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Turismo do Centro posiciona-se “aqui, entre nós”

A nova campanha do Turismo do Centro pretende posicionar a região como destino nr.º 1 dos portugueses, vender e fidelizar.

Victor Jorge
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Turismo do Centro posiciona-se “aqui, entre nós”

A nova campanha do Turismo do Centro pretende posicionar a região como destino nr.º 1 dos portugueses, vender e fidelizar.

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O Turismo do Centro apresentou esta quarta-feira, 28 de abril, a nova campanha promocional “aqui, entre nós” com a qual pretende atrair o turista português a visitar a região, tornando-a “no primeiro destino de férias dos portugueses”.

Na conferência de imprensa que marcou o lançamento da campanha, Pedro Machado, presidente do Turismo do Centro, referiu que o objetivo é “marcar a agenda”. Além disso, existem três grandes pilares definidos para esta promoção da região com o “aqui, entre nós”: “posicionamento, venda e fidelizar os portugueses”, avançou Pedro Machado.

No primeiro caso, o objetivo é posicionar a região Centro como o primeiro destino dos portugueses na Primavera, Verão e Outono 2021. Pelo menos! Porque, de acordo com as palavras do presidente do Turismo do Centro, “esta campanha poderá ir mais além”, ou seja, entrar por 2022.


Em segundo lugar, vender e, com isso, “almofadar as perdas”. Isto é, “ajudar as empresas e empresários do alojamento e restauração” a recuperarem parte do que perderam com a crise pandémica vivida desde março de 2020, recordando, Pedro Machado que “ao longo deste período difícil, mantivemos o destino vivo”.

Por último, a fidelização dos portugueses a uma região que não é uma região só de interior, mas que apresenta a maior costa marítima nacional com quase 300 quilómetros de extensão e 81 praias com bandeira azul.

A ideia da nova campanha do Turismo do Centro foi, de resto, reforçada por Catarina Pestana, Chief Creative Officer da Bang Bang Agency, agência responsável pelo conceito da campanha, ao explicar a base conceptual da campanha, sublinhando que assenta na “diversidade da região” e que exprime “a autenticidade e cumplicidade que aproxima as pessoas e faz com que as relações durem no tempo”.

Por isso mesmo, aparecem como pilares estratégicos, bem patentes em todo o material desta campanha, a autenticidade, natureza e espiritualidade.

Mas não se pense que esta campanha pretende somente impactar o mercado interno? Embora na vertente externa, Pedro Machado tenha deixado claro que existem entidades responsáveis por essa estratégia, “há uma proximidade com algumas regiões de Espanha” que poderá ser aproveitada.

Porque, depois de janeiro e fevereiro de 2020 terem apresentado crescimentos superiores aos meses homólogos de 2019, para os meses que aí vêm, “perder menos do que se perdeu em 2020 é um dos grandes objetivos”.

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Comunicação é um dos pontos-chave na retoma do turismo

Embora todos reconheçam vários aspetos a ter em conta na retoma do turismo, a comunicação é chave. Por isso, os players da área têm de estar muito bem preparados, admitindo-se que “o agente tem de saber mais do que o passageiro que pesquisa tudo na internet”.

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*texto Beatrice Teizen

O segundo painel do seminário luso-brasileiro, promovido pela Airmet Brasil e Portugal, que teve no Panrotas Brasil e Publituris os media partners e moderadores, abordou o tema distribuição e as principais mudanças nas relações e desafios na nova era para o turismo após o início da pandemia de COVID-19. Um dos pontos-chave levantados foi a importância da comunicação – clara – com os consumidores.

“Percebemos que a questão da comunicação iria mudar inevitavelmente. Havia muito uma cultura em Portugal de as lojas de shopping, de rua etc., terem um funcionamento um pouco inflexível. E, do dia para noite, tudo mudou. Passamos a sentir uma proximidade muito maior com os clientes e, por mais afastados que estivéssemos do ponto de vista físico, na tecnologia estávamos muito próximos. No Brasil é diferente, os relacionamentos são muito mais calorosos. Temos que começar a desenvolver competências nessa área. Temos todo o conhecimento, expertise, todas as condições para prestar um serviço de excelência, mas temos muita dificuldade em comunicar isso. Mudámos a nossa forma de nos relacionar”, afirmou o diretor-geral da Airmet Brasil e Portugal, Luís Henriques.

Informação e capacitação
O atendimento dos agentes também foi transformado, e, mais do que nunca, o agente tem de possuir todas as informações e respostas às dúvidas dos passageiros na ponta da língua. Para isso, capacitações, profissionalização e disseminação de conhecimento são fundamentais.

“Precisamos de estar muito mais atualizados e lembrar que informação nem sempre é conhecimento. Estamos na era digital, mas percebemos que existia muito mais informação do que conhecimento e prática. Por isso, a capacitação e preparação da equipa e dos parceiros devem ser evidenciadas. Além disso, a cultura organizacional, junto à empatia e necessidade desse mercado devem ser um tripé que precisa ser muito bem trabalhado”, afirmou Fabiana Lima, CEO e fundadora da Club Turis.

O diretor da Lusanova Brasil, Daniel Marchante, destacou, por sua vez, a necessidade do mercado proporcionar webinars com informações sobre os destinos, por exemplo, para que os agentes de viagens estejam munidos de todas as informações necessárias.

“O agente tem de estar muito bem preparado e informação é a palavra-chave. O agente precisa saber mais do que o passageiro que pesquisa tudo na internet. Se não, pode perder esse viajante para o on-line. Ter o conhecimento do destino, do produto, é fundamental até para o futuro do nosso negócio e mercado, considerou Marchante.

“Parceirar”
Com a pandemia, surgiu um novo consumidor e, também, por que não, uma nova palavra. “Parceirar” quer dizer que, sem parcerias, o mercado não consegue caminhar e é muito mais demorado e difícil para se chegar ao objetivo.

“Escolher os nossos parceiros é um sucesso muito mais acertado. Colaboração, ‘parceirar’ e contar com o apoio vai fazer toda a diferença. Precisamos de bons parceiros, bons profissionais, melhorar a nossa comunicação”, salientou Fabiana Lima.

Para finalizar, a CEO da Club Turis admite que “é muito mais do que tecnologia, estamos a caminhar para um atendimento próximo, uma cultura humanizada. Além de recursos tecnológicos, precisamos de empatia, operação consultiva. E ‘parceirar’ significa isso, essas escolhas assertivas”, concluiu Fabiana Lima.

Finalmente, Aroldo Schultz, diretor da Schultz Brasil e Portugal, considerou que “o sentimento de trabalhar em conjunto para prosperar é o mesmo”, referindo ainda que “quem conseguiu se manter, respeitar os agentes, o consumidor, selecionar os fornecedores certos, vai ter muito futuro”.

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Portugal arrecada 26 prémios na gala europeia dos World Travel Awards

Portugal conquistou 26 prémios na gala europeia dos ‘Óscares do turismo’, que decorreu esta sexta-feira, 22 de outubro, e na qual Algarve, Madeira e Açores foram destaque.

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Na última edição da gala europeia dos World Travel Awards (WTC), considerados os óscares do turismo, Portugal arrecadou 26 galardões, com destaque para o Algarve, Madeira e Açores, que foram considerados os melhores destinos de praia, insular e de aventura da Europa, respetivamente.

A cerimónia de atribuição dos prémios, que distinguem o melhor do turismo na Europa a cada ano, decorreu à meia-noite desta sexta-feira, 22 de outubro, e voltou a colocar Portugal em destaque, já que também o Porto de Lisboa foi eleito, pela sétima vez consecutiva, como o melhor porto de cruzeiros da Europa.

Já a TAP foi distinguida como melhor a melhor companhia aérea nas ligações entre a Europa e a América do Sul, assim como entre a Europa e África; o Turismo de Portugal foi eleito como o melhor organismo oficial de turismo e o Dark Sky Alqueva recebeu um prémio de Turismo Sustentável.

Nos cruzeiros, a DouroAzul ganhou na categoria de melhor empresa europeia de cruzeiros e os Passadiços do Paiva também voltaram a ser distinguidos, vencendo nas categorias de melhor atração turística da Europa e melhor projeto de desenvolvimento turístico.

Na hotelaria, os prémios também foram vários e distinguiram unidades de norte a sul, começando logo na Amazing Evolution, que foi considerada o melhor operador de hotéis boutique da Europa.

Já o Pestana CR7 Lisboa ganhou na categoria de melhor hotel lifestyle da Europa, categoria em que também o Conrad Algarve foi distinguido ao nível dos resorts, enquanto o Valverde Hotel foi considerado o melhor boutique hotel de luxo e o Vila Vita Parc arrecadou o galardão de melhor hotel com villas de luxo.

Destaque ainda para o The Lake Resort, que ganhou o prémio enquanto melhor resort lifestyle de luxo, e o Dunas Dourada Beach Club, que foi considerado o melhor espaço de resort e villas de luxo.

O Cascada Wellness Resort foi ainda distinguido como melhor resort europeu para o segmento desportivo, o Hotel 1908 Lisboa foi considerado o melhor hotel de design da Europa e o Club Med da Balaia foi eleito o melhor resort 'tudo incluído'.

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BTL 2022 arranca dentro de 145 dias

De acordo com Pedro Braga, diretor-geral Adjunto da Fundação AIP, a BTL 2022 assentará em quatro vetores: internacionalização, reforço da representação nacional, formação e o BTL LAB. Além disso, também a venda direta ao consumidor final será “mais abrangente”.

Victor Jorge

A 145 dias do arranque do evento, foi apresentada a mais importante feira do setor do turismo em Portugal. A Bolsa Turismo Lisboa 2022 terá lugar na Feira Internacional de Lisboa (FIL) de 16 a 20 de março, num evento que, segundo o presidente da Fundação AIP, Jorge Rocha de Matos, será “forçosamente diferente”, mas que assume, “enquanto Fundação AIP temos a responsabilidade e o desafio de dar o apoio a todos os setores de atividade da nossa economia, neste caso particular, ao turismo”.

O presidente da Fundação AIP reconheceu, durante a apresentação oficial da BTL 2022 que “temos uma maratona pela frente”, admitindo que “temos de vencê-la”.

Certo é que “os negócios fazem-se de forma direta e de olhos nos olhos”, salientando Rocha de matos que “vamos voltar a colocar o turismo no local que merece”.

Do lado mais operacional, Pedro Braga, diretor-geral Adjunto da Fundação AIP, começou por referir que a BTL “é a montra do turismo nacional”, querendo afirmá-la, desde já, como “o marketplace do turismo em Portugal”.

Certo é que a BTL 2022 assentará em quatro vetores. O primeiro é a internacionalização, ficando Pedro Braga o objetivo de “não ter o maior programa de buyers na Europa, mas sim o melhor e de maior valor acrescentado”, referindo que “conta com a ajuda de todos para cumprir esse objetivo”.

Para já, será colocada no terreno uma campanha de promoção, ou melhor, de notoriedade que, segundo a organização, “terá como finalidade atrair novos países”.

De resto, o objetivo principal é, “no prazo de 10 anos, colocar a BTL a ser considerada como uma das maiores feiras internacionais do turismo”.

Admitindo que o pretendido é ter “uma forte representação presencial”, até porque, segundo Pedro Braga, “não nos revemos no digital, apesar de sabermos da sua importância”, o responsável salienta que “nada substitui o face-to-face”.

Como segundo vetor aparece o reforço da representação nacional, apostando-se na diversificação e diferenciação, apresentando Pedro Braga como terceiro vetor a formação, numa altura em que os recursos humanos assumem uma importância capital. Finalmente, o reforço do BTL LAB foi exposto como o quarto vetor, havendo um último ou adicional que coloca um reforço extra na venda direta ao consumidor final, oferta essa que, segundo Pedro Braga terá de ser “mais abrangente”.

De resto, a BTL 2022 apresenta Anadia como município convidado, enquanto Porto e Norte será o destino nacional convidado. A nível internacional, o destino convidado da edição de 2022 será a República Dominicana.

 

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CEO da United Airlines antevê subida do preço dos bilhetes devido ao custo do combustível

O CEO da United Airlines, Scott Kirby, alerta que “os preços mais altos do combustível da aviação levam a preços mais altos nos bilhetes”.

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O CEO da United Airlines, Scott Kirby, considera que a subida do preço dos combustíveis deverá levar a um aumento do preço dos bilhetes na aviação e admite que também a companhia aérea norte-americana deverá "passar por isso".

"Os preços mais altos do combustível da aviação levam a preços mais altos nos bilhetes”, afirmou o responsável esta quarta-feira, 20 de outubro, em entrevista à televisão norte-americana CNBC.

De acordo com o responsável, o preço do combustível está a bater todos os recordes e, no caso da aviação, ultrapassou mesmo, esta terça-feira, os 2,32 dólares por galão, bastante acima dos 2,02 dólares que eram pagos no quatro trimestre de 2019, antes da COVID-19, ou dos 2,14 dólares por galão no terceiro trimestre deste ano.

Apesar da subida, Scott Kirby diz que é "normal" que os preços subam com o aumento da procura, embora se mostre preocupado com o impacto deste aumento de preços nos resultados da aviação.

Ainda assim, o CEO da United Airlines acredita na recuperação do setor, até porque se espera um aumento das reservas para o fim-do-ano e em resultado do alivio das restrições às viagens nos EUA.

Scott Kirby mostra-se também confiante nos resultados da United Airlines, uma vez que a companhia aérea norte-americana conta reduzir, em 2022, os custos face a 2019, com exceção dos custos com o combustível.

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Nova vaga alastra na Europa sobretudo em regiões com menos vacinação

Tudo indica que uma nova vaga da COVID-19 está a ganhar terreno na Europa, destacando-se os países com taxas de vacinação mais baixas.

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Uma nova vaga da COVID-19 está a ganhar terreno em toda a Europa e a atingindo sobretudo os países com taxas de vacinação baixas, mas também os jovens, e obrigando os governos a reimpor restrições.

A situação é sentida com mais impacto no centro e leste europeu, onde os níveis de vacinação seguem o cenário russo e se mantêm baixos.

Naquela zona, a Ucrânia, a Letónia, a Roménia, a Bulgária, a República Checa, a Polónia, a Sérvia e a Croácia são os países onde o aumento das infeções está a pressionar mais os sistemas de saúde e a alarmar o resto da Europa.

Ucrânia 
Na terça-feira, 19 de outubro, a Ucrânia, onde apenas 16% da população está vacinada, registou um recorde de 538 mortes e 15.579 novos infetados em 24 horas.

Desde o início da pandemia, mais de 61.000 pessoas morreram oficialmente devido ao coronavírus na Ucrânia, pelo que o país, onde vivem 45 milhões de habitantes, é proporcionalmente um dos que mais mortes apresenta na Europa.

O Governo de Kiev decidiu, face à situação, voltar a adotar restrições em eventos públicos e salas de espetáculos.

Letónia
Também a Letónia, um dos países com menor taxa de vacinação na União Europeia, decidiu voltar ao confinamento – durante cerca de um mês – e ao recolhimento obrigatório face ao agravamento do número de infeções por COVID-19.

Na segunda-feira, 18 de outubro, o Centro de Prevenção e Controlo de Doenças da Letónia avançou que a taxa de incidência da doença no país é de 864 pessoas por cada 100.000 habitantes, constituindo atualmente uma das mais altas do mundo.

Roménia
A Roménia, que até agora só conseguiu vacinar um terço dos seus 19 milhões de habitantes, apresenta atualmente a segunda taxa mais alta do mundo em termos de mortes por tamanho de população, registando 18 vítimas mortais por cada milhão de pessoas.

Bulgária 
A baixa taxa de vacinação também está a afetar a Bulgária que, na terça-feira, 19 de outubro, registou quase 5.000 novas infeções em 24 horas, o maior número desde março passado, enquanto 214 pessoas morreram de COVID-19 num único dia.

A Bulgária continua no último lugar da lista de países da União Europeia em termos de população vacinada, com apenas 23,9% das pessoas com o esquema completo.

Por isso, o Governo admitiu estar a ponderar a introdução de novas restrições, como limitar o acesso a eventos desportivos, culturais e de lazer apenas a pessoas vacinadas, curadas ou com um teste de coronavírus negativo.

República Checa 
A República Checa foi também atingida por um aumento acentuado do número de infetados, contabilizando, na terça-feira, 19 de outubro, 3.246 novos casos em 24 horas, o que representa mais do dobro dos casos diários na semana anterior.

O valor constituiu um recorde desde 20 de abril e levou o Governo a reintroduzir medidas restritivas para controlar a pandemia, como o uso obrigatório de máscaras faciais em locais de trabalho e escolas.

Polónia 
Mais drástico foi o ministro da Saúde da Polónia que, perante a duplicação do número de novos casos em 24 horas registada na quarta-feira, 20 de outubro, propôs que a polícia passe a emitir multas em vez de “simplesmente repreender os cidadãos que não cumpram as restrições”.

Segundo o ministro, Adam Niedzielski, a Polónia está a viver uma “explosão pandémica”, com 5.559 novos infetados e 75 mortos entre terça e quarta-feira, o que, alertou, “vai obrigar a tomar medidas drásticas”.

A campanha de vacinação na Polónia está estagnada há alguns meses e apenas 52% dos polacos têm o esquema já completo.

Sérvia 
Após várias semanas a ultrapassar os vários milhares de novas infeções diárias e as cerca de 50 mortes por dia, a Sérvia decidiu, na quarta-feira, 20 de outubro, adotar os passes covid-19 para locais de entretenimento fechados, como restaurantes, bares e discotecas.

A primeira-ministra sérvia, Ana Brnabic, disse que a nova medida entra em vigor no sábado e será aplicada a partir das 22h00.

A decisão foi também tomada na sequência de vários pedidos de especialistas médicos para que as autoridades imponham restrições severas face às baixas taxas de vacinação no país.

A Sérvia já soma mais de 1 milhão de infetados e quase 10.000 mortes no país desde o início da pandemia, mas só cerca de metade dos adultos estão vacinados.

Croácia 
As infeções pelo coronavírus SARS-Cov-2 também têm aumentado na Croácia, onde foram registados, na quarta-feira, mais de 3.000 novos casos em 24 horas, atingindo o maior número dos últimos meses.

O número representa uma subida de cerca de 1.000 doentes em relação à média diária contabilizada na semana passada.

A Croácia também tem uma taxa de vacinação de cerca de 50% de sua população adulta, mas, segundo a imprensa local, as pessoas começaram, na quarta-feira, a fazer filas nos locais de vacinação da capital, Zagreb, após a divulgação do aumento mais recente do número de novos infetados.

Rússia 
A nova vaga no leste da Europa parece refletir o que se passa na Rússia, onde os números associados à pandemia continuam a bater recordes diários, com o país a registar mais de mil mortes diárias causadas pela COVID-19.

Até ao momento, 47,2 milhões de russos receberam as duas doses da vacina contra a COVID-19 em todo o país, ou seja, menos de um terço da população, tendo o organismo de saúde pública do país defendido, esta semana, a necessidade de adotar aquilo que chamou “dias não úteis”, ou seja, sem trabalho, para combater os contágios.

Em Moscovo, a cidade onde a situação é mais grave, serão, pela primeira vez, adotados confinamentos para aqueles com mais de 60 anos e ainda não vacinados.

Reino Unido
O Reino Unido registou, na terça-feira, 19 de outubro, 223 mortes por COVID-19 em 24 horas, o maior número diário desde março e que confirmou o aumento sustentado das últimas semanas.

O surto está concentrado nos menores de 20 anos não vacinados, mas está a espalhar-se também para os seus pais de meia-idade, aumentando gravemente as hospitalizações.

O diretor executivo da confederação do NHS (o serviço inglês de saúde pública), Matthew Taylor, pediu na quarta-feira ao Governo britânico que restabeleça restrições face ao aumento contínuo de casos e consequente pressão sobre os hospitais, sobretudo numa altura em que está a chegar o inverno.

Perante os indícios de nova vaga de COVID-19, o Governo britânico admitiu ter se de preparar para “um inverno difícil”, mas afastou a possibilidade de voltar a adotar as restrições já suspensas.

A Irlanda, por seu lado - que já vacinou quase 90% das pessoas com mais de 12 anos - decidiu adiar o levantamento, agendado para a próxima semana, de algumas medidas de restrição e manter a obrigação de usar máscara em espaços interiores, como discotecas, lojas e transportes públicos.

Países Baixos
Outro país da Europa ocidental que está a viver um ressurgimento da COVID-19 é os Países Baixos, que registou um crescimento de 44% no número de novos infetados na semana passada.

As autoridades sanitárias locais registaram 25.750 novos casos de COVID-19 nos últimos sete dias, face aos 17.850 contabilizados na semana anterior, aumento que aconteceu sobretudo nas regiões de maioria calvinista, onde as taxas de vacinação são muito mais baixas.

Para já, não estão a ser ponderadas novas medidas restritivas de combate ao surto. (Lusa)

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Agosto faz disparar receitas turísticas mas ainda longe dos valores de 2019

Segundo o Banco de Portugal (BdP), em agosto, as receitas turísticas dispararam e cresceram 48,3%, somando 2.014,00 milhões de euros, mas ainda ficam 32,5% abaixo de igual mês de 2019.

Inês de Matos

As receitas turísticas dispararam em agosto e cresceram 48,3%, somando 2.014,00 milhões de euros, valor que, no entanto, continua 32,5% abaixo dos 2.982,98 milhões de euros apurados em igual mês de 2019, quando a pandemia ainda não se fazia sentir, de acordo com os dados divulgados esta quarta-feira, 20 de outubro, pelo Banco de Portugal (BdP).

Os dados do BdP mostram que, em agosto, as receitas turísticas, que se encontram pelos gastos dos turistas estrangeiros em Portugal, subiram 74,8% face ao valor apurado no mês anterior, quando este indicador se tinha ficado pelos 1.152,38 milhões de euros, o que corresponde a um aumento de 861,62 milhões de euros.

"O crescimento das exportações de viagens e turismo (48,3%) foi o que mais contribuiu para o aumento do excedente da balança de serviços", indica o BdP, no comunicado divulgado com os números de agosto.

Tal como as exportações, também as importações turísticas, que resultam dos gastos dos portugueses no estrangeiro, aumentaram em agosto e cresceram 46,7%, passando de um total de 338,65 milhões de euros no oitavo mês do ano passado para 496,66 milhões de euros em agosto de 2021.

Face a agosto de 2019, continua, no entanto, a existir uma quebra nas importações do turismo e que chega aos 17,3%, uma vez que, no oitavo mês do último ano antes da pandemia, as exportações somavam 600,98 milhões de euros, o que indica uma descida de 104,32 milhões de euros.

A subir esteve também o saldo da rúbrica Viagens e Turismo, que chegou aos 1.517,33 milhões de euros, num aumento de 48,8% face aos 1.019,78 milhões de euros apurados em agosto de 2020. Ainda assim, em comparação com agosto de 2019, também o saldo desta rubrica continua a apresentar uma descida, que chegou aos 36,3%, uma vez que, nessa altura, o montante do saldo era de 2.382,00 milhões de euros.

O BdP diz ainda que "as receitas de turistas provenientes de França, Espanha e Reino Unido, os três principais países de origem das receitas de turistas não residentes, apesar de continuarem aquém dos níveis pré-pandemia (agosto de 2019), aumentaram em relação a julho de 2021 e a agosto de 2020".

No caso de França, as receitas turísticas somaram 615,27 milhões de euros, enquanto as receitas provenientes de turistas espanhóis alcançaram os 320,87 milhões de euros e o mercado do Reino Unido gerou receitas de 223,6  milhões de euros.

No acumulado do ano até agosto, as receitas turísticas somam 5.554,12 milhões de euros, valor que já ultrapassa o registado em igual período de 2020, quando este indicador ficou nos 5428,41 milhões de euros, o que traduz um aumento modesto de 2,3%.

No entanto, em comparação com o acumulado até agosto de 2019, a descida continua a ser bastante expressiva e traduz uma quebra de 56,1%, já que, nessa altura, o valor acumulado das receitas turísticas chegava aos 12,662,77 milhões de euros.

 

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Rui Alves (Flytour Gapnet): “A experiência negativa dos consumidores com o suporte na venda on-line levou a uma valorização do papel do intermediário”

Para o diretor da consolidadora brasileira Flytour Gapnet, Rui Alves, a previsão passa por “um retorno aos modelos de uso de ‘hubs’ para receção de voos longos e distribuições regionais com mais escalas, tudo em nome de maior produtividade”.

Victor Jorge

Rui Alves, diretor da consolidadora brasileira Flytour Gapnet, não prevê tempos fáceis e admite um “redesenho de oferta de voos e uma busca de melhoria de performance, de modo a alcançar economia de custos”. Certo é que foi dado ao agente de viagens “um papel relevante de consultor e solucionador de problemas não só para os passageiros, como também para as próprias companhias aéreas”.

Conhecido o impacto que a pandemia teve no setor da aviação, que preocupações passaram a ter as companhias aéreas que anteriormente não tinham ou que eram secundárias? Mais segurança, mais proximidade, mais e melhores serviços, mais rotas, aviões mais sustentáveis, etc.?
Entendo que a indústria de aviação ao mesmo tempo que teve de encontrar alternativas de sobrevivência neste duro período da pandemia, teve ainda de olhar para dentro e repensar o negócio no momento em que começou a existir alguma retoma de atividade. A mudança do perfil de comprador com predominância do passageiro de lazer e com advance purchase curto, deixa a indústria com a difícil tarefa de refazer o seu preço que, na maioria dos players, contava com o passageiro corporativo como determinante na sua receita.

O cenário inverte-se e projeta uma diminuição do segmento corporativo em viagens. Alguns falam em quebras de 25 a 30%, mas pouco se sabe ainda de como será o hábito de compra deste segmento. Nalguns mercados existe mesmo a projeção de um cenário de 50% de passageiros de lazer e 50% de passageiros corporativos o que levará a um redesenho de oferta de voos e a uma busca de melhoria de performance, de modo a alcançar economia de custos. Não prevejo mais rotas, mas sim um retorno aos modelos de uso de hubs para receção de voos longos e distribuições regionais com mais escalas, tudo em nome de maior produtividade. Um bom exemplo desta tendência foram os recentes aproveitamentos dos A380 que estavam condenados a serem encostados.

Como vê o futuro da consolidação aérea depois da pandemia?
Vejo espaço na continuidade da consolidação aérea com as companhias norte-americanas como principais players, pois estão a sair em primeiro do momento mais crítico e fortalecendo-se graças a retoma do seu mercado doméstico. Na Europa, parece ser mais difícil esta tendência, agora com a maior presença do Estado como investidor. Já as companhias do Médio Oriente e Ásia encontram-se num momento de redefinição dos seus projetos.

Que mudanças espera no e para o turismo de forma geral e quais são, efetivamente, os maiores ensinamentos que retira desta crise para o futuro da sua atividade e negócio?
A experiência negativa dos consumidores com o suporte na venda on-line, seja das OTA´s, seja das próprias companhias aéreas durante o período da pandemia, levou a uma valorização do papel do intermediário, reforçando o Agente de Viagens, dando-lhe um papel relevante de consultor e solucionador de problemas não só para os passageiros, mas para as próprias companhias aéreas que muito e bem viram e compreenderam esta atuação dos agentes.

Talvez isto seja uma tendência daqui para a frente, com mais projetos de distribuição omnichannel e atendimento mais humanizado pelas OTA’s.

 

*Para participar no webinar de dia 20 de outubro, basta inscrever-se aqui.

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Movimento de passageiros dispara nos aeroportos nacionais em agosto mas continua 40% abaixo dos níveis pré-pandemia

Aeroportos nacionais contabilizaram 3,9 milhões de passageiros em agosto, crescimento de 76,3% face a igual mês do ano passado, mas que, face aos níveis pré-pandemia, continua a traduzir uma quebra de 39,9%.

Inês de Matos

No passado mês de agosto, o movimento de passageiros nos aeroportos nacionais cresceu 76,3%, chegando aos 3,9 milhões de passageiros, indica o Instituto Nacional de Estatística (INE), que realça, no entanto, que este indicador continua 39,9% abaixo dos níveis pré-pandemia.

Segundo o INE, agosto trouxe também um crescimento do número de aeronaves que aterraram nos aeroportos nacionais, num total de 17,4 mil aparelhos, o que indica uma subida de 39,9% face a agosto do ano passado.

"Neste mês atingiram-se os níveis mais elevados de aeronaves aterradas e passageiros movimentados desde o início da crise pandémica COVID-19", indica o INE, no comunicado divulgado esta terça-feira, 19 de outubro.

Ainda assim, face a igual mês de 2019, os números continuam a traduzir descidas, que chegaram aos 25,0% no número de aeronaves aterradas e aos 39,9% nos passageiros movimentados, embora menos expressivas do que tinham sido em julho, quando a quebra no número de aeronaves aterradas e no movimento de passageiros chegava aos 33,2% e 55,8%, respetivamente, face a julho de 2019.

Entre os passageiros que chegaram aos aeroportos nacionais em agosto, 74,4% corresponderam a tráfego internacional, quando em período homólogo essa percentagem era de 76,4%, tendo a maioria sido proveniente de aeroportos europeus (65,0%), enquanto entre os passageiros que embarcaram em território nacional, 75,6% corresponderam a tráfego internacional (77,2% no período homólogo), com os aeroportos europeus a serem também o destino da maioria destes passageiros (67,6%).

Já no acumulado do ano até agosto, os dados do INE indicam que houve uma diminuição de 9,2% no número de passageiros movimentados nos aeroportos nacionais face ao período homólogo do ano anterior, o que traduz uma recuperação significativa depois da quebra de 67,1% que tinha sido apurada no acumulado até agosto do ano passado.

No entanto, o INE indica que, "comparando com o mesmo período de 2019, a redução foi de 70,1%", até porque, no acumulado até agosto de 2019, o movimento de passageiros nos aeroportos nacionais tinha crescido 7,1%.

Até agosto, o aeroporto de Lisboa movimentou 44,9% do total de passageiros, o que corresponde a 5,5  milhões de passageiros, o que traduz um decréscimo de 22,3% face a igual período do ano passado. Já o aeroporto de Faro apresentou uma trajetória diferente e cresceu 3,8% no acumulado do ano, contabilizando 1,5 milhões de passageiros, com o INE a referir, contudo, que o valor está "ainda distante do registado no mesmo período em 2019 (6,3 milhões de passageiros, representando um decréscimo de 76,3%)".

Nos voos internacionais, França a foi o principal país de origem e de destino dos voos, registando, no entanto, decréscimos de -5,3% no número de passageiros desembarcados e de -8,2% no número de passageiros embarcados face ao mesmo período de 2020, seguindo-se o Reino Unido e a Alemanha, ainda que com "um volume significativamente mais reduzido de passageiros desembarcados e embarcados".

 

 

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Inês de Matos

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Decius Valmorbida (Amadeus): “O setor mudará o foco de volume para valor, à medida que procuramos reconstruir as viagens”

Em resposta a três questões colocadas pelo Publituris, em antevisão ao webinar da Airmet, Decius Valmorbida vice-presidente da Amadeus e responsável pela área da distribuição mundial, admite que a pandemia “pode levar a mudanças positivas a longo prazo”.

Victor Jorge

Decius Valmorbida, vice-presidente da Amadeus e responsável pela área da distribuição mundial, foca o impacto que a COVID-19 teve em toda a indústria das viagens. Em resposta a três perguntas do Publituris, o responsável da Amadeus destaca que “a pandemia forçou todos no universo das viagens a voltar à estaca zero e considerar o seu papel na cadeia de valor enquanto reconstruímos o setor”.

Que tipo de soluções e experiências passaram agora e no futuro a ser mais valorizadas pelo cliente/viajante/turista? Que peso têm questões como a sustentabilidade nesta “nova realidade”? Há, efetivamente, um novo tipo de consumidor?
Nos últimos anos, passamos por uma evolução gradual para atender às necessidades em constante mudança dos viajantes experientes e aproveitar as tecnologias e inovações mais recentes que estão a transformar a sociedade como um todo. Personalização, tecnologia móvel e sem fricção, chatbots, inteligência artificial e robótica são apenas algumas das tecnologias relacionadas que estão a alimentar esta evolução das viagens.

Com a COVID-19, vimos algumas dessas tendências acelerarem para que possamos dar aos viajantes a confiança para viajar de uma maneira nova e melhor.

Impulsionado pela necessidade de fazer as coisas de forma diferente como uma resposta à COVID-19, a aceleração de padrões como NDC e OneOrder e uma convergência de tecnologias, incluindo nuvem pública, identidade digital e plataformas abertas, está a tornar-se possível entregar esta visão end-to-end.

Não estamos a falar de uma oferta premium que começa quando embarca no avião e termina quando desembarca. Em vez disso, os operadores de viagens estarão mais interconectados do que nunca e cada vez mais considerarão o seu papel como parte da viagem no seu todo.

Como é que se posicionam, nesta retoma das viagens, em termos de mercado, produtos e operações?
Um dos primeiros passos que estamos a dar para reconstruir as viagens, é reunir os vários negócios focados na viagem. Isso significa os nossos canais de viagens, companhias aéreas, TI em aeroportos e pagamentos estão a tornar-se uma única unidade dedicada a cumprir essa visão end-to-end para as viagens.

Dentro desta unidade de viagens, continuaremos a nossa evolução tecnológica e construiremos uma nova geração de sistemas subjacentes que não são limitados por processos históricos da indústria. Isso faz com atendamos às necessidades dos viajantes por uma experiência totalmente personalizada em toda a sua jornada. Isso dá aos nossos clientes a capacidade de escolher a combinação de soluções mais correta. Além disso, ajuda nos ossos clientes a colaborar, identificar e entregar os serviços de maior valor através da colaboração.

Considere, por exemplo, a identidade biométrica no aeroporto, uma experiência de serviço emergente que envolve cooperação íntima entre companhias aéreas e aeroportos. Num futuro próximo, uma experiência totalmente biométrica pode tornar-se a norma. Ao remover a complexidade com soluções em nuvem que conectam totalmente companhias aéreas e aeroportos, pretendemos desbloquear esse tipo de valor para nossos clientes e viajantes. Este exemplo também pode ser estendido ao aluguer de automóveis, comboios e até mesmo check-in em hotéis, mas somente se realmente pensarmos end-to-end.

Outro exemplo é o conteúdo. Hoje, existe uma grande riqueza de conteúdos de viagens. Com tantas opções, a melhor aposta para qualquer grande retalhista que procura chamar a atenção do consumidor, é estar em qualquer lugar, seja online ou offline. Ao trazer todos os diferentes tipos de conteúdos de viagens para uma única plataforma - seja companhia aérea, hotel, automóvel, comboio, transferências ou destinos – os próprios vendedores de viagens, clientes corporativos e os próprios viajantes serão capazes de personalizar a viagem a seu gosto. Isso é o que estamos a fazer na Amadeus com a nossa plataforma de viagens.

Que mudanças espera no e para o turismo de forma geral e quais são, efetivamente, os maiores ensinamentos que retira desta crise para o futuro da atividade e negócio?
Seja qual for o local para onde possa estar a olhar, a COVID-19 vai ao encontro da definição do “cisne negro”. Imprevisível, raro e com um impacto significativo, esses eventos causam estragos, mas também podem levar a mudanças positivas a longo prazo.

Naturalmente, todos os envolvidos na indústria de viagens estão a perguntar quando as reservas voltarão a algo próximo do que poderíamos considerar níveis "normais". Não posso responder a esta pergunta com certezas, pois existem muitas variáveis em jogo, mas, em minha opinião, essa não é a única questão que as empresas de viagens devem considerar. Pessoalmente, acho que o setor mudará o foco de volume para valor, à medida que procuramos reconstruir as viagens.

Em comparação com outras indústrias, é notável o quão pouco valor é atribuído ao produto da viagem, apesar da maioria das pessoas concordar que viajar enriquece as suas vidas. As cafeterias são especialistas em merchandising, tanto que agora é aceite que uma chávena de café possa custar cinco dólares. A questão para a indústria das viagens é: como podemos ajudar os viajantes a valorizar mais o nosso produto? Assim, à medida que as viagens recuperem, serão mais sustentáveis a longo prazo.

Neste caso, a indústria precisa analisar atentamente a experiência oferecida. Será que a experiência de viajar, em 2019, foi realmente convincente? E onde podemos criar valor adicional? Os players individuais da indústria trabalharam arduamente nas suas próprias ofertas, com companhias aéreas a adicionar planos premium e aeroportos a introduzir fast track services, mas nunca houve um foco em ‘toda’ a viagem do viajante. Pensar além dos silos individuais e pegar na visão end-to-end é a oportunidade de a viagem melhorar a experiência e desbloquear o equivalente aos cinco dólares pelo tal café.

A pandemia forçou todos no universo das viagens a voltar à estaca zero e considerar o seu papel na cadeia de valor enquanto reconstruímos o setor.

Para participar no webinar de dia 20 de outubro, basta inscrever-se aqui.

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UE gera mais de 590 milhões de certificados digitais e admite juntar mais 28 países aos atuais 43

Considerado uma das ferramentas essenciais para a recuperação da economia, viagens e turismo, a União Europeia quer juntar mais países à norma. Para já, são 28 os países que podem ligar-se, embora a Comissão ter sido contactada por 60 países terceiros.

Victor Jorge

 

A União Europeia (UE) já gerou mais de 591 milhões de certificados digitais COVID-19, avançando um relatório da Comissão que o certificado europeu tem sido “um elemento crucial da resposta da Europa à pandemia”.

De acordo com Bruxelas, o certificado, que abrange a vacinação, teste e recuperação da COVID-19, “facilita a realização de viagens seguras para os cidadãos, tendo também sido fundamental para apoiar a indústria do turismo, mais duramente atingida na Europa”, salientando que “estabeleceu uma norma mundial, sendo atualmente o único sistema operacional a nível internacional”.

Atualmente, estão integrados 43 países de quatro continentes no sistema e outros se seguirão nas próximas semanas e meses, adianta a Comissão no site institucional.

Tal como afirmou a presidente Ursula von der Leyen no seu discurso de 2021 sobre o estado da União, o Certificado Digital COVID da UE mostra que “quando atuamos em conjunto, conseguimos fazê-lo rapidamente”.

Dos 43 países ligados ao sistema da UE, 27 são Estados-Membros da UE, 3 são países do Espaço Económico Europeu (EEE), além de Suíça e 12 outros países e territórios.

No total, a Comissão foi contactada por 60 países terceiros interessados em aderir ao sistema europeu, avançando que, para além dos países já ligados, “estão em curso negociações de natureza técnica com 28 destes países”.

A importância do Certificado Digital COVID da UE foi, de resto, destacada pelo setor dos transportes aéreos que beneficiou da entrada em funcionamento mesmo a tempo para a época alta das viagens de verão. A Associação do Conselho Internacional dos Aeroportos (ACI Europe) comunicou, em julho de 2021 um volume total de passageiros superior ao dobro de julho de 2020, atribuindo esta mudança à implantação do Certificado Digital COVID da UE, em conjunto com a flexibilização das restrições de viagem.

Segundo um inquérito Eurobarómetro do Parlamento Europeu, cerca de dois terços (65 %) dos inquiridos concordaram que o Certificado Digital COVID da UE é o meio mais seguro para viajar livremente na Europa durante a pandemia de COVID-19.

20 Estados-Membros da UE também utilizam o Certificado Digital COVID da UE a nível interno, nomeadamente para o acesso a grandes eventos, restaurantes, cinemas e museus, dispondo de uma base jurídica nacional suplementar.

Declarações dos membros do Colégio de Comissários:

Para o comissário responsável pela Justiça, Didier Reynders, “o sistema de Certificados Digitais COVID da UE deu aos viajantes a confiança necessária para viajarem em segurança na UE e aumentou as viagens este verão. Num momento de crise, a Europa estabeleceu rapidamente e com êxito uma norma mundial inovadora e respeitadora da privacidade, havendo muitos países em todo o mundo interessados em aderir a este sistema”.

Já o comissário responsável pelo Mercado Interno, Thierry Breton, adianta que a União Europeia criou um sistema “seguro e interoperável em tempo recorde” que tem sido “um motor essencial para a recuperação do ecossistema turístico e das suas muitas pequenas empresas familiares em toda a Europa”.

Além disso, salienta ainda que o sistema da UE foi adotado por países de todo o mundo, demonstrando como a Europa “pode estabelecer normas mundiais através de uma ação decisiva e coordenada”.

Por fim, Stella Kyriakides, comissária responsável pela Saúde, destaca o facto do certificado ser um instrumento europeu “forte, que nos permitiu avançar no sentido da reabertura das nossas economias e sociedades e do exercício da liberdade de circulação de forma segura e coordenada”.

Para o futuro, a Comissão revela que “continuará a acompanhar de perto a validade dos certificados de vacinação e recuperação”, além de prosseguir os esforços para ligar mais países ao sistema da UE e trabalhar com os Estados-Membros a nível técnico para aplicar o regulamento relativo ao Certificado Digital COVID da EU.

Certo é que até 31 de março de 2022, a Comissão apresentará um novo relatório sobre a aplicação do regulamento que poderá ser acompanhado de uma “proposta legislativa destinada a prorrogar o período de aplicação do regulamento, tendo em conta a evolução da situação epidemiológica”, pode ler-se na declaração da Comissão no site.

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