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Governo permite acesso ao lay off a empresas com quebra de 40% de faturação nos últimos 30 dias

A partir desta sexta-feira, está disponível o formulário no site da Segurança Social para o pedido de acesso a este apoio.

Carina Monteiro
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Governo permite acesso ao lay off a empresas com quebra de 40% de faturação nos últimos 30 dias

A partir desta sexta-feira, está disponível o formulário no site da Segurança Social para o pedido de acesso a este apoio.

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As empresas que registarem uma quebra acentuada de pelo menos 40% da faturação, por referência ao mês anterior ou período homólogo, vão poder aceder ao lay off simplificado. O acesso é imediato para as empresas que experienciem uma paragem total ou parcial da sua atividade, assim como para as empresas cujo o encerramento total ou parcial tenha sido decretado por decisão das autoridades políticas ou de saúde. O ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, anunciou esta quinta-feira, após o conselho de ministros, o decreto-lei que estabelece a medida excecional e temporária de proteção dos postos de trabalho, conhecida como lay off simplificado

De acordo com Pedro Siza Vieira, a medida está disponível pelo período de um mês, renovável pelos próximos três meses, se se justificar. O governo manteve a isenção de TSU para o empregador, assim como o incentivo extraordinário à retoma da atividade, ou seja, um salário mínimo nacional, por cada posto de trabalho após a reabertura da atividade.

A partir desta sexta-feira, está disponível o formulário no site da Segurança Social para o pedido de acesso a este apoio. O apoio, garante o ministro, carece apenas de um requerimento da entidade empregadora, declarando qual a situação em que se insere e indicando os trabalhadores que devem ser colocados nesta situação: seja de redução do período normal de trabalho ou suspensão.

Sobre a questão de como será pago o lay off, o ministro esclarece que, “nos termos do Código de Trabalh, a comparticipação da Segurança Social é paga ao trabalhador. Aquilo que se vai passar é que esta comparticipação será transferida, em princípio, numa data certa, e portanto os empregadores também poderão adaptar a tesouraria da empresa às datas das transferências”

Recorde-se que inicialmente, o governo tinha estipulado que podiam aceder ao ‘lay-off’ simplificado as empresas que tenham uma “quebra abrupta e acentuada de, pelo menos, 40% da faturação, nos 60 dias anteriores ao pedido”. Mas foram várias as vozes que contestaram a medida, afirmando que o período devida ser encurtado.

Moratória bancária para as empresas e famílias
Outra das medidas hoje anunciadas pelo governo, e que se junta ao pacote de medidas económicas já anteriormente lançadas, é a moratória bancária para famílias e empresas. “Todos os créditos junto de bancos e outras instituições financeiras que vençam nos próximos seis meses (prestações de capital e juros, rendas, etc) estão suspensas até 30 de setembro de 2020. Os contratos são prorrogados na mesma medida dos seis meses”, afirma Pedro Siza Vieira.

Para o ministro da Economia, esta medida “irá proporcionar um alívio muito significativo do esforço que as empresas e famílias têm que fazer perante o sistema financeiro”. A medida é aplicável a todas as empresas independentemente da sua dimensão, bem como aos créditos à habitação para aquisição de habitação permanente para as famílias que se vejam mais afectadas por esta situação.

“Esta é uma medida inédita na Europa, que permite, não só que as empresas e famílias se vejam aliviadas de um esforço muito significativo nos próximos tempos, mas também que ao beneficiarem destas medidas não fiquem marcadas como devedores em dificuldades, sendo-lhes dificultado mais tarde o acesso ao crédito”, defende o ministro.

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São Paulo passa a exigir certificado de vacinação a partir de 15 de dezembro

Informação foi avançada por João Doria, governador do estado de São Paulo, que revelou que o certificado vai ser exigido nos aeroportos internacionais do estado, a partir de 15 de dezembro.

O estado de São Paulo, no Brasil, anunciou que vai passar a exigir o certificado de vacinação aos viajantes que cheguem ao país a partir de 15 de dezembro, independentemente de qual venha a ser a decisão do Governo Federal sobre a exigência do documento.

De acordo com a Lusa, que cita João Doria, governador de São Paulo, estado que é o mais populoso do Brasil, o certificado de vacinação vai passar a ser exigido nos aeroportos internacionais do estado a partir de 15 de dezembro, mesmo que o Governo brasileiro venha a decidir em sentido oposto.

“Aqui não vai ser um paraíso dos negacionistas. Portanto, se o Governo Federal não adotar o passaporte até 15 de dezembro, São Paulo o fará e o exigirá nos seus aeroportos internacionais”, disse o governador de São Paulo, João Doria, que é contra a firme rejeição dessa medida por parte do Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro.

João Doria lembrou que o certificado de vacinação contra o novo coronavírus já foi adotado por vários países no mundo e destacou que chegou a ser recomendado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa, órgão regulador do Brasil) para evitar a disseminação da doença, como forma a fazer face aos temores pela variante Ómicron.

“A medida foi corretamente recomendada pela Anvisa. Não há razão para que o Governo Federal negue ou não avance no passaporte, exceto por questões políticas ou ideológicas”, acrescentou, numa crítica ao Presidente brasileiro, que ainda na terça-feira, 7 de dezembro, reafirmou que não restringirá o acesso ao país através da apresentação de certificados de vacinação, ainda que seja necessário apresentar um teste negativo à chegada, enquanto os não vacinados devem cumprir um período de quarentena de cinco dias.

Recorde-se que, além de ser o estado mais populoso do Brasil, com 42 milhões de habitantes, São Paulo é também o estado mais rico e a principal porta de entrada no país, uma vez que dispõe do maior aeroporto internacional da América do Sul.

 

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Pedro Machado reeleito presidente da Agência Regional de Promoção Turística Centro de Portugal

Pedro Machado, que é também presidente da Entidade Regional de Turismo Centro de Portugal, liderava a única lista candidata à ARPTC e que foi eleita por unanimidade na terça-feira, 7 de dezembro.

Pedro Machado foi na passada terça-feira, 7 de dezembro, reeleito como presidente da Agência Regional de Promoção Turística Centro de Portugal  (ARPTC) e vai liderar a entidade público-privada par a promoção da região durante o próximo triénio.

De acordo com um comunicado enviado à imprensa, Pedro Machado, que é também presidente da Entidade Regional de Turismo Centro de Portugal, liderava a única lista candidata à ARPTC e que reuniu a unanimidade dos 70 associados que votaram neste ato eleitoral, que elegeu os órgãos sociais da entidade para o período entre 2022 e 2024.

Além de Pedro Machado, também Jorge Loureiro (AHRESP) se mantém na agência como vice-presidente, enquanto Luís Veiga (Grupo Natura IMB) preside à Assembleia-Geral e Paulo Romão (Casas do Côro) preside ao Conselho Fiscal.

“O resultado desta eleição expressa a confiança dos agentes privados da região no trabalho que esta equipa tem desempenhado na promoção externa do Centro de Portugal. Os 100% de votos favoráveis em urna são a prova cabal da confiança no trabalho desenvolvido e um voto de estímulo para o futuro”, considerou Pedro Machado, após o ato eleitoral.

Segundo o responsável, neste mandato, o objetivo passa por alargar o âmbito de ação com novos associados para a ARPTC, assim como com representantes de outros já consolidados, de forma a representar todo o território do Centro de Portugal.

“Os órgãos sociais agora eleitos integram representantes dos setores do golfe, da animação turística e das aldeias de montanha, entre outros. O nosso objetivo é representarmos de forma abrangente todo o território do Centro de Portugal e reforçarmos a promoção das empresas da região nos 25 mercados internacionais onde a ARPTC está presente”, acrescenta o responsável.

A aposta no futuro Convention Bureau do Centro de Portugal, nomeadamente para “captar eventos, como congressos, conferências e seminários, ao longo de todo o ano”, assim como a integração da agenda da sustentabilidade económica, social e ambiental nas prioridades da agência, são os principais tarefas que Pedro Machado já elegeu como prioritárias para este mandato.

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Caminho da Geira e dos Arrieiros para Compostela atrai cada vez mais peregrinos

Há cada vez mais peregrinos a escolherem o Caminho da Geira e dos Arrieiros para chegarem a Santiago de Compostela, 90% a partir de Braga.

Até final de novembro deste ano fizeram o Caminho da Geira e dos Arrieiros quase 800 peregrinos, o segundo valor mais elevado, a seguir a 2019 (ano completo), quando foram registadas 862 pessoas.

Desde que foi apresentado, há cinco anos, este itinerário foi escolhido por pelo menos 2.119 peregrinos, 90% dos quais começaram em Braga com destino a Santiago de Compostela.

Segundo as associações Codeseda Viva e Plataforma Berán no Caminho/AJCMR, a esmagadora maioria (1.907) iniciou o trajeto em Braga, metade do total fizeram-no a pé e os restantes em bicicleta. Estes dados significam que todos os dias, desde 2017, há pelo menos um peregrino a começar o percurso de 240 quilómetros que liga as capitais do Minho e da Galiza.

Se a análise incidir no quinquénio, conclui-se que 75% são portugueses e 20% espanhóis. Os restantes 5% estão repartidos por países como Itália, Inglaterra, Alemanha, Croácia, Ucrânia, Rússia, Polónia, Brasil, EUA, Austrália ou Países Baixos, sendo que 65% são homens.

O presidente da Associação Codeseda Viva, Carlos de Barreira, considera que estas estatísticas traduzem “algo de inédito entre os caminhos de Santiago à espera de reconhecimento do governo da Galiza”, aguardando que “tanto este organismo, como o Governo português decidam oficializá-lo em breve e dotá-lo de melhores condições”.

O presidente da Plataforma Berán no Caminho/AJCMR, Abdón Fernández revela que no próximo ano é intenção da plataforma organizar, em julho, um encontro de peregrinos “para assinalar o Ano Santo Jacobeu e consolidar Berán como ponto de referência e marco KM 100 do itinerário, na expetativa de que o trajeto “tenha o reconhecimento oficial do governo da Galiza no próximo ano e possa obter os apoios públicos necessários”, sobretudo ao nível de infraestruturas.

 

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Pandemia atrasa mas não altera rumo de Portugal no turismo médico

A alta taxa de vacinação e a resposta positiva do Serviço Nacional de Saúde (SNS) à pandemia ajudaram a projetar uma imagem positiva do país além-fronteiras e que pode contribuir para afirmar Portugal enquanto destino de excelência no turismo médico. Agora, é necessário retomar a promoção, até porque, apesar de não ter alterado a estratégia, a pandemia veio atrasar o trabalho que estava em curso.

Inês de Matos

A alta taxa de vacinação e a resposta positiva do Serviço Nacional de Saúde (SNS) à pandemia ajudaram a projetar uma imagem positiva do país além-fronteiras e que pode contribuir para afirmar Portugal enquanto destino de excelência no turismo médico. Agora, é necessário retomar a promoção, até porque, apesar de não ter alterado a estratégia, a pandemia veio atrasar o trabalho que estava em curso.

Conhecido pelos elevados gastos que motiva e receitas generosas que gera, o turismo médico tornou-se, a partir de 2017, numa aposta efetiva de Portugal. Este produto turístico, que segundo um estudo do mesmo ano do Conselho Mundial das Viagens e Turismo (WTTC, sigla em inglês) cresceu 358%, entre 2000 e 2017, passando a valer qualquer coisa como 11 mil milhões de dólares e a representar 1,2% dos gastos globais relacionados com o turismo a nível internacional, entrou oficialmente no radar nacional com a Estratégia Turismo 2027, quando “o Turismo de Saúde e Bem Estar, e o Turismo Médico em particular, foram identificados como ativos emergentes face ao seu reconhecimento internacional, potencial de crescimento e valor acrescentado”, lembra o Turismo de Portugal, em resposta ao Publituris.

A partir daí, foram surgindo várias iniciativas que visavam promover Portugal como um destino de referência para este tipo de turismo, que junta procedimentos e tratamentos médicos à típica oferta de lazer. O objetivo passava por aliar o melhor desta oferta de lazer, e pela qual o país já é reconhecido além-fronteiras – basta lembrar os inúmeros prémios recebidos – a um moderno conjunto de infraestruturas hospitalares privadas que o país também disponibiliza para mostrar que Portugal também pode ser uma opção neste produto.

Tudo parecia correr de feição e, apesar de se admitir que era preciso trabalho para dar visibilidade à oferta nacional e competir com países que há muito se afirmam neste tipo de turismo, projetos não faltavam. 2019 parecia mesmo ser o ano do tiro de partida para uma promoção mais constante. Em agosto desse ano, o Turismo de Portugal e o Health Cluster Portugal (HCP) lançavam o Portugal Health Passport, uma plataforma com toda a oferta de serviços médicos privados disponibilizados no país e que surgiu no âmbito da campanha Brelcome, destinada ao mercado britânico. Mais tarde, em dezembro, era a vez de ser assinado um protocolo de cooperação para a promoção internacional da oferta nacional neste segmento, cujo potencial volume de negócios, estimava o Turismo de Portugal, rondava os 100 milhões de euros por ano. Além de pretender impulsionar o reconhecimento e a notoriedade internacional do país enquanto destino de turismo médico, este protocolo visava também a gestão de sinergias entre o Turismo de Portugal, o HCP, a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) e a Associação Portuguesa de Hospitalização Privada (APHP), as quatro entidades que assinaram o documento.

Até que chegou a pandemia e tudo ficou em suspenso. “A pandemia teve impactos nunca até então vistos, designadamente no que diz respeito à mobilidade das pessoas o que, além de retirar as condições mínimas de estabilidade, fez cair o assunto para os níveis mais baixos de prioridade”, admite Joaquim Cunha, diretor executivo do HCP, em resposta ao Publituris.

Potencial

O impacto da pandemia nos planos traçados para o turismo médico foi, como diz Joaquim Cunha, “sobretudo o de suspender toda a atividade e dinâmica em curso”. O diretor executivo do HCP dá como exemplo a plataforma Portugal Health Passport que, neste período, foi “orientada para agilizar o processo de realização de testes” dos turistas que continuaram a visitar Portugal.

No entanto, apesar das muitas mudanças a que a COVID-19 obrigou, nem todas foram negativas, até porque, como acrescenta Nazir Sacoor, CEO da Longevity, que aposta no turismo médico, assim como no segmento de saúde e bem-estar no Longevity Health & Wellness Hotel, no Algarve, “a COVID-19 veio alertar todos que a saúde é o bem mais precioso”. “As pessoas estão mais atentas aos sinais que o corpo lhes dá e à importância que o sistema imunitário tem na defesa contra vírus”, considera, numa ideia que é também defendida por Joaquim Cunha, para quem a “pandemia tornou ainda mais clara a visão global da saúde, o que, conjugado com manifestos ganhos em termos da sua centralidade na vivência coletiva, alarga o quadro de oportunidades para o turismo médico”.

Certo é que, como considera Óscar Gaspar, presidente da Associação Portuguesa de Hospitalização Privada (APHP), Portugal conta com uma boa oferta neste segmento e tem “excelentes condições para se posicionar como um player relevante neste setor”.

Foi por isso que, explica o responsável, APHP entrou no protocolo de cooperação para promover a oferta nacional de turismo médico, cujos parceiros, defende Óscar Gaspar, têm condições de “provar que o turismo médico não é apenas uma ideia com potencial, mas tem mesmo condições de realizar esse potencial”.

Na opinião do responsável, “os hospitais privados em Portugal têm uma oferta diferenciada e de excelência comprovada”, que já vai sendo reconhecida em algumas áreas. “Há vários hospitais com acreditação internacional e já hoje há diversos casos em que o nosso país é o destino preferido para áreas como a avaliação e a traumatologia desportiva, por exemplo”, indica. Para Óscar Gaspar, “Portugal é um país que recebe bem, seguro, que respeita as pessoas e as suas culturas e é também um país muito desenvolvido na área das ciências da vida, pelo que esta aliança é claramente ganhadora e tem uma proposta de valor muito importante para quem nos quiser visitar (também) para tratar dos seus problemas de saúde”.

Além das condições hospitalares, Portugal conta ainda com oferta no âmbito da saúde e bem-estar, um mercado que, não estando diretamente ligado ao turismo médico (que pressupõe hospitalização), pode ser complementar, nomeadamente ao nível da recuperação ou de tratamentos terapêuticos não cirúrgicos, para os quais as termas, por exemplo, são há muito recomendadas. João Pinto Barbosa, diretor geral da Associação Termas de Portugal (ATP), concorda que o país tem potencial neste mercado e lembra que, apesar do mau momento que as estâncias nacionais viveram, com o encerramento por decreto durante 193 dias devido à pandemia, vários estudos internacionais têm demonstrado que “o termalismo desempenha um papel fundamental na redução de risco de doenças crónicas que têm maior correlação com os casos mais severos da doença COVID-19”, motivo pelo qual se mostra convicto que os próximos tempos vão trazer “oportunidades únicas para as Termas poderem afirmar o seu papel de protagonismo na melhoria da qualidade de vida”.

Imagem

Ao potencial que o país já tinha neste segmento e ao facto da saúde estar atualmente no centro das atenções, Portugal junta agora, e em resultado da pandemia, outra vantagem: a boa imagem com que saiu desta crise, fruto da resposta positiva à pandemia e da alta taxa de vacinação, que coloca o país na liderança mundial. Ao Publituris, o Turismo de Portugal diz não ter dúvidas de que, devido a essa resposta positiva, Portugal é, hoje, “percecionado internacionalmente como um bom exemplo em termos de organização e capacidade de resposta do SNS às situações decorrentes da crise pandémica, mas também no que toca à vacinação da população portuguesa, tendo atingido uma taxa de vacinação completa de 85% da população numa fração de meses”.

E também Joaquim Cunha considera que o país, ainda que “com alguns altos e baixos, sai desta crise associado a um desempenho dentro da média do que se observou na Europa e com um registo marcadamente positivo no que diz respeito ao processo de vacinação”, motivo pelo qual defende que, se a pandemia veio mudar alguma coisa na imagem de Portugal enquanto destino de turismo médico, essas foram até mudanças “de sentido positivo”, numa opinião que é partilhada pelos restantes players do setor ouvidos pelo Publituris.

Já Óscar Gaspar destaca essencialmente a alta taxa de vacinação que o país foi capaz de alcançar como uma prova da “capacidade de organização” portuguesa e sublinha que “as instituições de saúde e os seus profissionais, seja do SNS, seja de hospitais privados, têm excelentes condições, formação e empenhamento para responder às eventualidades que se colocam”.

Como diz o diretor executivo do HCP, “na Saúde, em regra, desafios e oportunidades andam muito juntos”. Por isso, associadas ao maior desafio que a saúde já trouxe ao país, começam agora a vislumbrar-se algumas vantagens. “Portugal geriu o processo de vacinação à escala nacional e a consequente redução de impacto negativo em infeções, hospitalizações e mortes relacionadas com a COVID-19 projetaram uma imagem positiva em termos de saúde pública e que ajuda sempre na afirmação da imagem no turismo de saúde e bem-estar e também no turismo médico”, concorda Nazir Sacoor, defendendo que, agora, “há que alavancar essa reputação e dar saltos qualitativos na afirmação de Portugal como destino de referência nesses dois mercados”.

Na ATP, a expetativa é igualmente positiva, com João Pinto Barbosa a lembrar que também “a conjuntura internacional pós-COVID-19 é favorável ao crescimento dos produtos de turismo de saúde e bem-estar, com a valorização crescente do equilíbrio do corpo em harmonia com a natureza, como forma de promoção da saúde e de combate à doença”.

Mais dúvidas parece ter Luís Veiga, administrador executivo do grupo Natura IMB Hotels, que há muito vem a apostar no turismo médico, assim como de saúde e bem-estar em todas as unidades do grupo, mas especialmente no H2otel, onde existem ofertas específicas de Medical Spa, e que considera que a pandemia “não afetou nem deixou de afetar” a imagem do país, uma vez que “Portugal nunca se posicionou estrategicamente nesse produto”.

Apesar de se mostrar critico face à estratégia, Luís Veiga considera que a capacidade do país se manter competitivo será o maior desafio da pandemia, até porque “a oportunidade será impactante se os investimentos forem direcionados para segmentos de valor acrescentado”.

Estratégia e promoção

Apesar da pandemia ter atrasado a promoção, não mudou a estratégia nem os objetivos. Como refere Óscar Gaspar “a estratégia não mudou necessariamente, esteve suspensa pela pandemia, e há que voltar ao propósito de promover Portugal como um destino de turismo médico”. “Os anos de 2020 e 2021 nem sequer justificavam esforço de promoção para um mercado que estava compulsivamente fechado. Este é o tempo de retomar as atividades”, considera.

Joaquim Cunha também concorda e revela que, mesmo durante a pandemia, o HCP não parou de promover Portugal enquanto “destino amigo da Saúde em todas as suas dimensões: ciência, inovação e indústria, e prestação de cuidados”, tendo mesmo lançado, em novembro de 2020, “a marca umbrella “Health Portugal” onde se pretende abrigar desde a biotecnologia e farma, até à exportação de I&D, passando pela smart health, pelos ensaios clínicos, ou pelo turismo médico”. O diretor executivo do HCP entende que os desafios neste segmento “estão, como estavam, essencialmente do lado reputacional”, o que passa por “afirmar e promover a qualidade” da oferta nacional nos mercados e geografias selecionadas como alvo, “suportada em produtos ajustados à procura”. E, neste ponto, acrescenta Joaquim Cunha, são esperadas novidades em breve. “Aproveitámos este tempo de defeso para, em conjunto com atores e entidades relevantes na área, trabalharmos o tema da promoção com resultados que estaremos em condições de colocar no terreno nos finais do corrente ano”, revela.

Tal com o HCP, também o Turismo de Portugal se manteve ativo e lembra o trabalho desenvolvido, “sobretudo ao nível da resposta à relevância acrescida que as temáticas da saúde têm na confiança e segurança dos consumidores”. Foi por isso que, explica o organismo, se associou, em julho de 2020, ao HCP para alargar os serviços da plataforma Health Passport a “todos os residentes estrangeiros que visitam Portugal”. “Desde o lançamento desta iniciativa, foram subscritos cerca de 4.500 Portugal Health Passports e recebidos mais de 10.000 pedidos para a realização de testes à COVID-19, sendo notória a correlação existente entre a agilização das viagens transfronteiriças e a procura do produto”, diz o Turismo de Portugal, que faz também um balanço positivo das restantes iniciativas lançadas em cenário COVID-19, a exemplo dos “seguros de viagem adaptados à nova realidade pandémica”, disponíveis desde agosto de 2020, ou do selo Clean&Safe, lançado em abril de 2020, com o objetivo de “reforçar a confiança em Portugal enquanto destino turístico”. “Paralelamente à estratégia de Saúde Pública seguida pelo país, que fez com que Portugal fosse apontado como modelo de sucesso, também a estratégia seguida no setor tem sido apontada como referência”, acrescenta o instituto, que considera que os “desafios impostos constituem uma oportunidade para a recuperação com um foco primordial na retoma da atividade de uma forma ainda mais forte e sustentável”.

Os desafios e oportunidades trazidos pela pandemia são inegáveis e, por isso, os players do setor são unanimes no pedido de mais promoção, até porque, refere o CEO da Longevity, Portugal continua a ser um destino desconhecido neste mercado. “O turismo de saúde cresceu significativamente e como tal, Portugal tem-se posicionado de maneira estruturada e sistematizada neste mercado, mas existe ainda um longo caminho a percorrer para que seja reconhecido internacionalmente”, refere, considerando que, também no turismo médico, que “exige outros fatores de competitividade e atratividade”, o país tem ainda “um longo caminho a percorrer”.

Nazir Saccor concorda que a COVID-19 “trouxe mais oportunidades” e diz que, nesta fase, o principal “desafio é saber agarrar essas oportunidades”, daí a importância da promoção para afirmar o país, uma vez que “a pandemia poderá ter despoletado o interesse por umas férias mais saudáveis”.

Tal como a Longevity, também as Termas de Portugal acreditam nas oportunidades que a pandemia trouxe, com João Pinto Barbosa a indicar que, neste momento, “a prioridade está na recuperação do mercado nacional”, ainda que também o mercado internacional não seja descurado. “A médio prazo equacionamos implementar um ambicioso plano de ações de promoção”, acrescenta.

Avaliação mais negativa volta a ter Luís Veiga, que considera que, no turismo médico, “é praticamente impossível competir a nível global com países cuja notoriedade é reconhecida atualmente como a Turquia ou a Índia”, ainda que admita que, na saúde e bem-estar, Portugal possa “assumir vantagens competitivas potencialmente interessantes desde que as propostas sejam claramente diferenciadoras”. O administrador do Grupo Natura IMB Hotels defende ainda que a pandemia poderia ter um impacto positivo na estratégia para o turismo médico se “houvesse uma estratégia ou um plano com ações e comunicação claras para chegar aos públicos-alvo”.

Futuro

Apesar de maiores ou menores dúvidas, o certo é que os players ouvidos pelo Publituris parecem estar confiantes quanto ao futuro do turismo médico em Portugal e, como diz mesmo o Turismo de Portugal, parece não haver “razão para que não sejam ambicionadas as metas traçadas no Protocolo do Turismo Médico em Portugal, ou seja, fomentar o Turismo Médico para conseguir chegar a um volume de negócios anual superior a 100 milhões de euros, no horizonte de 2025”.

Por parte do HCP, a expetativa também se mantém em alta, ainda que Joaquim Cunha continue a admitir que é preciso trabalhar para alcançar os objetivos traçados. “A expectativa mantém-se globalmente a mesma: elevado potencial, que necessita ser muito trabalhado e de ver reunidas algumas condições críticas de sucesso, umas de contexto e outras de robustecimento da oferta. As primeiras têm manifesta supremacia sobre as segundas e estão fora do nosso controlo. Nas segundas, com o envolvimento ativo dos seus principais atores, continuamos a trabalhar”, explica.

Já Óscar Gaspar acrescenta que Portugal tem uma “oferta de excelência e mobilizada para o efeito”, assim como “enquadramento institucional e vontade de prosseguir o trabalho necessário de articulação, auscultação dos mercados emissores, investimento e promoção”, motivo pelo qual considera que, em 2022 e 2023, a promoção deste produto deverá voltar em força. “Acreditamos que as especialidades selecionadas (Oftalmologia; Cirurgia plástica; Ortopedia; Check-ups; Oncologia; Procriação Medicamente assistida; Ginecologia e Obstetrícia; Cardiologia & Cirurgia cardíaca; Obesidade e Reabilitação) vão ao encontro das necessidades e que em 2022 e 2023 possamos voltar a ter a nossa estratégia no terreno”, refere.

Nas Termas de Portugal, o feedback também não se altera e João Pinto Barbosa frisa que “todas as tendências internacionais apontam para um futuro promissor para as Termas”. “A pandemia trouxe a alteração de comportamentos e profundas alterações nas motivações de procura de bens e serviços turísticos e de saúde. É seguro afirmar-se que o interesse por serviços de saúde para prevenção de doença, reforço de imunidade e promoção de comportamentos e estilos de vida saudável, continuará a ter um crescimento exponencial nos próximos anos”, defende.

Na Longevity, Nazir Sacoor também está confiante e diz que tanto o turismo médico como o de saúde e bem- -estar “revelam forte crescimento internacional”. “Com uma separação em termos de definição e promoção internacional para o turismo de saúde e bem-estar e o turismo médico, Portugal pode aumentar a sua reputação em ambas as áreas”, acrescenta.

Já Luís Veiga mostra-se dividido, uma vez que diz ter uma expetativa “muito apreciável no que respeita à procura sustentada de oferta de propostas de saúde e bem-estar”. Já em relação ao turismo médico, o administrador do Grupo Natura IMB Hotels aponta “expectativas reduzidas” e diz que, em ambos os mercados, “o maior desafio” do país será ter capacidade para se manter competitivo no futuro.

 

 

 

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Transportes, alojamento e restauração mantêm-se entre os setores que menos criam novas empresas

Até 30 de novembro, nasceram em Portugal 38 211 novas empresas, valor que, segundo a consultora Informa D&B, revela “ainda alguma fragilidade, sobretudo nos setores mais afetados pela pandemia”.

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Os transportes, o alojamento e a restauração mantiveram-se, até final de novembro, entre os setor que menos novas empresas criaram, avança o Barómetro Informa D&B, que alerta que alguns “setores que sofreram maiores impactos da pandemia e das medidas restritivas decretadas para a combater mostram ainda uma maior distância face aos valores de 2019”.

No caso dos transportes, a quebra na criação de novas empresas chega aos 56% face a igual período de 2019, enquanto no alojamento e restauração há ainda uma descida de 28% face ao acumulado até novembro de 2019.

De acordo com o Barómetro Informa D&B, até 30 de novembro, nasceram em Portugal 38 211 novas empresas, valor que, segundo a consultora, revela “ainda alguma fragilidade, sobretudo nos setores mais afetados pela pandemia”, uma vez que, apesar de representarem um crescimento de 9,4% em relação ao mesmo período de 2020, estão ainda 16,7% atrás de 2019, o último ano antes da pandemia”.

O Barómetro Informa D&B prevê ainda que “2021 deverá terminar com a criação de novas empresas ao nível de 2017, que foi cerca de 38 mil”, uma vez que os “meses de outubro e novembro de 2021 voltaram a superar os meses homólogos, após uma quebra em agosto e setembro”.

Por setores, o destaque vai para as atividades imobiliárias, que registou um “grande crescimento na criação de novas empresas, à semelhança do que aconteceu antes da pandemia”, uma vez que “nasceram neste setor 4 588 novas empresas, o que representa um crescimento de 6,1% face a 2019 e de 33% quando comparado com 2020”, sendo já o terceiro setor com mais nascimentos de novas empresas, num crescimento que é comum a todo o país, com “exceção dos grandes centros urbanos como Lisboa, Porto e Coimbra”.

Além das atividades imobiliárias, também o setor das Tecnologias da informação e Comunicação, assim como da Agricultura e outros recursos naturais registam crescimento em relação a 2019, com subidas de 6,1% e 0,4% na criação de novas empresas, respetivamente.

Já os encerramentos e insolvências continuam a registar valores inferiores a 2019, com a Informa D&B a realçar que “muito provavelmente” isso se deve “às medidas de apoio que o Estado português colocou à disposição das empresas”.

No total, encerraram este ano 11 091 empresas, menos 6,4% que no período homólogo e menos 21,4% do que em 2019, com a descida do número de encerramentos a ser comum a todos os setores de atividade, com exceção do alojamento e restauração, bem como dos serviços gerais.

“Até 30 de novembro, 1 820 empresas iniciaram um processo de insolvência, valor que representa uma descida de 14,8% face a 2020 (menos 315 novos processos) e de 10,1% face a 2019 (menos 204 novos processos). A esmagadora maioria dos setores de atividade encontra-se em níveis inferiores a 2019, com a exceção do Alojamento e Restauração (+86 novos processos) e dos Serviços Gerais (+36 novos processos)”, indica a consultora.

 

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OMT contra restrições gerais às viagens

Com o avanço da nova variante da COVID-19 – Ómicron – a Organização Mundial do Turismo mostra-se preocupada com as restrições gerais, principalmente, aos países da África Austral e apela à coordenação e não à discriminação.

Victor Jorge

A Organização Mundial do Turismo (OMT) mostrou-se, recentemente, contra as restrições gerais que vêm sendo impostas sobre as viagens, tendo chamado à atenção para este facto na 24.ª Assembleia-geral da entidade das Nações Unidas.

No evento que se realizou na capital espanhola, de 30 de novembro a 3 de dezembro, países de todo o mundo expressaram a sua solidariedade para com as nações da África Austral, pedindo o levantamento imediato das proibições de viagens impostas a países específicos e para que a liberdade de viagens internacionais seja reposta.

A OMT destaca, de resto, as declarações do secretário-geral das Nações Unidas e o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS) em relação à injustiça e ineficácia das restrições gerais das relativamente aos países do sul de África.

Restrições ineficazes e discriminatórias
À luz dos desenvolvimentos recentes, a OMT lembra, mais uma vez, que aos países que a imposição de restrições gerais às viagens é “discriminatória, ineficaz e contrária às recomendações da OMS”.

Além disso, em nota de imprensa, a OMT refere que “as restrições gerais também podem estigmatizar países ou regiões”.

Durante a assembleia geral da OMT, diversos Estados Membros e parceiros, incluindo vozes de organizações internacionais e do setor privado, fizeram ecoar o conselho da OMS ao apontar que “as restrições de viagens só devem ser impostas como último recurso em resposta a mudanças de circunstâncias”. Além disso, foi enfatizado que, se forem introduzidas restrições, estas devem ser “proporcionais, transparentes e cientificamente fundamentadas”.

Estas restrições deverão ter, igualmente, em conta uma “apreciação completa” do que significaria interromper as viagens internacionais para os mais vulneráveis, incluindo os países em desenvolvimento e “indivíduos que dependem do turismo para a sua sobrevivência”.

Coordenação e não discriminação
Desde o início da pandemia da COVID-19, a OMT tem apelado para ações coordenadas e com base em evidências para equilibrar as preocupações de saúde pública, de modo a manter a atividade do turismo “intacta”.

Nos últimos meses, segundo avança a OMT, “essa abordagem tem-se mostrado a mais eficaz”, com a organização a fazer notar que “os níveis de viagens e vacinação estão intimamente ligados”, demonstrando-se que “o surgimento de novas variantes é facilitado por baixos níveis de vacinação”.

Como tal, a OMT apela a todos os países para agirem em “solidariedade” para garantir o “acesso equitativo” às vacinas, para o reconhecimento de todas as vacinas aprovadas pela OMS para viagens internacionais, e para se facilitar o acesso a patentes para a produção local de vacinas.

 

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Cabo Verde ganha 1º campo de golfe relvado

A ilha do Sal, em Cabo Verde, acaba de ganhar o primeiro campo de golfe relvado do país, o primeiro de três fases de um projeto , que na sua conclusão final, contará com três percursos e um total de 27 buracos.

Na ilha do Sal, mais propriamente em Santa Maria, acaba de ser inaugurado o primeiro campo de golfe relvado do país, o Viveiro Golfe Resort, investimento que visa ajudar na diversificação da oferta turística em Cabo Verde.

O campo de golfe é o primeiro de três fases deste projeto que na sua conclusão final, contará com três percursos e um total de 27 buracos.

Nesta primeira fase, o projeto conta com um campo de golfe de nove buracos, um clube com espaço de restauração e toda a infraestruturação para o resort que terá, na sua fase final, uma zona hoteleira e residencial, espaços comerciais, de serviços e de lazer, circundado por mais de três mil palmeiras.

Além da sua vocação ambiental, o Viveiro Golfe Resort, que aposta nas energias renováveis, no verde e na sustentabilidade. abre as portas do país para um nicho de turismo ainda por explorar, com turistas de “alto padrão, amantes desta modalidade desportiva, com a vantagem de poderem praticar a modalidade em um clima ameno durante todo o ano”, segundo o promotor do projeto, Yanine Mariano.

O empresário, citado pela imprensa cabo-verdiana, referiu que “este foi o meu sonho desde que cheguei a esta linda ilha, torná-la um pouco mais verde. Foi um grande desafio, mas hoje estou muito orgulhoso de ver o meu sonho realizado, um bem comum”, manifestou, prognosticando que este investimento irá inserir a ilha do Sal no circuito internacional do turismo de golfe.

Acentuou que muitos turistas, mais de cinco milhões de europeus que viajam, escolhem os destinos turísticos com base na presença do campo de golfe. E isso, nos posicionará como novo destino popular”.

Na ocasião, o vice-primeiro ministro de Cabo Verde, Olavo Correia, anunciou que o governo tem um “projeto forte” para a ilha do Sal, chamado plano operacional do turismo, que engloba investimento no Pontão de Santa Maria, nas acessibilidades, criação de condições a nível de ofertas com mais qualidade, para que o turismo, conforme disse, possa avançar.

 

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AHRESP quer medidas que compensem “redução prevista de faturação” com suspensão das festas de Ano Novo

A AHRESP defende que a suspensão das festividades de Ano Novo, decidida por várias autarquias do país, vem “abalar a confiança, quer das empresas quer dos consumidores”.

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A suspensão das festas de Ano Novo um pouco por todo o país, devido ao aumento de casos de COVID-19, vai ter impacto na confiança e deverá provocar uma redução de faturação para as empresas da restauração e alojamento turístico, motivo pelo qual  devem ser adotadas medidas compensatórias, defende a Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP).

“Perante o impacto que estas decisões têm na confiança de todos, a AHRESP apela para que haja, urgentemente, soluções que compensem a redução prevista de faturação das empresas que dependem, de forma direta e indireta, de ações de promoção turística de promoção do país e do território”, lê-se no comunicado divulgado esta terça-feira, 7 de dezembro, pela associação.

A AHRESP defende que a suspensão das festividades de Ano Novo, que foi decidida por várias autarquias do país, vem “abalar a confiança, quer das empresas quer dos consumidores” e, apesar de não por em causa os motivos que levaram aos cancelamentos,  reforça que estas celebrações têm “um papel muito importante para o Turismo, em particular para a dinamização das atividades da restauração, similares e do alojamento turístico”.

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Parlamento Europeu aprova 10M€ para PME do turismo

As pequenas e média empresas europeias do setor do turismo vão beneficiar de um apoio de 10 milhões de euros, dotação ainda aquém do exigido pela eurodeputada portuguesa, Cláudia Monteiro de Aguiar.

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O Parlamento Europeu (PE) aprovou, na última sessão plenária do orçamento da União Europeia 2022, uma linha de apoio específica para as pequenas e médias empresas (PME) do turismo no valor de 10 milhões de euros.

Esta dotação orçamental, inserida no programa “Single Market” (programa a favor do mercado único), está ainda longe do valor apresentado pelo Parlamento Europeu e exigido pela eurodeputada portuguesa Cláudia Monteiro de Aguiar.

A presidente pelo Grupo do PPE da Task Force do Turismo do Parlamento Europeu, na Comissão dos Transportes e Turismo, organizou um debate intitulado “Financiamento disponível para o turismo no presente quadro Financeiro Plurianual 2021-2027 e no Next Generation UE”, durante o qual questionou a Comissão sobre a prioridade que irá dar para gerir este montante de 10 milhões e se vão abrir alguma “call” para 2022 para que as pequenas e médias empresas possam apresentar as suas candidaturas.

A eurodeputada reiterou a necessidade de criar um programa específico e uma política comum da União e, por isso, o Parlamento Europeu e a Task Force “irão continuar a pedir mais apoios”, para realçar que “o sector precisa efetivamente de um fundo próprio para fazer face aos desafios futuros da digitalização e da transição energética e ambiental”.

Refira-se que, desde 2015, a eurodeputada do PSD tem defendido a criação de uma linha de apoio direto ao sector do turismo, que o Parlamento Europeu aprovou, no valor de 350 milhões de euros, mas que tem encontrado resistência no Conselho Europeu e na própria Comissão Europeia. Devido ao surto pandémico, Bruxelas concordou uma dotação de 10 milhões de euros, só para 2022, alocados ao turismo, valor esse inserido no programa a favor do mercado único, que, por sua vez, totaliza 613,5 milhões de euros.

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Portugal volta a ser considerado de “risco máximo” pelos EUA

Com os dias festivos a aproximarem-se, os EUA sobem Portugal no ranking de perigosidade, desaconselhando as viagens ao nosso país. Voltamos a constar dos destinos de “risco máximo”.

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O Centro de Prevenção e Controlo de Doenças (Centers for Diseases and Control Prevention – CDC, em inglês), voltou a colocar Portugal na “lista vermelha” no que diz respeito às viagens.

“Evite viajar para Portugal”, pode ler-se no site do CDC, no qual é possível ver que Portugal passou, novamente, a ser considerado como de “risco máximo”, passando, assim, do nível 3 para o nível 4.

“Se tiver de viajar para Portugal, certifique-se que está totalmente vacinado antes de realizar a viagem”, alerta o CDC, salientando ainda que, “devido à corrente situação em Portugal, mesmo pessoas totalmente vacinadas podem correr riscos de contrair e contagiar outras pessoas com outras variantes de COVID-19”.

Mas não foi somente Portugal que passou a figurar classificação mais alta da agência governamental norte-americana, que tem mais de 80 destinos na lista, incluindo países como França, Chipre, Liechtenstein, Tanzânia e Jordânia.

Além de todas as advertências, o CDC destaca, igualmente, a necessidade de seguir as recomendações ou requisitos exigidos pelo país, incluindo o uso de máscara e a manutenção de distância de segurança.

 

 

 

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