TAP pede insolvência da Groundforce

Por a 10 de Maio de 2021 as 18:49

A Transportes Aéreos Portugueses, S.A., na qualidade de credora, requereu, esta segunda-feira, 10 de maio, a insolvência da SPdH – Serviços Portugueses de Handling, S.A. (“Groundforce”), junto dos Juízos de Comércio de Lisboa do Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa.

Segundo comunicado da companhia aérea, o objetivo, ” se tal for viável” é salvaguardar “a viabilidade e a sustentabilidade da mesma, assegurando a sua atividade operacional nos aeroportos portugueses”.

A TAP considera que foram esgotadas “todas as hipóteses de encontrar com o acionista maioritário da Groundforce uma solução que permita garantir um horizonte futuro para a empresa”. A companhia aérea vê-se assim, “forçada a concluir que o pedido de declaração de insolvência da Groundforce é a decisão que, no médio prazo, melhor protege os seus trabalhadores e a generalidade dos seus credores e permite perspetivar, se tal se mostrar possível, a sua viabilidade e sustentabilidade futura. No curto prazo, a declaração de insolvência, uma vez aceite, permitirá a nomeação de um Administrador de Insolvência. Esta é, para a TAP, a solução transitória que melhor permite restaurar a confiança na gestão da Groundforce”.

A companhia aérea esclarece que este pedido de insolvência da Groundforce “não impede” que o Banco Nomura, mandatado pela Pasogal, SGPS, S.A, possa concretizar a alienação de 50,1% de participação na empresa de handling. “É convicção da TAP que a Groundforce necessita urgentemente de um acionista com a capacidade financeira necessária para fazer face aos desafios que a empresa enfrenta, bem como uma administração responsável e capaz de agir no melhor interesse de todas as partes interessadas, nomeadamente os trabalhadores e demais credores”, conclui a companhia aérea.

Recorde-se que a Groundforce presta atualmente à TAP serviços de assistência em escala nos aeroportos de Lisboa, Porto, Faro, Funchal e Porto Santo, e é também uma empresa participada pela TAP – Transportes Aéreos Portugueses, SGPS, S.A. e pela Portugália – Companhia Portuguesa de Transportes Aéreos, S.A. No entanto, indica também a companhia aérea, a participação minoritária que o Grupo TAP detém na Groundforce “não lhe permite pesar decisivamente nas opções estratégicas e na condução dos negócios desta sociedade, em sede de decisões do seu Conselho de Administração”.

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