Edição digital
Assine já
PUB
Alojamento

“Se existe procura que traz capital para o país não a devemos limitar”

A pandemia não afastou o investimento estrangeiro no imobiliário em Portugal, apenas colocou em espera o avanço de alguns projetos. Vasco Rosa da Silva, Founder & CEO da Kleya, considera que os fatores estruturais que fazem de Portugal um país atrativo mantiveram-se e a pandemia pode até ser uma oportunidade para o destino nesta área.

Raquel Relvas Neto
Alojamento

“Se existe procura que traz capital para o país não a devemos limitar”

A pandemia não afastou o investimento estrangeiro no imobiliário em Portugal, apenas colocou em espera o avanço de alguns projetos. Vasco Rosa da Silva, Founder & CEO da Kleya, considera que os fatores estruturais que fazem de Portugal um país atrativo mantiveram-se e a pandemia pode até ser uma oportunidade para o destino nesta área.

Sobre o autor
Raquel Relvas Neto
Artigos relacionados
AHP pede “maior transparência” sobre alocação de taxas turísticas em Albufeira
Alojamento
ERT de Lisboa congratula-se sobre a localização do NAL, mas considera obras no AHD “essenciais”
Aviação
Mais de 13,5 milhões de passageiros passaram por aeroportos portugueses no 1.º trimestre de 2024
Transportes
Emirates volta a recrutar em Portugal em maio
Emprego e Formação
V-Valley e Consultia Business Travel unem-se na comercialização da solução Destinux no mercado ibérico
Tecnologia
Moon & Sun Lisboa abre portas na Baixa Pombalina
Alojamento
NAV avança com reestruturação do espaço aéreo da Área Terminal de Lisboa
Aviação
Negócios no turismo voltam a cair no 1.º quadrimestre de 2024
Análise
30 anos de democracia sul-africana e potencial ilimitado de África marcam arranque da Africa’s Travel Indaba 2024
Destinos
“Melhores Aldeias Turísticas” 2024 da UN Tourism recebe mais de 260 candidaturas
Destinos

Com perto de cinco anos de existência e uma carteira de clientes com cerca de 14 nacionalidades distintas, a Kleya apresenta soluções integradas para investidores, empresários, trabalhadores realocados, reformados e estudantes, entre outros, que desejem viver ou investir em Portugal. Para agilizar o processo de submissão ao estatuto de Residente Não Habitual, foi lançada uma nova solução digital – o NHR Express (ver caixa). Vasco Rosa da Silva, Founder & CEO da Kleya, fala sobre a nova ferramenta, mas também sobre o investimento estrangeiro em Portugal e o impacto que a pandemia teve ou não neste processo.

De que forma a pandemia afetou a captação de investimento estrangeiro para Portugal?
A pandemia trouxe muita incerteza e quando há mais incerteza os investidores retraem-se. Nos primeiros meses, após o eclodir da pandemia, a palavra de ordem era “on hold”. Felizmente “on hold” não significa desistir dos projetos, no máximo obrigou a rever alguns projetos.

Portugal continua a ser atrativo do ponto de vista de investimentos internacionais?
Claro. Como referi, dos projetos que tínhamos em carteira não houve nenhuma desistência. Os fatores estruturais que fazem de Portugal um país atrativo mantêm-se e talvez com a pandemia possam até ser reforçados. Por exemplo, a segurança e as boas infraestruturas de comunicação fazem de Portugal um ótimo destino para uma nova geração de “teletrabalhadores”.

A medida anunciada pelo Governo da proibição dos vistos gold em Lisboa e Porto impactou a atração de Portugal nessa área? Como classifica o papel do Governo no que à atração de investimentos internacionais diz respeito?
Voltamos ao tema da incerteza. Mudanças legislativas colocam dúvidas quanto à estabilidade do quadro legal/institucional para o investimento e isso pode retrair investidores. No entanto, esta proibição já estava anunciada e era esperada.
Por outro lado, a proibição foi apenas para o imobiliário residencial. Quem desenvolve, por exemplo, projetos de reabilitação urbana para exploração hoteleira e que “retalha” esses projetos para investidores que pretendem o vistos gold pode continuar a fazê-lo em Lisboa e no Porto e o investimento nesta área aumentou. Aliás, não há capacidade de oferecer produto imobiliário comercial para toda a procura que existe. O Governo tentou resolver um problema que sabemos que existe que é o do aumento dos preços do imobiliário em Lisboa e Porto, mas infelizmente atuou do lado da procura e não do lado da oferta. Se existe procura para Portugal que traz capital para o país (e bem precisamos) não a devemos limitar.
É necessário criar oferta para que os jovens, os mais carenciados, os idosos, as classes médias também tenham soluções de habitação em Lisboa e Porto. Percebo a opção, porque a pressão de certa opinião pública é grande e é mais fácil e rápido mexer numa lei do que desenvolver programas de rendas acessíveis, mas nem sempre os caminhos mais fáceis são os mais acertados.

Em que áreas de negócio têm sentido maior procura? E em que áreas geográficas de Portugal?
Infelizmente tenho que dizer que Lisboa, Porto e Algarve continuam a ser os “centros de atração”. O Alentejo e até o Douro também começam a aparecer no mapa, mas ainda é difícil para um investidor estrangeiro ir para o interior do nosso país. É por isso que digo infelizmente. Temos feito esforços para mostrar que há mais Portugal, mas é um caminho demorado. Aqui sim é preciso um esforço institucional grande para, efetivamente, mudar a assimetria grande Litoral/Interior. Volto a falar da proibição dos vistos gold em Lisboa e Porto para imobiliário residencial, não vai fazer quase nada para levar investimento para o interior. É preciso antes um esforço concertado de promoção, de algumas infraestruturas como a fibra ótica e o 5G no interior e sobretudo desenvolver um ecossistema, que junte vários “players” públicos e privados, para trazer investimento para o interior.

No que diz respeito ao investimento no imobiliário turístico, qual o estado atual do mesmo?
Como referi já, o facto do investimento no imobiliário turístico continuar a ser elegível para o visto gold vai permitir aos promotores financiarem-se com pequenos investidores e isso está a ajudar ao desenvolvimento de vários projetos. Existem áreas como o Turismo de Natureza em que verificamos uma procura crescente, quer de grandes fundos de investimento como de pequenos e médios empresários estrangeiros. E em Lisboa e Porto quem ainda procurava oportunidades para entrar e investir, continua a fazê-lo, e depois deste período “on hold” creio que ainda há mais “apetite” para avançar com os investimentos.

De que mercados internacionais têm sentido maior procura? E quais têm recorrido mais à vossa ferramenta NHR Express desde o seu lançamento?
No imobiliário turístico o nosso principal mercado continua a ser Espanha e o de maior crescimento é o norte americano.
Como temos uma oferta também para os clientes particulares e para colaboradores dos nossos clientes “corporate” lançámos esta plataforma, que é criada e é gerida por nós, e onde os nossos parceiros da área legal e fiscal podem prestar os seus serviços a esses clientes particulares. Quando falo de ecossistemas estou muito contente com esta iniciativa, porque sentimos que havia uma necessidade ligada à nossa atividade e conseguimos que os prestadores de serviços, nomeadamente sociedades de advogados e consultores fiscais, tivessem um meio que lhes possa aumentar a eficiência do trabalho, concedendo-lhes mais disponibilidade para o seu expertise pois as tarefas de menor valor acrescentado, são desmaterializadas. A experiência do cliente final melhora e com esta plataforma o preço final até é menor graças aos ganhos de eficiência.
Estamos a começar com esta plataforma do NHR express e como a plataforma está online aberta a todos, temos recebido clientes particulares de diversas geografias desde a América do Norte até à India, e claro de vários países da Europa.

Existe algum mercado que tem registado uma performance mais interessante ou distinta do que outros que seja de assinalar?  
Creio que a América do Norte pela sua dimensão e efeito de rede é muito interessante. Os investidores, pequenos ou grandes, que vêm dos Estados Unidos ou Canadá têm associações e pontos de interesse globais e podem trazer consigo outros investimentos e know-how diversificado, que creio que será bastante impactante.

Recentemente, realçou que o programa português do Residente Não Habitual tinha sido considerado um dos melhores na Europa. Que mais-valias deste destaca? E o que  poderia ser melhorado?
Antes gostaria de desmitificar um tema: o programa incide, essencialmente, sobre os rendimentos gerados fora de Portugal. Um investidor que venha para Portugal e faça aqui o seu projeto vai ser tributado pelos seus lucros tal como qualquer outro. A principal mais-valia do programa é eliminar a barreira fiscal para alguém que queira vir para Portugal, se um estrangeiro tivesse que vir viver em Portugal pagando sobre as suas poupanças no estrangeiro com o que nós pagamos cá de impostos, não viria.
Todas as pessoas que vieram para Portugal ao abrigo do regime Residente Não Habitual têm as suas poupanças, elevada qualificação e não são um encargo para a nossa segurança social e descobriram que Portugal é maravilhoso e tem um povo maravilhoso. São os primeiros a promover o nosso país e isso foi decisivo para o aumento da reputação de Portugal e para um crescimento da procura hoteleira.

Com esta análise feita e com a atual situação, como perspetiva o futuro do investimento estrangeiro em imobiliário em Portugal? Seja a curto, como a médio prazo?
Há várias tendências a que assistimos e que afetam de forma distinta o investimento estrangeiro em imobiliário. Se olharmos para o mercado residencial é óbvio que as alterações nos vistos gold vão reduzir a procura, nomeadamente em Lisboa, Porto e Algarve e com isso poderemos esperar uma correção nos valores pedidos pelos imóveis na faixa entre os 500 e os 900 mil euros onde se concentravam o “grosso” das compras de imóveis para obtenção de visto gold. Por outro lado, vemos um número crescente de particulares de diversas geografias da Europa com rendimentos mais elevados que por razões fiscais e também de segurança continuam à procura de estabelecer residência em Portugal, e sobretudo em Lisboa, Porto e Algarve. Como europeias não necessitam do visto gold e procuram imóveis acima de um milhão de euros, pelo que neste mercado, dado a escassez de oferta neste segmento, acredito que até poderemos ver mais promotores estrangeiros e nacionais a desenvolverem novos projetos. Adicionalmente, e mais em Lisboa, Porto e outras cidades de média dimensão que estão a atrair empresas estrangeiras, que trazem colaboradores estrangeiros, vemos uma crescente procura por soluções de arrendamento de apartamentos de pequena dimensão e com rendas até 1.000€ por mês. Aqui a oferta também é escassa e vemos já investidores estrangeiros a posicionarem-se para desenvolver soluções de “buy to lease” que fazem, efetivamente, muita falta. Finalmente há o retorno da atividade turística, se voltarmos para os níveis pré pandemia vamos ter um “gap” maior entre a procura e a oferta sobretudo devido ao desaparecimento de vários estabelecimentos de Alojamento Local. Isto vai fazer com que o investimento no imobiliário turístico volte em força também.

Sobre o autorRaquel Relvas Neto

Raquel Relvas Neto

Mais artigos
Artigos relacionados
AHP pede “maior transparência” sobre alocação de taxas turísticas em Albufeira
Alojamento
ERT de Lisboa congratula-se sobre a localização do NAL, mas considera obras no AHD “essenciais”
Aviação
Mais de 13,5 milhões de passageiros passaram por aeroportos portugueses no 1.º trimestre de 2024
Transportes
Emirates volta a recrutar em Portugal em maio
Emprego e Formação
V-Valley e Consultia Business Travel unem-se na comercialização da solução Destinux no mercado ibérico
Tecnologia
Moon & Sun Lisboa abre portas na Baixa Pombalina
Alojamento
NAV avança com reestruturação do espaço aéreo da Área Terminal de Lisboa
Aviação
Negócios no turismo voltam a cair no 1.º quadrimestre de 2024
Análise
30 anos de democracia sul-africana e potencial ilimitado de África marcam arranque da Africa’s Travel Indaba 2024
Destinos
“Melhores Aldeias Turísticas” 2024 da UN Tourism recebe mais de 260 candidaturas
Destinos
PUB
Alojamento

AHP pede “maior transparência” sobre alocação de taxas turísticas em Albufeira

Após a fase de audição pública relativamente à aplicação de uma taxa turística de dois euros no concelho de Albufeira, além de uma sessão de esclarecimento aos hotéis sobre a cobrança e entrega da taxa, a AHP – Associação da Hotelaria de Portugal reuniu novamente com a Câmara Municipal de Albufeira para pedir explicações e “maior transparência” quanto à cobrança desta taxa.

A menos de uma semana da data imposta para a aplicação da taxa turística de dois euros no concelho de Albufeira, a 21 de maio, a AHP reuniu esta terça-feira, 14 de maio, com a Câmara Municipal de Albufeira para “sublinhar a necessidade de maior transparência no processo de alocação das taxas”, como refere em nota de imprensa.

Outros dos pontos frisados nesta reunião prenderam-se com a possibilidade da “participação dos hoteleiros no modelo de gestão, designadamente num comité de investimentos”, além da “simplificação do processo de cobrança e respeito pelos contratos de alojamento já fechados”.

No mesmo comunicado a associação afirma que nesta reunião a câmara se comprometeu a que “o sistema de pagamento [da taxa turística] que está pensado – feito pelos hóspedes no check-in em TPA instalado na receção dos hotéis –, correrá a par dos instrumentos que estão em vigor em todos os outros concelhos, ou seja, pagamento aquando da faturação pelos hotéis, e depois por estes entregue à Câmara Municipal de Albufeira”.

Relativamente a reservas já feitas até à entrada em vigor deste regulamento, a 2 de maio, “a taxa não é aplicada”.

A associação recorda que um regulamento publicado a 30 de abril deste ano estipula que cada hóspede maior de 13 anos, nacional ou estrangeiro, pague uma taxa turística de dois euros no concelho de Albufeira caso pernoite num estabelecimento hoteleiro, parque de campismo ou alojamento local até sete dias, de abril a outubro.

De acordo com o regulamento, esse tributo entra em vigor a 21 de maio, “devendo ser entregue pelos estabelecimentos à autarquia”.

AHP aponta para “falta de informação sobre alocação das verbas obtidas”

A AHP explicou em comunicado que “durante a fase de audição pública fez chegar à Câmara Municipal de Albufeira não apenas a sua oposição de princípio por discordar do fundamento económico financeiro invocado para a criação de mais uma taxa”, mas também “a falta de informação sobre a alocação das verbas obtidas e a ausência de participação da hotelaria na governação destes fundos, obtidos sobretudo via hotelaria”.

O momento de audição pública foi também utilizado pela AHP para questionar “a cobrança dos hóspedes no momento do check-in e a falta de respeito pelas negociações já fechadas com os operadores antes da entrada em vigor deste agravamento de valor para os hóspedes”.

Após esta audição pública, “o regulamento foi publicado e entrou em vigor”, seguindo-se uma sessão de esclarecimento com os hotéis sobre as operações de cobrança e entrega da taxa onde, no entender da associação, “constatou-se a total impreparação do modelo e de resposta às dúvidas dos hoteleiros”.

Finda a mais recente reunião com a Câmara Municipal de Albufeira a 14 de maio, a associação afirma ainda estar a aguardar explicações sobre “como é que os hotéis são compensados pelos custos com a cobrança e entrega da taxa ao município”, com a AHP a relembrar que “nos demais casos é devido ao hotéis um fee de 2,5% sobre os valores das taxas”.

A associação coloca ainda em causa “qual será o modelo de governação que garanta a participação e vinculação dos hotéis ao destino do produto das taxas, em investimentos que realmente aproveitem à cidade e ao turismo”.

Leia também: Albufeira promove sessões de esclarecimento sobre aplicação da taxa turística

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos

Moon & Sun Lisboa | Créditos: DR

Alojamento

Moon & Sun Lisboa abre portas na Baixa Pombalina

O primeiro hotel da insígnia da MS Group em Lisboa resultou de um investimento de 9,5 milhões de euros e conta com 35 quartos.

O Moon & Sun Lisboa, localizado no número 200 da Rua Áurea, na Baixa Pombalina, abre portas esta quarta-feira, 15 de maio.

O mais recente hotel de quatro estrelas da insígnia Moon & Sun, do MS Group, resulta de um investimento de 9,5 milhões de euros e localiza-se num edifício histórico da época pombalina de cinco pisos, “onde é possível encontrar detalhes da construção inicial do século XVIII”, como o grupo indica em comunicado.

Com um total de 35 quartos, as tipologias do Moon & Sun Lisboa dividem-se em cinco categorias: “vista cidade”, “vista cidade com varanda”, “pequeno vista cidade”, “pequeno vista cidade com varanda” e “vista interior”. No piso térreo, situa-se o restaurante Pia’donna, onde o destaque vai para as refeições leves e as piadinhas, a especialidade deste espaço.

Quarto do Moon & Sun Lisboa | Créditos: DR

Neste hotel, o MS Group pretende “prestar homenagem à arte e ao design contemporâneo”, através de uma decoração “caracterizada por linhas elegantes e sofisticadas, com apontamentos relacionados à cidade de Lisboa”, como é o caso dos quadros que decoram os quartos. Na receção, destaque para a obra do pintor Pedro Guimarães, que também tem lugar no Moon & Sun Porto.

De momento, os preços da estadia no Moon & Sun Lisboa começam nos 120 euros por noite em quarto duplo. As reservas podem ser feitas através do site ou do email [email protected].

Quarto do Moon & Sun Lisboa | Créditos: DR
Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Hotelaria

Sesimbra Oceanfront Hotel espera que mercado nacional suporte 50% da ocupação

O antigo Sesimbra Hotel & Spa abriu oficialmente portas como Sesimbra Oceanfront Hotel pelas mãos da Highgate, que investiu mais de um milhão de euros em renovações no hotel e fê-lo subir ao patamar das cinco estrelas. Agora, a expectativa é a de que o hotel capte o mercado nacional, além do norte-americano.

Carla Nunes

Esta terça-feira, 14 de maio, a Highgate inaugurou oficialmente o Sesimbra Oceanfront Hotel, após investir mais de um milhão de euros na renovação da unidade hoteleira, dentro do pacote de 51 milhões de euros que tem previsto investir em renovações nos hotéis sob a sua alçada.

Agora, a perspectiva do diretor-geral da unidade, Tiago Féteira Rodrigues, é a de que o mercado nacional suporte 50% da ocupação do Sesimbra Oceanfront Hotel, com o mercado norte-americano a liderar nos mercados internacionais.

A renovação do hotel, que começou em novembro do ano passado e terminou no final de janeiro deste ano, visou os 92 quartos das alas norte e sul do hotel, mas também a zona de receção e de restaurante, uma mudança acompanhada por um novo conceito de Food & Beverage (F&B) desenhado por Bruno Rocha, responsável pelo desenvolvimento de conceitos de restauração da Highgate.

Após esta renovação, o hotel transitou para as cinco estrelas, tornando-se assim a primeira unidade hoteleira deste segmento em Sesimbra.

Receção do Sesimbra Oceanfront Hotel | Créditos: DR

No entanto, o capítulo de remodelações ainda não terminou. Até ao final de maio, a Highgate espera ter concluída a renovação do spa do Sesimbra Oceanfront Hotel, que contará com sauna, banho turco, hidromassagem vertical e piscina interior, além de um ginásio separado da área de spa. Já até ao final do ano, o hotel deverá fazer uma intervenção da fachada, através da pintura de paredes, polimento dos corrimões e tratamento da pedra exterior, além de um novo sistema “anti-gaivotas”.

Das renovações já terminadas, visíveis na inauguração oficial do hotel, destaque para os quartos, onde os anteriores tons de bordô e cinzento deram lugar ao azul, sendo que as casas de banho passaram a contar com duches ao invés de banheiras e amenities de refill em vez de unidoses – ora da L’Occitane, no caso dos quartos deluxe, ora da Bvlgari, nas suites.

Quarto do Sesimbra Oceanfront Hotel | Créditos: DR

Já na área de restauração, cuja chefia está a cargo de Vera Silva – que após sete anos transita do Palácio do Governador – o destaque vai para o restaurante Mar Luso e o Poké Bar. Aqui, o objetivo da Highgate passou por criar novos conceitos, neste caso inspirados numa figura da região, o navegador Sebastião Rodrigues Soromenho, que no século XVI navegou de Acapulco a Manila, passando por Califórnia, São Francisco e México. Através dessas viagens, Bruno Rocha bebeu inspiração para criar uma oferta de F&B onde a cozinha da América Central é cruzada com os produtos locais no restaurante Mar Luso. Já no Poké Bar, o destaque vai para refeições ligeiras, no conceito culinário havaiano poke.

“A renovação não foi só trocar móveis e decoração, esta pretendeu reposicionar o hotel. Reclassificámos o hotel para fazer dele o primeiro hotel de cinco estrelas de Sesimbra e também para criar novos conceitos no restaurante e no bar. Não queremos só atrair turistas, queremos atrair turistas e mostrar-lhes o que é Sesimbra”, declarou Alexandre Solleiro, CEO da Highgate Portugal, durante a cerimónia de inauguração.

Restaurante Mar Luso | Créditos: DR

Preço será ajustado para criar diferenciação

Com a passagem do hotel para o segmento cinco estrelas, Tiago Féteira Rodrigues, o mais recente diretor-geral da unidade, admite que ainda há “muitos desafios” pela frente, uma vez que “o mindset cinco estrelas não aparece com uma quinta estrela na parede”.

Em entrevista aos jornalistas, o diretor-geral aponta para a necessidade de continuar a apostar em “mercados para a época baixa”, indicando que, neste caso, “o mercado nacional é importante porque vai suportar 50% da nossa ocupação”.

No entanto, Tiago Féteira Rodrigues não coloca de parte o mercado internacional, sobretudo o norte-americano – com o Sesimbra Oceanfront Hotel a constar numa plataforma da Prefered Hotel and Resorts – mas também o mercado do norte da Europa, como o dinamarquês, finlandês, sueco, alemão. Como refere, “é este [último] mercado que procura o sul da Europa em época baixa”.

“Apontamos muito para o mercado internacional, sobretudo o americano, porque sabemos que tem uma capacidade de investimento brutal e que muitas vezes acaba por ser simpático para as equipas nesta questão de gratificar no final do serviço”, afirma o diretor hoteleiro.

Nas perspectivas de ocupação, Tiago Féteira Rodrigues afirma que, “claramente”, nos meses de junho, julho, agosto e setembro “Sesimbra vende-se por si só”, antecipando uma ocupação “a rondar os 85% a 90%”. Aqui, a perspetiva é a de “equilibrar a balança para conseguir prestar um bom serviço sem a necessidade do red line dos 100%”.

“Percebendo que a partir de setembro, outubro e novembro a procura vai reduzir, sabemos que aos fins-de-semana, com bom tempo, Sesimbra vai estar cheio. Mas aí temos de ser mais realistas e perceber que as taxas de ocupação à ronda dos 50% a 55% serão o mais correto”, explica Tiago Féteira Rodrigues.

Poké Bar do Sesimbra Oceanfront Hotel | Créditos: DR

Por enquanto, os preços ainda não estão ajustados ao novo segmento do hotel, uma vez que “o cinco estrelas só foi anunciado agora”. No entanto, o diretor-geral do Sesimbra Oceanfront Hotel aponta já para a necessidade de a unidade hoteleira se diferenciar “dos restantes hotéis da região, como o SANA, o FourPoints, o Hotel do Mar”. Como afirma, “continuam a ser excelentes hotéis, mas nós como cinco estrelas temos de ir a um patamar acima”.

“Esta notícia do cinco estrelas foi maravilhosa para a vila, porque aí [os restantes hotéis] também vão conseguir reposicionar o preço e subir o seu ADR”, termina.

Leia também:
Highgate Portugal investe 51,5M€ em rebrandig e posicionamento dos hotéis que gere
Sesimbra Hotel & Spa contrata novo diretor
Highgate Portugal investe 1M€ no 5 estrelas Sesimbra Oceanfront Hotel

Sobre o autorCarla Nunes

Carla Nunes

Mais artigos
Hotelaria

Hotel Baia Cascais investe mais de 2M€ em renovação

O Hotel Baía, um dos mais emblemáticos de Cascais, acaba de concluir um investimento de mais de dois milhões de euros em obras de renovação.

Publituris

O projeto de renovação do Hotel Baía Cascais, que começou no ano passado. A decoração interior da unidade hoteleira foi confiada ao atelier Conceitos de Arte, que criou um ambiente elegante e contemporâneo, mantendo o charme histórico do hotel.

Maio trará consigo a reabertura do Blue Bar, um espaço vibrante e sofisticado que promete encantar os visitantes com uma nova carta de cocktails e snacks cuidadosamente elaborada. Situado no topo do sexagenário Hotel Baía, o espaço vai ter uma oferta de serviços criteriosa e diversificada, um staff experiente e qualificado, DJ sets todas as sextas e sábados, e uma decoração renovada.

A esplanada no piso térreo do hotel permanece aberta e apresenta os novos menus, que incorporam pratos saudáveis (incluindo ao pequeno-almoço) refletindo a dedicação e aposta do hotel ao bem-estar dos seus hóspedes. Combinando com uma oferta de atividades físicas, tais como os circuitos desportivos ao ar livre e parcerias nas mais diversas áreas: bikes, surf, SUP, Yoga, Flight Board, Sailing, Hiking, Aventura, Cavalos, Padel & Tenis.

Os hóspedes poderão desfrutar de música ao vivo, última quinta-feira de cada mês, de maio a setembro, enquanto saboreiam as criações exclusivas do chefe Nuno Seixas. O famoso brunch continua todos os domingos das 12h30 às 15h30 com um valor de 29€ por pessoa.

O Hotel Baía Cascais celebra este ano o seu 62º aniversário. A unidade hoteleira familiar situada na vila de Cascais, com os pés à beira-mar, dispõe de um total de 113 quartos de várias tipologias, com vistas sobre a Baía de Cascais (na frente) e o centro da vila (nas traseiras), com a Serra de Sintra como pano de fundo.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Tecnologia

Sojern lança Guest Experience Solutions na Europa incluindo Portugal

A Sojern, plataforma de marketing digital para profissionais do turismo, anuncia que o seu conjunto de ferramentas Guest Experience Solutions estão agora disponíveis na Europa. O lançamento terá início em Espanha, Itália, Reino Unido e Irlanda seguido de Portugal e França.

Publituris

Em 2023, a Sojern adquiriu a VenueLytics, plataforma de experiências para o hóspede e incorporou as suas ferramentas como uma extensão da Sojern Travel Marketing Platform, com a designação Guest Experience Solutions (GES).

No seguimento do lançamento inicial, a Sojern está também a expandir as suas Guest Experience Solutions na Europa, incluindo a colaboração com a GETYourGuide, uma plataforma para os viajantes descobrirem e reservarem experiências como walking tours, aulas de culinária local, bilhetes skip-the-line e muito mais em 10 mil cidades.

As Guest Experience Solutions automatizam as comunicações com os hóspedes e, ao mesmo tempo, proporcionam aos hoteleiros uma ideia do sentimento do cliente, libertando o staff para oferecer os detalhes especiais que fazem com que um hotel se destaque dos demais.

Refira-se que, desde 2007 que a Sojern proporciona aos hoteleiros ferramentas para gerar reservas diretas, construir relações leais com os hóspedes e maximizar a receita. Com a incorporação das GES, os profissionais de marketing dos hotéis podem agora interagir com os viajantes antes, durante e depois da sua estadia para otimizar a receita líquida por quarto (RevPAR). As Guest Experience Solutions da Sojern permitem o acesso a ferramentas automatizadas num modelo flexível que se ajusta às necessidades de cada hotel.

As soluções GES incluem o AI Smart Concierge que automatiza mais de 500 respostas a perguntas comuns dos hóspedes via SMS, Facebook Messenger, WhatsApp e Website Chatbot, permitindo que o staff dê prioridade a interações presenciais enquanto reúne dados valiosos sobre os desejos e necessidades dos hóspedes. O AI Smart Concierge gerou um aumento de até 600% no engagement dos hóspedes, uma redução de 65% nas chamadas para a receção e uma redução de 56% nas auditorias de qualidade da marca.

Os dados da Sojern mostram que cada avaliação negativa pode custar a um hotel entre 900 e 4500 euros em receita, ao mesmo tempo que encurta o relacionamento de longo prazo com os hóspedes, assim, o Reputation Manager permite reunir e gerir de maneira eficiente os feedbacks dos clientes. A Generative AI elabora instantaneamente respostas para avaliações de clientes tanto durante a sua estadia, como para clientes online e agiliza o encaminhamento de problemas em tempo real para os membros da equipa. Com o Reputation Manager, os clientes da Sojern aumentaram os seus Net Promoter Scores em 35%, em média, ao longo de três meses.

Por outro lado, está disponível a ferramenta Guest Marketing Suite: Os profissionais dos hotéis podem cultivar relacionamentos com os hóspedes utilizando e-mail, SMS, WhatsApp e chat para interagirem durante toda a jornada do cliente. Através de uma comunicação consistente e personalizada, podem aumentar as reservas diretas, as receitas acessórias e promover a fidelização a longo prazo. Alguns clientes da Sojern geraram mais de 4500 euros por dia a partir de campanhas de marketing por e-mail utilizando o Guest Marketing Suite.

 

 

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Alojamento

PHC Hotels reforça equipa de marketing com contratação de Idalina Elias

A profissional soma mais de dez anos de experiência em marketing e vendas em empresas como o Hard Rock Cafe Lisboa, The Oitavos e Hotel Cascais Miragem.

Publituris

A PHC Hotels contratou Idalina Elias para assumir as funções de Marketing Manager para a área de Food & Beverage do grupo nacional de gestão hoteleira.

Recorde-se que o portefólio da PHC Hotels inclui, para além das unidades hoteleiras, os restaurantes e bares dos seus hotéis, nomeadamente o Restaurante Varanda de Lisboa, o Rooftop Bar Mundial e o Capítulo Restaurant & Bar.

Na sua nova função, Idalina Elias terá a cargo a definição e implementação de todos os aspetos das estratégias de marketing, social media, campanhas promocionais, publicidade e ações de ativação de marcas, “garantindo o sucesso e rentabilidade contínuos dos principais outlets do grupo, de forma a atender às necessidades e desejos dos seus clientes, assim como aos objetivos definidos”, como o grupo refere em comunicado.

A profissional conta com mais de dez anos como Sales & Marketing Manager do Hard Rock Cafe Lisboa, tendo ainda integrado a equipa do The Oitavos enquanto Deputy Director of Sales, Events & Conference Manager e Planner. Assumiu também funções como Sales Executive do Hotel Cascais Miragem.

“Estamos confiantes que a Idalina Elias acrescenta à PHC Hotels uma visão mais comercial da restauração como um todo. A experiência comprovada, o seu percurso de e a sua paixão pela excelência tornam-na na pessoa ideal para liderar a nossa estratégia de marketing”, afirma Miguel Andrade, diretor-geral de operações da PHC Hotels.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
AL

Nova Edição: Alojamento Local, com entrevista a Eduardo Miranda (ALEP), Sustravel, Turismo das Canárias e MITE Macau na edição 1511 do Publituris

A edição de 10 de maio do Publituris faz capa com o Alojamento Local. Em entrevista, Eduardo Miranda, presidente da ALEP, traça o que é necessário para o AL ter estabilidade. Sustravel, Turismo das Canárias e MITE Macau são outros dos temas desta edição.

Publituris

A primeira edição de maio do jornal Publituris, com capa de 10 de maio, destaca o Alojamento Local em Portugal. Em entrevista, Eduardo Miranda, presidente da Associação do Alojamento Local em Portugal (ALEP), dá conta da necessidade da atividade precisar de “estabilidade para se poder dedicar àquilo que é, verdadeiramente, a sua missão”. Representando cerca de 40% das dormidas anuais em Portugal, o presidente da ALEP “quer fazer parte do Turismo”.

Na “Distribuição”, fomos conhecer o novo projeto de Paula Machado que, depois de deixar o Turismo de Macau em Portugal, dedicou-se à sustentabilidade, tendo sido convidada pela Travelife para ser, no nosso país, uma das formadoras e auditoras desta entidade internacional de certificação em sustentabilidade. O novo desafio levou à abertura da Sustravel, empresa que se dedica à sustentabilidade no turismo e que tem vários planos para levar o tema a outras paragens, com Macau na dianteira.

Os dois dias de workshop do Turismo das Canárias foram aproveitados para falar com Juan Hiemenez De La Torre, chefe de Projetos de Comunicação de Marketing Feiras; e Elena Gonzalez Vazquez de Parga, diretora de Marketing da Promotur.

Além de trazermos a fotorreportagem dos dois dias do evento que decorreu em Vila Nova de Gaia, no World of Wine (WoW), e Lisboa, no NAU Palácio do Governador; Juan De La Torre afirmou que o objetivo das Canárias “tornar-se um destino de valor e não de volume”.

Já Elena Parga colocou o tónico na conectividade, salientando que “há trabalho a fazer e destino a comunicar” e, por isso, a aposta passa pela criação de conteúdos que “vinquem a autenticidade e diversidade de cada ilha”. Quanto a Portugal, a diretora de Marketing da Promotur afirma que se trata de um mercado muito fiel”.

A viagem a Macau feita pelo Publituris, a convite da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT), para visitar a MITE – Expo Internacional de Turismo (Indústria) de Macau, deu para perceber as mudanças que o destino pretende levar a cabo no que diz respeito à atividade turística. Mostrando-se como plataforma dessa transformação, o objetivo passa por afirmar Macau como um destino de lazer.

Além do Pulse Report, uma parceria entre o jornal Publituris e a guestcentric, a edição publica artigos de opinião de Francisco Jaime Quesado (economista e gestor); Alexandra Lavaredas (ISCE); Ana Jacinto (AHRESP); e Joaquim Robalo de Almeida (ARAC).

Finalmente, nas “Capas que fazem História”, recorde a edição de 15 de maio de 1974, no âmbito das comemorações dos 50 anos do 25 de abril de 1974.

Boas leituras.

A versão completa desta edição é exclusiva para subscritores do Publituris. Pode comprar apenas esta edição ou efetuar uma assinatura do Publituris aqui obtendo o acesso imediato.

Para mais informações contacte: Carmo David | [email protected] | 215 825 430

Nota: Se já é subscritor do Publituris entre no site com o seu Login de assinante, dirija-se à secção Premium – Edição Digital e escolha a edição que deseja ler, abra o epaper com os dados de acesso indicados no final do resumo de cada edição.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Hotelaria

Hotéis com serviços guestcentric aumentam receitas em 26% e procura em 29% em Portugal

Os dados da guestcentric mostram um aumento de 29% da procura, face a 2023, nos hotéis que recorrem aos serviços da tecnológica, com o preço médio das estadias a atingir valores recorde. Reservas diretas nos sites dos hotéis são escolha predominante.

Publituris

De acordo com os dados mais recentes da guestcentric, à medida que o verão se aproxima, a atratividade de Portugal, enquanto destino de férias, continua a reforçar-se. O ano de 2024 arrancou para os hotéis em Portugal, que recorrem aos serviços da empresa de software e serviços de marketing digital na cloud, com um forte aumento na procura – mais 29% face a 2023 e, neste momento, destacam-se especialmente as reservas de junho a agosto.

Os dados do portefólio de clientes a guestcentric – cerca de 400 hotéis independentes em Portugal – revelam que as reservas diretas continuam a ser a escolha predominante dos viajantes, ultrapassando outros canais como a Booking.com, salientando que esta tendência é acentuada pela elevada taxa de cancelamentos nestas plataformas de terceiros, realçando a resiliência e a preferência pelos sites dos próprios hotéis.

Além da procuram, também o preço médio por noite para estadias entre junho e agosto mostra um recorde histórico de 259 euros. Comparativamente ao ano passado, trata-se de um aumento de 6% no preço médio, e de mais 7% face às reservas futuras. Em termos de mercados, os EUA continuam a liderar na procura de estadias em Portugal, seguido de perto pelo mercado nacional – mais forte este verão do que no ano passado. O Reino Unido, Alemanha e Espanha completam os cinco primeiros mercados em termos de nacionalidades de hóspedes, para os meses de verão.

Todas as principais regiões de Portugal registam aumentos substanciais em estadias e receitas para o verão de 2024, face ao ano anterior. Portugal, no seu todo, verifica além do aumento de 26% nas receitas, um incremento de 20% nas noites reservadas e preços médios 6% acima do mesmo período em 2023. Em termos de regiões, a Madeira destaca-se claramente, com o crescimento nas receitas de 55% face a 2023, seguida pelo Norte, que regista um aumento de 41% e os Açores com 40%. Tanto a Madeira como os Açores verificaram aumentos consideráveis nos seus preços médios, de 19% e 18%, respetivamente.

A nível mundial, a guestcentric refere que “a indústria de viagens e turismo já ultrapassou os resultados de 2019 – e não se verificam sinais de desaceleração, assistindo-se tanto a uma maior despesa no consumo privado como a normalização nas viagens de negócios”.

“No atual panorama de mercado das a Online Travel Agencies (OTA) a Booking tem perdido quota de mercado face ao canal direto e ao grupo Expedia que registam forte crescimento para o Verão em Portugal”, salienta a empresa tecnológica, frisando que se assiste ainda “à recuperação de todo o sector B2B, nomeadamente o GDS, consolidadores e operadores turísticos, com aumentos de 50% face ao mesmo período em 2023.

O sector B2B está a tornar-se cada vez mais relevante, prevendo-se que exceda os 2,1 biliões de dólares (mais de 1,95 biliões de euros), em 2024, considerando a receita gerada pelo conjunto de viagens aéreas, hotéis, alugueres de casas de férias, OTAs e cruzeiros, refletindo um mercado pujante.

No entanto, a guestcentric admite que “a indústria enfrenta desafios contínuos, tais como um mercado laboral sob pressão e a fraca retenção de trabalhadores. Para ultrapassar estas questões, os hoteleiros intensificam os seus esforços de adoção de tecnologias inovadora, focadas em quatro áreas chave: melhorar a experiência do cliente; aumentar o envolvimento dos seus colaboradores; tornar as suas operações mais eficientes, e maximizar a sua receita”.

Além disso, e uma vez que as reservas diretas continuam a ser a fonte de receita com margens de lucro mais elevadas, “os hoteleiros procuram cada vez mais otimizar a tecnologia para maximizar os seus canais de reserva direta”, considera a empresa, em comunicado.

“Através de análises avançadas, estratégias digitais personalizadas e uma maior presença de marca, os hotéis podem conhecer e antecipar melhor as necessidades dos hóspedes, personalizar as suas ofertas e, assim, atrair mais reservas diretas”, conclui.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Hotelaria

AHRESP tem nova imagem, mas continua a “representar, apoiar, comunicar”

A AHRESP (Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal) tem uma nova imagem sob a máxima “Uma marca cheia de passado que se apresenta cheia de futuro”. Desenvolvida pela Ivity, a nova imagem de marca institucional pretende ter um papel ainda mais impulsionador, dinamizador e decisivo.

Publituris

Inspirado nos 128 anos de atividade da AHRESP (Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal), a nova imagem da associação nasce de uma inspiração que não nega o passado, mas antes o elogia ao tê-lo como inspiração para os desafios do futuro. “AHRESP – Respostas para o Futuro desde 1896”, passa a ser a mensagem inspiradora desta nova marca.

Para Carlos Moura, presidente da AHRESP, a nova marca representa uma continuidade daquilo a que a AHRESP se propõe há 128 anos “representar, apoiar, comunicar”.

Na vertente do “apoiar”, Carlos Moura destaca “a importância que as 15 delegações da AHRESP (Açores, Évora, Albufeira, Portimão, Aveiro, Castelo Branco, Coimbra, Guarda, Leiria, Lisboa, Lisboa Norte, Porto, Santarém, Setúbal, Viseu), a que se vão juntar mais duas (Braga e Funchal), têm para os empresários locais que procuram acompanhamento nas mais diversas áreas que se cruzam com os seus negócios”.

Desta simbiose de representatividade e apoio com proximidade surge a estratégica arte de comunicar. “Temos que comunicar assertivamente e deforma cada vez mais eficaz, para todos aqueles que a AHRESP representa, dos grupos económicos aos pequenos negócios familiares que são cada vez mais determinantes para o desenvolvimento da economia nacional”.

A nova imagem reflete esta diversidade que a AHRESP representa, incluindo agora na sua marca o alojamento turístico, que não estava representado na imagem anterior, que todos reconhecem como carregada de história e simbolismo, e que foi o rosto da instituição ao longo de várias décadas.

Carlos Moura propõe atingir “uma mudança que acompanha as dinâmicas de mercado da última década, que vai ao encontro do crescimento da AHRESP e da atividade turística, com Portugal a assumir-se como um dos melhores destinos turísticos do mundo, atraindo visitantes e investidores”.

Pedro Machado, secretário de Estado do Turismo, que marcou presença na apresentação da nova imagem, destacou que “é preciso cuidar das marcas, alimentar as marcas para construir o futuro, um caminho novo”. Assim, para Pedro Machado, a nova marca da AHRESP não apaga o passado. “As marcas não apagam a sua herança, as marcas têm a oportunidade única de representar um país, hoje, mais competitivo, mais moderno”, afirma.

Em homenagem à herança que a marca AHRESP representa, o secretário de Estado do Turismo recorda que “durante 128 anos, milhares e milhares de homens e mulheres, durante muitas e muitas horas, trabalharam ininterruptamente, deram o seu contributo para que, ainda hoje, a nossa gastronomia, o nosso vinho, o nosso alojamento, as nossas empresas, os nossos empresários, sejam cada vez mais relevantes no posicionamento da marca Portugal”.

Com assinatura da IVITY BRAND CORP., a nova imagem da AHRESP inclui uma alteração do logótipo, da assinatura de marca e da estratégia de comunicação.

O novo símbolo remete-nos para um portal dinâmico, alusivo à restauração e ao alojamento, numa viagem que não renuncia as origens, mas antes as enaltece, numa estrutura que se expande em harmonia, em equilíbrio, sugerindo uma liderança firme e afirmativa.

No logótipo, AHRESP surge em maiúsculas, de forma afirmativa e musculada, fruto de 128 anos de credibilidade e com um posicionamento assente na capacidade de acrescentar, estar próximo e criar valor para os seus associados, para as suas atividades, e sempre com respostas direcionadas ao progresso do nosso Turismo e da nossa economia.

Carlos Coelho, presidente da IVITY BRAND CORP., refere que esta nova marca ambiciona “reposicionar uma marca centenária é sempre um grande desafio. A modernidade não deve ser o enterro do passado. As palavras, os conceitos e o design têm de saber escrever novos capítulos sem renunciar aos anteriores. A nova marca é, na essência, a recuperação do que sempre lá esteve e que agora se afirma com maior determinação e modernidade”.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos

The Reserve | Créditos: DR

Alojamento

Savoy Signature procura 40 profissionais para os seus hotéis no Funchal

A 14 de maio, a Savoy Signature dinamiza um Open Day das 9h00 às 14h00 no Savoy Palace com o intuito de contratar 40 funcionários para cinco das suas sete unidades hoteleiras.

Publituris

A Savoy Signature vai organizar um Open Day de recrutamento a 14 de maio no Savoy Palace, no Funchal. O objetivo passa por recrutar cerca de 40 profissionais para integrar cinco das sete unidades hoteleiras do grupo, nomeadamente o The
Reserve, Savoy Palace, Royal Savoy, NEXT e Gardens.

As vagas de emprego disponíveis variam entre cargos no restaurante e bar, andares, cozinha, pastelaria, copa, receção, piscina e spa.

Em nota de imprensa, o grupo hoteleiro refere que os candidatos admitidos terão acesso um pacote salarial que inclui benefícios na área da saúde – com o seguro a ser extensível ao cônjuge e filhos – e da educação. Os colaboradores têm ainda acesso a regalias como ginásio, aulas de yoga, refeitório, vários descontos em diferentes parceiros da coleção de hotéis e cartão oferta de Natal.

O Open Day de 14 de maio tem início às 9h00 com a receção e registo de candidaturas, sendo que os candidatos devem levar os respetivos currículos. A partir das 10h00 será feita uma apresentação da Savoy Signature e uma visita virtual aos hotéis do grupo, estando prevista uma visita guiada ao hotel Savoy Palace às 10h30.

Entre as 11h00 e as 13h00 será feita a seleção dos candidatos, à qual se segue um sorteio de prémios que variam entre uma estadia de uma noite para duas pessoas num dos hotéis Savoy Signature; um tratamento no Laurea Spa, no Savoy Palace; e um jantar para duas pessoas no restaurante Terreiro.

“Continuamos a apostar nestas iniciativas devido aos resultados positivos que temos alcançado nos anos anteriores, tanto no Funchal como na Calheta. Valorizamos o contacto presencial como uma das abordagens mais eficazes no recrutamento, pois possibilita uma ligação mais próxima e uma seleção mais criteriosa dos candidatos”, destaca Noélia Reis, assessora da Administração da Savoy Signature, com o pelouro dos Recursos Humanos.

Para mais informações, os interessados podem entrar em contacto através do telefone 291 213 000 ou do email [email protected]

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
PUB
PUB
PUB
PUB
PUB
PUB
PUB
PUB
PUB
PUB
PUB
PUB

Navegue

Sobre nós

Grupo Workmedia

Mantenha-se informado

©2021 PUBLITURIS. Todos os direitos reservados.