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“Se existe procura que traz capital para o país não a devemos limitar”

A pandemia não afastou o investimento estrangeiro no imobiliário em Portugal, apenas colocou em espera o avanço de alguns projetos. Vasco Rosa da Silva, Founder & CEO da Kleya, considera que os fatores estruturais que fazem de Portugal um país atrativo mantiveram-se e a pandemia pode até ser uma oportunidade para o destino nesta área.

Raquel Relvas Neto
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“Se existe procura que traz capital para o país não a devemos limitar”

A pandemia não afastou o investimento estrangeiro no imobiliário em Portugal, apenas colocou em espera o avanço de alguns projetos. Vasco Rosa da Silva, Founder & CEO da Kleya, considera que os fatores estruturais que fazem de Portugal um país atrativo mantiveram-se e a pandemia pode até ser uma oportunidade para o destino nesta área.

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Raquel Relvas Neto
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Com perto de cinco anos de existência e uma carteira de clientes com cerca de 14 nacionalidades distintas, a Kleya apresenta soluções integradas para investidores, empresários, trabalhadores realocados, reformados e estudantes, entre outros, que desejem viver ou investir em Portugal. Para agilizar o processo de submissão ao estatuto de Residente Não Habitual, foi lançada uma nova solução digital – o NHR Express (ver caixa). Vasco Rosa da Silva, Founder & CEO da Kleya, fala sobre a nova ferramenta, mas também sobre o investimento estrangeiro em Portugal e o impacto que a pandemia teve ou não neste processo.

De que forma a pandemia afetou a captação de investimento estrangeiro para Portugal?
A pandemia trouxe muita incerteza e quando há mais incerteza os investidores retraem-se. Nos primeiros meses, após o eclodir da pandemia, a palavra de ordem era “on hold”. Felizmente “on hold” não significa desistir dos projetos, no máximo obrigou a rever alguns projetos.

Portugal continua a ser atrativo do ponto de vista de investimentos internacionais?
Claro. Como referi, dos projetos que tínhamos em carteira não houve nenhuma desistência. Os fatores estruturais que fazem de Portugal um país atrativo mantêm-se e talvez com a pandemia possam até ser reforçados. Por exemplo, a segurança e as boas infraestruturas de comunicação fazem de Portugal um ótimo destino para uma nova geração de “teletrabalhadores”.

A medida anunciada pelo Governo da proibição dos vistos gold em Lisboa e Porto impactou a atração de Portugal nessa área? Como classifica o papel do Governo no que à atração de investimentos internacionais diz respeito?
Voltamos ao tema da incerteza. Mudanças legislativas colocam dúvidas quanto à estabilidade do quadro legal/institucional para o investimento e isso pode retrair investidores. No entanto, esta proibição já estava anunciada e era esperada.
Por outro lado, a proibição foi apenas para o imobiliário residencial. Quem desenvolve, por exemplo, projetos de reabilitação urbana para exploração hoteleira e que “retalha” esses projetos para investidores que pretendem o vistos gold pode continuar a fazê-lo em Lisboa e no Porto e o investimento nesta área aumentou. Aliás, não há capacidade de oferecer produto imobiliário comercial para toda a procura que existe. O Governo tentou resolver um problema que sabemos que existe que é o do aumento dos preços do imobiliário em Lisboa e Porto, mas infelizmente atuou do lado da procura e não do lado da oferta. Se existe procura para Portugal que traz capital para o país (e bem precisamos) não a devemos limitar.
É necessário criar oferta para que os jovens, os mais carenciados, os idosos, as classes médias também tenham soluções de habitação em Lisboa e Porto. Percebo a opção, porque a pressão de certa opinião pública é grande e é mais fácil e rápido mexer numa lei do que desenvolver programas de rendas acessíveis, mas nem sempre os caminhos mais fáceis são os mais acertados.

Em que áreas de negócio têm sentido maior procura? E em que áreas geográficas de Portugal?
Infelizmente tenho que dizer que Lisboa, Porto e Algarve continuam a ser os “centros de atração”. O Alentejo e até o Douro também começam a aparecer no mapa, mas ainda é difícil para um investidor estrangeiro ir para o interior do nosso país. É por isso que digo infelizmente. Temos feito esforços para mostrar que há mais Portugal, mas é um caminho demorado. Aqui sim é preciso um esforço institucional grande para, efetivamente, mudar a assimetria grande Litoral/Interior. Volto a falar da proibição dos vistos gold em Lisboa e Porto para imobiliário residencial, não vai fazer quase nada para levar investimento para o interior. É preciso antes um esforço concertado de promoção, de algumas infraestruturas como a fibra ótica e o 5G no interior e sobretudo desenvolver um ecossistema, que junte vários “players” públicos e privados, para trazer investimento para o interior.

No que diz respeito ao investimento no imobiliário turístico, qual o estado atual do mesmo?
Como referi já, o facto do investimento no imobiliário turístico continuar a ser elegível para o visto gold vai permitir aos promotores financiarem-se com pequenos investidores e isso está a ajudar ao desenvolvimento de vários projetos. Existem áreas como o Turismo de Natureza em que verificamos uma procura crescente, quer de grandes fundos de investimento como de pequenos e médios empresários estrangeiros. E em Lisboa e Porto quem ainda procurava oportunidades para entrar e investir, continua a fazê-lo, e depois deste período “on hold” creio que ainda há mais “apetite” para avançar com os investimentos.

De que mercados internacionais têm sentido maior procura? E quais têm recorrido mais à vossa ferramenta NHR Express desde o seu lançamento?
No imobiliário turístico o nosso principal mercado continua a ser Espanha e o de maior crescimento é o norte americano.
Como temos uma oferta também para os clientes particulares e para colaboradores dos nossos clientes “corporate” lançámos esta plataforma, que é criada e é gerida por nós, e onde os nossos parceiros da área legal e fiscal podem prestar os seus serviços a esses clientes particulares. Quando falo de ecossistemas estou muito contente com esta iniciativa, porque sentimos que havia uma necessidade ligada à nossa atividade e conseguimos que os prestadores de serviços, nomeadamente sociedades de advogados e consultores fiscais, tivessem um meio que lhes possa aumentar a eficiência do trabalho, concedendo-lhes mais disponibilidade para o seu expertise pois as tarefas de menor valor acrescentado, são desmaterializadas. A experiência do cliente final melhora e com esta plataforma o preço final até é menor graças aos ganhos de eficiência.
Estamos a começar com esta plataforma do NHR express e como a plataforma está online aberta a todos, temos recebido clientes particulares de diversas geografias desde a América do Norte até à India, e claro de vários países da Europa.

Existe algum mercado que tem registado uma performance mais interessante ou distinta do que outros que seja de assinalar?  
Creio que a América do Norte pela sua dimensão e efeito de rede é muito interessante. Os investidores, pequenos ou grandes, que vêm dos Estados Unidos ou Canadá têm associações e pontos de interesse globais e podem trazer consigo outros investimentos e know-how diversificado, que creio que será bastante impactante.

Recentemente, realçou que o programa português do Residente Não Habitual tinha sido considerado um dos melhores na Europa. Que mais-valias deste destaca? E o que  poderia ser melhorado?
Antes gostaria de desmitificar um tema: o programa incide, essencialmente, sobre os rendimentos gerados fora de Portugal. Um investidor que venha para Portugal e faça aqui o seu projeto vai ser tributado pelos seus lucros tal como qualquer outro. A principal mais-valia do programa é eliminar a barreira fiscal para alguém que queira vir para Portugal, se um estrangeiro tivesse que vir viver em Portugal pagando sobre as suas poupanças no estrangeiro com o que nós pagamos cá de impostos, não viria.
Todas as pessoas que vieram para Portugal ao abrigo do regime Residente Não Habitual têm as suas poupanças, elevada qualificação e não são um encargo para a nossa segurança social e descobriram que Portugal é maravilhoso e tem um povo maravilhoso. São os primeiros a promover o nosso país e isso foi decisivo para o aumento da reputação de Portugal e para um crescimento da procura hoteleira.

Com esta análise feita e com a atual situação, como perspetiva o futuro do investimento estrangeiro em imobiliário em Portugal? Seja a curto, como a médio prazo?
Há várias tendências a que assistimos e que afetam de forma distinta o investimento estrangeiro em imobiliário. Se olharmos para o mercado residencial é óbvio que as alterações nos vistos gold vão reduzir a procura, nomeadamente em Lisboa, Porto e Algarve e com isso poderemos esperar uma correção nos valores pedidos pelos imóveis na faixa entre os 500 e os 900 mil euros onde se concentravam o “grosso” das compras de imóveis para obtenção de visto gold. Por outro lado, vemos um número crescente de particulares de diversas geografias da Europa com rendimentos mais elevados que por razões fiscais e também de segurança continuam à procura de estabelecer residência em Portugal, e sobretudo em Lisboa, Porto e Algarve. Como europeias não necessitam do visto gold e procuram imóveis acima de um milhão de euros, pelo que neste mercado, dado a escassez de oferta neste segmento, acredito que até poderemos ver mais promotores estrangeiros e nacionais a desenvolverem novos projetos. Adicionalmente, e mais em Lisboa, Porto e outras cidades de média dimensão que estão a atrair empresas estrangeiras, que trazem colaboradores estrangeiros, vemos uma crescente procura por soluções de arrendamento de apartamentos de pequena dimensão e com rendas até 1.000€ por mês. Aqui a oferta também é escassa e vemos já investidores estrangeiros a posicionarem-se para desenvolver soluções de “buy to lease” que fazem, efetivamente, muita falta. Finalmente há o retorno da atividade turística, se voltarmos para os níveis pré pandemia vamos ter um “gap” maior entre a procura e a oferta sobretudo devido ao desaparecimento de vários estabelecimentos de Alojamento Local. Isto vai fazer com que o investimento no imobiliário turístico volte em força também.

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Primeiro 5* do NH Hotel Group abre na Dinamarca

Foi na capital dinamarquesa, Copenhaga, que o NH Hotel Group decidiu abrir o seu primeiro hotel de 5 estrelas.

Com 394 quartos e suites, dois restaurantes, bar, área lounge, sete quartos que podem ser adaptados para reuniões de pequena a larga escala, até 252 pessoas, o NH Hotel Group escolheu um edifício histórico e sustentável, no pitoresco bairro de Christianshavn, em Copenhaga, para abrir o primeiro hotel de cinco estrelas no país.

Com a fachada do edifício a ser minuciosamente renovada e reestruturada pela ATP Ejendomme, Arkitema Architects e pelo Henning Larsen Architects, respeitando a traça original com linhas retas de 1962 do arquiteto Palle Suenson's.

A preocupação com a sustentabilidade está patente na preservação de grande parte da estrutura de betão, uma vez que a sustentabilidade é um elemento-chave da construção e do próprio conceito do hotel. As pedras da fachada são fundidas a partir dos materiais da demolição interior e moldadas em novas pedras com o mesmo aspeto das anteriores.

De um modo geral, NH Collection Copenhaga tem elevados padrões de sustentabilidade, que estão evidenciados desde o telhado verde em sedum, na utilização de água do mar para arrefecer o edifício, controlo inteligente da luz e do clima interior, até na escolha de materiais sustentáveis.

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Pestana CR7 Lisboa já reabriu

Unidade hoteleira dedicada a Cristiano Ronaldo já reabriu e oferece agora a oportunidade de reservar quartos para ocupação tripla.

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O Pestana CR7 Lisboa já reabriu depois do encerramento motivado pela COVID-19 e oferece agora a possibilidade de reservar um quarto para ocupação tripla, segundo comunicado da unidade enviado à imprensa esta segunda-feira, 25 de outubro.

"A principal novidade desta reabertura é a possibilidade de reservar um quarto com a ocupação tripla e, para isso, basta escolher a categoria Hattrick no momento da reserva. A partir de agora, com a opção de se colocar uma cama extra, um adulto, fã do melhor jogador do mundo, poderá partilhar o seu quarto com dois amigos. Por outro lado, a um fã mais novo, será possível dormir no hotel do seu ídolo, partilhando o alojamento com os pais", refere o Pestana CR7 Lisboa.

Além do hotel dedicado ao jogador de futebol Cristiano Ronaldo, localizado na baixa pombalina, também o "CR7 Corner Bar & Bistro está aberto para todos", disponibilizando uma carta de petiscos e diversos ecrãs para assistir aos melhores jogos desportivos.

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Vila Galé tem quatro novos embaixadores para as experiências temáticas

A Vila Galé apresentou o ator Marcantonio Del Carlo, Jorge Corrula, Paula Lobo Antunes e o apresentador Jorge Gabriel como novos embaixadores para o enoturismo, experiências românticas e golfe.

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As experiências temáticas dos hotéis Vila Galé ganharam quatro novos embaixadores, todos bem conhecidos dos portugueses e que vão passar a representar o enoturismo, as experiências românticas e o golfe nas unidades do grupo hoteleiro português.

O ator Marcantonio Del Carlo, que passa a representar as experiências de enoturismo; o casal de atores Jorge Corrula e Paula Lobo Antunes, que simbolizam as experiências românticas, e o apresentador Jorge Gabriel, representante do golfe, são os novos embaixadores da Vila Galé.

"A Vila Galé tem vindo a apresentar os embaixadores das suas diferentes propostas temáticas. O escritor José Luís Peixoto representa as experiências de âmbito cultural. A blogger Mariana Seara Cardoso é a embaixadora das sugestões para desfrutar em família. E Fernando Alvim, radialista desde os 13 anos, associou-se às experiências sazonais da Vila Galé, como as vindimas ou a apanha da azeitona. Já as experiências de ecoturismo têm o piloto Pedro Couceiro, um dos mais conceituados nomes do automobilismo português, como embaixador. E o apresentador João Paulo Sousa é a cara das experiências de mergulho", indica o grupo hoteleiro em comunicado.

A Vila Galé conta apresentar mais embaixadores nas próximas semanas e adianta que, no dia 7 de novembro, Dia Internacional da Preguiça, será a vez do embaixador das experiências de spa", enquanto "no Dia Nacional do Mar, 16 novembro, é conhecido o rosto das experiências de Surf".

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Novos órgãos sociais da AHRESP tomam posse a 29 de outubro

Cerimónia de tomada de posse dos novos órgãos sociais da AHRESP decorre a 29 de outubro, no CCB, a partir das 15h00.

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Os novos órgãos sociais da Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) tomam posse na sexta-feira, 29 de outubro, numa cerimónia que vai ter lugar a partir das 15h00, no Centro Cultural de Belém (CCB), em Lisboa.

De acordo com uma nota informativa da associação, na ocasião vão ser empossados os eleitos para a Mesa da Assembleia-Geral, Conselho Fiscal e Direção da AHRESP, assim como para as Comissões Diretivas dos Setores de Atividade e Comissões Diretivas Distritais, para o triénio 2021-2024.

Os novos órgãos sociais da AHRESP foram eleitos a 30 de setembro, naquele que foi o ato eleitoral mais concorrido de sempre da história da associação e no qual foram eleitas mais de 85 empresas e 170 dirigentes.

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Quinta do Paral constrói Boutique Wine Hotel

Nova unidade hoteleira da Quinta do Paral, na Vidigueira, Alentejo, vai contar com 23 quartos e restaurante de cozinha tradicional alentejana, num investimento de 6,5 milhões de euros.

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A Quinta do Paral, na Vidigueira, Alentejo, está a construir um Boutique Wine Hotel, infraestrutura que vai contar com 23 quartos e restaurante de cozinha tradicional, num investimento de 6,5 milhões de euros e que representa mais uma etapa no projeto de enoturismo da Quinta do Paral.

"Começámos por investir na aquisição de vinhas velhas, passámos para a ampliação da adega e iniciámos a construção do Boutique Wine Hotel, que vai ser um espaço maravilhoso, com muitos jardins onde podemos descansar num ambiente tranquilo longe da agitação das grandes cidades. Quero que os visitantes da Quinta do Paral tenham a experiência que eu tive quando cheguei ao Alentejo", afirma Dieter Morszeck, proprietário da Quinta do Paral.

A unidade hoteleira, que está a ser construída nas imediações da Quinta do Paral, "pretende proporcionar, aos seus futuros hóspedes, o “modo de viver” do Alentejo", segundo comunicado enviado à imprensa, contando por isso com um restaurante de cozinha tradicional alentejana, que vai ser liderado pelo chef José Júlio Vintém.

"Estamos a construir um Boutique Wine Hotel, que irá incluir um restaurante, onde o prazer de desfrutar da natureza, aliado à boa gastronomia alentejana e aos vinhos da Quinta do Paral, irão proporcionar experiências inesquecíveis. Consideramos que o chef José Júlio Vintém é a pessoa certa para mostrar o melhor que a terra nos dá. Queremos instituir um conceito urbano rural na Vidigueira, com produtos sazonais provenientes diretamente da horta e do pomar da Quinta do Paral", acrescenta Luís Morgado Leão, enólogo da Quinta do Paral.

Além do Boutique Wine Hotel, a Quinta do Paral adquiriu também mais hectares de vinhas velhas, o que motivou o investimento e 1,8 milhões de euros numa nova adega, que permitisse "aumentar a capacidade de fermentação, armazenagem e estágio dos seus vinhos".

"A adega existente era muito pequena e era muito difícil melhorar a qualidade superior que já tínhamos", explica Luís Morgado Leão, indicando que, além de "uma nova zona de receção e escolha de uvas, balseiros de carvalho francês para fermentação e estágio dos vinhos oriundos das vinhas velhas", foi ainda aumentada a "zona de fermentação de vinhos brancos e tintos" e instalado um "sistema de isolamento e climatização, na zona de estágio das barricas e garrafas, bem como em toda a adega".

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Tânger acolhe 2.º hotel do Pestana em Marrocos

Depois de Casablanca, Tânger é a nova localização do mais recente hotel do grupo Pestana em Marrocos.

Victor Jorge

O próximo dia 4 de novembro marca a inauguração, em ‘soft opening’, da nova unidade hoteleira do grupo Pestana em Marrocos, mais concretamente, na cidade de Tânger, situada no Estreito de Gibraltar.  O Pestana Tânger City Center Hotel Suites & Apartments tem uma oferta de 90 apartamentos de tipologia T1 e de 30 apartamentos T2.

Esta é a segunda unidade do maior grupo hoteleiro português a abrir no país do Norte de África e que se junta ao Pestana Casablanca.

Inserido no complexo Tanger City Center – um centro de negócios que integra um centro comercial, cinema e residências de luxo – o hotel dispõe de Wi-Fi gratuito, sala com espaço de refeições e zona de lazer ou de trabalho, e kitchenette equipada, incluindo máquina de lavar roupa. Para encontros de negócios, conta com uma sala de reuniões e com um parque de estacionamento com vigilância e capacidade para 86 viaturas. A oferta de serviços do Pestana Hotel Group estende-se ainda ao novo restaurante-bar, especializado em carnes.

“Tânger é tradicionalmente popular entre empresários e turistas marroquinos, franceses e espanhóis, mas tem potencial para atrair também cada vez mais portugueses e outras nacionalidades. Com um crescente dinamismo empresarial, turístico e industrial, Tânger está cada vez mais próxima da Europa, além de se ter ligado às grandes cidades do sudoeste de Marrocos por intermédio do comboio de alta velocidade”, explica em comunicado José Theotónio, CEO do Pestana Hotel Group.

As reservas já estão disponíveis com valores a começar nos 82 euros por noite.

A inauguração do Pestana Tânger City Center Hotel Suites & Apartments integra o plano de expansão do portefólio do grupo, orçado em 250 milhões de euros, e que prevê a criação de 3500 quartos até 2025.

Sobre o autorVictor Jorge

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Amazing Evolution já abriu aparthotel The Shipyard na Terceira

Novo aparthotel de Angra do Heroísmo é gerido pela Amazing Evolution, conta com 29 apartamentos e apresenta uma inspiração náutica.

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O The Shipyard, novo aparthotel gerido pela Amazing Evolution, já abriu portas ao público em Angra do Heroísmo, ilha Terceira, Açores, disponibilizando 29 apartamentos de diferentes tipologias e com inspiração náutica.

Instalado nas antigas oficinas da Câmara Municipal, o The Shipyard foi inaugurado no passado dia 1 de outubro, está localizado a apenas 20km do aeroporto da Terceira e apresenta uma inspiração náutica, quer seja pela sua localização ou por ter a intenção de se tornar num "porto de abrigo" para os visitantes da ilha. 

De acordo com a Amazing Evolution, "o nome ‘The Shipyard’ surge da sua localização, inspirado nas antigas oficinas, na proximidade ao mar e na forma arquitetónica do edifício, que se assemelha a um navio".

"Os materiais utilizados e a arquitetura do projeto conjugam o aspeto industrial com o conforto das madeiras, conferindo ao espaço um ambiente de ‘porto seguro’, onde os hóspedes são convidados a sentir a ilha em toda a sua dimensão natural: mar, terra e céu, e desafiados a viver todas as comodidades do espaço interior", indica a empresa responsável pela gestão da unidade.

Além dos 29 apartamentos, o The Shipyard disponibiliza ginásio, rooftop com vista privilegiada para o oceano e para o pôr-do-sol, bar e restaurante de assinatura do Chef Vítor Sobral, que promete elevar a oferta gastronómica da ilha.

"O restaurante Oficina da Esquina nasceu da paixão do Chef pela ilha e da vontade de valorizar ainda mais a gastronomia dos Açores. A carta é bastante diversificada e aposta sobretudo nos produtos da ilha, provenientes de fornecedores açorianos. O espaço tem uma capacidade de 90 lugares no interior, 12 lugares na esplanada e funciona ao pequeno-almoço, almoço e jantar", acrescenta a Amazing Evolution.

O The Shipyard disponibiliza preços desde 78 euros por noite para alojamento em estúdio, com pequeno-almoço incluído.

 

 

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Indicadores económicos da hotelaria mantêm quebra em agosto, apesar da ajuda dos residentes

Segundo o INE, os proveitos totais e por aposento continuaram a apresentar descidas significativas em agosto e, no acumulado do ano, a quebra ultrapassa mesmo os 50% face ao período pré-pandemia.

Inês de Matos

Apesar do mercado interno ter contribuído com 4,2 milhões de dormidas e ter crescido 24,2%, o valor mensal mais elevado desde que há registos,  os indicadores económicos da hotelaria nacional mantiveram, em agosto, quebras expressivas face a igual mês de de 2019, avança o  Instituto Nacional de Estatística (INE).

De acordo com os dados já confirmados do INE relativamente ao mês de agosto, que foram divulgados esta quinta-feira, 14 de outubro, "os proveitos registados nos estabelecimentos de alojamento turístico atingiram 515,8 milhões de euros no total e 410,2 milhões de euros relativamente a aposento", o que traduz descidas de 19,2% e 19,3% face a igual mês de 2019.

No acumulado dos primeiros oito meses do ano, as quebras nos proveitos são ainda maiores face ao mesmo período pré-pandemia, uma vez que, indica o INE, "registaram-se variações de -57,1% e -56,7%" nos proveitos totais e por aposento, respetivamente.

Apesar de continuarem por metade face ao período pré-pandemia, tanto os proveitos totais, como os proveitos por aposento, subiram em comparação com agosto do ano passado, num aumento que, de acordo com o INE, foi de 25,0% nos proveitos totais e de 27,2% nos por aposento.

Já o RevPar situou-se em 71,4 euros em agosto, valor que indica uma subida face ao mês anterior, já que, em julho, este indicador estava nos 40,2 euros, mas ainda assim abaixo dos 84,4 euros registados em agosto de 2019.

O rendimento médio por quarto ocupado (ADR) é o indicador que mais perto está de alcançar os valores de 2019, uma vez que, no oitavo mês deste ano, chegou aos 115,8 euros, acima dos 98,7 euros contabilizados em julho e já próximo dos 116,2 euros de agosto de 2019.

No total, as unidades de alojamento turístico nacionais somaram 2,5 milhões de hóspedes e 7,5 milhões de dormidas, o que indica subidas de 35,6% e 47,6%, respetivamente, que se somam aos aumento de +60,4% e +73,0% que já tinham sido apurados em julho.

Ainda assim, o INE diz que estes valores "foram, no entanto, inferiores aos observados em
agosto de 2019, tendo diminuído o número de hóspedes e de dormidas, 23,6% e 22,1%, respetivamente".

Além da forte recuperação do mercado interno, que contribuiu com 4,2 milhões de dormidas e aumentou 24,2%, também os mercados externos cresceram 94,5% e totalizaram 3,3 milhões de dormidas, ainda que, ao contrário do mercado doméstico, os não residentes apresentem um decréscimo de 46,9% nas dormidas face a agosto de 2019, enquanto as dormidas de residentes subiram 22,6%.

Já a ocupação das unidades de alojamento situou-se nos 61,6%, mais 15,0 pontos percentuais que o observado em agosto de 2020, mas 11,0 pontos percentuais abaixo do registado em agosto de 2019, quando a taxa de ocupação chegava aos 72,6%.

No acumulado dos primeiros oito meses do ano, as unidades de alojamento turístico somam 8,8 milhões de hóspedes e 23,9 milhões de dormidas, correspondendo a crescimentos de 8,1% e 11,8%, respetivamente.

 

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Hotel Quinta das Lágrimas celebra 25.º aniversário com descontos em estadias

A tarifa com o desconto especial de 25% é válida para estadias até 23 de dezembro de 2022 e as reservas devem ser realizadas até ao próximo dia 25 de outubro, no site do hotel.

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O Hotel Quinta das Lágrimas, em Coimbra, está a celebrar 25 anos de atividade, aniversário que vai ser assinalado com descontos exclusivos nas estadias, que podem chegar a 25% e que se aplicam a reservas realizadas até 25 de outubro.

Num comunicado enviado à imprensa, o Hotel Quinta das Lágrimas revela que esta campanha de descontos, que é válida para estadias até final de 2022, é apenas o início das celebrações de aniversário da unidade, uma vez que, ao longo do ano, estão previstas várias iniciativas no âmbito do aniversário.

"A campanha Especial 25º Aniversário marca o arranque das celebrações de um dos mais icónicos hotéis do país, célebre pela conotação à eterna história de amor de D. Pedro e D. Inês de Castro e pela própria história do edifício, emblemático na cidade de Coimbra. Esta campanha de descontos para reservas de estadias é de resto apenas uma das iniciativas que ao longo do ano serão promovidas para comemorar os 25 anos do hotel", lê-se na informação enviada à imprensa.

A tarifa com o desconto especial de 25% é válida para estadias até 23 de Dezembro de 2022, exceto datas festivas, vésperas de feriado e feriados, e está limitada a dois quartos por noite. As reservas devem ser realizadas até 25 de outubro, através do website oficial do hotel, em https://www.quintadaslagrimas.pt/pt/.

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Resorts valorizam e aumentam vendas em 30% no 1.º semestre de 2021

Resorts reforçam trajetória de valorização com expectativas positivas sobre evolução de preço e vendas.

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Com o mercado de resorts em Portugal muito exposto à procura britânica, o processo do “Brexit” fez com que os preços passassem de uma valorização de 11% para uma queda de 10%, queda essa reforçada pela chegada da pandemia, colocando novo travão nos preços, agravando a contração homóloga para 13% no 1.º semestre de 2020, indica o Índice de Preços de Resorts (SIR-Resorts), criado pela Confidencial Imobiliário em parceria com a Associação Portuguesa de Resorts (APR)e com o apoio do Turismo de Portugal.

Já na segunda metade do ano passado, o mesmo índice mostra que este mercado voltou a valorizar, registando-se uma subida homóloga de 5,3%, entretanto confirmada, também, no 1.º semestre deste ano de 2021.

No que toca a esta nova valorização, o inquérito de confiança Resort Market Survey mostra que “as expetativas combinadas quanto à evolução dos preços e das vendas atingiu neste semestre os 46 pontos percentuais (pp, calculados via saldo de respostas extremas), em forte recuperação face aos 21 pp registados no período anterior e apenas superado pelos 55 pp registados há três anos, em 2018”, refere o comunicado da APR.

Britânicos perdem expressão nas aquisições
Certo parece ser também o facto de esta valorização ter “animado os operadores ativos neste mercado, cujos níveis de confiança não só regressaram a patamares pré-Covid como estão mesmo nivelados com os momentos em que o Brexit levantou menor incerteza, diz ainda a APR.

Segundo Pedro Fontaínhas, diretor-executivo da Associação Portuguesa de Resorts, “o mercado parece ter ganho confiança e acreditar na possibilidade de valorização. O mesmo se passa quanto à evolução das vendas, cujas expectativas estão agora em níveis bastante robustos, quando há um ano imperava o sentimento de que os preços iriam descer e a confiança de que as vendas iam crescer era bastante ténue”.

Certa parece ser, igualmente, a menor expressão dos compradores oriundos do Reino Unido que, apesar de se manterem como principal fonte de procura internacional para os resorts no eixo Albufeira-Loulé, com uma quota de 44% das aquisições por estrangeiros no 1.º semestre do ano, está longe dos 56% do semestre anterior.

De acordo com o relatório da APR observou-se ainda uma diluição da quota por um maior número de nacionalidades ativas na compra deste tipo de habitação na referida localização. Assim, em vez das 9 nacionalidades do 2.º semestre de 2020, nos primeiros seis meses deste ano, esse número subiu para 11, evidenciando a entrada de compradores russos no mercado, que passaram a agregar 4% das vendas internacionais.

Por outro lado, verificou-se um maior dinamismo de mercados já presentes, como o mercado francês, que passou de uma quota de 2% para 8% das compras pelos estrangeiros, e o mercado dos Países Baixos, de 10% para 15%.

Vendas aumentam 30%
No primeiro semestre de 2021, as vendas de habitação em resort aumentaram mais de 30% face ao semestre anterior no total do mercado nacional, indica o relatório da APR, evidenciando, ainda, uma tendência que foi “transversal a todas as regiões, mas que foi especialmente sentida no eixo de Albufeira-Loulé”, mercado que agregou 45% das transações registadas no SIR-Resorts. O preço médio de venda deste tipo de habitação atingiu os 3.928€/m2, superando os 4.450€/m2 no já referido eixo Albufeira-Loulé.

João Richard Costa, diretor comercial e de marketing do Ombria Resort, no Barrocal Algarvio, admite que “os principais fatores de sucesso das vendas têm sido a nossa localização no interior do Algarve e a aposta na criação de um empreendimento cujo foco é a sustentabilidade e a proteção do meio ambiente. Talvez em parte devido à pandemia, temos constatado uma crescente procura por imóveis com grandes áreas e fácil acesso a espaços verdes ou com uma estreita ligação à natureza que os rodeia, que é o caso no Ombria Resort.”

O mesmo diz Pedro Rebelo Pinto, de West Cliffs, na Costa de Prata, que afirma notar-se “alguma pressão da procura por parte de clientes do Norte da Europa, sobretudo por produto acabado, pronto a habitar ou a desfrutar em parte do ano”.

Já Cristina Santos, da Engel & Völkers de Albufeira, diz que “o Algarve mantem uma procura positiva, embora, devido aos constrangimentos das viagens, verificou-se uma desaceleração o que contribuiu para uma estabilidade nos preços de mercado”. A responsável salienta, contudo, que devido, “ao progressivo levantamento das restrições e mantendo-se a procura pelo Algarve os preços tenderão a apresentar uma ligeira subida”.

Já na zona da Comporta, e segundo Isabel Duarte, da Herdade da Comporta - Atividades Agro Silvícolas e Turísticas, S.A., “os períodos de confinamento motivaram uma procura pelos destinos rurais e com pouca densidade populacional e de construção, onde as pessoas se sentem mais seguras e livres.

O diretor-executivo da APR reforça ainda que “a expetativa até ao final do ano é muito positiva, o que apenas confirma a qualidade da oferta e a abundância da procura neste segmento do imobiliário residencial.”

Eixo Albufeira-Loulé sustenta oferta com preços mais altos
A habitação em resort apresentou, no 1.º semestre de 2021, um valor médio de oferta de 4.442€/m2, atingindo os 8.058€/m2 na gama mais elevada do mercado. Tais valores refletem, sobretudo, o nível de preços no principal mercado de resorts, nomeadamente o eixo Albufeira-Loulé, onde se regista um valor médio de 5.266€/m2, que atinge os 9.274€/m2 na gama alta.

Em termos médios, no 1.º semestre, nesta região o valor pedido fica 30% a 60% acima da oferta registada em qualquer um dos outros três destinos de resorts delimitados no SIR-Resorts. O maior contraste (+58%) é com a região do Barlavento do Algarve. O menor diferencial é observado face à Costa Atlântica, onde os valores médios atingiram os 4.093€/m2 nos primeiros seis meses do ano.

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