MSC Cruzeiros não vai tornar obrigatória vacina contra a COVID-19 para embarcar

Por a 4 de Fevereiro de 2021 as 17:47

A MSC Cruzeiros não vai tornar obrigatória a vacina contra a COVID-19 para permitir o embarque de passageiros nos seus cruzeiros, decisão que, segundo Eduardo Cabrita, diretor-geral da companhia em Portugal, se deve ao facto do processo de vacinação ser longo e da companhia já contar com um Protocolo de Saúde e Segurança, que se tem revelado eficaz nos cruzeiros realizados desde agosto.

“A vacina vai ser mais uma característica a somar ao processo, não é só a vacina, porque não podemos dizer que vamos deixar de fazer o que fizemos desde agosto e bem, para pararmos tudo e esperar pela vacina, durante 10 meses para que, depois, a partir daí as pessoas possam viajar”, explicou o responsável esta quinta-feira, 4 de fevereiro, durante uma conferência de imprensa online.

Segundo Eduardo Cabrita, a MSC Cruzeiros já realizou, desde agosto, cerca de 20 cruzeiros, nos quais transportou mais de 20 mil passageiros, e não registou, até à data, qualquer caso de contágio a bordo, o que é atribuído ao sucesso do Protocolo de Saúde e Segurança estabelecido pela companhia de cruzeiros e que foi já aprovado por países como Itália, Grécia e Malta.

“Se não tivéssemos efetuado todos estes cruzeiros com estas pessoas de uma forma eficaz e eficiente, se calhar tínhamos de tomar outro tipo de medidas neste momento, mas o facto é que, realmente, eles estão a resultar, a bolha social continua a resultar”, acrescentou Eduardo Cabrita.

O diretor-geral da MSC Cruzeiros Portugal explicou que, por isso, nos navios da companha “quem já esteja vacinado poderá fazer um cruzeiro, mas quem não esteja poderá fazê-lo também, se assim o desejar”.

“Não vamos limitar nesse sentido”, garantiu o responsável, salientando que, neste momento, apenas uma companhia de cruzeiros anunciou essa obrigatoriedade, ainda que se trate de uma companhia que “tem características muito próprias em termos de grupo e público alvo, que são pessoas com mais de 65 anos, de um determinado país”.

“O que vai acontecer, se tudo correr pelo que estamos a delinear, é que as pessoas vão continuar a ser vacinadas, é uma verdade, mas o protocolo vai existir na mesma, apesar da vacinação existir e acredito que o protocolo não irá cair num curto espaço de tempo, não irá cair num espaço de dois meses ou seis meses”, acrescentou.

Eduardo Cabrita considerou mesmo que, neste momento, qualquer negócio que esteja à espera da vacina para retomar a atividade “tem um problema”, uma vez que não se espera que o processo de vacinação esteja concluído num curto espaço de tempo.

“A vacina vai ser algo positivo, que vai ajudar todos os setores a relançarem-se, não só o dos cruzeiros, mas não é o elo salvador de tudo. Nem as economias conseguiam funcionar de outra forma”, concluiu.

Recorde-se que, até à data, apenas a Saga Cruises anunciou que a vacina contra da COVID-19 vai passar a ser obrigatória para que o embarque de passageiros seja autorizado nos seus navios,  com a companhia a justificar a decisão com o facto da segurança a bordo ser uma prioridade.

“A saúde e segurança dos nossos clientes sempre foi a prioridade número um para a Saga Cruises, pelo que tomámos a decisão de exigir que todos os que viajam connosco estejam completamente vacinados contra a COVID-19”, anunciou a companhia em comunicado, no final de janeiro.

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