“2021 vai ser um ano muito interessante para a Biovilla”

Por a 8 de Março de 2021 as 16:28

Situada no seio do Parque Natural da Arrábida, a cinco quilómetros de Palmela e sete de Setúbal, a Biovilla é um Turismo de Natureza com quatro quartos que prepara a sua duplicação. A unidade apresenta-se como uma opção para as pessoas que querem relaxar na natureza num local sem grande afluência. Foram estas características que, perante o ano desastroso para o turismo em geral, fizeram com que a unidade apresentasse uma quebra de apenas 25% nas receitas relativamente ao ano de 2019.

Com as fronteiras fechadas, o perfil do hóspede da unidade foi 70% mercado nacional e cerca de 80% dos seus clientes revelam interesse “pelo tema da Sustentabilidade, privilegia as práticas que aqui partilhamos, a tranquilidade de que podem usufruir ao estar em contacto com a Natureza, fazer caminhadas, aproveitar a piscina, aprender sobre permacultura e agrofloresta, ou sobre plantas aromáticas, desfrutar de deliciosas  refeições caseiras e 100% biológicas”, refere a diretora-geral, Patrícia Gonçalves. “15% são pessoas que, não sendo ligadas a estas temáticas, têm curiosidade, já ouviram falar de nós e vêm experimentar. Os restantes 5% são pessoas que vêm ao engano, pensando que estão a marcar estadia num hotel. Destes, diria que 4% saem daqui encantados e impactados com o nosso projeto”, esclarece. Mas mais do que uma unidade de Turismo de Natureza, a Biovilla é um projeto de educação para a sustentabilidade e regeneração que engloba várias áreas, nas quais o Turismo de Natureza, que tem sido a maior fonte de receita.

Também nesta fase de confinamento a Biovilla tem registado procura, como explica a responsável. “Felizmente, temos tido algumas reservas, principalmente de famílias que estão saturadas de estar confinadas em apartamentos e vêm “respirar” um pouco de ar puro aqui na serra”.

Apesar das condicionantes com que o Turismo vive, Patrícia Gonçalves afiança que 2021 vai ser “um ano muito interessante para a Biovilla”. Tal afirmação deve-se à aprovação de dois financiamentos “fundamentais para o desenvolvimento e consolidação do nosso projeto”. Um deles foi atribuído pelo Turismo de Portugal e vai permitir ampliar a estrutura física da Biovilla, com a construção de mais quatro quartos, criação de uma sala de refeições e aumento da área da sala polivalente. O segundo, do Portugal Inovação Social, vai responder à vertente social da unidade, concretamente “ao problema do aumento da taxa de desemprego através da capacitação de mais de 100 desempregados de longa duração ou desempregados jovens nas 4 áreas principais em que atuamos – Turismo de Natureza, Horta & Floresta Autóctone, Ervas Aromáticas & Cosmética Natural e Transformação de Alimentos & Cozinha Consciente”. “Desta forma, cumprimos a nossa Missão Social e Ambiental numa altura em que realmente podemos fazer a diferença”, salienta Patrícia Gonçalves.

Um comentário

  1. Nana Martynova

    8 de Março de 2021 at 19:53

    Belissimo projeto. Os meus votos de successo!

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