Estes são os seis eixos de aposta na retoma do turismo no Centro de Portugal

Por a 8 de Maio de 2020 as 17:47

A perceção de destino seguro associado a destino sustentável já era uma das prioridades do plano estratégico da Turismo Centro de Portugal, apresentado no final de 2019. As circunstâncias atuais fizeram com que a entidade regional de turismo adaptasse as suas prioridades e esta tornou-se agora, “provavelmente, a nossa ferramenta mais importante para o curto prazo” e que vai contribuir para a retoma do Turismo na região.
Pedro Machado, presidente da Turismo Centro de Portugal, que falava na Web Conferência do Publituris desta sexta-feira, que tinha como tema “Centro: Preparar o Futuro”,  explicou que “a Turismo Centro de Portugal está concentrada num conjunto de medidas para este processo de retoma e da saída do confinamento”, que vai colocar em prática a partir de 18 de maio e tem como base seis eixos.
O primeiro trata-se da preferência do turismo interno versus as viagens internacionais. No período compreendido entre a reabertura dos restaurantes a 18 de maio e, seguidamente, a de grande parte das unidades hoteleiras a partir de 1 de junho, o mercado interno será alvo de aposta estratégica.

Em segundo lugar, a  preferência pelo uso de transportes individuais versus transportes colectivos de larga escala. “Percebemos que vamos ter viagens mais curtas, percebemos que esta ideia da proximidade, e sobretudo associada ao ar livre, ao ambiente,  é o que está na percepção e no mindset dos consumidores que querem segurança no destino”, indica o responsável pela região, que completa que “não vamos proclamar nem promover as viagens do colectivo e dos grandes grupos”.

A terceira ideia passa pela preferência pelos territórios da baixa densidade. “O Centro de Portugal é um exemplo disso e há dois anos que venho a dizer que o luxo do século XXI é o Interior. É mais seguro, mais hospitaleiro, porque tem baixa densidade e por isso a massificação, o ‘overtourism’, nunca foi uma discussão no Centro de Portugal”, justifica.

Seguem-se as viagens em família ou com pequenos grupos de amigos, uma tendência que veio para ficar para já. O quinto eixo trata-se da preferência por unidades de Turismo Rural em detrimento dos grandes resorts. “À excepção da Aguieira, não temos resorts, temos unidades mais pequenas, mais de proximidade”, refere Pedro Machado, indicando que esta será também uma das apostas de divulgação do destino.
Por último, segue-se a aposta nos pequenos eventos e eventos de proximidade, contrariamente aos grandes festivais que encontram-se cancelados por ordem do Governo até ao final de setembro.

Além do mercado interno, a região Centro vai também apostar no mercado espanhol, para o qual vai lançar uma campanha específica a partir do próximo mês de junho através da Agência de Promoção Externa.  “A nossa aposta ao mercado espanhol vai ser imediata, a nossa agência já tem toda uma campanha preparada. Vai iniciar-se em junho e temos consciência que vamos reforçar a nossa participação na Galiza, na Extremadura, e em Castela e Leão, para aumentarmos aquilo que pode vir a ser essa capacidade de atração”, sustenta.

 

 

Um comentário

  1. Antonio Enca

    8 de Maio de 2020 at 21:32

    O turismo nacional costuma ser mais audaz.
    Estes apelos aos turistas nacionais, são reveladores da desistência temporária, dos outros mercados e não deixa de ser um disfarce para uma atitude proteccionista, sem vantagem e, talvez, perigosa. Se todos os países fizerem o mesmo, os turistas ficarão nos seus países.
    Considerando que os turistas estrangeiros são em número MUITO superior aos turistas nacionais, o proteccionismo não vai resultar mais uma vez.
    Não vou referir os prejuízos de outros destinos, nomeadamente da CPLP, que têm em Portugal, uma boa parte do seu mercado.

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