ANA recorre ao “diálogo” para evitar lay-off

Por a 1 de Abril de 2020 as 17:08

A ANA – Aeroportos de Portugal está a pedir aos seus funcionários que gozem férias antecipadas, aceitem uma redução de 20% no horário laboral ou licenças sem vencimento, num “diálogo” que, segundo o CEO da empresa que gere os aeroportos nacionais, Thierry Ligonnière, pretende “evitar a aplicação do ‘lay-off’”.

“Tendo em conta o difícil momento que se vive em todo o setor da aviação, com os aeroportos de todo o mundo praticamente sem movimento, a ANA, numa tentativa de evitar a aplicação do ‘lay-off’, entrou em diálogo com os seus trabalhadores pedindo a colaboração voluntária de todos com um conjunto de medidas, como gozo de férias antecipadas, redução do tempo de trabalho em 20% e licenças sem vencimento”, explica o CEO da ANA – Aeroportos de Portugal, numa declaração enviada à Lusa.

Na mesma nota, o responsável realça que “todas estas medidas [propostas] serão voluntárias e só serão executadas com o acordo do próprio trabalhador”, garantindo que a ANA vai fazer tudo o que estiver ao seu alcance “para manter a sustentabilidade futura da empresa e a manutenção dos postos de trabalho”.

A Lusa lembra que, na terça-feira, Thierry Ligonnière enviou uma carta aos funcionários da ANA – Aeroportos de Portugal, onde apelava “à adesão individual a uma ou mais medidas de apoio”, entre as quais constam a atribuição de licenças sem vencimento, redução temporária de 20% do período normal de trabalho durante três meses ou o gozo antecipado de férias relativas a 2020.

Na carta, Thierry Ligonnière informa ainda que “deverão ser gozados os descansos compensatórios já vencidos e as férias relativas aos anos anteriores, até 30 de abril” e que está suspensa a realização de trabalho suplementar, salvo autorização expressa da Comissão Executiva”.

Além disso, refere, foram interrompidas as ações de consultoria externa, as contratações e adiadas ações de manutenção preventiva em infraestruturas e equipamentos não críticos.

A empresa gestora dos aeroportos nacionais anunciou também a aplicação de um corte de 20% nos salários da Comissão Executiva, a suspensão da distribuição de prémios durante o período da crise, bem como a revisão da tabela salarial e a atualização do subsídio de refeição até ao final do ano.

A ANA assume, no entanto, que as medidas já tomadas “serão provavelmente insuficientes” para proteger o emprego, caso a recuperação não aconteça no curto prazo, motivo pelo qual apela à “mobilização voluntária e solidária dos trabalhadores da empresa”, através da adesão a uma ou mais das medidas propostas.

Thierry Ligonnière diz ainda que os diretores e a equipa de recursos humanos vão fornecer mais detalhes aos funcionários  sobre as medidas disponíveis nos próximos dias.

 

 

 

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