Edição digital
Assine já
PUB
Análise

Pandemia intensifica desafios para o emprego no turismo

Se a nível global, a OMT estima que se possam perder entre 100 e 120 milhões de empregos diretos, em Portugal os números levantam dúvidas, devido ao layoff.

Victor Jorge
Análise

Pandemia intensifica desafios para o emprego no turismo

Se a nível global, a OMT estima que se possam perder entre 100 e 120 milhões de empregos diretos, em Portugal os números levantam dúvidas, devido ao layoff.

Victor Jorge
Sobre o autor
Victor Jorge
Artigos relacionados
Moldávia passa a liderar o Conselho Global de Turismo Médico
Destinos
Portugal Green Travel adquire participação na Geonatour
Distribuição
Boeing prevê procura por mais 44.000 novos aviões até 2043
Aviação
Vinhos do Tejo mostram-se nas praias portuguesas até 13 de agosto
Enoturismo
ACI World e Airbus firmam parceria para reduzir impacto ambiental da aviação
Aviação
NOVA lança Pós-Graduação “Leading Tourism & Hospitality”
Emprego e Formação
Green Breeze alia luxo e sustentabilidade nas águas da Costa de Setúbal, Tróia e Arrábida
Transportes
Lucros da Ryanair caem 46% no 1.º trimestre
Transportes
TTS disponibiliza a funcionalidade EasyPay para agências IATA GoLite
Distribuição
Macau recebe mais de 2,55 milhões de visitantes em junho
Destinos

A crise que se abateu sobre a indústria do turismo teve, naturalmente, reflexos no emprego. O “novo normal” faz com que (também) no turismo a requalificação seja necessária e obrigatória. Uma realidade pré-COVID no mundo laboral do turismo, contudo, nunca deverá chegar antes de 2023.

Com a crise da COVID-19 a colocar em risco entre 100 e 120 milhões de empregos diretos a nível global, segundo números avançados pela Organização Mundial do Turismo (OMT), em Portugal as estimativas indicam que se ultrapasse os 150.000, embora, como se diz, “prognósticos só mesmo no fim”.

Se no período pré-pandemia havia muito empresário e empresa a queixarem-se de falta de mão-de-obra especializada e de valor acrescentado, a situação atual colocou no mercado de trabalho – ou em layoff – dezenas de milhares de pessoas.

Esta realidade foi confirmada ao Publituris por Vítor Antunes, managing director da Manpower, que salientou que a indústria do turismo foi, efetivamente, “uma das mais penalizadas pelo contexto da pandemia e das medidas de confinamento necessárias para conter o risco de contágio”, destacando, ainda, que “as consequências ao nível da destruição de emprego são inegáveis”.


De resto, os números do ManpowerGroup Employment Outlook Survey traduzem isso mesmo: as projeções para a Criação Líquida de Emprego passaram de valores muito positivos, de +16% no 1.º trimestre de 2020 e +21% no segundo trimestre (neste último caso, com as entrevistas que alimentam as projeções a serem realizadas antes do início da pandemia em Portugal) para valores francamente pessimistas: -29% no terceiro trimestre, -8% no quarto trimestre e -16% no primeiro de 2021. “Já para este segundo trimestre, Vítor Antunes adianta “uma ligeira progressão”, mas os empregadores ainda avançam um cenário de destruição de emprego, com uma Projeção Líquida de -6%.

E se estes números não bastassem, os dados do IEFP também reforçam esta realidade, revelando que, em finais de fevereiro de 2021, o número de inscritos nos centros de emprego e formação profissional, pertencentes a esta indústria, aumentou 31,4% face ao período homólogo de 2020 e 2,9% face a janeiro de 2021.

“As skills tecnológicas e digitais serão cada vez mais importantes e alvo de um rápido crescimento na procura quando o setor comece a retomar a sua atividade de contratação”, Vítor Antunes, Manpower

Se pensarmos, como refere Luísa Cardoso, business unit manager de healthcare, aviation, tourism & events da Randstad Portugal, que em qualquer destino turístico ao qual foram impostas medidas tão restritivas como o fecho de restaurantes, adiamento de concertos e festivais, cancelamento da maioria das atividades culturais e de espetáculo, fecho de fronteiras, restrições no tráfego aéreo, “não é difícil de perceber que toda esta força de trabalho foi severamente penalizada”. Por isso, uma das grandes questões é mesmo perceber se, com grande maioria dos recursos humanos a procurar alternativas no mercado de trabalho, estes “voltarão a encontrar trabalho neste setor ou se, porventura, continuarão ligados aos setores que os receberam durante a pandemia”, diz Afonso Carvalho, CEO do grupo EGOR. A fatia que ainda não encontrou emprego e que tem uma experiência relevante e importante para o setor turístico, essa, diz o responsável, “está ansiosamente à espera da abertura da economia”.

Especialização e digitalização
E se para a indústria havia mesmo falta de mão-de-obra qualificada, o responsável da Manpower ouvido pelo Publituris antevê mesmo que, “até que exista um programa de requalificação efetiva dos profissionais do setor, a tendência da escassez de talento será, muito provavelmente, agravada”. Até porque, segundo Vítor Antunes, o Plano de Atividades 2021 da Turismo de Portugal, refere no seu capítulo da estratégia “o grande impacto da transição digital e sociedade de inovação”, pelo que esta crise “não nos traz desafios novos, mas intensifica os anteriores”.

Para Luísa Cardoso, os profissionais do turismo que sofrem, hoje, o impacto da pandemia, “viram-se obrigados a reinventar o negócio e a procurar outras formas de subsistir”, pelo que, assume, se quem saiu não regressar com a retoma, “teremos um agravamento daquelas que eram já as dificuldades na captação de mão-de-obra especializada e um desafio para a atividade”.


Afonso Carvalho estima, no entanto, que “ainda terá de passar algum tempo até voltarmos ao ponto onde estávamos anteriormente, ou seja, ao ponto em que as empresas, efetivamente, não tinham recursos suficientes para fazer face à procura, sobretudo recursos com a devida formação e experiência”.

Se há palavra ou conceito que entrou no dia-a-dia essa ou esse é: digitalização. Na opinião de Luísa Cardoso está é, provavelmente, a “maior mudança no mundo do trabalho, herança da pandemia”. Sendo certo que, em muitas áreas, o trabalho remoto e a realidade online que hoje vivemos surgiram neste contexto como “uma resposta cio, noutras já se tinham dados passos neste sentido e a pandemia veio acelerar o processo de transição”, admite a responsável da Randstad. Contudo, salienta que o turismo tem uma “componente presencial e humana muito vincadas, próprias do setor, pelo que diria que não é previsível mudanças substanciais”. Ao mesmo tempo acredita que o negócio sofrerá “algumas adaptações que hoje se classificam como necessárias e que no futuro poderão vir a ser complementares ao turismo ‘tradicional’”. Aqui cabem os eventos online bem como conferências e talks em streaming, entre outras, e nestas realidades “haverá de facto a necessidade dos profissionais da área dominarem conhecimentos e apresentarem competências adaptadas às mesmas”.

“[Os profissionais do turismo] viram-se obrigados a reinventar o negócio e a procurar outras formas de subsistir”, Luísa Cardoso, Randstad

A Manpower corrobora esta opinião com números, já que segundo o seu mais recente estudo “Skills Revolution Reboot”, “a pandemia levou 30% das empresas portuguesas a agilizar os seus planos de digitalização e automação, contra apenas 16% que congelaram esses planos”. E o estudo tira outra conclusão: “esta digitalização está a criar mais emprego”. Por isso, Vítor Antunes refere que o turismo “não será uma exceção”. Cada vez mais os modelos de compra e de reserva, bem como de promoção dos destinos, ocorrem predominantemente em formato digital, com o responsável da Manpower a dar como exemplo a própria experiência de consumo que estava também a ser digitalizada, com soluções tipo self check-in, quiosques interativos em lugar de receções, entre outras formas de inovação que este setor “continuará seguramente a fomentar no intuito de gerar valor para o cliente”, crê. Nesse sentido, “as skills tecnológicas e digitais serão cada vez mais importantes e alvo de um rápido crescimento na procura quando o setor comece a retomar a sua atividade de contratação”, admite Vítor Antunes.

O que era e o que será
Fica, então, por saber se ainda existem lacunas a preencher na indústria do turismo quando analisamos o mercado laboral? Admitindo que a sazonalidade está “cada vez mais esbatida devido à enorme e constante afluência de turistas internacionais e nacionais”, Afonso Carvalho arrisca dizer que uma das lacunas a preencher passará por “arranjar mecanismos de retenção dos recursos de modo que o nível de compromisso e, consequentemente ,de retenção e motivação ,para com a respetiva empresa onde exercem a atividade, seja elevado”.

Do lado da Manpower, os maiores desafios estão relacionados com a “maior sofisticação do cliente” e que irá levar a que as organizações do setor “apostem na transformação digital do seu negócio”. Contudo, sendo o turismo um negócio de pessoas, estas terão, na opinião de Vítor Antunes, “transformar as suas competências, garantindo experiências customizadas, o que significa reforçar as suas competências comportamentais continuamente, pelo que o grande desafio é sempre o de ter talento com as competências necessárias em cada momento”.

Assim, quais serão as competências ou posições mais procuradas no setor no período pós-pandemia? Os profissionais ouvidos pelo Publituris não divergem, mas apontam diferenças. Para Afonso Carvalho, na fase de retoma da atividade as funções mais procuradas serão, na sua grande maioria, as funções que foram “dispensadas durante a pandemia”. De qualquer forma, adianta que, “pelos tímidos sinais que temos visto certamente que as funções comerciais e ligadas ao digital terão uma preponderância superior”.

“Pelos tímidos sinais que temos visto certamente que as funções comerciais e ligadas ao digital terão uma preponderância superior”, Afonso Carvalho, EGOR

Do lado da Randstad, Luísa Cardoso admite ser expectável que “as necessidades surjam de forma gradual, à medida que o mercado vá ganhando a robustez que lhe é característica”, pelo que haverá sempre uma “grande procura na área da hotelaria de todos os perfis, desde empregados de mesa, copeiros, cozinheiros e empregados de andares”. Já para a área dos eventos, aponta para “muita procura de posições de imagem com componente comercial, ou seja, promotores e hospedeiras”, tendo em conta que é uma atividade com uma “componente presencial muito forte, para a qual estes perfis se mantêm essenciais”.

Vítor Antunes junta às posições já mencionadas funções como “F&B, housekeeping e de apoio/serviço tamos que isto vá mudar”, embora refira que “as últimas ganharão preponderância pela crescente sofisticação do cliente”.

Associado aos cargos e/ou posições surge, igualmente, a questão salarial e se estes estão acima ou abaixo do esperado e/ou exigido. Neste particular, Mara Martinho, consultora sénior da Michael Page, refere que “a valorização dos salários no setor da hotelaria é uma luta já antiga”. Com a profissionalização e a especialização deste setor, a responsável crê que “cada vez mais se torne urgente valorizá-lo e atribuir retribuições que façam jus à responsabilidade exigida”.

Para o responsável da Manpower, falar em escassez de talento, “fará com que os profissionais mais procurados e com competências diferenciadas vejam os seus salários aumentar”. Mas ao contrário, Vítor Antunes admite que “aqueles que não detêm essas competências, verão o seu valor de mercado diminuir, o que vai acentuar a bifurcação salarial entre os dois grupos”

O CEO da EGOR acredita que, em termos comparativos, o setor do turismo “está perfeitamente enquadrado na média nacional” e, dependendo das regiões e se estamos a falar de cadeias nacionais ou internacionais, Afonso Carvalho refere mesmo que “encontramos funções, por exemplo, de gestão, que estão acima da média”. Certo é que para este responsável, o setor “melhorou substancialmente nos últimos anos”, embora destaque a existência de “alguma informalidade que é necessário combater, sobretudo para garantir a proteção e os direitos dos trabalhadores”.

Indústria (ainda) apetecível?
Com a pandemia a ditar, de facto, uma crise nunca antes vista na indústria do turismo, será que esta se mantém apetecível e “segura” para quem estava, está e pretende estar nela? Mara Martinho diz que, além de apetecível (ou não) e (in)segura, “tornou-se mais desafiante”, admitindo que, “quem gosta, não deixou de gostar”.

Outra visão tem, contudo, Vítor Antunes, referindo que a falta de atratividade do setor “é uma consequência inevitável”. No entanto, a médio e longo prazo, e uma vez ultrapassada a crise pandémica, “este continuará a ser um setor muito relevante para o nosso país e um forte empregador”, crê o responsável da Manpower. “Acredito que os modelos de operação poderão evoluir e, por essa via, também o perfil de competências que o setor procurará”, acrescentando ainda que a pandemia veio, também, “questionar o modelo de turismo que será sustentável no futuro, eventualmente, menos massificado”. Nesse sentido, acredita que “assistiremos seguramente a uma evolução no perfil de competências a atrair, tanto técnicas como soft”.

Quanto à retoma da empregabilidade da indústria do turismo e a um cenário pré-COVID, Mara Martinho acredita que tal possa acontecer dentro de um a dois anos, embora Luísa Cardoso, da Randstad, estime que a recuperação “nunca acontecerá antes de 2023”. Por isso, e tendo em conta o tempo que ainda decorrerá até essa recuperação no mercado de trabalho afeto ao turismo, “o foco deverá estar na preparação para este objetivo”. Partindo do pressuposto que essa recuperação será “gradual”, Vítor Antunes conclui que “incerteza” é a palavra dominante, pois grande parte das empresas “dependem de circunstâncias relativas ao ambiente macroeconómico que não tem horizonte temporal definido”.

*Artigo publicada na edição 1437 do jornal PUBLITURIS

Sobre o autorVictor Jorge

Victor Jorge

Mais artigos
Artigos relacionados
Moldávia passa a liderar o Conselho Global de Turismo Médico
Destinos
Portugal Green Travel adquire participação na Geonatour
Distribuição
Boeing prevê procura por mais 44.000 novos aviões até 2043
Aviação
Vinhos do Tejo mostram-se nas praias portuguesas até 13 de agosto
Enoturismo
ACI World e Airbus firmam parceria para reduzir impacto ambiental da aviação
Aviação
NOVA lança Pós-Graduação “Leading Tourism & Hospitality”
Emprego e Formação
Green Breeze alia luxo e sustentabilidade nas águas da Costa de Setúbal, Tróia e Arrábida
Transportes
Lucros da Ryanair caem 46% no 1.º trimestre
Transportes
TTS disponibiliza a funcionalidade EasyPay para agências IATA GoLite
Distribuição
Macau recebe mais de 2,55 milhões de visitantes em junho
Destinos
PUB

Foto: Depositphotos.com

Análise

Negócios no setor das viagens e turismo caem 12,6% no 1.º semestre de 2024

A atividade global de negócios no setor das viagens e turismo continua em queda. Nos primeiros seis meses de 2024 foram realizados menos 12,6% que em igual período de 2023. A Europa foi a exceção onde o volume de negócios aumentou 11,7%.

Publituris

 

 

 

No primeiro semestre de 2024 foram realizados e/ou anunciados, globalmente, 347 negócios no setor das viagens e turismo (incluindo fusões e aquisições, private equity e financiamento de risco), representando uma quebra de 12,6& em comparação aos 397 negócios realizados/anunciados durante o mesmo período de 2023, avança a GlobalData.

A análise do banco de dados de negócios da GlobalData revela que o volume de negócios de M&A (fusões e aquisições) diminuiu 7,4% durante os primeiros seis meses de 2024 em comparação com o período homólogo de 2023, enquanto o número de negócios de financiamento de risco caiu 29,6% na análise do mesmo período. Já o volume de negócios de private equity permaneceu no mesmo nível.

A América do Norte, a Ásia-Pacífico, o Oriente Médio e a África e as regiões da América do Sul e Central testemunharam uma descida anual de 31,7%, 14,5%, 11,1% e 41,7% no volume de negócios durante o primeiro semestre de 2024 em comparação com o primeiro semestre de 2023, respetivamente, enquanto a Europa viu um crescimento anual de 11,7% no volume de negócios.

Da mesma forma, os EUA, China, Austrália e França testemunharam um declínio, na comparação anual, no volume de negócios em 31,5%, 46,4%, 18,8% e 40%, respetivamente, durante o primeiro semestre de 2024 em comparação com o mesmo período do ano anterior. No entanto, mercados como o Reino Unido, Índia e Japão viram os respetivos volumes de negócios crescerem 7,9%, 12% e 18,2% no período em análise.

Aurojyoti Bose, analista principal da GlobalData, refere que, “apesar de se ter registado um declínio a nível global devido a uma diminuição do sentimento de negociação, a tendência foi mista nos diferentes mercados e regiões, com alguns países a contribuírem para a quebra, enquanto outros registaram uma melhoria da atividade acontecendo o mesmo com os tipos de transações abrangidas”.

Foto: Depositphotos.com
Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Análise

IA confere vantagens diferenciadas às empresas de viagens líderes no mercado

As empresas de viagens líderes no setor do turismo têm 68% mais competências de Inteligência Artificial (IA) do que as concorrentes, segundo o estudo “Building the Travel Company of the Future”, realizado pela Boston Consulting Group (BCG), que também revela seis estratégias baseadas em inovação para as empresas de viagens mais atrasadas nesse domínio ganharem competitividade.

Publituris

Estas organizações têm ainda capacidade de oferecer aos seus profissionais 45% mais vantagens diferenciadas, em comparação com as restantes, fatores que lhes permitem ter melhores profissionais, mais eficiência operacional, prestar um serviço de excelência ao cliente e ter um melhor desempenho no mercado, indica o estudo, baseado em inquéritos a 725 executivos de empresas de todas as geografias e abrangendo 24 setores.

O setor do turismo, à semelhança da maior parte das indústrias, está a mudar à medida que as preferências dos consumidores se vão alterando. Atualmente, as viagens são frequentemente planeadas com base na recomendação de influencers das redes sociais, avaliações online ou em anúncios personalizados apresentados por algoritmos. Neste contexto, a concorrência no setor das viagens e as capacidades necessárias para manter a competitividade estão a ser redefinidas.

Apesar das rápidas transformações, o estudo revela que o setor das viagens é um dos mais inovadores e dos mais bem preparados para o futuro. As empresas líderes nesta indústria atingem resultados superiores face às restantes, melhorando a experiência do cliente, a excelência comercial, a inovação operacional e os custos e a resiliência. A sua vantagem em relação à concorrência é particularmente acentuada em duas áreas: no domínio da IA e na diferenciação de gestão de recursos humanos. Primeiro, oferecem vantagens diferenciadas para colaboradores, apostando na melhoria das suas competências e em benefícios como remuneração acima da média e oferta de horários flexíveis para atraírem e reterem os melhores profissionais. Esta estratégia cria vantagens competitivas, considerando que o talento se traduz na oferta aos clientes na forma de uma melhor experiência na reserva e na realização de viagens.

Em paralelo, os líderes neste setor implementam análises avançadas de dados e IA em toda a cadeia de valor. Ao otimizarem a sua cadeia de fornecimento e oferecerem hiperpersonalização, combinam com sucesso capacidades e talento humano e tecnologia avançada, obtendo vantagem face à concorrência.

Entretanto, para se adaptarem às novas exigências dos consumidores, conseguirem cumprir com os objetivos de crescimento e alcançarem as empresas mais inovadoras e líderes de mercado, as empresas de viagens mais tradicionais e mais atrasadas na implementação de inovação devem investir em novas tecnologias, nomeadamente em IA Generativa, de modo a conseguirem personalizar a oferta, criar valor acrescentado e crescer de forma sustentada, observa a análise.

Nesta linha, a BCG recomenda seis ações para as empresas do setor ganharem competitividade, que passam por: alinhar liderança e objetivos; desenvolver estratégias diferenciadas; estabelecer um modelo operacional ágil; criar uma cultura orientada para a inovação; implementar plataformas tecnológicas modernas; apostar na Inteligência Artificial.

Desta forma, ao cultivar práticas superiores de gestão de pessoas e uma cultura baseada na inovação, as empresas de viagens mais atrasadas podem alcançar os líderes do setor e responder melhor às necessidades e preferências dos consumidores, mantendo-se competitivas.

 

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Análise

Viagens empresariais ressurgiram acompanhadas de novas tendências e exigências

As viagens empresariais ressurgiram mais fortes do que nunca, mas acompanhadas de novas tendências e exigências por parte das empresas e dos colaboradores que viajam. Isto é confirmado pelos dados registados pela Consultia Business Travel, empresa especializada na gestão integrada e no aconselhamento das viagens empresariais.

Publituris

A Consultia Business Travel, que apresenta uma radiografia das viagens empresariais, revela novas necessidades por parte das empresas e preferências na experiência de viagem por parte do colaborador. Bleisure, digitalização e controlo são as novas tendências.

Se por um lado, 82% dos trabalhadores querem combinar trabalho e lazer devido a uma necessidade de equilibrar a vida profissional e pessoal, a gestão de despesas de viagens empresariais é prioridade número um para as empresas, enquanto estas exigem, cada vez mais, soluções que permitam aos seus funcionários uma maior escolha e controlo sobre as suas viagens, garantindo simultaneamente uma maior segurança durante as mesmas.

De acordo com os dados da Consultia Business Travel, uma das principais tendências entre os viajantes de negócios é a viagem bleisure, ou seja, viagens que combinam elementos de negócios e lazer, com 82% dos colaboradores a valorizar este tipo de viagem. A razão reside na necessidade crescente de um melhor equilíbrio entre a vida profissional e pessoal. De facto, quando se trata de atrair e reter os melhores talentos, cada vez mais colaboradores valorizam outros atributos para além do salário. É por isso que o bleisure não é apenas uma tendência, mas sim uma estratégia vencedora, pois permite que os funcionários tenham algum tempo livre durante uma viagem empresarial, fazendo com que se aumente a produtividade, a motivação e a lealdade dos colaboradores.

Para este caso, refira-se que o Destinux permite o carregamento de diferentes políticas de viagem para a mesma pessoa, possibilitando a implementação de uma política de bleisure para viagens empresariais. Desta forma, o colaborador que viaja pode prolongar a sua viagem empresarial e ter algum tempo de lazer. Assim, a empresa garante que as políticas corporativas são cumpridas e, ao mesmo tempo, o colaborador obtém o benefício da flexibilidade pessoal.

De facto, a gestão de despesas voltou a surgir como uma prioridade das empresas. Os custos ocultos (como a falta de integração com os sistemas empresariais; a aprovação manual de viagens e a recolha manual de recibos) podem ter um impacto significativo na rentabilidade e produtividade de uma empresa. Por este motivo, as empresas estão a recorrer cada vez mais a soluções tecnológicas integradas, à automatização de processos e à otimização das políticas de viagem, a fim de obterem um maior controlo sobre as despesas totais.

Neste sentido, com o lançamento do Destinux, a solução SaaS da Consultia Business Travel, as empresas têm oportunidade de resolver todos os problemas administrativos, financeiros e de serviço relacionados com a gestão das viagens de negócios das empresas.

Finalmente, as empresas exigem um serviço que permita aos seus colaboradores uma maior variedade de escolha e controlo sobre as suas viagens, garantindo-lhes ao mesmo tempo uma maior segurança durante as mesmas. Perante esta necessidade, a solução integral Destinux, da Consultia Business Travel, oferece um serviço de atenção humana através de um Personal Travel Assistant, um profissional com nome e apelido que permite aos colaboradores resolver possíveis dificuldades ou qualquer incidente durante a sua viagem. Para a empresa, esta solução oferece conetividade com sistemas e empresas de segurança internacionais, como a SOS International, o que proporciona à empresa a tranquilidade de poder atuar em caso de necessidade.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos

traveling luggage in airport terminal building with passenger plane flying over runway

Análise

Viagens e turismo serão uma indústria de biliões de dólares até 2027

Embora tenham demorado três anos para o setor global de viagens e turismo recuperar totalmente após a COVID-19, todo o mercado acelerou o ritmo de crescimento sólido e está a caminho de atingir um novo marco.

Publituris

De acordo com dados apresentados pela Stocklytics.com, a indústria global de viagens e turismo deverá faturar 927 mil milhões de dólares em receitas este ano, 8,3% mais do que em 2023. Este número crescerá 14% e atingirá mais de um bilião de dólares em 2027.

Quatro anos após a chegada da COVID-19, parece que o setor das viagens e do turismo nunca caiu de joelhos, com pessoas em todo o mundo a gastar milhares de milhões de dólares em viagens e férias. Embora a inflação tenha aumentado significativamente os preços do alojamento e dos serviços turísticos, mais de dois mil milhões de pessoas gastarão o seu dinheiro em hotéis, cruzeiros e pacotes de férias este ano, mais 200 milhões do que antes da pandemia.

Com o aumento dos preços e o número crescente de utilizadores, espera-se que todo o mercado registe receitas brutas de 927 mil milhões de dólares em 2024, ou 8,3% mais do que no ano passado. Embora a taxa de crescimento anual caia para menos de 4% nos próximos anos, as viagens e o turismo ainda atingirão um novo marco e tornar-se-ão uma indústria de biliões de dólares.

De acordo com o Statista Market Insights, as pessoas em todo o mundo gastarão 1,03 biliões de dólares em férias e viagens em 2027, ou 14% mais do que este ano. Quase metade desse valor, ou seja, 494 mil milhões de dólares, virá dos hotéis, o maior segmento do mercado. As férias organizadas representarão outros 30% da receita total, o que corresponde 331 bilhões de dólares. Embora os dois setores representem quase 80% da receita total do mercado em 2027, o campismo e os cruzeiros continuarão a ser os segmentos de crescimento mais rápido.

Dados do Statista mostram que o mercado global de camping continuará a crescer ao ritmo de 7,28%, o dobro da indústria hoteleira, e atingirá 60 biliões de dólares em receitas até 2027, acima dos 48 biliões de dólares deste ano. A indústria de cruzeiros segue com uma subida de 5% anualmente, correspondendo a 35 biliões de dólares em receitas em 2027, mais 5 biliões de dólares do que se estima para este ano.

Numa comparação global, a Europa continuará a ser o maior mercado mundial de viagens e turismo, gerando 303 mil milhões de dólares, ou quase um terço da receita total em 2027. A China e os Estados Unidos seguem-se com 223 mil milhões e 217 mil milhões de dólares, respetivamente.

A pesquisa Statista também revelou que todos os segmentos da indústria de viagens e turismo assistirão a um crescimento substancial de utilizadores nos próximos três anos.  Os hotéis alcançarão mais de 1,36 mil milhões de utilizadores em 2027, acima dos 1,26 mil milhões deste ano, segundo as previsões.

O número de pessoas que utilizam alugueres por temporada deverá crescer em 63 milhões e atingir 921 milhões nos próximos três anos. Seguem-se férias organizadas com 580 milhões de utilizadores em 2027, contra 557 milhões este ano. As estatísticas mostram que o mercado de camping verá cerca de 90 milhões de novos consumidores neste período, elevando a contagem total para mais de 371 milhões, enquanto os cruzeiros seguem com um aumento de 32 milhões de utilizadores até 2027.

No geral, espera-se que o mercado de viagens e turismo registe mais de meio milhar de milhões de novos consumidores nos próximos três anos, elevando o seu número total para 2,25 mil milhões.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Análise

EUA, Espanha, Japão, França, Austrália são as maiores economias turísticas do mundo

Um estudo do Fórum Económico Mundial que as economias turísticas mais prósperas do mundo são os Estados Unidos, seguidos de perto pela Espanha, França, Japão e a Austrália, depois a Alemanha e o Reino Unido completam o ranking. Entre os dez primeiros, encontramos também a China, a Itália e, finalmente, a Suíça.

Publituris

“Introduzido pela primeira vez em 2022, o Índice de Desenvolvimento de Viagens e Turismo (TTDI) avalia e mede a gama de fatores e políticas que permitem o desenvolvimento sustentável e resiliente do setor de viagens e turismo, que por sua vez contribui para o desenvolvimento de um país”, está escrito no relatório do FEM, organizador anual do Fórum Económico de Davos.

Este ranking, composto por cinco dimensões, divididas em 17 subcategorias e 102 indicadores, tem em conta o ambiente geral do país (clima de negócios, segurança), políticas que afetam o setor do turismo, infraestruturas, recursos e sustentabilidade ambiental do turismo.

O estudo do Fórum Económico Mundial aponta para desenvolvimentos favoráveis ​​no setor do turismo a nível mundial. “Espera-se que a indústria do turismo global recupere dos níveis baixos da pandemia de Covid-19 e exceda os níveis observados antes da crise”. Isto, segundo o estudo, deve-se em parte a “um aumento significativo da procura em todo o mundo, bem como ao aumento do número de voos disponíveis, à maior abertura internacional e ao aumento do interesse e investimento em sítios naturais e culturais”, indica o índice.

“As economias de alto rendimento da Europa e da Ásia-Pacífico continuam a dominar” o ranking, no qual figuram 119 países de todo o mundo, sublinha o FEM num comunicado de imprensa. Na verdade, entre as 30 primeiras, existem 26 economias de rendimento elevado, das quais 19 estão na Europa, sete na Ásia-Pacífico, três na América e uma (Emirados Árabes Unidos) na região do Médio Oriente e Norte de África (MENA).

“Os resultados destacam que as economias de rendimento elevado continuam geralmente a beneficiar de condições mais favoráveis ​​para o desenvolvimento do turismo e das viagens”, observa o relatório, para acrescentar que são ajudados “por ambientes de negócios propícios, mercados de trabalho dinâmicos, políticas de viagens abertas, fortes infraestruturas de transporte e turismo e desenvolvimento favorável de locais naturais, culturais e outros”. No entanto, “os países em desenvolvimento registaram algumas das maiores melhorias nos últimos anos”, como é o caso da China, que este ano consolidou a sua posição no top 10 (8º).

Superado o choque da pandemia de Covid, os profissionais do turismo enfrentam hoje muitos outros desafios. “Sejam os crescentes riscos macroeconómicos, geopolíticos e ambientais, o aumento do escrutínio das suas práticas de sustentabilidade ou o impacto das novas tecnologias digitais, incluindo big data e inteligência artificial”, enumera o relatório. Mas também “escassez de mão de obra”. Questões que poderão mudar a face do turismo global no futuro.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Análise

Portugueses planeiam fazer férias em família, na praia e em regime de tudo incluído, revela a Revolut

O “Revolut Travel Report”, que apresenta dados sobre as preferências dos europeus quando se trata das férias, revela que Portugal continua a ser o destino preferido, sendo Espanha o país preferido dos portugueses para férias na Europa, e o Brasil, no que diz respeito a paragens mais longínquas.

Publituris

No caso dos portugueses, os resultados do estudo da Revolut, aplicação financeira global utilizada por mais de 40 milhões de clientes em todo o mundo e mais de 1,2 milhões de clientes em Portugal, revelam que a maioria irá fazer as suas férias de verão entre julho e agosto e que pretendem ficar pelo país. Para viagens fora de portas Espanha e Brasil são os destinos preferidos dentro e fora da Europa, respetivamente.

Os portugueses planeiam fazer férias em família, férias na praia e em regime de tudo incluído. No entanto, ainda que sejamos um povo muito ligado ao desporto, principalmente ao futebol, 1% admite ir de férias para acompanhar algum tipo de evento desportivo, indica a análise.

A aplicação perguntou a mais de 15 mil pessoas em 15 países, incluindo mil em Portugal, sobre os seus planos de viagem para o verão e, tal como os portugueses, os europeus também planeiam ir de férias para a praia (45%) e em família (33%).

A conclusão do estudo mostra que a maioria planeia as suas principais férias durante os meses de agosto (36%) e julho (19%). Setembro, que tem sido visto como o mês predileto para quem quer fugir às enchentes de verão, surge em terceiro lugar no pódio, com 13%. O mês dos arraiais, das sardinhas e das festas de rua é também o preferido de 7,8% dos portugueses inquiridos. Para quem gosta de relaxar com pouca gente à volta, os melhores meses para férias são outubro, que reúne 2,7%, dezembro 2% e novembro 1,4%, enquanto 7% dos inquiridos afirmaram não ter planos para fazer férias em 2024.

A análise dá ainda conta que 56% dos portugueses confirmam que “o que é nacional é bom” continua a ser verdade, uma vez que preferem passar as suas férias grandes no próprio país. No entanto, 2 em cada 10 pessoas inquiridas também afirmaram que optariam por umas férias na Europa. Sem surpresas, Espanha é o país mais escolhido pelos portugueses (10%), seguido de Itália (4,3%) e França (2,9%). Quando se trata de viajar para fora da Europa, 8,2% admitem fazê-lo este ano e o destino preferido é o Brasil (2,2%).

Por outro lado, fazer férias no próprio país é algo a que os europeus estão habituados – e até planeiam fazê-lo este ano. Quase metade dos europeus inquiridos admite ficar no país. Os croatas (72%) e os gregos (70%) são os que mais preferem ficar “em casa”, enquanto os suíços (21%) e os austríacos (25%) são os que menos o fazem.

Quanto aos europeus que preferem sair do país, Itália (5,3%), Grécia (4,4%), Espanha (4,3%), Croácia (2,9%) e França (2,3%) são os destinos preferidos. Para os que querem viajar para fora da Europa, os EUA (0,9%), o Egito (0,8%) e a Tailândia (0,5%) são os preferidos.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Análise

Negócios no turismo voltam a cair no 1.º quadrimestre de 2024

De acordo com os dados avançados pela GlobalData, os negócios no setor das viagens e turismo continua em baixa nos primeiros quatro meses deste ano.

Publituris

A atividade de negócios do setor das viagens e turismo caiu 13,5% em janeiro-abril de 2024, face a igual período de 2023, avançam os dados da GlobalData.

O setor das viagens e turismo registou 217 negócios – fusões e aquisições (M&A), private equity e negócios de financiamento de risco – durante janeiro-abril de 2024, em comparação com o anúncio de 251 negócios durante o mesmo período do ano anterior.

Aurojyoti Bose, analista principal da GlobalData, salienta que a atividade de negócios no setor das viagens e turismo permaneceu “moderada”, devido às condições de mercado “incertas e às tensões geopolíticas em curso”, destacando o facto de “várias economias importantes, incluindo os EUA e a China, terem registado um declínio anual no volume de negócios”.

A análise da GlobalData revela que o número de negócios anunciados nos EUA e na China diminuiu 26,4% e 57,1% durante janeiro-abril de 2024 em comparação com o mesmo período de 2023. Outros mercados importantes, como França, Japão e Itália, também registaram um declínio anual no volume de negócios. Já o volume de negócios para o Reino Unido, Coreia do Sul e Espanha permaneceu o mesmo.

De resto, de acordo com os dados da consultora, a maioria das regiões registou uma atividade de negócios moderada. O volume de negócios na América do Norte, Ásia-Pacífico, Médio Oriente e África e América do Sul e Central registou um declínio, enquanto na Europa se manteve praticamente inalterado.

Bose conclui que se assinalou uma “situação mista para diferentes tipos de negócios, com as fusões e aquisições a registarem um declínio, enquanto o volume de negócios de private equity apresentou melhorias durante janeiro-abril de 2024.”

Assim, o número de fusões e aquisições e de financiamento de risco diminuiu 9,4% e 31,7%, respetivamente, durante janeiro-abril de 2024 em comparação com janeiro-abril de 2023, enquanto o volume de negócios de private equity cresceu 37,5%.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos

Foto: Depositphotos.com

Análise

Turismo mundial deverá valer 11,5 biliões de euros, em 2032

Segundo contas da Custom Market Insights, o valor do turismo a nível global deverá atingir, em 2032, os 11,5 biliões de euros, com uma taxa de crescimento média anual na ordem dos 3,7%.

Publituris

Depois do World Travel & Tourism Council (WTTC) ter avançado, no mais recente Economic Impact Research (EIR), que o valor da indústria do turismo a nível global deveria atingir os 14,8 biliões de euros, em 2034, com um peso de 11,4% no Produto Interno Bruto (PIB) mundial, a empresa de estudos de mercado Custom Market Insights (CMI) vem revelar que, em 2032, a indústria do turismo deverá gerar um valor de 11,5 biliões de euros, depois de, em 2023, ter atingido os 8,3 biliões de euros.

Segundo a CMI, “os principais intervenientes, como a Expedia, a Airbnb e as cadeias de hotéis, influenciam o mercado, enquanto tendências como as viagens sustentáveis, a transformação digital e as experiências locais moldam a sua trajetória” para a empresa, o mercado é “sensível às condições económicas, aos acontecimentos geopolíticos e às crises sanitárias.

Considerando que se trata de um setor “dinâmico” que evolui continuamente, impulsionado pelas “preferências dos consumidores, pelos avanços tecnológicos e por considerações ambientais, desempenhando um papel vital nas economias globais e no intercâmbio cultural”, a CMI aponta alguns fatores que irão moldar as oportunidades futuras para e no setor.

Transformação digital: A integração de tecnologias avançadas, incluindo plataformas de reserva online, aplicações móveis e experiências virtuais, melhora a experiência geral do viajante, simplificando e personalizando o processo de reserva e de viagem.

Aumento dos viajantes de classe média: O crescimento da classe média, particularmente nos mercados emergentes, alimenta o aumento da procura turística, uma vez que mais pessoas podem pagar viagens domésticas e internacionais, impulsionando o mercado global.

Turismo sustentável e experimental: A mudança para experiências de viagem sustentáveis e experienciais reflete a alteração das preferências dos consumidores, com os viajantes a procurarem destinos e atividades autênticos, amigos do ambiente e culturalmente imersivos.

Globalização e conetividade: A melhoria das infra-estruturas de transporte e o aumento da conectividade através de companhias aéreas e plataformas digitais contribuem para a globalização do turismo, tornando diversos destinos mais acessíveis a um público mais vasto.

Turismo de saúde e bem-estar: A crescente atenção dada à saúde e ao bem-estar representa uma oportunidade para o mercado do turismo. Os viajantes procuram destinos e experiências que promovam o bem-estar, incluindo retiros de spa, resorts de bem-estar e atividades centradas na natureza.

Turismo gastronómico: O turismo gastronómico oferece uma oportunidade para o setor do turismo capitalizar o interesse crescente pela gastronomia. Os viajantes dão cada vez mais prioridade a destinos conhecidos por experiências culinárias únicas, cozinhas locais e eventos relacionados com a comida, contribuindo para o crescimento deste segmento de mercado de nicho.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Análise

Páscoa em março acelerou crescimento da atividade turística

Os bons resultados da atividade turística em Portugal verificados em março foram influenciados pelo efeito de calendário do período de férias da Páscoa, que este ano se repartiu entre março e abril, enquanto em 2023 se concentrou apenas em abril, realçam dados do INE conhecidos esta segunda-feira.

Publituris

De acordo com o INE, em março último, o setor do alojamento turístico registou 2,3 milhões de hóspedes e 5,7 milhões de dormidas, correspondendo a crescimentos de 12,2% nos hóspedes (+7,1% em fevereiro) e 12,8% nas dormidas (+6,4% no mês anterior). No período em análise, as dormidas de residentes cresceram 10,3%, correspondendo a 1,6 milhões, enquanto as de não residentes subiram 13,8%, totalizando 4,1 milhões.

De entre os estrangeiros que visitaram o nosso país durante o mês de março, o INE indica que o britânico foi o principal mercado emissor em março, tendo registado um crescimento de 9,3%, seguido da Alemanha, que cresceu 12,1%, e da Espanha, que registou o maior crescimento entre os principais mercados no mês analisado, com uma subida de +47,5%. No grupo dos 10 principais mercados emissores, que representaram 75,6% do total de dormidas de não residentes em março, destacaram-se ainda o irlandês, canadiano e norte americano pelos crescimentos mais significativos, +30,7%, +27,5% e +23,9%, respetivamente, face ao mesmo mês do ano anterior.

Já no que diz respeito às regiões, todas registaram acréscimo de dormidas, com maior expressão no Oeste e Vale do Tejo (+29,4%), Centro (+23,1%) e Alentejo (+21,0%). As subidas mais modestas tiveram lugar na Região Autónoma da Madeira (+4,1%) e na Grande Lisboa (+8,9%). As dormidas de residentes apresentaram crescimentos em todas as regiões, com exceção da Região da Madeira (-12,9%) e da Grande Lisboa (-2,4%).

A ocupação nos estabelecimentos de alojamento turístico aumentou em março, para 42,2% e 51,7%, nas taxas líquidas de ocupação cama e ocupação quarto, respetivamente.

Quando o INE analisa os resultados do primeiro trimestre de 2024 conclui que as dormidas aumentaram 7,1%, +3,9% nos residentes e +8,7% nos não residentes, enquanto os hóspedes cresceram 7,7%.

Nos primeiros três meses deste ano, entre os 10 mercados com maior número de dormidas, destacaram-se os crescimentos dos mercados canadiano (+24,2%), polaco (+22,7%) e norte-americano (+18,1%), enquanto os mercados francês e brasileiro registaram os maiores decréscimos (-8,3% e -4,5%, respetivamente).

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Análise

Negócios no setor das viagens e turismo caíram 14,9%

A GlobalData, empresa especializada em dados e análises, dá conta de que no primeiro trimestre de 2024 o setor das viagens e turismo registou uma descida no número de negócios celebrados face ao período homólogo. Se as maiores descidas foram verificadas na América do Norte e na Europa, o volume de negócios na região da Ásia-Pacífico permaneceu praticamente estável.

Publituris

Durante o primeiro trimestre de 2024 o setor das viagens e turismo registou 165 negócios a nível mundial, entre fusões e aquisições, private equity (PE) e negócios de financiamento de risco. Este valor representa uma queda de 14,9% face ao primeiro trimestre de 2023, altura em que se registaram 194 negócios, de acordo com a GlobalData, empresa especializada em dados e análises.

“A descida do número negócios na América do Norte e na Europa, que coletivamente representaram cerca de dois terços do número total de negócios anunciados globalmente durante o primeiro trimestre de 2024, impulsionou o declínio geral no volume de negócios”, refere Aurojyoti Bose, analista líder da GlobalData, em nota de imprensa.

Enquanto na América do Norte a descida do número de negócios foi de 26,2%, a Europa registou um declínio de 12,3% neste indicador durante o primeiro trimestre de 2024, em comparação com o primeiro trimestre de 2023.

As regiões da América do Sul e Central, bem como do Médio Oriente e África, também verificaram uma descida no volume de negócios durante o primeiro trimestre de 2024. Por outro lado, o volume de negócios na região da Ásia-Pacífico permaneceu praticamente estável.

Vários mercados-chave em todas as regiões mundiais registaram uma atividade de transações moderada, como foi o caso dos Estados Unidos da América, que registou uma descida de 21,7% no primeiro trimestre de 2024 face ao período homólogo, Reino Unido (descida de 30%), China (66,7%), França (27,3%) e Japão (28,6%).

Uma análise do banco de dados de negócios da GlobalData revelou que o volume de negócios para fusões e aquisições, bem como negócios de financiamento de risco, diminuiu 14,2% e 29,2%, respetivamente, durante o primeiro trimestre de 2024 em comparação com o primeiro trimestre de 2023, enquanto o número de negócios de private equity registou “algumas melhorias”.

Em comunicado, a Global Data ressalva que os dados podem sofrer alterações, caso algumas transações sejam acrescentadas a meses anteriores devido a um atraso na divulgação de informações no domínio público.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
PUB
PUB
PUB
PUB
PUB
PUB
PUB
PUB
PUB
PUB
PUB
PUB

Navegue

Sobre nós

Grupo Workmedia

Mantenha-se informado

©2024 PUBLITURIS. Todos os direitos reservados.