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Atividades de Enoturismo privilegiam espaços ao ar livre

O ar livre e o contacto com a natureza já eram norma na maioria das atividades enoturísticas. Porém, a pandemia reforçou a oferta existente no mercado de norte a sul do país.

Raquel Relvas Neto
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Atividades de Enoturismo privilegiam espaços ao ar livre

O ar livre e o contacto com a natureza já eram norma na maioria das atividades enoturísticas. Porém, a pandemia reforçou a oferta existente no mercado de norte a sul do país.

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Os dois últimos anos não foram fáceis para o turismo em particular e o Enoturismo não foi excepção. No entanto, a produção vínica não parou e as atividades enoturísticas ganharam um novo ênfase na situação pandémica, com os visitantes a privilegiarem atividades ao ar livre. As novidades surgem um pouco por todo o lado, de forma a conquistar mais visitas.

Casa Relvas
Na Casa Relvas, no Redondo, na região alentejana, o Enoturismo foi dedicado a grupos pequenos, “em que adaptamos as visitas e provas aos conhecimentos e interesses dos visitantes”, explica o CEO, Alexandre Relvas. Entre as novidades, está a abertura de uma pequena esplanada na adega “para que as provas possam ser feitas ao ar livre, e preparámos algumas novidades para a vindima”. O programa para as vindimas deste ano na Casa Relvas inclui passeio na vinha, identificação de castas e análise sensorial de bagos, grainhas e engaços, vindima manual, pisa a pé, prova de mostos e prova de vinhos e almoço, sendo este último opcional.

Herdade das Servas
Na Herdade das Servas e na Casa da Tapada, ambas também no Alentejo, as visitas passaram a realizar-se em privado, ou seja, explica Luís Serrano Mira, coproprietário das propriedades, “não juntamos no mesmo horário diferentes grupos. Aplicámos uma política de maior flexibilidade nos horários por forma a evitar maiores concentrações de clientes e visitantes na loja”. A pandemia foi vista também como uma oportunidade para executar uma obra de remodelação do restaurante da Herdade das Servas, que será apresentado em breve. “Será um restaurante em que o vinho terá um grande foco, privilegiando a harmonização entre vinho e gastronomia”.
No início do verão, foi lançado um novo pacote de provas, indica o responsável, que conta com “vinhos para momentos de consumo mais descomplicados aos nossos topos de gama”. “Adicionámos também provas temáticas: Varietais, do Alentejo ao Minho (onde juntamos os nossos brancos do Alentejo com os nossos verdes da Casa da Tapada) ou a “Prova do Enólogo Ricardo Constantino”, complementa.

Adega Vila Santa

João Portugal Ramos
A Adega Vila Santa, da João Portugal Ramos, em Estremoz, implementou neste último confinamento uma visita virtual à adega 360 graus, disponível 24 horas por dia e 365 dias por ano. Para Vera Magalhães, diretora de Enoturismo Grupo João Portugal Ramos Vinhos, “esta nova ferramenta lúdica procurou constituir uma oportunidade permanente de visita a todos os espaços, às curiosidades e aos recantos da Adega Vila Santa, criando a possibilidade de conhecer mais de perto e com todo o detalhe o conjunto da obra de João Portugal Ramos Vinhos”.
Mas voltando à normalidade, o que a João Portugal Ramos pretende é receber visitantes in loco e para tal aposta em programas diferenciadores que privilegiam maioritariamente o ar livre, como as provas de vinhos, o programa enólogo por um dia, a culinária e o vinho alentejano, o piquenique, almoços e o programa de tapas. “Mas claro que nesta época do ano um dos programas com maior procura e sucesso é o programa das vindimas complementado com um almoço ao ar livre, no qual o visitante participa na colheita das uvas e pisa a uva a pé juntamente com os nossos colaboradores, recriando os processos tradicionais e ancestrais da vindima”, indica a responsável.

Quinta da Aveleda

Quinta da Aveleda
Em Penafiel, a Quinta da Aveleda organiza, a par de refeições ao ar livre como os petiscos panorâmicos e os piqueniques nos jardins, as Noites de Verão nos últimos sábados de cada mês, até setembro. Esta iniciativa tem como propósito trazer “novos públicos ao mágico espaço da quinta”. “Sob vários temas, têm sido um sucesso, e ainda dois irão acontecer, esperando novamente casa cheia”, disse fonte da Quinta da Aveleda ao Publituris.
Porém, a sua novidade maior prende-se com o “lançamento do pioneiro Escape Garden – A garrafa perdida, um jogo de fuga inteiramente feito ao ar livre, entre vinhas e jardins”. “Único em Portugal e no mundo, este desafio visa proporcionar uma atividade de diversão durante a qual se mergulha na história da quinta, da família e dos seus vinhos, de forma bem descontraída”.
No Algarve, onde detêm a Villa Alvor, os proprietários da Quinta da Aveleda mantiveram as visitas e provas de vinhos com harmonização de produtos locais, apresentando-se assim como uma forma diferente de complementar uma passagem pela praia.

Quinta do Pôpa
“Propostas exclusivas e ‘tailor made’ em que a privacidade do cliente é preservada” é a mais-valia que a Quinta do Pôpa, no Douro, apresenta a quem a visita, além de dispor de espaços destinados a crianças e de ser ‘pet-friendly’. Para Vanessa Ferreira, coproprietária e responsável de Enoturismo da Quinta do Pôpa, “agora, mais do que nunca, estes detalhes fazem todo o sentido”.
No ano passado, os programas de atividades de Enoturismo na quinta foram reajustados e a ocupação do espaço tornou-se “ainda mais restritiva”, carecendo de marcação prévia. “Acresce também o facto de se poderem reservar guias em exclusivo ou a quinta na íntegra, não sendo aceites outros visitantes durante o tempo em que este serviço é requisitado. Tudo isto para que os visitantes sintam a máxima confiança em continuar a usufruir de experiências vínicas e enogastronómicas. Todos os programas, à excepção da visita, são feitos nos terraços exteriores”, esclarece.
Também a Quinta do Pôpa implementou as visitas virtuais, as quais convidam “enófilos, turistas e curiosos para uma imersão virtual, onde podem fazer uma tour pela adega, sala de cascos e garrafeira, assim como visitar e fazer compras na loja de vinhos, tudo isto à distância de um acesso digital”. Claro que “entrar virtualmente na Quinta do Pôpa é uma experiência que não substitui a visita ao vivo e a cores, é claro, mas que ajuda muito, ainda mais nesta fase de pandemia e de distância obrigatória”, afirma a responsável, que aponta como vantagens a realização da visita a qualquer hora do dia e da noite e a gratuitidade da mesma.

Sogevinus
A Quinta de S. Luiz, na região do Douro, tem e terá várias novidades. Recentemente, os visitantes puderam passar a ter a possibilidade de realizarem um piquenique num local privilegiado da quinta, além de provarem alguns sabores tradicionais tendo o rio Douro como pano de fundo. Maria Manuel Ramos, diretora de turismo da Sogevinus, afirma que o objetivo é que “quem nos visita possa tirar o melhor partido possível da belíssima paisagem natural que é possível admirar a partir do terraço de S. Luiz, tendo a oportunidade de experimentar os nossos vinhos de uma forma diferente e original, na companhia de alguns sabores da região, e fazendo uma verdadeira prova harmonizada com a natureza”.
“A médio prazo, contamos apresentar mais uma novidade”, anuncia. Atualmente, decorre o projeto de recuperação da Casa de S. Luiz, “que nos irá permitir complementar as atividades da Quinta com a oferta de alojamento no local”, indica a responsável, detalhando que o projeto prevê a abertura de 11 quartos, em regime de turismo rural e tem conclusão prevista para 2022.

Vindimas em Torre de Palma

Torre de Palma
Em Torre de Palma, na região alentejana, o ar livre passou a ser privilegiado na oferta disponibilizada aos visitantes. “A maioria das atividades são realizadas ao ar livre, a sensação de segurança está bem presente. Falamos por exemplo dos piqueniques, dos passeios de bicicleta, do programa de vindimas, dos passeios a cavalo ou de charrete, dos workshops agrícolas, visitas às ruínas romanas, observação de estrelas, passeio de balão, etc”, enumera Luísa Rebelo, general manager e proprietária de Torre de Palma. Mas as novidades do produtor na área do Enoturismo vão muito além disso.
“Em Torre de Palma somos obcecados pela inovação pelo que estamos sempre a criar novas experiências de forma a surpreender o cliente, superando as suas expectativas”, destaca a proprietária, revelando que esta inovação vai desde as experiências vínicas, às experiências equestres e às massagens. “Introduzimos recentemente as massagens do Método Renata França, os passeios de charrete os piqueniques entre outras experiências”, adianta, complementando que também o restaurante foi alvo de “uma forte restruturação, inovando em várias frentes com o convite feito ao conhecido Chef Miguel Laffan”.

Quinta do Ventozelo
Também na região duriense, a Quinta do Ventozelo sugere um conjunto de experiências “fortemente ligadas à natureza e ao mundo rural”, nomeadamente à vinha e ao vinho, à gastronomia, à interpretação da paisagem, à história e aos saberes do Douro, proporcionando aos seus visitantes a compreensão do Alto Douro Vinhateiro Património Mundial nas suas mais diversas vertentes. Elsa Couto, diretora de comunicação da quinta, descreve que um dos conceitos base do Ventozelo “passa pela participação e envolvimento ativo de cada visitante no quotidiano da quinta, para que se sintam assim implicados no processo de descoberta e aprendizagem da Quinta de Ventozelo e da região onde esta se insere”. As experiências disponíveis incluem provas de vinhos, harmonizações gastronómicas no restaurante Cantina de Ventozelo, participação na vindima e aprendizagem do processo de elaboração dos vinhos do Douro e do Porto; participação noutras atividades agrícolas do dia-a-dia, como a apanha da azeitona; visita ao Centro Interpretativo “O Douro numa Quinta” – um espaço de interpretação do território duriense tendo como ponto de partida a Quinta de Ventozelo.
Também percursos pedestres, que com ajuda de audioguias permitem aos visitantes contactar direta e autonomamente com as diferentes paisagens patrimoniais da Quinta fazem parte das sugestões. A quinta dispõe ainda de 29 quartos distribuídos por sete edificações distintas, muitas das quais antigas construções agrícolas que “ganharam uma nova alma e função, como os antigos balões de armazenamento de vinho”.

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Nova Edição: O balanço de 2022 e as perspectivas para 2023 no turismo, os segredos da Allways, autocaravanismo e dossier tecnologia

A primeira edição de 2023 do Publituris tem com tema principal o balanço de 2022 e as perspectivas para 2023 feitas por alguns ‘stakeholders’ do setor do turismo. Além disso, a edição revela os segredos do “luxury” da Allways Unique Travel Designers, o segmento do autocaravanismo e um dossier sobre tecnologia no turismo.

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A primeira edição do jornal Publituris faz capa com um balanço de 2022 e as perspectivas para o ano que agora se inicia. Para o efeito, o jornal Publituris ouviu vários intervenientes do setor que antecipam um ano incerto em, por isso, com um otimismo moderado.

A crescente inflação, subida das taxas de juros, menor rendimento disponível por parte das famílias, além da guerra na Ucrânia foram os problemas mais apontados por Francisco Calheiros (CTP), João Fernandes (Turismo do Algarve), Pedro Machado (Turismo do Centro), António Marques Vidal (APECATE), Luís Araújo (Turismo de Portugal), Berta Cabral (Turismo dos Açores), Vítor Costa (Turismo de Lisboa), Eduardo Jesus (Turismo da Madeira), Vítor Silva (Turismo do Alentejo), Eduardo Santander (ETC), Julia Simpson (WTTC), Pedro Costa Ferreira (APAVT), Adriano Portugal (Mercado das Viagens), Álvaro Vilhena (Viajar Tours), Luís Henriques (Airmet), Tiago Encarnação (Lusanova), Amaro Correia (Iberobus), Eduardo Cabrita (MSC Cruzeiros), Paulo Pinto (Europcar), Francisco Teixeira (Melair Cruzeiros), Joaquim Robalo de Almeida (ARAC), José Lopes (easyJet), Marie-Caroline Laurent (CLIA) e Paulo Geisler (RENA).

Na “Distribuição”, damos a conhecer (alguns) segredos da Allways Unique Travel Designers, uma marca do grupo Travelstore, que atua no segmento “luxury”.

O dossier desta edição é dedicado à Tecnologia. Tendo a pandemia realçado a relevância da tecnologia e digitalização para a recuperação e o avanço da indústria das viagens, esta veio demonstrar a necessidade de acelerar os processos.

Além de ouvidas várias opiniões de quem está no terreno, também damos a conhecer algumas das soluções implementadas pela HiJiffy, Paraty Tech, Amadeus, Mastercard, Travelport, Roiback, Google, Optigest, XLR8RM, CLEVER/HOST e Vasco.

Para fechar, fazemos uma análise ao mercado do autocaravanismo que, depois de ter sido um dos segmentos turísticos com maior aumento de procura durante a pandemia, continua em alta e revela expectativas positivas para o futuro.

Além do Check-in, as opiniões pertencem a Jaime Quesado (economista e gestor), Dana Dunne (eDreams ODIGEO) e António Paquete (economista e consultor de empresas).

Boas leituras!

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W Algarve contrata novo diretor de marketing e comunicação

Henrique Pires é a nova aposta do W Algarve para dirigir o departamento de marketing e comunicação da unidade hoteleira, como anunciado em comunicado.

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Com 11 anos de experiência no setor hoteleiro, o profissional setubalense começou o seu percurso profissional no Pine Cliffs Hotel, passou pelo Waldorf Astoria Ras Al Khaimah e fez carreira na cadeia Minor Hotels, onde foi responsável pelas áreas do marketing e comunicação dos Anantara Hotels & Resorts e dos Tivoli Hotels & Resorts, em Portugal.

Chega agora ao recém-aberto W Algarve, onde irá desempenhar funções como diretor de marketing e comunicação.

“Estou muito contente e entusiasmado por me juntar à fantástica equipa do W Algarve e abraçar este novo desafio. É um grande orgulho para mim trazer as minhas ideias e visão para um hotel que abriu há cerca de meio ano e que já conquistou tanto terreno na região”, garante Henrique Pires.

O W Algarve marca o primeiro Hotel da marca W a abrir em Portugal. Situado no topo das icónicas falésias do sul de Portugal, o recém-aberto W Algarve junta-se à família de W Escapes, oferecendo “uma mistura de descontração à beira-mar com uma energia exuberante”, como referido em comunicado.

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Grupo Onyria duplamente nomeado nos European Excellence Awards 2022

O Grupo Onyria está duplamente nomeado para os European Excellence Awards 2022, onde está a concorrer em shortlist nas categorias Travel & Tourism e Internal Communications.

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O Onyria, grupo de gestão hoteleira com mais de 30 anos, detém o hotel de cinco estrelas Onyria Quinta da Marinha, onde foi desenvolvido o projeto de comunicação interna “Trading Places” (Inverter os papéis) – que valeu as duas nomeações do grupo para este concurso.

O projeto consistiu na ideia de inverter os papéis dos colaboradores do Onyria Quinta da Marinha Hotel, tornando-os hóspedes por um dia.

A iniciativa surgiu no seguimento dos dois anos de pandemia, como forma de compensar a resiliência da equipa. Os colaboradores “transformaram-se em clientes de luxo e carregaram energias para o verão de 2022, o momento de regresso à normalidade”, como o grupo indica em comunicado.

“Não há sucesso em hotelaria sem talento humano e esta foi uma forma de celebrarmos o nosso talento, numa altura decisiva para o turismo em Portugal. Estas nomeações são muito positivas porque vêm demonstrar o nosso empenho para fazer um trabalho de excelência, não só de forma externa, como interna”, afirma o diretor do Onyria Quinta da Marinha Hotel, João Pinto Coelho.

Os vencedores serão conhecidos a 9 de dezembro.

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O futuro das acessibilidades em debate no Congresso da AHRESP

O futuro do aeroporto, não só de Lisboa como das restantes vias aéreas portuguesas, marcou a sessão paralela, onde ainda houve tempo para falar das questões da ferrovia nacional e os problemas de ligação a Espanha.

Carla Nunes

O futuro das acessibilidades em Portugal esteve em debate numa das sessões paralelas do Congresso da AHRESP, que começou esta sexta-feira, 14 de outubro, no Convento de São Francisco, em Coimbra.

A sessão começou com um aviso por parte de Francisco Calheiros, presidente da Confederação do Turismo de Portugal (CTP): “Se não tivermos rapidamente infraestruturas de mobilidade que respondam às necessidades das pessoas, principalmente um novo aeroporto, mais moderno e em condições de receber mais volume [de pessoas], podemos mais tarde ou mais cedo começar a perder turistas para outros destinos”.

Num discurso pautado pela necessidade de que “não podemos perder mais tempo” em relação ao futuro do aeroporto de Lisboa, Francisco Calheiros coloca os números em cima da mesa.

“Não canso de o dizer: segundo um estudo apresentado pela CTP, a não decisão sobre o novo aeroporto terá no mínimo um custo de quase sete mil milhões euros, menos 28 mil empregos e uma perda de receita fiscal de 2 mil milhões por ano”, frisa.

Os intervenientes da sessão, que contou com a participação de Eugénio Fernandes, CEO da euroAtlantic Airways, José Luís Arnaut, presidente do Conselho de Administração da ANA – Aeroportos de Portugal e Pedro Costa Ferreira, presidente da APAVT procederam desta forma a debater as várias possibilidades para o aeroporto, com Luís Arnaut a referir-se em tom jocoso à procura de localização de aeroportos como “um desporto nacional”.

Para Pedro Costa Ferreira, “uma das poucas cosias que nos aproxima da realidade” passa pela realização de obras no aeroporto da Portela, por considerar que “nesta década não vamos ter solução”.

Lembra ainda que “as acessibilidades aéreas não são só em Lisboa”, reportando-se aos aeroportos de Porto Santo – que afirma não ter condições e precisar de obras – e o da Madeira, “com restrição de operacionais que foram definidas em 1964”.

“A tecnologia melhorou no âmbito da pista [do aeroporto da Madeira], a pista foi aumentada, melhorou nos aviões, melhorou na formação, [mas] mantém-se os mesmos limites, e julgo que é o único aeroporto internacional no mundo em que os limites não são recomendatórios, mas são mandatários. Ninguém toca nisto, e isto fere a região”, explica.

Quanto à solução de aproveitar a infraestrutura de Beja, Eugénio Fernandes lembra que esta “peca por pequenas coisas: não tem abastecimento de combustível, fecha ao fim de semana, não tem serviço 24 horas e se quisermos aterrar passageiros que não são do espaço Schegen, não há SEF”.

Por essa razão, e dada a logística adicional desta opção, o CEO da euroAtlantic Airways defende que “o que for mais rápido é o melhor” – neste caso, “do ponto de vista teórico e sonhador”, uma solução rápida de Portela +1, que sabe “que agora não será possível, estamos num contexto diferente”.

Quanto à opção de Santarém, Pedro Costa Ferreira é taxativo ao assegurar que esta representa “mais 24 anos de diálogo”.

“Se estivermos à procura de uma decisão que não tenha vozes contrárias, não vamos ter mais aviões em Portugal. Fazer políticas é fazer escolhas. Assusta-me que seja necessário um consenso para o aeroporto”, declara.

“O fenómeno do entroncamento”

E porque, como Pedro Costa Ferreira lembra, “os problemas das acessibilidades não são só aéreas” a ferrovia também foi discutida na sessão, tendo sido caracterizada pelo presidente da APAVT como o “fenómeno do entroncamento” dadas as 8h40 necessárias para chegar de Lisboa a Madrid – incluindo, também, uma passagem pelo Entroncamento.

Afirma ainda que “do ponto de vista de sustentabilidade, os voos de curta duração vão ser muito atacados” e que nos encontramos “muito dependentes dos voos curtos nalguns mercados muito importantes para [o país]”. Aliás, José Luís Arnaut precisa que 94% dos turistas que visitam Portugal vêm de avião.

“Somos um país periférico, é obvio que temos de fazer um trabalho grande e estamos atrasados décadas na ligação com comboios rápidos com Espanha”, afirma Arnaut.

A encerrar o tema da ferrovia, Eugénio Fernandes acredita que “se houver uma conectividade grande a Madrid, e uma conectividade boa internamente, vamos conseguir desenvolver muito o turismo e o Interior”.

Numa nota final, reportando-se ao tema do congresso, Francisco Calheiros defende que esta não é “uma questão nem de utopia, nem de sobrevivência, é sim uma necessidade cada vez mais atual que as empresas devem ter em conta”.

“Continuamos a viver tempos desafiantes. O turismo, porém, continua resiliente. É praticamente unânime que se não fossem as receitas do turismo a receita seria muito menor”, termina o presidente da CTP.

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AHRESP revela programa do próximo congresso em Coimbra

O congresso terá cerca de 60 oradores, 12 sessões paralelas e cinco workshops de parceiros, além de duas sessões plenárias.

Carla Nunes

O próximo Congresso da Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP), que decorre de 14 a 15 de outubro no Convento de São Francisco, em Coimbra, já tem um pré-programa definido.

Sob o tema, “Sustentabilidade: utopia ou sobrevivência?”, o congresso terá cerca de 60 oradores, 12 sessões paralelas e cinco workshops de parceiros, além de duas sessões plenárias.

A primeira sessão plenária, a cargo de Luís Marques Mendes, abre com o tema “Que conjuntura política e social teremos em 2023?”. Já a segunda sessão plenária vai consistir numa conversa entre a ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, com as jornalistas Rosário Lira e Rosália Amorim, que serão também moderadoras em várias sessões paralelas.

De destacar ainda a sessão de abertura, que conta com a presença de Carlos Moura, presidente da direção da AHRESP, Pedro Machado, presidente da Turismo do Centro de Portugal, António Costa e Silva, ministro da Economia e do presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa. A sessão de encerramento, onde serão lidas as conclusões do congresso, ficará a cargo da Secretária de Estado do Turismo, Congresso e Serviços, Rita Marques.

Ao longo dos dois dias de congresso, as sessões paralelas tratarão temas como o futuro das acessibilidades em Portugal, a sustentabilidade económica e ambiental, a influência do digital na vida das empresas, entre outros assuntos, que podem ser consultados no programa disponível no website da AHRESP.

“O Congresso AHRESP surge no momento em que a recessão bate à porta da Europa, o que pode não deixar ninguém imune – nenhum país e nenhuma atividade – nem mesmo aquela que teve indesmentível recuperação no verão, mas insuficiente para fazer face aos desafios que se colocam à economia nacional como um todo e, em casos muito concretos, aos diversos setores da atividade turística”, refere a associação em comunicado.

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Hospitality Talks
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“Hospitality Talks” reúnem hoteleiros e empresas tecnológicas para mitigar escassez de mão-de-obra no setor

A iniciativa conjunta da HiJiffy, RM hub, Climber RMS e OTA Insight vai juntar “cerca de uma centena de gestores hoteleiros”.

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A 11 e 13 de outubro, em Lisboa e Porto, respetivamente, hoteleiros e especialistas em tecnologia vão reunir-se nas “Hospitality Talks” para discutir formas de mitigar a falta de trabalhadores no setor.

A iniciativa conjunta da HiJiffy, RM hub, Climber RMS e OTA Insight vai juntar “cerca de uma centena de gestores hoteleiros” com o objetivo de identificar “os contextos em que a adoção de soluções tecnológicas e de revenue management podem funcionar como um trunfo na mitigação desta problemática”, indica a HiJify em comunicado.

As conclusões das Hospitality Talks serão incluídas num plano estratégico, “posteriormente disponibilizado aos diferentes stakeholders”, desde players da indústria, até decisores políticos. O intuito passa por “catalisar um compromisso conjunto no sentido de converter Portugal num exemplo de sucesso a nível a europeu”.

“É fundamental esclarecer que a adoção de soluções tecnológicas não visa eliminar a componente humana, muito pelo contrário. O objetivo passa antes por automatizar tarefas repetitivas e de baixo valor acrescentado, maximizando a eficiência de processos”, sublinha Tiago Araújo, CEO da HiJiffy, no respetivo comunicado.

A mesma mensagem é reforçada pelo CEO da RM Hub, Rudi Azevedo, que explica que “a tecnologia permite que as empresas possam canalizar esforços para as áreas operacionais, podendo desta forma direcionar o seu esforço para melhorar a experiência do cliente externo e interno”.

Evento limitado a 50 participantes por edição

Os hoteleiros interessados em fazer parte das Hospitality Talks devem formalizar a inscrição gratuita na edição de Lisboa, que terá lugar a 11 de Outubro, no NEYA Lisboa Hotel, às 9h00, através deste link.

Por sua vez, os interessados em participar na edição do Porto, que decorre a 13 de outubro no Selina Navis Cowork, às 14h00, poderão fazê-lo gratuitamente através deste link.

O evento será limitado a 50 participantes, “por forma a assegurar um envolvimento ativo de todos os presentes”. No entanto, a HiJiffy sublinha que ainda existem vagas disponíveis.

Além das conclusões resultantes dos diferentes painéis de discussão, os hoteleiros serão também chamados a participar num inquérito final. Todos os insights serão depois plasmados num documento que visa funcionar como um plano estratégico.

“Com a iniciativa ‘Hospitality Talks’ procuramos trazer não só os dados e tendências mais relevantes e atuais do mercado hoteleiro, mas também partilhar dicas de como trabalhar com a falta de staff e manter uma estratégia de sucesso”, remata Joanna Tomaszkiewicz, responsável da OTA Insight.

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Hotel Vila Raia
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Idanha-a-Nova recebe nova unidade de três estrelas

O verão é visto pelo General Manager do Hotel Vila Raia como “a época de eleição para atrair clientes”, devido aos atrativos da zona.

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A zona da Raia acabou de ganhar mais quartos com a abertura do Hotel Vila Raia, em Idanha-a-Nova, Castelo Branco. A unidade de três estrelas acrescenta assim 26 quartos à região, num investimento que já superou um milhão de euros.

Os quartos, todos com twin bed, “seguem um modelo muito utilizado em Espanha, podendo-se juntar as camas sempre que o cliente desejar”, como explica Jorge Humberto, General Manager do Hotel Vila Raia.

Ao alojamento juntam-se valências como uma piscina exterior, sauna e jacuzzi, bem como uma sala de reuniões e estacionamento próprio. O edifício da unidade encontrava-se fechado há oito anos, pelo que foi necessário proceder a restauros, pinturas e à impermeabilização da piscina, de acordo com o General Manager.

O responsável aponta que esta unidade “será mais procurada pelo cliente que  quer fugir da agitação das grandes cidades e procura um sítio calmo e sossegado para carregar baterias”. O verão é visto como “a época de eleição para atrair clientes”, dados os atrativos da zona.

“Temos praias fluviais, aldeias históricas e boa gastronomia perto do hotel. Estamos inseridos numa região rica em eventos e que atraem muita gente de fora”, justifica Jorge Humberto.

Por se tratar de um novo hotel, o responsável afirma que não têm “qualquer historial em que possamos basear a nossa perspetiva [de reservas futuras]”. No entanto, mantém-se otimistas, dadas as reservas realizadas “na primeira e segunda semana de abertura e para a última semana de setembro”.

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Carrís Porto Ribeira contrata Simão Cruz para direção de vendas

O profissional conta com várias experiências na vertente hoteleira, somando passagens pelo Grupo Tivoli e pela Blue & Green Hotels.

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A Carrís Hoteles contratou Simão Cruz para assumir o cargo de diretor de vendas do Carrís Porto Ribeira.

O profissional conta com várias experiências na vertente hoteleira, somando passagens pelo Grupo Tivoli, onde assumiu funções de Corporate Account Manager, e pela Blue & Green Hotels, onde desempenhou o cargo de Iberian Market Manager em todas as vertentes de negócio – Corporate, MICE e Leisure. Posteriormente, Simão Cruz foi responsável pela planificação e reposicionamento do Santa Luzia ArtHotel, em Guimarães, enquanto Sales & Marketing Manager.

A Carrís Hoteles é uma cadeia hoteleira com unidades hoteleiras distribuídas pela Galiza e o Norte de Portugal. Atualmente, dispõe de seis hotéis localizados no Porto (Carrís Porto Ribeira), A Coruña (Carrís Marineda), Ferrol (Carrís Almirante), Santiago de Compostela (Carrís Casa de la Troya e Monte do Gozo) e Ourense (Carrís Cardenal Quevedo).

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Marta Paixão assume funções como Events Manager no Lisbon Marriott Hotel

A profissional iniciou a sua carreira como Groups & Events Coordinator / MICE no Sana Metropolitan Hotel, em 2014.

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O Lisbon Marriott Hotel contratou Marta Paixão para ocupar o cargo de Events Manager na unidade.

Licenciada em Direção e Gestão Hoteleira no ESHTE – Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril, bem como mestranda em Ciências Empresariais pelo Instituto Superior de Economia e Gestão em Lisboa (ISEG-UTL), a profissional iniciou a sua carreira como Groups & Events Coordinator / MICE no Sana Metropolitan Hotel, em 2014.

Posteriormente, desempenhou funções como Groups & Events Coordinator na Continental Hotels Portugal, em 2016.

“É com imenso entusiasmo que abraço este novo desafio. Ingressar na Marriott International, a maior cadeia hoteleira a nível mundial, é de facto uma realização profissional. O nosso compromisso será, em conjunto com as equipas operacionais, garantir que o sucesso dos eventos seja uma constante”, afirma Marta Paixão em comunicado.

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Casual Hoteles abre segunda unidade no Porto

O Casual Raízes Porto tem 42 quartos e situa-se na Rua de Santa Catarina. Este é o segundo hotel da marca no Porto e o terceiro em Portugal, juntando-se ao Casual Inca Porto e ao Casual Belle Epoque Lisboa.

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A Casual Hoteles, uma cadeia hoteleira temática valenciana, reforçou a sua presença em Portugal com a abertura da terceira unidade no país, o Casual Raízes Porto. Localizado na Rua de Santa Catarina, o hotel junta-se a uma outra unidade da cadeia na cidade, o Casual Inca Porto, bem como ao Casual Belle Epoque Lisboa, na capital.

O novo hotel é constituído por 42 quartos e um restaurante com terraço exterior, onde são servidos os pequenos-almoços, almoços e jantares. A decoração de interiores ficou a cargo de Raquel Sanjuan, que se inspirou nos ícones do Porto para criar diferentes ambientes no hotel: monumentos como a Igreja de Santo Ildefonso, a Ponte D. Luís I e tradições como a produção de vinho do Porto ganham destaque nos quartos da unidade desta temática.

À semelhança dos restantes hotéis do grupo, o Casual Raízes Porto é pet friendly, assegurando uma cama própria, taças de água e comida e um snack de boas-vindas aos seus hóspedes de quatro patas.

Casual Raízes Porto
Além disso, a unidade disponibiliza quatro packs românticos: o Casual Sense, Casual Love, Casual Bubbles e Casual Sweet, que podem ser consultados no website da cadeia.

“A abertura da Casual Raízes Porto confirma o interesse da nossa cadeia em consolidarmo-nos em Portugal, [principalmente] numa cidade como o Porto, cuja beleza artística e interesse histórico foram uma excelente inspiração para fazermos algo que faz parte do nosso ADN: “tematizar hotéis e juntar o passado dos destinos à estética dos nossos estabelecimentos”, afirma Juan Carlos Sanjuan, presidente e fundador do Casual Hoteles em comunicado.

Com a abertura do Casual Raízes Porto, o portefólio do Casual Hoteles passa a contar com 22 hotéis e 848 quartos em 11 cidades de Espanha (Valência, Bilbao, San Sebastián, Sevilha, Barcelona, Madrid, Benidorm, Cádiz e Málaga) e Portugal. O grupo tem prevista a abertura de mais um hotel em Valência, o Casual Dreams Valencia, com 45 quartos.

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