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Pandemia intensifica desafios para o emprego no turismo

Se a nível global, a OMT estima que se possam perder entre 100 e 120 milhões de empregos diretos, em Portugal os números levantam dúvidas, devido ao layoff.

Victor Jorge
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Pandemia intensifica desafios para o emprego no turismo

Se a nível global, a OMT estima que se possam perder entre 100 e 120 milhões de empregos diretos, em Portugal os números levantam dúvidas, devido ao layoff.

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A crise que se abateu sobre a indústria do turismo teve, naturalmente, reflexos no emprego. O “novo normal” faz com que (também) no turismo a requalificação seja necessária e obrigatória. Uma realidade pré-COVID no mundo laboral do turismo, contudo, nunca deverá chegar antes de 2023.

Com a crise da COVID-19 a colocar em risco entre 100 e 120 milhões de empregos diretos a nível global, segundo números avançados pela Organização Mundial do Turismo (OMT), em Portugal as estimativas indicam que se ultrapasse os 150.000, embora, como se diz, “prognósticos só mesmo no fim”.

Se no período pré-pandemia havia muito empresário e empresa a queixarem-se de falta de mão-de-obra especializada e de valor acrescentado, a situação atual colocou no mercado de trabalho – ou em layoff – dezenas de milhares de pessoas.

Esta realidade foi confirmada ao Publituris por Vítor Antunes, managing director da Manpower, que salientou que a indústria do turismo foi, efetivamente, “uma das mais penalizadas pelo contexto da pandemia e das medidas de confinamento necessárias para conter o risco de contágio”, destacando, ainda, que “as consequências ao nível da destruição de emprego são inegáveis”.


De resto, os números do ManpowerGroup Employment Outlook Survey traduzem isso mesmo: as projeções para a Criação Líquida de Emprego passaram de valores muito positivos, de +16% no 1.º trimestre de 2020 e +21% no segundo trimestre (neste último caso, com as entrevistas que alimentam as projeções a serem realizadas antes do início da pandemia em Portugal) para valores francamente pessimistas: -29% no terceiro trimestre, -8% no quarto trimestre e -16% no primeiro de 2021. “Já para este segundo trimestre, Vítor Antunes adianta “uma ligeira progressão”, mas os empregadores ainda avançam um cenário de destruição de emprego, com uma Projeção Líquida de -6%.

E se estes números não bastassem, os dados do IEFP também reforçam esta realidade, revelando que, em finais de fevereiro de 2021, o número de inscritos nos centros de emprego e formação profissional, pertencentes a esta indústria, aumentou 31,4% face ao período homólogo de 2020 e 2,9% face a janeiro de 2021.

“As skills tecnológicas e digitais serão cada vez mais importantes e alvo de um rápido crescimento na procura quando o setor comece a retomar a sua atividade de contratação”, Vítor Antunes, Manpower

Se pensarmos, como refere Luísa Cardoso, business unit manager de healthcare, aviation, tourism & events da Randstad Portugal, que em qualquer destino turístico ao qual foram impostas medidas tão restritivas como o fecho de restaurantes, adiamento de concertos e festivais, cancelamento da maioria das atividades culturais e de espetáculo, fecho de fronteiras, restrições no tráfego aéreo, “não é difícil de perceber que toda esta força de trabalho foi severamente penalizada”. Por isso, uma das grandes questões é mesmo perceber se, com grande maioria dos recursos humanos a procurar alternativas no mercado de trabalho, estes “voltarão a encontrar trabalho neste setor ou se, porventura, continuarão ligados aos setores que os receberam durante a pandemia”, diz Afonso Carvalho, CEO do grupo EGOR. A fatia que ainda não encontrou emprego e que tem uma experiência relevante e importante para o setor turístico, essa, diz o responsável, “está ansiosamente à espera da abertura da economia”.

Especialização e digitalização
E se para a indústria havia mesmo falta de mão-de-obra qualificada, o responsável da Manpower ouvido pelo Publituris antevê mesmo que, “até que exista um programa de requalificação efetiva dos profissionais do setor, a tendência da escassez de talento será, muito provavelmente, agravada”. Até porque, segundo Vítor Antunes, o Plano de Atividades 2021 da Turismo de Portugal, refere no seu capítulo da estratégia “o grande impacto da transição digital e sociedade de inovação”, pelo que esta crise “não nos traz desafios novos, mas intensifica os anteriores”.

Para Luísa Cardoso, os profissionais do turismo que sofrem, hoje, o impacto da pandemia, “viram-se obrigados a reinventar o negócio e a procurar outras formas de subsistir”, pelo que, assume, se quem saiu não regressar com a retoma, “teremos um agravamento daquelas que eram já as dificuldades na captação de mão-de-obra especializada e um desafio para a atividade”.


Afonso Carvalho estima, no entanto, que “ainda terá de passar algum tempo até voltarmos ao ponto onde estávamos anteriormente, ou seja, ao ponto em que as empresas, efetivamente, não tinham recursos suficientes para fazer face à procura, sobretudo recursos com a devida formação e experiência”.

Se há palavra ou conceito que entrou no dia-a-dia essa ou esse é: digitalização. Na opinião de Luísa Cardoso está é, provavelmente, a “maior mudança no mundo do trabalho, herança da pandemia”. Sendo certo que, em muitas áreas, o trabalho remoto e a realidade online que hoje vivemos surgiram neste contexto como “uma resposta cio, noutras já se tinham dados passos neste sentido e a pandemia veio acelerar o processo de transição”, admite a responsável da Randstad. Contudo, salienta que o turismo tem uma “componente presencial e humana muito vincadas, próprias do setor, pelo que diria que não é previsível mudanças substanciais”. Ao mesmo tempo acredita que o negócio sofrerá “algumas adaptações que hoje se classificam como necessárias e que no futuro poderão vir a ser complementares ao turismo ‘tradicional’”. Aqui cabem os eventos online bem como conferências e talks em streaming, entre outras, e nestas realidades “haverá de facto a necessidade dos profissionais da área dominarem conhecimentos e apresentarem competências adaptadas às mesmas”.

“[Os profissionais do turismo] viram-se obrigados a reinventar o negócio e a procurar outras formas de subsistir”, Luísa Cardoso, Randstad

A Manpower corrobora esta opinião com números, já que segundo o seu mais recente estudo “Skills Revolution Reboot”, “a pandemia levou 30% das empresas portuguesas a agilizar os seus planos de digitalização e automação, contra apenas 16% que congelaram esses planos”. E o estudo tira outra conclusão: “esta digitalização está a criar mais emprego”. Por isso, Vítor Antunes refere que o turismo “não será uma exceção”. Cada vez mais os modelos de compra e de reserva, bem como de promoção dos destinos, ocorrem predominantemente em formato digital, com o responsável da Manpower a dar como exemplo a própria experiência de consumo que estava também a ser digitalizada, com soluções tipo self check-in, quiosques interativos em lugar de receções, entre outras formas de inovação que este setor “continuará seguramente a fomentar no intuito de gerar valor para o cliente”, crê. Nesse sentido, “as skills tecnológicas e digitais serão cada vez mais importantes e alvo de um rápido crescimento na procura quando o setor comece a retomar a sua atividade de contratação”, admite Vítor Antunes.

O que era e o que será
Fica, então, por saber se ainda existem lacunas a preencher na indústria do turismo quando analisamos o mercado laboral? Admitindo que a sazonalidade está “cada vez mais esbatida devido à enorme e constante afluência de turistas internacionais e nacionais”, Afonso Carvalho arrisca dizer que uma das lacunas a preencher passará por “arranjar mecanismos de retenção dos recursos de modo que o nível de compromisso e, consequentemente ,de retenção e motivação ,para com a respetiva empresa onde exercem a atividade, seja elevado”.

Do lado da Manpower, os maiores desafios estão relacionados com a “maior sofisticação do cliente” e que irá levar a que as organizações do setor “apostem na transformação digital do seu negócio”. Contudo, sendo o turismo um negócio de pessoas, estas terão, na opinião de Vítor Antunes, “transformar as suas competências, garantindo experiências customizadas, o que significa reforçar as suas competências comportamentais continuamente, pelo que o grande desafio é sempre o de ter talento com as competências necessárias em cada momento”.

Assim, quais serão as competências ou posições mais procuradas no setor no período pós-pandemia? Os profissionais ouvidos pelo Publituris não divergem, mas apontam diferenças. Para Afonso Carvalho, na fase de retoma da atividade as funções mais procuradas serão, na sua grande maioria, as funções que foram “dispensadas durante a pandemia”. De qualquer forma, adianta que, “pelos tímidos sinais que temos visto certamente que as funções comerciais e ligadas ao digital terão uma preponderância superior”.

“Pelos tímidos sinais que temos visto certamente que as funções comerciais e ligadas ao digital terão uma preponderância superior”, Afonso Carvalho, EGOR

Do lado da Randstad, Luísa Cardoso admite ser expectável que “as necessidades surjam de forma gradual, à medida que o mercado vá ganhando a robustez que lhe é característica”, pelo que haverá sempre uma “grande procura na área da hotelaria de todos os perfis, desde empregados de mesa, copeiros, cozinheiros e empregados de andares”. Já para a área dos eventos, aponta para “muita procura de posições de imagem com componente comercial, ou seja, promotores e hospedeiras”, tendo em conta que é uma atividade com uma “componente presencial muito forte, para a qual estes perfis se mantêm essenciais”.

Vítor Antunes junta às posições já mencionadas funções como “F&B, housekeeping e de apoio/serviço tamos que isto vá mudar”, embora refira que “as últimas ganharão preponderância pela crescente sofisticação do cliente”.

Associado aos cargos e/ou posições surge, igualmente, a questão salarial e se estes estão acima ou abaixo do esperado e/ou exigido. Neste particular, Mara Martinho, consultora sénior da Michael Page, refere que “a valorização dos salários no setor da hotelaria é uma luta já antiga”. Com a profissionalização e a especialização deste setor, a responsável crê que “cada vez mais se torne urgente valorizá-lo e atribuir retribuições que façam jus à responsabilidade exigida”.

Para o responsável da Manpower, falar em escassez de talento, “fará com que os profissionais mais procurados e com competências diferenciadas vejam os seus salários aumentar”. Mas ao contrário, Vítor Antunes admite que “aqueles que não detêm essas competências, verão o seu valor de mercado diminuir, o que vai acentuar a bifurcação salarial entre os dois grupos”

O CEO da EGOR acredita que, em termos comparativos, o setor do turismo “está perfeitamente enquadrado na média nacional” e, dependendo das regiões e se estamos a falar de cadeias nacionais ou internacionais, Afonso Carvalho refere mesmo que “encontramos funções, por exemplo, de gestão, que estão acima da média”. Certo é que para este responsável, o setor “melhorou substancialmente nos últimos anos”, embora destaque a existência de “alguma informalidade que é necessário combater, sobretudo para garantir a proteção e os direitos dos trabalhadores”.

Indústria (ainda) apetecível?
Com a pandemia a ditar, de facto, uma crise nunca antes vista na indústria do turismo, será que esta se mantém apetecível e “segura” para quem estava, está e pretende estar nela? Mara Martinho diz que, além de apetecível (ou não) e (in)segura, “tornou-se mais desafiante”, admitindo que, “quem gosta, não deixou de gostar”.

Outra visão tem, contudo, Vítor Antunes, referindo que a falta de atratividade do setor “é uma consequência inevitável”. No entanto, a médio e longo prazo, e uma vez ultrapassada a crise pandémica, “este continuará a ser um setor muito relevante para o nosso país e um forte empregador”, crê o responsável da Manpower. “Acredito que os modelos de operação poderão evoluir e, por essa via, também o perfil de competências que o setor procurará”, acrescentando ainda que a pandemia veio, também, “questionar o modelo de turismo que será sustentável no futuro, eventualmente, menos massificado”. Nesse sentido, acredita que “assistiremos seguramente a uma evolução no perfil de competências a atrair, tanto técnicas como soft”.

Quanto à retoma da empregabilidade da indústria do turismo e a um cenário pré-COVID, Mara Martinho acredita que tal possa acontecer dentro de um a dois anos, embora Luísa Cardoso, da Randstad, estime que a recuperação “nunca acontecerá antes de 2023”. Por isso, e tendo em conta o tempo que ainda decorrerá até essa recuperação no mercado de trabalho afeto ao turismo, “o foco deverá estar na preparação para este objetivo”. Partindo do pressuposto que essa recuperação será “gradual”, Vítor Antunes conclui que “incerteza” é a palavra dominante, pois grande parte das empresas “dependem de circunstâncias relativas ao ambiente macroeconómico que não tem horizonte temporal definido”.

*Artigo publicada na edição 1437 do jornal PUBLITURIS

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Secretário-geral do PS reafirma importância do turismo, mas diz que não pode ser visto fora do contexto de toda a economia

Na qualidade de candidato do PS às próximas eleições legislativas, António Costa, respondeu uma a uma as várias questões colocadas pelo presidente da CTP, Francisco Calheiros, reafirmando sempre a importância do turismo, setor que afirma, não pode ser analisado, apesar da sua especificidade, fora do contexto de toda a economia portuguesa.

António Costa, secretário-geral do PS e candidato às eleições legislativas marcadas para 30 de janeiro, reuniu esta terça-feira com o presidente da CTP, Francisco Calheiros, na sede nacional do Partido Socialista, em Lisboa (formado presencial), e com representantes da atividade turística (via online).

A Confederação do Turismo de Portugal pretendia conhecer as propostas e prioridades do PS relativamente ao Turismo, colocando a António Costa uma série de questões que preocupam este setor, caso venha a ser Governo, e que passam, nomeadamente pelos custos de contexto, continuidade dos apoios, promoção, fiscalidade, questões laborais, e novo aeroporto de Lisboa.

Francisco Calheiros apelou inclusive que o próximo Governo seja “da economia e das empresas”, ao invés dos anteriores que, primeiro foram das finanças, com a troika, e depois da saúde, com a pandemia da Covid-19.

António Costa respondeu às várias solicitações apresentadas pelo presidente da CTP, reafirmou a importância do turismo ao longo da sua intervenção, mas lembrou que, apesar da sua especificidade, o setor não pode estar dissociado da economia no seu todo.

O secretário-geral do PS referiu que “o turismo é um todo de todos os outros setores, é multiplicador da riqueza, tem um papel fundamental de coesão territorial, o que tem possibilitado o combate à sazonalidade”, por isso, vai contar com o turismo, “por si só, mas também por aquilo que puxa pelos outros setores”.

Para Costa, não há muito mais a mexer neste setor que dispõe de um plano estratégico “Reativar o Turismo – Construir o Futuro”, que dispõe de mais de seis mil milhões de euros, a acrescentar ao PRR que vai canalizar grande parte dos investimentos nas empresas.

Caso o seu partido vença as eleições legislativas, o candidato prometeu iniciará um processo de revisão do licenciamento para atividades económicas logo após a aprovação do Orçamento do Estado para 2022 no parlamento, respondendo à CTP que se queixou dos “elevados custos de contexto” suportados pelas empresas do seu setor.

“Temos de avançar com uma redução significativa dos custos de contexto e, no que diz respeito ao turismo, em relação aos processos de licenciamento”, respondeu António Costa.

O líder socialista adiantou depois que o antigo secretário de Estado João Tiago Silveira “está a concluir um trabalho de fundo de revisão de todo o processo de licenciamento para atividades económicas, designadamente para o turismo”.

“A minha previsão é que logo a seguir às eleições, formado o executivo e aprovado o Orçamento do Estado para 2022, um dos primeiros pacotes legislativos do novo Governo será mesmo o da simplificação do licenciamento. Queremos reduzir os custos de contexto”, prometeu.

Mas para que as empresas, nomeadamente, as do turismo possam recuperar, António Costa considera essencial a estabilidade de Governo na execução de políticas, mas também de orientação política.

“A estabilidade é uma condição para que o país prossiga uma trajetória sustentável de crescimento.  Não podemos passar a tempo de crise política em crise política, não podemos viver com governos provisórios de dois anos, temos de ter um horizonte estável”, destacou.

“Quando vemos o principal partido alternativo ao PS começar a encarar a possibilidade de renegociar com a União Europeia o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e não aceitar a assinatura do Portugal 2030, temos então motivos para recear o atraso que implicaria o financiamento do esforço de recuperação”, disse.

Segundo Francisco Calheiros, e como tem sido hábito nas vésperas das eleições legislativas, a CTP vai reunir também com o líder do PSD, Rui Rio, para conhecer as propostas deste partido no que diz respeito ao turismo, sem, no entanto, adiantar a data.

Sobre o autorCarolina Morgado

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António Costa diz sim à manutenção do programa Apoiar.pt

Na reunião realizada hoje entre o setor do turismo e o Partido Socialista, promovida pela CTP, o candidato a primeiro-ministro, António Costa deixou a indicação de, em caso de vitória, “retomar o programa Apoiar.pt”.

Publituris

No decorrer da reunião realizada esta terça-feira, 11 de janeiro, entre o Partido Socialista (PS) e a Confederação do Turismo de Portugal (CTP), o líder do PS e candidata a primeiro-ministro, António Costa, afirmou-se favor da continuação do programa Apoiar.pt.

Esta resposta foi dada ao presidente da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT), Pedro Costa Ferreira, quando questionado sobre a necessidade da reabertura deste programa.

Segundo a APAVT, “as circunstâncias em que se baseou o programa Apoiar.pt até abril mantêm-se, tendo-se mesmo agravado, de abril a dezembro”. Por isso, a APAVT “manterá todos os esforços, quer na sua esfera de atuação, quer integrada na CTP, no sentido de que as verbas devidas de abril de 2021 a dezembro de 2021 sejam efetivamente pagas às empresas”, lê-se na nota de imprensa enviada às redações.

“O senhor secretário-geral do Partido Socialista falou nesta reunião num esforço conjunto que foi realizado para preservar a oferta turística em Portugal”, refere o presidente da APAVT.

Concretamente no que se refere ao Apoiar.pt, a APAVT aponta que “este esforço foi interrompido pelo Governo cessante”; embora reconheça que foi com “satisfação” que a associação registou a “abertura do Partido Socialista para retomar o esforço em caso de vitoria eleitoral”, conclui Pedro Costa Ferreira.

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Nova edição: Balanços e perspetivas, entrevista João Duque, Alojamento Local, AHETA e easyJet

A primeira edição de 2022 do Publituris faz capa com a auscultação a mais de três dezenas de profissionais do setor do turismo e a publicação dos balanços de 2021 e perspetivas para 2022.

Publituris

A primeira edição de 2022 faz capa com a auscultação ao setor do turismo e a publicação dos balanços de 2021 e perspetivas para 2022.

Foram ouvidos mais de três dezenas de profissionais, das mais diversas áreas da indústria e uma coisa parece certa. Apesar das incertezas, as estimativas, esperanças e desejos vão no sentido de um 2022 melhor, bem melhor do que 2021.

O economista e professor do ISEG, João Duque, é o entrevistado desta primeira edição de janeiro. Crítico da decisão proposta por parte do Governo e aprovada por Bruxelas relativamente à TAP, João Duque abordou ainda outras questões relacionadas com o turismo. O tal turismo que “cresce, porque o Estado não se mete”.

As eleições na AHETA foram adiadas para 21 de janeiro e o Publituris falou com um dos candidatos: Hélder Martins. “Quero que a AHETA volte a ter a sua voz no Algarve”, diz o empresário, antigo presidente da RTA e agora candidato à presidência da AHETA.

O “Dossier” desta edição do Publituris analisa o mercado do Alojamento Local. Hoje já não há dúvidas e será até consensual: o Alojamento Local (AL) veio diversificar a oferta turística em Portugal, criou novos segmentos e novos públicos não só nas grandes cidades, mas também no interior do país, como ajudou ao surgimento de muitas outras empresas que servem de suporte para as mais diversas atividades que este segmento exige. A criação de empregos diretos em Portugal tem sido igualmente um fator decisivo, bem como a sua contribuição para a economia nacional.

Além da auscultação de vários players do mercado do AL, conversámos, igualmente, com o presidente da Associação do Alojamento Local em Portugal (ALEP). Segundo Eduardo Miranda, “a diversidade [do AL] trouxe uma riqueza ao turismo e tem sido uma parte importante da estratégia de crescimento e de posicionamento do turismo em Portugal”.

Nos “Transportes”, tivemos à conversa com José Lopes, diretor-geral da easyJet. A companhia está confiante de que 2022 vai ser um ano positivo e conta aumentar a capacidade em Portugal em 8% face à oferta que a companhia aérea disponibilizava em 2019. E os planos de crescimento podem até vir a ser ultrapassados, caso consiga alguns dos ‘slots’ que a TAP vai ter de abandonar no aeroporto de Lisboa.

As opiniões desta edição pertencem a Amaro F. Correia (Atlântico Business School), Pedro Castro (SkyExpert Consulting), Susana Rachão (ISAG) e António Paquete (economista).

Boas leituras e votos de um excelente 2022.

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Portugal passa de 11.º a 7.º país da UE com mais novos casos diários por milhão de habitantes

Com o agravamento dos números, Portugal sobe no ranking de países da UE com mais novos casos diários por milhão de habitantes.

Publituris

Portugal é esta semana o 7.º país da União Europeia (EU) com mais casos diários de contágio por SARS-CoV-2 por milhão de habitantes a sete dias, segundo o site estatístico “Our World in Data”.

O país subiu de 433 novos casos diários para 768 por milhão de habitantes, deixando de ser o 11.º país da UE com menos novos casos para passar a ocupar o 7.º lugar na lista dos estados-membros em pior situação epidemiológica.

O país da UE com média superior de novos casos continua a ser a Dinamarca, particularmente afetada pela nova variante Ómicron do vírus responsável pela COVID-19, e que passou dos 1.550 para os 2.090 novos casos diários por milhão de habitantes.

Seguem-se Malta, que subiu de 409 casos para 1.220, a Irlanda (sobe de 945 para 1.050), França (sobe de 783 para 1.040) e Espanha (sobe de 597 para 904).

A média da UE de novos casos diários por milhão de habitantes situa-se agora nos 576 (era 541 na semana passada), muito acima da média mundial de 94 novos casos.

Entre os países do mundo com mais de um milhão de habitantes a Dinamarca repete-se como o país com o número mais elevado de casos nos últimos sete dias, seguida do Reino Unido (1.470), Irlanda, França e Suíça (1.010).

No que toca às mortes diárias por milhão de habitantes, alguns dos países da União com mais novos casos estão, por outro lado, entre aqueles onde a COVID-19 tem provocado menos mortes.

É o caso de Portugal, que passou de 8.º para 5.º país da UE com menos óbitos atribuídos à COVID-19, com uma média diária de 1,35 nos últimos sete dias, melhorando em relação à média de 1,69 da semana passada.

Em melhor situação, estão apenas o Chipre (1,28), Malta (1,11), Espanha (1,08) e Suécia (0,55).

Neste indicador, a média europeia é 3,86, e os piores números a nível europeu situam-se maioritariamente a leste: Hungria (13,80), Croácia (12,04), Polónia (11,74), Bulgária (10,19) e Eslováquia (10.05).

A nível mundial, registaram-se globalmente 0,9 novas mortes diárias por milhão de habitantes atribuídas à COVID-19.

Trindade e Tobago é o país com média mais elevada de óbitos (19,14), seguindo-se a Geórgia (15,83), Hungria, Croácia e Polónia.

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CTP exige ao Governo apoios às empresas para compensar medidas COVID

Anunciadas que foram as restrições por parte do Governo, a vigorar a partir do próximo dia 25 de dezembro, a CTP pede celeridade nos apoios “para irmos a tempo de salvar empresas e empregos”.

Victor Jorge

Depois do anúncio das medidas para a quadra festiva por parte do primeiro-ministro, António Costa, a Confederação do Turismo de Portugal (CTP) vem “exigir ao Governo apoios às empresas para compensar quebras na atividade devido às medidas de combate à pandemia”.

Em comunicado, a CTP refere que, perante a atual situação pandémica no país, “percebe a necessidade de novas medidas de caráter sanitário anunciadas pelo Governo”, não deixando, contudo, de frisar os “impactos das decisões anunciadas nas atividades ligadas ao turismo que, mais uma vez, é a atividade económica mais afetada por medidas que visam diminuir impactos da pandemia”.

Assim, a CTP demonstra “grande preocupação pelo facto de as medidas restritivas anunciadas pelo Governo não serem acompanhadas por soluções de apoio às empresas, que amenizem os impactos negativos na sua atividade”.

No mesmo comunicado enviado às redações, Francisco Calheiro, presidente da CTP, refere que a confederação “não se pronuncia sobre medidas sanitárias de combate à pandemia”, sentido, no entanto, a necessidade de “demonstrar a preocupação pelo seu impacto económico nas empresas”.

“Mais uma vez, são anunciadas decisões que afetam a atividade turística, sem que em paralelo se anunciem apoios que compensem as novas quebras que as empresas vão ter, isto numa altura em que estamos há quase um ano à espera dos apoios de capitalização às empresas, prometidos depois de anunciados os primeiros pacotes de medidas no âmbito da pandemia”, adianta o presidente da CTP.

Por isso, afirma que esta é “uma bola de neve que está a crescer e as empresas do turismo vão vendo cada vez menos a luz ao fundo do túnel”, concluindo Francisco Calheiros que, “o Governo tem de ser célere na disponibilização de apoios, para irmos a tempo de salvar empresas e empregos”.

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Tendência: Hotelaria e Turismo procuram profissionais cada vez mais qualificados

O estudo anual da empresa de recrutamento Michael Page revela que na hotelaria e turismo há uma tendência de maior procura de candidatos com formação universitária, competências comerciais, capacidades comunicativas e de liderança.

O ambiente profissional na hotelaria e turismo tornou-se mais competitivo, incerto, globalizado e altamente digitalizado, acentuando a importância do capital humano e da gestão do talento para a diferenciação das empresas. Esta é uma das conclusões do estudo da Michael Page, que avança as tendências de recrutamento para 2022.

A análise da empresa de recrutamento sobre a evolução das principais tendências de recrutamento para o próximo ano para quadros executivos em empresas de grandes dimensões, nomeadamente nos setores da hotelaria e turismo, destaca a crescente profissionalização que se traduz por uma maior procura de candidatos com formação universitária, competências comerciais, capacidades comunicativas e de liderança.

Refere a consultora que, apesar de ter sido uma das mais afetadas pela pandemia, a área de hotelaria e do turismo continua a ser uma referência no plano económico português, e que a tendência em 2022 é  idêntica à de 2021, marcada pela estabilidade de salários e virada para a procura de funções de gestão e otimização do negócio, caso de perfis de direção geral, chefe de cozinha e sales manager.

Na restauração, diz a análise, continua a procura de posições mais operacionais, mas com um foco mais analítico, estratégico e de gestão, enquanto, nas agências de viagens online destaca-se a procura de perfis como product managers ou business developers com um foco claro no digital.

Nas funções de direção, reforçam-se as cláusulas de proteção à mudança para mitigar o efeito da incerteza e a movimentação no mercado de talentos, e reforça-se o salário emocional

A flexibilidade, o trabalho remoto e benefícios ao nível da saúde, educação e reforma são fatores importantes para o candidato aceitar uma proposta em qualquer setor, nomeadamente da hotelaria e do turismo, diz a Michael Page.

Relativamente às competências, apesar da criatividade e a técnica serem valorizadas, surgem também outras skills como a capacidade de análise ou a otimização de custos.

 

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Carolina Morgado

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Congresso APAVT: “O turismo só cresceu nestes anos, porque o Estado não se meteu”

O cenário da não aprovação do Orçamento de Estado esteve em debate no 46.º Congresso da APAVT, no qual as as palavras mais ouvidas foram “despesa”, “receita” (ou falta dela) e “dívida”.

Victor Jorge

No painel que debateu as consequências de Portugal estar sem Orçamento de Estado [aprovado], o painel liderado pelo jornalista Camilo Lourenço, com a participação de João Duque, professor do ISEG, e Sandra Maximiano, professora associada também do ISEG, durante o 46.º Congresso da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT), as palavras mais ouvidas foram “despesa”, receita” e “dívida”.

Na opinião de João Duque, “prefiro que venha um bom Orçamento de Estado (OE) mais tarde do que ter um rápido e mau”, reconhecendo que “OE não tem uma estratégia para o país, tem uma estratégia para manter o poder”.

O professor catedrático do ISEG afirmou ainda que “o turismo só cresceu nestes anos, porque o Estado não se meteu”, criticando ainda o “desaparecimento” de dados para análise do setor, nomeadamente, da ANAC e da TAP e que, por isso, é impossível te ruma previsão sobre o que está e pode vir a acontecer, de modo a conseguir-se tomar decisões, e tudo para “não haver possibilidade de existirem desmentidos”.

Uma das decisões que João Duque, porém, tomaria, já que “o OE deve ser orientado para a produtividade e eficiência”, era a de “cortar metade do número de ministros”.

Ainda quanto ao tema principal do painel – Orçamento de Estado (ou a falta dele) – João Duque afirmou que “aumentamos a despesa mais do que a receita e isso é um problema grande e grave a longo prazo”, sugerindo a existência de um acompanhamento permanente por parte de uma agência internacional independente que acompanhasse o desenvolvimento das políticas económicas do país indicadas no documento.

Devia de existir uma agência internacional independente a estudar e analisar os gastos/receitas

Chamou ainda à atenção para o facto do “crescimento de população não ativa e idosa que não corresponde ao crescimento da população ativa”, população não ativa e idosa essa que “custa mais do que a população nos primeiros cinco anos”.

Mostrando-se “preocupada” com o OE, Sandra Maximiano, destacou, por sua vez, o “tempo para se decidir e executar que é longo em Portugal”, admitindo “não acreditar em algo melhor” no que concerne o OE, “mas há que ter esperança”, reconhecendo, contudo, que o futuro quadro político será “diferente, não sei se melhor”.

Certo é que para esta economista, existe um “desincentivo ao mérito e à produtividade” e que “em vez de se estar a discutir a alocação de dinheiro, devia estar a discutir-se estratégia”, uma vez que “a despesa que temos será para gerações futuras pagarem”.

Quanto uma possível baixa de impostos, a resposta dos três participantes do painel foi unanime – “não” -, reconhecendo todos que “o impacto de qualquer medida não pode ser feito apenas em função do ano seguinte, mas sim a cinco ou dez anos”, com Camilo Lourenço a dar o exemplo da Irlanda que traçou uma estratégia económica e fiscal, precisamente a uma década. E vejam onde está a Irlanda agora”, terminou.

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Receitas do turismo internacional devem ficar a menos de metade de 2019

Embora o terceiro trimestre indique uma subida nas receitas do turismo internacional, as mais recentes notícias sobre novas variantes de Coronavírus voltam a trazer incertezas para o setor. Garantida está uma quebra significativa nas receitas.

Victor Jorge

De acordo com a mais recente edição do Barómetro Mundial do Turismo da Organização mundial do Turismo (OMT), as receitas do turismo internacional podem chegar a 800 mil milhões de dólares (ligeiramente acima dos 700 mil milhões de euros), em 2021, uma pequena melhoria em relação a 2020, mas menos de metade dos 1,7 biliões de dólares (cerca de 1,5 biliões de euros) registados em 2019.

A OMT adianta ainda que a contribuição económica do turismo é estimada em 1,9 biliões de dólares em 2021 (cerca de 1,7 biliões de euros) – medido produto interno bruto direto -, bem abaixo do valor pré-pandémico de 3,5 biliões de dólares (acima dos três biliões de euros).

Embora a OMT refira que as chegadas de turistas internacionais aumentaram 58% no período entre julho e setembro deste ano, em comparação com o mesmo período de 2020, estes números ficam ainda 64% abaixo dos níveis de 2019.

A Europa registou o melhor desempenho relativo no terceiro trimestre, com chegadas internacionais 53% abaixo do mesmo período de três meses de 2019, sendo que, em agosto e setembro, as chegadas foram menos 63% em relação a 2019, os melhores resultados mensais desde o início da pandemia.

Entre janeiro e setembro de 2021, ou seja, no acumulado do ano 2021, as chegadas de turistas internacionais em todo o mundo ficaram 20% abaixo do mesmo período de 2020, uma melhoria clara em relação aos primeiros seis meses do ano (-54%).

Em algumas sub-regiões – Europa do Sul e Mediterrâneo, Caribe, América do Norte e Central – os dados da OMT mostram que houve um aumento nos primeiros nove meses de 2021 face ao mesmo período de 2020, indicando, ainda que algumas ilhas do Caribe e do Sul da Ásia, bem como alguns destinos no Sul e Europa Mediterrânica registam os melhores desempenhos no terceiro trimestre de 2021, com as chegadas a ficarem perto ou, às vezes, excedendo os níveis pré-pandémicos.

Embora estes dados não contemplem qualquer indicação ou previsão relativamente à nova variante do Coronavírus – Omicron – o secretário-geral da OMT, Zurab Pololikashvili, admite que, à luz do aumento de casos e do surgimento de novas variantes, “não podemos baixar a guarda e precisamos continuar os esforços para garantir a igualdade de acesso às vacinas, coordenar os procedimentos de viagem, fazer uso de certificados de vacinação digital para facilitar a mobilidade e continuar a apoiar o setor.”

O aumento na procura por viagens foi impulsionado pelo aumento da confiança dos viajantes devido ao rápido progresso nas vacinações e na flexibilização das restrições de entrada em muitos destinos. Na Europa, o Certificado Digital Covid da UE ajudou a facilitar a livre movimentação dentro da União Europeia, libertando uma procura reprimida significativa após muitos meses de restrições. As chegadas em janeiro-setembro de 2021 ficaram apenas 8% abaixo do mesmo período de 2020, mas ainda 69% abaixo de 2019. As Américas, por sua vez, registaram os resultados mais fortes em janeiro-setembro, com chegadas a aumentarem 1% em comparação a 2020, mas ainda 65% abaixo dos níveis de 2019.

Ritmo de recuperação lento e desigual
“Apesar da melhora observada no terceiro trimestre do ano, o ritmo de recuperação permanece lento e desigual nas regiões do mundo”, admite a OMT. Enquanto a Europa (-53%) e as Américas (-60%) tiveram uma melhora relativa durante o terceiro trimestre de 2021, as chegadas na Ásia e no Pacífico caíram 95% em comparação com 2019, pois muitos destinos permaneceram fechados para viagens não essenciais.

Já África e o Oriente Médio registaram quedas de 74% e 81%, respetivamente, no terceiro trimestre em relação a 2019. Destinos como Croácia (-19%), México (-20%) e Turquia (-35%) apresentaram os melhores resultados em julho-setembro de 2021, conforme informações disponíveis atualmente.

Os dados sobre as receitas do turismo internacional mostram uma melhoria semelhante no terceiro trimestre de 2021. O México registou os mesmos ganhos de 2019, enquanto a Turquia (-20%), a França (-27%) e a Alemanha (-37%) registaram quedas comparativamente menores em relação ao anterior no ano. Nas viagens internacionais, os resultados também foram moderadamente melhores, com a França e a Alemanha a registar quebras de 28% e 33%, respetivamente, nas despesas de turismo internacional durante o terceiro trimestre.

Do lado positivo, os gastos com turismo por viagem aumentaram significativamente devido à grande poupança e procura reprimida, amenizando os impactos nas economias. A receita internacional passou de uma média de 1.000 dólares, em 201,9 para 1.300 dólares, em 2020, estimando a OMT que possa ultrapassar os 1.500 dólares, em 2021. No entanto, o aumento dos gastos também é resultado de estadias mais longas, aumento dos preços dos transporte e hospedagem.

Apesar das melhorias recentes, as taxas de vacinação desiguais em todo o mundo e as novas variantes da COVID-19 podem afetar a recuperação “já lenta e frágil”, admite a OMT. “A pressão económica causada pela pandemia também pode pesar sobre a procura por viagens, agravada pela recente alta nos preços do petróleo e interrupções nas cadeias de abastecimento”, afirma ainda a OMT na nota que divulgou.

Assim, de acordo com os dados mais recentes da OMT, espera-se que as chegadas de turistas internacionais permaneçam 70% a 75% abaixo dos níveis de 2019 em 2021, um declínio semelhante ao de 2020.

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Portugal em situação de calamidade a partir de 1 de dezembro

Portugal volta a fechar. Não totalmente, mas parcialmente. O país entra em estado de calamidade a 1 de dezembro e terá uma semana de “contenção de contactos” de 2 a 9 de janeiro.

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Portugal continental vai entrar em situação de calamidade devido à pandemia de covid-19, a partir de a 01 de dezembro, anunciou o primeiro-ministro, António Costa, no final do Conselho de Ministros desta quinta-feira, 25 de novembro, no qual foram decididas novas medidas para conter a pandemia..

“O Conselho de Ministros aprovou elevar o nível de alerta para o nível de calamidade a partir do próximo dia 01 de dezembro de forma a que estejamos habilitados com o quadro legal necessário para podermos adotar as medidas adequadas e proporcionais ao risco”, disse António Costa.

Portugal Continental regressa, assim, à situação de calamidade pela segunda vez este ano, depois de ter estado neste nível entre 01 de maio e 30 de setembro.

A situação de calamidade é o nível de resposta a situações de catástrofe mais alto previsto na Lei de Base da Proteção Civil, depois da situação de alerta e de contingência.

Outra das medidas é o uso de máscara obrigatório em todos os espaços fechados que não sejam em excecionados pela Direção-Geral da Saúde (DGS).

Segundo o primeiro-ministro, a medida é um dos três principais instrumentos para conter a pandemia da COVID-19, juntamente com o reforço da testagem e da utilização do certificado digital.

Finalmente, a semana de 2 a 9 de janeiro será de “contenção de contactos”, com o teletrabalho a ser obrigatório, recomeço das aulas adiado para 10 de janeiro, e encerramento das discotecas.

O Presidente da República já se pronunciou, considerando as medidas decretadas pelo Governo para mitigar a propagação da pandemia “muito equilibradas” , possibilitando a existência de restrições adicionais em janeiro, se necessário, apesar de serem “indesejáveis”.

“Pareceram-me muito equilibradas as medidas. Muito equilibradas naquela via que tinha apontado, que era equilíbrio entre, de um lado a precaução, e do outro não fechar a sociedade, nem fechar a economia”, sustentou Marcelo Rebelo de Sousa.

Exemplos do equilíbrio descrito pelo Presidente da República são “o teletrabalho” e “aquela ‘semana de nojo’ entre o fim do ano e o recomeço da atividade, quer escolar, quer lúdica, quer de trabalho presencial”.

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