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Análise

As propostas da candidata Bebiana Cunha (PAN) para o turismo do Porto

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Victor Jorge
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As propostas da candidata Bebiana Cunha (PAN) para o turismo do Porto

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Que importância possui o turismo para a cidade do Porto?
Diríamos que o turismo tem uma marca significativa quer pelo que traz para a economia da cidade e da região, quer pela pegada ecológica e social que nos deixa. O papel do turismo, deve ser reconhecido, mas não pode politicamente ser visto como tábua de salvação da cidade, por variadíssimos motivos. Logo, um equilíbrio tem de ser encontrado, não se pode perseguir um turismo desregrado e de exploração desenfreada como o que já aqui tivemos antes da crise sanitária.

Que medidas merecem a sua aprovação e o que foi feito que, sob a sua liderança, não seria realizado? O que teria feito de diferente durante este período pandémico e como antevê o regresso à tão desejada “normalidade” do turismo na cidade do Porto e quais os principais desafios esperados?
A taxa turística foi uma medida que defendemos como forma de financiamento das políticas municipais e que veio a ser implementada. Porém, não foi implementado nem desenvolvido o cálculo de uma carga turística no Porto, nem o turismo foi pensado no médio e longo prazo. Não houve uma estratégia de diversificação turística, nem uma seleção de turistas, apostou-se no turismo em modo fast-food, no qual não nos revemos, transformando o Porto num palco ‘low cost’, isto quando o Porto merece ser tratado de forma diferente, com outra dignidade. Desta perspetiva liberal do turismo que nos foi vendida como sinónimo de liberdade, demarcamo-nos dela e não a faríamos assim, porque liberdade significa respeito por todos, inclusive pelos que querem morar no Porto.

Durante o período pandémico, o executivo deveria ter planeado com o setor uma forma diferente de fazer turismo, numa perspetiva plurianual 2021-2025, um plano estratégico para este regresso à dita normalidade. Este tem de ser também ambientalmente adequado. Acontece que o turismo pensado à moda do século XX é uma política demasiado frágil. O Porto precisa de um executivo com um plano estratégico de turismo pensado para os diferentes segmentos turísticos, que nos vêm visitar. O executivo abdicou de fazer o regulamento do alojamento local, mas também abdicou de construir uma cidade turística que não a transforme num local amorfo.

Questões como a sustentabilidade, overtourism, segurança, digitalização e mobilidade, estão na ordem do dia no turismo. Que propostas tem para estes pontos (e outros) em concreto?
Para o PAN é claro que nenhuma atividade económica poderá ser sustentável se não respeitar os limites do planeta. O turismo, no Porto, não pode crescer infinitamente. Crescer assim nunca será sustentável pois os nossos recursos são finitos.

Logo, terá de haver, desde logo, um limite de visitantes. Em especial se usarem meios de transporte que deixem uma enorme pegada ecológica (meios aéreos e marítimos).

Paralelamente, deveremos incentivar o turismo interno, da Península e da UE, em especial aquele que nos pode chegar via ferrovia e por isso temos defendido ligações nacionais e internacionais eficientes, respostas estas que são necessárias para ontem.

Um plano estratégico para o turismo tem de incluir critérios ambientais, a mobilidade turística, a inovação e a cultura, isto numa visão de ordenamento de território, enfim, Barcelona começou a fazer isso em 2020 depois do caos instalado durante muitos anos. Os modelos de gestão turística têm de contemplar aspetos como o ambiente, a mobilidade, a habitação, caso contrário serão políticas ocas e artificiais que irão inchar até estourar. A própria taxa turística pode servir como regulador desta atividade. Por exemplo, ser mais elevada para quem vem ficar apenas de 2 a 4 dias, sendo mais baixa para quem ficar mais de cinco dias.

O que falta fazer na cidade do Porto no que diz respeito ao turismo e que já deveria estar ou ter sido feito?
Falta planeamento estratégico também neste aspeto. Aliás no Porto falta, em geral, isso mesmo. Analisar e planear estrategicamente.

Queremos apostar num turismo de qualidade e num turismo responsável. Assim, propomos um pelouro especificamente para o efeito. Sabemos que temos de apostar num turismo diversificado, o que não aconteceu. Sabemos que a inovação e a cultura serão fatores determinantes no selecionar de determinados públicos-alvo. Queremos um turismo que beneficie a cidade e os portuenses e não um turismo que beneficie apenas alguns. É a isso que nos propomos quando dizemos que queremos um gabinete específico para trabalhar políticas para o “turismo responsável”, ou seja, para encontrarmos o equilíbrio necessário.

Eleito presidente, quais as primeiras e principais medidas a tomar em benefício do e para o turismo da cidade do Porto?
Segundo os últimos dados divulgados, o período do verão tem marcado o regresso do turismo às cidades da região do Porto e Norte de Portugal, onde a taxa de ocupação nos empreendimentos turísticos estará a rondar os 50%, Sabemos também que há uma ambição do setor de “voltar à normalidade de 2019”, mas, desafiamos o setor a aceitar que se faça um estudo de capacidade de carga turística no Porto, estando disponíveis para co-construir um plano estratégico de turismo responsável, inovador e diversificado na cidade. Queremos co-construir a estratégia para o turismo, com o setor, com a participação cívica, queremos reorientar as ações de promoção turística do município para territórios próximos e em regiões acessíveis por comboio, e com enfoque em atividades com baixo impacto ambiental. Queremos estabelecer, quer no município, quer em articulação com os concelhos limítrofes, um roteiro turístico diversificado em toda a região investindo num turismo de longa duração/sustentável e não num turismo “fast food”. Queremos criar um programa municipal de auxílio aos profissionais ligados ao setor do turismo que estejam em situação de desemprego há mais de um ano. É verdade que defendemos um turismo com limites, e para isso terá de haver regras, a própria taxa turística como referi pode ser mais elevada nos primeiros dias e baixar a partir do quinto dia. Terá de haver limites ao número de alojamentos turísticos por área na cidade, pois sem um Porto real, habitado, esse será só um turismo faz de conta, ou seja, a cidade não pode deixar de estar deserta de habitantes, para estar cheia de turistas. Acresce ainda a necessidade de regular o turismo fluvial e valorizar o rio Douro, assim como para tal, queremos que saia da gaveta o plano de gestão do estuário do Douro e a retoma da travessia fluvial Porto-Gaia, em barco elétrico, que servirá residentes e turistas.

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Transportes

Emirates recruta 6.000 funcionários nos próximos seis meses

Nos próximos seis meses, a companhia aérea do Dubai vai contratar pilotos, tripulação de cabine, engenheiros e pessoal de terra, de forma a dar resposta ao rápido aumento da procura.

A Emirates vai recrutar 6.000 funcionários ao longo dos próximos seis meses, incluindo pilotos, tripulação de cabine, engenheiros e pessoal de terra, num grande processo de recrutamento que, segundo a companhia aérea do Dubai,  visa "apoiar a intensificação das operações da Emirates em toda a sua rede global, em resposta ao aumento da procura por parte dos clientes, mais rápido do que o esperado".

"A Emirates já retomou 90% da sua rede de destinos e está a caminho de atingir 70% da sua capacidade pré-pandémica até ao final do ano. A maior companhia aérea internacional do mundo está a complementar os seus horários de voo com frequências acrescidas para responder ao aumento da procura. Para além disso, a companhia está também a instalar aviões A380 em mais rotas e operações. Até novembro, a Emirates vai disponibilizar mais de 165.000 lugares adicionais através dos seus aviões de bandeira – os A380", explica a transportadora, num comunicado divulgado esta terça-feira, 26 de outubro.

Recorde-se que, já em setembro, a companhia aérea tinha anunciado a intenção de contratar mais 3.000 tripulantes de cabine e 500 empregados dos serviços aeroportuários para o seu hub no Dubai, de forma a dar resposta às "necessidades operacionais decorrentes da recuperação da indústria de viagens".

"Com o setor a aumentar a uma velocidade maior do que o anteriormente previsto, a Emirates necessitará agora de mais 700 funcionários de terra (ground staff) no Dubai e em toda a sua rede", explica a companhia aérea.

Além dos tripulantes e pessoal de terra, a Emirates está também à procura de 600 pilotos qualificados e quer também reforçar a sua equipa de engenharia e contratar 1.200 profissionais qualificados, onde se incluem engenheiros aeronáuticos e pessoal de apoio à engenharia. Os candidatos podem conhecer todas as condições, requisitos e funções através do site https://www.emiratesgroupcareers.com.

"Temos vindo a restabelecer prudentemente as nossas operações em conformidade com os protocolos de reabertura de fronteiras e de requisitos de viagem. Com os sinais positivos na recuperação económica e com o crescimento contínuo da procura, esperamos estar de volta ao ponto onde estávamos antes da pandemia a partir de meados de 2022", destaca Ahmed bin Saeed Al Maktoum, presidente e CEO do grupo Emirates.

 

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Turismo de Portugal lança plataforma para facilitar investimento estrangeiro

Nova plataforma visa afirmar Portugal “como destino de investimento” no turismo, assim como “maximizar contactos com potenciais investidores”.

O Turismo de Portugal lançou a plataforma Invest In Tourism com o objetivo de "reforçar a competitividade internacional de um setor estruturante para a economia nacional, através da afirmação do país como destino de investimento".

De acordo com um comunicado enviado à imprensa, a nova plataforma pretende "acrescentar valor a um conjunto de atividades económicas ligadas ao turismo, reforçar a notoriedade internacional de produtos e serviços nacionais e a perceção de qualidade da Marca Portugal", assim como "maximizar contactos com potenciais investidores, dinamizar processos de recrutamento de talento, divulgar oportunidades de negócio no turismo e criar ambientes favoráveis ao nascimento de novos negócios turísticos".

Disponível em português e em inglês, a nova plataforma está dividida em quatro áreas, concretamente 'Portugal de relance'; 'Começar um negócio'; 'Procurar uma oportunidade' e 'Opções de financiamento', onde é fornecida "toda a informação sobre o país, caracterização do setor e como começar um negócio em Portugal, sendo ainda apresentados casos de sucesso".

"São também disponibilizadas análises sobre talento, empreendedorismo e inovação, sustentabilidade, macroeconomia, estratégia, IDE, desempenho turístico, investimento e financiamento, benefícios fiscais, turismo residencial e tendências, bem como, informação sobre negócios recentes, principais transações e aberturas e número de projetos em pipeline", acrescenta o Turismo de Portugal.

Para apoiar o processo de investimento, o Turismo de Portugal disponibiliza ainda uma equipa dedicada a esta área e que vai atuar nos "domínios das oportunidades de investimento, financiamento, licenciamento, recursos humanos, empreendedorismo, estatísticas e parcerias, contando também com o contributo das equipas do Turismo de Portugal que atuam no estrangeiro".

“Portugal já é um dos destinos europeus mais atrativos para o investimento estrangeiro”, considera Rita Marques, secretária de Estado do Turismo, defendendo, no entanto, que é necessário "continuar a trabalhar para se promover o investimento e financiamento para a sustentabilidade do turismo, desenvolvendo competências e melhorando a coordenação de ações nas diferentes áreas de política, incluindo o empreendedorismo ou a inovação".

Para a governante, a nova plataforma "Invest in Tourism passará a ser a montra das oportunidades de investimento no turismo em Portugal".

Além do Turismo de Portugal, o Invest in Tourism conta com uma rede alargada de parceiros, onde se inclui a Abanca, Bankinter, BPI, Banco Português de Gestão, Banco Montepio, Crédito Agrícola, Caixa Geral de Depósitos, Eurobic, GoParity, Novo Banco, Novo Banco dos Açores, Millennium BCP, Santander, Capital Partners, Quadrantis, Portugal Ventures e Turismo Fundos, estes dois últimos do Grupo Banco Português de Fomento.

A nova plataforma foi lançada durante o Resort & Residential Hospitality Forum, o maior encontro internacional de investidores, decisores e operadores líderes no segmento Resort e Residencial, que se encontra a decorrer em Vilamoura, Algarve, terminando esta quarta-feira, 27 de outubro.

Na informação divulgada, o Turismo de Portugal lembra que Portugal está no Top10 dos destinos europeus mais atrativos para o investimento estrangeiro, de acordo com o estudo “Attractiveness Survey 2021” (EY), que detalha que 70% dos investidores são europeus e 30% originários de outros países, com destaque para os EUA, Espanha, França, Alemanha, Reino Unido e Bélgica.

O país é também o 12.º destino turístico mais competitivo do mundo, segundo o Fórum Económico Mundial, e pretende posicionar-se como "destino de investimento e polo de referência internacional na inovação, no empreendedorismo e na produção de bens e serviços para o turismo, conforme designado na Estratégia Turismo 2027".

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Alojamento

Primeiro 5* do NH Hotel Group abre na Dinamarca

Foi na capital dinamarquesa, Copenhaga, que o NH Hotel Group decidiu abrir o seu primeiro hotel de 5 estrelas.

Com 394 quartos e suites, dois restaurantes, bar, área lounge, sete quartos que podem ser adaptados para reuniões de pequena a larga escala, até 252 pessoas, o NH Hotel Group escolheu um edifício histórico e sustentável, no pitoresco bairro de Christianshavn, em Copenhaga, para abrir o primeiro hotel de cinco estrelas no país.

Com a fachada do edifício a ser minuciosamente renovada e reestruturada pela ATP Ejendomme, Arkitema Architects e pelo Henning Larsen Architects, respeitando a traça original com linhas retas de 1962 do arquiteto Palle Suenson's.

A preocupação com a sustentabilidade está patente na preservação de grande parte da estrutura de betão, uma vez que a sustentabilidade é um elemento-chave da construção e do próprio conceito do hotel. As pedras da fachada são fundidas a partir dos materiais da demolição interior e moldadas em novas pedras com o mesmo aspeto das anteriores.

De um modo geral, NH Collection Copenhaga tem elevados padrões de sustentabilidade, que estão evidenciados desde o telhado verde em sedum, na utilização de água do mar para arrefecer o edifício, controlo inteligente da luz e do clima interior, até na escolha de materiais sustentáveis.

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Transportes

Artistas mundiais convidados para criar design do casco do MSC Euribia

O MSC Euribia funcionará como uma tela gigante flutuante para expressar a importância do respeito pelo meio ambiente.

A MSC Cruzeiros está a dar aos artistas e designers de todo o mundo a possibilidade de transformar o casco do MSC Euribia numa tela flutuante gigante para expressar a importância do respeito pelo meio ambiente.

O navio, o mais avançado do ponto de vista ambiental da frota da MSC Cruzeiros até à data, tem o nome da antiga deusa Eurybia, e está à disposição de artistas de todo o mundo para criar uma obra de arte única inspirada no mar e no seu importante ecossistema marinho, que será apresentada como um design permanente em todo o casco do navio, enquanto este navega pelos oceanos do mundo.

O concurso de design, que se inicia no Dia Internacional do Artista, terá as inscrições avaliadas por um painel de júris internacional, incluindo o artista de areia Jben, o arquitecto Martin Francis e Pierfrancesco Vago, Executive Chairman da Divisão de Cruzeiros do MSC Group.

Se somente um artista virá a sua obra exibida no casco do navio, como uma galeria de vela ao ar livre, outros cinco finalistas, terão os seus projetos expostos numa exposição a bordo do MSC Euribia, onde os hóspedes verão a sua arte e a sua importante mensagem para os próximos anos.

O MSC Euribia entrará ao serviço em 2023 e tornar-se-á no segundo navio movido a LNG da frota da MSC Cruzeiros, frisando a MSC que “o LNG desempenha um papel fundamental no percurso em direção à mitigação das alterações climáticas e os motores do MSC Euribia têm o potencial para reduzir as emissões de gases com efeito estufa em até 21% comparativamente com os combustíveis padrão, ao mesmo tempo que eliminam virtualmente outras emissões atmosféricas”.

De resto, a MSC Cruzeiros está comprometida em abastecer pelo menos três navios a LNG, o que representa um investimento total superior a 3 mil milhões de euros.

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Transportes

Thomas Ahlers é o novo “General Manager Sales” do Lufthansa Group em Portugal

Há 18 anos no Lufthansa Group, Thomas Ahlers assume a direção-geral de Vendas em Portugal, depois de ter sido responsável por várias áreas de negócio nos EUA, Alemanha e China.

Thomas Ahlers será, a partir do próximo dia 1 de novembro, o novo diretor-geral de Vendas em Portugal do Lufthansa Group, ficando responsável pela atividade comercial e vendas de todas as transportadoras aéreas do grupo (Lufthansa, Austrian Airlines, Brussels Airlines, Eurowings e SWISS) que operam no mercado português.

O recém-nomeado responsável pela operação no nosso país, irá reportar a Julia Hillenbrand, diretora-geral de Vendas para a Europa Ocidental do Lufthansa Group com sede em Madrid.

Thomas Ahlers (46 anos) traz consigo uma experiência de vários anos em managment de companhias aéreas. Começou sua carreira no Lufthansa Group em 2003, em Los Angeles, e desde então ocupou várias funções executivas no Lufthansa Group e no Miles & More em Nova Iorque, Frankfurt e Xangai.

Algumas das áreas nas quais ganhou experiência incluem Direção de Vendas, Desenvolvimento de Negócios, Marketing, Servicing e Project Management. Também atuou como assistente dos membros do Conselho de Vendas e Marketing durante cinco anos.

Na sua mais recente posição internacional, chefiou a equipa responsável pelos produtos de vendas e programas do Lufthansa Group para a Grande China em Xangai.

Thomas Ahlers sucede a Patrick Borg Hedley, que ocupou o mesmo cargo a partir de Lisboa por cinco anos até a sua recente contratação para Helsínquia como General Sales Manager da Finlândia e Bálticos do Lufthansa Group.

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Próxima assembleia da OMT centrada na inovação, educação e retoma do turismo

No final de novembro, a OMT reunirá, em Madrid, para a 24.ª Assembleia-geral. Os temas são diversos e entre eles está o local da próxima reunião, à qual Portugal concorre.

A próxima Assembleia-geral da Organização Mundial do Turismo (OMT) dará ênfase particular à importância da inovação, educação e desenvolvimento rural, bem como ao papel do turismo no crescimento inclusivo, tema do Dia Mundial do Turismo de 2021.

Na reunião magna da OMT, que se realizará pela 24.ª vez, de 30 de novembro a 3 de dezembro de 2021, em Madrid, Espanha, a Assembleia-geral da OMT servirá para os Estados-membros aprovarem os programas de trabalho e orçamento para o próximo biénio (2022-2023).

Além disso, será apresentado aos delegados internacionais o Código para a Proteção de Turistas, um instrumento legal de referência criado para restaurar a confiança nas viagens internacionais.

Outros pontos importantes na agenda da Assembleia-geral incluem as reformas propostas para o Quadro Legal dos Membros Afiliados da OMT, a final da Liga dos Estudantes da OMT e a nomeação do secretário-geral da OMT para o período 2022-2025.

A Assembleia Geral também anunciará os vencedores do concurso “Best Tourism Villages” da OMT.

Paralelamente, e em linha com a ênfase cada vez maior da OMT nas comunicações digitais e na narrativa visual, os vencedores do Concurso de Vídeo de Turismo da OMT 2021, que visa reconhecer vídeos promocionais dos Estados-membros e Membros Afiliados que destacam a resiliência do setor e suas contribuições para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, (ODS) também será anunciado em Madrid.

Reiniciar o turismo juntos
A 24.ª Assembleia-geral da OMT servirá, igualmente, para o secretário-geral apresentar o seu relatório sobre a implementação do Programa de Trabalho da OMT, ações e novas iniciativas implementadas desde a última reunião em 2019. A agenda inclui a seleção dos membros do Conselho Executivo da OMT para 2022, o Comité Mundial de Ética do Turismo, para além de escolher o local e as datas da próxima sessão da Assembleia-geral, estando o Egipto, Portugal e o Uzbequistão dispostos a apresentar propostas.

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Uma aposta literária do Turismo de Portugal

Com um investimento total de 840 mil euros, o Turismo de Portugal pretende colocar Portugal no mapa dos destinos literários.

O Turismo de Portugal alargou a oferta formativa da sua rede de Escolas com um novo Curso Executivo de Turismo Literário, cuja primeira edição, em formato online, decorre a partir da Escola do Oeste, fruto da ligação a Óbidos – Cidade Criativa da Literatura (UNESCO) e promotora do FOLIO - Festival Literário Internacional de Óbidos.

O Curso Executivo de Turismo Literário destina-se aos profissionais do setor do turismo e da cultura, nomeadamente, os que exercem atividade em informação turística, agentes de animação turística, operadores e agentes de viagem, colaboradores de Casas de Escritores ou Centros Interpretativos, produtores de eventos, profissionais de entidades públicas ou privadas com oferta de serviços relacionados com o turismo literário.

A formação, com início a 23 de novembro, permite aos formandos optarem por um ou vários módulos, específicos, não obrigando à participação na totalidade do curso. O objetivo é atrair novos profissionais para o turismo, dotar as empresas com maior capacidade para gerir projetos de Turismo Literário, bem como de captar e reter talento, e ainda, de desenvolver novas competências nos profissionais de turismo e nos agentes culturais.

A iniciativa insere-se no Programa de Ação para o Turismo Literário, que pretende contribuir para a competitividade do destino Portugal e das suas regiões, tornando as empresas mais robustas, os profissionais mais preparados e a experiência turística mais atrativa. “Tendo em conta o potencial de desenvolvimento do Turismo Literário em Portugal, prevê-se um impacto direto no reforço da coesão territorial, na promoção do turismo ao longo de todo o ano e no desenvolvimento de novos motivos de visita que proporcionem experiências inovadoras”, salientou secretária de Estado do Turismo, Rita Marques, durante a apresentação do curso no âmbito da realização do Festival FOLIO.

Para além desta iniciativa relacionada com a formação de ativos, encontram-se em execução cerca de 10 projetos, em todo o território nacional, apoiados diretamente pelo Turismo de Portugal e que irão contribuir para a qualificação da oferta existente, num investimento total de 840 mil euros.

“Com o Programa de Ação para o Turismo Literário pretende-se colocar Portugal no mapa dos destinos literários, valorizar e promover a oferta de Turismo Literário e enaltecer a língua portuguesa e os seus escritores, em diálogo com o território”, conclui o Turismo de Portugal em comunicado.

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EUA prolongam regras para cruzeiros

As mais recentes variantes da COVID-19 fazem o CDC norte-americano não levantar por completo as regras para os cruzeiros, estendendo-as até 15 de janeiro de 2022.

A CDC (Center for Disease Control and Prevention), autoridade sanitária dos EUA, anunciou a extensão, por mais quase três meses, das regras que os navios de cruzeiro devem seguir para navegar durante a pandemia.

Apesar de afirmar que a extensão faz apenas "pequenas modificações" nas regras já em vigor, o certo é que as restrições serão prolongadas até, pelo menos, 15 de janeiro de 2022.

A agência admite que, após 15 de janeiro, possa passar para um programa voluntário para as empresas de cruzeiros para detetar e controlar a disseminação da COVID-19 nos seus navios.

Esta decisão deve-se ao aumento de casos de variantes mais infeciosas como é o caso da Delta, com alguns responsáveis da indústria de cruzeiros a reclamarem que o Governo adotou uma postura muito mais dura contra os cruzeiros - fechando-os inteiramente no ano passado - do que em relação às companhias aéreas e outras partes da indústria de viagens.

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Lisboa entre as cidades mais seguras para visitar

Lisboa aparece bem classificada no ranking das melhores cidades do mundo para visitar. Destaque para os lugares conseguidos na segurança das infraestruturas e pessoal.

Lisboa está entre as cidades mais seguras, segundo diversos parâmetros analisados pelo “Índice de Cidades Seguras 2021, publicado pelo “The Economist” e que lista as 60 cidades mais seguras do mundo para visitar.

A capital de Portugal aparece em 28.º lugar na análise global de segurança, parâmetro considerado alto, com 70,1 pontos em 100 possíveis. Já no que toca à segurança digital, Lisboa mantém o 28.º lugar, mas baixa na pontuação, atingindo 64,3 pontos.

O maior “trambolhão” é dado quando analisada a segurança sanitária ou saúde, ocupando Lisboa a 49.ª posição, atrás de cidades como Nova Deli, Bogotá, Bombaim, Jacarta, Riade, Taipe ou Quito.

A melhor pontuação de Lisboa é atingida na segurança das infraestruturas, ocupando o 28.º lugar, mas com 77,4 pontos, o que coloca a cidade no parâmetro “muito alto”.

A melhor posição, contudo, é conseguida na análise referente à segurança pessoal, em que Lisboa sobe para o 9.º lugar, com 76,9 pontos.

Finalmente, na segurança ambiental, Lisboa, volta a ocupar a 28.ª posição, com 74,3 pontos.

De referir que o ranking global é liderado pela cidade de Copenhaga/Dinamarca (82,4 pontos). Nas análises segmentadas, aparecem Sidnei/Austrália a liderar a segurança digital (83,2 pontos); Tóquio/Japão na segurança sanitária e saúde (com 87,7 pontos); Hong Kong/China na segurança das infraestruturas (93,4 pontos); Copenhaga/Dinamarca na segurança pessoal (86,4 pontos); e, finalmente, Wellington/Nova Zelândia na segurança ambiental (91,7 pontos).

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Pestana CR7 Lisboa já reabriu

Unidade hoteleira dedicada a Cristiano Ronaldo já reabriu e oferece agora a oportunidade de reservar quartos para ocupação tripla.

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O Pestana CR7 Lisboa já reabriu depois do encerramento motivado pela COVID-19 e oferece agora a possibilidade de reservar um quarto para ocupação tripla, segundo comunicado da unidade enviado à imprensa esta segunda-feira, 25 de outubro.

"A principal novidade desta reabertura é a possibilidade de reservar um quarto com a ocupação tripla e, para isso, basta escolher a categoria Hattrick no momento da reserva. A partir de agora, com a opção de se colocar uma cama extra, um adulto, fã do melhor jogador do mundo, poderá partilhar o seu quarto com dois amigos. Por outro lado, a um fã mais novo, será possível dormir no hotel do seu ídolo, partilhando o alojamento com os pais", refere o Pestana CR7 Lisboa.

Além do hotel dedicado ao jogador de futebol Cristiano Ronaldo, localizado na baixa pombalina, também o "CR7 Corner Bar & Bistro está aberto para todos", disponibilizando uma carta de petiscos e diversos ecrãs para assistir aos melhores jogos desportivos.

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