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Com pouca procura até ao final do ano, grupos hoteleiros ponderam voltar a fechar algumas unidades

Depois de um verão atípico, as reservas nas unidades hoteleiras voltaram a baixar e os hotéis não excluem a possibilidade de voltar a encerrar.

Carina Monteiro
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Com pouca procura até ao final do ano, grupos hoteleiros ponderam voltar a fechar algumas unidades

Depois de um verão atípico, as reservas nas unidades hoteleiras voltaram a baixar e os hotéis não excluem a possibilidade de voltar a encerrar.

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Foi um verão atípico para a hotelaria, como já se esperava. Mas, apesar de muito longe das ocupações de 90% que costumam ser habituais neste período do ano, os hotéis que abriram conseguiram ter alguma atividade, proveniente sobretudo do mercado nacional. O verão tardou a arrancar, mas quando arrancou, em agosto, alguns hotéis chegaram a ter ocupações muito expressivas, à exceção das cidades.

No caso dos hotéis Vila Galé, a maioria dos clientes durante o verão foram portugueses, embora também tenham tido algum mercado francês, holandês e espanhol. Quando a cadeia hoteleira começou a reabrir os seus hotéis, em junho, operação foi relativamente fraca, à exceção dos fins-de-semana, em particular dos feriados. Somente em julho, conseguiram recuperar ligeiramente e, em agosto, registaram uma taxa de ocupação média a rondar os 50%, mas com grandes assimetrias. De acordo com Gonçalo Rebelo de Almeida, administrador do grupo, os hotéis de cidade, sobretudo da região de Lisboa e do Porto, e na Madeira, “sem mercado internacional e sem eventos, tiveram taxas de ocupação muito baixas, a rondar os 15%, 20%”. Em contraste, o mercado nacional acabou por responder em algumas unidades do Algarve e no interior. “Apesar de a performance ficar bastante longe da que teríamos num ano normal, houve períodos com ocupações de 90% nalguns hotéis como por exemplo o Vila Galé Albacora (Tavira), Vila Galé Lagos, Vila Galé Collection Alter do Chão, Vila Galé Clube de Campo, Vila Galé Serra da Estrela ou Vila Galé Douro Vineyards”, conta o responsável.

Já quanto aos meses que se seguem, o gestor hoteleiro reconhece, com apreensão, que já a partir de outubro, sobretudo depois do feriado de 5 de outubro, a procura “vai sofrer um novo recuo, não só por causa do regresso às aulas e ao trabalho, mas também eventualmente devido à evolução da situação pandémica”. Apesar de ser muito difícil traçar cenários, “é praticamente certo que a procura na época baixa vai ser muito pouca, com menos folga para esperar resultados satisfatórios”, constata. Neste panorama excecional, a Vila Galé está a analisar o fecho de alguns hotéis. Se tal acontecer, “a situação dos colaboradores será acautelada, podendo vir a dar apoio a outras unidades que se mantenham a funcionar. Desde julho que não temos ninguém em lay off”.

DHM
Para os hotéis da Discovery Hotel Management (DHM), o verão acabou por trazer alguma surpresa, apesar das expectativas serem baixas comparativamente com o desempenho de 2019.

Não obstante o grupo hoteleiro ter fixado limites máximos de 70% de ocupação nos seus hotéis, de forma a garantir o devido distanciamento social e o bem estar dos nossos hóspedes, algumas unidades tiveram um “bom comportamento”, é o caso do Praia Verde, Vilamonte, Laguna, Eden, Monchique, The Crest, no Algarve, e do Palácio da Lousã e Douro 41, no Centro e Norte de Portugal, revela Francisco Moser, managing director da DHM.
Agora que o verão terminou, as reservas são pouco expressivas, com apenas o Algarve a ter algum destaque. “Estamos a ter algum pick up, mas muito pouco expressivo. A realização dos eventos da F1 e Moto GP tem desencadeado alguma procura no algarve, mas como digo até final do ano a procura é muito ténue em todas as nossas geografias”, refere o responsável da DHM.

Francisco Moser encara o resto do ano “com bastante apreensão”, mas “com resiliência e empenho para fazer face a um período desafiante do ponto de vista da gestão”. Não descarta o encerramento de algumas unidades neste período. Sobre as consequências que isso terá na gestão das equipas, responde: “A nossa preocupação tem sido manter os postos de trabalho, dentro dos limites possíveis. Nestes períodos de menor procura gerimos as férias, os bancos de horas e preocupamo-nos em organizar ações de formação profissional”.

Hoti Hotéis
De uma forma geral, o Grupo Hoti Hotéis verificou uma recuperação nos meses de julho e agosto, com níveis de ocupação interessantes, principalmente provenientes do mercado interno e de Espanha. Em resposta ao Publituris, o CEO da Hoti Hotéis, Miguel Proença, adianta que o grupo fechou o mês de agosto com uma quebra global do acumulado ano de 62% face a 2019. As unidades localizadas nas grandes cidades, nomeadamente no Grande Porto, Funchal e Grande Lisboa (por ordem de gravidade) foram as que registaram maior quebra dos níveis de ocupação. Por outro lado, foi na Região Centro que verificámos quebras menos acentuadas.

Apesar de ser difícil fazer previsões “porque os turistas marcam as suas estadias e viagens com cada vez menos antecedência”, há algo que a tradição indica: “Tradicionalmente, nos meses de setembro e outubro assistiríamos ao regresso às cidades, com o aumento do Corporate, do MICE e dos City Breaks, mas estes segmentos necessitam de uma perceção clara de segurança sanitária, o que, com o aumento do número de casos verificados nas últimas semanas, poderá limitar o número de reservas e eventos no outono”.

Após a recuperação temporária verificada nos meses de verão, o grupo estima que venha a “existir um nível de movimento mínimo” que, suportado na “continuidade do lay-off simplificado e na existência de apoios à formação, permita ponderar a continuidade da exploração de muitos dos nossos hotéis”. No entanto, “como é compreensível, se a subida do número de contágios for suficientemente elevada para exigir novo confinamento, deparar-nos-emos com um cenário de ausência total de procura, como em abril e maio”, refere Miguel Proença.

Dada a distribuição geográfica das unidades da Hoti Hotéis, com uma oferta maioritariamente urbana, o grupo prevê que a quebra dos níveis de ocupação se acentue até ao final do ano, situando-se entre os 65% e os 68% para o total do ano de 2020.

Neste momento, o objetivo da Hoti Hotéis é manter em funcionamento o maior número de unidades possível. A cadeia prevê, inclusive, abrir, até ao final do ano, o Moxy Lisboa Oriente, o primeiro desta marca em Portugal. No entanto, nesta fase, “não excluímos totalmente o encerramento temporário de algumas unidades, principalmente em localizações onde existem mais do que um hotel do grupo, como é o caso das cidades do Porto, Lisboa e Funchal”, adianta o CEO da cadeia hoteleira.

Neste cenário de incerteza, o grupo defende a “continuidade do lay-off simplificado e o apoio à formação”. Estas medidas são “fundamentais dado que criam condições para que a exploração seja possível com uma estrutura de custos compatível com níveis baixos de ocupação, possibilitando-nos manter em operação mais hotéis”.

Savoy Signature
A cadeia hoteleira da Madeira, Savoy Signature, abriu 80% do número total de camas para o período de verão, tendo recebido sobretudo clientes portugueses, que representaram 46% das dormidas.

Para o período que resta do ano de 2020, a cadeia afirma que está a receber reservas, embora ainda aquém do que foram em anos transatos à mesma data. “Notamos, também, um aumento de cancelamentos de última hora nos últimos meses”, refere Ricardo Farinha, CCO da Savoy Signature. Não obstante, “estamos confiantes na entrada de mais reservas de última hora comparativamente a anos anteriores, tal como já aconteceu durante os meses de junho a setembro em todos os hotéis que reabrimos da Savoy Signature”.

O responsável realça o facto da Madeira ser um destino que sempre conseguiu ter uma menor sazonalidade da procura turística relativamente às restantes regiões de Portugal. “Tal significa que a época que se aproxima não representa uma redução tão grande a nível do número de hóspedes”, conclui. Contudo, “com o aumento do número de casos de Covid-19 um pouco por toda a parte nas últimas semanas, sentimos obviamente que as pessoas mantêm uma atitude conservadora, sobretudo agora para os meses de outubro e novembro”. A expectativa do grupo é que, “com as medidas implementadas pelo Governo Regional da RAM para bloquear a entrada do SARS-Cov2, a Madeira continue a ser um destino seguro sem transmissão comunitária ativa e onde os nossos visitantes podem vivenciar o destino de forma descontraída”.

Para já, o hotel não perspectiva encerrar nenhuma unidade. “O número de reservas que começam a entrar last-minute demonstram que os esforços do Governo Regional para manter o destino seguro estão a dar frutos. Como tal, se se mantiver o status quo, não contamos encerrar nenhuma das unidades que temos atualmente abertas. Podemos, inclusivamente, até ao final do ano vir a abrir mais uma unidade no Funchal”, refere Ricardo Farinha.

Solverde
Neste verão, a Solverde assistiu “a uma procura bastante interessante”, contudo “inferior ao números habituais em anos anteriores, como seria de esperar”, refere fonte do grupo hoteleiro. A unidade que obteve maior procura foi o Hotel Casino Chaves, confirmando a movimentação do turismo para o interior, onde muitas regiões estiveram esgotadas ou perto disso.

Nesta fase de pandemia, em que é impossível prever o futuro, o grupo continua a remar com positivismo e criatividade, mantendo uma linha de comunicação, de forma permanente, com o seu público.

“As equipa estão muito focadas na aposta em grandes eventos corporativos, potenciando o que de melhor temos para oferecer em cada uma das nossas unidades, complementada com os espaços dos nossos Casinos. Para além disso, temos também a nossa atenção centrada no segmento do Turismo Sénior”, afirma a mesma fonte.

“A curto prazo, continuaremos a promover a região do Algarve como destino único e com condições climatéricas ótimas que se estendem para além do Verão, e explorando os grandes eventos desportivos que acontecerão em Portimão, como é o caso da Fórmula 1 e do Moto GP. O Hotel Algarve Casino, com uma localização privilegiada e com condições ideais, proporciona uma excelente opção nesta altura do ano, onde a oferta gastronómica, a segurança e o sossego se destacam”, conclui.

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Distribuição

Presidente da APAVT admite um 2023 “menos robusto” no outgoing e em algum incoming europeu

“Prevemos um 2023, ao nível do mercado português, e de outros mercados emissores europeus, menos robusto que em 2022. Diria que a nossa operação de verão em 2023 é bem espectável que seja menos robusta”, alertou o presidente da APAVT.

Num encontro com jornalistas, sexta-feira em Lisboa, e respondendo a uma questão colocada pelo Publituris, Pedro Costa Ferreira apontou que, no verão do próximo ano “teremos, por um lado, a poupança forçada já gasta, e por outro lado, menor rendimento disponível decorrente da inflação e, sobretudo, do peso que tem as prestações para habitação própria da classe média portuguesa”.

Assim, o dirigente admite que os destinos de proximidade tenhas oportunidades nesta conjuntura. Neste caso apontou a Madeira e os Açores “podem ter uma oportunidade acrescida, pois como se sabe, durante a pandemia também a tiveram. Isto também pode voltar a incluir destinos do continente”.

Preocupado está também com os principais mercados emissores europeus para Portugal. “Já há notícias muito desagradáveis do Reino Unido no que diz respeito à desvalorização da libra, que é uma da espécie de inflação ainda maior. E temos do ponto de vista do mercado alemão um histórico, é que, assim que há uma perspetiva de menor rendimento disponível, há menor consumo. Aliás, a Alemanha já está a entrar em recessão. Estou a falar de dois mercados fortíssimos para Portugal, mas teremos que olhar também para outros mercados europeus”.

Por outro lado, acrescentou, “se olharmos para o olharmos para o mercado norte-americano e para a valorização do dólar, teremos uma oportunidade espetacular, e sabendo que este mercado, e todos os mercados de longo curso são estratégicos do ponto de vista do turismo português, quem sabe. não teremos aqui, nas dificuldades. Uma oportunidade para acelerarmos alguns aspetos”.

Costa Ferreira sublinha, no entanto, que a “incerteza é total”, referindo que estamos a dar respostas como o mundo é atualmente “com a inflação, com a guerra como está, mas nada está garantido. A incerteza é total”.

Em relação a este ano, o presidente da APAVT sublinha que “já está tudo praticamente gasto. Foi um dos componentes da expressão inflacionária em que vivemos e não nos apanhou de surpresa.

Indica que, em 2020 “dizíamos que ia haver uma poupança forçada e que o retorno ia ser off/on e foi, e dissemo-lo, contra a maioria de estudos de consultores e outros analistas que indicavam regressos mais atenuados no tempo. Nós sempre dissemos que se houvesse condições do ponto de vista pandémico que a procura voltaria num dia, e voltaria mais forte do que nunca, e foi oque aconteceu” salientou Pedro Costa Ferreira no encontro com jornalistas.

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Meeting Industry

“Fazer!” é tema do 47º Congresso da APAVT em Ponta Delgada

“Fazer!”, numa perspetiva de “decisão, realização e construção”, é o tema do 47º Congresso da APAVT, revelou aos jornalistas, sexta-feira, em Lisboa, o presidente da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo, Pedro Costa Ferreira. Como já havia sido anunciado, este congresso terá lugar de 8 a 11 de dezembro, em Ponta Delgada (Ilha de São Miguel – Açores).

“Estamos muito felizes e dispostos a fazer do tema a nossa prática de intervenção nos próximos anos: construir, construir, construir. Decidir e realizar. Um sangue que é muito nosso”, disse o presidente da APAVT, para realçar que estamos a edificar para as agências de viagens nossas associadas um quadro diferenciador”.

Pedro Costa Ferreira esclareceu que “uma vez mais é um congresso do turismo organizado por agentes de viagens. Do ponto de vista das suas temáticas e da adesão dos congressistas, não está apenas em redor dos agentes de viagens”, assim  “vamos outra vez fazer um ponto de situação do turismo como um todo, e uma tentativa de olhar para o futuro do setor”.

No entanto, conforme disse, “começa a ser como uma espécie de sala ao lado, um minicongresso dentro do congresso, que responde a uma cada vez maior participação dos agentes de viagens no congresso”. Trata-se de uma sessão exclusiva para agentes de viagens e “este ano vamos alargá-la no tempo e no espaço de intervenção. O congresso encerra dia 10 à hora de almoço e prosseguiremos durante todo o dia só com os agentes de viagens”, explicou.

Neste que é o terceiro Congresso da APAVT realizado na Região Autónoma dos Açores, sob a presidência de Pedro Costa Ferreira, “um enorme destino, mas com desafios que devem ser encarados, e teremos um painel dedicado à análise destas questões, assim como teremos um momento depois de conhecimento e vivência do destino turístico em si, que acontecerá da parte da tarde do segundo dia”, apontou.

No que diz respeito propriamente aos painéis, o dirigente sublinhou que “vamos desafiar muito os congressistas a falar menos do que te corrido pior, apenas o necessário, para expressarem sobre o que temos que fazer melhor e esperamos com isso contribuir para uma política mais próxima da realização e com menos momentos de anúncio”.

Assim, a questão do crescimento do país vai estar na sessão de abertura, numa tradição que “é muito nossa, que é dotar os congressistas de um pensamento mais global, mais geral, menos focado no próprio setor”.

Os grandes desafios do modo geral do turismo português estarão em painel  próprio, a necessidade de diversificação do produto, de novos mercados e de mais território vão ter também painel próprio, bem como os caminhos para os Açores, para além de uma sessão exclusiva para agentes de viagens.

Do ponto de vista de alguns oradores e intervenientes já confirmados, o congresso contará, no painel de crescimento com presença do deputado da Iniciativa Liberal, Carlos Guimarães Pinto, Pedro Siza Vieira e Nadim Habib, da Nova SBE. A APAVT diz que não dispensa o presidente da SATA, Luís Rodrigues, Álvaro Covões no painel da diversificação de produto, novos mercados e mais território, bem como o presidente da Câmara de Aveiro, Ribau Esteves.

Catarina Valência, especialista em património cultural, fará, igualmente, uma intervenção na tentativa de colocar este património cultural nas práticas turísticas. A presença, pelo Turismo de Portugal, num dos painéis, participará o vogal Filipe Silva, enquanto Margarida Almeida, CEO da Amazing Evolution, desenvolverá alguns aspetos relacionados, entre outros, “com a tendência preocupante do aumento do preço associada a quebra de serviço”, avançou Pedro Costa Ferreira. A nível internacional, para já está confirmada a presença do presidente da ECTAA, na sessão de encerramento.

Finalmente, “é também nossa tradição o espírito de network e de fortalecimento de relações entre as pessoas”. Neste âmbito, numa das noites do congresso, está programado um espetáculo com uma dimensão bastante grande, do mágico Luís de Matos.

O presidente da APAVT destacou que “o Congresso tem uma dimensão entre 600 e 700 pessoas, uma dimensão perfeitamente razoável e indicada para os objetivos do congresso. Não buscamos um crescimento contínuo e sem sentido”, adiantando que “as inscrições já começaram e estão a decorrer em muito bom número. Diria que em melhor ritmo do que o ano passado”.

 

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Nova edição: merytu, sustentabilidade, Quadrante e Animação Turística

A nova edição do Publituris, a última do mês de setembro, faz capa com a nova plataforma merytu, que pretende dar resposta a uma problemática do setor do turismo: os Recursos Humanos.

Publituris

A nova edição do Publituris, a última do mês de setembro, faz capa com a nova plataforma merytu, que pretende dar resposta a uma problemática do setor do turismo: os Recursos Humanos.

Pensada em 2020 e lançada no ano passado, esta plataforma pretende facilitar o contacto entre quem emprega e quem procura emprego liberal e flexível. Apesar de ter uma especial incidência na hospitalidade, a merytu pretende abranger todo o turismo a nível nacional, entre outros setores de atividade já em vista.

Nesta edição, saiba também o que está a fazer o operador turístico Quadrante, que decidiu mudar alguns paradigmas para estar mais próximo dos agentes de viagens, e conheça as conclusões a que chegou Cláudia Seabra, investigadora da Universidade de Coimbra, que foi estudar o impacto da COVID-19 na sustentabilidade no turismo.

Os Publituris Portugal Travel Awards 2022 estão a chegar e, por isso, os nomeados voltam a integrar esta edição, até porque a votação para eleger os vencedores termina já a 7 de outubro.

Até lá, ainda é possível votar nos 104 nomeados em 15 categorias que concorrem na edição deste ano e que serão conhecidos no dia 18 de outubro, a partir das 19h00, na Quinta da Pimenteira, em Lisboa. A votação está disponível aqui.

Nesta edição, publicamos ainda um dossier sobre animação turística, segmento que continua a encontrar vários constrangimentos e cuja recuperação ainda é tímida. Integrada neste trabalho, está também uma entrevista ao presidente da APECATE, associação que representa a animação turística, congressos e eventos, que se queixa dos parcos apoios destinados a este setor.

Além do Check-in, as opiniões desta edição são de Francisco Jaime Quesado (economista), Mafalda Almeida (professora do ISCE), António Paquete (economista) e Luiz S. Marques (investigador).

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Edição Digital: merytu, sustentabilidade, Quadrante e Animação Turística

A nova edição do Publituris, a última do mês de setembro, faz capa com a nova plataforma merytu, que pretende dar resposta a uma problemática do setor do turismo: os Recursos Humanos.

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A nova edição do Publituris, a última do mês de setembro, faz capa com a nova plataforma merytu, que pretende dar resposta a uma problemática do setor do turismo: os Recursos Humanos.

Pensada em 2020 e lançada no ano passado, esta plataforma pretende facilitar o contacto entre quem emprega e quem procura emprego liberal e flexível. Apesar de ter uma especial incidência na hospitalidade, a merytu pretende abranger todo o turismo a nível nacional, entre outros setores de atividade em vista.

Nesta edição, saiba também o que está a fazer o operador turístico Quadrante, que decidiu mudar alguns paradigmas para estar mais próximo dos agentes de viagens, e conheça as conclusões a que chegou Cláudia Seabra, investigadora da Universidade de Coimbra, que foi estudar o impacto da COVID-19 na sustentabilidade no turismo.

Os Publituris Portugal Travel Awards estão a chegar e, por isso, os nomeados voltam a integrar esta edição, até porque a votação para eleger os vencedores termina já a 7 de outubro.

Até lá, ainda é possível votar nos 104 nomeados em 15 categorias que concorrem na edição deste ano e que serão conhecidos no dia 18 de outubro, a partir das 19h00, na Quinta da Pimenteira, em Lisboa. A votação está disponível aqui.

Nesta edição, publicamos ainda um dossier sobre animação turística, segmento que continua a encontrar vários constrangimentos e cuja recuperação continua a ser tímida. Integrada neste trabalho, está também uma entrevista ao presidente da APECATE, associação que representa o setor da animação turística, congressos e eventos, que se queixa dos parcos apoios destinados ao setor.

Além do Check-in, as opiniões desta edição são de Francisco Jaime Quesado (economista), Mafalda Almeida (professora do ISCE), António Paquete (economista) e Luiz S. Marques (investigador).

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Aviação

Novo aeroporto de Lisboa: Comissão técnica vai estudar cinco soluções

A comissão técnica que vai fazer a avaliação ambiental estratégica para o novo aeroporto de Lisboa terá em mãos cinco soluções, mas podem ainda propor mais caso entenda, revelou aos jornalistas o ministro das Infraestruturas e Habitação, Pedro Nuno Santos no final do Conselho de Ministros desta quinta-feira.

Em causa, segundo o governante citado pela Lusa, está a solução em que o aeroporto Humberto Delgado fica como aeroporto principal e Montijo como complementar, uma segunda em que o Montijo adquire progressivamente o estatuto de principal e Humberto Delgado de complementar, uma terceira em que Alcochete substitui integralmente o aeroporto Humberto Delgado, uma quarta em que será este aeroporto o principal e Santarém o complementar e uma quinta em que Santarém substitui integralmente a Portela.

Já na quarta-feira à noite, em entrevista à RTP3, Pedro Nuno Santos, havia avançado que a comissão técnica do novo aeroporto de Lisboa, com responsabilidade de apresentar um estudo de avaliação ambiental estratégica com conclusões até final de 2023, vai poder estudar mais localizações, além de Montijo, Alcochete e Santarém, lembrando que em 50 anos já foram analisados 17 locais.

A comissão técnica vai poder “incluir, se o entender, outras localizações na avaliação ambiental estratégica”, além das “que se conhecem”, disse, lembrando que “todo o trabalho que foi feito antes ao longo dos últimos anos será também utilizado”, estimando-se terem sido gastos cerca de 70 milhões de euros em estudos para a localização do novo aeroporto.

Ainda segundo o ministro, a comissão técnica vai ser liderada por um coordenador geral escolhido pelo primeiro-ministro, António Costa, mas sob a indicação do presidente do Conselho Superior de Obras Públicas, do presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas e do presidente do Conselho Nacional do Ambiente e do Desenvolvimento sustentável. “Estas três personalidades vão sugerir um coordenador geral que depois vai constituir seis equipas que vão trabalhar em seis dossiers diferentes”, acrescentou.

Refira-se que o Governo aprovou esta quinta-feira, em Conselho de Ministros, uma resolução que determina a avaliação ambiental estratégica para escolher a localização do novo aeroporto de Lisboa, através de uma comissão técnica independente que terá um coordenador geral, sob proposta de três personalidades.

Além disso, foi aprovada uma proposta de lei que clarifica a intervenção dos municípios nos “procedimentos de construção, ampliação ou modificação de um aeródromo, de forma a clarificar que no procedimento de apreciação prévia de viabilidade relativa à construção de aeroportos os pareceres das câmaras municipais não são vinculativos”, adiantou André Moz Caldas, secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros, também citado pela Lusa.

Portela precisa de obras “já” diz Nuno Pedro Santos

O ministro das Infraestruturas e Habitação, declarou também aos jornalistas, no final do Conselho de Ministros desta quinta-feira, que o aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, precisa de obras “já”, não permitindo aumentar a sua capacidade, mas pelo menos a sua fluidez operacional e conforto do passageiro, tendo em conta que o novo aeroporto “vai demorar”.

Como esta iniciativa implica investimento alteração das bases da concessão com a ANA – Aeroportos de Portugal, detida pelo grupo Vinci, Pedro Nuno Santos indicou que é nesse quadro que é possível “chegar a um valor” para este investimento, chegando a um “entendimento” com a concessionária.

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Projeto turístico de rendimento “Conceição 123” marca estreia da Maya Capital em Lisboa

A JLL acompanha o Maya Capital, um fundo de investimento imobiliário, na comercialização, em regime de exclusividade, do seu primeiro projeto imobiliário em Lisboa, o Conceição 123. O projeto foi alvo de um investimento de 65 milhões em ativos residenciais.

Publituris

Através do departamento “Residencial”, a JLL acompanha o Maya Capital, um fundo de investimento imobiliário, na comercialização, em regime de exclusividade, do seu primeiro projeto imobiliário em Lisboa, o Conceição 123. O projeto foi alvo de um investimento de 65 milhões em ativos residenciais.

Vocacionado para investidores que procuram novas oportunidades de rendimento, este projeto do Maya Capital é elegível para Golden Visa e localiza-se na Baixa, acrescentando ao mercado 13 novas frações de uso turístico.

Situado no número 123 da rua da Conceição, “este é um empreendimento de uso turístico pensado de raiz como um produto de investimento numa ótica de rendimento, garantindo aos compradores um rendimento fixo anual por um período de cinco anos”, como a JLL explica em comunicado. Os 13 apartamentos estão disponíveis nas tipologias T0 a T2 e serão entregues para exploração turística, com gestão a cargo da Lisbon Serviced Apartments.

Em nota de imprensa é ainda referido que todas as unidades deste projeto do Maya Capital serão equipadas com mobília, sendo que algumas incluem varanda. Os apartamentos têm áreas entre os 30 e os 104 metros quadrados e distribuem-se por cinco pisos.

Maya Capital

“O Conceição 123 será um sucesso em termos de ocupação turística e, por essa razão, irá captar a atenção de muitos investidores, nacionais e internacionais. Além de ser um produto que garante um retorno sólido, é também elegível para a atribuição de Golden Visa, sendo por isso especialmente atrativo para investidores oriundos do exterior da União Europeia”, assegura Patrícia Barão, Head of Residential da JLL Portugal.

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Emprego e Formação

Ana Mendes Godinho quer posicionar Portugal como país para viver e trabalhar

A ministra do Trabalho e da Solidariedade Social, Ana Mendes Godinho afirmou que “quer posicionar Portugal como país para trabalhar” e o turismo é um dos setores em que o Governo pretende aliciar trabalhadores vindos de fora porque “com as pessoas que temos em Portugal não chega”.

A governante, que falava no painel “Como atrair profissionais para o Turismo”, durante a VI Cimeira do Turismo Português, promovida em Lisboa, no âmbito do Dia Mundial do Turismo, destacou que este “foi o setor que mais postos de trabalho perdeu durante a pandemia”100 mil trabalhadores, tendo já recuperado cerca de 40 mil, mas ainda faltam 60 mil,, ”um problema que urge resolver até porque o turismo vive de pessoas”, frisou.

Ana Mendes Godinho, que conhece bem este setor, realçou que “o turismo precisa de pessoas, cada vez mais o mundo do trabalho é aberto na Europa, e a pandemia também abalou todos de forma sísmica até do ponto de vista de motivações dos trabalhadores, que são hoje diferentes”, e lembrou que “o turismo compete não só com outras atividades, como com empregos noutros países”.

Assim, a ministra do Trabalho e Solidariedade Social sublinha que o “grande desafio é atrair os nossos jovens a trabalharem no turismo, mas também abrir o mercado de trabalho aos que vêm de fora”.

É neste âmbito que se insere o acordo de mobilidade nos países da CPLP, e a simplificação na obtenção de vistos a cidadãos desses países que queiram vir trabalhar para Portugal.

É também neste quadro que o Governo vai promover, de 20 a 22 de outubro, uma Feira de Empregabilidade em Cabo Verde, que Ana Mendes Godinho espera que os empresários do turismo se juntem a esta iniciativa, que pretende “mostrar quais são as ofertas de emprego no nosso país, e as condições”, disse.

“As condições são atrativas e temos o quadro para que isso aconteça, assumindo que temos que dar um valor diferente ao trabalho. É peça chave do nosso futuro coletivo”, apontou a ministra, que destacou ainda o sucesso do visto criado este mês para nómadas digitais e trabalhadores remotos em Portugal. “Estamos a ter imensos pedidos, de pessoas que querem saber se conseguem por esta via ficar com número da Segurança Social”.

A ministra do Trabalho também explicou o objetivo de atrair em Portugal mais jovens e trabalhadores para o turismo, entre outros sectores, através do acordo de rendimento e competitividade que está à mesa das negociações em sede de Concertação Social.

Referindo a atual taxa de desemprego “historicamente baixa” de 5,9%, neste caso um “problema bom”, a ministra lembrou que o desafio perante a falta de mão de obra é fixar as pessoas em Portugal, fazer com que se sintam valorizadas, melhorar os contratos, sendo “evidente” que isso significa melhorias nos salários, implica também uma série de outras condições.

“Tenho a certeza que as empresas são as principais interessadas” em criar condições atrativas e dar um “valor diferente ao trabalho”, frisou ainda ministra adiantando que, também com Marrocos, o Governo assinou esta semana um acordo de mobilidade, e para que a formação seja em intercâmbio com empresas portuguesas.

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Transportes

António Costa assegura aprovação quinta-feira da metodologia para decidir sobre o novo aeroporto de Lisboa

O Primeiro-Ministro, António Costa, assegurou aos empresários do Turismo, mas também ao país que o Governo vai aprovar, na próxima quinta-feira, em Conselho de Ministros, a resolução que ditará a metodologia da avaliação ambiental estratégica para decidir a solução para o novo aeroporto de Lisboa.

Refira-se que essa resolução foi negociada com o líder da oposição, Luís Montenegro, presidente do PSD. O Chefe do Executivo que discursava na abertura da VI Cimeira do Turismo Português, promovida, em Lisboa, no âmbito das celebrações do Dia Mundial do Turismo disse que “verifiquei sempre da parte do líder do maior partido da oposição a vontade efetiva de procurar um acordo”.

António Costa considerou que o PSD demonstra vontade efetiva de chegar a um acordo sobre o novo aeroporto de Lisboa, mas enalteceu que usará a maioria PS se no final do processo estabelecido se verificarem divergências.

Numa longa intervenção dedicada quase toda ela à problemática da decisão sobre a localização da nova infraestrutura aeroportuária para a região de Lisboa, o Chefe do Governo defendeu que “perguntam-me se tenho a certeza que vai haver acordo sobre a solução. Eu não posso responder pelo líder da oposição. Mas há uma coisa que tenho a certeza: É que o facto de ter sido possível um entendimento com o PSD sobre a metodologia é um primeiro passo decisivo para podermos ter um acordo sobre a solução final”.

O Primeiro-Ministro anunciou o fim do polémico veto das autarquias às estruturas com interesse nacional e a equipa que vai coordenar a avaliação ambiental estratégica.

As novidades vão ser conhecidas e aprovadas já no próximo Conselho de Ministros, na quinta-feira, onde será nomeado o coordenador do estudo, sob proposta do presidente do Conselho Superior de Obras Públicas, do presidente do Conselho de Reitores e pelo presidente do Conselho Nacional do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, que compõem a estrutura.

“O coordenador vai escolher seis coordenadores de seis áreas temáticas, que exigem ser estudadas na avaliação ambiental estratégica, dentro de um painel de peritos designado pelo Conselho de Reitores das Universidades portuguesas”, acrescentou.

Minutos antes, já o presidente da CTP, Francisco Calheiros tinha afirmado que “a entrada de mais turistas em Portugal

significa mais receitas para o país”, por isso, a Confederação do Turismo de Portugal “continua a bater-se para que haja uma decisão final sobre o novo aeroporto”, para acrescentar que “só com uma nova infraestrutura aeroportuária poderemos dar ainda mais a Portugal. Desde logo na fase da sua construção, já que se fomentará a atividade de vários setores económicos e se criará mais emprego. E isto significa mais receitas para o Estado, logo, um maior contributo para todo o País”.

Por isso, segundo Francisco Calheiros “é urgente decidir já! Não podemos perder mais tempo. O País não pode perder mais dinheiro com todas estas incertezas e não decisões”, lembrando um estudo recentemente apresentado pela CTP: “A não decisão sobre o novo aeroporto, terá no mínimo um custo de quase 7 mil milhões de euros; menos 28 mil empregos e uma perda de receita fiscal de 2 mil milhões de euros”.

Por sua vez, o presidente da Câmara Municipal da capital, Carlos Moedas, avisou, durante a Cimeira do Turismo Português, que o futuro aeroporto de Lisboa “tem de estar próximo” da capital e a decisão não se pode arrastar para lá de 2023.

Durante os próximos dias daremos, no nosso site, mais pormenores sobre outras questões que mereceram destaque nesta cimeira, bem como contamos publicar uma reportagem na próxima edição do Publituris.

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Governo cria Programa Festivais Acessíveis

Este programa visa distinguir “os festivais que apresentem condições de acessibilidade para todos os que tenham mobilidade condicionada, como pessoas com deficiência física ou sensorial, grávidas, crianças ou pessoas idosas”.

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O Governo criou, através uma parceria entre o Turismo de Portugal I.P. e o Instituto Nacional de Reabilitação (INR), o Programa Festivais Acessíveis para distinguir “os festivais que apresentem condições de acessibilidade para todos os que tenham mobilidade condicionada, como pessoas com deficiência física ou sensorial, grávidas, crianças, pessoas idosas, entre outros”.

Este programa, que nasce através do Despacho Conjunto n.º 11448/2022 da Secretária de Estado do Turismo, Comércio e Serviços e da Secretária de Estado da Inclusão, de 26 de setembro de 2022, contempla, ainda, “a atribuição anual do Prémio “Festival + Acessível”, ao evento mais acessível do conjunto dos festivais reconhecidos, em cada ano”.

O programa está aberto a candidaturas de entidades públicas ou privadas, assim como de organizadores de festivais nas tipologias previstas, devendo as candidaturas ser realizadas três meses antes do início do festival.

“As entidades interessadas em candidatar o seu festival devem consultar o regulamento constante do Despacho Conjunto n.º 11448/2022, assim como o Manual de Apoio que contém informação detalhada sobre o preenchimento do Formulário de Candidatura”, indica uma nota da Secretaria de Estado do Turismo, Comércio e Serviços.

Toda a documentação para as candidaturas está disponível através do site do Turismo de Portugal, numa página dedicada exclusivamente a este Programa Festivais Acessíveis.

“Portugal é já hoje reconhecido, tanto por portugueses como estrangeiros, pela diversidade e qualidade da sua oferta de festivais, em todo o território e ao longo de todo o ano. Damos agora um passo deveras significativo no caminho da fruição destas experiências por todos, sem exceção. E este é também o papel do turismo e no qual estamos fortemente empenhados: construir um mundo mais justo, inclusivo e sustentável”, considera Rita Marques, secretária de Estado do Turismo, Comércio e Serviços

Este programa enquadra-se nos objetivos do Programa “All for All – Portuguese Tourism”, que visa contribuir para o incremento da oferta turística acessível, assim como para a promoção de Portugal como destino para todos, no âmbito do qual foram já apoiados 129 projetos visando a adaptação da oferta nas várias tipologias da cadeia turística, com destaque a melhoria das condições de acessibilidade física e comunicacional dos equipamentos culturais.

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Chegadas internacionais de turistas ficaram a 57% do período pré-pandemia no acumulado até julho

Apesar da recuperação de quase 60% dos níveis pré-pandemia até julho, a OMT está preocupada com o impacto da guerra e da inflação, que podem atrasar para 2024 ou mais a recuperação total do setor para níveis de 2019.

Inês de Matos

Nos primeiros sete meses de 2022, as chegadas internacionais de turistas praticamente triplicaram face a igual período do ano passado, num crescimento que chegou aos 172% e que, em comparação com igual período de 2019, o que, segundo a Organização Mundial do Turismo (OMT), significa que o “setor recuperou quase 60% dos níveis pré-pandemia”.

Segundo o último Barómetro Mundial de Turismo, divulgado esta segunda-feira, 26 de setembro, pela OMT, esta recuperação “reflete a forte procura reprimida por viagens internacionais, bem como a flexibilização ou levantamento das restrições de viagem até ao momento”, uma vez que, a 19 de setembro, já existiam 86 países sem restrições relacionadas com a COVID-19.

“O turismo continua a recuperar de forma constante, mas continuam a existir vários desafios, desde geopolíticos a económicos. O setor está a trazer de volta esperança e oportunidades para as pessoas em todo o mundo. Agora também é a hora de repensar o turismo, para onde ele está indo e como isso impacta as pessoas e o planeta”, afirma Zurab Pololikashvili, secretário-geral da OMT.

Nos primeiros sete meses de 2022, a OMT estima que tenham sido mais de 474 milhões os turistas que realizaram viagens internacionais, número que compara com os 175 milhões contabilizados em igual período do ano passado, quando a COVID-19 e as restrições relacionadas com a doença eram ainda um entrave às viagens.

Apenas nos meses de junho e julho, foram contabilizadas 207 milhões de chegadas internacionais, número que, indica a OMT, representa mais do dobro do ano passado e 44% de todas as chegadas apuradas nos acumulado desde o início do ano.

“A Europa recebeu 309 milhões dessas chegadas, representando 65% do total”, destaca a OMT, sublinhando que a Europa e o Médio Oriente registaram a recuperação mais rápida no período em análise, com as chegadas a atingirem os 74% e 76% dos níveis de 2019, respetivamente.

No que diz respeito à Europa, a OMT refere ainda que, entre janeiro e julho, o território europeu recebeu três vezes mais chegadas internacionais do que tinha acontecido no ano passado, num crescimento de 190%, o que se justifica pelo facto dos resultados terem sido “impulsionados pela forte procura intra-regional e pelas viagens dos Estados Unidos”.

A OMT diz que a Europa viveu um “verão movimentado”, ficando apenas 21% e 16% abaixo de junho e julho de 2019, respetivamente, tendo as chegadas subido para 85% dos níveis de 2019 em julho.

“O levantamento das restrições de viagem num grande número de destinos também alimentou esses resultados”, acrescenta a OMT, revelando que 44 países na Europa já não tinham restrições relacionadas com a COVID-19, a 19 de setembro de 2022.

Já o Médio Oriente viu as chegadas internacionais aumentarem quase quatro vezes em relação ao ano anterior em janeiro-julho de 2022, num crescimento de 287%, tendo mesmo superado os níveis pré-pandemia em julho em 3%, o que se deveu aos resultados da Arábia Saudita, onde este indicador subiu 121% devido à peregrinação do Hajj.

No continente americano, as chegadas aumentaram 103% e no africano houve uma subida de 171% entre janeiro e julho, ficando a 65% e 60% dos níveis de 2019, respectivamente.

Já na Ásia-Pacífico houve um aumento de 165%, com as chegadas a subirem mais do dobro face aos primeiros sete meses de 2019, ainda que tenham permanecido 86% abaixo dos níveis de 2019, “pois algumas fronteiras permaneceram fechadas para viagens não essenciais”, segundo a OMT.

A OMT destaca que a recuperação do turismo também pode ser vista através do aumento dos gastos dos vários mercados, que tem vindo a subir, com destaque para a França, onde este indicador subiu para -12% em janeiro-julho de 2022 em comparação com 2019, enquanto os gastos da Alemanha subiram para -14%. Os gastos com turismo internacional ficaram em -23% na Itália e -26% nos Estados Unidos.

Tal como os gastos, também o tráfego aéreo internacional de passageiros está a subir e, entre janeiro e julho, aumentou 234%, ficando 45% abaixo dos níveis de 2019, o que traduz uma recuperação de cerca de 70% dos níveis de tráfego pré-pandemia em julho, indica a OMT, citando a IATA – Associação Internacional de Transporte Aéreo.

Guerra e inflação geram incerteza na recuperação

Apesar da recuperação dos vários indicadores, a OMT está preocupada com as ameaças à recuperação, a exemplo da escassez de funcionários que levou ao caos nos aeroportos, mas também da guerra na Ucrânia, que, segundo a organização, “representa um grande risco de queda”.

Além disso, “a combinação de taxas de juros crescentes em todas as principais economias, aumento dos preços de energia e alimentos e as perspectivas crescentes de uma recessão global, conforme indicado pelo Banco Mundial, são grandes ameaças à recuperação do turismo internacional até o final de 2022 e 2023”, refere a OMT.

A OMT diz mesmo que o seu último Índice de Confiança já reflete uma “perspectiva mais cautelosa” e que também as reservas mostram que existe preocupação com o futuro, uma vez que estão a mostrar “sinais de crescimento mais lento”.

“As perspectivas para o restante do ano são cautelosamente otimistas”, aponta a organização, revelando que existe um abrandamento dos níveis de confiança, uma vez que 47% dos indivíduos que compõem o Painel de Especialistas da OMT manifesta perspectivas positivas para o período entre setembro e dezembro de 2022, enquanto 24% não espera mudanças específicas e 28% considera que poderia ser pior.

Os especialistas da OMT mostram-se ainda confiantes em 2023, pois 65% acreditam num melhor desempenho do turismo do que em 2022, ainda que a incerteza económica tenha revertido as perspectivas de regresso aos níveis pré-pandemia no curto prazo.

“Cerca de 61% dos especialistas agora veem um potencial retorno das chegadas internacionais aos níveis de 2019 em 2024 ou mais tarde, enquanto aqueles que indicam um retorno aos níveis pré-pandemia em 2023 diminuíram (27%) em comparação com a pesquisa de maio (48%)”, indica a OMT.

A conjuntura económica continua a ser o principal motivo da incerteza, uma vez que a subida da inflação, assim como dos preços da energia têm levado ao aumento dos preços dos transportes e alojamento, “ao mesmo tempo que pressionam o poder de compra e a poupança dos consumidores”.

 

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