulado dos três primeiros meses de 2022, as receitas turísticas somam já 2.725,88 milhões de euros, valor que fica 223,1% acima do apurado em igual período do ano passado e que traduz um aumento de 6,8% face ao acumulado dos três primeiros meses de 2020.

Em relação ao primeiro trimestre de 2019, quando o valor acumulado das receitas turísticas tinha sido de 2.876,71 milhões de euros, continua, no entanto, a registar-se uma descida de 5,2%.

Já no que diz respeito às importações, no acumulado dos três primeiros meses o montante é de 696,78 milhões de euros, valor que fica 18,2% abaixo de igual período pré-pandemia, quando chegava aos 852,08 milhões de euros. Face ao acumulado de 2020 e de 2021, o resultado é, no entanto, distinto, já que traduz uma redução de 7,2% face aos 747,19 milhões de euros de 2020 e um aumento de 46,4% face aos 373,49 milhões de euros de igual período de 2021.

No que diz respeito ao acumulado do saldo desta rubrica, o valor está nos 2.029,1 milhões de euros, o que indica que, face a igual período de 2019, também houve um aumento, ainda que tenha sido de apenas 0,2%, para 2.024,63 milhões de euros. Face ao acumulado do primeiro trimestre de 2020 e 2021, o aumento foi de 12,4% e 331,6%, respetivamente.

 

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OMT promove digitalização de um milhão de PME do turismo

Promovido pela Organização Mundial do Turismo (OMT), o programa “Digital Futures” será desenvolvido em três anos, e vai envolver pelo menos um milhão de PME do setor.

A OMT acaba de anunciar o lançamento do programa “Digital Futures”, projetado para acelerar a adoção de novas tecnologias nas pequenas e médias empresas (PME) do turismo.

Desenvolvida em colaboração com algumas das principais empresas de tecnologia, finanças e negócios do mundo, como a Mastercard, a iniciativa é focada nas PME, que representam 80% de todas as empresas do turismo.

A OMT visa alcançar pelo menos um milhão de PME deste setor durante a vigência do programa, fornecendo-lhes os conhecimentos fundamentais necessários para aproveitar o poder das tecnologias novas e emergentes.

O secretário-geral da OMT, Zurab Pololikashvili, lembra que “as pequenas empresas são a espinha dorsal do turismo”, dai a necessidade deste programa que “as ajudará a se recuperar dos impactos da pandemia e impulsionar o setor, através inovação e novas tecnologias.”

A fim de fornecer às PME orientações e ferramentas personalizadas, o programa é construído sobre uma Ferramenta de Diagnóstico de Prontidão Digital que compara as PME em cinco dimensões digitais principais – Conectividade, Crescimento dos Negócios, Comércio Eletrónico, Big Data e Análise e Pagamentos e Segurança.

O evento de lançamento, que decorreu em Madrid, contou com a presença de cerca de 200 participantes, incluindo os embaixadores em Espanha dos Estados Membros da OMT, bem como agências de investimento e promoção e as próprias PME.

 

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Turismo de luxo recupera na Europa após pandemia

As vendas geradas pelo turismo de luxo na Europa podem atingir 520 mil milhões de euros entre 2030 e 2035, diz a Aliança Europeia das Indústrias Culturais e Criativas (ECCIA), que adianta este segmento é responsável por entre quatro mil milhões e seis mil milhões de euros de receitas em Portugal.

Com a retoma do turismo, a Aliança Europeia das Indústrias Culturais e Criativas (ECCIA) estima que os gastos gerados pelos turistas de alto poder aquisitivo podem triplicar para 520 mil milhões de euros entre 2030 e 2035. Até agora, as vendas para este tipo de turista estão entre 130 mil milhões e 170 mil milhões de euros, concentrando 22% das receitas geradas pelo turismo em geral.

De acordo com os empregadores europeus, o aumento dos gastos turísticos terá a ver com uma melhoria em infraestrutura, sustentabilidade e educação. “As marcas de luxo europeias geram 70% das vendas do mercado, representando 10% das exportações europeias e 4% do Produto Interno Bruto (PIB) do continente, com vendas até 800 mil milhões de euros”, explicou a ECCIA em comunicado.

Em alguns países como Itália, França, Espanha e Reino Unido, o segmento de turismo de luxo gera entre 20.000 milhões de euros e 35.000 milhões de euros. Em outros países, como a Grécia, a incidência do turismo de luxo é mais relevante e gera até 7% do PIB do país.

França, Alemanha, Itália, Espanha e Reino Unido, geram 75% das receitas deste segmento. Espanha, por exemplo gera entre 20 mil milhões e 25 mil milhões de euros com o com turismo de luxo, enquanto o Reino Unido coloca a sua receita desse segmento entre 30 mil milhões e 35 mil milhões de euros.

Além desses países, a Suíça gera entre cinco mil milhões e 10 mil milhões graças ao turismo de luxo; Grécia até 10 mil milhões de euros; e Portugal entre quatro mil milhões e seis mil milhões de euros. O resto da Europa gera aproximadamente nove mil milhões de euros.

“Os turistas, que estão a aumentar a sua curiosidade e atenção à sustentabilidade, estão a mostrar interesse em novos destinos como a Croácia, Eslovénia, Portugal e os países nórdicos”, detalha o estudo, que estima uma perda de mais de 70 mil milhões de euros causada pelo impacto da pandemia e restrições de viagem.

Só em 2020, as perdas geradas pela queda do turismo devido às restrições da pandemia ficaram entre 65 mil milhões de euros e 75 mil milhões de euros. Mesmo assim, “o turismo de luxo finalmente dá sinais de recuperação”, acrescenta Claudia D’Arpizio, diretora de moda e luxo da Bain&Company.

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