Madeira, Açores, Algarve e Alentejo sobem nas dormidas de residentes em julho

Por a 14 de Setembro de 2021 as 17:22

No passado mês de julho, a Madeira, os Açores, o Algarve e o Alentejo destacaram-se pelas subidas apresentadas no que diz respeito às dormidas dos residentes, com o Instituto Nacional de Estatística (INE) a revelar crescimentos de 60,2%, 26,3%, 19,3% e 13,1%, respetivamente, face a igual mês de 2019, quando a pandemia da COVID-19 ainda não influenciava negativamente a atividade turística.

“Em julho, destacaram-se os crescimentos expressivos das dormidas de residentes, face ao mesmo mês de 2019, na RA Madeira (+60,2%), RA Açores (+26,3%), Algarve (+19,3%) e Alentejo (+13,1%), enquanto nas restantes regiões se registaram decréscimos”, aponta o INE, no comunicado divulgado esta terça-feira, 14 de setembro.

No acumulado dos sete primeiros meses do ano, o INE aponta diminuições no número de dormidas na Área Metropolitana de Lisboa (-28,7%), na Região Autónoma da Madeira (-7,4%) e também no Norte (-2,8%), “enquanto as restantes regiões apresentaram crescimentos”.

Já as dormidas dos residentes no acumulado até julho subiram em todas as regiões, com destaques para as evoluções positivas identificadas na RA Madeira (+136,0%), RA Açores (+99,9%) e Algarve (+54,6%).

Ao contrário dos residentes, no mesmo período, “todas as regiões apresentaram decréscimos no número de dormidas de não residentes, com exceção da RA Açores (+31,8%)”, adianta o INE, explicando que as “menores reduções registaram-se no Alentejo (-4,8%), enquanto as
restantes regiões apresentaram diminuições superiores a 16%”.

Pela negativa, o INE destaca o município de Lisboa, que registou 1,3 milhões de dormidas nos primeiros sete meses do ano, o que representou uma “diminuição de 44,1%”, enquanto as dormidas dos residentes  recuaram 1,2% e as de não residentes, que representaram peso de 61,5% do total, diminuíram 56,1%.

“Comparando com o mesmo período de 2019, as dormidas em Lisboa registaram uma diminuição de 83,3% (-60,1% nos residentes e -87,8% nos não residentes)”, acrescenta o INE.

Já em Albufeira foi registada uma diminuição de apenas 0,7% entre janeiro e julho, ainda que o maior contributo para esta descida ligeira tenha vindo dos residentes, cujas dormidas aumentaram 55,7%, enquanto nos não residentes houve uma descida de 34,0%.

O INE destaca ainda o Funchal, onde as dormidas diminuíram 21,7% no conjunto dos primeiros sete meses do ano, neste caso, sendo também de realçar o aumento das dormidas dos residentes, que subiram 131,8%, enquanto nos não residentes a descida chegou aos 40,8%.

No total, em julho, foram contabilizados 1,6 milhões de hóspedes e 4,5 milhões de dormidas, valores que comparam com o 1,0 milhão hóspedes e 2,6 milhões de dormidas em julho de 2020 e que, face  a igual mês de 2019, traduzem descidas de 42,5% e 45,0%, em resultado de um crescimento de 6,4% nas dormidas de residentes e de um decréscimo de 67,6% nas dormidas de não residentes.

De acordo com o INE, no total, as dormidas de turistas não residentes caíram 30,7% nos primeiros sete meses, em termos homólogos, e a subida de 31,7% das dormidas de residentes não evitou a queda de 2,4% das dormidas totais.

Entre janeiro e julho de 2021, as dormidas de residentes representaram 61,2% do total, quota que contrasta com a verificada em 2020 (45,3% do total) e em 2019 (29,1% do total).

A estada média nos estabelecimentos de alojamento turístico (2,76 noites) aumentou 7,8% em julho, mas abaixo do aumento de 15,4% em junho, em resultado de aumentos de 7,8% na estada média dos residentes (2,56 noites) e de 1,5% na dos não residentes (3,12 noites).

Já os proveitos do alojamento turístico somaram 296,9 milhões de euros no total e 223,4 milhões de euros relativamente a aposento, números que, numa comparação com igual mês de 2019, mostra uma descida de 44,5% no proveitos totais e 46,7% nos proveitos por aposento.

O INE indica ainda que o rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) situou-se em 40,4 euros em julho, face aos 31,4 euros em junho, enquanto o rendimento por quarto ocupado (ADR) foi de  99,9 euros em julho, face aos 86,8 euros de junho, valores que ficam abaixo do registado em igual mês de 2019, quando o RevPAR chegava aos  70,0 euros e o ADR aos 106,8 euros, respetivamente.

“Para o decréscimo dos proveitos de aposento que se observou em julho, quando comparado com o mesmo mês de 2019 (-46,7%), contribuíram, por um lado, a diminuição do número de dormidas neste mês (-45,0%) e, por outro, a diminuição do ADR (-6,5%)”, explica o INE.

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