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Como aproximar a Academia das empresas?

Saber se a atual oferta formativa corresponde às principais necessidades e
carências das empresas turísticas foi uma das questões que colocámos às associações patronais, mas também a algumas instituições de ensino. De que forma está a ser fomentada esta aproximação entre a teoria e a prática em prol de um serviço turístico em Portugal de qualidade, que responda aos desafios constantes do sistema turístico, foi o que quisemos saber, bem como as novidades formativas do próximo ano letivo.

Raquel Relvas Neto
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Como aproximar a Academia das empresas?

Saber se a atual oferta formativa corresponde às principais necessidades e
carências das empresas turísticas foi uma das questões que colocámos às associações patronais, mas também a algumas instituições de ensino. De que forma está a ser fomentada esta aproximação entre a teoria e a prática em prol de um serviço turístico em Portugal de qualidade, que responda aos desafios constantes do sistema turístico, foi o que quisemos saber, bem como as novidades formativas do próximo ano letivo.

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Raquel Relvas Neto
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Saber se a atual oferta formativa corresponde às principais necessidades e carências das empresas turísticas foi uma das questões que colocámos às associações patronais, mas também a algumas instituições de ensino. De que forma está a ser fomentada esta aproximação entre a teoria e a prática em prol de um serviço turístico em Portugal de qualidade, que responda aos desafios constantes do sistema turístico, foi o que quisemos saber, bem como as novidades formativas do próximo ano letivo.

No o final de 2019, os patrões do Turismo reclamavam a escassez de recursos humanos que existia para fazer face à procura e necessidades das empresas turísticas. Precisava-se de pessoal para trabalhar, de preferência qualificado, mas na ausência deste, sem qualificações na área, a vontade de trabalhar já era critério suficiente para se ser contratado. Com a pandemia, os ânimos refrearam e a maioria das empresas não renovou contrato ou despediu quem estava a mais para as necessidades atuais. Verificou-se ainda uma fuga de quadros especializados em turismo para outras atividades económicas que não pararam durante a pandemia, como por exemplo o setor imobiliário.
Com a retoma e o verão no horizonte, as empresas voltam aos seus processos de recrutamento, mas é aqui que a formação e experiência que se possui são fatores distintivos perante uma potencial seleção. Neste âmbito, e estando o sistema turístico sujeito a constantes transformações, importa manter uma atualização dos conhecimentos para fazer face às novas necessidades e tendências do turismo mundial. A transformação digital, que foi acelerada pela pandemia, é talvez a principal motivação de uma atualização curricular.
É nesta linha que quisemos saber se as instituições de ensino têm resposta para as necessidades inerentes do sistema turístico e de que forma se pode aproximar a Academia das empresas turísticas.

“A aproximação entre o meio académico e o tecido empresarial é essencial ao desenvolvimento do mercado e do setor”, Cristina Siza Vieira

A Associação de Hotelaria de Portugal (AHP) considera que a “aproximação entre o meio académico e o tecido empresarial é essencial ao desenvolvimento do mercado e do setor e resulta sempre em aspetos muito positivos, como por exemplo, na criação de projetos e no desenvolvimento de estudos em parceria”. Cristina Siza Vieira, vice-presidente executiva da AHP, considera que este relacionamento “cria oportunidades para as empresas beneficiarem do centro de conhecimento por excelência como são as universidades, que, por sua vez, têm a hipótese de facilitar a integração de jovens no mercado de trabalho, colocando-os em contacto com desafios reais, aplicando os conhecimentos adquiridos”.

Para a APECATE – Associação Portuguesa de Empresas de Congressos, Animação Turística e Eventos, a academia tem “de se voltar para fora, está muito centrada em si mesma, decidindo o que acha que as empresas necessitam, em vez de ouvir as empresas”. António Marques Vidal, presidente da associação, é mais crítico e releva que as necessidades do mercado “evoluem muito mais rápido que a academia”, o que provoca “uma separação entre as necessidades e a oferta”. O responsável defende que a academia deveria ajustar-se ao ritmo das empresas, mas também apostar mais em formação modular, para poder dar resposta às empresas, criando para tal um conselho que contasse com a participação das empresas e até mesmo das associações empresariais do setor. A par destas sugestões, o presidente da APECATE acrescenta também que as instituições de ensino deveriam apostar em professores/formadores “que tivessem, também, uma experiência do setor empresarial”, ou seja, “contratar e fazer parcerias com empresários e empresas reconhecidos pela sua inovação. A carreira académica tradicional deixa de fora esta possibilidade”.

O responsável da associação representante das empresas de congressos, animação turística e eventos vai ainda mais longe e aponta algumas dificuldades nas formações das instituições de ensino. Além da questão dos professores terem pouca experiência da realidade empresarial do setor, Marques Vidal refere ainda que estas têm uma visão corporativa do setor e que não ajudam o mesmo. “Não têm uma abordagem global, só parcelar, muito sectorizada, o que implica que a formação não seja transversal, que é a necessidade dos empresários”, indica, além de acrescentar que existe “falta de capacidade de promover programas em parceria com as associações”, mas também possuem “pouca flexibilidade para se ajustar aos ritmos e necessidades das empresas”.

Foi exatamente por identificar “a existência de uma lacuna de relacionamento entre a academia e as empresas”, que a Associação Portuguesa de Agências de Viagens e Turismo (APAVT) criou a Academia APAVT, indica Paula Antunes, diretora da associação com o pelouro da Formação. Ao Publituris, a responsável salienta que a principal dificuldade neste relacionamento reside no facto da formação, em geral, “ser muito teórica relativamente à atividade das agências de viagens, com exceção das unidades curriculares referentes aos GDS (Global Distribution System)”. E acrescenta: “Outros temas há que, na nossa opinião e dada a dinâmica deste setor, merecem ser revisitados com o objetivo de assegurar que estão permanentemente atualizados”. No entanto, a responsável admite que se tem verificado uma “enorme abertura por parte das escolas para este trabalho”.
A própria Academia APAVT pretende desenvolver parcerias com as universidades e escolas de turismo, organizando ciclos de palestras apresentadas por profissionais do setor. “Pretende-se uma relação de maior proximidade, que consideramos uma mais-valia para os estudantes, como futuros profissionais e para as empresas, como futuros empregadores”, evidencia Paula Antunes.

Tendências do mercado
A constante evolução natural das necessidades do setor turístico teve um ritmo diferente neste último ano, que impôs alguns movimentos mais céleres em algumas áreas, especialmente no que à transição digital diz respeito, por exemplo.

É neste âmbito que a AHP destaca que “os conteúdos relacionados com a transformação digital e a sustentabilidade” como os que ocupam a liderança das novas tendências. A pandemia, descreve Cristina Siza Vieira, obrigou “a uma mudança de paradigma por parte das empresas, tanto do ponto de vista da migração para o digital, como do ponto de vista da sustentabilidade ambiental e da sustentabilidade financeira”. Também as “‘soft skills’, em cursos como, por exemplo, técnicas de comunicação no atendimento a clientes, inteligência emocional e ‘coaching’, mantêm-se também no topo das necessidades, demonstrando a crescente preocupação com a motivação e auto-desenvolvimento dos trabalhadores do setor, individualmente e enquanto parte de equipas, que se querem também coesas e focadas”, indica. A estas necessidades acrescem os conteúdos relacionados com a operação hoteleira que “têm tido muita procura, principalmente porque, por força das circunstâncias, houve necessidade de reformular as equipas e mostra-se necessário atualizar conhecimentos e adaptar práticas”.

Na área dos eventos e congressos, o presidente da APECATE realça que as necessidades passam por técnicos qualificados e formação específica, mas trata-se de um setor que “está sempre a inovar e com isso a procurar novas competências”. “A formação na área de gestão, da comunicação e do marketing, são normalmente as que alimentam a produção de eventos, no entanto, existem muitos técnicos que se formam por aprendizagem em acção, aprendendo dentro das próprias empresas”, exemplifica. No que refere à animação turística, Marques Vidal considera que já é necessária formação para competências mais generalizadas, como seja a gestão, turismo, construção de produto, complementando, claro, com áreas técnicas mais específicas. A própria APECATE construiu um plano de formação, que “ofereceu ao Estado, sendo hoje em dia uma qualificação de nível 5, para os Técnicos de Turismo de Natureza e Aventura”.

“motivar e preparar os estudantes de turismo para as diferentes áreas da distribuição, transmitindo-lhes conhecimento base sobre as atividades de ‘Outgoing’ e de ‘Incoming’, a especificidade duma agência de retalho”, Paula Antunes

No caso da APAVT, Paula Antunes destaca que a principal necessidade passa por “uma formação orientada para a realidade prática e a diversidade da profissão de agente de viagens”. Neste sentido, considera necessário “motivar e preparar os estudantes de turismo para as diferentes áreas da distribuição, transmitindo-lhes conhecimento base sobre as atividades de ‘Outgoing’ e de ‘Incoming’, a especificidade duma agência de retalho, dum operador turístico ou duma DMC, por ex”.

Desafios
A formação em turismo está, à semelhança do setor a que se dedica, em constante mutação e adaptação, o que pressupõe que os desafios surgem no decorrer no tempo e das necessidades das empresas, dos destinos e não só. As instituições de ensino salientam que esta adaptação formativa é feita em estreita colaboração com os ‘stakeholders’.

Como refere Ana Margarida Passos, diretora da Faculdade de Turismo e Hospitalidade da Universidade Europeia, a “relação com o mercado e com os ‘stakeholders’ do setor é um aspeto central na Universidade Europeia, pelo que temos vindo a desenvolver um conjunto de parcerias nacionais e internacionais”, seja pela importância dos estágios, seja por projetos que necessitam de ser aplicados na prática. Esta relação vai além disso, com a Universidade Europeia a criar um fórum de discussão que envolve as empresas na definição dos planos de estudo dos programas oferecidos. “Esta aproximação é fundamental para promover o estudo e análise dos problemas e situações realmente relevantes para o setor”, sublinha. A responsável admite que pandemia trouxe “implicações muito relevantes” para o ensino universitário, que se teve de adaptar às novas exigências e constrangimentos. A Universidade Europeia repensou a sua oferta, desde os conteúdos ao formato em que as ações são ministradas. “Ao nível dos conteúdos, um dos principais desafios está relacionado com o desenvolvimento de competências e conhecimentos sobre gestão de crises. Apesar deste ser um tema já abordado na literatura, ficou muito claro a necessidade de o setor estar preparado para antecipar eventuais crises, reforçando os seus conhecimentos em áreas como a gestão estratégica, a liderança e a resiliência”, destaca.

Isabel Vaz Freitas, diretora do Departamento de Turismo, Património e Cultura da Universidade Portucalense, defende também que existe uma estreita colaboração da instituição de ensino com o setor empresarial de turismo. Segundo a responsável académica, o Departamento de Turismo Património e Cultura teve “sempre como principal objetivo envolver os estudantes em estudos concretos, de terreno, através das várias temáticas abordadas no plano de estudos”. E dá como exemplo que os parceiros que atuam no turismo, na hotelaria e na restauração “apresentam casos que estudamos com muito rigor e interesse” e “problemas ou desafios que trabalhamos com a maior motivação”.
O tempo em que vivemos é para Isabel Vaz Freitas a “altura certa para refletirmos e agirmos implementando modelos diferentes” no que à formação em turismo diz respeito. “Este ano foi de grande aprendizagem para os nossos estudantes que conviveram com crises reais, com mudanças de vida e de comportamentos que se transportaram para as práticas do turismo e da hotelaria”, detalha. Como tal, a diretora do Departamento de Turismo, Património e Cultura da Universidade Portucalense indica que existem “áreas novas a trabalhar e a desenvolver como as áreas do turismo mais sustentável, mais ecológico, criador de alternativas que respondam a novas gerações”, mas também a digitalização e as novas tecnologias. O turismo, a hotelaria e a restauração vão “ter de continuar a sua adaptação em direção a um novo Mundo, ao futuro, no qual as novas tecnologias e a digitalização serão a base imprescindível para comunicar e acolher”. Mas deixa a questão: “É muito importante que tenhamos aprendido com este ciclo de pandemia de forma a garantir mudanças para colmatar erros do passado recente. Mas fica a questão: será que realmente aprendemos com a pandemia?”

“mais do que nunca, as empresas vão precisar de jovens com formação em turismo e gestão de forma a garantir uma gestão eficiente das empresas e dos serviços turísticos, transmitindo segurança e reconquistando a credibilidade nas estruturas e nos serviços”, João Heitor

Nos seus 50 anos de história, o Instituto Superior de Gestão de Lisboa tem desenvolvido uma “ligação direta com o mundo empresarial”, defende João Heitor, Coordenador Científico da Licenciatura em Gestão do Turismo da instituição. Como exemplo, refere que a licenciatura em Gestão do Turismo estabeleceu uma parceria com o Grupo Pestana, pois para o coordenador científico “o ensino e a aquisição de conhecimento efetua-se sobre três vertentes: o ensino teórico, a componente prática e o contacto direto com os responsáveis associativos de cada área do setor”, realçando que estão a ser desenvolvidas várias iniciativas com as associações de turismo, como a ADHP, APR, APTERN, APECATE, CTP, entre outras.
Segundo João Heitor, “mais do que nunca, as empresas vão precisar de jovens com formação em turismo e gestão de forma a garantir uma gestão eficiente das empresas e dos serviços turísticos, transmitindo segurança e reconquistando a credibilidade nas estruturas e nos serviços”.

Na perspetiva do ISEG Executive Education, os desafios para a formação passam pela necessidade de “diversificar as ofertas e encontrar produtos e serviços inovadores, que apoiem na criação de valor e diferenciação”. É também neste seguimento que “a incorporação da dimensão digital, ao nível da comunicação e do serviço, é igualmente valiosa para criar experiências que permitam uma maior fidelização dos clientes, numa altura em que a recuperação da confiança é estratégica”, destaca o instituto. A esta, acresce também o desafio da Sustentabilidade, para o qual o ISEG desenvolveu a formação ‘Sustainability: a corporate journey’, “importante para consumidores que ficaram mais conscientes do que nunca do seu impacto no mundo e que pretendem ter um consumo com propósito”.
Este período de turbulência que se vive em todos os sectores, bem como a reativação da atividade económica nacional implicará “uma necessária e forte aposta no setor do turismo e hotelaria”, defende o Instituto Politécnico de Setúbal. Para a instituição, este momento pode “representar uma excelente oportunidade para uma atualização/aquisição de conhecimentos numa uma área estratégica nacional e, particularmente, num domínio que ganha premência e relevância ao nível global (Saúde & Bem-estar) face a uma nova dinâmica que se impõe no mundo da hotelaria e turismo”.

Já para Carlos Díez de La Lastra, diretor-geral Les Roches Marbella, atualmente, o valor da formação está “na transferência de conhecimento e experiência e na capacidade de os usar”. Como tal, na Les Roches Marbella acredita-se na “aprendizagem abrangente que transcende o profissional e que fornece ao aluno as competências necessárias para atuar em ambientes voláteis, de incerteza, complexos e ambíguos e construir habitats colaborativos onde a formação técnica é enriquecida com a prática”. Assim, o responsável acredita que a indústria da hospitalidade se está a reconstruir e a exigir novos talentos “com maior qualificação, sem barreiras linguísticas ou culturais, pessoas flexíveis e adaptáveis com capacidade de analisar e resolver problemas”. Como tal, Carlos Díez de La Lastra defende que, nos próximos anos, “a procura por profissionais irá intensificar-se e a nova realidade exigirá perfis mais híbridos e complexos, capazes de proporcionar visão estratégica e abordagens globais”.

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75% dos portugueses diz que próximas férias vão ser em Portugal, revela estudo da Bloom Consulting

Estudo da consultora Bloom Consulting apurou que 44% dos portugueses conta gozar um período de descanso ainda este ano e que apenas 27% deixa para o próximo ano os planos de férias.

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Para 75% dos portugueses, as próximas férias vão ser passadas em território nacional, apurou um estudo da Bloom Consulting, que revela também que, apesar da pandemia, 44% dos portugueses conta gozar um período de descanso ainda este ano e que apenas 27% deixa para o próximo ano os planos de férias.

Ainda assim, diz a Bloom Consulting num comunicado divulgado esta sexta-feira, 17 de setembro, “ma grande fatia da população inquirida afirmou ainda não estar decidida quanto à sua próxima viagem de lazer (22%), sendo que apenas 5,8% afirma que apenas viajará em 2023”.

“Os dados do estudo são reveladores de algo que a indústria turística portuguesa já tem vindo a sentir_ uma maior movimentação dos portugueses em viagens de lazer. Com o avançar da vacinação e aproximação à tão desejada imunidade de grupo, é expectável que alguns destes portugueses vão progressivamente alterando a sua posição em relação ao turismo sendo no entanto irrealista pensar que a situação reverterá para as tendências registadas em 2019 num futuro próximo”, considera Filipe Roquette, diretor geral da Bloom Consulting Portugal.

O estudo mostra também que, quanto mais jovens os inquiridos, maior a disposição para viajar ainda este ano, com a Bloom Consulting a revelar que, “o grupo de 54 ou mais anos é o mais conservador e também o mais indeciso nesta matéria”.

Quanto a destinos, o mercado nacional é o que sai a ganhar, até porque, dos 75% dos portugueses que conta fazer férias em destinos nacionais, em 60% dos casos nem são consideradas outras hipóteses. Ainda assim, há 14% de portugueses que dizem não saber onde vão passar as próximas férias, enquanto 11% descarta férias no território nacional e só pensa em férias no estrangeiro.

“Entre os que afirmam que o seu próximo destino será em território nacional, o Algarve é a região mais referida com 20% do total de menções. Seguem-se as regiões autónomas dos Açores e da Madeira com 18% e 16% respetivamente. Também com 16% estão o Alentejo e a região do Porto e Norte de Portugal. O Centro de Portugal com 8% e a Região de Lisboa são as regiões sob as quais recaem menos intenções de visitação por parte dos portugueses num futuro próximo”, indica o comunicado.

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Iberia mantém voos para as Maldivas no inverno

Depois do sucesso no verão, a Iberia vai manter a operação para as Maldivas este inverno, com dois voos por semana, e, em Portugal, tem planos para aumentar a capacidade nas rotas de Lisboa e Porto.

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A Iberia vai manter os voos para as Maldivas, que arrancaram no início de julho, também  durante a temporada de inverno, com a companhia aérea espanhola a revelar que a decisão foi tomada na sequência do “bom funcionamento desta rota nos meses de verão” e que, na época baixa, os voos decorrem entre dezembro e fevereiro, com duas ligações por semana. Já para Lisboa e Porto, está previsto um aumento para o triplo dos voos diários, ao longo dos próximos meses.

“Entre as principais novidades, destaca-se a incorporação do destino estrela do verão, as Ilhas Maldivas. Após o bom funcionamento da rota nos meses de verão, a companhia aérea decidiu retomar os voos a partir de dezembro com duas frequências diretas por semana, que vão até fevereiro de 2022”, lê-se na informação divulgada pela companhia aérea sobre o plano de rotas para este inverno.

Além das Maldivas, a Iberia vai manter também no inverno os voos para Cali, na Colômbia, outra das rotas que a companhia aérea também operou este verão e que, no inverno vai contar com três frequências por  semana, entre dezembro e março.

Neste inverno, a Iberia vai ainda aumentar o número de voos disponíveis na ponte aérea entre Madrid e Barcelona, que em setembro já tinha sido aumentada em 32%, mas que, segundo a Iberia, vai ainda conhecer novos aumentos este inverno, até um total de 68 voos por semana, o que totaliza 11 voos por dia em cada trajeto.

Na informação divulgada, a Iberia explica que os aumentos previstos para a ponte aérea visam a reativação das viagens de negócios, motivo pelo qual a transportadora vai também reforçar a operação em alguns destinos europeus, a exemplo de Paris, para onde a Iberia conta disponibilizar até sete voos por dia em cada sentido, mas também de Londres, que passa a contar com até cinco voos por dia e por trajeto, enquanto cidades como Lisboa, Porto, Frankfurt, Bruxelas, Genebra, Milão, Roma, Zurique, Dusseldorf, Munique, Veneza, Lyon e Marselha vão chegar aos três voos por dia, ao longo deste inverno. Já Frankfurt, vai contar com um aumento até 18 frequências por semana.

Na rede de longo curso, e além das Maldivas e de Cali, a Iberia vai também aumentar a sua oferta para a América Latina e EUA, estimando voar para 23 cidades em 17 países, num total de 280 voos por semana, à partida de Madrid. Apenas na América Latina, a companhia aérea vai operar para 17 destinos em 15 países, superando os 200 voos por semana.

“Os mercados com maiores taxas de crescimento são o México – que já conta com dois voos diários -, a República Dominicana – com mais três voos semanais, até 13 frequências – e a Colômbia, com mais três frequências para Bogotá, chegando a 10; e Cali, para onde a Iberia voa três vezes por semana”, indica a transportadora.

Além disso, acrescenta a Iberia, vai ser também aumentada a capacidade para a América do Centro e Caraíbas, em concreto para o Panamá, Costa Rica e Guatemala/El Salvador, que passam a contar com mais um voo por semana, até seis frequências semanais no caso do Panamá e Costa Rica, enquanto a Guatemala/El  Salvador passa a contar com cinco ligações semanais.

Para San Juan de Porto Rico, a Iberia vai passar de três para quatro frequências por semana, enquanto o Uruguai passa a seis voos diretos por semana. Já Buenos Aires, Lima, São Paulo e Santiago do Chile mantêm um voo diário, ainda que, no caso da capital argentina, a operação esteja ainda sujeita a aprovação governamental.

Já nos EUA, onde a Iberia diz estar ainda dependente da reabertura turística, a companhia tem planos para recuperar as frequências que oferecia antes da pandemia, e conta operar 10 voos por semana para Nova Iorque e Miami, ou seja, mais três que no verão, e espera manter ainda as ligações a Chicago, Boston e Los Angeles.

Este inverno, a Iberia conta ainda com uma campanha especial que pretende estimular a procura ao longo dos próximos meses e que oferece tarifas especiais para reservas até 22 de setembro e que se aplica a viagens até 9 de junho de 2022.

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Operadores retomam operação de Fim-de-Ano para Salvador e Natal

Os charters dos operadores Solférias, Exoticoonline e Sonhando têm partida programada para 26 e 27 de dezembro.

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Os operadores turísticos Solférias, Exoticoonline e  Sonhando voltam a juntar-se para lançar uma operação especial de Fim-de-Ano com destino a Salvador da Bahia e Natal no Brasil, com partidas de Lisboa e Porto.

 Esta operação especial de Réveillon em Salvador, com saída a 26 de dezembro e regresso a 2 de janeiro, terá partida de Lisboa via Porto. 

Para a cidade de Natal, a saída será dia 27 de dezembro e regresso dia 3 de janeiro e também com partida de Lisboa via Porto. 

No sentido inverso, estas operações estão ser comercializadas pelo operador Alto Astral, em parceria com Lusanova e outros parceiros locais.

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Ryanair abre nova rota entre o Porto e Clermont-Ferrand no inverno

Companhia aérea vai realizar dois voos por semana entre o Porto e a cidade francesa de Clermont-Ferrand, a partir de novembro.

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A Ryanair anunciou a abertura de uma nova rota entre o Porto e a cidade francesa de Clermont-Ferrand no próximo inverno, operação que vai contar com dois voos por semana e que, segundo comunicado da companhia aérea low cost, arranca em novembro.

“Estamos encantados por anunciar esta nova rota do Porto para Clermont-Ferrand com dois voos semanais, a partir de novembro. A Ryanair continua empenhada em reconstruir a industria turística em Portugal e em reforçar a conetividade, à medida que continua a crescer na Europa e as viagens regressam aos níveis pré-COVID-19”, congratula-se Jason McGuinness, diretor Comercial da Ryanair.

Para assinalar o lançamento da nova rota de inverno, a Ryanair lançou uma promoção com preços desde 19,99 euros, para viagens que decorram até março de 2022 e cujas reservas sejam realizadas até à meia-noite do próximo sábado, 18 de setembro, através do site da companhia aérea,  em  www.Ryanair.com

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Altis Grand Hotel reabre dia 18

Com esta reabertura, todos os hotéis do grupo Altis voltam a estar simultaneamente em funcionamento.

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 1 de outubro é a data escolhida para reabertura oficial do Altis Grand Hotel, o primeiro hotel do grupo que irá completar este ano 48 anos. Depois de estar fechado desde abril do ano passado, o emblemático hotel lisboeta   reabrirá, enquanto a cidade espera receber de volta mais turistas.

Para Raul Martins, presidente do Conselho de Administração do Grupo Altis, “o Altis Grand Hotel é um hotel com história desde a sua abertura, temos empresas e gerações de clientes que estão ligados a este hotel, aqui vieram pela mão dos avós ou dos pais, e é uma enorme satisfação poder voltar a recebê-los. Toda a equipa está ansiosa e motivada”.

Desde o inicio da pandemia, o grupo manteve sempre pelo menos um hotel em funcionamento e, com esta reabertura, todos os hotéis do grupo Altis voltam a estar simultaneamente em funcionamento, uma  decisão tomada  com base nas “boas perspetivas de ocupação para o último trimestre do ano e para o próximo ano”.

“Para 2022, o grupo espera atingir uma ocupação anual média de 60%, sendo que em 2019, fechou o ano com uma ocupação de 80%”, perspetiva Diogo Fonseca e Silva, diretor-geral de operações do Grupo Altis Hotels.

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American Airlines compra 5,2% da Gol e anuncia codeshare exclusivo

Negócio prevê a criação do maior programa de fidelidade do continente americano, assim como a ampliação do acordo de codeshare que as duas transportadoras já mantinham.

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A American Airlines adquiriu 5,2% da Gol, atualmente a maior companhia aérea brasileira, o que vai dar origem a uma “parceria exclusiva”, que prevê a criação do maior programa de fidelidade do continente americano, assim como a ampliação do acordo de codeshare que as duas transportadoras já mantinham, num negócio que visa a afirmação da companhia norte-americana no Brasil.

De acordo com a imprensa brasileira, o negócio prevê um investimento de 200 milhões de dólares, já que a American Airlines compra 22,2 milhões de ações preferenciais da Gol, assim como a junção dos programas de fidelidade das duas companhias, o Aadvantage e o Smiles, numa fusão que vai dar origem ao maior programa de milhas do continente americano.

Mas o principal destaque vai mesmo para a ampliação do acordo de codeshare, o que vai permitir aumentar a presença da American Airlines na América do Sul, principalmente no Brasil.

“A American é, há muito tempo, a companhia aérea líder entre os Estados Unidos e a América do Sul, e esta parceria mais forte com a Gol solidifica essa posição de liderança”, afirma Robert Isom, presidente da American Airlines, considerando que a rede da transportadora norte-americana “combina perfeitamente” com a rede da Gol no Brasil.

“Juntos, seremos capazes de oferecer aos clientes que voam para, através e do Brasil acesso à maior rede com as taxas mais baixas e o melhor e maior programa de fidelidade de viagens conjunto da América”, acrescenta o responsável.

Com a ampliação do acordo de venda compartilhada, os clientes da Gol passam a ter acesso a mais de 30 destinos da American Airlines nos EUA, à partida dos hubs da Gol em São Paulo (GRU) e no Rio de Janeiro (GIG), assim como a outras 34 rotas brasileiras e internacionais, nomeadamente na América Latina.

“O acordo de codeshare exclusivo entre duas das principais empresas aéreas das Américas combina malhas altamente complementares e oferece aos clientes uma experiência de viagem superior, proporcionada pelo maior número de voos e destinos nas Américas do Norte e do Sul”, destaca Paulo Kakinoff, CEO da Gol, considerando que este acordo “fortalecerá ainda mais a presença da Gol nos mercados internacionais” e vai contribuir para o crescimento da transportadora.

O negócio, que prevê também que a American Airlines passe a indicar um dos membros do Conselho de Administração da Gol, não está, no entanto, ainda completamente concluído e, segundo a imprensa brasileira, aguarda a confirmação de algumas condições, incluindo assinatura e entrega da documentação definitiva, entre outras condições usuais de operações deste nível.

Recorde-se que a American Airlines voa atualmente para 17 destinos na América do Sul, incluindo São Paulo (GRU) e Rio de Janeiro (GIG), a partir das suas bases em Dallas-Fort Worth (DFW), Miami (MIA) e Nova York (JFK), enquanto a Gol conta com ligações aéreas para 63 destinos no Brasil, assim como para várias das principais cidades da América Latina.

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Primeiros turistas da SpaceX já iniciaram viagem

A cápsula da SpaceX partiu para uma viagem de três dias no espaço, sem nenhum astronauta profissional a bordo.

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Quatro turistas norte-americanos já descolaram do Centro Espacial Kennedy, na Florida, nos Estados Unidos, a bordo de uma cápsula da SpaceX, para uma viagem de três dias no espaço, sem nenhum astronauta profissional a bordo.

O foguetão Falcon 9, transportando a cápsula Dragon, ambos da empresa privada SpaceX, descolou à hora prevista, 20:02 horas locais de quarta-feira (23:02 em Portugal), do Centro Espacial Kennedy, na Florida, segundo a agência de notícias France-Presse (AFP).

Minutos depois, o foguetão separou-se da cápsula com sucesso, levando a bordo, pela primeira vez, apenas civis como tripulantes, que permanecerão três dias no espaço.

“Poucos lá foram e muitos vão seguir-se. A porta abre-se agora”, disse o multimilionário Jared Isaacman, de 38 anos, que fretou o “cruzeiro espacial” e comanda a missão.

Isaacman, de 38 anos, fundador e presidente da empresa Shift4 Payments, amante da aviação, financiou a travessia espacial dos outros três tripulantes, com um custo que não foi divulgado, mas que deverá rondar as dezenas de milhões de dólares, segundo a AFP.

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Ilha do Sal vai ter charter no Fim-de-Ano

Esta operação é promovida pelos operadores turísticos Solférias, Soltrópico e Viagens Abreu.

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Os operadores turísticos Solférias, Soltrópico e Viagens Abreu juntaram-se para realizar uma operação charter para a ilha do Sal, em Cabo Verde, na época festiva do Fim-de-Ano.

Com partidas de Lisboa e do Porto em voos operados pela SATA no dia 26 de dezembro 2021 e regresso a 02 de Janeiro de 2022 (o voo parte do Sal na madrugada de 03 de Janeiro), os pacotes disponibilizados, neste caso pela Soltrópico, incluem estadas de  sete dias, a partir de 1388 euros como preço base, por pessoa, em quarto duplo standard, em regime de Tudo Incluído, no 4-estrelas, Oásis Belorizonte, e 1547 euros, por pessoa, em quarto standard, em regime de Tudo Incluído no 5-estrelas, Oásis Salinas Sea.

O programa inclui passagem aérea em voo TAP Lisboa ou Porto / Sal / Lisboa ou Porto, em classe S1, com direito a 20 kg de bagagem; estadia de 7 noites no hotel e regime escolhidos; transfers aeroporto/hotel/aeroporto; Taxa de Segurança Aeroportuária; Seguro de viagem Global Extra; Taxas de aeroporto segurança e combustível (223€ – sujeito a alterações legais até emissão dos bilhetes).

Segundo Nuno Paixão, Diretor Comercial da Newtour, onde a Soltrópico se integra, “tendo em conta a retoma de procura pelo destino Sal e tendo em conta o sucesso das operações antes da pandemia, para a Soltrópico faz todo o sentido voltar a apostar neste destino de Sol e de proximidade para os portugueses que preferem passar o Réveillon 21/22 num destino quente.”

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Certificado europeu mais perto de se tornar ‘standard’ global

Desde que foi colocado em prática, em junho deste ano, que foram emitidos mais de 420 milhões de certificados da UE.

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Albânia, Andorra, Ilhas Faroé, Israel, Mónaco, Marrocos e Panamá são os países e territórios mais recentes a adoptar  o sistema europeu do certificado  COVID Digital da União Europeia.

A Comissão Europeia anunciou que os  certificados COVID-19 emitidos pelos países referidos são equivalente ao Certificado COVID Digital da União Europeia.

Desde que foi colocado em prática, em junho deste ano, que foram emitidos mais de 420 milhões de certificados da UE, existindo atualmente 42 países, incluindo os 27 Estados-membros, que integram o sistema europeu, o que o está a converter num ‘standard’ internacional.

Didier Reynders, comissário da Justiça, destacou que esta situação  permite que todos ganhem: “os cidadãos podem desfrutar do seu direito de livre circulação e as empresas, assim como o setor dos transportes, podem começar a compensar as perdas dos últimos meses”.

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“Turismo e mobilidade sustentável” em debate no Algarve

Debate “Turismo e Mobilidade Sustentável” está inserido no ciclo “Conversas com Futuro”, decorre a 17 de setembro, e pretende ser um contributo para a Conferência sobre o Futuro da Europa.

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O Centro Europe Direct Algarve, em parceria com a CCDR Algarve e a Região de Turismo do Algarve (RTA), promovem na próxima sexta-feira, 17 de setembro, o debate “Turismo e Mobilidade Sustentável”, inserido no ciclo “Conversas com Futuro”, que pretende ser um contributo para a Conferência sobre o Futuro da Europa.

Num comunicado enviado à imprensa, a organização do evento explica que “esta será uma oportunidade única para debater os desafios e as prioridades do Algarve, de Portugal e da Europa no âmbito do turismo e da mobilidade sustentável, mas sobretudo para ouvir e responder às perguntas do público que estará a assistir à conversa em direto”.

“Com o mote da Conferência sobre o Futuro da Europa, que até à primavera de 2022 vai ouvir os cidadãos europeus sobre o futuro que pretendem para a União Europeia, o Centro Europe Direct Algarve organiza este fórum de discussão, abrindo o diálogo à região do Algarve e a todos os que nela vivem, com o objetivo de aumentar o nível de conhecimento sobre o projeto europeu”, lê-se no comunicado divulgado pela organização.

Com a participação de João Fernandes, presidente da Região de Turismo do Algarve (RTA),  da eurodeputada  Cláudia Monteiro de Aguiar, de João Ferreira, da DG MOVE da Comissão Europeia, José Apolinário, da CCDR Algarve, e Rodrigo Soares, da Erasmus Student Network, o debate vai decorrer entre as 11h00 e as 13h00, e pode ser acompanhado através da página de Facebook da RTA.
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