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Pandemia intensifica desafios para o emprego no turismo

Se a nível global, a OMT estima que se possam perder entre 100 e 120 milhões de empregos diretos, em Portugal os números levantam dúvidas, devido ao layoff.

Victor Jorge
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Pandemia intensifica desafios para o emprego no turismo

Se a nível global, a OMT estima que se possam perder entre 100 e 120 milhões de empregos diretos, em Portugal os números levantam dúvidas, devido ao layoff.

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A crise que se abateu sobre a indústria do turismo teve, naturalmente, reflexos no emprego. O “novo normal” faz com que (também) no turismo a requalificação seja necessária e obrigatória. Uma realidade pré-COVID no mundo laboral do turismo, contudo, nunca deverá chegar antes de 2023.

Com a crise da COVID-19 a colocar em risco entre 100 e 120 milhões de empregos diretos a nível global, segundo números avançados pela Organização Mundial do Turismo (OMT), em Portugal as estimativas indicam que se ultrapasse os 150.000, embora, como se diz, “prognósticos só mesmo no fim”.

Se no período pré-pandemia havia muito empresário e empresa a queixarem-se de falta de mão-de-obra especializada e de valor acrescentado, a situação atual colocou no mercado de trabalho – ou em layoff – dezenas de milhares de pessoas.

Esta realidade foi confirmada ao Publituris por Vítor Antunes, managing director da Manpower, que salientou que a indústria do turismo foi, efetivamente, “uma das mais penalizadas pelo contexto da pandemia e das medidas de confinamento necessárias para conter o risco de contágio”, destacando, ainda, que “as consequências ao nível da destruição de emprego são inegáveis”.


De resto, os números do ManpowerGroup Employment Outlook Survey traduzem isso mesmo: as projeções para a Criação Líquida de Emprego passaram de valores muito positivos, de +16% no 1.º trimestre de 2020 e +21% no segundo trimestre (neste último caso, com as entrevistas que alimentam as projeções a serem realizadas antes do início da pandemia em Portugal) para valores francamente pessimistas: -29% no terceiro trimestre, -8% no quarto trimestre e -16% no primeiro de 2021. “Já para este segundo trimestre, Vítor Antunes adianta “uma ligeira progressão”, mas os empregadores ainda avançam um cenário de destruição de emprego, com uma Projeção Líquida de -6%.

E se estes números não bastassem, os dados do IEFP também reforçam esta realidade, revelando que, em finais de fevereiro de 2021, o número de inscritos nos centros de emprego e formação profissional, pertencentes a esta indústria, aumentou 31,4% face ao período homólogo de 2020 e 2,9% face a janeiro de 2021.

“As skills tecnológicas e digitais serão cada vez mais importantes e alvo de um rápido crescimento na procura quando o setor comece a retomar a sua atividade de contratação”, Vítor Antunes, Manpower

Se pensarmos, como refere Luísa Cardoso, business unit manager de healthcare, aviation, tourism & events da Randstad Portugal, que em qualquer destino turístico ao qual foram impostas medidas tão restritivas como o fecho de restaurantes, adiamento de concertos e festivais, cancelamento da maioria das atividades culturais e de espetáculo, fecho de fronteiras, restrições no tráfego aéreo, “não é difícil de perceber que toda esta força de trabalho foi severamente penalizada”. Por isso, uma das grandes questões é mesmo perceber se, com grande maioria dos recursos humanos a procurar alternativas no mercado de trabalho, estes “voltarão a encontrar trabalho neste setor ou se, porventura, continuarão ligados aos setores que os receberam durante a pandemia”, diz Afonso Carvalho, CEO do grupo EGOR. A fatia que ainda não encontrou emprego e que tem uma experiência relevante e importante para o setor turístico, essa, diz o responsável, “está ansiosamente à espera da abertura da economia”.

Especialização e digitalização
E se para a indústria havia mesmo falta de mão-de-obra qualificada, o responsável da Manpower ouvido pelo Publituris antevê mesmo que, “até que exista um programa de requalificação efetiva dos profissionais do setor, a tendência da escassez de talento será, muito provavelmente, agravada”. Até porque, segundo Vítor Antunes, o Plano de Atividades 2021 da Turismo de Portugal, refere no seu capítulo da estratégia “o grande impacto da transição digital e sociedade de inovação”, pelo que esta crise “não nos traz desafios novos, mas intensifica os anteriores”.

Para Luísa Cardoso, os profissionais do turismo que sofrem, hoje, o impacto da pandemia, “viram-se obrigados a reinventar o negócio e a procurar outras formas de subsistir”, pelo que, assume, se quem saiu não regressar com a retoma, “teremos um agravamento daquelas que eram já as dificuldades na captação de mão-de-obra especializada e um desafio para a atividade”.


Afonso Carvalho estima, no entanto, que “ainda terá de passar algum tempo até voltarmos ao ponto onde estávamos anteriormente, ou seja, ao ponto em que as empresas, efetivamente, não tinham recursos suficientes para fazer face à procura, sobretudo recursos com a devida formação e experiência”.

Se há palavra ou conceito que entrou no dia-a-dia essa ou esse é: digitalização. Na opinião de Luísa Cardoso está é, provavelmente, a “maior mudança no mundo do trabalho, herança da pandemia”. Sendo certo que, em muitas áreas, o trabalho remoto e a realidade online que hoje vivemos surgiram neste contexto como “uma resposta cio, noutras já se tinham dados passos neste sentido e a pandemia veio acelerar o processo de transição”, admite a responsável da Randstad. Contudo, salienta que o turismo tem uma “componente presencial e humana muito vincadas, próprias do setor, pelo que diria que não é previsível mudanças substanciais”. Ao mesmo tempo acredita que o negócio sofrerá “algumas adaptações que hoje se classificam como necessárias e que no futuro poderão vir a ser complementares ao turismo ‘tradicional’”. Aqui cabem os eventos online bem como conferências e talks em streaming, entre outras, e nestas realidades “haverá de facto a necessidade dos profissionais da área dominarem conhecimentos e apresentarem competências adaptadas às mesmas”.

“[Os profissionais do turismo] viram-se obrigados a reinventar o negócio e a procurar outras formas de subsistir”, Luísa Cardoso, Randstad

A Manpower corrobora esta opinião com números, já que segundo o seu mais recente estudo “Skills Revolution Reboot”, “a pandemia levou 30% das empresas portuguesas a agilizar os seus planos de digitalização e automação, contra apenas 16% que congelaram esses planos”. E o estudo tira outra conclusão: “esta digitalização está a criar mais emprego”. Por isso, Vítor Antunes refere que o turismo “não será uma exceção”. Cada vez mais os modelos de compra e de reserva, bem como de promoção dos destinos, ocorrem predominantemente em formato digital, com o responsável da Manpower a dar como exemplo a própria experiência de consumo que estava também a ser digitalizada, com soluções tipo self check-in, quiosques interativos em lugar de receções, entre outras formas de inovação que este setor “continuará seguramente a fomentar no intuito de gerar valor para o cliente”, crê. Nesse sentido, “as skills tecnológicas e digitais serão cada vez mais importantes e alvo de um rápido crescimento na procura quando o setor comece a retomar a sua atividade de contratação”, admite Vítor Antunes.

O que era e o que será
Fica, então, por saber se ainda existem lacunas a preencher na indústria do turismo quando analisamos o mercado laboral? Admitindo que a sazonalidade está “cada vez mais esbatida devido à enorme e constante afluência de turistas internacionais e nacionais”, Afonso Carvalho arrisca dizer que uma das lacunas a preencher passará por “arranjar mecanismos de retenção dos recursos de modo que o nível de compromisso e, consequentemente ,de retenção e motivação ,para com a respetiva empresa onde exercem a atividade, seja elevado”.

Do lado da Manpower, os maiores desafios estão relacionados com a “maior sofisticação do cliente” e que irá levar a que as organizações do setor “apostem na transformação digital do seu negócio”. Contudo, sendo o turismo um negócio de pessoas, estas terão, na opinião de Vítor Antunes, “transformar as suas competências, garantindo experiências customizadas, o que significa reforçar as suas competências comportamentais continuamente, pelo que o grande desafio é sempre o de ter talento com as competências necessárias em cada momento”.

Assim, quais serão as competências ou posições mais procuradas no setor no período pós-pandemia? Os profissionais ouvidos pelo Publituris não divergem, mas apontam diferenças. Para Afonso Carvalho, na fase de retoma da atividade as funções mais procuradas serão, na sua grande maioria, as funções que foram “dispensadas durante a pandemia”. De qualquer forma, adianta que, “pelos tímidos sinais que temos visto certamente que as funções comerciais e ligadas ao digital terão uma preponderância superior”.

“Pelos tímidos sinais que temos visto certamente que as funções comerciais e ligadas ao digital terão uma preponderância superior”, Afonso Carvalho, EGOR

Do lado da Randstad, Luísa Cardoso admite ser expectável que “as necessidades surjam de forma gradual, à medida que o mercado vá ganhando a robustez que lhe é característica”, pelo que haverá sempre uma “grande procura na área da hotelaria de todos os perfis, desde empregados de mesa, copeiros, cozinheiros e empregados de andares”. Já para a área dos eventos, aponta para “muita procura de posições de imagem com componente comercial, ou seja, promotores e hospedeiras”, tendo em conta que é uma atividade com uma “componente presencial muito forte, para a qual estes perfis se mantêm essenciais”.

Vítor Antunes junta às posições já mencionadas funções como “F&B, housekeeping e de apoio/serviço tamos que isto vá mudar”, embora refira que “as últimas ganharão preponderância pela crescente sofisticação do cliente”.

Associado aos cargos e/ou posições surge, igualmente, a questão salarial e se estes estão acima ou abaixo do esperado e/ou exigido. Neste particular, Mara Martinho, consultora sénior da Michael Page, refere que “a valorização dos salários no setor da hotelaria é uma luta já antiga”. Com a profissionalização e a especialização deste setor, a responsável crê que “cada vez mais se torne urgente valorizá-lo e atribuir retribuições que façam jus à responsabilidade exigida”.

Para o responsável da Manpower, falar em escassez de talento, “fará com que os profissionais mais procurados e com competências diferenciadas vejam os seus salários aumentar”. Mas ao contrário, Vítor Antunes admite que “aqueles que não detêm essas competências, verão o seu valor de mercado diminuir, o que vai acentuar a bifurcação salarial entre os dois grupos”

O CEO da EGOR acredita que, em termos comparativos, o setor do turismo “está perfeitamente enquadrado na média nacional” e, dependendo das regiões e se estamos a falar de cadeias nacionais ou internacionais, Afonso Carvalho refere mesmo que “encontramos funções, por exemplo, de gestão, que estão acima da média”. Certo é que para este responsável, o setor “melhorou substancialmente nos últimos anos”, embora destaque a existência de “alguma informalidade que é necessário combater, sobretudo para garantir a proteção e os direitos dos trabalhadores”.

Indústria (ainda) apetecível?
Com a pandemia a ditar, de facto, uma crise nunca antes vista na indústria do turismo, será que esta se mantém apetecível e “segura” para quem estava, está e pretende estar nela? Mara Martinho diz que, além de apetecível (ou não) e (in)segura, “tornou-se mais desafiante”, admitindo que, “quem gosta, não deixou de gostar”.

Outra visão tem, contudo, Vítor Antunes, referindo que a falta de atratividade do setor “é uma consequência inevitável”. No entanto, a médio e longo prazo, e uma vez ultrapassada a crise pandémica, “este continuará a ser um setor muito relevante para o nosso país e um forte empregador”, crê o responsável da Manpower. “Acredito que os modelos de operação poderão evoluir e, por essa via, também o perfil de competências que o setor procurará”, acrescentando ainda que a pandemia veio, também, “questionar o modelo de turismo que será sustentável no futuro, eventualmente, menos massificado”. Nesse sentido, acredita que “assistiremos seguramente a uma evolução no perfil de competências a atrair, tanto técnicas como soft”.

Quanto à retoma da empregabilidade da indústria do turismo e a um cenário pré-COVID, Mara Martinho acredita que tal possa acontecer dentro de um a dois anos, embora Luísa Cardoso, da Randstad, estime que a recuperação “nunca acontecerá antes de 2023”. Por isso, e tendo em conta o tempo que ainda decorrerá até essa recuperação no mercado de trabalho afeto ao turismo, “o foco deverá estar na preparação para este objetivo”. Partindo do pressuposto que essa recuperação será “gradual”, Vítor Antunes conclui que “incerteza” é a palavra dominante, pois grande parte das empresas “dependem de circunstâncias relativas ao ambiente macroeconómico que não tem horizonte temporal definido”.

*Artigo publicada na edição 1437 do jornal PUBLITURIS

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Portugueses gastam mais 60% em viagens de curta distância face a período pré-pandemia, revela estudo da Mastercard

A diferença entre os gastos efetuados com viagens de curta e longa distância é assinalável, com o estudo da Mastercard a destacar o teletrabalho, a mudança para o digital e a pressão de preços como principais fatores de impacto.

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Os gastos dos portugueses com viagens de curta distância registaram um aumento de 60% em agosto, comparativamente com o mesmo mês de 2019, aponta um estudo realizado pelo Mastercard Economics Institute, indicando ainda que este valor está “substancialmente acima” do aumento dos gastos com viagens de longo curso (16%).

O “Shifting Wallets” revela que os hábitos dos consumidores estão a “alterar-se e que as tendências de teletrabalho estão a influenciar a forma como vivemos e quando gastamos”, salientando que o “fim de semana” começa agora mais cedo.

As reservas de voos registadas a nível global neste verão (maio-agosto) ficaram 15% acima dos níveis de 2019, apesar dos desafios logísticos e das pressões de preços existentes, com os voos de curta distância a impulsionar a maior parte deste crescimento global de gastos com viagens (representando +20% face aos de longo curso).

O estudo “Shifting Wallets” recorreu a uma análise exaustiva de dados económicos públicos e anonimizados com o objetivo de oferecer uma visão global sobre a forma como as recentes alterações económicas estão a impactar as escolhas que os consumidores estão a fazer relativamente ao que gastam, onde e quando.

Segundo o estudo da Mastercard, os preços mais altos estão a pressionar os consumidores a nivelarem os seus gastos diários e com bens essenciais, apesar dos gastos com refeições fora de casa manterem-se como prioridades.

O teletrabalho e a mudança para o digital implicaram alterações ao nível dos dias em que são feitos os gastos, com impactos significativos na cadeia de abastecimento para retalhistas, restaurantes e outras empresas e na composição de equipas de trabalho.

Bricklin Dwyer, economista-chefe da Mastercard e chefe do Mastercard Economics Institute, sublinha que “as mudanças nas preferências de gastos ocorrem à medida que os consumidores se adaptam a um novo ritmo”. E conclui que, “apesar do aumento dos preços, das taxas de juros e da crescente incerteza económica, os consumidores continuam a avaliar os seus hábitos de consumo de acordo com o que faz sentido para as suas vidas”.

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IPDT: Inflação é o grande desafio que se vai colocar ao Turismo no próximo ano

A 67ª edição do Barómetro do Turismo do IPDT- Turismo e Consultoria prevê que, apesar da rápida recuperação do setor do turismo em Portugal, a inflação poderá comprometer esta tendência de crescimento em 2023.

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Esta é a opinião de 45% dos membros que responderam ao inquérito. Por sua vez, para 33%, ainda é difícil prever que impactos poderá ter a subida de preços no desempenho do setor.

A análise indica ainda que o nível de confiança médio no desempenho do turismo atingiu, em setembro de 2022, os 82,4 pontos: um aumento de 1,3 pontos face ao último registo de maio de 2022.

Segundo alguns membros do painel, Portugal continua a ser um destino com boa imagem internacional e muito procurado, beneficiando da conjuntura geopolítica internacional, que desvia procura do leste da Europa para o destino. Subsistem, no entanto, algumas dúvidas relacionadas com o contexto económico internacional e o possível impacto da inflação sobre a procura.

​Comparando com o período homólogo do ano anterior, a atividade do turismo, o número de pessoas empregadas no setor, a procura turística a nível externo e o endividamento das empresas são os indicadores que deverão aumentar nos próximos meses. De acordo com os membros do painel, o investimento público e a carga fiscal devem manter-se próximos da dinâmica do primeiro semestre de 2022.

​No que se refere aos mercados interno e externo, é expectável que se mantenha a tendência de crescimento em todos os indicadores (turistas, dormidas, receitas e RevPar).

O Barómetro do IPDT revela, por outro lado, que anunciado aumento das tarifas das companhias aéreas poderá conduzir a uma diminuição do número de pessoas a viajar, com 63% das respostas, enquanto cerca de metade dos inquiridos acreditam que o aumento das tarifas da aviação vai afetar o desempenho do turismo e 45% apostam num aumento da procura por transportes alternativos, nomeadamente a ferrovia.

​Sendo a falta de mão de obra no turismo uma das principais dificuldades assumidas pelos empresários do setor, o Barómetro inquiriu o painel no sentido de compreender quais as principais medidas que podem ajudar a colmatar o défice de mão de obra no turismo em Portugal. Melhorar as condições de trabalho (35%), desenvolver uma estratégia de captação de RH externos (18%), apostar e reforçar a formação e qualificação profissional (17%) e reconhecimento dos colaboradores, através de políticas de retenção de talentos (9%), foram as principais ações propostas pelos membros que participaram no Barómetro.

 

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Negócios globais no turismo caem 32% em agosto face a mês anterior

Pelo segundo mês consecutivo, a GlobalData indica quebras na atividade de negócios no setor do turismo em viagens.

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A atividade de negócios globais no setor do turismo registou uma quebra de 31,6% no mês de agosto de 2022, face ao mês anterior de julho, revela a GlobalData.

De acordo com a consultora, no oitavo mês de 2022 realizaram-se 54 negócios quando em julho deste ano esse número ascendeu a 79, verificando-se que este é o segundo mês consecutivo que a atividade negocial no setor do turismo e viagens a nível global regista uma quebra.

Aurojyoti Bose, Lead Analyst na GlobalData, refere, em nota de imprensa, que “as depressões económicas registadas em diversas partes do mundo parecem estar a afetar o interesse em realizar negócios no setor do turismo e viagens com a maioria dos mercados a assinalarem uma desaceleração”.

São vários os mercados que registaram esta quebra, destacando a GlobalData o Reino Unido, Japão, Índica, Espanha, Austrália e Alemanha no campo negativo no mês de agosto de 2022, enquanto EUA e China são as exceções a esta realidade.

De resto, a consultora avança que o volume de negócios manteve-se estável nos EUA, enquanto na China se registou um ligeiro aumento.

Em agosto de 2022, o anúncio de fusões e aquisições (Mergers and Acquisitions – M&A, em inglês) caiu 28%, indicando a GlobalData para o financiamento de risco e negócios de private equity quebras de 23,5% e 58,3%, respetivamente, face ao mês anterior de julho.

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Sustentabilidade na mira da política das viagens corporativas na EMEA

Um estudo da SAP Concur revela que, embora 99% das empresas da zona da EMEA pretendam contemplar a sustentabilidade na sua política de viagens corporativas, apenas 36% dispõe, internamente, de um departamento que se dedique a encontrar soluções para tornar as deslocações mais amigas do ambiente.

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Realizado na zona da EMEA, entre fevereiro e março de 2022 junto de 700 decisores de 12 países, o inquérito conclui que as viagens de negócios voltaram a estar nas agendas das empresas, para registos pré-pandemia, com 83% das organizações a recuperar, nas viagens domésticas, e 63% nas viagens internacionais.

Outro dado relevante é o facto da sustentabilidade, nos programas de viagens corporativas, ser uma prioridade para os decisores, uma vez que apenas 1% dos entrevistados não tem intenção de considerar o tema.

Contudo, e à medida que as organizações procuram alinhar-se com os objetivos da ONU 2030, a maioria assume ter dificuldades para se tornar “mais verde” – apenas 36% têm uma função dedicada, como seja um diretor de sustentabilidade ou similar, e só 10% dispõe de uma equipa dedicada a esta temática, no seio da organização.

No entanto, segundo o estudo da marca mundial de soluções integradas de gestão de viagens e despesas corporativas, os decisores estão cientes de que este tópico deve ser uma prioridade – 69% acredita que a sua política de viagens tem de ser melhorada, mas sabem que enfrentam desafios para a sua concretização. Mais de um terço (37%) refere a falta de orçamento como barreira para o desenvolvimento de um colaborador com uma postura mais sustentável no que às suas viagens de negócio diz respeito.

A análise deixa algumas recomendações. Uma vez que 44% dos entrevistados estão conscientes que devem apostar na mudança das suas políticas de sustentabilidade, mas não sabem como o executar, “há sem dúvida uma clara necessidade de ferramentas tecnológicas que facilitem a medição e a implementação de programas de viagens corporativas mais sustentáveis”. Enquanto, 46% já possui ferramentas de software para oferecer apoio nas viagens corporativas, 86% ainda não as considera, referem as respostas.

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Turismo não chega para travar quebra da economia

A economia portuguesa cresceu 7,1% entre abril e junho deste ano, face ao mesmo período do ano passado, altura em que se viviam ainda os efeitos da pandemia, mas estagnou em relação ao primeiro trimestre do ano e o turismo voltou a ser o motor da economia. No entanto, o turismo “não deverá ser suficiente” para conter o enfraquecimento económico.

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O Fórum para a Competitividade apontou que tendo em conta os indicadores disponíveis no 3.º trimestre, a economia deverá desacelerar, sobretudo, no consumo privado, e, em Portugal, o turismo não será suficiente para travar esta quebra.

“Os indicadores disponíveis do 3.º trimestre apontam para uma desaceleração da economia, mais nítida no caso do consumo privado, a componente da procura que está a ser mais afetada pela forte subida de preços e concomitante redução do poder de compra”, lê-se numa nota de conjuntura do Fórum para a Competitividade, citada pela Agência Lusa.

O grupo de economistas sublinhou ainda, de acordo com notícia da Lusa, que a subida das taxas de juro ainda não foi “inteiramente sentida” pelas famílias, sendo que deverá acentuar-se nos próximos trimestres, tendo por base as últimas indicações do Banco central Europeu (BCE).

Esta análise aponta também que “quase todos os riscos” de desaceleração internacional se agravaram, nomeadamente, com os indicadores europeus em território negativo no início do 2.º semestre, a que se somam a inflação, preços da energia, taxas de juro e riscos geopolíticos.

“Para os próximos meses, também se espera um agravamento, desde logo pela promessa dos bancos centrais de serem muito mais duros no combate à inflação, deixando entender que não evitarão provocar uma recessão se isso for necessário para controlar a subida de preços”, acrescenta o documento ainda citado pela Agência Lusa

 

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Os “novos” hábitos dos turistas no pós-pandemia

Com a vontade de viajar em alta, uma recente análise da TravelBoom indica que os custos crescentes estão a afetar os planos de viagem dos turistas.

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Os resultados de um estudo recente da TravelBoom, agência de marketing digital orientada por dados para hotéis, resorts e empresas de alojamento local, revelam mudanças no planeamento de viagens e no comportamento de reservas à medida que se anteveem os impactos causados pelo aumento dos custos.

O estudo examina a mentalidade e o comportamento dos viajantes desde o início da ideia de realizar uma viajar até como interagem com os destinos escolhidos antes, durante e depois da estadia.

Entre as conclusões, o estudo destaca os custos crescentes que estão a afetar os planos de viagem. 36% dos viajantes referiram que podem cancelar as férias planeadas devido a preocupações com o orçamento.

Outros dos “novos” aspetos é que os viajantes estão a realizar cada vez mais pesquisas online, salientando que o viajante médio consulta 5,5 sites durante o processo de reserva.

Outro dos fatores que afetam os planos de viagem estão relacionados com os custos de transporte, comodidades e programas de fidelidade que poderão afetar a decisão de um viajante.

A COVID-19 também continua a influenciar as viagens, verificando-se que 55% da população ainda considera a pandemia antes de reservar viagens. Por exemplo, apenas 13,5% dos viajantes de lazer americanos dizem que a COVID-19 é uma grande influência nas viagens, em comparação com 45% dos viajantes canadenses, concluindo-se que a pandemia continua a causar um impacto significativo nas viagens internacionais.

Já as avaliações nunca foram tão importantes para os viajantes que escolhem onde ficar. 82% dos viajantes não reservam uma estadia sem primeiro ler as avaliações.

Finalmente, os sites de alojamento local estão a concorrer com as agências de viagens online, destacando-se os crescimentos de plataformas como a VRBO ou Airbnb.

Pete DiMaio, COO da TravelBoom, considera que “as viagens de lazer continuam a ser uma das indústrias mais impactadas no período pós-pandemia e os consumidores estão muito conscientes da inflação, persistentes preocupações com a COVID-19, juntamente com altas expectativas para destinos e alojamentos”.

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Negócios no setor das viagens e turismo cai 39% em julho

O mês de julho foi negativo para a atividade negocial no setor das viagens e turismo, apontando a GlobalData quebras de dois dígitos face a junho de 2022.

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Um total de 73 negócios foram anunciados no setor global das viagens e turismo em julho de 2022, representando um decréscimo de 39,2% em relação aos 120 negócios anunciados em junho de 2022, de acordo com a GlobalData.

A consultora internacional revela que muitos dos principais mercados globais do setor das viagens e turismo testemunharam uma desaceleração nas atividades de negócios em julho de 2022. Mercados como os EUA e o Reino Unido testemunharam uma quebra de 51,3% e 42,1% no volume de negócios em julho de 2022 em comparação com junho de 2022, respetivamente, salientando a GlobalData que a atividade de negócios também permaneceu moderada noutros mercados, como Índia, Espanha, China, França e Alemanha.

Aurojyoti Bose, analista da GlobalData, refere que a atividade de negociação no setor das viagens e turismo permaneceu “inconsistente ao longo de 2022”, com alguns meses a registarem uma “melhoria seguida de um declínio”, frisando que essa tendência é “predominante em vários mercados importantes”.

Os dados mostram que os anúncios de fusões e aquisições (M&A), financiamento de risco e negócios de private equity diminuíram em julho. O número de negócios de M&A caiu 42,9%, financiamento de risco 37,5% e private equity 16,7% em julho em relação a junho de 2022.

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Empresas do turismo apontam ESG, geopolítica e COVID como fatores de maior pressão em 2022

Mais do que a geopolítica e a pandemia, as questões relacionadas com a ESG estão entre as maiores preocupações das empresas do setor do turismo, indica a GlobalData.

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geopolíticaAs questões relacionadas com o Ambiente, Social e Governança Empresarial (Environmental, Social and Corporate Governance – ESG, em inglês), geopolítica e COVID-19 são os três temas destacados pelas empresas do turismo na Europa e que mais pressão exercem sobre a indústria turística europeia em 2022, segundo avança uma análise da GlobalData.

Para Hannah Free, analista de viagens e turismo da GlobalData, “a lei da UE exige que muitas empresas de grande porte divulguem informações sobre a maneira como operam e gerem os desafios sociais e ambientais. Muitos viajantes agora também exigem maior transparência das empresas e estão cada vez mais cautelosos com as tentativas de ‘greenwashing’”, salientando que “este escrutínio por parte de legisladores e consumidores forçou as empresas de viagens de todos os tamanhos a colocar as questões ESG no centro das suas operações.”

A análise da GlobalData mostra que as questões relacionadas com a geopolítica atingiram o pico em março de 2022, um aumento de 338% face ao mês anterior de fevereiro a admitindo o relatório que tal aconteceu à medida que “inúmeras empresas reagiram ao conflito na Ucrânia”.

Contudo, a análise frisa que o conflito teve um impacto “limitado” nas empresas de viagens e procura turística dentro da Europa, fazendo referência ao inquérito realizado pela European Travel Commission (ETC) que indicara que perto de 44% dos europeus inquiridos referira que “o conflito não tinha afetado os planos para as férias”, e somente 4% tinha cancelado completamente quaisquer férias.

Hannah Free refere ainda que o inquérito realizado pela GlobalData mostra que 66% dos europeus estão “extremamente” ou “algo” preocupados com “o impacto da inflação nos seus rendimentos”, admitindo mesmo que “as perspectivas do turismo podem ser ameaçadas pelas repercussões, pois a consequência final é a erosão dos rendimentos disponíveis”.

Segundo Free, “resta saber como as famílias em toda a Europa (especialmente as de baixo rendimento) farão uma compensação em termos de gastos com viagens”. Assim, enumera várias possibilidades: “os turistas podem optar por não viajar, podem viajar no país em vez de irem para fora, viajar para um destino que consideram mais acessível ou negociar, por exemplo, ficar num hotel económico em vez de preço médio”.

Naturalmente que a pandemia de COVID-19 manteve-se como tema principal ao longo deste ano de 2022, embora de janeiro a junho deste ano, as menções à pandemia tenham decrescido em 54%, sugerindo que “deixa de estar nas preocupações dos europeus”.

Os dados resultantes do estudo da GlobaData mostram que 53% dos inquiridos “não estão preocupados” ou “estão menos preocupados” com o alastramento da COVID-19 à medida que “se flexibilizam as restrições nas viagens e aumentam as taxas de vacinação”.

Por isso, Free conclui que, “embora a COVID-19 provavelmente continue a ser um item nos registos da empresa no futuro próximo, há motivos para ser cautelosamente otimista”, prevendo que “as partidas internacionais de países europeus aumentarão 125% de 2021 a 2022”. Assim, “as empresas do setor do turismo que sejam capazes de orientar com sucesso esses temas com recursos a investimento, gestão e estratégia permanecerão ou emergirão como líderes do setor”.

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Desejo de viajar dos portugueses supera a média europeia, revela a TLN

Um estudo da Travel Lifestyle Network (TLN) revela, que o desejo de viajar dos portugueses está acima da média europeia e o comportamento de compra de viagens do mercado português encontra-se ligeiramente acima do de outros mercados.

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Encomendado este ano pela principal rede de agências de comunicação especializadas no setor do turismo e das viagens, Travel Lifestyle Network, e desenvolvido pelo ‘think tank’ britânico Thrive e pela empresa de ‘market intelligence’ AudienceNet, o relatório analisa os principais fatores que influenciam a escolha de destinos dos portugueses e de consumidores oriundos de outros 27 países.

Mais de 179 mil pessoas em 28 países, incluindo Portugal, foram inquiridas pelo Global Web Index durante o primeiro trimestre de 2022. A amostra no nosso país foi constituída por 2.354 inquiridos.

Por outro lado, o estudo indica que a relação custo-benefício constitui o principal fator na escolha de um destino de férias, numa altura em que os portugueses revelam uma assinalável avidez de descobrir o mundo.

Assim, este fator surgiu em primeiro lugar com um total de 54%, em comparação com os 26% dos seus equivalentes europeus. Para 36% dos portugueses, a meteorologia/época do ano é um fator importante, enquanto 22% procura uma experiência cultural, 18% uma experiência relaxante e 17% uma experiência única na vida.

Entretanto, as boas infraestruturas para crianças/famílias e poder visitar amigos/família reúnem 15% das preferências, e 13% dos inquiridos procura ofertas especiais/promoções.

O estudo conclui também que 61% dos portugueses considera as viagens como um “interesse pessoal” – valor superior à média dos restantes países analisados, que foi de 46%. 52% dos portugueses identifica-se com a frase “Gosto de explorar o mundo”, em comparação com os 46% globais.

Enquanto 11% dos inquiridos a nível global, nos últimos três a seis meses, adquiriu férias para o estrangeiro, 24% preferiu dentro do próprio país. Em Portugal, 12% dos inquiridos fê-lo para o estrangeiro no período homólogo e 25% optou por ficar no país, reforçando a tendência crescente de turismo doméstico.

Para Ruben Obadia, CEO da Message in a Bottle, agência de comunicação portuguesa especializada em turismo e membro da Travel Lifestyle Network, as conclusões do estudo da TLN são simples: “a percentagem de portugueses que veem as viagens como um interesse pessoal (61%) está acima da média global (46%)”.

Além disso, reforça que “os resultados refletem um claro desejo de viajar, o que é natural neste clima pós-Covid e, de certa forma, faz parte do ADN explorador dos portugueses”. Contudo, o responsável da agência membro da TLN salienta que “os resultados alertam para a necessidade de ter em conta a relação custo-benefício, que em 2022 se tornou um fator de escolha determinante para 54% dos inquiridos nacionais”.

O inquérito revelou ainda que, nos próximos 3 a 6 meses, 20% dos portugueses planeia adquirir férias no estrangeiro e 29% tenciona permanecer em território nacional.

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Nova edição: A (in)decisão do aeroporto, Cabo Verde, DP Tours Plus e BTL 2023

A indefinição quanto ao novo aeroporto de Lisboa e as perdas daí resultantes, dossier Cabo Verde, os planos da DP Tours Plus, lançamento da BTL 2023, Check-in e opiniões compõem a última edição do Publituris para o mês de julho.

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A última edição do mês de julho do Publituris, faz capa com a “velha” questão da localização do aeroporto para a região de Lisboa. A Confederação do Turismo de Portugal (CTP) apresentou, recentemente, um estudo realizado pela EY, que aponta não para a escolha de uma das localizações estudadas (e já lá vão 17), mas para as perdas que o setor do turismo e economia portuguesa sofrerão.

O cenário mais pessimista aponta para uma perda de receitas superior a 21 mil milhões de euros. Daí pedir-se urgência numa decisão.

Além disso, trazemos um dossier especial dedicado a Cabo Verde que, mais do que um destino, é o destino de férias dos portugueses. Sónia Regateiro, COO da Solférias fez uma viagem virtual por um destino onde existe uma oferta que vai para além do sol e praia.

Em entrevista, Jorge Spencer Lima, presidente da Câmara do Turismo de cabo Verde (CTCV), passa em revista os grandes desafios que se colocam aos empresários do país, admitindo que “a promoção no mercado português passa por uma maior agressividade e presença nos media como forma de se transmitir uma mensagem de um destino seguro e amigo do turista português”.

Marcos Rodrigues, presidente da Câmara do Comércio do Sotavento (CCS), por sua vez, admite-se “convicto” que Cabo Verde tem ainda um grande potencial por descobrir e que “é importante e há que fazer mais para atrair muitos mais portugueses na área do investimento”.

Para além dos produtos sol e mar, já sobejamente conhecidos em Cabo Verde, surge a necessidade de se divulgar outros locais com características que se enquadram nas novas tendências da procura turística. Neste contexto, Santo Antão tem forte potencial por causa das suas características singulares e tem dados passos com vista a tornar-se num grande destino de turismo de natureza e ambiental.

Finalmente, Carlos Salgueiral, administrador-delegado da Cabo Verde Airlines, admite que a companhia quer voltar a ser parceiro da operação turística em Portugal.

Nos “Transportes”, fomos conhecer a nova oferta da DP Tours Plus. Diamantino Pereira, fundador e diretor-geral da empresa, faz um balanço positivo do arranque e revelou alguns planos para o futuro que, apesar dos desafios, passam pelo crescimento.

No “Meeting Industry”, e após um regresso em 2022, a BTL do próximo ano pretende reforçar a aposta na internacionalização e deu a conhecer os melhores stands da última edição.

Além do “Check-in”, as opiniões pertencem a Carlos Torres (jurista e professor da ESHTE), Jaime Quesado (economista e gestor) e António Paquete (economista).

Boas leituras!

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