Cabo Verde aprova quinta-feira retoma dos voos internacionais

Por a 6 de Outubro de 2020 as 14:45

O governo cabo-verdiano vai aprovar quinta-feira, 8 de outubro, uma resolução para a retoma dos voos internacionais, avança a Lusa, que cita o primeiro-ministro de Cabo Verde, Ulisses Correia e Silva.

“No Conselho de Ministros da próxima quinta-feira, o Governo vai aprovar uma resolução que procede à reabertura de voos internacionais nos quatro aeroportos internacionais de Cabo Verde”, anunciou Ulisses Correia e Silva, durante a tomada de posse do novo presidente do Conselho de Administração do Hospital Agostinho Neto

O líder do executivo cabo-verdiano não adiantou, no entanto, qualquer data para a retoma dos voos internacionais, mas defendeu que as ilhas do Sal e Boa Vista têm condições para abertura ao turismo.

Recorde-se que os voos internacionais em Cabo Verde estão suspensos desde 19 de março, devido à pandemia da COVID-19, e apenas a 1 de agosto foi estabelecido um corredor aéreo para voos essenciais entre Lisboa (Portugal) e as ilhas de Santiago e de São Vicente, sendo os voos operados pela TAP e pela SATA.

Para entrarem ou saírem de Cabo Verde, os passageiros destes voos especiais devem possuir um teste negativo à COVID-19, realizado com pelo menos 72 horas de antecedência, o que, com a reabertura dos voos internacionais, vai levar a um aumento da procura por este tipo de testes, algo que o governo cabo-verdiano tem já previsto.

“Vamos reforçar a capacidade de realização de testes, reduzir o tempo de resposta aos testes, soluções rápidas de acesso aos resultados a preços mais baixos do que os praticados atualmente”, afirmou o governante, anunciando que brevemente estará também disponível uma plataforma digital para que os passageiros tenham acesso ao resultado do teste de forma rápido e imediata, através do telemóvel.

Ulisses Correia e Silva avançou ainda que as ilhas do Sal e da Boa Vista já dispõem de centro COVID-19, bem como de serviços de saúde públicos e privados certificados internacionalmente, o que as coloca em condições para a reabertura do turismo.

“As condições institucionais estão criadas, é preciso que os boavistenses e os salenses continuem a fazer um esforço adicional para mantermos muito baixo ou zerarmos os níveis de transmissão nessas duas ilhas e assim podermos brevemente reabrir essas duas ilhas ao turismo”, acrescentou o líder do executivo cabo-verdiano.

 

 

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