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Turismo Ferroviário: O comboio que Portugal não deve perder

Os investimentos anunciados para a ferrovia nacional deixam antever novas oportunidades para a atividade turística, que olha para o comboio como um instrumento promissor para desenvolver um novo produto, com inegáveis vantagens ambientais e económicas, mas com tantos outros desafios.

Inês de Matos
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Turismo Ferroviário: O comboio que Portugal não deve perder

Os investimentos anunciados para a ferrovia nacional deixam antever novas oportunidades para a atividade turística, que olha para o comboio como um instrumento promissor para desenvolver um novo produto, com inegáveis vantagens ambientais e económicas, mas com tantos outros desafios.

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Os investimentos anunciados para a ferrovia nacional deixam antever novas oportunidades para a atividade turística, que olha para o comboio como um instrumento promissor para desenvolver um novo produto, com inegáveis vantagens ambientais e económicas, mas com tantos outros desafios.


"Hoje é um dia histórico para a ferrovia nacional”. Foi desta forma que, a 15 de julho, o ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, anunciou um concurso para adquirir 117 automotoras elétricas, num investimento de 819 milhões de euros, que é a maior compra de comboios de sempre da CP – Comboios de Portugal.
A aquisição de novo material circulante era mais do que necessária – já que, como explicou o ministro, existem composições em circulação com mais de 70 anos - e chega acompanhada da criação de um Centro de Competências Ferroviárias e da autorização dos concursos para “a elaboração dos estudos e projetos necessários para a concretização do próximo ciclo de investimento ferroviário”, tudo graças ao novo quadro financeiro plurianual europeu.
Para planificar os investimentos na ferrovia nas próximas décadas, Portugal tem ainda em elaboração o Plano Ferroviário Nacional (PFN), que deverá estar pronto em junho de 2022 ou 2023, já que o prazo do despacho é prorrogável por um ano, e que visa levar a ferrovia “a todas as capitais” de distrito, reduzir o tempo de viagem entre Lisboa e Porto e promover melhores ligações da ferrovia às infraestruturas portuárias e aeroportuárias.
A aposta anunciada para o caminho-de-ferro nacional, que estava há muito prometida e que é vista como essencial para aumentar a mobilidade de forma mais amiga do ambiente e a preços mais acessíveis, foi impulsionada pela União Europeia (UE), que declarou 2021 como o Ano Europeu da Ferrovia e dedicou parte da ‘bazuca europeia’ e do novo quadro comunitário ao desenvolvimento e modernização deste tipo de transporte.

Cláudia Monteiro de Aguiar, eurodeputada

Mas, além das vantagens para a mobilidade, a aposta na ferrovia permite também desenvolver um tipo de oferta turística associada ao caminho-de-ferro, que parece estar já na mira das autoridades turísticas nacionais. No Orçamento do Estado para 2020, o Governo estabeleceu o objetivo de “desenvolver um programa de turismo ferroviário” e, em setembro de 2020, lançou o Revive Ferrovia para levar nova vida às antigas estações ferroviárias desativadas e reforçar a oferta disponível para este tipo de turismo. “O conceito de turismo ferroviário como experiência é um produto que, criando condições de oferta, terá certamente procura”, diz ao Publituris a eurodeputada portuguesa Cláudia Monteiro de Aguiar e membro da Comissão de Transportes e Turismo do Parlamento Europeu, destacando, no entanto, que, a este nível, “os desafios são gigantes tanto para a União, como para Portugal”, uma vez que é necessário “modernizar as linhas e reforçar a qualidade dos serviços”, ultrapassar “obstáculos regulamentares” e "harmonizá-los a nível europeu”. “Só assim tornaremos este segmento competitivo face, por exemplo, ao transporte aéreo”, aponta.

Potencial
Os dados mais recentes da Organização Mundial do Turismo (OMT) indicam que, em 2019, o comboio, como transporte utilizado para turismo de lazer, representou apenas 1% das viagens, enquanto, a nível europeu, foi utilizado por 5% dos residentes em turismo de lazer, em 2016. Apesar de mostrarem que o comboio continua a ser preterido face ao avião, que foi o meio de transporte eleito por 59% dos turistas em 2019, os números também mostram o potencial de crescimento do comboio, um meio de transporte mais amigo do ambiente, que vai ao encontro da atual tendência de procura por experiências autênticas e sustentáveis.
Em Portugal, a oferta continua a ser escassa e a resumir-se aos comboios históricos do Douro e do Vouga (ver caixa), operados pela CP – Comboios de Portugal, que não respondeu ao Publituris alegando questões estratégicas e a incerteza associada à pandemia da COVID-19, que torna “complicado traçar cenários para o setor de turismo ou estabelecer previsões de evolução da procura”, de acordo com fonte da empresa.
Cláudia Monteiro de Aguiar, que destaca o “potencial que os caminhos-de-ferro têm para fomentar o desenvolvimento do turismo sustentável de forma global na Europa e de forma particular em Portugal”, considera que, “se Portugal revitalizar este produto turístico, irá usufruir do efeito multiplicador que o turismo representa e gerará receitas adicionais para a própria ferrovia”.
Opinião idêntica tem a Universidade Europeia, que lançou o programa Tourism Train Experience com o Turismo de Portugal para estimular o desenvolvimento de projetos relacionados com a ferrovia em territórios com menor procura turística, e que estranha “como é que um país que está entre os mais visitados do mundo, cuja situação periférica dificulta o contacto com outros europeus, que tem prémios internacionais pelo bom serviço e organização, embora com um reconhecido défice no transporte internacional, ainda não decidiu pela aposta na ferrovia”. Para o estabelecimento de ensino superior, a aposta na ferrovia permitiria valorizar “um dos principais aspetos diferenciadores do destino Portugal: a diversidade concentrada”.
Portugal tem boas condições para desenvolver o turismo ferroviário e, acrescenta a APAC - Associação Portuguesa dos Amigos dos Caminhos-de-Ferro, até “apresenta inúmeras vantagens quando comparado com os restantes países da Europa”, desde logo, porque possui “itinerários fantásticos por explorar”, como as linhas da Beira Baixa, do Algarve ou do Tua que, por terem sido pouco atualizados nas últimas décadas, “mantêm características muito interessantes para o turismo ferroviário – são traçados tipicamente mais sinuosos, com menos túneis, mais cénicos”.
Também a Vila Galé acredita nesse potencial, com Jorge Rebelo de Almeida a afirmar que “seria possível ter produtos e experiências diferenciadoras com base em viagens de comboio temáticas ou que liguem regiões que não beneficiam, ou deixaram de beneficiar, de ligações ferroviárias”.
Para o presidente da Vila Galé, que em 2017 promoveu o “Comboio temático do Alentejo”, o caminho-de-ferro pode ser “estruturante em termos turísticos”. “Quisemos promover a cultura alentejana, mas principalmente alertar para o potencial da ferrovia, como meio de deslocação de turistas, mas também a outros níveis, dado o seu impacto na economia e maior sustentabilidade. Quisemos mostrar o quanto seria importante estimular o transporte ferroviário, que poderia ser estruturante em termos turísticos”, explica.

Público e benefícios
Além das vantagens ambientais, o turismo ferroviário também “pode ser um instrumento muito importante sobretudo para promover atividades económicas alternativas em zonas do país de menor densidade populacional mas que têm atrativos turísticos importantes”, indica a APAC, que considera que este turismo “pode chegar a quase todos os públicos”. “Não é só quem gosta de comboios ou quem gosta de andar de comboio que adere aos comboios turísticos. É também quem quer viver a experiência de ver uma determinada paisagem de outro ângulo”, acrescenta a associação.
Opinião idêntica tem a Universidade Europeia, que diz que o turismo ferroviário “incentiva à descentralização dos turistas em prol de regiões com elevada potencialidade para o desenvolvimento da atividade turística”, atraindo essencialmente as gerações mais novas, onde se encontra o “discurso eco”.
Jorge Rebelo de Almeida acrescenta que este turismo teria ainda a vantagem de “diversificar a oferta, de diferenciar Portugal e até de posicionar o país como destino mais amigo do ambiente e sustentável”, sendo também “muito eficaz” para “distribuir melhor os turistas por todo o país, levando-os ao interior e aliviando zonas onde pudesse haver maior sobrecarga”.
Já Cláudia Monteiro de Aguiar sublinha que, ainda que “a procura de viagens seja influenciada por múltiplos fatores”, é preciso ver que a pandemia “trouxe uma tendência para experiências em destinos mais remotos, isolados, de contacto com a natureza no interior dos países”. Ainda assim, refere, o turismo ferroviário é genericamente “procurado por pessoas que se preocupam com a causa ambiental, que procuram uma experiência mais autêntica e são adeptas de um slow tourism”. “O mercado sénior poderá ser um público-alvo, porque tem mais tempo para viajar, maior disponibilidade financeira e porque procura um registo de viagem ou férias mais slow e experimental. Depois, temos as gerações mais novas que procuram experiências autênticas e mais sustentáveis”, explica, considerando que “Portugal não pode descurar” esta geração, que viaja “de forma mais independente e sempre orientada”.

Estratégia e desafios
Mas, como lembra a APAC, este tipo de turismo não se foca apenas na “perspetiva da operação ferroviária”, sendo necessário criar oferta integrada que permita colocar as infraestruturas ao serviço do turismo.
E foi com o objetivo de criar oferta que o Governo lançou o Revive Ferrovia. O projeto conta com 30 imóveis no Norte e Alentejo para reabilitação, à semelhança do que acontece no programa Revive, que reabilitou e colocou ao serviço do turismo e hotelaria vários edifícios históricos. Apesar de não ser conhecido qualquer feedback do Revive Ferrovia e da Secretaria de Estado do Turismo e o Turismo de Portugal terem recusado responder ao Publituris, o certo é que o programa parece agradar ao setor, como Jorge Rebelo de Almeida, que considera que este “pode ser um ponto de partida e uma forma de pôr a ferrovia e o turismo ferroviário na agenda”.

Jorge Rebelo de Almeida, Vila Galé

O presidente da Vila Galé defende, no entanto, que é necessária a “articulação entre todos os intervenientes no âmbito das infraestruturas, material circulante ou questões operacionais para estimular esta aposta”, numa opinião partilhada pela APAC, que diz que “as entidades regionais promotoras do turismo têm um papel fundamental a desempenhar para permitir ligar a oferta ferroviária com o setor hoteleiro e restauração, com o setor cultural e até com atividades ou experiências particulares”. Por isso, para a associação, “o grande desafio é a integração”. “Se vemos que o comboio atrai tanta gente e que é uma experiência tão distinta, temos de conseguir unir os vários atores do turismo que direta e indiretamente poderão beneficiar com o turismo ferroviário – com mais sinergias, conseguiremos viabilizar mais corredores e mais produtos”, defende.
Mas o desenvolvimento de uma oferta integrada não é sinónimo de sucesso, alerta Cláudia Monteiro de Aguiar. “Se queremos utilizar a ferrovia para o turismo de lazer precisamos de torná-la competitiva e focada no cliente, por exemplo, através da digitalização do setor permitindo aos consumidores informações em tempo real sobre as ofertas de viagem, as tarifas e os horários, facilitando a compra de bilhetes e proporcionando soluções de viagem porta a porta sem descontinuidades”, diz, defendendo a eliminação das “barreiras administrativas, regulamentares e tecnológicas para se construir um verdadeiro espaço ferroviário europeu unificado”.
Já as “lacunas na linha ferroviária nacional” são, de acordo com a Universidade Europeia, um dos principais desafios, com o estabelecimento de ensino superior a dar como exemplo o Alentejo, onde existem muitas “missing lines”, num exemplo que também é mencionado por Cláudia Monteiro de Aguiar, que considera que “caso este panorama não seja alterado, o transporte ferroviário será sempre preterido face a outros”.

Futuro
A aposta no turismo ferroviário parece estar a começar e, como explica Cláudia Monteiro de Aguiar, os fundos europeus vão desempenhar um papel fundamental para criar condições para que este tipo de turismo ganhe expressão. “A “bazuca europeia” e os respetivos planos de recuperação e resiliência (PRR), com as metas que implicam alocar 37% do montante a objetivos climáticos e 20% à digitalização, obrigam indiretamente os Estados-membros a aplicarem estes montantes para projetos de mobilidade sustentável. Dentro desta componente surge a aposta na modernização das vias ferroviárias”, explica a eurodeputada do PSD.
No entanto, no caso de Portugal, diz Cláudia Monteiro de Aguiar, o PRR “tem uma verba de 967 milhões de euros para o transporte sustentável, que apesar de pequena, apresenta um problema maior, está demasiado focada na orla litoral e nos grandes centros urbanos”, o que deixa de fora “o objetivo da descarbornização nas cidades do interior e a correção de assimetrias existentes no que toca à coesão territorial”. “Infelizmente até o próprio setor do Turismo tem uma componente reduzida no PRR não fazendo jus à importância e ao peso do mesmo na economia”, acrescenta, lamentando ainda que o plano estratégico do Governo também esqueça “a união de forças” e uma colaboração que permitisse “ter iniciativas conjuntas entre as entidades e operadores ferroviários, entidades responsáveis pela promoção do turismo, dos destinos e os operadores turísticos”.
Opinião diferente tem a APAC, que considera que o plano estratégico pode ser “uma oportunidade fantástica para apostar em produtos mais ambiciosos”, como a “recuperação de composições ainda mais notáveis e que suscitem maior interesse”. Já em relação à ‘bazuca europeia’, a associação mostra-se mais cautelosa, até porque ainda está a aguardar a “definição de alguns programas de âmbito algo genérico”, ainda que considere que “haverá certamente oportunidade para desenvolver produtos novos”, apesar de defender que o setor não pode “ficar à espera da dita “bazuca” para outro tipo de apostas”.

Comboios históricos regressam ao Douro e ao Vouga
Apesar de Portugal contar atualmente com uma oferta limitada no que aos comboios turísticos diz respeito, a CP – Comboios de Portugal voltou a operar, este verão, os comboios históricos do Douro e do Vouga.
No Douro, o comboio liga as estações da Régua e Tua, todos os sábados, de 5 de junho a 30 de outubro, bem como ao domingo, entre 1 de agosto e 10 de outubro, enquanto na linha do Vouga, a viagem liga a estação de Aveiro a Macinhata do Vouga, e as próxima viagem está agendada para 11 de setembro.
No Douro, os preços começam nos 45 euros por adulto, mas existem preços para grupos com 10 ou mais pessoas que baixam o valor para 40 euros, enquanto as crianças pagam 20 euros. Já no Vouga, os preços começam nos 30 euros por adulto, descendo para 26,50 euros em grupos de 10 ou mais pessoas, e as crianças pagam 16,50 euros.
Em abril e maio, a CP promoveu também algumas viagens na linha do Vouga num comboio movido por uma locomotiva a vapor e composto por várias carruagens históricas do início do século XX.

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OS PRÉMIOS COMUNICAÇÃO M&P

O M&P vai premiar, pelo nono ano, a excelência na Comunicação

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Como já é tradição os Prémios Comunicação M&P vão distinguir os melhores trabalhos de consultoras de comunicação e relações públicas, projectos de comunicação, acções de sustentabilidade levadas a cabo pelas organizações, eventos e acções feitas em conjunto com os media. Também aberto aos Mercados Externos, a concurso temos 11 grandes categorias: Sectores de Actividade, Digital/Social/Influenciadores, Branded Content, Eventos e Patrocínios, Comunicação Interna, Reputação e Public Affairs, Sustentabilidade e Responsabilidade Social Corporativa, Comunicação Institucional, Comunicação Integrada e Assessoria de Imprensa.

A escolha dos vencedores, que serão revelados em Dezembro, está a cargo de António Mendes (RFM), António Costa (Eco), António Cunha Vaz (CV&A), Bruno Batista (grupo GCI), Elgar Rosa (Pure), Inês Mendes da Silva (Notable) Isabel Rodrigues (Cofina Media), Jorge Magalhães (Grupo Stellantis Portugal), José Franco (Corpcom), Maria Domingas Carvalhosa (Wisdom Consulting e APECOM), Maria João Soares (JLM & Associados), Pedro Cruz (TSF), Rui Piteira (Tabaqueira), Teresa Figueira (Central de Informação), Tiago Ferreira (Grupo Nabeiro-Delta Cafés) e Tiago Simões (Sonae MC e APAN).

Recorde aqui aqui os vencedores de 2020 e consulte aqui toda a informação sobre a 9ª edição dos Prémios Comunicação M&P.

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Autêntica Costa Amalfitana : descubra as páginas do livro que ainda não leu

As três vilas históricas da Costa Amalfitana.

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Desde a mais pequena vila da Itália, à arte como veículo de espiritualidade. As vilas históricas da Costa de Amalfi 

Uma viagem às antigas aldeias da Costa Amalfitana onde o tempo parece ter parado, mas na tranquilidade a história tem sido capaz de continuar a viver, inovando-se, graças à contribuição e à habilidade dos seus habitantes.

Amalfi by night (photo-Salvatore-Guadagno)

Atrani (photo Vito Fusco)

Atrani: a aldeia mais pequena de Itália.

É o mais pequeno município italiano. A apenas 800 metros de Amalfi, em Atrani parece que o tempo parou. Um lugar rico em história que relembra de forma impecável o esplendor da antiga República Amalfitana. Em Atrani, cada vislumbre oferece momentos preciosos de descoberta entre perspectivas espetaculares ou recantos decorados com colunas e capitéis romanos e medievais (que datam dos séculos XII a XIII).

Aqui as angústias da vida dissolvem-se, dando lugar ao suspiro do mar. Um vínculo, aquele com o mar, tão intenso e visceral que o município inaugurou recentemente um novo museu ao ar livre: "Vasi d'a ... mare". O projeto reúne os vasos confeccionados por mestres oleiros locais, entre eles Lucio Liguori, Francesco Raimondi, Vincenzo Caruso, Sasà Mautone, Pasquale Liguori (Azul infinito), todos instalados em suportes moldados à mão pelo artista-ferreiro Giovanni Spada. Dispostas ao longo do Largo Marinella, as obras celebram a cultura pesqueira local e a ligação com o mar. Do Largo Marinella chegamos ao centro nevrálgico da vila, a sugestiva Piazza Umberto I. Aqui nos encontramos para momentos de festa, para um café ou um aperitivo com os amigos. E é num dos bares dessa praça que nasceu o Lemon Spritz, feito com o Sfusato Amalfitano. A partir da praça entrevê-se a Igreja de San Salvatore de Birecto, cuja torre sineira marca as horas do dia como antigamente. Fundada no século X, é um dos mais antigos monumentos do patrimônio cultural e espiritual da Costa Amalfitana.

Diz-se que a cerimónia de investidura do duque de Amalfi teve lugar aqui. Foi precisamente essa relação sutil entre o sagrado e o profano, entre jogos impercetíveis de geometrias que fascinou e influenciou as obras visionárias de uma das personalidades mais extraordinárias e ecléticas do século XX, Maurits Cornelis Escher, que durante a sua estadia na Costa por volta dos anos ’30 amou Atrani pela sua “mágica atmosfera".

Pontone: a história da Costa de Amalfi nasce aqui.

Aninhado nas montanhas entre Amalfi e Scala, a pacata aldeia de Pontone é o berço da Costa Amalfitana. Entre ruas de pedra e jardins em socalcos, Pontone foi uma das povoações mais antigas, nomeadamente do ponto de vista cultural, que deu origem ao que viria a ser a primeira República Marítima da Itália, ou seja, a República de Amalfi. Pontone representa a expressão emocional da cultura. E aqui nas calmas ruas da aldeia é possível sentir a história ganhar vida. Bem no centro de Pontone está a Piazza San Giovanni Battista, hoje um lugar tranquilo para se sentar por baixo das árvores ou apreciar a vista das paisagens verdes que do vale chegam a Amalfi. Pontone era um importante centro de produção têxtil e a Piazza San Giovanni Battista era o coração do negócio. Aqui era feito o tecido de lã que os mercadores de Amalfi vendiam em todo o sul da Itália e na Sicília.

À beira da Piazza San Giovanni Battista está a igreja com o mesmo nome. A partir da Piazza San Giovanni Battista uma escada íngreme leva a uma das joias da Costa Amalfitana. A Igreja de San Filippo Neri, fundada no século X, é o fulcro do patrimônio religioso e cultural da aldeia. Antes de entrar, os olhos voltam-se para o céu para observar a torre sineira de pedra do século X. A torre sineira não está diretamente conectada à igreja. Ela está posicionada, de fato, em frente a um átrio abobadado na entrada do edifício. O caminho de pedra passa mesmo através do átrio. Mesmo sem entrar na igreja, a incrível abóbada cruzada leva de volta no tempo e lembra as do Arsenale de Amalfi, onde os navios foram construídos durante a Idade Média.

Amalfi: a espiritualidade em obras de arte.

Caminhando pelas vielas de Amalfi, aquelas ruas estreitas e sombreadas, respira-se uma atmosfera de outros tempos, mas sempre atual e agradável para ser desfrutada em qualquer época do ano. No verão, um banho nas águas cristalinas alterna-se com uma granita fresca de limão ou uma deliciosa sfogliatella. Nos períodos mais frios, porém, é romântico passear pelas ruas do centro entre fontes, arcos e igrejas iluminadas por luzes que, quando acesas, aquecem a alma. A Piazza Duomo é o coração pulsante onde a famosa e icônica catedral ergue-se majestosamente.

A Catedral de Amalfi é hoje considerada um dos mais importantes e belos monumentos da Itália, onde o estilo bizantino junta-se aos estilos românico, islâmico e barroco. O conjunto monumental constituído pela Catedral, pelo Claustro do Paraíso e pela Igreja do Crucifixo, sede do Museu Diocesano, tem um valor histórico e social que vai além do artístico. Ricos em história e cultura, a poucos passos da praça principal, estão os Arsenais Antigos, locais onde, num passado distante, os barcos foram construídos e depois colocados diretamente no mar. Tornou-se hoje o principal museu da cidade, e no seu interior pode-se admirar importantes exposições de arte ou fotografia, rodeadas por abóbadas e estruturas arquitetónicas originais.

Duomo di Amalfi (photo by Andrea Gallucci)

La fontana dedicata al patrono di Amalfi-SantAndrea in Piazza-Duomo (photo by Salvatore Guadagno)

Entre na revista Authentic Amalfi Coast e descubra as páginas do livro que ainda não leu sobre a Costa Amalfitana www.authenticamalficoast.it

Autor: Italia National Tourism Board

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75% dos portugueses diz que próximas férias vão ser em Portugal, revela estudo da Bloom Consulting

Estudo da consultora Bloom Consulting apurou que 44% dos portugueses conta gozar um período de descanso ainda este ano e que apenas 27% deixa para o próximo ano os planos de férias.

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Para 75% dos portugueses, as próximas férias vão ser passadas em território nacional, apurou um estudo da Bloom Consulting, que revela também que, apesar da pandemia, 44% dos portugueses conta gozar um período de descanso ainda este ano e que apenas 27% deixa para o próximo ano os planos de férias.

Ainda assim, diz a Bloom Consulting num comunicado divulgado esta sexta-feira, 17 de setembro, "ma grande fatia da população inquirida afirmou ainda não estar decidida quanto à sua próxima viagem de lazer (22%), sendo que apenas 5,8% afirma que apenas viajará em 2023".

“Os dados do estudo são reveladores de algo que a indústria turística portuguesa já tem vindo a sentir_ uma maior movimentação dos portugueses em viagens de lazer. Com o avançar da vacinação e aproximação à tão desejada imunidade de grupo, é expectável que alguns destes portugueses vão progressivamente alterando a sua posição em relação ao turismo sendo no entanto irrealista pensar que a situação reverterá para as tendências registadas em 2019 num futuro próximo”, considera Filipe Roquette, diretor geral da Bloom Consulting Portugal.

O estudo mostra também que, quanto mais jovens os inquiridos, maior a disposição para viajar ainda este ano, com a Bloom Consulting a revelar que, "o grupo de 54 ou mais anos é o mais conservador e também o mais indeciso nesta matéria".

Quanto a destinos, o mercado nacional é o que sai a ganhar, até porque, dos 75% dos portugueses que conta fazer férias em destinos nacionais, em 60% dos casos nem são consideradas outras hipóteses. Ainda assim, há 14% de portugueses que dizem não saber onde vão passar as próximas férias, enquanto 11% descarta férias no território nacional e só pensa em férias no estrangeiro.

"Entre os que afirmam que o seu próximo destino será em território nacional, o Algarve é a região mais referida com 20% do total de menções. Seguem-se as regiões autónomas dos Açores e da Madeira com 18% e 16% respetivamente. Também com 16% estão o Alentejo e a região do Porto e Norte de Portugal. O Centro de Portugal com 8% e a Região de Lisboa são as regiões sob as quais recaem menos intenções de visitação por parte dos portugueses num futuro próximo", indica o comunicado.

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Iberia mantém voos para as Maldivas no inverno

Depois do sucesso no verão, a Iberia vai manter a operação para as Maldivas este inverno, com dois voos por semana, e, em Portugal, tem planos para aumentar a capacidade nas rotas de Lisboa e Porto.

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A Iberia vai manter os voos para as Maldivas, que arrancaram no início de julho, também  durante a temporada de inverno, com a companhia aérea espanhola a revelar que a decisão foi tomada na sequência do "bom funcionamento desta rota nos meses de verão" e que, na época baixa, os voos decorrem entre dezembro e fevereiro, com duas ligações por semana. Já para Lisboa e Porto, está previsto um aumento para o triplo dos voos diários, ao longo dos próximos meses.

"Entre as principais novidades, destaca-se a incorporação do destino estrela do verão, as Ilhas Maldivas. Após o bom funcionamento da rota nos meses de verão, a companhia aérea decidiu retomar os voos a partir de dezembro com duas frequências diretas por semana, que vão até fevereiro de 2022", lê-se na informação divulgada pela companhia aérea sobre o plano de rotas para este inverno.

Além das Maldivas, a Iberia vai manter também no inverno os voos para Cali, na Colômbia, outra das rotas que a companhia aérea também operou este verão e que, no inverno vai contar com três frequências por  semana, entre dezembro e março.

Neste inverno, a Iberia vai ainda aumentar o número de voos disponíveis na ponte aérea entre Madrid e Barcelona, que em setembro já tinha sido aumentada em 32%, mas que, segundo a Iberia, vai ainda conhecer novos aumentos este inverno, até um total de 68 voos por semana, o que totaliza 11 voos por dia em cada trajeto.

Na informação divulgada, a Iberia explica que os aumentos previstos para a ponte aérea visam a reativação das viagens de negócios, motivo pelo qual a transportadora vai também reforçar a operação em alguns destinos europeus, a exemplo de Paris, para onde a Iberia conta disponibilizar até sete voos por dia em cada sentido, mas também de Londres, que passa a contar com até cinco voos por dia e por trajeto, enquanto cidades como Lisboa, Porto, Frankfurt, Bruxelas, Genebra, Milão, Roma, Zurique, Dusseldorf, Munique, Veneza, Lyon e Marselha vão chegar aos três voos por dia, ao longo deste inverno. Já Frankfurt, vai contar com um aumento até 18 frequências por semana.

Na rede de longo curso, e além das Maldivas e de Cali, a Iberia vai também aumentar a sua oferta para a América Latina e EUA, estimando voar para 23 cidades em 17 países, num total de 280 voos por semana, à partida de Madrid. Apenas na América Latina, a companhia aérea vai operar para 17 destinos em 15 países, superando os 200 voos por semana.

"Os mercados com maiores taxas de crescimento são o México - que já conta com dois voos diários -, a República Dominicana - com mais três voos semanais, até 13 frequências - e a Colômbia, com mais três frequências para Bogotá, chegando a 10; e Cali, para onde a Iberia voa três vezes por semana", indica a transportadora.

Além disso, acrescenta a Iberia, vai ser também aumentada a capacidade para a América do Centro e Caraíbas, em concreto para o Panamá, Costa Rica e Guatemala/El Salvador, que passam a contar com mais um voo por semana, até seis frequências semanais no caso do Panamá e Costa Rica, enquanto a Guatemala/El  Salvador passa a contar com cinco ligações semanais.

Para San Juan de Porto Rico, a Iberia vai passar de três para quatro frequências por semana, enquanto o Uruguai passa a seis voos diretos por semana. Já Buenos Aires, Lima, São Paulo e Santiago do Chile mantêm um voo diário, ainda que, no caso da capital argentina, a operação esteja ainda sujeita a aprovação governamental.

Já nos EUA, onde a Iberia diz estar ainda dependente da reabertura turística, a companhia tem planos para recuperar as frequências que oferecia antes da pandemia, e conta operar 10 voos por semana para Nova Iorque e Miami, ou seja, mais três que no verão, e espera manter ainda as ligações a Chicago, Boston e Los Angeles.

Este inverno, a Iberia conta ainda com uma campanha especial que pretende estimular a procura ao longo dos próximos meses e que oferece tarifas especiais para reservas até 22 de setembro e que se aplica a viagens até 9 de junho de 2022.

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Operadores retomam operação de Fim-de-Ano para Salvador e Natal

Os charters dos operadores Solférias, Exoticoonline e Sonhando têm partida programada para 26 e 27 de dezembro.

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Os operadores turísticos Solférias, Exoticoonline e  Sonhando voltam a juntar-se para lançar uma operação especial de Fim-de-Ano com destino a Salvador da Bahia e Natal no Brasil, com partidas de Lisboa e Porto.

 Esta operação especial de Réveillon em Salvador, com saída a 26 de dezembro e regresso a 2 de janeiro, terá partida de Lisboa via Porto. 

Para a cidade de Natal, a saída será dia 27 de dezembro e regresso dia 3 de janeiro e também com partida de Lisboa via Porto. 

No sentido inverso, estas operações estão ser comercializadas pelo operador Alto Astral, em parceria com Lusanova e outros parceiros locais.

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Ryanair abre nova rota entre o Porto e Clermont-Ferrand no inverno

Companhia aérea vai realizar dois voos por semana entre o Porto e a cidade francesa de Clermont-Ferrand, a partir de novembro.

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A Ryanair anunciou a abertura de uma nova rota entre o Porto e a cidade francesa de Clermont-Ferrand no próximo inverno, operação que vai contar com dois voos por semana e que, segundo comunicado da companhia aérea low cost, arranca em novembro.

"Estamos encantados por anunciar esta nova rota do Porto para Clermont-Ferrand com dois voos semanais, a partir de novembro. A Ryanair continua empenhada em reconstruir a industria turística em Portugal e em reforçar a conetividade, à medida que continua a crescer na Europa e as viagens regressam aos níveis pré-COVID-19", congratula-se Jason McGuinness, diretor Comercial da Ryanair.

Para assinalar o lançamento da nova rota de inverno, a Ryanair lançou uma promoção com preços desde 19,99 euros, para viagens que decorram até março de 2022 e cujas reservas sejam realizadas até à meia-noite do próximo sábado, 18 de setembro, através do site da companhia aérea,  em  www.Ryanair.com

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Altis Grand Hotel reabre dia 18

Com esta reabertura, todos os hotéis do grupo Altis voltam a estar simultaneamente em funcionamento.

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 1 de outubro é a data escolhida para reabertura oficial do Altis Grand Hotel, o primeiro hotel do grupo que irá completar este ano 48 anos. Depois de estar fechado desde abril do ano passado, o emblemático hotel lisboeta   reabrirá, enquanto a cidade espera receber de volta mais turistas.

Para Raul Martins, presidente do Conselho de Administração do Grupo Altis, "o Altis Grand Hotel é um hotel com história desde a sua abertura, temos empresas e gerações de clientes que estão ligados a este hotel, aqui vieram pela mão dos avós ou dos pais, e é uma enorme satisfação poder voltar a recebê-los. Toda a equipa está ansiosa e motivada".

Desde o inicio da pandemia, o grupo manteve sempre pelo menos um hotel em funcionamento e, com esta reabertura, todos os hotéis do grupo Altis voltam a estar simultaneamente em funcionamento, uma  decisão tomada  com base nas "boas perspetivas de ocupação para o último trimestre do ano e para o próximo ano".

“Para 2022, o grupo espera atingir uma ocupação anual média de 60%, sendo que em 2019, fechou o ano com uma ocupação de 80%”, perspetiva Diogo Fonseca e Silva, diretor-geral de operações do Grupo Altis Hotels.

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American Airlines compra 5,2% da Gol e anuncia codeshare exclusivo

Negócio prevê a criação do maior programa de fidelidade do continente americano, assim como a ampliação do acordo de codeshare que as duas transportadoras já mantinham.

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A American Airlines adquiriu 5,2% da Gol, atualmente a maior companhia aérea brasileira, o que vai dar origem a uma "parceria exclusiva", que prevê a criação do maior programa de fidelidade do continente americano, assim como a ampliação do acordo de codeshare que as duas transportadoras já mantinham, num negócio que visa a afirmação da companhia norte-americana no Brasil.

De acordo com a imprensa brasileira, o negócio prevê um investimento de 200 milhões de dólares, já que a American Airlines compra 22,2 milhões de ações preferenciais da Gol, assim como a junção dos programas de fidelidade das duas companhias, o Aadvantage e o Smiles, numa fusão que vai dar origem ao maior programa de milhas do continente americano.

Mas o principal destaque vai mesmo para a ampliação do acordo de codeshare, o que vai permitir aumentar a presença da American Airlines na América do Sul, principalmente no Brasil.

"A American é, há muito tempo, a companhia aérea líder entre os Estados Unidos e a América do Sul, e esta parceria mais forte com a Gol solidifica essa posição de liderança", afirma Robert Isom, presidente da American Airlines, considerando que a rede da transportadora norte-americana "combina perfeitamente" com a rede da Gol no Brasil.

"Juntos, seremos capazes de oferecer aos clientes que voam para, através e do Brasil acesso à maior rede com as taxas mais baixas e o melhor e maior programa de fidelidade de viagens conjunto da América", acrescenta o responsável.

Com a ampliação do acordo de venda compartilhada, os clientes da Gol passam a ter acesso a mais de 30 destinos da American Airlines nos EUA, à partida dos hubs da Gol em São Paulo (GRU) e no Rio de Janeiro (GIG), assim como a outras 34 rotas brasileiras e internacionais, nomeadamente na América Latina.

"O acordo de codeshare exclusivo entre duas das principais empresas aéreas das Américas combina malhas altamente complementares e oferece aos clientes uma experiência de viagem superior, proporcionada pelo maior número de voos e destinos nas Américas do Norte e do Sul”, destaca Paulo Kakinoff, CEO da Gol, considerando que este acordo "fortalecerá ainda mais a presença da Gol nos mercados internacionais" e vai contribuir para o crescimento da transportadora.

O negócio, que prevê também que a American Airlines passe a indicar um dos membros do Conselho de Administração da Gol, não está, no entanto, ainda completamente concluído e, segundo a imprensa brasileira, aguarda a confirmação de algumas condições, incluindo assinatura e entrega da documentação definitiva, entre outras condições usuais de operações deste nível.

Recorde-se que a American Airlines voa atualmente para 17 destinos na América do Sul, incluindo São Paulo (GRU) e Rio de Janeiro (GIG), a partir das suas bases em Dallas-Fort Worth (DFW), Miami (MIA) e Nova York (JFK), enquanto a Gol conta com ligações aéreas para 63 destinos no Brasil, assim como para várias das principais cidades da América Latina.

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Primeiros turistas da SpaceX já iniciaram viagem

A cápsula da SpaceX partiu para uma viagem de três dias no espaço, sem nenhum astronauta profissional a bordo.

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Quatro turistas norte-americanos já descolaram do Centro Espacial Kennedy, na Florida, nos Estados Unidos, a bordo de uma cápsula da SpaceX, para uma viagem de três dias no espaço, sem nenhum astronauta profissional a bordo.

O foguetão Falcon 9, transportando a cápsula Dragon, ambos da empresa privada SpaceX, descolou à hora prevista, 20:02 horas locais de quarta-feira (23:02 em Portugal), do Centro Espacial Kennedy, na Florida, segundo a agência de notícias France-Presse (AFP).

Minutos depois, o foguetão separou-se da cápsula com sucesso, levando a bordo, pela primeira vez, apenas civis como tripulantes, que permanecerão três dias no espaço.

"Poucos lá foram e muitos vão seguir-se. A porta abre-se agora", disse o multimilionário Jared Isaacman, de 38 anos, que fretou o "cruzeiro espacial" e comanda a missão.

Isaacman, de 38 anos, fundador e presidente da empresa Shift4 Payments, amante da aviação, financiou a travessia espacial dos outros três tripulantes, com um custo que não foi divulgado, mas que deverá rondar as dezenas de milhões de dólares, segundo a AFP.

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Ilha do Sal vai ter charter no Fim-de-Ano

Esta operação é promovida pelos operadores turísticos Solférias, Soltrópico e Viagens Abreu.

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Os operadores turísticos Solférias, Soltrópico e Viagens Abreu juntaram-se para realizar uma operação charter para a ilha do Sal, em Cabo Verde, na época festiva do Fim-de-Ano.

Com partidas de Lisboa e do Porto em voos operados pela SATA no dia 26 de dezembro 2021 e regresso a 02 de Janeiro de 2022 (o voo parte do Sal na madrugada de 03 de Janeiro), os pacotes disponibilizados, neste caso pela Soltrópico, incluem estadas de  sete dias, a partir de 1388 euros como preço base, por pessoa, em quarto duplo standard, em regime de Tudo Incluído, no 4-estrelas, Oásis Belorizonte, e 1547 euros, por pessoa, em quarto standard, em regime de Tudo Incluído no 5-estrelas, Oásis Salinas Sea.

O programa inclui passagem aérea em voo TAP Lisboa ou Porto / Sal / Lisboa ou Porto, em classe S1, com direito a 20 kg de bagagem; estadia de 7 noites no hotel e regime escolhidos; transfers aeroporto/hotel/aeroporto; Taxa de Segurança Aeroportuária; Seguro de viagem Global Extra; Taxas de aeroporto segurança e combustível (223€ - sujeito a alterações legais até emissão dos bilhetes).

Segundo Nuno Paixão, Diretor Comercial da Newtour, onde a Soltrópico se integra, “tendo em conta a retoma de procura pelo destino Sal e tendo em conta o sucesso das operações antes da pandemia, para a Soltrópico faz todo o sentido voltar a apostar neste destino de Sol e de proximidade para os portugueses que preferem passar o Réveillon 21/22 num destino quente.”

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