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CE aprova 1.200 M€, mas abre “investigação aprofundada” a 3.200 M€ de ajudas à TAP

Se os 1.200 milhões de euros já pagos à TAP não terão de ser reembolsados, os 3.200 milhões de euros serão alvo de uma análise e investigação aprofundada. Com tudo isto, a reestruturação da companhia atrasa.

Victor Jorge
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CE aprova 1.200 M€, mas abre “investigação aprofundada” a 3.200 M€ de ajudas à TAP

Se os 1.200 milhões de euros já pagos à TAP não terão de ser reembolsados, os 3.200 milhões de euros serão alvo de uma análise e investigação aprofundada. Com tudo isto, a reestruturação da companhia atrasa.

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A  Comissão Europeia (CE) anunciou o lançamento de uma “investigação aprofundada” para “avaliar melhor a conformidade do plano de reestruturação” proposto pelo Governo português.

Em comunicado, a CE refere que “reaprovou” o auxílio de emergência de 1.200 milhões de euros à Transportes Aéreos Portugueses SGPS S.A. (TAP Air Portugal), explicando, desde logo, Margrethe Vestager, vice-presidente executiva da Comissão Europeia, que “o auxílio de emergência já pago à TAP não terá de ser reembolsado”.

Ao mesmo tempo, a Comissão, lança umainvestigação aprofundada”, tendo como objetivo analisar “se a TAP ou os operadores de mercado contribuem suficientemente para os custos de reestruturação, assegurando assim que o plano de reestruturação não depende em excesso do financiamento público e que, por conseguinte, o auxílio é proporcionado”; e “se o plano de reestruturação está acompanhado de medidas adequadas para limitar as distorções da concorrência criadas pelos auxílios”, pode ler-se no comunicado que revela esta decisão.

Recorde-se que, em 10 de junho de 2020, a Comissão já tinha adotado uma decisão que aprovara um empréstimo de emergência de 1.200 milhões de euros à TAP SGPS, concluindo que o auxílio estava em conformidade com os requisitos das Orientações relativas aos auxílios de emergência e à reestruturação da Comissão (“Orientações E&R”).

Este processo foi, contudo, contestado pela Ryanair o que levou o Tribunal Geral da União Europeia a anular a decisão inicial relativa ao auxílio de emergência, considerando que a Comissão “não tinha indicado, na sua decisão, se a TAP SGPS pertencia a um grupo maior de empresas e as possíveis implicações daí resultantes para as suas dificuldades financeiras”.

Depois de ter dado à CE a possibilidade de adotar uma nova decisão no prazo de dois meses, de modo a corrigir estas deficiências, a decisão tomada agora “reaprova o auxílio de emergência e especifica com mais detalhe as razões para a aprovação do auxílio, no contexto da situação do grupo TAP e dos seus acionistas em junho de 2020”

Contudo, e com os 1.200 milhões de euros garantidos, a Comissão Europeia lança uma “investigação aprofundada” para avaliar se o auxílio à reestruturação que Portugal tenciona conceder à TAP “está em conformidade com as regras da UE em matéria de auxílios estatais concedidos a empresas em dificuldade”.

Recorde-se que, em 10 de junho de 2021, Portugal notificou formalmente à Comissão um auxílio à reestruturação no valor de 3.200 milhões de euros, com o objetivo de “financiar um plano de reestruturação do grupo através da TAP Air Portugal”.

O plano de reestruturação estabelece um pacote de medidas para “racionalizar as operações” da TAP Air Portugal e “reduzir os custos”.

Na informação veiculada pela CE, pode ler-se que o plano de reestruturação prevê dividir as atividades da TAP SGPS entre um perímetro de ativos não essenciais a alienar durante a reestruturação, e as companhias aéreas TAP Air Portugal e Portugália, ambas a reestruturar.

Desta forma, diz a CE, a TAP Air Portugal irá “reduzir a sua frota, racionalizar a sua rede e adaptar-se à redução da procura até 2023”, ao mesmo tempo que “renegoceia condições com fornecedores e locadores” e reduz “os custos com o pessoal”.

Sabendo-se que o valor para a reestruturação ronda os 3.200 milhões de euros, a CE prevê que este apoio assuma a forma de “medidas de capital e de quase capital no valor de aproximadamente 2.730 milhões de euros”, que já incluem o empréstimo de emergência de 1.200 milhões de euros, a converter em capital próprio”.

Além disso, a CE dá a possibilidade ao Estado português de conceder, a partir de 2022, um “apoio adicional de cerca de 512 milhões de euros”, sob a forma de uma “garantia estatal concedida a empréstimos contraídos no mercado”, caso a TAP Air Portugal não possa aceder aos mercados financeiros em 2023-2025, “como atualmente se prevê”, lê-se na comunicação da CE.

Margrethe Vestager salienta que “prosseguem os esforços para desenvolver um plano de reestruturação sólido que garanta a viabilidade da TAP a longo prazo, sem necessidade de apoio estatal continuado”, concluindo que “vamos manter um diálogo construtivo com as autoridades portuguesas sobre esta questão”.

Aparentemente e segundo informações que correm na imprensa, o Governo estará a avaliar a entrada da alemã Lufthansa no capital da TAP, permitindo, desta forma, um desbloquear mais rápido do plano de reestruturação da companhia aérea portuguesa.

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Interesse por viagens longo curso melhora, mas lentamente, revela barómetro da ETC

O mais recente barómetro da European Travel Commission revela que o interesse pelas viagens de longo curso melhorou na globalidade, mas mantém-se ainda abaixo dos níveis pré-pandémicos. Dos mercados inquiridos, só o Brasil mostra crescimentos de assinalar.

De acordo com o barómetro de viagens longo curso (Long-Haul Travel Barometer 2/2022) da European Travel Commission (ETC), o interesse por viagens para a Europa provenientes de vários mercados de origem permanece abaixo dos níveis pré-pandemia, embora reconheça que “melhorou um pouco em comparação com um ano atrás”.

No documento, que analisa o sentimento dos viajantes para o verão de 2022 (maio-agosto), e que observou as intenções e viagem de seis mercados emissores – Brasil, Canadá, China, Japão, Rússia e EUA -, embora o conflito na Ucrânia tenha criado novos desafios para o setor das viagens europeu, o barómetro da ETC indica que o conflito “parece ter tido um impacto limitado no sentimento na maioria dos mercados de origem de longa distância”, exceto na China e na Rússia, com a maioria dos entrevistados (76%) afirmando que o conflito não afetou sua intenção de viagem.

Os resultados mostram que as preocupações com a COVID-19, os custos relacionados a viagens e a falta de conexões de viagem convenientes são os principais impedimentos para viagens de longa distância neste verão.

Luís Araújo, presidente da ETC, refere que, “o sentimento de viagens longo curso está a melhorar gradualmente, à medida que o mundo continua a recuperar da pandemia”, reconhecendo, contudo, “a um ritmo lento”.

“É animador que o conflito em curso na Ucrânia não se tenha tornado outro impedimento para viagens internacionais para a Europa”, refere Luís Araújo no comunicado da ETC. O presidente da entidade europeia salienta ainda que “a Europa continua a ser um destino de viagem seguro e atraente. No entanto, as consequências do conflito, como o aumento do custo de vida e os custos relacionados com as viagens, estão a dificultar a recuperação do setor”. Por isso reconhecer que, “promover a Europa nos mercados externos e restaurar a mobilidade internacional será crucial para a recuperação do setor em 2022”.

Os mais impactados
Devido ao conflito na Ucrânia e consequentes sanções aplicadas à Rússia, o número de turistas russos com interesse em visitar a Europa atingiu o valor mais baixo (78 pontos), correspondendo a um valor significativamente menor do que o sentimento expresso durante a primeira vaga da COVID-19 (87 pontos em maio-agosto de 2020), quando a maioria dos países europeus se encontrava em bloqueios rigorosos.

No curto prazo, refere o relatório da ETC, “mais da metade dos russos inquiridos (60%) não planeia viajar para fora da Comunidade de Estados Independentes (CEI)”. Entre os poucos russos (20%) que têm planos para viajar, mas não para a Europa, 9% afirmaram que a situação atual impactou negativamente o interesse em visitar a Europa nos próximos meses, enquanto 7% ainda consideram a região um destino atraente e adoraria visitá-lo no futuro.

O conflito em curso na Ucrânia também dissuadiu os chineses (19%) de visitar a Europa. No entanto, a guerra não é a principal preocupação dos viajantes chineses avessos ao risco. Surtos recentes da Ómicron e a abordagem estrita de COVID-zero estão a dificultar as viagens outbound (30%). Ainda assim, o sentimento para visitar a Europa aumentou ligeiramente (+6 pontos) em comparação com o verão passado. Esse número deve melhorar ainda mais no final do ano, quando se espera que a China remova as restrições às viagens internacionais. “O apelo das cidades europeias fortaleceu-se entre os residentes chineses em comparação com os números de 2021, com um aumento notável no interesse para explorar vários tipos de destinos europeus (por exemplo, costeiros, metropolitanos, rurais, etc.)”, refere o barómetro da ETC.

Turistas americanos mantêm interessa, mas …
Já do outro lado do Atlântico, o sentimento para viajar nos EUA manteve-se estável no verão passado (109 pontos), embora o interesse por visitar a Europa tenha registado um ligeiro recuo (93 pontos). De acordo com os resultados da análise, esta tendência prende-se, sobretudo, “com a preocupação com o impacto da inflação nas finanças pessoais e com o aumento das despesas de deslocação”.

Junho e agosto serão, provavelmente, “os meses mais populares para os americanos que planeiam férias na Europa”, reconhece a ETC. No entanto, mais de metade dos americanos que declararam a intenção de viajar para a Europa durante a temporada de verão ainda não reservaram as suas passagens aéreas, sugerindo que “as reservas de última hora serão um fator de destaque nesse mercado devido à incerteza económica e geopolítica”.

Os canadianos mostram uma hesitação semelhante relativamente à época para viajar para a Europa, verificando-se que somente 30% reservam bilhetes para o verão de 2022.

O interesse por parte dos inquiridos no Canadá aponta para destinos costeiros e metropolitanos com França, Itália e Reino Unido como os países mais populares para visitar.

Brasil mais otimista
No Brasil parece existir uma atitude “mais otimista em relação a viagens de longa distância para a Europa (101 pontos)”. A retoma dos voos para destinos europeus populares influenciou positivamente o sentimento de viagem, com 1 em cada 2 brasileiros a preparar-se para visitar a Europa nos próximos quatro meses.

45% já reservaram os seus bilhetes de avião, sendo julho e agosto os meses de férias mais populares. Os brasileiros preferem destinos localizados no litoral, assim como viagens para as montanhas, com o comboio a constituir o serviço de transporte preferido para passear pelo continente.

Japão continua em baixa
Apesar de um aumento marginal, o entusiasmo japonês por viagens de longa distância permanece baixo (79 pontos), apesar do interesse por visitar a Europa ser um pouco maior (93), mas apenas 14% dos inquiridos planeiam fazer uma viagem à região no verão de 2022.

41% dos japoneses inquiridos salientaram as más conexões entre a Europa e o Japão como o principal motivo para não visitar o continente, realidade esperada após o cancelamento recente de muitos voos entre os dois destinos devido a preocupações sobre o uso do espaço aéreo russo com a guerra na Ucrânia.

O barómetro da ETC destaca, contudo, que, para aqueles que desejam fazer viagens mais longas para chegar à Europa, Itália, França, Alemanha e Reino Unido continuam a ser os destinos mais atraentes.

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Ryanair espera “ficar com todos os ‘slots’ que vão ser distribuídos até ao fim de junho”

Numa conferência de imprensa em Lisboa, Michael O’Leary, CEO da Ryanair, revelou que a companhia aérea está a lutar com a easyJet pelos slots libertados pela TAP, mostrando-se confiante será possível “ficar com todos os ‘slots’ que vão ser distribuídos até ao fim de junho”

A Ryanair espera ficar com todos os 18 slots abandonados pela TAP e que vão ser distribuídos até final de junho, com Michael O’Leary, CEO da companhia aérea, a revelar que, além da Ryanair, também a easyJet está na luta por estas faixas horárias no aeroporto de Lisboa.

“As licitações para os slots fecharam há cerca de três semanas. Ryanair e easyJet estão a lutar pelos slots”, adiantou o responsável esta quarta-feira, durante uma conferência de imprensa em Lisboa, onde se mostrou confiante de que a companhia aérea vai conseguir alcançar este objetivo.

De acordo com a Lusa, que cita as declarações do responsável, a Ryanair espera ter vantagem sobre a easyJet na atribuição dos slots e apresentou mesmo o argumento de que a easyJet “cobra tarifas muito mais altas do que a Ryanair” e reduziu os seus voos em Lisboa, Faro e Porto.

“Esperamos ficar com todos os ‘slots’ que vão ser distribuídos até ao fim de junho”, sublinhou o responsável, explicando que, com essas faixas horárias, a Ryanair poderá “colocar mais três aeronaves em Lisboa no inverno”.

Segundo Michael O’Leary, se ganhar os 18 slots que estavam a concurso no aeroporto de Lisboa, a Ryanair pode aumentar para 10 o número de aeronaves no aeroporto da capital no próximo inverno e sete no verão seguinte.

“Somos a única companhia aérea que demonstrou um compromisso com Portugal para utilizar todos os nossos aviões durante todo o ano”, vincou ainda o responsável da Ryanair na conferência de imprensa.

Michael O’Leary acredita, no entanto, que a TAP vai ser obrigada a abandonar mais slots no aeroporto de Lisboa quando a situação voltar ao normal e a procura por viagens aéreas regressar, garantindo que a Ryanair vai querer igualmente ficar com essas faixas horárias.

“A TAP vai perder mais ‘slots’ e nós vamos querer esses ‘slots’ e crescer mais aqui na Portela, além de Madeira, Porto e Faro”, acrescentou, reivindicando que a Ryanair já é a companhia aérea “número um” em Portugal, uma vez que estima transportar mais de 13 milhões de passageiros de e para Portugal em 2022, ultrapassando a TAP.

A Ryanair prevê também, para este ano, um regresso ao lucro, com o CEO da companhia aérea a mostrar-se “muito esperançoso” num crescimento ao nível dos resultados, ainda que não queira, por enquanto, avançar números concretos.

“Estamos muito esperançosos que neste ano tenhamos lucro, mas não sabemos quanto, ainda. Ainda há muita incerteza quanto à covid-19 e à Ucrânia”, referiu, apontando, contudo, uma para uma recuperação do lucro pré-pandemia – 1.002 milhões de euros no ano fiscal que terminou em março de 2020.

A Lusa recorda que o concurso para atribuição dos 18 slots que foram abandonados pela TAP na sequência da aprovação do plano de reestruturação da companhia aérea pela Comissão Europeia arrancou no final de fevereiro e a data final para apresentação de propostas terminou a 12 de maio, sendo esperada uma decisão para junho. Já o acordo de transferência das faixas horárias deverá ser assinado a 25 de julho e o arranque da operação está previsto para 30 de outubro.

 

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Portugal é o 9.º destino mais procurado na Europa, diz estudo da Mastercard

Portugal é o 9.º destino mais procurado da Europa, num ranking liderado pelo Reino Unido e Espanha, segundo o estudo do Mastercard Economics Institute.

Victor Jorge

As reservas de voos de lazer e negócios já ultrapassam os níveis pré-pandemia, de acordo com um novo estudo do Mastercard Economics Institute. As compras de viagens em cruzeiros, de transportes expresso de passageiros e de bilhetes de comboios também apresentaram uma procura acentuada este ano.

O estudo Travel 2022: Trends and Transitions oferece uma visão global do estado atual das viagens em 37 mercados com base numa análise exaustiva de dados públicos e dos dados anonimizados das vendas agregadas registadas na rede Mastercard.

De acordo com o estudo, até ao final de abril, as reservas de voos de lazer superaram os níveis de 2019 em 25%, com as reservas de voos de lazer de curta e média distância a crescerem 25% e 27%, respetivamente. As reservas de voos de negócios também ultrapassaram, pela primeira vez em março, os níveis pré-pandemia apresentando uma trajetória de crescimento na ordem dos dois dígitos durante o mês em abril. O regresso ao trabalho foi um dos fatores que contribuiu para este crescimento.

O estudo indica, também, que os níveis recentes de despesas apontam para o crescimento das viagens em grupo. As despesas com cruzeiros aumentaram 62 pontos percentuais desde janeiro ao final de abril, embora permaneçam abaixo dos níveis de 2019. Já as despesas com transportes expresso de passageiros regressaram aos níveis pré-pandemia, embora as despesas com viagens de comboio permaneçam ainda 7% abaixo comparativamente com esse período. Também as despesas com portagens e aluguer de carros continuaram a crescer, quase 19% e 12%, respetivamente, demonstrando que as viagens de carro continuam a ser uma opção preferida por muitos.

Já os viajantes preferem gastar mais em experiências do que em compras, concluindo-se que os turistas internacionais têm vindo a gastar mais em experiências do que em compras no destino. As despesas com experiências cresceram 34% face a 2019 e as áreas com maiores aumentos foram os bares e as discotecas (72%), os parques de diversões, os museus, concertos e outras atividades recreativas (35%). Este tipo de despesas cresceu 60% em Singapura e cerca de 23% nos EUA.

Certo é que o levantamento de restrições reequilibra o mapa do turismo para 2022. A oferta e a conveniência das viagens têm sido fatores determinante na escolha dos destinos de viagem, embora o levantamento de restrições este ano em muitos destinos tenha conduzido a um regresso ao ponto de partida em grande parte do mundo, à exceção de algumas partes da Ásia- Pacífico. O resultado é que os Estados Unidos, Reino Unido, Suíça, Espanha e Holanda são agora os principais destinos para turistas em todo o mundo.

“Como acontece em qualquer voo, o regresso às viagens enfrentou ventos contrários e a favor. Neste ‘Grande Reequilíbrio’ que está a acontecer em todo o mundo, este tipo de movimentações é fundamental para o regresso à vida pré-pandemia”, afirma Bricklin Dwyer, economista-chefe da Mastercard e chefe do Mastercard Economics Institute. “A resiliência que os consumidores têm tido para voltarem ao ‘normal’ e para recuperarem do tempo perdido deixa-nos otimistas de que a recuperação continuará a sua trajetória, mesmo que existam solavancos ao longo do caminho.”

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Transportes

Tráfego aéreo entre EUA e Europa aumenta 1.003% em abril de 2022 face a 2021

O mês de abril registou um assinalável aumento dos voos entre os EUA e a Europa. No total, voaram 4,29 milhões de pessoas entre os dois destinos, correspondendo a um crescimento superior a 1.000% face a igual mês de 2021.

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O tráfego aéreo dos EUA de e para a Europa atingiu o pico de 4,29 milhões de passageiros, representando um aumento de 1.003% em relação a abril de 2021, revelou o National Travel and Tourism Office (NTTO).

Em comunicado, a NTTO revela os principais países para onde os americanos viajaram no mês de abril de 2022, aparecendo o México em primeiro lugar (3,09 milhões), seguido do Canadá (1,68 milhão), Reino Unido (1,19 milhão), República Dominicana (793.000) e Alemanha (653.000).

Os dados da Statista revelam, por sua vez, que o número de viagens de saída dos Estados Unidos para a Europa, em 2020, foi de 2,32 milhões para a Europa Ocidental seguida pelo Norte da Europa com 2,03 milhões de viagens, enquanto os destinos do sul da Europa e do Mediterrâneo contaram com cerca de 1,66 milhão de voos operados. Além disso, a Europa Central e Oriental registaram o menor número de viagens operadas, cerca de 620.000.

Por outro lado, o número de visitantes aos Estados Unidos provenientes dos países da Europa Ocidental atingiu o pico de 14,56 milhões antes do início da pandemia. Em 2020, esse número caiu 85%, atingindo somente os 2,22 milhões, para cair ainda mais para 1,7 milhão, em 2021.

No ano passado, o número de europeus ocidentais que viajaram viajando para a UE caiu 23,4% em comparação com 2020 e 88,3% em relação aos níveis pré-pandemia.

O maior recorde de visitas de europeus aos Estados Unidos na última década foi registado em 2015, com um total de 14,8 milhões de visitantes, conforme revelam os dados da Statista.

Os dados da NTTO mostram ainda que as chegadas e partidas de passageiros internacionais atingiram quase a 15,5 milhões, em abril de 2022, representando um aumento de 167% em relação ao período correspondente de 2021. No entanto, os dados indicam que o número de passageiros atingiu 73% dos níveis pré-pandémicos.

Os principais aeroportos a operar voos internacionais foram Nova Iorque (JFK) com 2,15 milhões de chegadas e partidas, seguido por Miami (MIA) com 1,77 milhão, Los Angeles (LAX) com 1,27 milhão, Newark (EWR) com 1,03 milhão e Chicago (ORD) com 860.000.

Além disso, os aeroportos estrangeiros mais frequentados pelos norte-americanos foram Cancun (CUN) com 1,1 milhão, London Heathrow (LHR) com 1,06 milhão, Toronto (YYZ) com 738.000, e Cidade do México (MEX) com 606.000 e Paris (CDG) com 581.000.

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SEF reforça dispositivos nos aeroportos durante o verão

Reforço visa “fazer face ao previsível aumento exponencial do desembarque de passageiros no período do verão, que coincide com a realização da 2.ª Conferência dos Oceanos das Nações Unidas em Portugal”.

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O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) anunciou que vai reforçar, a partir de hoje e até 31 de outubro, o seu dispositivo nos aeroportos nacionais, usando meios próprios e o apoio da PSP para aumentar a capacidade de controlo das fronteiras.

De acordo com a Lusa, que cita um comunicado do SEF, o apoio da PSP foi pedido para “fazer face ao previsível aumento exponencial do desembarque de passageiros no período do verão, que coincide com a realização da 2.ª Conferência dos Oceanos das Nações Unidas em Portugal”.

“É, assim, essencial reforçar a capacidade do SEF no controlo das fronteiras externas da União Europeia, garantindo a segurança do Espaço Schengen e promovendo a desejada fluidez no processamento dos passageiros que entram e saem do país através das fronteiras aéreas”, adianta o comunicado.

O apoio operacional da PSP ao SEF será “assegurado por agentes habilitados com formação ministrada por formadores do SEF, no quadro do processo de reestruturação em curso”, que prevê a extinção do SEF e a distribuição de competências e efetivos pela PSP, GNR, Polícia Judiciária, Instituto de Registos e Notariado e por um novo organismo a ser criado, a Agência Portuguesa para as Migrações e Asilo (APMA).

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Turismo

Portugal Ventures anuncia novo investimento até 1 milhão de euros para projetos no turismo

A 5.ª edição do “Call Turismo” disponibiliza entre 200 mil e 1 milhão de euros em projetos que contribuam para a inovação, sustentabilidade e eficiência deste setor.

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A Portugal Ventures, sob alçada do Banco de Fomento (Bdf), lançou esta segunda-feira, 23 de maio, a 5.ª edição da “Call Turismo”, em parceria com o Turismo de Portugal e o Nest – Centro de Inovação para o Turismo, para investir entre 200 mil e 1 milhão de euros em projetos que contribuam para a inovação, sustentabilidade e eficiência do setor do turismo.

Elegíveis para esta edição da Portugal Ventures são empresas constituídas ou a constituir com projetos não tecnológicos, que apresentem conceitos diferenciadores para a oferta turística do país, que contribuam para o enriquecimento da experiência do turista e o reforço da competitividade de Portugal como destino turístico. Também os projetos tecnológicos, que apresentem soluções que permitam melhorar a eficiência das empresas do setor do turismo e da sua oferta de produtos e serviços são elegíveis.

À semelhança da edição anterior, serão privilegiados os projetos que contribuam para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), apresentando soluções que promovam a desmaterialização de processos e serviços, reciclagem, reutilização e redução de resíduos, integração de energias limpas, eficiência energética, eficiência hídrica e mobilidade inteligente.

Neste sentido, a Portugal Ventures anuncia um investimento na MTI – Managing the Intelligence, empresa tecnológica cuja solução é direcionada para as unidades de alojamento turístico, e que tem como missão apoiar as empresas deste setor a implementar as boas práticas de sustentabilidade e eficiência energética.

A equipa composta por Miguel Silva e Sofia Romão, criou uma solução tecnológica de eficiência energética – a MTI Smart Room, que funciona com qualquer sistema e marca de ar condicionado, para aumentar o conforto térmico dos hóspedes e reduzir o custo com a fatura da eletricidade, tornando as unidades de alojamento turísticas mais sustentáveis e cumpridoras dos critérios de ESG (Environmental, social and corporate governance).

A MTI Smart Room, composta por hardware e software, é fácil de instalar, não obriga a obras adicionais, nem ao encerramento das unidades hoteleiras. Integra com os sistemas dos hotéis, permitindo, por exemplo, o controle de equipamentos de acordo com o check-in e check-out dos hóspedes, evitando, assim, desperdícios de energia.

Sedeada em Faro, a MTI – Managing the Intelligence, conta já com a sua solução instalada em mais de 400 quartos em Portugal, perspetivando, para o final de 2022, preparar o seu processo de internacionalização para a Europa.

Para Pedro de Mello Breyner, Vogal Executivo do Conselho de Administração da Portugal Ventures, responsável pela Unidade de Negócio de Turismo, “este investimento tem como objetivo apoiar o crescimento da oferta de produtos e serviços que transformem o setor turístico num setor cada vez mais responsável em termos de sustentabilidade, eficiência energética e pegada ecológica. Acreditamos que ao investir neste tipo de soluções tecnológicas, estaremos a trabalhar para tornar Portugal num destino cada vez mais sustentável e alinhado com a Estratégia do Turismo 2027”.

Já Sofia Romão, CFO da MTI, refere que “a ronda de investimento fechada com a Portugal Ventures é o reconhecimento do esforço e da paixão de toda a equipa e do potencial inovador e disruptivo da solução MTI Smart Room”.

A responsável salienta ainda que “a parceria com a Portugal Ventures irá proporcionar à MTI aceder às melhores práticas corporativas, a uma rede e comunidade de empreendedorismo e inovação de excelência, fazendo com que o caminho para o sucesso seja mais rápido e com maior impacto.”

Este investimento resulta da 4.ª edição da Call Turismo, lançada no final de 2021, com o objetivo de reativar e incentivar a recuperação do setor. Desde a 1.ª edição da Call Turismo, a Portugal Ventures já recebeu mais de 240 candidaturas, com um montante total solicitado para investimento de 150 milhões de euros.

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Consolidador.com entra no Metaverso

O Consolidadro.com entrou no mundo virtual com a compra de um espaço no Metaverso com o objetivo de preparar o futuro das viagens para os seus clientes.

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O Consolidador.com comprou um espaço no Metaverso com o objetivo de preparar o futuro das viagens para os seus clientes. Na decisão de escolha da área foi considerada a autossustentabilidade futura do próprio Metaverso, assim como da interoperabilidade entre os demais ecossistemas, para onde os clientes do Consolidador.com e os clientes dos seus clientes possam viajar no futuro.

Miguel Quintas, fundador e CEO do Consolidador.com refere que “a empresa tem que se preparar para a próxima década, onde a realidade que hoje conhecemos não será seguramente a mesma. Temos que estar presentes num espaço onde os nossos filhos se movimentarão e viverão parte das suas vidas. O Consolidador.com, dentro da sua dimensão, quer e deve ajudar a construir esse futuro”.

Com este investimento em terreno comprado em NFT e suportado em tecnologia Blockchain, o Consolidador.com será “uma das primeiras entidades de distribuição de turismo em Portugal a estar presente no Metaverso”, com o objetivo de melhorar a experiência virtual e omnichannel dos seus próprios clientes.

Pelo seu lado, o Consolidador.com sublinha que estará sempre atento a projetos sustentáveis e a desenvolvimentos com potencial de crescimento futuro, em particular cujas ideias sejam disruptivas pois é este o pensamento que o CEO “deseja ver na empresa e que nos últimos dois anos nos levou a ser considerados o melhor Consolidador do mundo, nos World Travel Awards”.

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Summit4Travel em nova versão cria maior proximidade entre colaboradores e parceiros

Foi uma Summit4Travel bem diferente daquelas a que estávamos habituados, e o próprio lema “Together” resume o que aconteceu este fim de semana na Madeira. O objetivo foi, segundo o presidente do Conselho de Administração do grupo de agências de viagens, João Matias, criar uma maior sinergia e proximidade entre todos os colaboradores e fornecedores, mas também com o destino que acolheu este encontro.

João Matias prometeu, na sessão de abertura de mais uma Summit4Travel, que contou com a presença de Eduardo Jesus, secretário Regional de Turismo e Cultura e presidente da Associação de Promoção da Madeira, que as agências de viagens Go4Travel, vão, após esta experiência vivida na região, “vender ainda mais o destino, com muito maior conhecimento e mais qualidade”.

Com ampla rede de retalho e corporate, mas também integrando dois operadores turísticos, a Lusanova e a Viajar Tours, desde 2017, que a Go4Travel organiza anualmente uma reunião, a Summit4Travel, com acionistas e parceiros. Na Madeira, a proposta passou muito por vivenciar experiências na região, visitando e contactando com alguns lugares emblemáticos da ilha. Mas também se trabalhou já que o domingo foi dedicado à apresentação das novidades dos vários fornecedores para este ano – speed meetings, e ainda contactos B2B.

O presidente do Conselho de Administração da Go4Travel dividiu este “Juntos” em quatro momentos: quando a pandemia chegou e o mundo parou; quando foi preciso gerir o caos; quando se começou a alinhar a rota com o grupo na observação atenta das novas tendências e novos hábitos de consumo, e o momento de abraçar o novo normal.

O responsável garantiu ainda, na sua intervenção, que “continuamos muito empenhados em criar valor para os nossos acionistas, parceiros de negócio e colaboradores das nossas empresas” para referir que “estamos com a agenda carregada, mas com a mesma determinação de sempre, nas negociações com os nossos parceiros e fornecedores nos vários projetos de tecnologia”, que passam pela melhoria do 4book e o estudo de novas parcerias. “A Go4Travel está também numa fase de transformação apontada ao futuro”, apontou.

Por sua vez, Eduardo Jesus referiu, na abertura do encontro, que mais de 26% do turismo regional é de origem nacional, para destacar que no período da pandemia mais de 333 mil turistas portugueses escolheram a Madeira como destino de férias.

O governante regional lembrou aos agentes de viagens que hoje a Madeira tem mais 33% de lugares disponíveis, quando comparado a 2019, ano em que o turismo ultrapassou todos os recordes, para referir que o destino olhou a pandemia como “uma oportunidade”, e tornou-o seguro face aos constrangimentos existentes na altura.

No entanto, Eduardo Jesus garantiu aos agentes de viagens que não quer que os resultados obtidos sejam apenas um pico, mas “uma viragem de paradigma”, reforçando que “queremos manter os níveis que conseguimos no ano passado e que esse seja o patamar normal de atividade”.

O presidente da APAVT, Pedro Costa Ferreira, ausente do evento por motivos pessoais, mas presente através de videochamada, deixou uma mensagem de esperança à Go4Travel e a todos os fornecedores deste grupo de agências de viagens, que antes da pandemia, já faturava anualmente 400 milhões de euros, presentes em todo o país, incluindo Madeira e Açores, embora mais concentrados da Grande Lisboa e Grande Porto.

Toda a reportagem da Summir4Travel, na Madeira, na próxima edição do Publituris

 

Sobre o autorCarolina Morgado

Carolina Morgado

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Portugal entre os destinos mais procurados para miniférias dos britânicos nas celebrações do Jubileu da rainha de Inglaterra

Portugal está entre os destinos mais procurados pelos britânicos para os dias de férias em virtude das celebrações do Jubileu do reinado da rainha Isabel II.

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Com o Jubileu de Platina da rainha Isabel II, em comemoração aos 70 anos de reinado, a aproximar-se (celebrações que decorrem de 2 a 5 de junho), são muitos os britânicos que aproveitam esses dias para umas miniférias.

Portugal aparece na listagem de destinos mais pesquisados pelos britânicos na Europa, segundo indica uma análise da Mabrian que mede o impacto das viagens outbound no Reino Unido.

Segundo a consultora, a recente pesquisa por bilhetes de avião do Reino Unido para destinos como Espanha, Itália, Turquia, Grécia e Portugal, mostra um claro pico na procura no fim de semana que antecede a data das celebrações e feriados, seguido de uma queda em todos os destinos.

Na medição da procura efetuada pela Mabrian, Portugal aparece atrás da Espanha, Itália, Turquia e Grécia. Espanha é a escolha clara de destino para os britânicos que desejam viajar, com 12,09 por milhão de todas as pesquisas efetuadas, seguida de Itália com 5,37, Turquia, Grécia e Portugal com 4,44, 4,30 e 4,16 respetivamente.

Esta procura por estes destinos não está, segundo a Mabrian, estar diretamente ligada aos preços médios dos quartos, com a Itália a revelar o preço médio mais elevado com 133,84€, seguida pela Grécia com 120,65€, Espanha logo atrás com 119,28€, Portugal não muito distante com 118,23€ e Turquia significativamente mais barato com 82,45€.

Carlos Cendra, diretor de Vendas e Marketing da Mabrian, refere na análise que a consultora efetua, que, “normalmente, nesta época do ano, há um aumento constante na procura semana a semana por destinos europeus de sol e praia por parte dos britânicos à medida que as temperaturas ficam mais quentes e a temporada de verão começa adequadamente”.

Contudo, diz o responsável, “o mega feriado de fim de semana deste ano, graças às comemorações do 70.º aniversário da rainha Isabel, criou um impulso pontual na procura, com uma clara preferência dos viajantes em tirar a semana inteira de férias e beneficiar de nove dias em vez de apenas três”.

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“A relevância do segmento MICE para a região é hoje inquestionável”, João Fernandes

Propondo uma larga variedade de experiências e uma grande diversidade de produtos turísticos junto de vários mercados, o Algarve transforma-se num destino de referência no segmento MICE. Espaços também não faltam.

O presidente do Turismo do Algarve, João Fernandes, explica nesta entrevista as mais-valias da região para acolher este nicho de mercado, considerado importante para a verdadeira retoma do setor.

Hoje já se pode dizer que o Algarve não é só destino de sol e praia, mas também de MICE? O que representa já para o Algarve?
O Algarve é, cada vez mais, percecionado como um destino com uma oferta abrangente e uma larga variedade de experiências, capaz de dar resposta a diferentes tipos de motivação durante todo o ano. Esta perceção resulta de um esforço de promoção que o Turismo do Algarve tem vindo a fazer em torno do desenvolvimento de uma grande diversidade de produtos turísticos, junto dos diferentes mercados, e que nos tem permitido atenuar a sazonalidade e dinamizar a procura no interior da região.

O segmento MICE surge também, naturalmente, integrado nesta estratégia, assumindo uma posição relevante, na medida em que o Algarve está já numa fase de consolidação do seu posicionamento enquanto destino privilegiado para acolher a receção e organização de todo o tipo de eventos profissionais.

Qualidade e diversidade das infraestruturas
O Algarve já apresenta espaços diferenciadores para a organização de eventos?
Para além do clima e da segurança da região, são já reconhecidas, tanto a nível nacional como internacional, a qualidade e a diversidade das infraestruturas existentes, as facilidades de acesso à região e a multiplicidade de ambientes inspiradores que o destino consegue emprestar a cada evento. A estas valências junta-se um outro argumento que tem vindo a ganhar uma relevância crescente na distinção do Algarve como destino único e completo: as inúmeras experiências e atividades surpreendentes que a região consegue proporcionar a quem a visita.

Esta componente da experiência é, cada vez mais, um fator decisivo para o sucesso de qualquer evento. Todos os profissionais desta área procuram tornar os seus eventos inesquecíveis, proporcionando aos participantes momentos únicos que fiquem na memória. Neste campo, o Algarve surge em vantagem, na medida em que há um empenho coletivo, por parte de todos os agentes do setor, para tornar a estadia de quem nos visita cada vez mais rica, através de uma série de experiências autênticas e emocionais, muito focadas na interação com aquilo que é a cultura, a história e as tradições da vida local.

Paralelamente, temos vindo também a integrar na estratégia de promoção do destino atributos como o capital intelectual da região, a investigação científica desenvolvida pela Universidade do Algarve e o trabalho inovador levado a cabo por empresas tecnológicas locais, como forma de atrair públicos específicos que possam visitar o Algarve em contexto de trabalho.

Tendo em conta a sua relevância e potencial para atrair a captação de eventos e visitas profissionais, temos intensificado a nossa aposta em nichos estratégicos como empresários e empreendedores de todo o mundo, viajantes com interesses científicos, investidores ou nómadas digitais. Durante a pandemia, tivemos a oportunidade de assistir a um aumento significativo de profissionais internacionais que escolheram o Algarve como local de eleição para poderem trabalhar de forma remota. Estando a região dotada de todos os recursos tecnológicos necessários e tendo em conta a qualidade da oferta do destino, o Algarve está a tornar-se num destino atrativo para este tipo de turistas. O número de trabalhadores remotos na região tem vindo a aumentar de forma progressiva e a nossa expectativa é a de que esta tendência se mantenha, permitindo ao Algarve afirmar-se como um destino multicultural, dinâmico, propício à inovação e ao desenvolvimento do conhecimento.

A relevância do segmento MICE para a região é hoje inquestionável, na medida em que também ele contribui para alavancar e fortalecer o tal posicionamento de destino abrangente e de qualidade diferenciada que pretendemos para o Algarve.

O que propõe o Algarve nesta matéria? Que espaços de referência podem ser destacados?
O vasto leque de opções que o destino oferece, em termos de venues, cenários e de experiências, faz com que qualquer profissional que esteja a planear a escolha do local para a realização do seu evento consiga perceber, facilmente, a excelente capacidade de resposta que o Algarve tem para a organização de qualquer tipo de iniciativa, permitindo a realização de “eventos à medida”.

Para além de uma capacidade de 75 mil lugares sentados, distribuídos por diversos locais adequados para a receção de congressos, convenções, encontros, incentivos ou até eventos culturais e desportivos, a região apresenta ainda, como oferta complementar, mais de 40 campos de golfe, cinco marinas, um autódromo reconhecido e aprovado pela FIA, 119 praias ou 8 restaurantes com estrela Michelin. Esta multiplicidade de palcos surpreendentes é, indiscutivelmente, um argumento apetecível no processo de tomada de decisão.

Photo Paulo Maria / ACP

Dependendo da natureza e da dimensão do evento, o Algarve disponibiliza vários locais de referência, entre os quais o Centro de Congressos do Algarve, em Vilamoura, o Palácio de Congressos do Algarve, a Herdade dos Salgados e o Portimão Arena (indicados para eventos multifacetados que exijam alguma versatilidade e flexibilidade de opções); o estádio do Algarve e o Autódromo Internacional do Algarve (ideais para grandes espetáculos e eventos desportivos); o auditório romano do Sítio das Fontes, em Estômbar (um cenário perfeito para pequenos eventos ao ar livre, em comunhão com a natureza); e os vários centros culturais, como a Galeria de Arte do Convento do Espírito Santo, a Biblioteca Municipal Álvaro de Campos, o Centro Cultural António Aleixo ou Centro Cultural de Vila do Bispo (direcionados para eventos mais intimistas). Estes são apenas alguns exemplos, não podendo também deixar de referir a diversidade de espaços oferecidos pelos principais hotéis da região.

Perspetivas de retoma
Já se sente alguma recuperação em relação a este segmento? Nacionais, internacionais?
A concretização de vários eventos no Algarve, durante os primeiros quatro meses deste ano, veio confirmar as

perspetivas que tínhamos de retoma da procura do destino para eventos presenciais, algo que aconteceu mais timidamente em janeiro e fevereiro e de forma já mais expressiva em março e abril.

Assistimos a uma recuperação significativa por parte dos mercados internacionais. A avaliar pelo elevado número de pedidos que já recebemos, para este ano e para o 1.º semestre de 2023, prevemos que 2022 seja bastante positivo para o segmento MICE no Algarve.

O Turismo do Algarve também está a apostar na captação de eventos profissionais de luxo para a região. O que se pretende concretamente?
O Turismo do Algarve considera que os eventos profissionais de luxo, sobretudo os incentivos e os board meetings, são um nicho estratégico, com um elevado potencial, para a consolidação do posicionamento do Algarve enquanto destino com uma oferta de qualidade diferenciada face à concorrência.

Quer estejamos a falar num contexto de férias de lazer ou de viagens de trabalho, o nosso objetivo é atrair e reunir no Algarve viajantes que sejam apreciadores de um turismo diferenciador, baseado em experiências autênticas e surpreendentes. Acreditamos que este é um pilar chave para o desenvolvimento de um turismo mais sustentável, que ambicionamos para a região.

Desta forma, através da captação deste tipo de iniciativas, pretendemos promover o Algarve como uma referência no segmento das viagens de luxo, dando a conhecer as ofertas de caráter exclusivo e distintivo, que o tornam num destino único, reconhecido e premiado a nível global.

Acreditamos que o Algarve tem todas as condições para inspirar e surpreender os profissionais mais exigentes, que procuram os melhores locais para planear o seu evento.

Mantemos ainda o objetivo de captar pelo menos um evento B2B por ano, direcionado ao segmento MICE”

Grandes eventos ajudam a promoção do destino
São eventos como o Grande Prémio de Portugal – MotoGP, que o Algarve pretende captar? Qual foi o impacto direto e indireto deste último evento que decorreu em Portimão? Está garantida a sua realização nos próximos anos? E a Fórmula 1, é uma hipótese?

Não só, mas também. Ainda que o nosso principal foco esteja na captação de eventos da chamada Meeting Industry, os grandes eventos internacionais que têm vindo a integrar, de forma regular, a agenda da região nos últimos tempos tornaram-se já importantes ativos na estratégia de promoção do Turismo do Algarve.

Não apenas pelo impacto económico que representam para a região, mas também pela notoriedade e projeção globais que conferem ao destino, este tipo de iniciativas permitem-nos demonstrar que o Algarve é um destino seguro, capaz de resposta aos elevados padrões exigidos, com um conjunto de infraestruturas de apoio de uma enorme qualidade e com uma oferta turística diversificada que enriquece a estadia de quem nos visita.

A captação destes grandes eventos globais gera um aumento muito significativo da procura externa e, tendo em conta que estes se realizam em época baixa, é inegável a importância que assumem na promoção de um destino com as características do Algarve. Sem esquecer que, adicionalmente, estes eventos servem também de argumento para a captação de incentivos organizados em torno do objetivo de assistir a esses mesmos espetáculos. Este tipo de ações são contratadas, sobretudo, por patrocinadores dos eventos e por marcas associadas à temática em questão.

Estamos focados em dar continuidade a esta estratégia e, para além destas iniciativas de grande escala e repercussão internacional – como o Grande Prémio de Portugal – MotoGP, a Fórmula 1 ou o Portugal Masters -,  pretendemos também acolher na região outro tipo de eventos como campeonatos internacionais de vela, torneios de hipismo, entre outras modalidades desportivas, sem descurar, naturalmente, aqueles que fazem parte do trabalho diário da Associação Turismo do Algarve (ATA), que são os eventos MICE.

Em relação ao impacto da última edição de Moto GP que decorreu em Portimão, o apuramento final ainda não está fechado, mas estimamos que, em termos de impacto direto, decorrente da presença de todas as equipas (equipas Moto GP, Moto2 e Moto3; jornalistas; membros internos e externos da organização, que representaram um total de, aproximadamente, 3.650 pessoas), dos espectadores e das aquisições a fornecedores regionais, estaremos a falar de um valor próximo dos 28 M€. Se considerarmos uma análise mais lata, incluindo os impactos indiretos e induzidos, poderemos alcançar valores superiores a 50 M€.

Estamos, neste momento, a trabalhar em conjunto com o Autódromo internacional do Algarve, o Governo, a Câmara Municipal de Portimão e o Turismo de Portugal, entre outros parceiros, para que a realização desta prova se mantenha no Algarve nos próximos 3 a 5 anos.

Quanto à Fórmula 1, a hipótese continua em cima da mesa e está dependente de um esforço nacional coordenado: “fingers crossed”!

Aposta em comunicação direcionada
Que campanhas ou outras ações estão a ser levadas a cabo pelo Turismo do Algarve com vista à reativação do MICE na região?

Tendo em conta a especificidade do segmento MICE e a oferta tailor-made que o mesmo envolve, apostamos numa comunicação muito direcionada.

Neste âmbito, temos intensificado o contacto direto com clientes, decisores e influenciadores, através de uma divulgação regular de todas as novidades do destino e de informação relevante para o setor, como, por exemplo, a linha do programa Portugal Events, que apoia a captação de eventos associativos e corporativos.

Paralelamente, continuamos a investir na participação em workshops e feiras, selecionados de forma estratégica, e na organização e apoio à realização de visitas de inspeção e press trips de órgãos de comunicação especializados.

Seguindo a estratégia definida pela Associação Turismo do Algarve (ATA), mantemos ainda o objetivo de captar pelo menos um evento B2B por ano, direcionado ao segmento MICE, como forma de dar a conhecer o destino in loco aos profissionais deste setor. Para este ano, está já confirmada a realização do Portugal Business Meetings, evento dedicado exclusivamente a buyers franceses, que terá lugar em Vilamoura, de 20 a 22 de novembro.

Sobre o autorCarolina Morgado

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