Assine já
Distribuição

Novas necessidades nas viagens potenciam procura pelas agências de viagens

Carlos Baptista, administrador da Bestravel, nota o surgir da procura pelas agências de viagens neste pós-desconfinamento, que considera que vão ter um “papel diferente” no processo de retoma.

Raquel Relvas Neto
Distribuição

Novas necessidades nas viagens potenciam procura pelas agências de viagens

Carlos Baptista, administrador da Bestravel, nota o surgir da procura pelas agências de viagens neste pós-desconfinamento, que considera que vão ter um “papel diferente” no processo de retoma.

Sobre o autor
Raquel Relvas Neto
Artigos relacionados

O ano passado foi um ano para esquecer para as agências de viagens. Contudo, as expectativas para o verão de 2021 são ligeiramente mais animadoras. Carlos Baptista, administrador da Bestravel, considera que neste processo de desconfinamento as agências Bestravel têm sentido “um aumento de fluxo de reservas”, porém, não deixa de salientar que qualquer notícia mais negativa relativamente ao desenrolar da pandemia coloque o setor da distribuição turística em suspense.
É por isto que o responsável caracterize esta recuperação da atividade turística como “intermitente”. “Temos andado numa recuperação intermitente o que é facto é que sentimos uma procura bastante efetiva pelas agências de viagens em geral”, aponta. Contudo, esta procura está muito distante dos valores de 2019: “Sentimos pelo menos que estamos numa inflexão positiva e acreditamos que possa ser um processo sem retrocesso”.

Sentimos pelo menos que estamos numa inflexão positiva e acreditamos que possa ser um processo sem retrocesso

Para esta procura, Carlos Baptista acredita que contribuiu o papel importante que as agências de viagens tiveram ao longo deste último ano, o que as levou a ganhar uma maior atenção por parte dos clientes. E mostra-se otimista, destacando “toda a confiança que as agências de viagens foram construindo desde o início da pandemia até agora vai ser um ativo que  vão potenciar neste processo de retoma", mas também "todo o acompanhamento que foram dando aos seus clientes” e ainda aquilo que identifica serem as “novas necessidades no aconselhamento de viagem pós-confinamento em que o cliente precisa de um aconselhamento muito mais efetivo”. Para o responsável, estes motivos podem funcionar como um “catalisador de uma retoma da procura pela agência de viagens em detrimento de outros canais de distribuição”.

Portugal continental, Açores e Madeira são os destinos que têm captado maior interesse por parte dos portugueses. Para o administrador da rede de agências de viagens, “toda a retoma da atividade está a dar-se muito por proximidade, portanto, Portugal continental voltou a ser muito procurado nas agências de viagens. Do ponto de vista de quota, as agências de viagens recuperaram um posicionamento que já tinham perdido em outros momentos”.

No campo dos destinos internacionais, a procura tem-se feito pelos países que, refere, estão com o processo de vacinação numa fase mais avançada, dos que são exemplo as Maldivas e os Emirados Árabes. Segundo o responsável, acresce ainda a clareza dos protocolos estabelecidos nos respetivos destinos, algo que espera ver refletido em outros destinos, como por exemplo na Europa.

No que refere às previsões para o negócio das agências de viagens Bestravel propriamente ditas, Carlos Baptista estima que as previsões de quebras de 55% face a 2019 que a Organização mundial de Saúde aponta para 2021 sejam as “piores estimativas”. “A OMS perspetiva uma quebra de 55% face a 2019, eu espero que essa seja a nossa pior estimativa”, refere.

Quanto ao processo de reembolso das viagens não realizadas no ano passado devido à COVID-19, o administrador da Bestravel salientou que este está a decorrer “naturalmente”. “Há prazos até ao final do ano, os clientes estão a utilizar os seus vouchers, há agências já a reembolsar, há operadores já a reembolsar, outros que vão esperar pela data de 31 de dezembro e esperar que os clientes utilizem os vouchers. Há de tudo um pouco. Estamos todos dentro da normalidade deste processo”.

Sobre o autorRaquel Relvas Neto

Raquel Relvas Neto

Mais artigos
Artigos relacionados
Transportes

Levantamento de restrições faz disparar voos para os EUA

Às primeira informações sobre o levantamento das restrições, a ForwardKeys denota um crescimento nas reservas para os EUA. Para o Natal, há expectativas de um crescimento ainda maior.

Uma recente análise da ForwardKeys revela que as reservas de voos, para o mês de novembro, para os EUA dispararam após dois anúncios de que o destino seria reaberto para viajantes estrangeiros vacinados, depois de, em meados de outubro, as reservas semanais ultrapassarem 70% dos níveis pré-pandêmicos.

O primeiro anúncio foi feito no dia 20 de setembro, quando a Casa Branca informou que visitantes do Reino Unido, Irlanda, dos 26 países Schengen, China, Índia, África do Sul, Irã e Brasil teriam autorização para entrar nos EUA, sem estarem sujeitos a quarentena, desde que totalmente vacinados. Isso causou uma reação imediata, com as reservas semanais do Reino Unido a aumentar 83%, do Brasil a crescer 71% e da UE a dispararem 185%.

O segundo anúncio foi feito em 15 de outubro, quando o secretário de imprensa assistente do presidente dos Estados Unidos, Kevin Munoz, apontou o dia 8 de novembro em que as restrições seriam aliviadas. A partir daí, as reservas semanais subiram ainda mais, aumentando 15% no Reino Unido, 26% na UE e 100% no Brasil.

“Ao analisar a distribuição de reservas confirmadas, para chegada em novembro e dezembro, desses três mercados de origem (Brasil, UE e Reino Unido), houve dois picos evidentes”, refere a análise da ForwardKeys. O primeiro pico foi para viagens imediatamente após o alívio das restrições durante a semana com início em 8 de novembro, atingindo 15% das reservas. O segundo pico foi durante o Natal, atingindo 16% das reservas durante a semana do Natal e 14% na semana anterior.

Juan Gómez, Head of Market Intelligence da ForwardKeys, adianta, em nota de imprensa, que “estes dados demonstram, mais uma vez, a enorme procura reprimida por viagens. Assim que as pessoas souberam que teriam permissão para visitar os EUA novamente, reservaram e um número substancial reservou viagens para assim que fosse possível voar para os EUA”.

O responsável da ForwardKeys faz ainda notar que “as reservas aumentaram ainda mais depois de ser indicada uma data específica”, admitindo que “isso não é totalmente surpreendente por duas razões: primeiro, a certeza de uma data específica inspira confiança, e, em segundo lugar, aqueles que queriam viajar antes do final de novembro não podiam se dar ao luxo de fazer um compromisso até que tivessem certeza de que poderiam viajar quando quisessem”.

Gómez conclui que “nas próximas semanas, veremos um aumento acentuado nas reservas para os EUA no período de Natal”.

 

Sobre o autorVictor Jorge

Victor Jorge

Mais artigos
Transportes

Norwegian elimina restrições temporárias no programa CashPoints

Com o aumento do número de viajantes nos últimos meses e uma tendência positiva nas futuras reservas, a Norwegian reabriu o programa CashPoints no seu formato original.

A Norwegian anunciou, recentemente, a eliminação de todas as restrições temporárias ao uso de CashPoints (pontos de Reward da Norwegian, programa de fidelidade da empresa), a partir de segunda-feira, 1 de novembro. A empresa já havia anunciado que as restrições temporárias iriam acabar quando o mercado melhorasse. “Agora, e devido ao aumento do número de viajantes nos últimos meses e uma tendência positiva nas futuras reservas, é hora de reabrir o programa no seu formato original”, refere a empresa em nota de imprensa.

“Sempre dissemos que restauraríamos o nosso programa de fidelidade nos termos originais quando o mercado e a procura melhorassem. Os nossos membros Norwegian Reward podem reutilizar todos os seus pontos ganhos quando reservarem a sua próxima viagem connosco”, adianta Geir Karlsen, CEO norueguês.

O Norwegian Reward foi reconhecido e premiado - em várias ocasiões - como o melhor programa de benefícios internacionalmente, devido aos seus termos simples e claros e à facilidade com que os membros podem ganhar e usar pontos. Existem atualmente 9,2 milhões de membros no Norwegian Reward.

“Com uma tendência positiva contínua no número de passageiros nas nossas rotas na Noruega e na Europa, estamos a reabrir o nosso programa de fidelidade no formato original”, destaca Karlsen.

Assim, a partir de segunda-feira, 1 de novembro, os saldos de CashPoints ganhos pelos membros do Norwegian Reward podem ser resgatados integralmente na compra de voos. No Norwegian Reward, um CashPoint é o mesmo que uma coroa norueguesa e não há restrições quanto ao número de lugares disponíveis por voo para aqueles que desejam usar os pontos adquiridos.

A Norwegian estendeu ainda e automaticamente a validade de todos os CashPoints que expiraram em 2021 até 31 de dezembro de 2022.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Aviação

“Ainda levará um tempo para colocarmos o Brasil no mapa dos destinos turísticos dos europeus”, admite a TAP

Num webinar que debateu os “Desafios do pós-COVID”, no painel da aviação ficou patente a recuperação que o setor está a registar. A tecnologia ou digitalização foi outro dos aspetos destacados como essenciais para o futuro do setor.

Publituris

*texto de Beatriz Teizen

A pandemia da COVID-19 ainda não acabou, mas, depois de quase dois anos, o setor de turismo vê uma melhoria, com a retoma das viagens e a reabertura das fronteiras. “Quais são os desafios pós-covid?”. “Quais as mudanças que se esperam na indústria, com foco na aviação e distribuição Estes foram os temas principais abordados no seminário luso-brasileiro, promovido pela Airmet Brasil e Portugal, que teve no Panrotas Brasil e Publituris os media partners e moderadores.

“Os últimos meses foram um calvário, mas agora estamos na tal retoma. Fomos semanalmente monitorizando o ‘mindset’ dos viajantes, país a país, à medida que os destinos reabriam, para irmos repondo as nossas operações. A TAP vai operar 80% neste inverno, em relação a 2019, estando previstas, para as rotas no Brasil, 51 frequências desde Portugal”, revelou Paula Canada, diretora de marketing e vendas da TAP Air Portugal.

A responsável da companhia aérea nacional referiu ainda que “o tráfego está a responder muito bem, temos muita procura reprimida e houve uma procura enorme de viagens. Em setembro, tivemos um aumento de 70% nas vendas a partir do Brasil. Mas, na Europa, ainda levará um tempo para colocarmos o Brasil no mapa dos destinos turísticos dos europeus”. “Neste momento, não é o destino mais procurado para férias”, salientou Paula Canada.

A executiva também tocou no ponto em relação ao planeamento das viagens que, devido ao ambiente de muitas incertezas, “os passageiros compram os bilhetes com um ou dois meses de antecedência”, admitindo que “esta foi uma das maiores alterações no hábito do consumidor de viagens aéreas”.

Recuperação brasileira
Ao nível das companhias aéreas brasileiras, estas estão a superar, aos poucos, a maior crise da história da aviação mundial. A Azul, por exemplo, voltou recentemente a um equilíbrio nas suas operações domésticas, mas ainda enfrenta um grande desafio no internacional, enquanto as viagens nacionais regressaram, depois de muito tempo e algumas idas e vindas, adiantando Marcelo Bento, diretor de Relações Institucionais da área, que, depois da temporada de janeiro de 2021 ter sido “foi bastante boa, tivemos a segunda vaga em março, que nos pegou em cheio”. Certo é que de agosto em diante, “estamos a recuperar muito forte e rapidamente”, pelo que, em outubro, “estamos a voar a 106% da nossa capacidade em lugares domésticos relativamente ao período pré-pandemia”. Marcelo Bento admite, mesmo que, na época alta, “teremos 120% dos lugares”, o que será “a maior temporada de verão da história da Azul”.

Segundo Bento, o tráfego é predominantemente de lazer, ou para pequenos negócios, além da indústria pesada”, destacando ainda que “os centros financeiros, consultorias, bancos e grandes empresas, que são os que mais remuneram, ainda não voltaram a viajar”.

Quanto ao internacional, o executivo diz que a companhia ainda está muito “cautelosa”. Nunca parámos de operar em Portugal e EUA”, embora reconheça que a operação era “bem reduzida”. Antes da pandemia, eram três voos diários entre Brasil e Portugal, agora estão com cinco por semana, passando a sete em breve”. Ou seja, “ainda há um déficit muito grande”.

Além disso, há também a questão do modelo híbrido e do crescimento significativo do bleisure, que veio para ficar. Sem contar a explosão de interesse dos próprios brasileiros de conhecer o Brasil, de buscar produtos diferentes, exclusivos, culturais e muita experiência. “Tendência que veio para ficar e que levará os agentes de viagens a terem de se especializar ainda mais”.

Tecnologia e customização
Essencial mais do que nunca, as empresas precisaram de adaptar-se e adotar todas as tecnologias necessárias para sobreviver à crise. Transformação digital foi a chave e o setor do turismo foi, inclusivamente, o que mais se adaptou no período da pandemia.

“Foram várias as tendências que sugiram e as companhias aéreas e outros players do setor precisaram de se transformar para atender às novas necessidades do cliente. Focar em digitalização, modernização, trazer sistemas para a nuvem, além de outros investimentos, foi essencial”, destacou o presidente de Travel Channels da Amadeus, Decius Valmorbida.

O responsável da Amadeus focou ainda a importância da “personalização das viagens”, de se conseguir “vender mais em cada viagem, diferenciar o produto e trazer o consumidor para pagar um pouco mais”. De acordo com Valmorbida, estes fatores tornam-se “uma urgência na retoma e isso envolve empresas de tecnologia, de distribuição e aéreas” No fundo, “é focar menos em volume e mais em como vender melhor”.

Valorização do agente de viagens
“Durante este período de pandemia, os vendedores on-line, os OTA e as próprias companhias aéreas tiveram grandes problemas de atendimento aos clientes. Por isso, no nosso segmento, teremos de repensar muito essa questão, já que diversos consumidores tiveram experiências negativas com as plataformas e não tiveram suporte, começou por referir o diretor da Flytour Gapnet, Rui Alves, no início da sua intervenção.

Como consequência, isto levou o viajante a ter “uma postura refratária em relação às vendas on-line, passando a procurar muito mais informação e controlo da sua viagem”, admitiu Rui Alves.

Isto leva o responsável da Flytour a destacar o “papel consultivo” do agente de viagens, considerando-o “imprescindível para que os passageiros voltem a viajar com segurança. Diante disso, as consolidadoras atuaram muito como “um verdadeiro para-raios no atendimento”, passando a ser vistas como “um suporte para as companhias aéreas, aumentando o seu papel de promotor”. Por isso, “a importância do agente de viagens remete ao fortalecimento do consolidador”, afirmou.

Para Alves, o agente tem de procurar “aumentar o acesso à tecnologia” e os consolidadores têm um “papel importante nesse apoio aos profissionais que não conseguem ter acesso a recursos tecnológicos próprios”.

Além disso, considera, “o on-line continua a ser importante como elemento de informações”, embora reconheça que “os agentes precisarão ter presença tanto no on-line, quanto no off-line”.

Por isso, e finalizando, Rui Alves acredita que o agente que “não tiver uma presença omnichannel terá mais dificuldade para atuar do que aqueles que estão preparados”, sendo certo que “as complementaridades se valorizam agora nesse momento”.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Destinos

Algarve promove seminário sobre artesanato e turismo cultural

O seminário “Algarve Craft & Food – Internacionalização de artesanato, produtos alimentares locais e turismo criativo” decorre a 27 de outubro, na Escola de Hotelaria e Turismo do Algarve, em Faro.

Publituris

A Escola de Hotelaria e Turismo do Algarve, em Faro, recebe, a 27 de outubro, o seminário "Algarve Craft & Food - Internacionalização de artesanato, produtos alimentares locais e turismo criativo", iniciativa que se insere no projeto “Algarve Craft & Food” e que visa dinamizar o turismo cultural e criativo na região.

"Dirigido a artesãos, designers, produtores agroalimentares, chefs de cozinha e agentes turísticos, o seminário Algarve Craft & Food pretende contribuir para o aumento das competências de internacionalização do artesanato, dos produtos alimentares locais e do turismo cultural e criativo da região", explica o Turismo do Algarve, em comunicado.

Com início pelas 09h45, o seminário arranca com a sessão de abertura, na qual participa João Fernandes, presidente da Região de Turismo do Algarve (RTA), bem como João Amaro, diretor executivo da Tertúlia Algarvia, e João Ministro, da QRER-Cooperativa para o Desenvolvimento dos Territórios de Baixa Densidade, as três entidades que organizam a iniciativa.

"O seminário pretende dar a conhecer casos de boas práticas nacionais e internacionais, em matéria de internacionalização de indústrias culturais e criativas, e promover a exploração de sinergias para a criação de programas de turismo cultural e criativo no Algarve", acrescenta a entidade regional de turismo.

As inscrições para o seminário já se encontram a decorrer e podem ser realizadas através do website do seminário, em https://algarvecraftandfood.pt/inscricao, onde é também possível conhecer o programa completo do evento e consultar outras informações sobre o projeto.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Tailândia
Destinos

Tailândia reabre fronteiras a 1 de novembro para turistas vacinados de 46 países, Portugal incluído

Portugal é um dos 46 países cujos turistas voltam a poder visitar a Tailândia e sem necessidade de quarentena, desde que tenham a vacinação completa e apesar de se manterem alguns requisitos.

Publituris

A Autoridade de Turismo da Tailândia (TAT) anunciou que o país vai reabrir as fronteiras a 1 de novembro para turistas vacinados contra a COVID-19 de 46 países, incluindo Portugal, data em que deixa também de ser necessário realizar quarentena para entrar no país, ainda que se mantenham alguns requisitos.

Além de Portugal, também os turistas completamente vacinados da Austrália, Áustria, Bahrein, Bélgica, Butão, Brunei Darussalam, Bulgária, Camboja, Canadá, Chile, China, Chipre, República Tcheca, Dinamarca, Estônia, Finlândia, França, Alemanha, Grécia, Hungria, Islândia, Irlanda, Israel, Itália, Japão, Letônia, Lituânia, Malásia, Malta, Holanda, Nova Zelândia, Noruega, Polônia, Qatar, Arábia Saudita, Singapura, Eslovénia, Coreia do Sul, Espanha, Suécia, Suíça , Emirados Árabes Unidos, Reino Unido, EUA e Hong Kong passam a poder voltar a fazer turismo na Tailândia.

Apesar da reabertura e da quarentena deixar de ser exigida, mantêm-se alguns requisitos que os turistas destes países devem cumprir, sendo, desde logo, necessário possuir um certificado de vacinação com uma das vacinas aprovadas pela OMS, Certificado de Entrada (COE) na Tailândia, que pode ser obtido online, através do link https://coethailand.mfa.go.th/, bem como um teste PCR negativo e realizado até 72 horas antes da viagem ou um certificado médico de recuperação da doença não superior a três meses.

Além disso, é ainda exigido que os turistas possuam um seguro com cobertura claramente identificada, não inferior a 50.000 USD, que cubra o "custo do tratamento e outras despesas médicas associadas à infeção por COVID-19, incluindo hospitalização por todo o período na Tailândia" e tenham a "confirmação de pagamento para uma estadia mínima de uma noite, na chegada às instalações de quarentena aprovadas".

"O pré-pagamento deve cobrir a acomodação de uma noite, o teste RT-PCR COVID-19 necessário e um Kit de teste de antígeno (ATK)", especifica a TAT.

Já os viajantes com menos de 12 anos e que sejam acompanhados pelos pais ou responsáveis, ficam isentos da apresentação do certificado de vacinação, mas devem apresentar "um Atestado Médico com resultado de laboratório RT-PCR indicando que o COVID-19 não foi detetado, emitido no máximo 72 horas antes da viagem".

É também necessário realizar uma "triagem de saída antes da partida para a Tailândia" e, após chegarem ao aeroporto internacional da Tailândia, "os viajantes devem seguir diretamente para o centro de testes COVID-19, ou para o alojamento que reservaram e submeterem-se ao teste RT-PCR obrigatório no Dia 0-1".

Os turistas destes 46 países devem também instalar a aplicação MorChana e aguardar dentro do alojamento pelo resultado do teste, que, segundo a TAT, "deve estar disponível no mesmo dia" e, em caso de resultado negativo, "os viajantes podem viajar para qualquer lugar na Tailândia".

Cada viajante receberá ainda "um ATK pré-pago no momento da reserva do alojamento", com a  TAT a alertar ainda que "qualquer viajante que apresente sintomas de COVID-19 deve fazer um teste imediatamente, usando o ATK fornecido".

"Se não sentir nenhum sintoma, os viajantes devem usar o ATK fornecido para o autoteste do COVID-19 nos dias 6-7 e mostrar o resultado ao staff do hotel ou alojamento, bem como registar o resultado no aplicativo MorChana. Se algum viajante apresentar sintomas de COVID-19, a equipa do Hotel / AQ deve notificar imediatamente os responsáveis pelo controlo de doenças transmissíveis da sua região", acrescenta a TAT.

Já os viajantes destes países que ainda não estejam completamente vacinados contra a COVID-19 ou que não tenham recebido qualquer dose da vacina, devem realizar uma quarentena de 10 dias.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Destinos

Portugal arrecada 26 prémios na gala europeia dos World Travel Awards

Portugal conquistou 26 prémios na gala europeia dos ‘Óscares do turismo’, que decorreu esta sexta-feira, 22 de outubro, e na qual Algarve, Madeira e Açores foram destaque.

Publituris

Na última edição da gala europeia dos World Travel Awards (WTC), considerados os óscares do turismo, Portugal arrecadou 26 galardões, com destaque para o Algarve, Madeira e Açores, que foram considerados os melhores destinos de praia, insular e de aventura da Europa, respetivamente.

A cerimónia de atribuição dos prémios, que distinguem o melhor do turismo na Europa a cada ano, decorreu à meia-noite desta sexta-feira, 22 de outubro, e voltou a colocar Portugal em destaque, já que também o Porto de Lisboa foi eleito, pela sétima vez consecutiva, como o melhor porto de cruzeiros da Europa.

Já a TAP foi distinguida como melhor a melhor companhia aérea nas ligações entre a Europa e a América do Sul, assim como entre a Europa e África; o Turismo de Portugal foi eleito como o melhor organismo oficial de turismo e o Dark Sky Alqueva recebeu um prémio de Turismo Sustentável.

Nos cruzeiros, a DouroAzul ganhou na categoria de melhor empresa europeia de cruzeiros e os Passadiços do Paiva também voltaram a ser distinguidos, vencendo nas categorias de melhor atração turística da Europa e melhor projeto de desenvolvimento turístico.

Na hotelaria, os prémios também foram vários e distinguiram unidades de norte a sul, começando logo na Amazing Evolution, que foi considerada o melhor operador de hotéis boutique da Europa.

Já o Pestana CR7 Lisboa ganhou na categoria de melhor hotel lifestyle da Europa, categoria em que também o Conrad Algarve foi distinguido ao nível dos resorts, enquanto o Valverde Hotel foi considerado o melhor boutique hotel de luxo e o Vila Vita Parc arrecadou o galardão de melhor hotel com villas de luxo.

Destaque ainda para o The Lake Resort, que ganhou o prémio enquanto melhor resort lifestyle de luxo, e o Dunas Dourada Beach Club, que foi considerado o melhor espaço de resort e villas de luxo.

O Cascada Wellness Resort foi ainda distinguido como melhor resort europeu para o segmento desportivo, o Hotel 1908 Lisboa foi considerado o melhor hotel de design da Europa e o Club Med da Balaia foi eleito o melhor resort 'tudo incluído'.

Finalmente, na família Savoy Signature, o Saccharum foi distinguido com o prémio de "Leading Island Resort 2021”, enquanto o Savoy Palace recebeu o galardão de "Portugal's Leading Luxury Hotel 2021”.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Meeting Industry

WTM London 2021 garante realização do evento, embora recomende cuidados

A organização do World Travel Market London 2021 garante a realização do evento, depois de conhecidos aos aumentos dos casos de COVID-19 devido a uma subvariante Delta.

Victor Jorge

A menos de duas semanas do início do World Travel Market 2021 (WTM 2021), que se realiza em Londres de 1 a 3 de novembro, a organização veio garantir a realização do evento.

Isto, depois das mais recentes notícias darem conta de um aumento significativo de casos no Reino Unido, bem como em países com baixa taxa de vacinação, principalmente a Leste, devido a uma nova subvariante da variante Delta denominada “AY 4.2” e já responsável por cerca de 40.000 a 50.000 casos no país.

Assim, numa mensagem vídeo, o WTM London e a Travel Forward - organizada pela RX - querem garantir a todos os clientes e parceiros que “os eventos acontecerão conforme planeado entre segunda-feira 1 - quarta-feira, 3 de novembro de 2022 no ExCel London”, a que se “seguirá o evento virtual nos dias 8-9 de novembro”.

A organização promete durante os eventos "prioridade máxima" para a saúde e segurança. “Todos os participantes verificarão o seu status COVID, mostrando que foram vacinados duas vezes, têm um teste negativo, ou prova de imunidade natural”.

O WTM London e a Travel Forward recomendam “fortemente” o uso de máscaras em todos os momentos durante o evento e em espaços internos.

Além disso, é, igualmente, recomendado o uso de máscaras sempre que se voajar de avião, autocarro, comboio ou outra forma de transporte público para, dentro ou fora de Londres.

“A equipa está a trabalhar em estreita colaboração com ExCeL London, TFL (Transport for London) e DLR (Docklands Light Railway) para “garantir a saúde e segurança dos expositores, visitantes e parceiros”, refere a organização em comunicado enviado à imprensa.

O WTM London 2021 também terá uma instalação de testes COVID dentro do local para que os visitantes que precisem fazer um teste antes de voar para casa possam fazê-lo sem ter que deixar o local, serviço esse prestado pela ExpressTest by Cignpost, um dos principais fornecedores de testes do Reino Unido, parceiro da ABTA e listado pelo Governo do Reino Unido.

Sobre o autorVictor Jorge

Victor Jorge

Mais artigos
Destinos

BTL 2022 arranca dentro de 145 dias

De acordo com Pedro Braga, diretor-geral Adjunto da Fundação AIP, a BTL 2022 assentará em quatro vetores: internacionalização, reforço da representação nacional, formação e o BTL LAB. Além disso, também a venda direta ao consumidor final será “mais abrangente”.

Victor Jorge

A 145 dias do arranque do evento, foi apresentada a mais importante feira do setor do turismo em Portugal. A Bolsa Turismo Lisboa 2022 terá lugar na Feira Internacional de Lisboa (FIL) de 16 a 20 de março, num evento que, segundo o presidente da Fundação AIP, Jorge Rocha de Matos, será “forçosamente diferente”, mas que assume, “enquanto Fundação AIP temos a responsabilidade e o desafio de dar o apoio a todos os setores de atividade da nossa economia, neste caso particular, ao turismo”.

O presidente da Fundação AIP reconheceu, durante a apresentação oficial da BTL 2022 que “temos uma maratona pela frente”, admitindo que “temos de vencê-la”.

Certo é que “os negócios fazem-se de forma direta e de olhos nos olhos”, salientando Rocha de matos que “vamos voltar a colocar o turismo no local que merece”.

Do lado mais operacional, Pedro Braga, diretor-geral Adjunto da Fundação AIP, começou por referir que a BTL “é a montra do turismo nacional”, querendo afirmá-la, desde já, como “o marketplace do turismo em Portugal”.

Certo é que a BTL 2022 assentará em quatro vetores. O primeiro é a internacionalização, ficando Pedro Braga o objetivo de “não ter o maior programa de buyers na Europa, mas sim o melhor e de maior valor acrescentado”, referindo que “conta com a ajuda de todos para cumprir esse objetivo”.

Para já, será colocada no terreno uma campanha de promoção, ou melhor, de notoriedade que, segundo a organização, “terá como finalidade atrair novos países”.

De resto, o objetivo principal é, “no prazo de 10 anos, colocar a BTL a ser considerada como uma das maiores feiras internacionais do turismo”.

Admitindo que o pretendido é ter “uma forte representação presencial”, até porque, segundo Pedro Braga, “não nos revemos no digital, apesar de sabermos da sua importância”, o responsável salienta que “nada substitui o face-to-face”.

Como segundo vetor aparece o reforço da representação nacional, apostando-se na diversificação e diferenciação, apresentando Pedro Braga como terceiro vetor a formação, numa altura em que os recursos humanos assumem uma importância capital. Finalmente, o reforço do BTL LAB foi exposto como o quarto vetor, havendo um último ou adicional que coloca um reforço extra na venda direta ao consumidor final, oferta essa que, segundo Pedro Braga terá de ser “mais abrangente”.

De resto, a BTL 2022 apresenta Anadia como município convidado, enquanto Porto e Norte será o destino nacional convidado. A nível internacional, o destino convidado da edição de 2022 será a República Dominicana.

 

Sobre o autorVictor Jorge

Victor Jorge

Mais artigos
Destinos

Golfe no Algarve recupera e já está em “níveis muito altos” de procura

Presidente do Turismo do Algarve disse à Lusa que, na região, a procura de golfe deverá aumentar até novembro e que se espera uma nova subida em fevereiro e março.

Publituris

O presidente do Turismo do Algarve, João Fernandes, revelou esta quinta-feira, 21 de outubro, que o golfe na região está em “níveis muito altos” de procura, existindo a expetativa de que este aumento de procura se mantenha também em fevereiro e março.

De setembro a novembro, estamos com níveis muito altos de procura”, afirmou o presidente do Turismo do Algarve à Lusa, frisando que a retoma neste segmento de mercado pode até “ter procura a partir de fevereiro ou março” de 2022, após o levantamento de restrições às viagens no Reino Unido devido à pandemia.

João Fernandes recordou que o golfe contou sempre com a “infeliz coincidência de as épocas de confinamento coincidirem com os períodos de maior procura habitual”, mas destacou que, “a partir de setembro do corrente ano, passou a angariar uma procura”, impulsionada por “dois fenómenos” que classificou como “interessantes”.

A retoma da procura foi, segundo o responsável, influenciada por “sucessivas reservas que eram adiadas e que se confirmaram, os chamados ‘rebookings’”, e por uma “procura de ‘last minute’, muito próxima do local de execução da própria reserva”, mas está “ancorada também numa retoma do mercado britânico e irlandês, que representam 73% das voltas de golfe no Algarve”.

“Estando inclusive a decorrer nestes dias a IGTM [International Golf Travel Market], no País de Gales, que é a principal feira do mercado de golfe, tive oportunidade de recolher ‘in-loco’ o ‘feedback” dos 40 campos do Algarve, que é um ‘feedback’ muito positivo, com campos praticamente cheios até final de novembro e ainda com alguma procura para dezembro”, afirmou.

Segundo o presidente do Turismo do Algarve, “as expectativas, sobretudo a partir de março, e em alguns casos em fevereiro até”, apontam para um “mercado do golfe que está a retomar em força” e se somam a um “comportamento muito positivo” do principal mercado para este produto no Algarve, o britânico e irlandês.

Opinião idêntica tem também Elidérico Viegas, presidente da AHETA - Associação de Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve, que disse à Lusa que as “perspetivas no golfe, atendendo às circunstâncias, estão a ser bastante boas”, com “uma recuperação após quase mais de ano e meio sem turistas e praticamente sem atividade”.

De acordo com o responsável, a procura pelo golfe no Algarve “apresenta já uma recuperação interessante, sendo que o expectável levantamento das restrições nos países de origem dos turistas deverá também “traduzir-se num aumento gradual da procura para esse segmento de mercado”.

O presidente da AHETA realça, no entanto, que a procura não está ainda ao nível “daquilo que era habitual antes da pandemia”.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Alojamento

Quinta do Paral constrói Boutique Wine Hotel

Nova unidade hoteleira da Quinta do Paral, na Vidigueira, Alentejo, vai contar com 23 quartos e restaurante de cozinha tradicional alentejana, num investimento de 6,5 milhões de euros.

Publituris

A Quinta do Paral, na Vidigueira, Alentejo, está a construir um Boutique Wine Hotel, infraestrutura que vai contar com 23 quartos e restaurante de cozinha tradicional, num investimento de 6,5 milhões de euros e que representa mais uma etapa no projeto de enoturismo da Quinta do Paral.

"Começámos por investir na aquisição de vinhas velhas, passámos para a ampliação da adega e iniciámos a construção do Boutique Wine Hotel, que vai ser um espaço maravilhoso, com muitos jardins onde podemos descansar num ambiente tranquilo longe da agitação das grandes cidades. Quero que os visitantes da Quinta do Paral tenham a experiência que eu tive quando cheguei ao Alentejo", afirma Dieter Morszeck, proprietário da Quinta do Paral.

A unidade hoteleira, que está a ser construída nas imediações da Quinta do Paral, "pretende proporcionar, aos seus futuros hóspedes, o “modo de viver” do Alentejo", segundo comunicado enviado à imprensa, contando por isso com um restaurante de cozinha tradicional alentejana, que vai ser liderado pelo chef José Júlio Vintém.

"Estamos a construir um Boutique Wine Hotel, que irá incluir um restaurante, onde o prazer de desfrutar da natureza, aliado à boa gastronomia alentejana e aos vinhos da Quinta do Paral, irão proporcionar experiências inesquecíveis. Consideramos que o chef José Júlio Vintém é a pessoa certa para mostrar o melhor que a terra nos dá. Queremos instituir um conceito urbano rural na Vidigueira, com produtos sazonais provenientes diretamente da horta e do pomar da Quinta do Paral", acrescenta Luís Morgado Leão, enólogo da Quinta do Paral.

Além do Boutique Wine Hotel, a Quinta do Paral adquiriu também mais hectares de vinhas velhas, o que motivou o investimento e 1,8 milhões de euros numa nova adega, que permitisse "aumentar a capacidade de fermentação, armazenagem e estágio dos seus vinhos".

"A adega existente era muito pequena e era muito difícil melhorar a qualidade superior que já tínhamos", explica Luís Morgado Leão, indicando que, além de "uma nova zona de receção e escolha de uvas, balseiros de carvalho francês para fermentação e estágio dos vinhos oriundos das vinhas velhas", foi ainda aumentada a "zona de fermentação de vinhos brancos e tintos" e instalado um "sistema de isolamento e climatização, na zona de estágio das barricas e garrafas, bem como em toda a adega".

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos

Toda a informação sobre o sector do turismo, à distância de um clique.

Assine agora a newsletter e receba diariamente as principais notícias do Turismo. É gratuito e não demora mais do que 15 segundos.

Navegue

Sobre nós

Grupo Workmedia

Mantenha-se conectado

©2021 PUBLITURIS. Todos os direitos reservados.