Quebras de 30% no Centro mostram que “esforço valeu a pena”

Por a 28 de Setembro de 2020 as 11:10
BRENDAIT

O presidente da Turismo Centro de Portugal (TCP), Pedro Machado, considera que a região Centro pode vir a fechar 2021 com perdas na ordem dos 30%, número que, segundo o responsável, apesar de não ser satisfatório, mostra que o “esforço valeu a pena”, até porque a média de perdas nacional ronda os 68%.

“Se fossemos capazes de fechar 2020 com perdas na ordem dos 30%, comparado com 2019, seria um resultado para o qual, não estando felizes nem satisfeitos, diríamos que, pelo menos, o esforço valeu a pena”, assumiu Pedro Machado, durante uma conferência de imprensa incluídas nas comemorações do Dia Mundial do Turismo, que se comemorou esta domingo, 27 de setembro.

De acordo com o responsável, que é citado pela Lusa, as perdas na região Centro rondam, atualmente, os 47%, segundo os dados de julho do INE – Instituto Nacional de Estatística, que apontam também para uma quebra de 68% a nível nacional, o que indica que a região Centro tem “praticamente 20 pontos percentuais a menos que as perdas do acumulado nacional”, destacou Pedro Machado.

Para o responsável, estes dados “não são um bom resultado”, uma vez que é preciso olhar para “o acumulado e para a média da região”, ainda que o responsável reconheça que a região registou, este verão,  “bons exemplos que tiveram meses como os de julho e agosto como os melhores meses dos últimos 20 anos”.

Castelo de Bode foi um dos exemplos positivos destacados por Pedro Machado, que registou, segundo o responsável, “em julho e agosto o melhor rácio dos últimos 10 anos”, porque, “os consumidores muito habituados a uma permanência num período estival associado às praias oceânicas, este ano, as barragens, as albufeiras, as praias fluviais foram felizmente compulsivamente procuradas”.

Apesar de, como referiu o presidente da TCP, a pandemia não ter trazido nada de bom, “fecharam-se portas, nomeadamente as aeroportuárias de mercados decisivos para o Centro de Portugal como o Brasil, Alemanha, França, mas abriram-se janelas”.

“A janela da oportunidade de territórios como aquele onde estamos hoje, janelas de oportunidade para o turismo ativo, para o cicloturismo, para a gastronomia, para a saúde e bem-estar, para muitos daqueles produtos que são o portefólio que temos com vantagem competitiva no Centro de Portugal”, acrescentou.

 

 

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