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Ryanair condena decisão “bizarra” do Governo britânico por colocar Portugal na “lista amarela”

O CEO da Ryanair critica Boris Johnson e “a sua caótica administração governamental” no que diz respeito às listagens e aos países que delas fazem parte.

Victor Jorge
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O CEO da Ryanair critica Boris Johnson e “a sua caótica administração governamental” no que diz respeito às listagens e aos países que delas fazem parte.

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Depois de conhecida a decisão do Governo do Reino Unido, “despromovendo” Portugal da “lista verde” para a “lista amarela”, a Ryanair condenou a decisão do Executivo de Boris Johnson, salienta que esta decisão “não tem base na saúde pública ou na ciência médica”.

Apelidando a decisão de “bizarra”, a Ryanair questiona a decisão, até porque “75% dos adultos do Reino Unido já receberam uma vacina COVID”, adiantando, ainda que “as taxas de vacinas em Portugal estão a recuperar rapidamente os níveis do Reino Unido, com mais de 40% dos adultos de Portugal a receber uma vacina COVID”, diz a Ryanair.

A decisão de mover Portugal da “lista verde” para “lista amarela” também “não tem base médica ou de saúde pública” quando as taxas de infeção de COVID em Portugal “são idênticas às taxas do Reino Unido (em apenas 50 casos por 100.000)”, diz a Ryanair.

A Ryanair também condenou o ministro dos Transportes, Grant Shapps, de não adicionar outros destinos à “lista verde” do Reino Unido, como Malta, que agora ultrapassou o Reino Unido com quase 80% da população vacinada, indicando que as taxas de casos são de apenas 12 por 100.000 habitantes, menos de 25% da taxa no Reino Unido.

A Ryanair também pediu que outros destinos, como as ilhas Baleares e as Canárias, fossem imediatamente adicionadas à “lista verde” do Reino Unido, quando as taxas de casos COVID são, aproximadamente, 30 por 100.000, “consideravelmente menores do que as taxas de casos no Reino Unido”, considera a companhia aérea irlandesa.

Michael O’Leary, CEO da Ryanair, admite, em comunicado, que “o Governo de Boris Johnson está, novamente, a administrar mal a recuperação da COVID”.

“Esta abordagem ‘pára-arranca-pára’ para viagens curtas na Europa é inexplicável e injustificada quando 75% da população do Reino Unido já recebeu uma vacina COVID”, diz O’ Leary, considerando, ainda que “os cidadãos do Reino Unido que já reservaram uma viagem para Portugal merecem uma explicação”, já que é “prejudicial para o Reino Unido e para milhões de famílias no Reino Unido”.

O responsável pela Ryanair apela ainda que Boris Johnson e Grant Shapps “devolvam” Portugal imediatamente à ‘lista verde’ e adicionem outros destinos de baixo risco, “para que as famílias britânicas possam planear as suas férias para o verão de 2021 sem serem repetidamente interrompidas por Boris Johnson e sua caótica administração governamental”, conclui O’Leary.

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Crédito: Rita Ansone

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“Onde estaríamos se houvesse uma estratégia para o mercado LGBTI+? Talvez a liderar este segmento na Europa”

A VARIAÇÕES – Associação de Comércio e Turismo LGBTI+ de Portugal vai marcar presença na BTL 2023. Diogo Vieira da Silva, diretor-executivo da organização, admite que o mercado LGBTI+ é dos segmentos que mais tem crescido em Portugal nos últimos anos. Segundo o mesmo, “não existe nenhuma estratégia para este segmento”, que, de acordo com números de 2012, vale 8% dos gastos em atividades relacionadas com viagens e turismo na Europa, ou seja, 50 mil milhões de euros.

Victor Jorge

Depois de conquistar o ‘EuroPride’ 2025, que se realiza de 14 a 21 de junho de 2025, que trará a Lisboa um milhão de visitantes e ter um impacto económico entre 100 a 250 milhões de euros, a VARIAÇÕES vai à BTL 2023 com o objetivo fazer com que os players nacionais do setor do turismo “deixem de ter receio de comunicar e ter campanhas de marketing específicas para o segmento LGBTI+”. Até porque, “só em 2019, houve mais de dois milhões de turistas LGBTI a visitar o nosso país”.

Inclusão e diversidade têm sido temas destacados no setor do turismo. Em que âmbito se insere a participação da VARIAÇÕES – Associação de Comércio e Turismo LGBTI+ de Portugal, enquanto parceiro para a área LGBTI+ na BTL 2023?
A VARIAÇÕES – Associação de Comércio e Turismo LGBTI+ de Portugal é a primeira organização de âmbito empresarial a trabalhar o segmento LGBTI+ com a perspetiva económica e de criação de mais valias. Neste sentido, e atendendo ao enorme crescimento do turismo na última década em Portugal, o segmento LGBTI+ é sem dúvida alguma o que tem mais potencial de crescimento no futuro.

A nossa participação enquadra-se no âmbito de trazer os agentes de oferta Turista LGBTI+ nacionais, que trabalham muitos deles há décadas neste segmento. Se há uns anos o faziam sozinhos e isolados de outros negócios, no presente e futuro cada vez mais agentes económicos e turístico compreendem que o segmento LGBTI+ é dos mais exigentes e lucrativos. Por isso ter uma estratégia e comunicação específica para o mesmo é importante.

Que importância tem, efetivamente, esta comunidade para o setor do turismo em Portugal?
Em 2012, segundo um estudo da GETA (associação europeia de turismo gay), o mercado gay representava na Europa 8% dos gastos em atividades relacionadas com viagens e turismo (ou seja, 50 mil milhões de euros).

Infelizmente a falta de visibilidade sobre as questões LGBTI, em geral, também são existentes no que atende a estudos de mercado sobre este segmento, nomeadamente em Portugal. Existem muito poucos estudos e os que existem habitualmente provêm do mundo académico e de iniciativa individual de alunos de mestrado e de doutoramento. Mas apesar deste facto, podemos sempre usar os dados de estudos internacionais e fazer uma analogia para o mercado português, pelo que só em 2019, houve mais de dois milhões de Turistas LGBTI a visitar o nosso país.

O mercado LGBTI+ é dos segmentos que mais tem crescido em Portugal nos últimos anos

Promoção “orgulhosa”
De que forma se pode promover Portugal como destino a nível internacional junto da comunidade LGBTI+?
Em 2019, nasceu a campanha ‘Proudly Portugal’, a primeira campanha de promoção de Portugal enquanto destino LGBTI, mas que também é um agregador da oferta nacional para quem nos visita. Esta plataforma interativa permite, através do seu diretório, dar acesso aos locais que os turistas mais apreciam, bem como aos lugares emblemáticos da comunidade.

A próxima etapa passa pela reestruturação da oferta e tal só é possível com investimento. Exatamente por isso existe a intenção de renovar a campanha ‘Proudly Portugal’ e fazer com que a mesma seja um motivador de investimento estrangeiro para aumentar a oferta LGBTI+ nacional. Abrir novos projetos e negócios para o mercado LGBTI é o primeiro passo para conseguir por Lisboa o mapa de destinos do segmento. Após este feito, a atração de eventos internacionais será um sedimentar desta estratégia.

Há mercados específicos de aposta para atrair esta comunidade ou a estratégia é global?
O mercado LGBTI+ é dos segmentos que mais tem crescido em Portugal nos últimos anos, muito devido à grande procura do mercado francês, norte-americano, inglês e brasileiro que são os principais mercados emissores de Turistas LGBTI+ do mundo. E é aqui que Portugal tem uma vantagem competitiva. Pois tem relações históricas, sociais e culturais com todos eles. Apenas é preciso haver visão, vontade e fazer para que Portugal seja verdadeiramente um destino para todos/as!

Quais são os mercados emissores mais interessantes para Portugal explorar?
Tanto devido à estratégia de penetração que tem havido nos últimos anos, bem como à ligação histórica que existe, os EUA e o Brasil são os mercados mais interessantes para Portugal. Mas se no primeiro vivemos o efeito de invisibilidade, por exemplo, a nossa vizinha Espanha há mais de 20 anos que se promove enquanto destino LGBTI; no segundo temos a perceção de sermos um destino tradicional e conservador.

Se conseguirmos alterar a narrativa em ambos os mercados, teremos proveitos e mais valias que facilmente nos tornarão nos destinos LGBTI+ de referência no mundo.

Em termos de países/mercados, quais são os que mais visitam Portugal? E há alguma preferência em termos de destino/região?
É inegável que o destino LGBTI+ de referência nacional é Lisboa. Tal se sucede única e exclusivamente graças à sua grande oferta para o segmento e empresários/as LGBTI+ que desenvolvem os seus negócios na cidade e região. Infelizmente não existe nenhuma estratégia para este segmento, tanto a nível autárquico como a nível da Agência Regional de Turismo. O que nos faz questionar, onde estaríamos se houvesse? Talvez a liderar este segmento na Europa.

Da mesma forma que existem equipas e estratégias para os outros segmentos turísticos, Turismo Religioso, Turismo de Desporto, Turismo Rural, etc., tem de haver equipas e estratégias para o Turismo LGBTI+

Segurança, hospitalidade e autenticidade procuram-se
O que procura a comunidade LGBTI+ num destino turístico?
A comunidade LGBTI+ é diversa, mas há fatores que são universais. Segurança, hospitalidade e autenticidade. Portugal tem estes três fatores, apenas lhe falta saber comunicar para o segmento LGBTI+.

Que destinos estão mais avançados nesta integração da comunidade LGBTI+ em termos turísticos?
Espanha, Holanda, Malta, França, Reino Unido, Alemanha, EUA, Canadá, Argentina ou Brasil, são alguns exemplos dos destinos que mais trabalham a integração do segmento LGBTI+ nas suas estratégias de turismo. Depois temos exemplos como Itália, que apesar de ser um país muito conservador a nível legal (estando nos lugares mais abaixo a nível de igualdade LGBTI+ na Europa) é dos países que mais se posiciona para este segmento na Europa e no mundo.

Que exemplos (países, campanhas, promoção, etc.) pode destacar relativamente à comunidade LGBTI+ no universo dos destinos turísticos?
A nível nacional posso destacar a campanha ‘Proudly Portugal’, a primeira campanha de promoção de Portugal enquanto destino LGBTI, mas que também é um agregador da oferta nacional para quem nos visita.

Esta plataforma interativa permite, através do seu diretório, dar acesso aos locais que os turistas mais apreciam, bem como aos lugares emblemáticos da comunidade. A próxima etapa passa pela reestruturação da oferta e tal só é possível com investimento.

Exatamente por isso existe a intenção de renovar a campanha ‘Proudly Portugal’ e fazer com que a mesma seja um motivador de investimento estrangeiro para aumentar a oferta LGBTI+ nacional. Abrir novos projetos e negócios para o mercado LGBTI é o primeiro passo para conseguir por Lisboa o mapa de destinos do segmento. Após este feito, a atração de eventos internacionais será um sedimentar desta estratégia.

A nível internacional, posso destacar a campanha do Ministério do Turismo de Israel, que juntamente com o município de Tel Aviv, realizou uma campanha multicanal celebrando uma das maiores semanas do ano para a cidade, ‘Tel Aviv Pride’. Com a reputação de ser uma das capitais gays mais proeminentes do mundo, a cidade recebeu em Junho de 2022 mais de 250.000 visitantes para o ‘Tel Aviv Pride’ – tornando-se um dos maiores festivais do orgulho gay em todo o mundo.

Para apoiar o evento, o Ministério do Turismo de Israel, juntamente com a cidade de Tel Aviv, investiu mais de 1 milhão de dólares na campanha ‘Back To Tel Aviv Pride’. Criada para aumentar a conscientização sobre a experiência única do Orgulho de Tel Aviv e reconhecer Tel Aviv como uma das maiores cidades LGBTQ + amigáveis, a campanha também impulsionará os esforços de turismo após o anúncio de Israel de que o país está descartando todos os requisitos de entrada cobiçosos.

Pode dizer-se que Portugal é “LGBTI+ friendly”? Em que aspeto?
Sim, tanto no aspeto de segurança, como de hospitalidade e de autenticidade. Mas ainda é preciso comunicar isso lá fora, isto é. Portugal ainda não é percecionado enquanto destino LGBTI+ de referência (com exceção da cidade de Lisboa). Tal se deve à falta de vontade em se promover enquanto tal e ter equipas dedicadas ao segmento LGBTI+.

Há ainda discriminação no universo turístico face à comunidade LGBTI+ em Portugal?
A discriminação infelizmente existe sempre, mas se surgir queremos que os viajantes sintam que podem e devem denunciar essa discriminação, uma vez que na lei tal já não é possível.

Que ações irão promover durante a BTL 2023?
Estão previstas ações de networking, ativação de marca, apresentação de negócios, debates, tertúlias e muita animação. Queremos apresentar a diversidade do segmento, que tanto passa pela diversão noturna, como hospedagem, tours bem como oferta mais cultural para o segmento.

O impacto turístico do evento [‘Europride 2025’] está no nível das Jornadas Mundiais da Juventude, podendo facilmente atrair até um milhão de visitantes e ter um impacto económico entre 100 a 250 milhões de euros

2025 é ano ‘EuroPride’
Lisboa vai acolher, 14 a 21 de junho de 2025, o ‘EuroPride’, considerado o maior evento de celebração do orgulho das entidades LGBTI+ na Europa. O que poderá significar este evento para Lisboa e Portugal em termos turísticos?
A vitória na conquista do ‘EuroPride’ 2025, que se irá realizar este ano na capital portuguesa, não é meramente um rastilho, mas mais a detonação, o ponto alto de uma tendência que já vinha de trás.

Lisboa já apoia a população LGBTI e seus eventos há vários anos, e isso potencio ser a cidade mais ‘Gay-Friendly’ em Portugal. Por exemplo, a vinda do Eurovisão para Portugal fez com que tanto o poder político, como os agentes económicos convencionais se aperceberam do potencial do mercado LGBTI. E foi essa consciencialização que potenciou o aumento da oferta.

O impacto turístico do evento está no nível das Jornadas Mundiais da Juventude, podendo facilmente atrair até um milhão de visitantes e ter um impacto económico entre 100 a 250 milhões de euros. Para tal basta que as instituições públicas e privadas de coordenam para organizar um evento que torna Lisboa e região no epicentro dos direitos humanos LGBTI+ na Europa.

Que ações estão previstas e programadas para o ‘EuroPride’ 2025?
Estamos a falar de um evento que, entre outras coisas, terá uma Conferência Internacional de Direitos Humanos, um Encontro de Jovens, um Encontro de Pais, etc.. Juntando entidades públicas e privadas, sociais e corporativas numa visão de um mundo cada vez mais Diverso, Equitativo e Inclusivo. Onde várias atividades culturais, empresariais e desportivas marcarão os nove dias de agenda bem como os meses antes e após o evento.

Este poderá ser um momento para Portugal provar que está na dianteira dos direitos humanos e na promoção de contextos de segurança e diversidade?
Sim, pode. Mas para tal se suceder é preciso sair-se da visão de falar para todos, para começar a comunicar para os diversos segmentos sem medo. Da mesma forma que existem equipas e estratégias para os outros segmentos turísticos, Turismo Religioso, Turismo de Desporto, Turismo Rural, etc., tem de haver equipas e estratégias para o Turismo LGBTI+, o que, infelizmente, até ao momento ainda não se concretizou.

Que apoios sentiram e tiveram para trazer este evento para Lisboa/Portugal?
A candidatura foi totalmente assegurada pelos empresários LGBTI+, nomeadamente a nível de custos e despesas. Contou com o apoio da CML, Turismo de Portugal e Governo de Portugal.

No final da BTL 2023, o que seria uma boa participação enquanto parceiro LGBTI+ da feira?
O facto de conseguirmos fazer com que os restantes players nacionais na área de Turismo, deixem de ter receio de comunicar e ter campanhas de marketing específicas para este segmento. Isso é que será a definição de uma boa participação.

 

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Santuário do Cristo Redentor prepara festival de turismo religioso para a JMJ de Lisboa

O santuário do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, quer promover em Lisboa o evento “Brasil com Fé”, que deverá incluir feira, área expositiva e vários espetáculos por ocasião da Jornada Mundial da Juventude (JMJ).

Inês de Matos

O Santuário do Cristo Redentor quer promover em Lisboa, por ocasião da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), um festival de turismo religioso para assinalar o 10.º aniversário do evento no Rio de Janeiro e estreitar relações entre o principal santuário brasileiro e o português Cristo-Rei, em Almada.

“Pensámos num projeto para um evento de nove dias, desde 29 de julho, quando celebramos os 10 anos da JMJ do Rio de Janeiro, para falar de turismo religioso e do Rio de Janeiro através da cultura, arte e fé. Vai ser uma oportunidade única”, explicou sexta-feira, 3 de fevereiro, Carlos Lins, Head of Marketing do Cristo Redentor, durante uma conferência de imprensa em Lisboa.

De acordo com o responsável, o projeto contempla a realização de um grande evento, sob a designação “Brasil com Fé”, que deverá decorrer nos jardins da Torre de Belém, em Lisboa, e que tem arranque previsto para dia 29 de julho, data que marca o 10.º aniversário da JMJ no Rio de Janeiro.

Segundo Carlos Lins, além de disponibilizarem uma área de 47 mil metros quadrados, os jardins da Torre de Belém são o local ideal para a realização deste evento também porque, a nível simbólico, foi desta zona da cidade que partiram as naus que descobriram o Brasil, sendo ainda um local próximo ao Cristo-Rei, que foi inspirado no Cristo Redentor e que também vai ter um papel neste evento.

“É um local próximo ao santuário do Cristo-Rei, que foi inspirado no Cristo Redentor. São santuários irmãos e, por isso, o Cristo-Rei de Almada vai fazer parte dessa grande celebração prevista para agosto”, explicou o responsável.

Além de uma área expositiva e de uma feira com stands dedicados ao turismo religioso, o evento “Brasil com Fé” prevê também a realização de espetáculos musicais num “grande palco” que deverá ficar colocado em frente à Torre de Belém, bem como espetáculos de projeção mapeada para contar a história dos santuários e de drones, além de uma experiência imersiva relacionada com a fé.

Paralelamente, está também prevista a construção de um “Cristo Redentor gigante” e insuflável, que vai ficar colocado em frente ao Cristo-Rei e que deverá contar com curadoria de personalidades conhecidas do grande público, como a cantora brasileira Fafá de Belém.

“Queremos aproveitar esse fluxo de jovens europeus e os brasileiros que moram em Portugal para trazer essa grande feira de brasilidade, com a exposição dos santuários e do turismo religioso, para explorar essa grande vocação de turismo religioso que temos, com um grande festival”, acrescentou Carlos Lins.

Recorde-se que a JMJ vai decorrer em Lisboa, entre 1 e 6 de agosto, devendo trazer até à capital portuguesa mais de um milhão peregrinos.

 

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Inês de Matos

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Autocaravanismo continua a “acelerar” em Portugal

Depois de ter sido um dos segmentos turísticos com maior aumento de procura durante a pandemia, o autocaravanismo continua em alta e revela expetativas positivas para o futuro, ainda que Maria Liquito, country manager da Yescapa para Portugal, preveja que, em 2023, o maior aumento seja nas viagens mais curtas, assim como nas escapadelas de fim-de-semana.

Inês de Matos

A pandemia da COVID-19 veio definitivamente colocar o autocaravanismo nos planos de férias dos portugueses e dos estrangeiros que visitam Portugal e, este último verão, provou que, mesmo com a pandemia a perder força, este tipo de turismo continua em alta. Como diz ao Publituris Maria Liquito, country manager da Yescapa para Portugal, empresa que funciona como o Airbnb das autocaravanas e que disponibiliza um portal que intermedeia a oferta e procura, o último verão veio provar isso mesmo, uma vez que voltou a superar as expetativas da Yescapa. “Verificamos uma maior procura do que oferta, o que fez com que tivéssemos uma taxa de ocupação a rondar os 87% no verão. Durante este período tivemos mais de 3950 viagens realizadas em Portugal, o que demonstra o incremento da prática e a aceleração do negócio em Portugal”, revela a responsável.

Maria Liquito diz mesmo que a Yescapa observou “um crescimento ainda mais acentuado após a pandemia”, o que leva a responsável a considerar que a tendência de procura se mantém, uma vez que este também é um tipo de férias com um menor impacto ambiental. “A COVID-19, para além de ter aumentado o interesse por experimentar este tipo de viagem, fez igualmente com que as pessoas refletissem no impacto que as viagens podem representar no meio ambiente. Tal fez com que surgissem mais viajantes em busca de roteiros locais, impulsionando a economia local, e diminuindo a pegada ecológica nas suas viagens. Nesta medida, o autocaravanismo saiu beneficiado”, explica, indicando que a maior parte das autocaravanas disponibilizadas através da Yescapa está equipada com painéis solares.

Com um público cada vez mais jovem, por norma entre os 30-45 anos de idade, o autocaravanismo tem também atraído muitos estrangeiros, com a country manager da Yescapa a revelar que, além dos alemães, franceses e espanhóis, que já estavam no “topo da procura por Portugal como destino para viajar em autocaravana”, também no mercado italiano se tem registado um “aumento” da procura por autocaravanismo em Portugal. E nem no inverno as expectativas da Yescapa esmorecem, uma vez que, explica a responsável, “Portugal é um país com um clima ameno, com sol até durante o inverno e onde as temperaturas se mantêm positivas em praticamente todo o país”.

Por isso, Maria Liquito acredita que a procura se vai manter em alta também na época baixa, até porque muitos estrangeiros, “principalmente os alemães e franceses, escolhem Portugal para viajar durante o inverno dado que o clima é bastante atrativo”. Por outro lado, acrescenta, “o autocaravanismo permite viajar em todas as estações do ano, dado que os veículos possuem ar condicionado e aquecimento, possibilitando descobrir diferentes destinos propícios a cada uma das estações”.

Confiança em alta para 2023

As expectativas positivas da Yescapa abrangem também este ano, apesar do aumento do custo de vida e da incerteza provocada pela inflação e também pela guerra na Ucrânia, com Maria Liquito a afirmar que “cada vez mais as pessoas procuram escapadelas para fugir à rotina diária, para recarregar energias, conhecer um novo destino, viajar mais por Portugal e conhecer o próprio país”, motivo pelo qual a empresa acredita que “a procura pelo autocaravanismo continuará a aumentar”.

De acordo com a responsável, entre as principais vantagens do autocaravanismo, está também a possibilidade de “realizar férias de uma forma mais económica e adaptada a cada orçamento”, uma vez que oferece “total liberdade ao juntar o meio de transporte com dormida e refeições no veículo”. Ainda assim, Maria Liquito acredita que se possam notar algumas tendências, como um “aumento de viagens mais curtas, de três a quatro dias, escapadelas de fim-de-semana e fins-de-semana prolongados”, tendências que, acrescenta a responsável, já tinham “vindo a aumentar significativamente nos últimos anos”.

Mas a country manager da Yescapa também acredita que o autocaravanismo deverá enfrentar alguns desafios no próximo ano, desde logo ao nível da oferta de veículos, uma vez que, com a pandemia, aumentou a procura por autocaravanas mas a sua produção sofreu atrasos significativos, o que leva a que, em alguns modelos, exista “mais de um ano de espera (alguns podem mesmo ir até mesmo aos dois anos de espera)”. Desafio deverá também ser o aumento do combustível e do custo de vida que, segundo a responsável, poderão afetar “a tomada a de decisão das pessoas na hora de viajar”.

Já quanto aos preços do aluguer das viaturas, a responsável da Yescapa explica que “as taxas de serviço e seguro poderão vir a sofrer alterações em função dos custos do serviço e da evolução do contexto atual”, ainda que, na Yescapa, o maior custo seja relativo ao aluguer da autocaravana, o que é definido pelo proprietário que está a alugar a autocaravana. Segundo Maria Liquito, esse valor é definido pelo próprio proprietário, que “tem total liberdade” para definir o valor a cobrar, ainda que a equipa da Yescapa tenha a missão de aconselhar e acompanhar a decisão. No entanto, a responsável não tem dúvidas em afirmar que, “face ao incremento da procura por esta forma de viajar, aumentaram, consequentemente, os valores aplicados pelos proprietários”.

Além destes desafios, Maria Liquito aponta ainda o artigo 50-A do Código da Estrada, que entrou em vigor em 2021, limitando a atividade do autocaravanismo em território nacional e levando a pedidos diversos para a sua alteração, algo que ainda não aconteceu. “O artigo 50-A do Código da Estrada permanece inalterado, infelizmente”, lamenta a responsável.

Tem uma autocaravana e quer rentabilizá-la? Inscreva-se na Yescapa

A Yescapa funciona como uma plataforma que aproxima quem tem autocaravanas para alugar e quem procura este tipo de veículos para férias. No entanto, indica Maria Liquito, no que diz respeito a veículos de lazer, a procura é sempre superior à oferta, principalmente durante o período do verão, uma vez que “Portugal é um país com um clima atrativo”. Por isso, a Yescapa está a encorajar todos os proprietários de autocaravanas a alugarem o seu veículo enquanto não o utilizam, até porque esta é uma forma de “rentabilizar o custo de manutenção” da autocaravana e que permite, ao mesmo tempo, que “mais viajantes descubram o autocaravanismo ou possam experimentar um veículo antes de adquirirem a própria autocaravana”, até porque, na Yescapa, cerca de 15% das reservas são feitas como teste, antes do cliente adquirir o seu próprio veículo. E o processo para alugar autocaravanas através da Yescapa é rápido e intuitivo, bastando que os proprietários se inscrevam na plataforma, em yescapa.pt, e criem o seu próprio anúncio. Em contrapartida, a equipa da Yescapa fornece acompanhamento aos proprietários “em todos os momentos, desde a criação do anúncio até à gestão dos alugueres”, conclui Maria Liquito.

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Nova edição: Dossier de companhias aéreas, Soltour Travel Partners e Turismo do Centro

A nova edição do Publituris, a primeira do mês de fevereiro, faz capa com um dossier dedicado às novidades que as companhias aéreas preparam para o próximo verão IATA. Além do dossier, publicamos um artigo sobre a Soltour Travel Partners, uma entrevista com o presidente da Turismo do Centro e outra com o diretor-executivo do NEST – Centro de Inovação do Turismo.

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A nova edição do Publituris, a primeira do mês de fevereiro, faz capa com um dossier dedicado às novidades que as companhias aéreas preparam para o próximo verão IATA, que arranca já a 27 de março e se prolonga até 26 de outubro.

Conheça as novidades previstas para Portugal para o próximo verão IATA e saiba também quais são as previsões das transportadoras aéreas para 2023, ano que promete trazer de volta a capacidade que ainda estava por repor devido à pandemia da COVID-19.

Nesta edição, publicamos também um artigo sobre a Soltour Travel Partners na secção de Distribuição, no qual o delegado Luís Alexandrino revela que o objetivo do operador passa por oferecer às agências portuguesas um portefólio mais amplo e não só de destinos de ‘Sol & Praia’.

Leia também o especial sobre o Turismo do Centro, em que Pedro Machado, presidente da entidade regional de turismo, faz um balanço sobre o seu mandato, que está a terminar, e fala sobre a importância do mercado espanhol, que a região quer continuar a captar, naquele que é um dos motivos que levaram a Turismo do Centro a associar-se ao lançamento da primeira Estratégia do Turismo Transfronteiriço 2022-2023, que foi apresentada na FITUR 2023.

Nesta edição, publicamos ainda uma entrevista com Roberto Antunes, diretor-executivo do NEST – Centro de Inovação do Turismo, que defende que “a tecnologia [no setor do turismo] deve ser o facilitador e não a finalidade”.

A nova edição do Publituris volta ainda a divulgar os nomeados para os Portugal Trade Awards by Publituris @BTL 2023, que vão ser entregues no primeiro dia da BTL, a 1 de março.

Este ano, são 100 os nomeados, em 16 categorias, às quais acresce o prémio “Personalidade do Ano”, que é escolhido diretamente pela equipa do Publituris. A votação online arranca já na próxima segunda-feira, 23 de janeiro, prolongando-se até 17 de fevereiro.

Além do check-in, esta edição conta também com as opiniões de Francisco Jaime Quesado (economista e gestor), Helena Pimentel (docente do ISG), Nuno Abranja (diretor do Departamento de Turismo do ISCE e CEO da consultora OMelhorDoTurismo) e Pedro Castro (diretor da SkyExpert Consulting e docente de Sistemas de Transporte no ISCE).

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Edição digital: Dossier de companhias aéreas, Soltour Travel Partners e Turismo do Centro

A nova edição do Publituris, a primeira do mês de fevereiro, faz capa com um dossier dedicado às novidades que as companhias aéreas preparam para o próximo verão IATA. Além do dossier, publicamos um artigo sobre a Soltour Travel Partners, uma entrevista com o presidente da Turismo do Centro e outra com o diretor-executivo do NEST – Centro de Inovação do Turismo.

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A nova edição do Publituris, a primeira do mês de fevereiro, faz capa com um dossier dedicado às novidades que as companhias aéreas preparam para o próximo verão IATA, que arranca já a 27 de março e se prolonga até 26 de outubro.

Conheça as novidades previstas para Portugal para o próximo verão IATA e saiba também quais são as previsões das transportadoras aéreas para 2023, ano que promete trazer de volta a capacidade que ainda estava por repor devido à pandemia da COVID-19.

Nesta edição, publicamos também um artigo sobre a Soltour Travel Partners na secção de Distribuição, no qual o delegado Luís Alexandrino revela que o objetivo do operador passa por oferecer às agências portuguesas um portefólio mais amplo e não só de destinos de ‘Sol & Praia’.

Leia também o especial sobre o Turismo do Centro, em que Pedro Machado, presidente da entidade regional de turismo, faz um balanço sobre o seu mandato, que está a terminar, e fala sobre a importância do mercado espanhol, que a região quer continuar a captar, naquele que é um dos motivos que levaram a Turismo do Centro a associar-se ao lançamento da primeira Estratégia do Turismo Transfronteiriço 2022-2023, que foi apresentada na FITUR 2023.

Nesta edição, publicamos ainda uma entrevista com Roberto Antunes, diretor-executivo do NEST – Centro de Inovação do Turismo, que defende que “a tecnologia [no setor do turismo] deve ser o facilitador e não a finalidade”.

A nova edição do Publituris volta ainda a divulgar os nomeados para os Portugal Trade Awards by Publituris @BTL 2023, que vão ser entregues no primeiro dia da BTL, a 1 de março.

Este ano, são 100 os nomeados, em 16 categorias, às quais acresce o prémio “Personalidade do Ano”, que é escolhido diretamente pela equipa do Publituris. A votação online arranca já na próxima segunda-feira, 23 de janeiro, prolongando-se até 17 de fevereiro.

Além do check-in, esta edição conta também com as opiniões de Francisco Jaime Quesado (economista e gestor), Helena Pimentel (docente do ISG), Nuno Abranja (diretor do Departamento de Turismo do ISCE e CEO da consultora OMelhorDoTurismo) e Pedro Castro (diretor da SkyExpert Consulting e docente de Sistemas de Transporte no ISCE).

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Os “novos” desafios dos eventos

A pandemia veio trazer a necessidade de uma renovação por parte de quem organiza eventos e congressos. Os “novos” desafios passam por reforçar as experiências, a autenticidade e proporcionar momentos únicos. O aumento dos preços, contudo, não ajuda, mas os empresários mostram-se otimistas para 2023.

Victor Jorge

Os dois anos de pandemia vieram trazer alterações ao setor dos eventos, congressos e animação turística. Embora a pandemia ainda esteja “viva”, a recente guerra na Ucrânia veio trazer novos desafios que foram expostos no 11.º Congresso da Associação Portuguesa de Empresas de Congressos, Animação Turística e Eventos (APECATE), realizado em Elvas e Campo Maior.

Para Paula Almeida, da Factor Chave, os desafios são “inúmeros” e são “reforçados com o regresso do presencial”. E se as “atitudes e necessidades” dos clientes mudaram, também o tempo para responder aos orçamentos solicitados encurtou brutalmente. “Se antes da pandemia tínhamos uma semana ou duas para dar uma resposta a um cliente, durante a pandemia esse tempo encurtou para 24 ou 48 horas, por causa do digital, mantendo-se, atualmente, essa exigência”. Contudo, referiu Paula Almeida, “os orçamentos que nos solicitam agora já não são para o digital, mas para o físico e isso tem outras implicações”, salientando uma “maior ansiedade por parte dos clientes”.

Luís Montez, responsável da Música no Coração, destacou que Portugal tem as melhores condições do mundo para organizar eventos, embora reconheça “entraves como uma regulamentação excessiva em certas e determinadas questões”, apontando a atuação da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) como “intransigente” que condiciona muito a restauração nos eventos. “Se a ASAE fosse a qualquer concerto nos EUA, fechava-os imediatamente”, salientou. “Esta atuação condiciona a experiência que podemos e queremos dar ao nosso público”.

O organizador de festivais como o Super Bock Super Rock e MEO Sudoeste, salientou o clima, as pessoas, a tranquilidade e paz, gastronomia, bem como os preços baratos como fundamentos que trazem os espectadores a Portugal. “Os artistas são iguais em qualquer parte do mundo. O que nos diferencia são, de facto, as experiências que oferecemos”, admitindo que para o futuro o objetivo passa por “consolidar o público português e trazer mais público estrangeiro”.

Neste campo, admite, as campanhas no digital são a “nova arma”, já que “é a forma mais barata e rápida de atingir o público”.

Para o sucesso da captação de público para os eventos, Lídia Monteiro, do Turismo de Portugal, destacou o trabalho desenvolvido ao nível da “Marca Portugal”, considerando que o setor do turismo tem sido quem mais tem melhorado a reputação da marca no exterior. Contudo, admitiu que “precisamos de mais marcas portuguesas para aumentar essa reputação e valor”.

Rui Ribeiro, responsável pelo QSP Summit, colocou, por sua vez, a tónica na “relevância e inovação” que é preciso dar aos eventos. “Não podemos replicar o que foi feito anteriormente. Isso não acrescenta valor e o público, atualmente, quer ser surpreendido”. Isso passa, igualmente, por dar “sempre novos conteúdos, experiências únicas e enriquecedoras”

Neste campo, Rui Ribeiro considera que o digital não traz valor, até porque, em Portugal, “não se paga por uma conferência online, tal como acontece lá fora” e tal como Luís Montez, também no caso da QSP Summit o objetivo é trazer mais público internacional para o evento.

Paula Almeida deixou, no entanto, o reparo de que “podemos ter o objetivo de trazer grandes conferências e eventos para Portugal, mas depois somos confrontados com a falta de espaços, infraestruturas de dimensão relevante para atrair os clientes”, considerando que “o destino tem alguma influência, mas também condiciona nesta vertente dos espaços”.

Quanto ao tema da sustentabilidade e da relevância da mesma, Luíz Montez foi bem claro: “hoje o nosso público já escolhe um evento em função da pegada que deixa. As gerações mais novas não querem ir a eventos que não tenham essas preocupações. Não há volta a dar”.

Lídia Monteiro considera, contudo, que esta preocupação não cabe somente a quem organiza, mas “a toda a cadeia de valor, desde a organização, às empresas patrocinadoras, comunidade local e público”.

Neste campo, Luís Montez admite mesmo que uma eventual despreocupação com a questão ambiental poderá ter “um custo reputacional”, considerando que “sermos e mostrarmos que somos sustentáveis vende bilhetes” e que as próprias marcas patrocinadoras “não querem associar-se a eventos que não possuam essa preocupação”.

Relativamente ao futuro, Paula Almeida considera-se otimista, embora reconheça que “existe um desafio constante com os custos” e que o próprio cliente “já percebeu que, eventualmente, terá de abdicar de algo por causa do aumento dos preços”.

Também Luís Montez, Rui Ribeiro e Lídia Monteiro apontaram os “sinais positivos” que existem, reconhecendo, no entanto, as cautelas que é preciso ter.

A responsável do Turismo de Portugal concluiu ainda que um dos grandes desafios para o futuro é fazer com que “quem nos visita prolongue a sua estadia para além do evento para um tempo de lazer”.

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Porto de Lisboa recebe conferência internacional sobre sustentabilidade e inovação em ano de aniversário

A conferência internacional GreenPort Congress & Cruise, que vai abordar a sustentabilidade e a inovação no setor, vai decorrer entre 18 e 20 de outubro, no Porto de Lisboa.

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O Porto de Lisboa, que está a comemorar o seu 135.º aniversário, vai ser palco, entre 18 e 20 de outubro, da conferência internacional GreenPort Congress & Cruise, que vai abordar a sustentabilidade e a inovação no setor.

“Acolher o GreenPort Congress & Cruise em Lisboa é uma oportunidade única de olhar o futuro dos portos e do shipping em matéria de sustentabilidade e inovação, reunindo players internacionais para discutir e partilhar boas práticas em áreas emergentes e mostrar a experiência nacional na transição para um ecossistema portuário mais verde, digitalizado e descarbonizado”, considera Carlos Correia, presidente do Conselho de Administração do Porto de Lisboa.

A conferência, cujo anfitrião foi anunciado esta semana pelo diretor executivo da Mercator Media, Andrew Webster, vai cobrir várias temáticas, incluindo as Alterações Climáticas, o Green Bunkering, os recursos renováveis Offshore, a Eficiência Energética, a Gestão de Resíduos e a Economia Circular. Terão ainda lugar na agenda tópicos como os Portos Neutros em Carbono, o Crescimento Azul, a Digitalização e a Inovação, além de Desenvolvimento das Infraestruturas, abrangendo os segmentos de carga e cruzeiros.

“O objetivo da GreenPort Congress & Cruise passa por impulsionar os portos e terminais a reduzirem a sua pegada de carbono, reforçando o compromisso no combate às alterações climáticas e investindo na transição energética e digital, fatores fulcrais para o seu sucesso no futuro”, acrescenta o Porto de Lisboa, num comunicado divulgado esta quinta-feira, 2 de fevereiro.

A realização deste evento em Lisboa surge integrada nas comemorações dos 135 anos da infraestrutura portuária enquanto importante Gateway Atlântico para a Europa.

“Aguardamos com expectativa a importante visão e o conhecimento que o Porto de Lisboa trará para a conferência”, afirma Andrew Webster, que lançou o repto ao Porto de Lisboa para acolher a iniciativa, de forma a transmitir “as suas experiências e avanços atuais, no âmbito da sustentabilidade”.

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A marca Lisboa está a puxar toda a região

Numa região com dinâmicas turísticas diferentes, a missão da ERT-RL tem sido agregadora, colocando sempre a marca Lisboa, “que é uma vantagem e não uma desvantagem”, segundo o seu presidente, Vítor Costa, a puxar todas as áreas que a compõem. Para tal têm sido criados vários instrumentos de apoio às empresas dessas áreas menos desenvolvidas com o objetivo de criar produto e captar turistas. “O que toda a região precisa é de ter clientes e utilizem o máximo todo o território”, defende.

Em entrevista ao Publituris, o presidente da Entidade Regional do Turismo da Região de Lisboa (ERT-RL) e diretor geral da Associação Turismo de Lisboa (ATL), Vítor Costa, dá conta da performance da região o ano passado, apesar de os números ainda não estarem fechados, apresenta as estimativas para 2023, embora existam fatores que o próprio turismo não controla, mas, sobretudo, destaca a estratégia adotada que visa criar uma região com um desenvolvimento turístico mais equilibrado.

Como está a região neste momento, dois anos depois da pandemia, e como é que correu o 2022?
Tivemos dois anos de pandemia em que houve uma interrupção do turismo, e depois, o ano de 2022 relativamente ao qual já havia alguma expectativa que houvesse um início de uma recuperação. Ainda tivemos três meses afetados pela pandemia, mas depois, verificou-se uma dinâmica que terá excedido as expectativas.

No caso específico da Região de Lisboa, não temos ainda os resultados finais, mas está adquirido que, em termos dos indicadores económicos, a subida foi maior, enquanto em termos quantitativos (dormidas, hóspedes e chegadas), ainda não chegámos aos valores de 2019. Também tivemos o efeito da inflação em 2022, mas mesmo descontando este indicador, a nossa estimativa é que tenhamos crescido 5 a 7% ao nível da riqueza gerada pelo turismo e na rentabilidade da hotelaria, o que consideramos bastante positivo.

E este ano? Quais são as previsões?
A dinâmica mantém-se. Não há indicadores, até este momento, que houvesse menos interesse ou menor procura. Vamos ter também um ano marcado por uma iniciativa única que são as Jornadas Mundiais da Juventude que vai influenciar o verão. Mas a nossa dinâmica neste início de ano continua idêntica, e esperamos que corra bem.

É verdade que há aquilo que todos os setores do turismo têm referido, que são muitos fatores de incerteza, e esses podem vir a ser relevantes ao longo do ano, e que podem afetar principalmente os mercados europeus que representam 80% dos turistas que visitam a região de Lisboa. Já tínhamos verificado no ano anterior, por exemplo, que o mercado alemão cresceu menos, mas, no entanto, há casos contrários, com o mercado norte-americano com grande crescimento.

No caso específico da Região de Lisboa, não temos ainda os resultados finais, mas está adquirido que, em termos dos indicadores económicos, a subida foi maior, enquanto em termos quantitativos (dormidas, hóspedes e chegadas), ainda não chegámos aos valores de 2019”

Estratégia consensualizada
Estamos a falar de uma região com dinâmicas turísticas diferentes. Como é que se conjugam a cidade de Lisboa e os outros polos menos desenvolvidos?
Porque temos uma estratégia, temos um plano estratégico e, portanto, não estamos a “navegar à vista”.

Temos uma estratégia que é consensualizada entre os vários intervenientes, parceiros interessados públicos e privado, municípios e empresas. Essa estratégia é clara no sentido de que a marca Lisboa é um ativo de todos e tem capacidade de atração, mas o território é diferenciado. Identificámos vários polos e cada um tem uma estratégia de desenvolvimento diferente, consoante o estado em que se encontram.

Nesse plano encontrámos o caminho para, ao mesmo tempo, continuar a reforçar a marca Lisboa e a sua capacidade de atração, e procurar o desenvolvimento de alguns polos que já estavam bastante desenvolvidos como são Cascais e Sintra, e outros que, entretanto, assumiram importância nestes últimos anos, como Mafra e Ericeira, pelas suas especificidades, bem como Sesimbra e Almada (Costa da Caparica).

Além disso, incorporamos algumas áreas que, apesar de oferecerem bastantes recursos, têm de fazer um caminho mais devagar, até porque a oferta é mais insuficiente, sobretudo as zonas ribeirinhas do Tejo, Vila Franca de Xira ou Loures. Sem oferta turística, sem hotelaria, não conseguem captar turismo.

O que temos verificado é que, antes da pandemia, a região de Lisboa cresceu no seu conjunto, foi a região que mais cresceu e ganhámos quota de mercado em Portugal. Entretanto, durante a pandemia perdemos quota de mercado porque as pessoas privilegiaram os destinos internos. Sabendo que um terço da população portuguesa vive na região de Lisboa, isso é compreensível, pois procuraram outras zonas do país. Mesmo em termos internacionais também perdemos, uma vez que, como não havia transporte aéreo, as pessoas não podiam chegar. Se perdemos, acabámos por recuperar em 2022 face às várias regiões nacionais.

Programas de comercialização e venda têm procura
Têm sido anunciados uma série de apoios da Região para essas zonas menos desenvolvidas. Como é que se está a processar?
Esta estratégia é assumida em toda a atividade que fazemos enquanto Entidade Regional, bem como ATL na parte da promoção internacional.

Criámos algumas soluções específicas como é o caso dos PCV para o mercado interno, que são programas de comercialização e venda. São planos regulamentados em que as empresas apresentam os seus projetos e são apoiadas. Reservamos esses programas para zonas na região de menos concentração turística (Lisboa, Cascais e Sintra não se podem candidatar) e para produtos de menor dimensão, como sejam o enoturismo, natureza ou mergulho, e têm tido sucesso. Começámos este programa a tentar convencer as empresas, e no primeiro ano tivemos muita adesão. Em 2022 tivemos 25 programas apoiados, alguns coletivos e outros individuais, o que significa que foram mais empresas do que programas. Portanto, continua a ter procura.

Privilegiamos quem tem coisas para vender e quer vender e, hoje, tem uma influência muito grande. Talvez seja o programa da Entidade Regional mais relevante na procura de um desenvolvimento regional mais equilibrado.

Claro que todo o peso vem da cidade de Lisboa, pois é a procura que determina. A cidade de Lisboa tem um peso de 70% dessa procura regional. No entanto, a nossa visão, é crescer em toda a região e, dentro desse crescimento, fazer avançar as áreas mais atrasadas em termos de dimensão turística. Tudo depende sempre da oferta. Quem não tem hotel não pode ter dormidas, e ainda temos situações dessas, ou ela é ainda insipiente.

Neste aspeto temos chamado a atenção dos investidores para a vantagem de investirem noutras áreas da região, que não seja tudo na Baixa de Lisboa, pois estamos tudo muito pertos, temos ótimas comunicações e pode haver excelentes produtos. São boas oportunidades e quem fizer agora irá à frente e pode ganhar boa posição. Nesta visão de Região podemos ainda crescer muito.

Se tivéssemos uma visão mais limitada, olhando apenas para as zonas de concentração turística e Lisboa, íamos cair numa dificuldade, porque na cidade já há muita gente, muita oferta, muita procura.

Qual é a verba alocada para este plano?
Este plano tem validade até 2026. A alocação das verbas é de acordo com o que anualmente é disponibilizado para a Entidade Regional e a ATL, que é outra parceira. Mas, aqui não se trata apenas de uma questão de dinheiros. O objetivo é remarmos todos no mesmo sentido e isso penso que existe, e os resultados vão sendo conseguidos.

Consideramos sempre que a marca Lisboa é uma vantagem e não uma desvantagem, porque o que toda a região precisa é de ter clientes e utilizem o máximo todo o território.

Plano de atividades propõe várias intervenções
Para este ano, qual é o plano de atividades?
Da Entidade Regional aprovámos agora o plano de atividades que tem uma capacidade de intervenção limitada em termos orçamentais. Há verbas que o Estado destina às ERT, que são pequenas e inalteradas ao longo dos anos, e que são distribuídas com critérios discutíveis.

Estamos a falar em quatro milhões de euros para tudo. Parte desse dinheiro é utilizado para o funcionamento da Entidade, e outra parte para a contratualização externa que também tem de assegurar. Além disso há a promoção no mercado interno em que temos um conjunto de ações em Espanha, na BTL, feiras regionais e, uma atividade muito relevante que é a restruturação do produto turístico, envolvendo as empresas e os municípios.

A grande mais-valia nesta região é que existe uma ação concertada com a ATL que tem outros investimentos, nomeadamente, na parte da promoção e outras fontes de financiamento.

No conjunto, não temos queixas a apresentar sobre os montantes que dispomos para poder executar, em 2023, aquilo que é o nosso plano de atividades.

Portanto, vamos continuar nesta ideia da recuperação, esperando atingir, este ano, valores semelhantes aos de 2019, em termos quantitativos, e superiores em termos económicos, sempre em parceria com a ATL.

De acordo com o que está previsto na lei e nos estatutos regionais, existe uma delegação de competência na ATL e, através disso, muito do que são as ações e intervenções da Entidade Regional da Região de Lisboa são executadas em parceria com a ATL. A BTL é um caso, onde teremos um grande stand com a ATL, as entidades e os municípios.

Portanto, vamos dar um grande enfoque na promoção externa, de acordo com o plano estratégico, mas também nos programas com as empresas, e agora estou a falar dos vários planos de comercialização e vendas internacionais, e nós mais do que duplicámos esse financiamento para assegurarmos esses programas com as empresas.

A cidade de Lisboa tem um peso de 70% dessa procura regional. No entanto, a nossa visão, é crescer em toda a região e, dentro desse crescimento, fazer avançar as áreas mais atrasadas em termos de dimensão turística. Tudo depende sempre da oferta”

E os 6,1 milhões de euros que anunciaram em 2022?
Essa verba era apenas para 2022. Para este ano, na próxima reunião da ATL (que estaria prevista para 12 janeiro) vão ser aprovados todos os regulamentos de apoio à comercialização e vendas, o programa de captação de congressos, e o programa de internacionalização de festivais e eventos culturais, com um orçamento que será superior.

Há a contar ainda a participação nos encargos com a Web Summit, que temos até 2028, e uma pequena participação nas Jornadas Mundiais da Juventude, onde se esperam à volta de 1,5 milhões de pessoas.

A ERT-RL acaba de eleger um novo Conselho de Marketing. Quais são os objetivos deste órgão?
A lei estabelece a obrigatoriedade de todas as ERT terem um Conselho de Marketing, um órgão consultivo composto na maioria por privados, e que no nosso caso, exclusivamente por associações empresariais. Portanto, há eleições que não coincidem com as da Comissão Executiva, porque têm mandatos mais curtos.

É um órgão que se pronuncia sobre os planos de atividades, e numa prática que se reúna em cada trimestre para fazer o ponto da situação da atividade, quer da Entidade, quer da ATL, para conhecimento, discussão e parecer.

 

Fundo de Desenvolvimento Turístico de Lisboa mantém os seus princípios de apoio

O Fundo de Desenvolvimento Turístico, constituído pelo produto da taxa turística de Lisboa, e que tem de ser aplicada, de acordo com a lei, em benefício da cidade, mantém os seus princípios de apoio e nada em contrário esta em cima da mesa, disse o presidente da ERT-RL e diretor-geral da ATL, Vítor Costa.
Para além dos projetos que eram conhecidos, o fundo ainda vai financiar outros, mas a sua utilização está sempre condicionada a candidaturas que sejam apresentadas pelos membros do Comité de Investimento que são a Câmara Municipal de Lisboa, a ATL, a AHP e a AHRESP, que dá pareceres sobre os projetos que devem ser financiados pelo fundo, explicou.
Segundo Vítor Costa, se o parecer for negativo o projeto não pode ter seguimento, e se for positivo passa para os órgãos municipais e a autarquia terá de aprovar, ou a Assembleia Municipal de for o caso disso.
Até ao momento, desde que foi criado, este fundo já participou em apoios ao Festival de Eurovisão e à Web Summit, às intervenções feitas na Estação Fluvial Sul e Sueste, Doca da Marinha, Museu do Tesouro Real, Centro de Interpretação do Pilar 7 e Centro de Interpretação do Bacalhau.
O responsável referiu que “neste momento não há nenhuma intervenção deste nível. As candidaturas aprovadas neste momento comportam apenas participações financeiras nas Jornadas Mundiais da Juventude e na Web Summit, bem como uma aprovada para quatro anos, que tem a ver com a promoção e apoios às empresas, através dos PCV, captação de festivais e eventos culturais, com vista à dinamização da procura, num montante total de 16 milhões de euros”.
Além disso, há que contar com contratos com juntas de freguesia onde há mais incidência do turismo, para a melhoria da limpeza e higiene urbana.
Vítor Costa assegura que, atualmente, não existe nenhum projeto proposto pela Associação Turismo de Lisboa, já que “a nossa estratégia é consolidar a gestão dos equipamentos que gerimos e que contaram com participação financeira do fundo, que já são bastantes, mas felizmente, quase todos com resultados positivos”.
O diretor geral da ATL nega a veracidade de alguma informação que terá circulado em Lisboa sobre que uma parte das verbas do Fundo de Desenvolvimento Turístico pudesse ser utilizado no apoio à habitação. “Não tem fundamento, sem teria consenso”, disse, avançando que “a diferença da taxa turística de Lisboa, a primeira a ser criada no país, relativamente a outras que têm aparecido, é que a de Lisboa foi negociada com o setor privado, e foram acordadas entre o município, ATL e AHP (que é quem recolhe a taxa), determinadas caraterísticas sobre como se utilizam as verbas, e traduzido por normas pela Assembleia Municipal de Lisboa”.
O responsável reforçou que “a vantagem é que tudo isso foi negociado e consensualizado com a AHP. No Comité de Investimentos está o presidente da Câmara, a ATL, dois representantes da AHP e uma da AHRESP. Nesse órgão discutem-se as opções. Essa é a diferença do que acontece em outros municípios onde a aplicação da taxa turística foi mais controversa, porque em nenhuma se fez como em Lisboa, e hoje toda a gente reconhece as vantagens, porque vê esses equipamentos que enriquecem a oferta, trazem mais gente, dão mais dinâmica à cidade e recuperam património, por outro lado os hoteleiros têm o benefício de poder contar com instrumentos de promoção que são financiados pela taxa turística e permitem a dinamização da procura”.

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INE: Dormidas e hóspedes aumentam em 2022 e ficam muito próximos dos níveis de 2019

Dados preliminares do INE relativos à atividade turística em 2022, publicados esta terça-feira, mostram que hóspedes e dormidas nas unidades de alojamento mantiveram subidas e ficaram muito próximos dos níveis de 2019. O mercado norte-americano foi o que mais cresceu.

Publituris

A estimativa rápida do Instituto Nacional de Estatísticas (INE) revelou esta terça-feira (dados preliminares), que os estabelecimentos de alojamento turístico em Portugal registaram no total do ano anterior 26,5 milhões de hóspedes e 69,5 milhões de dormidas, que se traduziram em aumentos de 83,3% e 86,3%, respetivamente, face a 2021. Quando comparados com 2019, os hóspedes decresceram 2,3% e as dormidas diminuíram 0,9% (+8,6% nos residentes e -5,0% nos não residentes).

Em 2022, verificaram-se aumentos nas dormidas de residentes em todas as regiões, face a 2019. Nas dormidas de não residentes, os principais crescimentos verificaram-se nos Açores (+5,1%), na Região Autónoma da Madeira (+4,5%), e Norte (+4,3%), enquanto as maiores diminuições observaram-se no Centro (-13,1%) e Algarve (-11,3%).

O Reino Unido manteve-se como principal mercado emissor em 2022, representando 19,3% das dormidas de não residentes, quase triplicando face a 2021. Seguiram-se os mercados alemão (11,5%), espanhol (10,8%) e francês (9,3%). O maior crescimento registou-se no mercado norte americano, que só em 2022 aumentou 327,4% e já cresceu 26,9% face ao melhor ano antes da pandemia. No conjunto do ano de 2022, observaram-se crescimentos nas dormidas em todos os 17 principais mercados emissores para Portugal.

Numa análise apenas ao último mês do ano anterior, o INE observou que o alojamento turístico registou 1,6 milhões de hóspedes e 3,7 milhões de dormidas, que correspondem a aumentos homólogos de 44,2% e 44,6%, respetivamente.

Face a dezembro de 2019, o número de hóspedes cresceu 1,9% e o de dormidas aumentou 5,5%.

No mês analisado, o mercado interno contribuiu com 1,4 milhões de dormidas e aumentou 28,3%, enquanto os mercados externos totalizaram 2,3 milhões de dormidas, o que representa um crescimento de 57,1%. Comparando com dezembro de 2019, observaram-se aumentos de 11,4% nas dormidas de residentes e 2,1% nas de não residentes.

 

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Portugal com uma start-up vencedora no “Awake Tourism Challenge” da OMT

A start-up portuguesa Noytrall foi uma das 15 vencedoras da iniciativa da OMT, entre as 2.000 concorrentes de 120 países, que visa premiar start-ups que estão a mudar o setor do turismo em todas as regiões globais.

Victor Jorge

A Noytrall, start-up que nasceu com a missão de transformar a forma como os hotéis gerem serviços públicos e revolucionar a experiência de turismo sustentável dos hóspedes, é uma das vencedoras do “Awake Tourism Challenge”, iniciativa da Organização Mundial do Turismo (OMT) que premeia as start-ups que estão a mudar o setor do turismo em todas as regiões globais.

A start-up portuguesa foi uma das 15 vencedoras, entre as 2.000 concorrentes de 120 países e 30 finalistas.

O desafio foi a segunda edição da “Global Startup Competition” da OMT, com foco nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Os concorrentes foram analisados em função da contribuição para o desenvolvimento de uma sociedade inclusiva, resiliente e setor do turismo sustentável, com foco em seis temas principais: Envolvimento da comunidade local; Economia Verde e Azul; Criação de Capital Ecológico e Sustentável; Turismo “Tech for Good”; Educação em Turismo; e Empoderamento Feminino.

O secretário-geral da OMT, Zurab Pololikashvili, salienta, em comunicado, que “as startups de turismo têm o poder e agilidade para transformar o setor em linha com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável”, referindo ainda que os vencedores do “Awake Tourism Challenge” da OMT “têm o potencial para ajudar a construir um setor mais inclusivo e resiliente e esperamos apoiá-los enquanto crescem em tamanho e influência”.

As start-ups vencedoras terão um período de incubação de três meses no SPARK Crans-Montana, o Centro de Inovação de Les Roches do grupo Sommet Education, onde participarão em mentorias, atividades de networking e terão acesso a um laboratório de realidade virtual, estúdio digital e um espaço de coworking dedicado. Além disso, vão também receber bolsas de estudos para a “Tourism Online Academy” da OMT, bem como serem incluídas no Catálogo OMT dos principais inovadores, destaque numa campanha de comunicação global para mostrar cada vencedor e convidados para mentorias com parceiros do projeto.

Além da start-up portuguesa Noytrall, as restantes vencedoras foram: Coastruction (Países Baixos), SmArt Tourism and Hospitality Consulting (Panamá), Quantum Temple (EUA), Socialbnb (Alemanha), Instituto de Accesibilidad (Espanha), Kamatjona (Namíbia), Baahdy & Birdy (Noruega), WeavAir (Singapura), r3charge (Alemanha), Impact Innovations Institute (Arménia), NomadHer (Coreia do Sul), Murmuration (França), Evelity by Okeenea Digital (França) e Accessible Qatar (Catar).

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