APHORT pede bom senso ao governo e alerta que proibição de eventos corporativos leva ao encerramento de hotéis

Por a 6 de Novembro de 2020 as 9:58

A APHORT – Associação Portuguesa de Hotelaria, Restauração e Turismo  pediu um esclarecimento ao governo sobre o regime aplicável aos eventos corporativos nos concelhos sujeitos às novas medidas de restrição.
A associação diz não compreender as medidas de restrições aplicadas à realização de eventos corporativos anunciadas recentemente.

“Os eventos corporativos são importantes para os hotéis e para as empresas que os realizam. A sua proibição é um custo adicional e desnecessário, não só para os empresários do turismo, mas também para as empresas de outros setores. Em muitos casos, esta proibição poderá mesmo traduzir-se no empurrão final para o encerramento de muitos hotéis”, explica António Condé Pinto, presidente executivo da APHORT.
A Associação vai mais longe e considera que os critérios que estão a ser utilizados pelo Governo nesta questão são “incompreensíveis”. “Não entendemos o raciocínio que define, por exemplo, que uma iniciativa cultural, como a apresentação de um livro, possa ser realizada num hotel apenas para cinco pessoas, mas se for numa casa de espetáculos essa limitação já não se verifique. Ou que uma empresa seja impedida de fazer uma apresentação de um produto à sua equipa, enquanto que um partido político tem luz verde para fazer um reunião com os seus militantes”, avança António Condé Pinto. “Pela sua experiência e pelas condições que proporcionam, os hotéis são dos locais mais bem preparados para acolher a receção de eventos corporativos com toda a higiene e segurança que, neste momento, são exigidas”, defende.

Neste âmbito, a APHORT reclama, junto do Governo, “a necessidade urgente de equilíbrio e de proporcionalidade nas medidas tomadas e da prevalência do bom senso, que o primeiro-ministro tanto tem advogado ultimamente, considerando serem estes fatores essenciais para vencer esta crise”.

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