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Receitas da Amadeus caem 51% no 1.º trimestre de 2021

Com as receitas a continuarem a cair, a Amadeus acredita que, à medida que a confiança das pessoas aumente e a vacinação progrida, os resultados se invertam.

Victor Jorge
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Receitas da Amadeus caem 51% no 1.º trimestre de 2021

Com as receitas a continuarem a cair, a Amadeus acredita que, à medida que a confiança das pessoas aumente e a vacinação progrida, os resultados se invertam.

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As receitas da Amadeus, no 1.º trimestre de 2021 (terminado a 31 de março), caíram 51,4% face ao mesmo período de 2020, fixando-se nos 496,7 milhões de euros, ou seja, menos 525 milhões de euros, revela a empresa em comunicado.

O EBITDA da companhia, por sua vez, decresceu 84,56% para 53,7 milhões de euros quando nos mesmos três meses de 2020 se fixava nos 349,4 milhões de euros. A maior quebra foi, no entanto, registada nos lucros ajustados que contraíram 158,6%, significando isto uma passagem de lucros de 141,8 milhões de euros, no 1.º trimestre de 2020, para prejuízos de 83,1 milhões de euros neste primeiro trimestre de 2021.

Para Luis Maroto, presidente e CEO da Amadeus, o ressurgimento da pandemia, em janeiro, “trouxe novas restrições à movimentação de pessoas em muitas partes do mundo”. No entanto, o responsável máximo pela companhia refere que, “à medida que os programas de vacinação aumentaram em certas regiões ao longo do trimestre, vimos um aumento nas reservas aéreas e passageiros embarcaram em março”, salientando que que este foi, em termos de volume, “o mês de melhor desempenho desde fevereiro de 2020”, adiantando Maroto que, em abril, “vimos melhorias adicionais”.

Tendo lançado, durante o primeiro trimestre, “novas soluções para apoiar a recuperação de viagens”, Maroto acredita regressa “manter o ímpeto comercial”, à medida que o sentimento do viajante melhore e a progressão dos programas de vacinação em todo o mundo se mantenham.

Por área de negócio, as receitas na distribuição caíram 57,9% face ao primeiro trimestre de 2021, indicando a companhia que as reservas através das agências utilizadoras das soluções Amadeus contraíram mais de 60% quando comparado com o primeiro trimestre de 2020 e mais de 79% se comparado com os primeiros três meses de 2019.

Relativamente aos trimestres anteriores, os dados da Amadeus registam uma recuperação, com a maior subida a pertencer à América do Norte ao contrário da Europa Central e América Latina que foram impactados neste período com fortes índices de infeção da COVID-19.

Durante o primeiro trimestre, a Amadeus alargou a sua oferta com a assinatura de 21 novos contratos ou renovações de acordos de distribuição com companhias aéreas.

Já as contas das soluções IT indicam um decréscimo de 46,1% face ao primeiro trimestre de 2020, quando relativamente ao mesmo período de 2019 a quebra foi de 46,3%.

No primeiro trimestre de 2021, os passageiros embarcados pela Amadeus diminuíram 66,9% face ao mesmo período de 2020, com contração, relativamente ao mesmo período de 2019, a situar-se em 70,8%, o que representa uma melhoria face à queda de 72,4% registada pelo indicador no quarto trimestre de 2020.

Destaque para o facto de, no final de março, 208 companhias aéreas haviam contratado uma das duas plataformas de gestão de passageiros (PSS) da Amadeus (Altéa ou New Skies) e 198 haviam migrado para uma delas.

No que diz respeito aos novos negócios, a Amadeus refere que “o bom momento do negócio de soluções de tecnologia aeroportuária continuou durante o primeiro trimestre de 2021”, principalmente nas áreas das tecnologias sem contato. Em abril, por exemplo, a Amadeus lançou o primeiro processo de embarque biométrico de ponta a ponta do Japão, graças a uma parceria com o Aeroporto de Narita e a NEC.

Destaque, ainda, para operações e soluções colocadas no terreno na Finlândia e Turquia, Dubai.

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ASGAVT não se revê em notícia sobre cancelamentos residuais nesta época festiva

A ASGAVT diz, em comunicado, que não se revê na notícia do jornal da tarde da SIC Noticias, que passa a informação de que os cancelamentos nas agências de viagens para a época de Natal e ano novo são residuais.

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A direcão da ASGAVT – Associação de Sócios e Gerentes de Agências de Viagens e Turismo – esclarece, em comunicado, que “tem vindo a alertar constantemente as entidades competentes que as agências de viagens estão com imensas dificuldades em resistir a esta crise e que só não desistiram devido à resiliência dos seus sócios gerentes”.

Este esclarecimento vem na sequência, segundo refere, de uma “notícia do canal SIC Notícias no jornal das 13h, que com base num representante da associação das agências de viagens, que informa que os cancelamentos para a época de Natal e ano novo são residuais”.

Assim, na mesma nota, a ASGAVT informa que “não existe apenas uma associação representativa das agências de viagens portuguesas, ao contrário do que fazem querer passar”, para indicar ainda que “não se revê na notícia do jornal da tarde da SIC Noticias, pois a realidade dos seus associados “é completamente diferente”, e que “não faz passar uma mensagem deturpada da realidade das agências de viagens”.

A ASGAVT lembra ainda que “representa os sócios gerentes e as pequenas agências de viagens. Não representa os grandes grupos, nem operadores turísticos”, e que “sendo uma associação representativa também das agências de viagens, não pode deixar de lamentar não ter sido questionada também sobre o estado das reservas para a época que se aproxima”.

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Olimar assinala bodas de ouro e lança novo ‘magalog’ “Das ist Portugal!” 2022

No ano em que comemora 50 anos de vida e de especialista para o nosso país, a Olimar Reisen, acaba de lançar uma mistura de revista e catálogo – Das ist Portugal – com um design mais moderno e apelativo,

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A Olimar Reisen, que assinala no próximo ano, 50 anos de idade e de especialista para o nosso país, acaba de apresentar o novo “magalog” “Das ist Portugal” (Isto é Portugal) 2022

Trata-se de uma mistura de revista e catálogo com um design moderno e apelativo, num total de 160 páginas, composto por uma seleção de hotéis, estâncias de férias, alojamentos e passeios típicos em Portugal, de elevada qualidade e muito pessoal, bem como muitas histórias e dicas interessantes e divertidas e relatos de experiências.

Porque a Olimar Reisen faz uma retrospetiva de 50 anos de know-how em Portugal e celebra um marco histórico no próximo ano, os interessados encontram a linha completa nas agências de viagens e no site olimar.com.

Destaque especial para os passeios únicos de fly & drive que não faltam neste novo revista/catálogo. Numa road trip por Portugal, o turista pode descobrir o país individualmente, organizar o dia-a-dia

ao seu gosto e usufruir do familiar serviço Olimar, ou escolher

entre viagens de ida e volta com visitas guiadas e muitos pontos turísticos. Os hotéis e outras acomodações são previamente selecionados e reservados pelo operador.

O especialista conta cerca de 900 hotéis e alojamentos selecionados pessoalmente em Portugal, tendo sido adicionadas recentemente 20 novas unidades hoteleiras.

Na Olimar, os pacotes de férias com tudo incluído, bem como

serviços de viagens individuais, podem ser reunidos e reservados com flexibilidade e de acordo com os desejos de cada cliente.

O especialista olha para o ano de aniversário com otimismo. “Para 2022 esperamos uma boa procura para Portugal e também para os nossos destinos no sul da Europa. Especialmente para Portugal, onde a história da nossa empresa começou há 50 anos, oferecemos também as vantagens comprovadas Olimar, recomendações pessoais, os nossos muitos anos de know-how, qualidade e individualidade, bem como reserva flexível com o novo ´magalog´”, refere Markus Zahn, diretor de Marketing da empresa.

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Air France/KLM e Travelport chegam a acordo para distribuição de conteúdo NDC

Conteúdo NDC do grupo Air France-KLM deverá passar a estar disponível através da plataforma Travelport+ a partir do início de 2022.

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A Air France/KLM e a Travelport chegaram a acordo para a distribuição do conteúdo NDC do grupo de aviação através da Travelport+, a plataforma de distribuição de conteúdo e retalho de viagens de última geração da Travelport e à qual os agentes de viagens podem aceder através de acordos bilaterais, a partir do início de 2022.

“Os agentes precisam de assinar acordos de acesso bilaterais com a Air France-KLM e a Travelport para poderem aceder ao conteúdo e aos serviços NDC (New Distribution Capability) do Grupo através da Travelport+, sendo esse conteúdo integrado nas ferramentas das agências através do módulo Smartpoint ou das conexões API modernas e leves”, explica a Air France/KLM, em comunicado.

Segundo Pieter Bootsma, Chief Revenue Officer da Air France-KLM, através deste acordo que vem expandir a cooperação entre o grupo de aviação e a empresa de software para a indústria das viagens e turismo, o conteúdo e serviços NDC da Air France-KLM fica acessível através da plataforma Travelport+, naquele que é um passo importante na estratégia de distribuição do grupo.

“Este é um passo importante na nossa estratégia de distribuição, que complementa a nossa rede de distribuição NDC já existente. A NDC é uma inovação-chave para a Air France-KLM, uma vez que permite que os nossos clientes beneficiem de ofertas mais atrativas e personalizadas, como o pricing contínuo e pacotes à medida. É um passo tecnológico notável que abre novas perspetivas para o retalho no futuro”, considera o responsável.

O conteúdo da Air France-KLM deverá ficar disponível através da plataforma Travelport+ no início de 2022, com o grupo a avançar que os “recursos e funcionalidades” vão ser “adicionados progressivamente” à plataforma.

 

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“Os tempos de resposta são essenciais para captar uma reserva”

James Jin, diretor de tecnologia da Dida Travel, fecha a trilogia de entrevista feitas à Dida Travel. O executivo da empresa chinesa destaca que o tempo de resposta a uma pesquisa é fulcral.

Victor Jorge

A navegação na Internet tem vindo a sofrer grandes alterações ao longo do tempo. A “impaciência” dos internautas tem aumentado à medida que a velocidade da Internet tem progredido. Atualmente, velocidade quer dizer, também, tempo de resposta que deverá ser reduzido ao mínimo. Ou melhor, tempo de espera é coisa do passado. Agora é o “já”, o “imediato”. Por isso, James Jin, diretor de tecnologia da Dida Travel, admite que os “endpoints” regionais podem realmente responder com as informações necessárias de forma compatível, relevante e, essencialmente, rápida.

Como é que o índice “look-to-book” evoluiu no espaço da distribuição de viagens durante a COVID?
Na última década, tem havido uma tendência de aumento constante do índice “look-to-book” em relação ao ano anterior, mas, desde a COVID, essa realidade acelerou ainda mais. Na verdade, agora estamos vendo taxas de “look-to-book” de cerca de 80.000: 1, acima dos 20.000: 1 em 2019.

Qual a razão para tal situação?
Resumindo, a COVID fez com que as pessoas gastassem mais tempo na procura e menos tempo na reserva. Ou melhor, entre fazer várias reservas por medo de restrições ou simplesmente procurar inspiração, o índice de reservas líquidas caiu muito.

Além disso, à medida que os operadores lutam mais para conseguir uma reserva, exploram mais canais, o que significa uma gama de produtos ainda maior para pesquisar.

Esse fenómeno é verificado somente na China ou é global?
Este é um fenómeno global e, sinceramente, não estamos a ver muita diferença entre os dados na China e os que nos chegam do Ocidente.

O que isso significa para o setor de distribuição?
O poder de computação necessário para trabalhar com níveis tão altos de índices de “look-to-book” é imenso. Apenas os que possuem recursos económicos e tecnológicos para investir, são capazes de lidar com isso. A verdade é que esta realidade tornar-se-á cada vez mais um problema para aqueles que não conseguem acompanhar estas exigências.

Isto também significa que todos dependerão mais de suporte externo, já que lidar com estas procuras internamente não é viável economicamente e, francamente, é uma distração.

Que tipo de índice “look-to-book” consegue a DidaTravel trabalhar?
Muitos distribuidores não permitem que o índice de “look-to-book” vá além de um rácio de 1 em 50.000, mas na DidaTravel trabalhamos com um rácio de até 1 em 500.000.

Num mundo de milhões, senão biliões de pesquisas por hora, ser capaz de trabalhar com um índice e rácio altos, pode fazer uma enorme diferença nas reservas líquidas para um hotel, por exemplo, obtendo receitas onde outros estão a perder.

Mas que importância possui essa capacidade de resposta relativamente aos dados a trabalhar?
Quando uma empresa tem vários “endpoints” em todo o mundo, quando alguém faz uma solicitação de dados por meio de pesquisa, estes são atendidos pela localização geográfica mais próxima.

Por que isso é importante no ecossistema de distribuição global de viagens?
Os tempos de resposta são essenciais para captar uma reserva. Há muitas evidências que mostram que, se uma página leva mais de um segundo a carregar, as pessoas não clicam nela, ou melhor, saem e vão para outra.

Mas esse tem sido o caso há anos. O que está a gerar a necessidade de uma capacidade de resposta mais rápida?
Isso é parcialmente impulsionado pelo aumento da procura da relação “look-to-book”. Isto é, cada vez mais os dados são necessários, cada vez têm de ser mais rápidos, e uma maneira de melhorar isso é ter servidores locais para reduzir os tempos de resposta. Mas essa necessidade também é, parcialmente, impulsionada pelos ambientes regulamentares e técnicos locais em diferentes regiões em todo o mundo, o que significa que apenas os “endpoints” regionais podem realmente responder com as informações necessárias de forma compatível e relevante.

Na DidaTravel, investimos fortemente para ter essa capacidade de resposta de dados distribuída, possuindo, por exemplo, terminais na China, em Hangzhou e Hong Kong, além de Londres e São Francisco.

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“Existem muitas pessoas na casa dos 20 anos que têm dinheiro e querem gastar quantias significativas em experiências de viagens de luxo”

Depois de Rikin Wu, diretor-executivo da Dida Travel, ter dado uma perspetiva global sobre a realidade das viagens na China, Nicky Ussamarn, diretor comercial da empresa, salienta a importância da comunicação multicanal e, especificamente, dos social media para captar o turista chinês.

Victor Jorge

A China foi a primeira economia a voltar à curva ascendente quando falamos em crescimento económico. Por isso, o turista chinês está ávido de viajar e não está muito preocupado com as questões financeiras. E aí as gerações mais novas têm um papel importante. Há que saber chegar a elas.

A economia de viagens da China cresceu exponencialmente nas últimas décadas. É expectável que continue em alta?
A economia de viagens da China continuará a crescer fortemente, mas conforme amadurecemos, sabemos que esse crescimento não será tão rápido e certamente começará a evoluir de uma maneira muito diferente.

Quais serão as maiores diferenças neste “novo normal”?
A concorrência será muito diferente. A indústria de viagens na China é um setor relativamente novo e, como tal, as marcas estavam até, recentemente, focadas apenas num crescimento massivo, envolvendo viajantes de primeira viagem na esperança de ganhar a sua lealdade para o resto da vida. Até certo ponto, essas marcas nem competiam entre si, havia tantas oportunidades.

O que motivou isso?
Duas coisas aconteceram. Em primeiro lugar, a China tornou-se um mercado muito mais maduro, o que significa que não há muito mais novos clientes a serem conquistados, ou pelo menos não na mesma proporção. E, em segundo lugar, a COVID basicamente matou a maioria das empresas que não estavam tendo lucro e viviam de pedidos intermináveis de financiamento.

Que exemplos nos pode dar?
Anteriormente, as agências de viagens competiam em preço, às vezes até oferecendo não apenas grandes descontos, mas também serviços e produtos que causavam prejuízos. Isso vai acabar agora. Em vez disso, os operadores de viagens competirão em vários campos, como a qualidade do seu serviço, a gama de produtos disponíveis, a tecnologia, cliente e fidelidade à marca, etc.. Na verdade, o mercado chinês foi-se tornando um pouco mais parecido com o mercado de viagens ocidental.

Redes sociais como canal de vendas
As redes sociais são, claramente, um elo de sucesso na promoção de uma marca, produto ou destino de viagem e, geralmente, funcionam bem no atendimento ao cliente. Mas como é que este canal pode ser ou tornar-se num verdadeiro argumento de venda?
Este não é um conceito completamente novo. Os programas de marketing de afiliados têm recompensado os influenciadores dos social media há algum tempo, quando um post sobre o seu produto ou serviço leva a uma reserva. Mas agora as próprias plataformas também estão a entrar em ação e procuram tornar-se agência de viagens.

Mas como é que uma plataforma de social media pode transformar-se num agente de viagens?
Quando um utilizador de uma rede social está a navegar num vídeo ou conteúdo sobre uma experiência de viagem específica ou destino em geral, a plataforma fornece uma página de sugestão de conteúdo de viagem onde os utilizadores podem fazer reservas.

No fundo, é um serviço baseado em localização. Trata-se de vender viagens, mas não da maneira que os agentes de viagens online fazem hoje.

A Dida Travel já faz isso?
Sim, temos já uma parceria com uma das principais plataformas de social media da China para oferecer um interface dinâmico de dados e estamos a conversar com muitas outras pessoas em todo o mundo sobre esta capacidade e funcionalidade.

Que tipo de viajante faz uma reserva de viagem por meio de uma plataforma de social media?
Este é um público da Geração Z, ou seja, aqueles nascidos entre 1995 e 2009. Como todos sabemos, são fortemente influenciados pelo que veem e leem nas redes sociais e, mais importante, não são influenciados pelos media tradicional e veem a compra nas redes sociais como regra. Isso significa que, se quiser entrar em contato com eles e fazer com que comprem os seus serviços, esse é basicamente o único caminho a percorrer.

A Geração Z tem até 25 anos, mas alguns têm somente 12 anos. As agências e operadores de viagens ocidentais deveriam realmente ter esses viajantes como prioridade?
No Ocidente, esse público pode não ser considerado rico o suficiente ou não ser um decisor, mas na China não é o caso. Existem muitas pessoas na casa dos 20 anos que têm dinheiro e querem gastar quantias significativas em experiências de viagens de luxo.

Aqueles na extremidade mais jovem da escala da Geração Z podem não ter chegado ainda a esse patamar de conseguirem decidir em função das questões financeiras, mas se quiser construir futuros clientes e clientes fiéis, este é um bom lugar para começar. Há, hoje, cerca de 250 milhões de chineses com menos de 15 anos de idade e a economia está a crescer mais rápido do que no Ocidente.

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“Recomendo aos operadores ocidentais posicionarem imediatamente a sua oferta, que não esperem”

À medida que caminhamos para o final do ano e após (quase) dois anos de pandemia, Rikin Wu, diretor-executivo da Dida Travel, um dos maiores operadores de viagens digitais chineses, dá a sua visão sobre o que está a mudar no panorama da distribuição e o que esperar de 2022.

Victor Jorge

Depois de portas (praticamente) fechadas ao exterior, os chineses começam a ter esperança de poder voltar a viajar. As diversas restrições impostas recentemente por causa da Ómicron fizerem com que esse processo voltasse atrás, mas vontade para viajar existe no mais populoso país do mundo. Rikin Wu, diretor-executivo da Dida Travel, aconselha a que não se espere muito para captar esse turista e viajante chinês.

Quando é que os cidadãos chineses vão poder voltar a viajar para o exterior?
Neste momento, é simplesmente uma questão de quando as autoridades chinesas permitirão a livre circulação internacional dos cidadãos chineses. Hoje, parece que isso não acontecerá antes do verão de 2022.

Como está o mercado doméstico de viagens na China?
A economia chinesa está forte e é sabido que os chineses viajam muito, basta olhar para o cenário de viagens domésticas que cresceu ultimamente. O turismo doméstico chinês voltou a 65% dos números de 2019, apesar das restrições, e na DidaTravel estamos acima de 2019 no que diz respeito às vendas nacionais, tendo dedicado recursos para expandir a nossa base de clientes nacionais.

Existe algum risco de os cidadãos chineses não viajarem novamente para o exterior, mesmo que seja possível?
Esta é uma situação de “quando” e não de “se”. Não há dúvida de que os viajantes chineses querem fazer viagens internacionais novamente. Estamos a receber muitos comentários dos nossos clientes B2B sobre a procura que continua alta e nos social media na China onde se comentam destinos internacionais como Dubai, Londres ou Paris e verificamos que estão mais populares do que nunca.

Em meu entender, assim que as viagens internacionais forem permitidas, muito rapidamente veremos os números de 2019 serem superados. Além disso, existirá uma tendência para estadias mais longas e maiores gastos no destino, de modo a compensar o tempo perdido.

 E qual é a oportunidade para os operadores de viagens ocidentais?
Dado o número significativo de viajantes internacionais chineses, um número que chegou a quase 155 milhões em 2019, e o facto de, quando fazem viagens de longa distância, ficam mais tempo e gastam muito mais do que qualquer outro viajante, este não é, realmente, um mercado a ser esquecido num momento em que tudo está em aberto até a última reserva. Mesmo que se tenha de esperar um pouco mais para o regresso, este é um “público” pelo qual vale a pena esperar.

Que conselhos dá a estes operadores de viagens ocidentais para captar as reservas chinesas quando as restrições forem suspensas?
Se esperarem até que as restrições sejam suspensas, já será tarde demais. O que sugiro é que atuem já, agora. Como sabemos pelos nossos clientes B2B, no momento muitos chineses estão a pensar o que visitar assim que as restrições forem suspensas. Os hotéis, companhias aéreas e agências de turismo ocidentais devem aproveitar esta vontade, este desejo dos turistas chineses quererem viajar. Por isso, recomendo que os operadores ocidentais posicionem imediatamente a sua oferta, a sua marca e que não esperem.

Como é que a COVID impactou a distribuição B2B?
Desde o início da COVID, temos visto uma polarização significativa no cenário da distribuição, com grandes e pequenas empresas de distribuição a sobreviver relativamente bem. As de média dimensão foram as mais atingidas. Prevemos que isso só se tornará mais agudo à medida que as viagens retornem à capacidade total durante 2022.

Refere que as empresas de média dimensão são as que estão a passar maiores dificuldades. Qual a razão para as empresas grandes e pequenas estarem em melhor posição em 2022?
As grandes empresas têm conseguido suportar os choques destes anos, têm grande capacidade de recuperação e criação de caixa, e serão as primeiras a beneficiar da plena recuperação do mercado. Já as pequenas empresas, com alta flexibilidade e estruturas de equipa de baixo custo, podem manter um bom nível de negócios numa pequena região ou destino de nicho.

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Parceria estratégica entre Amadeus e Viajes El Corte Inglés incorpora novas soluções

O novo acordo vai permitir a expansão das ofertas de viagens, bem como a incorporação de novas soluções de pagamento.

Victor Jorge

Amadeus e Viajes El Corte Inglés (VECI) renovaram a sua parceria, assinando um novo acordo de viagens plurianual para os mercados de Espanha e Portugal, através do qual o Amadeus oferecerá à agência de viagens a implementação de soluções NDC (New Distribution Capability) assim como a utilização do produto Amadeus B2B Wallet.

Este acordo inclui a sua incorporação no programa Amadeus Value Hotels, que aumenta o inventário hoteleiro da Viajes El Corte Inglés, e a integração do Canal iHotelier Management, que permitirá aos hotéis integrar a sua oferta nos canais de venda da agência.

Este acordo é uma extensão da sua parceria de distribuição de longa data, através da qual a agência terá acesso à rede de conteúdos de viagens através de Amadeus Travel Platform.

Com esta aliança, a Viajes El Corte Inglés confirma a utilização dos conteúdos da NDC como parte das suas ferramentas de gestão de reservas, permitindo, assim, aos agentes de viagens comprar, reservar, pagar e gerir ofertas de viagens aéreas através da conectividade NDC.

Já o programa Amadeus Value Hotels permite à Viajes El Corte Inglés aumentar a sua seleção de hotéis, oferecendo a pesquisa mais combinações, beneficiando, assim, os viajantes e a agência. Além disso, os hotéis que utilizam o Amadeus iHotelier Channel Management poderão aumentar a sua visibilidade junto dos agentes VECI e, portanto, impulsionar a procura e as reservas.

Já o Amadeus B2B Wallet proporciona à Viajes El Corte Inglés um processo otimizado de pagamento a fornecedores, o que facilita cada transação, oferecendo, também, várias opções de pagamento ao cliente.

“Graças a esta aliança, continuaremos a oferecer conteúdos mais adaptados às necessidades dos nossos clientes para alcançar a sua máxima satisfação, sempre com a garantia, qualidade e segurança que nos identificam”, afirma Miguel Ángel de la Mata, CEO da Viajes El Corte Inglés, concluindo que, “apesar dos atuais desafios, o desejo de viajar continua forte”.

Do lado do Amadeus, Christian Boutin, diretor-geral da empresa para Espanha e Portugal, e da SVP Travel Sellers Europa Ocidental, refere que “a diversificação deste acordo [entre Amadeus e Viajes El Corte Inglés] é uma combinação poderosa que permitirá à agência de viagens continuar a crescer com os seus clientes”.

O executivo do Amadeus conclui ainda que “apoiar a recuperação da indústria de viagens continua a ser a nossa prioridade”.

Recorde-se que a Viajes El Corte Inglés conta com mais de 700 pontos de venda e uma forte presença online e offline em Espanha e Portugal.

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APAVT lança plataforma com benefícios e descontos para associados

Plataforma Clube +APAVT é exclusiva para associados e colaboradores da associação e reúne descontos e outros benefícios em várias marcas e serviços.

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A Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT) anunciou esta segunda-feira, 13 de dezembro, o lançamento do Clube +APAVT, plataforma que reúne descontos e outros benefícios em várias marcas e serviços, exclusiva para associados e colaboradores da associação.

Numa nota informativa enviada à imprensa, a APAVT explica que a nova plataforma disponibiliza “descontos em artigos de eletrónica, moda, beleza, desporto ou restauração, passando pela educação e formação profissional, seguros ou produtos bancários”.

“Com este novo instrumento exclusivo e por isso diferenciador, as agências da APAVT terão mais capacidade de atração e retenção de talento. Nos próximos tempos, os recursos humanos terão um papel ainda mais fundamental”, afirma o presidente da associação, Pedro Costa Ferreira.

Apple, Sansumg, Adidas, SportZone, New Balance, Nespresso, Lenovo, ToysRUs, Cambridge Institute, C&A, Ford e Whirlpool são algumas das marcas que integram o Clube +APAVT, que foi desenvolvido em parceria com a Inspiring Benefits, uma empresa do Grupo AON.

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Abreu, Solférias e Soltrópico reforçam operações especiais para Cabo Verde em 2022

Os operadores turísticos Abreu, Solférias e Soltrópico voltam a juntar-se e anunciam o reforço das operações especiais para Cabo Verde ao longo do próximo ano, com voos de Lisboa e do Porto, para a ilha do Sal.

Os operadores turísticos Abreu, Solférias e Soltrópico voltam a juntar-se e anunciam o reforço das operações especiais para Cabo Verde no próximo ano, mais concretamente para a ilha do Sal, com voos de Lisboa e do Porto.

Esta pool de operadores portugueses apostou sempre em Cabo Verde como destino de eleição para férias dos portugueses, uma aposta que as três empresas, em comunicado, consideram vencedora e que tem sido reforçada ao longo dos anos, fazendo com que Cabo Verde se tenha mantido sempre no topo dos destinos preferenciais em Portugal.

Assim, e já disponíveis para venda, os três operadores têm programado ao longo do ano 2022, três operações em aviões A312 de 214 lugares da Privilege, com partidas do Porto, sendo um voo aos sábados, de 02 de abril a 05 de novembro (último regresso), que já contempla o período da Páscoa, um voo aos sábados, de 04 de a 05 de novembro (último regresso), bem como uma ligação, também da Invicta, aos domingos, de 05 de junho a 09 de outubro (último regresso).

Com partidas de Lisboa, os três operadores turísticos oferecem igualmente três operações em aviões A321 da Azores Airlines com capacidade para 183 lugares. Essas operações incluem um voo aos sábados de 02 de abril a 05 de novembro (último regresso), um voo às sextas-feiras de 03 de junho a 04 de novembro (último regresso), e ainda outro às sextas-feiras de 03 junho a 07 de outubro (último regresso).

Sobre o autorCarolina Morgado

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Europ Assistance reforça canal online dedicado a seguros de viagem de lazer

Com duas modalidades de subscrição – Move Me e Move Plus – a Europ Assistance reforça o canal digital com a disponibilização de um website onde é possível contratar as coberturas de proteção COVID-19.

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A Europ Assistance acaba de reforçar a sua oferta no universo digital ao lançar um novo website dedicado exclusivamente a seguros de viagem de lazer, pretendendo, assim, oferecer uma experiência de navegação intuitiva, simples e adaptada a todos os dispositivos.

Através do novo website da Europ Assistance é possível contratar as coberturas de proteção COVID-19, apresentadas em duas modalidades de subscrição: Move Me e Move Plus.

As coberturas incluem o pagamento de despesas médicas por Covid-19, consulta médica online, help line, aconselhamento médico e psicológico, repatriamento ou transporte sanitário de feridos ou doentes, vigilância médica no estrangeiro, bem como cancelamento antecipado ou interrupção da viagem.

“Queremos tornar a subscrição de um seguro de viagem o mais simples e intuitivo possível, pois sabemos que o cliente está cada vez mais preocupado em viajar seguro e protegido em consequência da pandemia. Criámos este novo produto para simplificar e, assim, ampliar também a nossa resposta nesta área. O objetivo passa por proporcionar viagens tranquilas ao disponibilizar todas as coberturas adequadas às necessidades do cliente e com uma assistência médica permanente em qualquer parte do mundo”, afirma João Horta e Costa, Chief Commercial Officer da Europ Assistance Portugal, em nota de imprensa.

“Este novo serviço integra a estratégia da Europ Assistance em reforçar a sua aposta e oferta no digital, ao mesmo tempo que estamos ainda mais disponíveis e próximos do cliente quando decide viajar e conhecer o mundo”, conclui.

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