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Operação do Vila Baleira Hotels liga Cascais a Porto Santo a partir de 14 de agosto

Os voos charters semanais serão realizados em parceria com a empresa Sevenair e vão prolongar-se até 19 de setembro e permitem ainda a ligação aos aeródromos de Bragança, Viseu e Portimão.

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Operação do Vila Baleira Hotels liga Cascais a Porto Santo a partir de 14 de agosto

Os voos charters semanais serão realizados em parceria com a empresa Sevenair e vão prolongar-se até 19 de setembro e permitem ainda a ligação aos aeródromos de Bragança, Viseu e Portimão.

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O grupo Vila Baleira Hotels & Resorts inaugura na próxima sexta-feira, dia 14 de agosto, uma operação especial que vai ligar Cascais à Ilha do Porto Santo. De acordo com o comunicado do grupo, os voos charters semanais, realizados em parceria com a empresa Sevenair, vão prolongar-se até 19 de setembro e permitem ainda a ligação aos aeródromos de Bragança, Viseu e Portimão. “É um reforço na aposta que estamos a fazer no turismo nacional e na criação de rotas alternativas para que os portugueses possam passar férias na nossa unidade hoteleira”, explica Bruno Martins, diretor geral do grupo.

A operação arranca já na próxima sexta-feira e contempla a realização de seis voos semanais (14, 22 e 29 de agosto e 5, 12 e 19 de setembro). Com capacidade para o transporte de 16 pessoas, que podem levar até um máximo de 20 quilos de bagagem, a aeronave Bae Jetstream 32 irá ligar o aeródromo de Cascais ao aeroporto do Porto Santo em duas horas e quinze minutos. Com partida às 11h20, estes voos vão assegurar ainda a ligação aérea para passageiros oriundos dos aeródromos de Bragança, Viseu e Portimão.

“Com a retoma gradual das ligações aéreas ao Porto Santo, e numa altura em que alguns mercados internacionais ainda se encontram fechados ou colocam a exigência de realização de quarentena de 14 dias no regresso à origem, o Vila Baleira Resort – Porto Santo teve de se adaptar e procurar novas ofertas para o turista nacional”, explica Bruno Martins. À semelhança do que sucede com outros pacotes turísticos que a unidade hoteleira tem em vigor, esta nova oferta obriga à realização de teste à COVID-19 até três dias antes da partida.

Recorde-se que as duas unidades do grupo Vila Baleira Hotels & Resort, no Porto Santo e no Funchal, reiniciaram a sua atividade com o selo “Clean & Safe” e a inclusão de um seguro que garante despesas de assistência e repatriamento caso um hóspede contraia a COVID-19 durante a sua estadia, bem como a oferta do teste de diagnóstico COVID-19.

Bruno Martins explica que “o grupo Vila Baleira Hotels & Resorts oferece direta ou indiretamente soluções para a realização de testes gratuitos na origem”. Quem quiser ficar instalado no hotel do Porto Santo ou do Funchal pode realizar o teste num dos locais protocolados pelo Governo Regional da Madeira, através do Instituto de Administração da Saúde, ou, em alternativa, recorrer a um dos locais disponíveis para clientes com reservas feitas através dos operadores turísticos protocolados com os Hotéis Vila Baleira ou com reservas efetuadas diretamente no site www.vilabaleira.com ou ainda na central de reservas dos Hotéis Vila Baleira. “Temos toda esta informação disponível no site, bem como os locais onde, através das várias parcerias, é possível fazer o teste antes da partida”, reforça o diretor-geral do Vila Baleira Hotels & Resorts.

“A praia do Porto Santo foi considerada uma das mais seguras no período do desconfinamento e nós queremos que os portugueses tenham oportunidade de desfrutar deste destino de excelência e onde os casos positivos de COVID-19 foram residuais”, salienta Bruno Martins. No entender do diretor-geral do grupo Vila Baleira Hotels & Resorts, com esta nova oferta, “tornamos a ilha mais acessível aos turistas nacionais oriundos do território continental”.

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“Não podemos estar presos apenas a um ou dois mercados. Já vimos que isso dá maus resultados”

A menos de dois meses do arranque da maior feira do setor do turismo em Portugal, o Publituris esteve à conversa com o presidente do destino nacional convidado da BTL 2022: Turismo do Porto e Norte de Portugal. Prometidas que estão cerca de 600 ações, Luís Pedro Martins pede um reforço na segurança.

Depois dos cancelamentos, em 2020 e 2021, a BTL está de regresso, com a realização da mais relevante feira do setor do turismo a estar marcada de 16 a 20 de março, na FIL, em Lisboa.

O Turismo do Porto e Norte de Portugal (TPNP) é o destino nacional convidado e o respetivo presidente, Luís Pedro Martins, admite a “responsabilidade”, destacando a apresentação de uma nova marca do território: “uma marca constituída por três regiões, dois países e um destino”.

A dois meses da BTL 2022, que expectativas tem relativamente ao evento?
A expectativa é grande, até porque já estamos sem BTL há duas edições [2020 e 2021], sem aquela que é a maior montra do turismo nacional e onde o Porto e Norte participa sempre e faz sempre questão de ter uma apresentação com grande criatividade e dignidade.

De facto, a situação pandémica cria-nos alguma insegurança e onde a incerteza é que prevalece. Mas queremos acreditar que as medidas avançadas não limitem o evento e que o facto de sermos um país que vai vacinando em grande número a sua população nos faça acreditar que, chegada a altura, a BTL se realize.

Pelo menos essa é a vontade de todos e julgo que posso falar não só pela região de Turismo do Porto e Norte, mas por todas as regiões do nosso país.

Uma nova marca
Apontou que o Turismo do Porto e Norte de Portugal está sempre com grande criatividade na BTL. Pergunto-lhe, por isso, o que é que podemos esperar, de facto, da participação de 2022?
No ano em que somos destino nacional convidado, isso aumenta a nossa responsabilidade para fazer uma boa representação da região. Teremos uma área de cerca de 1.260 metros quadrados no pavilhão 1 – o pavilhão das regiões – num stand com grande impacto visual, onde queremos que estejam em relevo os nossos quatro subdestinos. Assegurados estão, também, já cerca de 95% dos municípios da região, tal como uma série de parceiros privados que estarão também em evidência.

Muito importante o destaque que vamos dar, pela primeira vez, à Rota dos Vinhos e do Enoturismo; à nova marca das Termas do Porto e Norte de Portugal, em parceria com a Associação Termas de Portugal; aos Cinco Caminhos de Santiago; ao trabalho feito no turismo industrial; às comemorações dos 20 anos do Douro Património da Humanidade; às estações náuticas que compõem o Turismo do Porto e Norte; ao programa com os ‘Hosted Buyers’, entre outros.

No fundo, falo de um conjunto de cerca de 600 ações que vão desde a promoção de produtos turísticos, eventos, apresentação de novos projetos, ‘show cooking’, muita animação e, também, e deixei para o fim porque será algo bastante importante, a apresentação de uma nova marca do território, uma marca constituída por três regiões, dois países e um destino.

Não posso revelar mais nada agora em relação a esta marca que, também, vai ter uma apresentação internacional.

Essa apresentação internacional será antes, durante ou depois da BTL 2022?
Vai ser antes. Tudo isto terá transmissão em ‘streaming’, tendo em conta as circunstâncias e acreditando que nem todos tenham disponibilidade para estar presentes fisicamente, mas que não seja essa a razão para não conhecer as novidades do Porto e Norte.

Durante estes dois anos tivemos aqui uma comunicação muito assente no mercado interno. Esta presença do Turismo do Porto e Norte de Portugal na BTL continuará a ser para dentro ou para fora?
Esta presença será nos dois sentidos: Para dentro, para continuar a aproveitar esta dinâmica que foi criada e em boa medida. A pandemia permitiu um novo olhar para estas regiões, colocou estes destinos de baixa densidade no palco e os turistas nacionais perceberam que afinal há muitas razões – e boas razões – para terem férias inesquecíveis sem sair do seu território.

Portanto, queremos continuar este trabalho até para que, no pós-pandemia, tudo isto não volte ao passado. Mas, por outro lado, estar sempre, obviamente, a olhar também para os nossos mercados internacionais e daí o programa dos ‘Hosted Buyers’ ser importante. É o aproveitar, também, desta nossa montra portuguesa para estes mercados. Claro que isso faz-se também com a participação que vamos tendo nas feiras internacionais com as outras regiões e com o Turismo de Portugal. Dito de outra forma, em todo o lado onde nos foi permitido estar presentes, nós estivemos presentes. 2021 foi um ano de trabalho muito grande em termos de promoção externa e prova disso são os resultados. Tínhamos como objetivo, comparando este pior período de sempre do turismo com um melhor ano de sempre em 2019, passar pelo menos 50% desses resultados de 2019. Conseguimos ultrapassar. Mas não é, obviamente, algo que nos permita grandes festejos, mas de qualquer forma é de assinalar.

Outra forma para medir o trabalho feito entre Turismo Portugal, Entidades Regionais, Agências de Promoção Externa, são os inúmeros prémios ganhos. Aí, destaco não só os prémios entregues diretamente a privados, mas, também, por produtos turísticos e peças de comunicação e de promoção onde, por exemplo, o Porto e Norte tem ganho sucessivamente uma série de festivais de cinema de turismo. Os cinco prémios conquistados pelo TPNP em Las Vegas, no Festival de Cinema de Las Vegas, demonstram que, de facto, estamos no bom caminho e temos de estar a fazer bem as coisas para sermos reconhecidos por isso.

Diversificar a Oriente
O Turismo do Norte tem em marcha um plano para captar mercados do Médio Oriente à boleia da filigrana, tendo estado, inclusivamente, na Expo Dubai 2020. O Médio Oriente é uma aposta?
Sim, fizemos três ações na Expo Dubai que nos permitiram muitos contactos com a comunicação social do Médio Oriente, mas também com influencers, bloggers e operadores turísticos, tendo em conta que, e quem o diz é a Organização Mundial do Turismo, o mercado do Médio Oriente será, até 2030, o grande mercado no setor do turismo.

É a tal necessária e exigível diversificação dos mercados?
É certamente. Não podemos estar presos apenas a um ou dois mercados. Já vimos que isso dá maus resultados. Na região do Porto e Norte, felizmente, temos essa diversidade. Temos mercados de proximidade muito importantes, como o espanhol, francês ou alemão. Mas também os mercados de longa distância como o brasileiro, americano ou canadiano são muito importantes. Em 2019, estávamos a iniciar um trabalho muito interessante com os países da Ásia Pacífico, tendo, nomeadamente, a Turkish Airlines e a Emirates como alavancas. A Turkish não abandonou, aliás anunciou, recentemente, esperar no verão de 2022 regressar com a operação que tinha em 2019. Em relação à Emirates, a expectativa que temos é que neste verão tenhamos novamente a Emirates de regresso ao Porto e Norte, coisa que não acontece neste momento, mas queremos que volte a acontecer até porque percebemos que a atração do destino é grande.

Estas ações que tivemos no Médio Oriente permitiram-nos confirmar essa realidade. Mas para acontecerem é preciso conectividade aérea e essa sim é a grande questão também do Porto e Norte. Até que ponto se consegue assegurar essa conetividade aérea tão importante para voltar a receber turistas aos números que tínhamos em 2019. Só para recordar foram seis milhões de turistas.

Uma crítica à TAP, portanto?
Em relação à TAP, felicitamos o acordo feito e que tem sido reconhecido, por todos, como um bom acordo. Pelo menos permite à TAP manter a sua frota e a diminuição de ‘slots’, ao que parece, não é significativa.

A única dúvida que fica por esclarecer é que estratégia tem a TAP em relação ao resto do país? É para manter uma operação forte em Lisboa e uma aposta no ‘hub’ de Lisboa, ao qual não temos nada contra? Sabemos que é importante que ele exista em Portugal e que seja assegurado pela TAP para manter as ligações à América Latina, África, América do Sul e América do Norte. Mas depois isso não chega. E aí voltamos sempre ao mesmo que é saber se seremos compensados de outra forma para poder trabalhar diretamente com aquelas companhias que querem voar para o aeroporto Francisco Sá Carneiro e que encontram aqui mercado e oportunidades, considerando que, e gosto sempre de reforçar, não se trata de um aeroporto que serve apenas a região do Porto e Norte, como serve também a região Centro.

Também sabemos, e a ANA Aeroportos tem esses dados, uma percentagem muito significativa de passageiros que, em 2019, entravam pelo aeroporto rumavam a Sul. Situação idêntica terá, imagino, o meu colega do Algarve [João Fernandes] em relação ao seu aeroporto.

Além da participação na BTL 2022, FITUR, WTM, lançamento da nova marca, que outras ações tem o Turismo do Porto e Norte de Portugal programadas para 2022?
Temos muitas ações. Temos um plano de atividades bastante ambicioso que ao nível da promoção externa passará pela presença nas feiras dos nossos 10 mercados estratégicos. Temos também em produção a realização de mostras do Porto e Norte em alguns destes mercados, pelo menos nos mais fortes como França, Espanha, Brasil e Estados Unidos. Essas mostras poderão ser feitas não só pela região do Porto e Norte, mas também em parceria com outras regiões, nomeadamente, regiões que têm os mesmos mercados e também produtos muito semelhantes como seja, por exemplo, a região Centro ou região do Alentejo.

Continuar a nossa produção, obviamente, de conteúdos ao nível da promoção, continuar a trabalhar com as delegações do Turismo de Portugal espalhadas por estes nossos 10 mercados estratégicos e depois, ao nível daquilo que fazemos no território, continuar a estruturar produto, nomeadamente, produtos que permitam atingir sempre três objetivos: diversificar, ou melhor, garantir uma distribuição de turistas pela região o melhor possível, aumentar sempre a estada média na região, e esbater a sazonalidade.

Importante será, igualmente, trabalhar com o Turismo de Portugal e Comissão de Coordenação da Região Norte na capacitação dos nossos recursos humanos, na digitalização das empresas. Para isso o Turismo em Portugal fez parte de um grupo de instituições que tem uma candidatura apresentada ao PRT com o “Transformar Turismo”, candidatura essa que tem um valor cerca de 142 milhões de euros feitas por um conjunto de instituições onde está o Turismo Porto e Norte, a Cisco, o INESC TEC, a Porto Business School, a Porto Digital, parceiros ligados à investigação, ao ensino, a ANA Aeroportos, entre outros.

Depois trabalhar com a Comissão de Coordenação da Região Norte numa agenda de turismo para a região e gostaríamos obviamente de ter verbas que nos possibilitassem também este trabalho com as companhias de aviação.

Ambição para os próximos tempos passa por, e isto é uma questão muito política, uma revisão da Lei 33, lei essa que está completamente desadequada, ultrapassada e que não permite, de facto, o trabalho que era necessário ser feito neste momento e a rapidez que era necessária para que esse trabalho fosse realizado, e, também, um reforço das verbas das Entidades Regionais e da e das Agências de Promoção Externa.

Do lado positivo, destaque para a relação que existiu entre, praticamente, todos os stakeholders deste setor – desde Governo, Entidades Regionais, associações, comissões de coordenação, associações empresariais – que, de facto, fez com que, apesar de tudo, mostra um setor unido e que, assim que a pandemia permitiu, rapidamente os números começaram a surgir.

Regressando à BTL 2022, se tivesse de fazer um pedido à organização do evento qual seria?
O pedido que faria era, de facto, que houvesse um rigor muito elevado em relação às regras, que não permitissem que o evento se torne num promotor de contágios. Um apelo a um plano de contingência rigorosa, para que as pessoas possam circular com alguma tranquilidade por espaços amplos.

Tudo para podermos receber o máximo número de pessoas, com a máxima segurança.

Está convicto da realização da BTL?
Estou. Sou um otimista.

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Tecnologia

“A digitalização do turismo deixou de ser uma tendência para ser uma exigência”

Com a tecnologia a assumir um papel cada vez mais preponderante no dia-a-dia das empresas, David Vidal, diretor Comercial da Amadeus Espanha e Portugal, admite que a pandemia deu à indústria de viagens “a oportunidade de repensar as operações e reconstruí-las com vista a torná-las ainda melhores”.

Quase dois anos depois de uma pandemia alterar todo o status quo do setor do turismo, a tecnologia e/ou digitalização “será a chave para recuperar a confiança dos viajantes durante os próximos meses”. O diretor Comercial da Amadeus Espanha e Portugal, David Vidal, considera que “precisamos de compreender as necessidades dos viajantes”. Daí a tecnologia só existir para “ajudar a satisfazê-las de forma melhor e mais eficiente”.

A pandemia veio acelerar a transição digital nas mais diversas áreas e setores. Quais foram a maiores exigências e necessidades a nível global?
A pandemia ensinou-nos a importância da resiliência. A paragem abrupta das viagens globais que ocorreu como resultado da COVID em todo o mundo, deu à indústria de viagens a oportunidade de repensar as operações e reconstruí-las com vista a torná-las ainda melhores.

Dentro deste contexto, a digitalização torna-se particularmente importante. Vai ser um mecanismo chave para a construção da recuperação da indústria das viagens e do turismo. As Pequenas e Médias Empresas (PME) constituem uma grande percentagem da nossa indústria e muitas destas pequenas empresas estão a trabalhar na sua transformação digital. Para tal, a melhor opção é colaborar com parceiros tecnológicos fortes que lhes possam fornecer as ferramentas necessárias, tais como a produção em tempo real e relatórios de rentabilidade.

Um exemplo da aceleração da transição digital seria o NDC (New Distribution Capability). A pandemia reforçou a necessidade de personalizar e prestar serviço à oferta, pelo que tornou o NDC mais relevante do que nunca. O NDC oferece potencial à indústria de viagens, não só para satisfazer as necessidades do consumidor digital moderno, mas também para antecipar as suas necessidades futuras e assegurar que o setor de viagens lidera o caminho no retalho digital.

Além disso, a tecnologia será a chave para recuperar a confiança dos viajantes durante os próximos meses. De acordo com um inquérito recente que realizámos em nove mercados, o inquérito Rebuild Travel, os viajantes estão a demonstrar uma maior abertura para abraçar a tecnologia e uma vontade de partilhar dados de saúde para que possam recomeçar a viajar. 93% dos viajantes estariam dispostos a fornecer dados pessoais para a utilização eficaz de passaportes ou certificados de saúde digitais.

Nesta fase, a tecnologia ou aceleração digital é vista (ainda) como um custo ou como um investimento?
A COVID-19 significou que a digitalização do turismo deixou de ser uma tendência para ser uma exigência para a construção de uma base sobre a qual crescer. A digitalização tem sido um ethos que tem sido conhecido e praticado por empresas como a Amadeus durante anos. A chegada da pandemia acelerou a transição tecnológica da indústria das viagens, a fim de responder às necessidades dos clientes, que procuram cada vez mais experiências personalizadas, digitalizadas e sem contacto para as suas viagens. A tecnologia é um investimento importante para responder às necessidades destes viajantes. Não significa que não exista necessidade do toque humano, mas o que significa é que o toque humano é dado em momentos chave no decorrer da viagem. O toque humano está lá onde os clientes mais precisam dele e o valorizam. É isso que a digitalização permite. A redistribuição dos recursos humanos para os aspetos mais importantes do serviço ao cliente, enquanto a automatização cuida das tarefas, necessárias, mas mais administrativas.

Por exemplo, a Publituris publicou há tempos um artigo sobre uma análise do WTTC que salientava uma “falta significativa de mão-de-obra em Portugal, com 85.000 postos de trabalho em falta no setor das viagens e turismo e a precisar de ser preenchido até ao final deste ano”. Por conseguinte, a automatização será uma área chave e um investimento fundamental. No caso das agências de viagens, por exemplo, podem utilizar soluções alimentadas por IA para equipar os agentes com as ferramentas e conhecimentos necessários para gerir os picos e fornecer um serviço suave e de primeira classe. Ou a nossa solução de B2B Wallet, por exemplo, pode ajudar a racionalizar os processos de pagamento das agências de viagens.

A digitalização vai ser um mecanismo chave para a construção da recuperação da indústria das viagens e do turismo

A adaptação ou implementação de novas tecnologias afasta a componente humana, tantas vezes considerada a “mais-valia” no turismo? Como contornar esta possível contrariedade? Ou não deverá ser considerada como contrariedade?
Se há uma coisa que aprendemos nos últimos anos, é que precisamos de nos centrar no viajante. Precisamos de compreender as necessidades dos viajantes, e a tecnologia só existe para nos ajudar a satisfazê-las de forma melhor e mais eficiente. É por isso que a tecnologia deve ser considerada como “tecnologia humana”, porque o ser humano, o viajante no nosso caso, precisa de estar no centro das decisões e inovações tecnológicas.

As pessoas não pedem necessariamente “toque humano” (verdadeiro contato cara-a-cara) que é algo que observamos num inquérito realizado em 2020 (Do toque humano à tecnologia humana).

O que os viajantes procuram cada vez mais é “humanismo” na entrega da experiência do cliente, e isso é algo que podemos conseguir com a ajuda da tecnologia. A tecnologia pode efetivamente apoiar a “humanidade”, aumentando a possibilidade real de os fornecedores e vendedores de viagens estarem numa interação significativa e útil com o viajante.

Há um apelo crescente à conveniência digital, por exemplo, à medida que as soluções tecnológicas “Safe Travel” foram sendo lançadas, a aceitação e adoção da tecnologia revelou-se muito elevada e crescente. De acordo com o nosso último inquérito Rebuild Travel, 97% dos viajantes afirmam agora que a tecnologia aumentará a sua confiança para viajar, contra 91% em fevereiro de 2021 e 84% em setembro de 2020, mostrando um sentimento crescente de confiança do viajante na tecnologia.

Se tivesse de indicar três pontos essenciais para esta transformação tecnológica, digitalização ou transição digital, quais seriam?
Em primeiro lugar, destacaria as tecnologias “Safe Travel” e o ecossistema “Amadeus Safe Travel”. Desde o início, a parte do Amadeus no desenvolvimento do Safe Travel (Viagem Segura) tem sido colaborativa e multifacetada. Desenvolvemos soluções para companhias aéreas e aeroportos, por exemplo, tecnologias sem contacto e biométricas, bem como soluções de identificação do viajante e de verificação de saúde. Mas também desenvolvemos ferramentas de informação e apoio à decisão para os vendedores de viagens, razão pela qual estabelecemos uma parceria com a Riskline.

Um dos nossos desenvolvimentos mais importantes dentro do ecossistema foi um processo digital de validação sanitária de ponta a ponta – totalmente integrado nas operações das companhias aéreas: Traveler ID for Safe Travel. Esta solução restaurou processos quebrados e poupou milhares de horas. Estamos atualmente em contato com 15 companhias aéreas. Atingimos recentemente o marco de mais de quatro milhões de pessoas que beneficiaram desta solução para verificar a sua documentação sanitária, totalmente integrada no fluxo regular de check-in das companhias aéreas.

Outra tecnologia que o Amadeus está a desenvolver é a tecnologia de aeroportos sem contato, utilizando a biometria. A biometria é a capacidade de identificar passageiros usando o reconhecimento facial, por exemplo. Temos fornecido processos sem contato de ponta a ponta em aeroportos na Noruega e no Japão. Isto significa que toda a experiência aeroportuária desde o check-in até ao embarque num voo, e tudo o que estiver entre eles pode ser conduzido de forma rápida e sem problemas. Lançámos também um ensaio de despachar automaticamente a bagagem no aeroporto de Heathrow, em Londres, que utiliza tecnologia de infravermelhos em vez do toque.

É importante digitalizar processos – mas também é verdade que quando uma empresa embarca na transição digital, passam a existir oportunidades de repensar muitos aspetos do negócio. Não posso dizer que um seja mais importante do que o outro. Depende da posição da empresa em termos da sua maturidade e evolução.

No fundo, o mais correto é falar de transformação tecnológica, digitalização ou transição digital do setor do turismo?
Definitivamente, vivemos numa era de constante mudança. A adoção acelerada da tecnologia, a incerteza produzida pela pandemia, a volatilidade económica, as pressões competitivas e a constante conversa sobre a “próxima grande coisa”. Cada nova tecnologia ameaça ensombrar a última e o maior desafio, hoje em dia, é concentrar-se nas inovações que permanecerão e produzirão valor. Inovações que nos permitirão fazer as coisas de forma diferente, em escala, de modo a proporcionar um valor significativo aos nossos clientes, tanto a curto como a longo prazo, benefício para a nossa indústria, e para todos nós, como viajantes.

A inovação faz parte do ADN Amadeus e permaneceremos ao lado dos nossos clientes a fim de os apoiar durante este tempo, para que o sector das viagens recupere. Estamos empenhados em trabalhar em conjunto com os nossos clientes, parceiros e a indústria em geral para reconstruir a indústria das viagens.

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Transportes

Porto de Lisboa não chega à centena de cruzeiros em 2021

Após mais de um ano sem escalas comerciais de navios de cruzeiro, o Porto de Lisboa recebeu, em 2021, um total de 97 escalas.

O Porto de Lisboa registou um total de 97 escalas de navios de cruzeiro e 115.984 passageiros durante o ano de 2021.

Do total de escalas, 57 dos cruzeiros estavam em trânsito, 27 em turnaround e 13 em interporting, sendo 21.273 passageiros em turnaround e 94.711 em trânsito.

De referir que, após mais de um ano sem escalas comerciais de navios de cruzeiro, o dia 26 de julho de 2021 registou o recomeço com a chegada do World Navigator ao Porto de Lisboa, o primeiro navio de cruzeiros em escala comercial na era COVID-19.

Para Ricardo Medeiros, vogal do Conselho de Administração da Administração do Porto de Lisboa (APL), estes resultados “num contexto de pandemia e de grandes incertezas” só foram possíveis «graças à “concertação entre APL, a Lisbon Cruise Ports (LCP), entidades de saúde e demais parceiros, preparando o Porto de Lisboa para a receção de navios de cruzeiro em condições máximas de segurança, estando definidos os protocolos necessários ao cumprimento de todas as normas de higiene e segurança impostas pela situação epidemiológica atual”.

A par dos protocolos, a distinção do Terminal de Cruzeiros de Lisboa com o selo “Clean and Safe 2021”, também proporcionou confiança e segurança aos navios, passageiros e tripulantes de cruzeiro, fatores essenciais neste contexto de pandemia.

Importa ainda referir que, ao longo de 2021, o Porto de Lisboa recebeu 15 navios em primeira escala, sendo que cinco estavam a realizar a primeira viagem após saída de estaleiro e dois em viagem inaugural.

A maioria destes navios merece especial destaque, uma vez que dispõem de novas tecnologias ambientais que contribuem para a descarbonização do transporte marítimo. Equipados com ligação de energia shore-to-ship, movidos a gás natural liquefeito (GNL), ou por disporem de motores híbridos ou de sistemas de limpeza de gases de escape e sistemas avançados de tratamento de águas residuais, entre outros equipamentos, estes navios representam a última geração do transporte marítimo de cruzeiros.

Não obstante os resultados de 2021, que interromperam um ciclo de mais de 20 anos em crescimento consecutivo, o Porto de Lisboa recebeu, ao longo do ano de 2021, 69.452 tripulantes.

Após o impacto devastador da pandemia na atividade de cruzeiros do Porto de Lisboa, a APL está “otimista” e espera “uma retoma progressiva e sustentada da atividade de cruzeiros em Lisboa”.

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Residentes realizaram no verão maior número de viagens desde o início da pandemia

Segundo o INE, tanto nas viagens ao estrangeiro como em território nacional, “os valores registados no terceiro trimestre de 2021 corresponderam aos mais elevados desde o início da pandemia”.

Inês de Matos

Os residentes em Portugal realizaram, no terceiro trimestre de 2021, o maior número de viagens desde o início da pandemia, num total de 7,7 milhões de deslocação, o que corresponde a um aumento de 21,3% face a igual período de 2020, mas a uma quebra de 11,1% face ao terceiro trimestre de 2019, avança o Instituto Nacional de Estatística (INE).

De acordo com os dados divulgados pelo INE esta quinta-feira, 27 de janeiro, e que são relativos ao terceiro trimestre de 2021, nesse período, os residentes em Portugal realizaram 454,8 mil viagens com destino ao estrangeiro e 7,3 milhões de deslocações em território nacional, valores que traduzem, no entanto, tendências diferentes.

No caso das viagens ao estrangeiro, que representaram 5,9% do total, houve um aumento de 180,9% face a igual período de 2020, ainda que, numa comparação com o terceiro trimestre de 2019, continue a existir uma quebra de 57,2%.

Já as deslocações em território nacional, que corresponderam a 94,1% do total, traduzem um aumento de 17,1% face ao terceiro trimestre de 2020, ainda que, face ao mesmo período de 2019, se registe uma descida de 4,6%.

“Em ambos os casos, os valores registados no 3ºT 2021 corresponderam aos mais elevados desde o início da pandemia”, indica o INE, revelando que o “lazer, recreio ou férias” se manteve como a principal motivação de viagem, representando 5,4 milhões de deslocações, o que indica uma subida de 20,9% face ao mesmo período de 2020, mas uma descida de 6,2% quando comparada com igual trimestre de 2019.

Já a “visita a familiares ou amigos” foi a segunda motivação de viagem e representou 1,9 milhões de deslocações, o que traduz um aumento de 24,4% face a igual período de 2020, mas uma descida de 16,2% quando comparado com o mesmo trimestre de 2019.

Os “hotéis e similares” concentraram 29,3% das dormidas resultantes das viagens turísticas no terceiro trimestre de 2021, reforçando o seu peso no total, que subiu 4,3 pontos percentuais, enquanto o “alojamento particular gratuito” se manteve como a principal opção e representou 56,6% das dormidas, numa descida de 4,4 pontos percentuais.

Já a marcação das viagens foi realizada, essencialmente, através da internet, que foi o método escolhido em 25,3% dos casos, o que traduz um aumento de 0,6 pontos percentuais, com destaque nas viagens para o estrangeiro, onde este meio foi utilizado em 65,4% das deslocações, num aumento de 4,8 pontos percentuais, enquanto nas viagens em território nacional representou 22,8% das deslocações, o que traduz uma descida de 1,0 pontos.

Apesar do crescimento no número de deslocações, cada turista residente dormiu, em média, 8,24 noites nas viagens turísticas realizadas no terceiro trimestre de 2021, o que indica uma descida de 1,9% face a igual trimestre de 2021, quando o número médio de noites foi de 8,41. Ainda assim, face ao mesmo período de 2019, houve uma subida, já que no terceiro trimestre de 2019 este indicador estava nas 7,80 noites.

“A duração média mais elevada foi observada nas viagens realizadas em agosto (9,26 noites)”, acrescenta ainda o INE.

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Inês de Matos

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Alemanha já viu canceladas ou adiadas mais de 100 feiras em 2022

Das 390 feiras planeadas para este ano de 2022 na Alemanha, mais de 100 já foram adiadas ou canceladas. A associação do setor da indústria das feiras na Alemanha calcula os prejuízos em 46 mil milhões de euros.

Victor Jorge

A indústria de feiras na Alemanha começou o ano de 2022 com o cancelamento e adiamento de diversas feiras. Ao que apurou a Associação da Indústria Alemã de Feiras de Negócios (AUMA, sigla em alemão), pelo menos 100 das 390 feiras planeadas para 2022 já foram adiadas para meses posteriores ou para o próximo ano ou foram canceladas, devido a proibições de feiras comerciais ou regulamentações pandêmicas ainda mais rígidas.

Jörn Holtmeier, diretor-geral da AUMA, diz que é necessário “falar sobre tornar as coisas possíveis novamente”. Ao site alemão Business Travel, Holtmeier admite que “este vai e vem da política, relativamente às políticas de restrições, custa milhares de milhões de euros”, frisando ainda que “os pacotes de ajuda seriam desnecessários se a indústria de feiras não fosse impedida de organizar feiras comerciais viáveis com segurança no terceiro ano desta pandemia”.

De acordo com os números da associação, a indústria de feiras e os setores associados registaram mais de 46 mil milhões de euros em danos económicos gerais nos últimos dois anos. Antes da pandemia, a indústria de feiras contribuía com cerca de 28 mil milhões de euros para a economia alemão, segundo dados do Instituto ifo.

De referir que o setor de feiras na Alemanha é o setor mais atingido pela pandemia, verificando-se que mais de 70% das feiras planeadas foram canceladas no ano passado, mais do que os 68%, em 2020.

Somente em 2020, foram menos 21,8 mil milhões de euros a entrar na economia alemã, enquanto, em 2021, foram adicionados outros 24,4 mil milhões de euros, concluindo ainda a associação que, na Alemanha, 230.000 empregos dependem da indústria de feiras, encontrando-se, atualmente, cerca de 165.000 empregos em risco.

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Destinos

Turismo de luxo com recuperação rápida nos EUA

O aumento do rendimento líquido dos norte-americanos terá reflexos nas escolhas dos turistas. Mais rendimento significa um “upgrade” para opções mais luxuosas. Segundo a GlobalData, um terço dos norte-americanos afirmam ter mais rendimento disponível.

Publituris

A recuperação do turismo de luxo nos Estados Unidos da América (EUA) deverá acontecer mais rapidamente do que esperado, avançam os dados da GlobalData. Segundo a consultora, a pandemia fez com que o número de turistas viajantes com rendimentos mais altos aumentasse, tornando os super-ricos ainda mais ricos, com um terço dos inquiridos a afirmar que os seus orçamentos são “muito” ou “ligeiramente” maiores do que antes da pandemia. O mercado de lazer de luxo registou uma forte recuperação à medida que consumidores ricos, agora com níveis mais altos de rendimento disponível, começaram a viajar novamente em 2021.

Ao analisar especificamente os EUA, a GlobalData verificou que a receita total de hotéis de viajantes de lazer para hotéis de luxo registou uma evolução de 147%, comparando 2021 com 2020.

Ralph Hollister, analista de viagens e turismo da GlobalData, considera este um aumento percentual “significativamente maior em comparação com o subsetor de hotéis económicos dos EUA, segmento que registou um aumento de receita anual de 42%” face ao ano anterior de 2020.

Ao olhar para o futuro, o analista da GlobalData estima que receita total de viajantes de lazer para hotéis de luxo nos EUA “cresça a uma robusta taxa de crescimento anual composta (CAGR) de 25,2% entre 2021 e 2024”, devido ao “forte aumento do número de indivíduos com rendimento líquido mais elevado em países desenvolvidos, como os EUA”.

As contas da GlobalData mostram que 2% dos cidadãos dos EUA detinham um património líquido superior a um milhão de dólares (cerca de 850 mil euros) em 2021, referindo que “a pandemia foi ‘benéfica’ para um segmento significativo de viajantes globais”.

Hollister refere ainda que a recuperação contínua do turismo de luxo “parece estar em boa posição, pois o número de indivíduos com alto rendimento líquido continua a crescer em todo o mundo, e especialmente em importantes mercados de origem, como os EUA”.

Isto faz, segundo a consultora, com que “quantidades crescentes de rendimento disponível tenham um impacto favorável na procura por produtos e serviços premium”, concluindo Hollister que “os destinos e empresas que podem oferecer as experiências mais únicas e autênticas poderão aumentar a sua participação neste mercado lucrativo”.

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Distribuição

RAVT encerra atividade de grupo de gestão a partir de 1 de março

A RAVT anunciou ao mercado, esta quarta-feira, que, a partir do próximo dia 01 de março, dará por encerrada a atividade de grupo de gestão das agências de viagens, convida as suas aliadas a integrarem o grupo GEA, mas indica que vai manter as suas restantes áreas de atuação, como sejam, de consultoria, investigação e formação em turismo.

A RAVT anuncia ao mercado que, a partir do próximo dia 01 de março, dará por encerrada a atividade de grupo de gestão das agências de viagens, convidando as suas aliadas a integrarem o grupo GEA.

Em comunicado de imprensa, a CEO da RAVT, Maria José Silva salienta que “não acabamos, não desistimos, adequamo-nos às circunstâncias globais e evoluímos”, considerando que desde março de 2020 “há necessidade de se criar maior força no setor das agências de viagens, altamente fragilizadas, que impera a necessidade de repensar atuações, com eventuais parcerias, que possam aportar mais valias a todos os intervenientes e ao setor”.

A responsável indica ainda que a RAVT vai manter as suas restantes áreas de atuação, como sejam, de consultoria, investigação e formação em turismo.

Maria José Silva justifica ainda esta decisão pela necessidade de mudança e de união que se impõem neste momento, destacando que “o futuro é significativamente desafiante e que 2022/2023 são anos em que o setor necessita de demonstrar vitalidade, força, poder negocial, para permitir manter e melhorar contratações e serviços, amenizando perdas de rentabilidade e de estruturas, mantendo acesso a assessorias diversas que isoladamente são mais difíceis de obter”.

Convenção marcada para 19 de fevereiro

A RAVT vai realizar a sua convenção no próximo dia 19 de fevereiro, no Hotel Cristal Praia da Vieira.

O evento terá início às 14h30, com convenção reservada às agências associadas, e às 17h30 decorrerá o Forum RAVT com diversos fornecedores, seguido de jantar de comemoração do 17º aniversário da rede, às 20h00.

Reconhecendo que o turismo tem que iniciar a retoma, reajustando-se e redesenhando-se nos objetivos, nos planos, nas estratégias, nas atuações, no modelo comercial, e nas operações, a RAVT pretende responder a esta premissa a partir de 2022, neste fórum de discussão.

Dos temas a serem abordados destacam-se a caraterização de 2019 a 2021, o raio x da operação e da distribuição turística, apresentação da performance da rede RAVT e dos fornecedores. Serão apresentados os novos modelos comerciais, novas plataformas, informações de vendas e de emissões.

De acordo com comunicado de imprensa, a RAVT garante que a convenção foi redesenhada de forma a poder realizar-se cumprindo as regras sanitárias e as medidas de prevenção para pequeno evento, ou seja, com menos de 80 pessoas em simultâneo.

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Tecnologia

“O turismo é o exemplo prático de uma área de negócio em constante evolução”

Com diversas soluções implementadas no setor do turismo ao longo destes (quase) dois anos de pandemia, Filipe Machado, Sales & Marketing Manager da Optigest, admite que “grande parte dos processos de aceleração digital trazem aumentos de produtividade significativos”.

Victor Jorge

A necessidade rápida de reinventar negócios, readaptar operações e estratégias ou dar respostas a uma nova realidade foi transversal a diversos setores de atividade. O turismo teve de acelerar (ainda mais) processos, de forma a evitar maior descalabro e conseguir transmitir confiança a quem queria, quer e continuará a queres viajar. Filipe Machado, Sales & Marketing Manager da Optigest, dá a sua visão relativamente a este “novo” advento” digital.

A pandemia veio acelerar a transição digital nas mais diversas áreas e setores. Quais foram a maiores exigências e necessidades a nível global?
Desde há algumas décadas, a tecnologia tem vindo a tornar-se fundamental nos negócios e a pandemia fez com que houvesse uma aceleração na necessidade de digitalizar vários processos.

Sentimos que estes dois anos de pandemia se traduziram em cinco ou seis anos de crescimento de inovação tecnológica. Ou seja, algo que, como software house, prevíamos que fosse um futuro a médio prazo, realizou-se num curto espaço de tempo.

E no setor do turismo? Quais foram as prioridades tecnológicas mais relevantes? Quais as maiores dificuldades, exigências, necessidades e implementações?
O turismo sendo uma das áreas mais atingidas pela pandemia, foi sem dúvida imperativo a sua digitalização, desde a possibilidade de oferecer todos os serviços que até então eram comercializados localmente, ao cliente digital através de lojas online, bem como a digitalização e agilização dos processos de check-in em unidades de alojamento e pagamentos à distância.

As adversidades desta digitalização de processos foi sem dúvida o timing, uma vez que a cada dia as restrições e medidas de segurança aumentavam, tínhamos de estar à altura de corresponder às necessidades e acompanhar as exigências do mercado.

Houve empresas do setor do turismo mais preparados do que outras?
Creio que nenhuma empresa estava preparada, pelo menos a 100%. Na nossa ótica, o que notámos foi a rapidez na adaptação e na modernização por parte do tecido empresarial nacional. No nosso ponto de vista, a preparação é fruto do conhecimento, da antecipação e de analise constante ao mercado. O turismo é o exemplo prático de uma área de negócio em constante evolução, pelas suas diversas áreas, e como parceiros tecnológicos temos de estar atentos e antecipar as necessidades dos nossos clientes e não esperar que as necessidades surjam.

Nesta fase, a tecnologia ou aceleração digital é vista (ainda) como um custo ou como um investimento?
Nesta fase, sem dúvida que a tecnologia é vista como um investimento. A grande parte dos processos de aceleração digital trazem aumentos de produtividade significativos que cobrem o valor do investimento e garantem o seu retorno em poucos meses.

É cada vez mais habitual vermos as empresas terem rubricas avultadas do orçamento especificas para investimentos em tecnologia e digitalização de processos.

As soluções implementadas pelos stakeholders do turismo em Portugal foram de índole interna, para melhorar processos internos, ou de índole externa, para melhorar atendimento ou experiências ao cliente?
Um pouco de ambas, houve uma enorme necessidade de melhorar a experiência e o contacto com o cliente, mas para que isso fosse possível, as soluções internas tiveram de sofrer uma agilização e, na minha opinião, creio que só funcionam se ambas forem trabalhadas em conjunto.

A realidade digital ou tecnológica no setor do turismo em Portugal difere muito da realidade, necessidades ou exigências a nível internacional, nomeadamente, na Europa?
Creio que atualmente, o turismo em Portugal possui ferramentas tão fortes ou até melhores que os restantes países da Europa. Sendo um país que tem, segundo dados da WTTC de 2018, um contributo de 19,1% para o PIB, é sinonimo não só dos excelentes profissionais da área, mas também da realidade tecnologia que os acompanha.

As pessoas estão preparadas para esta nova realidade mais tecnológica e digital? É preciso apostar em novas soft/hard skills?
A preparação é constante, especialmente com a rapidez a que a tecnologia evolui, o que hoje é a realidade, amanhã é obsoleto. A formação pessoal, nas empresas e a formação académica das novas gerações é importante para que os profissionais da área estejam mais preparados para as exigências do mercado.

Cada vez mais vemos uma nova geração de profissionais muito bem preparada a nível tecnológico que compreendem a importância dos novos canais de comunicação na captação das também novas gerações de viajantes.

A adaptação ou implementação de novas tecnologias afasta a componente humana, tantas vezes considerada a “mais-valia” no turismo? Como contornar esta possível contrariedade? Ou não deverá ser tida como contrariedade?
O contacto com o cliente e a vertente humana é, sem dúvida, essencial, especialmente na área do turismo e nós, enquanto portugueses, a arte de bem receber é algo que nos distingue. Devemos sem dúvida nos digitalizar e ter a tecnologia como um aliado forte e não como substituto da nossa humanidade.

Se tivesse de indicar três pontos essenciais para esta transformação tecnológica, digitalização ou transição digital, quais seriam?
O mundo hoje gira a uma velocidade muito superior ao que acontecia noutros tempos. Neste sentido um dos pontos essenciais para a transformação tecnológica é que a mesma é uma tarefa continua que deve ser pensada, repensada e adaptada todos os anos.

Esta velocidade de adaptação carece de recursos humanos preparados, qualificados e recetivos a adaptações pelos diversos motivos, como são exemplo a produtividade e a qualidade.

Por último destacamos o sentido de cliente, o nunca esquecer que as empresas de turismo existem para servir um cliente e a transformação tecnológica deve ter sempre como finalidade a melhoria do produtivo final, o serviço turístico.

O mais correto é falar de transformação tecnológica, digitalização ou transição digital do setor do turismo?
O mais assertivo será a transição digital, uma vez que a transformação tecnológica começou há 30 anos e a geração atual, apelidada de “geração Z”, tem como características a compreensão tecnológica e a abertura social à tecnologia.

O turismo é uma das áreas onde a tecnologia se tornou uma necessidade desde muito cedo, comparando com outras áreas. Logo, a transição digital mantém uma organização responsiva às constantes mudanças no mercado.

Principais soluções implementadas pela Optigest:

  • Optitravel – Gestão de Agências de Viagens
  • Optiweb – Portal de Viagens Online
  • Optitour – Gestão de Operador
  • Optihotel – Gestão de Unidades de Alojamento
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    Aviação

    Ómicron trava recuperação do transporte aéreo em 2021, indica a IATA

    Segundo a IATA – Associação Internacional de Transporte Aéreo, “as restrições de viagem devido à Ómicron desaceleraram a recuperação da procura internacional”, em dezembro.

    Inês de Matos

    No ano passado, o transporte aéreo apresentou uma recuperação e ficou 58,4% abaixo da procura registada em igual período do ano anterior, que tinha apresentado uma descida de 65,8% em comparação com 2019, o último ano antes da pandemia, avança a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA), que destaca o papel da nova variante Ómicron enquanto travão à recuperação do transporte aéreo.

    De acordo com os mais recentes dados da associação, em 2021, a procura internacional de passageiros ficou 75,5% abaixo de 2019, enquanto a capacidade desceu 65,3% e a taxa de ocupação caiu 24,0 pontos percentuais para 58,0%.

    Já a descida da procura doméstica foi mais moderada e atingiu os 28,2% em relação a 2019, enquanto a capacidade a nível interno apresentou uma contração de 19,2% e a taxa de ocupação caiu 9,3 pontos percentuais para 74,3%.

    No total, o tráfego de dezembro situou-se 45,1% abaixo do mesmo mês de 2019, ainda que o número indique uma melhoria face ao mês anterior, quando a descida do tráfego aéreo tinha chegado aos 47,0%, o que leva a IATA a destacar que “a procura mensal continuou a recuperar apesar das preocupações com a Ómicron”.

    Já a capacidade global desceu 37,6% em dezembro, enquanto a taxa de ocupação caiu 9,8 pontos percentuais para 72,3%, com a IATA a sublinhar que “as restrições de viagem devido à Ómicron desaceleraram a recuperação da procura internacional em cerca de duas semanas em dezembro”.

    “A procura internacional está a recuperar a um ritmo de cerca de quatro pontos percentuais/mês em relação a 2019. Sem a Ómicron, esperávamos que a procura internacional para o mês de dezembro melhorasse para cerca de 56,5% abaixo dos níveis de 2019. Em vez disso, os volumes aumentaram marginalmente para 58,4% abaixo de 2019”, destaca a IATA, no comunicado que divulga os resultados do ano passado.

    Segundo Willie Walsh, diretor geral da IATA, a tendência de recuperação que se manteve em dezembro e que aconteceu apesar da Ómicron, mostra que os passageiros mantêm uma forte vontade de viajar e considera que, em 2022, o grande desafio passa por manter essa confiança em alta e pela normalização das viagens.

    “O desafio para 2022 é reforçar essa confiança normalizando as viagens. Embora as viagens internacionais permaneçam longe do normal em muitas partes do mundo, há um impulso na direção certa. Na semana passada, a França e a Suíça anunciaram uma flexibilização significativa das medidas. E ontem o Reino Unido removeu todos os requisitos de teste para viajantes vacinados. Esperamos que outros sigam sua importante liderança, principalmente na Ásia”, considera o diretor geral da IATA.

    Por regiões, foi na Ásia-Pacífico que o tráfego aéreo mais desceu em dezembro, numa quebra que chegou aos 93,2% face a 2019 e que foi a mais significativa entre todas as regiões, tendo ainda chegado aos 87,5% em dezembro, o que corresponde a uma ligeira melhoria face à descida de 89.8% apurada em novembro. Já a capacidade desceu 84,9% ao longo do ano e o load factor perdeu  44.3 pontos percentuais, fixando-se nos 36,5%.

    Já no Médio Oriente a descida do tráfego chegou aos 71,6% face ao ano de 2019, enquanto em dezembro caiu 51.2%. No acumulado do ano, há ainda a destacar descidas de 57,7% na capacidade e de 25,1 pontos percentuais no load factor, que atingiu os 51,1%.

    Na Europa, a descida do tráfego de 2021 foi de 67,6% e, em dezembro, chegou aos 41.5%, enquanto a capacidade diminuiu 57,4% e o load factor caiu 20,6 pontos percentuais, fixando-se nos 65%.

    Na América Latina, a descida do tráfego de 2021 chegou aos 66,9% e de dezembro foi de 40,4%. Já a capacidade desceu 62,2% e o load factor perdeu 10.2 pontos percentuais, para 72,6%, o mais elevado entre todas as regiões.

    Na América do Norte, o tráfego de 2021 ficou 65.6% abaixo de 2019, enquanto em dezembro desceu 41.7% face a igual mês de 2019, tendo a capacidade caído ainda 52,0%. Já o load factor perdeu 23.8 pontos percentuais, fixando-se nos 60,2%.

    África voltou a ser a região em destaque e onde o tráfego menos desceu em comparação com 2019, com a IATA a indicar uma quebra de 65,2%, que desceu para 60,5% em dezembro. Já a capacidade caiu 56.7% e o load factor desceu 14,1 pontos percentuais, chegando aos 57,3%.

    Sobre o autorInês de Matos

    Inês de Matos

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    Saiba quais são os 12 principais canais de reservas geradores de receita em 2021 em Portugal

    A lista portuguesa da plataforma SiteMinder é liderada pela Booking, com as reservas diretas a ganharem terreno, concluindo-se que, “à medida que as condições do mercado se alteram, é vital que as unidades hoteleiras analisem e avaliem, continuamente, as suas estratégias de comércio online”.

    Victor Jorge

    A plataforma SiteMinder divulgou a lista de canais de distribuição que, ao longo do último ano, geraram a maior receita de reservas de hotéis em Portugal e em mais de 20 destinos turísticos populares em todo o mundo.

    A lista de Portugal – em linha com as tendências globais – revela que o setor hoteleiro, “está a adotar uma estratégia de comércio online mais global, baseada, tanto em novos métodos, como nos já estabelecidos, de forma a alcançar novos clientes e a gerar receitas”.

    Além disso, esta estratégia comercial holística, consiste num “maior equilíbrio entre os fluxos de receitas diretas e indiretas”, sendo que, de acordo com a análise feita pela SiteMinder “as reservas diretas – pelo segundo ano consecutivo – são ainda o segundo maior motor de receitas para os hotéis portugueses, impulsionado pelo aumento de investimentos nos motores de reserva, website de hotéis, metasearch, pagamentos com contactless, apoio de consultores hoteleiros e aplicações especializadas e desenhadas para a conversão”.

    De resto, o ano de 2021 registou o crescimento sustentado das reservas diretas para hotéis ao nível global, verificando-se que, em 20 dos 21 mercados analisados, as reservas diretas mantiveram ou aumentaram a sua posição, subindo nos rankings em 10 ocasiões. Em 12 mercados, as reservas diretas estão agora classificadas como o segundo maior gerador de receitas de reserva para hotéis locais, ultrapassando os cinco mercados no ano passado e dos apenas dois de 2019. É o caso da África do Sul, Austrália, Áustria, França, Alemanha, Irlanda, Itália, Holanda, Nova Zelândia, Portugal, Espanha e Reino Unido.

    Além disso, a plataforma conclui ainda que a maior adoção de uma estratégia global de comércio hoteleiro em Portugal, inclui “a contínua relevância dos canais regionais, principalmente em locais com redução constante de viagens internacionais”. Em Portugal, destaca-se a Abreu online, que saltou do sétimo para o quinto lugar, valendo-lhe a designação de ‘High Riser’, assim como a EC Travel e a Portimar, que mantiveram o oitavo e o décimo primeiro lugar da lista, respetivamente.

    Também a constante importância dos distribuidores e outros fornecedores de canais de distribuição B2B, com os Bedbanks Hotelbeds, a liderar novamente o Top 12 em Portugal e em cada destino analisado é destacado pela SiteMinder.

    A operadora turística Traveltino também continuou a ganhar impulso, alcançando, pela segunda vez, a designação ‘High Riser’ da SiteMinder, enquanto o DMC OTS Globe manteve a sua posição entre os 12 melhores.

    De acordo com James Bishop, diretor sénior do ecossistema global da SiteMinder, “vivemos numa nova era de hóspedes hoteleiros, dominada pelo que identificamos como o ‘viajante dinâmico’, que se caracteriza por ter comportamentos e preferências de reserva mais evoluídos”.

    Os dados da plataforma destacam, de resto, “a vontade que as unidades hoteleiras têm em adotar e estabelecer novos métodos para atrair esses mesmos clientes, à medida que procuram uma estratégia comercial mais global para vender, comercializar, gerir e expandir o seu negócio”, afirma James Bishop.

    O executivo refere ainda que “o aumento das reservas diretas, reflete os crescentes investimentos que assistimos entre os hotéis e os seus websites – incluindo os seus motores de reserva e opções de pagamento, e as ferramentas de conversão especializadas com as quais se conectam – bem como as suas estratégias de metasearch e apoio local dos seus consultores. Enquanto isso, um novo grupo de 29 canais, mostra a abertura das empresas hoteleiras em adotar uma abordagem mais ampla e multicanal, como forma de se conectar com mais nichos ou segmentos de clientes mais difíceis de alcançar”.

    A nível nacional, André Gois, gerente da SiteMinder em Portugal, acrescenta que a “relevância dos canais regionais é, particularmente notável, uma vez que o World Hotel Index da SiteMinder apontou Portugal como um dos primeiros destinos europeus a ultrapassar o número de reservas hoteleiras de 2019 e a assistir aos hóspedes internacionais voltarem a ser a maioria das chegadas aos hotéis em 2021”.

    Isto mostra a “importância duradoura” dos especialistas nacionais, mesmo em mercados recuperados, salientando Gois que, “à medida que as condições do mercado se alteram, é vital que as unidades hoteleiras analisem e avaliem, continuamente, as suas estratégias de comércio online e garantam que estejam informados sobre quais os canais de distribuição mais eficazes para garantir reservas e receitas para negócios locais”.

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