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O épico regresso da Norwegian Cruise Line ao Mediterrâneo

Aceitámos o convite da Norwegian Cruise Line (NCL) para viajar no primeiro cruzeiro para vacinados do Norwegian Epic, um dos navios que marcaram o grande regresso da companhia de cruzeiros norte-americana ao Mediterrâneo.

Inês de Matos
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O épico regresso da Norwegian Cruise Line ao Mediterrâneo

Aceitámos o convite da Norwegian Cruise Line (NCL) para viajar no primeiro cruzeiro para vacinados do Norwegian Epic, um dos navios que marcaram o grande regresso da companhia de cruzeiros norte-americana ao Mediterrâneo.

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Aceitámos o convite da Norwegian Cruise Line (NCL) para viajar no primeiro cruzeiro para vacinados do Norwegian Epic, um dos navios que marcaram o grande regresso da companhia de cruzeiros norte-americana ao Mediterrâneo.

Norwegian Getaway e Norwegian Epic, no porto de Civitavecchia, Roma.

Civitavecchia, porto de Roma, 8 de setembro de 2021. Depois de mais de 500 dias de suspensão da atividade devido à COVID-19, a Norwegian Cruise Line (NCL) assinalou com uma cerimónia na capital italiana o regresso aos cruzeiros no Mediterrâneo, com o encontro no porto de Civitavecchia dos navios Norwegian Epic e Norwegian Getaway. Além do regresso dos navios à operação - respetivamente o quarto e quinto da frota da NCL a retomarem os cruzeiros - a cerimónia, que contou com a presença de Eamonn Ferrin, vice-president of International Business da NCL e Kevin Bubolz, vice-president e managing director Europe da companhia, bem como de Pino Musolino, responsável pelo porto italiano, marcou também a retoma dos itinerários por mais do que um país, algo que não tem sido fácil devido às restrições na sequência da pandemia.
O regresso à atividade, sublinhou Eamonn Ferrin, só foi possível porque a NCL estabeleceu um programa de saúde e segurança, denominado SailSAFE, com base nas recomendações de um painel de especialistas, que tem sido seguido à risca e que assenta em três pilares: segurança para tripulantes e passageiros, segurança a bordo e segurança em terra. Foi por isso que a companhia tornou obrigatória a vacinação de tripulantes e passageiros, assim como a realização de um teste rápido antes do embarque, reduziu a capacidade dos navios e criou um sistema de excursões em bolha, que vigora nos países onde os passageiros ainda não estão autorizados a deixar o navio e visitarem os destinos por sua iniciativa, como Itália. “Não tínhamos o objetivo de sermos os primeiros a regressar, tínhamos era o objetivo de fazer as coisas bem. Preferimos esperar um pouco mais, houve momentos em que poderíamos ter recomeçado, mas pensámos que não era a altura certa. Agora que estamos de regresso, é com a certeza de que temos tudo pronto”, explicou Kevin Bubolz.
Devido às restrições, a NCL foi obrigada a adaptar os itinerários, mas esta foi uma das poucas mudanças ditadas pela COVID-19, já que, a bordo, a experiência pouco se alterou, tal como o Publituris testemunhou entre 5 e 8 de setembro, durante uma press-trip no Norwegian Epic entre Barcelona e Roma, que contou com a participação de nove jornalistas de várias partes do mundo. Venha connosco descobrir o Norwegian Epic e conhecer a experiência num cruzeiro apenas para vacinados.

Segurança

O encontro com o Norwegian Getaway aconteceu quatro dias depois da partida do Norwegian Epic de Barcelona, em Espanha, e que marcou o regresso do navio ao porto onde estava baseado antes da pandemia. A partida da capital catalã - mais de 500 dias depois do início da pandemia - foi, também por isso, um momento marcante, que muitos passageiros fizeram questão de imortalizar em vídeo e fotografia.
Mas, para outros tantos, a emoção começou logo no terminal portuário, com os procedimentos de embarque, de que muitos passageiros tinham já saudades. “Obrigada por voltarem a navegar”, ouvia-se frequentemente entre os passageiros que, ansiosos, aguardavam a chamada para o teste rápido antes do embarque. “O teste é um pequeno preço que todos têm de pagar para poderem estar a bordo e viver a experiência de um cruzeiro”, explicou Nélson Martins, hotel director do navio, sublinhando que a principal preocupação da NCL é garantir a segurança de todos a bordo. Caso algum passageiro tenha um resultado positivo antes do embarque, é encaminhado para os hotéis-COVID-19, para uma quarentena de 14 dias e que será suportada pela companhia, caso o passageiro tenha um teste que comprove que estava negativo antes da chegada ao porto.
Como este era um cruzeiro apenas para vacinados - como tem acontecido com todos os cruzeiros da NCL desde o regresso, que aconteceu em julho, com itinerários no Norwegian Jade pelas Ilhas Gregas -, antes do teste foi preciso apresentar o certificado de vacinação, já que apenas os passageiros completamente vacinados há mais de 14 dias e com uma das quatro vacinas aprovadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) - Pfizer, Moderna, AstraZeneca ou Janssen - são autorizados a embarcar.
Certificado apresentado e teste realizado - com resultado negativo confirmado - era hora de subir a bordo do Norwegian Epic e começar a desfrutar de tudo o que este navio, com capacidade para 4.100 passageiros e 1.400 tripulantes, tem para oferecer e com toda a segurança, já que, além do uso obrigatório de máscara, a bordo é também mantido o distanciamento social de forma fácil, pois a ocupação do navio não ultrapassa, nesta fase, os 70%. Além destas medidas, a NCL reforçou também a limpeza e desinfeção, o que leva a que o Norwegian Epic, assim como os restantes navios da NCL, “sejam o sítio mais seguro do mundo”, como diz Nélson Martins, que considera que “nenhum outro destino é tão seguro quanto um cruzeiro”. “Não digo que os outros sítios não são limpos, mas não têm as medidas sanitárias que nós temos”, reforça, considerando que “o importante é que as pessoas continuem a ter umas férias fantásticas mas seguras”.

Experiência

Com tanta preocupação com a segurança, era de esperar que também a experiência dos passageiros pudesse ser afetada, mas tal não poderia estar mais longe da realidade, já que ela continua muito fiel à original. E Nélson Martins diz mesmo que, se alguma coisa mudou, terá sido até para melhor, pois a companhia reduziu o número de passageiros, mas não o de tripulantes. “Como reduzimos a ocupação, a experiência a bordo está até melhor, porque mantivemos o mesmo número de tripulantes para menos passageiros, o que quer dizer que o rácio entre passageiros/tripulantes aumentou”, afirma, revelando que os 1.400 tripulantes do Norwegian Epic foram vacinados no porto de Civitavecchia, ao abrigo de um acordo de cooperação entre as autoridades italianas e a companhia de cruzeiros.
Além dos tripulantes do Norwegian Epic, também os do Norwegian Gateaway foram vacinados em Civitavecchia, num total que rondou os três mil tripulantes da NCL e que ascendeu a perto de seis mil tripulantes, contabilizando as outras companhias de cruzeiros.
A bordo e além da redução da ocupação, foram feitos apenas pequenos ajustes, a exemplo dos turnos de refeições, que foram alargados até às 22h00, já que tudo o resto se encontra a funcionar em perfeita normalidade, dos restaurantes buffet ao Spa, passando pelas piscinas, casino e outras atividades de entretenimento.
Diferentes continuam, no entanto, as excursões em vários países europeus. Devido à COVID-19, países como Itália ou França continuam a exigir que as excursões sejam realizadas em ‘bolha’, de forma a restringir os contactos dos passageiros em terra, o que é visto como uma dificuldade acrescida pelas companhias. “Preferíamos que os passageiros pudessem visitar os destinos por sua própria iniciativa. Espero que isso venha a mudar, porque é uma dificuldade”, indica Nélson Martins, explicando que a situação é diferente em cada país e que, por isso, o regresso do Norwegian Epic ao Mediterrâneo é ainda mais especial, pois é o primeiro navio a realizar um itinerário por mais do que um país e com embarques em dois (Espanha e Itália, com saídas de Barcelona ou Civitavecchia). “Somos o único navio no Mediterrâneo a fazer mais do que um país e somos o único a fazer embarques em dois países. Nenhuma outra companhia está a fazer isso”, congratula-se.
Ainda assim, houve algumas adaptações no itinerário, uma vez que, acrescenta Kevin Bubolz, com as restrições em França, a NCL optou por aumentar as escalas em portos espanhóis - a exemplo de Palma de Maiorca, onde o Norwegian Epic se estreou a 6 de setembro -, em detrimentos dos portos franceses. É que, em Espanha, as excursões não têm necessariamente de decorrer em ‘bolha’ e os passageiros podem sair livremente do navio.

Futuro

A segurança e o facto da experiência a bordo se ter mantido praticamente te inalterada, têm levado muitos cruzeiristas a retomar as suas férias nestes navios. Ao Publituris, Kevin Bubolz explicou que a companhia de cruzeiros tem recebido um feedback positivo dos passageiros, que dizem ter escolhido a NCL para viajar porque a companhia conta com “um produto seguro, com regras consistentes” e porque optou por “realizar apenas cruzeiros onde toda a gente a bordo está vacinada”. “Sabemos que este é o sítio mais seguro da terra. Onde mais podemos ir e toda a gente está 100% vacinada e ainda por cima foi testada também? Creio que as pessoas estão a reconhecer o nosso esforço e é por isso que as reservas para o próximo ano estão muito acima do que alguma vez estiveram. A perspetiva é muito boa para o próximo ano”, admite o responsável, reconhecendo que a opção de tornar a vacinação obrigatória colocou a NCL em vantagem face a outras companhias, onde a garantia de segurança não conta com o conforto da vacina. “As hipóteses de apanhar COVID-19 dentro de um navio são 0,01%. Claro que não conseguimos controlar tudo, mas temos muitos procedimentos para garantir que isso não acontece”, acrescenta.
Por isso, revela ainda o responsável, as vendas para o próximo ano “estão a correr muito bem”, também porque “as pessoas acreditam que a situação vai estar melhor e que os governos vão levantar as restrições e deixem de impor quarentenas”. A única exceção são as Caraíbas, uma vez que muitos passageiros ainda aguardam que os EUA reabram as fronteiras aos turistas provenientes da Europa.
Mas a procura mostra, acrescenta o responsável, que o futuro dos cruzeiros deverá ser dourado, até porque, anualmente, existiam 30 milhões de cruzeiristas, que estarão agora desejosos de recuperar o tempo perdido. “Portanto, em dois anos de pandemia, são já cerca de 60 milhões de pessoas que deixaram de fazer um cruzeiro e isso nota-se, vemos que as pessoas têm muita vontade de viajar e ter uma experiência inesquecível”, explica Kevin Bubolz, considerando, por isso, que a NCL retomou a operação “na altura certa”.

Lisboa volta a entrar nas contas da NCL em 2022 e 2023

Tal como os restantes mercados, também Portugal tem dado uma boa resposta nas reservas e, como revela Kevin Bubolz, a NCL conta com várias reservas de cruzeiristas nacionais para os itinerários que assinalam a retoma. Apesar de ter uma pequena dimensão, o mercado português “tem vindo a crescer e é um mercado muito interessante”, onde a
companhia quer ganhar quota, motivo pelo qual tem vindo a fazer uma aposta no reforço da comunicação e promoção em território nacional.
Além da importância do mercado em termos de vendas, Portugal tem ganho também relevância para a NCL enquanto porto de escala e, no próximo ano, a companhia tem já prevista uma escala do Norwegian Star em Lisboa, a 27 de novembro, num transatlântico com destino ao Rio de Janeiro, Brasil. No ano seguinte, a NCL vai aumentar o número de
itinerários com escala em Portugal e conta que oito dos seus navios realizem escala na capital portuguesa, incluindo o Norwegian Prima, novo navio da companhia, que deverá entrar em operação em agosto de 2022.

Norwegian Epic, um navio especial

Inaugurado em 2010, o Norwegian Epic é, ainda hoje, um navio único e especial. Com mais de 329 metros de comprimento e capacidade para 4.100 passageiros, é o único da sua classe na frota da NCL e o único construído em França.
Além da dimensão, o Norwegian Epic conta também com características que fazem dele um navio especial, como o parque aquático que contou com o primeiro tobogã em alto mar, o bar de gelo, o espaço reservado a adultos Spice H2O, que é inspirado na ilha de Ibiza, ou Mandara Spa, que promete relaxar até os mais tensos. O navio conta ainda com mais de 20 restaurantes e bares, café Starbucks, casino e teatro, com espetáculos todas as noites.
No ano passado, o Norwegian Epic foi submetido a um processo de renovação, que aumentou para 75 o total de suites The Heaven, área de luxo que funciona sob o conceito de um hotel boutique e que conta com restaurante próprio, solário e piscina privada

 

 

 

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“Ainda levará um tempo para colocarmos o Brasil no mapa dos destinos turísticos dos europeus”, admite a TAP

Num webinar que debateu os “Desafios do pós-COVID”, no painel da aviação ficou patente a recuperação que o setor está a registar. A tecnologia ou digitalização foi outro dos aspetos destacados como essenciais para o futuro do setor.

Publituris

*texto de Beatriz Teizen

A pandemia da COVID-19 ainda não acabou, mas, depois de quase dois anos, o setor de turismo vê uma melhoria, com a retoma das viagens e a reabertura das fronteiras. “Quais são os desafios pós-covid?”. “Quais as mudanças que se esperam na indústria, com foco na aviação e distribuição Estes foram os temas principais abordados no seminário luso-brasileiro, promovido pela Airmet Brasil e Portugal, que teve no Panrotas Brasil e Publituris os media partners e moderadores.

“Os últimos meses foram um calvário, mas agora estamos na tal retoma. Fomos semanalmente monitorizando o ‘mindset’ dos viajantes, país a país, à medida que os destinos reabriam, para irmos repondo as nossas operações. A TAP vai operar 80% neste inverno, em relação a 2019, estando previstas, para as rotas no Brasil, 51 frequências desde Portugal”, revelou Paula Canada, diretora de marketing e vendas da TAP Air Portugal.

A responsável da companhia aérea nacional referiu ainda que “o tráfego está a responder muito bem, temos muita procura reprimida e houve uma procura enorme de viagens. Em setembro, tivemos um aumento de 70% nas vendas a partir do Brasil. Mas, na Europa, ainda levará um tempo para colocarmos o Brasil no mapa dos destinos turísticos dos europeus”. “Neste momento, não é o destino mais procurado para férias”, salientou Paula Canada.

A executiva também tocou no ponto em relação ao planeamento das viagens que, devido ao ambiente de muitas incertezas, “os passageiros compram os bilhetes com um ou dois meses de antecedência”, admitindo que “esta foi uma das maiores alterações no hábito do consumidor de viagens aéreas”.

Recuperação brasileira
Ao nível das companhias aéreas brasileiras, estas estão a superar, aos poucos, a maior crise da história da aviação mundial. A Azul, por exemplo, voltou recentemente a um equilíbrio nas suas operações domésticas, mas ainda enfrenta um grande desafio no internacional, enquanto as viagens nacionais regressaram, depois de muito tempo e algumas idas e vindas, adiantando Marcelo Bento, diretor de Relações Institucionais da área, que, depois da temporada de janeiro de 2021 ter sido “foi bastante boa, tivemos a segunda vaga em março, que nos pegou em cheio”. Certo é que de agosto em diante, “estamos a recuperar muito forte e rapidamente”, pelo que, em outubro, “estamos a voar a 106% da nossa capacidade em lugares domésticos relativamente ao período pré-pandemia”. Marcelo Bento admite, mesmo que, na época alta, “teremos 120% dos lugares”, o que será “a maior temporada de verão da história da Azul”.

Segundo Bento, o tráfego é predominantemente de lazer, ou para pequenos negócios, além da indústria pesada”, destacando ainda que “os centros financeiros, consultorias, bancos e grandes empresas, que são os que mais remuneram, ainda não voltaram a viajar”.

Quanto ao internacional, o executivo diz que a companhia ainda está muito “cautelosa”. Nunca parámos de operar em Portugal e EUA”, embora reconheça que a operação era “bem reduzida”. Antes da pandemia, eram três voos diários entre Brasil e Portugal, agora estão com cinco por semana, passando a sete em breve”. Ou seja, “ainda há um déficit muito grande”.

Além disso, há também a questão do modelo híbrido e do crescimento significativo do bleisure, que veio para ficar. Sem contar a explosão de interesse dos próprios brasileiros de conhecer o Brasil, de buscar produtos diferentes, exclusivos, culturais e muita experiência. “Tendência que veio para ficar e que levará os agentes de viagens a terem de se especializar ainda mais”.

Tecnologia e customização
Essencial mais do que nunca, as empresas precisaram de adaptar-se e adotar todas as tecnologias necessárias para sobreviver à crise. Transformação digital foi a chave e o setor do turismo foi, inclusivamente, o que mais se adaptou no período da pandemia.

“Foram várias as tendências que sugiram e as companhias aéreas e outros players do setor precisaram de se transformar para atender às novas necessidades do cliente. Focar em digitalização, modernização, trazer sistemas para a nuvem, além de outros investimentos, foi essencial”, destacou o presidente de Travel Channels da Amadeus, Decius Valmorbida.

O responsável da Amadeus focou ainda a importância da “personalização das viagens”, de se conseguir “vender mais em cada viagem, diferenciar o produto e trazer o consumidor para pagar um pouco mais”. De acordo com Valmorbida, estes fatores tornam-se “uma urgência na retoma e isso envolve empresas de tecnologia, de distribuição e aéreas” No fundo, “é focar menos em volume e mais em como vender melhor”.

Valorização do agente de viagens
“Durante este período de pandemia, os vendedores on-line, os OTA e as próprias companhias aéreas tiveram grandes problemas de atendimento aos clientes. Por isso, no nosso segmento, teremos de repensar muito essa questão, já que diversos consumidores tiveram experiências negativas com as plataformas e não tiveram suporte, começou por referir o diretor da Flytour Gapnet, Rui Alves, no início da sua intervenção.

Como consequência, isto levou o viajante a ter “uma postura refratária em relação às vendas on-line, passando a procurar muito mais informação e controlo da sua viagem”, admitiu Rui Alves.

Isto leva o responsável da Flytour a destacar o “papel consultivo” do agente de viagens, considerando-o “imprescindível para que os passageiros voltem a viajar com segurança. Diante disso, as consolidadoras atuaram muito como “um verdadeiro para-raios no atendimento”, passando a ser vistas como “um suporte para as companhias aéreas, aumentando o seu papel de promotor”. Por isso, “a importância do agente de viagens remete ao fortalecimento do consolidador”, afirmou.

Para Alves, o agente tem de procurar “aumentar o acesso à tecnologia” e os consolidadores têm um “papel importante nesse apoio aos profissionais que não conseguem ter acesso a recursos tecnológicos próprios”.

Além disso, considera, “o on-line continua a ser importante como elemento de informações”, embora reconheça que “os agentes precisarão ter presença tanto no on-line, quanto no off-line”.

Por isso, e finalizando, Rui Alves acredita que o agente que “não tiver uma presença omnichannel terá mais dificuldade para atuar do que aqueles que estão preparados”, sendo certo que “as complementaridades se valorizam agora nesse momento”.

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KLM lança mapa interativo para ajudar passageiros a conhecerem requisitos de viagem

Novo mapa interativo da KLM “mostra os requisitos de viagem com base no país de partida e no status de vacinação dos clientes”.

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A KLM lançou um mapa interativo, denominado "Para onde posso voar?", que pretende ajudar os passageiros da companhia aérea a conhecerem os requisitos de viagem exigidos nos destinos para onde vão viajar.

"As regras e as restrições de viagem mudam constantemente e variam de país para país, sendo assim essencial que os viajantes tenham as informações das suas viagens atualizadas.
A KLM acaba, por isso, de lançar um mapa "Para onde posso voar?", que mostra os requisitos de viagem atuais em cada país na rede da KLM", explica a companhia aérea dos Países Baixos, em comunicado.

De acordo com a informação divulgada pela KLM, o novo mapa interativo, disponível através do link https://www.klm.pt/travel-guide/where-can-i-fly-to, "mostra os requisitos de viagem com base no país de partida e no status de vacinação dos clientes, para que estes possam escolher o próximo destino rapidamente".

Para consultar os requisitos de viagem, os passageiros da KLM devem aceder ao link do mapa interativo e escolher um aeroporto de partida, podendo depois consultar os requisitos dos vários destinos servidos pela companhia aérea.

"Os clientes vacinados podem, de seguida, clicar no botão “Tenho a vacinação completa”, para ver os requisitos de viagem adequados ao seu estado. Depois de selecionarem um destino, são direcionados para o nosso site TravelDoc, onde podem aceder aos requisitos de viagem detalhados para aquele local", explica a KLM.

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Delta Air Lines nomeia novo vice-presidente para a Europa, Médio Oriente, África e Índia

Nicolas Ferri assume funções a 1 de novembro, com responsabilidade na supervisão das “iniciativas estratégicas-chave comerciais e de experiência do cliente” da Delta Air Lines na região.

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A Delta Air Lines nomeou Nicolas Ferri como vice-presidente para a Europa, Médio Oriente, África e Índia (EMEAI), com efeitos a partir de 1 de novembro, com responsabilidade na supervisão das "iniciativas estratégicas-chave comerciais e de experiência do cliente", incluindo a joint-venture entre a Delta, Air France, KLM e Virgin Atlantic.

De acordo com a Delta Air Lines, Nicolas Ferri está na Delta Air Lines há 10 anos e já desempenhou "cargos de liderança em todas as alianças da companhia aérea e divisões internacionais e comerciais".

Entre os cargos que Nicolas Ferri ocupou na Delta, destacam-se as funções de vice-presidente para a América Latina e vice-presidente de Alianças das Américas, onde foi responsável pelo P&L (Profit & Loss Statement; rentabilidade) da região e pela integração da Delta com os seus parceiros da aliança nas Américas.

Durante este período, o responsável foi também destacado para a Aeromexico, que é parceira da Delta, onde ocupou o cargo de diretor comercial (CCO) e exerceu funções de supervisão nas áreas de Gestão de Receitas, Planeamento de Rede, Estratégia Corporativa, Distribuição, Vendas Globais, Alianças, e-commerce, Atendimento ao Cliente e Fidelização.

"É um momento crucial em que me junto à equipa EMEAI, para liderar os nossos esforços regionais à medida que os EUA retomam as viagens internacionais”, destaca o responsável, que se afirma "desejoso" por iniciar funções e "desenvolver a joint-venture transatlântica líder Delta/Air France/KLM/Virgin Atlantic".

O novo vice-presidente EMEAI da Delta Air Lines vai ficar sediado em Paris e, segundo a companhia aérea, "traz consigo uma ampla experiência no setor, tendo vivido e trabalhado em 10 países da Europa, América Latina, América do Norte e Ásia", sendo por isso fluente em inglês, francês, espanhol, alemão e português.

 

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Operação da Wamos Air Madrid/Punta Cana já está disponível no Galileo

Voos da Wamos Air para Punta Cana já podem ser reservados em sistema, com preços desde 705 euros.

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A Wamos Air anunciou que a operação entre Madrid e Punta Cana, na República Dominicana, já se encontra disponível no GDS Galileo para consulta de voos e 'Fare Quote' automático e conta apresentar novidades também em relação às rotas para Cancun e Varadero, em breve.

"Os voos de Madrid para Punta Cana para dezembro poderão já ser reservados em sistema, a partir de 705 euros", indica a companhia aérea do grupo Wamos, que opera à partida de território espanhol, numa nota divulgada esta sexta-feira, 22 de outubro.

O preço já inclui taxas de aeroporto e, segundo a companhia aérea, "futuramente" haverá também novidades em relação a outras rotas operadas pela Wamos Air, nomeadamente para Cancun e Varadero, no México e em Cuba, respetivamente.

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Norwegian Cruise Line traz roadshow a Lisboa a 3 de novembro

Iniciativa vai dar a conhecer as “novidades, promoções atuais e novos roteiros” da Norwegian Cruise Line (NCL), decorrendo em Lisboa a 3 de novembro, entre as 9h15 e as 11h30.

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A Norwegian Cruise Line (NCL) vai promover um roadshow que passa por várias cidades espanholas e que vai também ter lugar em Lisboa, a 3 de novembro, e no qual a companhia de cruzeiros norte-americana vai dar a conhecer as "novidades, promoções atuais e novos roteiros da marca".

"Os temas destas reuniões focam o bem-sucedido e inovador programa Free at Sea, assim como outras promoções relevantes e interessantes para o consumidor final", indica a NCL, explicando que a iniciativa pretende também "dar aos agentes a oportunidade de se atualizarem sobre os serviços que comercializam".

Segundo comunicado da NCL, o roadshow decorre no âmbito do programa Partners First e arranca ainda em outubro, em Espanha, chegando à capital portuguesa a 3 de novembro, onde vai ter lugar entre as 9h15 e as 11h30, com a participação de Virginia González, Business Development Manager, e Roberto Cabello, Business Development Manager da Oceania Cruises.

A companhia de cruzeiros norte-americana refere ainda que o programa do evento tem por base quatro pilares, concretamente ‘Reconhecimento e Recompensa’, ‘Formação’, ‘Comunicação’ e ‘Colaboração Facilitada’.

Os agentes de viagens interessados em participar no roadshow da NCL devem registar-se através do e-mail [email protected], indicando os seus dados pessoais, assim como a agência a que pertencem.

 

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CEO da United Airlines antevê subida do preço dos bilhetes devido ao custo do combustível

O CEO da United Airlines, Scott Kirby, alerta que “os preços mais altos do combustível da aviação levam a preços mais altos nos bilhetes”.

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O CEO da United Airlines, Scott Kirby, considera que a subida do preço dos combustíveis deverá levar a um aumento do preço dos bilhetes na aviação e admite que também a companhia aérea norte-americana deverá "passar por isso".

"Os preços mais altos do combustível da aviação levam a preços mais altos nos bilhetes”, afirmou o responsável esta quarta-feira, 20 de outubro, em entrevista à televisão norte-americana CNBC.

De acordo com o responsável, o preço do combustível está a bater todos os recordes e, no caso da aviação, ultrapassou mesmo, esta terça-feira, os 2,32 dólares por galão, bastante acima dos 2,02 dólares que eram pagos no quatro trimestre de 2019, antes da COVID-19, ou dos 2,14 dólares por galão no terceiro trimestre deste ano.

Apesar da subida, Scott Kirby diz que é "normal" que os preços subam com o aumento da procura, embora se mostre preocupado com o impacto deste aumento de preços nos resultados da aviação.

Ainda assim, o CEO da United Airlines acredita na recuperação do setor, até porque se espera um aumento das reservas para o fim-do-ano e em resultado do alivio das restrições às viagens nos EUA.

Scott Kirby mostra-se também confiante nos resultados da United Airlines, uma vez que a companhia aérea norte-americana conta reduzir, em 2022, os custos face a 2019, com exceção dos custos com o combustível.

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Ana Francisca da Silva Major é a nova presidente do conselho de administração da TAAG

Eleição do novo conselho de administração da TAAG ocorreu depois do Presidente da República de Angola, João Lourenço, ter exonerado a anterior administração da companhia aérea.

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Os acionistas da TAAG - Linhas Aéreas de Angola elegeram esta quarta-feira, 20 de outubro, um novo conselho de administração para a companhia aérea, que vai ser presidido por Ana Francisca da Silva Major, avança a Lusa.

A eleição do novo conselho de administração da TAAG surge depois de João Lourenço, Presidente da República de Angola, ter exonerado a antiga administração da companhia aérea, alegando a necessidade de concretizar o plano de restruturação da empresa e os seus objetivos estratégicos.

Além do novo conselho de administração, os acionistas da TAAG elegeram também um novo presidente para a comissão executiva da companhia aérea, bem como quatro administradores executivos e um não executivo.

Ana Francisca da Silva Major foi eleita presidente do conselho de administração, não executiva, enquanto Eduardo Farein Soria é o novo presidente da comissão executiva e Rui Paulo Pinto de Andrade Teles Carreira assume o cargo de administrador não executivo. Já Custódia Gabriela Pereira Bastos, Lisa Mota Pinto, Steve Taverney Azevedo e Isabel de Sousa Godinho foram eleitos administradores executivos.

Segundo a Lusa, o Ministério dos Transportes angolano refere, em comunicado, que a nova direção da TAAG foi eleita esta quarta-feira, 20 de outubro, em assembleia-geral de acionistas, em virtude da transformação de empresa pública para sociedade anónima.

A nota diz ainda que a transformação da TAAG surge como “um imprescindível esforço, por parte do seu ainda acionista maioritário, o Estado, para permitir o reposicionamento da companhia, enquanto empresa estratégica de referência nacional e continental”.

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Emirates incentiva PME a ir à Expo 2020 Dubai

A Emirates oferece novos benefícios às PME que pretendam visitar a Expo 2020 Dubai, evento que se realiza até 31 de março de 2022.

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A Emirates anunciou novos benefícios para as Pequenas e Médias Empresas (PME) que queriam visitar Expo 2020 Dubai – através da mais recente oferta Emirates Business Rewards -, garantindo vantagens durante o evento de seis meses até 31 de março de 2022.

Através da iniciativa, a companhia aérea concede Pontos Business Rewards extra aos membros do programa de fidelização para empresas da Emirates – numa oferta válida em voos para o Dubai que ocorram durante o evento. Assim, os membros programa Emirates Business Rewards verão o seu saldo em prémios a crescer mais rapidamente – permitindo adicionar 25% pontos extra durante as suas viagens. A oferta permitirá às empresas ganhar 1,25 pontos por cada dólar gasto em voos de ida para a cidade anfitriã da Expo.

Os pontos Business Rewards podem ser utilizados para reservar voos e para realizar upgrades em bilhetes dos elementos elegíveis da organização registada – entre os quais se incluem proprietários de empresas, os seus colaboradores e convidados.

Atualmente, estão inscritas mais de 20.000 PME no programa Emirates Business Rewards, que permite “várias oportunidades potencialmente lucrativas” para a sua base de membros - composta por empresas de serviços profissionais e de consultoria, fornecedores de tecnologia, comerciantes, bem como empresas de vários sectores, incluindo imobiliário, construção, TI e cuidados de saúde, entre outros.

Além disso e durante a Expo 2020 Dubai, a Emirates está a fornecer aos passageiros a oportunidade de ganhar uma milha por cada minuto passado no Dubai – numa oferta válida até 31 de março de 2022 e aplicável em bilhetes Emirates adquiridos durante o período da Expo para o Dubai.

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CLIA anuncia nova diretora geral para a Europa

Nova diretora geral da CLIA Europa assume função a 15 de novembro, substituindo Ukko Metsola, que regressa ao Grupo Royal Caribbean.

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A Associação Internacional de Companhias de Cruzeiros (CLIA, sigla em inglês) nomeou Marie-Caroline Laurent como nova diretora geral da associação para a Europa, com início de funções a 15 de novembro, segundo comunicado publicado no site da associação.

Marie-Caroline Laurent, que durante quase uma década trabalhou na IATA, onde assumiu vários cargos de liderança, e que também desempenhou funções na Associação de Companhias Aéreas Europeias e no Parlamento Europeu, já estabeleceu a sustentabilidade como prioridade e diz que está ansiosa para trabalhar com as companhias de cruzeiros, parceiros e legisladores para “ajudar a tornar a Europa líder na construção de uma indústria de transporte e turismo verdadeiramente sustentável”.

"As companhias de cruzeiros estão na vanguarda da inovação marítima verde e estão bem posicionadas para ajudar a União Europeia a impulsionar o crescimento verde", considera a responsável, sublinhando também a importância dos cruzeiros para a economia europeia.

A experiência de Marie-Caroline Laurent na área dos transportes vai ser, segundo Kelly Craighead, presidente e CEO da CLIA, fundamental para mostrar que "os cruzeiros estão no centro do turismo sustentável e demonstrar o seu valor a todo o setor marítimo".

Enquanto diretora geral da CLIA Europa, Marie-Caroline Laurent vai substituir Ukko Metsola, que regressa ao Grupo Royal Caribbean, no início de 2022.

 

 

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Angola exonera Conselho de Administração da TAAG

Decisão do Presidente de Angola, João Lourenço, é justificada com a necessidade de concretizar o plano de restruturação da empresa e os seus objetivos estratégicos.

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O presidente de Angola, João Lourenço, exonerou todo o Conselho de Administração da TAAG - Linhas Aéreas de Angola e justificou a decisão com a necessidade de concretizar o plano de restruturação da empresa e os seus objetivos estratégicos.

Segundo uma nota da Casa Civil do Presidente da Republica de Angola, citada pela Lusa, cessam funções o Presidente do Conselho de Administração, Helder Preza, o presidente da Comissão Executiva, Rui Carreira, cinco administradores executivos e seus não executivos.

A nota, acrescenta a Lusa, remete a decisão para o Decreto Presidencial nº 186/20, de 17 de julho, que veio adequar o valor nominal do capital social da TAAG  e redefinir a estrutura acionista da empresa.

Com o referido decreto, a TAAG deixou de ser detida totalmente pelo Estado, uma vez que há "necessidade de se concretizar o Plano de Reestruturação” e “incentivar a política empresarial com o propósito de se efetivar os seus objetivos estratégicos”.

A Lusa diz ainda que a companhia aérea angolana foi fortemente atingida pelos efeitos da COVID-19, tendo registado uma quebra de 75% no número de passageiros transportados e acumulado prejuízos na ordem dos 372 milhões de dólares em 2020 (320 milhões de euros).

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