INE: Menos dormidas de residentes agravam quebras da hotelaria em outubro

Por a 30 de Novembro de 2020 as 16:51

Os estabelecimentos de alojamento nacionais registaram, em outubro, um milhão de hóspedes e 2,4 milhões de dormidas, números que traduzem quebras de 59,3% e 63%, respetivamente, face a igual mês de 2019 e que vieram agravar as reduções de 52,7% e 53,4% que já tinham sido registadas em setembro.

De acordo com as estatísticas rápidas do Instituto Nacional de Estatística (INE), que foram divulgadas esta segunda-feira, 30 de novembro, os resultados de outubro refletem também uma maior queda nas dormidas dos residentes, que desceram 21%, depois de em setembro já terem descido 8,5%.

Já os não residentes mantiveram a tendência de descida acentuada que já vinham a apresentar, com as dormidas deste mercado a caírem 76,2%, depois de em setembro terem caído também 71,9%, apurou o INE, que divide as dormidas dos residentes e dos não residentes em igual proporção, ou seja, 1,2 milhões de dormidas.

Quanto ao número de hóspedes, dos cerca de um milhão contabilizados em outubro, 647 mil foram residentes, o que traduz uma descida de 23,9%, que tinha sido de 15,4% em setembro, enquanto os não residentes terão chegado aos 371,8 mil, o que representa uma quebra de 77,5%, que no mês anterior já tinha sido de 73,8%.

Por regiões, o destaque pela positiva foi para o Alentejo que “terá continuado a apresentar a menor diminuição no número de dormidas, face ao mês homólogo, apresentando uma descida de 29,8%”, sublinha o INE, lembrando, no entanto, que, em setembro, essa descida tinha sido mais ligeira,  situando-se nos 20,9%.

O instituto destaca ainda o desempenho do Algarve, que viu o número de dormidas de residentes aumentar 4%, o que “poderá ter estado relacionado com a realização de um evento desportivo neste mês na região”.

De uma forma geral, os mercados emissores mantiveram, em outubro, “decréscimos expressivos”, refere ainda o INE, que coloca em destaque um gráfico que mostra quebras superiores a 90% nas dormidas de mercados mais longínquos como os EUA, Canadá e China, mas também alguns europeus, como o irlandês ou o dinamarquês, que apresentam quebras de 92,6% e 90,4%, respetivamente.

Entre os mercados mais tradicionais, destaque para o britânico, que caiu 82,7% nas dormidas de outubro, enquanto o alemão desceu 67,7%, o francês 58,1% e o espanhol 49,7%. Já o mercado holandês foi aquele que apresentou a menor descida em outubro, caindo 44,5%.

O INE acrescenta ainda que, em outubro, “29,9% dos estabelecimentos de alojamento turístico terão estado encerrados ou não registaram movimento de hóspedes”, o que representa um agravamento face aos 24% que estiveram encerrados em setembro.

 

 

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