Presidência portuguesa da UE quer “construir um modelo sustentável de turismo”. Conheça as medidas

Por a 26 de Janeiro de 2021 as 11:02

Portugal iniciou este mês de janeiro aquela que vai ser a sua quarta presidência da União Europeia desde 1986, ano em que integrou a comunidade. Rita Marques, secretária de Estado do Turismo, apresentou, esta terça-feira, numa audição por videoconferência na comissão de Transportes e Turismo do Parlamento Europeu, as prioridades a curto, médio e longo prazo que Portugal pretende promover no decorrer da sua presidência para o Turismo, setor economicamente importante para a maioria dos estados-membros, onde se inclui Portugal.

Construir uma Europa “mais social, mais verde, mais resiliente e mais global” é um dos motes que norteia as medidas que a presidência portuguesa pretende dinamizar no setor do Turismo. Para tal, Rita Marques avançou que vão ser implementados “princípios de desenvolvimento sustentável e de transição verde e digital” nas medidas que vão acompanhar a reabertura do turismo, numa altura em que se atravessa um momento difícil devido à situação pandémica. “A nossa presidência irá propor um documento de conclusões do Conselho que pretende ser uma afirmação de que em conjunto e por via do Turismo podemos contribuir para a retoma socioeconómica da Europa e também naturalmente para uma Europa mais sustentável, mais verde, mais digital”, referiu a representante portuguesa.

O documento pretende apresentar visões a curto, médio e longo prazo para o Turismo. A curto prazo, Rita Marques destacou a manutenção do suporte financeiro que permita ou viabilize a sobrevivência, “precisamos  de continuar a trabalhar para salvar empresas e empregos”.
Importante também  a curto prazo é o trabalho coordenado dos estados-membros dentro da União Europeia, sobretudo ao nível do “reconhecimento dos testes, certificação das vacinas, uniformização dos ‘passenger locator cards’”. Ou seja, “trabalhar para mitigar as restrições à livre circulação e assegurando sempre informação clara para os consumidores”, defendeu.

Médio e longo prazo

Já a  médio e longo prazo, a presidência portuguesa pretende “melhorar a resposta financeira da União Europeia a um dos sectores mais afectados pela pandemia acelerando a sua recuperação”, de forma a melhorar “a sua resiliência e aumentando a sua sustentabilidade”.

“Construir um modelo sustentável de turismo garantindo que este é ambientalmente equilibrado e economicamente saudável e não impeça as gerações futuras de satisfazer as suas necessidades” é outra das medidas a longo prazo anuncidas pela governante portuguesa ao comissão dos Transportes e Turismo do Parlamento Europeu. Assim, como principais ações, Portugal pretende “manter um diálogo muito regular com todos os atores do setor, incluindo o Parlamento”, mas também melhorar as estatísticas do turismo desenvolvendo “uma gestão digital do big data, de tantos números e informações que nos podem ajudar a ter um melhor conhecimento”.

A criação de um guia para as empresas de turismo que reúna  todas as regras ligadas ao financiamento comunitário, mas ainda a criação de um painel de avaliação do turismo – EU Tourism Scoreboard -, “uma ferramenta que será muito útil para melhor conhecer e gerir o setor”, são outras das medidas que se pretende dinamizar. A presidência portuguesa pretende desenvolver também uma agenda do turismo europeu, 2030-2050, que será trabalhada na reunião minesterial prevista para o mês de maio.

“O lema da presidência portuguesa é “É tempo de agir”, e é isso que estamos a fazer, agir hoje para garantir um futuro melhor de todos os que trabalham ou vivem do setor do turismo e de todos aqueles  que encontram no turismo ou nas viagens o orgulho de ser europeu”, concluiu a responsável.

6 comentários

  1. Albino Moreira

    27 de Janeiro de 2021 at 16:52

    Também tenho passagens compradas desde fevereiro do ano passado, quando entrou essa pandemia, acho necessário e conveniente a prevenção, principalmente no inverno, por causa da força do vírus nesse período, mas pra daí fecharem tudo, fazerem lockdown, fecharem as portas para o Turismo desse jeito, vai quebrar o setor no meio, as empresas, hotéis, pousadas, empregados que sobrevivem do turismo, irão falir,pessoas irão passar fome, só meu ver não é tão difícil assim, basta fazer uma fiscalização e prevenção com o uso de máscara, álcool em gel, distanciamento social, mas não fechem, lockdown não resolve, tentem mudar essas regras, vai conseguir atender a nós turistas e os que dependem de sobreviver

  2. [email protected]

    27 de Janeiro de 2021 at 12:51

    Gostaria de saber se tem data prevista pra o turismo volta a Portugal,pois tenho uma viagem pra ir pra Lisboa desde março do ano passado,mas até agora não consegui viajar.sera que no próximo verão eu consigo ir.

  3. Paulo António Marques pereira

    26 de Janeiro de 2021 at 23:57

    Até era interessante mas o dinheiro é canalizado para os poucos grupos grandes que controlam a seu belo prazer e assim dividem dividendos por parasitas da sociedade quem quer fazer alguma coisa pelo interior e não só não tem hipótese pois aos pequenos esses fundos é uma miragem e uma publicidade de cosmética para a comunicação social também controlada por quem manda fazer passar a mensagem de esperanca
    Verdade pura

  4. Marinez alves

    26 de Janeiro de 2021 at 23:10

    Estou com passagens compradas para Lisboa aguardando o liberacao da fronteira

  5. Wanderley Brilhante

    26 de Janeiro de 2021 at 20:51

    Excelente….
    Boas ideias e ações…
    Os processos poderiam ser auditados por um criterioso sistema de avaliações da qualidade das ações implantadas…
    Na ações de turismos poderia ser oferecido roteiros específicos tais aos interesses dos turistas …como roteiro culturais… religiosos…lazer…etc…

  6. JANIKELE TORRES DE OLIVEIRA

    26 de Janeiro de 2021 at 15:22

    Concordo com isso, alguem tem que torma decisões sobre o turismo, pois o turismo é muito importante para a Europa pricipalme para portugal.o mundo não pode parar,queremos fronteiras aberta com segurança.

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