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Análise

As propostas de Manuela Gonzaga, candidata pelo PAN, para o turismo de Lisboa

As propostas de Manuela Gonzaga, candidata pelo PAN, para o turismo de Lisboa.

Victor Jorge
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As propostas de Manuela Gonzaga, candidata pelo PAN, para o turismo de Lisboa

As propostas de Manuela Gonzaga, candidata pelo PAN, para o turismo de Lisboa.

Victor Jorge
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Que importância possui o turismo para a cidade de Lisboa?
Neste momento falar de turismo não é o mesmo que falar de turismo antes de março de 2020. Apesar dos efeitos negativos que o turismo teve na cidade, em particular no legado histórico, no que respeita à dinâmica da habitação ou quanto à poluição causada pelos navios de cruzeiro, ou ainda os quarteirões tomados por hotéis e hostels, o turismo teve uma importância inegável em Lisboa, existindo milhares de pessoas, empregos, vidas que dele dependem. Devemos aproveitar este momento para planear o turismo que queremos para Lisboa, apostando num turismo de qualidade, que não contribua para a descaracterização da cidade e que permita harmonizar com as diferentes vivências, seja de quem cá vive, seja de quem cá trabalha.

Que medidas merecem a sua aprovação e o que foi feito que, sob a sua liderança, não seria realizado? O que teria feito de diferente durante este período pandémico e como antevê o regresso à tão desejada “normalidade” do turismo na cidade de Lisboa e quais os principais desafios esperados?
Para falarmos em turismo temos de referir dois pontos: por um lado, a democratização do turismo, o que permitiu que pessoas que há 20 anos não viajavam hoje viajem e conheçam novas culturas, tendo trazido também investimento, empregos e pessoas. Por outro lado, como sabemos, não houve um planeamento atempado e de repente quase que vimos as cidades a perderem a sua identidade, como aconteceu nos centros históricos.

Em 2018 o PAN propôs na Assembleia Municipal a realização de um estudo de capacidade turística de Lisboa, que permitisse aferir a capacidade para receber turistas e o seu impacto ao nível da qualidade de vida. Apesar desta proposta ter sido aprovada, o executivo de Fernando Medina nunca executou este estudo, que nos permitiria hoje, num momento de crise, planear o turismo de Lisboa para que este não desequilibrasse o ecossistema da nossa cidade. Esta crise demonstrou-nos que não devemos diabolizar o turismo, mas também que não podemos ficar inteiramente dependentes desta atividade, e ainda que temos de conseguir harmonizar o turismo com quem vive em Lisboa.

Questões como a sustentabilidade, overtourism, segurança, digitalização e mobilidade, estão na ordem do dia no turismo. Que propostas tem para estes pontos (e outros) em concreto?
Caiu-se no erro de apostar todas as fichas numa só atividade. O turismo era uma das principais atividades de Lisboa e não se encontrou uma alternativa para apoiar todas as pessoas que dele dependiam para viver durante a pandemia. Não antevejo que vá haver um regresso total à “normalidade” porque hoje temos comportamentos distintos do que tínhamos antes da COVID-19. Agora é essencial termos a capacidade de planear em conjunto (decisores políticos e operadores turísticos) e (re)pensarmos o turismo, para que este seja de qualidade, com menor impacto ambiental e para que respeite os direitos humanos e dos outros seres vivos.

O que falta fazer na cidade de Lisboa no que diz respeito ao turismo e que já deveria estar ou ter sido feito?
Precisamos de cidades mais resilientes, quer do ponto de vista económico, quer do ponto de vista social, laboral e ambiental. E é por isso que para esta candidatura é fundamental que se faça não só o estudo que tenho vindo a referir, como que não se cometam erros em matérias fundamentais como a mobilidade, que tem de ser promovida de forma intermodal e com uma forte aposta no transporte público. Bem sabendo que aquando do boom turístico os transportes públicos foram um dos setores também bastante pressionados. Mesmo em relação à sustentabilidade, a descaracterização de Lisboa, com uma visão da betonização dos espaços públicos, com as constantes podas e abates abusivos de árvores, só vieram retirar valor à cidade e ao que precisamente também contribui para a tornar mais atrativa para quem nos visita.

Eleita presidente, quais as primeiras e principais medidas a tomar em benefício do e para o turismo da cidade de Lisboa?
A pressão que o turismo causou na habitação ou na fruição dos espaços públicos tem de ser uma lição a aprender para que não se cometam os mesmos erros no futuro e para que se consiga a desejável convivência entre locais e turistas. Agora, para melhorar, temos a obrigação de planear. Vêm aí os fundos do Plano de Recuperação e Resiliência e não podemos permitir que sejam perdidos ou mal empregues, como aconteceu por diversas vezes ao longo da história de Portugal.

É essencial que o Turismo seja pensado em conjunto com a população. Lisboa carece em várias matérias de participação cidadã, que é essencial para melhorar a convivência entre todos. Também é necessário pensar o turismo em conjunto com os concelhos limítrofes, para que se criem novos circuitos turísticos e se deixe de pressionar sempre as mesmas áreas do território e as mesmas populações.

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MSC Cruzeiros prevê “meses muito dinâmicos” no arranque de 2022 com fim dos vouchers

De acordo com Eduardo Cabrita, diretor-geral da MSC Cruzeiros em Portugal, o fim dos vouchers é o maior “desafio comercial” que o setor dos cruzeiros enfrenta no curto prazo.

Inês de Matos

O diretor-geral da MSC Cruzeiros em Portugal, Eduardo Cabrita, considera que, com o fim dos vouchers, o setor dos cruzeiros vai viver “meses muito dinâmicos” no início de 2022, de forma a “perceber o que as pessoas que têm vouchers vão fazer”, mas mostra-se confiante que “as pessoas querem continuar a fazer férias e querem continuar a fazer cruzeiros”.

Segundo Eduardo Cabrita, que falava aos jornalistas esta sexta-feira, 15 de outubro, durante uma visita ao MSC Virtuosa, em Lisboa, o fim dos vouchers, que acontece no final de dezembro, é o principal desafio a nível comercial que se coloca ao setor dos cruzeiros no curto prazo, já que pode criar problemas de tesouraria às empresas se a maioria dos clientes optar pelo reembolso.

Por isso, estima o responsável, “todas as empresas que emitiram vouchers durante esse período, vão tentar, de alguma forma, criar eventualmente novos benefícios para que as pessoas possam continuar a viajar nos cruzeiros”.

“Portanto, janeiro, fevereiro e março, pressupõe-se que sejam meses muito dinâmicos para perceber o que as pessoas que têm vouchers vão fazer, se querem fazer férias ou o reembolso do valor”, acrescentou, mostrando-se, no entanto, convencido que a maioria dos clientes da MSC Cruzeiros deverá optar por usufruir do cruzeiro.

“Se tiver de adivinhar, e não tenho uma bola de cristal, mas pelo que vimos aqui nos Lisboa/Lisboa, acredito que as pessoas querem continuar a fazer férias e querem continuar a fazer cruzeiros”, explicou.

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MSC Cruzeiros anuncia “maiores números de portugueses embarcados” nos itinerários Lisboa-Lisboa

O MSC Virtuosa está a realizar, em setembro, outubro e novembro, cruzeiros de nove noites, com partida e chegada a Lisboa, e escalas em Barcelona, Marselha, Génova, Málaga e Casablanca.

Inês de Matos

A MSC Cruzeiros faz um balanço positivo dos itinerários Lisboa-Lisboa que o MSC Virtuosa está a realizar e nos quais a companhia tem registado os “maiores números de portugueses embarcados”, face à partidas dos três anos anteriores à COVID-19, revelou esta sexta-feira, 15 de outubro, Eduardo Cabrita, diretor-geral da MSC Cruzeiros em Portugal.

“A maior parte dos passageiros que embarcaram em Lisboa eram portugueses. Hoje, embarcaram cerca de 820 passageiros, basicamente 20 são estrangeiros, os outros 800 são portugueses. A média tem sido, nos outros cruzeiros, entre 900 e 950 passageiros e mais de 95% são portugueses”, indicou o responsável, durante uma visita ao MSC Virtuosa.

De acordo com Eduardo Cabrita, “estes são os maiores números de portugueses embarcados” nos cruzeiros da companhia nesta época do ano, o que, reconheceu o responsável, foi um surpresa também para a MSC Cruzeiros.

“Estes são os maiores números de portugueses embarcados, em comparação com os nossos cruzeiros da mesma altura no ano anterior, estou a falar de 2019, 2018 e 2017. Ao mesmo tempo, é uma surpresa mesmo para nós”, indicou Eduardo Cabrita, explicando que, pela pandemia e por este não ser o típico período de férias dos portugueses, a companhia tinha expetativas mais baixas e acabou por ter uma “agradável surpresa”.

Para o diretor-geral da MSC Cruzeiros em Portugal, a forte procura sentida nestes cruzeiros – que o MSC Virtuosa realiza em setembro, outubro e novembro – mostra que “o setor dos cruzeiros em Portugal , especialmente os cruzeiros de porta-a-porta, ou seja, os Lisboa/Lisboa, podem ter muito pano para dar nos próximos anos, especialmente no próximo ano”.

Eduardo Cabrita revelou ainda que a MSC Cruzeiros também tem tido portugueses a viajar nos restantes cruzeiros da companhia no Mediterrâneo Ocidental e Oriental confessou que os números, no entanto, ainda não chegam aos que registavam os cruzeiros desde Barcelona ou Veneza anteriores à pandemia, apesar deste ano ter trazido boas indicações, que já permitem pensar num 2022 com alguma normalidade.

“Este ano de 2021 foi um recomeço de tudo e estamos a chegar ao final do ano de 2021 em que já estamos muito alicerçados para que 2022 seja, não digo o business as usual, mas bastante lá mais perto”, acrescentou.

Recorde-se que o MSC Virtuosa, que foi inaugurado em março deste ano, está a fazer cruzeiros de nove noites pelo Mediterrâneo, num itinerário que, além de Lisboa, tem também escala em Barcelona, Marselha, Génova, Málaga e Casablanca.

 

 

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Paula Canada (TAP): “O ‘hub’ é fundamental para a sobrevivência da TAP”

Paula Canada, diretora de Marketing e Vendas da TAP Air Portugal, uma das convidadas do webinar “Desafios pós-COVID”, da Airmet, admite que “o turismo vai retomar primeiro que o ‘corporate'”.

Victor Jorge

Em antecipação ao webinar do próximo dia 20 de outubro, organizado pela Airmet, que colocará diversos profissionais, de ambos os lados do Atlântico, a debater os desafios pós-COVID, o Publituris falou com Paula Canada, diretora de Marketing e Vendas da TAP Air Portugal.

Que TAP teremos nós e o mercado no futuro, sabendo-se das dificuldades que a companhia atravessa? Continuar a ter este hub que liga a Europa à América do Sul e do Norte é fundamental? Como é que uma companhia que se vê confrontada com cortes pode ter um discurso de expansão, crescimento, evolução?
O problema da TAP é um problema comum à maioria das companhias aéreas apanhadas por uma pandemia que teve efeitos devastadores na indústria da aviação. Com as fronteiras fechadas e com medo de viajar instalado nos clientes, a movimentação de pessoas deixou de existir, quer em turismo quer em negócios, o que deixou a indústria sem clientes.

Sem nunca descurar o mercado português e a ligação de Portugal à imensa comunidade lusófona, o hub é fundamental para a sobrevivência da TAP, ajudando a alimentar as suas rotas com o transporte de clientes da Europa para o continente americano e para Africa e vice-versa.

O discurso da TAP neste momento é essencialmente de consolidação nos mercados em que opera não deixando, no entanto, de aproveitar algumas oportunidades que surjam e que se justifiquem.

Como a empresa está neste momento de retoma das viagens em termos de posicionamento de mercado, produtos e operações?
A TAP acompanha diariamente a evolução da procura, recebendo insights de diversas fontes, e com base nisso vai ajustando a operação em termos de rotas, frequências, preços e promoções.

Há sinais positivos em alguns mercados, a abertura do Brasil e agora dos EUA foi fundamental para a retoma e para permitir encarar o próximo inverno com uma pequena dose de otimismo, estando previsto operar para os próximos meses 80% do que se operou em 2019. O segmento VFR foi o segmento que mais se destacou durante a pandemia, começando agora a ver sinais de recuperação no segmento leisure e no corporate, especialmente as pequenas e médias empresas. É prioridade da TAP nesta fase acompanhar esta evolução e ajustar as condições operacionais e comerciais a este novo contexto.

Que mudanças espera no e para o turismo de forma geral e quais são, efetivamente, os maiores ensinamentos que retira desta crise para o futuro da sua atividade e negócio?
O turismo vai retomar primeiro que o corporate, destacando-se a procura por destinos mais de natureza, sem grandes multidões e a oferta de pacotes com seguros de saúde vão ser uma vantagem competitiva. Destinos de maior proximidade, com uma boa oferta no ramo da saúde vão, nestes próximos tempos, ser os mais procurados.

O maior ensinamento que se retira, é a necessidade de as organizações terem estruturas ágeis e flexíveis para poderem reagir e se ajustar rapidamente aos novos contextos.

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Distribuição

Luís Henriques (Airmet): “Teremos de continuar a valorizar os serviços que prestamos”

A comemorar o 15.º aniversário, a Airmet irá realizar um webinar luso-brasileiro, com o objetivo de debater os desafios pós-COVID para a distribuição e aviação. O Publituris entrevistou os convidados dos painéis.

Victor Jorge

Em antecipação ao webinar que a Airmet irá realizar no próximo dia 20 de outubro, para comemorar o seu 15.º aniversário, o Publituris, media partner do evento, juntamento com o brasileiro Panrotas, irá publicar algumas entrevistas feitas aos convidados deste evento digital.

O primeiro entrevistado é, precisamente, Luís Henriques, diretor-geral da Airmet Brasil e Portugal.

Possuindo operação dos dois lados do Atlântico, que mudanças antevê para operadores e agências de viagens para o futuro próximo? Existe, efetivamente, uma alteração do paradigma operacional e do negócio? Que diferenças antevê na atuação nos dois mercados e que tipo de respostas terão de passar a dar em função da alteração do cliente?
Não creio que haja uma mudança de paradigma, mas há com certeza uma grande necessidade de evolução na forma de comunicar com os nossos clientes. Em ambos os mercados verifica-se uma cada vez maior exigência por parte dos clientes. Será fundamental que as agências se adaptem a estas novas exigências uma vez que a facilidade de acesso à informação que o cliente tem hoje é consideravelmente superior. Sabemos que em muitos setores a intermediação está claramente posta em causa e teremos de continuar a valorizar os serviços que prestamos para que a confiança dos nossos clientes nas agências seja reforçada. Consideramos também importante a especialização e diferenciação das agências.

Este tema, abordado e comentado há anos sem ser concretizado, será fundamental para o crescimento do negócio das agências. O cliente está cada vez mais exigente e nós teremos de ser cada vez mais informados e focados no “acrescentar valor” ao cliente.

Que mudanças espera no e para o turismo de forma geral e quais são, efetivamente, os maiores ensinamentos que retira desta crise para o futuro da sua atividade e negócio?
Acreditamos que as principais alterações serão ao nível das necessidades dos clientes. Vamos ter uma grande evolução em programas alternativos, uma maior preocupação com o ambiente e sustentabilidade e a necessidade de os atores terem cada vez mais criatividade, pois os clientes pretendem “algo único” com as suas viagens, pretendem sentir que é algo preparado para eles de forma única e exclusiva.

A pandemia trouxe igualmente uma maior preocupação com a saúde e a segurança em viagem, algo que as agências dão importância há muitos anos e que, antes do COVID, não era totalmente valorizado. Será importante passar essa mensagem e acreditamos que neste ponto estamos claramente bem posicionados para que consigamos inverter a tendência da desintermediação do sector.

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Análise

‘Adaptar Turismo’ com dotação de 5 milhões de euros para apoios a fundo perdido até 20 mil euros

Criado pelo Governo para “apoiar as empresas do turismo no esforço de adaptação e de investimento nos seus estabelecimentos”, o ‘Adaptar Turismo’ recebe agora uma dotação de cinco milhões de euros.

Publituris

O programa Adaptar Turismo, destinado a micro, pequenas e médias empresas do setor afetadas pela pandemia, conta com uma dotação de cinco milhões de euros para apoios a fundo perdido até 20 mil euros.

De acordo com o despacho publicado em Diário da República, assinado pela secretária de Estado do Turismo, Rita Marques, o instrumento de apoio é financiado pelo Turismo de Portugal “com recurso às suas receitas próprias anuais, e tem uma dotação orçamental de cinco milhões de euros”.

O Adaptar Turismo foi criado pelo Governo para “apoiar as empresas do turismo no esforço de adaptação e de investimento nos seus estabelecimentos, permitindo ajustar os métodos de organização no trabalho e de relacionamento com clientes e fornecedores ao contexto pós-COVID-19”.

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Europeus impulsionarão a recuperação do turismo na região do Golfo

A Europa está entre os países emissores que mais deverão contribuir para a recuperação do turismo no Golfo, muito devido à “ajuda” dos britânicos.

Victor Jorge

Os viajantes europeus devem tornar-se um mercado importante para a região do Golfo, especialmente os países do Conselho de Cooperação do Golfo (GCC), o que ajudará na recuperação da indústria turística pós-pandemia.

Os países do GCC incluem Emirados Árabes Unidos (EAU), Arábia Saudita, Catar, Omã, Kuwait e Bahrein e todos oferecem uma boa variedade de opções de voos e um produto turístico variado, que agrada aos viajantes europeus, revela a GlobalData.

O último relatório da empresa, ‘Gulf Cooperation Council (GCC) Tourism Destination Market Insight’, revela que, em 2019, as chegadas pré-pandêmicas da Europa para os países do GCC alcançaram 11,8 milhões de turistas. Em 2020, as chegadas caíram para 3,9 milhões devido à pandemia, uma redução de 67% numa comparação anual. No entanto, os indicadore mostram que as chegadas pós-pandemia devem recuperar para 13,3 milhões de turistas até 2024, uma taxa composta de crescimento anual (CAGR ) de 17,5%.

 

Gus Gardner, analista associado de Viagens e Turismo da GlobalData, salienta que “os viajantes europeus que chegam aos países do GCC nos próximos três anos serão o principal impulsionador da recuperação do turismo da região “. O analista admite mesmo que um dos países de maior importância será o Reino Unido, já que as últimas previsões da GlobalData mostram que as chegadas do Reino Unido aos países do GCC chegarão a 3 milhões em 2024, numa evolução anual de 21,7%. ‘

“Os viajantes britânicos sempre foram atraídos pelos países do GCC”, admite a GlobalData, “pois oferecem uma proposta turística diversificada para o sol de verão e inverno, com praias deslumbrantes, cidades extensas e atividades de aventura”. Além disso, a “opulência e o status de Dubai com hotéis de luxo e a experiência suntuosa que tem a oferecer também são populares entre os viajantes do Reino Unido”.

Gardner conclui ainda que os países do GCC “têm muito para atrair os europeus, com uma mistura de atividades, desde as tradicionais férias na praia até a experiência cultural proporcionada pelas tradições e história da região. Isso o ajudará a recuperar sua popularidade mais rápido do que aqueles destinos que oferecem apenas uma experiência de pausa na cidade”.

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Melhores filmes de turismo do mundo estarão no ART&TUR em Aveiro

Aveiro será, durante quatro dias, a capital dos filmes de turismo no panorama nacional e internacional.

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O ART&TUR – Festival Internacional de Cinema de Turismo, vai decorrer entre 26 e 29 de outubro, no Centro de Congressos de Aveiro. Trata-se da 14.ª edição de um certame consolidado no panorama nacional e internacional de festivais de cinema de turismo que atrai à competição os melhores filmes promocionais e documentários sobre turismo, nacionais e internacionais.

As últimas três edições do festival realizaram-se no Centro de Portugal, nomeadamente em Leiria, Torres Vedras e Viseu, a que se segue agora Aveiro.

Durante os quatro dias do Festival, serão exibidos os filmes que compõem a short list da competição, selecionados pelo júri internacional entre todos os candidatos. No total, serão exibidos 74 filmes, integrados em 17 sessões temáticas. As sessões temáticas serão antecedidas de mesas-redondas, em que peritos convidados e autores de filmes selecionados refletirão sobre o relançamento do turismo na era pós-COVID 19. Paralelamente, decorrerão outras iniciativas inseridas no Festival.

Francisco Dias, diretor do Festival, salienta que o ART&TUR “não é um festival qualquer de cinema”, destacando a “componente muito importante de business to business e uma dimensão internacional de relevo”. Por outro lado, refere, “o ART&TUR tem contribuído para a melhoria da qualidade dos filmes promocionais de turismo feitos em Portugal, uma vez que as autarquias e outras entidades perceberam as vantagens de terem bons filmes promocionais a concurso”.

Já Pedro Machado, presidente da Turismo Centro de Portugal, frisa que a aposta desta entidade no Festival e, paralelamente, na criação da Centro Portugal Film Commission, se deve ao facto de os filmes de turismo serem “um excelente veículo de promoção da região Centro de Portugal”. “Com esta aposta queremos dizer que o audiovisual é uma área de crescimento estratégico para o Centro de Portugal, que tem alcançado resultados inequívocos, os quais contribuem para que a marca e o destino Centro de Portugal registe taxas muito altas de crescimento”.

O programa completo do evento pode ser consultado em https://tourfilm-festival.com/programa.

 

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Italia Trasporti Aereo compra Alitalia e já voa

Ao fim de 75 anos, a Alitalia acabou, tornando-se na Italia Trasporti Aereo compra.

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A nova companhia aérea de bandeira Italia Trasporti Aereo (ITA) adquiriu a Alitalia, por um valor de 90 milhões de euros, numa altura em que mantém negociações com os sindicatos da companhia histórica italiana.

No final do processo de licitação pública, na noite de quinta-feira, 14 de outubro, a companhia Alitalia passou para as mãos da ITA – a nova companhia aérea totalmente estatal italiana – criada após o encerramento da linha de aviação que fez durante a noite o último voo, ao fim de 74 anos de história.

Em 2020, após negociações com a União Europeia, foi autorizada a criação da ITA com o compromisso de Roma de não injetar mais de 1.350 milhões de euros de capital até 2023, sendo que 700 milhões vão ser aplicados até ao final de 2021.

A nova companhia mantém as negociações com os sindicatos sobre as condições dos novos contratos pois prevê-se que “vai contar” com um quadro constituído por menos de três mil trabalhadores, numa primeira fase.

Até 2025, a ITA prevê aumentar o número de funcionários até aos 5.700, sendo que a Alitalia empregava onze mil trabalhadores.

A ITA vai começar as primeiras operações com 52 aviões e prevendo-se que a frota venha a ser ampliada em 2022 para 78 aparelhos, aumentando para mais de uma centena em 2025.

O primeiro voo da ITA saiu na sexta-feira, às 08:00 (06:00 em Lisboa) do aeroporto de Fiumicino, arredores de Roma, com 37 passageiros a bordo com destino a Milão, no norte de Itália, marcando o início da nova companhia que surge depois do fim da Alitalia.

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Civitatis destaca destinos nos EUA depois de anúncio de abertura de fronteiras

A abertura das fronteiras dos EUA levou a Civitatis a compilar uma séries de destinos a visitar no país.

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Depois de os EUA terem anunciado, a partir de novembro, a reaberturas das fronteiras do país, especialmente da União Europeia e Brasil, a Civitatis compilou uma lista de alguns dos lugares para visitar que inclui tanto cidades mais conhecidas como outras menos familiares.

Assim, a Civitatis destaca destinos como Nova Iorque, Nova Orleães, São Francisco, Nashville, Phoenix, San Diego, Charleston, Boston, Santa Fé ou Galveston.

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Qatar Airways Holidays lança pacotes de viagens para o Campeonato do Mundo de futebol

Com sete níveis, os pacotes de viagens da Qatar pretende levar os adeptos ao Mundial de Futebol de 2022.

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A pouco mais de um ano do início do Campeonato do Mundo FIFA Qatar 2022, a Qatar Airways Holidays anuncia o lançamento de pacotes de viagens para adeptos, que incluem bilhetes para jogos, voos de regresso e opções de alojamento.

Os adeptos terão primeiro de aderir ao Qatar Airways Privilege Club, para terem acesso a pacotes de viagens únicos, com flexibilidade nas reservas, e obterem lugares reservados nos seus jogos preferidos.

A viagem começa com a escolha da sua seleção favorita e caso a equipa escolhida não se qualifique para o torneio, será oferecida uma opção de reembolso total. No entanto, os adeptos têm também a flexibilidade de escolher jogos de uma equipa diferente (em função da disponibilidade).

Com sete níveis, os pacotes de viagem têm preços que começam nos 3.261 euros e cada adepto pode reservar um total de sete jogos, combinando mais do que um pacote. No caso da sua seleção favorita ser derrotada nas fases avançadas do torneio, serão emitidos bilhetes para os jogos de uma das equipas prevalecentes do mesmo grupo ou da fase a eliminar.

Além disso, os adeptos podem especificar com quantos convidados viajam e o número de quartos em que gostariam de ficar. Podem escolher entre alojamento standard e premium, com base no seu orçamento.

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